1º ANO
INTRODUÇÃO ÁS TECNOLOGIAS INFARMÁTICAS
REDES DE COMPUTADORES
Turno: Manhã
Sala:107
Turma:A
Grupo: 03
O DOCENTE
________________________________
Afonso Luíz
Luanda, 2024
INTRODUÇÃO ÁS TECNOLOGIAS INFARMÁTICAS
REDES DE COMPUTADORES
INTEGRANTES DO GRUPO
1. Eduardo Pires
2. Jovani Machado Fernandes
3. Laura De Almeida Freitas
Luanda, 2024
EPÍGRAFE
"A tecnologia só faz sentido quando
Conecta pessoas."
— Bill Gates
Pág. I
DEDICATÓRIA
Dedicamos este trabalho aos nossos pais, que sempre nos apoiaram e
incentivaram nos estudos, oferecendo carinho, compreensão e motivação em
todos os momentos. À nossa família, que acreditou nos nossos potenciais e
nos deu forças para seguir em frente. A vocês, nossa eterna gratidão e todo o
meu amor.
Pág. II
AGRADECIMENTOS
Agradecemos primeiramente aos nossos professores, que compartilharam seu
conhecimento e ofereceram orientações. Somos grato também aos meus
colegas de turma, que me inspiraram com sua dedicação e trabalho em equipa.
Não poderíamos deixar de expressar minha gratidão aos meus amigos e
familiares, que sempre me apoiaram e torceram pelo meu sucesso. A todos
que, directa ou indirectamente, contribuíram para a realização deste projecto.
Pág. III
RESUMO
Redes de computadores são sistemas que conectam diferentes dispositivos,
permitindo a troca de dados e a comunicação entre eles. Essas redes podem
ser de diferentes tipos, como LAN (Rede Local), MAN (Rede Metropolitana) e
WAN (Rede de Longa Distância), variando de pequenas a grandes escalas. A
principal função de uma rede de computadores é facilitar a transmissão de
dados de um dispositivo para outro, o que pode incluir documentos, arquivos
multimídia e até mesmo a comunicação em tempo real. As redes são
compostas por hardware, como cabos, roteadores, switches e dispositivos
finais (como computadores e servidores), além de protocolos de comunicação,
que são regras e padrões que permitem que as máquinas se entendam, como
o TCP/IP, o HTTP e o FTP. A arquitectura das redes pode ser estruturada em
diferentes camadas, como a camada física, a de enlace de dados, a de rede, a
de transporte, a de sessão, a de apresentação e a de aplicação, seguindo o
modelo OSI (Open Systems Interconnection). A segurança em redes de
computadores é uma área fundamental, pois envolve a protecção contra
ataques, como vírus, malwares e hackers. Técnicas como criptografia, firewalls
e autenticação ajudam a garantir a integridade e confidencialidade dos dados
transmitidos. Além disso, com a crescente popularização da Internet e dos
serviços em nuvem, as redes de computadores se tornaram ainda mais
essenciais para o funcionamento de empresas, governos e actividades
pessoais, permitindo a colaboração, o armazenamento de dados e o acesso a
informações de forma rápida e eficiente. Em suma, as redes de computadores
são a espinha dorsal da comunicação digital moderna, conectando o mundo de
maneira cada vez mais rápida, global e segura.
Palavras-chave: Conexão, Protocolos Segurança, Comunicação.
Pág. IV
ABSTRACT
Computer networks are systems that connect different devices, enabling data
exchange and communication between them. These networks can vary in type,
such as LAN (Local Area Network), MAN (Metropolitan Area Network), and
WAN (Wide Area Network), ranging from small to large scales. The main
function of a computer network is to facilitate the transmission of data from one
device to another, which can include documents, multimedia files, and even
real-time communication. Networks consist of hardware such as cables, routers,
switches, and end devices (such as computers and servers), as well as
communication protocols, which are rules and standards that allow machines to
understand each other, such as TCP/IP, HTTP, and FTP. Network architecture
can be structured into different layers, including the physical layer, data link
layer, network layer, transport layer, session layer, presentation layer, and
application layer, following the OSI (Open Systems Interconnection) model.
Network security is a crucial area, as it involves protection against attacks like
viruses, malware, and hackers. Techniques such as encryption, firewalls, and
authentication help ensure the integrity and confidentiality of transmitted data.
