0% acharam este documento útil (0 voto)
5 visualizações4 páginas

Batata

O documento aborda as pragas que afetam a cultura da batata, incluindo pragas de solo e aéreas, além de medidas de controle e monitoramento. Destaca a importância dos pulgões como transmissores de viroses e sugere práticas para garantir a produção de batata semente de boa qualidade. Também menciona pragas de armazenamento e tratamentos adequados para combatê-las.

Enviado por

Lucas Bidinelli
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
5 visualizações4 páginas

Batata

O documento aborda as pragas que afetam a cultura da batata, incluindo pragas de solo e aéreas, além de medidas de controle e monitoramento. Destaca a importância dos pulgões como transmissores de viroses e sugere práticas para garantir a produção de batata semente de boa qualidade. Também menciona pragas de armazenamento e tratamentos adequados para combatê-las.

Enviado por

Lucas Bidinelli
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

1

PRAGAS DA CULTURA DA BATATA

Batata das águas : plantio de setembro a novembro : Apresenta boa produtividade


Batata das secas : plantio de janeiro a março. Ideal para produzir batata semente. Menor
produtividade
Batata de inverno : de abril a agosto. Boa produtividade
Ciclo : aproximadamente 100 dias

PRAGAS DE SOLO
1) “Larva alfinete” : Diabrotica speciosa (Col : Chrysomelidae)
Causam danos tanto na fase adulta quanto na larval. Adultos alimentam-se de folhas
Larvas : perfuram os tubérculos (muitas vezes apenas superficialmente), depreciando-os para o
comércio
Controle : controlar os adultos é mais eficiente para se evitar o ataque aos tubérculos
O uso de granulados por ocasião do plantio se mostrou eficiente no controle desta praga
Produtos : Phorate (Granutox) (fosforado sistêmico) (II) (solo)
Deltamethrine (Decis) (piretróide) (III) pulverização
Dimetoato (Thiomet) (fosforado sistêmico) (I)
Carbofuran (Furadan) (carbamato) (I) solo
Clorpirifos (Astro) (fosforado de contato e ingestão) (III) pulverização
Naled (Ortho Naled) (halogeno fosforado) (II) pulverização

2) Bicho arame : Conoderus spp (Col. : Elateridae)


Adulto : 10 a 15 mm, protórax preto e élitros marrom avermelhados. Quando colocado de pernas
para cima, salta (articulação entre o pró e o metatorax). Aspecto parecido com o pirilampo (sem
luminosidade)
Larva : corpo achatado, 10 a 15 mm de comprimento e corpo quitinizado (pouca flexibilidade)
Prejuízos : larvas penetram nos tubérculos, abrindo galerias
Controle : dos adultos é impraticável. Usar os mesmos preventivos para outras pragas de solo.

3) Bicho bolo : Dyscinetus planatus (Col. : Scarabeidae)


Adulto : 20 mm de comprimento, coloração preta na parte superior e marrom na inferior,
pontuações na cabeça, pronoto e élitros
Fêmeas : colocam ovos no solo, próximo aos tubérculos ou diretamente sobre eles
Larvas : penetram no seu interior. Quando bem desenvolvidas medem de 35 a 40 mm. Têm o
corpo recurvado, branco, 3 pares de pequenas pernas e cabeça marrom
Controle : tratamento preventivo

4) Bicho tromba de elefante : Phyrdenus muriceus (Col. : Curculionidae)


Adulto : 5,5 a 6,5 mm, coloração cinza escura, corpo rugoso (escamas escuras entremeadas de
branco sobre os élitros e o pronoto). Possui hábitos noturnos.
Fêmeas : postura no solo ou inserindo ovos nas hastes (auxílio do aparelho bucal)
Larvas : no interior dos tubérculos ou ainda nas hastes e parte aérea
Ciclo de vida : aproximadamente 3 meses
Controle : preventivo

5) Pulga do fumo (= pulga da batatinha) : Epitrix spp (Col. : Alticidae)


Besouro com 1,5 a 2,0 mm de comprimento e coloração marrom avermelhada. Último par de
patas mais desenvolvido (inseto salta)
2

