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INFECTOLOGIA

A sepse é uma resposta inflamatória sistêmica a uma infecção, podendo ocorrer mesmo com culturas negativas, e é caracterizada por choque séptico quando há necessidade de vasopressores para manter a pressão arterial. O diagnóstico é baseado em critérios como SOFA e qSOFA, e o tratamento envolve ressuscitação volêmica e uso de antibióticos precoces. A sepse pode levar a complicações graves, incluindo falência orgânica múltipla e alta taxa de mortalidade, especialmente em populações vulneráveis.

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Mariana Oliveira
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INFECTOLOGIA

A sepse é uma resposta inflamatória sistêmica a uma infecção, podendo ocorrer mesmo com culturas negativas, e é caracterizada por choque séptico quando há necessidade de vasopressores para manter a pressão arterial. O diagnóstico é baseado em critérios como SOFA e qSOFA, e o tratamento envolve ressuscitação volêmica e uso de antibióticos precoces. A sepse pode levar a complicações graves, incluindo falência orgânica múltipla e alta taxa de mortalidade, especialmente em populações vulneráveis.

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SEPSE

Introdução ●​ Choque: Sepse + necessidade de


Mais de 2 mil anos Hipócrates tratamento com vasopressor para
(apodrecimento da carne) manter PA média >=65mmHg,
• Galeno: necessário para cicatrização lactato > 2,0 mmol/l apesar de
• Século XIX: teoria dos germes reposição volêmica adequada.
“envenenamento do sangue” O choque séptico é a consequência mais
• 1992 Bone: doença do hospedeiro grave da sepse.
• Dificuldade: muitos têm a disfunção Para ter SEPSE, precisa-se preencher
orgânica aguda sem sinalizar com algum esses dois conceitos.
excesso inflamatório mensurável (Ex: A permanência de lactato alto mesmo em
Síndrome de resposta inflamatória reposição volêmica adequada, pode indicar
sistêmica). o quadro.
Só definimos que o paciente está em
Sepse não é uma infecção generalizada, choque séptico se após reposição de
mas sim uma resposta inflamatória volume, não houver melhora (lactato >2),
sistêmica a uma infecção. Pode-se ter uma necessitando então de um vasopressor.
sepse mesmo com cultura ou hemocultura
negativa. Claro que quando tem-se carga
bacteriana maior, o indivíduo fica mais
sujeito a sepse. No entanto, um indivíduo
com infecção restrita, por exemplo,
pulmonar, pode ter o quadro de sepse.
Temos vários scores que nos dizem a
probabilidade de desenvolver sepse ou não.
Mas não há nenhum exame ou marcador
específico para o seu diagnóstico.