Additionally, with the growing popularity of the internet and cloud services,
computer networks have become even more essential for the functioning of
businesses, governments, and personal activities, enabling collaboration, data
storage, and access to information quickly and efficiently. In summary,
computer networks are the backbone of modern digital communication,
connecting.
Keywords: Connection, Protocols, Security, Communication.
Pág. V
ÍNDICE GERAL
Epígrafe ............................................................................................................... I
Dedicatória ......................................................................................................... II
Agradecimentos ................................................................................................ III
Resumo ............................................................................................................. IV
Abstract .............................................................................................................. V
Introdução .......................................................................................................... 6
Objectivos........................................................................................................... 7
Objectivo Específico........................................................................................ 7
Origem Das Redes De Computadores ............................................................... 8
História ............................................................................................................... 8
Classificação Das Redes ................................................................................... 9
Classificação Por Extensão E Área De Cobertura .......................................... 9
Classificação Quanto À Topologia ................................................................ 12
Meios De Transmissão ..................................................................................... 14
Meios Guiados .............................................................................................. 14
Meios Não-Guiados ...................................................................................... 14
Componentes Físicos De Uma Rede ............................................................... 14
Protocolos De Comunicação ............................................................................ 19
Figura12 – Protocolos De Comunicação .......................................................... 20
Modelo Iso/Osi – Modelo De Referência .......................................................... 21
Classificação Quanto À Arquitetura.................................................................. 22
Ponto-A-Ponto (Workgroup) .......................................................................... 22
Cliente/Servidor............................................................................................. 23
Conclusão ........................................................................................................ 25
Referências Bibiográficas ................................................................................. 26
Glossário .......................................................................................................... 27
Pág. VI
INTRODUÇÃO
As redes de computadores são sistemas fundamentais para a comunicação e a
troca de informações no mundo digital contemporâneo. Elas conectam uma
infinidade de dispositivos, desde computadores pessoais até servidores de
grande porte, criando um ambiente colaborativo e dinâmico. A crescente
digitalização de processos em diversas áreas, como negócios, saúde,
educação e até a vida pessoal, só foi possível graças à evolução das redes de
computadores. Essas redes podem ser locais, como as LANs (Redes Locais),
ou de alcance global, como a Internet, abrangendo uma grande variedade de
tecnologias e infraestruturas.
O conceito de redes de computadores envolve não apenas o entendimento de
seus componentes físicos, como cabos, roteadores e switches, mas também a
aplicação de protocolos de comunicação que possibilitam a interação entre
dispositivos distintos. Além disso, a arquitetura das redes, que segue o modelo
OSI (Open Systems Interconnection), organiza e distribui as funções essenciais
de comunicação em camadas, proporcionando uma rede mais eficiente e
segura.
Um dos principais desafios no campo das redes de computadores é garantir a
segurança da informação, uma vez que os dados trocados entre dispositivos
estão frequentemente sujeitos a ameaças como vírus, malwares e ataques de
hackers. Por isso, técnicas como criptografia, firewalls e autenticação são
imprescindíveis para proteger a privacidade e a integridade dos dados.
Este relatório visa apresentar uma visão geral sobre as redes de
computadores, abordando suas características, funcionamento e as tecnologias
envolvidas. Além disso, discutirá a importância da segurança nas redes e como
essas infraestruturas impactam a sociedade e os negócios no cenário atual. A
compreensão desses aspectos é essencial para o desenvolvimento de
soluções inovadoras e seguras, que acompanhem a evolução constante do
mundo digital.
Pág. 6
OBJECTIVOS
OBJECTIVO GERAL
O objectivo deste relatório é explorar os conceitos fundamentais das redes de
computadores.
OBJECTIVO ESPECÍFICO
Entender a evolução das Redes de Computadores;
Compreender o funcionamento de uma Rede de Computadores;
Conhecer as diversas classificações em uma rede;
Identificar as Topologias de Redes;
Identificar os equipamentos de interconexão em rede;
Conhecer as aplicações em Redes
Pág. 7
Origem das redes de computadores
As redes de dados foram um resultado dos aplicativos empresariais que foram
escritos para microcomputadores.
Naquela época os microcomputadores não eram conectados, portanto não
havia uma maneira eficiente de compartilhar dados entre vários
microcomputadores. Tornou-se óbvio que o compartilhamento de dados
através da utilização de disquetes não era uma maneira eficiente e económica
de se administrar empresas. Os "Sneakernets", como este compartilhamento
era chamado, criavam várias cópias dos dados. Cada vez que um arquivo era
modificado ele teria que ser compartilhado novamente com todas as outras
pessoas que precisavam daquele arquivo. Se duas pessoas modificavam o
arquivo e depois tentavam compartilhá-lo, um dos conjuntos de modificações
era perdido. As empresas precisavam de uma solução que respondesse
satisfatoriamente às três questões abaixo:
Como evitar a duplicação de equipamentos e recursos;
Como se comunicar eficazmente;
Como configurar e gerenciar uma rede.
