UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS
CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DE TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE FISICA
Experimento 08 – Respostas temporal e em frequência
NOME: RA:
Amanda Santana 744939
Caio Henrique 828589
Mateus Rodrigues 744939
Turma: NA
São Carlos/SP
20 de Julho de 2025
RESUMO
Este relatório buscou investigar o comportamento dinâmico de um circuito RL
série, tanto em regime momentâneo quanto em regime permanente com tensão
alternada. Na primeira etapa, o circuito foi submetido a um pulso de tensão quadrada,
permitindo observar a evolução da corrente ao longo do tempo por meio das tensões
nos componentes, e determinar experimentalmente a constante de tempo τ e o tempo
de meia-vida 𝑇 . Os valores obtidos 1/2 foram comparados aos previstos teoricamente.
Na segunda etapa, o circuito foi analisado com uma fonte de tensão senoidal de
frequência variável. Mediram-se as tensões 𝑉 e , além da 𝑅 𝑉 𝐿 defasagem entre essas
e a fonte, permitindo caracterizar o comportamento de filtro do circuito. A frequência
de corte foi determinada experimentalmente e apresentou boa concordância com o
valor teórico. Os resultados confirmam as previsões teóricas para circuitos RL em
ambas as condições de análise.
OBJETIVO
O objetivo principal deste experimento é analisar o comportamento transiente
de um circuito RL em série quando submetido a uma onda quadrada (pulso de tensão),
observando a variação da corrente ao longo do tempo. Pretende-se medir a constante
de tempo τ do circuito, bem como o tempo de meia-vida 𝑇 , que representa o tempo
necessário para que a corrente 2 atinja metade de seu valor máximo. Além disso,
busca-se compreender a resposta do mesmo quando submetido a uma tensão
alternada, investigando a diferença no comportamento e a defasagem entre corrente
e a tensão
FUNDAMENTOS TEORICOS
Um circuito RL em série é composto por um resistor R e um indutor L, conectados em
série a uma fonte de tensão. O comportamento deste circuito depende do tipo de
tensão aplicada: contínua (CC) ou alternada (CA). Quando ocorre uma variação na
corrente elétrica, o indutor tende a se opor a essa mudança, procurando manter a
corrente sempre constante. Para isso, ele gera uma força eletromotriz induzida ou
uma tensão 𝑉 Onde essa tensão induzida é dada por:
𝑑𝑖
𝑉 = −𝐿 (1)
𝑑𝑡
Onde:
L é a indutância do indutor, em henrys (H),
é a taxa de variação da corrente em relação ao tempo.
1. Resposta Transiente à Tensão Contínua:
Quando um circuito RL é ligado a uma fonte contínua de tensão 𝑉 , a corrente
inicialmente é zero e aumenta até atingir um valor fixo. Aplicando a lei das malhas
Kirchhoff:
𝑑𝑖(𝑡)
𝑉 = 𝑅𝑖(𝑡) + 𝐿 (2)
𝑑𝑡
Assim,
𝑑𝑖(𝑡) 𝐿 𝑉
+ 𝑖(𝑡) =
𝑑𝑡 𝑅 𝐿
Resolvendo esta equação diferencial ordinária obtemos:
𝑑 𝑉
𝑒 ∗ 𝑖(𝑡) = 𝑒
𝑑𝑡 𝐿
Integramos ambos os lados e dividindo por 𝑒 :
𝑉
𝑖(𝑡) = + 𝐶𝑒 (3)
𝑅
Aplicando a condição inicial 𝑖(0) = 0:
𝑉 𝑉
0= +𝐶 →𝐶 =−
𝑅 𝑅
Logo, a solução final é:
𝑉
𝑖(𝑡) = 1−𝑒 (4)
𝑅
Deste modo, a partir de (8) podemos demostrar as tensões no resistor e no indutor :
1.1. Tensão no resistor:
Pela Lei de Ohm temos a tensão no resistor é dada por:
𝑉 (𝑡) = 𝑅 ∗ 𝑖(𝑡)
Substituindo (4):
𝑉
𝑉 (𝑡) = 𝑅 ∗ 1−𝑒 → 𝑉 (𝑡) = 𝑉 (1 − 𝑒
𝑅
Assim,
𝑑𝑖
𝑉 (𝑡) = 𝐿 =𝑉𝑒 (6)
𝑑𝑡
A constante de tempo do circuito:
L
τ= (7)
R
Aplicando 𝑡 = τ na equação (5) e (6):
𝑉 (τ) = 𝑉 (1 − 𝑒 ) ≈ 0.6312 𝑉 (9)
2. Resposta ao Desligamento (Circuito em Curto):
Após desligar a fonte, o circuito entra em curto (ou seja, 𝑉 = 0. A energia
armazenada no campo magnético do indutor agora é dissipada através do resistor.
