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Sumário
Capítulo 1: Programa de Ensino de Linguística (10 Marcos) ................................. 5
Introdução .................................................................................................. 5
Orientação para o Ensino do Marco Linguística 6M:......................................... 7
Orientação para o Ensino do Marco Linguística 7M.......................................... 9
Orientação para o Ensino do Marco Linguística 8M........................................ 12
Orientação para o Ensino do Marco Linguística 9M........................................ 14
Orientação para o Ensino do Marco Linguística 10M ...................................... 22
Programa do Marco 11 de Linguística ........................................................... 25
Programa do Marco 12 de Linguística ........................................................... 28
Programa do Marco 13 de Linguística ........................................................... 30
Orientação para o Ensino do Marco Linguística 14M ...................................... 32
Orientação para o Ensino do Marco Linguística 15M ...................................... 36
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Seja bem-vindo(a) a este manual! Quero agradecer a sua confiança e por permitir
que eu faça parte da sua jornada como terapeuta. Este material foi criado com
dedicação e paixão para apoiar o ensino de habilidades verbais e sociais em
pessoas com autismo ou atraso no desenvolvimento.
Minha trajetória começou na educação infantil, onde tive meu primeiro contato
com o autismo e os desafios do atraso no desenvolvimento. Essa experiência
despertou em mim o desejo de ajudar essas crianças a alcançar seu potencial.
Ao me especializar em Psicologia e atendimento a crianças autistas, percebi
uma lacuna: havia muitos materiais teóricos, mas poucos ensinavam como
aplicar na prática, especialmente em habilidades mais avançadas.
Foi quando conheci o VB-MAPP, uma ferramenta poderosa. Motivada pela falta
de soluções práticas no Brasil, fundei a INOVABA e comecei a desenvolver
programas de ensino adaptados à realidade dos meus pacientes. Foi essa
necessidade que me motivou a desenvolver este manual, que reúne programas
de ensino passo a passo para os 15 marcos de habilidades de Linguística
avaliados pelo VB-MAPP.
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Neste manual, você encontrará:
• Programas detalhados para ensinar cada marco de Linguística.
• Dicas práticas para implementação imediata.
• Orientações para personalizar o ensino, atendendo ao perfil único de
cada aprendiz.
• Sugestões para garantir a generalização e manutenção das habilidades,
promovendo a aplicação funcional do aprendizado no cotidiano
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Capítulo 1: Programa de Ensino de Linguística (10 Marcos)
Introdução
A organização dos marcos de Linguística no VB-MAPP foi estruturada de forma a
atender as necessidades específicas de cada habilidade verbal avaliada. Alguns
marcos contam com programas detalhados e passo a passo, enquanto outros
apresentam apenas orientações gerais para o terapeuta. Essa diferenciação foi feita
com base nos seguintes critérios:
1. Complexidade e Estruturação do Ensino
o Alguns marcos exigem ensino sistemático, com procedimentos
instrucionais bem definidos, divisão em etapas progressivas e critérios
de aprendizagem rigorosos. Nesses casos, foi necessário desenvolver
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um programa estruturado, incluindo SDs, respostas esperadas,
estratégias de ensino e reforçamento.
o Exemplo: O ensino de frases nominais e de ação requer um
planejamento sequencial para garantir que o aluno aprenda a combinar
palavras corretamente e de forma funcional.
2. Dependência de Habilidades Prévias
o Alguns marcos não podem ser ensinados isoladamente, pois dependem
do domínio de habilidades pré-requisito. Nesses casos, optamos por
fornecer apenas uma orientação ao terapeuta, explicando quais
marcos anteriores devem ser ensinados primeiro para que a habilidade
possa emergir.
o Exemplo: O Marco Linguística 7M (vocabulário receptivo com 100
palavras) depende do ensino prévio de marcos de ouvinte. Assim, foi
fornecida apenas uma orientação ao terapeuta, recomendando o ensino
dos marcos de ouvinte necessários antes de tentar expandir o
vocabulário.