Conceitos de Sepse na tentativa de A sepse depende mais da resposta


diagnóstico: inflamatória do hospedeiro do que da
própria bactéria.
●​ Sepsis-3: para ter sepse, precisa-se Em SEPSIS 1 e 2 se usavam os critérios de
preencher os seguintes critérios: SIRS. Já no 3, usa-se os critérios de SOFA.
(1) suspeita de infecção - não precisa ter a
confirmação da infecção (PEGADINHA DE Etiologia
PROVA). Principal etiologia é a bacteriana, mas não
(2)disfunção orgânica aguda, definida como é a única - podendo ser de etiologia viral,
aumento de 02 ou mais pontos do basal em fúngica.
escore (SOFA Sequentia Organ Failure • Pneumonia fonte mais comum
Assessment) - O SOFA é mais utilizado. >intra-abdominais (peritonite)> urogenital.
Temos alguns sítios mais propensos à
infecção que gera sepse. Sendo o principal,
o sítio pulmonar.
Quando o paciente tiver fatores de risco,
podemos pensar em outras fontes. Como
acessos venosos, grandes queimados.
• Hemocultura positiva em 1/3 dos casos -
isso comprova que não é uma infecção
generalizada.
• S. aureus e S. pneumoniae e Gram +
• E. Coli Klebsiella e Pseudomonas Essa imagem mostra o mecanismo
aeruginosa e Gram – fisiopatológico da sepse, destacando
• Fatores de riscos: HIV (imunossupressão), como a resposta inflamatória sistêmica leva
DPOC, CA. à disfunção endotelial, alteração da
• Maior em extremos de idade (RN e perfusão tecidual e falência celular.
idosos), homens e negros? Vamos por partes para entender o que está
acontecendo:
Epidemiologia 1. Início: ativação do sistema imune
• EUA 2 milhões casos anos inato
• Choque em 30% dos casos • Patógenos (bactérias, fungos, vírus)
• Países em desenvolvimento números liberam moléculas chamadas PAMPs
maiores (padrões moleculares associados a
• Brasil: taxa de mortalidade de 40% dos patógenos).
casos de sepse. • As células imunes inatas (como
macrófagos e neutrófilos) reconhecem
Patogenia esses PAMPs por receptores como TLR,
• Resposta inflamatória complexa NLR e CLR.
É uma resposta imunológica complexa que • Isso leva à liberação de mediadores
pode ser diferente em cada pessoa. inflamatórios e citocinas.
• Anormalidade da coagulação (CIVD)
• Disfunção Orgânica (parcialmente 2. Inflamação e dano tecidual
conhecido)-comprometimento da • As citocinas ativam o endotélio (parede
oxigenação tecidual dos vasos sanguíneos), aumentando sua
• Mecanismos antiinflamatórios (humorais e permeabilidade.
celulares) • Ocorre vazamento de líquido para o
• Supressão imune (fase inicial) - Tem uma interstício → edema tecidual.
imunossupressão em fase inicial devido a • O edema aumenta a distância de difusão
desordem inflamatória. do O₂, dificultando a oxigenação dos
tecidos.
• Substâncias liberadas pelos tecidos
danificados (DAMPs) amplificam ainda
mais a inflamação.

3. Disfunção endotelial e coagulação


• O endotélio ativado expressa moléculas 5. Falência orgânica múltipla.
de adesão (ICAM, VCAM-1), facilitando a
entrada de leucócitos e plaquetas. Abordagem
• Há aumento da trombose local
(formação de microtrombos), com ativação • Clínica variável - preocupa-se muito com
do fator tecidual e redução de as lesões renais e cardiovasculares.
anticoagulantes naturais (como • Estabelecer diagnóstico e buscar fonte de
antitrombina e proteína C). infecção.
• Resultado: formação de microtrombos • Falência cardiorrespiratória-
→ fluxo sanguíneo prejudicado → menor respiratório(SARA)=hipoxemia+infiltrado
oxigenação tecidual. bilateral de causa não cardíaca- cardio
(hipotensão)
4. Alterações hemodinâmicas • Lesão Renal >50% (mecanismo não
• A inflamação causa vasodilatação, completamente conhecidos)
hipotensão e hipovolemia relativa. • Neurológica: Coma ou delirium.
• Tudo isso leva à redução da oferta de
oxigênio (↓DO₂) e fluxo microvascular Diagnóstico
alterado.

5. Disfunção mitocondrial
• Com menos oxigênio, as células passam a
produzir energia por vias anaeróbicas.
• Isso gera aumento de lactato e H⁺,
diminuindo o pH celular.
• As mitocôndrias entram em disfunção,
reduzindo a produção de ATP, o que
compromete a função celular e leva à
falência orgânica.

6. Ciclo vicioso
• A disfunção mitocondrial e a hipóxia
tecidual pioram ainda mais a inflamação,
formando um ciclo de dano progressivo: • Não há teste específico
• ↓O₂ → ↑Lactato → ↓ATP → ↑Disfunção • SIRS X SOFA X qSOFA
celular → ↑Inflamação → ↓Perfusão. Os principais sintomas são prioritariamente
cardiológicos e respiratórios.
Resumo final Os scores mais utilizados são o SOFA e
qSOFA.
A imagem mostra que na sepse, a resposta
inflamatória descontrolada causa:
1. Inflamação sistêmica intensa.
2. Lesão endotelial e microtrombose.
3. Vasodilatação e hipotensão.
4. Hipóxia e disfunção mitocondrial.
sofá de 3 lugares: 3 parâmetros. 2 de 3
confirma sepse.

