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O artigo discute a violência obstétrica como um problema de saúde pública que afeta gestantes, destacando a importância da enfermagem na promoção de um cuidado humanizado. A pesquisa, realizada por meio de uma revisão integrativa da literatura, revela que a violência obstétrica se manifesta através de negligência e desrespeito à autonomia das mulheres, causando danos físicos e emocionais. O estudo conclui que a humanização da assistência e a formação contínua dos profissionais de saúde são essenciais para garantir respeito e segurança às gestantes.
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O artigo discute a violência obstétrica como um problema de saúde pública que afeta gestantes, destacando a importância da enfermagem na promoção de um cuidado humanizado. A pesquisa, realizada por meio de uma revisão integrativa da literatura, revela que a violência obstétrica se manifesta através de negligência e desrespeito à autonomia das mulheres, causando danos físicos e emocionais. O estudo conclui que a humanização da assistência e a formação contínua dos profissionais de saúde são essenciais para garantir respeito e segurança às gestantes.
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DOI: 10.14295/idonline.v19i79.

4319 Artigo de Revisão

Violência Obstétrica no Ciclo Gravídico-Puerperal e


o Papel da Enfermagem no Cuidado Humanizado

Amile Medeiros Sousa¹, Viviane Amaral Toledo Coelho²,


Ednardo de Souza Nascimento³, Creonice Santos Bigatello⁴

Resumo: A violência obstétrica (VO) tem sido reconhecida como um problema de saúde
pública que afeta gestantes em diferentes contextos, refletindo desigualdades de gênero,
fragilidades nos serviços de saúde e práticas desumanizadas no cuidado materno. Diante desse
cenário, este estudo teve como objetivo demonstrar o papel da enfermagem no enfrentamento
das consequências da VO. A pesquisa foi realizada por meio de uma uma abordagem
qualitativa, de natureza bibliográfica, com caráter exploratório e descritivo, com a utilização da
técnica de revisão integrativa da literatura, com recorte temporal compreendido entre os anos
de 2001 a 2025, encontradas nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO),
Google Acadêmico, Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior (CAPES), além de acervos institucionais e especializados, como os do Ministério da
Saúde, AcervosMais, Revistas JRG, RSD Journal e BJICHS. Os resultados obtidos nos estudos
constataram que a VO ocorre por meio de negligência, desrespeito à autonomia, procedimentos
não consentidos e falhas na comunicação, prejudicando a integridade da gestante. Tais
experiências podem gerar dor física, traumas emocionais, insegurança, dificuldades no vínculo
materno e consequências duradouras à saúde da mulher. Com base neste contexto, a
enfermagem desempenha papel essencial na prevenção dessas práticas, por meio do
acolhimento, da escuta ativa, da orientação adequada e da valorização do protagonismo
feminino no cuidado. Logo, a humanização da assistência, aliada à formação profissional
contínua, é fundamental para garantir respeito, segurança e autonomia às gestantes, além de
contribuir para a qualificação da atenção obstétrica.

Palavras – chave: Violência obstétrica. Assistência de enfermagem. Assistência humanizada.


Ciclo gravídico puerperal. Parto humanizado.

____________________
¹ Graduanda em Enfermagem - Universidade Presidente Antônio Carlos (UNIPAC), Almenara, MG, Brasil.
amilemedeirosousa25@[Link];
² Doutora - Universidade Presidente Antônio Carlos (UNIPAC), Almenara, MG, Brasil. ORCID: [Link]
5010-8429 – E-mail: vivianeatc@[Link];
³ Mestre - Universidade Presidente Antônio Carlos (UNIPAC), Almenara, MG, Brasil. ednardonardim@[Link];
⁴ Especialista - Universidade Presidente Antônio Carlos (UNIPAC), Almenara, MG, Brasil. keusantosrubim@[Link].

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Obstetric Violence in the Pregnancy-Puerperal Cycle
and the Role of Nursing in Humanized Care

Abstract: Obstetric violence (OV) has been recognized as a public health problem affecting
pregnant women in different contexts, reflecting gender inequalities, weaknesses in health
services, and dehumanizing practices in maternal care. Given this scenario, this study aimed to
demonstrate the role of nursing in addressing the consequences of OV. The research was
conducted using a qualitative, bibliographical approach, with an exploratory and descriptive
character, employing the integrative literature review technique, with a time frame between
2001 and 2025, found in the databases Scientific Electronic Library Online (SciELO), Google
Scholar, CAPES (Coordination for the Improvement of Higher Education Personnel) journals,
as well as institutional and specialized collections, such as those of the Ministry of Health, JRG
Journals, RSD Journal, and BJICHS. The results obtained in the studies found that obstetric
violence occurs through negligence, disrespect for autonomy, non-consensual procedures, and
communication failures, harming the pregnant woman's well-being. Such experiences can
generate physical pain, emotional trauma, insecurity, difficulties in the maternal bond, and
lasting consequences for the woman's health. Based on this context, nursing plays an essential
role in preventing these practices through welcoming, active listening, appropriate guidance,
and valuing women's protagonism in care. Therefore, the humanization of care, combined with
continuous professional training, is fundamental to guaranteeing respect, safety, and autonomy
for pregnant women, as well as contributing to the improvement of obstetric care.