3. Habilidade Naturalmente Emergente
o Algumas habilidades linguísticas emergem de forma mais espontânea
conforme o repertório verbal do aluno se expande. Para esses marcos,
a estratégia principal é a estimulação e generalização do
comportamento verbal em ambiente natural, sem a necessidade de
um programa de ensino altamente estruturado.
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o Exemplo: O Marco Linguística 15M (combinação de frases nominais e
de ação) é alcançado à medida que o aprendiz domina marcos
anteriores. Assim, a melhor abordagem é orientar o terapeuta a
estimular o uso dessas frases em situações naturais, ao invés de seguir
um roteiro pré-estabelecido de ensino.
4. Adaptação às Características Individuais do Aprendiz
o O desenvolvimento da linguagem varia entre indivíduos. Em alguns
casos, o terapeuta precisará adaptar a abordagem conforme o repertório
e as necessidades do aluno. Para esses marcos, fornecemos
orientações flexíveis, permitindo que o ensino seja ajustado de acordo
com a resposta do aprendiz.
Essa organização permite um ensino mais eficiente e adaptado, garantindo que o
terapeuta tenha diretrizes claras sobre quando aplicar um programa de ensino
estruturado e quando apenas direcionar a intervenção de maneira mais flexível.
O objetivo final é promover o desenvolvimento linguístico funcional do aprendiz,
garantindo que as habilidades ensinadas sejam generalizadas para contextos do dia
a dia
Orientação para o Ensino do Marco Linguística 6M:
Meta: A criança deve articular 10 tatos (nomes de itens) de forma que adultos
familiares, que não podem ver o item nomeado, consigam entendê-la claramente.
Considerações Importantes
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• A inteligibilidade da fala pode variar conforme o desenvolvimento motor oral da
criança.
• Alguns alunos podem necessitar de suporte fonoaudiológico para aprimorar a
articulação.
• Se houver dificuldades significativas na pronúncia, o foco inicial pode ser no
refinamento da articulação antes do treino do tato em si.
Passos para Refinamento da Articulação:
1. Consultar a Fonoaudióloga do Aluno:
o Verifique se há diagnósticos ou intervenções em andamento que
possam impactar a articulação da fala.
o Solicite orientações sobre exercícios específicos para melhorar a
produção dos sons necessários.
2. Treino de Ecoico Antes do Tato (Se Necessário):
o Se a criança tem dificuldades na repetição de sílabas ou palavras, utilize
um programa de ensino de ecoico antes de iniciar o ensino do tato.
o Use um modelo de reforçamento diferencial, reforçando mais
fortemente as tentativas que se aproximam da pronúncia correta.
3. Treino de Tatos com Ênfase na Clareza da Articulação:
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o Selecione 10 palavras funcionais que já fazem parte do repertório da
criança.
o Apresente o item e peça para a criança nomeá-lo.
o Caso a articulação esteja imprecisa, forneça um modelo ecoico da
palavra e reforce tentativas mais precisas.
o Generalize a nomeação pedindo que diferentes adultos familiares
ouçam e confirmem a inteligibilidade.
4. Acompanhamento e Generalização:
o Certifique-se de que a criança consegue emitir os tatos corretamente
em diferentes contextos, com diferentes interlocutores e em diferentes
ambientes.
o Ajuste a intervenção conforme necessário, priorizando a funcionalidade
da fala na comunicação do dia a dia.
Orientação para o Ensino do Marco Linguística 7M
Meta: O aluno deve demonstrar vocabulário receptivo de pelo menos 100 palavras,
respondendo corretamente a instruções como “Toque no nariz”, “Pule” e “Encontre
as chaves”.
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Considerações Importantes
• Esse marco está diretamente relacionado às habilidades de ouvinte, ou seja,
a capacidade da criança de compreender e responder a comandos verbais.
• Se o aluno não pontuar nesse marco, isso indica que é necessário
desenvolver habilidades prévias de ouvinte antes de focar na ampliação do
vocabulário receptivo.