Tratamento
• Emergência médica de tratamento
hospitalar - internação.
O primeiro passo no tratamento é REPOR
VOLUME.
• Ressuscitação volêmica cristaloides IV
30ml/kg-03 primeiras horas (SF?)
Posso usar ringer lactato ou SF.
• Dosar lactato (critério de gravidade) e o
qSOFA é mais rápido e fácil. volume busca normalizar - na sepse
espera-se queda 20% a 02h e no choque a
SOFA queda acontece nas primeiras 8hrs.
>2 - paciente em choque; É uma medida de diagnóstico e de
Saber quais parâmetros são avaliados. Não gravidade.
precisa decorar valores. • Choque= alvo PAM 65mmHg
• Norepinefrina (primeira escolha) -
vasopressina-epinefrina- dobutamina -
aumenta frequência e contratilidade
cardíaca.
• Dobutamina - somente se risco de
taquiarritimia ou bradicardia relativa

SIRS

qSOFA
A preferência das drogas vasopressoras é falam que deve ser feito na Primeira hora
por acesso central. Pode ser utilizado o de internação.
acesso periférico, mas não é o ideal. Sepse confirmada ou provável - ATB na
Esses medicamentos podem ser primeira hora.
associados. Mas a epinefrina não se Sepse possível, com choque ausente -
associa pois é mais potente tendo efeito avaliar causas infecciosas e não infecciosas
sistêmico maior. e adm aTB dentro de 3 hrs.

Tratamento Mesmo em infecções virais ou fúngicas que


Além da reposição volêmica e do podem gerar sepse, se usa ATB de forma
vasopressor, se usa outras possibilidade: precoce e empírica para evitar infecções
• Preferência por O2 nasal de alto fluxo do bacterianas oportunistas.
que Ventilação mecânica não invasiva (VNI)
• Volume corrente 6ml/kg a depender de
parâmetros de ventilador
• Prona/ECMO
• Hidrocortisona não usar se reposição e
vasopressora adequada - paciente esta
respondendo bem à terapia.
• Avaliação de sedação - glasgow, grau de
sofrimento.
• Insulina se 2 glicemias > 180mg/dl. Todo
paciente com estresse metabólico tem Não precisa decorar esses aTB. Mas no
hiperglicemia que pode atrapalhar o Brasil se usa muito cefepima ou
tratamento. Ponto de corte 180 mg/dL. meropenem. Se alérgico as B-lactâmicos,
• Dialise - se IRA usa-se ciprofloxacino ou levofloxacino.
• Heparina profilática e transfusão de B lactâmicos e cefalosporinas tem boa
Hb<7mg/dl cobertura dos pneumococos. As
• Proteção gástrica cefalosporinas possuem reação cruzada
para penicilinas, não sendo recomendado o
uso em caso de alergia.