As empresas perceberam que a tecnologia de rede aumentaria a produtividade
enquanto lhes economizaria dinheiro.
As tecnologias de rede que surgiram tinham sido criadas usando diferentes
implementações de hardware e software. Cada empresa que criava hardware e
software para redes usava seus próprios padrões. Estes padrões individuais
eram desenvolvidos devido à competição com outras companhias.
Consequentemente, muitas das novas tecnologias de rede eram incompatíveis
umas com as outras. Tornou-se cada vez mais difícil para as redes que
usavam especificações diferentes se comunicarem entre si. Frequentemente
era necessário que o equipamento antigo de rede fosse removido para que
fosse implementado o novo equipamento.
História
O primeiro experimento conhecido de conexão de computadores em rede foi
feito em 1965, nos estados unidos, por obra de dois cientistas: Lawrence
Roberts e Thomas Merril. A experiência foi realizada por meio de uma linha
telefônica discada de baixa velocidade, fazendo a conexão entre dois centros
de pesquisa em Massachusetts e na Califórnia.
O nascimento das redes de computadores, não por acaso, está associado a
corrida espacial. Boa parte dos elementos e aplicações essenciais para a
comunicação entre computadores, como o protocolo TCP/IP, a tecnologia de
comutação de pacotes de dados e o correio electrónico, estão relacionados ao
desenvolvimento da Arpanet, a rede que deu origem a internet.
Pág. 8
A agência nasceu de uma iniciativa do departamento de defesa dos estados
unidos, na época preocupado em não perder terreno na corrida tecnológica
deflagrada pelos russos com o lançamento do satélite Sputinik, em 1957.
Roberts, académico do MIT(Instituto de Tecnologia de Massachusetts), era um
dos integrantes da DARPA e um dos pais da Arpanet, que começou em 1969
conectando quatro universidades: UCLA – Universidade da Califórnia em Los
Angeles, Stanford, Santa Bárbara e Utah.
A partir de 1970, com o desenvolvimento dos minicomputadores de 32 bits, os
grandes fabricantes, como IBM, HP e Digital, já começavam a planejar
soluções com o objectivo de distribuir o poder de processamento dos
mainframes e assim facilitar o acesso às informações. O lançamento do VAX
pela Digital, em 1977, estava calcado numa estratégia de criar uma
arquitectura de rede de computadores. Com isso, a empresa esperava levar
vantagem sobre a rival Big Blue.
Quando um Vax era iniciado, ele já começava a procurar por outras máquinas
para se comunicar, um procedimento ousado numa época em que poucas
pessoas tinham ideia do que era uma rede.
O sistema operacional Unix, desenvolvido em 1969 nos laboratórios Bell,
trouxe inovações que logo o tornou popular nas universidades e nos centros de
pesquisa a partir de 1974. Era um sistema portável e modular, capaz de rodar
em vários computadores e evoluir junto com o hardware. Os sistemas
operacionais da época eram escritos em assembly, linguagem especifica para
a plataforma de hardware. O Unix foi escrito quase totalmente em C, uma
linguagem de alto nível. No começo da década, ferramentas importantes foram
criadas para o Unix, como o correio electrónico, o Telnet, que permitia o uso de
terminais remotos, e o FTP, que se transformou no padrão de transferência de
arquivos entre computadores em rede. Foi essa plataforma que nasceu a maior
parte das tecnologias que hoje formam a Internet.
CLASSIFICAÇÃO DAS REDES
As redes podem ser classificadas de acordo com sua topologia e/ou extensão
e área de cobertura.
Classificação por extensão e área de cobertura
Umas das primeiras redes a serem criadas foi a rede local (LAN - Local Área
Network) ao se conectar vários computadores de uma sala. À medida que o
uso do computador cresceu, logo se percebeu que as LANs não eram o
suficiente. Era necessário um modo de mover informações de maneira rápida e
eficiente, não só dentro de uma sala/empresa, mas também de uma empresa
para outra. A solução, então, foi a criação de redes de áreas metropolitanas
(MANs) e de redes de longa distância (WANs). Como as WANs podiam
conectar as redes usuárias dentro de grandes áreas geográficas, elas tornaram
possível a comunicação entre empresas ao longo de grandes distâncias.