• O terapeuta deve rastrear quais palavras já fazem parte do repertório do aluno
e continuar expandindo esse repertório sistematicamente.
Passos para o Desenvolvimento do Vocabulário Receptivo
1. Avaliação Inicial
• Verifique quantas palavras o aluno já compreende como ouvinte.
• Selecione instruções funcionais e relevantes, priorizando palavras usadas
no dia a dia da criança.
• Aplique os programas de ensino das habilidades de ouvinte antes de trabalhar
esse marco.
2. Programas de Ensino de Ouvinte Necessários
Caso o aluno não tenha pontuado no Linguística 7M, ele deve primeiro passar pelos
seguintes programas de habilidades de ouvinte:
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Ouvinte 6M: Selecione o item correto em uma matriz desalinhada de 6
estímulos para 40 objetos ou figuras diferentes.
Ouvinte 7M: Realize ações motoras específicas sob instrução (exemplo:
"Pule", "Bata palmas", "Vire").
Ouvinte 10M: Selecione o item correto em um livro, cena ilustrada ou no
ambiente natural quando nomeado.
Esses marcos devem ser ensinados antes de tentar expandir o vocabulário receptivo
para 100 palavras, ao conclui-los seu aprendiz era pontuar nesse marco.
3. Registro e Acompanhamento do Vocabulário Receptivo
• Registrar todos os itens que o aprendiz aprende a selecionar como ouvinte.
• Criar uma lista cumulativa para garantir que a criança está atingindo a meta
de 100 palavras.
• À medida que o repertório cresce, testar a generalização dessas palavras em
diferentes contextos e com diferentes interlocutores.
4. Estratégias Adicionais para Acelerar o Aprendizado
Uso de pistas visuais e gestuais no início, reduzindo gradualmente até que o aluno
responda apenas ao comando verbal.
Treinos variados em diferentes contextos, incluindo situações naturais para
garantir que a criança compreende os comandos fora do ambiente estruturado.
Reforçamento diferencial, reforçando mais as respostas corretas espontâneas e
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aproximadas, enquanto ajusta a dificuldade conforme o progresso.
Utilização de interesses da criança (exemplo: se a criança gosta de dinossauros,
usar comandos como "Toque no dinossauro azul").
Orientação para o Ensino do Marco Linguística 8M
Meta: O aluno deve emitir 10 declarações diferentes de 2 palavras por dia,
considerando qualquer tipo de enunciado verbal espontâneo, exceto ecoico
(exemplo: mandos e tatos).
Considerações Importantes
• Esse marco envolve produção verbal espontânea, então a criança precisa ter
um repertório mínimo de mandos e tatos para conseguir formar enunciados
de 2 palavras.
• O foco deve estar na emissão espontânea dessas declarações, sem depender
de modelos ou repetições induzidas.
• O terapeuta precisa registrar a frequência das declarações e analisar se elas
estão aumentando ao longo do tempo.
1. Marcos Pré-Requisitos Necessários
Para atingir esse marco, o aluno precisa dominar pelo menos:
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Mando 8M: Emite mandos com duas palavras em 10 ocasiões diferentes por
dia (exemplo: "Quero bola", "Ajuda abrir").
Tato 9M: Emite tatos com duas palavras para nomear objetos ou eventos
observáveis (exemplo: "Cachorro grande", "Carro azul").
Se o aluno ainda não atingiu esses marcos, é necessário ensiná-los primeiro antes
de esperar a emissão de 10 declarações espontâneas diárias.
2. Estratégias para Estimular Declarações Espontâneas
Aumentar oportunidades naturais para mandos e tatos:
• Criar situações onde a criança precise usar frases de duas palavras para pedir
algo desejado (mando) ou descrever algo que vê (tato).
Modelagem e reforço diferencial:
• Se o aluno disser apenas uma palavra, expandir e reforçar modelos corretos
com duas palavras (exemplo: se disser "suco", modelar "quero suco").
• Dar reforço mais forte para frases espontâneas que incluem duas palavras
corretamente estruturadas.
