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Metalurgicos Fim Internet

A revista celebra os 60 anos do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos, destacando suas lutas, conquistas e a importância da defesa dos direitos dos trabalhadores. O documento também menciona a trajetória de líderes sindicais e a necessidade de formação política para as novas gerações. A diretoria atual reafirma seu compromisso com a justiça social e a democracia, incentivando a participação ativa dos metalúrgicos.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Metalurgicos Fim Internet

A revista celebra os 60 anos do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos, destacando suas lutas, conquistas e a importância da defesa dos direitos dos trabalhadores. O documento também menciona a trajetória de líderes sindicais e a necessidade de formação política para as novas gerações. A diretoria atual reafirma seu compromisso com a justiça social e a democracia, incentivando a participação ativa dos metalúrgicos.
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metalúrgicos

de Guarulhos e Região
revista dos 60 anos do sindicato. Abril de 2023. edição comemorativa.

Diretores no ato em defesa


da democracia, na Faculdade
de Direito da USP, Capital.

sindicato forte!
Nosso Sindicato foi fundado em 30 de abril de 1963. Completamos
seis décadas de atuação, lutas, conquistas e serviços para a categoria.
diretoria “metalúrgicos em ação” 1
2 60 anos dos metalúrgicos de guarulhos
NO CENTRO
DA HISTÓRIA
SINDICATO FORTE AOS 60 anos

Esta é uma revista sobre os 60 anos do nosso


Sindicato e não dos 60 anos, o que nos desobriga
de fazer uma revista de história da entidade.
Esperamos ter acertado a mão.

A ideia é registrar a história, mas sobretudo


mostrar a dimensão do nosso Sindicato em 60
anos de vida, lutas, negociações, campanhas,
conquistas, serviços, ações cidadãs e outras
iniciativas em prol da categoria e do povo, num
País de crises cíclicas e marcado por ataques
às organizações dos trabalhadores.

Quanto ao sindicalismo, segue firme nossa


missão de defender o emprego, o salário e os
direitos. Também seguimos comprometidos
com a justiça social e a democracia.

fique sócio
Garanta direitos, receba
assistência e participe das
Do livro “Ilustração Sindical”.
Ilustração: Laerte Coutinho.

lutas metalúrgicas e cidadãs.


Juntos, sempre seremos mais fortes!
[Link]

diretoria “metalúrgicos em ação” 3


expediente 6
O VAQUEIRO
revista dos 60 anos
CHICÃO
Diretor-responsável

20
Josinaldo José de Barros (Cabeça)

Produção esporte
Agência Sindical. Telefone (11) 3159.1961
[Link] metalúrgico
Projeto gráfico
Rodrigo Chinellatto 25
ações sociais

índice
Gisele Lima

Textos e lutas cidadãs


João Franzin, Gil Campos

30
e Ariane Soares

Fotos
Claudio Omena, Rômulo Magalhães,
nosso clube
Carlos Salles e Rafael dos Anjos de campo
Jornalista-responsável
João Franzin - MTb 12.865-SP 38
TRADIÇÃO
Impressão
Gráfica Elyon. Telefone (11) 3783.6527 NO JURÍDICO
Tiragem: 5 mil exemplares. Abril 2023

42
conquistas
de plr

46
PELA JORNADA
DE 40 HORAS

48
participação
da categoria

RUA DOS METALÚRGICOS, 147 - Palco de grandes assembleias


e mobilizações metalúrgicas, especialmente nas décadas de 70/80, épocas
55
de intensas lutas da classe trabalhadora brasileira por salários, direitos entrevista
e retorno do regime democrático. presidente cabeça

4 60 anos dos metalúrgicos de guarulhos


rimeiro, parabéns a todos nós. A todo
MENSAGEM do presidente P metalúrgico e metalúrgica de ontem, às
antigas diretorias, aos funcionários do Sin-
dicato e aos trabalhadores que hoje compõem a
valorosa categoria metalúrgica. Parabéns!

Não existe história sem personagem e todos nós


somos personagens desses 60 anos. Por isso, a
Revista mostra diversas pessoas que atuaram
nas linhas de frente. Muitos mereceriam tam-
bém o registro, mas aí teríamos que produzir
umas 500 páginas.

De todo modo, as fotos, os fatos e depoimentos


dão a dimensão da nossa trajetória e compro-
missos, firmados, lá atrás, em 1963, pelos idea-
listas fundadores do Sindicato dos Metalúrgicos
de Guarulhos e Região.

Nosso Sindicato chega ativo aos 60 anos. O novo


gramado sintético do Clube de Campo, as melho-
rias na Colônia, a instalação de energia solar, os
constantes acordos por pagamento de PLR e o au-
mento na sindicalização atestam essa vitalidade.

Porém, há muito ainda a ser feito e a diretoria


Metalúrgicos em Ação está atenta às demandas.
Por isso, peço que você participe da vida sindical,
traga suas propostas e, por que não, também as
suas críticas.

O metalúrgico é uma categoria indispensável


ao País, tanto assim que temos um dos nossos
na Presidência da República. Somos e sempre
seremos linha de frente nas lutas sindicais,
cidadãs e democráticas.

Avante, metalúrgicos em ação!


Gestão 2021-2025

Josinaldo José de Barros (Cabeça)


Presidente
josinaldo@[Link]

diretoria “metalúrgicos em ação” 5


seis décadaS DE HISTÓRIA

60 anos
de lutas e
conquistas

o vaqueiro que derramou


o suor pelos metalúrgicos CHICÃO - Ele liderou grandes lutas e embates

hicão presidiu o Sindicato de 1987 a O Brasil já estava sob a ditadura militar e, em


C 2001. Quando esse cearense, nascido 1968, o marechal Costa e Silva assinou o AI-5,
em Tauá em 1930, pulou da carroceria endurecendo ainda mais o regime.
de um “pau de arara”, no Brás, em São Paulo,
em 1951 – aos 21 anos, encontrou um mundo “A luta era braba. Mas o trabalhador quan-
desconhecido. Nem sonhava em marcar seu do tem emprego, não tem medo de nada. As-
nome na luta sindical. sim eu pensava”, recorda. Chicão firmou sua
imagem como líder sindical com trabalho nas
Francisco Cardoso Filho se virou como ser- portas de fábricas e greves históricas.
vente de pedreiro tão logo chegou à capital
paulista. Depois, trabalhou em churrasca-
ria e foi também ajudante de caminhão. REPRESSÃO - Em 1978, foi preso pela
Entre 1954 e 1957, conseguiu emprego na primeira vez. Ele conta: “Estávamos numa
Goodyear. Posteriormente, foi para a Meta- fábrica fazendo panfletagem. Uma viatu-
lúrgica Paulista, no bairro da Mooca. ra C-14 recolheu todos”. Foram levados
pra Delegacia. Mas, com ajuda de colegas
Em Guarulhos, começou na linha de monta- da Justiça e da política, Chicão e os de-
gem de motores da Otto Deutz, em Cumbica. mais sindicalistas foram liberados.
Depois trabalhou na Cummins, que incorpo- Vieram outras prisões. Em uma delas,
rou a Otto Deutz. E logo ficou sócio em 1965. foi para o temido Deic, em SP. “Cheguei
lá tremendo. Fui levado para os porões,
Em 1968, já era suplente da diretoria e mi- mas, depois de uma boa conversa, só fui
litava no Partido Comunista Brasileiro (PCB). fichado e ganhei a liberdade”, conta.

6 60 anos dos metalúrgicos de guarulhos


tensão - Campanha salarial era sempre um momento tenso

poupatempo - Chicão reivindicou ao governador Mário Covas

Presidência com 35 mil sócios na base


No Sindicato dos Metalúrgicos de Guaru- gem ao trabalhador: “Todo metalúrgico que
lhos e Região, Chicão foi suplente, diretor, tiver oportunidade tem que estudar, fazer
secretário-geral, vice-presidente. Em 1987, cursos profissionalizantes e se aperfeiçoar.
presidente. Na época, havia 85 mil metalúr- Se não se reciclar e se aprimorar, vai perder
gicos em nossa base. espaço para pessoas mais capacitadas”.

Naquele ano, Chicão liderou greve na Bar- SINDICALIZAÇÃO - Outra orientação do ex-
della, com cerca de 2.400 trabalhadores. Ele presidente: “Nunca deixe de se associar ao
conta: “Parei a fábrica por 15 dias, em todos Sindicato, onde as pessoas só pensam no
eles consultando os trabalhadores e nego- bem-estar da categoria. É importante, acima
ciando com a empresa. Tivemos sucesso. de tudo, participar das lutas sindicais”.
Quando era hora de acabar com o movimen-
to, falei aos trabalhadores e eles acataram.
Conseguimos 120% de aumento, equipara-
ção salarial e outros itens”.

Em 2000, com o apoio da categoria, Chicão


foi eleito vereador de Guarulhos. Permane-
ceu até 2004. Ele diz: “Tentei fazer o melhor,
mas minha política sempre foi sindical”.

ESTUDO - O ex-presidente deixa mensa- UNIÃO – Chicão, Medeiros e lideranças metalúrgicas

diretoria “metalúrgicos em ação” 7


PEREIRA - Durante manifestação na Fiesp

entrevista com pereira


futuro requer formação
O êxito do sindicalismo dependerá ficarão sem amparo algum. Aí a negociação
será entre empregado e patrão, e a raposa to-
muito da formação política
mará conta do galinheiro”, alerta

ereira é otimista. Para ele, o sindi- GESTÃO - Lutas e realizações marcaram


P calismo tem futuro promissor, prin- sua gestão, tais como a construção da sede
cipalmente com a volta de Lula à do Sindicato, a reforma do Clube de Campo
Presidência. Mas alerta: “É preciso investir com a compra de área para o parque aquáti-
na formação política dos jovens. Eles preci- co, projeto de Hotel-Colônia em Praia Grande
sam saber que, sem Sindicato, não haveria (vendida, depois, pra que o Sindicato resis-
paz social, que tudo o que temos é fruto da tisse aos arrochos impostos pelos governos
luta do pai, do avô, dos antepassados”. Temer e Bolsonaro), reforma da Colônia de
Férias em Caraguá, com a construção de mais
José Pereira dos Santos presidiu nosso Sin- apartamentos, entre outros benefícios.
dicato entre 2001 e 2021.
PARA A FAMÍLIA - “Sinto muito orgu-
DITADURA - “Depois de reconquistar a de- lho. Tudo o que construímos foi com
mocracia, o Movimento Sindical não engajou o dinheiro dos metalúrgicos, para ser
os jovens na luta. Eles cresceram pensando usufruído em benefício do trabalhador
que tudo que temos foi o governo que deu. e de sua família”, diz Pereira.
Se acabar a Convenção Coletiva, por exemplo,

8 60 anos dos metalúrgicos de guarulhos


A infância de Pereira foi dura. Fome e pé no
chão sob o calor escaldante dos fornos de
uma carvoaria. Ele tinha só 10 anos.

Nasceu em Veredinha-MG, em 1959. Tentou


estudar numa escola rural, mas a necessida-
de falou mais alto. Voltou pra carvoaria. Ain-
da com 12 anos, saiu de casa pra trabalhar
em uma fazenda, no Sul de Minas.
JUVENTUDE - Desde cedo, ele mostrou sua liderança
GUARULHOS - Aos 18 anos, obteve empre-
go em supermercado de Guarulhos. Jornada ALFABETIZAÇÃO - Entrou no Mobral e diz
de 12 horas. Convenceu os colegas a marcar que até os dias de hoje está se alfabetizando:
as horas extras no cartão de ponto. Ali co- “Comecei a estudar adulto. Hoje estou na Fa-
meçou sua liderança, mas veio a demissão. culdade de Ciências do Trabalho do Dieese”.

De guarda de banco a liderança sindical

Pereira conheceu o Partido Comunista Brasi- de Segurança foi para a Produção. Na época,
leiro por intermédio de dirigentes de amigos o presidente Francisco Cardoso Filho (Chicão)
metalúrgicos. Na época, era vigilante bancá- procurou Pereira pra formar uma chapa. Cha-
rio. Ouviu no rádio que seus colegas da Ca- pa formada, eleição vitoriosa. Posse em 1987.
pital tinham cruzado os braços por melhores Pereira era o último suplente.
salários. Sozinho, tentou parar os guardas de
banco em Guarulhos. AMEAÇAS – Foi ameaçado de demissão
na Microlite depois que se sindicalizou. Até
SEGURANÇA – Foi depois trabalhar de se- pra ir ao banheiro, tinha que pedir ao che-
gurança no Grupo Saturno, da Microlite. De fe. No primeiro ano de mandato, comandou
lá, começou sua peregrinação deixando cur- campanha salarial na fábrica, conseguindo
rículos nas empresas. Logo depois foi chama- parar 3 mil companheiros por 10 dias. O
do pela Randon. Tudo pronto pra começar, pessoal da Ferramentaria estendeu a greve
a Microlite o chamou de volta ao emprego. por mais três dias.
Ficou lá até 2006, quando se aposentou.
CONQUISTAS – Sua primeira campanha sa-
SINDICATO – Fez curso de Controlador de larial foi vitoriosa: estabilidade de 60 dias, 13%
Qualidade no Sindicato, onde se associou em de reajuste, cesta básica, reforma do refeitó-
4 de abril de 1983. Com o diploma pelo Senai, rio e melhoria da alimentação.