Alimenta-se das folhas, diminui área foliar, prejudica o desenvolvimento da planta. Podem
transmitir doenças (sarna da batata, doença causada por fungo). Os adultos são portadores de
esporos viáveis, tanto no seu exoesqueleto, quanto no trato digestivo, eliminando esporos nas
fezes
Fêmeas : postura na superfície do solo, ao redor das plantas
Larvas : prejudiciais pois escarificam e perfuram os tubérculos e também podem transmitir a
sarna da batata.
Controle : mesmos produtos usados para Diabrotica

6) Lagarta rosca : Agrotis ipsilon (Lep. : Noctuidae)


Lagartas atacam o caule das plantas ao nível do solo, podendo seccioná-lo por completo.
Maior incidência : de maio a setembro
O ataque direto aos tubérculos também ocorre.
Plantas atacadas quando conseguem se recuperar têm o desenvolvimento prejudicado (efeito da
sombra de plantas vizinhas que se desenvolveram antes)
Controle : parasitismo varia de 11 a 21 %
Iscas para lagartas e iscas para adultos
Proteção direta : Metamidofós (Tamaron) (fosforado sistêmico) (I) ; Parathion metílico (Folidol)
(fosforado) (I), em pulverização, na base das plantas, logo após os sintomas de ataque

7) Traça : Phthorimaea operculella (Lep. : Gelechiidae)


Adulto : mariposa com asas anteriores cinza mais escuras que as posteriores e com manchas
pretas irregulares. 10 a 12 mm envergadura
Cada fêmea coloca aproximadamente 300 ovos de coloração branca, lisos e globosos
Postura : tanto no campo (folhas ou tubérculos), quanto em produtos armazenados
Prejuízos : causados pela lagarta que destrói folhas e tubérculos (inclusive armazenados)
Controle : no campo é fácil a aplicação de inseticidas sobre a parte aérea. Produtos : Tamaron
e/ou outros fosforados

8) Ácaro branco : Polyphagotarsonemus latus


Pode ocorrer ataque em regiões com temperaturas elevadas, não sendo frequente em zonas
tradicionais produtoras de batata. Vivem na página inferior das folhas
Folhas atacadas com o tempo ficam espessas, coriáceas e se quebram facilmente. As hastes ficam
escuras

PRAGAS DA PARTE AÉREA


PULGÕES : os pulgões são considerados os insetos mais importantes da cultura da batata,
devido ao seu alto potencial reprodutivo, mobilidade, capacidade de transmitir viroses e seu
elevado número de plantas hospedeiras. As três espécies transmissoras de viroses encontradas no
Brasil são :
1) Pulgão verde : Mysus persicae (Hem. Aphididae)
É o mais importante pulgão em batata, embora possam existir outras espécies.
Somente ele é capaz de transmitir 80 vírus.
Coloniza principalmente as folhas mais velhas da planta de batateira.
Pulgões verde claro a marrom avermelhado, medem de 2.0 a 2.5 mm de comprimento, antenas
longas. Nos pulgões alados, a coloração é preta no tórax e abdomen claro com mancha
transversal escura.
No Brasil existem aproximadamente 17 viroses. O vírus do enrolamento é o mais importante e o
responsável pela degenerescência da batata e outras viroses (vírus Y, A, M, Mosaico Aucuba e
3

outros). Devido à sua localização na planta as colônias passam despercebidas (face inferior das
folhas baixeiras).
Possuem plantas hospedeiras o ano todo o que provoca dificuldades em se produzir batata
semente.

2) Macrosiphum euphorbiae (Hem. : Aphididae) :


Pulgões de cor verde claro, sem manchas, medem de 4,0 a 4.5 mm de comprimento, tem pernas
compridas. Os pulgões alados tem coloração verde claro a verde escuro, sem manchas, antenas
longas , maiores que o corpo. Preferem as folhas do ponteiro.

3) Aulacorthum solani (Hem. : Aphididae)


Coloniza principalmente os brotos dos tubérculos armazenados.
São pulgões de coloração verde-claro, com manchas escuras nos sifúnculos e pernas. Medem 1.8
a 2.9 mm de comprimento. Os pulgões alados têm o tórax marrom-claro e abdomen claro, com
manchas transversais estreitas de cor marrom escuro.