Keywords: Obstetric violence. Nursing care. Humanized care. Pregnancy and postpartum
cycle. Humanized childbirth.

Introdução

A romantização da gestação é perpetuada por vários séculos, tentando mostrar que ela
é a melhor fase da vida da mulher, onde todas as possibilidades são possíveis, e que não existe
nada mais mágico do que gerar outra vida. Entretanto, o fato de que esse período é o mais
turbulento na vida de uma mulher, devido às alterações hormonais que causam estresse, sono
excessivo, mudança corporal, tristeza, entre várias outras questões, é sumariamente esquecido
pela sociedade (Santos et al., 2023).
Embora a gestação seja, de fato, algo extraordinário, afinal, trata-se de uma vida gerando
outra, isso não elimina os aspectos negativos que podem surgir nesse período. Um deles é a
violência obstétrica (VO) que infelizmente ainda faz parte da realidade de muitas mulheres. Por
isso, é essencial garantir um acompanhamento humanizado em todas as etapas da gestação, a

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fim de evitar que situações abusivas se tornem corriqueiras, assegurando o respeito e a
dignidade da mulher gestante (Jardim et al., 20217).
O cenário atual reflete os aspectos da VO nas suas três principais fases, sendo elas: o
atendimento durante a gestação, o parto e o pós-parto. Durante todo esse processo, é
fundamental o acompanhamento de um profissional de enfermagem em todas essas etapas,
sendo acompanhadas desde a atenção primária, com os atendimentos de enfermagem nas
Unidades Básicas de Saúde (UBS), com o acompanhamento gestacional, até a secundária, nos
hospitais, onde é feito o acompanhamento do parto e do pós-parto (Nogueira et al., 2024).
A VO é um problema que reflete não apenas falhas no sistema de saúde, mas também
na sociedade, perpetuadas pela desinformação e pela romantização da gestação ao longo dos
séculos. Entre suas manifestações, destaca-se a violência obstétrica puerperal (VOP), que
ocorre no período pós-parto, impactando a saúde física e emocional das mulheres (Moreira et
al., 2024). Segundo o artigo da Agência Fiocruz de Notícias (2022), intitulado "Tese faz análise
histórica da violência obstétrica no Brasil", 53,5% das mulheres que tiveram parto normal
sofreram episiotomia, que é associada à violência obstétrica.
Dentro das violências vividas pelas gestantes nessa fase tão importante da vida de uma
mulher, o artigo Nogueira et al. (2024) vem mostrando a importância de os profissionais de
enfermagem estabelecerem vínculos de confiança com as gestantes para que se possa
estabelecer uma assistência mais humanizada e segura durante a gestação e o pós-parto. Nesse
sentido, o artigo Santos et al. (2023) também aborda essa importância, destacando
principalmente as estratégias para se combater essa violência em ambiente hospitalar e a
capacitação dos profissionais de saúde, visando um atendimento humanizado.
O interesse pelo tema surgiu a partir da vivência acadêmica no curso de Enfermagem.
Nesse sentido, a compreensão no âmbito acadêmico possibilita a formação de profissionais
mais preparados e conscientes sobre como lidar com a complexidade do ciclo gravídico-
puerperal. Já no âmbito social, se justifica instruindo a população acerca da violência obstétrica
e de como acolher essas gestantes de forma adequada, o que pode gerar mudanças nas estruturas
dos serviços de saúde promovendo políticas públicas voltadas para a proteção dos direitos
dessas mulheres.
Considerando o exposto, foi desenvolvida a seguinte problemática: qual é a importância
da assistência de enfermagem na prevenção da violência obstétrica em gestantes, desde do
início da gestação ao pós-parto?

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O objetivo central desta pesquisa foi demonstrar o papel da enfermagem no
enfrentamento das consequências da VO. Para alcançar esse propósito, buscou-se descrever as
formas de VO sofridas pelas gestantes durante a gestação; analisar os impactos que essas
violências podem causar na vida dessas mulheres durante e depois da gestação; e identificar as
estratégias de cuidado que a enfermagem deve adotar para garantir uma gestação tranquila e
confortável para as gestantes.