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Exemplos de cada rede:
PAN (Personal Area Network) - Seu celular e o fone de ouvido bluetooth, é um
exemplo de rede PAN;
LAN (LAN Local Area Network) - Vários computadores de uma sala ou prédio;
MAN (Metropolitan Área Network) - Duas filiais de uma empresa, em cidades
diferentes, se comunicando;
WAN (Wide Area Network) - Comunicação entre Países ou planetas, como por
exemplo a comunicação entre a NASA e um foguete e/ou sonda.
Rede pessoal – (PAN – Personal Area Network)
É formada por nós muito próximo uns dos outros, normalmente a distância não
passa de uma dezena de metros. São um exemplo de PAN as redes do tipo
Bluetooth.
Figura 1 - Exemplo de uma rede PAN
Rede local – (Local Área Network)
Surgiram dos ambientes de institutos de pesquisa e universidades, o enfoque
dos sistemas de computação que ocorriam durante a década de 1970 levava
em direção à distribuição do poder computacional. Redes locais surgiram para
viabilizar a troca e o compartilhamento de informações e dispositivos periféricos
(recursos de hardware e software), preservando a independência das várias
estações de processamento, e permitindo a integração em ambientes de
trabalho cooperativo. Pode-se caracterizar uma rede local como sendo uma
rede que permite a interconexão de equipamentos de comunicação de dados
numa pequena região, na maioria das vezes pertencente a uma mesma
entidade ou empresa, como, por exemplo, um escritório, um prédio ou um
complexo de prédio de uma empresa. O número de computador é limitado e
geralmente interligado por cabos.
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Outras características típicas encontradas e comummente associadas às redes
locais são: altas taxas de transmissão e baixas taxas de erro; outra
característica é que em geral elas são de propriedade privada.
Figura 2 - Exemplo de uma rede LAN
Rede metropolitana – (MAN – Metropolitan Area Network)
São redes que ocupam o perímetro de um bairro ou uma cidade. Permitem que
empresas com filiais em bairros diferentes se comuniquem entre si.
Figura 3 - Exemplo de uma rede MAN
Redes geograficamente distribuídas (WAN– Wide Área Network)
Surgiu da necessidade de se compartilhar recursos especializados por uma
maior comunidade de usuários geograficamente dispersos. Por terem um custo
de comunicação bastante elevado (circuitos para satélites e enlaces de micro-
ondas), tais redes são em geral públicas, isto é, o sistema de comunicação,
chamado sub-rede de comunicação, é mantido, gerenciado e de propriedade
pública. Em face de várias considerações em relação ao custo, a interligação
entre os diversos módulos processadores em uma tal rede determinará a
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utilização de um arranjo topológico específico, diferente daqueles utilizados em
redes locais.
Figura 4 - Exemplo de uma rede WAN
Classificação quanto à topologia
A topologia refere-se à disposição dos componentes físicos e ao meio de
conexão dos dispositivos na rede, ou seja, como estes estão conectados. A
topologia de uma rede depende do projecto das operações, da confiabilidade e
do seu custo operacional. Ao se projectar uma rede, muitos factores devem ser
considerados, mas a topologia a ser empregada é de total importância para o
bom desempenho e retorno do investimento de uma rede.
Cada topologia possui suas características, com diferentes implicações quanto
ao desenvolvimento, operação e manutenção da rede, além disso, cada
topologia apresenta duas formas, a forma física e a lógica.
A topologia em sua forma física identifica como os nós está interconectada uns
nos outros. Várias são as formas de interligação, embora as variações sempre
derivem de três modelos básicos, que são as mais frequentemente
empregadas, barramentos, anéis e estrelas. A topologia em sua forma lógica
tem o papel de descrever um esquema usado pelo sistema operacional da
rede, para administrar o fluxo de informações entre os nós rede.
A maioria dos sistemas operacionais de redes utiliza-se de duas principais
topologias lógicas, a Linear e a Token Ring.
Em síntese:
Topologia física - é a física da rede (fios e componentes como
roteadores, concentradores, switches e clientes).
Topologia lógica - define como os meios físicos são acossados pelos
hosts para o envio de dados.
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Barramento
Topologia física
É a topologia mais fácil de instalar. Nas redes de topologia barramento cada nó
é conectado a um único cabo (espinha dorsal), porém esta estrutura deve
completar-se em ambas as pontas com um conector especial chamado
Terminador.
