quando minha mãe morreu e algumas coisas aconteceram, eu deixei de ser uma
criança tola que eu era, eu me arrependo de muitas coisas...eu gritava, fazia birra,
me estressava por ela não me entender, mas não era culpa dela, nunca foi.
era minha.
a culpa é minha
a culpa sempre foi minha.
eu sempre tive medo, medo de me expressar, medo de ser julgada e não ser
compreendida, me arrependo de não ter dito oque eu queria pra ela, mas se eu
voltasse no tempo, também não contaria, o medo de ser criticada é [Link]
sempre tava lá, mas nunca pra mim. Não a culpo nem eu estava lá por mim mesma.
Eu amava minha mãe, meu erro foi achar que ela não me amava.
o meu pai ele era bom, mas as vezes ele é uma bomba relógio, eu odeio isso , mas
oque eu mais odeio é ser parecida com ele. Mesmo tendo momentos bons, nunca
vou esquecer o monstro que me foi mostrado. Eu cresci e resolvi fazer oque devia
ter feito a muito tempo
fugir.
fugir dos meus problemas, fugir para onde eles não me achem,ir para um lugar onde
eu me ache novamente, um lugar que tenho oportunidade de ser alguém. Não vai
ser mais aquela garota tola que vai ter o controle, eu vou tomar o controle da minha
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vida apartir de hoje, ninguém vai conseguir me fazer mudar de ideia.
Londres, a cidade na qual minha mãe morava, a cidade que ela contava suas
histórias loucas, a cidade na qual vou realizar meu sonho.
e é pra lá que eu vou.
tem medos que temos que enfrentar, mesmo não sendo agora um dia eles virão a
tona.
Pego as últimas roupas do cabide e coloco dentro da mala, olho em volta. Vou sentir
falta do meu quarto, das histórias que minha mãe contava e quando meus irmãos
faziam arte e eles entraravam e se escondiam, e eu tinha que fingir dormir pra
mamãe não desconfiar. Vou sentir falta de tudo aqui, tudo menos as memórias ruins.
Todas as luzes tem uma escuridão, e minhas memórias podem ter uma parte boa,
mas as ruins dominam.
- Não vai me dizer que vai desistir Maninha - olho em direção a porta, Nicolas havia
invadido meu quarto
- Sabe que eu não sou de desistir - ele vem em minha direção e me abraça, o abraço
era aconchegante e havia tristeza ali
- Eu sei, e é por isso que eu vim, pra me despedir. Vou sentir sua falta furacaozinho
- Também vou sentir sua falta, mas vou vim no natal, não se preocupe - nos
afastamos, por mais que queríamos ficar ali por mais tempo
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- Eu sei, e é por isso que vou sentir sua falta, você é o meu furacaozinho, e agora
que você vai pra Londres e só vai vir pra cá no natal, me faz lembrar que você tá
crescendo e isso dói. - os olhos dele lacrimeja, eu puxo ele pra mais um abraço, o
abraço era de saudade, a saudade que ia nos atormentar. Ele não quer ficar
sozinho, ele não quer perder outro irmão.
- eu vou trazer o Carsen comigo, ele pode ter uma família em Londres, mas tem uma
aqui também, afinal é nosso irmão mais velho...ele tem que vir... - minhas palavras
falham e eu lacrimejo, vou sentir falta do Nick e sei que também ele sentirá a minha.
