Poder Executivo
Poder Executivo
Autor:
Tulio Lages
02 de Outubro de 2025
Índice
1) O que é mais cobrado no assunto - Poder Executivo - FGV
..............................................................................................................................................................................................3
6) Referências Bibliográficas
..............................................................................................................................................................................................
30
Considerando os tópicos que compõem o nosso assunto, possuímos a seguinte distribuição percentual:
% de cobrança
Tópico
FGV
Poder Executivo: exercício e auxílio (art. 76 da CF/88) 0,00%
Eleição do Presidente e do Vice-Presidente da República (art. 77 da CF/88) 6,00%
Posse do Presidente e do Vice-Presidente da República (art. 78 da CF/88) 0,00%
Cargos de Presidente e Vice-Presidente da República: substituição,
18,00%
impedimento e vacância (arts. 70 a 81 da CF/88)
==1c5d5c==
A ideia desta seção é apresentar um roteiro para que você realize uma revisão completa do
assunto e, ao mesmo tempo, destacar aspectos do conteúdo que merecem atenção.
CF/88, art. 76. O Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República, auxiliado pelos Ministros de
Estado.
b) demais requisitos da CF, art. 14, §§ 3º a 9º, com destaque para a idade mínima de 35 anos
(CF, art. 14, § 3º, VI, “a”).
- A eleição do Presidente e de seu Vice ocorre pelo sistema majoritário de dois turnos (caput e §
3º) – mesmo sistema utilizado para a eleição dos Governadores e seus Vices (art. 28, caput, da
CF/88), bem como dos Prefeitos e seus Vices em municípios com mais de 200.000 eleitores (art.
29, II, da CF/88).
- No cômputo dos votos para Presidente, não são computados os em branco e os nulos (§ 2º).
CF/88, art. 78. O Presidente e o Vice-Presidente da República tomarão posse em sessão do Congresso
Nacional, prestando o compromisso de manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis,
promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil.
Parágrafo único. Se, decorridos dez dias da data fixada para a posse, o Presidente ou o Vice-Presidente,
salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este será declarado vago.
- O Presidente e seu Vice tomam posse em sessão do Congresso Nacional (CUIDADO – não é do
Senado nem da Câmara!), ocasião em que devem prestar seu compromisso (caput).
CF/88, art. 79. Substituirá o Presidente, no caso de impedimento, e suceder-lhe-á, no de vaga, o Vice-
Presidente.
Parágrafo único. O Vice-Presidente da República, além de outras atribuições que lhe forem conferidas por
lei complementar, auxiliará o Presidente, sempre que por ele convocado para missões especiais.
- Hipóteses de vacância do cargo de Presidente (e Vice): i) não assumir o cargo decorridos dez
dias da data fixada para a posse, salvo motivo de força maior (art. 78, parágrafo único); ii) morte,
renúncia, perda ou suspensão dos direitos políticos e perda da nacionalidade brasileira (art. 14, §
3º); iii) condenação por crime de responsabilidade decidida pelo Senado (art. 52, I) ou por crime
comum decidida pelo STF (art. 102, I, “b”); iv) ausentar-se do pais por mais de 15 dias sem
autorização do Congresso Nacional (Cuidado: Com autorização, a ausência pode ser até maior
que 15 dias!) – art. 83.
- O Vice-Presidente deve auxiliar Presidente sempre que por este convocado para missões
especiais. Além disso, deverá desempenhar as atribuições conferidas por lei complementar
(parágrafo único). Ainda, exerce participação nos Conselhos da República (art. 89, I) e de Defesa
Nacional (art. 91, I).
CF/88, art. 80. Em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente, ou vacância dos respectivos
cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente da Câmara dos
Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal.
Art. 81. Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, far-se-á eleição noventa dias
depois de aberta a última vaga.
§ 1º Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos
será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei.
§ 2º Em qualquer dos casos, os eleitos deverão completar o período de seus antecessores.
