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Diodos

O documento aborda a eletrônica analógica, focando nos diodos e suas polarizações, que podem ser diretas ou reversas. Detalha características elétricas, como corrente de saturação, tensão de ruptura e a importância de resistores limitadores de corrente. Também discute aproximações para análise de circuitos com diodos, destacando a resistência e o teste estático para verificar seu funcionamento.

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Diodos

O documento aborda a eletrônica analógica, focando nos diodos e suas polarizações, que podem ser diretas ou reversas. Detalha características elétricas, como corrente de saturação, tensão de ruptura e a importância de resistores limitadores de corrente. Também discute aproximações para análise de circuitos com diodos, destacando a resistência e o teste estático para verificar seu funcionamento.

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Eletrônica analógica

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DIODOS

Polarizações do diodo

Existem duas formas de se polarizar um diodo:

• Polarização direta;

• Polarização reversa.

Polarização direta
A partir do momento em que o valor da fonte supera a barreira de
potencial, a corrente se torna alta, tendo seu valor vinculado ao valor da fonte.

Polarização reversa
A camada de depleção se alarga à medida que aumenta a diferença de
potencial da fonte. Existe apenas uma pequena corrente de portadores
minoritários.

Corrente de saturação (Is) - Corrente de saturação é a corrente reversa


produzida por portadores minoritários. Esta tem seu valor dobrado para cada
1000 de aumento de temperatura.

Corrente de fuga superficial (IFs) - Origina-se devido a impurezas da


superfície criarem um caminho ôhmico para corrente.

Corrente reversa (IR) - Geralmente dada para uma determinada


tensão reversa (VR) e uma temperatura ambiente (Ta)•
I r = I FS + I s

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Curso Técnico 9
Eletrônica analógica
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Exemplo
O diodo 1N914 tem uma corrente reversa (IR) igual a 25nA, para uma
tensão reversa de 20V, a uma temperatura ambiente de 250ºc.
Tensão de ruptura (VR) - Nível de tensão reversa para a qual o diodo
conduz. Para retificadores, V R >50V.
Avalanche - Ocorre quando, na camada de depleção, um elétron
deslocado ganha velocidade, podendo desalojar um elétron de valência. O par de
elétrons deslocados continua ganhando velocidade, e quanto maior for a
polarização reversa, maior será a velocidade, desalojando mais elétrons de
valência. Devido ao elevado número de elétrons livres, o diodo conduzirá
intensamente e será danificado pelo excesso de potência dissipada.
Terminologias
A seguir temos algumas terminologias empregadas na determinação de
características elétricas de diodos, com seus respectivos significados.
VBR: Tensão de ruptura VRWM:Tensão reversa máxima de trabalho
PIV: Tensão de pico inversa PRV: Tensão reversa de pico
BV: Tensão de ruptura VRM: Tensão reversa máxima
Componentes lineares
Os componentes cujo gráfico tensão x corrente origina uma reta são
denominados componentes lineares. O gráfico 1 ilustra, com detalhes, o que foi
descrito.

Características dos diodos


Gráfico do diodo
Podemos distinguir duas regiões distintas no gráfico 2. No primeiro
quadrante, inicialmente não há corrente fluindo pelo diodo. Aumentando-se
gradativamente a polarização direta, atinge-se um ponto no qual o diodo inicia a
condução. Para diodos de silício, esta tensão de limiar é de aproximadamente
0,7V, denominada tensão de joelho. A partir daí, aumentos sucessivos na tensão
de polarização implicam grandes variações na corrente direta. No terceiro
quadrante, aumentando-se gradativamente a polarização reversa, obtém-se
apenas o fluxo de uma corrente inicialmente desprezível (corrente de fuga, da
ordem de nano ampères). Caso esta tensão atinja o valor de ruptura (dado pelo
fabricante - BV), o diodo conduzirá intensamente e será destruído por causa da
dissipação excessiva de potência.

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Curso Técnico 10
Eletrônica analógica
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Símbolo do diodo
A figura 2.3 ilustra o símbolo esquemático de um diodo retificador. O
lado N é chamado de cátodo e o lado P é o ânodo. A figura 2.4 ilustra o circuito
com diodo.

