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Night Secrets

O primeiro capítulo de 'Night Secrets' explora a dinâmica familiar e a estranheza das relações entre os personagens, especialmente entre o narrador e seu irmão. O narrador expressa seu desdém por pessoas manipuladoras e observa interações desconfortáveis entre seu irmão e duas garotas intrigantes. A tensão aumenta com a presença de uma figura enigmática que provoca um sentimento de desconforto e desconfiança.

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Night Secrets

O primeiro capítulo de 'Night Secrets' explora a dinâmica familiar e a estranheza das relações entre os personagens, especialmente entre o narrador e seu irmão. O narrador expressa seu desdém por pessoas manipuladoras e observa interações desconfortáveis entre seu irmão e duas garotas intrigantes. A tensão aumenta com a presença de uma figura enigmática que provoca um sentimento de desconforto e desconfiança.

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Night Secrets.

Cap 1: Smiles And


Family — Two Great Lies.
Família. Que bela piada.
Você vive no meio de pessoas malucas que insistem em ser seus parentes. E o
pior ?
Você sabe que não tem quase nada em comum. Mas mesmo assim é forçado a
viver.

E meu irmão é o exemplo perfeito disso. Está — como sempre — cercado de


pessoas, quase como moscas na carne.
Um "você leu isso" ou "o que marcou na questão tal" sem contar o "Você tá livre
hoje ?" Só de ouvir, me canso.

Atirei o pedaço de salame na lixeira. Enquanto olhava aquele imbecil.

— Como uma pessoa aguenta viver assim ? — Bufei. "Se fosse eu, já teria
desistido de estudar."

Será que nem no almoço ele tem paz ? Nem pode sentar só. E... ah não, de novo
ela!

— Senjiro senpai! Você esqueceu o livro de química. — Diz a maluca de cabelo


rosa.

Se existe uma coisa que odeio, são manipuladores. E essa garota... fede. E fede
muito.
Me levantei da cadeira da biblioteca e me escorei na porta. Toda vez era a
mesma coisa. Yumi Takane quase se esfregava no idiota do meu irmão. Tocava o
braço dele, piscava, e sorria. Mas nem chegava até os olhos.

"Será que eu deveria cronometrar ?" Pensei, enquanto arranhava de leve a porta.

Foi quando apareceu uma outra garota. Pálida, cabelos negros e uma expressão
sorridente... sorridente demais...
Senti um vento.

Não o vento normal de sempre, mas um ar frio e inquietante. Que arrepiava


minha espinha.
E meu irmão ? Pareceu mudar. Aquele olhar de popular, virou o de um
cachorrinho.

"Pronto. O peixe viu a isca"

Eles conversavam. Mas quanto mais ela falava, mais estranha ela parecia. Sorriso
cronometrado e curto. Olhava fixamente ao redor. Quase como um caçador.
Enquanto isso, a maluca de cabelo rosa fechou a cara. Mesmo ela sorrindo e
fingindo, dava pra ver nos olhos dela.

"Acho que vi baboseira demais. Ou não" Virei as costas e saí.

◆○◆

Estava sentado na sala do clube de Kendō, quando Senjiro chegou.

— Se vai me pedir algo, a resposta é: Não.

Ele riu. Tinha que rir...

— puxa, hoje você tá simpático!

— Só economizando minha saliva.

Ele se sentou. Enquanto eu polia uma bokken. Até que cortou o silêncio.

— Você não comeu nada. — "Droga, ele percebeu" Pensei.


— Nada demais. Perdi a fome depois de tanta merda que vi.

Ele piscou.
— Estava me espionando ?
— É o mínimo como seu irmão. Aliás, como você sobrevive com tanta gente na
sua cola ? — Falei, enquanto observava uma curvatura numa shinai.

— É normal.
— Pra você — Rebati.
— Você está estranho. — Bufei — Sempre fui. — O clima esfriou.

— Escuta. Aquela garota.


— O quê, a Yumi ? — diz ele — Ela só é uma kōhai insistente.

*Kōhai quer dizer "Caloura, ou júnior" em japonês"

Só ? Como ele pode ser cego!

— Ok então. Faça o que quiser. — dei de ombros — Agora, dá o fora daqui antes
que o seu grupinho de malucos venha abusar da minha paciência.

Mal ele saiu. E ela entrou.

— Senpai! Cadê voc... ah. Com licença Arashi-kun...


— Pra você é Hanaka-san.

Ela deu um passo para trás. Atitude de quem diz "isso estava no roteiro ?"

— Desculpe, Hanaka-san. — A voz soou doce e infantil — Eu só vim atrás do


Senpai.

Ótimo, a velha estratégia de coitadinha. Todas as bandeiras vermelhas apitaram.


Ou eu despachava ela dali, ou quebrava uma bokken. E meu bolso não ia gostar
disso...

— Ele foi pra sala. Passar bem. — Cortei. E comecei a lixar a bokken com mais
força.
Acho que ela percebeu, pois saiu apressada. Mas quando fechou a porta deu pra
ver nítidamente uma coisa. Um olhar de ódio passou no reflexo do vidro. Um
arrepio desceu pela minha espinha.

— E depois, eu que sou louco...

◆○◆

O portão já estava quase vazio.

A pior hora. Tem pessoas demais pra se sentir em paz. E vazio demais pra se
sentir sufocado.

E no meio daquele pôr do sol. Lá estava meu irmão. Conversando com ela. A
pálida.

—... e foi assim que aconteceu. Haha. — Ela riu, um riso de sino, curto e quase
ensaiado. Credo.

Eles continuaram trocando palavras. Foi quando senti o vento de novo. Gélido,
letal e vazio. Tinha certeza de algo, mas torcia, queria que fosse mentira.

"Não olhe pra mim, não olhe pra mim"

E ela estava olhando. Exatamente como eu temia. Pareceu que fazia uma
varredura. Nem percebi que parei de andar.

— Senjiro-kun. Quem é esse.

"Que ótimo, lá vamos nós de novo...."

End.

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