2.
EPS-1
[Link]
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[Link]
[Link] Cardiorrespiratória (PCR):
Parada súbita da atividade miocárdica ventricular, associada à ausência de respiração. Ela é
confirmada pela não detecção do pulso em grande artéria (carótida), associada a não
responsividade e apneia (ou respiração agônica)
Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP):
Tratamento inicial da PCR
Abordagem sistemática da PCR - Suporte Básico de vida (SBV)
Tem a meta de fornecer suporte ventilatório e circulatório e/ou restaurar a oxigenação e retorno
da circulação espontânea (pulso presente), com função neurológica intacta ou o início das
intervenções do suporte avançado de vida cardiovascular (SAVC/ACLS)
Objetivos da SBV:
Preservar a vida
Restaurar a circulação e a ventilação
Minimizar sequelas/sofrimento
Diminuir a incapacidade funcional
Ritmos encontrados na PCR:
Taquicardia ventricular sem pulso
Fibrilação ventricular
Atividade elétrica sem pulso
Assistolia
Causas:
35
SBV em Adulto (Simplificado):
1) Não responsivo, sem respiração ou com respiração anormal (apenas com gasping)
2) Acione o serviço de emergência
3.1) Pegue o desfibrilador
3.2) Inicie a RCP
4) Verifique o ritmo/choque indicado (repita a cada 2 minutos)
2.2.2 BLS no adulto (Importante*)
1) Abordagem rápida da vítima (até 10s)
- Verificar nível de consciência
- tocar a vítima pelos ombros;
- Respiração (gasping) : observar movimentação do tórax;
- Circulação (pulso): artéria carótida;
2) Acionar o serviço médico e buscar o DEA
3) Circulação (importante)
- Pulso ausente
- RCP: 30:2
- 30 compressões torácicas;
- 2 ventilações;
- alternar os socorristas a cada 5 ciclos (aproximadamente 2 minutos);
- OBS: quando não for possível ventilar com segurança, aplicar apenas compressões torácicas
3.1) Compressões torácicas
- Cabeceira a 0°;
- Vítima em decúbito dorsal;
- Prancha/tábua de RCP sob o tórax posterior da vítima;
- Expor o tórax da vítima e verificar o local das compressões torácicas (metade inferior do -
esterno);
- Mãos sobrepostas, usando as bases das mãos (região hipotenar);
- Realizar 30 compressões torácicas rápidas e fortes;
- Frequência mínima de 100 a 120 compressões por minuto; (importante)
- Profundidade de 5cm, mas não superior a 6 cm; (importante)
- Aguardar o retorno do tórax a cada compressão
- Após realizar as 30 compressões torácicas
- Abrir as vias aéreas da vítima
4) Desfibrilação precoce
36
- Utilizar o DEA, assim que possível; (importante)
- Equipamento portátil;
- Pode ser empregado por leigos treinados e paramédicos; (importante)
4.1.) DEA
- Aparelho que reverte os dois tipos de parada mais comum no adulto (FV e TVSP) através da
aplicação de choque na região cardíaca;
- Aumenta a sobrevida;
- Pode funcionar a bateria e não é necessário rede elétrica
- Pás adulto e infantil
- Pode ser usado em crianças e bebês se não houver um desfibrilador manual disponível
- Utilizar um sistema atenuador de carga pediátrica, se disponível. Se não disponível, usar o
DEA padrão
Ritmos Chocáveis - Desfibrilação
- TVSP e FV
- Após desfibrilação, realizar 5 ciclos de 30:2 (2 minutos), verificar o ritmo;
- Pulso e respiração presentes: cuidados pós-RCP.
Ritmos não chocáveis
- Assistolia e AESP
- Pulso ausente, não responsivo, sem respiração
- Reiniciar as compressões torácicas e ventilações - 5 ciclos de 30:2 (2 minutos), verifique o
ritmo
[Link] ao usar o DEA (importante)
- Não utilizar o DEA se o paciente estiver dentro de poça d’água, perto de agentes inflamáveis
e gases anestésicos inflamáveis. Tirá-lo de dentro do local, desligar os gases.
- Tórax do paciente molhado: secar o tórax antes de conectar os eletrodos;
- Tórax com grande quantidade de pelos: raspagem de pelos;
- Desligar celulares, rádios, etc;
- Durante a análise e desfibrilação: não encostar na vítima ou em material em contato com
o mesmo.
- Pacientes portadores de marcapasso: aplicar eletrodos a 8cm do mardcapasso.
- Adesivo de medicamentos transdérmicos no local de aplicação das pás: remover e limpar a
pele.
