MÚSICA
Lugares, meios, espaços culturais de circulação da música
A divulgação da música tradicional brasileira ocorre em espaços reconhecidos e
conquistados nacionalmente. Desde os programas de rádio, passando pelos programas
de auditório em teatros e emissoras de televisão, aos shows em feiras e festas e
espaços virtuais – streamings de áudio e vídeo.
Espaços culturais
São lugares e construções usados para tocar música, como teatros, salas de concerto,
casas de shows e centros culturais. Na música tradicional do Brasil, as apresentações
musicais começaram nos espaços públicos e, depois, foram para casas de shows e
eventos.
GÊNEROS DA MÚSICA BRASILEIRA
A música brasileira é rica em diversidade e possui diversos gêneros musicais. O povo
brasileiro pode desfrutar de vários ritmos, desde canções africanas, clássicas, e
canções europeias e até rituais tradicionais. Por ter essa variedade de misturas, não há
um número exato de gêneros musicais brasileiros, mas até o momento, 25 estilos
musicais já foram detectados. Os principais gêneros da música brasileira consistem em
sete estilos: sertanejo, funk, bossa nova, samba, rap e MPB.
SAMBA
O samba é um dos estilos musicais brasileiros mais populares e a referência do nosso
país no mundo. Embora haja alguma dúvida sobre sua origem, há um consenso, por
exemplo, essa soma parecia estar ligada à escravidão. Os tambores foram a forma que
os africanos encontraram para preservar a sua cultura, e claro, fazer do Brasil o seu
país. Entre os nomes mais famosos do gênero estão: Arlindo Cruz, Beth Carvalho e
Paulinho da Viola.
BOSSA NOVA
Alguns dizem que a bossa nova faz parte do samba, enquanto outros dizem ser
diferente. No entanto, este é um dos estilos musicais mais importantes, afinal, foi ele
quem nos deu os sucessos de João Gilberto, Tom e Vinícius. Além do som que atinge o
povo brasileiro, esse é um dos estilos musicais que os estrangeiros mais gostam na
música brasileira, e até tentam imitá-lo.
FORRÓ
Acredita-se que a origem do forró surgiu na década de 1930. Sua popularidade, porém,
foi apenas na década de 1950, com a voz de Luiz Gonzaga. Para muitos compositores
e músicos, só é possível ter um bom forró com três instrumentos, sendo eles:
Acordeão, zabumba e triângulo. Esse estilo de música brasileira é originário do
Nordeste. Entre as definições mais aceitas, o forró vem da palavra africana forrobodó,
que consiste em arrastar os pés ou dar uma festa, algo que faz muito sentido no
gênero.
SERTANEJO
A primeira música do estilo musical sertanejo foi lançada em 1910. Há quem diga que,
assim como o samba, o sertanejo se originou no Brasil colonial, isso porque a viola
(principal instrumento utilizado), veio com os colonos portugueses. Os anos se
passaram e as rodas de viola mantiveram seu propósito, com apenas algumas
atualizações. Em vez de assuntos religiosos, tornou-se um momento de beber, comer e
discutir “histórias de vida”. Na década de 1970, a música sertaneja passou a fazer parte
do cenário musical e somente no século 21, o sertanejo universitário foi estabelecido.
No Brasil, é impossível falar do sertanejo como um todo sem falar de Chitãozinho e
Xororó.
OS ELEMENTOS DA MÚSICA
A música é um dos elementos mais importantes das artes, visto que sua origem nos
leva aos tempos mais antigos da humanidade. As primeiras civilizações já usavam a
música em suas festas, em seus eventos religiosos e culturais. A música é considerada
a sucessão de sons e silêncio em um determinado período de tempo. Hoje, a
manifestação artística através da música possui uma extrema importância na vida do
homem. Ela está presente ao nosso redor e sempre vamos identificá-la em nossas
vidas: toques de celulares, sons do computador, propagandas de TV, teatros, dentre
outros.
DEFINIÇÃO
A música é formada por três elementos: ritmo, harmonia e melodia. As notas formam a
melodia, o ritmo é que ordenará essa melodia no compasso, o compositor harmonizará
todos esses elementos e pensará nos instrumentos que tocarão essa música. Tudo
deve combinar e fazer sentido ao ouvido. Na música, até as pausas são importantes,
pois elas contribuem para a composição musical.