Metodologia

Este estudo foi conduzido por meio de uma abordagem qualitativa, de natureza
bibliográfica, com caráter exploratório e descritivo, com a utilização da técnica de revisão
integrativa da literatura. A escolha por essa metodologia se justificou pela necessidade de
compreender, por meio da literatura existente, os aspectos subjetivos e sociais relacionados à
VO e ao cuidado humanizado prestado à gestante durante o ciclo gravídico-puerperal.
A coleta de dados foi realizada a partir da análise de publicações disponíveis em
português, inglês e espanhol, com recorte temporal compreendido entre os anos de 2001 a 2025.
Foram utilizadas como palavras-chave os seguintes descritores: violência obstétrica, cuidado
humanizado, gestante e violência puerperal, os quais foram combinados em diferentes
estratégias de busca para ampliar os resultados relevantes ao tema. Esses descritores foram
combinados por meio de operadores booleanos (AND, OR e NOT), de forma a ampliar os
resultados pertinentes ao tema e refinar a busca, garantindo maior precisão na seleção dos
materiais.
As fontes de pesquisa incluiram plataformas e bases de dados reconhecidas pela
comunidade científica, tais como Scientific Electronic Library Online (SciELO), Google
Acadêmico, Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
(CAPES), além de acervos institucionais e especializados, como os do Ministério da Saúde,
AcervosMais, Revistas JRG, RSD Journal e BJICHS. A seleção dos materiais foi feita com
base em critérios de atualidade, relevância científica e alinhamento com os objetivos do estudo.
A seleção dos materiais seguiu critérios previamente estabelecidos: critérios de inclusão
- artigos, teses, dissertações e documentos oficiais publicados entre 2001 e 2025, disponíveis
na íntegra, em português, inglês ou espanhol, que abordaram de forma direta a VO, o cuidado
humanizado e as práticas de assistência no ciclo gravídico-puerperal. Critérios de exclusão -

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materiais duplicados, resumos sem acesso ao texto completo, publicações anteriores a 2017,
trabalhos que não apresentaram fundamentação científica, bem como estudos que não
mantiveram relação direta com a temática central da pesquisa.
A análise dos dados obtidos foi realizada de forma crítica e interpretativa, permitindo a
construção de uma compreensão abrangente sobre a temática em questão, com o intuito de
contribuir para a ampliação do debate e a promoção de práticas mais humanizadas no contexto
da saúde materna.

Resultados e Discussão

A partir da análise dos 15 estudos revisados (Quadro 1), publicados de 2004 a 2025,
foram identificadas informações relevantes sobre a experiência das gestantes diante da VO,
com ênfase nas formas de agressão sofridas, impactos físicos e emocionais, e estratégias de
cuidado que podem ser adotadas pela enfermagem para garantir uma gestação humanizada e
segura.

Os estudos selecionados abordam diferentes dimensões da VO, incluindo negligência,


desrespeito à autonomia da mulher, imposição de procedimentos desnecessários e falhas na
comunicação, ressaltando o caráter multifatorial desse fenômeno e a necessidade de
intervenções preventivas e educativas no contexto hospitalar e pré-natal.
Os estudos foram obtidos através das bases de dados Scientific Electronic Library
Online (SciELO), Google Acadêmico, Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior (CAPES), além de acervos institucionais e especializados, como os
do Ministério da Saúde, AcervosMais, Revistas JRG, RSD Journal e BJICHS.

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Quadro 1 - Síntese dos dados obtidos por meio dos artigos selecionados entre os anos de 2004
a 2025.

Autor Título Objetivo Resultados e Conclusão


Diniz e A episiotomia no Brasil: Identificar fatores associados à Necessidade de protocolos para prevenir
Duarte práticas obstétricas e fatores episiotomia no Brasil e analisar sua práticas desnecessárias e reduzir a violência
(2004) associados relação com práticas obstétricas obstétrica.
violentas.

