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Hemeroteca: Pasta Tema Comportamento e Desenvolvimento Humano

O artigo discute a evolução e a aceitação da Programação Neurolingüística (PNL) como uma ciência do comportamento e comunicação humana, destacando sua origem na década de 70 por John Grinder e Richard Bandler. A PNL é apresentada como uma abordagem prática que permite a modelagem de comportamentos de sucesso e a aplicação de técnicas para melhorar a saúde mental, autoconhecimento, comunicação e desempenho nos negócios. O texto enfatiza a importância de vivenciar a PNL para compreender suas técnicas e alcançar resultados positivos.
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O artigo discute a evolução e a aceitação da Programação Neurolingüística (PNL) como uma ciência do comportamento e comunicação humana, destacando sua origem na década de 70 por John Grinder e Richard Bandler. A PNL é apresentada como uma abordagem prática que permite a modelagem de comportamentos de sucesso e a aplicação de técnicas para melhorar a saúde mental, autoconhecimento, comunicação e desempenho nos negócios. O texto enfatiza a importância de vivenciar a PNL para compreender suas técnicas e alcançar resultados positivos.
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Programa de Capacitação de Lideranças Oxiteno

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Pasta Tema: Comportamento e Desenvolvimento Humano

Artigo: A HORA DA VEZ DA PROGRAMAÇÃO NEUROLINGÜISTICA

Autor: DALGALARRONDO, FERNANDO

Fonte: REVISTA VENCER, Nº.: 31

Participante: Fábio Santos Vidal

Agosto/2007
A HORA DA VEZ DA PROGRAMAÇÃO NEUROLINGÜISTICA

Por Fernando Dalgalarrondo

A Programação Neurolingüística, a PNL, até bem pouco tempo foi vista com muita

desconfiança. Esoterismo, panacéia, charlatanismo eram alguns dos nomes normalmente

associados à PNL. Isto tudo porque, em muitos países (não só no Brasil), teve uma má estréia,

pois foi trazida por mãos inábeis. Alguns profissionais que se encantaram com ela aproveitaram a

facilidade de aplicação e os resultados imediatos e a divulgaram da pior forma possível: em

espetáculos, com demonstrações, em palco, de curas em 10 minutos.

Outra técnica que teve estréia igualmente desastrosa, e pelos mesmos motivos, foi a hipnose, mas

que já se recuperou e é cada vez mais utilizada. Na medicina, por exemplo, é amplamente aceita

como recurso para o combate à dor, na cura de depressões, nos distúrbios do sono e de outras

doenças, além de ser objeto de estudo acadêmico no mundo inteiro.

E, agora, é a vez da PNL. Sobrevivente, está crescendo muito e já mostra sua seriedade e

eficiência. Já há algumas teses de mestrado e doutorado em andamento no Brasil sobre a PNL,

cientistas da NASA a estão utilizando em seus treinamentos, consultorias internacionais também

se renderam aos resultados da PNL e, inclusive, a Programação Neurolingüística já é aceita como

ciência do comportamento e da comunicação humana e é uma das disciplinas do curso de pós-

graduação em Medicina Comportamental da Escola Paulista de Medicina.

Um pouco de história...

De acordo com o psicólogo Fernando Dalgalarrondo, gestalt-terapeuta - profissional há 22 anos

no mercado e que atua no Brasil, no Chile, em Portugal e na Espanha -, especialista em

abordagens sistêmicas e master trainner em Programação Neurolingüística, tudo começou na


década de 70, nos EUA, com o lingüista John Grinder e o psicólogo Richard Bandler. Os dois

uniram-se para estudar a linguagem e o comportamento dos profissionais que eram excelentes

naquilo que faziam. Grinder uniu-se a Bandler porque, além do interesse por psicologia, tinha o

objetivo de revelar a gramática do pensamento e da ação.

Os dois pesquisadores estudaram com outros especialistas, principalmente da área de hipnose,

focando padrões de linguagem hipnótica, e estudiosos da comunicação, como o antropólogo

Gregory Bateson.

A idéia central era de que, assim como a linguagem tem a "organização" da sintaxe, o

comportamento também tem uma ordem, uma estrutura e que, se certos elementos forem

acrescentados ou suprimidos, muda todo o significado. A dupla criou um sistema, um modelo

para estudar o comportamento com o objetivo de aprendizado. E mais do que isto: um modelo

para reproduzir este comportamento.

