0% acharam este documento útil (0 voto)
21 visualizações2 páginas

5

Celeste, uma enfermeira, cuida de pacientes feridos no hospital, incluindo Fleur, uma senhora que se machucou ao descascar uma laranja, e Matthew, um jovem que apresenta confusão mental e vômitos após um acidente. A situação de Matthew se agrava rapidamente, levando a equipe médica a tomar medidas urgentes, incluindo entubação e preparação para uma tomografia. O documento destaca a pressão e a responsabilidade enfrentadas pelos profissionais de saúde em situações críticas.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
21 visualizações2 páginas

5

Celeste, uma enfermeira, cuida de pacientes feridos no hospital, incluindo Fleur, uma senhora que se machucou ao descascar uma laranja, e Matthew, um jovem que apresenta confusão mental e vômitos após um acidente. A situação de Matthew se agrava rapidamente, levando a equipe médica a tomar medidas urgentes, incluindo entubação e preparação para uma tomografia. O documento destaca a pressão e a responsabilidade enfrentadas pelos profissionais de saúde em situações críticas.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

– Eu assumo daqui – disse Celeste, sorrindo para Fleur, que esperava com paciência sentada em sua cadeira, com o

braço em uma tipoia. – Vocês estão muito ocupados lá fora? – ela perguntou a Deb. – Estamos começando a ficar.
Temos um paciente bastante ferido chegando. Apesar de estar sorrindo quando foi ajudar Fleur a se acomodar, Celeste
sentia uma pontada no coração quando Deb saiu, uma pontada de alguma coisa. Ela deveria estar lá fora, e apesar de
saber que adoraria entrar de cabeça no programa de graduação, Celeste era realista o suficiente para ter consciência
que, quando voltasse da licença maternidade, sua cabeça estaria cheia de outras coisas e que ela estaria exausta por
outros motivos, todos eles relacionados com aquele ser que chutava seu diafragma exatamente naquele momento. Mas
nada disso era problema de Fleur. – Olá, sra. Edwards. – Fleur. – Fleur sorriu. – Meu nome é Celeste. Vou cuidar da
senhora pelas próximas horas. – Mas você é que deveria estar sendo cuidada – Fleur brincou. Ela era maravilhosa. Viúva
há vinte anos, era uma senhora independente e tinha cortado a mão enquanto descascava uma laranja para o café da
manhã, Celeste descobriu enquanto tomava nota de sua história. – Bem, por hora nós vamos colocar uma camisola
hospitalar na senhora, e manter sua mão elevada. A senhora tomou medicação para a dor. Melhorou? – Eu mal consigo
sentir minha mão, as ataduras estão tão apertadas – disse Fleur. – Você se incomodaria de me levar ao banheiro das
senhoras antes de eu ir para a cama? – Claro que não. – Só que naquele momento Matthew se sentou com um olhar
ansioso e meio desesperado, que Celeste conhecia muito bem. – Só um minuto, Fleur – ela disse, e correu para pegar
uma bacia e puxar a cortina de sua cama em volta dele. – Tudo bem, Matthew – ela o acalmou. – Eu vou buscar uma
toalha molhada para você. – “E fazer outra série de testes em você”, ela pensou. Ele estava terrivelmente pálido. – Eu
tenho que ir trabalhar – Matthew murmurou. Ele não era um garoto de 18 anos particularmente grande, mas ainda
assim deu trabalhão a Celeste tentando sair da cama. – Eu tenho que ir trabalhar. Eu vou me atrasar... – Você está no
hospital, Matthew – disse Celeste. – Você bateu a cabeça, lembra? Ela estava tentando alcançar a campainha para
chamar ajuda, preocupada que ele se agitasse demais, caísse da cama e se machucasse ainda mais, mas aquele estado
de delírio acabou tão subitamente quanto começou, e Matthew pareceu se lembrar de onde estava e parou de tentar
sair da cama. Ele se recostou. – Desculpe – Ele sorriu e disse de novo. – Desculpe. Eu estou bem agora. – E ele parecia
mesmo, exceto que agora, como Ben, Celeste também estava preocupada. – Matthew. Você sabe onde está? – No
hospital. Ela checou seus sinais vitais. Eles eram os mesmos de antes, só a pressão sanguínea estava ligeiramente mais
alta, mas aquela confusão mental momentânea perturbou Celeste e ela foi para o interfone. – Será que você pode
mandar um médico para a sala de observação? – É urgente? – Meg perguntou. – Estamos aqui às voltas com um ferido
grave. Celeste olhou para o rosto pálido, porém tranquilo, de Matthew e hesitou por um instante. Ele parecia muito
bem e seus sinais vitais estavam estáveis. Mas ainda assim, ela não estava completamente segura. – Preciso que o