- Desligar a fonte de oxigênio do ambu.
No Retorno da circulação espontânea
Pulso presente -> ventilações de resgate (1 ventilação a cada 6 segundos)
37
[Link]
É a obstrução parcial ou total das vias aéreas por corpo estranho (objetos, alimentos e
líquidos). Ela pode ser Parcial, Total ou asfixia.
Parcial (consciente): as vias aéreas não estão totalmente obstruídas, ainda há passagem de
ar.
Total (inconsciente): as vias aéreas estão totalmente obstruídas, não havendo passagem de
ar.
Asfixia: é a insuficiência de oxigênio nos tecidos, geralmente acompanhada de pele cianótica
e pálida, perda de consciência e ausência de reflexo pupilar.
Como identificar?
- Dificuldade de respirar;
- Incapacidade de falar;
- Cianose;
- Agitação;
- Faz o gesto universal de sufocação;
Focar nas condutas (Importante)
Obstrução Parcial ( vítima consciente / adulto e criança )
- Se a vítima estiver tossindo significa que as vias aéreas estão parcialmente obstruídas
O que fazer?
- Incentivar a continuar tossindo até que o objeto seja eliminado ou até que a pessoa não
consiga mais tossir.
- Não dar tapas no tórax posterior, porque o corpo estranho pode descer ainda mais e causar
obstrução total.
- Realizar a manobra de Heimlich
Manobra de Heimlich
1) Posicionar-se de pé, atrás da vítima e lateralizado;
2) Colocar sua perna dominante entre as pernas da vítima
3) Passar os braços por baixo dos braços da vítima
4) Localizar a região umbilical e posicionar o punho fechado logo abaixo
5) Colocar a outra mão sobre a primeira
6) Realizar compressões rápidas e firmes, para dentro e para cima;
7) Repetir a manobra até desobstrução ou até o paciente perder a consciência
Para vítima Obesa e Gestante (obstrução parcial): A compressão deverá ser realizada no
esterno, na mesma posição em que se realiza a compressão torácica.
Para vítima criança menor de 1 ano (obstrução parcial):
O bebê apresenta:
- Dificuldade de respirar;
- Incapacidade de chorar, gemer ou falar;
38
- Cianose;
- Agitação;
Conduta:
- Não interferir com as tentativas do bebê de tossir, mas fique do seu lado e observe suas
condições.
- Manobra de Heimlich (Bebê):
5 tapinhas nas costas;
verificar objeto na cavidade oral;
5 compressões no tórax anterior
repetir o ciclo até o bebê eliminar o corpo estranho ou ficar inconsciente.
Obstrução Total (vítima inconsciente / adulto e criança)
- Solicitar ajuda para trazer o DEA
- Iniciar o RCP: 5 ciclos de 30 compressões x 2 ventilações;
- Abra a boca da pessoa para visualizar o corpo estranho;
- Caso visualize, remova-o com seus dedos;
- Se não puder vê-lo, não faça varredura às cegas e continue a RCP.
Obstrução Total (vítima inconsciente / criança menor de 1 ano)
- Iniciar RCP: 5 ciclos de 30 compressões x 2 ventilações;
- Abra a boca da pessoa para visualizar o corpo estranho;
- Caso visualize, remova-o com seus dedos
- Se não puder vê-lo, não faça varreduras às cegas e continue o RCP
- Solicitar ajuda para trazer o DEA
[Link]
Corresponde a qualquer perda de sangue do espaço vascular para o compartimento
extravascular (cavidade, interstício ou para fora do organismo), decorrente de uma ou várias
rupturas nos vasos sanguíneos. A severidade de uma hemorragia reside tanto na velocidade
quanto na quantidade da redução do volume sanguíneo; Variação em relação ao número, tipo
e localização dos vasos acometidos.
Origem
Arterial: fluxo pulsátil (vermelho vibrante)
Venoso: fluxo constante (coloração escurecida
Capilar: sangramento contínuo, discreto e lento
Classificação
Externa: o sangue perdido é visível ao exame primário do paciente, sendo relacionado às
estruturas superficiais e exteriorização
Interna: O sangue perdido não é visível e pode ser proveniente de lesões traumáticas de
vísceras internas ou grandes vasos. Alta gravidade, havendo grande possibilidade de choque e
óbito em pouco tempo. Ocorre, principalmente, no abdome e no tórax.