NOSSOS aliados - Marinho, Pereira e Lula Alckmin - Governador recebe livro Perfil da Categoria

diretoria “metalúrgicos em ação” 9


uma história de Lutas

60 anos

Edmilson Felipe Neri


consciência de classe no Sindicato
mpossível falar da história do Sindica- ORGANIZAÇÃO - Edmilson Neri relembra:
I to sem ouvir o depoimento do nosso- “Criamos a Associação de Metalúrgicos. De-
ex-presidente Edmilson Felipe Neri. pois de 90 dias, conquistamos autorização da
Confederação - CNTI para iniciar a documen-
Ele foi um dos líderes da luta que conquis- tação do nosso Sindicato”.
tou para Guarulhos autonomia frente ao
Sindicato de SP. Assim, no dia 30 de abril de Membro do Partido Comunista Brasileiro
1963, recebemos das mãos de Almino Afon- (PCB), Edmilson, que enfrentava perseguições
so, ministro do Trabalho de João Goulart, a políticas, viu a pressão crescer no Sindicato.
nossa Carta Sindical.
INTERVENÇÃO - Ele conta: “Desde a fun-
“Nosso Sindicato surgiu da necessidade de dação, já éramos considerados Sindicato de
uma representação mais próxima do traba- comunistas. Antes da entidade completar um
lhador. Pertencer à base da Capital dificulta- ano, veio o golpe militar. A intervenção pegou
va nossa mobilização”, conta. Na época, ele milhares de Sindicatos, incluindo o nosso”.
morava na Vila Maria, Zona Norte de SP. O regime nomeou interventor Joaquim dos
Santos Andrade, Joaquinzão, metalúrgico de
São Paulo. Ele já era conhecido de Edmilson.

“Eu sempre me identifiquei com gregos e


troianos. E conversava com todos. Durante
um ano de intervenção, conseguimos reor-
ganizar os trabalhadores e convocar novas
eleições no Sindicato.”

Em 1969, Edmilson assumiu o cargo de te-


soureiro. Depois permaneceu seis anos como
secretário-geral no Sindicato.

ALIADO - Foi de Joaquinzão que ele recebeu


uma das primeiras visitas quando assumiu a
PAUTA - Edmilson, Paixão e Marangon presidência de nosso Sindicato.

10 60 anos dos metalúrgicos de guarulhos


UNIDADE - Joaquinzão, Edmilson e José Firmo

PRESIDÊNCIA - Em 1978, foram realizadas PARTIDÃO - Aos 14 anos, já exercia ati-


novas eleições e o fundador Edmilson Neri vidade de secretário no PCB no Estado da
assumiu a presidência. Dirigiu o Sindicato por Paraíba. E mantinha contatos com Brizola,
nove anos. Julião (das Ligas Camponesas), Prestes, Ar-
GREVE - Naquele ano, aconteceu a greve que raes, entre outros líderes.
mais marcou sua vida sindical. Ele lembra: “Pa- EXÉRCITO - Aos 18 anos, serviu o Exérci-
ramos todas as fábricas de Guarulhos, incluin- to e encontrou nos ensinamentos militares
do as multinacionais, por 15 dias. Nossas o que já aprendera no Partidão:
reivindicações eram reajuste real Planejamento, Organização,
do salário, comissões de fábri- Formação, Informação e
cas, delegados sindicais e res- Disciplina.
peito à Convenção Coletiva”. CUBA - Em 1962, foi
A primeira Convenção ti- a Cuba em missão do
nha 12 itens. Em 1979, a Partido. Teve contato
segunda já subiu pra 30. com até com Fidel e
“Quando saí da Presidên- Che Guevara. No Rio,
cia do Sindicato, nossa o PCB lhe deu outra
Convenção tinha mais de missão: organizar os
80 cláusulas”, lembra. metalúrgicos do Estado.
A mais importante, destaca, Na Retífica A. Pinheiros,
foi a que reduziu a jornada de 48 se tornou amigo do cantor
para 44 horas semanais, ainda em Aguinaldo Timóteo, então, en-
1978. Dez anos depois, a Constituição sacra- carregado na fábrica.
mentou a jornada em todo o País. PROFISSÃO - Se formou em Contabilidade
PARAÍBA – Edmilson Felipe Neri nasceu na e depois Torneiro Mecânico pelo Senai.
Paraíba, em Santa Rita, em maio de 1940. Pai DITADURA - “Cheguei a ser detido em três
comerciante, comunista. Mãe, operária têxtil. ocasiões.”
INFÂNCIA – Ele se criou na Vila Operária da LULA - “Tive divergências com Lula. Mas
fábrica onde a mãe trabalhava. Acompanha- chegávamos a dormir no chão do Sindicato
va o pai em panfletagens e colagens. pra, no outro dia, fazermos panfletagens.”

diretoria “metalúrgicos em ação” 11


12 60 anos dos metalúrgicos de guarulhos
aposentados
com Sindnapi, em prol dos idosos
A cada dia, a terceira idade é mais ativa, quartas-feiras. Basta agendar. O Jurídico dá
busca espaço político, pleiteia direitos e co- entrada na aposentadoria, faz revisão, conta
bra do Estado novas políticas públicas. tempo de contribuição e orienta sobre bene-
fícios. Sandra explica: “É possível fazer a revi-
Mas, pra fazer sua voz ser ouvida, os velhos são e saber se existe algo deixado pra trás, e
trabalhadores sabem que precisam se orga- que pode aumentar a aposentadoria”.
nizar. Hoje, a principal organização é o Sin-
dicato Nacional dos Aposentados da Força FIQUE SÓCIO - Compareça com os docu-
Sindical - o Sindnapi. mentos pessoais. Os benefícios são muitos.

Após 22 anos de fundação, o Sindnapi já MENSALIDADES - Há dois tipos. O de 0,6%,


é um Sindicato nacionalmente organizado, na folha de pagamento do INSS, e o de 2,5%.
com dezenas de subsedes. Em Guarulhos, O primeiro garante descontos em farmácias,
funciona na rua Etore Thomas Tamassia, clínicas médicas e odonto, laboratórios, en-
48, Centro. De segunda a sexta, das 7h15 às tre outros. O sócio também tem acesso às
16h15. Sua ação cobre ainda Santa Isabel, colônias de férias no litoral paulista.
Igaratá, Arujá e Itaquaquecetuba.
VIVER MELHOR - Quem opta pelo descon-
Coordena a subsede nosso diretor José Bar- to de 2,5% tem acesso ao Viver Melhor. Esse
ros da Silva Neto. Atende no local a professo- plano oferece seguro de vida, assistência fu-
ra Sandra Santos. Barros diz: “O aposentado neral, prêmios mensais de R$ 15 mil, remé-
não tem mais que ir ao Centro da Capital. A dios grátis, assistência residencial (elétrica,
subsede oferece todo o atendimento”. hidráulica e chaveiro) e até proteção digital.

JURÍDICO - Três advogados atendem às informações - Pelo telefone 2479.3688.

“Guarulhos é a segunda maior cidade do Estado. Tem um grande número de trabalhadores


e uma forte tradição sindical. A subsede atende a uma necessidade real dos trabalhadores
de toda a região. O Sindnapi faz um bom trabalho, porque é pra isso que existimos: bem
atender aposentados, pensionistas e idosos em geral.”

João Batista Inocentini - Presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos

diretoria “metalúrgicos em ação” 13


antOnio augusto de jesus

testemunha viva

fundador
e idealista
ntonio Augusto de Jesus é um dos INFÂNCIA - Morava em chácara na Vila
A nossos fundadores. É memória viva e Galvão. É o segundo de 11 irmãos. Ao lado
ativa, pelas lutas sindicais e também da Igreja de Santana, Zona Norte/SP, havia
por anos de dedicação ao Clube de Campo. a Metalúrgica La Fonte. Foi seu primeiro em-
prego. Perdeu o pai aos 16 anos. Chegou a
Com 13 anos, entrou de aprendiz na Meta- ser preso na ditadura. “Mas conseguimos
lúrgica La Fonte, SP, ganhando meio salário estruturar o Sindicato. Fiz parte da comissão
mínimo. A empresa acabou com o prêmio de de compras da antiga sede”, ele conta.
produção e os mais de 1.000 operários cru-
zaram os braços. Foi sua primeira greve e ele COLÔNIA - “Nos anos 1970, vários Sindicatos
acabou demitido. tinham área em Praia Grande. Foram reivindi-
car ao governador Egydio Martins, que viu a
A Ação Católica Operária o escalou pra aju- possibilidade de incentivar o turismo no Lito-
dar a organizar os companheiros em Guaru- ral Norte. A gleba em Caraguá era um brejo.”
lhos. E foi o que ele fez.
CONQUISTAS - “Em 1979, o Sindicato já
FILIAÇÃO - Homem de esquerda, se apro- havia conseguido Convenções avançadas,
ximou do Partido Comunista Brasileiro, ini- assegurando direitos aos metalúrgicos.”
ciando a luta pra fundar o Sindicato dos
Metalúrgicos de Guarulhos. Em 1981, ele comandou um piquete de
três mil, na chamada “Greve das Diretas”.
BASE - Pra criar o Sindicato, a lei exigia Ele relembra: “O piquete saiu da Cindumel,
2.100 associados, no mínimo. Com o núme- passando pela Borlem e Microlite. Os mani-
ro atingido, foi dada entrada na papelada festantes pararam na Mannesmann (Cecap).
em janeiro de 1963. Em 30 de abril, nosso A empresa radicalizou. A PM chegou e ata-
Sindicato foi oficializado. cou a multidão, gerando grande tumulto”.

MORTE - Com pedras, os operários enfren-


taram os policiais armados de cassetetes.
Antonio Augusto tentou controlar os com-
panheiros no gogó. Aí o pior aconteceu: um
militar passou mal, infartou no meio da rua
e morreu. “A repressão aumentou. Centenas
de trabalhadores ficaram feridos. Mas con-
IDEALISTA - Ele mantém os ideais da juventude seguimos evitar um massacre”, disse.

14 60 anos dos metalúrgicos de guarulhos


ex-diretores do sindicato

eles são parte dessa história


“O Sindicato representa boa parte da minha “Tenho a mesma idade do Sindicato: 60 anos.
história. Me emociona participar desses 60 Vinte anos da minha vida foram no sindica-
anos de lutas. Desde a década de 1980 sou lismo, aprendendo a luta e aguçando minha
desta grande família. Todos os metalúrgicos visão política. Aprendi a importância do Sindi-
estão de parabéns.” cato na vida do trabalhador. Fico emocionado
Domingo Mascena (Fuminho), ex-diretor com esta data tão especial.”
e administrador do Clube de Campo. Augusto Valdomiro Knupp, ex-diretor.

“Falar do Sindicato é falar da minha vida, “O Sindicato cresceu na luta, determinação


dos momentos de lutas, conquistas e e dedicação ao trabalhador. Chegamos aos
defesa dos metalúrgicos. Nossa categoria 60 anos respeitados na base. Toda diretoria,
está de parabéns pelos 60 anos do Sindica- colaboradores, dirigentes e, em especial, os
to. Aprendemos nas portas de fábrica e nos trabalhadores estão de parabéns. O Sindicato
movimentos. E a luta não vai parar.” sempre será a minha segunda casa.”
Paulino Vieira Salvador, ex-diretor. José Dilton Braga (Vanuza), ex-diretor.

“A história do Sindicato se confunde com a “Os 60 anos do Sindicato me fazem lembrar


história da minha vida. Assinei a ficha muitas lutas. Mas, principalmente, o final da
de sócio em 1962. Hoje somos uma potência. ditadura, em 1984, quando iniciei no sindicalis-
O Sindicato é um mosaico das histórias dos mo. A gente não tinha liberdade. Vivemos dias
antigos dirigentes e da classe metalúrgica. de truculência. Agora, somos fortes. Parabéns
Parabéns, trabalhadores.” aos metalúrgicos.”
Antonio Roberto Mariano, ex-diretor. Jorge Gonçalves (Mangueira), ex-diretor.

diretoria “metalúrgicos em ação” 15


uma história de Lutas

meio ambiente
Sindicato adota energia SOLAR,
ecológica e mais barata
COLÔNIA DE FÉRIAS, SEDE Quem responde pela instalação das placas
fotovoltaicas e de todo o sistema que faz
E CLUBE DE CAMPO JÁ
chuveiro aquecer, luz iluminar, elevador e
UTILIZAM ENERGIA limpa equipamentos funcionarem é a SolBell Solar,
empresa guarulhense, na Vila Galvão. Em fins
Sindicato completa seis décadas dia de novembro, o Sindicato gravou entrevista
o 30 de abril e avança na melhoria do na qual o engenheiro Lucas Trettel, titular da
meio ambiente. empresa, explica o que é essa energia, por
qual razão é limpa, suas vantagens e por que
Graças a um investimento de grande por- ela economiza na conta do Sindicato.
te, nossa entidade passou a utilizar energia
solar, captada por meio de placas fotovoltai- PIONEIRO - “Nosso Sindicato, pode-se dizer,
cas. O sistema já funciona integralmente na é pioneiro na utilização da energia que não
Colônia de Férias e na sede central. No Clube envenena o ar, não exige derrubar árvores ou
de Campo as obras estão avançadas. construir grandes reservatórios com turbinas
de energia hidrelétrica”, explica o presidente
Nossa opção pela energia limpa, que não Josinaldo José de Barros (Cabeça).
polui o ar e preserva o meio ambiente, se
deve a alguns fatores: 1) Compromisso do Para ele, as energias limpas vieram pra ficar,
Sindicato com a preservação da natureza. 2) começando a deixar pra trás formas muito
Uso adequado de novas tecnologias no setor caras, como as termoelétricas e hidrelétri-
energético. 3) Economia na conta mensal. cas. Ou perigosas, caso da energia nuclear.

16 60 anos dos metalúrgicos de guarulhos


COLÔNIA DE FÉRIAS - Os 38 apartamentos Essa energia é TAMBÉM
da Colônia em Caraguatatuba, Litoral Norte,
já utilizam a energia limpa. Foram instaladas
lucrativa. Depois de
124 placas fotovoltaicas no teto do imóvel. O cinco anos, DÁ RETORNO
sistema não oferece riscos aos usuários.
Bem-estar e economia. Essas palavras re-
A energia solar também garantirá economia sumem o uso de energia solar na sede, no
no custo de nossa Colônia. Isso trará condi- Clube ou na Colônia. Explica o engenheiro
ções de, no futuro, os apartamentos terem ar da empresa SolBell Solar, Lucas Trettel: “A
condicionado. “Em breve, teremos dimensão energia solar traz ganhos ao usuário, reduz a
dessa economia e também faremos a proje- conta mensal, beneficiando também o meio
ção de quanto vamos economizar durante ambiente”. Ele diz: “Com as placas, os imó-
um ano”, diz nosso diretor Eduardo Apóstolo veis do Sindicato vão produzir boa parte da
dos Santos, o Tieta, gerente da Colônia. sua própria energia elétrica”.

