Estudando Língua Portuguesa
Matérias:
Literatura:
Classicismo
Os lusíadas
Utopia (1º e 2º parte)
Barroco
Língua portuguesa (FGB):
Mecanismos de persuasão
Estratégias argumentativas
Língua Portuguesa (AP):
Introdução à sintaxe: frase, período, oração, sujeito e predicado;
Tipos de sujeito (simples, composto, desinencial, indeterminado e inexistente).
Tipos de predicado (predicado verbal. nominal, verbo-nominal e transitividade
verbal)
Objetos de estudo:
Bloco 1° e 2° etapa
Anotações
Atividades passadas (gramática)
Provas e atividades de 2022
Internet
Livro e Caderno de atividades (capítulo 2, 4 e 39)
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Classicismo:
A história da arte pode ser descrita como uma luta periódica entre a razão e a emoção.
Ora é valorizada a razão, ora a emoção. Durante o classicismo a razão prevalece para
explicar a realidade, nua e crua como ela era, tudo calculado e planejado. Havia a
concepção da valorização do homem acima de todas as coisas (antropocentrismo) e sua
principal característica, o que o torna humano, diferente de outros animais, é ser um ser
racional.
- Na filosofia é sinônimo de humanismo, nas artes de renascimento e na literatura
de classicismo.
- É um momento que se tornou moda a supervalorização dos escritos da
antiguidade greco-latina.
- Data a Europa no séc XV ao séc XVIII.
- Entendiam que a obra artística literária deveria obedecer aos cânones
greco-latinos.
Tem como características: a razão, o equilíbrio, a harmonia, a erudição, o bem, o belo, o
verdadeiro e o perfeito. Ou seja:
➢ Resgate da Antiguidade clássica
➢ Antropocentrismo
➢ Humanismo
➢ Universalismo
➢ Racionalismo
➢ Cientificismo
➢ Paganismo
➢ Objetividade
➢ Equilíbrio
➢ Harmonia
➢ Rigor formal
➢ Mitologia greco-romana
➢ Ideal platônico e de beleza
Literatura produzida na vigência do renascentismo (amplo movimento cultural, artístico
e científico do século XVI) inspirado nas ideias da cultura clássica greco-latina).
O interesse pela cultura clássica data desde o séc XIII na Itália com os escritores e
intelectuais denominados humanistas. Dentre eles destacam-se: Dante Alighieri,
Petrarca e Boccaccio e, na pintura, Sandro Botticelli. Num contexto de transformações,
substituiu a fé medieval pela razão, o cristianismo pela mitologia greco-latina e pôs o
homem como centro de todas as coisas (antropocentrismo). O homem do século XVI se
volta para a realidade concreta e acredita em sua capacidade de dominar e transformar
o mundo.
O Renascimento é a expressão artística e cultural marcada de uma época que acentuou o
declínio da Idade Média e deu início à Idade Moderna.
- Grandes Navegações e descobrimentos
- Formação dos Estados Modernos
- Reforma
- A revolução comercial
- Invenção da imprensa
- Fortalecimento da burguesia comercial
- Teoria heliocêntrica de Copérnico
O Renascimento e o naturalismo:
O naturalismo já se encontrava no renascimento que no esforço de recuperar as
riquezas das antigas culturas pagãs, e em particular a cultura e a arte dos gregos,
acabou por exaltar exageradamente o homem, a natureza, menosprezava-se e
desaparecia do pensamento dos homens necessidade da graça, a destinação da
humanidade para a ordem sobrenatural e a luz trazida pela Revelação. Sob o pretexto
de arte, quiseram introduzir por toda a parte, até mesmo nas igrejas, esse nudismo que
predomina na Capela Sistina, em Roma. Considerado sob o ponto de vista artístico essas
obras têm algum valor; porém, nelas prima o aspecto sensual da exaltação da carne,
totalmente em oposição aos ensinamentos do evangelho: “pois a carne luta contra o
espírito, diz São Paulo, e o espírito luta contra a carne” (G1. 5,17)
Não condeno essa arte, se restrita aos museus mundanos, mas não vejo nela um meio de
exprimir a verdade da Redenção, ou seja, uma feliz submissão da natureza redimida à
graça. Quanto à arte barroca da Contra-Reforma católica, meu julgamento é bem
diferente, especialmente nos países que resistiram ao protestantismo.
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Classicismo português e os lusíadas:
Classicismo Portugues:
● 1527 - Poeta Francisco de Sá de Miranda retorna à Portugal, depois de uma
viagem à Itália, e é bem recebido com suas ideias renascentistas
Desde a sua volta de Portugal, Sá de Miranda foi decididamente o chefe da escola
clássica, da escola que, como disse Pinheiro Chagas, pautava as suas obras cômicas pelos
modelos de Plauto e de Terêncio, as suas éclogas e cartas pelas de Horácio e de Ovídio,
a que substitui a redondilha popular, até então quase exclusivamente usada, pelo verso
hendecassílabo jâmbico italiano e as pastorais e ainda trovadorescas de Bernardim
Ribeiro pelos idílios virginianos e pelas limitações de Theocrito. Quebrou o grande poeta
o encanto e as velhas formas gastas do Cancioneiro de Resende, com a futilidade da
poesia palaciana, foram completamente abandonadas.
Inovador convicto, preocupava-se com a imitação dos modelos estrangeiros que o
deslumbravam e aos quais desejava igualar, senão exceder. Estudava constantemente
procurando seguir com o maior rigor as regras da arte. Fe-lo tão contento dos
partidários de sua escola, que a Vida chega a sustentar que os atentamente o passarem
não lhes ficará necessidade de ler em as Poéticas de Aristóteles e Horácio, que ele,
parece, não largava da mão.
O poeta, em sua sede de perfeição, não se dava nunca por satisfeito com a sua obra.
Continuamente refundia os seus trabalhos, cortava aqui, acrescentava além e, pode se
dizer, morreu sem deixar uma forma definitiva de sua enorme produção poética. A
grande quantidade de variantes tem sido a maior dificuldade para as edições de suas
obras.
É pouco de estranhar que Sá de Miranda não tivesse em suas obras inspiração de
Camões, porque devia lutar com grandes dificuldades para moldar o portugeus duro e
rude dos heróis da África e da Índia ao espírito filosófico das suas ideias e à harmonia
das novas formas poéticas que pretendia introduzir em Portugal.
Trade, e cuido que me julgam mal,
Que emendo muito e que emendando, dano.
Senhor, que hei grande medo ao desengano,
D’este amor que a nos temos desigual
Todos a tudo o seu logo achão sal:
Eu risco e risco, vou me de ano em ano
Ano cos meus papéis em diferenças!
São preceitos de Horácio, me dirão. Não posso em al, sigo o em aparências.
● Intensa produção literária em Portugal, tanto em prosa quanto em versos e peças
em ambos os formatos, inclusive literatura de viagens.
● Não houve abandono da religiosidade (Contrarreforma).
● Imitação da natureza, sobretudo humana, buscando o que há de universal nos
homens.
● Luís Vaz de Camões é o grande autor do classicismo português
Os lusíadas:
● Poema épico.
● Narra a viagem de Vasco da Gama às índias, em 1498, no reinado de [Link],
contornando o à época chamado Cabo das Tormentas (hoje, Cabo Boa Esperança,
na África do Sul).
● Trata-se de uma metonímia, já que o herói da epopeia não é Vasco da Gama, mas
sim o povo português (lusíadas) representado por ele.
● 10 cantos e 1.102 estrofes de 8 versos (8816 versos), todos com 1o sílabas
poéticas (decassílabos) organizadas todas em ABABABCC.
● É distribuído em:
- Canto I: proposição - enaltece os feitos militares. Declara o assunto da
obra: os feitos portugues, especialmente os ultramarinos, que significavam
a expansão da Fé Cristã e do Império Português
- Inovação - invoca os deuses e musas (pede às ninfas do rio) para dar
inspiração.
- Dedicatória - à [Link]ão. Camões oferece o poema ao rei, símbolo da
grandeza mitológica de Portugal (sebastianismo).
- Desenvolvimento - conjunto das ações dos navegadores.
Narra-se o Consílio dos Deuses, episódio no qual Júpiter convoca uma assembleia com
Marte, Vênus e Baco para decidir ajudar ou não os portugueses. Marte e Vênus, que
vencem Baco, rogam pela ajuda. Depois que a viagem de Vasco da Gama se inicia, em um
momento a esquadra está no sudeste da África e piratas atacam a frota lusitana. Vênus
intervém e, mandando ventos contrários, impede o sucesso do ataque. Então Vênus vai ao
Olimpo queixar-se a Júpiter de que ele não estava ajudando os portugueses. Júpiter
concorda e manda Mercúrio ao auxílio dos navegantes.
A viagem segue tranquila até Melinde, onde o rei local os recebe pacificamente e pede
que Vasco da Gama conte a história de Portugal. É na narração que Vasco da Gama
empreende sobre a história de Portugal que aparece o célebre episódio de Inês de
Castro.
Trata-se de um dos episódios literários mais famosos e poéticos da literatura
portuguesa. Inês de Castro era uma nobre do reino de Castela. Ela foi enviada para ser
dama de companhia da rainha portuguesa D. Constança, esposa do príncipe-herdeiro
[Link]. No entanto, Pedro e Inês se apaixonaram.O rei D. Afonso (pai de [Link])
preocupou-se com o romance, pois teve medo de que a família de Inês (estrangeira)
interferisse no reino português. Por isso mandou-a para viver longe de Lisboa. Com a
morte de [Link]ça, [Link] mandou buscar Inês de Castro para viverem juntos.
Dessa relação tiveram 3 filhos. No entanto, o rei, aconselhado por seus ministros, ainda
preocupado, manda matar Inês. Ela roga por sua vida, não por ela, mas por amor aos seus
netos, o rei quase cede mas executa a pena. Quando [Link] assume o trono, persegue
os ministros que haviam conspirado contra sua amada e manda que se desenterre Inês,
levem-na ao trono e a coroa rainha ao seu lado, devendo todos os cortesão beijarem suas
mãos.