Isto é: decodificar atuações bem-sucedidas e conseguir formatá-las para que estas atuações de

sucesso fossem ensinadas a outros profissionais. Os dois pesquisadores estavam convencidos de

que todas as habilidades são aprendidas. "Não existe mágica. Quando há uma habilidade, há uma

estratégia para consegui-la", esclarece Fernando. A pergunta era: como as pessoas bem-sucedidas

conseguem estes resultados? O que elas pensam, como elas percebem o mundo em que elas

acreditam? O que elas praticam para conseguir os resultados que conseguem?

Siga o modelo!

Com esta proposta em mente, eles estudaram o comportamento e o tipo de linguagem utilizados

por grandes esportistas, grandes empresários. A preocupação era: qual é a estratégia do êxito? O

primeiro estudo significativo foi com os psicoterapeutas, que depois foi expandido para outras

áreas. "Os terapeutas escolhidos foram Fritz Perls, fundador da Gestalt Terapia, Virginia Satir,

extraordinária terapeuta familiar, e Milton Erickson, famoso hipnoterapeuta", acrescenta a


treinadora e consultora em Programação Neurolingüística Elisabete Aparecida Rueda. Eles

detectaram as estratégias destes terapeutas e colocaram em um formato que tornava possível ser

reproduzido por outros terapeutas.

Se você achou a idéia um pouco absurda, Fernando afirma que se trata do primeiro método da

aprendizagem humana."É a idéia da modelagem. Se alguém faz bem uma coisa, você pode usá-la

como modelo. A modelagem é a forma mais básica de aprendizado do ser humano. Quando

criança, aprendemos reproduzindo o comportamento dos nossos pais, e isto é natural e

inconsciente no ser humano. E não é à toa. Além de eficiente, é a forma mais rápida de aprender",

explica Fernando. Porém, quando o ser humano vai crescendo e tornando-se adulto, ele abandona

esta forma de aprendizado, porque começa a construir sua personalidade e a rejeitar modelos. "As

pessoas têm muito medo de perder a individualidade", afirma Fernando. É o tradicional "eu sou

mais eu", do qual nos orgulhamos tanto.

Eu quero ser...

"O objetivo da PNL é resgatar esta forma de aprendizagem. A criança faz o processo de

modelagem de forma inconsciente. Na PNL, a proposta é resgatar a modelagem de forma

consciente, pois ela será trabalhada de acordo com os seus objetivos". Explica Fernando.

Mas será que os adultos também não copiam modelos? É verdade. Na idade adulta também

fazemos o processo de modelagem. É comum, por exemplo, adultos procurarem copiar modelos

de sucesso (daí o grande sucesso das biografias), um professor muito admirado, um superior

excepcional...

E a maioria das pessoas está convencida de que isto é possível, inclusive os profissionais que

atuam em formação e educação de adultos. Muitas escolas utilizam como recurso didático os tais

cases de sucesso, que nada mais são do que modelos bem-sucedidos. O problema é que não

conseguimos reproduzir com eficiência estes modelos.


Traduzindo para o consciente

E é aqui que entra a Programação Neurolingüística. Tanto na escolha do modelo adequado quanto

na forma de "copiar"este modelo. "Ter um padrão de referência adequado é fundamental. É

importante que você perceba que muitas vezes você acaba por modelar pessoas que você ama,

mas que não são realmente excelentes naquilo que fazem", ressalta o consultor Joseraldo Furlan,

professor do curso de pós-graduação em Medicina Comportamental da Escola Paulista de

Medicina, que também utiliza a PNL em seus treinamentos.

Invenção x descoberta

Fernando chama atenção para o fato de que a PNL não tem nada de esotérico. "Não é uma

invenção, a Programação Neurolingüística é descoberta. As pessoas já sabem, mas não sabem

que sabem. Não têm consciência de como funciona e como se conquista determinada habilidade.

A Programação Neurolingüística é uma espécie de escola de relacionamento humano, que mostra

como você pode alcançar suas emoções, sentimentos e pensamentos", explica.

Um exemplo: há terapeutas que são excelentes na cura de fobias. Parte 1: um colega de profissão

observa-o, reproduz seus passos e não consegue o mesmo resultado. Parte 2: o colega pergunta

como ele faz e o especialista em fobia conta exatamente o que o outro observou. O outro tenta

novamente e novamente não consegue o mesmo resultado. "Muitas vezes, a pessoa faz bem e não

sabe como faz bem. Os criadores da PNL se ativeram exatamente a isto: ao estudo do que

funciona, às estratégias do que funciona".