39
Condutas de primeiros socorros
Hemorragia externa
- Utilizar EPI para evitar contato com o sangue
- Identificar o local de sangramento
- Expor o ferimento
- Aplicar compressão manual direta no ferimento com compressa (hemostática, estéril, gaze
estéril ou compressa limpa até que o sangramento pare)
- Aplicar atadura em membros
- Verificar a presença de pulso e perfusão distal antes e após aplicar atadura nos membros
- Aplicar curativo compressivo fixando com micropore ou esparadrapo nas regiões do pescoço,
tórax inferior, abdome, virilhas e região genintal;
Obs: não aplique essa conduta em caso de ferimentos oculares ou fratura no osso do
crânio
- Caso o curativo aplicado inicialmente sature de sangue, não o retire, aplique compressa limpa
ou atadura sobre o primeiro curativo
- Caso o ferimento tenha ocorrido em um dos membros, eleve-o a uma altura logo acima do
coração, deixando que a gravidade auxilia na redução do fluxo sanguíneo no local;
Obs: Não aplicar essa conduta no caso fraturas em braços, pernas, coluna ou objeto
empalado.
- Na presença de sangramento no qual a compressão local se mostrou ineficaz, diante de uma
fratura exposta, ferida contendo um corpo estranho, uma ferida em que a mão do socorrista
que não tenha como ser protegida, pode-se adotar a compressão arterial indireta;
- Aplicar compressa com gelo no local;
- Prevenir o estado de choque hipovolêmico;
- Prevenir hipotermia colocando manta de alumínio, lençol ou cobertor;
- Não oferecer nada para a vítima beber ou comer.
- Fazer contato com o Serviço Médico de Emergência (SME);Encaminhar ao hospital de
referência.
- Na hemorragia externa grave e com risco de vida, os socorristas não devem usar compressão
arterial indireta;
- Se a compressão manual direta for ineficaz ou não puder ser efetuada, os socorristas podem
utilizar um torniquete para hemorragias graves e com risco de vida nas extremidades.
Hemorragia interna
- Utilizar equipamento de proteção individual (EPI);
- Acalme a vítima e transmita-lhe segurança;
- Prevenir o estado de choque hipovolêmico (elevar os membros inferiores);
- Vômito: posição lateral;
- Mantenha a vítima aquecida, cobrindo-a com um cobertor;
- Suspeita de hemorragia interna, deve-se expor o abdome do paciente para inspecionar e
palpar procurando sinais de lesão;
- Deve-se palpar a pelve, porque fraturas pélvicas são fontes de grande sangramento
intra-abdominal;
- O controle real da hemorragia interna somente poderá ser realizado no centro cirúrgico;
40
Aplicar compressa com gelo no local;
- Prevenir o estado de choque hipovolêmico;
- Prevenir hipotermia colocando manta de alumínio, lençol ou cobertor;
- Não oferecer nada para vítima beber ou comer.
- Fazer contato com o Serviço Médico de Emergência (SME);
- Encaminhar ao hospital de referência.
Equimose x Hematoma
Equimose: Correspondem a sangramentos com difusão sanguínea pelo espaço subcutâneo,
formando um “lençol”.
Hematomas: Há o confinamento do sangue extravasado dentro de um tecido de modo a formar
uma cavidade.
[Link] (sangramento nasal)
Rompimentos de capilares sanguíneos no nariz, pode ser decorrente de hipertensão arterial,
clima seco e frio, hipertensão, traumatismo, tumores influência hormonal e outras causas.
Condutas de primeiros socorros
- Utilizar equipamentos de proteção individual (EPI’s) para evitar contato com sangue;
- Acalmar a vítima;
- Sentá-la com a coluna reta e incliná-la levemente para frente;
- Apertar a narina que está sangrando por um período de 10 minutos ou pedir a vítima para
fazer;
- Orientar a respirar pela boca;
-Limpar toda a região com auxílio de gazes;
- Orientar a não assoar o nariz;
- Orientar a não engolir o sangue;
- Se o nariz continuar sangrando coloque uma compressa de gelo na base do nariz (região
entre os olhos);
- Verificar a pressão arterial, pois o sangramento nasal pode ser decorrente de hipertensão
arterial;
-Fazer contato com o Serviço Médico de Emergência (SME).
[Link]
Líquido em contato com as vias aéreas, causando dificuldade respiratória, devido à imersão
(água na face) ou submersão (abaixo da superfície do líquido) da vítima
Tipos de afogamento
Afogamento Primário: é o tipo mais comum, não há indícios de uma causa do afogamento.
41
Afogamento Secundário: é causado por patologia ou incidente associado que o precipitou
(drogas [36,2% - mais frequente o álcool], convulsão, doenças cardíacas e/ou pulmonares,
trauma, acidentes de mergulho e outras).