- Epílogo - volta para casa, o rio Tejo.
Escrito por Luís de Camões. Os lusíadas registram e traduzem o sentimento de euforia e
nacionalidade diante a maturação do Estado português no processo de expansão
marítima e comercial numa obra que se tornou a principal expressão do renascimento
pórtugues.
● Obra máxima da Literatura Portuguesa.
● A inspiração em “Eneida”, “Odisseia” e “Ilíada” é bastante clara, o que dentro
outros fatores, vincula a obra ao Classicismo.
● Poema épico escrito por Luís de Camões no século XVI (1556/1572)
● Quais elementos da estrutura de “Os lusíadas” nos leva a concluir que é um
projeto típico do Classicismo? A perfeição, o equilíbrio, as regras matemáticas
claras, organização extrema e racional.
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Barroco:
É a arte do exagero, do imperfeito, do excesso de detalhes, ornamentado. Significa
bizarro, palavra portuguesa que significa “pérola irregular, com alto baixo”. Arte que
predominou no século XVII - registrou um momento de crise espiritual na cultura
ocidenta. nesse momento viviam 2 mentalidade: o paganismo e o sensualismo do
renascimento, em declínio. de outro lado, uma forte onda de religiosidade que remetia
ao teocentrismo medieval. Era um movimento que tinha alguns vínculos com a cultura
clássica, mas por caminhos próprios condizentes com as necessidades de expressão
daquela época.
Até certo ponto foi uma reação ao artificialismo maneirista do século anterior.
Compreendia a emoção genuína e a ornamentação vivaz. O drama humano torna-se
elemento básico na pintura, muitíssima expressiva, iluminada por um extraordinário
claro-escuro e fortes combinações cromáticas.
É um estilo identificado com uma ideologia, ele resulta de atributos morfológicos a
traduzir um conteúdo espiritual. A Contrarreforma e o Concílio de Trento forneceram
essa ideologia. Era uma contrarreação a ideias renascentistas, sob a direção da Contra
Reforma católica, tentava reencontrar o fio perdido da tradição cristã. Esse duelo
entre o elemento cirsão (Idade Média) e o elemento pagão (humanista e racionalista
caracteriza o barroco. O dualismo, a oposição, o contraste, a contradição, o estado de
conflito, a tensão oriunda do duelo entre o espírito cristão, antiterreno, teocêntrico e
espírito secular, racionalista, mundano.
Diante desse contexto histórico, principalmente em Portugal e Espanha, a literatura
participa dessa disputa entre o catolicismo e protestantismo, para sua aceitação e
difusão (tinha que receber aprovação da Mesa do Santo Ofício da inquisição para não
ser censurada), deveria demonstrar de alguma forma sua adequação às funções de
afirmação e propagação da fé católica.
Principais autores barrocos:
- Gregório de Matos (Brasil)
- Pe. Antônio Vieira (Portugal)
Características essenciais da literatura e da arte barroca:
- consciência da efemeridade da vida e do tempo;
- concepção trágica da vida;
- figuração;
- jogo de claro e escuro;
- oposição entre o mundo material e o mundo espiritual;
- morbidez;
- requintes formal.
Carpe diem: consequência da efemeridade do tempo, o desejo de aproveitar a vida
enquanto ela dura (muitas vezes um convite amoroso sensual a mulher amada). O carpe
diem no barroco vinha revestido de culpa e conflito devido ao sentimento religioso da
época.
Cultismo e conceptismo: tendências de estilo que se manifestaram no barroco. Essas
tendências não se excluem.
➢ Cultismo: rebuscamento formal, jogo de palavras, figuras de linguagem e
vocabulário sofisticado, exploração de efeitos sensoriais, imagens violentas e
fantasiosas. Predomina na poesia.
➢ Conceptismo: (do espanhol concepto), jogo de ideias, sutilezas do raciocínio e do
pensamento lógico, por analogias, histórias ilustrativas. Predomina na prosa.
Barroco Classicismo
conflito entre visão antropocêntrica e antropocentrismo
teocêntrica
oposição entre o mundo material e o equilíbrio
mundo espiritual; visão trágica da vida.
conflito entre fé e razão racionalismo
cristianismo. paganismo
morbidez influência da cultura greco-latina
idealização amorosa; sensualismo e idealização amorosa; neoplatonismo,
sentimento de culpa cristão sensualismo
consciência da efemeridade do tempo universalismo
gosto por raciocínios complexos, busca de clareza
intrincados, desenvolvidos em parábolas e
narrativas bíblicas
carpe diem
gosto pelos soneto gosto pelo soneto
emprego da medida nova (poesia) emprego da medida nova (poesia)
Gosto pelas inversões e por construções busca do equilíbrio formal
complexas e raras; emprego frequente de
figuras de linguagem como antítese, o
paradoxo, a metáfora, a metonímia, etc.
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Utopia
1º parte:
● Representa a primeira crítica fundamentada do regime burguês e encerra uma
análise profunda das particularidades inerentes ao feudalismo em decadência.
● A primeira parte trata do espelho fiel das injustiças e misérias da sociedade
feudal sob o reinado de henrique VIII, a avareza do rei, a concentração de
terras nas mãos do clero e da nobreza e a vassalagem, que era usada como
instrumento de violência e para assegurar impunidade de seus crimes. A
agricultura estava em ruínas desde que a nascente indústria da lã, que fez com
que terras imensas fossem transformadas em pastagens para carneiros,
reduzindo os camponeses à miséria, aumentando a criminalidade e a
mendicidade. A lei inglesa era severa aplicando a morte indistintamente ao
ladrão, ao vagabundo e ao assassino. Se trata de críticas duras e amargas de
Morus contra uma sociedade tão profundamente desorganizada e injusta.
- “Se a lei castiga, é para matar o crime, conservando o homem”
● A primeira parte é de crítica a uma Inglaterra em que os camponeses estão
sendo expulsos do campo para as cidades, onde há bandos de ladrões e uma
justiça cega, porém cruel, a realeza ávida de riquezas e sempre pronta para a
guerra, sem falar nas perseguições religiosas. Essas regras são invertidas na
República de Utopia.
● Utopia edifica uma sociedade imaginária, ideal, sem propriedade privada, com
absoluta comunidade de bens e do solo, sem antagonismo entre a cidade e o
campo, sem trabalho assalariado, sem gastos supérfluos e luxos excessivos, com
o Estado como órgão administrador da produção.
● Thomas More cria uma ilha-reino, com a geografia descrita provavelmente a
partir de narrativas sobre a América, em que demonstra como seria aplicável
uma sociedade sem propriedade privada e sem intolerância religiosa, na qual
a razão é o critério para estabelecer condutas sociais e não o autoritarismo
do Rei ou da Igreja – que, em seu contexto histórico, a Inglaterra do século
XVI, estavam reunidos na figura de Henrique VIII. Em estilo irônico e narrada
pelo personagem Rafael Hitlodeu
● Ele queria promover uma educação política que permitisse que as pessoas
tivessem liberdade de pensamento.
● Os dois principais pontos de sua obra são: tolerância e paz
- O estímulo e participação de guerras sem sentido para satisfação pessoal
do rei ocorre à custa da miséria do povo cada vez mais oprimido pelo
trabalho incessante a fim de sustentar a sede de luxo e riqueza dos
nobres.
- A corrupção dos magistrados que eram orgulhosos demais ou preocupados
apenas em agradar o rei não permitiria conselhos de fato efetivos na
corte.
- A propriedade privada e o dinheiro são incompatíveis com a felicidade.
- “o unico caminho para o bem-estar de todos repousa sobre a igualdade na
posse dos bens”.
More era humanista e influenciado pelo estoicismo e pelo epicurismo. Há na obra
elementos renascentistas, a valorização dos valores greco-romanos, tais como a:
menção de Platão o governo dos filósofos e diversas outras referências ao passado
grego e romano, a menção da legislação romana:
- A ideia de Morus de criar uma sociedade imaginária vem de uma tradição que
remonta a Platão (427-347 a.C) na obra "A República”.
- “durante tantos séculos, pelos romanos, um dos povos que mais se destacaram na
arte de governar? Em Roma, condenavam se os grandes criminosos à escravidão
ou aos trabalhos forçados a perpetuidade nas pedreiras e nas minas”.
2º parte:
● A ilha de Utopia:
O capítulo fala sobre a geografia local: a parte central é mais larga (200 milhas) e
diminui nas extremidades. Tem um perímetro de 500 milhas e forma um semicírculo, um
aspecto de lua crescente. O estreito principal (11 milhas) abre espaço para uma baía,
águas calmas e a presença de um lago.
Entradas do golfo perigosas, devido aos bancos de areia e aos recifes. Outra fonte de
perigo para os navegantes são os rochedos submersos, somente os utopienses conhecem
as passagens, mesmos os habitantes não se arriscam a menos que se orientem por
referenciais.
No meio do estreito há um rochedo acima da água e um forte com uma guarnição foi
construído sobre ele.
Portos não são raros e bem protegidos por meios naturais ou fortificações, conseguiram
repelir um grande exército.
Não foi sempre uma olha: Utopus abriu um canal de 15 milhas para cercar a ilha pelo
mar, usando o trabalho do povo e do exército para que não fosse humilhante.
54 cidades idênticas e não isoladas.
Um vez por ano três cidadãos idosos enviados para Amaurota (no centro da ilha) e
experientes para tratar de questẽs de interesse comum.
No campo, cidades construídas em distâncias apropriadas e providas do que é
necessário, ocupadas rotativamente, 40 pessoas, dois escravos e dirigida por um homem
e uma mulher experientes. Cada grupo de 30 tem como chefe um filarca.
Anualmente 20 membros retornam à cidade depois de 2 anos. Substituídos por igual
contingente que será treinado por aqueles que estão há um ano lá, assim ninguém é
obrigado a viver a vida rude no campo, contra sua vontade. Muitos são os que ficam mais
tempo.