CLUBE - Pela dimensão do nosso Clube de Mas o que fazem as placas? Elas transfor-
Campo - sete alqueires e todos os equipa- mam irradiação solar em energia elétrica por
mentos de lazer -, as placas de energia solar meio de equipamentos, que são os módulos
serão instaladas gradativamente. fotovoltaicos e os inversores de frequência.

Após análise, o Sindicato optou por instalar ECONOMIA - O sistema funciona simul-
o máximo de placas fotovoltaicas sem alte- taneamente com a rede da concessionária
rar muito o sistema de média tensão que EDP. Com sol forte, alimenta os imóveis do
abastece o local: serão 580 no ginásio polies- Sindicato e o excedente escoa pra rede. Isso
portivo e 70 nas piscinas. gera créditos. Nos dias nublados, a potência
do sistema opera em níveis mais baixos e ele
SINDICATO - Em nossa sede central foram se alimenta dos créditos gerados em dias
instaladas 118 placas fotovoltaicas. Cada uma mais ensolarados.
mede 2m28 X 1m13 e pesa 28 quilos.
RETORNO - O sistema tem vida útil mínimo
O uso da energia limpa expressa a respon- de 25 anos. Ou seja, em cerca de cinco anos
sabilidade social da diretoria “Metalúrgicos se completa o retorno do investimento. Diz o
em Ação” e cumpre a agenda moderna do engenheiro: “O investimento que a categoria
desenvolvimento sustentável. está fazendo é seguro e vantajoso”.

CLUBE - Local recebeu 650 placas fotovoltaicas caraguá - Colônia se abastece com energia solar

diretoria “metalúrgicos em ação” 17


tereza

memória
e história
Desde 1963, ela trabalha
e atua para a categoria
e nosso Sindicato

la trabalha com os Metalúrgicos des- Hoje, trabalha em nossa Secretaria. “Vi co-
e de janeiro de 1963. “Era Associação meçar a sede na rua dos Metalúrgicos, a Co-
ainda. Sindicato mesmo só em abril lônia em Caraguá, o Clube e a sede atual”, diz.
daquele ano, quando o presidente João Gou-
lart nos concedeu a Carta Sindical”, conta. MUDANÇAS - Tereza recorda das grandes
assembleias na rua, pois o plenário era insu-
Tereza Maria Fernandes da Luz é a nossa ficiente. Lembra de quando havia mais de 80
mais antiga funcionária. Durante muito tem- mil na base e das ondas cíclicas de demissão.
po, cuidava do atendimento de associados e
dependentes. Trabalhar num Sindicato é diferente. Ela diz:
“O clima é de amizade entre funcionários e
A década de 1980 teve muitas greves e cri- diretores. Aos 72 anos, sou realizada. Faço o
ses. “Eu ia pra greve com os diretores. Ainda melhor que posso e espero ter ajudado muita
era ditadura. Havia muita repressão”, relata. gente, porque Sindicato é solidariedade.”

9.4082.8383 (falar com Oswaldo)

18 60 anos dos metalúrgicos de guarulhos


tragédia

Donizete (Pica-Pau) Osvaldo (Poeira) José Carlos (Barba) Geraldo (Geraldão)

ACIDENTE MATOU DIRETORES


ulho de 1990. Nosso Sindicato viven- de Extrema. No retorno ao local do Seminá-
j ciou a mais dolorosa tragédia em 60 rio, o Fusca, conduzido por Donizete, bateu
anos. No dia 21, quatro companheiros num ônibus, pegou fogo e todos morreram.
morreram em acidente de carro na rodovia
Fernão Dias. Eles tomariam posse uma sema- COMOÇÃO - As mortes causaram comoção
na depois como diretores da entidade, presi- no sindicalismo nacional. O ministro do Traba-
dida por Francisco Cardoso Filho (Chicão). lho da época, Antônio Rogério Magri, compa-
receu ao velório na quadra da antiga sede do
Donizete Vilhena (Pica-Pau), de 34 anos, Os- Sindicato. A despedida durou dois dias, tama-
valdo Marinho de Araújo (Poeira), 40 anos, nho o afluxo de metalúrgicos e populares.
José Geraldo dos Santos (Geraldão), 37 anos,
e José Carlos da Silva (Barba), 34 anos, mor- A missa de sétimo dia foi celebrada na Matriz
reram na hora. O Fusca do Sindicato bateu de Guarulhos, dia 26. No boletim Companhei-
de frente com um ônibus. ro Metalúrgico, dia 24 daquele mês, Chicão
escreveu: “A grande homenagem que pode-
Eles iriam participar de um Seminário de mos prestar a esses companheiros é realizar
formação no Hotel Fazenda da Federação uma luta ainda maior contra o que ocorre
dos Metalúrgicos, em Vargem-SP. A como- neste País que não valoriza os trabalhadores.
ção foi geral no movimento sindical.
A morte dos nossos diretores, assim como
LIVRAMENTO - José Pereira dos Santos, de qualquer outro trabalhador, deve ser mo-
que na época assumiu a Vice-Presidência do tivo maior para continuarmos a nossa luta
Sindicato, foi dado como morto no aciden- contra a miséria e o arrocho”.
te. Ele relata: “Estávamos na lanchonete da
antiga sede nos preparando pra viajar. Eu
iria de carona com Donizete, que foi meu
companheiro no Partidão. Chicão chegou
e, como estava sozinho, me chamou pra
acompanhá-lo na viagem. Segui com Chicão.
Ou seja, ele salvou minha vida”.

MORTES - Os quatro viajaram à noite. Antes


de ir pro hotel, resolveram seguir até a cidade DESPEDIDA - Velório dos companheiros durou dois dias

diretoria “metalúrgicos em ação” 19


esportes

metalúrgicos tÊm tradição,


técnica e grandes atletas

gramado tinindo melhorar o lazer e o esporte da categoria.


de novo é a grande O campo dos Metalúrgicos atualmente é o
melhor da cidade e região.
atração dos boleiros
Três meses de trabalho garantiram um novo
ossa categoria tem tradição esportiva. gramado sintético e melhorias no campo. A
N Os atletas metalúrgicos fazem bonito, inauguração ocorreu no Dia do Trabalhador
na quadra ou no campo. O Sindicato (1º de Maio) de 2022, num grande evento
realiza campeonatos de futebol de campo e com a categoria e atletas renomados, como
futsal, prestigiados na região. Ricardo Rocha, Amaral e Vladimir.

O Ginásio Poliesportivo e o Campo de Diz Ricardo Rocha, ex-zagueiro


Futebol, com gramado sintético no- da Seleção Brasileira nas Copas
vinho, no Clube de Campo (Par- do Mundo de 1990 e 1994:
que Primavera), são os grandes “Esse novo gramado sintéti-
atrativos do nosso esporte. co do campo dos Metalúr-
gicos ficou excelente. Muito
Em 2022, retomamos as com- honrado em participar des-
petições de quadra e campo, se momento com a diretoria
paralisadas pela pandemia. O Sin- e os trabalhadores”.
dicato aproveitou pra trocar o gra-
mado sintético e fazer outras reformas. ORIGEM - Iniciamos nossas com-
petições no futebol de campo em [Link]
Com investimento de grande porte, a dire- Torneio de Futebol dos Metalúrgicos. O time
toria “Metalúrgicos em Ação” pôs em prática da Ford conquistou o título. Em 1994, o nome
uma das suas principais propostas, ou seja, da competição foi mudado pra Campeonato.

campo - Diretores sempre presentes nos eventos poliesportivo - Nosso Ginásio é espetacular

20 60 anos dos metalúrgicos de guarulhos


O MELHOR - Não há na região nada com essa qualidade

No primeiro torneio, a U.M. Usinagem e Me- gos. Campeonatos regionais, organizados


cânica foi a campeã. O 2º Campeonato, em pelas Ligas de Guarulhos, acontecem tam-
1995, ficou com a Belzer. A Yamaha foi quem bém em nossa quadra.
mais conquistou títulos até hoje: seis taças.
LOCAÇÃO - O novo gramado sintético é
Também realizamos o Campeonato de Fute- procurado por muitas equipes. A quadra no
bol dos Veteranos. A Scai e a Hayes Lemmerz Ginásio Poliesportivo também. A demanda
(ex-Borlem) conquistaram o título na primei- para o campo de futebol é grande, mas o as-
ra e segunda edições - 2009 e 2010. Outras sociado tem preferência. Basta ligar na Se-
competições tiveram como palco o nosso cretaria do Sindicato e obter as informações
campo, como a Copa dos Campeões do Fute- sobre horários e taxa cobrada, que ajuda a
bol Metalúrgico. A primeira, em 2014. manter nossos espaços esportivos.

Futsal - O futebol de quadra conquistou O Departamento de Esportes do nosso Sin-


os metalúrgicos e também já virou tradição. dicato existe desde 1992. Seu primeiro dire-
O 1º Campeonato de Futsal Metalúrgico, em tor foi Juscelino Marcelino Moreira (Hulk).
2004, foi vencido pela Projecta.

Em 2022 aconteceu a 16ª edição. Na quadra


do Ginásio Poliesportivo, Feeder e Dyna fize-
ram jogo emocionante. A Feeder levantou a
taça. Repeteco da final de 2019. A disputa do
Futsal ocorre sempre no segundo semestre.

Nosso Ginásio Poliesportivo também tem


grande procura por quem não é metalúrgi-
co - espaço é grande, com estacionamento
seguro. É ali que a Federação Paulista de
Futsal costuma realizar seus principais jo- Pioneiro – Hulk foi o primeiro diretor de Esportes

diretoria “metalúrgicos em ação” 21


feeder - Comemoração do título de campeão 2023

esporte amador

Diretoria valoriza e apoia


N osso Departamento organiza as ati-
vidades, e garante o esporte da cate-
propiciando passeios em trilhas ladeadas de
verde, natureza e ar puro.
goria. Ele é formado pelos diretores Ricardo
Pereira de Oliveira, Pedro Pereira da Silva Escolas - Outra proposta analisada pelo
(Zóião), Robson Amadeu de Andrade, Alex Departamento, é abrir o Clube de Campo
Sandro de Lima, José João da Silva (Jau) e José para visitação de escolas, com monitora-
Pedro da Silva (Carioca). mento. Explica Ricardo: “Estudamos disponi-
bilizar nossa área de lazer pra excursões. As
Ricardo diz: “Não medimos esforços em crianças passariam um dia. Com banho de
prol do esporte e lazer dos metalúrgicos”. piscina, acompanhados por salva-vidas, lan-
ches e atividades culturais”.
Trilhas - Novos projetos estão sendo es-
tudados. Um deles é implantar categorias Troféus - Logo na entrada do Ginásio Po-
esportivas como o Futvôlei. Outra ideia é re- liesportivo fica a “Sala de Troféus”, com fotos
ativar as trilhas no Clube de Campo. “Pode- de jogos e Campeonatos. “É uma forma de
mos reabrir até cinco quilômetros de trilhas, deixar pra história os principais momentos
com mapeamento e guia”, afirma Ricardo, do esporte metalúrgico”, diz Ricardo.

carioca - Diretor sempre presente VANUZA - Dirigente participativo RAQUEL E RICARDO - E o goleador

22 60 anos dos metalúrgicos de guarulhos


SOCIAL

bela FESTA DAS CRIANÇAS


t radição que já se consolidou. Sempre
no Clube de Campo, reúne as famílias
o robô, uma das atrações especiais, fez a
alegria da criançada e dos adultos também.
com muita animação. Em 2022, cerca de cin- Outra sensação foi a máquina fotográfica ta-
co mil pessoas estiveram no Clube, levando manho-família, que tirava a foto, imprimia e
descontração, colorido e alegria ao evento. entregava no ato o porta-retrato. Tudo grátis.
Também teve refrigerante, água, pipoca,
As famílias concorreram a prê- salgadinhos e cachorro-quente.
mios, como finais de semana
gratuitos em nossa Colônia Dentro de cada categoria estão as
de Caraguatatuba e atrações famílias trabalhadoras. A alegria,
do Shopping Internacional, a harmonia e o bem-estar das fa-
como Boliche e NeoGeo. mílias são metas que o Sindicato
busca cumprir, dia a dia, semana a
ATRAÇÕES - Das brincadeiras, semana, mês e mês, ano a ano.

ALIMENTAÇÃO - Teve lanche pra todo mundo atração - Robô fez a alegria geral da criançada

diretoria “metalúrgicos em ação” 23


PROJETO - Instituto já atendeu milhares de crianças carentes e familiares

trabalho SOCIAL
Meu Futuro promove inclusão
classe dominante ignora os pobres e os ATIVIDADES - Os alunos participam de ati-
A governos não têm políticas capazes de vidades físicas e esportivas. Também desen-
romper o ciclo histórico de exclusão. volvem seus talentos na arte e cultura.

O Instituto Cultural e Esportivo Meu Futuro é ALIMENTAÇÃO - As crianças recebem café


o contrário disso. Atualmente, acolhe 60 crian- da manhã, almoço e café da tarde.
ças carentes e também apoia suas famílias.
NATUREZA - Despertar não só a consciên-
Esse importante projeto nasceu em ou- cia social, mas também a ambiental é uma
tubro de 2002, por iniciativa do então pre- das missões do Projeto. Os alunos exploram
sidente José Pereira dos Santos. E um dos o Clube de Campo de maneira consciente,
nossos primeiros apoiadores é o Sindicato preservando a natureza e aprendendo a uti-
dos Metalúrgicos da Bélgica. lizar a água sem desperdício.