- Aqueles que assumem a Presidência pela linha sucessória do art. 80 o fazem, sempre, em
caráter interino, porque mesmo que ocorra vacância dos cargos de Presidente e Vice, de forma
simultânea, deverá ser realização eleição para ambos os cargos, que será direta caso a vacância
ocorra nos dois primeiros anos do mandato presidencial (caput) ou indireta, caso a vacância
ocorra nos últimos dois anos do período presidencial (§ 1º).
-Tanto no caso de eleição direta previsto no caput, quanto no caso de eleição indireta previsto
no § 1º, os eleitos ocuparão os cargos para completar o período de seus antecessores (§ 2º), ou
seja, não exercerão um mandato completo de quatro anos.
- O STF entende que “os Estados possuem autonomia relativa na solução normativa do
problema da dupla vacância da Chefia do Poder Executivo, não estando vinculados ao modelo e
ao procedimento federal (art. 81, CF), mas tampouco pode desviar-se dos princípios
constitucionais que norteiam a matéria, por força do art. 25 da Constituição Federal devendo
observar: (i) a necessidade de registro e votação dos candidatos a Governador e Vice-
Governador por meio de chapa única; (ii) a observância das condições constitucionais de
elegibilidade e das hipóteses de inelegibilidade previstas no art. 14 da Constituição Federal e na
Lei Complementar a que se refere o § 9º do art. 14; e (iii) que a filiação partidária não pressupõe
a escolha em convenção partidária nem o registro da candidatura pelo partido político; (iv) a
regra da maioria, enquanto critério de averiguação do candidato vencedor, não se mostra
afetada a qualquer preceito constitucional que vincule os Estados e o Distrito Federal”1.
1
STF – ADPF 969.
CF/88, art. 82. O mandato do Presidente da República é de 4 (quatro) anos e terá início em 5 de janeiro
do ano seguinte ao de sua eleição.
- Até 2021, o início do mandato ocorria em primeiro de janeiro. Com a Emenda Constitucional
111/2021, o início do mandato passou a se dar em 5 de janeiro.
Portanto, cuidado com uma possível pegadinha da banca em prever na questão a data anterior
de início do mandato.
- É possível apenas a reeleição para um único período subsequente (art. 14, § 5º, da CF/88).
Ausência do país
CF/88, art. 83. O Presidente e o Vice-Presidente da República não poderão, sem licença do Congresso
Nacional, ausentar-se do País por período superior a quinze dias, sob pena de perda do cargo.
- O Presidente (ou o Vice) pode ausentar-se do país por período superior a quinze dias, só que,
para isso, depende de licença do Congresso Nacional.
Caso afronte essa regra, fica sujeito à perda do cargo.
XIV - nomear, após aprovação pelo Senado Federal, os Ministros do Supremo Tribunal Federal e dos
Tribunais Superiores, os Governadores de Territórios, o Procurador-Geral da República, o presidente e os
diretores do banco central e outros servidores, quando determinado em lei;
XV - nomear, observado o disposto no art. 73, os Ministros do Tribunal de Contas da União;
XVI - nomear os magistrados, nos casos previstos nesta Constituição, e o Advogado-Geral da União;
XVII - nomear membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII;
XVIII - convocar e presidir o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional;
XIX - declarar guerra, no caso de agressão estrangeira, autorizado pelo Congresso Nacional ou
referendado por ele, quando ocorrida no intervalo das sessões legislativas, e, nas mesmas condições,
decretar, total ou parcialmente, a mobilização nacional;
XX - celebrar a paz, autorizado ou com o referendo do Congresso Nacional;
XXI - conferir condecorações e distinções honoríficas;
XXII - permitir, nos casos previstos em lei complementar, que forças estrangeiras transitem pelo território
nacional ou nele permaneçam temporariamente;
XXIII - enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e as
propostas de orçamento previstos nesta Constituição;
XXIV - prestar, anualmente, ao Congresso Nacional, dentro de sessenta dias após a abertura da sessão
legislativa, as contas referentes ao exercício anterior;
XXV - prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei;
XXVI - editar medidas provisórias com força de lei, nos termos do art. 62;
XXVII - exercer outras atribuições previstas nesta Constituição.
