0% acharam este documento útil (0 voto)
2 visualizações2 páginas

4

Celeste enfrenta desafios emocionais e financeiros após descobrir sua gravidez, especialmente devido à falta de apoio familiar e à revelação de que o pai do bebê é casado. Ao mesmo tempo, ela se esforça para se estabelecer profissionalmente em um novo emprego no hospital, onde lida com pacientes enquanto tenta equilibrar suas responsabilidades e inseguranças. A interação com seus colegas, especialmente Ben, oferece um vislumbre de apoio, mas a pressão e o medo do futuro continuam a afetá-la profundamente.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
2 visualizações2 páginas

4

Celeste enfrenta desafios emocionais e financeiros após descobrir sua gravidez, especialmente devido à falta de apoio familiar e à revelação de que o pai do bebê é casado. Ao mesmo tempo, ela se esforça para se estabelecer profissionalmente em um novo emprego no hospital, onde lida com pacientes enquanto tenta equilibrar suas responsabilidades e inseguranças. A interação com seus colegas, especialmente Ben, oferece um vislumbre de apoio, mas a pressão e o medo do futuro continuam a afetá-la profundamente.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Celeste concordou com a cabeça, mas não importava o quanto Meg agisse como se não desse a mínina, ela

sabia que os
colegas estavam zelando por ela. E pela décima vez desde que descobrira que estava grávida, ela se sentiu culpada.
Descobrir que estava grávida já tinha sido bem ruim, mas os acontecimentos seguintes foram espetaculares. A família
não falava mais com ela, especialmente depois que ela se recusara, repetidas vezes, a dizer o nome do pai do bebê. Mas
como ela poderia fazer isso? Após descobrir que, não apenas seu namorado era casado, como ainda a mulher dele
trabalhava no setor administrativo do hospital onde ela mesma trabalhava, apesar de ninguém saber de nada, deixara
Celeste tão culpada e envergonhada que ela não tivera alternativa, a não ser esconder essa informação. E quando tudo
parecia perdido para ela, fora aceita no programa de graduação em enfermagem de emergência, no Bay View Hospital,
que ficava do lado oposto da cidade. Ela não estava grávida quando se candidatara ao emprego e a coisa correta a fazer
seria recusar a vaga, talvez isso fosse o esperado dela, mas com um futuro tão incerto se aproximando, um salário
mensal seria a melhor coisa que poderia lhe acontecer a curto prazo. Além disso, já que ela obviamente seria mãe
solteira, obter mais qualificações profissionais não seria de todo mal. E, por último, afastar-se de sua família e amigos
poria fim às perguntas que não podiam ser respondidas. Mas era uma vida solitária. E agora, seus novos colegas
estavam tendo que fazer concessões, não importava o quanto eles negassem isso. – No leito sete está Matthew Dale,
que tem 18 anos. Ele sofreu um ferimento de pouca gravidade na cabeça, tropeçou enquanto corria, não houve perda
de consciência. Ele deve receber alta, Ben está examinando o garoto agora. – Ben? – Celeste perguntou. – O novo
residente. Ele começou esta manhã. Ah, olha ele aí. – Meg acenou para ele. – O está acontecendo com o leito sete, Ben?
– Vou segurá-lo aqui mais um pouco. Desculpe por abrir a sala de observação tão tarde, mas... – Ele parou de falar
subitamente quando bateu os olhos em Celeste, mas, por alguma razão, optou por não demonstrar que a havia
reconhecido, e continuou a dar suas ordens sobre como o paciente deveria ser tratado. Apesar de ela não ter que
explicar para ele o que fazia ali, e apesar de não existir uma razão para, pela zilhonésima primeira vez, sentirse assim,
Celeste sentiu-se culpada. Quase como se tivesse sido pega no pulo. Fazendo o quê? Celeste deu uma bronca em si
mesma enquanto percorria a enfermaria de observação, acendia as luzes e preparava uma cama para Matthew. Ela
estava ganhando a vida... Celeste tinha que ganhar a vida. Ela ainda tinha dez semanas de gravidez pela frente e depois
o bebê não poderia ir para o berçário até que tivesse tomado todas as vacinas. Se ela parasse de trabalhar agora, ficaria
quase seis meses sem trabalhar. O pavor absoluto estava sempre à espreita dela. O que ela teria que enfrentar no
futuro? Mesmo com um emprego de período integral, pagar o aluguel era uma luta. Sem ajuda de sua família, ela estava