COMPREENDENDO A MÚSICA
O Som
Sons são definidos como ondas produzidas pela vibração de um corpo qualquer,
transmitida através de propagação de frequências regulares ou não, captadas pelos
nossos ouvidos e interpretadas pelos nossos cérebros. Quando agitamos ou tocamos
algum instrumento, uma parte dele vibra. As vibrações produzidas se deslocam
formando ondas sonoras capturadas por nossos ouvidos. Cada instrumento possui
uma característica diferente, por isso são tocados de formas distintas.
A Melodia
É um encadeamento de sons em intervalos irregulares. A Melodia caminha por entre o
Ritmo. Ela normalmente é a parte mais destacada da Música, é a parte que fica a cargo
do Cantor, ou de um instrumento como Sax ou de um solo de Guitarra. Ao ouvir um
Solo – notas tocadas individualmente – você estará ouvindo uma Melodia.
O Ritmo
Ritmo é o que age em função da duração do som. É a definição de quanto tempo cada
parte da melodia continuará à tona. Você já percebeu que na parte do Hino Nacional
“(…) margens plácidas”, o “plá” demora mais que o “cidas”? Isso é o ritmo da música. O
ritmo é um padrão que organiza os sons. Uma música pode ser criada, por exemplo,
com os estalos dos dedos ou com palmas, desde que seja criado um padrão sonoro
regulado no decorrer de um de tempo. Quando criamos uma música, pensamos em
uma alternância entre sons e silêncios que segue uma frequência de tempos forte e
fracos, longos e curtos, graves e agudos, formando um fluxo contínuo e regulado. Isso
é ritmo!
A Harmonia
Harmonia é a combinação dos sons ouvidos simultaneamente, é o agrupamento
agradável de sons. Por exemplo, você poderia muito bem tocar uma música apenas
com uma nota de cada vez, entretanto, não ficaria muito legal. Por isso, quanto mais
notas musicais você tocar simultaneamente (acordes) de forma agradável, harmoniosa,
melhor será a música. Desse modo, a harmonia musical indica a concordância de
combinação de vários sons simultâneos, ou de acordes que são agradáveis ao ouvido.
CONCLUSÃO
Portanto, a música é uma modalidade que contribui para o desenvolvimento da mente
humana, promovendo o equilíbrio, proporcionando bem-estar, ajudando na
concentração e no desenvolvimento do raciocínio, em especial em questões reflexivas
voltadas para o pensamento.
FORMAS DE REGISTRO MUSICAL
Acontece por meio de sistemas de escrita baseada em sinais, símbolos e figuras.
Essa escrita pode ser tradicional, utilizando um sistema convencional e padronizado,
enquanto que, a não convencional, pode utilizar qualquer elemento para representar as
sonoridades, inclusive, aqueles do registro convencional.
Notação musical
Registro gráfico dos sons e dos silêncios. A partitura convencional é composta por
notas musicais, que registram os sons em relação aos seus parâmetros de altura e
duração dentro dos padrões de escrita estabelecidos ao longo da história da música.
Partitura convencional
As notas musicais, numa partitura convencional, são distribuídas ocupando linhas e
espaços. Muitas vezes surge também na partitura a letra da canção.
Pauta ou pentagrama: cinco linhas horizontais e paralelas, onde se grafam as notas e
demais símbolos do sistema de notação musical.
As notas musicais são:
Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si
Exemplo de pauta com símbolos convencionais
Partitura não convencional
A partir do século XX, os compositores resolveram experimentar novas formas de
registrar os sons, utilizando gráficos e figuras ilustrativas. Estes registros são chamados
de partituras não convencionais.
Escrita de música criativa
O músico Jarbas Agnelli deparou-se, pela manhã, com uma fotografia. Esta retratava
pássaros sentados nos fios da rede elétrica. Agnelli imaginou aqueles fios como um
pentagrama, os pássaros como notas musicais e tocou a canção proposta pela
imagem. Neste sentido, a fotografia inspirou a criação de uma partitura. Com isso,
vemos um procedimento de notação de música convencional baseada em um fato
cotidiano, em uma imagem.