O desempenho de um sistema em barra comum é determinado pelo meio de
transmissão, número de nós conectados, controle de acesso, tipo de tráfego
entre outros fatores.
Isso faz da topologia barramento a mais utilizada, que, ainda, possui alto poder
de expansão utilizando repetidores. Esta rede utiliza o cabo coaxial e o padrão
de comunicação Ethernet.
Figura 4 - Topologia física -Barramento
Anel
Topologia Física
Essa topologia é muito parecida com a topologia Estrela, porém seu
funcionamento lógico é completamente diferente.
Figura 6 - Topologia física em Anel
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Híbrida
Uma topologia híbrida é uma combinação de barramento e anel, utilizado
quando temos a necessidade de interligar duas ou mais redes de diferentes
topologias.
Figura 7 - Topologia física Híbrida
MEIOS DE TRANSMISSÃO
São os meios físicos por meio dos quais dos quais são realizadas as
interconexões entre os computadores e as redes. São classificadas em meios
guiados e não-guiados.
Meios guiados
Cabo coaxial;
Par trançado;
Fibra óptica.
Meios Não-guiados
Transmissão por rádio;
Bluetooth (IEEE802.15.1);
Transmissão por satélites;
Wi-Fi (IEEE 802.11);
WiMAX (IEEE 802.16.
Componentes Físicos De Uma Rede
Placa adaptadora de rede (NIC)
ste periférico é o componente mais importante da estação de trabalho da rede.
Seu objetivo principal é enviar os dados através da rede e receber aqueles
enviados para a estação de trabalho. Embora diversos fabricantes produzam
placas de rede, todas elas podem ser usadas para falar com as outras em
qualquer sistema de rede. O mais importante ponto de compatibilidade é o tipo
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de barramento na estação de trabalho no qual elas estão sendo instaladas.
Você não pode adquirir uma placa de barramento PCI quando na estação de
trabalho só existe barramento ISA.
cantes não conseguiram esgotar os endereços tão cedo. Além do endereço
eletrônico as placas de rede possuem, ainda, duas importantes variáveis que
ditam o comportamento de uma placa, são eles: o endereço de porta e a
interrupção. O endereço de porta é diferente do endereço permanente da
placa.
Também não pode se esquecer de conferir se a placa que esta sendo
adquirida possui suporte para o cabeamento de sua rede. Cada placa é
fabricada com um único e permanente endereço eletrônico. Os fabricantes
licenciam blocos de endereços para fabricarem suas placas e, salvo algum erro
notório por parte do fabricante, este sistema de licenciamento garante que
nunca haverá duas placas com o mesmo endereço. Este endereço é um código
hexadecimal de doze dígitos, que limita a quantidade de endereços disponíveis
em aproximadamente 70 trilhões. Os fabricantes não conseguiram esgotar os
endereços tão cedo
Enquanto o endereço permanente identifica a placa em toda a rede, o
endereço de porta é um número usado pela estação de trabalho para
selecionar um circuito eletrônico local para o qual ele direciona os dados de
chegada e de saída da placa. Um endereço de porta comum é 300h.
A estação de trabalho deve ser configurada para enviar os dados da rede para
o endereço de porta correto e a placa deve ser configurada para reconhecer
quando os dados são enviados para esse endereço.
Se as configurações do hardware não estiverem de acordo, os dados serão
enviados para qualquer outro lugar (para impressora, mouse ou qualquer
outro), a rede não conseguirá responder e a estação de trabalho poderá
simplesmente travar.
Figura 8- Placa de Rede
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Hubs
Hubs são dispositivos usados para conectar os equipamentos que compõem
uma LAN. Como Hub as conexões da rede são concentradas (daí um outro
nome para Hub que é Concentrador), ficando cada equipamento em um próprio
segmento. Ele controla a Rede em função da programação recebida do
servidor que a ele estiver conectado. Assim, podemos definir ramificações da
rede com horários específicos de utilização, entre outras coisas.
Hubs Passivos São pequenas caixas, que têm apenas um conjunto pequeno
de portas para a ligação de estações de computadores em topologia estrela.
Um Hub Passivo pode ser também um painel de fios. Nesse tipo de Hub não
existe amplificação dos sinais. Um hub passivo é resumidamente uma caixa de
junção que não precisa de ligação elétrica, ou seja, é um simples repetidor.