XXVIII - propor ao Congresso Nacional a decretação do estado de calamidade pública de âmbito nacional
previsto nos arts. 167-B, 167-C, 167-D, 167-E, 167-F e 167-G desta Constituição.
Parágrafo único. O Presidente da República poderá delegar as atribuições mencionadas nos incisos VI, XII
e XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral
da União, que observarão os limites traçados nas respectivas delegações.
São previstas tanto atribuições inerentes à função de chefe de Estado, quanto à de chefe de
Governo.
- As atribuições previstas nos incisos I, II, IV, VI, XII, XV, XVII, XVIII e XXV dizem respeito à
competência do Presidente da República de exercer a direção da Administração Federal (como
chefe de Governo).
- As atribuições previstas nos incisos III, IV, V, XI, XXIV, XXIII e XXVI dizem respeito à
competência do Presidente da República de manter relação com o Congresso Nacional e atuar
no processo legislativo (como chefe de Governo).
- As atribuições previstas nos incisos VII, VIII, XIX, XX, XXI e XXII dizem respeito à competência
do Presidente da República, como Chefe de Estado, de representar o Brasil em suas relações
internacionais.
- As atribuições previstas nos incisos IX, X, XIII e XXVIII dizem respeito à competência do
Presidente da República relacionadas à segurança interna, preservação da ordem institucional e
da harmonia das relações federativas (como chefe de Governo).
- As atribuições previstas nos incisos XIV e XVI dizem respeito à competência do Presidente da
República de nomear importantes autoridades da República, como os ministros do STF e dos
Tribunais Superiores (como chefe de Governo).
- Dispositivo muito cobrado – art. 84, inciso VI: competência do Presidente da República para
dispor sobre decreto sobre organização e funcionamento da administração federal, bem como
sobre extinção de funções ou cargos públicos.
O decreto previsto nesses casos é do tipo "autônomo", não regulamenta lei (como os decretos
regulamentares, que são atos normativos secundários), mas trata diretamente das matérias
previstas nas alíneas "a" e "b" (são atos normativos primários, porque derivam diretamente da
Constituição), sendo uma competência privativa do chefe do Poder Executivo, passível de
delegação às autoridades previstas no parágrafo único do mesmo art. 84 da CF/88.
É que a criação e extinção de órgãos públicos ocorrem, via de regra, por meio de lei em
sentido formal.
No âmbito do Poder Executivo, a iniciativa de lei cabe ao chefe desse Poder (art. 61, § 1º,
inciso II, alínea “e”, da CF/88).
Administração Pública – ou seja, i) não podem inovar no ordenamento jurídico e ii) não podem
regulamentar leis que não envolvam a Adm. Pública –, sendo uma competência privativa do
chefe do Poder Executivo e não passível de delegação, conforme parágrafo único do mesmo art.
84 da CF/88.
Memorize quais são as competências delegáveis (as previstas nos incisos VI, XII e XXV, primeira
parte – as matérias dos demais incisos são indelegáveis) e a quem elas podem ser delegadas
(Ministros de Estado, Procurador-Geral da República ou Advogado-Geral da União)
Cuidado com a competência delegável prevista no inciso XXV: só é delegável o provimento (ou
desprovimento) de cargos públicos federais, mas a extinção não é possível – veja que o
parágrafo único fala em “primeira parte” do inciso XXV.
CF/88, art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a
Constituição Federal e, especialmente, contra:
I - a existência da União;
II - o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes
constitucionais das unidades da Federação;
III - o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;
IV - a segurança interna do País;
V - a probidade na administração;
VI - a lei orçamentária;
VII - o cumprimento das leis e das decisões judiciais.
Parágrafo único. Esses crimes serão definidos em lei especial, que estabelecerá as normas de processo e
julgamento.
Art. 86. Admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara dos
Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais
comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade.