OBS.: A câimbra não se caracteriza como afogamento secundário, visto que vários nadadores,
mergulhadores e surfistas apresentam com frequência dentro da água e não se afogam por
esta razão. (importante)
Fisiopatologia
Água Doce: A água nos alvéolos pulmonares entra na corrente sanguínea. Ocorre a
hemodiluição (aumento do volume sanguíneo), causando a hemólise (rompimento das
hemácias).
Água Salgada: O plasma sanguíneo passa para os alvéolos pulmonares provocando edema
pulmonar, diminuindo o volume de sangue circulante, ocorrendo a hemoconcentração. Pode
ocorrer choque hipovolêmico.
Sinais e Sintomas
- Dispneia (desconforto respiratório);
- Taquipneia (FR > 28 rpm) ou bradipneia (FR < 8 rpm);
- Hipóxia e cianose;
- Respiração superficial;
- Espuma em cavidade nasal e oral;
- Inconsciência;
- Alteração do nível de consciência;
- Ausência de respiração;
- Ausência de circulação (pulso)
Condutas de primeiro socorros
- Utilizar equipamento de proteção individual (EPI’s);
- Realizar avaliação primária da vítima;
- Vítima consciente sem dificuldade respiratória: tranquilizá-la, colocá-la em decúbito dorsal a
30º;
- Prevenir hipotermia: tirar as roupas molhadas, utilizar manta térmica ou outro dispositivo para
aquecimento;
- Monitorar consciência e sinais vitais;
- Monitorizar a oximetria de pulso;
- Oferecer oxigênio (O2) sob máscara não reinalante 10 a 15 litros/min se saturação O2 < 94%;
- Realizar contato com o Serviço Médico de Emergência (SME);
- Transportar a vítima imediatamente para o hospital de referência;
- Na ausência de trauma associado e diante da demora para o transporte, providenciar repouso
em posição de recuperação (lateral direita);
- Presença de trauma associado ou suspeita de trauma raquimedular (TRM), providenciar
transporte da aula “Transporte de Vítimas”.
Vítima consciente com dificuldade respiratória:
- Administrar O2 em 10 a 15 litros/minutos objetivando manter saturação de O2 ≥ 94%;
42
- Posição lateral (direita).
Vítima inconsciente, com respiração e pulso presentes:
- Administrar O2 em 10 a 15 litros/minutos objetivando manter saturação de ≥ 94%;
- Posição de recuperação (lateral direita).
Vítima em parada respiratória e pulso presente:
- Ventilação de resgate: 1 ventilação a cada 6 segundos.
Vítima em parada cardiorrespiratória:
Iniciar RCP:
– 5 ventilações;
– 5 ciclos (30 compressões x 2 ventilações);
– A cada 5 ciclos: reavaliar a vítima e trocar o socorrista da massagem;
– Utilizar o Desfibrilador Externo Automático (DEA) assim que disponível, atentando para os
cuidados durante o uso do mesmo.
43
2. ARQUITETURA NAVAL - 2
Nesta seção, abordaremos os principais tópicos do temas da disciplina de ARQ-2
direcionados ao PCT. Os temas são:
● Plano de Arranjo Geral;
● Plano de Capacidade;
● Plano de Amarração e Fundeio;
● Plano de Segurança e Salvatagem;
Deve-se entender a partir dos temas mencionados que será cobrado do aluno o
conceito de cada plano, suas características, o que os diferencia e qual a particularidade de
cada um. sobre os planos, temos que:
Plano de Arranjo Geral
O Arranjo Geral é um layout dos principais componentes de uma embarcação. Ou
seja, nele podemos identificar as localizações dos principais equipamentos, casarias e
acomodações, espaços de carga e etc. Existe no Plano de Arranjo Geral 3 vistas possíveis:
• de Topo
• de Perfil
• Frontal
Sendo mais comum as duas primeiras. Logo abaixo temos um exemplo de Arranjo
Geral de um rebocador portuário, uma embarcação de apoio(PSV) e um navio graneleiro.
9
10
No Plano de Arranjo Geral de um navio, temos uma visão geral do navio, sendo
representado em suas vistas todos os conveses, tais como o tijupá, o passadiço, convés
principal, etc. O Plano de Arranjo Geral contém medidas de referência do nosso navio,
como boca, calado, porte do navio, o espaço entre as cavernas, as perpendiculares de
vante e de ré. Não especifica elementos estruturais do casco.
