CLASSE DE PALAVRAS
INVARIÁVEIS
1. Advérbios;
2. Conjunções;
3. Preposições;
4. Interjeições;
1.1.1 Classes gramaticais invariáveis
Estas palavras não registam algum tipo de mudança quanto ao gênero, número, grau
ou tempo. Elas são: preposições, conjunções, interjeições e advérbios.
ADVÉRBIOS:
São palavras que modificam o verbo, o adjetivo ou outro advérbio, exprimindo
circunstâncias de tempo, modo, intensidade, entre outros.
Os advérbios classificam-se em:
1)- AFIRMAÇÃO: sim, realmente, certamente, decerto, já…
2)- NEGAÇÃO: não, nunca, jamais, negativamente…
3)- DÚVIDA: acaso, porventura, possivelmente, provavelmente, talvez…
4)- LUGAR: abaixo, acima, lá, aqui, ali, aí, além, atrás, fora, afora, dentro, perto, longe,
adiante, diante, onde, aonde, avante, através, defronte, junto…
5)- TEMPO: agora, hoje, amanhã, depois, ontem, anteontem, já, sempre, nunca, jamais,
ainda, logo, antes, cedo, tarde, então, breve, brevemente, imediatamente, raramente,
finalmente, simultaneamente.
6)- MODO: bem, mal, assim, depressa, devagar, melhor, pior, aliás, calmamente,
livremente, fortemente, gentilmente e grande parte dos advérbios terminados em mente.
7)- INTENSIDADE: muito, pouco, bastante, mais, menos, tão, demasiado, meio, todo,
completamente, demasiadamente, excessivamente, demais, ligeiramente, levemente,
quão, quanto, bem, mal, quase, apenas.
Locuções adverbiais: conjunto de duas ou mais palavras que que têm sentido
de advérbio, geralmente introduzidas por uma preposição.
Exemplo:
De vez em quando saio para passear à tarde.
Conheça algumas locuções adverbiais:
Às vezes de repetente por um triz
Às pressas de cor sem dúvida
À noite de propósito com certeza
Ao caso de vez em quando
De perto em breve
De forma alguma em cima
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CONJUNÇÕES:
São palavras invariáveis que estabelecem ligação entre elementos de uma mesma oração
ou entre orações.
Exemplos:
Fui à praia, mas começou a chover.
Gosto de natação e de ténis.
As conjunções classificam-se em:
1. Coordenativas: ligam elementos ou orações com a mesma função
gramatical.
Aditivas/copulativas (e, nem).
Exemplo: Magoei-me no braço e na perna.
Adversativas (mas, porém, todavia, contudo, entretanto).
Exemplo: Saí cedo de casa, porém não consegui apanhar o comboio.
Disjuntivas (ou).
Exemplo: Vem ou ficas?
Conclusivas (logo, pois, portanto, assim).
Exemplo: Faltei ao exame, logo reprovei.
Explicativas (pois, que).
Exemplo: Fui hospitalizado, pois tive uma dor renal.
2. Subordinativas: introduzem orações subordinadas, as quais determinam
ou completam o sentido de orações subordinantes.
Causais (porque, porquanto, como/que)
Exemplo: Teve um acidente porque ia em excesso de velocidade.
Concessivas (embora, conquanto, que malgrado).
Exemplo: Embora tenha uma voz desafinada, faço parte do coro.
Condicionais (se, caso).
Exemplo: Caso passes pela praça, traz frutas e legumes.
Finais (para que, afim de que).
Exemplo: O técnico trouxe os materiais afim de eu poder testar.
Temporais (quando, mal, enquanto).
Exemplo: Mal chegou a casa, ligou a televisão.
Comparativas (que/do que, assim como, como se, que nem)
Exemplo: Canto melhor do que tu.
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Consecutivas (de forma que, de maneira que, de tal maneira que, tão, tanto, tal)
Exemplo: Treinei de tal maneira que ganhei a prova.