§ 1º O Presidente ficará suspenso de suas funções:
I - nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal Federal;
- O rol do art. 85, que elenca atos que serão considerados crimes de responsabilidade, é
exemplificativo – veja que o caput fala em “especialmente”, dando margem que outros crimes
sejam previstos, desde que se trate de atos que atentem contra a Constituição, conforme exige
o próprio caput.
- O Presidente não possui imunidade material (ou seja, pode ser responsabilizado por suas
palavras e opiniões), mas possui imunidades formais (prerrogativas processuais), quais sejam: a)
não pode ser responsabilizado penalmente (civil e administrativamente, pode!) por atos
estranhos ao exercício da função, na vigência do mandato (art. 86, § 4º); b) não pode ser preso
cautelarmente (art. 86, § 3º); e c) só pode ser processado e julgado caso haja autorização da
Câmara dos Deputados (art. 86, caput) – esta última era a única das três imunidades que podia
ser estendida aos Governadores, pela Constituição Estadual. Entretanto, recentemente, o STF
mudou esse entendimento, passando a considerar inconstitucionais normas estabelecidas nas
Constituições estaduais que exijam a autorização prévia da Assembleia Legislativa como
requisito à admissão de acusação contra o Governador por crime comum ou de
responsabilidade. Vejamos a tese firmada:
JURISPRUDÊNCIA
“Não há necessidade de prévia autorização da assembleia legislativa para o recebimento de denúncia
ou queixa e instauração de ação penal contra governador de Estado, por crime comum, cabendo ao
STJ, no ato de recebimento ou no curso do processo, dispor, fundamentadamente, sobre a aplicação
de medidas cautelares penais, inclusive afastamento do cargo. (...) O relator afirmou a necessidade de
superar os precedentes da Corte na dimensão de uma redenção republicana e cumprir a promessa do
art. 1º, caput, da CF, diante dos reiterados e vergonhosos casos de negligência deliberada pelas
assembleias legislativas estaduais, que têm sistematicamente se negado a deferir o processamento de
governadores. (...) Esclareceu não haver na CF previsão expressa da exigência de autorização prévia de
assembleia legislativa para o processamento e julgamento de governador por crimes comuns perante o
STJ. Dessa forma, inexiste fundamento normativo-constitucional expresso que faculte aos Estados-
membros fazerem essa exigência em suas Constituições estaduais. Não há, também, simetria a ser
observada pelos Estados-membros”2.
- Uma lei especial realizará a definição dos crimes de responsabilidade, bem como estabelecerá
as normas de processos e julgamento (parágrafo único). A edição dessa lei especial, prevendo os
2
STF – ADI 5.540/2017.
JURISPRUDÊNCIA
“A definição dos crimes de responsabilidade e o estabelecimento das respectivas normas de processo
e julgamento são da competência legislativa privativa da União”.
3
STF – ADPF 378.
4º - o Senado efetua o julgamento. A condenação só ocorre caso haja voto de 2/3 dos
membros da Casa. Se houver condenação, o presidente perde o cargo e fica inabilitado, por
oito anos, para o exercício de (qualquer) função pública, sem prejuízo das demais sanções
judiciais cabíveis (art. 52, parágrafo único).
Ministros de Estado
CF/88, art. 87. Os Ministros de Estado serão escolhidos dentre brasileiros maiores de vinte e um anos e
no exercício dos direitos políticos.
Parágrafo único. Compete ao Ministro de Estado, além de outras atribuições estabelecidas nesta
Constituição e na lei:
I - exercer a orientação, coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da administração federal na
área de sua competência e referendar os atos e decretos assinados pelo Presidente da República;
II - expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos;
III - apresentar ao Presidente da República relatório anual de sua gestão no Ministério;
IV - praticar os atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorgadas ou delegadas pelo Presidente da
República.
- Para ser Ministro de Estado, é necessário que o escolhido seja brasileiro (nato ou naturalizado,
com exceção do Ministro da Defesa, que deve ser necessariamente brasileiro nato – art. 12, § 3º,
VII) e possua mais de 21 anos de idade (caput).