As crianças e pré-adolescentes atendidos PASSEIOS - O “Meu Futuro” organiza pas-


moram perto do nosso Clube, no Parque Pri- seios a museus, teatros e parques. E participa
mavera. Idades variam de oito a 15 anos. de datas comemorativas. As crianças rece-
bem cestas e kits de presentes de empresas
O Instituto mantém equipe com arte-edu- ou pessoas que apadrinham a garotada.
cadores, psicóloga e assistente social. As
turmas são divididas por grupos conforme AGASALHOS - Campanha do Agasalho e
a idade. A socióloga Valclécia Trindade é a distribuição de leite são outras ações do
atual gestora do Projeto. “Meu Futuro”. O presidente é nosso diretor
Alex Lima. Ele afirma: “O Instituto transfor-
ma pra melhor a vida das pessoas”.

CONFEITARIA - Cursos estimulam aptidões ZOOLÓGICO - Uma das visitas educativas dos alunos

24 60 anos dos metalúrgicos de guarulhos


SOCIAL
Atuação sindical estimula
solidariedade e doações

cesta básica - Diretores Cabeça e Tieta em ação ajuda - Antonio e Alex entregam as cestas recebidas

tarefa sindical buscar melhorias aos a famílias afligidas pela crise econômica, que
é trabalhadores. Sejam trabalhistas, se- se agravou no último governo.
jam cidadãs. O objetivo é um só: melho-
rar a qualidade de vida da família metalúrgica. Outra iniciativa é a Campanha do Agasalho,
que recebe doações de roupas de inverno,
Nosso Sindicato tem essa tradição. A dire- cobertores, meias, sapatos, luvas e toucas,
toria “Metalúrgicos em Ação” trabalha firme levando calor aos que têm frio.
nesse sentido, por meio de ações sociais e
cidadãs, muito além da atuação em portas Segundo nosso secretário-geral José Car-
de fábrica. los Santos Oliveira (Chorão), as ações sociais
propiciam oportunidades de ajudar o próxi-
O Sindicato se mobiliza de dois modos: fo- mo e formar uma consciência mais solidária.
cado em questões pontuais ou através de
campanhas solidárias. Chorão comenta: “As ações sociais também
aproximam mais os trabalhadores da dire-
Uma delas é o Natal Sem Fome, que arreca- ção sindical. O ato de doar faz bem a todos e
da cestas básicas e alimentos não-perecíveis forja o sentimento coletivo”.

BENEFICIADOS - Entidades, famílias e igrejas recebem os donativos arrecadados em nossas campanhas

diretoria “metalúrgicos em ação” 25


ATUAÇÃO AMPLA

AÇÕES sociais e cidadãs


O Sindicato atua em muitas frentes, a fim de valorizar pessoas, reconhecer
histórias e fortalecer o espírito coletivo. Seja com homenagens, festas, ações
em favor das mulheres, encontros de jovens ou apoio a aposentados.

ENCONTRO DA JUVENTUDE
Eventos reúnem jovens metalúrgicos. Há palestras e
ações de conscientização sobre os direitos da juventu-
de, o movimento sindical e a política nacional. Devido
à pandemia, os Encontros não foram mais realizados.

MARÇO MULHER
Durante o mês, promovemos ações junto às metalúr-
gicas pelos seus direitos, fim da violência doméstica e
contra o feminicídio. O Departamento Feminino, repre-
sentado pelas diretoras Roseli Lima, Márcia Aquino e Ra-
quel de Jesus, organiza panfletagem, palestras e sorteios.

ABRIL VERDE
O Departamento de Segurança e Saúde do Tra-
balhador é tradição do Sindicato. No mês de
abril promove ações de conscientização por se-
gurança e fim dos acidentes e doenças no tra-
balho. É o Abril Verde, um mês a favor da vida.

reconhecimento ÀS MÃES
Maio. O Departamento realiza encontros de mães
metalúrgicas. Esses eventos fortalecem os laços en-
tre as trabalhadoras. Em 2022, as gestantes participa-
ram de café e ganharam kit bebê. Tudo com muito
carinho. Foto: Ex-diretoras Léo, Silvia, Sônia e Lúcia.

26 60 anos dos metalúrgicos de guarulhos


combate ao câncer
Campanha nacional de prevenção ao câncer
de mama. Nosso Departamento Feminino,
bem como toda a diretoria, alertam nas fábri-
cas ou realizam eventos na sede. A campanha
compartilha informações a fim de propiciar
maior acesso aos serviços de diagnóstico e
tratamento, bem como reduzir a mortalidade.

DIA DOS APOSENTADOS


O Dia dos Aposentados é comemorado em
24 de janeiro. O Sindicato procura reunir
os que dedicaram anos de luta e suor para
o engrandecimento da Pátria. O Clube de
Campo ou nossa sede é palco das confra-
ternizações, com café da manhã, homena-
gens, reencontros e muita emoção.

OS PAIS merecem
Pais integrantes da categoria têm também a sua data pra uma
bela confraternização e celebração do seu Dia, comemorado no
segundo domingo de agosto. Palestras, sorteios e homenagens
marcam a comemoração. É o reconhecimento do Sindicato ao
papel profissional, social e familiar dos companheiros.

FESTA JUNINA
Animada e familiar. Assim é a Festa Junina que o Sindica-
to oferece aos sócios e familiares. O arraiá acontece no
Clube de Campo, no Parque Primavera. As igrejas cató-
licas da região são liberadas para instalar barracas, sem
custo, e arrecadar adjutórios para suas comunidades.

homenagem aos sócios


Todo ano, o Sindicato realiza evento em homenagem aos só-
cios antigos. É uma forma de reencontrar esses companhei-
ros e também agradecer pelos anos de confiança em nossa
entidade. Eles são memória e personagens dessa história.

diretoria “metalúrgicos em ação” 27


saúde
segurança do trabalhador
é prioridade PARA a DIRETORIA
SINDICATO APOIA CIPAS Nas situações em que houver risco grave
ou iminente pra saúde e segurança, o Depar-
E ESTIMULA UMA CULTURA tamento aciona os órgãos públicos da área.
DE PREVENÇÃO e saúde
O Departamento é composto pelos direto-
res Elenildo Queiroz Santos (Nildo), Márcia
uidar da saúde física e mental do tra- de Aquino Lima, Daniel Rafael Galdino, Jaciel
c balhador sempre foi prioridade do Barbosa dos Santos e Célio Ferreira Malta.
Sindicato. Somos a primeira entidade Nildo coordena. Ele diz: “Cabe também ao
local a criar um Departamento de Segurança trabalhador conferir se a empresa cumpre
e Saúde do Trabalhador. Foi criado em 1981, as normas. O importante é prevenir riscos”.
gestão Edmilson Felipe Neri.
A segurança no trabalho vai além da pre-
O Departamento oferece apoio às ações de venção de acidentes. Ela também engloba
prevenção contra acidentes e doenças e por as doenças. Na base metalúrgica as mais co-
mais segurança nas fábricas. Também as- muns são Ler/Dort (lesão causada pelo es-
sessora os cipeiros. forço repetitivo que afeta músculos, nervos,
ligamentos e tendões) e a Pair (Perda Auditi-
va Induzida por Ruído).

Nosso diretor Nildo explica: “Quando um


trabalhador adoece, precisa saber se há rela-
ção direta com o ritmo e pressão da função.
No caso, são os cipeiros que vão analisar o
que está acontecendo com os companheiros
departamento - Célio, Márcia, Nildo, Jaciel e Daniel e acionar o Sindicato. Nós damos todo apoio”.

28 60 anos dos metalúrgicos de guarulhos


CIPA ATUANTE AJUDA
A SALVAR VIDAS
A Comissão Interna de Prevenção de Aci-
dentes (Cipa) organiza, cuida, fiscaliza e pro-
põe ações de saúde e segurança no local
de trabalho. É garantida por lei. O Sindicato
acompanha o processo eleitoral dos titula-
res e suplentes.
voto - Diretores Jau e Nildo atentos ao pleito
Nosso coordenador Nildo diz: “A Cipa orga-
niza o local de trabalho. O cipeiro fiscaliza a PARTICIPE - Caso sua empresa não tenha
segurança no chão de fábrica. Hoje, há cerca Cipa. Ligue 4965.9317 ou envie mensagem
de 350 Cipas em nossa base”. pro WhatsApp (11) 4965.9304.

Seminário de Saúde é tradicional


Dia 11 de julho de 1995 registra o primeiro Aquele encontro está na origem dos Se-
encontro geral da categoria, a fim de debater minários anuais que o Sindicato realiza. Em
prevenção e combate aos acidentes de tra- setembro de 2022, trabalhadores e convida-
balho. O evento reuniu 500 metalúrgicos. dos, de 28 empresas, participaram do 23º
Seminário de Saúde e Segurança do Traba-
lhador. Houve palestras por especialistas.

O diretor Nildo Queiroz aposta no potencial


didático dos Seminários. “O que se aprende
vale pra pessoa no trabalho e também na
vida cotidiana”, ele diz.

cipa - Tota, Cabeça, Sandro e Nildo presentes na base O Departamento de Saúde também parti-
cipa de ações amplas pró-conscientização,
como o Dia Mundial de Combate às Ler/Dort
(28 de fevereiro) e Dia Mundial em Memó-
ria às Vítimas de Acidentes e Doenças (28 de
abril). Nessas datas, há panfletagem em fá-
bricas e também palestras. A política de saú-
de e segurança do Sindicato já é tradição.

2022 - Seminário reúne cipeiros na sede do Sindicato Participe da Cipa em sua empresa!

CAT garante estabilidade O documento é emitido pela empresa. Nildo expli-


ca: “A partir da emissão do CAT, com afastamento
Toda ocorrência ligada à saúde ou acidente deve superior a 15 dias e recebimento de benefício do
ser registrada no Comunicado de Acidente de Tra- INSS, conhecido como B91, o trabalhador tem ga-
balho, que é fundamental pra que o trabalhador ga- rantia da estabilidade de ao menos um ano ou até
ranta estabilidade em caso de acidente ou doença. aposentar-se, caso haja sequela laboral”.

diretoria “metalúrgicos em ação” 29


qualidade de vidA

clube de campo
lazer da família trabalhadora
or décadas, Guarulhos teve raras op- O Clube é um recanto da natureza, com
p ções de lazer. O próprio Bosque Maia quatro alqueires de Mata Atlântica, córregos
(na região central) só existe porque e variada fauna e flora, o que faz da catego-
houve luta social, impedindo a entrega da ria metalúrgica um agente responsável pela
área à especulação imobiliária. qualidade ambiental em região densamente
povoada. É um santuário de paz, tranquilida-
Nosso Clube de Campo trouxe um salto de de, verde e ar puro. Toda a água - das pisci-
qualidade ao lazer, principalmente à família nas, cachoeira, lago ou pesqueiro - é tratada,
metalúrgica. Trouxe qualidade de vida a pre- extraída de poços artesianos, e passa por
ços ao alcance dos trabalhadores. A cessão uma qualificada estação de tratamento.
da área aconteceu em 1985, por ato do en-
tão prefeito Oswaldo De Carlos. EQUIPAMENTOS - Ocupado de forma pla-
nejada, o Clube da categoria tem seis pisci-
O Clube de Campo fica no Parque Primave- nas (duas cobertas e duas aquecidas), sendo
ra. O local é espetacular: são sete alqueires, três pra adultos e três pra crianças, parque
maior inclusive que o Bosque Maia. aquático, toboágua, 140 churrasqueiras co-

SANTUÁRIO DE PAZ
JUNTO À NATUREZA
Toda a água, seja das piscinas,
cachoeira, lago ou pesqueiro,
é tratada. Extraída de poços
artesianos,
30 60 anospassa por intenso
dos metalúrgicos de guarulhos
processo de tratamento.
quiosque - Família se reúne pro churrasco natureza - Lazer em meio ao verde e ar puro

bertas, duas quadras, pesqueiro, lago or- E as famílias comparecem. Tem final de
namental com carpas e trutas, um ginásio semana em que por ali passam até 10 mil
poliesportivo, saunas, cachoeira e prainha. pessoas. O local funciona de quinta a do-
Cachoeira e prainha são atrações que mais mingo, das 8 às 17 horas. Como o espaço
agradam o público infantil. A prainha tem é grande, sete alqueires, não possibilita
uma faixa de areia para banho de sol. aglomeração.

O presidente Josinaldo José de Barros (Ca- Acesso - Nosso Clube de Campo é servido
beça) diz: “Nosso Clube de Campo é o es- por três linhas de ônibus - que passam pela
paço de lazer da família metalúrgica. Fica a Praça do Estudante (Centro), Praça da Sau-
poucos quilômetros do Centro da cidade. É dade (Picanço) e Penha, bairro da Zona Leste
um lugar de descanso, descontração, prática paulistana. Eles fazem a parada final junto à
esportiva, pescaria e qualidade de vida”. entrada principal do Clube no Primavera.

diretoria “metalúrgicos em ação” 31


Campo, piscinas e muito mais
Esporte – O Clube de Campo dos Metalúr- que um equipamento desse porte precisa”,
gicos é o maior complexo esportivo da cida- afirma Domingos Mascena da Silva (Fumi-
de. O Ginásio Poliesportivo local é o maior e nho), administrador do Clube de Campo.
mais moderno da região. O espaço é segu-
ro, confortável e dispõe de amplo estaciona- A quadra poliesportiva é uma joia, mui-
mento, gratuito para os sócios. to apreciada pela categoria metalúrgica e
grande número de equipes que disputam
“Nosso Ginásio Poliesportivo tem capacida- torneios no local. Os campeonatos do Fut-
de para 4.000 pessoas sentadas. Dispõe tam- sal Metalúrgico são tradição em Guarulhos e
bém de vestiários e banheiros. Temos tudo o disputados com alta qualidade técnica.

