ÓPTICA (simbolizamos a velocidade da luz no
A óptica é o ramo da Física que estuda vácuo pela letra c).
os fenômenos relacionados à Luz. Sabe- De agora em diante, a não ser que seja
se que a Luz ( conhecida também como explicitado o contrário, adotaremos o
radiação visível) é apenas uma parte do seguinte valor da velocidade da luz no
espectro eletromagnético, portanto, vácuo:
estudaremos apenas essa pequena parte.
c = 3,0 · 10⁸ m/s
ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO
Perceba que, de acordo com a figura
A luz corresponde a apenas uma parcela anterior, a frequência aumenta da
do que conhecemos como espectro esquerda para a direita e,
eletromagnético. Na verdade, essa faixa consequentemente, o comprimento de onda
visível constitui menos de 1% do diminui. Essas características
espectro conhecido. ondulatórias (frequência e ondulatória)
podemos notar uma dependência inversa
entre essas grandezas.
A Relação Fundamental da Ondulatória
estabelece a conexão entre essas
grandezas com a velocidade de
propagação de uma onda. No caso da luz
(no vácuo), temos:
c = λ · f
A luz é uma onda eletromagnética, ou Como dito, c é a velocidade de
seja, uma composição de campos elétrico propagação da luz (ou ondas
e magnético, variáveis no tempo e no eletromagnéticas de um modo geral) no
espaço. vácuo;
λ dado em m, é o seu comprimento de
Somos banhados por esse espectro onda (que corresponde à distância que
eletromagnético constantemente, pois o essa onda se propaga em um intervalo de
Sol, os aparelhos de rádio, televisão, tempo igual ao seu período) e
celulares e tantos outros exemplos f dada em Hz, é a frequência de
estão emitindo esses sinais. oscilação da onda.
A tabela a seguir apresenta algumas
ondas eletromagnéticas e as situações
cotidianas em
que elas estão presentes.
Na verdade, as extremidades do espectro
eletromagnético são abertas, pois não
há limites definidos. Não existem
RADIAÇÃO: VISÍVEL, INFRAVERMELHA E
lacunas e, além disso, todas as ondas
ULTRAVIOLETA
eletromagnéticas (não importa a
frequência) se propagam no vácuo com a
É importante destacar que o espectro
mesma velocidade: a velocidade da luz
visível é relativo a cada animal, pois,
para o ser humano, ele varia de 430 nm
a 690 nm (em média), mas o olho pode como vimos, é uma radiação (radiação
detectar radiações fora desses limites, visível) e, no entanto, não só não é
se forem suficientemente intensas. perigosa como, na verdade, é necessária
para a nossa segurança em diversas
Uma pessoa com daltonismo possui situações, por exemplo, a possibilidade
dificuldade para identificar algumas de se enxergar um obstáculo no chão e
cores devido à falta de cones (células não colidir com ele.
presentes na fóvea).
Um daltônico pode não identificar O problema da radiação está na sua
alguns intervalos do espectro visível e, frequência, quanto mais energética for,
em casos mais extremos e raros, até mais prejudicial ela pode ser a
mesmo ter uma visão em preto e branco. organismos vivos, como o ser humano,
Basicamente esse problema está por exemplo.
relacionado com a ausência dessas
células e, consequentemente, a A radiação ultravioleta possui
identificação e decodificação (pelo comprimentos de onda menores
cérebro) de certas frequências. (frequências maiores) do que a luz
visível; ela está após o violeta, na
faixa que vai dos 10 nm aos 400 nm.
Ela é basicamente subdividida em três
faixas: UV-A, UV-B e UV-C. Esta última
é a faixa mais perigosa (mais
energética), mas ela não chega a
atingir a superfície terrestre, como
visto na figura a seguir, pois é
absorvida pela camada de ozônio; daí a
extrema importância dessa tal camada
para a vida na Terra.
Também conhecida como ondas de calor, a
região do infravermelho (700 nm a 1 mm)
corresponde às ondas com comprimentos
de onda maiores (frequências menores)
do que os da luz visível.
É uma faixa espectral muito utilizada
em diversos aspectos, como na medicina,
para tratar doenças de pele e aliviar
dores (em sessões de fisioterapia, por
exemplo); na tecnologia, para abrir ou
fechar portas automáticas de elevadores,
mercearias ou outros estabelecimentos;
ou mesmo na busca por vítimas em
acidentes e desmoronamentos.
ENERGIA RADIANETE
No estudo da Física Quântica,
verificamos um comportamento dual da
luz: sob certas circunstâncias, ela se
comporta como onda e, sob outras
circunstâncias, como partícula.
Os fótons são partículas que não
Há um mito que a radiação é perigosa. possuem massa e representam,
Essa expressão é um tanto quanto errada: basicamente, o quantum da radiação
é errada por ser genérica, pois a luz, eletromagnética. De maneira mais
simples: podemos imaginar a luz como Na Óptica geométrica, só há interesse
sendo um conjunto dessas tais em analisar o percurso da luz em meios
partículas. transparentes e homogêneos, nos quais a
Einstein mostrou que essas partículas luz se propaga segundo trajetórias
respeitam a equação de Planck: retilíneas. A formação de sombras
nítidas é uma consequência da
E = h · f propagação retilínea da luz.
onde E é a energia radiante (dada em
joule – J) do um fóton de frequência f
(dada em hertz – Hz) e
h = 6,6 · 10-34 J·s é a famosa constante
de Planck.
Por meio dessa relação, percebemos que
quanto maior for a frequência, maior
será a energia irradiada pelo fóton (e,
consequentemente, pela onda
A Lua e os planetas são fontes de luz
eletromagnética – no nosso caso em tela:
secundárias. As estrelas são fontes de
a luz!)
luz primárias
Entendemos então que a cor violeta, que
Se um meio apresentar translucidez,
possui maior frequência no espectro
embora haja propagação da luz, não é
eletromagnético, deve possuir uma maior
possível observar nitidamente objetos
energia associada a si. Por isso as
nele contidos ou através dele. Os
ondas ultravioletas possuem uma energia
vidros esbranquiçados de ambulâncias ou
irradiante maior (e mais perigosa).
o ar com bastante neblina são exemplos
de meios translúcidos.
O vermelho, por possuir menor
frequência, possui menos energia
associada a si e, consequentemente, o
infravermelho possui menos energia
ainda.
ÓPTICA GEOMÉTRICA
A área da Física que analisa o
comportamento da luz em diversos meios
e em certos sistemas ópticos – por
exemplo, um binóculo – é denominada
Óptica geométrica.
Aqui, a luz será considerada o agente A formação de sombra é explicada pela
físico que aciona o mecanismo da visão propagação retilínea da luz
ou que é capaz de sensibilizar um
detector apropriado; por exemplo, o A REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DA TRAJETÓRIA
sensor digital da máquina fotográfica DESCRITA PELA LUZ
que grava as informações da imagem
formada pelas lentes dela. Na representação gráfica dos fenômenos
ópticos, a trajetória percorrida pela
Todo corpo que pode ser observado é luz é representada por meio dos seus
considerado uma fonte de luz, ou fonte raios, que são linhas com pontas de
luminosa, pois, de alguma forma, envia seta associadas ao sentido de sua
luz aos nossos olhos. Quando uma fonte propagação. A parcela da luz que parte
luminosa produz a própria luz que emite, de um corpo é representada por um
como o Sol, é classificada como fonte conjunto de raios, formando um feixe
primária. Mas, se a fonte luminosa luminoso, que pode ser classificado,
apenas emite uma parcela da luz que segundo sua forma, em convergente,
recebeu de outra fonte, como a página divergente ou paralelo. Uma parcela da
deste livro, é classificada como fonte luz que parte de uma fonte puntiforme,
secundária. por exemplo, a chama de uma vela,
constitui um exemplo de feixe de luz
divergente.
A luz solar que atravessa uma lupa
Quando a fonte de luz estiver muito forma um feixe convergente, em que P é
distante do local onde um fenômeno o vértice desse feixe.
óptico é analisado, considera-se que o
feixe luminoso é formado por raios de PRINCÍPIOS DA ÓPTICA GEOMÉTRICA
luz praticamente paralelos. É o caso,
por exemplo, da luz solar, quando PRINCÍPIO DA PROPAGAÇÃO RETILÍNEA DA
estamos analisando fenômenos ópticos de LUZ
pequena escala.
A observação acerca do comportamento da
luz assegura que nos meios homogêneos e
transparentes ela se propaga segundo
trajetórias retilíneas. Esse
comportamento justifica algumas
constatações em fenômenos ópticos do
dia a dia. A formação de sombras é um
deles.
Ao colocar um objeto extenso e opaco
entre uma fonte de luz puntiforme e um
anteparo, observa-se uma sombra de
contornos nítidos nesse anteparo. Esse
fenômeno só pode ser explicado se
assumirmos a propagação retilínea da
O feixe luminoso proveniente de corpos luz.
distantes é representado por um
conjunto de raios de luz paralelos
entre si.
Quando um objeto é iluminado por uma
fonte de luz de dimensões desprezíveis,
é possível observar a formação de uma
nítida sombra sobre um anteparo.
No caso de a fonte ser extensa,
observa-se também outra região,
Se apontarmos uma lupa para o Sol, a
intermediária entre a sombra e a região
experiência mostra que a luz, ao
plenamente iluminada, denominada
emergir dessa peça óptica, adquire um
penumbra.
formato convergente.
É o caso, por exemplo, do Sol quando
estudamos o movimento da Terra em torno
dessa estrela. O diâmetro do Sol é,
aproximadamente, um centésimo da
distância desse astro ao nosso planeta,
ou seja, apesar de ele estar muito
distante da Terra, suas dimensões não
podem ser desprezadas.
Nesse sentido, tomando a Terra como um
objeto opaco, os raios de luz que
provêm do Sol determinarão duas regiões
no lado oposto da Terra: a sombra e a
penumbra. Em situações como essa,
representamos a luz proveniente do Sol
por um conjunto de feixes divergentes
que têm como vértices pontos extremos
na superfície desse astro.
A propagação retilínea da luz justifica
Quando a Lua, em seu movimento ao redor a inversão da imagem em nossa retina.
da Terra, intercepta o cone de sombra,
ocorre o eclipse lunar, que só pode Nas câmeras de orifício, a luz
acontecer em fase de Lua cheia proveniente de um objeto atravessa um
pequeno orifício diante de uma caixa
escura e acaba por formar uma imagem
relativamente nítida na face antagônica
à do orifício. Se essa face for um
vidro despolido ou um papel vegetal, é
possível que um observador, olhando
para essa parte da caixa, visualize a
imagem do objeto.
Em todas essas situações, a semelhança
entre triângulos indica que:
O eclipse lunar ocorre em fase de Lua
cheia, quando a Lua pode adentrar a
sombra da Terra.
Por outro lado, quando analisamos as
sombras produzidas pela luz solar em
situações de nosso cotidiano,
envolvendo dimensões desprezíveis em
relação à distância entre o Sol e a � �
Terra, é usual representá-la como um =
feixe de raios de luz paralelos entre � �
si.
PRINCÍPIO DA INDEPENDÊNCIA DOS RAIOS DE
O esquema a seguir indica a luz solar
LUZ
atingindo dois anteparos verticais, em
um mesmo horário, produzindo sombras
A experiência mostra que os feixes
sobre o solo horizontal.
luminosos, ao se interceptarem, podem
resultar regiões com maior ou menor
intensidade luminosa. Entretanto, após
seus cruzamentos, os feixes de luz se
propagam sem qualquer modificação de
cor, intensidade ou velocidade de
propagação.
Em outras palavras, a interferência de
ondas luminosas não afeta as
A sombra D produzida pelo objeto de propagações dos feixes luminosos.
altura H tem relação proporcional com a Esse fenômeno é conhecido como
sombra d produzida pelo objeto de princípio da independência dos raios de
altura h. luz.
Outro resultado que é explicado pela
propagação retilínea da luz é a
formação de uma imagem invertida no
interior do globo ocular e nas câmeras
escuras (câmeras pinhole).
Em nosso globo ocular, a luz que atinge
o centro da pupila, que é o centro das
lentes oculares, percorre uma
trajetória sem desvio. Assim, um
possível esquema simplificado da
formação de imagem em nosso olho está
representado a seguir.
PRINCÍPIO DA REVERSIBILIDADE NA
PROPAGAÇÃO DA LUZ
A trajetória seguida pela luz não
depende do seu sentido
Na reflexão difusa, por ser um fenômeno
macroscopicamente irregular, não há
formação de imagem.
REFRAÇÃO
É o fenômeno relacionado à mudança do
meio de propagação da luz. Por exemplo,
Basicamente, se uma pessoa consegue te a luz proveniente de um peixe se
ver por meio de um espelho, essa pessoa propaga na água e atinge a superfície
consegue te ver também. que separa o ar da água. Uma parcela da
luz é refratada para o ar.
FENÔMENOS ÓPTICOS
Quando a luz atinge um sistema óptico,
podemos observar certos fenômenos, como
reflexão, refração e absorção luminosas.
REFLEXÃO
Se a luz atingir uma superfície
metálica lisa e polida, nota-se que a
maior parte da luz é devolvida ao meio
original e que os raios de luz mantêm
O estudo da refração ajuda a
certo grau de organização. Esse
compreender certas formações de imagens
fenômeno é conhecido como reflexão da
luz
ABSORÇÃO
Quando a luz atinge uma superfície
opaca e preta, ela é submetida ao
fenômeno da absorção.
Assim, quando um observador olhar para
essa superfície, não receberá luz
proveniente dela.
O cérebro, a fim de acusar ausência de
luz, gera uma imagem mental
A reflexão regular permite a formação identificada como a cor preta.
de imagem de um objeto. Representação
simplificada do fenômeno da reflexão.
Porém, quando a luz atinge uma
superfície clara e rugosa, uma parcela
dela é refletida sem que os raios de
luz refletidos mantenham organização.
Por exemplo, ao incidir na parte branca
da folha desta página, uma parcela da
luz é espalhada para o meio, permitindo
que qualquer observador possa
visualizar a página. Trata-se da
reflexão difusa da luz ou simplesmente
difusão da luz
Quando não recebemos luz de uma região,
nosso cérebro gera a imagem mental de
cor preta.
A COR DA LUZ azul, anil e violeta. Cada uma dessas
Ao olhar para os corpos que nos rodeiam, radiações é denominada monocromática.
formamos imagens mentais coloridas, O outro fenômeno observado por Newton é
cujo padrão está relacionado a dois que, recombinando essas luzes
fatores: a cor da luz que ilumina o dispersadas novamente em um prisma,
corpo e os pigmentos que o compõem. Por obtém-se outra vez a luz branca. Isso
exemplo, ao olharmos um tecido com comprova a não existência da radiação
pigmentos verdes, ele pode nos parecer branca e que ela é a combinação de
realmente verde, se for iluminado por diversas radiações monocromáticas.
luz branca.
Mas esse mesmo tecido pode, por exemplo,
nos parecer preto, caso seja iluminado
por luz vermelha.
Se uma flor nos parece vermelha, é
porque os raios luminosos provenientes
dela emitem a radiação vermelha aos
nossos sensores ópticos.
A cor azulada do céu terrestre se deve
ao espalhamento preferencial da A luz branca é submetida a duas
radiação azul provocado pelos gases em refrações: do ar para o interior do
nossa atmosfera, em especial, o gás prisma e do prisma para o ar. Cada cor
nitrogênio. Dessa forma, ao dirigirmos apresenta um desvio diferente,
nosso olhar para qualquer ponto do céu, acarretando o fenômeno da dispersão da
recebemos radiações azuis. luz branca.
Para entender melhor as cores dos
objetos, primeiro vamos analisar com
mais atenção as cores da luz. Suponha
um feixe de luz branca proveniente do
Sol – que, na realidade, apresenta uma
coloração branco-amarelada –
atravessando um prisma de base
triangular feito de vidro. Esse
experimento foi realizado por Isaac
Newton (1643-1727) em 1666
A luz branca pode ser obtida pela
reunião de diversas radiações
monocromáticas. Por essa razão, ela é
denominada policromática.