A equação de Kirchhoff torna-se:
𝑑𝑖(𝑡)
0 = 𝑅𝑖(𝑡) + 𝐿 (10)
𝑑𝑡
Organizando, integrando e elevando como potência de 𝑒 ambos os lados:
𝑉
𝑖(𝑡) = 𝑒 (11)
𝑅
Assim como provado em (5) e (6) de maneira análoga obtemos as tensões no
resistor e no indutor, a partir de (11), são:
𝑉 (𝑡) = 𝑅𝑖(𝑡) = 𝑉 𝑒 (12)
e
𝑉 (𝑡) = −𝑉 𝑒 (13)
O sinal negativo na tensão do indutor reflete a oposição à variação da corrente.
3. Tempo de Meia-Vida 𝑇 :
Define-se o tempo de meia-vida como o tempo necessário para que a corrente ou
a tensão decaia à metade de seu valor inicial. A partir de (12) obtemos:
𝑉 1
𝑉 (𝑡) = =𝑉𝑒 → =𝑒
2 2
1 𝑅
ln = ln 𝑒 → − ln(2) = − 𝑇
2 𝐿
Reorganizando:
𝐿
ln(2) = 𝑇 (14)
𝑅
Note que 𝑇 / = τ ∗ ln (2), o que mostra a relação direta entre o tempo de meia-
vida e a constante de tempo.
4. Circuito ligado na corrente alternada:
Consideremos que o circuito RL ligado em série em regime de tensão alternada
de forma senoidal 𝑉 = 𝑉 𝑠𝑒𝑛(ωt + ϕ). Logo, a corrente no circuito possui a forma
𝑖 = 𝐼 𝑠𝑒𝑛(ωt). Aplicando a lei de Kirchhoff ao circuito:
𝑉 𝑠𝑒𝑛(𝜔𝑡 + 𝜙) = 𝑅𝑖 𝑠𝑒𝑛 (𝜔𝑡) + 𝜔𝐿𝐼 cos(𝜔𝑡)
Reorganizando:
𝑠𝑒𝑛(𝜔𝑡) ∗ (𝑉 𝑐𝑜𝑠𝜙 − 𝑅𝐼 ) + cos(𝜔𝑡) ∗ (𝑉 𝑠𝑖𝑛𝜙 − 𝜔𝐿𝐼 = 0
Portanto 𝑉 𝑐𝑜𝑠𝜙 − 𝑅𝐼 = 0 (15) 𝑒 𝑉 𝑠𝑖𝑛𝜙 − 𝜔𝐿𝐼 = 0 (16), assim podemos chegar
no valor da diferença de fase (𝜙):
𝜔𝐿𝐼 𝜔𝐿 𝜔𝐿
tan(𝜙) = = → 𝜙 = 𝑡𝑎𝑛 (17)
𝑅𝐼 𝑅 𝑅
Analisando a equações (15) e (16):
Elevando-se ao quadrado as equações e somando-as, obtemos o valor de 𝐼 :
𝑉
𝐼 = (18)
𝑅 + (𝜔𝐿)
Podemos definir então a reatância indutiva como:
𝜔𝐿 = 𝑋 (19)
Assim, com a equação de 𝐼 (18) podemos definir as equações de 𝑉 𝑒 𝑉 :
𝜋
𝑉 = 𝑅𝐼 𝑠𝑒𝑛(𝜔𝑡)𝑒𝑉 = 𝜔𝐿𝐼 cos(𝜔𝑡) = 𝜔𝐿𝐼 𝑠𝑒𝑛 𝜔 +
2
Portanto os valores de pico serão obtidos por:
𝑉𝑅
𝑉 = (20)
𝑅 + (𝜔𝐿)
𝑉
𝑉 = (21)
𝑅
+1
(𝜔𝐿)
Deste modo, sabemos que 𝑉 = 𝑉 + 𝑉 , então podemos encontrar a
defasagem de 𝑉 e 𝑉 :
𝑉 𝑉
cos(𝜙 ) = → 𝜙 = −𝑎𝑟𝑐𝑜𝑛𝑠𝑒𝑛 (22)
𝑉 𝑉
e
𝑉 𝑉
cos(𝜙 ) = → 𝜙 = −𝑎𝑟𝑐𝑜𝑠 (23)
𝑉 𝑉
5. Frequência de Corte:
Em regime alternado, a frequência de corte 𝜔 é definida como aquela onde
a tensão no resistor é igual à tensão no indutor 𝑉 = 𝑉 obtemos:
𝑉 𝑉 ∗𝜔 𝐿 𝐿
𝑉 =𝑉 → = →𝑅=𝜔 𝐿→𝜔 =
𝑅 + (𝜔 𝐿) 𝑅 + (𝜔 𝐿) 𝑅
Convertendo a frequência angular para hertz (Hz):
