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Teste 3

O documento é um exame de Direito da União Europeia da Universidade Portucalense Infante D. Henrique, realizado em 10 de janeiro de 2022, com duração de 2 horas e valendo 20 valores. O exame consiste em duas partes, abordando temas como a independência do judiciário e a transposição de diretivas da UE, com critérios de correção detalhados para avaliar as respostas dos alunos. Os alunos devem fundamentar suas respostas juridicamente e relacionar os conceitos ao direito europeu e português.

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Mara Alves
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Teste 3

O documento é um exame de Direito da União Europeia da Universidade Portucalense Infante D. Henrique, realizado em 10 de janeiro de 2022, com duração de 2 horas e valendo 20 valores. O exame consiste em duas partes, abordando temas como a independência do judiciário e a transposição de diretivas da UE, com critérios de correção detalhados para avaliar as respostas dos alunos. Os alunos devem fundamentar suas respostas juridicamente e relacionar os conceitos ao direito europeu e português.

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lOMoARcPSD|51000768

MT DUE 21- 22 - exame ano passado

Direito da União Europeia (Universidade Portucalense Infante D. Henrique)

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TIPO DE PROVA: teste DATA: 10/01/2022 18 h

ANO LETIVO: 2021 / 2022 1.º SEMESTRE

1.º CICLO EM Direito

UNIDADE CURRICULAR:
DIREITO DA UNIÃO EUROPEIA - 2.º ANO

Duração da prova: 2 horas

OBSERVAÇÕES
A duração do exame é de 120 minutos e a sua ponderação é de 50% da nota final relativa à parte
escrita da época normal.
Este teste é constituído por dois grupos, que deve realizar em folhas de exame SEPARADAS
devendo ler atentamente todo o enunciado da prova antes de começar a responder. Todas as respostas
devem ser completas e fundamentadas juridicamente.
A estruturação e o grau de precisão das respostas, bem como a correção ortográfica e gramatical,
são considerados na avaliação.
Quando presente um texto introdutório, as respostas deverão ter com ele uma relação objectiva,
sendo essa conexão elemento de avaliação.

I (7 valores)

“Sem um judiciário independente não existe Estado de Direito e o Estado de Direito não existe
sem juízes imparciais e inamovíveis.”
Aula Aberta de 17/11/2021, UPT

a) Interprete o valor presente no texto por referência à construção da União


Europeia.
(3,5 valores)

b) Demonstre com exemplos e explique a possibilidade de novas adesões na


ideia de respeito pelo acervo da União.
(3,5 valores)

[Link].92.0

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II (13 valores)

A 7 de junho de 2021 terminou o prazo de transposição da DIRETIVA (UE)


2019/790 DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO, de 17 de abril de
2019 relativa aos direitos de autor e direitos conexos no mercado único digital. À data
apenas a França, Hungria e Chéquia transpuseram a Diretiva. Portugal ainda não tinha
transpôs esta diretiva, tendo apenas o Governo aprovado duas propostas de lei sobre a
matéria em setembro de 2021.

a) Explique o ato normativo em apreço e a sua base jurídica, mencionando


apropriadamente o princípio do efeito direto na sua resposta.
(5 valores)

b) Identifique o papel desempenhado pela Comissão para a adoção do ato,


referindo as competências desta entidade.
(5 valores)

c) Explicite o papel do princípio da atribuição no quadro eurocomunitário.


(3 valores)

[Link].92.0

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TIPO DE PROVA: teste DATA: 10/01/2022 18 h

ANO LETIVO: 2021 / 2022 1.º SEMESTRE

1.º CICLO EM Direito

UNIDADE CURRICULAR:
DIREITO DA UNIÃO EUROPEIA - 2.º ANO

Duração da prova: 2 horas

Grelha de critérios de correção desenvolvidos por excesso abrangente, na intenção de permanecerem


como tópicos de estudo em futuros períodos de avaliação.
As grelhas de correção são elaboradas para as diversas questões para constituírem uma orientação
adequada e suficiente para assegurar a uniformidade dos critérios de correção na classificação das provas,
princípio elementar subjacente ao ato de corrigir. Admite-se, no entanto, que as respostas concretas
podem apresentar análises, ou mesmo simples perspetivas, que não tenham sido ponderadas na
elaboração da grelha. Assim, sem prejuízo da necessidade de assegurar critérios uniformes, sempre que as
respostas apresentem, com base jurídica e nos dados do enunciado da prova, soluções diferentes das
indicadas na grelha de correção que sejam consideradas abordagens plausíveis e não desadequadas do
bom entendimento jurídico, poderão considerar-se tais respostas válidas para efeitos de classificação.
Total: 20 valores

I (7 valores)
a) (3,5 valores)

O aluno deve construir um texto com a descrição pedida.

