PREPARAÇÃO TÁCTICA
TEMA 1/1: Conceito de Táctica
TÁCTICA- é a teoria e prática de preparação e realização de combate pelas subunidades e unidades no emprego de todos ramos das FA.
O objectivo de estudo da é a Guerra
COMBATE- é uma organização de luta nas subunidades e grandes unidades pela aplicação de meios de fogo de todos ramos com objectivo de alcançar a
vitória sobre o inimigo.
Tipos das acções combativas
Existem dois tipos das acções combativas que são:
1-Ofensiva
2-Defensiva.
Em adição combate de encontro.
Administração no campo de combate é conjunto das actividades realizadas pelas tropas no campo de combate que consiste na manutenção e organização de
equipamentos, material necessário para o combate.
. Manutenção de equipamento (armamento, fardamento e cartucheira)
. ARMA PESSOAL- é a tarefa prioritária de cada soldado fazer a manutenção da sua arma de acordo com as lições aprendidas sobre a limpeza de armas nas
diversas condições.
FARDAMENTO- para manter o fardamento no nível exigido o soldado deve;
-Certificar se o seu fardamento está limpo e operacional antes de ir aos treinos ou operações;
-Ter a capacidade de repará-lo, possuir um estojo de material de costura (Agulha, linha, botões e tesoura);
- Manter o seu fardamento limpo e seco no campo de combate;
- Em caso de chuva, usar capa de chuva para proteger o seu equipamento e a si mesmo;
- Tirar o fardamento molhado antes de entrar no seu saco de dormir, se a situação permitir, separar o par de fardamento seco a do molhado;
- Manter a roupa interior sempre limpa;
- Mudar diariamente as meias, mantê-las sempre limpa;
- Engraxar as botas pelomenos uma vez por dia e reservar pelomenos um par de atacadores;
- Observar o zip do saco de dormir antes de sair para o campo de combate.
CARTUCHEIRA- ao transportar ou levar a cartucheira deve considerar o seguinte:
- O material necessário para o comprimento da missão o qual deve ser carregado confortavelmente:
- Verificar todos cintos, zip, fivelas e outras partes antes de partir para o campo de combate;
- Verificar se estão limpas e secas;
- Conservá-las devidamente.
Higiene pessoal
A higiene pessoal atinge-se consideravelmente as seguintes partes que acha principais do corpo humano:
a) Cabelo
O cabelo deve ser mantido curto para facilitar o seu tratamento em casos de ferimentos na cabeçabem como evitar a penetração de parasitas, se for possível
lavar pelo menos uma vez por dia.
b) Face (cara)
Deve lavar diariamente e barbear regularmente.
C) Dentes
Os dentes devem ser limpos pelo menos dias vezes por dia depois de cada refeição.
d) Corpo
O corpo deve ser lavado todos os dias dando particular atenção aos sovacos e virilhas.
Qualquer lesão ou ferida deve ser lavada ou coberto por adesivo para evitar infecções.
e) Pés
Manter limpos e seco, nos pés usar o pó talco.
Ração de combate
A Ração de combate constitui a base de alimentação das tropas no campo de combate. Ela vem embalada em pacote para 24 h. Pode-se consumir quente ou
fresca, as substâncias nutritivas mantêm-se: É aconselhável por dia consumir uma refeição quente.
Para o efeito deve utilizar todos os utensílios da cozinha, talheres, marmitas, fogões de pedra de vela e os produtos que existem na ração.
Cozinha táctica
Para realizar a sua culinária deve seguir as instruções que vêm apresentadas no pacote da ração.
Recorda-se que cozinhar é uma actividade individual ou de duas pessoas apenas dependendo do tempo e do topo da cozinha.
cozinha táctica Antes do início da sua cozinha deve avaliar a situaçãotáctica e o meio ambiente, por isso deve:
a) Montar sentinela em cada secção;
b) Envolver na cozinha metade da secção;
c) Limpar a área da cozinha para evitar a propagação do fogo e depois camuflar.