𝜔 𝑅
𝑓 = = (24)
2𝜋 2𝜋𝐿
6. Tensão na frequência de corte:
Na frequencia de corte, como𝑉 = 𝑉 , a tensão em cada componente é:
𝑉
𝑉 =𝑉 = ≃ 0,707 ∗ 𝑉 (25)
√2
MATERIAL UTILIZADO
Para a realização do experimento, foram utilizados os seguintes materiais:
Caixa de montagem (protoboard) ;
Indutor (100±5 mH e 65Ω – incluso na protoboard);
Gerador de funções Politerm VC2002 FUNCTION SIGNAL GENERATOR;
Osciloscópio Politerm POL-15DE 100MHz|1GS/s;
Resistor (5600 Ω);
Cabos de conexão e ponteiras – para ligação dos componentes entre si e aos
instrumentos de medição.
Software ou tabela de apoio – para registro dos dados obtidos e comparação
com os valores teóricos.
Multímetro da Minipa (ET-2042C);
Multímetro da Minipa (ET-2082B).
Minipa incertezas Minipa incertezas
Multímetros
(ET-2042C) (ET-2082B)
Tensão (DC) (0,5% + 3D) (0,5% + 1D)
Corrente CC (DC) (0,8% + 4D) (0,8% + 5D)
Resistores (0,8% + 3D) (0,5% + 1D)
PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
O experimento foi realizado em duas etapas distintas, a primeira com foco na
resposta temporal de um circuito RL a um pulso de tensão contínua, e a segunda
voltada para a análise da resposta do mesmo circuito quando submetido a uma tensão
alternada senoidal de frequência variável.
Inicialmente, montou-se um circuito RL em série na protoboard, utilizando um
resistor (5600 Ω)e um indutor (100±5 mH e 65Ω). A alimentação foi feita por um
gerador de funções, ajustado para fornecer uma onda quadrada de amplitude de pico
Vp, funcionando como um pulso de tensão contínua. A figura a seguir mostra o
esquema do circuito utilizado para essa etapa do experimento.
Figura 1: Circuito a ser montado
Fonte: Apostila de física experimental B pág. 60
O osciloscópio foi conectado de maneira a permitir a visualização simultânea
da tensão sobre o resistor (𝑉𝑅) e sobre o indutor (𝑉𝐿). Como a tensão no resistor é
proporcional à corrente (𝑉𝑅=𝑅𝑖), a forma de onda observada para 𝑉𝑅 reflete
diretamente o comportamento temporal da corrente no circuito. Após aplicar o pulso,
observou-se no osciloscópio a evolução da corrente e da tensão indutiva ao longo do
tempo.