Quando vemos um corpo branco, isso
indica que estamos recebendo,
simultaneamente, luzes de várias cores
provenientes dele. Por não conseguir
individualizá-las, nosso cérebro gera
uma imagem mental identificada como a
cor branca.
No século XVII já se sabia que a luz
branca era, na verdade, uma composição
de inúmeras outras luzes, chamadas de POR QUE A ATMOSFERA É AZUL?
monocromáticas A luz proveniente do Sol é constituída
por inúmeras radiações de frequências e
Nessa oportunidade, Newton pôde comprimentos de onda distintos. Os
constatar dois fenômenos. O primeiro gases predominantes que compõem nossa
deles é que a luz dita branca poderia atmosfera são o gás nitrogênio N2 ( 78%)
ser decomposta em diversas outras cores, e o gás oxigênio O2 ( 21%). Essas duas
em um fenômeno denominado dispersão da moléculas interagem com a radiação azul
luz branca. Essas cores foram agrupadas e anil, de maneira diferente
em certas tonalidades distintas: comparativamente às demais cores. Como
vermelho, alaranjado, amarelo, verde, a frequência dessas radiações é muito
próxima da frequência natural de
oscilação dessas moléculas presentes na
atmosfera, grande parte da luz azul e
anil é absorvida por elas. Essa
excitação resulta em um processo de
ressonância, ou seja, elas inicialmente
absorvem a energia dessas radiações e,
posteriormente, passam a emitir essas
mesmas radiações para todas as direções.
Esse espalhamento, conhecido como
espalhamento de Rayleigh, faz com que,
para qualquer direção que lançamos Por não conter atmosfera, o céu, para
nosso olhar para o céu, sempre quem está na Lua, é preto.
estejamos recebendo radiações na faixa
do azul/anil.
A COR DOS CORPOS
Iluminada pela luz branca, a grama nos
parece verde. Isso pode ser explicado
pelo fato de esse corpo possuir certas
estruturas moleculares (clorofila) que
são capazes de refletir difusamente a
radiação verde e absorver as demais
radiações presentes na luz branca. Se,
porventura, a grama fosse iluminada por
uma radiação monocromática vermelha,
ela absorveria essa radiação, não
devolvendo qualquer luz ao meio. Nosso
cérebro acusaria essa ausência de luz
pela imagem da cor preta
Nas plantas verdes, a clorofila,
fundamental no processo de fotossíntese,
O gás nitrogênio e o gás oxigênio difunde predominantemente as radiações
presentes na atmosfera espalham parte com frequências próximas à verde,
da luz azul presente no espectro solar absorvendo acentuadamente as demais.
em todas as direções
Analogamente, em um tecido azul ocorrem
Podemos concluir que azul é a cor da a reflexão difusa da radiação azul e a
atmosfera terrestre e não do céu. O céu absorção das cores restantes.
sem a atmosfera, mesmo durante o dia, é No caso de vidros ou plásticos
preto, pontilhado pelo brilho das coloridos, ao serem iluminados por luz
estrelas. É o caso, por exemplo, da Lua, branca, apenas a radiação responsável
que, por não ter atmosfera, mesmo pela cor é refratada. As demais cores
durante o dia lunar, tem o céu preto. são absorvidas pelo material.
ponto de incidência P, é a reta normal
N.
O ângulo de incidência i é formado
entre a reta normal N e o raio
incidente. Já o ângulo de reflexão r é
formado entre a reta normal N e o raio
refletido.
No tecido azul ocorre difusão apenas da
componente azul do espectro luminoso e Os ângulos de incidência e de
absorção das demais radiações. Essa reflexão assumem valores entre 0° e,
absorção de grande parte da energia aproximadamente, 90°
luminosa é transformada em energia Para efeito de cálculos, assumimos
térmica, elevando a temperatura do que o máximo valor para esses
corpo ângulos seja 90°
Quando um raio de luz incide em uma
superfície refletora, a reflexão
ocorre obedecendo a duas leis
gerais, que não dependem da cor da
luz utilizada nem da forma da
superfície.
PRIMEIRA LEI DA REFLEXÃO
O raio refletido está contido no plano
que contém o raio incidente e a reta
normal (plano de incidência).
SEGUNDA LEI DA REFLEXÃO
A medida do ângulo de reflexão é igual
à medida do ângulo de incidência.
AS IMAGENS FORMADAS PELOS ESPELHOS
PLANOS
Suponha que um espelho plano, aqui
representado de perfil, seja colocado
em uma posição qualquer, conforme
indica o esquema.
Nos vidros coloridos ocorrem os Nessa condição, o espelho divide o
fenômenos da absorção e da refração espaço em duas regiões: a da frente do
espelho, denominada espaço real, e a de
atrás do espelho, denominada espaço
virtual
LEIS DA REFLEXÃO E ESPELHO PLANO
LEIS DA REFLEXÃO
O esquema a seguir representa um raio
de luz incidente (a) em uma superfície
espelhada (E), representada de perfil,
e o correspondente raio de luz
refletido (b). A reta perpendicular ao
plano p que tangencia o espelho, no
O plano do espelho divide o espaço em Algumas situações de formação de imagem
duas regiões: a da frente do espelho em espelhos planos.
(espaço real) e a de atrás do espelho
(espaço virtual) A partir desses esquemas, é possível
concluir acerca do espelho plano:
Considere que um objeto P seja disposto O tamanho do espelho é irrelevante
diante de um espelho plano (em sua para a formação da imagem.
região real, portanto). Nesse caso, P é O objeto e sua imagem apresentam as
classificado para o espelho E como um mesmas dimensões.
ponto objeto de natureza real (POR). Sendo o objeto real, a sua imagem é
A partir de P, traçamos dois raios de virtual.
luz quaisquer e, respeitando as leis da O lado direito do objeto
reflexão, construímos os respectivos corresponde ao esquerdo da imagem
raios refletidos. Para qualquer sistema ou, em outras palavras, a imagem é
óptico, o ponto imagem está localizado revertida (ou enantiomorfa) em
no encontro dos raios de luz emergentes. relação ao objeto.
Dessa forma, ao prolongar os raios de
luz refletidos, encontramos o ponto P’,
a imagem virtual de P (PIV). Nesta imagem, a pessoa está se olhando
em um espelho plano e escovando os
dentes com a mão direita. A imagem
refletida no espelho deve mostrar qual
mão segurando a escova?
O observador O, olhando para o espelho,
enxerga a imagem P’.
É possível verificar que, além de o
ponto objeto e seu ponto imagem estarem
contidos na mesma perpendicular em
relação ao plano do espelho, a
distância entre cada um desses pontos
ao plano do espelho é a mesma. De forma
sintética, dizemos que o ponto objeto e CAMPO VISUAL DE UM ESPELHO PLANO
seu respectivo ponto imagem são O esquema abaixo (figura A) indica o
simétricos em relação ao plano do globo ocular G de um observador diante
espelho. de um espelho plano E. O problema
Portanto, por meio da simetria, é proposto é: Qualquer objeto colocado
possível determinar a imagem de diante do espelho terá sua imagem
qualquer objeto postado diante de um visualizada pelo observador?
espelho plano sem o auxílio de raios de
luz. Os esquemas a seguir indicam Para que um objeto possa ser
algumas situações de formação de imagem visualizado por reflexão, deve existir
em espelhos planos. pelo menos um raio de luz que, ao ser
refletido pelo espelho, alcance o globo
ocular do observador. Por meio desse
raciocínio, pensaremos nos raios de luz
que atingem os limites do espelho, ou
seja, suas bordas. Esses raios
delimitam a região onde objetos podem
enviar luz ao espelho e, após a
reflexão, atingir o globo ocular do
observador (figura B).
ESPELHOS ESFÉRICOS
Espelhos esféricos apresentam
superfícies sob a forma de uma calota
esférica, que apresenta um centro de
curvatura (C) e um raio de curvatura
(R).
Se a face interna for espelhada, o
espelho esférico recebe o nome de
espelho côncavo. No caso de a face
externa ser espelhada, o espelho recebe
Para determinar de maneira simplificada a denominação de espelho convexo
a região onde os objetos podem estar
dispostos a fim de que suas imagens
possam ser visualizadas pelo observador,
procedemos da seguinte forma:
1. Determina-se o simétrico do
observador em relação ao plano do
espelho (o ponto G’);
2. Liga-se G’ às bordas do espelho,
encontrando a região diante
do espelho delimitada pelas semirretas
que passam por G’ e que tangenciam as
bordas do espelho.
Qualquer objeto no interior dessa
região terá uma parcela da luz Espelhos esféricos provêm de calotas
refletida pelo espelho diretamente ao esféricas de centro de curvatura C e
globo ocular. Essa região é chamada de raio de curvatura R e sua superfície
campo visual. refletora determina sua nominação.
Observando o esquema ao lado, é
possível concluir que o campo visual de O espelho convexo comumente é empregado
um observador disposto diante de um como retrovisor e em acesso a garagens
espelho plano depende: por ter a capacidade de aumentar o
campo visual de um observador
da posição do observador em relação
ao espelho;
das dimensões do espelho
O espelho convexo na entrada ou na
saída de garagens amplia o campo visual
dos motoristas.
Por sua vez, os espelhos côncavos são
empregados quando há a necessidade de
obter uma imagem ampliada e com a mesma
orientação do objeto, como os
instrumentos utilizados por dentistas
Determinação simplificada do campo
visual de um espelho plano.
de um gerador, responsável por
converter a energia cinética em energia
elétrica. O vapor é então resfriado e
devolvido ao sistema armazenador de
água.
O espelho côncavo permite obter imagens
ampliadas dos objetos, por exemplo, da
dentição de um paciente. Na usina solar do deserto de Mojave, na
Califórnia (Estados Unidos), a energia
Devido ao formato do espelho côncavo, solar é convertida em energia térmica,
ele é um sistema que tende a concentrar que, por sua vez, é convertida em
a luz nele refletida em um ponto energia de movimento (cinética) e que,
interno a ele. Nesse sentido, o espelho por fim, é convertida em energia
côncavo também é aplicado nas ocasiões elétrica.
em que se deseja concentrar, por
exemplo, a luz solar, seja em uma usina
térmica, seja em aparatos domésticos, NOMENCLATURA ASSOCIADA AOS ESPELHOS
como um forno solar. ESFÉRICOS
Assim como fizemos nos espelhos planos,
vamos representar os perfis dos
espelhos esféricos.
Os chamados fornos solares são formados
por espelhos côncavos que acabam
concentrando a luz proveniente do Sol
em uma região diante do espelho (região Representação esquemática de elementos
focal), em que é possível aquecer geométricos nos espelhos esféricos
alimentos pelo calor. convexo e côncavo
No deserto de Mojave, na Califórnia Analogamente ao estudo dos espelhos
(Estados Unidos), há uma estação planos, a região diante do espelho é
geradora de energia elétrica que capta definida como espaço real, enquanto a
luz solar por meio de painéis região atrás do espelho é conceituada
constituídos por espelhos cilíndricos como espaço virtual.
côncavos, responsáveis por concentrar a
luz solar na região focal desses Os elementos geométricos em destaque
espelhos. Pelas regiões focais dos nesses esquemas são
espelhos passa uma tubulação metálica e
intada de preto contendo um líquido
(geralmente óleo), que, ao receber essa
luz solar concentrada, é aquecido a
altas temperaturas. Essa tubulação
entra em contato com água em um
reservatório, gerando vapor pelo
processo de fervura. Esse vapor é então
aprisionado a fim de elevar sua pressão.
A partir de certos valores, o vapor é
liberado e acaba por colidir com as pás
incidentes próximos ao eixo principal e
com pequena inclinação em relação ao
eixo.
Os espelhos gaussianos podem ser
representados conforme indica o esquema
a seguir.
Característica geométrica dos eixos
Todo eixo (principal ou secundário) tem
direção radial. Logo, todo eixo é uma Representação simplificada dos espelhos
reta normal (N) à superfície do espelho. gaussianos
Consequência
Quando um raio de luz incide em um FOCO PRINCIPAL (F) DOS ESPELHOS
espelho esférico, apontando para seu ESFÉRICOS
centro de curvatura (C), ele é Suponha um espelho côncavo gaussiano
refletido na mesma direção, em sentido recebendo luz proveniente de um objeto
contrário. muito distante, de acordo com o esquema
a seguir.
Raios de luz que apontam para o centro Espelho côncavo voltado para um objeto
de curvatura de um espelho esférico luminoso muito distante, por exemplo, o
atingem a superfície espelhada sob Sol.
ângulo de incidência nulo (i = 0)
Nessa circunstância, o espelho côncavo
CONDIÇÕES DE NITIDEZ opera como um sistema óptico
Para que o espelho esférico produza convergente, concentrando os raios
imagens nítidas, é necessário que seu refletidos em um ponto pertencente ao
perfil se aproxime do espelho plano. eixo principal do espelho. Uma vez que
Para isso, seu raio de curvatura deve a luz é uma forma de energia, na região
ser grande, relativamente às dimensões desse ponto há uma concentração de
do espelho. Experimentalmente, energia, que é tanto maior quanto maior
verifica-se que imagens formadas por for a área de exposição do espelho à
espelhos esféricos com pequeno ângulo luz solar.
de abertura ( � < 10°) produzem imagens Esse ponto é denominado foco principal
de nitidez bastante satisfatória. do espelho (F) e a distância de F a V é
Nessas circunstâncias, os espelhos são chamada de distância focal (FV),
denominados espelhos gaussianos – em correspondente à metade do raio de
homenagem ao matemático, físico e curvatura (C).
astrônomo alemão Carl Friedrich Gauss
(1777-1855).
Nosso estudo vai analisar,
exclusivamente, as imagens formadas por
espelhos gaussianos com raios de luz
O ponto focal F se encontra atrás do
espelho e a imagem é de natureza
virtual.
APLICANDO O PRINCÍPIO DA
REVERSIBILIDADE DA TRAJETÓRIA DA LUZ
Observando os casos anteriores e
aplicando o princípio da
reversibilidade da trajetória da luz,
podemos concluir que: se raios de luz
atingem o espelho na direção do seu
ponto focal, nota-se que eles são
Colocando um anteparo em F, é possível
refletidos paralelamente ao eixo
projetar a imagem, de natureza real,
principal do espelho.
desse objeto muito distante
Propriedade das imagens reais Somente
as imagens de natureza real podem ser
projetadas em algum anteparo
Ao realizarmos essa mesma experiência
com um espelho convexo, notamos que o
feixe de luz refletido é divergente. O
ponto de encontro dos raios de luz
refletidos pelo espelho – que, por
analogia ao caso anterior, também é
chamado de foco principal (F) – é um Quando colocamos um objeto no plano
ponto imaginário localizado na região focal do espelho, os raios emergentes
virtual do espelho. Trata-se de um são paralelos entre si.
ponto imagem virtual.
Se colocarmos um anteparo opaco diante Resumindo os dois casos:
do espelho, de modo a recolher parte do
feixe de luz refletido pelo espelho,
não observaremos a formação da imagem
sobre o anteparo. Sobre ele vai
aparecer apenas uma mancha de luz.
Representação do princípio da
reversibilidade em um espelho côncavo.
Representação do princípio da
reversibilidade em um espelho convexo.
ALGUNS RAIOS DE LUZ PARTICULARES
Para determinar graficamente as imagens
formadas pelos espelhos esféricos
gaussianos e analisar as principais
características dessas imagens, vamos
utilizar raios de luz incidentes nos
espelhos cujos respectivos raios
refletidos são previamente conhecidos.
Os principais raios incidentes que
serão usados na determinação gráfica da
imagem são mostrados a seguir.
AS IMAGENS FORMADAS PELOS ESPELHOS
1) O raio de luz que incide no espelho ESFÉRICOS
esférico, apontando para seu centro de
curvatura (C), é refletido sobre si Por simplicidade, pensaremos em objetos
mesmo. dispostos sempre diante dos espelhos
esféricos, ou seja, na região real do
espelho. Além disso, esses objetos
serão considerados lineares e colocados
perpendicularmente ao eixo principal do
espelho.
