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Tics 8

A avaliação inicial da gestante é fundamental para garantir o bem-estar mãe-feto e identificar riscos no trabalho de parto, incluindo a análise de sinais vitais e a dinâmica uterina. O manejo da dor deve priorizar métodos não farmacológicos, como fisioterapia e musicoterapia, enquanto a amniotomia deve ser realizada com cautela e apenas quando clinicamente indicado. A alimentação durante o trabalho de parto deve ser individualizada, permitindo líquidos claros para gestantes de baixo risco, e o uso de antibióticos deve ser restrito a situações específicas para evitar resistência bacteriana.

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Tics 8

A avaliação inicial da gestante é fundamental para garantir o bem-estar mãe-feto e identificar riscos no trabalho de parto, incluindo a análise de sinais vitais e a dinâmica uterina. O manejo da dor deve priorizar métodos não farmacológicos, como fisioterapia e musicoterapia, enquanto a amniotomia deve ser realizada com cautela e apenas quando clinicamente indicado. A alimentação durante o trabalho de parto deve ser individualizada, permitindo líquidos claros para gestantes de baixo risco, e o uso de antibióticos deve ser restrito a situações específicas para evitar resistência bacteriana.

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Aluno: João Vitor Gibim Rezende

Curso: Medicina
Turma: 1
Professor: Mariana Maciel
Eixo: TICS
Data de entrega: 25/09/2025

Avaliação e Manejo na Primeira Etapa do Trabalho de Parto:

Objetivos e Propostas da Avaliação Inicial :

A avaliação inicial da gestante constitui a primeira e crucial etapa do


manejo do trabalho de parto, tendo como objetivo primário assegurar o bem-estar do
binômio mãe-feto, identificar o estágio do processo e detectar precocemente quaisquer
desvios da normalidade que possam indicar riscos. Conforme aponta a literatura, esta
avaliação abrange a verificação dos sinais vitais maternos, a ausculta da frequência
cardíaca fetal e a análise da dinâmica uterina, incluindo frequência, duração e
intensidade das contrações (OLIVEIRA et al., 2019). Adicionalmente, o exame vaginal
permite avaliar a dilatação e o esvaecimento do colo uterino, a altura da apresentação
fetal e a integridade das membranas amnióticas. É igualmente essencial realizar uma
anamnese completa para compreender o histórico obstétrico e as condições de saúde da
gestante, o que contribui para uma avaliação de risco individualizada e uma assistência
de qualidade (NICOLOTTI; LACERDA, 2022). Além dos aspectos técnicos, a
avaliação deve acolher o estado emocional da mulher, estabelecendo uma relação de
confiança que é crucial para uma experiência de parto positiva (CARDEAL; COSTA;
SANTOS, 2024).

Propedêutica Recomendada e Manejo da Dor:

Para o manejo da dor e da ansiedade na primeira fase do trabalho de


parto, a propedêutica recomendada prioriza métodos não farmacológicos, que
promovem o conforto e a autonomia da parturiente. Tais métodos têm se mostrado
eficazes em reduzir a percepção da dor e melhorar a satisfação com a experiência do
parto (SILVA et al., 2018). Intervenções como a fisioterapia, que utiliza exercícios
respiratórios, massagens e a deambulação, auxiliam na progressão do trabalho de parto e
na melhora da percepção corporal da mulher (CARDOZO; CUNHA, 2019). A
musicoterapia surge como uma ferramenta valiosa para criar um ambiente tranquilo,
diminuindo a percepção álgica e os níveis de ansiedade (BRITO et al., 2022). Essas
abordagens, centradas na mulher, fortalecem sua capacidade de lidar com o processo
fisiológico do parto, alinhando-se a uma perspectiva de cuidado humanizado
(CARDEAL; COSTA; SANTOS, 2024).

A Realização da Amniotomia:

A amniotomia, ou ruptura artificial das membranas, é uma intervenção


que deve ser utilizada com cautela e baseada em indicações clínicas precisas, não como
um procedimento de rotina. Embora seja frequentemente empregada com a intenção de
acelerar o trabalho de parto, sua prática indiscriminada é questionada por representar
uma forma de medicalização do parto que pode não trazer benefícios claros e,
inversamente, estar associada a riscos (MONTESCHIO et al., 2016). Estudos indicam
que a amniotomia pode aumentar o risco de desacelerações da frequência cardíaca fetal
e não necessariamente reduz as taxas de cesariana. A decisão de realizar o procedimento
deve ser compartilhada com a gestante, explicando os potenciais benefícios e riscos,
garantindo que sua autonomia seja respeitada, idealmente como parte de um plano de
parto previamente discutido (BARHART et al., 2022). A assistência deve, portanto, ser
pautada por práticas baseadas em evidências que promovam a fisiologia natural do parto
(RITTER; GONÇALVES; GOUVEIA, 2020).