O mesmo modelo serve para todos?

Não. O processo não é tão linear. Fernando dá o exemplo dos regimes alimentares. Todos os

regimes têm um nível de 60% de êxitos. Um método é excelente para um, porém não funciona

para outro. A PNL pesquisou cada um destes regimes e selecionou o que funciona em cada um
deles, qual o padrão de mudança, o que era comum no sucesso de cada regime. E o método de

emagrecer que saiu de cada um destes outros modelos é mais eficiente do que qualquer outro.

Claro que depois você terá que fazer uma adaptação ideal para você. Quanto mais adaptado a

você, maiores serão os resultados. "Tudo é estratégia. Existe uma estratégia para você se

automotivar, para decidir, para pensar, para memorizar. A PNL estuda as melhores estratégias e

ensina as pessoas. Sempre haverá resultado, que vai depender de cada um. Você poderá ser

melhor do que o seu modelo, e se igualar a ele depende de você", diz.

Um nome, muitas ferramentas

A Programação Neurolingüística é um conjunto de técnicas muito eficientes que podem ser

facilmente aplicadas e aprendidas. De acordo com Fernando, neste conjunto estão os estudos que

envolvem a linguagem verbal e a não-verbal, várias técnicas da psicoterapia tradicional, como o

psicodrama, a gestalt-terapia, a análise transacional e todos os conhecimentos da neurociência e

da hipnose. Um esclarecimento importantíssimo: hipnose não é apenas o transe inconsciente do

"1-2-3 dormindo" ou "Você está sobre o meu poder". Você entra em estado hipnótico todos os

dias. É natural, acontece quando você toma banho, quando dirige, quando você está pensando e

deixa de ouvir as pessoas ao seu redor, etc.

"Um equívoco comum quando se fala em PNL é mencionar que o ser humano é visual, auditivo

ou sinestésico. Nós usamos os sistemas representacionais, nós não somos esses sistemas. Usamos

os três sistemas básicos o tempo inteiro, embora não estejamos conscientes deles. É certo que

tendemos a favorecer um em detrimento dos outros, mas isso não exclui os outros. Portanto, não

somos visuais, auditivos ou sinestésicos. Apenas preferimos usar um dos sistemas numa dada

situação. Em outra situação, podemos perfeitamente dar preferência a outro sistema", destaca

Elisabete Rueda. "É um conjunto de modelos, habilidades e técnicas que nos permitem pensar e

agir com mais eficiência no mundo", completa.


"Trata-se de uma abordagem pragmática daquilo que funciona. A verdade está naquilo que

funciona. Posso ter uma teoria maravilhosa, mas, se ela não funcionar, não serve. A PNL está

focada em mudanças e em resultados positivos. É uma resposta para o ser humano lidar com os

desafios da vida", finaliza Fernando.

Onde e como a PNL pode ajudar você!

Veja as principais aplicações, segundo a consultora Elisabete Aparecida Rueda.

Nas áreas da saúde (física e mental)

A PNL parte do princípio de que corpo e mente formam um sistema único e de que a mente pode

ajudar a criar a saúde e o equilíbrio de que nosso corpo necessita. Por isso, ela tem sido uma forte

aliada dos profissionais de saúde no combate a depressão, fobia, ansiedade, obesidade, estresse,

falta de confiança e auto-estima, problemas de relacionamento, entre outros.

No autoconhecimento e no desenvolvimento pessoal

A Programação Neurolingüística oferece uma forma diferente de você pensar sobre você mesmo

e sobre o mundo em que vive. Assim você terá mais consciência dos "filtros" que empobrecem a

sua experiência e poderá modificá-los ou ampliá-los. E mais: você poderá também "entender" os

seus sucessos e aprender a repeti-los. Você já ferveu por dentro tentando detectar o que você

havia feito naquela vez que deu tão certo, em detrimento a uma tentativa frustrada atual?

Estabelecer objetivos e alcançar resultados, mudar hábitos e comportamentos indesejados,

adquirir novos comportamentos, transformar experiências limitantes e despertar o potencial

criativo são algumas das conquistas que podem ser viabilizadas.

Na comunicação

Querendo ou não, nós nos comunicamos o tempo todo. É impossível não nos comunicarmos. E,

já que é assim, é melhor aprendermos a comunicar o que queremos de forma mais eficaz. O

chavão "problema de comunicação", na verdade, deveria ser substituído por "percepção


limitada". Se nos comunicamos mal, é porque percebemos pouco do que está sendo comunicado.