1° CASO: Objeto real (AB) localizado
antes do centro de curvatura do espelho
côncavo.
2) O raio de luz incidente no vértice
(V) do espelho é refletido de maneira
simétrica em relação ao eixo principal.
3) O raio de luz incidente paralelo ao
eixo principal do espelho é refletido As características da imagem A’B’ são:
apontando para seu foco principal (F). Natureza: real (pode ser projetada).
Localização: entre C e F.
Tamanho em relação ao objeto: menor.
Orientação em relação ao objeto:
invertida.
2º CASO: Objeto real (AB) localizado no
centro de curvatura do espelho côncavo.
4) O raio de luz incidente, que aponta
para o foco principal do espelho (F), é
refletido paralelamente ao eixo
principal.
As características da imagem A’B’ são:
Natureza: real (pode ser projetada).
Localização: em C.
Tamanho em relação ao objeto: igual.
Orientação em relação ao objeto:
invertida.
3º CASO: Objeto real (AB) localizado
entre o centro de curvatura (C) e o
foco (F) do espelho côncavo.
As características da imagem A’B’ são:
Natureza: virtual (não pode ser
projetada).
Localização: atrás do espelho.
Tamanho em relação ao objeto: maior.
Orientação em relação ao objeto:
direita.
Repare que, neste caso, o espelho
côncavo opera como um espelho de
aumento, semelhante a um espelho
utilizado por dentistas. Nessa
circunstância, o objeto deve ser
As características da imagem A’B’ são: posicionado na região entre o plano
focal e o espelho.
Natureza: real (pode ser projetada).
Localização: antes de C. 6º CASO: Objeto real (AB) localizado em
Tamanho em relação ao objeto: maior. um ponto no eixo principal do espelho
Orientação em relação ao objeto: convexo.
invertida.
4º CASO: Objeto real (AB) localizado no
ponto focal (F) do espelho côncavo.
As características da imagem A’B’ são:
Natureza: virtual.
Localização: entre V e F.
A imagem está localizada no infinito e Tamanho em relação ao objeto: menor.
é denominada imprópria Orientação em relação ao objeto:
direita
5º CASO: Objeto real (AB) localizado
entre o foco (F) e o vértice (V) do PROPRIEDADES DAS IMAGENS FORMADAS PELOS
espelho côncavo. ESPELHOS ESFÉRICOS
Para objetos reais, os espelhos
esféricos formam imagens que guardam
certas propriedades.
I. A imagem de natureza real é
invertida em relação ao objeto.
II. A imagem de natureza virtual é Para analisar com mais detalhes o
direita em relação ao objeto. fenômeno da refração, vamos estabelecer
alguns conceitos básicos. Um deles é o
III. Para um objeto localizado no plano da radiação monocromática, que pode ser
focal do espelho, sua respectiva imagem entendida como qualquer uma das
está localizada em região muito radiações que compõem a luz branca.
distante do espelho e suas dimensões
são infinitamente maiores que as do Como já vimos, a decomposição da luz
objeto. branca em suas componentes pode ser
obtida por meio de um prisma de base
IV. Para objetos muito afastados do triangular. A luz é duplamente
espelho, sua imagem é formada no plano refratada (do ar para o prisma e do
focal do espelho esférico. prisma para o ar), revelando um
espectro contínuo de cores, cujos
V. Entre o objeto e sua respectiva desvios aumentam do vermelho ao violeta.
imagem, o elemento mais afastado do
espelho apresenta
maiores dimensões.
FENÔMENO DA REFRAÇÃO
Refração luminosa é o fenômeno da Decomposição da luz branca em suas
passagem da luz de um meio a outro meio componentes por meio de um prisma.
de características ópticas distintas.
Por exemplo, a luz solar, ao atingir a Outro conceito fundamental para o
superfície dos oceanos, é parcialmente estudo da refração é o de refringência
refratada do ar para a água. de um meio. Exceção feita ao vácuo,
Por meio do estudo da refração, somos todos os meios materiais exercem alguma
capazes de entender a formação da interferência na propagação da onda
imagem em determinadas ocasiões luminosa. Entre os meios materiais,
essa interferência pode ser menos ou
mais acentuada.
Dessa forma, por exemplo, a radiação
azul se propaga na água com velocidade
diferente daquela que teria ao se
propagar no vidro. Isso se deve ao fato
O estudo da refração consegue explicar de a distribuição das cargas elétricas
fenômenos relacionados à nossa visão e nesses meios ser diferente, interagindo
às imagens formadas por certos sistemas. de forma específica com a radiação
eletromagnética.
Experiências mostram que, à exceção da
incidência normal, a luz refratada não Refringência é o nome que se dá à
mantém a mesma trajetória da luz interferência que um meio exerce no
incidente e que esse desvio na avanço da onda. Quanto maior é a
trajetória depende da cor da luz refringência de um meio, menor é a
empregada. velocidade de propagação da luz em seu
interior.
Maior refringência => menor velocidade
de propagação da luz
COMPARANDO REFRINGÊNCIAS
A fim de prever o comportamento da luz
quando ela é refratada de um meio A
para outro meio B, é importante
comparar as refringências dos meios,
A refração sofre desvio em ângulos detectando, entre eles, qual é o meio
diferentes para cada cor de luz.
mais refringente ou qual é o meio menos O índice de refração de uma substância
refringente. depende de sua densidade. Quanto maior
Uma maneira de verificar a refringência a densidade desse meio, mais
é comparar a velocidade de propagação refringente ele será.
da luz nesses meios. Como apresentado Como a densidade de um meio depende de
no item anterior, ao se propagar no sua temperatura, o índice de refração
meio mais refringente, a velocidade da depende da temperatura da substância.
luz será menor. Por exemplo, ar frio é mais denso que
Todavia, um método mais simples é ar quente. Logo, o ar frio é mais
comparar o chamado índice de refração refringente do que o ar quente.
do meio (n), definido como a razão Portanto, nar (frio) > nar (quente).
entre a velocidade da luz no vácuo (c)
e a velocidade da luz no meio (v). A UNIDADE ANO-LUZ
Algebricamente: Já que estamos falando em velocidade de
propagação da luz no vácuo, esse valor
Para o meio A: (3 x 108 m/s) é empregado na definição
� de uma unidade de comprimento usada em
�� = estudos astronômicos: o ano-luz.
��
Para o meio B:
� Um ano-luz é a distância percorrida
�� = pela luz no vácuo durante um ano. Seu
�� valor aproximado é:
A velocidade da luz no vácuo,
� = �. �
independentemente da frequência da
radiação, vale: � = � ∗ ��� �/� × ��� ���� × ���/��� × ���� �/�
c ≈ 300.000 km/s = 3 x 108m/s. � = �, � ∗ ���� �
Vale ressaltar que: O INDICE DE REFRAÇÃO RELATIVO
Tendo c e v as mesmas unidades, Suponha que um meio A tenha índice de
conclui-se que n é adimensional. refração nA e que outro meio B tenha
nvácuo = 1. índice de refração nB. Define-se o
No caso do ar, todas as radiações índice de refração relativo de A em
têm a velocidade muito próxima de relação a B (nAB) como a razão entre o
300.000 km/s. Assim, o índice de índice de refração do meio A e o índice
refração absoluto do ar é, de refração de B.
aproximadamente, 1. Para cálculos, Algebricamente:
vamos admitir que nar = 1. � � ��
Para os demais meios: n > 1 ��� = =
�� ��
Uma vez que a velocidade de propagação
da luz em um meio depende da cor dessa COMO SE FORMAM AS CORES NAS BOLHAS DE
luz, o índice de refração desse meio SABÃO OU NAS PELÍCULAS DE ÓLEO?
também depende dela. No quadro a seguir,
veja os valores dos índices de refração Você já deve ter reparado que bolhas de
do vidro para certas cores de luz sabão e manchas de óleo, quando
iluminadas por luz branca, mostram a
formação de regiões coloridas
semelhantes ao que enxergamos em um
arco-íris.
Mas qual é o fenômeno físico envolvido
nesse tipo de mancha colorida?
Se dois meios A e B possuem índices de
refração, tais que nA > nB , então o
meio A é mais refringente que o B.
Fenômeno da interferência em bolhas de construtiva, enquanto as demais
sabão e películas de óleo no mar radiações, nessa região,
predominantemente se interferem de
A formação dessas regiões coloridas forma destrutiva.
pode ser explicada pela interferência
das ondas luminosas ao serem refletidas A previsão acerca de qual cor será
e refratadas nessas finas películas. reforçada e qual terá sua visão anulada
Considere o esquema a seguir. não é tarefa simples e depende, entre
outros fatores, da espessura d da
lâmina e do índice de refração da
substância que compõe essa película.
LEI DE SNELL-DESCARTES
O esquema a seguir mostra um raio de
luz monocromática que provém do meio A
e passa a se propagar no meio B.
As cores que enxergamos nas películas
transparentes são resultados do
fenômeno da interferência entre as
radiações refletidas nas duas
interfaces da película.
Um feixe de luz branca (i) incide sobre
uma camada fina de um material
transparente de índice de refração n Nessa imagem:
(película da bolha de sabão ou película
de óleo sobre a água). Na primeira S: superfície de separação entre os
interface (1), uma parcela da luz é meios A e B;
refletida (a) e outra é refratada. A P: ponto de incidência;
luz refratada se encaminha em direção à N: reta normal a S no ponto P;
segunda interface (2), onde, novamente, i: ângulo de incidência;
é refletida parcialmente. r: ângulo de refração.
d: desvio por refração.
Essa segunda parcela refletida volta ao
ar, após ser novamente refratada (b),
agora da película para o ar. Além da Qualquer fenômeno de refração é regido
decomposição das cores nos processos de por duas leis:
refração, a superposição das ondas que
voltam para o ar – representadas pelos Primeira lei da refração:
feixes a e b – acaba por provocar uma O raio de luz incidente, o raio de luz
interferência entre essas radiações. refratado e a reta normal estão
contidos em um único plano.
Algumas dessas interferências são de
natureza destrutiva, que acaba por Segunda lei da refração (lei de Snell-
anular a percepção visual de um Descartes):
observador que olha diretamente para a O seno do ângulo de refração é
película. As cores observadas são diretamente proporcional ao seno do
resultados das interferências ângulo de incidência.
construtivas, nas quais uma radiação
reforça a outra. Assim, ao olhar para a Algebricamente, a segunda lei pode ser
película, um observador enxerga em dada expressa por:
região uma cor (por exemplo, verde),
indicando que, daquela região, essa ��� �
radiação foi submetida a uma = �, �� ��� � ≠ �
interferência acentuadamente ��� �
Demonstra-se que a constante de
proporcionalidade (k) é a razão entre o
índice de refração do meio para onde a
luz passa (npassa) e o índice de refração
do meio de onde ela provém (nprovém).
Assim, a lei de Snell-Descartes torna-
se
��� � ������
=
��� � �����é�
OS TRÊS CASOS DE REFRAÇÃO
É importante analisar três casos de
refração que englobam todas as
possibilidades desse fenômeno. Por 3º CASO: LUZ SENDO REFRATADA PARA UM
conveniência, a parcela da luz MEIO MENOS REFRINGENTE
refletida está suprimida dos esquemas
gráficos. Quando a luz é refratada de um meio
cujo índice de refração é maior (nmaior)
1º CASO: INCIDÊNCIA NORMAL (I = 0º) para outro cujo índice de refração é
menor (nmenor), a análise da lei de
Neste caso, a luz é refratada sem Snell-Descartes indica que o raio
desviar de sua trajetória original, refratado, em relação ao incidente, se
alterando apenas sua velocidade de afasta da reta normal N
propagação.
2º CASO: LUZ SENDO REFRATADA PARA UM
MEIO MAIS REFRINGENTE FENÔMENO DA REFLEXÃO TOTAL
Quando a luz é refratada de um meio ÂNGULO DE REFRAÇÃO LIMITE (L)
menos refringente (nmenor) para outro
mais refringente (nmaior), por meio da Vamos analisar a passagem de um raio de
aplicação da lei de Snell-Descartes, luz monocromática de um meio menos
pode-se comprovar que o raio refratado, refringente para um meio mais
em relação ao incidente, se aproxima da refringente. Para tal, é importante
reta normal N. lembrar que:
Para ângulos de incidência não nulos,
quando um raio de luz monocromática
passa de um meio menos refringente a
outro meio mais refringente, o raio
refratado se aproxima da reta normal.
O esquema a seguir ilustra o
comportamento de um raio de luz ao ser
refratado de um meio (1), supostamente
menos refringente (nmenor), para um meio
(2), mais refringente (nmaior). A A experiência mostra que a superfície
sequência é a partir do menor ângulo de passa a funcionar como um espelho,
incidência (i = 0°) até a chamada refletindo integralmente a luz
incidência rasante, na qual i < 90° incidente. Tal fenômeno, exclusivo ao
(para efeito de cálculos, usamos i = caso da luz no interior do meio mais
90°). refringente, é denominado reflexão
total
Em virtude de o ângulo de incidência na
superfície entre a água e o ar ser
superior ao ângulo limite para esse par
de meios, o feixe de luz não é
refratado para o ar.
A MIRAGEM NO ASFALTO QUENTE
Refração da luz com ângulos de
incidência entre 0° e 90°. Com a
Quando viajamos por estradas asfaltadas,
finalidade de simplificar as
em dias muito quentes, olhando para a
representações, a parcela da luz
superfície do asfalto em pontos
relativa à reflexão parcial foi omitida
distantes de nosso veículo, temos a
sensação visual de que existem poças de
Note que, enquanto o ângulo de
água, que, em certas ocasiões, parecem
incidência (i) varia de 0° a,
refletir imagens de objetos (outros
aproximadamente, 90° (incidência
veículos ou a própria paisagem).
rasante), o correspondente ângulo de
refração varia de 0° até um valor
máximo (rmáx), que é denominado ângulo
limite de refração (L), representado na
figura D. Para obter o valor do ângulo
limite de refração (L), podemos aplicar
a lei de SnellDescartes para o caso em
que i = 90°.
Quando imáx~90°, o respectivo ângulo de
refração é L. Lembrando que sen 90° = 1
e aplicando a lei de Snell-Descartes: Miragens provocadas pela camada de ar
quente próxima ao asfalto.
������
��� � = Como explicar esse tipo de “miragem”?
������
Em dias muito quentes, a camada de ar
em contato com o solo atinge
Note que o ângulo limite de refração
temperaturas superiores em relação
depende exclusivamente dos índices de
àquelas registradas nas camadas mais
refração dos meios, os quais dependem,
altas. Essa situação se torna mais
entre outros fatores, dos materiais que
acentuada no caso do asfalto, que, por
os compõem e da cor da luz empregada.
ser uma superfície preta, absorve a
radiação solar de maneira mais
Observando o caso anterior, perguntamos:
eficiente, aquecendo-se rapidamente.
o que acontecerá se o raio de luz
atingir a superfície de separação entre
Sabe-se que o índice de refração do ar
esses meios com ângulo superior ao
cresce com a sua densidade. Logo, a
limite (L)?
camada de ar junto ao solo, por estar
mais aquecida e, portanto, menos densa,
apresenta menor índice de refração, As lentes esféricas são agrupadas em
comparativamente às camadas superiores dois grupos de três lentes cada uma:
de ar.
lentes de bordas finas, cuja espessura
Dessa maneira, dependendo da inclinação, diminui do centro para as bordas.
a luz proveniente das camadas de ar
mais altas (mais refringentes), ao
atingir as camadas inferiores (menos
refringentes), poderá ser submetida à
reflexão total.