Almeida e O direito da parturiente ao Analisar a importância do Apoio emocional como fator de prevenção da
Ramos acompanhante como acompanhante durante o parto para violência, conforme o direito da gestante ao
(2020) instrumento de prevenção à prevenção da violência obstétrica. acompanhante.
violência obstétrica

Arana, A Rede Cegonha e a atuação do Avaliar o papel da Rede Cegonha e do Políticas públicas e atuação do enfermeiro são
Lopes e enfermeiro obstetra: uma enfermeiro obstetra na humanização essenciais para prevenir intervenções
Barbosa revisão da literatura do parto. desnecessárias e promover cuidado
(2023) humanizado.
Assis, Repercussões emocionais em Identificar impactos emocionais da Relatos de ansiedade, medo, trauma
Meurer e mulheres que sofreram violência obstétrica. psicológico e sofrimento emocional
Delvan violência obstétrica prolongado.
(2021)
Gomes et Impacto da violência obstétrica Analisar efeitos físicos e emocionais Dor, trauma psicológico, complicações
al. (2024) na saúde física e emocional das da violência obstétrica. médicas e prejuízos à saúde materna.
mulheres brasileiras
Borges, Assistência da enfermagem no Avaliar o papel da enfermagem no A assistência de enfermagem contribui para
Franco e combate à violência obstétrica cuidado humanizado prevenir a violência obstétrica por meio de
Ferreira acolhimento, orientação e práticas baseadas em
(2024) evidências.
Castro e Violência obstétrica e os Refletir sobre práticas de enfermagem A humanização do parto como estratégia
Rocha cuidados de enfermagem: para prevenção da violência essencial para proteger a gestante de
(2020) reflexões a partir da literatura obstétrica. intervenções abusivas.

Kassis, Atuação do enfermeiro na Investigar o papel do enfermeiro na Enfermeiros exercem papel central na
Carvalheira prevenção da prática de prevenção da violência obstétrica. educação, monitoramento e acolhimento,
e Almeida violência obstétrica: reflexões a prevenindo práticas abusivas.
(2024) partir da literatura
Linhares et Assistência de enfermagem às Analisar o impacto da assistência de A intervenção da enfermagem minimiza danos
al. (2024) mulheres vítimas de violência enfermagem em vítimas de violência físicos e psicológicos, priorizando o cuidado
obstétrica obstétrica. humanizado.

Miranda, A humanização no parto e o Avaliar estratégias de humanização do Humanização do parto é eficaz para prevenir
Aires e combate à violência obstétrica. parto. violência e promover respeito às gestantes.
Santos
(2024)
Nogueira et Violência obstétrica: uma Analisar como a formação Formação insuficiente contribui para práticas
al. (2024) análise da formação profissional influencia a ocorrência de abusivas; capacitação em cuidados
profissional e suas implicações violência obstétrica. humanizados é necessária.

Oliveira et A percepção da mulher acerca Identificar percepções das mulheres Sofrimento físico e emocional, e a necessidade
al. (2023) da violência obstétrica: uma sobre violência obstétrica. de práticas humanizadas.
revisão narrativa.
Reis, O impacto da violência Analisar impactos emocionais da Ansiedade, depressão, trauma e a importância
Aprigio e obstétrica na saúde da mulher: violência obstétrica e o papel da da assistência integral de enfermagem.
Duarte aspectos emocionais e a enfermagem.
(2025) atuação da enfermagem

Santos et A atuação da enfermagem na Avaliar a contribuição da enfermagem A assistência humanizada fortalece o vínculo
al. (2023) assistência humanizada ao para o parto humanizado. gestante-profissional, melhora segurança e
parto: revisão integrativa reduz a violência obstétrica.
Sousa et al. Violência obstétrica: impactos Analisar relatos e sequelas da Impactos emocionais duradouros, diminuição
(2024) físicos e psicológicos na vida violência obstétrica. da autoestima e necessidade de atenção
das mulheres integral da equipe de saúde.

Fonte: Dados do estudo (2025).