Integrantes (que, se, para).
Exemplo: Garanto que não te vais arrepender.
PREPOSIÇÕES:
Classe invariável que liga termos, às vezes, liga orações.
Exemplo:
O professor gosta de trabalhos noturnos. (liga termos de uma oração) O professor gosta
de trabalhar à noite. (liga orações)
As preposições mais comuns:
a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para,
perante, por, sem sob, sobre, trás.
As preposições podem unir-se a outras palavras. Veja alguns exemplos:
pela = por + a no = em + o dele = de + ele
pelos = por + os num = em + um ao = a + o
pelo = por + o naquilo = em + aquilo à=a+a
pelas = por + as do = de + o àquele = a + aquele
nas = em + as deste = de + este àquela = a + aquela
INTERJEIÇÕES:
São palavras que exprimem emoções e sentimentos. As interjeições podem ser
classificadas em:
Advertência – Calma!, Devagar!, Sentido!
Saudação – Alô!, Oi!, Tchau!
Ajuda – Ei!, Ô!, Socorro!
Afugentamento – Fora!, Sai! Xô!
Alegria – Eba!, Uhu! Viva!
Tristeza – Oh!, Que pena!, Ui!
Medo – Credo!, Cruzes!, Jesus!
Alívio – Arre!, Uf!, Ufa!
Animação – Coragem!, Força!, Vamos!
Aprovação – Bis!, Bravo!, Isso!
Desaprovação – Chega!, Francamente! Livra!,
Concordância –Certo!, Claro!, Ótimo!
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Desejo – Oxalá!, Quisera!, Tomara!
Desculpa – Desculpa!, Opa!, Perdão!
Dúvida – Hã?, Hum?, Ué!
Espanto – Caramba!, Oh!, Xi!
Contrariedade – Credo!, Droga!, Porcaria!
PROCESSOS REGULARES DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS
Derivação: acontece por intermédio da junção de afixos (prefixos e sufixos) na
base ou radical.
A derivação palavras ocorre de cinco maneiras sempre com um radical e os afixos
(prefixos e sufixos).
a) Derivação por prefixação: inclusão de um afixo (prefixo) à base palavra
primitiva.
Exemplos: infeliz, antebraço, enraizar, refazer, injusto…
b) Derivação por sufixação: inclusão de um afixo (sufixo) à palavra primitiva.
Exemplos: felicidade, beleza, estudante, felizmente, folhagem, entrevista,
simplesmente, dentista…
Derivação parassintética: inclusão de prefixo e sufixo à palavra primitiva de forma
simultânea.
Exemplos: entardecer, emagrecer, infelizmente, amanhecer, esquentar, empobrecer,
abençoar, abençoar…
Derivação regressiva: redução da palavra derivada por meio da retirada de uma parte
da palavra primitiva.
Exemplos: beijar=beijo, debater=debate, perder=perda, chocar=choque,
mergulhar=mergulho.
Derivação imprópria: ocorre a mudança de classe gramatical da palavra sem nenhum
acréscimo (um verbo passa ser substantivo, um advérbio passa a ser um substantivo).
Exemplos:
Que andar esquisito!
Adoro o seu olhar
Não lhe dê um não, por favor!
Sinto falta do azul do mar.
Composição:
a) Justaposição: as palavras são formadas pela união de dois ou mais radicais sem
apresentar alterações nos seus sons, ou seja, sem alteração fonética.
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Exemplos: beija-flor, guarda-redes, pé-de-cabra, pé-de-meia, cachorro-quente, pontapé,
guarda-chuva, passatempo, amor – perfeito, guarda-noturno…
b) Aglutinação: as palavras são formadas pela união de dois ou mais radicais, mas
sofrem alterações.
Exemplos:
Vinagre (vinho+acre);
Planalto (plano+alto);
Monsanto (monte+santo);
Embora (em+boa+hora)
Fidalgo (filho+algo)
Aguardente (água+ardente).