Plano de Capacidade
Plano contendo as seguintes informações importantes para a estiva e manuseio da
carga a bordo:
● Desenhos mostrando os compartimentos do navio;
● Cubagem de todos os compartimentos de carga e tanques;
● Capacidade de carga no convés.
● Capacidade de carga de consumíveis;
● Tanques de combustível
● N° do compartimento
● Pressão de teste
● Volume/peso que cabem nos compartimentos.
● Coordenadas do centro de gravidade (são apresentadas numa tabela).
A seguir, exemplos de planos de capacidade de um navio:
11
12
Plano de Amarração e Fundeio
O Plano de Amarração e Fundeio de um navio é um documento fundamental na
operação de embarcações, especialmente quando estão atracadas em portos, ancoradas
ou realizando operações de fundeio (ancoragem). Ele descreve em detalhes como as
amarras, cabos e correntes do navio serão posicionados e utilizados para mantê-lo seguro,
estável e na posição desejada. O plano é elaborado considerando diversos fatores,
incluindo as condições climáticas, as características do local de ancoragem e atracação, o
tamanho e tipo da embarcação e as regulamentações locais.
Aqui estão algumas características e elementos comuns de um Plano de Amarração
e Fundeio:
● Identificação da Embarcação: O plano inclui informações detalhadas sobre a
embarcação, como nome, tonelagem, comprimento total, calado, entre outras
características que são relevantes para o planejamento das operações.
● Diagrama de Amarração: Um esquema ou diagrama que mostra a disposição das
amarras, cabos e correntes ao redor do navio. Isso geralmente inclui informações
sobre o número de amarras, sua localização nos pontos de amarração do navio e a
forma como estão conectadas a pontos fixos em terra (bollards, defensas, etc.) ou a
bóias de fundeio.
● Tipo de Equipamento de Amarração: Especifica o tipo de cabos, correntes e
amarras utilizados, bem como suas características técnicas, como diâmetro,
comprimento e resistência.
● Procedimentos de Amarração e Fundeio: Descreve os procedimentos que a
tripulação deve seguir durante as operações de amarração e fundeio, incluindo a
sequência correta de ações, sinalizações, comunicações e medidas de segurança.
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● Considerações Climáticas: Leva em consideração as condições meteorológicas
previstas, como vento, correntes, marés e ondas, para determinar a quantidade de
amarras e a tensão necessária.
● Peso e Equilíbrio: Calcula o peso e a distribuição da carga a bordo para garantir o
equilíbrio do navio durante as operações de amarração e fundeio.
● Plano de Emergência: Inclui procedimentos de contingência em caso de condições
climáticas adversas, falha de equipamentos ou outros incidentes que possam
comprometer a segurança da embarcação.
● Responsabilidades da Tripulação: Define as responsabilidades individuais dos
membros da tripulação durante as operações de amarração e fundeio, garantindo
uma coordenação eficaz.
● Revisões e Atualizações: Deve ser periodicamente revisado e atualizado para
refletir quaisquer mudanças nas condições operacionais, equipamentos ou
regulamentações.
O objetivo principal do Plano de Amarração e Fundeio é garantir a segurança da
embarcação, da tripulação e das instalações portuárias, além de minimizar os riscos de
acidentes durante essas operações críticas. É importante que a tripulação esteja
familiarizada com o plano e siga as diretrizes estabelecidas para garantir a eficácia e a
segurança das operações de amarração e fundeio.
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Plano de Segurança e Salvatagem
O Plano de Segurança e Salvatagem de um navio, também conhecido como Plano
de Segurança Marítima, é um documento essencial que descreve os procedimentos,
equipamentos e recursos disponíveis a bordo para garantir a segurança da tripulação, da
embarcação e, quando necessário, a realização de operações de salvatagem em caso de
emergência no mar. Esse plano é regulamentado e requerido por diversas convenções e
regulamentações internacionais, incluindo as estabelecidas pela Organização Marítima
Internacional (IMO).
Aqui estão as principais características e elementos de um Plano de Segurança e
Salvatagem de um navio:
● Objetivo e Escopo: O plano começa com uma declaração clara de seu objetivo
principal, que é garantir a segurança de todos a bordo e fornecer orientações para a
realização de operações de salvatagem em emergências marítimas.
● Identificação da Embarcação: Informações detalhadas sobre a embarcação,
incluindo nome, tonelagem, capacidade, data de construção, porto de registro e
outras características relevantes.
● Organização e Responsabilidades: Define as funções e responsabilidades de todos
os membros da tripulação em relação à segurança e às operações de salvatagem.