TEMA:2/1 Acções do Soldado Isolado no Campo de Combate
APLACAR – é acção que o soldado realiza logo que o inimigo dispara o primeiro tiro ou sob a ordem do comandante “APLACA”.
Aplacar sob a voz do comando “ APLACA” torna-se com a mão esquerda dando um passo a frente, ligeiramente a direita com o pé esquerdo ao mesmo
tempo inclinando o corpo para a frente, põe-se o joelho no solo, colocando-se a curta distância no corpo com os dedos a direita, depois apoiando-se
necessariamente sobre o fémur e antebraço esquerdo e vira-se rapidamente para a direita, separar ligeiramente, movimentando a ponta das pernas para
fora, movimentando momentaneamente a arma e a perna.
Levantar-se (pôr-se de pé)
A voz do comando levantar-se ou põe-se de pé, coloca-se antes a mão no solo a nível do seu peito com a mão no chão, a mão direita juntando ao mesmo
tempo as pernas e depois endireitando-se bruscamente os braços, levanta-se o peito e levanta-se a perna direita rapidamente e puxa-se rapidamente a
esquerda juntando-se ao outro pé e põe-se de pé assumindo a posição de sentido.
RASTEJO-é uma acção táctica que o soldado realiza no campo de combate logo que aproxima as trincheiras do inimigo para o lançamento de granadas.
RASTEJO LATERAL- estende-se pelo lado esquerdo,perna esquerda flexionando pelo joelho apoiando-se pelo ante braço esquerdo e torna-se o impulso
com o calcanhar directo situado no solo. O mais próximo possível ao corpo estica-se a perna directa fazendo avançar o corpo para a frente sem mudar a
posição da perna esquerda. Desta maneira continua o movimento para á frente.
RASTEJO VENTRAL- deve-se colocar ao terreno,levantar a arma com a mão directa e colocar sobre o antebraço directo flexionando a perna directa e ao
mesmo tempo estender o braço esquerdo o mais possível, impulsar-se com a perna recolhida para a frente, o outro lado, assim, continua deslocando, não
se deve levantar a cabeça sem a ordem do comando.
ROLAMENTO (CAMBALHOTA) - é uma acção que o soldado realiza no terreno a direita ou a esquerda com o objectivo de aproximar uma cobertura ou
sair do lugar do fogo intenso do inimigo do combate.
TEMA:2/2 Movimento do soldado no campo de combate
MOVIMENTO (Avanço em combate)- é a deslocação que o soldado realiza no campo de combate que pode ser a passo ligeiro (andar) ou a passo duplo
(correr) com o corpo directo (recto) ou inclinando (diminuir alvo) assim como o rastejo lateral e ventral.
1) Avanço a passo duplo (correr) ou ligeiro (andar) com paragens curtas a voz do comando soldado fulano a tal sítio.
2) Duplo passo ligeiro (correr ou andar)avanços. Ao andar a voz preventiva, os soldados observam a rota a seguir dos lugares cobertos, longe farão os
altos.
A voz executiva levanta-se rapidamente e sem unir os pés leva a perna direita para a frente enquanto ligeiramente o corpo com pequenos impulsos
ajudando com a perna esquerda levanta-se impetuosamente, o passo duplo ou ligeiro do combate, a arma leva-se com a mão directa.
A distância que percorre para aplacar depende da intensidade do fogo do inimigo e das condições do terreno, em média deveria ser 20 á 40 passos
chegando no lugar mudar-se-á a esquerda ou a direita depois de lançar arma.
Aproveitamento dos objectos naturais e artificiais
Aproveita-se para evitar baixas desnecessárias no campo de combate (guerra).
Existem 2 (duas) formas de aproveitamento que são:
-Directa;
-Indirecta.
DIRECTA- quando se aproveita o objecto directamente em sua frente.
INDIRECTA- quando se aproveita o objecto indirectamente antes, nos lados (esquerda ou direita) colectivamente ou individualmente.
TEMA: 3/1 CAMUFLAGEM E ESCONDERIJO
Camuflagem pessoal e regra da sua aplicação
CAMUFLAGEM- é uma arte que as tropas realizam no campo de combate que consiste em quebrar todos factores que permitem a visibilidade do objecto,
pessoa para que seja menos suspeito.