CAPÍTULO 2
PROCESSOS IRREGULARES DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS
Siglas: palavras que resultam da redução de um grupo de palavras a partir das
suas iniciais pronunciam-se letra por letra.
Exemplos:
AVC (Acidente Vascular Cerebral)
OMS (Organização Mundial da Saúde)
CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa)
FMI (Fundo Monetário Internacional)
Acrónimo: palavra que resulta da junção de letras ou sílabas iniciais de um
grupo de palavra, sendo pronunciado como uma palavra corrente, ao contrário
da sigla que é soletrada.
Exemplos: UNITA, IVA, ONU, UNESCO, PALOP…
Estrangeirismo: palavra estrangeira adotada por uma língua.
Exemplos: hambúrguer, outdoor, robô, software, marketing, T-shirt, batom, e-mail,
iogurte, sanduíche, make up…
Truncação: criação de uma palavra a partir da supressão da parte que deriva.
Exemplo: otorrino (otorringologista), metro (metropolitano), fã (fanático), extra
(extraordinário), pneu (pneumático), foto (fotografia), mini (minissaia),
Extensão Semântica: uma palavra (já existente) adquire um novo significado.
Exemplo: Leitor (informática); Chave (senha), Rato (informática) …
Amalgama: palavra que resulta da junção de duas partes ou mais palavras.
Exemplos:
Portunhol (português+espanhol);
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Futsal (fut+ebol+sal+ão);
Cibernauta (ciber+nética+astro+nauta).
ENCONTROS VOCÁLICOS
Há três tipos de encontros vocálicos: ditongo, hiato e tritongo.
1) Ditongo: é um grupo de duas vogais proferidas em uma só sílaba, e das quais uma
funciona como consoante e se chama semivogal. Classificam-se em:
a) vogal + semivogal (ditongo decrescente) Exemplo: noite
b) semivogal + vogal (ditongo crescente) Exemplo: quase
2) Hiato: Sequência de duas vogais que pertencem a sílabas diferentes Exemplo:
coelho (co – e – lho)
3) Tritongo: é a junção de semivogal + vogal + semivogal, formando uma só sílaba.
Exemplo: Paraguai, arguiu.
Estes encontros vocálicos serão ORAL ou NASAL.
a) Oral: quando o som sai totalmente pela boca. Exemplo: saída
b) Nasal: quando o som sai parcialmente pela boca e pelo nariz. Exemplo:
quem, saindo, botão.
Divisão silábica
A fala é o primeiro e mais importante recurso usado para a divisão silábica na escrita.
• Toda sílaba, obrigatoriamente, possui uma vogal.
Regras práticas:
• Não se separam ditongos e tritongos. Exemplos: mau, averiguei
Separam-se as letras que representam os hiatos. Exemplos: sa-í-da, vô-o...
• Separam-se somente os dígrafos rr, ss, sc, sç, xc. Exemplos: pas-se-a-ta, car-ro,
ex-ce-to...
• Separam-se os encontros consonantais pronunciados separadamente
(imperfeitos). Exemplo: car-ta
• Consoante não seguida de vogal permanece na sílaba anterior. Quando isso
ocorrer em início de palavra, a consoante se anexa à sílaba seguinte. Exemplos:
ad-je-ti-vo, tungs-tê-nio, psi-có-logo, gno-mo...