A atribuição do Ministro de Estado para a expedição de instruções para a execução das leis,
decretos e regulamentos, (art. 87, II da CF/88) reflete o exercício do poder normativo.
b) pelo STF nos crimes comuns e nos de responsabilidade “autônomos” – ou seja, não conexos
com os do Presidente da República – (art. 102, I, “b”).
CF/88, art. 88. A lei disporá sobre a criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública.
- Perceba que o dispositivo encontra-se alinhado ao apontado mais acima sobre criação e
extinção de órgãos públicos ocorrerem, via de regra, mediante lei em sentido formal.
Vale lembrar que a iniciativa de leis que disponham sobre criação e extinção de Ministérios e
órgãos da administração pública é do Presidente da República (art. 61, § 1º, II, "e", da CF/88.
CF/88, art. 89. O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente da República, e dele
==1c5d5c==
participam:
I - o Vice-Presidente da República;
II - o Presidente da Câmara dos Deputados;
III - o Presidente do Senado Federal;
IV - os líderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados;
V - os líderes da maioria e da minoria no Senado Federal;
VI - o Ministro da Justiça;
VII - seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos de idade, sendo dois nomeados pelo
Presidente da República, dois eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos pela Câmara dos Deputados,
todos com mandato de três anos, vedada a recondução.
Art. 90. Compete ao Conselho da República pronunciar-se sobre:
I - intervenção federal, estado de defesa e estado de sítio;
II - as questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas.
§ 1º O Presidente da República poderá convocar Ministro de Estado para participar da reunião do
Conselho, quando constar da pauta questão relacionada com o respectivo Ministério.
§ 2º A lei regulará a organização e o funcionamento do Conselho da República.
Art. 91. O Conselho de Defesa Nacional é órgão de consulta do Presidente da República nos assuntos
relacionados com a soberania nacional e a defesa do Estado democrático, e dele participam como
membros natos:
I - o Vice-Presidente da República;
II - o Presidente da Câmara dos Deputados;
III - o Presidente do Senado Federal;
IV - o Ministro da Justiça;
V - o Ministro de Estado da Defesa;
VI - o Ministro das Relações Exteriores;
VII - o Ministro do Planejamento.
VIII - os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
§ 1º Compete ao Conselho de Defesa Nacional:
I - opinar nas hipóteses de declaração de guerra e de celebração da paz, nos termos desta Constituição;
II - opinar sobre a decretação do estado de defesa, do estado de sítio e da intervenção federal;
Nada obstante, conforme arts. 136, caput e 137, caput da CF, ambos os Conselhos se
manifestam sobre estado de defesa e estado de sítio. Com efeito, eles são ouvidos na
decretação de estado de defesa por parte do Presidente da República e na solicitação ao
Congresso Nacional de autorização para a decretação de estado de sítio por parte do chefe do
Poder Executivo Federal.
Conteúdos não tanto cobrados, mas que podem acabar aparecendo em sua prova:
O Poder Executivo exerce sua função típica (função administrativa), por exemplo, ao planejar e
executar as políticas públicas, bem como ao desempenhar atividades de intervenção e fomento.
Exerce sua função atípica legislativa ao editar medidas provisórias e sua função atípica de
julgamento ao decidir, sem jurisdição (sem definitividade, já que tais decisões não fazem coisa
julgada material nem formal, podendo, assim, serem apreciadas pelo Poder Judiciário), o
contencioso administrativo (litígios de natureza administrativa – por exemplo, litígios de natureza
tributária entre os contribuintes e os órgãos de administração fazendária).
Administrar
Função Típica (governo + mera função
administrativa)
Poder Executivo
Legislar
Funções Atípicas
Julgar
(sem jurisdição)
Presidencialismo x Parlamentarismo
Além disso, no presidencialismo inexiste vínculo entre o Poder Legislativo e o Poder Executivo,
havendo maior independência entre os poderes se comparado ao parlamentarismo, em que o
Primeiro-Ministro é integrante do Parlamento e é por ele indicado.
APOSTA ESTRATÉGICA
Dentro do assunto "Poder Executivo", “Atribuições do Presidente da República ". é/são o(s) ponto(s) que acreditamos que possui(em) mais
chances de ser(em) cobrado(s) pela banca.