TIPOS DE CAMUFLAGEM
Existem 3 tipos de camuflagem que são:
-NATURAL realiza-se utilizando material de origem natural: bosques, plantas, capim, etc.
- ARTIFICIAL a sua aplicação baseia-se recorrendo o material industrial ou quando a camuflagem é feita manualmente.
- MISTA realiza-se combinando camuflagem natural e artificial.
A camuflagem pode ser: Normal, Exagerado ou de medo e de Preguiça ou pobre.
REGRAS DE CAMUFLAGEM:
- Deve ser feita em pares de soldados;
- Não deve contradizer com o meio ambiente circundante;
- A camuflagem deve ser bem fixa para permitir o movimento;
- Armas devem ser camufladas mas não devem perturbar o seu estado de funcionamento;
- Movimentar cuidadosamente principalmente ao abandonar uma cobertura.
ESCONDERIJO E REGRA DA SUA APLICAÇÃO
ESCONDERIJO é o melhor aproveitamento de uma cobertura no campo de combate contra a visão sem prejudicar no mínimo o arco de fogo.
REGRAS DE UM BOM ESCONDERIJO
- Observar através de uma cobertura ou do lado em vez de observar por uma desta;
- Fazer o melhor uso da mesma cobertura a sombra próxima, recordar que quando o sol se move a sombra também remove;
- Evitar as linhas de horizonte;
- Seleccionar o tempo para o seu movimento devendo estar de acordo com a sua camuflagem;
- Movimentar-se cuidadosamente, especialmente ao abandonar uma cobertura;
- Evitar coberturas isoladas porque são mais suspeitas para o seu esconderijo.
TEMA: 4/1 FORMAÇÕES PRÉ-COMBATIVAS E COMBATIVAS DAS PEQUENAS SUBUNIDADES (SECÇÃO)
SECÇÃO- é a subunidade mais pequena da infantaria que actua na composição do seu pelotão ou independentemente quando receber uma missão
específica.
FORMAÇÕES PRÉ-COMBATIVAS DA SECÇÃO- são aquelas que nos ajudam a deslocar de um ponto para o outro. E elas são:
- Uma fila, duas filas e diamante.
FORMAÇÕES COMBATIVAS- são aquelas que adaptamos quando entrarmos em contacto com o inimigo. E elas são:
- Cabeça de seta e desdobramento.
a) UMA FILA- é usada no terreno ao atravessar grandes matas, caminhos, picadas, vedação e valas. A distância entre soldado e de 5 á 7m de dia e de
noite reduz-se á 1m.
VANTAGENS- menos vulnerável ao fogo intenso do inimigo nos lados úteis ao movimentar em áreas onde a visibilidade é menor e em matas
fechadas.
DESVANTAGENS- a passagem de informação é fraca, retarda a realização de fogo efectivo ao inimigo que vem a frente, o movimento é difícil, os
soldados consolam nos lados ou flancos.
b) DUAS FILAS- são usadas ao caminhar nas ruas, estradas, avenidas (margens).
VANTAGENS:
-Fácil de controlar para a marcha nocturna;
-Boa para a marcha longa;
-Fácil para reagir o fogo efectivo do inimigo em todos lados.
DESVANTAGEM:
-Apresenta alvo concentrado;
-A distancia e de 6 a 8m intercalados entre soldados.
DIMANTE- e adaptada ao atravessar em terrenos abertos de noite, a distância entre soldados é de 5 a 7m.
VANTAGENS:
-Boa observação em volta;
-Protecção durante a marcha;
-Fácil de controlar;
-Boa produção de fogo em volta.
DESVANTAGEM:
-Vulnerabilidade ao fogo efectivo do inimigo.
FORMAÇÕES COMBATIVAS
Existem duas formações combativas da secção que são:
a) CABEÇA DE SETA- normalmente adopta-se ao atravessar zonas abertas ou vasculhar uma determinada zona, a distância entre soldados é de 5 a 7m.