O aluno deve identificar os seguintes pontos, em texto coerente:

- Identificação da necessidade de estabelecimento de uma Comunidades no seio da


Europa, como mote para o fim de guerras na sua circunscrição geográfica;
- Identificação das fases da cooperação e de integração, fazendo menção à nova fase de
integração, dando particular enfoque ao Tratado de Lisboa e o seu papel de
sedimentação de uma União de Direito (já proclamada com o Acórdão Os Verdes);
- Identificar o valor do Estado de direito, mencionado no artigo 2.º do TUE.

[Link].92.0

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- Identificar o princípio da independência dos juízes e relacioná-lo com o princípio da


tutela jurisdicional efetiva e o princípio do Estado de Direito, mencionado os artigos
19.º TUE, e 47.º CDFUE.
- Mencionar a relevância do Acórdão Associação Sindical de Juízes Portugueses e seu
contributo para a sedimentação de uma União de Direito.
- Identificar o Estado de direito e a tutela jurisdicional efetiva como princípios gerais
comuns aos direitos dos Estados-Membros, que fazem parte das suas tradições
constitucionais, mencionado o artigo 6.º TUE.

Menção ao texto para demonstrar a confirmação dos elementos pedidos.


Apreciação global do texto elaborado atendendo às advertências feitas
atempadamente nas aulas e na própria prova de fundamentação jurídica, boa
construção do texto e completude da resposta.

b) (3,5 valores)

O aluno deve construir um texto com a descrição pedida.

Deve referir os seguintes aspetos:

- O surgir das Comunidades Europeias: Comunidade Europeia do Carvão e do Aço


(CECA), Comunidade Económica Europeia (CEE) e Comunidade Europeia da Energia
Atómica (CEEA) e sucessivos alargamentos através de um procedimento específico dos
respectivos tratados de adesão (artigo 49.º do TUE);
- Identificação de algumas (não exaustiva) adesões aos tratados institutivos, bem como
os anos de assinatura e de início de vigência dos tratados de adesão: Tratado de
Bruxelas de 22 de Janeiro de 1972 - 1.º Alargamento: Reino Unido, Dinamarca e
Irlanda; Tratado de Atenas de 28 de Maio de 1979 - 2.º Alargamento: Grécia; Tratado
de Lisboa e Tratado de Madrid de 12 de Junho de 1985 - 3.º Alargamento: Portugal e
Espanha; Tratado de Corfu de 23 de Junho de 1994 - 4.º Alargamento: Áustria, Suécia
e Finlândia; Tratado de Atenas de 16 de Abril de 2003 - 5.º Alargamento: Estónia,
Polónia, República Checa, Eslovénia, Hungria, Letónia, Lituânia, Eslováquia, Malta,
Chipre; Tratado do Luxemburgo de 25 de Abril de 2005 - 6.º Alargamento: Roménia,
Bulgária; Tratado de Bruxelas de 9 de Dezembro de 2011 - 7.º Alargamento: Croácia,
conforme o texto (não se pede ao aluno que indique as datas com esta precisão, apenas
o ano dos alargamentos que mencionar, mas indica-se aqui a referência completa).

[Link].92.0

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lOMoARcPSD|51000768

Estes tratados implicam sempre algumas pequenas modificações nos tratados


institutivos, nomeadamente nos artigos relativos à composição das instituições.
- O conjunto de todo o direito comunitário forma o acervo comunitário a que qualquer
candidato a Estado-Membro tem de aderir como um todo. O artigo 49.º TUE menciona
as condições de adesão à UE. Este artigo remete para o artigo 2.º TUE que consagra
os valores da UE, entre os quais se encontra o Estado de direito. Para completar os
critérios de Copenhaga, deverá ainda ser feita uma menção aos princípios decorrentes
do artigo 6.º TUE.

Menção ao texto para demonstrar a confirmação dos elementos pedidos.


Apreciação global do texto elaborado atendendo às advertências feitas
atempadamente nas aulas e na própria prova de fundamentação jurídica, boa
construção do texto e completude da resposta.