Esse quadro discute o tempo de uso de


ATB. Atualmente usa-se 7-10 dias de
A prioridade não é a antibioticoterapia,
tratamento de sepse, a depender do
porém não é algo que deve ser esperado
paciente.
cultura para ser feito. Algumas literaturas
Lembre-se que não é só bactéria que causa qSOFA tem baixa sensibilidade (identificar
sepse. verdadeiros positivos) e alta especificidade
Pedir urocultura testada para fungo. (identificar verdadeiros negativos) → serve
• Auto risco de fungo - fazer uso de para diagnóstico precoce. Consegue avaliar
antifúngico de forma empírica (cetoconazol, em fase inicial alterações principais. Se der
fluconazol ou anfotericina). negativo, não se pode excluir doenças.
• Não tem recomendação de terapia Sistemas descompensados – respiratorio,
antirretroviral. Não se usa de forma circulatorio e SNC.
empírica. Por mais que falamos que o qSOFA nos
• Identificação e controle do foco ajuda em um diagnóstico precoce, ele só
• Redução escalonada dos cuidados - nos prediz sobre sepse se já houver 2 ou
mais sistemas descompensados.
Prognóstico
• Melhor com avanço dos cuidados Para pacientes com hipoperfusão ou
intensivos; choque séptico induzido por sepse,
• Ainda a quinta causa de anos perdidos de sugerimos que pelo menos 30 mL/kg de
vida produtiva devido a morte prematura líquido cristalóide IV devem ser
• Morte 20% administrados nas primeiras três horas
• Mesmo pós alta tem manutenção de risco após a ressuscitação. A recomendação foi
- mais chance de sepse ao longo da vida. agora transferida de um nível de
• Comprometimento físico/ neurocognitivo/ recomendação forte para um fraco (caução
humor/ qualidade de vida. em doentes com insuficiência cardíaca e
doença renal). Também é recomendado
Prevenção reduzir os níveis séricos de lactato (sinal
• Desafio - justamente por não ter um de gravidade) (recomendação fraca), e uma
marcador específico. Deve ser usado os nova recomendação adicional (fraca) é
escores com mais frequência, associado à monitorar o tempo de enchimento capilar
presença de comorbidades. para avaliar a perfusão tecidual.
• Uso adequado de antibióticos
• Limitar uso de cateteres e dispositivos de HEPATITE
longa permanência; Hepatite não diz respeito a infecções
• Rastreamento em pacientes com mais apenas, mas a inflamação.
riscos; •Aguda x Crônica
• Avanços no entendimento da Hepatite A tem apenas a fase aguda.
fisiopatologia. Enquanto a B e C são exemplos de causas
crônicas da hepatite.
• Infecção sistêmica que acomete
DISCUSSÃO SOBRE ATUALIZAÇÕES DA principalmente o fígado, onde o virus tem
SEPSE mais facilidade de replicação (hepatócitos).
Sepse → insuficiência renal →insuficiência •Vírus da hepatite A (HAV), vírus da
cardiorrespiratória (disfunção orgânica). hepatite B (HBV), vírus da hepatite C
Não usar qSOFA sozinho, associar com (HCV), o agente delta associado ao HBV ou
outra fferramenta como o MEWS. vírus da hepatite D (HDV) e vírus da
hepatite E (HEV).
A hepatite D (doença) só é expressa a partir • Fase de convalescença: segue-se ao
da co-infecção com hepatite B. Sendo que desaparecimento da icterícia. A
a infecção pode acontecer, mas não causa recuperação completa ocorre após algumas
adoecimento. semanas, mas a fraqueza e o cansaço
• Clinicamente semelhantes - todas são podem persistir por vários meses.
parecidas e não dá pra distinguir na fase
aguda principalmente. Consigo distinguir Crônica
clínico epidemiologicamente, por exemplo, • B, C e D e, com maior raridade, ao vírus E
uma criança com hepatite, é menos • Detecção de material genético ou de
provável ser as sexualmente transmissíveis. antígenos virais por um período de seis
• Subclínica/Fulminante/Crônica meses após o diagnóstico inicial.
Vai ao encontro das características de cada • Pode cursar de forma oligo/ assintomática
vírus. Fulminante - sintomas que aparecem ou sintomática, normalmente com
de forma rápida e grave. Subclínicos e agravamento da doença hepática em longo
quando os sintomas são mais brandos e prazo - cirrose, ascite, câncer hepatocelular.
que o sistema imune não deixa gerar uma • Todas apresentações podem manter as
doença. transmissões.
• Cirrose/Carcinoma Hepatocelular (HVB,
HVC e HVE). Principais complicações da Fulminante
hepatite. Também chamada de hepatite grave devido
a necrose dos hepatócitos.
Epidemiologia • Insuficiência hepática aguda,
Hepatite A é a mais comum no Brasil. caracterizada pelo surgimento de icterícia,
coagulopatia e encefalopatia hepática em
Aguda um intervalo de até oito semanas.
• Período prodrômico ou pré-ictérico: • Condição rara e potencialmente fatal, cuja
ocorre após o período de incubação do letalidade é elevada (40% a 80% dos
agente etiológico e anteriormente ao casos).
aparecimento da icterícia. Os sintomas são • A fisiopatologia está relacionada à
inespecíficos: anorexia, náuseas, vômitos, degeneração e à necrose maciça dos
diarreia ou, raramente, constipação, febre hepatócitos.
baixa, cefaleia, mal estar, astenia e fadiga, • Coma ao longo de poucos dias após a
aversão ao paladar e/ou olfato, mialgia, apresentação inicial.
fotofobia, desconforto no hipocôndrio direito • Todos os cinco tipos de hepatites virais
(não causa dor porque não houve podem causar hepatite fulminante.
rompimento da cápsula hepática), urticária,
artralgia ou artrite, e exantema papular ou Coinfecção x Suprainfecção
maculopapular. Coinfecção é ter as duas infecções de
• Fase ictérica: com o aparecimento da forma ativa. Na superinfecção, uma
icterícia, em geral, há diminuição dos infecção se sobrepõe a outra.
sintomas prodrômicos. Observa-se
hepatomegalia dolorosa, com ocasional
esplenomegalia.
a chance). A hepatite. C tem grandes
chances de cronificação.
O prognóstico da C tende a ser moderada a
grave.
Vacinas → A, B e E.
Tratamento – B, C e D.