CAMPO – Mas a grande atração esportiva


é o campo de futebol, com medidas oficiais
e gramado sintético novo. “É o melhor da re-
gião. Todo boleiro quer jogar aqui”, afirma
nosso diretor Ricardo Oliveira, que coordena
o Departamento Esportivo do Sindicato.

Por causa da pandemia da Covid-19 e devi-


do ao desgaste provocado pelo sol e chuva,
POLIESPORTIVO - Ginásio é um dos melhores do Estado o gramado precisou ser trocado.

32 60 anos dos metalúrgicos de guarulhos


DIVERSÃO COM
SEGURANÇA
Foi feita uma obra de grande porte, prece-
dida de terraplenagem e outras providên-
cias. A inauguração ocorreu em 1º de maio
de 2022, com grande festa e a presença ma-
ciça de metalúrgicos e familiares.
AQUECIDA - Piscina é a melhor opção no inverno

“No Dia do Trabalhador, a categoria rece-


beu um presentaço”, comenta nosso ex-di-
retor José Dilton Braga da Silva, o Vanuza.

FAMÍLIA - Quando a gente fala que o Clube


é espaço de lazer da família trabalhadora, é
mesmo. Num final de semana ensolarado, ali
estão pais, mães, filhos e outros associados
utilizando as churrasqueiras. São todas co-
bertas, têm espaço pra deixar o isopor com
a bebida gelada. E claro, assar uma carninha.
prainha - Grande atrativo da família trabalhadora
PISCINA - O Sindicato atendeu sugestão da
categoria e liberou que o trabalhador possa
utilizar a própria cadeira de praia nas pisci-
nas. É mais conforto aos associados!

SAÚDE - Outra atração nas duas piscinas


aquecidas é a hidroginástica. Aulas às quar-
tas, sextas e sábados, das 8 às 9h30, das
9h30 às 11 horas e das 13 horas às 14h30. Já
estamos organizando mais turnos. As aulas
reúnem alunos de todas as gerações, em es-
pecial a terceira idade. pesqueiro - Local é lindo e conta com lanchonete

30 anos de trabalho clube tem história!


“Os 60 anos do Sindicato me “Recebemos o terreno do prefeito
enchem de orgulho. O aniver- De Carlos em 1985, em comodato.
sário significa a sobrevivência Era tudo mato. Logo lançamos
e a luta da nossa entidade a pedra fundamental. Pintei placas
pelos trabalhadores. Durante indicando o Clube, partindo da ave-
30 anos, como diretor, acom- nida Monteiro Lobato. Todo canto
panhei a persistência em não do Clube de Campo tem um pedaço
deixar a peteca cair. do trabalho de cada
O Sindicato é a minha vida.” diretor do Sindicato.”
Elizeu S. de Paula, ex-diretor. José Geraldo Leal (Kalki), ex-diretor.

diretoria “metalúrgicos em ação” 33


colônia de férias
lazer garantido junto ao Litoral
Colônia do Sindicato fica na rua Eze- PREÇOS - O sócio paga R$ 93,00 pela diá-
a quiel da Silva Barreto, 1.420, bairro Por- ria com direito a café e jantar. O não-sócio,
to Novo. É a antiga avenida 1º de Maio. R$ 112,00. Crianças de seis a 12 anos pa-
gam metade do preço.
Ela é grande e confortável, com área cons-
truída de 2.109m². São 38 apartamentos, As diárias são consideradas das 18 horas de
piscinas (adulto e infantil), playground, res- um dia até às 16 horas do dia seguinte. Algu-
taurante, lanchonete, salão de jogos, sala de mas famílias chegam a passar as férias intei-
TV, lavanderia, cozinha exclusiva para fazer ras aproveitando a tranquilidade da Colônia.
a comida da criança, fraldário e estaciona-
mento com 45 vagas. No verão, estação mais quente do ano,
chega a receber 150 pessoas em um único
São dois tipos de apartamentos: um para final de semana. Ela está aberta de domin-
seis pessoas e outro para dez. O associado go a domingo.
pode escolher qual apartamento melhor
acomoda sua família. Todos possuem uma Se a pessoa fizer a reserva, mas não puder
cama de casal, beliches, ventilador, frigobar, comparecer, deve informar o Sindicato com
vassoura e quintal pra estender roupa, com 24 horas de antecedência.
tanque. A Colônia fornece roupa de cama,
mas é necessário levar toalha de banho. Caso não faça a remarcação e não avise,
pagará 50% do valor da estadia. Ao chegar
É aberta a todos, recebe sócio e não-sócio, na Colônia, a pessoa deve se apresentar na
independente da categoria em que traba- recepção com o comprovante de reserva e
lhe. O que muda é o preço cobrado. documentos de todos os hóspedes.

34 60 anos dos metalúrgicos de guarulhos


BEBIDAS - Nosso bar e restaurante fica
aberto até às 22 horas servindo petiscos sa-
borosos e diversos tipos de bebidas.

APOSENTADOS - O espaço também é fre-


quentado por grupos de aposentados, que
se divertem na piscina e passeiam pela praia.
A mais próxima, Boca da Barra, fica a 400
metros da Colônia de Férias.
diversão - Piscinas são o grande atrativo da Colônia
INFRAESTRUTURA - A Colônia fica perto da
praia das Palmeiras, cinco minutos de car-
ro. As praias Indaiá e Aruan também estão
próximas, além de fácil acesso ao Centro da
cidade, que fica a cerca de 10 quilômetros.
Quem quiser passear, irá encontrar a 300
metros uma bela praça para caminhada,
além de farmácia, hospital, shopping, barzi-
nhos e pizzarias. No Centro de Caraguá, as
feirinhas de artesanato são atrações.
modernidade - Colônia foi a primeira com energia solar
ENERGIA LIMPA – Para aumentar ainda mais
o conforto do nosso associado, a energia local dor, pois no futuro, cada apartamento deve
mudou. Mudou de hidrelétrica para fotovol- receber um aparelho de ar-condicionado.
taica. Ou seja, energia solar, graças ao traba- “Mas isso só será possível porque baratea-
lho da diretoria “Metalúrgicos em Ação”. mos o custo da energia. Imagina os 38 apar-
Foram instaladas 124 placas fotovoltaicas, tamentos gastando energia elétrica, no custo
que garantirão energia limpa e muito mais que está a tarifa hoje em dia”, explica nosso
economia para o Sindicato. E a economia diretor Eduardo Apóstolo dos Santos, o Tie-
será revertida para o bem-estar do trabalha- ta, gerente da Colônia de Férias.

Trabalhadores elogiam e aprovam


O companheiro Américo Pereira Souza ou, José Eraldo da Silva é metalúrgico e sindicalizado
simplesmente, seo Américo, tem 76 anos. É sócio desde 1993. Trabalha na Fabrima (Cidade Aracília).
aposentado e frequenta nossa Colônia de Férias Em férias, o mecânico montador também aproveita
há 30 anos, ao menos uma vez por ano. Leva a nossa Colônia em Caraguatatuba, com esposa e o
esposa, filhos e netos. filho adolescente.

“É tudo muito bom, ambiente “Todo ano visito a Colônia.


agradável, comida gostosa. Também vou ao Clube de
Temos tranquilidade e segurança. Campo, que é perto da minha
Dois pontos muito importantes casa. Aproveito tudo o que
pro lazer de toda família.” o Sindicato proporciona.”
Américo Pereira Souza José Eraldo da Silva

diretoria “metalúrgicos em ação” 35


equipamento de lazer
elogiado pela categoria

ampliação - Em 1998, a Colônia passou por uma grande reforma

A Colônia de Férias dos Metalúrgicos co- gurou na Colônia o conjunto de piscinas, ale-
meçou a ser construída no dia 5 de julho de gria da criançada e também dos adultos.
1976, na gestão do presidente Arnaldo Ro- Nosso secretário-geral José Carlos Santos
drigues da Paixão. Foi inaugurada em 2 de Oliveira (Chorão) comenta: “Curtir a Colô-
setembro de 1979 pelo presidente Edmilson nia de Férias é aproveitar o sol, a beleza e
Felipe Neri. Ou seja, três anos depois. ar puro no Litoral Norte. É descansar com a
Em 1998, na presidência de Francisco Car- família, tendo conforto e segurança”.
doso Filho (Chicão), a Colônia passou por
grande reforma e ampliação. No dia 14 de
novembro daquele ano foi inaugurado o
Restaurante. “Esta obra foi realizada graças
à união de esforços entre a diretoria e os
trabalhadores, pois o bem-estar e o lazer do
trabalhador fazem parte da nossa luta”, diz a
placa de inauguração.
Em novembro de 2009, o Sindicato, sob a
presidência de José Pereira dos Santos, inau- conforto - Colônia é ampla, segura e confortável

“Sinto grande alegria de estar “O Sindicato é um marco na


vivo pra comemorar os 60 anos. minha vida e na vida de muitos
É preciso festejar este aniversário trabalhadores, não só metalúrgi-
com muito orgulho. O Sindicato cos, mas companheiros de toda
é a voz do trabalhador e sempre Guarulhos. Me emociono com os
defendeu a categoria. É um 60 anos. Dediquei 28 anos da mi-
Sindicato de respeito. Parabéns nha vida a esta grande família.
aos metalúrgicos e ao Sindicato.” Parabéns aos metalúrgicos.”
Eronides Rafael (Lula), ex-diretor. Evandro Pereira, ex-diretor.

36 60 anos dos metalúrgicos de guarulhos


O Sindicato Nacional dos Aposentados e a Sicoob Coopernapi
parabenizam o Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região
pelos seus 60 anos de existência. Nossa parceria sempre será
lembrada através do nosso Hotel dos Aposentados. Obrigado!

diretoria “metalúrgicos em ação” 37


DEPARTAMENTO Jurídico
tradição de bom atendimento
AMPLA assistência danos decorrentes de acidente de trabalho,
doença profissional, danos morais, assédio
marca os 60 anos moral ou sexual, reintegração no emprego
do NOSSO Sindicato quando há estabilidade prevista em lei ou
Convenção, enfim, em todas as modalidades
Departamento Jurídico sempre atuou previstas no Direito do Trabalho.
o nas questões ligadas ao direito dos
associados e da categoria, dando as- A ação de acidente de trabalho contra o
sistência em dissídios coletivos e individuais. INSS é cabível quando o trabalhador sofre
acidente com perda de capacidade labora-
Nosso Sindicato sempre primou por manter tiva e/ou sequela. É sabido que após a alta
advogados experientes, tendo passado pelo previdenciária, quando o acidentado preen-
seu quadro profissionais do gabarito de Al- che certos requisitos, a Previdência se obriga
mir Pazzianoto Pinto, João José Sady, Marcelo a pagar um benefício mensal mesmo depois
Gato, Arnaldo Rodrigues da Paixão e outros. do retorno ao trabalho.

Nas grandes ações trabalhistas, o Jurídico Entretanto, na maioria das vezes, o INSS se
sempre esteve presente, inclusive em cen- nega a conceder tal benefício e, em razão
tenas de dissídios de greves que marcaram dessa lamentável atitude, o Jurídico age pra
esses 60 anos da entidade. fazer valer a lei.

O Jurídico funciona na sede social da enti- Na área previdenciária, a assistência vai além.
dade, à rua Harry Simonsen, 202, 1º andar, e O Departamento conta com profissionais qua-
conta com seis profissionais do Direito, coor-
denados pelo advogado Marcílio Penachioni
profissionais qualificados
e mais quatro advogados.
Nosso Departamento Jurídico presta as-
O trabalhador tem assistência em pedido de sistência aos associados. Atua nas mais di-
verbas rescisórias, equiparação salarial, adi- versas áreas, como, por exemplo, abertura
cionais de insalubridade e periculosidade, ho- de ação trabalhista contra empresas e ação
por acidente de trabalho contra o INSS.
ras extras, adicional noturno, indenização por

38 60 anos dos metalúrgicos de guarulhos


lificados pra cuidar da aposentadoria do traba- centenas de
lhador. Seja na contagem de tempo de serviço,
seja dar entrada e acompanhar o pedido de
reintegrações
aposentadoria, até a concessão do benefício. O rotineiro são as ações individuais ou cole-
tivas e suporte a acordos de PLR. Agora, assis-
NOVIDADE - Um novo serviço está em fase tência nas aposentadorias também.
de implantação, pois o Supremo Tribunal O dr. Marcílio Penachioni, responsável pelo
Federal reconheceu o direito da revisão do setor, afirma: “Um dos êxitos foi reintegrar ao
emprego centenas de trabalhadores”.
chamado “cálculo da vida toda”. O Jurídico tam-
A imensa maioria reintegrada graças às ga-
bém passará a atuar nos pedidos de revisão.
rantias que a Convenção dá a acidentados ou
pessoas que contraem doenças no trabalho.
Outra assistência ao trabalhador, inclusive “Reintegramos trabalhadores por estabili-
ao não-sindicalizado, é quando da rescisão dade, acidente ou doença profissional. Entre
do trabalho. O Sindicato conta com profis- as empresas onde revertemos as dispensas
sionais habilitados pra conferir verbas que o estão Bardella, a antiga Ford, a Continental, a
patrão disponibiliza ao trabalhador, através Microlite, além de outras”, ele diz.
do ato de homologação. A Convenção estabelece: “Empregado aci-
dentado no trabalho tem garantia de em-
Sobre o tema homologação, muitas empre- prego até adquirir tempo necessário à sua
sas preferem pagar os direitos no seu próprio aposentadoria, nas seguintes condições: a)
escritório. Ocorre que, desse modo, ninguém redução da capacidade laborativa; b) incapa-
cidade pra exercer função então exercida; c)
estará ao lado do trabalhador pra fazer a con-
ter capacidade pra desenvolver outra função
ferência. Por estar previsto na Convenção
na empresa”.
Coletiva, a pessoa demitida pode exigir que o O Jurídico também reintegrou muitos ci-
pagamento das verbas rescisórias se dê com peiros. O dr. Marcílio explica: “Obtivemos
a assistência do Sindicato. liminares de reintegração para quem havia
sido demitido para que não participasse da
Então, se a sua ex-empregadora não mar- eleição de Cipa”.
car no Sindicato, exija que assim seja proce- Outro problema cíclico são demissões em
dido. É o seu direito. massa por empresas em crise ou devido a
fechamento. O Jurídico busca negociar “pa-
O Jurídico sempre priorizou o trabalhador. cotes”, com valores acima do que prevê a lei,
A diretoria sempre prestigiou o Departamen- acesso ao plano de saúde e outras garantias.
“Assim fizemos na Borlem, Pial Legrand, Oli-
to porque exige que o associado seja bem
vetti, WEG, entre outras”, diz o dr. Marcílio.
atendido, com qualidade e profissionalismo.
Essas negociações são demoradas. Mas o Sin-
dicato persiste até conquistar um ganho extra
SERVIÇO - Contate um dos nossos advoga- aos dispensados.
dos. Segunda a sexta, das 8h30 às 17h30.