Criam cavalos para equitação e bois para trabalhos do campo. Produzem grãos para a
fabricação de pão.
Produzem uma quantidade bem superior às suas necessidades, compartilhando com seus
vizinhos. Tudo que é necessário é encontrado, encomendando nas cidades, nada de paga
ou troca.
Uma vez ao mês vão para as cidades para celebrar os dias santos. A quantidade de
homens para a colheita definida pelo filarca é feita em um dia só.
● Cidades:
São semelhantes entre si.
Amaurota: flanco de uma colina, forma de um quadrado e se estende até o
- Rio Anidro: nasce acima da cidade, modesto mas engrossado por afluentes, no
trecho que passa pela cidade o rio é puro e cristalino. Suas margens são ligadas
por uma ponte de madeira sob arcos de pedra. Navios navegam sem obstáculos ao
longo da cidade. Outro rio calmo brota da colina e se junta ao Anidro. Nascente
cercada por uma muralha. Água distribuída por canais de alvenaria, água da chuva
coletada em cisternas.
A cidade é circundada por muralhas. Há um fosso cheio de mato espinhoso em um dos
lados. O quarto lado protegido pelo rio.
As ruas facilitam o trânsito e protegem contra o vento.
Casas: formam fileiras contínuas e amplos jardins. Toda casa possui uma porta para rua
e uma para o jardim e são automáticas. Não há propriedade privada, mudam de casa a
cada 10 anos. Apreciam muito os jardins e há competição por eles. Tem três andares,
bem construídos, paredes de cascalho ou cobertas de argamassa e tijolo, telhas
resistentes vidro nas janelas.
O rei Utopus planejou a cidade e deixou seus sucessores a aperfeiçoarem.
● Magistrados:
Quase todos os magistrados ocupam seus cargos apenas por um ano. O voto é secreto.
sifogrante (filarca): oficial ou magistrado escolhido por cada grupo de 30 famílias. São
200 ao todo, se reúnem para eleger o príncipe entre os mais sábios dos 4 candidatos
propostos pelo povo.
Taníboro (protofilarca): responsável por dez sifograntes e suas famílias. Eleitos
anualmente, reeleitos a menos que tenha razões para não fazer. Frequentemente tem
um encontro com o príncipe para discutir negócios públicos e resolver desavenças entre
cidadãos (raro). Convidam 2 sifrogantes para assistirem a sessão do senado, cada dia é
uma dupla diferente.
Príncipe: regente vitalício, salvo manifestar tirania.
Nenhuma decisão pode ser tomada sem ter sido discutida por três dias, crime capital
fazê-lo fora do senado ou da assembleia. Evitar que o príncipe e os tabuleiros oprimam o
povo.
Questões importantes - assembleia popular sifograntes - discussão com as famílias -
enviam recomendação ao senado e às vezes ao Conselho geral.
Uma proposta nunca deve ser discutida no dia em que foi recebida, e que o debate da
proposta deve ser deixado para a reunião seguinte. Assim evita-se opiniões tolas por
impulso que verdadeiramente atendam o interesse público, por causa do senso de
orgulho muitos referem pôr em risco o bem do Estado em vez de admitir suas opiniões
equivocadas.
● Ofícios:
A agricultura é um ofício que todos os utopienses devem exercer. Isso é incentivado
desde a infância, nas escolas teoria e passeios recreativos que ensina na prática,
trabalhando de fato seus músculos.
Cada um aprende um ofício particular, tecelagem da lã ou linho, pedreiros, ferreiros e
carpinteiros. As mulheres ficam com os trabalhos mais leves, enquanto os homens os
mais pesados. Os filhos são treinados na profissão do pai caso prefiram outro ofício são
adotados por outra família, certificando-se que sejam bons. Depois que se aprendeu um
ofício pode aprender outro e escolher entre os dois, a menos que a cidade precise de um
específico.
Usam as mesmas roupas, distinguindo apenas homens de mulheres e casados dos
solteiros. São elegantes e possibilitam a liberdade do corpo, protegendo contra o frio e
o calor. As famílias podem confeccionar suas próprias roupas. As roupas de trabalho são
folgadas e feitas de couro durando cerca de 7 anos, em lugares públicos usam uma capa
e de cor da lã natural. Usam muito linho pois exige menos trabalho, brancura do linho e
limpeza da lã, não valorizam a estampa. Um só traje por dois anos.
A função dos sifrogantes é zelar para que ninguém fique na ociosidade e que exerçam
seu ofício de maneira consciente. São isentos por lei do trabalho, mas não se beneficiam
disso sendo exemplo para outros cidadãos.
Ninguém deve esgotar-se no trabalho, deplorável condição, pior que a escravidão.
Apenas 6 horas são dedicadas ao trabalho. 3 horas na parte da manhã, almoçam e
descansam por duas horas, em seguida trabalham por mais três horas. Janta, e as oito
horas dormem por 8 horas. As demais horas do dia são de livre escolha, desde que não
desperdicem na ociosidade ou em divertimentos insensatos.
Há costume de ver palestras públicas antes do amanhecer, a presença é obrigatória
apenas para aqueles que se dedicam especificamente ao estudo. Aqueles que ocupam as
horas vagas com seu ofício são vistos como benéficos.
Depois da ceia, passa-se em uma hora e alguma atividade recreativa. No verão comem
nos jardins, no inverno nas casas comunitárias. Há dois jogos semelhantes ao de xadrez,
batalha de números e uma batalha entre vícios e virtudes.
A jornada de trabalho é mais que suficiente para se produzir o que é necessário e o que
dá conforto e prazer à existência. A abundância seria tão grande que os preços cairiam
e não seria suficiente para assegurar o ganha pão dos trabalhadores. Cada um tem bem
pouco trabalho porque todos se dedicam a trabalhos úteis. Produzem muito em poucas
horas, ninguém consome em excesso, podendo trabalhar nas estradas e realizar reparos
necessários, quando não há necessidade não são obrigados a trabalhar inutilmente.
Desde que o bem público o permita, são livres para se dedicarem à sua felicidade.
Aqueles que se dedicam aos estudos são isentos de trabalho, são recomendados pelos
sacerdotes e pelo voto secreto dos sifrogantes. Aquele que frustra as expectativas
neles depositadas como estudioso retorna à condição de trabalhador. Operários
esforçados podem ser promovidos a homens instruídos. É dentre os membros da classe
dos estudiosos (barazaes) que são escolhidos os sacerdotes, os traníboros e o príncipe.
Tudo é uma comunidade regulada cuidadosamente, a construção de uma casa é rara
porque buscam prevenir e reparar danos, às conservado por muito tempo.
● A vida social e econômica:
A cidade é dividida em famílias, agrupamentos por laços de parentesco. As moças quando
casam vivem com o marido, o sexo masculino permanece na família e deve obediência ao
mais velhos. Se incapaz, seu lugar é ocupado pelo segundo mais velho. Não pode haver
mais de 6 mil famílias, contendo entre 10 e 16 membros adultos, somente esses são
controlados por transferências. O mais velho governa, mulheres obedientes aos maridos,
os filhos aos pais e os jovens aos mais velhos.
Se a população exceder a cota, são fundadas em terras próximas ao país uma colônia de
Utopia e os nativos que quiserem viver juntos são aceitos, fundidos em um só.
Conseguem tornar fecunda uma terra improdutiva. Os nativos que não seguirem as
regras são expulsos, e se resistirem há guerra. A guerra é justificada contra um povo
ocioso e que deixa abandonado o solo que ocupa. É direito natural retirar dele sua
subsistência. Caso o contrário ocorra, há a redução ou desaparecimento de suas
colônias para preservar as cidades.
Toda cidade é dividida em 4 distritos iguais e no centro de cada distrito há um mercado
com tudo (armazenados os produtos do trabalho de cada família). o chefe da família
busca o que precisa no mercado sem pagar. não há receio de quem alguém mais do que
precisa nem de escassez no futuro. É o receio de privações e o orgulho que torna
alguém, não há lugar para exibir riquezas. Junto deles há os armazéns víveres (legumes,
frutas, pães), peixe e carne vem de fora da cidade.
Os escravos realizam abate e limpeza dos animais, os cidadão não o fazem porque
destrói o sentimento de compaixão, são encarregados de todo trabalho pesado e sujo
nos edifícios. São açougueiros, responsáveis também pela caça de animais.
Também não são levados para as cidades lixo que possa propagar doenças.
Os quarteirões possuem um edifício central com refeitório onde residem os sifograntes.
30 famílias aí vivem e comem. Os intendentes encontram-se no mercado e requisitam o
que é necessário para alimentar a todos. Na distribuição de comida, os primeiros são os
doentes, depois de maneira justa pelos convivas. Atenção especial ao príncipe, ao
pontífice, aos traníboros e aos embaixadores e estrangeiros (acomodados em casa
mobiliadas específicas). Na hora do almoço e do jantar uma trombeta toca para toda a
sifrograncia se reunir, podem levar provisões para casa. Fazer refeições em casa não é
apropriado e de menor qualidade.
Os enfermos são tratados em hospitais públicos (4 por cidade), grandes para não se
incomodarem e não dispersarem doenças, ficando isolados. Hospitais organizados,
melhores médicos, quem preferir é tratado em casa.
As mulheres fazem o cardápio e cozinham. sentam do lado de fora da mesa, caso passem
mal (grávidas por exemplo), se retiram para a sala das mulheres com crianças pequenas.
Lugar à parte onde há boas condições para mães, amas e suas crianças. A criança é
sempre amamentada pela mãe a não ser que esteja morta ou doente. Amas de leite são
muito bem vistas e a criança passa a considerá-la mãe natural.
Crianças: até 5 anos, juntas no refeitório, não chegando a idade de casamento, à mesa
no salão principal se incapazes ficam em pé e silêncio e comem o que lhes é oferecido.