Isso inclui a designação de pessoal-chave, como o Mestre, o Oficial de Segurança, o
Oficial de Salvatagem, etc.
● Procedimentos de Emergência: Descreve os procedimentos a serem seguidos em
diferentes tipos de situações de emergência, como incêndio, colisão, encalhe,
abandono da embarcação, entre outras. Também inclui procedimentos específicos
para lidar com vazamentos de óleo e produtos químicos, poluição e outros
incidentes ambientais.
● Equipamentos de Salvatagem: Lista e descreve todos os equipamentos de
salvatagem disponíveis a bordo, como coletes salva-vidas, botes salva-vidas, balsas
salva-vidas, extintores de incêndio, equipamentos de comunicação de emergência,
luzes de sinalização, entre outros.
● Treinamento e Exercícios: Define os requisitos de treinamento para a tripulação em
relação ao uso de equipamentos de segurança e procedimentos de emergência.
Também especifica a frequência e a realização de exercícios de treinamento e
simulações de emergência.
● Comunicação de Emergência: Detalha os sistemas de comunicação de emergência
a bordo, incluindo equipamentos de rádio, frequências de emergência e
procedimentos de chamada de socorro.
● Plano de Evacuação: Especifica as rotas de evacuação, pontos de encontro e
procedimentos para o abandono da embarcação em caso de emergência.
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● Plano de Contingência: Inclui medidas adicionais e procedimentos específicos em
caso de desastres naturais, atos de terrorismo, pirataria ou outras situações de
emergência incomuns.
● Revisão e Atualização: O plano deve ser revisado e atualizado regularmente para
garantir que esteja sempre em conformidade com as regulamentações vigentes e
que reflita as mudanças na embarcação, na tripulação e nas condições
operacionais.
O Plano de Segurança e Salvatagem é fundamental para a segurança de todos a
bordo e é um requisito legal em embarcações comerciais e de transporte de passageiros.
Ele é projetado para garantir que a tripulação esteja preparada para lidar com uma
variedade de situações de emergência no mar e que os recursos necessários estejam
prontamente disponíveis em caso de necessidade.
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PODEMOS ESCREVER:
TPB= PORTE LIQUIDO + PORTE OPERACIONAL
TPB = (DESLOCAMENTO MÁXIMO) – (DESLOCAMENTO LEVE)
(DESLOCAMENTO EM LASTRO) = (DESLOCAMENTO LEVE) + PORTE
OPERACIONAL
COEFICIENTES DE FORMAS
Coeficientes de formas querem dizer o quão cheias ou finas são as formas do navio.
Coeficiente de bloco -> Diz respeito à resistência que o navio enfrenta para se movimentar, devido ao
atrito com a água. Quanto maior o coeficiente de bloco, mais resistência o navio enfrenta. Também,
quanto maior o coeficiente de bloco, mais carga se pode transportar.
Coeficiente prismático -> Diz respeito à capacidade que um navio tem de transportar quantidade de
carga. Quanto maior o coeficiente prismático, mais carga se pode levar.
ANOTAÇÕES IMPORTANTES, DA TEORIA:
• A PARTE DO NAVIO IMERSA NA ÁGUA É O VOLUME DE CARENA
• O NOME QUE SE DÁ A DISTÂNCIA DA QUILHA A LINHA D’ÁGUA É O
CALADO.
• O PLANO DIAMETRAL É AQUELE QUE DIVIDE O NAVIO EM DUAS PARTES
SIMÉTRICAS. SÃO ELAS: BOMBORDO E BORESTE
• A DIMENSÃO PRINCIPAL DO NAVIO, QUE É MEDIDA DA QUILHA ATÉ A
LINHA DO CONVÉS ESTANQUE DO NAVIO É CHAMADA DE PONTAL
• PONTAL = CALADO + BORDA LIVRE
• O COEFICIENTE DE FORMA DO NAVIO QUE NOS DÁ A NOÇÃO DE QUÃO
FINAS OU CHEIAS SÃO AS FORMAS DO NAVIO É O COEFICIENTE DE BLOCO
• QUANDO O NAVIO ENCONTRA-SE NAVEGANDO NO SEU MÁXIMO CALADO,
DIZEMOS QUE O NAVIO ESTÁ: EM PLENA CARGA; EM DESLOCAMENTO
MÁXIMO; COM CALADO CARREGADO; EM CALADO DE PROJETO.