Uso de pistas mínimas e esvanecimento gradual:
• Evitar que a criança fique dependente de pistas verbais para falar frases de
duas palavras.
• Reduzir gradualmente as ajudas para que a emissão ocorra de forma natural.
Treino variado em diferentes contextos:
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• Estimular a emissão de frases em diferentes atividades e ambientes
(brincadeiras, refeições, passeios, interações sociais).
• Trabalhar com diferentes interlocutores para garantir generalização.
3. Registro e Monitoramento do Progresso
Registrar apenas declarações espontâneas que o aluno fizer ao longo do dia.
Contabilizar somente enunciados distintos (não contar repetições da mesma
frase).
Monitorar a frequência dessas declarações e analisar se a quantidade de
enunciados está aumentando gradativamente.
Orientação para o Ensino do Marco Linguística 9M
Meta: O aluno deve emitir prosódia funcional em pelo menos 5 situações
diferentes no mesmo dia, demonstrando variação natural no ritmo, ênfase e
entonação ao falar (exemplo: "Isso é MEU!", enfatizando a palavra "MEU").
Considerações Importantes
• A prosódia envolve a modulação da voz para expressar emoções, intenções
e dar significado ao discurso.
• Algumas crianças podem apresentar dificuldades com a entonação devido a
desafios motores, sensoriais ou pragmáticos da linguagem.
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• O ensino da prosódia deve ser realizado de forma natural e inserido em
contextos sociais e interativos.
1. Pré-requisitos para o Desenvolvimento da Prosódia
Para atingir esse marco, a criança precisa ter um repertório mínimo de:
Ecoico funcional – Capacidade de repetir palavras ou frases com precisão
auditiva.
Mandos e tatos com frases espontâneas – Para que a prosódia ocorra dentro
de um contexto comunicativo real.
Compreensão contextual – Capacidade de entender quando certas ênfases
fazem sentido no diálogo.
Se a criança ainda não tiver um ecoico funcional, primeiro é necessário ensinar
esse repertório antes de esperar a emissão natural da prosódia funcional.
2. Estratégias para Estimular a Prosódia Funcional
Uso do Programa de Ecoico para Modelagem
• Ensinar o aluno a imitar variações naturais de prosódia usando frases simples.
• Apresentar um modelo verbal com mudança na entonação e pedir para a
criança repetir (exemplo: dizer "Que legal!" com entusiasmo e esperar que o
aluno imite).
• Reforçar imitações mais próximas do modelo correto e ir ajustando aos poucos.
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Treino em Contextos Naturais
• Criar situações onde a variação da prosódia ocorra de forma funcional:
o Expressão de posse → “Isso é MEU!” (ênfase na palavra “MEU”)
quando outra criança tenta pegar um brinquedo.
o Surpresa → “Olha isso!” com tom de empolgação ao mostrar algo novo.
o Desapontamento → “Ah não...” com entonação triste ao perder um
jogo.
o Entusiasmo → “Uau, que legal!” ao ver algo interessante.
o Comando firme → “Pare AGORA” com tom de autoridade ao
estabelecer um limite.
Reforçamento Diferencial da Prosódia Adequada
• Reforçar verbalmente quando a criança usar prosódia de forma funcional:
"Muito bem! Você falou com entusiasmo!".
• Evitar reforçar frases mecânicas e sem variação de entonação.
Modelagem e Jogos Sociais
• Criar atividades lúdicas como:
o Jogos de interpretação de emoções → Exemplo: Cartões com
diferentes situações onde a criança deve responder usando a entonação
correta.
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o Imitação de personagens → Pedir para a criança imitar vozes de
personagens com variações de entonação.
o Brincadeiras com ecoico exagerado → Dizer frases com diferentes
emoções e pedir para a criança copiar.
Etapas de Ensino da Prosódia Funcional
1. Nível inicial: Treino com frases curtas (3 palavras)
a) Imitação guiada → Diga uma frase modelando a entonação correta e peça para o
aprendiz repetir com o mesmo ritmo e ênfase.