Sifogrante e sua mulher no centro da mesa, no centro e na parte mais elevada, lugar de
honra. Mais velhos se sentam ao lado, caso haja uma igreja, os sacerdotes clamam por
esses lugares. A dignidade e o respeito com os mais velhos inibem comportamentos ruins
dos mais novos. Comem na mesma ordem, mais velhos primeiro maior porção,
compartilham com os mais novos se quiserem.
Almoço (leve porque depois trabalham) e jantar (elaborado porque depois descansam)
iniciam com uma leitura curta sobre moral, conversação seria, sem peso e ouvem os mais
jovens, estimulados a falar. refeição feita com música e sobremesa farta. Queima inces
e espargem perfume. Ocasião prazerosa. Nenhum prazer é proibido a não ser que um mal
se origine.
No campo, comem em suas próprias casas.
● As viagens em Utopia:
Não sendo necessária sua presença em casa, pode viajar por qualquer motivo com a
permissão do sifogrante e do traníboro. partem em grupo com autorização do príncipe.
Fornecido um carroção e um escravo que o conduz (só quando levam suas mulheres).
Nada levam, mas nada lhe falta, toda parte é sua casa, bem acolhidos podendo praticar
seu ofício no caminho.
Aquele que não tem autorização é castigado podendo ser condenado a escravidão.
Para passear nos campos ao redor da cidade: autorização do chefe e sua mulher. A
refeição só é oferecida em troca de uma manhã ou tarde de trabalho, sendo útil a
comunidade não importa onde vá. Não se pode matar tempo sem motivo. Não há lugares
para se corromper ou encontros secretos.
O lazer respeitável - muitas coisas boas - repartido - ninguém pobre.
3 representantes de cada cidade em Amaurota: examinam as regiões e compensam
abundância e escassez. A ilha é uma grande família.
Utopienses com reservas para si (estoques por 2 anos colheita incerta), exportam para o
exterior, doando para pobres e trocando pelo que precisam: ferro (falta na ilha), ouro e
prata. A longa prática disso permitiu o acúmulo de muitos metais preciosos.
Não importa se é a vista ou a prazo pagamentos em notas promissórias. Não aceitam
notas por particulares, a cidade estrangeira responsável. Perto da data de vencimento
cobram o valor e depositam em seu tesouro. Geralmente fundos jamais retirados não
reclamam o que não precisam, privando daqueles que sim. Entretanto, em caso de guerra
ou necessidade de empréstimos pedem o resgate. Conservam esse tesouro para estarem
prontos para entrevistar algum imprevisto. Contratam mercenários estrangeiros,
preferem arriscar seus compatriotas, podendo até mesmo comprar soldados inimigos
lutando entre si ou por meio de traição.
● O ouro e a prata:
Quantidade grande de ouro, mas desprezada. Nunca usam dinheiro entre eles, mas
guardam para alguma contingência - ninguém ouro e preta. O ferro é considerado
superior. O ouro e a prata servem para fabricação de utensílios de cunho humilde como
urinóis, correntes de escravos, criminosos condenados de atos infames usam acessórios
de ouro forçadamente. Tornaram repugnante o uso desses metais. Se desfazem
facilmente dele. Pérolas e pedras preciosas encontradas por coincidência são dados às
crianças após polidos, abandonando-os quando crescem.
Ex: visita dos embaixadores anemolianos, mais vaidosos do que sábios. Ornados com tudo
em que utopia é usado para castigar escravos, envergonhar malfeitores ou servir de
brinquedo para as crianças.
● A filosofia moral:
Não entendem o prazer de ver o brilho de uma gema ou rocha quando podem contemplar
as estrelas o sol. Não importa quão fino e delicado o tecido, a pessoa que o utiliza é a
mesma. Se espantam que o ouro é mais valorizado que a própria vida. Não entendem
como alguém estupido tem o controle de sábios só porque tem dinheiro e sua posição
social atado a elas. Porque venerar um homem rico se não lhe deve nada? E nunca
receberam nada em troca? Condenam honrarias cerimoniais, a vaidade (roupas luxuosas),
veneração de joias e pedrarias, a avareza (acúmulo de dinheiro apenas para
contemplação), vício do jogo, da caça e da falcoaria.
Esse pensamento é responsável por instituições opostas a esse absurdo, o estudo e a
leitura de bons livros. Todas as crianças são iniciadas na boa literatura e a maior parte
dedica horas de lazer à leitura. Estudam na sua língua, rica em terminologia, falada em
toda a região, mas dependendo do distrito com variações.
Quadrivium equivalente ao europeu, não conheciam filósofos do mundo ocidental não se
comparavam aos lógicos modernos. Astronomia avançada, odeiam astrologia. Preveem
chuvas e ventos incapazes de explicar a origem das coisas e chegar a um consenso.
Filosofia moral: indagam sobre a natureza do bem, distingue os bens do corpo dos bens
do espírito e das dádivas externas. O bem deve ser aplicado a essas 3 acepções? A
virtude e o prazer, a principal preocupação é a felicidade humana, única ou múltipla,
inclinados a acreditar que a maior parte da felicidade está no prazer. Encontram
justificativas nessa filosofia hedonista em sua religião restrita e séria, austera e cheia
de proibições. Discutem a felicidade junto com os princípios religiosos, se não essa é
incompleta.
Princípios religiosos:
- o homem possui uma alma imortal e a bondade de deus o criou para ser feliz;
- depois dessa vida, as virtudes e o bem serão recompensando e castigados pelos
pecados;
A razão leva o homem a aceitar essas crenças. Mesmo sem ela, independentemente do
bem e mal nenhum homem buscaria prazeres menores que provocam sofrimento
posteriormente. Um homem precisaria ser louco para praticar virtudes austeras e
difíceis sem nenhum ganho. Sem esperança de compensação após a morte isso o faria
ter uma vida miserável.
A felicidade está nos prazeres bons e honestos. A virtude leva a inclinar a esses
prazeres como supremo bem,Outros dizem que a virtude e a felicidade, e isso seria
viver segundo a natureza ao obedecer a razão .
- 1º lei: amar a Divina Majestade
- 2º lei uma vida livre de angústias e cheia de alegrias, e ajudar os seus
semelhantes nesse propósito.
Aliviar tanto quanto pudermos a pobreza e o infortúnio do próximo,nada é mais humano
que isso. Ser bom com o próximo não contradiz sermos bons com nós mesmos, a natureza
convida os homens a se ajudar, ninguém está acima dos demais, ela dedica a mesma
feição a todos.
Obedecer as leis públicas, não só convenções privadas.
Qualquer um é livre de buscar seu interesse no limite da prudência.
Promover o próprio junto com o bem público é uma ato piedoso, assegurar seu próprio
prazer privando do outro é uma injustiça e sacrificar seu prazer para aumentar o do
outro é um ato humanista e benevolente. Recompensas da consciência, recompensa divina
quando abrimos mão de prazeres breves.
Todas nossas ações têm como objetivo último prazer e felicidade. Prazer = encontrar
satisfação. Seguindo os sentidos e a razão o homem é capaz de descobrir o que é
prazer, de acordo com a natureza: tudo aquilo que não prejudica os outros e que não
traz sofrimento posterior. O deleite, que vai contra a natureza não traz felicidade.
Prazeres verdadeiros da alma: alegria da compensação, a contemplação da verdade, a
lembrança de uma vida bem vivida e a confiante esperança de uma felicidade futura.
Mais importantes, advém da prática da virtude.
Do corpo: satisfação imediata do alimento e bebida do corpo de esforço esgotado e
libertação dos excedentes corporais ou de algo que excite os sentidos como a música. A
segunda forma é um estado de equilíbrio estável e harmonioso do corpo, saúde com base
em todos os prazeres. Um homem sábio previne a doença.
A beleza, a força e a agilidade são dádivas felizes, os prazeres dos sons das imagens e
dos aromas são encantos. Quem nega isso não faz bem a ninguém, cruel consigo mesmo,
e ingrato com a natureza.
utopineses, ativos, vivazes e vigorosos. O solo não é fertil nem o clima bom, mas
melhoram suas terras.
● O prazer do aprendizado:
Incansáveis para o trabalho intelectual. Aprenderam grego muito rapidamente quando
apresentado. Excepcional maturidade e habilidade, estudavam com os visitantes pela
livre vontade e determinação do senado. Hitlodeu levou vários livros em suas viagens de
filósofos gregos.
Consideram a medicina uma das mais belas e úteis apesar de não tão necessária. Quando
perscrutam o segredo da natureza, desfrutam de gratificação.
Estimulado pelo conhecimento, a mente dos utopianos é extremamente rápida para
desenvolver várias artes e ofícios. A arte da imprensa e da fabricação do papel foi
ensinada para eles pelos europeus.
Todos que tiverem talento intelectual ou viajem a muitos lugares serão bem recebidos.
Comerciantes não são tratados da mesma forma, transportam por si mesmos conhecendo
melhor seus vizinhos e manter em forma técnicas de navegação.
● Escravos:
Prisioneiros de guerra diretamente envolvidos, os filhos dos escravos ou escravos de
outros países não se tornam escravos automaticamente. A maioria são ex-cidadãos por
crimes ou de outras nações condenadas à morte. Adquirem a preços baixos ou de graça.
São acorrentados e trabalham continuamente. são mais rigorosos com a própria gente
que foi condenada do que estrangeiros, pois mesmo tendo uma excelente educação
cometer um crime. a terceira categoria de escravo é aos e miseráveis de outras nações
que voluntariamente se ofereceram para trabalhar em Utopia, tratados bem, quase
como um cidadão, tendo apenas encargos de trabalho adicional, se quiserem partir são
livres, e não vão de mão vazias.