Por isso, a camada de ar que está mais
perto do solo pode desempenhar o papel
semelhante a um espelho. Como o ar se
movimenta, um observador recebendo essa
luz, proveniente de pontos distantes,
tem a sensação visual de um espelho que
se mexe, lembrando uma poça de água. À
medida que nos aproximamos, as miragens
desaparecem, pois o ângulo de
incidência dos raios de luz na camada
de ar quente se torna menor que o
ângulo limite, fazendo desaparecer o
fenômeno da reflexão total.
A situação descrita está representada,
de forma simplificada, no esquema a
seguir
lentes de bordas grossas, cuja
espessura aumenta do centro para as
bordas.
LENTES ESFÉRICAS
A refração é o fenômeno óptico
predominante na formação de imagens em
lentes esféricas.
O material transparente e refringente
que constitui a lente é separado do
meio exterior por duas faces esféricas
ou uma face esférica e outra plana.
Esses sistemas ópticos também são
representados graficamente pelos seus
perfis.
Caso o meio exterior à lente não seja
mencionado, é subentendido que seja o
ar (nar = 1).
COMPORTAMENTO ÓPTICO Portanto, o comportamento óptico de uma
lente depende da forma da lente (bordas
Quando um feixe paralelo de luz atinge finas ou bordas grossas) e da relação
uma lente de bordas finas, verificamos entre os índices de refração da lente e
que: do meio no qual ela está imersa.
Se nlente > nmeio ~ sistema óptico
convergente. LENTES GAUSSIANAS
Se nlente < nmeio ~ sistema óptico
divergente. Condição de nitidez
Com exceção do espelho plano, todos os
demais sistemas ópticos formam imagens
imperfeitas. No caso da lente esférica,
se ela for delgada, ou seja, se
apresentar raios de curvatura muito
maiores que sua espessura, as imagens
apresentarão qualidade bastante
satisfatória. Além disso, se
restringirmos nossa análise a raios de
luz incidentes próximos ao eixo
principal da lente (para-axiais) e com
pouca inclinação em relação a ele, a
nitidez da imagem será maior ainda.
Essas condições foram estabelecidas por
Gauss. As lentes que apresentam essas
características são designadas por
lentes gaussianas.
Repetindo a experiência com as lentes
de bordas grossas, verificamos que:
Se nlente > nmeio ~ sistema óptico
divergente.
Se nlente < nmeio ~ sistema óptico
convergente. Representações
ELEMENTOS DAS LENTES ESFÉRICAS
Centro óptico (O) de uma lente e sua
propriedade
O eixo principal intercepta a lente em
um ponto que é denominado centro óptico
(O) da lente.
Todo raio de luz que incide no centro
óptico da lente emerge sem que ocorra
desvio
plano focal objeto têm suas imagens
formadas infinitamente afastadas da
lente. Nesses casos, nas lentes
convergentes o objeto seria de natureza
real, enquanto nas lentes divergentes o
objeto apresentaria natureza virtual.
Focos principais (Fo e Fi )
Considere um feixe luminoso de raios de
luz paralelos e próximos ao centro
óptico de uma lente gaussiana. A lente,
imersa no ar, recebe os raios na mesma
direção do seu eixo principal.
Nessas circunstâncias, os raios de luz
emergem da lente apontando para um
ponto pertencente ao eixo principal.
Esse ponto é denominado foco principal
A distância de qualquer um dos pontos
imagem (Fi) e apresenta natureza real
focais ao centro óptico O da lente
para as lentes convergentes e virtual
corresponde à distância focal da lente.
para as lentes divergentes.
Pontos antiprincipais (Ao e Ai ) das
O plano perpendicular ao eixo principal
lentes esféricas
da lente e que contém o ponto focal
imagem da lente é denominado plano
Os pontos localizados sobre o eixo
focal imagem. É no plano focal imagem
principal da lente e as distâncias
que se formam as imagens de objetos
iguais ao dobro da distância focal da
localizados muito distantes das lentes.
lente são conhecidos como
antiprincipais. No lado onde se
localiza o foco objeto, o ponto é
chamado de antiprincipal objeto (Ao).
No lado onde se localiza o foco imagem,
o ponto é denominado antiprincipal
imagem (Ai).
Todo raio de luz que atinge uma lente,
apontando para Ao , emerge da lente
apontando para Ai.
O foco objeto (Fo) é o ponto simétrico
do foco imagem (Fi) em relação à lente.
Todo raio de luz que atinge a lente
apontando para Fo emerge paralelamente
ao eixo principal da lente.
Nas lentes convergentes, Fo se localiza
na região da luz incidente, ou seja, é
um ponto de natureza real. Já nas
lentes divergentes, Fo se localiza na
região da luz emergente, ou seja, é um
ponto de natureza virtual.
O plano perpendicular ao eixo principal
da lente e que contém o ponto focal
objeto da lente é denominado plano
focal objeto. Objetos dispostos no Formação de imagens
Formação de imagem por lentes Observação: Somente as imagens reais
convergentes podem ser projetadas em anteparos.
Considere o caso de um objeto real e Desse modo é representada, por exemplo,
linear AB disposto antes de Ao de uma as formações de imagem no interior do
lente convergente, perpendicularmente globo ocular e em máquinas fotográficas.
ao seu eixo principal. Por meio de
raios de luz incidentes, cujos No globo ocular, a córnea e o
emergentes são previamente conhecidos, cristalino atuam como lentes
podemos determinar a imagem conjugada convergentes. Na máquina fotográfica, o
pela lente. Por exemplo, tomemos os conjunto de lentes atua como uma única
seguintes raios de luz que partem de A: lente convergente. A imagem projetada
no fundo do olho (retina) ou no fundo
1. Raio de luz que atinge a lente, da câmera fotográfica deve ser,
paralelamente ao seu eixo principal, comparativamente ao objeto, bem
emerge apontando para Fi. reduzida para que ela caiba no espaço
2. Raio de luz que atinge a lente em destinado.
seu centro óptico (O) emerge sem desvio.
O encontro dos raios de luz que emergem
da lente corresponde à imagem A’ do
ponto objeto A. Como o ponto B pertence
ao eixo principal, sua correspondente
imagem B8 também se localiza no eixo
principal. Além disso, para lentes
gaussianas, objeto perpendicular ao
eixo principal tem imagem também
perpendicular ao eixo principal. Assim, A seguir, observe a determinação
a imagem A’B’ do objeto AB está gráfica das imagens formadas por lentes
representada a seguir. convergentes, a partir de um objeto
real AB.
Objeto AB localizado sobre Ao
Características da imagem A’B’:
Natureza: real.
Localização: entre Ai e Fi
Tamanho em relação ao objeto: menor.
Orientação em relação ao objeto: Características da imagem A'B':
invertida. Natureza: real.
Localização: em Ai
Posicionando um anteparo no local onde Tamanho em relação ao objeto: igual.
se forma a imagem A’B’, um observador Orientação em relação ao objeto:
pode visualizar a imagem projetada no invertida.
anteparo
Objeto AB localizado entre Ao e Fo
Sua distância d em relação à lente é
tal que f < d < 2f.
Características da imagem:
Natureza: real.
Localização: a uma distância maior
do que 2f.
Tamanho em relação ao objeto: maior.
Orientação em relação ao objeto:
invertida
O esquema a seguir representa o
funcionamento dos antigos projetores de
slides ou filmes.
Uma lâmpada ilumina fortemente por trás
um slide posicionado entre Ao e Fo da Objeto AB posicionado entre Fo e O
lente do projetor.
A imagem A’B’ se forma na tela de
projeção
Sua distância d em relação à lente é
Objeto AB posicionado em Fo
tal que d < f.
Características da imagem:
Natureza: virtual.
Localização: mais distante do que o
objeto.
Tamanho em relação ao objeto: maior.
Orientação em relação ao objeto:
direita.
Esse é o caso da lente convergente
sendo utilizada como uma lupa, conforme
Características da imagem: foto a seguir.
Natureza: imprópria.
Localização: muito distante da
lente. .
Tamanho em relação ao objeto: muito
maior.
Orientação em relação ao objeto:
invertida
O esquema abaixo representa o tipo de
holofote que tem lente e que emite um
feixe paralelo de raios de luz. Para se
obter esse tipo de iluminação, uma
pequena lâmpada é posicionada no foco
da lente convergente
Analisando as imagens descritas nos
itens anteriores, é possível concluir
que:
Quando objeto e imagem apresentam a
mesma natureza (objeto real e
imagem real), a imagem é invertida
em relação ao objeto.
Quando objeto e imagem apresentam
naturezas diferentes (objeto real e
imagem virtual), a imagem é direita
em relação ao objeto.
Entre o objeto e a imagem, o
elemento que se encontra mais
afastado da lente apresenta maiores
dimensões
Uma pessoa míope, ao colocar a lente
FORMAÇÃO DE IMAGEM POR LENTES divergente diante do olho, deixa de ver
DIVERGENTES o objeto A e passa a enxergar a imagem
A'. Como essa imagem é formada mais
Considere um objeto AB, diante de uma próxima do globo ocular, o míope
lente divergente de distância focal f, consegue visualizá-la com nitidez.
posicionado a uma distância maior que
2f.
ÓPTICA DA VISÃO
OLHO HUMANO
Um dos instrumentos mais sofisticados e
complexos do ser humano é o olho humano.
Características da imagem:
Para entendermos o olho humano (pelo
Natureza: virtual.
menos do ponto de vista físico) é
Localização em relação à lente:
necessário que conheçamos algumas de
entre Fi e O.
suas partes.
Tamanho em relação ao objeto: menor.
Orientação em relação ao objeto:
direita.
Observação:
Esse esquemas permite concluir que a
imagem formada pela lente divergente,
independentemente da localização do
objeto diante da lente, apresenta
sempre as mesmas características.
Aplicações das lentes divergentes
A principal aplicação da lente
divergente em nosso cotidiano está
relacionada à correção de miopia.
Miopia é a dificuldade de formar
imagens nítidas de objetos distantes do
globo ocular.
Devido ao excesso de convergência das
lentes oculares de um míope, a imagem
de um objeto distante é formada antes
da retina.
A córnea é a parte anterior do olho
(região maisabaulada), responsável por
cerca de 70% da refração que ocorreno
olho. Ela funciona como uma lente
convergente, protegidapelas pálpebras,
sempre limpa pelos canais lacrimais.
A retina é a parte posterior do olho; é
a região em que a imagem começa a ser
processada. Basicamente é uma região
formada por “minúsculas antenas”, que
entram em ressonância com a luz que
adentra no olho. São dois os tipos de
antenas (células): os cones, que são
responsáveis pela visão colorida, e os
bastonetes, que nos fornecem uma melhor
visualização das coisas em locais mais AMETROPIAS
escuros.
Existem diversos problemas de visão
Logo após atravessar o humor aquoso, (conhecidos de maneira geral por
chega-se à íris (músculos responsáveis ametropias), mas estudaremos os
pela coloração dos olhos), que controla principais e, principalmente, os que
a pupila, que, por sua vez, é uma podem ser entendidos por meio da
abertura de diâmetro variável regulando aplicação da óptica geométrica.
a quantidade de luz que entra no olho –
de 1,5 mm a 2,0 mm em ambientes muito Miopia (olho alongado)
claros, de 8,0 mm a 10 mm, em ambientes
mais escuros. Damos o nome de adaptação Possivelmente um dos problemas de visão
visual a essa capacidade do olho de se mais conhecidos, a miopia consiste na
adequar à luminosidade local. incapacidade de visualizar objetos a
longa distância, pois essas imagens
Os músculos ciliares controlam a acabam sendo formadas em um ponto
vergência do cristalino (lente anterior à retina; por causa disso,
convergente) por meio da sua espessura. esse defeito visual também é conhecido
Um olho normal (típico) possui um como “olho alongado”.
diâmetro médio de 22 mm, cerca de 7 g
de massa, é protegido e estabilizado A correção desse problema é feita com
mecanicamente pela esclerótica; é lentes esféricas divergentes (ou até
vascularizado pela coroide e conectado por meio de cirurgia).
ao cérebro por meio do nervo óptico.
ACOMODAÇÃO VISUAL
A acomodação visual é o processo de
ajuste da distância focal do cristalino,
a fim de produzir imagens nítidas de
objetos em diferentes posições.
Definimos como Ponto Remoto (PR) o
ponto mais distante que conjuga uma
imagem nítida na retina, sem nenhum
esforço muscular; nesse caso, a
distância focal é máxima.
Definimos como Ponto Próximo (PP) o
ponto mais próximo que conjuga uma
imagem nítida na retina, com o máximo
de esforço muscular; nesse caso, a
distância focal é mínima.
A correção desse problema é feita com
lentes bifocais ou multifocais
Astigmatismo
O astigmatismo (também bastante comum)
é um problema relacionado a
irregularidades na curvatura da córnea,
produzindo vários pontos focais na
retina.
A correção desse problema é feita com
lentes cilíndricas, a fim de compensar
as assimetrias da córnea.
Hipermetropia (olho encurtado)
A hipermetropia já é um problema de
visão contrário à miopia, pois a
dificuldade de observação dos objetos é
de perto, devido à vergência do olho
não ser suficiente para focalizar as
imagens na retina. A tendência seria de
formar as imagens após essa parte
posterior do olho; esse é o motivo
desse problema ser conhecido como “olho
encurtado”.
A correção desse problema é feita com
lentes esféricas convergentes (ou até
por meio de cirurgia).
Presbiopia (vista cansada)
A presbiopia, também conhecida como
“vista cansada”, é um problema muito
semelhante à hipermetropia, mas causada
por motivos diferentes.
Basicamente, o problema está
relacionado à perda da elasticidade dos
músculos ciliares com a idade, de tal
forma que o cristalino perde a
capacidade de se contrair e,
consequentemente, a visão de perto fica
prejudicada.
QUESTÕES - ÓPTICA UVC (1,1 a 3,0 x 1015 Hz): é
portadora das mais altas energias,
característica que a torna
QUESTÃO 1 extremamente lesiva aos seres vivos.
(ACAFE 2018) Muitos alarmes hoje em dia Pode causar queimaduras e câncer de
utilizam sensores de presença para seu pele.
acionamento. Os sensores, por sua vez,
podem funcionar de duas maneiras QUESTÃO 3
diferentes: por movimento ou Devido à absorção pelo oxigênio e pelo
temperatura. Os sensores infravermelhos ozônio, nenhuma radiação UVC, e pequena
passivos (de temperatura) captam a fração de UVB, chega à superfície da
variação térmica e são calibrados de Terra. Contudo, a redução na camada de
acordo com a temperatura do corpo ozônio tem levado a um aumento da
humano. Assim, caso alguém entre no radiação UVB na superfície da Terra,
ambiente, provocando uma mudança ocasionando maior incidência de
repentina na radiação infravermelha (⅄ queimaduras e de câncer de pele.
≅ 10−4m), o alarme será automaticamente Observe o espectro de absorbância de
acionado. Os sensores com emissores de dois tipos de filtros solares:
micro-ondas (⅄ ≅ 10−2m) captam os
movimentos e acionam os alarmes quando
movimentações estranhas ameaçam a casa.
Vale ressaltar que existem sensores de
presença que aliam as duas tecnologias.
Disponível em:
[Link]
sensores-presenca/. [Adaptado]. Acesso
em: 20 de abril de 2018
Considerando o índice de refração do ar
igual a 1, assinale a alternativa
correta sobre as duas radiações
(infravermelha e micro-ondas)
mencionadas no enunciado.
a) As duas ondas possuem velocidades
diferentes no ar, porém, seus
comprimentos de onda são iguais.
b) As duas são ondas eletromagnéticas,
porém, a radiação infravermelha é
transversal e a radiação de
microondas é longitudinal.
c) As duas ondas podem se propagar no
De acordo com as informações do texto,
vácuo, porém, a radiação de micro-
qual é o filtro solar mais adequado
ondas possui maior frequência que a
para uma pessoa que deseja evitar
radiação infravermelha.
queimaduras solares?
d) As duas ondas são transversais,
a) Tipo A, pois protege contra UVC, a
porém, a radiação infravermelha
radiação mais energética.
possui maior energia do que a
b) Tipo B, pois protege contra UVB, a
radiação de microondas.
radiação mais energética.
c) Tipo A, pois protege contra UVA, a
QUESTÃO 2
radiação menos energética.