- ele anda muito ocupado, e não precisamos incomodar ele, afinal eu sou o irmão do
meio, e sou responsável por você, então se tiver algum problema, me liga que vou
voando... - nós afastamos, eu limpo minha lágrimas que escaparam
- eu te amo maninho
- eu também te amo furacãozinho. Agora vamos descer papai tá te esperando lá em
baixo, eu te ajudo com as malas pode ir - ele limpa as lágrimas e eu beijo sua
Buchecha
- obrigado - eu desço e Nick vem logo atrás. Vejo meu pai, ele estava apreensivo,
andava de um lado para o outro - papai - ele me olha imediatamente e lágrimas
aparecem em seus olhos, nunca vi ele chorar tanto por mim. Eu vou até ele e o
envolvo em um abraço e Nick larga as malas no chão e vem em nossa direção e se
junta a nós- eu vou visitar eu prometo
- não era pra você ir pra tão longe jujuba - desfaço nosso abraço
- mas eu vou, o Nick vai cuidar de vc, não é? - os olhos azuis do Nick enchem de
lágrimas
- Eu prometo que vou cuidar de tudo por aqui - ele fala entre lágrimas e eu abro um
leve sorriso
- vcs são uns chorões sabia? - todos sorriem. Vou sentir falta das boas memórias
desse lugar
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- já sabe oque vou dizer né? - papai começa com o discurso
- nada de garotos, nada de fumar e não ficar muito tarde na rua sozinha, eu sei de
tudo papai. - não prometo nada
- que bom que sabe, não esqueça de vir pro natal - ele me abraçq de novo - sei que
sabe se cuidar, mas você é minha única menininha, se cuida jujuba. Agora vai, vai
antes que seu vôo atrase
- vamos antes que o papai mude de ideia - ele pega minhas mala e leva elas até o
carro
- tchau papai - ele me abraça pela última vez
- tchau jujuba - eu saio de casa e vou até o carro, Nick já estava no volante, entro no
carro e partimos. Ele não disse nenhuma palavra se quer, talvez não quisesse chorar
ou até mesmo me pedir pra ficar. Nicolas tinha apenas a mim e Nyvi, a namorada
dele, fico feliz de ter alguém além de papai pra conversar ou até mesmo um lugar
que ele possa fugir quando papai ficar com raiva. Ele para no estacionamento do
aeroporto
- acho que chegou a hora de ir - ele passa a mão nos cabelos pretos dele
- eu te ajudo com as malas - saímos do carro, ele pega minhas malas e eu ajudo, ele
tranca o carro e fomos até meu embarque.
- Acho que nós despedimos aqui, se cuida Nick
- você também, antes de eu ir queria te dizer algo - eu presto atenção nas suas
próximas palavras - vou pedir a Nyvi em casamento, queria que fosse a primeira a
saber - fico em estado de choque, eu o abraço forte.
- boa sorte, sei que vai dar tudo certo e já tava na hora, me avisa quando ela aceitar,
sei que vão ser muito felizes. E bom te ver feliz e eu espero ser madrinha desse
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casamento! - eu o ameaço, mas não dura muito tempo e o carro ecoa nossas
risadas
- não te garanto nada - ele ri - sabe que é brincadeira, prometo te visitar. Agora vai
antes que eu te prenda dentro desse carro e te leve de volta pra casa.
- Addio fratellino, ti voglio bene. - falo na minha língua paterna "adeus
maninho eu te amo"
- Anch'io ti amo, moccioso! -"também te amo, pirralha!" Ele corresponde meu italiano.
Me afasto até não ver ele mais. Por mais feliz que eu esteja de ir pra londres e
conhece lugares que minha mãe frequentou, histórias que foram me contadas que
aconteceram em Londres, eu sempre vou sentir falta da Itália e do meu irmão.
Eu já despachei minhas malas e então, quando eu estava indo pra fila pra entrar no
avião eu vejo um senhor na casa dos 40 me encarar e me observar, eu fico
desconfortável, mas continuo indo em direção a fila enorme. A fila cada vez diminui.
Eu estava distraída olhando ao redor e eu sinto uma mão se esfregando em mim, me
viro bruscamente e a mão sai rapidamente
- o senhor tem algum problema? - ele me encarava com um sorriso nojento, ele
coloca as mão no bolso da calça- isso é nojento sabia?!
- não sei do que você está falando - ele não tá fazendo isso né? Minha raiva fica
mais forte
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- você ficou me tocando e vai fingir que nada aconteceu? Isso só pode ser
brincadeira, você é idiota?