Resistência de carregamento
Abaixo de 0,7V predomina a resistência não-linear da camada de
depleção e, em função disso, o aumento da tensão de polarização não provoca
aumento na corrente. Acima de 0,7V, a única oposição à corrente é a resistência
linear das regiões P e N.
Especificação de potência e de corrente
As folhas de dados dos fabricantes de diodos trazem, entre outras,
informações dos limites máximos de dissipação de calor (potência) e de condução
de corrente, sendo que, uma vez desrespeitados tais limites, pode-se danificar
irreparavelmente os mesmos. A seguir apresentamos dois exemplos de
especificação de potência e corrente de diodos:
• Diodo 1N914, potência máxima igual a 250mW;
• Diodo 1N4002, corrente máxima igual a 1A.
Classes de diodos
Os diodos são classificados, de acordo com sua potência máxima, em
diodos de sinais, cuja potência é menor que meio Watt (1/2W), e retificadores,
cuja potência é maior que meio Watt (1/2W).
• Exemplos
• Diodo 1N914, pequeno sinal (0,25W).
• Diodo 1N4003, retificador (1W).
Resistor limitador de corrente (Rs)
Conforme visto anteriormente, elevando-se a tensão de polarização direta do
diodo acima da tensão de joelho ele conduz, e a única oposição à elevação desta
corrente é a resistência de corpo, ou seja, a resistência linear das regiões P e N.
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Eletrônica analógica
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Isso originaria um valor alto de corrente, que destruiria o diodo. A fim de evitar
que isto ocorra, e inserido um resistor (Rs) em série com o diodo, que tem como
função limitar a máxima corrente direta do mesmo.
Linhas de carga
Uma forma de determinar com exatidão os valores de tensão e corrente
do diodo é através da linha (reta) de carga. Dois pontos determinam a reta de
carga, sendo eles a saturação e o corte. Para a saturação consideramos o diodo
como uma chave fechada, isto é, com uma tensão direta (VD) igual a zero; e para
o corte, como uma chave aberta, ou seja, sem fluxo de corrente (1=0). A corrente
de trabalho (quiescente) é determinada levando-se em conta a queda de tensão
da barreira de potencial do diodo e a relação entre a fonte e o resistor limitador
(R5) (Fig. 2.5). A interseção entre a curva do diodo e a reta de carga determina o
ponto de trabalho do circuito ou ponto quiescente (ponto Q). As coordenadas
deste ponto são os valores de tensão de trabalho (V0) e corrente de trabalho (IQ).
(Gráf3).

Aproximações do diodo
Para análise de circuitos eletrônicos, devemos lembrar que respostas
matematicamente exatas não têm muito sentido, do ponto de vista prático, se
considerarmos que dispositivos tais como resistores, diodos etc.., possuem
tolerância de valores. É necessário, portanto conhecer tais variáveis, a fim de que
se possam aproximar ao máximo os valores teóricos dos práticos. A seguir
apresentaremos as aproximações, considerando diodos de silício.
Primeira aproximação - diodo ideal
Considera-se como diodo ideal, ou primeira aproximação, o fato do
mesmo agir como um condutor perfeito, isto é, queda de tensão zero quando
polarizado diretamente; e isolante perfeito, corrente zero, quando polarizado
reversamente.

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Segunda aproximação
Para que o diodo comece a conduzir, é necessário que a tensão de
polarização ultrapasse o valor da barreira de potencial. Em se tratando de diodos
de silício, o limiar da condução situa-se próximo de 0,7V. A idéia é comparar o
diodo a uma chave ideal ligada em série com uma bateria de 0,7V, que se fecha
assim que a tensão de polarização direta ultrapassa este valor, e que se abre
toda vez que ela se torna menor que 0,7V ou reversa (negativa). A figura 2.7
ilustra com detalhes o que foi descrito.

Terceira aproximação
Como terceira aproximação do diodo, inclui-se ao circuito da segunda
aproximação uma resistência ligada em série com a bateria, que representa a
resistência linear das regiões P e N (resistência de corpo - RD).
A corrente direta, fluindo através desta resistência, origina uma queda
de tensão, que varia proporcionalmente ao aumento da corrente; isto é, quanto
maior a corrente, maior será a queda de tensão através de RD. A tensão total,
através do diodo (VF), é igual à soma da tensão de limiar (0,7V) com a queda de
tensão através da resistência de corpo ( R D )’ A figura 2.8 ilustra o que foi descrito.

V F = 0,7V + ( I F .R D )
Observação
Geralmente, utiliza-se a segunda aproximação para resolução de
circuitos envolvendo diodos.
Resistência de corrente contínua (CC) de um diodo
Na polarização direta, a resistência CC do diodo diminui à medida que
a corrente aumenta; e na polarização reversa o mesmo acontece, à medida que a
tensão de polarização reversa se aproxima do valor da ruptura.
Teste estático do diodo
Utilizando o ohmímetro, podemos detectar se um diodo encontra-se em
curto ou aberto. Isto é possível através da relação entre as medidas de resistência
direta e reversa do mesmo. Um diodo será considerado em bom estado, pelo
teste estático se a relação entre as medidas de resistência direta pela reversa for
igual ou maior que 1/1000.

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Curso Técnico 13

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