A faixa da radiação UV pode ser
d) Tipo B, pois protege contra UVB, a
dividida em três partes:
radiação prejudicial de maior
UVA (7,5 a 9,4 x 1014 Hz): menos
incidência.
energética, induz pigmentação da
e) Tipo A, pois protege contra UVC, a
pele promovendo o bronzeamento por
radiação prejudicial de maior
meio do escurecimento da melanina.
incidência.
UVB (9,4 x 1014 a 1,1 x 1015 Hz):
pode ocasionar queimaduras solares.
QUESTÃO 4
Também induz o bronzeamento da pele,
O infográfico a seguir mostra a relação
e causa o envelhecimento precoce
entre a radiação térmica emitida pelo
das células.
sol e o aquecimento global.
Desta forma, a absorção da radiação
eletromagnética pela água é próxima de
zero para comprimentos de onda maiores
do que 300 nm.
Com base nas informações descritas, o
uso de protetor solar em dias nublados
é
a) A dispensável, pois a água impede
que os raios UVA e UVB cheguem à
superfície da Terra devido à alta
absorção desses comprimentos de
onda.
b) B dispensável, pois a água impede
De acordo com o infográfico, o que os raios UVA e UVB cheguem à
aquecimento extremo do planeta é superfície da Terra devido à alta
provocado pela refletividade desses comprimentos
de onda.
a) radiação gama absorvida pela Terra.
b) radiação ultravioleta proveniente c) necessário, pois a água permite que
do sol. os raios UVA e UVB cheguem à
c) absorção de calor pelos gases do superfície da Terra devido à alta
efeito estufa. absorção desses comprimentos de
onda.
d) radiação refletida pelo campo
magnético da Terra. d) necessário, pois a água permite que
e) absorção do calor gerado por os raios UVA e UVB cheguem à
maquinários industriais. superfície da Terra devido à baixa
absorção desses comprimentos de
QUESTÃO 5 onda.
(SOMOS) O uso de protetor solar é e) necessário, pois a água permite que
os raios UVA e UVB cheguem à
fundamental para minimizar os efeitos
da exposição à radiação UVA e UVB superfície da Terra devido à baixa
provenientes do Sol e responsáveis por refletividade desses comprimentos
causar danos à saúde: envelhecimento de onda.
precoce, queimaduras, câncer de pele e
catarata.
É comum, no entanto, a ideia de que o QUESTÃO 6
(SOMOS) Com a evolução da Física ao
uso de protetor solar é dispensável em
dias nublados, uma vez que o Sol está longo dos anos, os cientistas
coberto de nuvens, formadas, perceberam que a luz possui um
principalmente, por água. comportamento similar ao das ondas
eletromagnéticas, a luz é uma oscilação
e se propaga no vácuo com uma certa
variação
no tempo (frequência).
[...] Os limites do espectro visível
variam de pessoa para pessoa, mais ou
A figura mostra o espectro de absorção menos, sendo
da água em função de seu comprimento de assim, os olhos dos seres humanos têm
onda uma faixa definida, se limitando entre
350 nm a 700 nm dos comprimentos de
ondas para a luz visível. Podemos dizer
então que para cada cor temos
determinada frequência e comprimento de
onda que a distingue das demais, temos
por exemplo:
a luz vermelha que é uma luz de menor
frequência e consequentemente menor
energia, já o violeta é uma luz de
maior frequência e nos submete a maior
energia. Existe a relação entre
comprimento de onda (λ) e frequência
(f), cuja relação é inversamente
proporcional, onde o comprimento da
onda é dado pela divisão da velocidade a) I
da onda (no caso a velocidade da luz c b) II
= 3 · 108 m/s), pela frequência da onda. c) III
Disponível em: [Link]. d) IV
Acesso em: 13 mar. 2021 (adaptado). e) V
A expressão que descreve corretamente a QUESTÃO 8
relação entre a frequência e o (EVOLUCIONAL) A Esterilização por
comprimento de uma onda é: Radiação Ionizante (ERI) é um método
a) �2 =
�
amplamente utilizado em ambientes
�
hospitalares, especialmente para a
b) λ = c. f
esterilização de instrumentos sensíveis
c) c = λ. f
c ao calor. Esse processo requer
d) λ = radiações de alta energia, com o menor
f
λ2 comprimento de onda possível, o que
e) f = c
garante sua eficácia na eliminação de
microrganismos. A ERI destaca-se como
uma alternativa eficiente aos métodos
QUESTÃO 7
tradicionais de esterilização, pois
(EVOLUCIONAL) Filtros solares para
preserva as propriedades dos materiais,
plantas já são vendidos no Brasil e têm
garantindo a segurança e a higiene
como intuito proteger as folhas e os
necessárias em procedimentos médicos.
frutos da radiação solar em excesso,
Qual é a região espectral em que se
que pode causar queimaduras e
encontra a frequência da radiação
prejudicar a saúde das plantas. Esses
utilizada no método ERI?
protetores funcionam como uma barreira
A) Azul
física que reflete parte da radiação
B) Violeta
que seria absorvida pela planta.
C) Vermelho
Uma pessoa observa o espectro de
D) Raios gama
absorção de comprimentos de onda da luz
E) Infravermelho
por uma planta,
considerando a velocidade da luz igual
QUESTÃO 9
a 3 • 108m/s .
(SAS) A fotobiomodulação (FBM), também
conhecida como terapia com luz de baixo
nível, é uma técnica terapêutica que
utiliza luz vermelha e infravermelha
para promover efeitos biológicos
específicos sem causar aquecimento ou
danos aos tecidos.
[...] A luz vermelha e a infravermelha
próxima são as mais utilizadas, com
cada faixa apresentando efeitos
específicos nos tecidos.
São verificadas as faixas de reflexão Tecidos superficiais, como os que
da luz por cinco filtros solares compõem a pele e as mucosas, respondem
diferentes, nos quais seus pontos de bem a comprimentos de onda mais curtos
máxima reflexão são indicados por I, II, (600-700 nm), enquanto tecidos mais
III, IV e V, respectivamente profundos, como os músculos e os que
compõem as articulações,
requerem luz infravermelha (780-950 nm)
para melhor penetração.
Disponível em: [Link]
Acesso em: 5 fev. 2025 (adaptado).
Considere um procedimento desse tipo
que utiliza dispositivos emissores de
ondas que se propagam a 3 · 105km/s no
ar.
A frequência máxima que os aparelhos
podem emitir para tratar a pele
Qual é o filtro que proporciona uma equivale a
maior proteção para essa planta?
a) 3,8 x 1011 Hz
b) 5,0 x 1011 Hz a) do visível, também utilizado para
c) 3,8 x 1014 Hz iluminação.
d) 4,3 x 1014 Hz b) do infravermelho, também utilizado
e) 5,0 x 1014 Hz para fotografias térmicas.
c) do visível, também utilizado para o
QUESTÃO 10 aquecimento de alimentos.
(SOMOS) As fibras ópticas são d) das micro-ondas, também utilizadas
amplamente utilizadas nas no cozimento de alimentos.
telecomunicações, tanto para e) das ondas de rádio, também
transmissão de dados de curtas utilizadas em comunicação sem fio.
distâncias quanto transmissões de longa
distância, e são substitutas dos cabos QUESTÃO 11
de cobres por permitirem maiores taxas (BERNOULLI) Os metais têm alta
de transmissão, menor atenuação e por refletividade, ou seja, refletem quase
ser livre de interferência todos os comprimentos de onda da luz
eletromagnética. A fi gura 1 mostra a visível, devido à rápida absorção de
atenuação produzida por uma fi bra energia da luz, evitando que ela
óptica em função do comprimento de onda penetre profundamente no material. No
utilizado e as janelas de transmissão estudo dos materiais, define-se a
utilizadas comercialmente. refletância como a eficiência do
material em refletir luz incidente
branca, com o gráfico a seguir
ilustrando o comportamento dessa
grandeza em função do comprimento de
onda para quatro elementos: Ag (prata),
Au (ouro), Cu (Cobre) e A (alumínio).
Para operar dentro das faixas específi
cas de transmissão, utilizam-se como A partir do gráfico, a explicação para
fonte de luz (ou de ondas a cor dos elementos é sua capacidade de
eletromagnéticas) LEDs ou lasers. a) refratar comprimentos de onda.
A fi gura 2 indica as faixas do b) absorver certos comprimentos de
espectro eletromagnético e suas onda.
respectivas frequências. c) refletir comprimentos de onda no
infravermelho.
d) absorver comprimentos de onda no
infravermelho.
e) dispersar certos comprimentos de
onda específicos.
QUESTÃO 12
(ENEM 2024) Em aeroportos, por razões
de segurança, os passageiros devem ter
suas bagagens de mão examinadas antes
Considere a velocidade da luz no vácuo do embarque, passando-as em esteiras
como c = 3 · 105 km/s. para sua inspeção por aparelhos de
Para que seja possível realizar a raios X. Nessas inspeções, os
transmissão de sinais via fi bra óptica passageiros são orientados a retirar
na sua terceira janela de transmissão, seus computadores portáteis (notebooks
o laser projetado deve estar na ou laptops) de malas, mochilas ou
frequência de emissão que ocorre na bolsas para passá-los isoladamente pela
faixa esteira.
Que explicação física justifica esse
procedimento?
a) Os raios X não interagem com os
componentes metálicos do computador, o
que impede a formação de imagens.
b) Os raios X desmagnetizam o disco
rígido do computador, quando refratados
pelos componentes metálicos das
bagagens de mão.
c) Os raios X aquecem os materiais
metálicos encontrados em bagagens de
mão, quando refletidos pelos
componentes do computador.
d) Os raios X não atravessam os Cores complementares
componentes densos do computador, o que
impede a visualização de objetos que
estão à frente ou atrás deles.
e) Os raios X ionizam os materiais
metálicos normalmente encontrados em
bagagens de mão, quando difratados
pelos componentes do computador.
QUESTÃO 13
(ENEM 2021) No outono, as folhas das
árvores mudam de cor, de verde para
tons de amarelo, castanho, laranja e Em qual faixa do espectro visível os
vermelho. A cor verde das folhas deve- carotenos absorvem majoritariamente?
se ao pigmento clorofila. Nas plantas a) Entre o violeta e o azul.
de folhas caducas, a produção de b) Entre o azul e o verde.
clorofila diminui e o tom verde c) Entre o verde e o amarelo.
desvanece, permitindo assim que outros d) Entre o amarelo e o laranja.
pigmentos, como o caroteno, de e) Entre o laranja e o vermelho.
coloração amarelo-alaranjado, e a
antocianina, de tons avermelhados,
passem a dominar a tonalidade das QUESTÃO 14
folhas. A coloração observada se dá em (ENEM 2019) Quando se considera a
função da interação desses pigmentos extrema velocidade com que a luz se
com a radiação solar. espalha por todos os lados e que,
Conforme apresentado no espectro de quando vêm de diferentes lugares, mesmo
absorção, as moléculas de clorofila totalmente opostos, [os raios luminosos]
absorvem a radiação solar nas regiões se atravessam uns aos outros sem se
do azul e do vermelho, assim a luz atrapalharem, compreende-se que, quando
refletida pelas folhas tem falta desses vemos um objeto luminoso, isso não
dois tons e as vemos na cor verde. Já poderia ocorrer pelo transporte de uma
as antocianinas absorvem a luz desde o matéria que venha do objeto até nós,
azul até o verde. Nesse caso, a luz como uma flecha ou bala atravessa o ar;
refletida pelas folhas que contêm pois certamente isso repugna bastante a
antocianinas aparece conforme as cores essas duas propriedades da luz,
complementares, ou seja, vermelho- principalmente a última.
alaranjado. HUYGENS, C. in: MARTINS, R.A. Tratado
sobre a luz, de Cristian Huygens.
Espectro de absorção na região do Caderno de História e Filosofia da
visível Ciência, supl. 4, 1986.
O texto contesta que concepção acerca
do comportamento da luz?
a) O entendimento de que a luz precisa
de um meio de propagação, difundido
pelos defensores da existência do éter.
b) O modelo ondulatório para a luz, o c) absorve a luz azul e emite luz
qual considera a possibilidade de amarelo-alaranjada.
interferência entre feixes luminosos. d) absorve a luz azul e emite luz
c) O modelo corpuscular defendido por ultravioleta.
Newton, que descreve a luz como um e) polariza a luz azul transmitida.
feixe de partículas.
d) A crença na velocidade infinita da QUESTÃO 16
luz, defendida pela maioria dos (EVOLUCIONAL) A palavra Laser tem
filósofos gregos. origem no inglês e é a abreviação de
e) A ideia defendida pelos gregos de Ught Amplification by Stimulated
que a luz era produzida pelos olhos. Emission of Radiation, que, traduzindo
para o português, significa
QUESTÃO 15 amplificação da luz por emissão
(ENEM PPL 2024) Quando utilizadas na estimulada de radiação. O funcionamento
iluminação pública noturna, as lâmpadas do laser baseia-se na emissão
de LED brancas produzem uma luz branco- estimulada, um conceito introduzido por
azulada, cujo brilho difuso dificulta a Einstein em 1917. Porém, o laser só foi
observação das estrelas, que também desenvolvido em 1960, configurando-se
chegam aos nossos olhos como luz como um tipo de radiação
azulada. Por isso, esse tipo de eletromagnética visível.
iluminação pública pode ser considerada Em uma aula de Física, um professor
uma nova forma de poluição: a “poluição aciona um laser em direção a um
azul”, que afeta a dinâmica de várias recipiente translúcido contendo água, e
espécies. se observa um desvio na trajetória da
A cidade de Flagstaff, nos Estados luz emitida pelo laser ao penetrar o
Unidos, foi uma das pioneiras na recipiente com água.
resolução dessa questão. Embora sua MENDES, M. Laser. Disponível em:
iluminação pública seja feita com [Link]
lâmpadas de LED brancas, a cidade tomou Acesso em: 01 jun. 2021 (adaptado).
medidas para impedir o brilho azulado.
Conforme estudos de uma equipe de A propriedade de ondas que explica o
cientistas australianos, com a fenômeno observado no experimento é o(a)
aplicação de um material, é possível a) amplitude.
alterar a transmissão das frequências b) frequência.
indesejadas, mantendo a intensidade c) espectro visível.
total da lâmpada. As figuras do estudo d) intensidade luminosa.
indicam: e) velocidade de propagação.
• o espectro de emissão correspondente QUESTÃO 17
a uma lâmpada LED branca (A); (ENEM 2018) A figura representa um
• o espectro de emissão correspondente prisma óptico, constituído de um
a uma lâmpada LED branca coberta com o material transparente, cujo índice de
material do estudo (B). refração é crescente com a frequência
da luz que sobre ele incide. Um feixe
luminoso, composto por luzes vermelha,
azul e verde, incide na face A, emerge
na face B e, após ser refletido por um
espelho, incide num filme para
fotografia colorida, revelando três
pontos.
Nesse estudo, o material utilizado na
cobertura
a) reflete a luz azul. Observando os pontos luminosos
b) difrata a luz azul. revelados no filme, de baixo para cima,
constatam-se as seguintes cores:
a) Vermelha, verde, azul. incandescente. Após várias horas ela
b) Verde, vermelha, azul. percebeu que não conseguiu resultado
c) Azul, verde, vermelha. algum.
d) Verde, azul, vermelha. O bronzeamento não ocorreu porque a luz
e) Azul, vermelha, verde. emitida pela lâmpada incandescente é de
a) baixa intensidade.
QUESTÃO 18 b) baixa frequência.
