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Manejo Da Crise Convulsiva: Internato de Pediatria Preceptor: Prof. Dr. Firmino R. D. Neto CREMEB: 34.179

O documento aborda o manejo de crises convulsivas em pediatria, enfatizando a importância do atendimento imediato e a compreensão da fisiopatologia, tipos de convulsões e epilepsia. Ele detalha o diagnóstico, aspectos epidemiológicos e o tratamento tanto em situações de emergência quanto de manutenção. O manejo adequado é crucial para prevenir complicações graves e garantir o seguimento ambulatorial dos pacientes.

Enviado por

Heva Fernandes
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O documento aborda o manejo de crises convulsivas em pediatria, enfatizando a importância do atendimento imediato e a compreensão da fisiopatologia, tipos de convulsões e epilepsia. Ele detalha o diagnóstico, aspectos epidemiológicos e o tratamento tanto em situações de emergência quanto de manutenção. O manejo adequado é crucial para prevenir complicações graves e garantir o seguimento ambulatorial dos pacientes.

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Manejo da Crise

Convulsiva
Internato de Pediatria
Preceptor: Prof. Dr. Firmino R. D. Neto
CREMEB: 34.179
Sumário
• Introdução
• Fisiopatologia da Convulsão
• Convulsão Febril
• Convulsão X Epilepsia
• Tipos de Convulsão
• Aspectos Epidemiológicos
• Manifestações Clinicas e Diagnóstico
• Manejo da Convulsão no PS
• Seguimento Ambulatorial
• Encerramento / Referências;
Introdução
• Os pacientes que apresentam convulsão têm prioridade no atendimento, por
tratar-se de emergência médica que deve ser tratada imediatamente, devido os
riscos de complicações graves e potencialmente fatais. Neste sentido é
necessário compreender o conceito de convulsão, fisiopatologia da
convulsão, como classifica-la, e o manejo adequado em cada contexto.
Lembrem-se o segredo de toda emergência é manter a CALMA!
Fisiopatologia da Convulsão

• Hiperexcitabilidade Neuronal:
• Os neurônios se tornam mais excitáveis devido a alterações nos canais iônicos e
desequilíbrios na liberação de neurotransmissores.
• Hipersincronização Neuronal:
• Esses neurônios hiperexcitáveis disparam de forma sincronizada, criando picos de
atividade elétrica que se espalham por grandes áreas do cérebro
• Envolvimento de Canais Iônicos:
• Fatores como a ativação ou inativação anormal de canais de cálcio e potássio podem
prolongar a despolarização celular e aumentar a excitabilidade neuronal
Convulsão Febril
• Convulsões febris são convulsões generalizadas, tipicamente em crianças entre 6 meses e 5
anos de idade, que ocorrem com febre maior que 38 °C.
• Estima-se que 10% a 33% dos pacientes tenham um parente de primeiro grau com histórico
positivo de convulsões, juntamente com uma taxa de concordância de aproximadamente
35% a 69% em gêmeos monozigóticos e 14% a 20% em gêmeos dizigóticos, o que sugere
que a causa das convulsões febris pode ter um componente genético.
• Deficiências de ferro, zinco, vitamina B12, ácido fólico, selênio, cálcio e magnésio aumentam
o risco de convulsões febris.
• O cérebro imaturo, com excitação neuronal aumentada pela febre, é mais suscetível a
convulsões, o que é uma das explicações para a sua ocorrência mais comum em crianças
menores de 3 anos
Convulsão X Epilepsia

• Convulsão é a contração involuntária e desordenada da musculatura, causada


por uma descarga elétrica excessiva no cérebro, resultando em espasmos e,
frequentemente, perda de consciência. e geralmente é um evento transitório
que pode ser seguido por um período de sonolência ou confusão.
- Ela pode ser um sintoma de uma condição subjacente, como febre alta,
infecção, traumatismo craniano ou epilepsia.
Convulsão X Epilepsia
• A Epilepsia é uma doença cerebral crônica causada por diversas etiologias e
caracterizada pela recorrência de crises epilépticas não provocadas.
• Síndrome Epiléptica: Uma síndrome epiléptica se refere a um conjunto de
características, incluindo tipos de crises, EEG e características de imagem,
que tendem a ocorrer juntas
Tipos de Convulsão

• A crise convulsiva é uma atividade elétrica anormal, a qual gera sinais e sintomas
específicos, como abalos musculares.
• Crise provocada: é uma crise epiléptica decorrente de uma causa imediata
identificada, como distúrbio metabólico, intoxicação aguda, abstinência de drogas
sedativas ou insulto neurológico agudo. Deve existir uma relação temporal entre o
desencadeante e a crise, geralmente, nos últimos 7 dias. Entre 1 e 10% da população
terá uma crise provocada na sua vida.
• Crise não provocada: quando não há uma causa conhecida para a crise, após
investigação clínica, laboratorial e de imagem.
Tipos de Epilepsia
• Epilepsia Generalizada
-Tônico Clonicas X Atônicas
- Sindromes epiléticas ( síndrome de West, Lennox-Gastaut )
• Epilepsia Focal:
- Crises com Perda de Consciência.
- Crises sem Perda de Consciência.
Aspectos Epidemiológicos
• Atualmente, estima-se que há mais de 50 milhões de pessoas com Epilepsia no
mundo, a maioria vivendo em países em desenvolvimento onde a qualidade de vida
é pior e a incidência de infecções do sistema nervoso central (SNC) é maior. Na
população mundial, a prevalência de epilepsia encontra-se entre 1,5 e 30 casos para
cada mil habitantes.
• Ela não faz distinção entre sexos, raças ou níveis socioeconômicos, embora certos
fatores de risco possam estar associados a um maior risco de desenvolver a doença.
• A idade de início varia, mas a epilepsia é mais comumente diagnosticada em
crianças e idosos. Além disso, estima-se que pode-se controlar 70% dos casos de
epilepsia com o uso adequado de medicamentos antiepilépticos.
Diagnóstico

• Clínico:
- Caracterizar o Padrão Clínico das Crises
• Eletroencefalograma
- Avaliar a atividade eletétrica do cérebro
- Ondas Assincrônicas x Ondas Sincronicas
• RM do Crânio
- Pode Evidenciar lesões estruturais do SNC
Manejo da Convulsão no PS
• Proteger o Paciente;
• Abortar as Crises Prolongadas;
• Tratamento de Ataque x Tratamento de Manutenção;
Tratamento de Ataque
- Terapia Inicial de escolha: BENZODIAZEPÍNICO (nível A )
- Diazepam IV
( 0,15 a 0,2mg/kg/dose, max 10mg/dose, pode repetir 01x)
- Midazolam IV ou IM
( 0,1 a 0,2mg/kg/dose, ou 10mg>40kg // 5mg 13 – 40 kg, pode repetir 01x)
- Fenobarbital IV
( 15mg/kg, dose única)
Tratamento de Manutenção
• Fenitoína IV
20mg/kg, Max 1.500mg, diluir em SF e fazer em 2h
• Ácido Valproico IV ou VO
40mg/kg, max: 3.000mg
• Levetiracetan IV ou VO
60mg/kg, max: 4.500mg
Encerramento
• Reconhecer a convulsão como sinal neurológico.
• Entender que apesar de auto limitado, na maoria das vezes, trata-se de uma
emergência médica, que pode ser clínica ou cirúrgica.
• Diagnosticar a etiologia da convulsão através da história clínica e exames
complementares
• Manejar Adequadamente uma Convulsão no âmbito do Pronto Socorro
Pediátrico.
Referencias Bibliograficas
• Scielo
• Uptodate
• [Link]
• [Link]

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