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Pasta Tema: Comportamento e Desenvolvimento Humano
Artigo: A HORA DA VEZ DA PROGRAMAÇÃO NEUROLINGÜISTICA
Autor: DALGALARRONDO, FERNANDO
Fonte: REVISTA VENCER, Nº.: 31
Participante: Fábio Santos Vidal
Agosto/2007
A HORA DA VEZ DA PROGRAMAÇÃO NEUROLINGÜISTICA
Por Fernando Dalgalarrondo
A Programação Neurolingüística, a PNL, até bem pouco tempo foi vista com muita
desconfiança. Esoterismo, panacéia, charlatanismo eram alguns dos nomes normalmente
associados à PNL. Isto tudo porque, em muitos países (não só no Brasil), teve uma má estréia,
pois foi trazida por mãos inábeis. Alguns profissionais que se encantaram com ela aproveitaram a
facilidade de aplicação e os resultados imediatos e a divulgaram da pior forma possível: em
espetáculos, com demonstrações, em palco, de curas em 10 minutos.
Outra técnica que teve estréia igualmente desastrosa, e pelos mesmos motivos, foi a hipnose, mas
que já se recuperou e é cada vez mais utilizada. Na medicina, por exemplo, é amplamente aceita
como recurso para o combate à dor, na cura de depressões, nos distúrbios do sono e de outras
doenças, além de ser objeto de estudo acadêmico no mundo inteiro.
E, agora, é a vez da PNL. Sobrevivente, está crescendo muito e já mostra sua seriedade e
eficiência. Já há algumas teses de mestrado e doutorado em andamento no Brasil sobre a PNL,
cientistas da NASA a estão utilizando em seus treinamentos, consultorias internacionais também
se renderam aos resultados da PNL e, inclusive, a Programação Neurolingüística já é aceita como
ciência do comportamento e da comunicação humana e é uma das disciplinas do curso de pós-
graduação em Medicina Comportamental da Escola Paulista de Medicina.
Um pouco de história...
De acordo com o psicólogo Fernando Dalgalarrondo, gestalt-terapeuta - profissional há 22 anos
no mercado e que atua no Brasil, no Chile, em Portugal e na Espanha -, especialista em
abordagens sistêmicas e master trainner em Programação Neurolingüística, tudo começou na
década de 70, nos EUA, com o lingüista John Grinder e o psicólogo Richard Bandler. Os dois
uniram-se para estudar a linguagem e o comportamento dos profissionais que eram excelentes
naquilo que faziam. Grinder uniu-se a Bandler porque, além do interesse por psicologia, tinha o
objetivo de revelar a gramática do pensamento e da ação.
Os dois pesquisadores estudaram com outros especialistas, principalmente da área de hipnose,
focando padrões de linguagem hipnótica, e estudiosos da comunicação, como o antropólogo
Gregory Bateson.
A idéia central era de que, assim como a linguagem tem a "organização" da sintaxe, o
comportamento também tem uma ordem, uma estrutura e que, se certos elementos forem
acrescentados ou suprimidos, muda todo o significado. A dupla criou um sistema, um modelo
para estudar o comportamento com o objetivo de aprendizado. E mais do que isto: um modelo
para reproduzir este comportamento.
Isto é: decodificar atuações bem-sucedidas e conseguir formatá-las para que estas atuações de
sucesso fossem ensinadas a outros profissionais. Os dois pesquisadores estavam convencidos de
que todas as habilidades são aprendidas. "Não existe mágica. Quando há uma habilidade, há uma
estratégia para consegui-la", esclarece Fernando. A pergunta era: como as pessoas bem-sucedidas
conseguem estes resultados? O que elas pensam, como elas percebem o mundo em que elas
acreditam? O que elas praticam para conseguir os resultados que conseguem?
Siga o modelo!
Com esta proposta em mente, eles estudaram o comportamento e o tipo de linguagem utilizados
por grandes esportistas, grandes empresários. A preocupação era: qual é a estratégia do êxito? O
primeiro estudo significativo foi com os psicoterapeutas, que depois foi expandido para outras
áreas. "Os terapeutas escolhidos foram Fritz Perls, fundador da Gestalt Terapia, Virginia Satir,
extraordinária terapeuta familiar, e Milton Erickson, famoso hipnoterapeuta", acrescenta a
treinadora e consultora em Programação Neurolingüística Elisabete Aparecida Rueda. Eles
detectaram as estratégias destes terapeutas e colocaram em um formato que tornava possível ser
reproduzido por outros terapeutas.