Alimentação Durante o Trabalho de Parto:

A questão da alimentação durante o trabalho de parto evoluiu


significativamente. A restrição alimentar completa, uma prática historicamente adotada
pelo receio de broncoaspiração em caso de necessidade de anestesia geral, tem sido
reavaliada. Para gestantes de baixo risco, as evidências atuais sugerem que a ingestão de
líquidos claros pode ser permitida e até benéfica, pois mantém a hidratação e fornece
energia, contribuindo para o bem-estar e a capacidade da mulher de enfrentar o trabalho
de parto. A ingestão de alimentos sólidos, contudo, ainda é geralmente desaconselhada.
A decisão final deve ser individualizada, considerando o risco obstétrico da paciente e
os protocolos da instituição, sempre visando um equilíbrio entre segurança e conforto.
Uso de Quimioprofilaxia com Antibióticos Sistêmicos:

A quimioprofilaxia com antibióticos sistêmicos não é uma prática a ser


adotada de forma rotineira em todas as parturientes. Seu uso é reservado para situações
clínicas específicas, com o objetivo de prevenir infecções neonatais, como a sepse
precoce por Estreptococo do Grupo B (GBS). A indicação se baseia em fatores de risco,
como a colonização materna por GBS confirmada por cultura, trabalho de parto
prematuro, ruptura das membranas por tempo prolongado (geralmente superior a 18
horas) ou febre materna durante o parto. O uso indiscriminado de antibióticos deve ser
evitado devido aos riscos de desenvolvimento de resistência bacteriana e alteração do
microbioma neonatal. A avaliação criteriosa da necessidade de intervenção é um
componente essencial da qualidade da assistência hospitalar, que deve pautar suas
práticas em protocolos baseados nas melhores evidências disponíveis (NICOLOTTI;
LACERDA, 2022).
Referências:
BARHART, J. et al. Desconhecimento e falta de acesso de gestantes ao plano de parto.
Research Society and Development, v. 11, n. 10, e168111032506, 2022. Disponível
em: [Link]
BRITO, F. et al. A música no controle da dor e da ansiedade em mulheres durante as
etapas do parto: revisão sistemática. Recima21 - Revista Científica Multidisciplinar,
v. 3, n. 1, e311080, 2022. Disponível em: [Link]
CARDEAL, E.; COSTA, H.; SANTOS, J. As competências do enfermeiro no manejo da
dor durante o parto humanizado. Brazilian Journal of Implantology and Health
Sciences, v. 6, n. 11, p. 795-808, 2024. Disponível em: [Link]
8169.2024v6n11p795-808.
CARDOZO, C.; CUNHA, F. Avaliação do impacto de um protocolo fisioterapêutico na
diminuição do quadro álgico durante a primeira fase do trabalho de parto vaginal.
Fisioterapia Brasil, v. 20, n. 2, p. 222-229, 2019. Disponível em:
[Link]
MONTESCHIO, L. et al. Prevalência da medicalização do trabalho de parto e parto na
rede pública de saúde. Ciência, Cuidado e Saúde, v. 15, n. 4, p. 591-598, 2016.
Disponível em: [Link]
NICOLOTTI, C.; LACERDA, J. Assistência hospitalar ao parto e nascimento: um
estudo de avaliabilidade. Saúde em Debate, v. 46, n. 135, p. 999-1014, 2022.
Disponível em: [Link]
OLIVEIRA, M. et al. Avaliação do primeiro período clínico do trabalho de parto.
Revista Eletrônica Acervo Saúde, n. 20, e378, 2019. Disponível em:
[Link]
RITTER, S.; GONÇALVES, A.; GOUVEIA, H. Práticas assistenciais em partos de risco
habitual assistidos por enfermeiras obstétricas. Acta Paulista de Enfermagem, v. 33,
eAPE20190284, 2020. Disponível em: [Link]
SILVA, B. et al. Métodos não farmacológicos durante trabalho de parto: percepção das
mulheres. Revista Recien - Revista Científica de Enfermagem, v. 8, n. 24, p. 54-64,
2018. Disponível em: [Link]

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