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HISTÓRICOFUTEBOL

O futebol, originado na Inglaterra no século XVII, passou por uma evolução significativa desde suas práticas informais até a formalização de regras em 1830. A chegada do esporte ao Brasil em 1894, trazida por Charles Miller, transformou-o em uma paixão nacional, superando barreiras sociais e raciais ao longo do tempo. A profissionalização do futebol no Brasil enfrentou resistência, mas clubes como o Vasco foram pioneiros na inclusão de jogadores de diferentes origens, contribuindo para a diversidade no esporte.
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HISTÓRICOFUTEBOL

O futebol, originado na Inglaterra no século XVII, passou por uma evolução significativa desde suas práticas informais até a formalização de regras em 1830. A chegada do esporte ao Brasil em 1894, trazida por Charles Miller, transformou-o em uma paixão nacional, superando barreiras sociais e raciais ao longo do tempo. A profissionalização do futebol no Brasil enfrentou resistência, mas clubes como o Vasco foram pioneiros na inclusão de jogadores de diferentes origens, contribuindo para a diversidade no esporte.
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METODOLOGIA DO FUTEBOL

HISTÓRICO

O futebol, esporte que é considerado a paixão nacional e,


sem dúvidas, o mais popular do mundo, começou a ser
praticado na Inglaterra, no século XVII. À época, o esporte
não tinha o formato que tem hoje e tampouco era chamado
de “futebol”. Isso só aconteceu décadas depois, com a
criação das regras.
Hoje o futebol movimenta um mercado financeiro bilionário,
proporciona eventos globais, transforma atletas de todas as
origens em ídolos internacionais e utiliza da mais alta
tecnologia em transmissões e equipamentos esportivos. No
entanto, a história do futebol não começou assim. O
esporte trilhou uma longa jornada, sem nenhum tipo de
glamour e com poucos holofotes, até chegar a esse
patamar.
Origem do futebol

Não se sabe com precisão a data em que o futebol surgiu.


Historiadores contam que os ingleses adquiriram o hábito
de chutar uma bola de couro, símbolo da cabeça de um
membro do exército da Dinamarca, como forma de
comemorar a expulsão dos dinamarqueses de seu país
ainda no século X. A ação era realizada anualmente, mas,
com o tempo, a prática passou a popularizar-se, e os jogos
com a bola passaram a ser realizados com maior
frequência.
Os jogos não tinham regras estabelecidas, e era permitido
diversos tipos de agressões para avançar ou conter o
adversário, o que acabava ferindo muitos dos praticantes.
Com as consequências, o Rei Eduardo II decidiu proibir os
jogos, temendo a perda dos soldados do seu exército. A
prática foi proibida, mas não cessada e, apenas em 1681,
os jogos com a bola voltaram a ser permitidos na Inglaterra.
O período entre 1810 e 1840 registrou o crescimento desse
jogo popular pelos alunos das escolas públicas da
Inglaterra, porém, o esporte permaneceu sendo
considerado uma atividade violenta e não apropriada aos
jovens de classe alta dos colégios da elite inglesa.
Regras do jogo

As primeiras regras escritas do futebol surgiram


em 1830 — The Football Rulles — e foram criadas pelo
Colégio Harrow. Estabeleceram o número de 11
jogadores para cada equipe e os gols para onde a bola
deveria ser conduzida. Como havia uma diversidade nas
regras, que variavam para cada colégio, em 1848, houve
uma reunião de diretores de várias escolas que
estabeleceram um código comum para o futebol, o que
ampliou a aceitação da atividade nos meios educacionais e
nas classes mais altas.
Ao longo das décadas, novas regras foram implementadas
e muitas outras modificadas até o futebol chegar ao
formato que é conhecido hoje. Entre as mudanças, muitas
colaboram para que o jogo ficasse mais limpo e justo. Entre
as principais regras inseridas, uma das ferramentas
fundamentais para a disciplina foram os cartões amarelos e
vermelhos. Eles foram inseridos em 1970, para a Copa do
México, como uma forma de facilitar a comunicação entre
os países que não falavam o mesmo idioma. Além disso,
as regras do futebol têm alterações constantes pelos
órgãos reguladores, como mudanças nas dimensões de
campo, substituições de jogadores e muitas outras.
Crescimento do futebol como esporte

