4.
ELE-1
[Link] Síncronos
[Link]
Geradores Síncronos: equipamentos utilizados a bordo de navios para gerar energia elétrica
a partir da energia mecânica fornecida por motores (normalmente motores a diesel). São
chamados de síncronos, pois a frequência da energia elétrica gerada está sincronizada com a
rotação do rotor do gerador. Ou seja, o campo magnético do rotor gira exatamente na mesma
velocidade que o campo magnético do estator.
Características principais dos geradores síncronos marítimos
Aplicação marítima específica: São projetados para operar nas condições particulares dos
navios, como vibração, umidade, variações de carga e espaço físico reduzido.
Acoplamento ao motor principal ou auxiliar: Podem estar acoplados diretamente ao motor
principal do navio (como nos sistemas de geração por eixo – shaft generators) ou a motores
auxiliares (geradores auxiliares).
Controle de tensão e frequência: Utilizam reguladores automáticos de tensão (AVR –
Automatic Voltage Regulator) para manter a tensão estável. A frequência depende da rotação,
geralmente mantida constante (ex: 60 Hz com 1800 rpm em sistemas de dois polos).
Alta confiabilidade: Como são usados em sistemas vitais do navio, como iluminação,
navegação, bombas e sistemas de propulsão elétrica (em navios diesel-elétricos), precisam ter
construção robusta e manutenção rigorosa.
Geração trifásica: A maioria desses geradores fornece corrente alternada trifásica (AC), que é
mais eficiente para grandes potências.
Ligações do gerador síncrono
Ligação em Estrela (Y):
Características:
- Cada fase do gerador é conectada a um ponto comum, chamado neutro.
- O neutro pode ser aterrado ou não, dependendo do sistema.
- A tensão entre fases (linha-linha) é √3 vezes maior que a tensão de fase.
- Muito comum em sistemas que precisam de tensão fase-neutro (por exemplo, 440 V entre
fases → 254 V entre fase e neutro).
Vantagens:
- Permite o uso de duas tensões diferentes (fase-fase e fase-neutro).
- Útil quando há cargas monofásicas (iluminação, equipamentos de controle, etc.).
- Melhor distribuição da carga em sistemas mistos.
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Ligação em Triângulo (Δ):
Características:
- Cada fase é conectada em série com outra para formar um laço fechado (triângulo).
- Não há ponto neutro disponível.
- A tensão de linha é igual à tensão de fase.
Vantagens:
- Melhor para cargas puramente trifásicas.
- Pode suportar correntes de linha mais altas em determinadas situações.
- Tende a ser mais robusta contra desequilíbrios entre fases.
Parte construtiva e semelhanças
A máquina síncrona, assim como a máquina de indução, é uma máquina elétrica que usa
corrente alternada (CA) e tem peças giratórias. Elas são parecidas, especialmente no estator (a
parte fixa), que é quase idêntico nas duas. O estator de ambas possui enrolamentos trifásicos,
chamados de enrolamentos de armadura, que são organizados com uma diferença de 120°
entre eles. Quando uma tensão trifásica é aplicada, esses enrolamentos geram um campo
magnético girante. Eles podem ser conectados em estrela ou triângulo, e o mesmo princípio se
aplica às máquinas de indução.
A diferença principal entre essas máquinas está no rotor (a parte que gira). Na máquina
síncrona, o rotor tem enrolamentos de campo que são alimentados por corrente contínua (CC)
através de uma excitatriz. Essa corrente cria um campo magnético fixo (unidirecional) no rotor.
A excitatriz utiliza escovas e anéis coletores que permitem que a corrente entre no rotor
enquanto ele gira, gerando pólos magnéticos que seguem o movimento. Esse campo
magnético pode também ser produzido por ímãs permanentes, o que é comum em máquinas
síncronas menores e simplifica o funcionamento. (importante)
Existem dois tipos principais de rotores em máquinas síncronas: o de pólos salientes, que
possui pólos que se destacam do rotor, e o de polos lisos, onde os polos estão alinhados com a
superfície do rotor
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Estrutura do rotor da máquina síncrona (a) pólos salientes (b) pólos lisos.
