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Controle Motor

O documento aborda os tipos de movimentos gerados pelo sistema motor, diferenciando entre movimentos voluntários, reflexos e padrões motores rítmicos. Ele também discute as funções do controle motor, a importância da informação sensorial e os níveis de controle motor, incluindo a medula espinhal, tronco encefálico e córtex. Além disso, explora o papel do cerebelo e dos gânglios da base na precisão e planejamento dos movimentos, bem como a reabilitação motora e o conceito de engrama.

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Vitor Silva
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Controle Motor

O documento aborda os tipos de movimentos gerados pelo sistema motor, diferenciando entre movimentos voluntários, reflexos e padrões motores rítmicos. Ele também discute as funções do controle motor, a importância da informação sensorial e os níveis de controle motor, incluindo a medula espinhal, tronco encefálico e córtex. Além disso, explora o papel do cerebelo e dos gânglios da base na precisão e planejamento dos movimentos, bem como a reabilitação motora e o conceito de engrama.

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Controle Motor

Tipos de movimentos gerados pelo sistema motor

Diferem entre si em sua complexidade e grau de controle voluntário.

Voluntário
- Tem uma série de etapas para organizar o movimento que vai ser executado;
- Qualquer movimento vai precisar de um estimulo sensorial através da visão, que passa para o córtex e realiza
a programação para ocorrer o movimento;
- Sempre é necessária a integração de um estimulo sensorial, tanto no voluntário como no involuntário;
- Córtex Límbico: associado à parte sensorial;
- Precisa de sinapses para acionar o neurônio motor e realizar a contração muscular, que vai acionar o
mecanismo do movimento pretendido;
- São proposicionais, porque nós acionamos;
- São movimentos mais complexos para serem executados;
- É o tipo de movimento que a execução melhora com a prática, exemplos: esportes;

Reflexos
- Simples, rápidos, estereotipados, involuntários e integrados na medula.

Padrões Motores Rítmicos


- Combinação do movimento voluntário e involuntário. O movimento é acionado, mas ele entra numa
automatização (o movimento continua sem você perceber);
- Existem alguns movimentos voluntários que à medida que são treinados se tornam meio que automáticos,
exemplo: o caminhar e a mastigação, que são movimentos que você aciona, mas que entram numa
rítimicidade, como se fosse um movimento involuntário, ele é executado até que a ação não seja mais
necessária. É como se fosse um padrão motor que o córtex armazena, assim toda vez que esse movimento for
acionado, ele não precisa ser planejado, ele já é executado;
- Pode ser modificado ou interrompido por impulsos provenientes do encéfalo ou informações sensoriais da
periferia;

Funções do Controle Motor


- Controlar a contração de músculos individuais;
- Controlar o momento de execução de um movimento;
- Planejar ajustes posturais adequados para determinados movimentos; OBS: reflexo de estiramento. A cada
vez que nos movimentamos, geramos um novo eixo em relação ao equilíbrio;
- Compensar a inércia dos membros e a disposição mecânica dos músculos, ossos e articulações antes de
iniciar o movimento; OBS: Praticamente, quando a gente caminha os movimentos dos braços são ativados
involuntariamente para compensar o equilíbrio enquanto realizamos a marcha;

Como exercer suas funções?


Recebe informações do ambiente e proprioceptivas (Ambiente, ex: no frio – vestir casaco. Proprioceptivas –
resposta dos músculos, tendões, articulações sobre localização, comprimento...)
- É organizado em 3 níveis de controle;
- Todos os sinais sensitivos e descendentes convergem para o neurônio motor;
- Órgão tendinosos de golgi: capta contração muito intensa. Neurônio inibitório é ativado e músculo relaxe
(para não arrebentar);

Papel da informação sensorial no controle motor

- O que está acontecendo no ambiente;


- Posição e orientação do corpo e dos membros e o grau de contração dos músculos (importante para o
movimento poder se iniciado);

Níveis de controle motor

- Medula Espinhal, Tronco encefálico, Córtex Motor e Núcleos da base.


- Controle motor se refere à integração do sistema nervoso central superior: córtex, cerebelo, tronco e núcleos
da base, que vão agir de forma integrada para realizar uma ação consciente, para realizar uma ação
conformimente.
- Vamos ter as fibras ascendentes (aferentes) e descendentes (eferentes). No sensorial, a aferente é a que está
vindo do externo. MAS aqui é o contrário, o controle motor está sendo acionado pelo central e a aferente é
que tá indo para o músculo.
- No reflexo, temos o estímulo da parte externa indo até a medula e a própria medula devolvendo. AGORA
temos tanto o sistema sensorial quanto os músculos que estão acionados, essa informação vai para o sistema
nervoso central superior e volta através de neurônios para poder fazer o acionamento do músculo. O que gera
o movimento muscular é um estímulo elétrico.
- Para esses movimentos é necessário também a parte sensorial (visão, audição);
- O fuso-muscular e o órgão tendinosos de golgi também transmitem as informações para o S.C Superior;
Uma forma de informar como está o estado do músculo nas extremidades;
- O Sistema sensorial serve para informar o que estar acontecendo no ambiente externo e qual a posição e
ambientação do corpo no espaço para poder coordenar os músculos que serão contraídos para executar
determinado movimento;

Medula espinhal
- Vai enviar as informações através dos reflexos, principalmente através dos fusos-musculares e órgãos
tendinosos de golgi;
- Reflexo de estiramento: mesma coisa que miotático. É identificado quando as fibras musculares são vistas
em vidas demais, estica as fibras do fuso-neuromuscular, então isso indica que o reflexo seria contraí-las de
volta para o tamanho da fibra original; Quando esse reflexo acontece, outra sinapse acontece junta para que
essa informação possa subir através da medula e informar ao córtex qual é a informação que foi gerada na
contração.
- Reflexo de retirada: Também informa ao sistema nervoso central o que está acontecendo.