Hubs Ativos Normalmente possui mais portas que os hubs passivos e
regeneram ativamente os sinais deum dispositivo para outro. Requerem ligação
elétrica. Os Hubs Ativos são usados como repetidores para proporcionar uma
extensão do cabo que liga as estações de trabalho.
Figura 9 – hubs
Switch
É um componente utilizado para conectar segmentos de redes locais. Ele envia
pacotes para aporta de saída apropriada, e deve permitir que estações em
segmentos separados transmitam simultaneamente, já que comuta pacotes
utilizando caminhos dedicados.
Colisões não ocorrerão, porém poderá ser experimentada a contenção de dois
ou mais quadros que necessitem do mesmo caminho ao mesmo tempo, que
são transmitidos posteriormente graças aos buffers de entrada e saída das
portas.
Alguns Switches, os de Workgroup, suportam somente uma estação ligada por
porta, enquanto em outros, os de Backbone congestionado, segmentos com
múltiplas estações são ligados a cada porta.
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Em projetos da atualidade em rede, switches são utilizados não só para a
interconexão, mas também para proporcionar um alargamento de banda
disponível.
Esses equipamentos têm um reservatório de banda, que são distribuídos por
suas portas, visando se adequar às necessidades de desempenho específico
do projeto em questão. O Switch deve ser usado quando existem situações em
que é desejada uma melhora de desempenho
Figura 10 – Switch
Repetidores
Os repetidores são um meio de contornar limitações sobre o comprimento do
cabeamento.
Esses dispositivos repetem o sinal de transmissão, permitindo que sua rede se
estenda muito mais do que normalmente poderia.
Eles não são exatamente dispositivos de interconectividade, mas sim
dispositivos para estender um pouco mais uma rede existente.
Figura11 – Repetidores
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Bridge
Bridge é um produto com a capacidade de segmentar uma rede local em sub-
redes, com o objetivo de reduzir tráfegos de mensagens na LAN (aumento de
performance), ou converter diferentes padrões de LAN’s (de Ethernet para
Token Ring, por exemplo).
As Bridges manipulam pacotes, enquanto os repeaters manipulam sinais
elétricos. As Bridges têm vantagens sobre os repeaters, porque não
retransmitem ruídos, erros, ou frames de formação ruim (um frame deve estar
completamente válido para ser transmitido por um Bridge).Conectam duas
LAN’s de mesmos protocolos.
As Bridges atuam lendo o campo de endereço de destino dos pacotes de
mensagens e transmitindo- os quando se tratar de segmentos de rede
diferentes, utilizando o mesmo protocolo de comunicação. Algumas das
atribuições das Bridges são:
Filtrar as mensagens de tal forma que somente as mensagens
endereçadas a ela sejam tratadas;
Armazenar mensagens quando o tráfego for muito grande;
Funcionar como uma estação repetidora comum;
As Bridges também atuam como elementos passivos gerenciadores de
rede, e pode coletar dados estatísticos de tráfego de pacotes para
elaboração de relatórios;
São equipamentos usados para interligar duas LAN’s localizadas a uma
curta distância, ainda que ambas utilizem diferentes meios de
transmissão. Protegem a rede PRONATEC/SEDUC-PI REDES DE
COMPUTADORES 30 resultante em relação à passagem de
perturbações elétricas e erros relativos a dados, mas não em relação a
erros vindos dos níveis superiores do protocolo.
Figura12 – Bridge
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Roteadores
Roteador ou Router é um equipamento responsável pela interligação entre
Redes LAN’s atuando nas camadas 1, 2 e 3 do Modelo de Referência OSI (da
ISO).
Os Roteadores possuem como função, a decisão sobre qual caminho o tráfego
de informações (Controle de dados) deve seguir, ou seja, decide por qual
caminho deve seguir um dado pacote de dados recebido, isto é, a função do
Roteador é fazer o encaminhamento dos pacotes entre duas redes através de
regras, tais como:
Rotas Estáticas inseridas no roteador;
Rotas Dinâmicas nas quais o roteador consegue direcionar pacotes de
dados recebidos por um determinado caminham.
Figura12 – Roteador
Protocolos De Comunicação
Protocolo é um acordo entre as partes que se comunicam, estabelecendo
como se dará a comunicação.
O protocolo é uma descrição formal de um conjunto de regras e convenções
que governam a maneira de comunicação entre os dispositivos em uma rede.
Os protocolos determinam o formato, temporização, sequência, e controle de
erros na comunicação de dados.