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Conforme a literatura apresentada, as gestantes no Brasil frequentemente vivenciam
formas variadas de VO ao longo da gestação, manifestadas por práticas negligentes,
desrespeitosas ou autoritárias por parte dos profissionais de saúde. Entre os principais exemplos
identificados na literatura estão a falta de informação correta sobre procedimentos, orientações
conflitantes durante o pré-natal e a ausência de respeito ao direito de escolha da gestante,
incluindo o descumprimento do direito ao acompanhante. Essas condutas impactam
diretamente o bem-estar físico e emocional da mulher, evidenciando falhas sistêmicas na
atenção à saúde materna (Almeida; Ramos, 2020; Castro; Rocha, 2020; Reis; Aprigio; Duarte,
2025).
Além das condutas negligentes, a VO durante a gestação se manifesta por práticas
institucionalizadas e tecnocráticas que priorizam rotinas hospitalares sobre o protagonismo
feminino. Dentre elas, as intervenções médicas desnecessárias, como episiotomia sem
indicação clínica, indução de parto e exames repetitivos, realizados sem consentimento
adequado da gestante. Essas ações refletem a lógica hierárquica da atenção obstétrica, em que
o saber técnico se sobrepõe às necessidades e escolhas da mulher, configurando violação de
direitos humanos e perpetuando desigualdades de gênero no contexto da saúde (Gomes et al.,
2024; Linhares et al., 2024; Nóbrega, 2018).
Os impactos emocionais da violência obstétrica incluem medo, ansiedade, sensação de
impotência e desvalorização da experiência gestacional, com consequências que podem se
estender para o pós-parto. A falta de comunicação, comentários inadequados sobre
procedimentos e ausência de escuta sensível prejudicam o vínculo entre gestante e equipe de
saúde, criando traumas e reduzindo a confiança no sistema de saúde. Nesse contexto, a literatura
apresentada reafirmou a necessidade de capacitação profissional, protocolos humanizados e
atenção integral à gestante, priorizando seu respeito, autonomia e protagonismo durante toda a
gestação (Assis; Meurer; Delvan, 2021; Sousa et al., 2024; Marques; Santos; Daniel, 2022).
A violência obstétrica durante a gestação provoca impactos físicos e emocionais na
saúde das mulheres, como dores desnecessárias, complicações de procedimentos invasivos e
aumento de cesarianas ou intervenções médicas não indicadas. Práticas abusivas comprometem
a integridade da gestante, afetando mãe e bebê, com estresse materno, alterações hormonais e
maior risco de complicações obstétricas. A literatura evidencia frequentes episiotomias e outras
intervenções desnecessárias, caracterizando desrespeito ao cuidado humanizado (Diniz; Duarte,
2004; Gomes et al., 2024; Reis; Aprigio; Duarte, 2025).

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Conforme alguns dos autores apresentados, no âmbito psicológico e emocional, os
impactos da violência obstétrica profundos, manifestando-se em ansiedade, depressão, medo
intenso do parto, baixa autoestima e sentimento de impotência. Experiências de desrespeito,
humilhação ou negligência por parte da equipe de saúde podem gerar traumas duradouros,
interferindo na saúde mental da gestante e no vínculo com o bebê (Assis; Meurer; Delvan, 2021;
Marques; Santos; Daniel, 2022; Sousa et al., 2024).
Além dos efeitos físicos e emocionais, a violência obstétrica impacta a vida social e
familiar das mulheres, influenciando a maternidade e o cuidado com o recém-nascido. Mulheres
que sofreram violências durante a gestação ou parto podem apresentar retraimento social,
dificuldades na amamentação e problemas no estabelecimento do vínculo mãe-bebê,
prejudicando o desenvolvimento infantil e a coesão familiar. A literatura enfatiza que a atenção
humanizada, o acolhimento apropriado e o respeito à autonomia feminina são essenciais para
minimizar esses impactos, promovendo saúde integral e prevenção de traumas prolongados
(BJICHS, 2024; Linhares et al., 2024; Miranda; Aires; Santos, 2024).
Desta forma, conforme os autores apresentados, a atuação da enfermagem durante a
gestação deve priorizar o acolhimento humanizado, reconhecendo a gestante como protagonista
do seu cuidado e garantindo o respeito à sua autonomia. A escuta ativa, a empatia e o diálogo
contínuo entre a equipe de saúde e a gestante são estratégias fundamentais para prevenir
situações de violência obstétrica e promover um ambiente seguro, confortável e
emocionalmente favorável (Santos et al., 2023; Castro; Rocha, 2020).
A orientação detalhada sobre os processos fisiológicos da gestação, os sinais de alerta e
os procedimentos que poderão ocorrer durante o parto contribui para reduzir a ansiedade e o
medo, promovendo a segurança psicológica da gestante. Fornecer informações claras,
acessíveis e precisas é uma estratégia essencial para que a mulher se sinta preparada e confiante
para participar das decisões sobre seu corpo e seu parto. Essa abordagem também fortalece o
vínculo de confiança entre a gestante e a equipe de enfermagem, tornando a assistência mais
efetiva (Borges; Franco; Ferreira, 2024).
É essencial considerar a promoção de práticas que respeitem a fisiologia do parto,
evitando intervenções desnecessárias e assegurando que procedimentos invasivos sejam
realizados apenas quando clinicamente indicados. A atuação da enfermagem na prevenção de
condutas coercitivas ou abusivas como episiotomia sem indicação, imposição de posições ou
induções desnecessárias contribui significativamente para a redução da violência obstétrica e