● Enfermos:
Cuidadosamente tratados e nunca negligenciados, seja remédio ou alimento, tudo lhe é
fornecido. Fazem de tudo para mitigar seu sofrimento e aqueles que os visitam fazem
de tudo para consolá-los. Caso seja incuravel e provocar um sofrimento atroz e contínuo
é exortado, visto que não passa de tortura, não deveria hestitar em libertar-se, a morte
põe fim a agonia. Sacerdotes consideram gesto santo e piedoso. Jejuam até a morte ou
tomam uma poção que os adormece até que morram sem perceber. Jamais imposta sem
consentimento, que o contrariado nunca é dispensado de cuidado. Eutanásia é um gesto
honrado. O suícidio é indigno.
● Casamento:
As moças não podem se casar antes dos 18 e os rapazes antes dos 22. Relações sexuais
antes do casamento tem puniçao severa para os envolvidos. O pai e mãe, chefes na casa
onde o ato foi praticado ficam publicamente desonrados. A razão é considerarem que
poucas pessoas iriam manter um casamento, restringido-se a monogamia a menos que
fossem impedidos de levar uma vida de promiscuidade.
Na escolha de seus cônjuges se apresentam nus para certificar-se de que gostam um do
outro e não escondem nada.
Seus casamentos raramente terminam, a parte culpada não é mais dada a permissão para
ter outro cônjuge. Não permitem ao marido repudiar sua mulher em razão de algum
acidente físico.
Admitindo divorcio por comportamento intolerável: nesse caso, o processo é investigado
e tenham encontrado pessoas a quais esperam viver mais harmoniosamente podem se
separar mediante concordância mútua e contrair novo matrimônio.
Adultério: punido com escravidão se ainda amar o infiel, o casamento proessegue se o
inocente concordar em dividir o trabalho a que o escravo está conedando, caso comovido
o principe pode restituir a liberdade, caso feita novamente a condenação é a morte.
● Punições, leis e costumes:
Para nenhum outro crime há penalidades fixas, dependendo da gravidade do delito
estipula penalidades específicas. Os maridos responsáveis pelas punições das esposas e
os pais pelas dos filhos a menos que seja tão grave que requeira uma punição .
Os crimes mais graves são punidos com a escravidão, eficaz e benéfica para o Estado,
permanentemente vísiveis ao publico, e aqueles que se rebelam são executados. Se
forem pacientes e arrependidos, sua condição pode ser anulada pelo príncipe ou voto
popular.
A tentativa de cometer um crime é tão ruim quanto o próprio crime.
Bobos são muito queridos e é revoltante maltratá-los, as pessoas podem se divertir com
suas tolices, seus cuidados devem ser encarregados de alguém que aproveite seu talento
de divertimento.
Caçoar de aleijado ou mutilado é uma desgraça para quem caçoa.
Cuidar do corpo é sinal de força, mas maquiagem e cosméticos são desnecessários. A
honestidade e integridade é superior a beleza física.
Estimula a virtude por meio de honrarias, estátuas em homenagens a homens notáveis.
Os magistrados não são arrogantes ou inacessíveis, são chamados de pai, aquele que se
empenha demais por um cargo não conseguirá obtê-lo. Jamais exigem respeito, mas o
povo os respeita, nem mesmo o príncipe se distingue dos cidadãos, apenas um feixe de
trigo que leva consigo.
As leis são poucas porque a formação dos utopianos nas práticas sociais são suficientes.
Não há trabalho para advogado, cada qual se defende pessoalmente. O juiz busca
proteger as pessoas mais simples de falsas acusações ouvindo-os atentamente.
Todo cidadão é especialista em leis, a interpretação mais óbvia é a mais justa, sendo
essa percepção acessível a todos.
● Relações exteriores:
Utopianos ajudaram vários de seus vizinhos a se livrarem da tirania e desde então
pediram para que lhe enviassem governantes,denominados, então, aliados, e quando
terminam o mandato de 5 anos, retornam com honra e outros os substituem.
São ótimos governantes pois não tem ganância ou parcialidade (destroem a justiça,
principal vínculo de união de uma sociedade), a prosperidade da nação depende do
caráter de seus governantes.
Povos que tenham dado ajuda: amigos.
Jamais firmam tratados, não há confiança neles. Governantes sempre encontram falhas
para usar de pretexto. Há também hipocrisia. Assinar esses documentos implica que
homens estão separados por algum obstáculo natural, que nascem rivais e que estão
certos em destruir uns aos outros ao menos que sejam contidos por um tratado.
Nenhum homem deveria ser considerado inimigo que jamais fez qualquer mal, a união
propiciada pela natureza é tão boa quanto um tratado, se unem pela boa vontade pelo
coração do que por palavras.
● Guerra:
Abominam a guerra e consideram uma atividade bestial. Nada é tão inglório quanto as
conquistas no campo de batalha. Ficam envergonhados com uma vitória sangrenta.
Quando vencem pela astúcia sentem-se exultantes, uma vitória pela força do
entendimento.
Em Certos dias homens e mulheres têm vigoroso treinamento s militares em caso de
necessidade.
Vão à guerra somente por boas razões:
Proteção do país, países amigos e a libertação de um povo oprimido, por sentimentos
humanitários podem vingar ofensas passadas, devem ser previamente consultados e
considerarem a guerra justa e a demanda por reparação foi feita em vão - livres para
declarar guerra.
Não agem com o mesmo rigor quando se trata dos próprios interesses, nenhum cidadão
arca com a perda e a relações comerciais são cortadas.
Se um de seus cidadão for morto ou mutilado por um estrangiro, são exigidos os
culpados, que entreges serão mortos ou condenados a escravidão, caso a nação recuse
será declarado guerra.
Decisão tomada em caso de pilhagem de nações amigas e comerciantes de nações amigas
vítimas de extorsão.
Ex: guerra a favor dos nefelogetas contra os alaopolitas.
Objetivo: obter aquilo que teria sido suficiente para impedir a declaração de guerra. Se
isso não for possível aplicar um castigo amargo para que a ofensa não se repita, um meio
de evitar perigo.
Agentes secretos usam do suborno para tentar matar o rei inimigo e aqueles que têm
posição logo abaixo. Se entregue vivo a recompensa é dobrada. Não havendo confiança, o
inimigo entra em pânico.
A prática de comprar inimigos é considerada boa, sábia e piedosa pois evita que guerras
terríveis sejam travadas. Troca a vida de poucos homens culpados pelas de muitos
inocentes que teriam morrido no campo de batalha.
Se isso falha, incitam sementes de discórdia nas hostes adversárias.
Enviam dinheiro de forma farta a aliados, mas prezam muito pelos seus cidadãos, não o
trocariam um só deles por um rei inimigo. O ouro e a prata são usados somente para a
guerra gastam sem hesitação para continuar nas condições de bem estar.
Muitas nações lhe devem dinheiro, contratando mercenários de toda parte.
Ex: zapoletas, arte da guerra, muito leais com quem paga mais, avarentos mas não
buscam o lucro. Considerados repugnantes e viciosos, + soldados dos povos que
ajudaram.
O exército não se desorganiza na perda de seu comandante, somente voluntários
enviados para lutar com estrangeiros. Em caso de invasão, todos são convocados (desde
que fisicamente aptos)
Medrosos: coragem por necessidade, amor aos companheiros, impossibilidade de fuga e
desespero iminente.
As mulheres que desejarem são encorajadas a juntar-se ao serviço militar sendo
considerado desonroso voltar sem cônjuge ou um filho seus os pais, o combate corpo a
corpo termina somente com a morte de todos. Gradualmente se tornam impetuosos,
preferindo morrer do que recuar sabendo que suas famílias ficariam bem. Conhecem
muito bem a arte da guerra + formação patriótica, não desvalorizam, mas quando o dever
exige, entregam suas vidas.
Grupo de jovens corajosos se dedica à caça do general inimigo.
Quando vencem uma batalha, não termina com massacre, preferem fazer prisioneiros,
jamais perseguem fugitivos.
Não é possível perceber quando estão planejando uma fuga, mudam sua posição
silenciosamente à noite, se forem obrigados a fazer durante o dia, faz isso
ordenadamente.
Fazem fortificações no seus acampamentos com muita rapidez, pelos próprios soldados
exceto pelos sentinelas.
Usam armaduras resistentes que não prejudicam seus movimentos, parte de seu
treinamento militar consiste em nadar de armadura, para combater a distância usam
flechas. Usam machados corpo a corpo, corte afiado e maior peso, São muito engenhosos
com máquinas de guerra.
Trégua: respeitam religiosamente, procuram impedir danos. Jamais maltratam alguém
desarmado se não for um espião, matam os que se opuseram à rendição, levam como
escravos e não atacam civis, conhecendo boa parte dos bens confiscados. O restante do
butim é destinado a tropas aliadas.
Terminando a guerra: cobram os vencidos o custo da guerra e não ao povo aliado. Forma
de dinheiro, terras e propriedades. Para administrar esses educandos, enviam
Administradores Financeiros e parte aqueles que os apoiaram.
Evitam a toda custo guerra dentro de seu território e nada admite a entrada de tropas
estrangeiras auxiliares em suas ilhas.
● Religião:
Há diversas religiões, a maior parte é mais sábia e acredita num poder único. Chama
esse de pai e atribuem razões para todas as coisas.
As demais seitas, têm em comum a crença de que existe um ser supremo, criador e
senhor do universo chamado Mitra. Cada grupo define essa divindade de modo
diferente. Gradualmente, a maioria se uniu em torno de uma religião que parece mais
razoável. Isso teria ocorrido mais cedo se os utopienses que mudaram de crença não
tivessem sofrido infelizes acidentes, interpretados como uma mensagem divina.
Impressionados pela fé cristã por causa de seus mistérios e semelhança com a deles,
Cristo pregava a comunhão de bens. Um número considerável pensou em juntar-se e
receber água do batismo.
Não dissuadir ninguém a não adotar nem criticar quem queria. Ninguém pode ser
agredido por causa da religião.
Utopus tinha consciência das lutas por religiões na ilha antes de dominadas, foi fácil a
conquista porque as seitas estavam muito ocupadas lutando uma com as outras. vitorioso,
decretou liberdade religiosa e o propagandismo de forma racional, discreta e moderada
sem agredir outras crenças, ninguém poderia recorrer a violência o abuso.