MONITORAMENTO DOS PULGÕES EM BATATA.


a) Com armadilhas de água : permite que a população de pulgões migrantes seja estimada.
Consiste de uma bandeja medindo 50 cm de comprimento x 32 cm de largura e 8 cm de altura,
pintada exteriormente de marrom escuro ou cinza escuro, e o fundo mais 2 cm na altura, com
amarelo canário. Coloca-se 3 cm de água (5 litros), com algumas gotas de detergente. Devem ser
colocadas 4 bandejas por campo e ficarem de 25 a 60 cm de altura do solo. Duas vezes por
semana, faz-se o monitoramento, que consiste em retirar todos os pulgões com um pincel fino e
colocar num vidro pequeno com álcool. As bandejas devem ser instaladas no sentido Norte, Sul,
Leste e Oeste. Anotar a quantidade de pulgões por bandeja e identificar se na amostra existem
pulgões transmissores de vírus ou não. Se houver acima de 20 pulgões alados das espécies
transmissoras de viroses por cada 4 bandejas por semana, o agricultor deve pulverizar com
inseticida, sendo abaixo não há necessidade de pulverizar. Para identificar os pulgões é
necessário uma lupa com aumento superior a 10 vezes.

b) Contagem direta em folhas e plantas : estabelece o nível atual de pulgões em uma plantação de
batata e fornece indicação segura se a área deve ou não ser pulverizada. Para a contagem de
pulgões em folhas, seleciona-se ao acaso 25 plantas e retira-se 2 folhas da parte superior e duas
da parte inferior, ou 100 folhas ao acaso e conta-se o número de pulgões. Se o número de pulgões
for superior a 30, recomenda-se a aplicação de inseticidas. A contagem de pulgões nas folhas
deve ser feita 2 vezes por semana ou a cada 3 dias.

MEDIDAS PARA SE PRODUZIR BATATA SEMENTE DE BOA QUALIDADE


1) Adquirir a batata semente de produtores idôneos ou importada
2) Nunca plantar batata-semente em regiões de batata consumo ou hortaliças (principalmente
solanáceas) pois são fonte do vetor
3) Efetuar plantio em altitude elevada e período da seca (janeiro a abril)
4) Evitar plantio em áreas invadidas por plantas daninhas
5) Evitar o aumento da população de insetos com produtos granulados de solo e sistêmicos

Em lavouras destinadas ao consumo, são feitas aplicações de inseticidas fosforados ou


carbamatos sistêmicos, em tratamento de solo, por ocasião do plantio ou em pulverização foliar.

2) Larva minadora : Lyriomisa sp (Dip. : Agromiziidae)


4

Fêmea : 1,5 mm de envergadura e macho menor, coloração variável, predominando a cor preta.
Ovos inseridos no tecido foliar. São elípticos e transparentes
Larvas : cilíndricas, hialinas e transparentes
Pupas : 30% sobre folhas e restante no solo
Danos : galerias diminuem a área foliar. Estas galerias podem destruir total ou parcialmente o
limbo foliar em função da quantidade. As fêmeas, na tentativa de oviposição e alimentação,
perfuram as folhas podendo neste ato introduzir doenças fúngicas ou bacterianas.
Controle : em altas infestações é difícil, pelo elevado número de plantas hospedeiras. Pode-se
usar em grandes infestações, armadilhas da cor amarela e untadas com óleo (de câmbio), para a
atração dos adultos. O uso de sistêmicos granulados como o Aldicarb, ou em pulverização foliar
(carbamatos ou piretróides) pode ser feito quando necessário.

PRAGAS DE ARMAZÉM :
1) Traça : P. operculella

2) Piolho ou cochonilha branca : Pseudococcus maritimus (Hem. Pseudococcidae)


Possui 4 a 5 mm e é recoberta por substância pulverulenta branca. Apresenta 17 apêndices
filamentosos laterais ao redor do corpo, sendo 2 posteriores mais longos. Cada fêmea põe cerca
de 320 ovos. O macho é alado, sendo o ciclo evolutivo desta praga de 60 a 80 dias. É praga de
tubérculo armazenado que geralmente vem do campo já infestado.
Tanto ninfas como adultos sugam tubérculos
Tratamento : fumigação com fosfina, 5 comprimidos de 6 gramas para cada 2m2 do produto,
durante 24 horas. Pulverização com Parathion Methyl (Folidol)

Você também pode gostar