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para a preservação do conforto físico da gestante (Moss; Pessoa; Moura, 2024; Moreira et al.,
2024).
O suporte emocional contínuo, incluindo a presença de acompanhantes e a facilitação
do contato familiar, também se destaca como estratégia fundamental. Estudos apontam que a
presença de pessoas de confiança durante a gestação e o parto está associada à redução do
estresse, maior satisfação com o processo de parto e diminuição de traumas decorrentes de
experiências obstétricas negativas. A enfermagem deve atuar como mediadora desse apoio,
orientando acompanhantes e garantindo que o ambiente seja acolhedor e respeitoso (Almeida;
Ramos, 2020; Miranda; Aires; Santos, 2024).
A capacitação e atualização constante dos profissionais de enfermagem sobre boas
práticas obstétricas, direitos da mulher e humanização do parto são estratégias essenciais para
garantir uma gestação segura e confortável. A formação qualificada permite que os
profissionais identifiquem sinais de sofrimento físico e emocional, adotem condutas
preventivas e atuem de forma ética, promovendo a integralidade do cuidado. Assim, a atuação
proativa e sensível da enfermagem se mostra determinante para uma experiência gestacional
positiva, segura e respeitosa (Linhares et al., 2024; Kassis; Carvalheira; Almeida, 2024; Silva
et al., 2025).
Em 2016, o Conselho Federal de Enfermagem estabeleceu, por meio da Resolução nº
524/2016, as responsabilidades dos profissionais de enfermagem na assistência obstétrica,
incluindo enfermeiros, enfermeiros obstetras e obstetrizes. Conforme o artigo 3º, entre suas
atribuições estão o acolhimento da gestante e de seus familiares ou acompanhantes, bem como
a garantia de atendimento contínuo durante o pré-natal, parto e puerpério, por meio da
realização de consultas de enfermagem, entre outras funções (COFEN, 2016).
A implementação de práticas seguras na assistência ao parto e ao nascimento é
amplamente reconhecida como referência de excelência na atuação do enfermeiro. Como
membro da equipe de saúde, o profissional deve aliar seu conhecimento técnico-científico aos
princípios éticos, comprometendo-se tanto com a profissão quanto com a preservação da vida,
garantindo uma assistência de qualidade e pautada na dignidade da gestante (Miranda; Aires;
Santos, 2024).
Portanto, a enfermagem assume um papel fundamental para prevenir e combater a VO
dentro da saúde pública e privada. A presença ativa de profissionais capacitados é de suma
importância para que a gestante possa ter uma gestação tranquila e bem assistida, desde a

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atenção primária, com o acompanhamento da gestação na UBS, até a secundária, no parto e
pós-parto. Isso irá permitir uma construção de vínculos de confiança entre a gestante e os
profissionais, promovendo uma assistência humanizada e tranquila (Santos et al., 2023;
Moreira et al., 2024).
Segundo Castro e Rocha (2020) o combate à VO precisa ser uma prioridade no âmbito
da saúde, uma vez que sua ocorrência evidencia práticas desumanizadas no atendimento. A
negligência em relação a essa questão pode resultar em maior exposição das parturientes a
abusos e desrespeitos dentro do próprio sistema de saúde.
Verifica-se o papel fundamental que a enfermagem exerce durante todas as etapas
gestacionais, desde a UBS, onde ocorre o primeiro contato da gestante com o enfermeiro da
unidade, até o ambiente hospitalar, responsável pela maior parte da monitoração da gestante
(BJICHS, 2025).
O papel do enfermeiro durante a gestação é essencial, pois a mulher pode enfrentar
dúvidas e dificuldades desde os primeiros meses. Nas consultas de enfermagem, esse
profissional contribui para a prevenção de cesarianas sem indicação e ajuda a diminuir o temor
relacionado ao parto vaginal, esclarecendo cada fase do processo. Ao compartilhar seu
conhecimento, o enfermeiro promove o bem-estar materno e fetal, estabelecendo uma
comunicação contínua e de confiança com a gestante (Silva et al., 2023).
Nas consultas de pré-natal, o enfermeiro pode orientar a gestante na elaboração do plano
de parto, um direito assegurado a todas as mulheres. Esse documento permite que a gestante
registre suas preferências para o momento do nascimento, incluindo o desejo por um parto mais
tranquilo e fisiológico, bem como suas escolhas em relação aos primeiros cuidados com o
recém-nascido. Também possibilita especificar práticas que ela não deseja vivenciar. Oferecer
uma assistência humanizada à mãe e ao bebê é fundamental para tornar esse período mais
seguro e acolhedor (Miranda; Aires; Santos, 2024).
Conforme Linhares et al. (2024), o acompanhamento pré-natal representa a etapa inicial
para garantir um parto mais humanizado e prevenir situações de violência obstétrica. Durante
esse processo, a gestante passa a compreender melhor seus direitos e a se preparar para realizar
escolhas informadas no momento do nascimento. As condutas adotadas pelos profissionais de
medicina e enfermagem são orientadas por princípios éticos e por evidências científicas, de
modo a assegurar o respeito às decisões da paciente e a promoção da vida.