II (13 valores)

a) (5 valores)
O aluno deve identificar os seguintes pontos, em texto coerente:

- As diferentes fontes do DUE – apresentação genérica


- Enquadramento da diretiva como ato de direito derivado
- Enquadramento jurídico da resposta (DUE): artigos 288.º, 294.º e 297.º TFUE
- Identificação das caraterísticas da diretiva (objetivo, transposição, vinculação, prazo,
etc.)
- Transposição para o direito interno e enquadramento no ordenamento português
(incluindo o artigo 112.º, n.º 8 da CRP)
- Referência ao incumprimento e subsequentes processos da não transposição
- Atento o facto de as diretivas não serem diretamente aplicáveis, ficando na
dependência da adoção, pelos Estados-Membros, de medidas de transposição,
despontaram a necessidade de acautelar os seus efeitos quando tais densificações não
eram levadas a efeito pelos Estados-Membros;
- Neste sentido, o TJUE desenvolveu o princípio do efeito direto (corolário da
cooperação leal – artigo 4.º, n.º 3, do TUE), através do qual uma disposição de uma
diretiva poderá ser diretamente invocada, desde que preenchidos os seguintes

[Link].92.0

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pressupostos: 1) a disposição conferir direitos a particulares; 2) de forma clara,


precisa e incondicionada; 3) já ter decorrido o prazo de transposição; 4) e tratar-se de
um efeito direto vertical (particular vs Estado-Membro). O efeito direto vertical
invertido foi proibido pelo TJUE (Estado contra particular, no Acórdão Berlusconi). O
efeito direto horizontal nunca foi declarado enquanto tal pelo TJUE, embora seja
possível referir a interpretação indireta da diretiva ou interpretação conforme
(Acórdão Dori).

Apreciação global do texto elaborado atendendo às advertências feitas


atempadamente nas aulas e na própria prova de fundamentação jurídica, boa
construção do texto e completude da resposta.

b) (5 valores)
O aluno deve identificar os seguintes pontos, em texto coerente:

- a Comissão como instituição originária das Comunidades Europeias (artigos 13.º, n.º
1, do TUE e 244.º a 250.º do TFUE);
- a Comissão como órgão que representa o interesse geral da União (artigo 17.º, n.º 1,
do TUE);
- e que exerce o poder de iniciativa, como “motor” da União (artigos 289.º, n.º 1 e 3 do
TFUE, 17.º, n.º 2, do TUE);
- a Comissão como guardiã dos Tratados, zela pelo respeito do direito da União,
juntamente com o Tribunal de Justiça (artigo 17.º, n.º 1, do TUE);
- os membros da Comissão correspondem a um comissário por cada Estado-Membro a
quem é atribuída uma pasta;
- num processo partilhado, pré-designação pelo Conselho Europeu que terá em conta
os resultados das eleições ao Parlamento Europeu e “depois de proceder às consultas
adequadas” (Declaração n.º 11 anexa aos Tratados), seguindo-se depois a tramitação
indicada;
- eleição pelo Parlamento Europeu do Presidente da Comissão (artigo 14.º, n.º 1, e
artigo 17.º, n.º 7, do TUE);
- os seus membros são nomeados por 5 anos por comum acordo dos Estados Membros
sendo posteriormente sujeitos à aprovação pelo Parlamento Europeu (artigo 17.º, n.º 3,
4 e 7 do TUE).

[Link].92.0

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Menção ao texto para demonstrar a confirmação do elemento presente


(capacidade de adotar atos de direito da União Europeia, artigo 288.º do TFUE).
Apreciação global do texto elaborado atendendo às advertências feitas
atempadamente nas aulas e na própria prova de fundamentação jurídica, boa
construção do texto e completude da resposta.

c) (3 valores)
O aluno deve identificar os seguintes pontos, em texto coerente:

- identificação do princípio de direito da União Europeia, neste caso o princípio das


competências por atribuição e sua explicação;
- justificação com artigos dos Tratados, nomeadamente artigos 13.º, n.º 2, e 4.º, n.º 1, e
5.º, n.º 1 e 2, do TUE;
- menção às fontes de direito da União Europeia e inserção dos princípios nesse
contexto.

Apreciação global do texto elaborado atendendo às advertências feitas


atempadamente nas aulas e na própria prova de fundamentação jurídica, boa
construção do texto e completude da resposta.

Para todas as respostas são indicados os manuais:

CAMPOS, João Mota de; CAMPOS, João Luiz Mota de e PEREIRA, António Pinto. Manual de Direito
Europeu - O sistema institucional, a ordem jurídica e o ordenamento económico da União Europeia.
Coimbra: Wolters Kluwer | Coimbra Editora. 7.ª ed., 2014.

GORJÃO-HENRIQUES, Miguel. Direito da União. Coimbra: Livraria Almedina. 8.º ed., 2017.

MARTINS, Ana Maria Guerra. Manual de Direito da União Europeia. Almedina Editora. 2.ª ed., 2017.

A prova deve ser realizada com recurso e utilização dos textos:

TUE – Tratado da União Europeia


TFUE – Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, ambos na versão alterada pelo Tratado de
Lisboa de 2007
CRP – Constituição da República Portuguesa, em versão posterior a 2005

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