Foi então realizada a análise da constante de tempo τ\tau do circuito,
estimando-se o instante em que a corrente alcançava cerca de 63,2% de seu valor
máximo. Também foi identificado experimentalmente o tempo de meia-vida 𝑇 / , que
corresponde ao tempo necessário para a corrente ou a tensão no resistor atingir
metade do seu valor de regime. Os valores foram comparados com os teóricos,
calculados por 𝜏 = e, respectivamente ln(2) = 𝑇 / .
Na segunda etapa do experimento, o gerador de funções foi ajustado para
fornecer uma tensão senoidal com amplitude fixa e frequência variável. A análise
concentrou-se na resposta do circuito em regime permanente. A frequência da fonte
foi alterada em intervalos regulares, enquanto as amplitudes das tensões 𝑉𝑅 e 𝑉𝐿 eram
registradas em cada passo. As medições foram realizadas com auxílio do
osciloscópio, permitindo também a observação da defasagem entre a tensão da fonte
e as tensões nos componentes.
Figura 2: Circuito montado pelos autores assim como o esquema da Figura 1
Fonte: Autoria própria, 2025
A defasagem entre a tensão da fonte e a tensão no resistor foi determinada
experimentalmente por meio da expressão 𝜙 = −𝑎𝑟𝑐𝑜𝑠𝑒𝑛 , e de forma análoga,
a defasagem para o indutor por 𝜙 = 𝑎𝑟𝑐𝑜𝑠 , onde 𝑉 é amplitude da tensão de
entrada.
Foram obtidas várias capturas de tela das formas de onda com diferentes
frequências, permitindo visualizar claramente a variação das amplitudes e das fases.
Durante essa varredura de frequências, observou-se que a tensão no resistor
aumentava até um certo ponto e depois diminuía, enquanto a tensão no indutor seguia
a tendência oposta. Foi identificado o ponto de frequência de corte 𝑓 onde 𝑉 = 𝑉 =
. Este valor também calculado teoricamente com base na relação 𝑓 = , e
√ √
comparado com o resultado obtido experimentalmente
Todos os dados obtidos foram registrados em tabelas e posteriormente
utilizados para construção de gráficos que ilustram a variação da amplitude e da
defasagem em função da frequência. Esses resultados são apresentados e discutidos
na próxima seção.
APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS
Para o início do experimento foi montado o circuito RL com 𝑉 = 2𝑣 e
ajustando o osciloscópio para medir no resistor 𝑉 𝑥𝑡. Resposta temporal.
Figura 3: Forma da tensão 𝑉 𝑡.
Fonte: Autoria própria, 2025
Figura 4: Forma da tensão 𝑉 𝑡.
Fonte: Autoria própria, 2025
Tabela 2: T½ e constantes de tempo τ exp.
T ± u(T1/2) τ ± u(τ)
𝑉𝑅 (16 ± 2)μs (23,1 ± 2,9)μs
𝑉𝐿 (16 ± 2) μ𝑠 (23,1 ± 2,9)μs
Fonte: Autoria própria, 2025
A constante de tempo experimental foi determinada a partir do decaimento da
tensão no indutor (VL ), pois a medida na subida da tensão no resistor (VR ) não foi
viável com a escala utilizada. Como a constante de tempo (τ) é uma propriedade única
do circuito, que governa ambos os processos, conclui-se que os dois valores são
teoricamente idênticos, resultando no valor experimental para o circuito de τ exp =
(23,1±2,9)μs.
Tabela 3: Constantes de tempo τ teórico.
τ ± u(τ)
𝑉𝑅 (18 ± 1)μs
𝑉𝐿 (18 ± 1)μs
Fonte: Autoria própria, 2025
Ao comparar o resultado experimental, τ exp = (23,1±2,9)μs, com o teórico, τ
teórico = (18±1)μs, observa-se que os valores não são compatíveis, pois suas faixas
de incerteza não se cruzam. A discrepância encontrada foi de aproximadamente 28%.