diretoria “metalúrgicos em ação” 39


linha de frente
ONDE TEM LUTA lá ESTAMOS NÓS
pós a redemocratização do País, o mo- fase de crescimento econômico, geração de
A vimento sindical realizou um total de- empregos e melhorias salariais. O presiden-
nove Marchas a Brasília. te da República era Luiz Inácio Lula da Silva,
que recebeu do sindicalismo o conjunto de
Uma das principais Marchas foi pra reivin- propostas aprovadas por 25 mil dirigentes,
dicar a correção do saldo do FGTS. Essa luta delegados e ativistas, reunidos no estádio do
resultou em um acordo nacional com o en- Pacaembu, São Paulo.
tão presidente, Fernando Henrique Cardoso.
A terceira Conclat foi realizada em abril de
“Marchamos pela redução da jornada pra 2022. O Brasil sofria com recessão, desem-
40 horas. Fomos a Brasília, diversas vezes, prego e ataques a direitos. Bolsonaro era o
protestar contra a reforma trabalhista de Te- Presidente. O resultado do encontro foi a
mer e a previdenciária de Bolsonaro, porque aprovação da Pauta Unitária da Classe Tra-
ambas cortavam direitos”, afirma nosso pre- balhadora.
sidente Josinaldo José de Barros (Cabeça).
Temer - Após o golpe contra Dilma, em 2016,
Conclat - Participamos das três Conclats assumiu o vice, Michel Temer. Antes de assu-
(Conferência Nacional da Classe Trabalhado- mir, ele já mostrou as garras no documento
ra). A primeira ainda na ditadura, em junho “Uma ponte para o futuro”, cujo objetivo era
de 1981, quando o País era governado pelo tirar direitos dos trabalhadores e atacar os
general Figueiredo. Em junho de 2010, acon- Sindicatos. A reforma neoliberal de Temer en-
teceu a segunda Conclat. O Brasil vivia uma trou em vigor em novembro de 2017.

2ªanos
40 60 Conclat - Sindicato no
dos metalúrgicos Pacaembu-SP, em 2010
de guarulhos abril 2022 - Delegação presente à 3ª Conferência
via dutra, 2017 - Paramos a Rodovia contra o corte de direitos dos trabalhadores

Mas a Reforma não passou sem contesta-


ção. Dia 28 de abril, o Brasil vivenciou uma
forte greve geral, com paralisações de fá-
bricas, transporte e outras áreas vitais. Em
Guarulhos, paramos várias metalúrgicas, os
ônibus não circularam e a cidade viveu uma
sexta-feira de feriado forçado.

Repressão - Dia 24 de maio de 2017, acon- na sé, em sp - Luta pra garantir aposentadorias justas
teceu o “Ocupa Brasília”. Cerca de 200 mil
manifestantes marcharam do Estádio Mané são as mais prejudicadas”, ressalta nosso ad-
Garrincha até as proximidades do Congres- vogado, dr. Marcílio Penachioni.
so, onde uma comitiva seria recebida por
parlamentares, que ouviriam as reivindica- Em 2022, o Sindicato participou também de
ções em defesa dos direitos e do emprego. um ato histórico em defesa da democracia,
dia 11 de agosto, na Faculdade de Direito da
Mas a Marcha foi violentamente reprimida USP, em SP. A manifestação - que reuniu de
pela Polícia. Temer também ameaçou colo- entidades empresariais, a intelectuais e líde-
car o Exército contra a manifestação pacífica. res religiosos - foi fundamental pra impedir
o golpe pretendido por Bolsonaro.
Previdência - Nossa resistência segurou
a reforma até novembro de 2019, quando “Naquele dia eu vi a democracia renascer”,
Bolsonaro passou o facão e o Congresso afirma Cabeça. E os Metalúrgicos de Guaru-
aprovou o massacre de direitos. “A reforma lhos mais uma vez estavam lá, ao lado dos
foi ruim pra todo mundo, mas as mulheres democratas e dos verdadeiros patriotas.

governo dialoga
com trabalhadores
O presidente Cabeça e o deputado esta-
dual Márcio Nakashima (PDT) se reuniram
com Carlos Lupi, ministro da Previdência
Social. A pauta foi agilizar as perícias do INSS
e garantir os direitos aos segurados. Lupi
tem se esforçado, buscando reconstruir um
ministério que o bolsonarismo devastou. 19 DE JANEIRO - Nakashima, Cabeça, Lupi e João Inocentini
diretoria “metalúrgicos em ação” 41
luxalum 2003 - Foram 19 dias de greve. Conseguimos pagamento do
benefício na empresa. Presidente Cabeça se orgulha dessa luta vitoriosa.

melhorias na renda

participação nos lucros


conquista de PLR já é marca José Pereira dos Santos conta: “Vimos uma
ferramenta que poderia ampliar os reajustes
sacramentada pela atuação negociados nas campanhas salariais e lança-
do nosso Sindicato mos a palavra de ordem PLR pra todos!”.

urante décadas, o trabalhador brasi- E deu certo. “Hoje somos um dos Sindica-
D leiro tentou receber uma cota de par- tos brasileiros que mais fecham acordos de
ticipação nos lucros e/ou resultados PLR, por empresa”, atesta nosso advogado,
da empresa onde trabalha. Esse direito che- dr. Marcílio Penachioni. Cada acordo é ana-
gou a constar na CLT e, anos depois, veio a lisado antes de ser assinado. O advogado
ser reafirmado na Constituição de 1988. explica: “Com o tempo, o Sindicato e as em-
presas evoluíram para padrões de acordos
Mas sua efetivação só ocorreu no ano 2000, mais factíveis, sem metas inatingíveis”.
com a Lei 10.101. Diz seu preâmbulo: “Dis-
põe sobre a participação dos trabalhadores Se o Sindicato tivesse hoje que definir uma
nos lucros ou resultados da empresa. Arti- marca na história de melhorias seria: somos
go 1º: Esta Lei regula a participação dos tra- o Sindicato que conquista PLR! Ainda não
balhadores nos lucros ou resultados como cobrimos 100% da categoria. Mas estamos
instrumento de integração capital-trabalho avançando, com mais acordos, em valores
e incentivo à produtividade, nos termos do crescentes e condições mais vantajosas aos
Artigo 7º, Inciso XI, da Constituição”. companheiros.

Agilidade - Ao perceber que a Lei aumen- Dieese - Rodolfo Viana é economista da


tava as chances de crescer a renda dos me- subseção do Dieese (Departamento Intersin-
talúrgicos, fomos foi à luta. O ex-presidente dical de Estatítica e Estudos Socioeconômi-

42 60 anos dos metalúrgicos de guarulhos


cos) no Sindicato. Ele avalia: “A meta é fazer
da PLR um décimo quarto salário para o me-
talúrgico”. Rodolfo considera esse direito um
fator de aumento na renda das famílias.

Diz o economista e professor: “Praticamen-


te, todo o dinheiro conquistado nos acordos
de PLR é destinado ao consumo das famílias,
propiciando vendas e negócios. Ou seja, faz
sew - Boletim do Sindicato mobiliza companheiros
girar o ciclo construtivo da economia”.

COMERCIÁRIOS - Walter dos Santos, pre-


sidente do Sindicato dos Comerciários de
Guarulhos e Região, é entusiasta da PLR. Ele
comenta: “O dinheiro que o metalúrgico re-
cebe de Participação acaba quase sempre
destinado ao comércio, mantendo ativa a
nossa atividade e ajudando a gerar ou a pre-
servar empregos em nosso setor”.

Greve - A recessão dos últimos anos colo-


cou a classe trabalhadora na defensiva e o cummins - Paramos a empresa e conseguimos PLR maior
número de greves caiu. Menos por PLR. Nos-
so vice-presidente, Ricardo Oliveira, diz: “Quer Comissão - O empregado da fábrica é
ver o metalúrgico se revoltar é a empresa dar quem mais conhece as condições da empresa.
cano na Participação ou enrolar no pagamen- Por isso, procuramos nas negociações formar
to. Aí o pessoal cruza os braços mesmo”. a Comissão de Trabalhadores, que participa
das discussões até o fechamento do acordo.
Inovações - O Sindicato inovou nas for- Cabeça comenta: “O pessoal das Comissões é
mas dos acordos. O presidente Josinaldo Bar- muito atento aos assuntos da empresa, como
ros (Cabeça) explica: “A Lei prevê pagamento vendas e faturamento. Por isso, dão seguran-
para os empregados regulares da empresa. ça às negociações conduzidas pelo Sindicato”.
Mas nós fechamos acordos que garantem a
ex-empregados PLR proporcional ao tempo Assembleia - Os acordos de PLR, bem
trabalhado. Mães em licença-maternidade re- como a definição das metas, têm uma regra
cebem. E os acidentados afastados não ficam sagrada em nosso Sindicato: a participação
sem a PLR. Até pra temporários ou a meno- da base, por meio de assembleia. Quem dá a
res-aprendizes a gente negocia o benefício”. última palavra é a assembleia”.

diretoria “metalúrgicos em ação” 43


META É PLR PaRA TODOS
Em janeiro fechamos acordo na empresa O Sindicato não tem poder de estipular me-
Cummins. O valor da Participação pode ser tas. Mas, por meio de assembleia, o plano da
de R$ 9.368,48. Multiplique esse valor pelo empresa pode ser recusado, melhorando as
número de empregados. Isso vai dar uma condições até chegar à aprovação do acordo.
bela bolada, ou seja, perto de R$ 12 milhões.
“Nem sempre é por unanimidade, mas pre-
Grande parte desse volume vai para o co- valece a vontade da maioria”, comenta Rose-
mércio, a fim de comprar comida, roupa, ge- li Lima, nossa diretora. O Sindicato orienta
ladeira, móveis e outros bens para a família. sobre o acordo, mas a decisão final é do em-
Ou seja, aquece o comércio, gera novas en- pregado da empresa.
comendas à indústria e beneficia o emprego
do comerciário e do industriário. Nosso diretor Elenildo Queiroz Santos (Nil-
do) valoriza a participação dos trabalhado-
PLANO DE METAS - Todo acordo de PLR res. Ele diz: “No capitalismo, o operário não
costuma se vincular a um Plano de Metas. tem voz nem vez. Sua opinião quase nunca
Tais metas são propostas pela empresa e de- é levada em conta pelo empregador. Mas no
batidas com o Sindicato. Onde existe Comis- Sindicato o trabalhador participa, debate,
são de Trabalhadores formada, o Sindicato concorda ou discorda. Decidiu, tá decidido”.
prefere sempre discutir as metas com esses
companheiros. “O trabalhador no chão da
fábrica é quem sabe se as metas são ou não ligue 2463.5300
factíveis”, diz nossa diretora Roseli Lima. O Sindicato não tem poder pra obrigar a
empresa a pagar a Participação nos Lucros
e/ou Resultados. Mas tem o direito de
Geralmente as metas trazem o item “absen-
reivindicar, enviar pauta, fazer assembleias,
teísmo”, ou seja, redução no número de fal- mobilizar, negociar até conseguir o
tas ao trabalho. Mas também engloba itens pagamento desse direito. O trabalha-
ligados ao faturamento, não-geração de re- dor pode e deve ajudar nesse sentido.
síduos, economia de energia ou reaproveita- Basta procurar o Sindicato, falar com
mento de sucatas e sobras. nossos diretores. Ligue 2463.5300.