VANTAGENS:
-Realiza rapidamente a reacção contra o fogo efectivo do inimigo;
-Boa ao atravessar terrenos abertos;
-Boa produção do fogo frontal.
DESVANTAGENS:
-O controlo e muito difícil;
-Vulnerável ao fogo frontal para o homem guia.
DESDOBRAMENTO- é bastante usado nos assaltos frontais, e do fogo em manobra, a distância entre soldado é de 5 a 7m.
FACTORES QUE INFLUENCIAM NA ESCOLHA DE FORMAÇÕES:
-Terreno, a direcção do inimigo, controlo do comandante, fogo efectivo e situação aérea (aviação).
TEMA: 5/1 FUNDAMENTO DE PRONTIDÃO COMBATIVA
PRONTIDÃO COMBATIVA- é o estado em que as tropas se encontram em preparação para que estejam aptas para contrariar qualquer eventualidade
inimiga.
Nas FADM temos 3 tipos de prontidão combativa que são:
1. Prontidão combativa permanente-3˚grau;
2. Prontidão combativa elevada-2˚grau;
3. Prontidão combativa completa-1˚grau.
PRONTIDÃO COMBATIVA PERMANENTE (3˚ GRAU) - é a disposição das tropas nas unidades durante o momento em que se realizam as actividades
normais em conformidade com o plano diário da unidade, garantindo a realização das acções combativas modernas.
Neste tipo as actividades são as seguintes:
- Treinamento;
- Preenchimento dos efectivos e materiais de combate;
- Realização do estudo combativo sistemático;
- Manutenção do armamento e aquartelamento;
- Exigência de grande espírito moral e firmeza.
PRONTIDÃO COMBATIVA ELEVADA (2˚ GRAU) -é a disposição das tropas nas subunidades ou unidades em que durante a realização das medidas
determinadas poderá preparar-se para a prontidão combativa completa ou permanente, normalmente isto ocorre nos postos de estacionamento completo, tem
aduração de 4 horas findo este tempo voltam para o 3˚grau ou passagem para o 1˚grau.
PRONTIDÃO COMBATIVA COMPLETA (1˚GRAU) - é a disposição das tropas em unidades e subunidades em que o período estabelecido, saem da região
de aquartelamento permanente para a região indicada para acções imediatas. Se por qualquer motivo emitir o alarme, então saem para a zona de espera das
subunidades ou unidades, tem 24 horas de tempo de se preparar e completar-se meios e forças para posteriores acções combativas.
CARACTERÍSTICAS DA PRONTIDÃO COMBATIVA
1-Alto espírito de patriotismo (pronto pronto para defender a pátria)
1- Alto nível de disciplina
2- Elevado grau de responsabilidade (ser disciplinado);
3- Estado de conservação do material (armamento);
4- Formação do homem (aptidão física);
5- Preparação/ capacidade do comandante em dirigir a tropa.
EXIGÊNCIA DA PRONTIDÃO COMBATIVA
- Transferência rápida das forcas duma prontidão para a outra;
- Assegurar a deslocação das tropas duma forma camuflada;
- Manutenção constante do armamento.
TEMA: 6/1 ACÇÕES DO PESSOAL SEGUNDO SINAL DE ALARME
Alarme e tipos de alarme
ALARME- e um sinal de aviso que permite as tropas passarem de um tipo de prontidão para o outro em que estejam aptos para contrariar qualquer
eventualidade inimiga.
TIPOS DE ALARME
Existem dois (2) tipos de alarme a saber:
Alarme de instrução é para preparação do pessoal das FADM para o cumprimento com êxito das transmissões combativas.
Alarme de combate -dá-se em caso de violação de fronteiras, em casos de ataque do inimigo, assalto e agressão.
SINAIS DE ALARME
1. Corneta;
2. Sineta aquela que esta na igreja católica;
3. Cirene nas empresas;
4. Rádio;
5. Sino
6. Telefone;
7. Voz.
TIPOS DE TOQUES
1. Toque de rotina diária: Toque intermitente (2-3 vezes);
2. Toque de alarme de instrução: Toque sucessivo lento;
3. Toque de alarme de combate: Toque sucessivo rápido.
NB: Em caso de outros tipos de sinais serão toques longos, os toques devem ser repetidas pela voz.