Essa diferença pode ser justificada por erros de leitura dos equipamentos e dos
autores.
Para a segunda parte do experimento, foi montado o circuito RL com 𝑉0𝑝𝑝= 4V
e ajustado o gerador de funções para uma onda senoidal. Além disso, foram medidas
as tensões pico a pico em VR e VL para determinadas frequências e calculados os
ângulos de fase para cada frequência. Resposta em Frequência.
Tabela 4: 𝑉𝑅𝑝𝑝 𝑣𝑒𝑟𝑠𝑢𝑠 𝑓 𝑣𝑒𝑟𝑠𝑢𝑠 ϕ𝑅.
𝑉𝑅𝑝𝑝 φR f(𝑉𝑅𝑝𝑝)(Hz)
3,92 ± 0,03 -12,16 204
3,88 ± 0,03 -14,63 402
4,00 ± 0,03 -4,05 601
3,92 ± 0,03 -12,16 807
3,84 ± 0,03 -16,74 1010
3,88 ± 0,03 -14,63 1200
3,88 ± 0,03 -14,63 1500
3,84 ± 0,03 -16,74 2000
3,84 ± 0,03 -16,74 2500
3,76 ± 0,03 -20,34 3000
3,72 ± 0,03 -21,92 3510
3,56 ± 0,03 -27,40 4070
3,52 ± 0,03 -28,62 4500
3,48 ± 0,03 -29,79 5030
3,40 ± 0,03 -32,02 5500
3,40 ± 0,03 -32,02 6000
3,20 ± 0,03 -37,06 6500
3,12 ± 0,03 -38,92 7040
3,04 ± 0,03 -40,70 7490
3,00 ± 0,03 -41,57 8010
2,89 ± 0,02 -43,89 8480
2,84 ± 0,02 -44,91 9050
2,76 ± 0,02 -46,51 9500
2,68 ± 0,02 -48,06 10000
2,56 ± 0,02 -50,33 10530
2,52 ± 0,02 -51,07 11000
2,44 ± 0,02 -52,52 11500
2,40 ± 0,02 -53,24 12000
2,36 ± 0,02 -53,95 12500
2,28 ± 0,02 -55,35 13010
2,24 ± 0,02 -56,04 13490
2,20 ± 0,02 -56,73 14000
Tabela 5: 𝑉𝐿𝑝𝑝 𝑣𝑒𝑟𝑠𝑢𝑠 𝑓 𝑣𝑒𝑟𝑠𝑢𝑠 ϕ𝐿.
𝑉𝐿𝑝𝑝 φL f(𝑉𝐿𝑝𝑝)(Hz)
0,12 ± 0,01 88,29 201
0,21 ± 0,01 87,14 402
0,29 ± 0,01 85,97 604
0,38 ± 0,01 84,78 805
0,46 ± 0,01 83,61 1000
0,55 ± 0,01 82,32 1210
0,69 ± 0,01 80,41 1500
0,96 ± 0,01 76,56 2050
1,09 ± 0,02 74,70 2500
1,30 ± 0,02 71,65 3020
1,50 ± 0,02 68,70 3530
1,68 ± 0,02 66,00 4000
1,85 ± 0,02 63,39 4500
2,00 ± 0,02 61,04 5000
2,15 ± 0,02 58,63 5510
2,30 ± 0,02 56,16 6030
2,43 ± 0,02 53,96 6500
2,53 ± 0,02 52,22 7000
2,66 ± 0,02 49,90 7510
2,76 ± 0,02 48,07 8030
2,84 ± 0,02 46,56 8500
2,93 ± 0,02 44,81 9010
3,02 ± 0,03 43,01 9500
3,10 ± 0,03 41,36 10050
3,16 ± 0,03 40,08 10500
3,24 ± 0,03 38,33 11040
3,27 ± 0,03 37,65 11500
3,33 ± 0,03 36,26 12030
3,38 ± 0,03 35,07 12510
3,52 ± 0,03 31,54 13020
3,55 ± 0,03 30,73 13510
3,58 ± 0,03 29,91 14030
3,70 ± 0,03 26,38 14550
3,74 ± 0,03 25,10 15000
3,74 ± 0,03 25,10 15500
3,76 ± 0,03 24,44 16010
3,82 ± 0,03 22,34 17020
3,90 ± 0,03 19,21 18130
3,92 ± 0,03 18,35 19090
3,94 ± 0,03 17,45 20000
4,02 ± 0,03 13,25 21000
4,04 ± 0,03 11,98 22080
4,06 ± 0,03 10,56 23020
4,08 ± 0,03 8,92 24050
4,10 ± 0,03 6,91 25000
4,11 ± 0,03 5,64 30070
4,12 ± 0,03 3,99 40260
4,10 ± 0,03 6,91 50170
4,08 ± 0,03 8,92 60170