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Esse contato desempenha um papel importante na educação em saúde da mulher,
orientando as gestantes sobre os sinais de risco no período puerperal, sobre os seus direitos,
sanando dúvidas e oferecendo apoio emocional. A construção de uma rede de apoio, composta
por familiares, amigos e profissionais da saúde, também é fundamental para garantir a melhor
experiência gestacional, ajudando a melhorar a autoestima da mulher e prevenir quadros de
depressão pós-parto (Borges; Franco; Ferreira, 2024).
O enfermeiro, juntamente com toda a equipe de enfermagem, deve acompanhar a
gestante em todas as fases da gestação, adotando uma abordagem integral que considere suas
necessidades físicas, emocionais e psicológicas. É fundamental respeitar a privacidade e o ritmo
da mulher, empregando estratégias que promovam suporte emocional e alívio da dor. Nesse
contexto, podem ser indicadas técnicas como massagens relaxantes, orientação sobre mudanças
de posição e exercícios respiratórios, sempre com o objetivo de proporcionar conforto e bem-
estar à gestante (Simeão et al., 2022).
Neste sentido, Castro e Rocha (2020) afirmam que o profissional de enfermagem deve
adotar práticas obstétricas seguras durante o parto e o nascimento, com o objetivo de prevenir
a violência obstétrica e garantir um atendimento baseado no respeito e no acolhimento digno.
Entre suas atribuições estão a postura correta e apresentação profissional, o cuidado integral
que envolve apoio físico e emocional, a criação de um ambiente confortável e seguro para a
gestante, além da escuta ativa, esclarecimento de dúvidas e orientação sobre o trabalho de parto.
Essas ações contribuem para a redução da ansiedade, considerando que este é um momento de
grande vulnerabilidade emocional para a mulher.
No mesmo sentido, Silva et al. (2025) afirmam que os enfermeiros desempenham um
papel fundamental no cuidado à mulher no período que antecede o parto, durante o nascimento
e no pós-parto, contribuindo de maneira significativa para o bem-estar materno e neonatal.
Entre as práticas adotadas, está o uso de técnicas de massagem e aromaterapia para o alívio da
dor, a oferta de banho morno ou uso do chuveiro como método não farmacológico de conforto,
além do incentivo ao contato pele a pele nas primeiras horas de vida do bebê. Somado a isso, o
profissional deve considerar e respeitar as escolhas da parturiente, garantindo, sobretudo,
suporte emocional contínuo ao longo de todo o processo.
O profissional de enfermagem deve garantir a diminuição de intervenções invasivas,
como ruptura de membranas, episiotomia, indução ou aceleração do parto, utilização de
instrumentos durante o parto ou realização de cesarianas, exceto quando justificadas por

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complicações, assegurando que a gestante seja devidamente informada sobre cada
procedimento. Nesse contexto, também é importante incentivar a mulher a recorrer a métodos
não farmacológicos para manejo da dor e bem-estar durante o parto (Castro; Rocha, 2020).
Corroborando, o Conselho Regional de Enfermagem (COREN, 2016), por meio do
parecer 001/2016, recomenda a utilização de práticas humanizadas, incluindo métodos não
farmacológicos para o manejo da dor. O documento ressalta que os enfermeiros obstetras
possuem o perfil e a competência necessários para acompanhar o parto fisiológico, promovendo
seu desenvolvimento natural e identificando eventuais desvios da normalidade. Com base em
seu conhecimento técnico-científico, esses profissionais podem orientar a assistência de forma
individualizada, adaptando o cuidado às necessidades específicas de cada gestante.
Ante o exposto, torna-se essencial que a formação acadêmica dos profissionais de
enfermagem inclua o incentivo à realização de práticas educativas, nas quais recebam
orientação específica sobre o cuidado a gestantes e casais durante a gravidez (Borges; Franco;
Ferreira, 2024). É fundamental contar com um sistema tecnológico eficiente para a troca de
informações entre os membros da equipe, pois seu uso adequado garante a continuidade do
cuidado (Silva et al., 2025).
Segundo Simeão et al. (20220 o enfrentamento da VO depende, em grande parte, do
conhecimento adquirido sobre como essas práticas se manifestam durante o trabalho de parto.
Um dos principais desafios é a falta de preparo por parte dos profissionais de enfermagem. É
impossível proteger e assistir corretamente a gestante sem compreender quais medicamentos
são indicados, quais procedimentos podem causar desconforto e como conduzir o atendimento
quando há risco para a gravidez. Esses conhecimentos são adquiridos principalmente durante a
formação acadêmica, o que ressalta a importância de estudos teóricos, além da prática
profissional.
Portanto, é necessário contar com profissionais capacitados e comprometidos, tanto
pessoal quanto profissionalmente, que atendam a gestante com respeito, ética e dignidade. Esses
profissionais devem também encorajar a mulher a exercer sua autonomia, reconquistando seu
papel ativo no processo do parto, assumindo protagonismo sobre sua vida e repudiando
qualquer forma de discriminação ou violência que possa violar seus direitos como mulher e
cidadã (Castro; Rocha, 2020).
Ressalta-se que a enfermagem desempenha um papel estratégico na articulação entre a
gestante e os demais membros da equipe de saúde, garantindo que a comunicação seja clara e