==1c5d5c==
QUESTÕES ESTRATÉGICAS
Nesta seção, apresentamos e comentamos uma amostra de questões objetivas selecionadas
estrategicamente: são questões com nível de dificuldade semelhante ao que você deve esperar para a sua
prova e que, em conjunto, abordam os principais pontos do assunto.
A ideia, aqui, não é que você fixe o conteúdo por meio de uma bateria extensa de questões, mas que você
faça uma boa revisão global do assunto a partir de, relativamente, poucas questões.
a) regulamentos executivos.
b) regulamentos de necessidade.
c) regulamentos delegados.
d) regulamentos autônomos.
e) regulamentos autorizados.
Comentários
Em regra, o poder regulamentar não poderá inovar na ordem jurídica, salvo nos casos específicos de
decreto autônomo de competência privativa do chefe do Poder Executivo, dispostos nas alíneas a e b,
inciso VI, artigo 84 da Constituição Federal. Assim, a alternativa correta é a letra D.
Gabarito: Letra D.
b) dependia de prévia autorização, de competência exclusiva do Congresso Nacional, o que significa dizer
que não precisava ser veiculada em lei.
e) dependia de prévia autorização do Congresso Nacional, pois o Presidente da República, ainda que
desacompanhado do Vice-Presidente, sempre necessita de autorização para se ausentar do território
brasileiro.
Comentários
Art. 83. O Presidente e o Vice-Presidente da República não poderão, sem licença do Congresso
Nacional, ausentar-se do País por período superior a quinze dias, sob pena de perda do cargo.
Gabarito: Letra B.
presidente da República. O grupo Gama, por sua vez, sustentou que apenas as competências
expressamente indicadas pela ordem constitucional são delegáveis. Ao analisar as explicações dos
grupos envolvidos na gincana, os jurados concluíram, corretamente, que:
Comentários
A alternativa correta é a letra B, pois apenas o grupo Gama respondeu corretamente, uma vez que
somente são delegáveis as competências privativas do Presidente da República expressamente previstas
no parágrafo único do artigo 84 da Constituição Federal. Ademais, dentre os potenciais delegatários, o
Procurador-Geral da República não está diretamente subordinado ao Presidente.
Art. 84, Parágrafo único. O Presidente da República poderá delegar as atribuições mencionadas
nos incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da
República ou ao Advogado-Geral da União, que observarão os limites traçados nas respectivas
delegações.
Gabarito: Letra B.
I. extinção dos órgãos públicos Alfa e Beta, com realocação dos respectivos ocupantes, o que decorria da
exponencial diminuição de suas atividades, fruto de alterações no ambiente social;
II. extinção dos cargos em comissão de simbologia W, na medida em que vagassem;
Por discordar das medidas adotadas, o Partido Político Alfa, com representação no Congresso Nacional,
consultou sua assessoria jurídica em relação à conformidade constitucional das medidas adotadas. A
assessoria informou que é constitucional o que consta em
a) I, II e III.
b) I, apenas.
c) III, apenas.
d) I e II, apenas.
e) II e III, apenas.
Comentários
Item I - inconstitucional. Conforme alíena a, inciso VI, artigo 84 da Constituição Federal, o Presidente da
República não poderá dispor, mediante decreto, sobre a extinção de órgãos públicos.
(...)
Item II - inconstitucional. Conforme alíena b, inciso VI, artigo 84 da Constituição Federal, o Presidente da
República poderá extinguir, mediante decreto, cargos públicos, quando vagos. Aliado a este imperativo, o
Supremo Tribunal Federal firmou entendimento que para que o decreto seja constitucional, os cargos
extintos já deverão estar vagos na data da publicação do ato, e não na medida em que vagassem.
Item III - constitucional. Conforme alíena a, inciso VI, artigo 84 da Constituição Federal.
(...)