4,04 ± 0,03 11,98 70270
3,98 ± 0,03 15,49 80030
3,90 ± 0,03 19,21 90000
3,84 ± 0,03 21,60 100020
Gráfico 1: 𝑉𝑅 𝑒 𝑉𝐿 𝑣𝑒𝑟𝑠𝑢𝑠 𝑓.
Neste gráfico e possível observar a tensão VR e VL versus f (escala logarítmica)
Observando o Gráfico 1 e sabendo que a 𝑓𝐶(frequência de corte) é encontrada
quando a tensão de VR e VL se iguala, podemos concluir que entre os pontos de
8.500Hz e 9.000Hz as tensões se igualam. Assim, obtemos uma fc exp de 8.750Hz.
Para o cálculo teórico, utilizamos a fórmula:
𝑅
𝑓 =
2𝜋𝐿
𝑓 ≈ 8,9 𝐾𝐻𝑧
Tabela 6: 𝑓 teórico e experimental
𝑓𝐶 Experimental 8,75 𝐾𝐻 z
𝑓𝐶 teórico 8,9 𝐾𝐻 z
Gráfico 2: Φ𝐿 𝑒 Φ𝑅 𝑣𝑒𝑟𝑠𝑢𝑠 𝑓.
Neste gráfico é possível observar os ângulos de fase Φ𝐿 𝑒 Φ𝑅 versus f (escala
logarítmica).
A relação de fase entre as tensões nos componentes é constante, com a tensão
no indutor (𝑉𝐿)permanecendo sempre 90° adiantada em relação à tensão no resistor
(𝑉𝑅), o que foi confirmado experimentalmente. Adicionalmente, verificou-se que a
defasagem de cada componente em relação à tensão da fonte varia com a frequência:
em frequências baixas o circuito tem caráter resistivo ( 𝑉𝑅em fase com a fonte),
enquanto em frequências altas o caráter é indutivo ( 𝑉𝑅tende a se atrasar 90°). Na
frequência de corte, observou-se que a defasagem de 𝑉𝑅e 𝑉𝐿em relação à fonte
atinge 45°, com o resistor atrasado (ϕR = −45°) e o indutor adiantado (ϕL = +45°).
CONCLUSÂO
A presente prática teve como objetivo analisar as respostas temporal e em
frequência de um circuito RL. Na análise temporal, foi determinada a constante de
tempo experimental τ𝑒𝑥𝑝= (23,1±2,9)μs, que divergiu do valor teórico de τ teórico =
(18±1)μs, uma discrepância atribuída principalmente à tolerância dos componentes.
Em contrapartida, a análise em frequência confirmou o comportamento de filtro do
circuito, com uma frequência de corte experimental (~8,75 kHz) em ótima
concordância com a teórica (~8,9 kHz). Adicionalmente, foi comprovada a relação de
fase fundamental, onde a tensão no indutor ( 𝑉𝐿) se mantém constantemente 90°
adiantada em relação à tensão no resistor ( 𝑉𝑅). Portanto, o experimento validou com
sucesso os principais modelos teóricos que descrevem o circuito RL.
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Monsanto/2014
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Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia. Departamento de Física
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