A velocidade síncrona de rotação de um motor síncrono é dada como uma relação entre a
frequência da rede elétrica e o número de pólos da máquina. De forma análoga, se utilizamos a
máquina como gerador elétrico, a velocidade de rotação do eixo é determinada pela turbina, e
o número de pólos é fixo
A máquina síncrona é um tipo de motor ou gerador que funciona sempre em uma velocidade
constante. Como motor, ela é conectada a uma fonte de energia elétrica que mantém essa
velocidade. Já como gerador, ela precisa de um movimento mecânico constante, geralmente
fornecido por um outro motor, para girar seu eixo e gerar energia elétrica.
Na função de gerador, essa máquina tem um limite de quantidade de energia que pode
fornecer. Se usada como motor, também existe um limite de força que ela pode gerar antes de
perder a sincronia com a rede elétrica.
Ela é chamada de "síncrona" porque a frequência da eletricidade que gera está sincronizada
com a velocidade de rotação do rotor (a parte interna que gira). No caso do gerador síncrono, o
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rotor é como um grande eletroímã, que precisa de corrente contínua (CC) para gerar o campo
magnético. Esse campo magnético, por sua vez, gera a eletricidade trifásica no enrolamento de
fios fixos, chamado estator.
Para reduzir o desgaste por correntes indesejadas, o rotor é feito com lâminas finas de metal.
Se o rotor for eletromagnético (ou seja, precisar de corrente contínua para funcionar), a
corrente pode ser fornecida de duas formas:
1. Anéis e escovas: Uma fonte externa de corrente contínua passa por anéis e escovas, que
são peças que permitem a passagem da eletricidade mesmo com o rotor girando. 2. Excitatriz
sem escovas: Esse sistema usa um pequeno gerador que fica junto ao eixo do rotor, sem
contato direto. Ele converte a energia em corrente contínua e a envia ao campo do rotor sem
precisar de escovas e anéis. Esse método precisa de menos manutenção.
Além disso, é comum adicionar uma pequena "excitatriz piloto" ao sistema, um gerador
pequeno com ímãs permanentes. Isso faz com que o gerador síncrono funcione de maneira
totalmente independente, sem precisar de uma fonte de energia externa para se excitar.
Muitos geradores síncronos, que contêm excitatrizes sem escovas, também possuem escovas
e anéis coletores. Desse modo, uma fonte auxiliar de corrente de campo CC também está
disponível para o caso de emergências. Os estatores de geradores síncronos são normalmente
feitos de bobinas de estator pré-moldadas em um enrolamento de camada dupla. O
enrolamento em si é distribuído e encurtado de modo a reduzir o conteúdo das harmônicas
presentes nas tensões e correntes de saída.
Para compreender o conceito básico de motor síncrono, examine a Figura 5-1, a qual mostra
um motor síncrono de dois pólos. A corrente de campo IF do motor produz um campo
magnético BR em regime permanente. Um conjunto trifásico de tensões é aplicado ao estator
da máquina, produzindo um fluxo trifásico de correntes nos enrolamentos.
Um conjunto trifásico de correntes nos enrolamentos de armadura produz um campo
magnético uniforme girante BS. Portanto, há dois campos magnéticos presentes na máquina e
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o campo do rotor tenderá a se alinhar com o campo do estator, exatamente como duas barras
imantadas tenderão a se alinhar se forem colocadas próximas entre si. Como o campo
magnético do estator está girando, o campo magnético do rotor (e o próprio rotor) tenta
constantemente se alinhar. O princípio básico de operação do motor síncrono é que o rotor
“persegue” em círculo o campo magnético girante do estator, sem nunca conseguir se alinhar
com ele
Sistema de tensão e controle de tensão em geradores
Síncronos Marítimos: Em um gerador síncrono, a tensão gerada depende diretamente do
campo magnético do rotor. Esse campo é criado por uma corrente contínua (DC) chamada
corrente de excitação. Sendo dois componentes fundamentais para tal geração: A Excitatriz e o
Regulador de Tensão.
Excitatriz: É o equipamento responsável por fornecer corrente contínua
(DC) para o enrolamento de campo do rotor. Existem dois tipos principais:
Excitatriz Estática:
- Usa um gerador de corrente contínua (DC) acoplado ao eixo do gerador.
- A energia vai ao rotor por meio de escovas e anéis coletores.