CONECTORES DO DISCURSO
Adição - e, nem, pois, além disso, e ainda, não só…mas também, como ainda, bem
como…assim como, por um lado…por outro lado, depois, logo após,
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Alternativa - ou, ou...ou, ou, ora…ora, já...já, seja...seja, ,quer…quer, .talvez...talvez,
não...nem, em alternativa…
Certeza / afirmação - certamente, é evidente que, com certeza, decerto, naturalmente,
que, sem dúvida, sem dúvida que, de certo, é óbvio que, evidentemente, obviamente…
Conformidade - consoante, conforme, segundo, como, de acordo com…
Comparação - como, também, conforme, tanto…quanto, tal como, assim como, bem
como, pela mesma razão, de forma idêntica, a, de forma similar…
Concessão - embora, conquanto, ainda que, mesmo que, mesmo quando, se bem que,
apesar de, ainda assim, mesmo assim, por mais que, de qualquer forma…
Conclusão / síntese / resumo - pois, portanto, por conseguinte, assim, logo, enfim,
concluindo, conclusivamente, em conclusão…
Condição - se, caso, desde que, contanto que, exceto se, salvo se, a menos que, a não
ser que, sem que, uma vez que (seguida de verbo no subjuntivo)
Confirmação - com efeito, efetivamente, na verdade, de fato, factualmente, verdade,
verdadeiramente, óbvio, obviamente…
Consequência - pelo que, de modo que, de forma que, de maneira que, de sorte que, de
jeito que, daí que, tão… que, tal... que, tanto... que, tamanho... que, por tudo isso,
consequentemente, por conseguinte, como consequência…
Dúvida - Talvez, possivelmente, provavelmente, é possível que, é provável que,
porventura, quiçá, acaso, quem sabe, por certo…
Explicitação / particularização - quer isto dizer, isto (não) significa que, por outras
palavras, isto é, por exemplo, ou seja, é o caso de, nomeadamente, em particular, a
saber, entre outros, especificamente…
Modo / forma / maneira - bem, mal, assim, depressa, devagar, melhor, pior,
rapidamente, calmamente, facilmente e a maioria dos advérbios terminados em - mente,
à toa, à vontade, às claras, às escuras, às pressas, às escondidas, em silêncio, em vão,
sem medo…
Necessidade / obrigação - faz-se mister, é necessário que, faz-se urgente que, urge que,
é preciso que, torna-se imprescindível que…
Opinião - na minha opinião, a meu ver, em meu entender, parece-me que, estou em crer
que…
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Oposição / contraste - mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto, senão (=
mas sim) contrariamente, em vez de, ao invés de, pelo contrário, por oposição, oposto,
opostamente…
Proporção / proporcionalidade - ao passo que, à medida que, à proporção que, quanto
mais, tanto mais, enquanto…
Razão / motivo / causa - porque, já que, visto que, uma vez que, porquanto, como (=
porque), na medida em que, devido a, em virtude de, em razão de, em vista de, tendo em
vista que…
Sequência - começando, primeiramente, para começar, em primeiro lugar, num
primeiro momento, antes de, em segundo lugar, em seguida, logo após…
Tempo - quando, enquanto, até que, antes que, logo que, assim que, depois que, sempre
que, desde que, desde quando, todas as vezes, senão quando, ao tempo que…
Negação - não, nunca, tampouco, jamais, nada, ninguém, de modo algum, de jeito
nenhum, em hipótese alguma
Designação - eis, vede, aqui está...
Intensidade / quantidade - muito, pouco, bastante, mais, menos, tão, tanto, quase,
demais...
ANÁLISE SINTÁTICA:
Sintaxe: o ramo da linguística que estuda as regras, as condições e os princípios
que regulam a organização dos constituintes das frases.
- Frase: uma unidade linguística que apresenta um sentido completo. Pode ser
constituída por uma só palavra, com verbo e sem verbo.
Exemplos:
Cuidado!
Peço-vos que façam silêncio!
Que silêncio nesta sala!
- Frase e oração
A frase é uma palavra ou conjunto de palavras colocadas numa ordem lógica, por da qual
se exprime uma ideia, um pensamento, uma emoção. A frase define-se pela intenção de
comunicação e pelo facto de ter um sentido completo.
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A oração é um enunciado que se estrutura em torno de um verbo, ou de um complexo
verbal, exprimindo, pois, uma acção. Uma oração tem sempre um predicado: é o
predicado que caracteriza a oração.