Sem os protocolos, o computador não pode criar ou reconstruir o fluxo de bits
recebido de outro computador no seu formato original. Estas regras para redes
são criadas e mantidas por diferentes organizações e comitês.
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Para que os pacotes de dados trafeguem de uma origem até um destino,
através de uma rede, é importante que todos os dispositivos da rede usem a
mesma linguagem, ou protocolo. Podemos imaginar todos os protocolos
empilhados verticalmente em camadas como na figura abaixo:
Figura12 – Protocolos De Comunicação
No exemplo acima a Camada 4 da origem se comunica com a Camada 4 no
computador de destino.
É muito importante frisar que a comunicação é realizada entre camadas pares,
isto é, a camada 4 de origem se comunica com a camada 4 de destino, a
camada 3 de origem se comunica com a camada 3 de destino... Nunca
ocorrerá comunicação entre camadas de níveis diferentes. Isto se deve ao fato
das regras e convenções usadas para uma camada serem desconhecidas para
camadas diferentes.
Seria algo similar como colocar um brasileiro (que só sabe falar português) pra
falar com um japonês (que só sabe falar japonês). Quando um dado é enviado
da origem para o destino, o dado é tratado por todas as camadas, de cima para
baixo, até chegar à camada mais baixa e ser transmitido, por isso costumamos
dizer que a camada N prove serviço para a camada N+1.
Quando o pacote chega ao destino os protocolos desfazem a construção do
pacote que foi feito no lado da fonte. Isto é feito na ordem inversa, de baixo
para cima. Nos protocolos temos três conceitos fundamentais: Serviços,
Interfaces; e Protocolos.
A definição de Serviços informa o que a camada faz e não a forma como as
camadas acima funcionam.
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A Interface de uma camada informa como os processos acima dela podem
acessá la. A interface especifica quais os parâmetros e resultados a serem
esperados.
As camadas de uma máquina estabelecem conversação com as camadas de
nível correspondente de outras máquinas; as regras e convenções utilizadas
nessa conversação são denominadas Protocolos. Na prática, o protocolo é
muito mais complexo do que o modelo mostrado.
Cada camada toma decisões em relação à correção da mensagem e escolhe
uma ação apropriada baseada no tipo de mensagem ou no endereço de
destino.
Modelo ISO/OSI – Modelo de referência
O modelo de referência da Open System Interconnection (OSI) lançado em
1984 foi o modelo descritivo de rede que foi criado pela ISO, por isso é
chamado de ISO/OSI. Ele proporcionou aos fabricantes um conjunto de
padrões que garantiam uma maior compatibilidade e interoperabilidade entre
as várias tecnologias de rede produzidas pelas companhias ao redor do
mundo.
O modelo ISO contém sete camadas conceituais organizadas como:
Figura13 – Camada do modelo ISO
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Camada Física. Especifica a interconexão física, incluindo as características
elétricas de voltagem e corrente. Dizemos que na camada física é responsável
pelos fios, conectores, voltagens, taxa de dados, hubs e tranceivers.
Camada de enlace de dados. O protocolo de nível dois define o formato dos
quadros e especifica como as duas máquinas reconhecem os limites do quadro
e implementa um primeiro nível de detecção de erro. Dizemos que na camada
de enlace é responsável pelo controle de acesso ao meio, placas de redes,
bridges, switches e endereçamento MAC.
Camada de rede. Contém a funcionalidade que completa a definição da
interação entre o host e a rede. Esse nível define: a unidade básica de
transferência na rede; endereçamento lógico; escolha do melhor caminho;
entrega por melhor esforço; transferência de dados confiável através do meio.
Dessa forma a camada de rede é responsável por Endereços IPs,
endereçamentos IPXs, roteamento, protocolos de roteamento e pelos
roteadores.
Camada de transporte. Oferece confiabilidade ao fazer com que o host de
destino se comunique com o host central. É a camada que provê comunicação
fim-a-fim com controle de erro e retransmissão. Também é responsabilidade
dessa camada o controle de fluxo e de congestionamento.
Camada de sessão. Permite que os usuários de diferentes máquinas
estabeleçam sessões entre eles, oferecendo serviços de controle de diálogo,
entre outros.
Camada de apresentação. É voltada a incluir funções de que muitos
programas aplicativos precisam ao usar a rede. Torna possível a comunicação
entre computadores com diferentes representações de dados, pois ela define a
formatação, compressão e construção das estruturas de dados.