Excitatriz Dinâmica ou Brushless - a mais comum em navios
modernos:
- Montada diretamente no eixo do gerador síncrono;
- Usa uma excitação rotativa AC + um retificador rotativo (diodos girando
com o rotor);
- Elimina escovas ⇒ menor manutenção e maior confiabilidade.
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Regulador Automático de Tensão (AVR - Automatic Voltage Regulator): É o "cérebro" do
sistema de excitação, ele mantém a tensão de saída do gerador constante, mesmo com
variações de carga.
[Link]ário
1. Máquina primária funcionando e sem tensão, qual defeito?
● Falha na excitação (excitação desligada ou problema na excitatriz).
2. Máquina primária funcionando e tensão variando, qual defeito?
● Problema no regulador de tensão (AVR).
3. Ao montar a curva EA x IF, o que eu estou verificando?
● Verifica a reação de armadura e o comportamento da tensão interna com a corrente.
4. No grupo gerador, para acionar, quem eu ligo primeiro ?
● Motor diesel (máquina primária).
5. Qual a função do regulador de velocidade?
● Controlar a frequência do gerador (mantém rpm constante). Ou seja, a rotação.
6. Qual a função do regulador de tensão?
● Mantém a tensão de saída constante do gerador.
7. Qual a função da Excitatriz? Quais os dois tipos de excitatriz existem para um gerador?
● Fornece corrente de excitação para o rotor.
Tipos: ■ Excitatriz estática (sem partes móveis)
■ Excitatriz rotativa (brushless)
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8. Cite dois tipos de conexões mais utilizadas em um gerador síncrono.
● Estrela (Y) e Delta (Δ)
9. Se a excitatriz tiver com problemas e a máquina primária esta funcionando, quais os niveis
de tensão aparecem para a ligação em delta e a ligação em estrela.
● Delta: aparece tensão residual entre fases
● Estrela: aparece tensão residual fase-neutro
10. quais as partes construtivas do alternador síncrono?
● Rotor, estator, escovas (se houver), enrolamentos, carcaça.
11. Como são ligados o amperímetro, voltímetro e o wattímetro?
● Amperímetro: em série
● Voltímetro: em paralelo
● Wattímetro: duas conexões – uma em série (corrente), outra em paralelo (tensão)
12. Quais os “set point” de um grupo gerador?
● Tensão, frequência, rotação, tempo de partida, limite de sobrecarga, etc.
13. Como são classificados os níveis de energia encontrados em uma instalação elétrica?
● Alta tensão (> 1kV); ● baixa tensão (< 1kV) .
14. Pela Convenção SOLAS, qual o mínimo exigido de instalação elétrica de um navio
mercante?
● No mínimo 2 grupos geradores e 1 gerador de emergência;
● Gerador de emergência que funcione por mín. 3 horas, em sistema independente.
15. Quais os tipos de arranques encontramos em um Motor Diesel? Em relação ao Gerador de
Emergência, quantas partidas são exigidas?
● Elétrico, pneumático, hidráulico
● Gerador de emergência deve ter mínimo 3 partidas garantidas
16. Quais tipos de baterias encontramos em relação ao material interno? Em relação ao
aspecto construtivo?
● Material: Chumbo-ácido (Ácidas) , níquel-cádmio (Alcalinas)
● Construção: VRLA (selada), aberta, estacionária
17. Qual a vantagem do uso da bateria VRLA selada? Qual a sua desvantagem?
● Vantagem: possuem uma válvula de segurança que abre, caso a concentração de
hidrogênio atinja um nível perigoso, e não apresenta vazamentos;
● Desvantagem: necessita ser lenta sua carga para evitar excesso de vapores que danifiquem
sua célula.
18. Qual a função do carregador de bateria?
● Manter a carga da bateria estável, pronta para partida.
19. Qual a pressão de trabalho dos arranques: pneumático e hidráulico?
● Pneumático: 7 a 10 bar;
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● Hidraúlico: 10 a 30 bar.
[Link] se calcula a velocidade síncrona e a tensão induzida Ea de um Grupo Gerador
Síncrono?
21. Da teoria e como vimos no laboratório, o que ocorre quando entra no barramento um motor
elétrico?
● Causa afundamento de tensão e pico de corrente na partida.
22. Quando o gerador síncrono está conectado em estrela, podemos encontrar instalado no
cabo neutro um NER. Qual a sua função?