Durante as Olimpíadas do Japão, que c) um espectro contínuo.
deveriam ter ocorrido em 2020, mas por d) amplitude inadequada.
conta da pandemia do novo coronavírus, e) curto comprimento de onda.
foram realizadas em 2021, ocorreram
diversas cerimônias – oficiais ou não – QUESTÃO 20
ao longo desse período. Suponha que, em (ENEM 2019) Os olhos humanos
uma dessas cerimônias, a bandeira do normalmente têm três tipos de cones
Japão tenha sido iluminada por uma responsáveis pela percepção das cores:
única fonte de luz monocromática um tipo para tons vermelhos, um para
vermelha. tons azuis e outro para tons verdes. As
Escolha a opção que indica como essa diversas cores que enxergamos são o
bandeira seria visualizada por um resultado da percepção das cores
observador na cerimônia. básicas, como indica a figura.
A protanopia é um tipo de daltonismo em
que há diminuição ou ausência de
receptores da cor vermelha. Considere
um teste com dois voluntários: uma
pessoa com visão normal e outra com
caso severo de protanopia. Nesse teste,
eles devem escrever a cor dos cartões
que lhes são mostrados. São utilizadas
as cores indicadas na figura.
Para qual cartão os dois voluntários
identificarão a mesma cor?
a) Vermelho.
b) Magenta.
c) Amarelo.
d) Branco.
e) Azul
QUESTÃO 19 QUESTÃO 21
(ENEM 2012) Nossa pele possui células Os olhos humanos normalmente têm três
que reagem à incidência de luz tipos de cones responsáveis pela
ultravioleta e produzem uma substância percepção das cores: um tipo para tons
chamada melanina, responsável pela vermelhos, um para tons azuis e outro
pigmentação da pele. Pensando em se para tons verdes. As diversas cores que
bronzear, uma garota vestiu um biquíni, enxergamos são o resultado da percepção
acendeu a luz de seu quarto e deitou-se das cores básicas, como indica a figura.
exatamente abaixo da lâmpada
II. Princípio da independência dos
raios de luz.
III. Princípio da reversibilidade dos
raios de luz.
( ) Num meio homogêneo a luz se
propaga em linha reta.
( ) A trajetória ou caminho de um
raio não depende do sentido da
propagação.
A deuteranopia é um tipo de daltonismo ( ) Os raios de luz se propagam
em que há diminuição ou ausência de independentemente dos demais.
receptores da cor verde. Considere um
teste com dois voluntários: uma pessoa Assinale a alternativa que apresenta a
com visão normal e outra com caso sequência correta para o preenchimento
severo de deuteranopia. Nesse teste, das lacunas acima.
eles devem escrever a cor dos cartões a) I, II e III.
que lhes são mostrados. São utilizadas b) II, I e III.
as cores indicadas na figura. c) III, II e I.
Para qual cartão os dois voluntários d) I, III e II
identificarão a mesma cor?
a) Vermelho QUESTÃO 24
b) Ciano (UEA 2015) Analise a figura.
c) Amarelo
d) Branco
e) Verde
QUESTÃO 22
(POLIEDRO) Ter daltonismo (deficiência
de visão de cores) significa que uma
pessoa não consegue ver certas cores
como a maioria das pessoas ou pode não
ver nenhuma cor. Diferentes tipos de
daltonismo causam problemas para ver
cores diferentes. Um dos tipos menos
comum de daltonismo é a tritanomalia, Quando observamos que dois ou mais
que é a dificuldade na diferenciação feixes de raios luminosos se encontram
entre azul e verde, e entre amarelo e e que a propagação de cada um deles não
vermelho. é alterada, como mostrado na figura,
Disponível em: [Link]. Acesso isso nos prova um dos princípios da
em: 29 jan. 2025 (adaptado). óptica geométrica denominado
A tritanomalia está relacionada a uma a) princípio da reflexão.
alteração no(a) b) princípio da refração.
a) Cone. c) princípio da propagação retilínea
b) Retina. da Luz.
c) Córnea. d) princípio da reversibilidade do
d) Cristalino. raio luminoso.
e) Bastonete. e) princípio da independência da
propagação dos raios luminosos.
QUESTÃO 23
(EEAR 2017) Associe corretamente os QUESTÃO 25
princípios da óptica geométrica, com (ENEM 2013) Devido à sua resistência
suas respectivas definições, constantes mecânica, baixa condutividade térmica e
abaixo. transparência à luz, o vidro tem sido
cada vez mais utilizado na construção
I. Princípio da propagação retilínea da civil, aplicado em portas, janelas e
luz. telhados. Sua transparência é
importante porque resulta em uma grande
economia da energia elétrica usada na
iluminação interna do ambiente.
Microscopicamente, a transparência
ocorre devido à forma com que a luz
incidente interage com os elétrons dos
átomos que compõem o material vítreo.
A transparência pode ser explicada, Sabe-se que o olho humano apresenta
considerando-se que a luz aproximadamente 20 mm de profundidade
a) é absorvida pelos elétrons e (x' = 20 mm) e o objeto tem 8 m de
transformada em calor. altura colocado em uma posição a 32 m
b) é absorvida pelos elétrons e de distância do orifício do olho (x =
reemitida em todas as direções. 32 m). Nessa situação, a altura da
c) não é absorvida pelos elétrons e é imagem formada no fundo do olho será de:
espalhada em diversas direções. a) 5 mm.
d) não é absorvida pelos elétrons e b) 7,5 mm.
continua seu caminho em trajetórias c) 8 mm.
regulares. d) 10,8 mm.
e) é absorvida pelos elétrons e e) 12,8 mm.
reemitida de volta pela mesma
trajetória de onde veio. QUESTÃO 28
Um objeto de altura H está a uma
QUESTÃO 26 distância D de uma câmara escura de
(Unicesumar-SP) Uma pessoa de altura h orifício, que registra uma imagem de
coloca-se diante de uma câmara escura altura igual a 5 cm. Ao aproximar o
de orifício com o intuito de produzir, objeto 15 m da câmara, a imagem formada
na face oposta ao orifício da câmara, foi de 8 cm. Determine o valor de D.
uma imagem que corresponda a três a) 30 m
quartos (¾) de sua altura. Sabendo que b) 25 m
a câmara escura tem profundidade d, c) 50 m
qual será a distância entre a pessoa e d) 15 m
sua imagem? e) 40 m
QUESTÃO 29
(ENEM 2025) Um estudante posicionou uma
haste entre uma parede e uma vela. A
haste, com 20 cm de comprimento, foi
colocada paralela à parede, na qual
projetava uma sombra de comprimento H.
O estudante mediu a distância entre a
a) (7.d) ÷ 3 chama da vela e a parede, encontrando
b) (4.d) ÷ 3 140 cm, e elaborou um esquema para
c) (4.d.h) ÷ 3 ilustrar a situação, como na figura, em
d) (3.d.h) ÷ 4 que X representa a distância entre a
e) (4.d) ÷ (3.h) haste e a chama da vela.
QUESTÃO 27
(IF-GO) O olho humano comporta-se de
forma semelhante a uma câmara escura de
orifício. Sabemos que os raios de luz
que partem do objeto e atravessam o
orifício determinam a imagem no fundo
do olho. A figura a seguir representa
um esquema simplificado do
comportamento de formação de imagens no
fundo de um olho saudável. Vemos que a
imagem formada no fundo do olho se
apresenta invertida, de cabeça para
baixo.
d) total da Lua.
e) total do Sol
QUESTÃO 31
Os eclipses só são possíveis quando há
um alinhamento entre o Sol, a Terra e a
Lua. Observe a gravura a seguir e
assinale a alternativa que indique
corretamente o tipo de eclipse que a
gravura mostra e a fase da Lua que
permite que ele ocorra.
Qual é a relação entre H e X nesse
experimento?
a) H/X = 1/7 a) Eclipse lunar, na fase da Lua Nova.
b) H/X = 7 b) Eclipse solar, na Lua na fase de
c) H⋅ X = 700 Lua Nova.
d) H⋅ X = 1 400 c) Eclipse parcial do Sol, na fase da
e) H⋅ X = 2 800 Lua Quarto Minguante.
d) Eclipse parcial da Lua, na fase da
QUESTÃO 30 Lua Quarto Crescente.
Um eclipse é um evento astronômico que
ocorre quando a posição de um objeto QUESTÃO 32
celeste em trânsito é coincidente ou (UNESP 2024) O eclipse solar é um
atravessa, na posição aparente de outro, fenômeno de alinhamento que ocorre
mais distante. A figura mostra o quando a Lua se interpõe entre a Terra
esquema de um desses eclipses. No e o Sol, ocultando completa ou
instante em que ele ocorria, uma pessoa parcialmente a luz solar em uma
encontrava-se no ponto indicado pela estreita faixa da superfície terrestre,
letra P na superfície da Terra. produzindo os eclipses total, parcial
ou anular. A figura 1 mostra como um
observador na Terra veria o Sol durante
a ocorrência desses três tipos de
eclipses solares.
Figura 1
Na figura 2, estão representadas, fora
de escala, as ocorrências desses três
Disponível em: https: //[Link] tipos de eclipses sobre as regiões I,
(adaptado). II e III na superfície da Terra.
Desse modo, infere-se que essa pessoa
observa um eclipse
a) parcial do Sol.
b) parcial da Lua.
c) anular do Sol.
Figura 2 c) distância entre a Terra e a Lua
variar ao longo da órbita.
d) eclipses serem visíveis apenas em
parte da superfície da Terra.
e) o Sol ser uma fonte de luz extensa
comparado ao tamanho da lua.
QUESTÃO 34
(PUC – Campinas SP) Andrômeda é uma
galáxia distante 2,3. 106 anos-luz
da Via-Láctea, a nossa galáxia. A
luz proveniente de Andrômeda, viajando
a velocidade de 3,0.105 Km/s, percorre
a distância aproximada até a Terra, em
Km, igual a:
a) 4.1015
b) 6.1017
c) 2.1019
([Link] Adaptado.) d) 7.1021
e) 9.1023
Nas regiões I, II e III, indicadas na
figura 2, são observados, QUESTÃO 35
respectivamente, os eclipses (Enem - MEC)
Seu olhar
a) parcial, anular e total.
Na eternidade
b) total, anular e parcial.
Eu quisera ter
c) anular, total e parcial.
Tantos anos-luz
d) anular, parcial e total.
Quantos fosse precisar
e) parcial, total e anular.
Pra cruzar o túnel
Do tempo do seu olhar
QUESTÃO 33
(Gilberto Gil, 1984)
(ENEM 2019) A figura mostra, de forma
esquemática, uma representação comum em
Gilberto Gil usa na letra da música a
diversos livros e textos sobre eclipses.
palavra composta anos-luz. O sentido
Apenas analisando essa figura, um
prático em geral não é obrigatoriamente
estudante pode concluir que os eclipses
o mesmo que na ciência. Na Física, um
podem ocorrer duas vezes a cada volta
ano-luz é uma medida que relaciona a
completa da Lua em torno da Terra.
velocidade da luz e o tempo de um ano e
Apesar de a figura levar a essa
que, portanto, se refere a:
percepção, algumas informações
a) tempo
adicionais são necessárias para se
b) aceleração
concluir que nem o eclipse solar, nem o
c) distância
lunar ocorrem com tal periodicidade.
d) velocidade
e) luminosidade
QUESTÃO 36
Na Astronomia, o Ano-luz é definido
como a distância percorrida pela luz no
vácuo em um ano. Já o nanômetro, igual
a 1,0×10⁻ ⁹ m, é utilizado para medir
distâncias entre objetos na
Nanotecnologia.
Considerando que a velocidade da luz no
A periodicidade dos eclipses ser vácuo é igual a 3,0×10⁸ m/s e que um
diferente da possível percepção do ano possui 365 dias ou 3,2×10⁷ s,
estudante ocorre em razão de podemos dizer que um Ano-luz em
a) eclipses noturnos serem nanômetros é igual a:
imperceptíveis da Terra.
b) planos das órbitas da Terra e da a) 9,6×1024
Lua serem diferentes. b) 9,6×1015
c) 9,6×1012 QUESTÃO 39
d) 9,6×106
e) 9,6×10-9
QUESTÃO 37
(SOMOS) A Icarus é considerada uma das
estrelas mais distantes da Terra até
agora detectada, situandose a 9 bilhões
de anos-luz da Terra. Isso significa
que:
a) faz 9 bilhões de anos que a estrela
não emite mais radiação.
b) a estrela está a 9 bilhões de
quilômetros da Terra.
c) daqui a 9 bilhões de anos a estrela
desaparecerá.
d) a estrela viaja a uma velocidade de
9 bilhões de anos-luz.
e) a radiação da estrela que recebemos
hoje na Terra foi emitida há 9 bilhões
de anos.
QUESTÃO 38 a) Difração
(EVOLUCIONAL) b) Absorção
c) Polarização
d) Reflexão
e) Refração
QUESTÃO 40
Alguns óculos escuros, além de proteger
os olhos de raios ultravioleta
provenientes do Sol, proporcionam
proteção contra grandes quantidades de
luz, bloqueando parte dela. Esses
óculos são normalmente utilizados por
motoristas profissionais para evitar
desorientação por excesso de luz, o que
pode ocorrer quando há água na estrada,
que reflete uma grande quantidade de
luz, ou fontes de luz, que podem
camuflar objetos.
O fenômeno óptico que melhor pode
explicar a capacidade que esses óculos
têm de bloquear uma parte da luz é a
a) difração.
b) dispersão.
a) Cor da luz c) polarização.
b) Frequência da luz d) ressonância.
c) Índice de refração da luz e) interferência.
d) Comprimento de onda da luz
e) Energia associada aos fótons QUESTÃO 41
emitidos pelo laser (ENEM 2014) É comum aos fotógrafos
tirar fotos coloridas em ambientes
iluminados por lâmpadas fluorescentes,
que contêm uma forte composição de luz
verde. A consequência desse fato na
fotografia é que todos os objetos
claros, principalmente os brancos,
aparecerão esverdeados. Para equilibrar
as cores, deve-se usar um filtro
adequado para diminuir a intensidade da
luz verde que chega aos sensores da igual. Por essa razão, o alimento fica
câmera fotográfica. Na escolha desse girando no interior do aparelho.
filtro, utiliza-se o conhecimento Para a formação dessas ondas
da composição das cores-luz primárias: estacionárias, no caso do micro-ondas,
vermelho, verde e azul; e das cores-luz é necessário que ondas eletromagnéticas
secundárias: amarelo = vermelho + verde, se sobreponham em diversas posições
ciano = verde + azul e magenta = após sucessivas reflexões nas paredes
vermelho + azul. internas do forno. Essas ondas,
Disponível em: ao se sobreporem, podem se somar ou se
[Link] Acesso em: subtrair, formando, assim, regiões de
20 maio 2014 (adaptado). altas intensidades e regiões de
intensidades nulas.
Na situação descrita, qual deve ser o Com base nas informações apresentadas,
filtro utilizado para que a fotografia a formação de ondas estacionárias em
apresente as cores naturais dos objetos? diferentes sistemas físicos se dá,
a) Ciano. principalmente, devido ao fenômeno da
b) Verde. a) difração.
c) Amarelo. b) refração.
d) Magenta. c) dispersão.
e) Vermelho. d) polarização.
e) interferência
QUESTÃO 42
(ENEM PPL 2020) Alguns cinemas QUESTÃO 44
apresentam uma tecnologia em que as (UECE 2017) Em um espelho plano
imagens dos filmes parecem perfeito incide um raio de luz.
tridimensionais, baseada na utilização
de óculos 3D. Após atravessar cada O raio que sai do espelho sofre
lente dos óculos, as ondas luminosas, a) refração com ângulo de incidência
que compõem as imagens do filme, igual ao de reflexão.
emergem vibrando apenas na direção b) reflexão com ângulo de incidência
vertical ou apenas na direção maior que o de reflexão.
horizontal. c) reflexão com ângulo de incidência
Com base nessas informações, o igual ao de reflexão.
funcionamento dos óculos 3D ocorre por d) refração com ângulo de incidência
meio do fenômeno ondulatório de maior que o de reflexão.
a) difração.
b) dispersão. QUESTÃO 45
c) reflexão. (FAMERP 2025) Mariana (M) e Paula (P)
d) refração. conversam diante de um espelho plano
e) polarização. vertical que cobre parte de uma parede,
conforme mostra a figura, em uma visão
QUESTÃO 43 de cima.