Portanto, ampliar a percepção é fundamental para as pessoas que desejam se comunicar melhor.

Na educação

Aprender a aprender é tudo o que precisamos. A partir daí, podemos aprender qualquer coisa.

Dificuldades na aprendizagem podem ser superadas rapidamente com efeitos colaterais, às vezes,

surpreendentes: elevação na auto-estima, na socialização e na motivação.

Nos negócios

A PNL representa uma atitude e uma maneira de estar no mundo que conduzem a um processo

evolutivo e transformador. As limitações inerentes aos sistemas são vistas apenas como um

objetivo a ser alcançado, um gerador de progresso. Usar a PNL inclui apreciar a diversidade e

respeitar as pessoas, os grupos, a organização, a sociedade, o país e o planeta.

A PNL tem sido aplicada principalmente nos seguintes programas: liderança, desenvolvimento de

equipes de alto desempenho, alinhamento de competências, mudanças, comunicação e

relacionamento, vendas, atendimento ao cliente, motivação e solução de conflitos.

Vivencie, a prática é fundamental.

"Tente mover o mundo - o primeiro passo será mover a si mesmo". (Platão)

Falar, escrever ou ler sobre PNL não basta. É preciso vivenciar a técnica para compreender o que

ela significa. Elisabete Aparecida Rueda sugere um exercício: escolha uma área da sua vida na

qual você gostaria de obter resultados melhores e passe por essa experiência. Uma sugestão:

Divida sua vida em vários segmentos, por exemplo: pessoal (você com você mesmo),

profissional, relacionamento (como você lida com o outro), espiritual, financeiro (sua relação

com o dinheiro), intelectual (cultura, educação, conhecimento) e social (doação, serviço

voluntário, sua colaboração para o mundo). Você poderá fazer um ou mais exemplo para cada

área ou para cada tópico específico. Escolha um objetivo que esteja ao seu alcance e dependa
somente de você. Objetivos do tipo "Eu quero que o meu chefe mude" são inválidos. Outra

recomendação: a visualização (sinta, ouça e veja) de cada etapa é fundamental.

Formulação de objetivos

Este modelo, que parece simples, é poderoso, pois automaticamente cria estratégias que fazem

com que você desmonte um conceito limitador que tinha anteriormente, você resignifica, vendo

com outros olhos, o objetivo em questão.

1 - "Eu quero .........................................................................................................."

[Vá em direção ao que você deseja. Afirme o que você quer e nunca o que você não quer. Seja

pró-ativo.]

2 - Com quem, onde, quando você quer isso?

[Seja específico, detalhe o máximo possível. Quais as pessoas envolvidas? Em qual local? Qual a

data exata?

3 - Como você vai obter o que quer?

[Elabore estratégias detalhadas, procurando avaliar todas as possibilidades. Utilize todas as

possibilidades.]

4 - Quando tiver alcançado o seu objetivo, o que você verá, ouvirá e sentirá?

[Seja específico, detalhe o máximo possível. Procure vivenciar as emoções e sensações

associadas a realização daquele objetivo. Feche os olhos e se veja já tendo realizado o objetivo.]

5 - Você já possui todos os recursos internos e externos de que precisa para alcançar o seu

objetivo?

[Liste todos os recursos pessoais (crenças, habilidades e comportamentos) e, caso você não

possua algum deles, estabeleça um objetivo auxiliar para obter o que falta. Só depois, volte ao

objetivo principal.]

6 - O seu objetivo tem o tamanho certo?


[Se for muito grande, divida-o em partes. Se for muito pequeno, associe-o a um objetivo maior.

Só depois prossiga.]

7 - Você está preparado para as conseqüências?

[O seu objetivo afeta outras pessoas? Você alcançando seu objetivo agora, quais seriam as

conseqüências? Sendo necessário, modifique seu objetivo para que as conseqüências estejam em

harmonia com você e com o todo, seja ecológico com você.]

8 - Dê o primeiro passo ou você nunca chegará lá.

Vigie as palavras

Veja o tipo de linguagem que deve ser evitada no dia-a-dia, de acordo com especialistas da

Programação Neurolingüística.

Um conceito muito abordado e importante dentro da PNL é o hábito comum - gerado e

fortalecido pela comunicação com a verbalização - que adotamos desde cedo para gerar culpa e

insatisfação. De acordo com Joseraldo Furlan, um dos pressupostos da PNL é o de que "não

existem erros, apenas resultados". Por exemplo, você diz: Errei quando tomei esta decisão.