● Limita a corrente de curto-circuito terra-neutro.
23. Qual a função da TIE BREAK?
● Permite interligar dois barramentos (paralelismo seguro).
24. Existem três maneiras de se calcular a potência trifásica de um gerador síncrono. Quais
são as equações utilizadas?
25. Cite três situações que podem desligar um gerador síncrono.
● Sobrecarga
● Falta de excitação
● Frequência/tensão fora dos limites
26. Porque colocar um gerador síncrono em paralelo?
● Alimentar uma carga maior;
● Aumentar a confiabilidade do sistema de potência;
● Remover a qualquer momento um dos geradores para uma Manutenção Preventiva;
● Distribuição mais eficiente das cargas do sistema entre os geradores em paralelo.
27. Cite as quatro condições necessárias para se colocar um gerador síncrono em paralelo.
● Mesma tensão
● Mesma frequência
● Fase igual (sincronismo)
● Sequência de fase correta
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28. Quais os instrumentos que contém o painel do gerador síncrono para o paralelismo para: a)
verificar as tensões.
b) verificar o sincronismo/sequência de fase.
c) verificar se a tensão entre as fases R1 e R2 estão em zero.
d) As frequências do sistema e do gerador que vai entrar no barramento.
● a) Voltímetro
● b) Lâmpadas sincronoscópio / medidor de sequência
● c) Voltímetro entre fases
● d) Frequencímetro
29. Com dois geradores em paralelo, em relação a rampa de frequência x potência ativa , como
alterar o compartilhamento de frequência sem alterar a frequência do sistema?
● Ajustar o governador (rampa de velocidade) do motor diesel.
30. Com dois geradores em paralelo, em relação a rampa de tensão terminal x potência
reativa, como alterar a tensão do terminal sem alterar o compartilhamento de potência reativa?
● Ajustar rampa do AVR (tensão terminal)
[Link] de indução
[Link]
As máquinas de indução, também chamadas de máquinas CA assíncronas, operam com o
rotor girando a uma velocidade próxima, mas nunca igual à velocidade síncrona (a velocidade
do campo magnético gerado pelo estator). Essa diferença ocorre devido ao fenômeno da
indução magnética, onde a corrente no rotor cria um campo magnético que tenta se alinhar
com o campo girante do estator, fazendo o rotor girar no mesmo sentido.
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O enrolamento do estator da máquina é o enrolamento que será ligado à rede elétrica trifásica,
sendo assim, trata-se de um enrolamento trifásico, também denominado de enrolamento de
campo primário. O enrolamento trifásico do estator é composto por três bobinas dispostas a
120º mecânicos, podendo ser conectado em estrela ou triângulo, é fabricado, na maior parte
das máquinas, com fios de cobre isolados entre si e alocados em ranhuras.
O rotor pode ser basicamente de dois tipos: o rotor bobinado ou gaiola de esquilo. Quando o
rotor for do tipo gaiola de esquilo, a máquina de indução possui baixo custo de construção e
manutenção. Já motores com rotor bobinado possuem custo mais elevado devido à construção
e aos acessórios necessários para sua utilização.
A estrutura de um rotor bobinado pode ser observada na Figura 3.3. A conexão dos terminais
do enrolamento do rotor é feita por meio de três anéis de deslizamento no eixo do rotor que,
para causar o efeito de indução, deve ser fechado em si (ou seja, curto-circuitado). Contudo,
este curto-circuito dos enrolamentos não é feito diretamente no rotor bobinado
Para motores de menor porte, normalmente o rotor é do tipo chamado rotor gaiola de esquilo. A
diferença é que neste tipo de rotor o acesso aos terminais não é permitido, e os parâmetros
elétricos são determinados em sua construção.
Quando o estator é alimentado por uma corrente alternada trifásica, ele gera um campo
magnético girante que atravessa o entreferro e induz corrente no rotor. Se o rotor for do tipo
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bobinado e estiver em curto-circuito, a corrente induzida cria um campo magnético que interage
com o campo do estator, produzindo o torque necessário para girar o rotor.