→ HEPATITE A

A infecção por HAV e HEV tem


características semelhantes.
A diferença clínica no vírus da Hepatite B
ser um vírus de DNA é que esse vírus
consegue se incorporar no DNA das células
humanas, por isso não se fala em cura, Mostram a evolução da doença. 4 semanas
mas na estabilização. da exposição tem um pico do vírus fecal,
Hepatite B tem mais risco sexual e vertical, que decai após 6 semanas. Após 2
enquanto a Hepatite C tem mais risco semanas, tem pico da IgM, que decai,
parenteral. mantendo IgG por toda vida. Paciente fica
Só existe a doença da hepatite D, se a imune, por isso a maioria dos doentes são
pessoa tiver sido contaminada pela hepatite crianças.
B. O início dos sintomas (icterícia, vômitos,
diarreia) e aumento de transaminases
coincide com a redução do vírus fecal.

Anti HAV total


Anti HAV IgM

→ Atestado na escola ou trabalho,


orientações, separar um banheiro.
→ Complicações → hepatite fulminante,
desidratação.
Mais foco na parte clínica da tabela.
Potencial de cronificação → B e C. A → HEPATITE B
cronificação da hepatite B vai diretamente
Mais complexa - devido sorologia e
ao tempo de exposição ao vírus (quanto
tratamento.
mais precoce o contato com o vírus, maior
Vírus DNA com estrutura molecular NOsso objetivo de tratamento é negativar o
compacta. Mas que é maior que os vírus de HBsAg.
RNA

Genotipagem diversa devido às


combinações das proteínas virais.
O exame de rastreio é a presença de
proteínas virais → principal HBsAg.
HBsAg - proteína da cápsula, significa que Existe outra nomenclatura dentro da
ele está circulante. classificação de Hepatite B crônica - esse
HBeAg - marcador de replicação. paciente pode passar a ter sintomas graves
HBcAg - marcador de contato - nos indica e potencialmente fatais.
se a imunidade do paciente foi feita através
de vacina ou de contato com vírus,

Hepatites crônicas com HBeAg reagente e


não reagente.
Fase 1 - replicação viral, mas que não
causa lesão - pois a lesão não é provocada
pelo vírus, mas pelo sistema imune do
Esse gráfico não representa uma hepatite paciente.
crônica. Após contato com o vírus, há a Fase 2 - replicação menor, mas
presença de HBsAg e produção de Anti significativa, com reação imune causando
HBc IgM. ENquanto há replicação, o HBeAg lesão hepática com elevação das
está positivo. O marcador de cura é quando transaminases.
há a produção de Anti HBs, que pode ser Fase 3 - a doença não está ativa, mas é
espontânea. Quando se passa para a fase crônica, e que se tiver imunossupressão,
cronica da doença, não se tem a pode vir a reativar para fase 2 ou 4.
positivação de Anti HBs. Fase 4 - reativação, lesão hepática.
RASTREAMENTO Monitorização de exames
-​ Rastrear ao menos 1x na vida

É interessante solicitar esses exames até


para seguir com o tratamento da doença e
controle de complicações.

Rastreio semestral ou trimestral.

Indicações de tratamento Hepatite B


→ Critérios de inclusão para tratamento da
hepatite.

●​ HBV-DNA ≥ 2000Ui/ml (ñ HbeAg) +


ALT 1,5x limite superior da
Pós vacina, esperar pelo menos 4 semanas normalidade (LSN)- (52 Homens e
para fazer exame de HBsAg, pois pode 37 Mulheres)- 02 medidas com 03
resultar em um falso positivo. meses de diferenças.