ferimento na cabeça seja checado de novo – ela disse, imaginando que Meg estaria virando os olhos de impaciência
agora. – Avise a Ben. Foi ele quem o examinou. Ela voltou para junto de Matthew, e Fleur concordou preocupada
quando Celeste disse: – Eu já vou cuidar da senhora. – Cuide dele – disse a velha senhora. – Não se preocupe comigo.
Claro que quando Ben chegou lá, Matthew estava sentado e fazendo piada sobre sua confusão mental, recusando o
oxigênio que Celeste estava tentando lhe dar. – Olha, sinto muito por chamar você desse jeito – ela disse a Ben. – Sem
problema. A equipe de trauma já está com o paciente e ele nem está tão mal assim. O que está acontecendo com
Matthew? – Nada! – disse Matthew, e certamente parecia assim. – Ele estava bem – Celeste explicou. – Na verdade, ele
parece estar bem agora, mas teve um episódio de vômito um pouco antes e experimentou certa confusão mental. Ele
não parecia tão bem... – Ela estava tentando pensar em motivos que justificassem tirar um atendente da Emergência,
mas Ben logo a interrompeu. – Eu concordo. Ele não pareceu nem remotamente chateado que ela o tivesse chamado.
Ao contrário, ele já estava checando as pupilas e a pressão de Matthew, enquanto Celeste contava como o garoto
tentara sair da cama, insistindo que tinha que ir trabalhar. – Como você se sente agora, Matthew? – Bem. Um pouco de
dor de cabeça. – Tudo bem – disse Ben. – Eu vou pedir a você que se deite, para que eu possa examiná-lo. – Ben mal
teve tempo de começar o exame quando Matthew recomeçou a ter ânsia de vômito, seu rosto agora mais cinza que
pálido. Ele reclamava sobre a dor de cabeça. – Como se consegue ajuda com urgência por aqui? – Ben perguntou, e foi
então que Celeste se deu conta que era o primeiro dia dele ali, e ele já parecia tão seguro e competente. Ele era bem
maior que Matthew. Não dava atenção aos protestos do paciente, que não queria aceitar a máscara de oxigênio e que
tenta escapar da cama, e Celeste apertou o botão na parede. Uma luz começou a piscar acima da porta e em segundos
uma pessoa da equipe atendeu o interfone. Celeste explicou o que estava acontecendo. A equipe de trauma ainda
estava com o outro paciente, mas Belinda Hamilton, uma atendente mais experiente da Emergência, um pouco esnobe
e belíssima, veio atender ao chamado com Meg e com mais um funcionário para levar o paciente ao ressuscitador se
fosse necessário. Se Matthew ficasse parado durante o exame seria mais fácil levá-lo direto para o ressuscitador, mas
tempo era essencial durante o período de observação, então, Celeste trouxe o desfibrilador para junto do paciente.
Matthew parecia um touro amarrado agora, e era Ben quem o mantinha contido, ao mesmo tempo em que explicava ao
seu superior o que tinha acontecido. Mas ele nem esperou o veredicto e disse a ela o que era preciso fazer: – Ele precisa
ser entubado e passar por uma tomografia – disse Bem. – Você pode avisar aos neurocirurgiões? Celeste estava
ocupada abrindo embalagens para a entubação, o coração disparado dentro do peito, espantada com a piora tão rápida
de Matthew. Apesar de ter vindo ajudar, Meg não assumiu o caso, apenas ficou ao lado de Celeste, ajudando, dando
dicas, enquanto ela preparava a entubação. Raji, o anestesista, chegou bem na hora em que Matthew começou a
convulsionar. Seu corpo sacudia violentamente. A coisa toda foi horrível. Em questão de segundos, a situação de
Matthew tornou-se crítica. Sua família não havia nem tirado o carro do estacionamento. Raji injetava drogas no
paciente enquanto Ben lhe passava as informações sobre o caso e, graças a Deus, as convulsões pararam. Matthew
respirava com dificuldade, mas pelo menos não estava tendo convulsões ou se debatendo. Celeste podia sentir seu
coração disparado quase como o de Matthew, quando lutava para tirar a cabeceira da cama, a fim de permitir que Raji
tivesse acesso às vias aéreas do paciente. – Pronto. – Ben viu o esforço dela e removeu a cabeceira da cama com
facilidade. Era muito bom trabalhar com Raji, um sujeito tranquilo realmente cuidadoso com seu trabalho. Ele checou as
drogas que ela havia deixado prontas e preparou ele mesmo as demais. Matthew estava no monitor cardíaco. Mesmo
que as convulsões tivessem parado, o quadro dele não era nada bom e, enquanto Celeste observava Raji entubar o
paciente, Meg entrava em contato com o pessoal da ressonância magnética

Você também pode gostar