Esse movimento gera um desalinhamento entre o campo magnético do rotor e o campo do
estator, criando um ângulo de defasagem entre eles. Essa defasagem é essencial para
produzir torque e manter o rotor girando. No entanto, para que essa defasagem exista, o rotor
precisa girar em uma velocidade ligeiramente menor que a velocidade do campo girante do
estator. Isso garante o movimento contínuo, mas faz com que a velocidade do rotor nunca seja
exatamente igual à velocidade síncrona.
A velocidade síncrona de rotação é definida como a velocidade de rotação do campo
magnético girante. Pode ser dada em rad/s ou em rotações por minuto (rpm) e depende da
frequência de excitação e do número de pólos da máquina.
A velocidade de rotação real do motor de indução é sempre um valor abaixo da velocidade
síncrona, no entanto, a velocidade real tem uma relação com a velocidade síncrona devido à
tendência de alinhamento dos campos. A forma mais comum de controle de velocidade do
motor síncrono é por meio dos chamados inversores de frequência, que utilizam dispositivos de
estado sólido para variar a frequência da rede elétrica.
A diferença entre a velocidade do campo girante produzido pelo estator e a do giro mecânico
do rotor é denominada escorregamento, dada pela equação 3.6.
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Vamos lembrar que você recebeu uma figura da visão explodida do motor de indução com o
qual a equipe está trabalhando, conforme mostra a Figura 3.1. A imagem contém as principais
partes do motor de indução e é necessário que você as nomeie corretamente, de forma a
orientar a equipe a desmontar e montar corretamente a máquina.
Numerando adequadamente cada uma das partes do motor temos:
2 e 6: Rolamentos– são normalmente do tipo esfera ou roletes, sendo a maioria mais comum
do tipo esfera. Alguns motores maiores possuem tipos especiais de rolamentos. Os rolamentos
auxiliam na rotação do rotor.
3: Rotor do tipo bobinado– possui enrolamentos trifásicos e são normalmente utilizados em
motores de grande potência nominal. São construídos sobre um núcleo de material
ferromagnético laminado.
4: Escovas– utilizadas para fazer o contato entre os anéis coletores com as ligações externas
cabíveis.
5: Aneis de contato– permitem acesso aos terminais do enrolamento da máquina de indução
mesmo que o rotor esteja operando, ou seja, em rotação..
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[Link]ário
1. Quais os tipos de motores de indução trifásicos?
● Rotor em gaiola
● Rotor bobinado
(PCT 2024)
A gaiola de esquilo e o rotor bobinado são tipos de rotores para motores elétricos. O
rotor gaiola de esquilo é mais simples, robusto e comum, sendo formado por barras
condutoras curto-circuitadas por anéis nas extremidades, sem conexões externas. Já o
rotor bobinado possui enrolamentos de fio ligados a anéis coletores e escovas, que
permitem a conexão externa e a inserção de resistores para controlar o torque de partida
e a velocidade.
(PCT 2024)
2. Porque o motor de indução trifásico não parte imediatamente ao ser ligado? Explique este
fenômeno.
● Precisa induzir corrente no rotor → demora frações de segundo (tempo de aceleração). Isso
é conhecido como escorregamento.
3. Como é calculado a rotação do motor de indução trifásico e o escorregamento?
4. Com um motor de 4,0 CV – 60 Hz – seis polos – ligado em Y e escorregamento a plena
carga de 4%, calcule: a) a velocidade síncrona. b) a velocidade nominal do motor com carga
nominal. c) a frequência do rotor. d) o torque de carga ou no eixo do motor.
5. Na placa do motor de indução trifásico, o que significa: a) Ip/In=7; b) IP54; c) CAT N.
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● a) Ip/In = 7 → Corrente de partida 7x a nominal
● b) IP54 → Proteção contra poeira e respingos
● c) CAT N → Categoria de isolamento
6. No laboratório medimos a relação Ip/In. Na prática, para que precisamos desta relação das
corrente de partida com a corrente nominal?
● Dimensionar disjuntores, contatores e cabos adequados
7. Quantos polos apresenta o motor de indução trifásico com 1170 rpm?
8. O valor da resistência de isolação é de suma importância na manutenção de máquinas
elétricas. O padrão é R(Ω) = 1,0 MΩ + 1. Qual aparelho utilizamos para medir a isolação?
Como efetuamos esta medida em um motor elétrico?
● Usamos o megômetro
● Medimos entre fase e carcaça com o motor desligado
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