44 60 anos dos metalúrgicos de guarulhos


SOMOS FILIADOS

FORÇA SINDICAL,
CNTM, DIEESE
E FEDERAÇÃO
PRESIDENTE - Miguel Torres dirige a Força Sindical

Sindicato é dinâmico. Atua na base e


o também nas mobilizações sindicais
unitárias ou lutas cidadãs. Veja:
Federação - Somos filiados à Federação
dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo
desde 1963. Nossa diretoria tem dois dele-
gados à entidade. E participamos de sua di-
reção. A Federação foi fundada em 1943.
confederação - Reúne metalúrgicos e debate demandas
CNTM - Criada em 1985. Nos filiamos à
Confederação Nacional dos Trabalhadores
Metalúrgicos desde aquele ano. Participa-
mos também de sua direção.
Força Sindical - Somos fundadores da
Central, que nasceu em 8 de março de 1991.
Sempre integramos sua direção e partici-
Federação - MIguel, Magrão, Elizeu e outras lideranças
pamos das lutas unitárias e ações chamadas
pela direção da entidade.
A Força é presidida por Miguel Torres, que
também preside o Sindicato dos Metalúrgi-
cos de São Paulo e Mogi das Cruzes.
Miguel tem se destacado como uma das
vozes lúcidas do sindicalismo brasileiro. Seu
lema é: A luta faz a lei.
cabeça - Ele já presidiu essa entidade histórica
Dieese - Nos filiamos ao Departamento In-
tersindical de Estatística e Estudos Socioeco- Somos parceiros dos Metalúrgicos da Bélgica e par-
nômicos em abril de 1968. Temos subseção ticipamos de ações internacionais, com o IndustriAll
na sede desde abril de 2001. Diretores nos- e a OIT - Organização Mundial do Trabalho.
sos já presidiram o Dieese: José Pereira dos Local - O Sindicato particicipa de conselhos
Santos, José Dilton Braga da Silva (Vanuza) e locais, como a Comissão Municipal de Emprego,
Josinaldo José de Barros (Cabeça). o Conselho de Saúde, entre outros. O Sindicato
Internacional - Integramos a Comunida- pulsa no ritmo da vida real. Onde tem espaço e
de Sindical dos Países de Língua Portuguesa. condições a gente atua e contribui.
diretoria “metalúrgicos em ação” 45
jornada de trabalho

é 40 horas
que a categoria reivindica!
á muito, os trabalhadores buscam jor- seguiu na luta. Com a Constituição de 1988,
h nada justa. No começo da industrializa- conseguimos 44 horas semanais.
ção, a jornada era desumana e mesmo
crianças de sete anos eram obrigadas a traba- Metalúrgicos - Nossa categoria foi pio-
lhar 12, 14 ou 16 horas por dia. neira. Já em 1986, conseguimos firmar na
Convenção a jornada de 44 horas. Hoje, em
A marca histórica dessa virada se deu em algumas fábricas, tais como Cindumel, Ea-
1886, quando os trabalhadores de Chicago ton, Dyna, U-Shin, NTN do Brasil, Mayekaya,
(Estados Unidos) fizeram greve por jornada Umicore e Visteon, conseguimos as 40 horas.
de 8 horas. O dia seria dividido assim: 8 ho- Por que 40 horas? Porque a tecnologia já per-
ras para o trabalho, 8 de descanso e 8 horas à mite à empresa produzir mais em menos tem-
vida pessoal e familiar. po. Porque jornada reduzida gera empregos
- mostra o Dieese. Porque, hoje em dia, muitas
A repressão foi violenta: oito deles foram mulheres trabalham, acumulando jornada do-
presos. Três acabaram libertados e outros méstica ou de estudos. Porque se gasta tempo
foram pra forca. Eles entraram pra história demais no deslocamento ao trabalho. Porque
como os “Mártires de Chicago”. Daquela data, 40 horas reduz doenças e acidentes.
ou seja, 1º de maio de 1886, surgiu o Dia In-
ternacional do Trabalhador, o 1º de Maio. Marchas - Por vários anos, o sindicalismo
fez marchas a Brasília, debateu com o Congres-
No Brasil, Getúlio Vargas instituiu a jornada so, reuniu-se com governos, buscando a jorna-
de 48 horas semanais. Mas o sindicalismo da de 40 horas, ainda que de forma gradativa.
As discussões iam bem, mas veio o golpe
contra Dilma e tudo parou. Temer e Bolsona-
ro passaram a atacar duramente os trabalha-
dores. Fecharam as negociações e cortaram
direitos. O Congresso Nacional também pa-
ralisou esse debate.

LULA - O retorno de Lula à Presidência da


República abre perspectivas de novos avan-
ços, por meio de diálogo quadripartite: gover-
brasília - Protestamos na Câmara dos Deputados no-sindicalismoempresariado-Congresso.
46 60 anos dos metalúrgicos de guarulhos
Redução da jornada lesões por esforços repetitivos e as dificul-
dades para convívio familiar.
de trabalho vai gerar
2,5 milhões de empregos qualidade de vida - A redução da jorna-
da pra 40 horas possibilita ao empregado
trabalhar menos e viver melhor, garantindo
Estudo do Dieese mostra que a redução da ainda que outras pessoas possam ter uma
jornada pra 40 horas semanais deve gerar vaga no mercado.
2,5 milhões de postos de trabalho. Estudo
leva em conta a situação de 2005, quando Ganhos - Conviver mais com a família.
o Brasil tinha 22.526.000 pessoas sob 44 Ter mais vida social e familiar. Acompanhar
horas. Ou seja, diminuindo quatro horas de o desenvolvimento dos filhos. Mais tempo
trabalho semanais de cada uma, cria-se a para estudo. Curtir o Clube de Campo. Usu-
possibilidade de gerar 2,5 milhões de novas fruir da Colônia de Férias. Praticar esportes.
vagas formais.

Mas pra que ocorra, a redução da jornada


deve ser acompanhada de medidas como
uma nova regulação do Banco de Horas, que
não permita ao patrão compensar os efeitos
de uma jornada menor de outra forma que
não com a contratação de trabalhadores.

Saúde - A situação de extremos no mer-


cado de trabalho brasileiro, como o desem-
prego de muitos e as longas jornadas de
outros, gera diversos problemas de saúde,
tais como estresse, depressão, hipertensão, mobilização - Boletim convoca pra luta por 40 horas
diretoria “metalúrgicos em ação” 47
Participação vem desde 1963
Nas fábricas, ruas ou atos,
presença metalúrgica é constante!
TRABALHADOR DÁ A ÚLTIMA
faria o histórico “Comício das Reformas de
PALAVRA E DECIDE RUMOS Base” junto à Central do Brasil.
nAS LUTAS da categoria
As reformas modernizariam o Brasil e dariam
mais dignidade ao povo do campo e da cidade.
m março de 1964, Edmilson Felipe Porém, elas não foram implementadas por-
E Neri era um jovem metalúrgico em que em 1º de abril veio o golpe militar que der-
Guarulhos. Jovem engajado. No dia 12 rubou Jango e implantou a ditadura no País.
daquele mês, ele embarcou na Estação da
Luz, em São Paulo, rumo ao Rio de Janeiro, Edmilson é um dos fundadores do nosso
onde, no dia 13, o presidente João Goulart Sindicato e seu exemplo ilustra o histórico

48 60 anos dos metalúrgicos de guarulhos


SINDICATO AMPLO - Queremos indústria forte. Mobilizamos sempre a categoria
de participação dos metalúrgicos nas lutas
trabalhistas e políticas em nosso País.

Participação. Essa palavra marca a trajetória


das gerações que idealizaram nosso Sindica-
to, comandaram a entidade, participaram de
mobilizações e greves em fábricas e até hoje
atuam nas empresas por melhores salários e
condições de trabalho.

Miguel Torres, metalúrgico que preside a


Força Sindical, diz: “Metalúrgico é vanguarda
sindical e nas lutas cívicas. A categoria esteve
na linha de frente da grande greve geral em
1917, nas lutas pela conquista do 13º salário,
na Assembleia Nacional Constituinte, nas Di-
retas-já, no impeachment de Collor, nas várias
Marchas a Brasília, nas greves gerais contra
o arrocho salarial, nos grandes atos do 1º de recente taxa do lixo do prefeito Guti, a cate-
Maio, nas manifestações da avenida Paulista, goria está sempre presente.
nas ações solidárias e de arrecadação de gê-
neros para flagelados, em defesa dos direitos Quanto às ações na base, nem precisa falar.
e mesmo nos protestos mais recentes contra A categoria dá a última palavra nas negocia-
os juros extorsivos praticados no País”. ções de PLR, no desfecho das campanhas
salariais, nos acordos por empresa, participa
Guarulhos - Uma panorâmica sobre os das eleições de Cipa, realiza greves, vota pau-
60 anos do nosso Sindicato vai mostrar tam- ta de reivindicações.
bém essa participação forte e frequente, re-
ferenciada pela ida de Edmilson ao Comício José Carlos Santos Oliveira (Chorão), nosso
das Reformas de Base de Jango. secretário-geral comenta: “Nada que é de
interesse coletivo nós fazemos sem ouvir a
Seja por emprego e direitos, por melhorias base. A fábrica pode ter 10 empregados. Não
urbanas, pela valorização da mulher, pelo importa: os companheiros vão se manifestar
respeito aos aposentados, seja pela insta- e dizer se aprovam ou não os encaminha-
lação de passarelas na Dutra, seja contra a mentos indicados pelo Sindicato”.

diretoria “metalúrgicos em ação” 49


REPRESENTAÇÃO - Tivemos voz na Câmara, com Heleno vereador. Defesa da democracia é constante
cresce o número
de sócios Na base
atual diretoria assumiu o Sindicato dia esmagadora maioria formada por trabalha-
a 21 de julho de 2021. Mesmo com o País dores. “Nosso Sindicato tem um forte poder
sob forte crise econômica, pandemia agregador”, observa o presidente Josinaldo
da Covid-19 e o movimento sindical sofrendo José de Barros (Cabeça).
fortes ataques do governo, a diretoria Meta- Atrativos - A rede de serviços e benefícios
lúrgicos em Ação não vacilou: saiu a campo do Sindicato é o grande atrativo. Mas, sem
num constante trabalho de sindicalização. dúvida, a atração principal é o Clube de Cam-
Essa iniciativa deu resultado. Até final de po, que é o maior e mais completo da cidade.
janeiro, o quadro associativo metalúrgico Parque aquático, piscinas, churrasqueiras,
havia agregado 2.909 associados, já contabi- prainha, cachoeira, pesqueiro, enfim, muitas
lizadas as baixas. Apesar da forte rotativida- atrações para as mais variadas faixas etárias.
de da mão de obra, o quadro manteve uma Leandro Santos é funcionário da Secretaria
grande estabilidade. do Sindicato, responsável por contabilizar
Na prática, quem fica sócio não dá baixa. o movimento no quadro associativo. Ele co-
Por orientação da diretoria, o Sindicato am- menta: “A procura pra ficar sócio é diária e
pliou a associação para outras categorias crescente. O Clube de Campo no Primavera
profissionais e cidadãos em geral para uso é hoje o grande centro de lazer da família tra-
do Clube de Campo. Resultado: mais 2.200 balhadora. O perfil dos usuários locais é basi-
sindicalizados, vindos de categorias como camente de famílias assalariadas”.
gráficos, servidores, comerciários, químicos, Clube - Também atrai pela segurança. O
entre outras. local dispõe de estacionamento gratuito aos
No total, em 18 meses, o quadro geral de associados. Não-sindicalizado paga apenas
associados aumentou em 5.100 pessoas. A R$ 11,00 pelo período integral.

raquel - Diretora associa mais um companheiro zóião - Diretor sindicaliza em fábrica da base

50 60 anos dos metalúrgicos de guarulhos


sindicalizados - Novos sócios com os diretores Fala Mansa e Márcia

Campo - Que outro atrativo chama sócio? empresa. “Esse tipo de acordo é praticamen-
Leandro responde: “Nosso campo de fute- te diário”, relata o dr. Marcílio Penachioni.
bol, com gramado sintético, o melhor da re- O pagamento é previsto em Lei, mas se o
gião. E também o Ginásio Poliesportivo, um Sindicato não correr atrás muita empresa
dos melhores no Estado”. deixa de pagar. Assinado o acordo, a direto-
Pra se ter uma ideia da procura pelo cam- ria inicia a sindicalização na fábrica.
po, aos sábados, os jogos começam às 7 da Nosso diretor Pedro Pereira (Zóião) comen-
manhã e vão até as 9 da noite. “E tem gente ta: “Quando o Sindicato chega, mobiliza e ne-
na fila, porque a procura é crescente”, conta gocia a PLR, o trabalhador sente no bolso o
nosso diretor de Esportes, Ricardo Oliveira. efeito positivo do nosso trabalho. Por isso,
Fábricas - Porém, o metalúrgico tem ou- muitos se sindicalizam, porque compreen-
tros bons motivos pra se sindicalizar. Um dem que ficar sócio vai fortalecer um Sindi-
deles são os constantes acordos de PLR cato que sempre lhes trará ganhos”.
(Participação nos Lucros e/ou Resultados) da Fique sócio. Vale a pena!

Yulo dos Santos, sócio desde Eduardo Ribeiro de Oliveira,


2003. Operador de máquinas operador de máquinas II.
na Aludyne (Taboão). Trabalha na Johnson Eletric (Arujá).

“O Sindicato batalha pelos direitos, “Cortava o cabelo na antiga sede.


benefícios e melhorias às famílias”. Acompanhei meu pai em várias assem-
Yulo destaca a rede de lazer. Diz: “Maravilha. Minha bleias. Ficava fascinado com a atitude do Sindicato.
esposa e três filhos adoram o Clube e a Colônia.” Herdei do meu pai esse amor pelo sindicalismo.”

SÓCIOS PREMIADOS em 2022


Wellington Gomes da Silva, Priscila Lopes da Fonseca, meta-
trabalhador da Hitachi-ABB lúrgica da Usiminas (São Roque),
(Parque Cecap). também ganhou uma moto.

“Já sou sócio do Sindicato há 35 “Meu sonho sempre foi ser metalúr-
anos e sempre aconselho meus co- gica. Trabalho faz pouco mais de um
legas de trabalho a se associar. Agradeço a Deus ano na empresa, e assim que consegui o trabalho
pela sorte de ganhar essa moto.” fiquei sócia. Sempre acreditei na luta do Sindicato.”

diretoria “metalúrgicos em ação” 51


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52 60 anos dos metalúrgicos de guarulhos


perfil da base

nós Somos 44 mil


metalúrgicos e metalúrgicas
número de trabalhadores em nossa Convenção - Numa conjuntura de crise,
O base oscila conforme os ciclos econô- Rodolfo Viana ressalta o fato do Sindicato
micos, o avanço tecnológico, as polí- conseguir manter as garantias da Conven-
ticas governamentais ou as crises que vão e ção Coletiva de Trabalho. “Não perdemos
vêm. Atualmente, somos 44 mil. direitos e isso deve ser valorizado, até por-
O auge se deu no governo Lula, em 2010, que a reforma trabalhista de Michel Temer
quando a base chegou a 58.204 trabalhado- facilitou a precarização”.
res. O fundo do poço ocorreu no segundo 44 mil - Nossa base, ou seja, Guarulhos,
governo Fernando Henrique, quando a ca- Arujá, Mairiporã e Santa Isabel, tem cerca
tegoria caiu pra 36 mil. de 1.300 empresas, mas esse número oscila.
São informes da subseção do Dieese no Das fábricas, só 44 fábricas empregam mais
Sindicato, dirigida pelo economista e pro- de 220 trabalhadores. E 43% da categoria se
fessor Rodolfo Viana. Segundo a subseção, concentram nessas maiores. Cummins, Tecfil
o salário médio varia em torno de R$ 3,4 mil. e Continental são as maiores hoje.
A categoria é majoritariamente masculina. A O segmento de autopeças é o maior, se-
mão de obra feminina fica entre 18 e 19%. guido pela de fabricação de máquinas. “O
Quanto à escolaridade, a elevação é con- grosso da produção na base do nosso Sin-
tínua, mas lenta. Em 2022, cerca de 16% dicato atende o mercado interno”, explica o
tinham superior completo; 4%, superior in- economista Rodolfo Viana, do Dieese.
completo; e 63%, ensino médio. Segundo
Rodolfo, “hoje em dia, é difícil entrar no mer-
cado metalúrgico sem o ensino médio”.

