Geração de Receitas
Essa foi uma das etapas iniciais do nosso módulo, na qual mencionamos a importância
em gerar receitas. É fundamental a gestão visualizar quais serão os possíveis clientes,
bem como outras fontes de recursos que podem ser buscadas.
Orçamento
Elaborar um orçamento é o primeiro passo para a gestão financeira. O orçamento pode
ser elaborado por etapas. Podemos ter o orçamento da estrutura fixa da empresa e
podemos ter o orçamento detalhado por tipos de produtos que a empresa pretende
vender. Essas informações devem ser agrupadas para que tenhamos o orçamento geral
do negócio.
Fluxo de caixa
Outra ferramenta necessária para gerir os negócios é o fluxo de caixa. Essa ferramenta
servirá para a gestão diária da entrada e saída dos recursos da empresa. O
departamento financeiro projetando um fluxo de caixa corretamente saberá em que
momentos a empresa terá sobra ou falta de recursos no caixa. Tendo sobras poderá
programar novos investimentos. Tendo falta deverá readequar os pagamentos e
recebimentos ou até buscar um financiamento bancário para cobrir o caixa.
Gestão dos Custos e Formação dos Preços
Um gestor financeiro deverá saber detalhadamente os custos do negócio. Ter um
controle e sempre realizar um acompanhamento dos custos fixos (estrutura) e dos
custos variáveis (produção) será obrigatório na gestão financeira. Além disso, deverá
saber calcular os percentuais de impostos sobre vendas; comissões sobre vendas e
também do lucro para ter o preço de venda correto através do cálculo do mark-up.
Margem de Contribuição
Esse cálculo também foi desenvolvido no decorrer do módulo como um dos mais
importantes a ser elaborado. Quando a empresa terá disponível para pagar a estrutura
fixa e obter lucro após o pagamento dos custos variáveis, dos impostos sobre venda e
das comissões sobre venda. É oportuno relembrar que a empresa deverá trabalhar
para obter os maiores índices possíveis de margem de contribuição. Caso o índice seja
baixo a empresa terá que comercializar muitos produtos (com margem baixa) para
conseguir pagar a estrutura e obter resultado positivo.
Ponto de Equilíbrio
Este foi o último dos cálculos elaborados! O ponto de equilíbrio nos informará quanto
pelo menos a empresa deverá faturar para conseguir pagar todos os seus custos (fixos
e variáveis). Salienta-se que no momento do ponto de equilíbrio a empresa não
apresenta nem lucro e nem prejuízo.
Retorno sobre os investimentos
Este será o nosso último assunto. Na gestão financeira além da avaliação de todos os
indicadores operacionais que comentamos e citamos acima, como o orçamento, fluxo
de caixa, margem de contribuição, etc. A gestão financeira deverá avaliar o retorno do
investimento sobre o capital dos sócios. Nessa linha trabalharemos com o tempo
de payback, a análise sobre os investimentos (TIR e VPL) e o ROI (retorno sobre os
investimentos).
Período de payback
Pelo site do Wikipédia encontramos a seguinte definição para payback “é o tempo
decorrido entre o investimento inicial e o momento no qual o lucro acumulado se
iguala ao valor desse investimento” é um termo usado em finanças para indicar o
retorno dos pagamentos de um investimento. Para Salanek Filho (2006, p. 8)
“o payback é usado em decisões de aceitar ou rejeitar projetos. Se o payback for
menor que o período ideal aceita-se o projeto, caso contrário rejeita-se o projeto”.
No Quadro 1 está demonstrado um comparativo de dois projetos, projeto X e projeto Y.
Considerando que a decisão é de aceitar apenas o projeto com retorno no prazo de 3
anos, será aceito o projeto X e rejeitado do projeto Y.
Quadro 1 - Tempo de Payback
Projeto X Projeto Y
10.000,00 10.000,00
Projeto Inicial
Ano Entrada de Caixa
1 5.000,00 2.000,00
2 4.000,00 4.000,00
Projeto X Projeto Y
10.000,00 10.000,00
3 1.000,00 3.000,00
4 100,00 2.000,00
Período de payback 3 anos 4 anos
Observamos que o projeto X irá trazer um retorno mais rápido do que o projeto Y,
mesmo verificando que o volume de retorno do projeto Y é maior do que do projeto X.