• Exemplo: “Isso é MEU!” (com ênfase no “MEU”).
• Use recurso visual (gráficos de intensidade de voz ou emojis representando
emoções).
b) Expressão verbal orientada → Peça para o aluno ler ou repetir a frase com a
entonação correta.
• Exemplo: “Diga isso com surpresa: ‘Olha isso!’” (com tom animado).
• Recurso visual presente para reforçar a variação da voz.
c) Expressão verbal independente → Mesma atividade, mas sem recurso visual
para garantir que o aluno generalizou a habilidade.
2. Nível intermediário: Frases mais longas (5 palavras)
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• Repetir as etapas a-c acima com frases mais complexas.
• Exemplo: “Eu quero esse brinquedo!” (ênfase em "quero").
• O terapeuta pode modelar diferentes emoções e contextos para estimular
variações naturais da prosódia.
3. Nível avançado: Frases longas e contextualizadas
• Aplicar as etapas anteriores a frases completas e mais naturais.
• Exemplo: “Isso não é justo!” (com tom de frustração).
• Garantir que a variação prosódica ocorra espontaneamente, sem precisar de
modelo constante.
4. Associação da Prosódia com Diferentes Contextos Sociais
a) Identificação do nível de entonação apropriado
• O aluno lê diferentes cenários e identifica qual tipo de prosódia deve ser
usada.
• Exemplo: “Falando com um amigo – tom de voz amigável.”
• Recurso visual presente (ícones representando emoções ou intensidade da
voz).
b) Identificação sem suporte visual
• O aluno agora precisa identificar o tom de voz correto sem apoio visual.
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c) Uso da prosódia em frases situacionais
• O aluno fala frases espontaneamente no tom adequado para o cenário
apresentado.
• Exemplo: “Pedir algo educadamente em um restaurante” → ‘Eu quero um
cheeseburger, por favor.’”
Recurso Visual
O recurso visual para ensinar prosódia funcional pode incluir diferentes tipos de
suporte para ajudar a criança a entender e diferenciar variações na intensidade,
ritmo e entonação da fala. Aqui estão algumas ideias de como isso pode ser feito:
1. Escala de Intensidade de Voz (Gráfico Visual)
Criar um gráfico de níveis de volume, representando diferentes intensidades de fala.
Exemplo de Escala Numérica:
1 - Sussurro (falar bem baixo, como contar um segredo)
2 - Voz suave (falar em uma conversa tranquila)
3 - Voz normal (conversa com amigos)
4 - Voz alta (chamando alguém de longe)
5 - Grito (avisando sobre perigo)
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Esse gráfico pode ser mostrado à criança para ajudá-la a escolher o tom adequado
para cada situação.
Uso na Prática:
• Apresente diferentes cenários sociais e peça para o aluno apontar no gráfico
qual nível de voz seria apropriado.
• Exemplo: "Se você está na biblioteca, qual nível de voz deve usar?" → (Aluno
aponta para 1 ou 2).
2. Emojis Representando Emoções e Entonação
Para ajudar a criança a associar emoções à prosódia, podemos usar emojis ou
imagens que representam diferentes modos de falar.
Entusiasmo → “Uau, que incrível!” (tom animado)
Frustração → “Isso não é justo!” (tom de descontentamento)
Tristeza → “Ah não, perdi meu brinquedo.” (tom triste)
Tom neutro → “Estou indo para a escola.” (fala sem emoção)
Surpresa → “Olha isso!” (tom surpreso)
Uso na Prática:
• Apresente uma frase e peça para a criança escolher um emoji que combine
com o tom de voz esperado.
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• Peça para a criança repetir a frase usando a entonação correspondente ao
emoji escolhido.
3. Termômetro de Voz (Desenho Simples ou Cartão Visual)
Outra forma de representar a intensidade da voz é por meio de um termômetro
visual, onde a parte de baixo indica uma voz mais baixa e a parte de cima representa
uma voz mais alta.