PROVA!!!
●​ HBV-DNA ≥ 2.000 UI/mL e níveis
persistentemente normais de
ALT/TGP → considerar elastografia
com resultados abaixo; ou biópsia.
Pedir HBsAg e Anti HBc. Para saber se
houve contato com o vírus.
TRATAMENTO

Pode usar biópsia também→

TDF é o único que pode ser utilizado em


Outras indicações de tratamento gestação ou amamentação.
Hepatite B A mulher portadora de HBV não está
contraindicada de fazer amamentação, ao
contrário do HIV.

As manifestações extra-hepáticas são


raras, mas dentre elas, os linfomas são
comuns de caírem em prova quando se fala
em Hepatite B e C.
Em Hepatite B o tratamento é feito na fase
crônica, no entanto, em exceção, uma
hepatite B que cursa com a doença aguda
muito grave pode ser tratada.

Pediatria não é o nosso foco agora.


Uso de Alfapeginterferona HIV positivo → completa 4 doses e
prescrever a dose completa de 1mL.

Resposta Sorológica
• Manter TTO por 12 meses após
indetecção do HBsAg no paciente não
cirrótico. Enquanto o tratamento para o
PEP para Hepatite B (Pós exposição)
paciente cirrótico é por tempo
• HbsAg (teste rápido)
indeterminado.
• Susceptível?
• Se sim = Completar Cartão Vacinal +
Imunoglobulina IGHAHB (Grupos
musculares diferentes).
Prevenção As ações de PEP para hepatite B incluem
realização adequada e oportuna da
testagem para HBsAg (preferencialmente
por teste rápido), vacinação contra hepatite
B em indivíduos suscetíveis, administração
de IGHAHB, quando necessário, e
seguimento com realização dos testes
HBsAg e anti-HBs, para avaliar a existência
de infecção ou a resposta imunológica
decorrente de vacina.
Além disso, a administração da IGHAHB
está usualmente indicada em dose única,
concomitantemente com a vacina hepatite
B (aplicadas em grupos musculares
diferentes), para imunoprofilaxia
pós-exposição de indivíduos suscetíveis e
que apresentaram exposição percutânea,
mucosa ou sexual a fontes com sorologia
para HBsAg reagente ou desconhecida, o
que caracteriza alto risco para infecção pelo
HBV. Essas exposições podem ser:
i) perinatal: recém-nascidos de mães com
3 doses se não comprovação de vacina.
HBsAg reagente;
Prova→ indicação de vacina para crianças
ii) acidente perfurocortante (incluindo
de até 6 anos, 11 meses e 29 dias é de
mordeduras e exposição ocupacional a
pentavalente. Acima de 7 anos, usar a
materiais biológicos);
vacina isolada.
iii) contato sexual consentido e sem uso de
Se o paciente que não tem comprovação de
preservativo com pessoas com HBsAg
dose ou que precisa de dar reforço e ele é
reagente ou com status sorológico
desconhecido, mas com alto risco para Hepatite C
infecção pelo HBV (por exemplo, uso de • Estrutura genômica: uma fita simples de
drogas); ácido ribonucleico (RNA), de polaridade
iv) violência sexual positiva, com aproximadamente 9.400
nucleotídeos.
Hepatite D • Pelo menos, sete genótipos e 67 subtipos
• HDV pequeno , esférico, de 36 nm de do vírus
diâmetro, de composição híbrida e • Transmissão via parenteral (principal) -
defectiva. compartilhamento de perfurocortantes.
• Trata-se do único agente satélite e
subviral humano dependente de proteínas Epidemiologia
do envelope do HBV Mais comum entre homens.
• Oito genótipos (HDV-1 a HDV8).
• Os genótipos 1 a 3 apresentam Diagnóstico
peculiaridades em sua distribuição • Clínico: Sintomas estão presentes na
geográfica: HDV-1: Europa, América do minoria dos casos 20 a 30% e geralmente
Norte, África e alguns países da Ásia; inespecíficos (náusea, vômito, icterícia,
HDV-2: Japão, Taiwan (China) e outros).
Rússia;HDV-3: exclusivo da América do Sul • Laboratorial: O RNA HCV é detectado no
(Brasil, Colômbia, Peru e Venezuela). plasma (+ou- 02 semanas depois da
exposição) mesmo antes do aparecimento
GUARDAR! de anti-HCV (30 a 60 dias)
• Anti HCV nos dá a ideia de contato prévio
- mas não nos fala se foi de maneira aguda
ou crônica.