Tronco Encefálico
- Modula os neurônios motores e os interneurônios da medula espinhal através das vias descendentes laterais
(movimentos finos) e mediais (postura e equilíbrio);
- Via descendente lateral: controla o grupo dorsolateral de neurônios motores espinhais que inerva os
músculos distais, responsáveis pelos movimentos dos braços e das mãos;
- Vias descendentes mediais: Tracto tecno-espinhal (relacionado com os músculos do pescoço), Tracto
retículo-espinhal (relacionado com a postura) e o Tracto vestíbulo-espinhal (relacionado à postura e
equilíbrio);
- Capta as informações do ambiente que estão sendo enviadas pela medula para poder mediar contrações para
manutenção da postura;

Córtex
Aciona os movimentos;

Áreas corticais motoras


- Córtex motor primário: codifica a força e a direção do movimento;
- Córtex motor suplementar: programa sequências motoras e coordena movimentos bilaterais;
- Córtex pré-motor: controla movimentos proximais que projetam o braço em direção a seu alvo; Tem
importância na manutenção da postura sempre que muda o eixo;
Homúnculo motor
- Via Piramidal: via relacionada ao córtex; Cruza os feixes de nervo da região da pirâmide. Parte que inerva
do córtex pra região da medula central mais embaixo.
- Tracto córtico-espinhal: modulação direta;
- Tracto córtico-bulbar: modulação indireta;

Na parte motora tem muito mais nervos irrigando membros inferiores. O córtex inerva principalmente
as partes do corpo e a língua;
Se tivesse a mesma proporção do córtex em todas as partes.

OBS:
- Via Piramidal: Relacionado com o Córtex.
- Via Extrapiramidal: Relacionada com Cerebelo,
núcleos da base, tronco. Não passa pela região da
Pirâmide.

Papel do Cerebelo e dos gânglios da base no controle motor

Cerebelo
Funções gerais:
- Controla a precisão dos movimentos;
- Participa do aprendizado motor;
- Corrige “erros” motores: quando realizamos um movimento, essa informação é enviada para o cerebelo para
haver uma correção, caso o movimento esteja “errado”.

Gânglios da Base
São ricos em neurônios dopaminérgicos;
Função: Planejamento de estratégias motoras complexas. Exemplo: antes de tocar música, há ensaio mental;
Mal de Parkinson: Doença degenerativa que promove degeneração dos neurônios dopaminérgicos o que causa
tremor, dificuldade de iniciar movimento.

Realização do movimento: Primeiramente surge a ideia de realizar o movimento pelo córtex límbico
(Planejamento do movimento), quando isso acontece esse planejamento passa para o córtex associativo e
córtex motor, esses que coordenam junto com o cerebelo e núcleos da base para haver a programação do
movimento (escolher quais vão ser os músculos acionados para realizar o movimento), quando a informação
chega ao tronco encefálico passa para a medula e chega aos músculos há a realização do movimento. À
medida que a contração do músculo acontece, os fusos musculares e órgãos tendinosos de golgi vão ser
estimulados, se tem o músculo contraindo tanto os tendões vai ser esticado quanto o tamanho das fibras, isso
vem através da medula posterior, a informação voltando para o cerebelo (que faz o controle fino do
movimento – correção do gesto) que envia para o córtex límbico para haver novamente a realização do
movimento.
Lesão cerebelar: Não vai conseguir realizar movimentos com coordenação motora.

Alças de correção
- Executadas pelo cerebelo; Acontecem milhares de vezes para um mesmo movimento;
- E se não houvesse esses circuitos de ajuste do movimento? Sem cerebelo; Sem controle fino; Movimentos
descoordenados.

Coordenação motora x Aprendizado de gestos motores

Aprendizagem da marcha: Quanto mais repetições do movimento, maior o refinamento da qualidade do


movimento (Até que a etapa de planejamento não seja mais necessária).

Engrama
Sequência de ativação neuromuscular, que torna o movimento automático. Não precisa da etapa de
planejamento, pois o padrão motor já está “salvo”.

Engrama motor, exemplos: escrita, padrão de escrita, treinamento (repetição), padrão automático (difícil
mudar a letra);

Reabilitação motora
Desenvolvimento de novo engrama; Você está reaprendendo, salvando um novo engrama motor.
Os nervos não têm mais a habilidade de coordenar os movimentos, é como se fosse uma criança (que não tem
equilíbrio);
Com pessoas tetraplégicas, às vezes há tratamento que utilizam eletrodos com finalidade de estimular a
contração. Fontes externas de eletricidade.

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