Utopus mantinha a paz mas também a própria religião, não era dogmática, acha que Deus
gostava que houvesse diferentes formas de manifestar a fé. Convencido que era loucura
arrogante impor sua fé religiosa por meio de medo e violência. Uma religião, se
verdadeira, irá prevalecer em decorrência da própria força.
Proibiu o ateísmo (a alma é imortal e a existência do divino e isso sustenta a moralidade
social). Os vícios punidos com as virtudes recompensadas, aqueles que negam isso
deveriam ser considerados abaixo da condição humana, mas não são punidos por isso, não
se concede honrarias nem cargos públicos, visto como sórdidos e de natureza baixa.
Não toleram dissimulação e mentira, estimulados a discutir com os padres para se
elucidar.
Há outros que acreditam que animais também têm almas imortais.
A morte contra a vontade da pessoa é vista como um horror. Quando alguém morre
cheio de júbilo e esperança, não há choro e seu corpo é cremado com respeito.
Não se recusam nenhu prazer, contato que não pertube o trabalho, comem carne anal
com satsifação.
Seita do segundo tipo mais razoável e primeira mais santa, o celibato e trabalho duro
por questões religiosas é admirado (brutescas).
Sacerdotes: eleitos por voto secreto e ordenados pelo colégio dos bispos, homens de
grande santidade e muito poucos, em cada cidade não há mais que 13, um para cada
Igreja. Sete acompanham em caso de guerra e substituídos temporariamente. Preside
cerimônias, ordenam liturgias e censores da moralidade pública, grande vergonha para
alguém. tarefa de e alertar, a punição cabe ao príncipe e aos magistrados. Excluem os
maus do culto. Ser excomungado é uma grande desgraça. Educam as crianças, inculcando
princípios de preservação da comunidade. Mulheres também podem ser, geralmente
viúvas de idade são escolhidas, as esposas de sacerdotes e as sacerdotisa são as mais
importantes mulheres na comunidade. É a função mais honrosa e não são julgados pela
corte se cometem um crime. Tem papel na guera de salvação, autoridade entre
estrangeiros.
Bispos: se sobrepõe a todos os demais.
Dias santos: primeiro (Cinemerne) e último (Trapemernes) do ano. O ano é dividido em
meses pela órbita da lua e o ano pelo sol. Na última festa em jejum agradecem pela
prosperidade do ano que está se encerrando, pede perdão aos maridos e aos pais, é uma
ofensa comparecer a uma cerimônia religiosa com culpa. Na primeira festa oram pela do
ano que começa. Homens do lado direito e mulheres do esquerdo. Jovens sempre em
companhia dos mais velhos, hierarquias de casa também presentes na cerimônia.
Ritos não comportam a imolação de animais. Aromas agradáveis elevam o espírito.
Vestem-se de branco e o sacerdote um manto multicolorido, decorado com plumas de
aves entrelaçadas com arte.
Os templos são belas construções, decoradas com requinte e abrigam grande número de
pessoas, luminosidade suave concentra a devoção. Cantam um hino. e depois recitam
preces agradecendo a Deus, pedindo que iluminem o caminho correto ou preserve-o caso
esse já esteja correto, também pedem por uma morte suave, mas nunca que a prolongue
ou a abrevie, mas se for de sua vontade que cheguem mais cedo à sua presença. Resto do
dia: jogos e exercícios militares.
As religiões concordam num ponto principal: a fé na natureza divina. Rituais específicos
são praticados em casa privadamente. Nos templos, tudo é feito de forma abrangente
que acate a todos.
● Conclusão:
Crítica a inutilidade dos nobres e que como a justiça utopias não há igual. Os mais
pobres são condenados a trabalhar sem perspectiva de felicidade, bem-estar ou um
futuro seguro, cobrança injusta de impostos distorcendo a lei. Utopia aboliu a ganância e
o dinheiro, prevenindo todo o tipo de crime, a maior das pragas: o orgulho, que brilha
somente pela riqueza que se compara a miséria dos demais. Apesar disso, More não
concorda com a ausência da moeda na sociedade.
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Introdução à sintaxe:
A sintaxe é o estudo da relação entre os termos de uma oração em um período.
➔ Frase: enunciado com sentido.
➔ Frase verbal: enunciado com sentido e que contém verbo.
➔ Frase nominal: enunciado com sentido e que não contém verbo.
➔ Período: frase verbal/ frase que contém oração.
➔ Período composto: frase com mais de uma oração.
➔ Oração: enunciado em torno de um verbo ou locução verbal. O número de verbos
é o número de orações.
Exemplos:
Legenda:
verbo
oração
frase verbal
frase nominal
período
simples
período
composto
● Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo.
● Alguns anos vivi em Itabira.
● Fogo!
● Bom dia!
● Vem!
● Nasceu na rua uma flor, mas ninguém reparou
Obs: frase = período, simples ou composto;
período simples = frase verbal = oração;
período composto = frase verbal ≠ oração (mais de uma).
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Termos essenciais da oração:
Toda oração é formada por um sujeito e um predicado.
sujeito/+ verbo (ação)
+....(predicado)
sujeito: de quems e fala na oração, a quem o predicado se refere
predicado: informação dada sobre o sujeito.
ex1: “Atlético-MG/garante vaga no G4, mas/todo mundo/sabe que /o cruzeiro/ é
maior”
↪ 3 orações
ex2: “Ouviram/do ipiranga as margens plácidas/de um povo heróico o brado
retumbante”
o hino nacional apresenta um hipérbato (ordem inversa), a ordem direta (sujeito +
predicado + complemento) seria:
sujeito predicado
As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo
heróico
Uma oração está na ordem direta quando o sujeito vem antes do verbo e na ordem
inversa quando o sujeito vem depois do verbo.
ex3: “Partiram para a Estação Espacial/um astronauta e um robô”.
3.1) Sujeito:
➔ o verbo sempre concorda com o núcleo do sujeito (ao ser alterado, o verbo leva
a mesma alteração);
➔ pode constituir o assunto de que se fala;
➔ pode ser o agente da ação verbal;
➔ normalmente apresenta como núcleo um substantivo, um pronome ou uma palavra
substantivada.
Ele pode ser identificado com base nas características semânticas (sentido) ou
sintáticas (posição dos termos na oração):
⇒ critério semântico: sujeito é aquilo que se fala, ou seja, o assunto, ou o agente da
ação verbal.
⇒ critério sintático: o sujeito é o termo da oração que concorda com o verbo.
💖Para saber onde se inicia e onde termina o sujeito, substitua por um pronome (ele
ou ela). Tudo que for substituído pertence ao sujeito.
Obs:
- o sujeito nem sempre inicia a oração;
- na oração sem sujeito (impessoal), o preciado é a citação pura de um fato:
ex: “choveu fininho ontem”;
- identificando o sujeito, o restante da oração constitui o predicado.
A) Tipos de sujeito:
★ Sujeito simples: explícito na frase, contém apenas um núcleo (palavra central que
carrega maior quantidade de informação, a qual diz efetivamente quem pratica
ação).
ex: “eu caí da bicicleta”
ex: “a democracia exige participação constante”
ex: “as pessoas devem lutar por seus direitos”
ex: “o povo elegeu seus representantes”
ex: “as escolhas foram feitas por nós”
ex: “a maioria dos deputados votou contra o projeto”
★ Sujeito composto: explícito na frase, contém mais de um núcleo.
ex: “os alunos e os funcionários da escola ficaram impressionados com o
acidente”
ex: “a fauna e a flora devem ser preservadas”
ex: "alunos e professores e funcionários devem se dirigir ao palco”
★ Sujeito desinencial/oculto/subentendido: está implícito na desinência do verbo
empregado na frase. É facilmente reconhecível pelo contexto (ou pela desinência
do verbo), embora não esteja explícito.
ex: (eu) encontrei ontem um arquivo
ex: (nós) Vamos para o audiovisual!
ex: (tu) vem!
ex: dois ladrões chegaram armados e (dois ladrões) roubaram banco
Central.
⚠️cada oração tem que ter seu próprio sujeito!
★ Sujeito indeterminado: não é explicitado na oração (verbo na 3º pessoa do plural
sem referência determinada; verbos intransitivos, transitivos indiretos ou de
ligação com a partícula se. Mas, diferente do sujeito desinencial, não é possível
ser identificado pelo contexto. Ou seja, é impossível reconhecer sobre quem o
predicado dá a informação.
ex: “Não se mexe com corpo acidentado”
ex: “Chamaram uma ambulância”
ex: “Olha, estacionaram na vaga de deficientes. Não nos ensinam o que é
certo e o que é errado e querem que sejamos bons adultos”
ex: “Miga, estão falando mal de você nas redes sociais”
Esse tipo de sujeito existe para podermos dizer que a ação foi praticada sem
identificarmos seu sujeito, porque
● Não sabemos
● Não queremos dizer
● Queremos generalizar
ex: Precisamos investir em educação
Obs: diferença sintática X diferença semântica - língua X realidade
❖ Roubaram meu carro ou alguém roubou meu carro - semanticamente iguais, mas
sintaticamente diferentes.
Por isso pode ser estrategicamente utilizado. Essa indeterminação é obtida por
meio de processos.
1. Com verbo na 3º pessoa do plural
ex: roubaram o meu time descaradamente.
2. Verbo na 3° pessoa do singular + "-se"
ex: quando se pensa muito antes de dormir, dorme-se mal
ex: quando se dorme mal, acorda-se cansado
ex: quando se acorda cansado, aprende-se pouco
Atenção: geralmente costumamos confundir o "se" com o "você", talvez por
sonoridade.
Ex: Quando você coloca o time todo no ataque, você acaba enfraquecendo a defesa
Quando se coloca o time todo no ataque, acaba-se enfraquecendo a defesa.