Gabarito: Letra C.
a) ambas as normas são inconstitucionais, na medida em que a matéria atinente à criação de autarquia,
bem como à organização e ao funcionamento de tais entidades administrativas, está submetida à reserva
de lei;
==1c5d5c==
b) ambas as normas são constitucionais, pois a medida provisória foi editada nos parâmetros estabelecidos
pela Lei Maior para a criação de autarquia, enquanto o decreto que versa sobre a organização e
funcionamento da entidade administrativa em tais circunstâncias é considerado decreto autônomo;
c) ambas as normas são constitucionais, considerando que versam sobre assunto relacionado à criação, à
organização e ao funcionamento das entidades autárquicas, cujo conteúdo corresponde ao de decreto de
execução ou regulamentar;
d) apenas a medida provisória é constitucional, por atender à necessidade de reserva de lei estabelecida na
Lei Maior, notadamente porque os decretos autônomos são expressamente vedados no ordenamento
pátrio;
e) ambas as normas são constitucionais, considerando que a viabilidade de dispor sobre as matérias
atinentes à criação, à organização e ao funcionamento das entidades autárquicas em questão, por meio de
medida provisória, outorga ao Poder Executivo a possibilidade de editar decretos autônomos acerca do
tema.
Comentários
A alternativa correta é a letra B, pois na primeira hipótese tem-se um decreto autônomo para fins de
organização administrativa da Comissão de Valores Mobiliários, conforme alínea a, inciso VI, artigo 84 da
Constituição Federal.
(...)
Já na segunda hipótese tem-se o Presidente da República editando uma medida provisória que, em
circunstâncias de relevância e urgência, cria uma nova autarquia, assim respeitando todos os preceitos
legais estabelecidos pelos artigos 37, inciso XIX, cumulado com caput do artigo 62 da Constituição Federal.
Art. 37, XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição
de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei
complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação;
(...)
Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas
provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional.
Gabarito: Letra B.
b) aquela escolhida pelo Presidente da República entre os Presidentes do Supremo Tribunal Federal, da
Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
c) o Presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal ou o do Supremo Tribunal Federal, nessa
ordem, que serão chamados ao exercício da Presidência.
d) aquela que venha a ser livremente escolhida pelo Presidente da República, entre os Presidentes do
Supremo Tribunal Federal, da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
Comentários
A questão exige conhecimento do artigo 80 da Constituição Federal, o qual prevê a ordem de autoridades
que substituem o Presidente da República e o Vice-Presidente em caso de impedimento: Presidente da
Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal, nesta respectiva ordem.
Gabarito: Letra C.
b) ser aceito pelo Presidente da República, com posterior referendo do Senado Federal.
d) ser necessariamente aceito pela República Federativa do Brasil, por ser representante do Estado Alfa.
e) ser aprovado pelo Senado Federal e, uma vez aceito, receber a carta de recepção do Presidente da
República.
Comentários
(...)
Letra C – correta e Letras B, D e E – incorretas. Conforme o inciso VII do artigo 84 da Constituição Federal,
compete discricionariamente e privativamente ao Presidente da República acreditar os representantes
diplomáticos, independente de manifestação do Poder Legislativo.
(...)
VII - manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus representantes diplomáticos;
Gabarito: Letra C.
a) quer estejam vagos, quer estejam ocupados, pode ser realizada via decreto do Presidente da República,
vedada a delegação da respectiva competência ao Ministro de Estado.
b) quer estejam vagos, quer estejam ocupados, pode ser realizada via decreto do Presidente da República,
permitida a delegação da respectiva competência ao Ministro de Estado.
c) pode ser promovida por decreto do Presidente da República apenas se estiverem vagos, permitida a
delegação da respectiva competência ao Ministro de Estado.
d) pode ser promovida por decreto do Presidente da República apenas se estiverem vagos, vedada a
delegação da respectiva competência ao Ministro de Estado.
e) em razão do princípio da paridade das formas, deve ser necessariamente realizada na forma prevista em
lei, quer estejam vagos, quer ocupados.