(SOMOS) Ondas estacionárias se formam
em diferentes sistemas físicos. É
possível destacar ondas estacionárias
ocorrendo em cordas, em tubos sonoros e
até no forno micro-ondas.
No caso do micro-ondas, ele é projetado
para que se formem ondas
eletromagnéticas estacionárias, de
forma que, em alguns pontos dentro de
sua estrutura, haverá um campo
magnético oscilando intensamente, ao
passo que em outros pontos não haverá Ao olhar para o espelho, Mariana vê a
oscilação apreciável de tal campo. Como imagem de Paula na posição
o alimento é aquecido por causa da a) 2.
oscilação do campo eletromagnético, mas b) 4.
este se mantém c) 1.
nulo em alguns pontos e oscilando d) 5.
intensamente em outros, é necessário e) 3.
movimentar o alimento em seu interior
para que ele possa ser aquecido por QUESTÃO 46
(ETEC 2018) Considere que, na situação Mantendo-se o espelho fixo, se a modelo
anterior, você esteja vestindo uma se afastar 2,0 m dele numa direção
camiseta com a palavra FÍSICA, conforme perpendicular ao plano do espelho, sua
a figura. imagem se afastará do espelho
a) 2,0 m.
b) 1,0 m.
c) 3,0 m.
d) 0,5 m.
e) 4,0 m.
QUESTÃO 49
Se você se colocar de frente para o (BERNOULLI) Uma empresa que presta
espelho plano, a palavra FÍSICA serviço para uma montadora de veículos
refletida se apresentará como mostrado busca analisar, por meio de testes,
na alternativa como o tamanho dos retrovisores,
construídos a partir de espelhos planos,
a) pode contribuir para um aumento do
campo visual do motorista.
Em um desses testes, foi elaborado um
b)
esquema com as posições em que estavam
os obstáculos, representados pelas
c) letras A, B, C e D, e os olhos do
motorista naquele instante,
d) representados pela letra O.
e)
QUESTÃO 47
(UNESC 2023) Um objeto de 30 cm de
altura é colocado a 50 cm à frente da
superfície de um espelho plano. Qual a
altura da imagem refletido pelo espelho
e a distância entre o objeto e essa
imagem, respectivamente?
a) 15 cm e 50 cm
b) 30 cm e 50 cm
c) 30 cm e 100 cm Nesse teste, para que o motorista
d) 60 cm e 50 cm enxergue todos os obstáculos, a empresa
e) 60 cm e 100 cm deverá expandir o espelho do retrovisor
até que seu comprimento final seja, no
QUESTÃO 48 mínimo, igual a
(UNINOVE 2018) A figura mostra uma a) 4 cm.
modelo na frente de um espelho plano b) 5 cm.
vertical. c) 6 cm.
d) 7 cm.
e) 8 cm.
QUESTÃO 50
(ENEM PPL 2023) O lançamento de 60
satélites altamente refletores pela
empresa SpaceX está preocupando os
cientistas: a “superpopulação” de
satélites ameaça a nossa observação das
estrelas. A SpaceX espera que um dia
seja possível ter 12 mil satélites na
órbita da Terra, permitindo o acesso à
internet de alta velocidade, com a qual
toda a humanidade só pode sonhar. A
SpaceX é só uma das companhias no setor
da internet via satélite.
“ Se muitos dos satélites dessas novas d) 2,1 m de distância do espelho.
megaconstelações tiverem esse tipo de e) 3,5 m de distância do espelho.
brilho constante, então em 20 anos ou
menos, o olho humano passará a ver, QUESTÃO 52
durante boa parte da noite em qualquer (PUC 2020) Considere as seguintes
lugar do mundo, mais satélites do que afirmações com relação aos espelhos:
estrelas”.
Astrônomos alertam: satélites da SpaceX I - Um espelho esférico convexo somente
podem mudar céu noturno. forma imagens menores que os objetos.
II - Se a imagem tem o mesmo tamanho
Disponível em: que o objeto, sabe-se que o espelho é
[Link] Acesso em: plano.
21 nov. 2019 (adaptado). III - Um espelho esférico côncavo forma
imagens reais quando o objeto está a
A preocupação dos astrônomos baseia-se uma distância do vértice do espelho
no fato de esses satélites maior que a distância focal.
a) refletirem a luz do Sol durante o
período noturno, ofuscando a luz das Marque a única opção CORRETA:
demais estrelas. a) Somente a alternativa I é
b) emitirem para a Terra muita radiação verdadeira.
luminosa que se sobrepõe à das estrelas. b) Somente a alternativa II é
c) refratarem a luz das estrelas, verdadeira.
desviando os raios dos telescópios c) Somente a alternativa III é
posicionados na superfície da Terra. verdadeira.
d) refletirem a luz do Sol durante o d) Somente as alternativas I e III são
período diurno, ofuscando a luz das verdadeiras.
demais estrelas. e) Somente as alternativas II e III são
e) emitirem de volta para o espaço a verdadeiras.
luz das estrelas que seria captada
pelos telescópios posicionados na QUESTÃO 53
superfície da Terra. (ENEM PPL 2011) A figura mostra uma
superfície refletora de formato
QUESTÃO 51 parabólico, que tem sido utilizada como
(SOMOS) Um sistema de segurança um fogão solar. Esse dispositivo é
importante dos carros atuais são os montado de tal forma que a superfície
espelhos retrovisores laterais. fique posicionada sempre voltada para o
Enquanto antigamente esses espelhos Sol. Neste, a panela deve ser colocada
eram planos, atualmente eles são em um ponto determinado para maior
esféricos. O objetivo dessa geometria eficiência do fogão.
esférica é permitir um maior campo
visual para o motorista, possibilitando
que ele tenha maior capacidade de ver
automóveis, pedestres, ciclistas e até
obstáculos que estejam em sua
proximidade, especialmente nas laterais
do carro.
Esse maior ângulo de visão é
fundamental para que o veículo possa
mudar de faixas e fazer curvas com mais
segurança. No entanto, o motorista deve
ficar atento, pois, diferente de um
espelho plano, o objeto e a imagem não
ficam igualmente distantes do espelho.
Considere que o módulo do foco do
retrovisor de um carro seja de 1,5 m e
que um objeto posicione-se a 5,0 m Considerando que a panela esteja
desse retrovisor. posicionada no ponto citado, a maior
Nessas condições, o motorista verá a eficiência ocorre porque os raios
imagem ser formada a, aproximadamente, solares
a) 0,5 m de distância do espelho. a) refletidos passam por esse ponto,
b) 0,9 m de distância do espelho. definido como ponto de reflexão.
c) 1,2 m de distância do espelho.
b) incidentes passam por esse ponto,
definido como vértice da parábola.
c) refletidos se concentram nesse ponto,
definido como foco da parábola.
d) incidentes se concentram nesse ponto,
definido como ponto de incidência.
e) incidentes e refletidos se
interceptam nesse ponto, definido como
centro de curvatura.
QUESTÃO 54
(ENEM PPL 2010) Os espelhos
retrovisores, que deveriam auxiliar os
motoristas na hora de estacionar ou
mudar de pista, muitas vezes causam
problemas. É que o espelho retrovisor
do lado direito, em alguns modelos,
distorce a imagem, dando a impressão de
que o veículo está a uma distância
maior do que a real.
Este tipo de espelho, chamado de
convexo, é tulizado com objetivo de
ampliar o campo visual do motorista, já Em uma das várias imagens formadas
que no Brasil se adota a direção do pelos espelhos da casa, uma em especial
lado esquerdo e, assim, o espelho da tem as seguintes características:
direita fica muito distante dos olhos
do condutor. Posição: localiza-se a uma distância
Disponível em: maior que o objeto em relação ao
http//[Link]. Acesso espelho.
em:3nov.2010(adaptado). Tamanho: é maior que o objeto.
Orientação: é direita em relação ao
Sabe-se que, em um espelho convexo, a objeto.
imagem formada está mais próxima do Natureza: é feita pelo prolongamento
espelho do que este está do objeto, o dos raios incidentes.
que parece entrar em conflito com a
informação apresentada na reportagem. O espelho em questão é um modelo:
Essa aparente contradição é explicada a) plano.
pelo fato de b) convexo.
a) a imagem projetada na retina do c) côncavo.
motorista ser menor do que o objeto. d) cilíndrico.
b) a velocidade do automóvel afetar a e) convergente.
percepção da distância.
c) o cérebro humano interpretar como QUESTÃO 56
distante uma imagem pequena. (UECE 2020) Considere um espelho
d) o espelho convexo ser capaz de esférico convexo utilizado em um ponto
aumentar o campo visual do motorista. de observação estratégico para melhorar
e) o motorista perceber a luz vinda do a visibilidade em uma curva fechada de
espelho com a parte lateral do olho. uma estrada.
QUESTÃO 55 Um carro se aproxima dessa curva e é
(UFMS 2020) Quem nunca se divertiu com observado através do espelho e, à
os reflexos de suas imagens pela medida que o carro se afasta do espelho,
superfície dos espelhos? É utilizando sua imagem
essa premissa que uma casa tem atraído a) se torna real e maior.
turistas que se divertem com os b) permanece virtual e direita, mas
reflexos produzidos pelos espelhos aumenta de tamanho.
distribuídos por ela. c) permanece virtual e direita, mas
diminui de tamanho.
d) se torna invertida e diminui de
tamanho.
QUESTÃO 57 superfície refletora esférica, uma
(ENEM 2024) imagem real, maior e invertida de um
Mirascópio 3D: produtor de ilusão dado objeto. Sabe-se que, para esse fim,
instantânea a superfície refletora a ser escolhida
O equipamento ilustrado na figura, de pelo aluno deve funcionar exatamente
dimensões apresentadas no esquema, é como um espelho esférico.
composto por dois espelhos côncavos E1
e E2, apoiados um sobre o outro por Em relação ao tipo de superfície que
suas bordas, de tal forma que o vértice deve ser escolhida pelo estudante e a
de E1 coincide com o foco de E2 e vice- localização do objeto ao longo do eixo
versa. Na abertura circular de E2, é que contém o centro de curvatura da
formada uma imagem tridimensional de um superfície, o foco e o vértice, é
objeto posicionado sobre o vértice de correto dizer que a superfície tem de
E1. Essa imagem é formada a partir dos ser
raios procedentes do objeto, refletidos a) côncava e o objeto estar entre o
por E2 e E1, respectivamente, conforme o centro e o foco.
esquema. Os observadores julgam b) côncava e o objeto estar entre o
visualizar o objeto quando estão, de foco e o vértice.
fato, visualizando sua imagem. O efeito c) convexa e o objeto estar entre o
só é possível porque as superfícies de foco e o vértice.
ambos os espelhos são de extrema d) convexa e o objeto estar entre o
qualidade. centro e o vértice.
QUESTÃO 59
(BERNOULLI) O segurança de uma loja
caminha pelo ambiente de trabalho,
observando-o por um espelho convexo
instalado na parede para monitorar os
corredores. O segurança, de altura h0 ,
nota que a altura hi da sua imagem no
espelho é alterada à medida que ele se
aproxima ou se afasta.
Durante o afastamento, como o segurança
percebe a distância da sua imagem e
qual a relação entre as alturas h0 e
hi ?
a) Menor que sua distância ao espelho;
hi > h0 .
b) Maior que sua distância ao espelho;
hi = h0 .
c) Maior que sua distância ao espelho;
hi < h0 .
d) Maior que sua distância ao espelho;
hi > h0 .
e) Menor que sua distância ao espelho;
hi < h0
QUESTÃO 60
(EVOLUCIONAL) As fibras ópticas são
A natureza da imagem formada e a amplamente utilizadas na indústria
distância vertical entre cada ponto moderna. Sua versatilidade deve-se ao
objeto e seu correspondente ponto fato de ela transportar informações em
imagem são velocidades altíssimas, relativamente
a) real e 5 cm. próximas à velocidade da luz, além do
b) real e 3,8 cm. fato de poder enviar informações em
c) real e 7,6 cm. frequências elevadas e a grandes
d) virtual e 7,6 cm. distâncias sem sofrer perdas devidas ao
e) virtual e 3,8 cm. efeito Joule.
A transmissão de informações na fibra
QUESTÃO 58 óptica deve-se ao fato de que o feixe
(UECE 2022) Um estudante de Física de luz incidente em uma extremidade
deseja obter, a partir de uma percorre a fibra dentro do núcleo
(filamento de vidro), que é revestido Esse fenômeno é causado pela
de um material eletricamente isolante
que detém um índice de refração muito a) reflexão da luz no asfalto quente.
menor do que o próprio núcleo. A imagem b) refração da luz na camada de ar
mostra como se comporta um raio de luz quente.
dentro do núcleo de uma fibra óptica. c) polarização da luz após refletir
no asfalto.
d) absorção da luz ao incidir no
asfalto escuro.
e) dispersão da luz devido à mudança
de densidade do ar.
O fenômeno físico que melhor se
relaciona com o princípio de QUESTÃO 62
funcionamento da fibra óptica, descrito (ENEM PPL 2023) Na área de comunicações,
pela diferença de índices de refração, a demanda por grande volume de dados
é o(a) exige uma transmissão em alta
A) reflexão difusa dos feixes de luz, frequência. Uma inovação nesse sentido
que espalha o feixe em diferentes foi o desenvolvimento da fibra óptica,
direções baseada na rugosidade da que faz uso da luz como portadora de
superfície de incidência. sinais. A fibra óptica é um meio de
B) reflexão total dos feixes de luz, propagação da luz formada por duas
que redireciona o feixe com o mesmo camadas de vidro, com índices de
ângulo de incidência na superfície do refração diferentes. Considere que a
material. camada externa da fibra apresente
C) conservação de energia dos feixes de índice de refração n2 , e a camada
luz, que mantém um ganho de velocidade interna, índice de refração n1 , como
nas sequências de reflexões no núcleo. ilustrado na figura.
D) espalhamento dos feixes de luz, que
conservam as informações no meio de
propagação para longas distâncias.
E) refração dos feixes de luz, que
redireciona o feixe ao transpor o meio
de propagação da luz.
QUESTÃO 61
(POLIEDRO) Ao contrário do que O objetivo dessa diferença é obter a
acreditam muitas pessoas, as miragens condição de reflexão interna total do
não são uma alucinação de um viajante sinal óptico que se encontre na camada
sob Sol forte, mas um fenômeno óptico interna, de forma que ele se propague
real que ocorre na atmosfera e que pode por toda a extensão da fibra.
inclusive ser fotografado. Além disso, A tecnologia envolvida na confecção das
não é preciso estar num deserto para fibras ópticas deve garantir que o
ver uma miragem, pois elas acontecem ângulo de refração e a relação entre n1
com uma certa frequência, por exemplo, e n2 sejam, respectivamente,
em grandes rodovias em dias de calor a) 45° e n2 < n1 .
intenso. De longe, se vê a imagem de um b) nulo e n2 > n1 .
veículo que parece refletido no asfalto c) nulo e n2 < n1 .
da estrada, dando a nítida impressão de d) 90° e n2 > n1 .
que o asfalto está molhado e que o e) 90° e n2 < n1 .
veículo foi refl etido por uma poça de
água, mas, conforme se aproxima, é QUESTÃO 63
possível perceber que a rodovia está (ENEM 2022) Em 2002, um mecânico da
completamente seca. cidade mineira de Uberaba (MG) teve uma
ideia para economizar o consumo de
energia elétrica e iluminar a própria
casa num dia de sol. Para isso, ele
utilizou garrafas plásticas PET com
água e cloro, conforme ilustram as
figuras. Cada garrafa foi fixada ao
telhado de sua casa em um buraco com
diâmetro igual ao da garrafa, muito
maior que o comprimento de onda da luz. QUESTÃO 65
Nos últimos dois anos, sua ideia já (ENEM 2015)
alcançou diversas partes do mundo e Será que uma miragem ajudou a afundar o
deve atingir a marca de 1 milhão de Titanic ?
casas utilizando a “luz engarrafada”.