Exemplo: alarme…….alarme
ACÇÕES DO PESSOAL APÓIS O SINAL DE ALARME
-Desdobramento desde a região de concentração;
-Recebido o sinal de alarme, queira onde estiver, deve repetir o sinal pela voz, alarme, e em corrida sai para a sua companhia. Dai saem em pelotão e dirigem-
se para o arsenal (armamento), e roupa a fim de levantar o material necessário. (3 carregadores cheios, cartucheiras e sacuduns);
- Sendo o cálculo combativo alguns camuflam a caserna;
- Os condutores mecânicos dirigem-se as viaturas;
- Finalmente dirigem-se a zona de concentração da companhia em pelotão, isto dentro de 10 minutos e dai receberão a orientação do movimento a zona de
“ESPERA” que dista 5 á 7 km onde vão ficar 2 horas de tempo com o fim de efectivar o pequeno completamento de forcas e meios. Os últimos preparativos
serão na região de concentração;
- A deslocação pode ser ápé ou em viaturas em que os pelotões ocupam a faixa de responsabilidade da defesa da companhia.
NB: Em caso de incêndio (fogo) o alarme será dado como o de instrução e o pessoal deverá gritar FOGO….FOGO.
- Depois dirigem-se ao lugar de concentração da companhia para receber indicações de apagar o fogo que será por balões de água, instintor ou outros meios
possíveis.
Deveres do pessoal em serviço
- Informar o sinal de alarme ao pessoal da companhia;
- Abrir imediatamente os arsenais do armamento;
- Registar o material que sai;
-Mandar comunicar o sinal de alarme aos oficiais que ficam fora do quartel através do estafeta na pé;
- Os socorristas da companhia evacuam os doentes da companhia para o posto médico;
-Reforçar a guarda da unidade.
Organização do trabalho na região de concentração
Após recebida a ordem sobre a situação no lugar de concentração, as tropas movimentam-se a zona de concentração onde as tropas concentram-se para depois
cumprirem outras missões.
As tropas tomam uma defesa circular em trincheiras individuais (uma á duas pessoas), devendo que a retirada devem ser tapadas, e onde se faz o
completamento de todo o material e equipamento em conformidade com a missão a cumprir.
Reagrupamento de forças e meios;
Ensaio em caso da missão for de ofensiva, assimular o que irá acontecer no terreno real;
Atestar o armamento, limpeza e lubrificação.
Regras de concentração a estabelecer-se na zona de disponibilidade das forças obedecendo as exigências como na defesa a 15 km ou mais:
- Trincheiras individuais e meios;
- Sistema de fogo;
- Camuflagem das tropas e meios;
- Segurança e outras actividades concorrentes (patrulhas e sentinelas);
A retirada pode ser feita ápé ou em viaturas obedecendo todos movimentos tácticos da marcha.
Acções do pessoal após o sinal de alarme a noite:
Após o sinal de alarme a noite, são as mesmas as de dia, só que a noite as tropas estão num tempo de actividades reduzidas, depende da hora que isso
acontece, mas normalmente as tropas estão na caserna a dormir.
EM SUMA:Após o sinal de alarme as tropas são acordadas pela voz (alarme) com a equipa de serviço na caserna.
1˚: Acorda, uniformiza-se dai leva o seu equipamento (arma, carregador, cartucheira e sacudum) e dai dirigem-se ao lugar de concentração dentro de 10
minutos para receber ordens, a noite presta-se muita atenção.
2˚: Evacuar todos doentes, camuflar as luzes e apagar, depois certificar que toda a gente está fora da caserna e fechar as portas.
NB: Em ambos casos de dia como de noite, a equipa de serviço é responsável do registo de saída do armamento da companhia.
