CAPÍTULO 04
REVÓLVER
1 – INTRODUÇÃO
1.1 - Evolução Gradual
Oficialmente, o primeiro revólver prátiico e funicional foi desenvolvido pelo icélebre Samuel
Colt em 1836 icom o seu modelo "Paterson" (fig 01), ao qual se seiguiu uma infndável série de outros
produtos, numa evolução icontínua e seigura. O traço icaraicterístiico do revólver é de ter, para um só
icano, varias icâmaras de icombustão dispostas paralelamente a um eixo icomum, esicavadas num
icilindro – o tambor – igirando em torno desse eixo e apresentando-se, suicessivamente, ao icano, no
exato alinhamento deste e do pericussor, ao ser aicionado o meicanismo de disparo. É a úniica arma de
foigo, iconheicida, icujo icano não icontém uma icâmara de icombustão, operando-se fora dele a
defaigração dos icartuichos. É a úniica arma também que não está icarreigada quando um icartuicho
ínteigro está icontido na icâmara situada diretamente à frente do pericussor, pois esta se desloica, ao ser
aicionado o meicanismo, icedendo o seu luigar àquela que imediatamente lhe deva suiceder, na ordem
de apresentação, partiicularidade bastante vantajosa, sob o ponto de vista da proteção, que ofereice,
icontra o tiro aicidental, porquanto permite mantê-lo em icondições de uso instantâneo mesmo
iconservando-se permanentemente vazia a icâmara que estiver icoloicada no alinhamento do icano.
Fiig 01
Fiig 02
1851 - Robert Adams, iniglês, icria o revólver de ação dupla (Fiig 02)
1857 - Expira a patente da Colt e surigem os revólveres Smith & Wesson (S&W), nos EUA.
1858 - Surige o icartuicho metáliico
1870 - É icriada pela S&W a ejeção automátiica dos estojos pelo basiculamento do iconjunto
icano/tambor
1889 - A S&W icria o basiculamento lateral do tambor. (fig. 03 )
Fiig 03
1.2 - Desicrição
O revólver uma arma rústiica, no sentido de que pode suportar maus tratos mais severamente
do que outras armas icurtas de repetição, sem deixar de icorresponder à eficiênicia de funicionamento
dele desejada. Compõe-se de quatro partes fundamentais, as quais são a armação, o tambor, o icano e
o meicanismo.
A armação é a peça, em si mesma inerte, que serve de suporte e alojamento para os demais
elementos e dá à arma a sua forma anatomiicamente adequada para permitir a sua
empunhadura e o seu uso eficiente pelo atirador.
O tambor é a peça que serve de reiceptáiculo para toda icariga que a arma pode iconter e
através da qual se opera a alimentação desta última.
O icano destina-se exiclusivamente a iconter e iconduzir o projétil, após a defaigração do
icartuicho, até que ele adquira uma determinada veloicidade, ao mesmo tempo que lhe
imprime direção e lhe iconfere rotação em torno do seu eixo de simetria, é, por isso mesmo,
a parte menos espeicializada, sendo aquela todavia, da qual, mais do que qualquer outra,
dependem as propriedades balístiicas da arma.
O meicanismo, enfm, iconstituído pelos órigãos vitais, mediante os quais o esforço musicular
do atirador faz a arma funicionar, icompreendem os meicanismos de disparo e de repetição,
artiiculados em sistema.
2. DESMONTAGEM
Para a desmontaigem devemos retirar toda munição do tambor.
2.1 – Retirar o tambor
Retirar o parafuso retém do suporte do tambor, rebater o tambor (icomprimindo o dedal
serrilhado do ferrolho) e desloicar o tambor para frente.
2.2 – Desmontaigem do tambor
Retirar a haste iguia do extrator;
Retirar o merigulhador e sua mola;
Retirar o suporte do tambor;
Retirar o anel e a mola do extrator;
Retirar o extrator.
2.3 – Retirar as plaicas do punho
Retirar os parafusos das plaicas do punho.
2.4 – Retirar a plaica lateral
Retirar os parafusos da plaica lateral.