Camada de aplicação. São os próprios programas/aplicativos que usam a
rede, comumente necessários para os usuários. Exemplos incluem o correio
eletrônico e o programa de transferência de arquivos
Classificação quanto à arquitetura
Ponto-a-ponto (Workgroup)
A rede ponto-a-ponto também é chamada de não hierárquica ou homogênea,
pois parte-se do princípio de que todos os computadores podem ser iguais,
sem a necessidade de um micro que gerencie os recursos de forma
centralizada.
O usuário pode acessar qualquer informação que esteja em qualquer um dos
computadores da rede sem a necessidade de pedir permissão a um
administrador de rede.
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Neste tipo de rede o próprio sistema operacional possui mecanismos de
compartilhamento e mapeamento de arquivos e impressoras, mecanismos de
segurança menos eficientes, esta arquitetura é indicada para redes com
poucos computadores.
Figura 14 – Rede Ponto a Ponto
Características:
Utiliza sistema operacional do tipo local
Possui limite de máquinas
Possui limite de acessos
Segurança limitada
Mais barat
Cliente/Servidor
A arquitetura Cliente/Servidor é mais sofisticada, nesta arquitetura o usuário
fica dependente do Servidor, uma máquina central, que retém todas as leis de
utilização da rede em um software chamado Sistema Operacional de Rede
(NOS).
Para instalação, configuração e gerenciamento mais complexo, será
necessário ter um profissional habilitado para a função de administrar desta
rede.
Figura 14 – Cliente e servidor
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Características:
•Utiliza sistemas operacionais locais e de rede
•Não possui limite de máquinas
•Gerência o acesso aos recursos
•Muita segurança •Mais cara
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CONCLUSÃO
O estudo sobre redes de computadores permite compreender como a
conectividade transformou o mundo moderno, tornando-se indispensável em
quase todos os aspectos da vida cotidiana e profissional. A evolução das
redes, desde a ARPANET até as tecnologias atuais como a IoT e o 5G,
demonstra um progresso contínuo em busca de maior velocidade, eficiência e
alcance global.
Ao entender o funcionamento das redes, é possível perceber a complexidade e
a importância dos protocolos que garantem a comunicação eficiente e segura
entre dispositivos. A classificação das redes, seja por alcance, tipo de conexão
ou função, ajuda a identificar qual solução atende melhor às necessidades
específicas, enquanto o conhecimento das topologias oferece insights sobre a
organização física e lógica dessas conexões.
Os equipamentos de interconexão, como roteadores, switches e access points,
são os pilares que sustentam o tráfego de dados e possibilitam aplicações
essenciais como comunicação, compartilhamento de recursos, entretenimento
e educação. Assim, as redes de computadores desempenham um papel crucial
na integração de pessoas, empresas e dispositivos, consolidando-se como a
espinha dorsal da sociedade digital.
Compreender todos esses aspectos não só reforça a importância das redes no
presente, mas também destaca sua influência no futuro, moldando novas
formas de interação, trabalho e inovação.
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REFERÊNCIAS BIBIOGRÁFICAS
MORAES, Alexandre Fernandes. Redes de Computadores - Fundamentos. Ed.
Érica. TANENBAUM, Andrew S., Redes de Computadores. Tradução 4ª Ed.
Rio de Janeiro: Campus, 2003.
KUROSE, James F. Redes de computadores e a internet: uma nova
abordagem. São Paulo: Addison Wesley, 2006.
COELHO, Paulo Eustáquio., Projetos de Redes Locais com Cabeamento
Estruturado. 1ª Ed. Instituto Online, 2003.
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GLOSSÁRIO
Access Point (AP): Dispositivo que permite conexões sem fio (Wi-Fi)
em uma rede.
Ethernet: Tecnologia para redes locais com conexão via cabo.
LAN (Local Area Network): Rede de alcance local, como em
residências ou escritórios.
Modem: Equipamento que converte sinais analógicos em digitais para
acesso à internet.
Protocolo: Conjunto de regras que definem como os dispositivos se
comunicam em uma rede.
Roteador: Dispositivo que conecta diferentes redes e direciona pacotes
de dados.
Switch: Equipamento que conecta dispositivos dentro de uma rede e
gerencia o tráfego de dados.
TCP/IP: Conjunto de protocolos que permitem a comunicação entre
dispositivos na internet.
Topologia: Estrutura ou organização física e lógica de uma rede.
WAN (Wide Area Network): Rede de alcance global, como a internet.
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