TEMA 7/1: FUNDAMENTO DA MARCHA
MARCHA- édeslocação organizada das subunidades em unidades, em colunas pelas estradas ou caminhos improvisados ápé ou em transportes de forma a
chegar oportunamente ao lugar indicado com existência obrigatória dos órgãos de segurança da marcha e mantendo prontidão das tropas (prontas para
qualquer acção).
Existem duas (2) condições para a realização da marcha:
MARCHA DE PREVISÃO DE COMBATE DE ECONTRO COM INIMIGO
MARCHA FORA DE PREVISÃO DE COMBATE DE ENCONTRO COM INIMIGO.
MECANISMO DE MOVIMENTO
As regras e as disposições que devem ser estabelecidas dependem de:
- Da natureza da região (terreno);
- Da extensão do percurso (distancia);
- Das condições atmosféricas (meteorologia);
- Da preparação dos condutores (mecanismo);
- Do estado técnico dos meios (carros).
PREPARAÇÃO DA MARCHA
→ Hora de partida;
→ Distância do percurso;
→ Alimentação;
→ Escolha do itinerário;
→ Organização da marcha (táctica e técnica);
→ Velocidade do movimento (marcha).
FACTORES QUE INFLUENCIAM NA MARCHA
− Grau de influência das acções inimigas;
− Estado do itinerário;
− Capacidade do comandante em dirigir a coluna;
− Nível de preparação dos condutores mecânicos;
− Estado técnico das viaturas;
− Composição da coluna;
− Condiçõesmeteorológicas;
− Treino dos homens;
− Disciplina do material (equipamento);
− Duração da marcha;
− Carga e transporte;
− Declives do terreno;
− Efectivo.
DURANTE O MOVIMENTO REALIZA-SE:
1) Linha de partida, ponto de partida, linha de regulação para regular a marcha;
2) PEQUENO DESCANSOapós 3 h de movimento com a duração de 20 á 30 minutos.
a) Pára-se fora da estrada para registar o equipamento individual;
b) Remendar as pequenas avarias;
c) Reabastecer os carros em água.
A PÉ
− Pára-se fora da estrada para o descanso do pessoal e beber agua;
3) GRANDE DESCANSO- na segunda metade do percurso com a duração de 2 á 4 h de tempo. Fixa-se conforme a distância percorrida ou da situação
atmosférica e outras.
a) Para o descanso das tropas;
b) Fazer comida quente;
c) Alistar os carros em combustível e óleo.
O intervalo entre as viaturas realiza-se para permitir segurança durante o movimento ou marcha.
NB: A escolha dos lugares deve ser:
Fora dos povoados;
Fora das vilas e cidades.
DISCIPLINA DA MARCHA
1. Manter a ordem nas fileiras ou nos carros bem sentados;
2. Cada um deve marchar no seu lugar. Não ultrapassar;
3. Sair nos altos e nos descansos;
4. A paragem das tropas, a coluna não deve interromper a circulação de via rodoviária e as populações;
5. Lugar dos carros avariados não é substituído.
CRUZAMENTO DE COLUNAS
− Deve ser evitado;
− Faz-se demora, perturbações;
− Entendimento entre os dois comandantes.
CONDIÇÕES QUE A MARCHA OFERECE
→ Facilita o controlo;
→ Facilita o movimento organizado;
→ Evita fazer fadiga (cansaço);
→ Garante a segurança;
→ Manter a disciplina e a ordem.
ÓRGÃO DE SEGURANÇA DA MARCHA
→Órgão de segurança na marcha tem a missão de impedir a infiltração do reconhecimento do inimigo na coluna;
→ Impedir ataques de surpresa do inimigo;
→ Assegurar as condições para o cumprimento da missão com êxito.
↗ Carros de patrulha (CP);
ÓRGÃOS DE SEGURANÇA DA MARCHA SÃO:
↗Cabeça da vanguarda (CV);
↗ Vanguarda (V);
↗ Guarda flanco (GF);
↗Segurança da retaguarda (SR).
NB: Realizando a marcha ápé, a segurança da marcha da secção é destacada com a função de explorar (reconhecimento).