Se você achou a idéia um pouco absurda, Fernando afirma que se trata do primeiro método da
aprendizagem humana."É a idéia da modelagem. Se alguém faz bem uma coisa, você pode usá-la
como modelo. A modelagem é a forma mais básica de aprendizado do ser humano. Quando
criança, aprendemos reproduzindo o comportamento dos nossos pais, e isto é natural e
inconsciente no ser humano. E não é à toa. Além de eficiente, é a forma mais rápida de aprender",
explica Fernando. Porém, quando o ser humano vai crescendo e tornando-se adulto, ele abandona
esta forma de aprendizado, porque começa a construir sua personalidade e a rejeitar modelos. "As
pessoas têm muito medo de perder a individualidade", afirma Fernando. É o tradicional "eu sou
mais eu", do qual nos orgulhamos tanto.
Eu quero ser...
"O objetivo da PNL é resgatar esta forma de aprendizagem. A criança faz o processo de
modelagem de forma inconsciente. Na PNL, a proposta é resgatar a modelagem de forma
consciente, pois ela será trabalhada de acordo com os seus objetivos". Explica Fernando.
Mas será que os adultos também não copiam modelos? É verdade. Na idade adulta também
fazemos o processo de modelagem. É comum, por exemplo, adultos procurarem copiar modelos
de sucesso (daí o grande sucesso das biografias), um professor muito admirado, um superior
excepcional...
E a maioria das pessoas está convencida de que isto é possível, inclusive os profissionais que
atuam em formação e educação de adultos. Muitas escolas utilizam como recurso didático os tais
cases de sucesso, que nada mais são do que modelos bem-sucedidos. O problema é que não
conseguimos reproduzir com eficiência estes modelos.
Traduzindo para o consciente
E é aqui que entra a Programação Neurolingüística. Tanto na escolha do modelo adequado quanto
na forma de "copiar"este modelo. "Ter um padrão de referência adequado é fundamental. É
importante que você perceba que muitas vezes você acaba por modelar pessoas que você ama,
mas que não são realmente excelentes naquilo que fazem", ressalta o consultor Joseraldo Furlan,
professor do curso de pós-graduação em Medicina Comportamental da Escola Paulista de
Medicina, que também utiliza a PNL em seus treinamentos.
Invenção x descoberta
Fernando chama atenção para o fato de que a PNL não tem nada de esotérico. "Não é uma
invenção, a Programação Neurolingüística é descoberta. As pessoas já sabem, mas não sabem
que sabem. Não têm consciência de como funciona e como se conquista determinada habilidade.
A Programação Neurolingüística é uma espécie de escola de relacionamento humano, que mostra
como você pode alcançar suas emoções, sentimentos e pensamentos", explica.
Um exemplo: há terapeutas que são excelentes na cura de fobias. Parte 1: um colega de profissão
observa-o, reproduz seus passos e não consegue o mesmo resultado. Parte 2: o colega pergunta
como ele faz e o especialista em fobia conta exatamente o que o outro observou. O outro tenta
novamente e novamente não consegue o mesmo resultado. "Muitas vezes, a pessoa faz bem e não
sabe como faz bem. Os criadores da PNL se ativeram exatamente a isto: ao estudo do que
funciona, às estratégias do que funciona".
O mesmo modelo serve para todos?
Não. O processo não é tão linear. Fernando dá o exemplo dos regimes alimentares. Todos os
regimes têm um nível de 60% de êxitos. Um método é excelente para um, porém não funciona
para outro. A PNL pesquisou cada um destes regimes e selecionou o que funciona em cada um
deles, qual o padrão de mudança, o que era comum no sucesso de cada regime. E o método de
emagrecer que saiu de cada um destes outros modelos é mais eficiente do que qualquer outro.
Claro que depois você terá que fazer uma adaptação ideal para você. Quanto mais adaptado a
você, maiores serão os resultados. "Tudo é estratégia. Existe uma estratégia para você se
automotivar, para decidir, para pensar, para memorizar. A PNL estuda as melhores estratégias e
ensina as pessoas. Sempre haverá resultado, que vai depender de cada um. Você poderá ser
melhor do que o seu modelo, e se igualar a ele depende de você", diz.