• A PORÇÃO DO NAVIO QUE ESTÁ ACIMA DA LINHA D’ÁGUA É CHAMADA DE
OBRAS MORTAS
• QUANDO HÁ MOVIMENTAÇÃO DE CARGA NO NAVIO, HÁ A MUDANÇA DO
CENTRO DE GRAVIDADE, QUE PODE ACARRETAR A FORMAÇÃO DE BANDA
OU TRIM, À DEPENDER DA ANÁLISE DE ESTABILIDADE QUE ESTEJA SENDO
REALIZADA
• A COTA GERADA PELOS PONTOS NOTÁVEIS DE ESTABILIDADE DE UM NAVIO
QUE PODE DEFINIR A ESTABILIDADE DO NAVIO É A ALTURA
METACÊNTRICA(GM).
• REFEREM-SE AO KM: ALTURA DO METACENTRO, COTA DO METACENTRO,
COTA METACÊNTRICA; REFERE-SE AO GM: ALTURA METACÊNTRICA.
• OS VOLUMES DO CASCO DO NAVIO QUE ESTÃO ACIMA DA LINHA D’ÁGUA
SÃO CHAMADAS DE RESERVA DE FLUTUABILIDADE.
• QUANDO O NAVIO ESTÁ EM UMA CONDIÇÃO DE CARREGAMENTO QUE
NÃO É DE PLENA CARGA, O QUE FALTA EM CAPACIDADE DE CARGA PARA
QUE SE CHEGUE A CAPACIDADE TOTAL DE LEVAR CARGA DO NAVIO É
CHAMADA DE: PORTE COMERCIÁVEL
• PORTE OPERACIONAL É O CONJUNTO DE ELEMENTOS, CUJO PESO
PROPORCIONA CONDIÇÕES OPERACIONAIS AO NAVIO
• DEADWEIGHT TAMBÉM CHAMADO DE PORTE OU PORTE BRUTO, É A
DIFERENÇA ENTRE O DESLOCAMENTO MÁXIMO E O DESLOCAMENTO LEVE;
DEADWEIGHT É O PESO DA CARGA, SOBRESSALENTES, GÊNEROS, LASTRO,
ÁGUA DOCE, COMBUSTÍVEL, TRIPULAÇÃO, PASSAGEIROS E PERTENCES.
DEADWEIGHT É O PESO QUE O NAVIO É CAPAZ DE EMBARCAR
• PORTE LÍQUIDO É A PARTE DO PORTE UTILIZÁVEL COMERCIALMENTE. É A
CAPACIDADE DE CARGA E DE PASSAGEIROS, EM PESO, QUE O NAVIO PODE
TRANSPORTAR EM DETERMINADA VIAGEM.
• PORTE COMERCIÁVEL É O QUE FALTA EM PESO, NUMA DADA OCASIÃO,
PARA O NAVIO COMPLETAR SEU PORTE BRUTO
• PLANO TRANSVERSAL DE MEIO NAVIO É O PLANO VERTICAL TRANSVERSAL
LOCALIZADO A MEIO COMPRIMENTO DO NAVIO, DIVIDINDO-O EM DUAS
PARTES: CORPO DE PROA E CORPO DE POPA.
• PLANO DE BASE MOLDADA OU SIMPLESMENTE PLANO DE BASE É O PLANO
HORIZONTAL TANGENTE À PARTE INFERIOR DA SUPERFÍCIE
MOLDADA(TANGENTE À QUILHA POR DENTRO DO NAVIO) E PONTO DE
ORIGEM DAS COTAS DE ALTURA
• PLANO DE FLUTUAÇÃO OU PLANO DE LINHA D’ÁGUA É O PLANO
HORIZONTAL QUE COINCIDE COM A SUPERFÍCIE DA LINHA D’ÁGUA ONDE O
NAVIO FLUTUA E DETERMINA O PERFIL DA LINHA D’ÁGUA.