Exemplo:
• Azul = Voz baixa (sussurro, tom calmo)
• Verde = Voz normal (tom de conversa)
• Vermelho = Voz forte (grito, comando firme)
Uso na Prática:
• O terapeuta pode apontar no termômetro para indicar como o aluno deve
ajustar o volume da voz em diferentes contextos.
• Exemplo: "Se você está falando com um amigo no recreio, qual nível de voz
deve usar?" → Aponta para a cor verde.
4. Representação com Barras de Intensidade (Tipo Controle de Volume)
Criar uma imagem semelhante a um controle de volume de som, onde diferentes
barras representam níveis de intensidade vocal.
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Exemplo:
Baixo → Falar calmamente em sala de aula.
Médio → Conversar em tom normal.
Alto → Gritar em uma brincadeira ao ar livre.
Uso na Prática:
• O terapeuta pode pedir para a criança ajustar o “volume” da voz apontando
para as barras.
• Fazer atividades práticas, como jogos de imitação de diferentes volumes de
voz.
Esses recursos ajudam a criança a visualizar e praticar as mudanças na prosódia
de forma mais concreta e acessível. Eles podem ser impressos, usados em aplicativos
ou simplesmente desenhados no momento da terapia para ajudar na compreensão e
generalização da habilidade.
Orientação para o Ensino do Marco Linguística 10M
Meta: O aluno deve demonstrar um vocabulário expressivo total de 300 palavras,
considerando todos os operantes verbais (tato, mando, intraverbal), exceto ecoico.
Considerações Importantes
• Esse marco avalia a quantidade de palavras no repertório expressivo da
criança, mas focando na produção espontânea e funcional da linguagem.
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• Para atingir essa meta, é essencial trabalhar os três principais operantes
verbais em conjunto:
o Tato → Nomeação espontânea de objetos, ações, características, etc.
o Mando → Uso da linguagem para pedir algo ou expressar
necessidades.
o Intraverbal → Responder a perguntas e manter conversações.
• Apenas palavras espontâneas e distintas devem ser registradas
(repetições e respostas ecoicas não contam).
1. Marcos Pré-Requisitos Necessários
Para atingir esse marco, o aluno deve apresentar um repertório mínimo nos seguintes
operantes verbais:
Tato (nomeação espontânea de itens, ações e descrições) – O aluno deve já
ter um repertório básico de tatos antes de expandir para 300 palavras.
Mando (solicitações espontâneas) – O aluno precisa demonstrar a capacidade
de pedir diversos itens e ações antes de atingir esse marco.
Intraverbal (respostas verbais sem suporte visual) – O aluno deve ter um
repertório básico de respostas a perguntas e conversação.
Se a criança ainda não apresentar um repertório mínimo nesses operantes, é
necessário ensinar cada um deles antes de esperar um vocabulário expressivo amplo.
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2. Estratégias para Expandir o Vocabulário Expressivo
Ensinar Tatos, Mandos e Intraverbais em Conjunto
• Criar oportunidades naturais para que a criança expanda o vocabulário nos três
operantes verbais simultaneamente.
• Exemplo: Se a criança aprende o tato "cachorro", incentive o uso dessa palavra
também como mando ("Quero o cachorro!") e como intraverbal ("O que late?
Cachorro!").
Estimular a Generalização das Palavras em Diferentes Contextos
• Incentivar o uso de palavras conhecidas em diferentes ambientes e com
diferentes interlocutores.
• Exemplo: Se a criança já diz "carro" para nomear um brinquedo, reforçar o uso
da mesma palavra para pedir um carrinho ou responder perguntas sobre
carros.
Utilizar Modelagem e Reforçamento Diferencial
• Reforçar diferencialmente palavras novas e espontâneas que o aluno usar
corretamente.
• Dar menos reforço para palavras já conhecidas e mais reforço para palavras
novas no repertório expressivo.
Criar um Ambiente Rico em Linguagem
• Utilizar histórias, jogos interativos, músicas e brincadeiras que incentivem a
produção de novas palavras.
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• Criar situações naturais que demandem respostas verbais espontâneas,
como perguntas abertas e conversações guiadas.