O fenômeno ótico conhecido como Fata
Morgana pode fazer com que uma falsa
parede de água apareça sobre o
horizonte molhado. Quando as condições
são favoráveis, a luz refletida pela
água fria pode ser desviada por uma
camada incomum de ar quente acima,
chegando até o observador, vinda de
muitos ângulos diferentes. De acordo
com estudos de pesquisadores da
Universidade de San Diego, uma Fata
Morgana pode ter obscurecido os
icebergs da visão da tripulação que
estava a bordo do Titanic. Dessa forma,
a certa distância, o horizonte
verdadeiro fica encoberto por uma névoa
escurecida, que se parece muito com
águas calmas no escuro.
Que fenômeno óptico explica o
funcionamento da “luz engarrafada"? Disponível em: [Link]
Acesso em: 6 set. 2012 (adaptado).
a) Difração.
b) Absorção. O fenômeno ótico que, segundo os
c) Polarização. pesquisadores, provoca a Fata Morgana é
d) Reflexão. a
e) Refração. a) ressonância.
b) refração.
QUESTÃO 64 c) difração.
(EVOLUCIONAL) Uma engenheira brasileira, d) reflexão.
da University College London (UCL), é e) difusão.
autora de um feito tecnológico sem
precedentes. Liderando um grupo de QUESTÃO 66
pesquisadores, ela bateu o recorde de (ENEM PPL 2014) As miragens existem e
velocidade na internet. As informações podem induzir à percepção de que há
na internet são transmitidas por pulsos água onde não existe. Elas são a
de luz transportados em fibras ópticas, manifestação de um fenõmeno óptico que
ou seja, cabos de vidro envoltos por um ocorre na atmosfera.
material com características ópticas
distintas das do vidro, para garantir a Disponível em: [Link].
permanência da luz na fibra. Assim, Acesso em: 29 fev. 2012.
usando diferentes amplificadores, o
grupo foi capaz de dobrar a extensão Esse fenômeno óptico é consequência da
das frequências de luz transmitidas a) refração da luz nas camadas de ar
pela fibra. próximas do chão quente.
SILVEIRA, E. Baixar todo Netflix em b) reflexão da luz ao incidir no solo
três minutos: brasileira explica como quente.
bateu recorde de velocidade na internet. c) reflexão difusa da luz na superfíce
Disponível em: [Link] rugosa.
d) dispersão da luz nas camadas de ar
Qual é o fenômeno óptico que garante o próximas do chão quente.
confinamento da luz nesses cabos? e) difração da luz nas camadas de ar
A) Reflexão próximas do chão quente.
B) Polarização
C) Interferência (ENEM LIBRAS) No Hemisfério Sul, o
D) Difração solstício de verão (momento em que os
E) Absorção raios solares incidem verticalmente
sobre quem se encontra sobre o Trópico
de Capricórnio) ocorre no dia 21 ou 23 QUESTÃO 68
de dezembro. Nessa data, o dia tem o (ENEM 2011) Uma equipe de cientistas
maior período de presença de luz solar. lançará uma expedição ao Titanic para
A figura mostra a trajetória da luz criar um detalhado mapa 3D que “vai
solar nas proximidades do planeta Terra tirar, virtualmente, o Titanic do fundo
quando ocorre o fenômeno ótico que do mar para o público”. A expedição ao
possibilita que o Sol seja visto por local, a 4 quilômetros de profundidade
mais tempo pelo observador. no Oceano Atlântico, está sendo
apresentada como a mais sofisticada
expedição científica ao Titanic. Ela
utilizará tecnologias de imagem e sonar
que nunca tinham sido aplicadas ao
navio, para obter o mais completo
inventário de seu conteúdo. Esta
Qual o fenômeno ótico mostrado na complementação é necessária em razão
figura? das condições do navio, naufragado há
a) A refração da luz solar ao um século.
atravessar camadas de ar com diferentes
densidades. O Estado de São Paulo. Disponível em:
b) A polarização da luz solar ao [Link] Acesso em:
incidir sobre a superfície dos oceanos. 27 jul. 2010 (adaptado).
c) A reflexão da luz solar nas camadas
mais altas da ionosfera. No problema apresentado para gerar
d) A difração da luz solar ao contornar imagens através de camadas de
a superfície da Terra. sedimentos depositados no navio,
e) O espalhamento da luz solar ao o sonar é mais adequado, pois a
atravessar a atmosfera. a) propagação da luz na água ocorre a
uma velocidade maior que a do som neste
QUESTÃO 67 meio.
(ENEM 2010) O efeito Tyndall é um b) absorção da luz ao longo de uma
efeito óptico de turbidez provocado camada de água é facilitada enquanto a
pelas partículas de uma dispersão absorção do som não.
coloidal. Foi observado pela primeira c) refração da luz a uma grande
vez por Michael Faraday em 1857 e, profundidade acontece com uma
posteriormente, investigado pelo físico intensidade menor que a do som.
inglês John Tyndall. Este efeito é o d) atenuação da luz nos materiais
que torna possível, por exemplo, analisados é distinta da atenuação de
observar as partículas de poeira som nestes mesmos materiais.
suspensas no ar por meio de uma réstia e) reflexão da luz nas camadas de
de luz, observar gotículas de água que sedimentos é menos intensa do que a
formam a neblina por meio do farol do reflexão do som neste material.
carro ou, ainda, observar o feixe
luminoso de uma lanterna por meio de um QUESTÃO 69
recipiente contendo gelatina. (ENEM PPL 2011) A figura seguinte
REIS, M. Completamente Química: Físico- representa, esquematicamente, um
Química. São Paulo: FTD, 2001(adaptado). telescópio refletor:
Ao passar por um meio contendo
partículas dispersas, um feixe de luz
sofre o efeito Tyndall devido
a) à absorção do feixe de luz por este
meio.
b) à interferência do feixe de luz
neste meio.
c) à transmissão do feixe de luz neste A luz emitida por um astro penetra no
meio. telescópio pelo orifício na posição A,
d) à polarização do feixe de luz por reflete no espelho parabólico
este meio localizado na posição B, é novamente
e) ao espalhamento do feixe de luz refletida pelo espelho C em direção às
neste meio. lentes localizadas na ocular do
telescópio (local onde o observador
aproxima o olho) na posição D. Essa
lente forma uma imagem real e maior do
objeto observado, um pouco à frente de
D. Por isso, o observador não deve e a quantidade de luz que incide sobre
encostar seus olhos na lente para ele.
enxergar essa imagem.
Durante um teste de controle para o
Considerando uma situação em que apenas desenvolvimento de novas lentes
uma lente é colocada na posição D, qual fotocromáticas, foram analisadas cinco
o tipo de espelho utilizado e qual o amostras, que utilizam reagentes
tipo de lente utilizada nas posições B químicos diferentes. No quadro, são
e D respectivamente? apresentados os resultados.
a) Convexo e bifocal.
b) Convexo e divergente.
c) Côncavo e convergente.
d) Côncavo e divergente.
e) Plano e convergente.
QUESTÃO 70
(ENEM LIBRAS 2017) Um experimento
bastante interessante no ensino de
ciências da natureza constitui em Considerando os três aspectos, qual é a
escrever palavras em tamanho bem melhor amostra de lente fotocromática
pequeno, quase ilegíveis a olho nu, em para se utilizar em óculos?
um pedaço de papel e cobri-lo com uma a) 1
régua de material transparente. Em b) 2
seguida, pinga-se uma gota-d'água sobre c) 3
a régua na região da palavra, conforme d) 4
mostrado na figura, que apresenta o e) 5
resultado do experimento. A gota
adquire o formato de uma lente e
permite ler a palavra de modo mais QUESTÃO 72
fácil em razão do efeito de ampliação. (ENEM 2024) O tamanho mínimo que a
visão humana é capaz de visualizar sem
o uso de equipamento auxiliar é
equivalente a 100 micrômetros (1
micrômetro = 10-3 milímetros). Uma
estudante pretende visualizar e
analisar hemácias do sangue humano, que
medem 0,007 mm de diâmetro. Ela
adquiriu um microscópio óptico que tem
uma lente ocular que amplia em 10 vezes
Qual é o tipo de lente formada pela a imagem do objeto em observação, e um
gota-d'água no experimento descrito? conjunto de lentes objetivas com estas
a) Biconvexa. capacidades de ampliação:
b) Bicôncava.
c) Plano-convexa. • lente I: 2 vezes;
d) Plano-côncava. • lente II: 10 vezes;
e) Convexa-côncava. • lente III: 15 vezes;
• lente IV: 1,1 vez;
QUESTÃO 71 • lente V: 1,4 vez.
(ENEM 2014) As lentes fotocromáticas
escurecem quando expostas à luz solar
por causa de reações químicas
reversíveis entre uma espécie incolor e
outra colorida. Diversas reações podem
ser utilizadas, e a escolha do melhor
reagente para esse fim se baseia em
três principais aspectos: (i) o quanto
escurece a lente; (ii) o tempo de
escurecimento quando exposta à luz
solar; e (iii) o tempo de esmaecimento
em ambiente sem forte luz solar. A
transmitância indica a razão entre a
quantidade de luz que atravessa o meio
O funcionamento desse microscópio (ENEM 2017) A retina é um tecido
permite o uso da lente ocular sozinha sensível à luz, localizado na parte
ou a combinação dela com uma de suas posterior do olho, onde ocorre o
lentes objetivas, proporcionando, nesse processo de formação de imagem. Nesse
caso, um aumento de sua capacidade de tecido, encontram-se vários tipos
ampliação final, que é dada pelo celulares específicos. Um desses tipos
produto entre as capacidades de celulares são os cones, os quais
ampliação da ocular e da objetiva. convertem os diferentes comprimentos de
Essa estudante pretende selecionar a onda da luz visível em sinais elétricos,
lente objetiva de menor capacidade de que são transmitidos pelo nervo óptico
ampliação que permita, na combinação até o cérebro.
com a ocular, visualizar hemácias do Disponível em:
sangue humano. [Link]. Acesso em:
13 jun. 2012 (adaptado).
A lente objetiva a ser selecionada pela
estudante é a Em relação à visão, a degeneração desse
a) I. tipo celular irá
b) II. a) comprometer a capacidade de visão em
c) III. cores.
d) IV. b) impedir a projeção dos raios
e) V. luminosos na retina.
c) provocar a formação de imagens
QUESTÃO 73 invertidas na retina.
(ENEM PPL 2017) A aquisição de um d) causar dificuldade de visualização
telescópio deve levar em consideração de objetos próximos.
diversos fatores, entre os quais estão e) acarretar a perda da capacidade de
o aumento angular, a resolução ou poder alterar o diâmetro da pupila.
de separação e a magnitude limite. O
aumento angular informa quantas vezes
mais próximo de nós percebemos o objeto QUESTÃO 75
observado e é calculado como sendo a (ENEM 2015) Entre os anos de 1028 e
razão entre as distâncias focais da 1038, Alhazen (lbn al-Haytham; 965-1040
objetiva (F1) e da ocular (F2). A d.C.) escreveu sua principal obra,o
resolução do telescópio (P) informa o Livro da Óptica, que, com base em
menor ângulo que deve existir entre experimentos, explicava o funcionando
dois pontos observados para que seja da visão e outros aspectos da ótica,
possível distingui-los. A magnitude por exemplo, o funcionamento da câmara
limite (M) indica o menor brilho que um escura. O livro foi traduzido e
telescópio pode captar. Os valores incorporado aos conhecimentos
numéricos de P e M são calculados pelas científicos ocidentais pelos europeus.
expressões: P/D = 12 e M = 7,1+5(Log D), Na figura, retirada dessa obra, é
em que D é o valor numérico do diâmetro representada a imagem invertida de
da objetiva do telescópio, expresso em edificações em um tecido utilizado como
centímetro. anteparo.
Disponível em:
[Link].
Acesso em: 13 maio 2013 (adaptado).
Ao realizar a observação de um planeta
distante e de baixa luminosidade, não
se obteve uma imagem nítida. Para
melhorar a qualidade dessa observação,
os valores de D, F1 e F2 devem ser,
respectivamente,
a) aumentado, aumentado e diminuído.
b) aumentado, diminuído e aumentado.
c) aumentado, diminuído e diminuído.
d) diminuído, aumentado e aumentado.
e) diminuído, aumentado e diminuído.
Se fizermos uma analogia entre a
ilustração e o humano, o tecido
QUESTÃO 74 corresponde ao(à)
a) íris. nervosos produzidos são enviados
b) retina. ao cérebro por meio do nervo óptico,
c) pupila. para que se dê a percepção da imagem.
d) córnea.
e) cristalino. Um indivíduo que, por alguma
deficiência, não consegue captar as
QUESTÃO 76 informações transmitidas pelos cones,
(ENEM 2019) A maioria das pessoas fica perceberá um objeto branco, iluminado
com a visão embaçada ao abrir os olhos apenas por luz vermelha, como
debaixo d'água. Mas há uma exceção: o a) um objeto indefinido, pois as
povo moken, que habita a costa da células que captam a luz estão inativas.
Tailândia. Essa característica se deve b) um objeto rosa, pois haverá mistura
principalmente à adaptabilidade do olho da luz vermelha com o branco do objeto.
e à plasticidade do cérebro, o que c) um objeto verde, pois o olho não
significa que você também,com algum consegue diferenciar componentes de
treinamento, poderia enxergar cores.
relativamente bem debaixo d'água. d) um objeto cinza, pois os bastonetes
Estudos mostraram que as pupilas de captam luminosidade, porém não
olhos de indivíduos moken sofrem diferenciam cor.
redução significativa debaixo d'água, o e) um objeto vermelho, pois a retina
que faz com que os raios luminosos capta a luz refletida pelo objeto,
incidam quase paralelamente ao eixo transformando-a em vermelho.
óptico da pupila.
GISLÉN, A. etal. Visual Traiting QUESTÃO 78
Improves Underwater Vision in Children. (ENEM 2025)
Vision Research, n. 46, 2006 (adaptado). Por que os olhos ficam vermelhos
em algumas fotografias?
A acuidade visual associada à redução Em fotos tiradas com câmeras
das pupilas é fisicamente explicada fotográficas antigas, por vezes as
pela diminuição pessoas aparecem com os olhos vermelhos.
a) da intensidade luminosa incidente na Isso ocorre porque a luz do flash da
retina. câmera incide diretamente no globo
b) da difração dos feixes luminosos que ocular, sendo refletida por uma região
atravessam a pupila. repleta de vasos sanguíneos.
c) da intensidade dos feixes luminosos Disponível em: [Link]. Acesso
em uma direção por polarização. em: 14 jun. 2017 (adaptado).
d) do desvio dos feixes luminosos
refratados no interior do olho Esse efeito é mais comum à noite ou em
e) das reflexões dos feixes luminosos lugares pouco iluminados porque, com a
no interior do olho. pupila
QUESTÃO 77 a) dilatada, chega mais luz à retina.
(ENEM 2009) Sabe-se que o olho humano b) retraída, chega mais luz vermelha à
não consegue diferenciar componentes de retina.
cores e vê apenas a cor c) retraída, chega mais luz vermelha
resultante, diferentemente do ouvido, aos bastonetes.
que consegue distinguir, por exemplo, d) retraída, chegam menos luzes azul e
dois instrumentos diferentes verde aos cones.
tocados simultaneamente. Os raios e) dilatada, chegam menos luzes azul e
luminosos do espectro visível, que têm verde aos bastonetes
comprimento de onda entre 380 nm e 780
nm, incidem na córnea, passam pelo
cristalino e são projetados na retina.
Na retina, encontram-se dois tipos de
fotorreceptores, os cones e os
bastonetes, que convertem a cor e a
intensidade da luz recebida em impulsos
nervosos. Os cones distinguem as
cores primárias: vermelho, verde e azul,
e os bastonetes diferenciam apenas
níveis de intensidade, sem separar
comprimentos de onda. Os impulsos