• O COEFICIENTE DE BLOCO É A RELAÇÃO ENTRE O VOLUME DE CARENA E O
VOLUME DE UM SÓLIDO QUE O CIRCUNSCREVE, CUJAS DIMENSÕES SÃO
COMPRIMENTO, BOCA E CALADO SÃO AS MESMAS DO NAVIO
• A CONDIÇÃO EM QUE O NAVIO ESTÁ ABASTECIDO COM GÊNEROS,
FLUÍDOS, MAS SEM CARGA É CHAMADA DE DESLOCAMENTO EM LASTRO
• O COEFICIENTE PRISMÁTICO É A RELAÇÃO ENTRE O VOLUME DE CARENA E
O VOLUME DE UM SÓLIDO FORMADO PELO COMPRIMENTO E PELA ÁREA
DE SEÇÃO MESTRA DO NAVIO
• UM NAVIO É DITO DERRABADO QUANDO O CALADO DE POPA É MAIOR
QUE O CALADO DE PROA
• UM NAVIO É DITO ABICADO QUANDO O CALADO DE PROA É MAIOR QUE O
CALADO DE POPA
• O PLANO DE SEÇÃO MESTRA É UTILIZADO PARA REALIZAR OS CÁLCULOS
RELATIVOS À RESISTÊNCIA E À FLEXÃO DO CASCO DO NAVIO
• É POSSÍVEL ENCONTRAR ESPAÇAMENTO ENTRE CAVERNAS NO PLANO DE
ARRANJO GERAL
CUIDADO COM AS POSSÍVEIS PEGADINHAS:
• PLANO DIAMETRAL É O PLANO VERTICAL TRANSVERSAL
LONGITUDINAL QUE, PASSANDO PELO EIXO DA QUILHA, DIVIDE O NAVIO
EM BOMBORDO E BORESTE. É O ÚNICO DE SIMETRIA
• DESLOCAMENTO A PLENA CARGA EM LASTRO É O DESLOCAMENTO DO
CASCO MAIS O PESO DE TODO MATERIAL NECESSÁRIO PARA O NAVIO
SEGUIR VIAGEM
• O PORTE LÍQUIDO BRUTO CARACTERIZA A QUANTIDADE DE CARGA QUE
UMA EMBARCAÇÃO PODE TRANSPORTAR.
• O PLANO DIAMETRAL TRANSVERSAL DE MEIO NAVIO É O PLANO DE
REFERÊNCIA DO NAVIO QUE NOS FORNECE SEÇÕES NO SENTIDO
TRANSVERSAL DO NAVIO
• O CB CP É A RELAÇÃO ENTRE O VOLUME DE CARENA E VOLUME DE UM
SÓLIDO FORMADO PELO COMPRIMENTO E ÁREA DE SEÇÃO MESTRA DO
NAVIO
• SE UM NAVIO PASSAR DE UMA LINHA DE CARGA DE VERÃO(S) PARA UMA
DE ÁGUA DOCE (TF), PODEMOS AFIRMAR QUE HAVERÁ UMA DIMINUIÇÃO
UM AUMENTO DO CALADO
• O KG DE UM NAVIO SÓ É ALTERADO QUANDO HÁ EMBARQUE OU
DESEMBARQUE DE CARGA (TAMBÉM PODE SER ALTERADO QUANDO HÁ
MOVIMENTAÇÃO DE CARGA DENTRO DO NAVIO, ENTRE AS CARGAS JÁ
EMBARCADAS!!)
• É CARACTERÍSTICA PRINCIPAL DO PLANO DE CAPACIDADES PLANO DE
SEGURANÇA DE UM NAVIO CONTER INFORMAÇÕES SOBRE
EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA E DE SALVATAGEM.
• A CURVATURA DO CONVÉS PRINCIPAL, OBSERVADA NO SENTIDO DA BOCA
DO NAVIO, UTILIZADA PARA ESCOAR A ÁGUA É CHAMADA DE TOSAMENTO
ABAULAMENTO
• UMA MUDANÇA NO CENTRO DE GRAVIDADE DE UM NAVIO SEMPRE GERA
MUDANÇA NA POSIÇÃO DO CENTRO DE CARENA
(O CENTRO DE CARENA VARIA COM O CALADO. O CALADO VARIA EM DUAS
SITUAÇÕES: 1) QUANDO SE ADICIONA OU RETIRA CARGA DO NAVIO E 2)
QUANDO SE MUDA A ÁREA DE NAVEGAÇÃO. DIZER QUE UMA MUDANÇA NO
CENTRO DE GRAVIDADE IMPLICA NECESSARIAMENTE EM UMA MUDANÇA
NO CENTRO DE CARENA, SIGNIFICA DIZER QUE O CENTRO DE GRAVIDADE
VARIA APENAS QUANDO SE ADICIONA CARGA AO NAVIO, O QUE NÃO É
VERDADE, POIS O CENTRO DE GRAVIDADE PODE SER VARIADO APENAS
MOVENDO AS CARGAS QUE JÁ ESTÃO DENTRO DO NAVIO. EM SUMA:
QUANDO ALTERAMOS A POSIÇÃO DE ALGUMA CARGA DENTRO DO NAVIO,
ALTERAMOS O CENTRO DE GRAVIDADE SEM ALTERAR O CALADO E,
PORTANTO, SEM ALTERAR O CENTRO DE CARENA)