Minimizar Dependência de Ecoico
• Se a criança tende a apenas repetir frases (ecoico), incentivar respostas
autônomas, modelando novas palavras e esperando uma resposta
independente antes de reforçar.
3. Registro e Monitoramento do Progresso
Registrar todas as palavras novas e espontâneas que o aluno disser ao longo
do dia.
Monitorar a frequência das palavras expressivas e verificar se o repertório está
aumentando gradativamente.
Registrar somente palavras espontâneas e distintas – repetições não devem
ser contadas.
Verificar a presença dos três operantes verbais no repertório do aluno e
ajustar o ensino conforme necessário.
Programa do Marco 11 de Linguística - Nome do Programa: Flexão
de Substantivos - Plurais e Posse
Emite flexões de substantivos combinando 10 substantivos
Marco: originais com sufixos para plurais (Ex: cachorro – cachorros) e
10 substantivos originais com sufixos para posse (Ex: coleira
de cachorro – coleira de gato).
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O aprendiz usará plurais corretamente em frases e responderá
Objetivo:
adequadamente sobre posse de objetos.
O aprendiz deve compreender e utilizar corretamente palavras
no singular. Ter um repertório verbal funcional para estruturar
Pré-requisitos:
frases simples e capacidade de discriminar e nomear objetos
comuns.
Para plurais: "Qual é o plural de ___?" ou "Como chamamos
SD (Estímulo
mais de um ___?" Para posse: "De quem é este objeto?" ou "A
Discriminativo):
quem pertence isso?"
Nomear corretamente o plural de um substantivo. Responder
Resposta
adequadamente sobre a posse de objetos, utilizando estruturas
Esperada:
gramaticais apropriadas.
1. Ensinar em conjuntos de 3 palavras por vez.2. Apresentar
imagens com singular e plural.3. Nomear os itens corretamente
no plural.4. Descrever imagens usando a forma plural (Ex:
"Vejo três cachorros").5. Randomizar os alvos dominados.6.
Procedimento
Para posse, apresentar imagens com objetos pertencentes a
Instrucional:
diferentes pessoas.7. Perguntar "De quem é ___?" e modelar a
resposta corretamente.8. Variar as perguntas para diferentes
objetos e pronomes (dele, dela, meu, seu).9. Generalizar para
diferentes contextos e interlocutores.
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Cachorro → Cachorros Gato → Gatos Bola → Bolas Mesa →
Alvos de Ensino -
Mesas Carro → Carros Pássaro → Pássaros Livro → Livros
Plurais:
Sapato → Sapatos Boneca → Bonecas Amigo → Amigos
A bola é do menino / A bola é dele. A mochila é da menina / A
mochila é dela. O carrinho é do Pedro / O carrinho é dele .A
boneca é da Ana / A boneca é dela. O livro é do professor / O
Alvos de Ensino -
livro é dele. A cadeira é da professora / A cadeira é dela. O
Posse:
brinquedo é do bebê / O brinquedo é dele. O caderno é do
aluno / O caderno é dele. O gato é do vizinho / O gato é dele. A
casa é da família / A casa é deles.
1. Modelo verbal total + apoio visual-textual (se necessário).2.
Ajudas:
Modelo verbal parcial.3. Independente.
Se o aprendiz errar, fornecer um modelo correto e repetir a
Correção de
pergunta. Se continuar errando, reduzir o conjunto de palavras
Erros:
ensinadas e progredir gradualmente.
Reforçar o uso espontâneo do plural e posse em diferentes
Manutenção e
contextos e com diferentes interlocutores. Criar situações
Generalização:
variadas para aplicar os conceitos em ambiente natural.
Reforço diferencial para respostas corretas espontâ[Link]
Sistema de
necessário, reforço tangível ou social (elogios) para incentivar a
Reforçamento:
participação.