economizando para comprar o carrinho e o berço, e já tinha comprado algumas roupinhas minúsculas e alguns pacotes
de fralda, mas ainda havia tanta coisa necessária a comprar... Sem falar no carro dela, que estava um pavor... Celeste
conseguia sentir o nível de pânico aumentando conforme se dava conta das enormes dificuldades que enfrentaria, e
obrigou a si mesma a se acalmar, fazendo com que sua mente se aquietasse. Mas isso também não ajudou muito,
porque quando a onda de pânico passou, Celeste se sentiu absolutamente exausta. Segurando o lençol, ela desejou se
deitar naquela cama de hospital, cobrir a cabeça com ele e dormir, engordar, ler revistas de bebês, sentir os chutes e
apenas descansar. – Sentindo-se melhor? – Celeste deu um pulo ao ouvir a voz de Ben. – Depois do que aconteceu esta
manhã? – Eu tive uma câimbra – Celeste respondeu, mais ríspida que o necessário. – E antes que você pergunte, sou
completamente capaz de trabalhar. Estou cansada das pessoas insinuarem que eu não deveria estar aqui. Gravidez não
é doença, como você bem sabe! Ben arregalou um pouco os olhos. – Estou só puxando papo... Você sabe, conversa
entre vizinhos? Ela havia exagerado e sabia disso, devia desculpas. – Sinto muito, foi um pouco difícil convencer meu
médico que eu era capaz de voltar ao trabalho e Meg está o tempo todo questionando minha presença aqui. E eu,
bem... – Não acha que isso tudo seja necessário. – Isso mesmo – disse Celeste. – Eu jamais colocaria meu bebê em risco.
– Muito bem. Ela esperou por um “Mas...”, esperou que ele continuasse a conversa, que lhe passasse um pequeno
sermão como tantos que vinha escutando ultimamente, mas ele parou no “Muito bem”. Foi o único comentário dele
sobre a situação dela. – Marquei uma tomografia para Matthew. Ele vomitou um pouco e prefiro pecar por excesso de
zelo. Ele está pálido, e não estou gostando. Vão chamá-lo daqui a pouco. Ah, e tenho uma paciente com uma das mãos
machucada, é algo que vai manter você ocupada. – Ele sorriu para ela e lhe entregou a ficha de da paciente. – Fleur
Edwards, 82 anos. Ela teve uma laceração séria na mão, provavelmente um tendão foi danificado, mas a equipe de
cirurgia só vai poder cuidar dela bem mais tarde. Por causa da idade da paciente, ela será tratada com anestesia local,
então, dê a ela uma refeição leve e depois deixe-a em jejum. – Claro. – Você pode fazer um eletrocardiograma nela
também, por favor? Sem pressa. Ele era legal e sossegado, Celeste pensou. Ele não foi condescendente com ela porque
ela era uma estudante, não ficou dando ordens idiotas, como se ela nunca tivesse visto uma laceração antes. E, o
melhor de tudo, ele não lhe passou um sermão sobre ela estar ali trabalhando. Uma sala de observação era como um
ponto de ônibus: em pé ou sentado, você ficava esperando, sem que nada de muito interessante acontecesse por um
longo período. E então, tudo acontecia de repente. Matthew foi trazido primeiro, pálido, como Ben havia descrito, mas
ele riu das brincadeiras de Celeste enquanto se acomodava na cama. – Você sabe que fazer exercícios não é nem um
pouco saudável, não é? – A mãe e a namorada tinham acompanhado Matthew até a observação, mas agora que ele
estava instalado, elas podiam ir para casa. Celeste fez uma série de testes neurológicos nele e avisou que teria que
repeti-los a cada hora. – Mesmo que você esteja dormindo. Ela explicou à família de Matthew sobre o horário e tempo
permitido de visitação e anotou para eles os números de telefone do hospital e do ramal onde ele estava. Quando ela ia
começar a preencher a papelada da entrada dele no hospital, a porta se abriu. – Outra paciente para você... – disse Deb,
que também era estudante ali, enquanto entrava empurrando numa cadeira de rodas Fleur, uma senhorinha
encantadora, com faces rosadas e sobrancelhas pintadas, vestindo uma saia de bolinhas e uma blusa branca muito
elegante, que infelizmente estava manchada de sangue. – Fleur Edwards, 82, mão machucada – disse Deb. – Ben já
havia me falado sobre a paciente – disse Celeste, percebendo que Deb estava com pressa. – Algum familiar veio com
ela? – A filha virá esta tarde. – Elas olharam para a ficha da paciente. – Não tem alergias, sofre de artrite, mas, fora isso,
ela parece muito bem

Você também pode gostar