Tendência - Após a grave recessão de


anos recentes e a pandemia da Covid-19, o
nível de empregos começa a ficar ascenden-
te. Nos dois últimos anos, foram gerados
cerca de três mil postos de trabalho. Essa
tendência vai depender de vários fatores,
mas um dos empecilhos é a alta taxa de ju-
ros estipulada pelo Banco Central.
Rodolfo Viana lembra que crises econômi-
cas ou mesmo a falta de uma política local
para a indústria têm levado Guarulhos a
perder empresas importantes, como Bor-
lem, Umicore, Eaton, WEG e várias outras.
ECONOMISTA - Rodolfo Viana, da subseção do Dieese

diretoria “metalúrgicos em ação” 53


perfil nacional

Brasil tem 2,2


milhões de
metalúrgicos
PARANÁ - Fábrica da Volvo leva produção a outros Estados

O setor metalúrgico emprega hoje cerca Hoje, 80% dos empregos metalúrgicos es-
de 2,2 milhões de trabalhadores for- tão concentrados nos Estados de São Paulo,
mais, com registro em Carteira. Eles repre- 40%; Minas Gerais, 12,2%; Rio Grande do Sul,
sentam 4% de todos os demais no mercado 10,1%; Santa Catarina, 9,1%; e Paraná, 7,7%.
de trabalho. Na indústria, de cada quatro
Perfil - 18,2% são mulheres; 32,6% estão
trabalhadores um é da metalurgia - dados
em empresas de grande porte; 60,2% pos-
da RAIS 2019 (Relação Anual de Informações
suem Ensino Médio completo; 49,2% pos-
Sociais) do Ministério do Trabalho.
suem até 35 anos e 50,8% tinham mais de 35
A CNTM é a Confederação Nacional dos anos; salário médio é de R$ 3.828,80; jorna-
Trabalhadores Metalúrgicos ligada à Força da média entre 41 a 44 horas semanais.
Sindical. Ela agrega 145 Sindicatos e nove Fe-
Emprego - Como ficará o emprego no se-
derações, num total aproximado de 1,5 mi-
tor? Vai depender muito da política econômi-
lhão de metalúrgicos em todos os Estados.
ca do atual governo, assim como de questões
O segmento cutista se organiza por meio da conjunturais e estruturais. Por exemplo, a ve-
CNM - Confederação Nacional dos Metalúr- locidade com que o carro elétrico chegará no
gicos, com cerca de 680 mil representados. País pode mudar a demanda por autopeças.
São Paulo - O Estado conta com 40% dos Porém, se o atual governo investir na reindus-
metalúrgicos do Brasil. Quinze anos atrás, trialização e reativar grandes projetos, como o
essa participação era de 48,5%. Ou seja, o Esta- PAC, se espera que os setores de máquinas e
do sofre um processo de desindustrialização. equipamentos, siderurgia e implementos ro-
doviários sejam os primeiros a sentir melhora.
Ainda no mercado interno, grandes obras
de infraestrutura (metrôs, trens de passa-
geiro e cargas, VLTs e outros) e expansão de
aparelhos públicos, como escolas, hospitais
e creches, estimularão o setor metalúrgico a
oferecer insumos e produtos finais.
Juros - A taxa estipulada pelo BC está
muito alta. O empresário olha sua carteira
de pedidos, verifica sua capacidade instalada
e, sabendo que não precisa expandir a pro-
PEÇAS - Segmento forte no ramo metalúrgico dução, deixa de investir e gerar empregos.

54 60 anos dos metalúrgicos de guarulhos


entrevista - Ele fala ao jornalista João Franzin

Presidente cabeça
Fazer muito, fazer bem
feito e fazer sempre mais
ntrevista com Josinaldo José de Barros prio Cláudio Omena, que está nos filmando,
E (Cabeça). Nosso presidente destaca tem mais de 30 anos de casa.”
várias marcas que se consolidaram CONTINUIDADE - “As seguidas direções
nas seis décadas do Sindicato. sindicais conseguiram consolidar uma cul-
Ele ressalta a continuidade do projeto dos tura de continuidade. A diretoria que chega
fundadores, em 30 de abril de 1963; o patri- dá sequência ao trabalho da anterior, valo-
mônio sólido; a ampla rede de lazer; a ação rizando a experiência. É uma continuidade
cotidiana na base; inúmeros acordos produtiva”.
de PLR; sindicalização; renovação PATRIMÔNIO - “Temos a sede
das Convenções Coletivas; com- no Centro, estacionamento em
bate aos acidentes de trabalho; frente à sede, subsedes pró-
e a permanente participação prias em Arujá e Mairiporã,
da base nas decisões. Colônia de Férias em Cara-
ORIGEM - “Sou pernambu- guatatuba e o grande Clube
cano de Vertentes. Migrei pra de Campo no Parque Prima-
Guarulhos em 1983. Entrei vera.”
no setor metalúrgico em 1987. CLUBE - “São sete alqueires.
Cheguei à diretoria do Sindicato É o orgulho da categoria. Tudo é
em 2000. Fiz minha carreira sindical bom: o parque aquático, o pesqueiro, a
na Borlem, em Itapegica, que tinha dois mil piscina aquecida, a prainha, os quiosques, o
funcionários, um pessoal muito ativo.” campo com gramado sintético, o ginásio po-
COLETIVO - “O trabalho coletivo é uma das liesportivo. Os usuários elogiam muito nos-
nossas marcas. Isso inclui a ação da diretoria so Clube de Campo.”
e também o apoio dos funcionários. O pró- SOCIAL - “O Meu Futuro foi fundado há 21
diretoria “metalúrgicos em ação” 55
LULA - Encontro com o Presidente da República globo - Entrevista ao programa Profissão Repórter sobre demissões

anos. Temos, desde lá, apoio dos Metalúr- 14º SALÁRIO - A Lei garante 13º salário,
gicos da Bélgica. Mas buscamos outras par- e o trabalhador espera por esse dinheiro.
cerias. O governo do Estado fornece leite e Outra lei prevê Participação nos Lucros e/
a Prefeitura também ajuda. O Instituto pode ou Resultados. Mas precisa do Sindicato na
receber Emendas legislativas, e recebeu uma negociação pro acordo ter validade. Então, o
do deputado Nakashima (PDT-SP). metalúrgico também espera a PLR, que já é
Os alunos atuais recebem complementa- quase um 14º salário. Os acordos de PLR são
ção escolar e se alimentam no local. Eles têm uma das marcas consolidadas do nosso Sin-
aula de inglês e informática, fazem artesana- dicato. A diretoria luta pra que 100% da base
to e têm educação física. O leite é para as venham a receber esse benefício.”
famílias carentes.” CONVENÇÕES - “A Convenção Coletiva de
TRABALHO ÁRDUO - “Somos 23 diretores, Trabalho propicia ao metalúrgico aquilo que
porque perdemos o companheiro Adriano não está garantido em Lei. Temos dez Con-
Madeira, da Usiminas. Atuamos de domingo venções, conforme os ramos produtivos.
a domingo. De segunda a sexta, estamos na Resistimos à reforma trabalhista de Temer
base. Sábado e domingo, temos diretores no e aos ataques do último governo. Nossas
Clube de Campo e Colônia, pra orientar os Convenções não perderam um só direito,
usuários e os atletas, quando há jogos. graças à luta dos 52 Sindicatos Metalúrgicos
Cinco diretores continuam trabalhando nas no Estado e ao comando da Federação esta-
fábricas, mas nos ajudam muito. Há cinco dual. A Federação coordena as negociações
setores na diretoria, que cobrem Arujá, Mai- coletivas e também lutas ou greves.”
riporã, Santa Isabel e Guarulhos. Quando SAÚDE - “O Departamento de Saúde e Se-
um setor tem desfalque, o outro cobre. gurança do Trabalhador apoia os cipeiros. As
Quando eu estava na produção, um compa- Cipas são uma forma de organização sindi-
nheiro cobria o outro. No Sindicato, é igual, cal. Fui cipeiro na Borlem e muitos dirigentes
porque nosso projeto é coletivo.” também começaram na Cipa. O cipeiro, com

56 60 anos dos metalúrgicos de guarulhos


câmara - Ele fala na Tribuna contra taxa do lixo campanha salarial - Assembleia no Clube aprova reivindicações
borlem - Cabeça e Elizeu comandam assembleia na fábrica em que ele foi funcionário durante 24 anos

o tempo, vai vendo que há outras demandas, plano de saúde aos trabalhadores. Principal-
e elas acabam chegando ao Sindicato. mente nas pequenas e médias empresas,
O Departamento, com suporte do Jurídico, que são maioria da nossa base.
já conseguiu reintegrar muitos trabalhado- Se a sua empresa não tem esses benefícios,
res acidentados ou doentes que haviam sido procure o Sindicato. Vamos juntos buscar as
demitidos de forma ilegal.” melhorias. O empresário precisa também
SINDICALIZAÇÃO - “A sindicalização cres- ver o lado humano do trabalhador.”
ce. E não é só porque reabrimos o Clube de BRASIL - Lula mudou o panorama. Já hou-
Campo que tinha ficado inativo por causa da ve avanços e melhorias. A democracia está
Covid-19. O trabalhador percebeu que a re- mais sólida. E nós queremos que seja cada
forma trabalhista de Temer só trouxe perdas vez mais forte, porque só na democracia a
e ele precisava se reaproximar do Sindicato. gente pode reivindicar.
O metalúrgico sabe que sem suporte sindi- Nos anos Temer Bolsonaro, o salário míni-
cal não tem campanha salarial, reposição de mo não teve ganho. Aliás, eles ficaram deven-
perdas, renovação da Convenção ou mesmo do R$ 7,00 da inflação. Lula deu um aumento
acordo de PLR. Aliás, todo acordo aqui no modesto, mas vai injetar R$ 9 bilhões no mer-
Sindicato é aprovado em assembleia.” cado. Ele também aumentou pra dois salá-
ENERGIA LIMPA - “Gastamos em média R$ rios mínimos a faixa do desconto do imposto
50 mil por mês com a conta de luz. Se insta- de renda. Ainda está longe da isenção até
lássemos energia solar, a conta cairia pela me- R$ 6 mil que o sindicalismo reivindica.”
tade. Hoje, as placas estão instaladas na sede, 60 ANOS - “Festa será dia 30 de abril. Te-
Colônia e Clube. Estamos utilizando ener- remos shows e sorteios de motos Yamaha,
gia que não polui a um custo muito menor.” bicicletas, TVs e outros prêmios.
O QUE FALTA - “Ainda falta muita coisa, em Vamos homenagear sócios e inaugurar o
muitas fábricas. Vou citar três: garantir café Memorial dos 60 anos. Mas a atração princi-
da manhã, fornecer cesta básica e propiciar pal será o trabalhador com sua família.”

diretoria “metalúrgicos em ação” 57


capacitação - Entrega de certificado imprensa - Com Martinho Risso cidadão Guarulhense - Título em 2015
metalúrgicos em ação
Estes são os diretores do Sindicato
Conheça cada dirigente da nossa entidade. São homens e mulheres de diversas fábricas e funções
no setor metalúrgico. A eles cabe administrar a entidade, mobilizar a base, garantir a assistência,
fazer acordos, negociar PLR, sindicalizar, organizar eventos esportivos, zelar pelo patrimônio,
enfim, cuidar bem da categoria metalúrgica. Metalúrgicos em Ação, ontem, hoje e sempre!

DIRETORIA EFETIVA

Ricardo pereira de Oliveira josé carlos santos oliveira Roseli do carmo Lima
Vice-presidente (Chorão) Secretário-geral 1ª Secretária

Josinaldo josé de barros JOSÉ PEREIRA DOS SANTOS elenildo queiroz SANTOS
PEDRO PEREIRA DA SILVA
PRESIDENTE Zóião -2o Secretário Tesoureiro-geral Nildo - 2o Tesoureiro

suplentes de diretoria

célio ferreira daniel RAFAEL josete Machado antonio F. da silva Alex sandro Jaciel barbosa josé joão
Malta galdino - Lulinha FILHO - Pepe fala Mansa de lima dos santos - Jassa da silva - Jau

conselho fiscal suplentes do conselho

daniel hermínio raquel josé pedro da silva Márcia de aquino adriano madeira daniel
estevan de jesus Carioca LIma in memoriam araújo

delegados na suplentes de
federação delegado

Eduardo apóstolo josé barros Lucas Ricardo Robson Amadeu


Tieta da silva neto Barros de Andrade

58 60 anos dos metalúrgicos de guarulhos


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diretoria “metalúrgicos em ação” 59
Endereço: Av. Sete de Setembro, 1465 sala 132 - Vila Galvão
metalúrgicos em ação

sindicato dos metalúrgicos de guarulhos e região


60 Rua Harry
60 anos dos metalúrgicos de Simonsen,
guarulhos 202, Centro, Guarulhos. Telefone 2463.5300. Site: [Link]

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