Quando você verbaliza que errou, que fracassou, na maioria das vezes, este tipo de expressão

gera sentimentos de culpa, de incapacidade, de incompetência.

Mas você pode encarar o fato sob a perspectiva dos resultados. Imagine a frase dita de outra

forma: Obtive um resultado insatisfatório quando tomei essa decisão. Que tipos de pensamentos

vêm agora a sua mente? Normalmente é algo como: o que eu preciso fazer para ter um resultado

satisfatório? Neste contexto, você busca soluções e livra-se de um grande problema: o sentimento

de culpa e de incapacidade.

"Que tipos de perguntas você tem feito a você mesmo, no seu diálogo interno? Será que você tem

se culpado, reforçado padrões de insegurança e fracasso ou tem se estimulado a continuar

buscando melhores resultados, aprendendo com os possíveis resultados insatisfatórios?", desafia


Joseraldo. "É você quem está no comando da sua vida. Se você abrir mão deste comando, não

tem direito de reclamar dos resultados", finaliza o médico.

Veja alguns exemplos dados por Joseraldo Furlan:

Tudo está errado, nada está bom. Sempre dá errado. Sempre me prejudico.

Esse tipo de linguagem generaliza uma situação ruim ou desagradável e acaba gerando uma

espécie de concordância interna. Nosso cérebro está programado a dizer sim para os nossos

pensamentos. Isto é mais ou menos um senso comum entre as pessoas bem-sucedidas. Henry

Ford, por exemplo, é autor da afirmação que diz que "Ou você pensa que pode ou você pensa que

não [Link] qualquer forma você está certo".

Sempre. Nunca. Impossível. Jamais...

Tome cuidado com as palavras limitadoras, que são sinônimos de restrição e impossibilidade.

Além de impedir o seu desenvolvimento em vários setores da vida, limitam a possibilidade de

encontrar solução para os problemas e as adversidades.

Se. Mas...

Muito cuidado! Estas pequenas palavras são poderosos destruidores de novas perspectivas,

pensamentos e inovações e criação. Por exemplo: Vou fazer pós-graduação se eu conseguir um

aumento de salário! A primeira frase é uma afirmação (vou fazer pós-graduação) e caracteriza

aquilo que você deseja. Quando você condiciona, o se acaba por limitar suas possibilidades de

realização. Talvez, para fazer a pós-graduação, o aumento de salário não seja o único jeito, porém

sua mente entendeu que isso só vai acontecer se você tiver um aumento de salário.

Outro exemplo: Estou feliz com meu novo empreendimento, mas ainda preciso aumentar minhas

vendas. Perceba como o mas acaba por minimizar a importância de estar feliz. Imagine isso dito

dessa forma:

Estou feliz com meu novo empreendimento, e ainda quero aumentar minhas vendas.
No segundo exemplo, observe que existe um grau maior de convicção, existe a evidência de um

sentimento importante e, além disso, há a constatação de que você deseja melhorar as vendas. E,

além de toda esta postura que faz grande diferença, há ainda outra maior: você não é a vítima, é a

pessoa que está no comando e sabe o que deve fazer.

Não!

Já é muito conhecido o conceito de evitar as frases na sua forma negativa. Exemplo: Não se

esqueça de fazer as compras. O processo de registro inconsciente normalmente é visual, você

registra uma imagem. Como não é possível registrar uma imagem na negativa, a imagem criada

é: esqueça de fazer as compras.

Procure se lembrar quantas vezes você disse coisas na negativa que acabaram acontecendo: Eu

nunca vou fazer isso. Eu jamais trabalharei nisso. Eu não quero morar aqui. Use sempre as frases

e expressões na forma afirmativa: Eu quero morar lá.


Síntese do Artigo

Infelizmente a Programação Neurolingüística, a PNL, até bem pouco tempo foi vista com

muita desconfiança. Isto tudo devido a uma má estréia, pois foi trazida por mãos inábeis. No

entanto, agora, é a vez da PNL.

De acordo com o autor tudo começou na década de 70, nos EUA, quando o lingüista John

Grinder e o psicólogo Richard Bandler uniram-se para estudar a linguagem e o comportamento

dos profissionais que eram excelentes naquilo que faziam. A idéia central era de que, assim como

a linguagem tem a "organização" da sintaxe, o comportamento também tem uma ordem, uma

estrutura e que, se certos elementos forem acrescentados ou suprimidos, muda todo o significado.