- Quando se (você) conhece uma criança…
- Quando se (você) emulsifica…
- Quando se (você) lembra da infância…
★ Oração sem sujeito: o predicado constitui uma declaração que não se refere a um
ser específico, mas à citação pura de um fato (verbos impessoais: os que
indicam fenômenos da natureza; haver com sentido de existir; fazer, haver e ir
quando indicam tempo decorrido; ser na indicação de tempo em geral).
ex: “choveu durante toda a viagem”
ex: “havia crianças no local”
ex: “faz mais de vinte anos que isso aconteceu”
ex: “era madrugada quando abri o arquivo”
➔ Em princípio, vemos que toda oração é constituída de sujeito e predicado. No
entanto, podem existir sim oração sem sujeito. São os casos de orações com
verbos:
A) Que indicam fenômenos da natureza
➢ "Amanheceu, peguei a viola, botei na sacola e fui viajar”.
➢ “Ventou, trovou e choveu muito ontem”.
Obs: chovia (v) uma chuvinha fina (suj) - sentido figurado - pleonasmo
Atenção: no sentido figurado esses verbos não são impessoais.
- Choveram críticas ao Neymar.
- Choveram aplausos ao time.
➔ verbos impessoais não tem sujeito, logo, não flexionam para o plural se não tem
sujeito:
- exceções: erros gramaticais e sentido figurado.
B) "Haver" no sentido de existir:
➢ Haverão situações complexas que exigem respostas complexas
C) “Haver" e "fazer " indicando tempo (sempre no singular).
➢ Há dois dias que ele não aparece
➢ Há dois meses qe eu o encontrei
➢ Há dias que me preocupo com essa situação.
➢ Ludmilla diz que "Cobra venenosa" foi escrita há 3 anos para exaltar as
mulheres.
➢ Faz 10 anos que tudo aconteceu
➢ Anteontem fez -10ºC na minha casa
➢ Faz muito frio hoje, mas ontem fez calor, fez 35ºC.
D) "ser" e "estar" indicando tempo ou distância.
➢ Está quente ou está frio?
➢ Está 20ºC lá fora.
➢ É tarde já
➢ Hoje é dia 23 de março (a palavra que segue "e" está no singular).
➢ Ainda é meio-dia? Não, é uma e meia.
➢ Hoje é 18 de abril, terça-feira.
➢ Amanhã serão 19 de abril (continua sem sujeito, mas o verbo fica no
plural, pois "ser" indicando tempo pode ser flexionado 1º de abril -
singular/18 de abril - plural)
➢ Daqui até aí foi 1 km.
➢ Daqui até aí são 2 km.
Obs: “ser” é um verbo impessoal que flexiona.
3.2) Predicado:
Tipo de relação que o verbo mantém com o sujeito da oração. Há dois grupos de
verbos: de estado ou ligação e os significativos ou nocionais. O predicado é o
termo que afirma alguma coisa sobre o sujeito, apresenta um verbo que
normalmente concorda em número e pessoa.
★ VL: elemento de ligação entre o sujeito e seu atributo, denominado predicativo.
★ Transitividade verbal: necessidade que alguns verbos apresentam de ter outras
palavras como complemento.
B) Tipos de predicado:
➔ Toda oração é formada por sujeito e predicado.
➔ Existem 3 tipos de predicado tendo em vista a informação que dão sobre o
sujeito.
● predicado verbal: apresenta um verbo significativo, também chamado de verbo
de ação. Indica uma ação praticada pelo sujeito. O verbo é considerado o núcleo
do predicado.
apresenta como núcleo um verbo significativo ou nocional (VI, VTD, VTI ou
VTDI)
Ex:
O Luís levou a Cris para o hospital às pressas
sujeito: O Luís
núcleo do sujeito: Luís
predicado: levou a Cris para o hospital às pressas
verbo de ação: levou
núcleo do predicado verbal: levou
Obama retorna à cena política dos EUA
sujeito: Obama
núcleo do sujeito: Obama
predicado verbal: retorna à cena política dos EUA
verbo de ação: retorna
núcleo do predicado verbal: retorna
A Manu nasceu
sujeito: A Manu
núcleo do sujeito: Manu
predicado verbal: nasceu
verbo de ação: nasceu
● predicado nominal: é o predicado que comunica uma característica do sujeito. A
característica dada ao sujeito é chamada de predicativo do sujeito. O
predicativo do sujeito é o núcleo do predicado nominal. Apresenta verbo de
ligação (indica um estado, como está ou como é), tais como ser, estar,
permanecer, continuar, ficar, tornar-se, virar, parecer e andar.
apresenta como núcleo um predicativo do sujeito (VL).
Ex:
núcleo do predicado nominal: nasceu
O bebê é saudável
sujeito: O bebê
núcleo do sujeito: bebê
predicado nominal: é saudável
verbo de ligação: é
predicativo do sujeito: saudável
núcleo do predicado nominal: saudável
Brasileiros andam muito endividados
sujeito: Brasileiros
núcleo do sujeito: Brasileiros
predicado nominal: andam muito endividados
verbo de ligação: andam
predicativo do sujeito: muito endividados
núcleo do predicado nominal: muito endividados
⚠️ Obs: dependendo do sentido, literal ou metafórico, um predicado pode ser verbal
ou nominal.
● predicado verbo-nominal: o predicado verbo-nominal é aquele que apresenta ao
mesmo tempo, verbo de ação e predicativo.
apresenta dois núcleos: verbo significativo e um predicativo (do sujeito ou do
objeto)
Ex:
Quando o mamute voltar descongelado a caminhar na Sibéria.
sujeito: o mamute
núcleo do sujeito: mamute
predicado verbo-nominal: quando…voltar descongelado a caminhar na Sibéria
verbo de ação: voltar
predicativo: descongelado
À noite um velho marinheiro cantava solitário no cais.
sujeito: um velho marinheiro
núcleo do sujeito: marinheiro
predicado verbo-nominal: à noite…cantava solitário no cais
verbo de ação: cantava
predicativo: solitário
Bl
Sinto minhas energias renovadas
predicativo do objeto: renovadas
Obs: na situação caminhar não está conjugado então não conta como o verbo sozinho, é
parte da locução verbal voltar a caminhar.
Obs: pode haver a presença de ambiguidade dependendo da construção de uma frase
➢ “O mamute descongelado voltou a caminhar”
O mamute já tem essa característica de estar descongelado ou ele ganhou essa
característica?
➢ “Os bombeiros encontraram a casa vazia”
Acharam a casa vazia no momento em que entraram ou era uma casa vazia em
específico que procuravam?
C) Predicação ou transitividade verbal:
Dentre os valores que indicam uma ação em uma oração, podemos ter:
➔ aqueles que não apresentam complemento (intransitivo)
fazem sentido por si só.
➔ aqueles que apresentam complemento (transitivo)
sozinhos não fazem sentido.
Ex: A gente vai fazer….?
Obs: dependem do contexto
Ex:
- Eu atirei.
- Eu atirei uma bola (atirei o que?)
Exemplos:
a) Também morre quem atira - intransitivo
b) Uma flor nasceu na rua - intransitivo
c) Uma flor ainda desbotada ilude a polícia, rompe o asfalto - transitivo
d) Ainda não almocei hoje - intransitivo
e) Minha mãe almoça arroz e feijão todos os dias - transitivo
f) Também precisamos de diversão e arte - transitivo
● verbo intransitivo: não apresenta complemento
- acordar, desaparecer, cair.
● verbo transitivo direto: apresenta complemento sem preposição, o complemento
recebe o nome de objeto direto.
- comprar, gravar, ler, celebrar
● verbo transitivo indireto: apresenta complemento com preposição, o complemento
recebe nome de objeto indireto.
- precisar (de), gostar (de), pensar (em).
● verbo transitivo direto e indireto: apresenta tanto objeto direto quanto objeto
indireto. Recebem também o nome de verbo intransitivo.
- conectar, entregar, pedir, comparar.
Exemplos:
➢ O médico receitou um antibiótico - VTD
➢ O vento arrancou as folhas das árvores - VTD
➢ Um lindo bebê nasceu ontem - VI
➢ O sol da liberdade brilhou no céu - VI
➢ Ligaremos para os pais dos alunos - VTI
➢ Ninguém ama chocolate - VT
➢ Ninguém gosta de chocolate - VTI
➢ Ninguém entrega chocolate aos alunos - VTDI
D) Complementos verbais:
Os verbos transitivos apresentam complemento verbal que pode ser:
Objeto direito: quando não for introduzida por preposição.
Objeto indireto: quando for introduzido por preposição.
Os complementos verbais podem parecer na forma de pronomes oblíquos.
Objeto direto Objeto indireto Ambos (OD ou OI)
o, as, os, as; lhe, lhes me, te, se, nos, vos
Exemplos:
➔ Nada na vida me surpreende mais e poucas coisas te incomodam.
VTD: “surpreende” e “incomodam”
OD: “me” e “te”
➔ Ele a ama, mas não lhe ama.
A colocação do lhe está incorreta pois “ama” é um VTD e “lhe” é um OD. O correto seria
“eu amo-a” ou “eu a amo”.
➔ Não nos convidaram para a festa.
VTD: “convidaram”
OD: “nos”
➔ Não convidaram a gente para a festa .
Adjunto adverbial: “para a festa”
OD: “a gente”
➔ Não lhe diga o que fazer.
Sujeito oculto: você
VTDI: “diga” (dizer à quem o que?)
OI: “lhe”
OD: “o que fazer”
➔ Eu vos declaro marido e mulher.
VTD: “declaro”
OD: “vos”
Predicativo do objeto: “marido e mulher”
➔ Minha mãe cobriu-me durante a noite.
Sujeito: “minha mãe”
VTD: “cobriu”
OD: “me”
➔ Minha mãe comprou-me um presente.
Sujeito: “minha mãe”
VTDI: “comprou” (o quem, para quem?)