- Frase simples e frase complexa
Chama-se frase simples à que é constituída por apenas uma oração.
Exemplo: Os meninos brincam.
Chama-se frase complexa à que contém mais do que uma oração.
Exemplo: Os meninos brincam, e as mães observam-nos.
FUNÇÕES SINTÁCTICAS:
Sujeito: é uma função sintáctica central desempenhada por grupo nominal ou
por uma oração.
Exemplos:
A bailarina desmaiou.
Na próxima semana, os cidadãos portugueses elegem os seus representantes no
Governo.
A casa onde morámos vai ser arrendada.
O sujeito pode ser simples, composto ou nulo:
Simples: corresponde a um único grupo nominal ou a uma única oração.
Exemplo:
A bailarina desmaiou
Composto: é constituído por mais do que um grupo nominal ou por mais do que uma
oração.
Exemplo:
Ontem chegaram os meus tios e primos emigrantes.
Nulo: corresponde ao sujeito sem realização lexical.
A partir das frases:
1. Gosto de bananas (sujeito subentendido)
2. Ainda não se sabe a data do exame (sujeito indeterminado)
3. Perguntaram-me a idade (sujeito indeterminado)
4. Choveu todo o dia (sujeito expletivo)
Predicado: é a função sintáctica desempenhada pelo grupo verbal e que encerra o
que se diz acerca do sujeito.
Exemplo:
O bibliotecário arrumou os livros.
a. Complemento directo: é um constituinte selecionado por um verbo transitivo directo;
pode ser de natureza nominal ou frásica.
Exemplo:
Provei um bolo delicioso.
O futebolista sabia que não iria ser convocado.
b. Predicativo do complemento directo: corresponde à função sintáctica desempenhada
pelo constituinte que atribui uma característica ao complemento directo. Este constituinte é
selecionado por verbos transitivos predicativos
A crítica considerou a peça de teatro magnífica.
Complemento directo predicativo do CD
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c. Complemento indirecto: é um constituinte selecionado por um verbo transitivo directo e
indirecto ou indirecto e que se liga ao verbo através da preposição. Corresponde, por isso,
sempre, a um grupo preposicional.
Exemplo:
O marido ofereceu uma flor à mulher.
Dei um livro a ti e ao teu irmão.
d. Predicativo do sujeito
O predicativo do sujeito corresponde à função sintáctica desempenhada pelo
constituinte que atribui uma característica ao sujeito. Este constituinte é selecionado por
verbos copulativos.
Podem desempenhar a função de predicativo do sujeito:
Exemplos:
Um grupo nominal: A Helena é arquitecta.
Um grupo adjectival: Os cães estão muito barulhentos.
FIGURAS DE LINGUAGEM
Eufemismo: Segundo dicionário Aurélio, eufemismo é o acto de suavizar a
expressão duma ideia substituindo a palavra ou expressão própria por outra mais
agradável, mais polida.
Exemplos:
Ontem, Osvaldo pariu dessa para melhor (em vez de “morreu”)
Este trabalho poderia ser melhor (em vez de “está ruím”)
Metáfora: palavra empregada fora do seu sentido real, literal, denotativo.
Exemplos:
Eliane não SE DOBROU às desculpas do namorado que deixou esperando por uma
outra.
Ontem à noite choveu CANIVETES.
Ironia: consiste em, aproveitando-se do contexto, utilizar palavras que devem
ser compreendidas no sentido oposto do que aparentam transmitir. É um
poderoso instrumento para sarcasmo.
Exemplo:
Muito competente aquele candidato! Construiu viadutos que ligam lugar a lugar algum.
Pleonasmo: repetição de um termo da oração para se dar ênfase a ele.
Exemplo: A mim só restou a esperança de dias melhores.
Personificação: consiste em atribuir características de seres animados a seres
inanimados ou características humanas a seres não-humanos.
Exemplos:
As estrelas sorriem quando você também sorri.