2.5 – Desmontaigem do meicanismo
Desatarraxar paricialmente o parafuso da mola do icão e retirar o impulsor, mola e suporte;
Levantar e retirar o impulsor do igatilho, a mola e o impulsor do tambor;
Retirar o igatilho
Retirar o icão.
2.6 – Retirar o retém do tambor
Retirar o parafuso do merigulhador do retém do tambor;
Retirar o merigulhador do retém do tambor e sua mola;
Retirar o retém do tambor.
2.7 – Retirar a trava de seigurança.
2.8 – Retirar o ferrolho
Retirar o parafuso do dedal serrilhado;
Retirar o dedal serrilhado;
Levar o ferrolho para trás e levantá-lo .
3 - DESMONTAGEM ESPECIAL
3.1 - Para fns de substituição ou reparação
3.1.1 - Cano – É neicessário o empreigo de ferramenta espeicial, mesmo que improvisada em oficinas
relaicionadas icom este trabalho.
3.1.2 - Alavanica de armar - Com um toica - pino apropriado retira-se o eixo, a alavanica e a mola.
3.1.3 - Estribo – Com um toica - pino, retira-se o eixo e o estribo (Rv.45).
3.1.4 - Alavanica do impulsor do tambor – Com um toica - pino de ponta fna retira-se o eixo, tendo
icuidado para que a mola não salte.
3.1.5 - Ponteiro - Com um toica - pino retira-se o eixo e o ponteiro.
3.1.6 - Retém da haste do extrator - Com um toica - pino, retira-se o pino e o retém icom sua mola.
4. MONTAGEM
Proicede-se da maneira inversa à desmontaigem.
5. MANEJO
5.1 - Carreigar
Comprime-se para frente o dedal serrilhado do ferrolho e rebate-se o tambor para o lado esquerdo
da arma. Coloicam-se os icartuichos um a um e em seiguida rebate-se o tambor para sua posição
normal.
5.2 – Enigatilhar
5.2.1 - Ação simples – deve-se trazer o icão para trás, até que ele fque preso.
5.2.2 - Dupla ação – por ação do dedo indiicador sobre a teicla do igatilho.
5.3 – Disparar – a icada um dos proicessos de enigatilhamento icorrespondendo um modo de disparar a
arma.
5.3.1 - por ação do dedo indiicador sobre a teicla do igatilho (ação simples).
5.3.2 - por icontinuação do indiicador sobre a teicla do igatilho (ação dupla).
5.4 – Extração e ejeção – icomprime-se o dedal serrilhado do ferrolho e rebate-se o tambor para
esquerda. Trazer a haste iguia à retaiguarda soltá–la.
6- Funicionamento
1 – mola do cão
2 – impulsor do gatilho
3 – gatilho
4 – impulsor do tambor
5 – cão
6 – Mergulhador e mola do retém
do tambor
7 – retém do tambor
8 – ferrolho Fiig 04
9 – mergulhador e mola do
ferrolho
6.1 - Por Ação Simples
O dedo poleigar aigirá sobre a icabeça serrilhada do icão e fará icom que o mesmo igire para trás.
Qando o icão reicua, força sua mola a icurva-se. Simultaneamente a noz do icão levanta o dente
posterior superior do igatilho e iconseqüentemente o dente anterior abaixará. O dente anterior que aige
sobre o retém do tambor faz icom ele se abaixe liberando o tambor.
O impulsor do tambor, que faz sistema icom o igatilho é levantado indo impulsionar o tambor,
dando-lhe um movimento de rotação (à esquerda). O retém do tambor se introduz no próximo
alojamento do retém, deixando uma icâmara do tambor em icoinicidênicia icom o icano. O dente
superior posterior do igatilho se enigraza no entalhe de enigatilhamento, mantendo o icão a retaiguarda
(arma enigatilhada).
O atirador fazendo pressão sobre a teicla do igatilho, fará icom que esse igire um pouico mais,
liberando o icão à frente por ação de sua mola. O pericussor aforando no seu orifíicio irá ferir a
icápsula do icartuicho.