Um nome, muitas ferramentas
A Programação Neurolingüística é um conjunto de técnicas muito eficientes que podem ser
facilmente aplicadas e aprendidas. De acordo com Fernando, neste conjunto estão os estudos que
envolvem a linguagem verbal e a não-verbal, várias técnicas da psicoterapia tradicional, como o
psicodrama, a gestalt-terapia, a análise transacional e todos os conhecimentos da neurociência e
da hipnose. Um esclarecimento importantíssimo: hipnose não é apenas o transe inconsciente do
"1-2-3 dormindo" ou "Você está sobre o meu poder". Você entra em estado hipnótico todos os
dias. É natural, acontece quando você toma banho, quando dirige, quando você está pensando e
deixa de ouvir as pessoas ao seu redor, etc.
"Um equívoco comum quando se fala em PNL é mencionar que o ser humano é visual, auditivo
ou sinestésico. Nós usamos os sistemas representacionais, nós não somos esses sistemas. Usamos
os três sistemas básicos o tempo inteiro, embora não estejamos conscientes deles. É certo que
tendemos a favorecer um em detrimento dos outros, mas isso não exclui os outros. Portanto, não
somos visuais, auditivos ou sinestésicos. Apenas preferimos usar um dos sistemas numa dada
situação. Em outra situação, podemos perfeitamente dar preferência a outro sistema", destaca
Elisabete Rueda. "É um conjunto de modelos, habilidades e técnicas que nos permitem pensar e
agir com mais eficiência no mundo", completa.
"Trata-se de uma abordagem pragmática daquilo que funciona. A verdade está naquilo que
funciona. Posso ter uma teoria maravilhosa, mas, se ela não funcionar, não serve. A PNL está
focada em mudanças e em resultados positivos. É uma resposta para o ser humano lidar com os
desafios da vida", finaliza Fernando.
Onde e como a PNL pode ajudar você!
Veja as principais aplicações, segundo a consultora Elisabete Aparecida Rueda.
Nas áreas da saúde (física e mental)
A PNL parte do princípio de que corpo e mente formam um sistema único e de que a mente pode
ajudar a criar a saúde e o equilíbrio de que nosso corpo necessita. Por isso, ela tem sido uma forte
aliada dos profissionais de saúde no combate a depressão, fobia, ansiedade, obesidade, estresse,
falta de confiança e auto-estima, problemas de relacionamento, entre outros.
No autoconhecimento e no desenvolvimento pessoal
A Programação Neurolingüística oferece uma forma diferente de você pensar sobre você mesmo
e sobre o mundo em que vive. Assim você terá mais consciência dos "filtros" que empobrecem a
sua experiência e poderá modificá-los ou ampliá-los. E mais: você poderá também "entender" os
seus sucessos e aprender a repeti-los. Você já ferveu por dentro tentando detectar o que você
havia feito naquela vez que deu tão certo, em detrimento a uma tentativa frustrada atual?
Estabelecer objetivos e alcançar resultados, mudar hábitos e comportamentos indesejados,
adquirir novos comportamentos, transformar experiências limitantes e despertar o potencial
criativo são algumas das conquistas que podem ser viabilizadas.
Na comunicação
Querendo ou não, nós nos comunicamos o tempo todo. É impossível não nos comunicarmos. E,
já que é assim, é melhor aprendermos a comunicar o que queremos de forma mais eficaz. O
chavão "problema de comunicação", na verdade, deveria ser substituído por "percepção
limitada". Se nos comunicamos mal, é porque percebemos pouco do que está sendo comunicado.
Portanto, ampliar a percepção é fundamental para as pessoas que desejam se comunicar melhor.
Na educação
Aprender a aprender é tudo o que precisamos. A partir daí, podemos aprender qualquer coisa.
Dificuldades na aprendizagem podem ser superadas rapidamente com efeitos colaterais, às vezes,
surpreendentes: elevação na auto-estima, na socialização e na motivação.