Com esta proposta em mente, eles estudaram o comportamento e o tipo de linguagem

utilizados por grandes esportistas, grandes empresários. A preocupação era: qual é a estratégia do

êxito?

O objetivo da PNL é resgatar aprendizagem através da modelagem. Assim como, a

criança faz o processo de modelagem de forma inconsciente. Na PNL, a proposta é resgatar a

modelagem de forma consciente, pois ela será trabalhada de acordo com os seus objetivos.

Mas será que os adultos também não copiam modelos? É verdade. Na idade adulta

também fazemos o processo de modelagem. É comum, por exemplo, adultos procurarem copiar

modelos de sucesso (daí o grande sucesso das biografias), um professor muito admirado....

E a maioria das pessoas está convencida de que isto é possível, inclusive os profissionais

que atuam em formação e educação de adultos. O problema é que não conseguimos reproduzir

com eficiência estes modelos.

E é aqui que entra a Programação Neurolingüística. Tanto na escolha do modelo adequado

quanto na forma de "copiar "este modelo. "Ter um padrão de referência adequado é fundamental.
A Programação Neurolingüística é um conjunto de técnicas muito eficientes que podem

ser facilmente aplicadas e aprendidas. De acordo com autor, neste conjunto estão os estudos que

envolvem a linguagem verbal e a não-verbal, várias técnicas da psicoterapia tradicional.

"Um equívoco comum quando se fala em PNL é mencionar que o ser humano é visual,

auditivo ou sinestésico. Pois usamos os três sistemas básicos o tempo inteiro, embora

inconsciente

"Trata-se de uma abordagem pragmática daquilo que funciona. A verdade está naquilo

que funciona. Posso ter uma teoria maravilhosa, mas, se ela não funcionar, não serve. A PNL está

focada em mudanças e em resultados positivos.

Onde e como a PNL pode ajudar você!

Nas áreas da saúde (física e mental): combate a ansiedade, estresse, falta de confiança e auto-

estima, entre outros.

No autoconhecimento e no desenvolvimento pessoal: Estabelecer objetivos e alcançar resultados,

mudar hábitos e comportamentos indesejados.

Na comunicação: ampliar a percepção que em geral está limitada e prejudica a comunicação.

Formulação de objetivos: criar estratégias para vencer conceitos limitadores.

Portanto podemos eleger uma série e questões para iniciar o processo citado

anteriormente:

1 - "Eu quero ........... " [Vá em direção ao que você deseja.]

2 - Com quem, onde, quando você quer isso? [Seja específico, detalhe o máximo possível.]

3 - Como você vai obter o que quer? [Elabore estratégias detalhadas]

4 - Quando tiver alcançado o seu objetivo, o que você verá, ouvirá e sentirá? [Seja específico]

5 - Você já possui todos os recursos internos e externos de que precisa para alcançar o seu

objetivo? [Liste todos os recursos pessoais (crenças, habilidades e comportamentos)]


6 - O seu objetivo tem o tamanho certo? [Se for muito grande, divida-o em partes.]

7 - Você está preparado para as conseqüências? [O seu objetivo afeta outras pessoas?]

8 - Dê o primeiro passo ou você nunca chegará lá.

Veja o tipo de linguagem que deve ser evitada no dia-a-dia, baseado no conceito muito

abordado e importante dentro da PNL, o hábito comum - gerado e fortalecido pela comunicação

com a verbalização - que adotamos desde cedo para gerar culpa e insatisfação.

Por exemplo, você diz: Errei quando tomei esta decisão.

Quando você verbaliza que errou, que fracassou, na maioria das vezes, este tipo de

expressão gera sentimentos de culpa, de incapacidade, de incompetência.

Mas você pode encarar o fato sob a perspectiva dos resultados. Imagine a frase dita de

outra forma: Obtive um resultado insatisfatório quando tomei essa decisão. Que tipos de

pensamentos vêm agora a sua mente? Normalmente é algo como: o que eu preciso fazer para ter

um resultado satisfatório? Neste contexto, você busca soluções e livra-se de um grande problema:

o sentimento de culpa e de incapacidade.

"Que tipos de perguntas você tem feito a você mesmo, no seu diálogo interno?

Tome cuidado com as palavras limitadoras, que são sinônimos de restrição e

impossibilidade. Além de impedir o seu desenvolvimento em vários setores da vida, limitam a

possibilidade de encontrar solução para os problemas e as adversidades.


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