- essas jovens de hoje em dia, o mundo não gira ao seu arredor garota! - ele da uma
risadinha olhando ao redor
- a sua sorte que eu vou entrar nesse avião, porque senão você já estava na cadeia
seu idiota! - eu era a próxima a entra, eu passo minha passagem pra moça - e só pra
não passar em branco vou te dar um presentinho. Ele me olha curioso e malicioso,
eu dou uma joelhada em seu saco, me sinto aliviada vendo ele se contorcer e me
chingar enquanto entro no avião. Eu vou até a primeira classe e me sento e logo em
seguida um homem sentou ao meu lado.
Havia passado algumas horas que eu tava sentada, por mais que eu estivesse lendo
um livro eu não conseguia evitar olhar pra ele. Ele era muito gato, merda uma
chance com esse homem não é de se desperdiçar. Ele tira a atenção do celular e me
olha, os olhos verdes dele reviram meu corpo e até mesmo minha alma, Merda fui
pega!eu desvio o olhar e volto a atenção ao meu livro, parece que ele faz o mesmo
com seu celular. Eu estava entretida com meu livro, mas logo escuto o voz do
comandante.
- senhoras e senhores, aqui é o comandante. Encontramos uma área de turbulência,
por favor retornem aos seus acentos e apertem os cintos. - me coração acelera,
guardo o livro na mesma hora e aperto meu cinto. Nunca havia acontecido isso
comigo antes, será que o avião vai cair? Merda, deveria ter pesquisado isso antes.
O avião começa a tremer, eu entro em desespero, eu fecho os olhos e pego a coisa
mais próxima da minha mão e aperto. O avião balança mais, fazendo com que quer
que eu esteja segurando, seja fincado com minhas unhas. Merda será que vou
morrer? Não posso morrer agora! Ainda mais que vou modelar. Aí me Deus, não
posso morrer, pelo menos não agora. Meu coração fica cada vez mais acelerado,
mas por minha sorte o avião volta a ficar estável e a sensação de quase morte
passa, meu coração desacelera e meus olhos se abrem, eu presto atenção na minha
mão.
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Merda! Porque caralhos eu estou com minhas unhas fincadas nesse homem
gostoso! Aí céus!
Eu tiro minha mão da dele e noto a marca das minhas unhas e sangue saindo delas,
olho pro dono da mão, ele não parecia nem um pouco preocupado, o rosto dele tava
tranquilo, por que ele tava tão tranquilo? Eu machuquei ele! O lugar onde eu fiquei
minhas unhas está sangrando!
- Me desculpa, eu não queria... - lamento
- tudo bem - ele não apareceu ligar e voltou a atenção ao celular
- espera - eu procuro algo em minha mochila e acho um lenço de cabelo vermelho.
Eu volto minha atenção a ele - me dê sua mão - eu estendi a mão, para que ele me
desse dia mão
- porque você...
- só me dê sua mão - ele coloca sua mão em cima da minha e eu começo a enrolar
meu lenço em sua mão. Ele me olha atentamente, oque será que ele tá pensando?
Eu termino de enrolar e amarro para que não caia.
- me desculpa de verdade - ele olha para o lenço e logo olha pra mim
- obrigado - aqueles malditos olhos verdes me hiponotizam
- eu que agradeço, meio que sua mão tirou minha frustração e desculpa por isso -
ele abre um sorriso, e meus amigos que sorriso.
- eu já disse que tá tudo bem - nossos olhares se cruzam
Ele não diz mais nada e eu também não ousei, eu apenas dou um sorrisinho e eu
me ajeito do jeito mais confortável e fecho os olhos pra dormir, não ia conseguir ficar
acordada com aquele homem do meu lado, ele provavelmente ia me pegar
encarando ele, e isso seria vergonhoso demais, eu me perco nos pensamentos e
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apago.
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