Nos negócios
A PNL representa uma atitude e uma maneira de estar no mundo que conduzem a um processo
evolutivo e transformador. As limitações inerentes aos sistemas são vistas apenas como um
objetivo a ser alcançado, um gerador de progresso. Usar a PNL inclui apreciar a diversidade e
respeitar as pessoas, os grupos, a organização, a sociedade, o país e o planeta.
A PNL tem sido aplicada principalmente nos seguintes programas: liderança, desenvolvimento de
equipes de alto desempenho, alinhamento de competências, mudanças, comunicação e
relacionamento, vendas, atendimento ao cliente, motivação e solução de conflitos.
Vivencie, a prática é fundamental.
"Tente mover o mundo - o primeiro passo será mover a si mesmo". (Platão)
Falar, escrever ou ler sobre PNL não basta. É preciso vivenciar a técnica para compreender o que
ela significa. Elisabete Aparecida Rueda sugere um exercício: escolha uma área da sua vida na
qual você gostaria de obter resultados melhores e passe por essa experiência. Uma sugestão:
Divida sua vida em vários segmentos, por exemplo: pessoal (você com você mesmo),
profissional, relacionamento (como você lida com o outro), espiritual, financeiro (sua relação
com o dinheiro), intelectual (cultura, educação, conhecimento) e social (doação, serviço
voluntário, sua colaboração para o mundo). Você poderá fazer um ou mais exemplo para cada
área ou para cada tópico específico. Escolha um objetivo que esteja ao seu alcance e dependa
somente de você. Objetivos do tipo "Eu quero que o meu chefe mude" são inválidos. Outra
recomendação: a visualização (sinta, ouça e veja) de cada etapa é fundamental.
Formulação de objetivos
Este modelo, que parece simples, é poderoso, pois automaticamente cria estratégias que fazem
com que você desmonte um conceito limitador que tinha anteriormente, você resignifica, vendo
com outros olhos, o objetivo em questão.
1 - "Eu quero .........................................................................................................."
[Vá em direção ao que você deseja. Afirme o que você quer e nunca o que você não quer. Seja
pró-ativo.]
2 - Com quem, onde, quando você quer isso?
[Seja específico, detalhe o máximo possível. Quais as pessoas envolvidas? Em qual local? Qual a
data exata?
3 - Como você vai obter o que quer?
[Elabore estratégias detalhadas, procurando avaliar todas as possibilidades. Utilize todas as
possibilidades.]
4 - Quando tiver alcançado o seu objetivo, o que você verá, ouvirá e sentirá?
[Seja específico, detalhe o máximo possível. Procure vivenciar as emoções e sensações
associadas a realização daquele objetivo. Feche os olhos e se veja já tendo realizado o objetivo.]
5 - Você já possui todos os recursos internos e externos de que precisa para alcançar o seu
objetivo?
[Liste todos os recursos pessoais (crenças, habilidades e comportamentos) e, caso você não
possua algum deles, estabeleça um objetivo auxiliar para obter o que falta. Só depois, volte ao
objetivo principal.]
6 - O seu objetivo tem o tamanho certo?
[Se for muito grande, divida-o em partes. Se for muito pequeno, associe-o a um objetivo maior.
Só depois prossiga.]
7 - Você está preparado para as conseqüências?
[O seu objetivo afeta outras pessoas? Você alcançando seu objetivo agora, quais seriam as
conseqüências? Sendo necessário, modifique seu objetivo para que as conseqüências estejam em
harmonia com você e com o todo, seja ecológico com você.]
8 - Dê o primeiro passo ou você nunca chegará lá.
Vigie as palavras
Veja o tipo de linguagem que deve ser evitada no dia-a-dia, de acordo com especialistas da
Programação Neurolingüística.
Um conceito muito abordado e importante dentro da PNL é o hábito comum - gerado e
fortalecido pela comunicação com a verbalização - que adotamos desde cedo para gerar culpa e
insatisfação. De acordo com Joseraldo Furlan, um dos pressupostos da PNL é o de que "não
existem erros, apenas resultados". Por exemplo, você diz: Errei quando tomei esta decisão.
Quando você verbaliza que errou, que fracassou, na maioria das vezes, este tipo de expressão
gera sentimentos de culpa, de incapacidade, de incompetência.