O crescimento dos desafios e torneios entre clubes foi


impulsionador para a institucionalização do futebol, que
ocorreu em 1863. A partir da fundação da Football
Association (FA), instituição que formulou as primeiras
regras para a prática do futebol, o esporte passou a ter
mais visibilidade e a elaboração de campeonatos e partidas
oficiais iniciou-se. A criação dos campeonatos foi
importante para o surgimento de regras universais para o
futebol, e, desde então, o esporte começou a expandir-se,
universalmente.
Ao longo da década de 1870, o futebol começou a ser
praticado pela classe trabalhadora inglesa, estimulada
pelos donos de fábricas, pela necessidade de jogadores
para se formar equipes. Nesse momento, o futebol deixou
de ser privilégio da classe endinheirada e passou a ser
difundido pelos centros urbanos e pelos diversos
segmentos da sociedade britânica, contribuindo para um
espaço de convivência entre burgueses e operários.
Futebol no Brasil

Charles Miller trouxe o futebol para o Brasil

O futebol chegou ao Brasil em 1894. Charles Miller, um


jovem filho de ingleses que chegou a São Paulo após
realizar seus estudos na Europa, trouxe consigo bolas e
regras para a prática do futebol no país.
A prática do futebol, no Brasil, foi realizada pela primeira
vez pelo São Paulo Athletic Club, formado por colonos
ingleses, mas o primeiro clube formado, especialmente
para a prática do futebol, foi a Associação Atlética
Mackenzie College, em 1898.
O crescimento do futebol no Brasil acabou fazendo com
que o esporte mais praticado na época, o remo, viesse a
ficar em segundo plano, chegando a ser quase esquecido
pelos brasileiros posteriormente. Com isso, algumas
equipes de remo tornaram-se clubes de futebol, como
o Flamengo, Vasco da Gama e Botafogo, no Rio de
Janeiro.
A primeira equipe de futebol carioca foi o Fluminense
Football Clube, fundado no ano de 1902. Também foi a
primeira equipe a cobrar ingressos para uma partida de
futebol no Brasil, realizada contra o Paulistano, quando,
aproximadamente, 2500 pessoas acompanharam o duelo.
Esse jogo também foi marcado como o primeiro que teve
o comparecimento de um chefe de Estado, o então
Presidente da República Rodrigues Alves.

Racismo e preconceito

O futebol enfrentou problemas ligados às classes


sociais desde o seu surgimento na Inglaterra, ocorrendo o
mesmo em sua chegada ao Brasil. O esporte, criado para a
alta sociedade britânica, enfrentou algumas barreiras, até
que fosse apreciado por ricos e pobres, sem distinção de
classes.
O futebol sofreu uma grande resistência quanto
à profissionalização. A elite contestava que o futebol não
poderia ser praticado como uma profissão pelos integrantes
da camada mais pobre da sociedade, pois, como
consequência do desemprego, esses teriam mais
tempo para os treinos nos confrontos com as equipes
formadas por burgueses.
No Brasil, inicialmente, as equipes de futebol eram
formadas por estudantes brancos e ricos. Com o tempo,
algumas equipes foram abrindo as portas para acolher
jogadores que não pertenciam à classe alta, incluindo
negros. Entre os clubes, o Vasco foi um dos que mais
contribuiu para a profissionalização do futebol no Brasil. A
equipe incluiu mulatos e negros e conquistou títulos, o que
colaborou para a quebra do monopólio do jogador
branco no futebol.
Como forma de resistência à profissionalização, em 1924
foi criada a Associação Metropolitana de Esportes
Athleticos (Amea), uma liga que reunia os grandes clubes
de futebol, sem o Vasco, para exigir dos jogadores a
comprovação de vínculo empregatício ou estudantil. Assim,
poderiam enfraquecer o Vasco, que contava com bons
jogadores desempregados. Na sequência, passou a ser
exigida a assinatura dos atletas em súmula, o que excluía
os que não fossem alfabetizados.

Com a intenção de fugir do preconceito, alguns atletas


tentaram estratégias para ficarem brancos. Um exemplo foi
Carlos Alberto, jogador do Fluminense, em 1914, que se
maquiava com pó-de-arroz antes das partidas. Porém, com
o suor das jogadas, o disfarce desaparecia, e a torcida,
ainda desacostumada com a presença de negros dentro do
campo, xingava o jogador.

Pelé em jogo, na Suécia, em 1960.


O aparecimento de Pelé, após a Copa do Mundo de 1958,
também contribuiu para uma amenização nos problemas
em relação ao racismo. O destaque desse jogador
produziu, no país, o sentido de que os jogadores de futebol
deveriam vir da camada pobre da sociedade e alcançar o
ápice da carreira, após muito sofrimento e batalhas.

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