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A floresta gesticulava nervosamente diante do lago que a devorava.
Hipérbole: figura de linguagem oposta ao ao eufemismo, com esta aumentamos,
enfatizamos, exageramos.
Exemplos:
Eu já te disse um milhão de vezes que não fui eu quem fez Isso!
Chorei rio de lágrimas ao vê-la partir.
Ele morreu de medo ao assistir aquele filme de suspense.
Hoje está um frio de rachar!
Polissemia: é a propriedade que tem a mesma palavra de assumir significados
diferentes.
Exemplos:
Lúcia bateu a porta. (Fechou)
Meu coração bate rápido (pulsa
PONTUAÇÃO
Regras da acentuação gráfica
a) Palavras agudas ou oxítonas
Acentua-se graficamente as palavras agudas nos seguintes casos:
1. Quando terminam em a, e, o abertos ou médios, vogal nasal ou ditongo nasal, seguidos
ou não de s:
Vogais abertas: dá, dás, café(s), avó(s)
Vogais médias: lê, lês, revê, revê(s), avô(s)
Vogais nasais: irmã(s), maçã(s)
Ditongos nasais: irmão(s), mãe(s), põe, põe(s)
2. Quando terminam em i ou u precedidos de outra vogal com que não formam ditongo,
seguidos ou não de s: Aí, saí, saís, país, baú(s), concluí, concluís.
Não se acentuam quando esse i ou u formam ditongo: saiu, concluiu.
Não se acentuam quando seguidos de consoantes que não são s: ruim, raiz, juiz.
Quando terminam nos ditongos abertos éi, éu, ói, seguidos ou não de s: papéis,
chapéu(s), lençóis, constrói, constróis
Estes ditongos não se acentuam quando são fechadas: saberei, plebeu (s), boi(s)
4. Quando terminam em em ou ens e têm mais do que uma sílaba: Alguém, porém,
Santarém, armazém, armazéns, mantém,..
Quando têm uma única sílaba não se acentuam: bem, cem, tem, tens.
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b) Palavras graves ou paroxítonas
Acentuam-se as palavras graves nos seguintes casos:
1. Quando terminam em l, n, r, x e ps: amável, difícil, hífen, âmbar, sílex, flúor.
2. Quando terminam em i ou u, seguidos ou não de s: lápis, júri (s), bónu(s), vírus,
jóquei(s), estáveis.
3. Quando terminam em vogais nasais ou ditongos nasais: Órfã (s), álbum, álbuns,
órgão (s), bênção (s).
4. Quando contêm o ditongo tónico aberto ói: Heróico, intróito, jibóia.
Não se acentua o ditongo oi quando não é aberto ou quando umas pessoas o pronunciam
aberto e outras não: comboio, boina.
5. Quando possuem um i ou u tónico precedido de vogal com que não forma ditongo:
saía, saída, conteúdo, miúdo, juízes, egoísta, construi-lo-ei.
Dispensa porém o acento gráfico: quando o i ou u tónico faz parte de sílaba terminada
em m, n ou r, ou se encontra antes de nh: coimbra, saindo, saímos, moinho, rainha.
Quando o i tónico é precedido de gu ou qu mesmo não formando ditongo: linguista,
arguido, aquista.
Quando se trata da 1.ª pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo dos verbos de
tema em a (= amar) para a distinguir de igual pessoa do presente do indicativo: Amámos
(pretérito perfeito) – amamos (presente), protestámos (pretérito perf.) – protestamos
(presente).
7. Quando são palavras graves terminadas em ditongo crescente, as quais antigamente
se consideravam esdrúxulas: área, aéreo, férreo, glória, série.
c) Palavras esdrúxulas ou proparoxítonas
As palavras esdrúxulas são sempre acentuadas: cátedra, catástrofe, âmago, cérebro,
ênfase, ínfimo, mínimo, cédula, módulo, esdrúxula…
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