Mas você pode encarar o fato sob a perspectiva dos resultados. Imagine a frase dita de outra
forma: Obtive um resultado insatisfatório quando tomei essa decisão. Que tipos de pensamentos
vêm agora a sua mente? Normalmente é algo como: o que eu preciso fazer para ter um resultado
satisfatório? Neste contexto, você busca soluções e livra-se de um grande problema: o sentimento
de culpa e de incapacidade.
"Que tipos de perguntas você tem feito a você mesmo, no seu diálogo interno? Será que você tem
se culpado, reforçado padrões de insegurança e fracasso ou tem se estimulado a continuar
buscando melhores resultados, aprendendo com os possíveis resultados insatisfatórios?", desafia
Joseraldo. "É você quem está no comando da sua vida. Se você abrir mão deste comando, não
tem direito de reclamar dos resultados", finaliza o médico.
Veja alguns exemplos dados por Joseraldo Furlan:
Tudo está errado, nada está bom. Sempre dá errado. Sempre me prejudico.
Esse tipo de linguagem generaliza uma situação ruim ou desagradável e acaba gerando uma
espécie de concordância interna. Nosso cérebro está programado a dizer sim para os nossos
pensamentos. Isto é mais ou menos um senso comum entre as pessoas bem-sucedidas. Henry
Ford, por exemplo, é autor da afirmação que diz que "Ou você pensa que pode ou você pensa que
não [Link] qualquer forma você está certo".
Sempre. Nunca. Impossível. Jamais...
Tome cuidado com as palavras limitadoras, que são sinônimos de restrição e impossibilidade.
Além de impedir o seu desenvolvimento em vários setores da vida, limitam a possibilidade de
encontrar solução para os problemas e as adversidades.
Se. Mas...
Muito cuidado! Estas pequenas palavras são poderosos destruidores de novas perspectivas,
pensamentos e inovações e criação. Por exemplo: Vou fazer pós-graduação se eu conseguir um
aumento de salário! A primeira frase é uma afirmação (vou fazer pós-graduação) e caracteriza
aquilo que você deseja. Quando você condiciona, o se acaba por limitar suas possibilidades de
realização. Talvez, para fazer a pós-graduação, o aumento de salário não seja o único jeito, porém
sua mente entendeu que isso só vai acontecer se você tiver um aumento de salário.
Outro exemplo: Estou feliz com meu novo empreendimento, mas ainda preciso aumentar minhas
vendas. Perceba como o mas acaba por minimizar a importância de estar feliz. Imagine isso dito
dessa forma:
Estou feliz com meu novo empreendimento, e ainda quero aumentar minhas vendas.
No segundo exemplo, observe que existe um grau maior de convicção, existe a evidência de um
sentimento importante e, além disso, há a constatação de que você deseja melhorar as vendas. E,
além de toda esta postura que faz grande diferença, há ainda outra maior: você não é a vítima, é a
pessoa que está no comando e sabe o que deve fazer.
Não!
Já é muito conhecido o conceito de evitar as frases na sua forma negativa. Exemplo: Não se
esqueça de fazer as compras. O processo de registro inconsciente normalmente é visual, você
registra uma imagem. Como não é possível registrar uma imagem na negativa, a imagem criada
é: esqueça de fazer as compras.
Procure se lembrar quantas vezes você disse coisas na negativa que acabaram acontecendo: Eu
nunca vou fazer isso. Eu jamais trabalharei nisso. Eu não quero morar aqui. Use sempre as frases
e expressões na forma afirmativa: Eu quero morar lá.
Síntese do Artigo
Infelizmente a Programação Neurolingüística, a PNL, até bem pouco tempo foi vista com
muita desconfiança. Isto tudo devido a uma má estréia, pois foi trazida por mãos inábeis. No
entanto, agora, é a vez da PNL.
De acordo com o autor tudo começou na década de 70, nos EUA, quando o lingüista John
Grinder e o psicólogo Richard Bandler uniram-se para estudar a linguagem e o comportamento
dos profissionais que eram excelentes naquilo que faziam. A idéia central era de que, assim como
a linguagem tem a "organização" da sintaxe, o comportamento também tem uma ordem, uma
estrutura e que, se certos elementos forem acrescentados ou suprimidos, muda todo o significado.
Com esta proposta em mente, eles estudaram o comportamento e o tipo de linguagem
utilizados por grandes esportistas, grandes empresários. A preocupação era: qual é a estratégia do
êxito?