OI: “me” (comprou para mim)
OD: “um presente”
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Argumentação:
O argumento é o instrumento com o fim de persuadir alguém sobre uma ideia. O
argumento deve ser aceitável ao receptor. é necessário adaptar o argumento ao seu
público para convencer as pessoas.
A) argumento de valor universal:
Não prova, afirma, estabelece uma regra mínima para o debate, trata-se de uma
afirmação categórica que se torna base para argumentação. Afirmação categórica sobre
a realidade, tem caráter definidor.
- “Só pode ser considerada alfabetizada as pessoas que realmente entendem o que
lê”.
- "Toda criança tem direito ao lazer”.
B) Dados colhidos na realidade:
Informações empiricamente comprováveis;
Não são apenas dados numéricos, mas também referências históricas, políticas,
filosóficas, por exemplo.
- “Entre 10 e 20 milhões de pessoas habitavam a américa quando os europeus
chegaram aqui”.
- “O Dia dos Namorados foi criado para aumentar as vendas em junho”.
C) Citações de autoridade:
Afirmação de pessoas proeminentes em uma área. Não são apenas belas frases, mas
declarações consistentes. Reconhecidos em determinadas áreas.
- “Quem comete injustiça é sempre mais infeliz que o injustiçado”
Platão.
- “Conhecer é saber as causas”
Aristóteles.
D) Exemplos e ilustrações:
Referências a acontecimentos que ilustram um fato.
De preferência que sejam de amplo conhecimento.
- “A produção cinematográfica iraniana é um exemplo da importância de
descentralizar nosso paradigma cultural”.
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Questões:
No estuda+:
★ Os lusíadas:
1. (Pucrs Medicina 2022) Luís Vaz de Camões (1524-1580) foi um poeta do
Classicismo português, autor da epopeia Os Lusíadas (1572). O poema a seguir faz
parte de sua produção lírica.
Ao desconcerto do Mundo
Os bons vi sempre passar
No Mundo graves tormentos;
E para mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só para mim,
Anda o Mundo concertado.
Adaptado de: BERARDINELLI, Cleonice. Estudos Camonianos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, Cátedra Padre António Vieira, Instituto
Camões, 2000. pp. 164-165.
Sobre o poema em questão, assinale a alternativa correta.
a) Ao empregar a forma do soneto, o autor busca vincular-se a poetas fundamentais da
tradição italiana, como Dante e Petrarca.
b) Ao apresentar o mundo dividido entre os “bons” e os “maus”, o eu-lírico reflete a
visão maniqueísta do período medieval e aponta a importância de se agir de acordo com
as normas morais e religiosas.
c) Ao tratar do tema do “desconcerto do mundo”, o eu-lírico registra a impotência do
indivíduo diante de uma realidade vista como injusta e incoerente.
d) Ao aproximar-se da reflexão filosófica, o poema abre mão de recursos usuais do
discurso poético, como a metrificação regular e o uso de esquemas de rimas.
2. (G1 - ifsp 2016) Considerando o Classicismo em Portugal, assinale a alternativa
correta.
a) Os Lusíadas é a principal obra lírica de Camões e o tema central é o sofrimento por
um amor não correspondido.
b) Os Lusíadas tem como temática a descoberta do Brasil e a relação entre o
colonizador e o índio.
c) Luís Vaz de Camões é o principal autor do Classicismo em Portugal e destacou-se por
sua produção épica e lírica.
d) Uma característica dos versos de Camões é que eles não apresentam uma métrica,
são livres e brancos.
e) Uma característica de Camões é que ele desprezava Portugal e o povo português.
(...) os mitos e o imaginário fantástico medieval não foram subitamente subtraídos da
mentalidade coletiva europeia durante o século XVI. (...) Conforme Laura de
Mello e Sousa, “parece lícito considerar que, conhecido o Índico e desmitificado
o seu universo fantástico, o Atlântico passará a ocupar papel análogo no
imaginário do europeu quatrocentista”.
(VILARDAGA, José Carlos. Lastros de viagem: expectativas, projeções e descobertas portuguesas no Índico (1498-1554). São Paulo:
Annablume, 2010, p. 197)
3. (Puccamp 2016) Se no século XVI a presença de mitos e do imaginário fantástico se
fazia notar nas artes e na literatura europeia, como em Os Lusíadas, de Camões, no
Brasil isso não ocorria porque
a) as tendências literárias mais sistemáticas no país privilegiavam as formas clássicas.
b) predominava entre nós a inclinação para as teses do Indianismo.
c) nossas manifestações literárias consistiam em descrições informativas e textos
religiosos.
d) os jesuítas opunham-se a qualquer divulgação de literatura calcada em mitos pagãos.
e) não era do interesse do colonizador permitir a difusão da alta cultura europeia entre
nós.
Leia o trecho de Os Lusíadas.
Tão temerosa vinha e carregada,
Que pôs nos corações um grande medo;
Bramindo, o negro mar de longe brada,
Como se desse em vão nalgum rochedo,
– Ó Potestade, disse, sublimada:
Que ameaço divino ou que segredo
Este clima e este mar nos apresenta,
Que mor coisa parece que tormenta?
Não acabava, quando uma figura
Se nos mostra no ar, robusta e válida,
De disforme e grandíssima estatura;
O rosto carregado, a barba esquálida,
Os olhos encovados, e a postura
Medonha e má e a cor terrena e pálida;
Cheios de terra e crespos os cabelos,
A boca negra, os dentes amarelos.
(NEVES, João Alves das e TUFANO, Douglas. Luís de Camões. São Paulo: Moderna, 1980.)
4. (G1 - ifsp 2014) Considere a afirmação a seguir.
Na segunda estrofe predomina a ________, e o trecho selecionado evidencia que
Camões optou por versos ________ ao escrever Os Lusíadas.
As lacunas devem ser preenchidas, correta e respectivamente, por
a) descrição ... alexandrinos.
b) dissertação ... alexandrinos.
c) narração ... pentassílabos.
d) descrição ... decassílabos.
e) narração ... decassílabos.
Gabarito:
Resposta da questão 1: [C]
As opções [A], [B] e [D] são incorretas, pois
[A] o poema “Ao desconcerto do Mundo” não apresenta características de soneto.
Trata-se de uma esparsa, neste caso, uma composição com dez versos de
redondilhos maiores.
[B] O eu lírico não apresenta o mundo dividido entre bons e maus, visão maniqueísta
do período medieval. O poeta vivenciou os embates sociais marcados pelas
mudanças ocorridas na sociedade portuguesa do século XVI, o que justifica o
desenvolvimento da temática do desconcerto do mundo através de uma reflexão
sobre o contraste entre o merecimento e o destino das pessoas, ou seja, sobre a
inversão de valores na sociedade da época.
[D] O poema apresenta metrificação regular e uso de esquema de rimas: versos de
sete sílabas (redondilhos maiores), com rima cruzada, interpolada e emparelhada:
ABAABCDDCD.
Assim, é correta a opção [C].
Resposta da questão 2: [C]
[A] Incorreta: o tema central dos Lusíadas é a viagem feita pelos portugueses rumo
às Índias.
[B] Incorreta: o foco temático é o trajeto, cheio de desafios, realizado pelos
portugueses para chegar às Índias. Não há abordagem da descoberta do Brasil e
da relação dos portugueses com os índios.
[D] Incorreta: a métrica em Camões na verdade é bastante importante. Nos
Lusíadas, por exemplo, é possível observar uma estrutura rígida com versos
decassílabos divididos em ABABABCC.
[E] Incorreta: uma das intenções de Os Lusíadas foi destacar os feitos portugueses,
sendo a obra dedicada ao rei de Portugal. Camões não desprezava sua pátria nem
o seu povo.
Resposta da questão 3:[C]
É correta a opção [C], pois, no século XVI, o objetivo da Literatura brasileira era
meramente informativo ou catequético. Jesuítas, cronistas e viajantes
portugueses produziram inúmeros textos sobre a terra recém-descoberta, como
a “Carta de Pero Vaz de Caminha” (1500), além de poesias e autos religiosos com
a finalidade de catequizar os índios, como “Do Santíssimo Sacramento” e “A
Santa Inês”, de José Anchieta.
Resposta da questão 4: [D]
[A] A segunda estrofe tem caráter mais descritivo que narrativo, porém ambas têm
versos decassílabos.
[B] A segunda estrofe não é dissertativa por não apresentarem argumentos, também
não são alexandrinos os versos por terem dez sílabas poéticas cada.
[C] A segunda estrofe é descritiva e os versos são decassílabos.
[D] Correta. A estrofe apresenta características descritivas através de versos
decassílabos.
[E] A estrofe indicada para análise é uma descrição e os versos decassílabos.
Internet:
★ Classicismo:
10 exercícios sobre o Classicismo (com gabarito comentado) - Toda Matéria
([Link])
[Link] ([Link])
Questões sobre Classicismo: Movimentos - Para o Enem e Vestibular
([Link])
As 3 Melhores Questões sobre Classicismo (GABARITO) ([Link])
Em relação ao Classicismo, que se desenvolveu durante o século XVI, marque a
alternativa correta.
a) Esse movimento literário possibilita a expressão da condição individual, da riqueza
interior do ser humano que se defronta com sua inadequação à realidade.
b) A poesia dessa época adota convenções do bucolismo como expressão de um
sentimento de valorização do ser humano.
c) Os poetas pertencentes a esse período literário perseguiam uma expressão
equilibrada, sóbria, capaz de transmitir o domínio que a razão exercia sobre a emoção
individual, colocando o homem como centro de todas as coisas.
d) Os autores dessa estética literária procuraram retratar a vida como é e não como
deveria ou poderia ser. Perseguem a precisão nas descrições, principalmente pela
harmonização de detalhes que, somados, reforçam a impressão de realidade.
e) A poesia desse período passa a ser considerada um esforço de captação e fixação das
sutis sensações produzidas pela investigação do mundo interior de cada um e de suas
relações com o mundo exterior.
Gabarito: C
★ Barroco:
[Link]
[Link]
[Link]
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