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que os direitos da mulher sejam respeitados em todas as fases do atendimento obstétrico. A
participação ativa do enfermeiro na identificação de práticas incorretas ou abusivas permite a
intervenção precoce, minimizando situações de violência obstétrica e promovendo uma cultura
de cuidado baseada no respeito e na humanização (Miranda; Aires; Santos, 2024).
O profissional de enfermagem atua como agente educativo não apenas com a gestante,
mas também com familiares e acompanhantes, na conscientização sobre os direitos da mulher
e sobre práticas de parto seguras e respeitosas. O engajamento da enfermagem nesse processo
educativo ajuda na prevenção da VO, assegura o protagonismo da mulher em seu parto e
contribui para experiências gestacionais mais seguras, humanizadas e satisfatórias (Silva et al.,
2025).

Considerações Finais

A análise desenvolvida ao longo deste estudo permitiu compreender que a VO


permanece como uma realidade significativa na experiência de gestantes, apesar dos avanços
nas políticas de humanização. A análise permitiu identificar que as gestantes enfrentam diversas
formas de violência obstétrica durante a gestação, especialmente relacionadas ao desrespeito, à
negligência e à falta de informações adequadas. Essas práticas fragilizam a autonomia feminina
e comprometem o cuidado seguro e humanizado.
Os impactos da VO na vida das mulheres podem se manifestar durante a gestação por
meio de medo, insegurança e sofrimento emocional, prejudicando o vínculo com o cuidado pré-
natal. Após a gestação, essas experiências podem resultar em traumas psicológicos, dificuldade
de vinculação com o bebê e sentimentos persistentes de culpa ou incapacidade. A vivência da
violência pode gerar desconfiança nos serviços de saúde e evitar o cuidado em futuras
gestações. Conclui-se que tais impactos demonstram a urgência de práticas humanizadas e de
respeito à autonomia feminina.
As estratégias de cuidado adotadas pela enfermagem devem priorizar a escuta ativa, o
acolhimento e a construção de um vínculo de confiança que promova segurança durante a
gestação. A comunicação clara e o respeito às escolhas da gestante contribuem para fortalecer
sua autonomia e reduzir situações de medo ou ansiedade. A orientação apropriada sobre o
processo gestacional e a oferta de apoio emocional também são fundamentais para uma

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experiência mais tranquila. Portanto, a atuação humanizada da enfermagem é essencial para
garantir conforto, bem-estar e um cuidado verdadeiramente centrado na mulher.
Ante o exposto, os objetivos propostos neste estudo foram alcançados uma vez que os
estudos analisados permitiram reconhecer as manifestações mais recorrentes de VO, que a
atuação profissional qualificada, acolhedora e ética constitui elemento essencial para a
promoção de um cuidado respeitoso. Assim, o problema de pesquisa centrado na importância
da assistência de enfermagem na prevenção da violência obstétrica em gestantes, desde do
início da gestação ao pós-parto, foi respondido ao evidenciar que a humanização, a
comunicação clara e a escuta ativa são componentes indispensáveis na assistência.
Por fim, são necessários mais estudos que incluam acompanhamento direto dos
profissionais de enfermagem nas rotinas assistenciais a gestante. Desse modo, almeja-se que
esta pesquisa incentive novos debates e contribua para o aprimoramento de ações
comprometidas com um cuidado obstétrico pautado na ética, na segurança e na atenção às
demandas reais das mulheres.

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Recebido: 14/10/2025; Aceito 06/11/2025; Publicado em: 30/12/2025.

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