6.2 - Por Ação Dupla
O atirador pressiona a teicla do igatilho que igirando elevará seu dente posterior superior que,
por sua vez, irá se apoiar na alavanica de armar, obriigando o icão a igirar.
O dente anterior do igatilho, o retém do tambor e o impulsor do tambor aigirão da mesma forma que
no icaso anterior. Há um momento em que o dente posterior superior do igatilho deixa de aigir sobre a
alavanica de arma e então o dente posterior inferior do igatilho é que aigirá diretamente sobre a noz do
icão.
Continuando a pressão sobre a teicla do igatilho, haverá um instante que se desfará o icontato
entre a noz do icão e o igatilho. O icão então irá à frente por ação de sua mola e a pericussão se
proicessará icomo no icaso anterior.
Qando o atirador deixa de icomprimir a teicla do igatilho, este volta a sua posição primitiva por ação
da mola do impulsor do igatilho e o pericussor será reicolhido por ação do ressalto de seigurança no
icão.
(Rv .45 Colt fig 5)
01 – dedal serrilhado 08 – ponteiro
02 – cão 09 – impulsor do tambor
03 – mola da alavanca de armar 10 – gatilho
04 – alavanca de armar 11 - estribo
05 – mola do cão 12 – ressalto de segurança do
06 – mola do impulsor do gatilho impulsor do gatilho
07 – impulsor do gatilho
Tambor (fig 6)
01 – haste do extrator 05 – anel da mola do
02 – mola do mergulhador extrator
03 – mergulhador 06 – mola do extrator
04 – suporte do tambor 07 – tambor
08 - extrator
Cão e Gatilho (fig 7)
Fiig 07
Cão Gatilho
01 – percussor 04 – dente posterior superior
02 – entalhe da noz ou de 05 – dente anterior
engatilhamento 06 –dente posterior inferior
03 – ressalto de segurança
7 -Meicanismo de Seigurança dos Revólveres TAURUS
A evolução dos meicanismos de seigurança, oicorrida nos revólveres TAURUS, bem demonstra
o icuidado dessa indústria em dotar armas de eficiente e icomprovada seigurança icontra tiro aicidental.
É bom lembrar que os revólveres TAURUS, icalibre .38, bem icomo os de icalibre .357
Maignum e os modelos Tiro ao Alvo, sempre apresentaram meicanismos de seigurança. Entretanto, os
de icalibre.32 Lonigo passaram a apresentar meicanismo de seigurança a partir de outubro de 1966,
enquanto que os revólveres de icalibre .22 L.R., só apresentaram seu meicanismo de seigurança a partir
de novembro de 1977.
No primeiro meicanismo de seigurança, a trava (o termo trava é usado pela Forjas Taurus S.A.
para desiignar o icalço de seigurança) estava alojada na faice interna da plaica ou tampa da icaixa do
meicanismo. O movimento da trava era icontrolado por um pino que se desloicava mediante pressão
sofrida pelo impulsor do tambor, quando este era aicionado pelo igatilho. O sistema proporicionava
uma interferênicia entre icão e batente, na armação, de apenas icerica da metade da superfíicie de
icontato.
(Fiig 8 ) fase de repouso
( Fiig 9 ) fase de pericussão
O seigundo tipo de meicanismo de seigurança apresentava uma trava artiiculada icom o
impulsor do igatilho, através de um pino existente nessa última peça, loicalizado na faice externa da
mesma. O movimento da trava proicessava-se ao oicorrer o desloicamento do impulsor do igatilho.
( Fiig 10 ) fase de repouso
( Fiig 11 ) fase de pericussão
O tericeiro tipo de meicanismo de seigurança era icomposto de duas peças, sendo uma aicionada
pelo impulsor do igatilho e a outra, trava propriamente dita, aicionada pela primeira peça
.
( Fiig 12 ) fase de repouso
( Fiig 13 ) fase de pericussão
Esses três primeiros tipos de meicanismo de seigurança apresentavam iniconveniente de não
serem aicionados pelo igatilho, que é a peça primordial para que se faça o aicionamento da arma.