O objetivo da PNL é resgatar aprendizagem através da modelagem. Assim como, a
criança faz o processo de modelagem de forma inconsciente. Na PNL, a proposta é resgatar a
modelagem de forma consciente, pois ela será trabalhada de acordo com os seus objetivos.
Mas será que os adultos também não copiam modelos? É verdade. Na idade adulta
também fazemos o processo de modelagem. É comum, por exemplo, adultos procurarem copiar
modelos de sucesso (daí o grande sucesso das biografias), um professor muito admirado....
E a maioria das pessoas está convencida de que isto é possível, inclusive os profissionais
que atuam em formação e educação de adultos. O problema é que não conseguimos reproduzir
com eficiência estes modelos.
E é aqui que entra a Programação Neurolingüística. Tanto na escolha do modelo adequado
quanto na forma de "copiar "este modelo. "Ter um padrão de referência adequado é fundamental.
A Programação Neurolingüística é um conjunto de técnicas muito eficientes que podem
ser facilmente aplicadas e aprendidas. De acordo com autor, neste conjunto estão os estudos que
envolvem a linguagem verbal e a não-verbal, várias técnicas da psicoterapia tradicional.
"Um equívoco comum quando se fala em PNL é mencionar que o ser humano é visual,
auditivo ou sinestésico. Pois usamos os três sistemas básicos o tempo inteiro, embora
inconsciente
"Trata-se de uma abordagem pragmática daquilo que funciona. A verdade está naquilo
que funciona. Posso ter uma teoria maravilhosa, mas, se ela não funcionar, não serve. A PNL está
focada em mudanças e em resultados positivos.
Onde e como a PNL pode ajudar você!
Nas áreas da saúde (física e mental): combate a ansiedade, estresse, falta de confiança e auto-
estima, entre outros.
No autoconhecimento e no desenvolvimento pessoal: Estabelecer objetivos e alcançar resultados,
mudar hábitos e comportamentos indesejados.
Na comunicação: ampliar a percepção que em geral está limitada e prejudica a comunicação.
Formulação de objetivos: criar estratégias para vencer conceitos limitadores.
Portanto podemos eleger uma série e questões para iniciar o processo citado
anteriormente:
1 - "Eu quero ........... " [Vá em direção ao que você deseja.]
2 - Com quem, onde, quando você quer isso? [Seja específico, detalhe o máximo possível.]
3 - Como você vai obter o que quer? [Elabore estratégias detalhadas]
4 - Quando tiver alcançado o seu objetivo, o que você verá, ouvirá e sentirá? [Seja específico]
5 - Você já possui todos os recursos internos e externos de que precisa para alcançar o seu
objetivo? [Liste todos os recursos pessoais (crenças, habilidades e comportamentos)]
6 - O seu objetivo tem o tamanho certo? [Se for muito grande, divida-o em partes.]
7 - Você está preparado para as conseqüências? [O seu objetivo afeta outras pessoas?]
8 - Dê o primeiro passo ou você nunca chegará lá.
Veja o tipo de linguagem que deve ser evitada no dia-a-dia, baseado no conceito muito
abordado e importante dentro da PNL, o hábito comum - gerado e fortalecido pela comunicação
com a verbalização - que adotamos desde cedo para gerar culpa e insatisfação.
Por exemplo, você diz: Errei quando tomei esta decisão.
Quando você verbaliza que errou, que fracassou, na maioria das vezes, este tipo de
expressão gera sentimentos de culpa, de incapacidade, de incompetência.
Mas você pode encarar o fato sob a perspectiva dos resultados. Imagine a frase dita de
outra forma: Obtive um resultado insatisfatório quando tomei essa decisão. Que tipos de
pensamentos vêm agora a sua mente? Normalmente é algo como: o que eu preciso fazer para ter
um resultado satisfatório? Neste contexto, você busca soluções e livra-se de um grande problema:
o sentimento de culpa e de incapacidade.
"Que tipos de perguntas você tem feito a você mesmo, no seu diálogo interno?
Tome cuidado com as palavras limitadoras, que são sinônimos de restrição e
impossibilidade. Além de impedir o seu desenvolvimento em vários setores da vida, limitam a
possibilidade de encontrar solução para os problemas e as adversidades.
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