O que vale no período de payback é o projeto que traz o retorno mais rápido.
Essa ferramenta será muito útil quando o gestor financeiro tiver que decidir entre dois
ou mais projetos de qualquer natureza que tiver os seus valores retornando ao longo
do tempo. O gestor deverá fazer a projeção a cada período do resultado dos projetos.
Com essa referência poderá tomar a decisão e definir qual projeto será escolhido.
Vale ressaltar também que o payback leva em conta apenas variáveis financeiras.
Deve-se sempre observar outros aspectos também que possa justificar um projeto com
retorno financeiro mais longo.
Cálculos da TIR e VPL
Pelo site do Wikipédia, “a Taxa Interna de Retorno (TIR), vem do inglês IRR (Internal
Rate of Return), é a taxa necessária para igualar o valor de um investimento com os
seus respectivos retornos futuros ou saldos de caixa. Sendo usada em análise de
investimentos, significa a taxa de retorno de um projeto”.
O mesmo site traz o conceito de VPL. “O valor presente líquido (VPL), também
conhecido como valor atual líquido ou método do valor atual, é a fórmula financeira
capaz de determinar o valor presente de pagamentos futuros descontados a uma taxa
de juros apropriada, menos o custo do investimento inicial”. Ainda na questão
conceitual, Pereira e Almeida mencionam que “a Taxa Interna de Retorno (TIR) é a taxa
de juros (desconto) que iguala, em determinado momento do tempo, o valor presente
das entradas (recebimentos) com o das saídas (pagamentos) previstas de caixa”.
Para a demonstração destes cálculos usaremos as telas do Excel. São cálculos mais
complexos para realizarmos em calculadoras simples e, através das funções financeiras
dessa ferramenta fundamental para um departamento financeiro, faremos o
detalhamento dos cálculos!
Quadro 2 - Cálculo da TIR e VPL
Base de dados para calcular TIR e VPL Real
Investimento inicial (100.000,00)
1. período 18.000,00
2. período 18.000,00
3. período 18.000,00
4. período 18.000,00
5. período 18.000,00
6. período 18.000,00
TIR (período) 2,2442%
VPL R$100.000,00
Neste exemplo a empresa elaborou um investimento de R$ 100.000,00 e obteve
recebimentos diversos ao longo de seis anos. A planilha calcula a relação desses
valores – que ao longo do tempo totalizaram R$ 108.000,00 – e apresenta um único
percentual de 2,2442%. Esse percentual é a taxa interna de retorno geral do projeto.
Cálculos do ROI
Agora apresentaremos outro indicador em percentual. O ROI é uma relação da
lucratividade com o capital investido. Geralmente a conta é feita da seguinte forma:
uma divisão do lucro com o valor que o dono da empresa investiu
No site wikipedia a definição de ROI é dar como “retorno sobre investimento (em
inglês, return on investment ou ROI), também chamado taxa de retorno (em inglês,
rate of return ou ROR), taxa de lucro ou simplesmente retorno, é a relação entre o
dinheiro ganho ou perdido através de um investimento, e o montante de dinheiro
investido”.
Esse indicador tem um grande objetivo! Demonstrar para o dono da empresa se
compensa mais ele investir o seu dinheiro na empresa ou, por exemplo, na poupança.
Vamos para um exemplo... Um empresário resolveu criar uma empresa e investiu no
primeiro ano R$ 50.000,00 – no final do ano ele observou que o lucro da empresa foi
de R$ 5.000,00 – ou seja, seu retorno foi de 10% ao ano. Esse empresário compara com
o ganho que ele teria se tivesse investido na poupança que normalmente paga em
torno de 6% ao ano. Nessa comparação foi mais vantajoso investir no negócio que
trouxe um retorno maior. Porém devemos levar em conta que no negócio ele não tem
a facilidade de retirar os R$ 50.000,00 da empresa. Já na poupança ele pode, em
qualquer momento, ir até o caixa do banco e efetuar o saque.
Cálculo do ROI
ROI = Lucro / Investimento