Comentários
A alternativa correta é a letra C, pois com base na alínea b do inciso VI do artigo 84 da Constituição Federal,
o Presidente da República poderá promover a extinção dos cargos públicos, desde que vagos. Ademais,
com base no parágrafo único do mesmo artigo, é permitida a delegação da referida competência ao
Ministro de Estado, bem como ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União.
(...)
(...)
(...)
Gabarito: Letra C.
Perguntas
O Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República, auxiliado pelos Ministros de Estado
(art. 76, da CF/88).
Não, a eleição do Presidente da República importará a do Vice-Presidente com ele registrado (art.
77, § 1º).
O candidato que, registrado por partido político, obtiver a maioria absoluta de votos, não
computados os em branco e os nulos (art. 77, § 2º, da CF).
5. Se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento legal de
candidato, quem será convocado dentre os remanescentes?
O candidato remanescente de maior votação (art. 77, § 4º, da CF). Contudo, se remanescer, em
segundo lugar, mais de um candidato com a mesma votação, qualificar-se-á o mais idoso (art. 77,
§ 5º, da CF).
Sessão do Congresso Nacional (art. 78, caput, da CF). O prazo para que assumam o cargo é de
dez dias da data fixada para a posse. Se dentro desse prazo, o Presidente ou o Vice-Presidente,
salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este será declarado vago (art. 78,
parágrafo único, da CF).
Em lei especial, que estabelecerá as normas de processo e julgamento (art. 85, parágrafo único,
da CF).
8. Em quais situações o presidente ficará suspenso de suas funções (art. 86, § 1º, da CF)?
Nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal
Federal. Nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pelo Senado Federal.
9. Se, decorrido o prazo de cento e oitenta dias, o julgamento do Presidente da República não
estiver concluído, o que ocorrerá com o afastamento do Presidente?
O Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República, auxiliado pelos Ministros de Estado
(art. 76, da CF/88).
Não, a eleição do Presidente da República importará a do Vice-Presidente com ele registrado (art.
77, § 1º).
O candidato que, registrado por partido político, obtiver a maioria absoluta de votos, não
computados os em branco e os nulos (art. 77, § 2º, da CF).
5. Se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento legal de
candidato, quem será convocado dentre os remanescentes?
O candidato remanescente de maior votação (art. 77, § 4º, da CF). Contudo, se remanescer, em
segundo lugar, mais de um candidato com a mesma votação, qualificar-se-á o mais idoso (art. 77,
§ 5º, da CF).
Sessão do Congresso Nacional (art. 78, caput, da CF). O prazo para que assumam o cargo é de
dez dias da data fixada para a posse. Se dentro desse prazo, o Presidente ou o Vice-Presidente,
salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este será declarado vago (art. 78,
parágrafo único, da CF).
Em lei especial, que estabelecerá as normas de processo e julgamento (art. 85, parágrafo único,
da CF).
8. Em quais situações o presidente ficará suspenso de suas funções (art. 86, § 1º, da CF)?
Nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal
Federal. Nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pelo Senado Federal.
9. Se, decorrido o prazo de cento e oitenta dias, o julgamento do Presidente da República não
estiver concluído, o que ocorrerá com o afastamento do Presidente?
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALEXANDRINO, Marcelo. DIAS, Frederico. PAULO, Vicente. Aulas de direito constitucional para
concursos. 2. ed. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2013.
BRASIL. Supremo Tribunal Federal (STF). A Constituição e o Supremo. 5. ed. Brasília: STF, Secretaria de
Documentação, 2016.
CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. 30. ed. São Paulo: Atlas, 2016.
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 29. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2016.
FURTADO, Lucas Rocha. Curso de direito administrativo. 5. ed. Belo Horizonte: Fórum, 2016.
JUSTEN FILHO, Marçal. Curso de direito administrativo. 10. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2014.
LIMA, Gustavo Augusto F. de. Agências reguladoras e o poder normativo. 1. ed. São Paulo: Baraúna, 2013.
LENZA, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. 20. ed. São Paulo: Saraiva, 2016.
MEIRELLES, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro. 40. ed. São Paulo: Malheiros, 2014.