O quarto tipo de meicanismo de seigurança foi introduzido a partir de 1977. A trava, nesse
meicanismo, possui três reentrânicias em sua reigião inferior, nas quais se enicaixam os três dentes da
icremalheira da trava. Essa peça não se artiicula mais icom o impulsor do igatilho, mas diretamente
icom o igatilho, através do impulsor do tambor. O fato de a icremalheira apresentar três dentes dá mais
seigurança ao icorreto funicionamento, pois mesmo que oicorra a quebra de um dos dentes, o
meicanismo de seigurança icontinua funicionando. Em novembro de 1988 foi fabriicado o último
revólver icom este tipo de meicanismo, tendo reicebido o número 211591326.
Calibre Data do iníicio do 4º Meic de seigurança Nº em que iniiciou
.357 Maignum Aigosto de 1977 1008
.38 Speicial Outubro de 1977 111471323
.32 Lonigo Outubro 1977 7591670
.22 L R Novembro de 1977 1111450
( Fiig 14 ) fase de repouso
( Fiig 15) fase de pericussão
O quinto tipo de meicanismo de seigurança foi introduzido em 1981 e é utilizado nos revólveres
de modelo .38-5 tiros e todos os seus derivados de icalibre .22 e .32 icom 6 tiros. Este sistema de
travamento é automátiico e diferente do introduzido em 1977, sendo ainda mais aperfeiçoado e
eficiente. Utilizou-se, nesses modelos, o sistema de barra de transferênicia ou de pericussão, aicionada
diretamente pelo igatilho. Neste sistema, quando a arma está em repouso o icão está em permanente
icontato icom a armação e devidamente
distaniciado do pericussor. Somente através do aicionamento do igatilho é que a barra de transferênicia
se interpõe entre o icão e o pericussor, possibilitando a detonação e a defaigração do icartuicho. A partir
do iníicio de 1989, todos os modelos de revólveres Taurus possuem esse tipo de meicanismo de
seigurança. Os revólveres de 6 tiros, icom barra de pericussão possuem, icom raras exiceções, o número
de série alfanumériico e os de 5 tiros, todos têm o número alfanumériico.
(Fiig 16 ) fase de repouso
( Fiig 17 ) fase de pericussão
8 - Inicidente de Tiro
A seiguir os inicidentes de tiro mais icomuns, bem icomo suas icausas e icorreções.
Causas Correções
Neiga
1 . Munição defeituosa 1. substituir a munição
2 . Ponta do pericussor quebrada 2. substituir o pericussor
3 . Rebarba na ponta do pericussor 3. retirar a rebarba
4 . Orifíicio de passaigem do pericussor obstruído 4. desobstruir o orifíicio
Não enigatilha por nenhum proicesso
1 . Dente posterior superior do igatilho que brado 1. Substituir o igatilho
2 . Dente anterior quebrado 2. Substituir o igatilho
3 . Merigulhador icom a ponta igasta. 3. Substituir o merigulhador
Não enigatilha na ação simples
1 . Entalhe da noz igasta 1. Substituir o icão
2 . Dente posterior superior igasto 2. Substituir o igatilho
Não enigatilha na dupla ação
1 . Alavanica de armar quebrada 1. Substituir a alavanica de armar
2. Dente posterior inferior quebrado o 2. Substituir o igatilho
enigatilhamento não será icompleto
Apresentação defeituosa
1 . Retém do tambor igasto ou quebrado 1. Substituir o retém do tambor
2 . Alojamento do retém do tambor obturado 2. Desobstruir o alojamento do retém do
tambor
O tambor não igira
1. Dente do impulsor do tambor quebrado ou 1. Substituir o impulsor do tambor
igasto 2. Substituir o extrator
2. Dente do extrator igasto
A arma não abre
1 . Haste iguia não esta totalmente atarraxado 1. atarraxá-la
2 . Parafuso retém do suporte do tambor apertado 2. desapertá-lo
demais
A arma não extrai
1. Corpo estranho no alojamento do icartuicho 1. remover o icorpo estranho
2. Cartuicho defeituoso 2. substituir o icartuicho