Coinfecção - HBV na fase aguda e se


infecta pelo HDV.
Superinfecção - HBV na fase crônica e se
infecta por HDV.

• Todos os pacientes portadores de hepatite


Delta são candidatos à terapia composta
por alfapeguinterferona 2a e/ou um
análogo de núcleos(t)ídeo (tenofovir ou
entecavir)
Tratamento
• Genotipagem- quando não possível
detecção (menor 500 UI/ml) tratar como tipo
3 (Não tenho mais que pedir)
• Na aguda ou crônica independentemente
do estágio da doença hepática
• Os valores de sensibilidade e
especificidade de APRI ≥1 para predição de
cirrose são 89% e 75%, respectivamente.
Considerando a população brasileira com
23% de prevalência de cirrose entre as
pessoas com hepatite C, um APRI

• Estadiamento por biópsia (Metavir)


• Elastografia hepática
• Cirrose Descompensada (Child-Pugh ≥ 7).

Exames

Medicações

Não é assim mais.


HIV Não é mais Western blot pois só positiva
-​ Ouvir aula do dia 18/11 depois do P2, ao contrário do RNA viral,
que positiva antes.

DIAGNÓSTICO ABORDAGEM INICIAL DO PVHIV


Pode-se realizar o teste rápido de HIV, mas -​ Painel laboratorial
para confirmação, devem ser feito 2 testes
que devem ter metodologias diferentes.

Teste com fluido oral - auto teste (teste 1)


Teste sanguineo (teste 2)
Abordar sobre o que é a doença, sobre
suas possibilidades de tratamento, de ter
Em laboratórios segue esse fluxograma:
carga viral negativada.
Verificar histórico de Tuberculose.

Exame Físico

Alterações neurocognitivas e focais, como


parestesia, demencia, dermatite seborreica,
O primeiro teste é feito através do ELISA de
lesões verrucosas (infecções secundárias
4 geração (p24 e imunoglobulina).
devido a imunidade reduzida).
Hoje o segundo teste para confirmação não
Mulheres podem ter corrimento falando a
é mais o Western Blot, e sim o teste
favor de candidiase e gardnerella.
molecular, que fecha diagnóstico quando o
teste vir com >5mil cópias. Se vier com
O que solicitar ao paciente?
menos cópias, esperar algumas semanas
para repetir o exame.
PVHIV - pessoa vivendo com o HIV

CD4

Não é mais usado como guia de


tratamento.

Carga viral/Genotipagem

A genotipagem não deve atrasar o início do


tratamento, fazer apenas para alguns casos
conforme a legenda apresentada.
LF LAM(avaliação de tuberculose) e
LF-CrAg (avaliação de infecção de
criptococo) - infecções oportunistas. São
testes rápidos novos que devem ser feitos
para pacientes com CD4 <200.

HTLV - infecção pouco falada, mas é um Exames Seguimento


vírus semelhante que pode causar sequelas
graves neurológicas, como paresias,
alterações motoras graves.
Prova tuberculinica ou IGRA → indicados
para pacientes com CD4 > 250,
desconfiando de que o paciente tenha
tuberculose latente assintomática.
RX de tórax - pensando em alterações por
infecções oportunistas.

Intervalo de consultas
Investigação TBC
• Principal causa de óbito
• Pesquisa de sintomas - em todas as
consultas
• Profilaxia e ILTB (infecção latente) - IGRA
positivo
Possibilidades de tratamento mais usada é
a 3HP - isoniazida e rifapentina, 3 meses, VACINAS
12 doses semanais.
Gestante tem algumas contraindicações.

Tratamento do HIV
• Em todos os PVHIV
• Informar benefícios e riscos
• Respeitar autonomia
• Uma vez iniciado não deve ser retirado
• Priorizar

Independente de eCD4, inciar o tratamento.

PREP

TARV como prevenção


Mulheres e aquelas que usam
anticoncepcional oral, homens trans que
usam estradiol demoram pelo menos 7 dias
para efeito.
Nos demais, fazem efeito 2 - 24hrs.
Prep injetável SC ou iM, com período de
ação mais rápido, que serão indicados
ainda mais para mulheres.

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