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Programa do Marco 12 de Linguística - Programa de Ensino:
Flexão de Verbos - Passado e Futuro
Emite flexões de verbos combinando 10 verbos no infinitivo
com sufixos para passado simples (Ex: brincar – brincou) e 10
Marco:
verbos no infinitivo com sufixos ou afixos para futuro simples
(Ex: brincar – brincará ou vai brincar).
Quando perguntado aleatoriamente, o aprendiz identificará o
Objetivo: passado e o futuro dos verbos irregulares (ex: ir/fui) dentro de
2 segundos.
O aprendiz deve ter um repertório verbal funcional e ser
Pré-requisitos:
capaz de estruturar frases simples.
O terapeuta apresenta uma instrução com o verbo-alvo (ex:
SD (Estímulo
"vá") e faz perguntas como:- “O que você vai fazer?”- “O que
Discriminativo):
você está fazendo?”- “O que você acabou de fazer?”
Resposta O aprendiz deve responder corretamente no tempo verbal
Esperada: apropriado, utilizando a conjugação correta do verbo.
1. Sente-se em frente ao aprendiz e ganhe sua atenção.2. Dê
Procedimento uma instrução usando um verbo-alvo no infinitivo (ex:
Instrucional: "vá...").3. Faça perguntas aleatórias sobre passado e futuro.4.
Randomize os verbos para evitar previsibilidade.5. Quando o
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aprendiz responder corretamente em até 3 segundos, elogie e
reforce diferencialmente.6. Se errar, forneça um modelo
verbal correto e repita a tentativa.7. Esvaneça as dicas
progressivamente nas oportunidades subsequentes.
1. Introduzir os verbos no infinitivo.2. Ensinar a conjugação no
passado simples e futuro.3. Randomizar os verbos dominados
Etapas de Ensino:
nos conjuntos de ensino (RR - Resposta Randômica).4.
Praticar a flexão dos verbos em diferentes contextos.
Alvos de Ensino -
Verbos no Comer, Dizer, Saber, Brincar, Dar.
Infinitivo:
Alvos de Ensino -
Comeu, Disse, Soube, Brincou, Deu.
Passado Simples:
Alvos de Ensino -
Comerá, Dirá, Saberá, Brincará, Dará.
Futuro Simples:
1. Modelo verbal total + apoio visual (se necessário).2.
Ajudas:
Modelo verbal parcial.3. Independente.
Se o aprendiz errar, fornecer um modelo verbal correto e
Correção de Erros: repetir a pergunta. Se continuar errando, reduzir o conjunto de
verbos ensinados e progredir gradualmente.
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Reforçar o uso espontâneo da conjugação verbal em
Manutenção e diferentes contextos e com diferentes interlocutores. Criar
Generalização: situações variadas para aplicar os tempos verbais em
ambiente natural.
Reforço diferencial para respostas corretas espontâneas. Se
Sistema de
necessário, reforço tangível ou social (elogios) para incentivar
Reforçamento:
a participação.
Programa do Marco 13 de Linguística - Programa de Ensino:
Frases Nominais com Modificadores
Emite 10 diferentes frases nominais contendo pelo menos 3
palavras, com 2 modificadores (Ex: adjetivos, preposições,
Marco:
pronomes) (Ex: “Ele é meu boneco”, “Eu quero sorvete de
chocolate”).
O aprendiz usará pelo menos adjetivos, preposições e
Objetivo: pronomes enquanto fala, descrevendo algo ou conversando.
(Ex: “Eu não gosto de ___ porque tem gosto de…”)
O aprendiz deve conhecer e utilizar adjetivos, preposições e
Pré-requisitos:
pronomes ensinados nos níveis 12M e 13M de Tato.
SD (Estímulo O terapeuta apresenta perguntas e pistas visuais/textuais para
Discriminativo): incentivar a construção de frases com
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[Link]:- “Quem é bonita?”- “Onde está o seu
___?”
O aprendiz deve produzir frases com pelo menos três palavras
Resposta
contendo dois modificadores (Ex: adjetivos, preposições,
Esperada:
pronomes).
1. Escreva alguns adjetivos com o mesmo significado já
ensinados no Tato 13M (ex: Bonito = Belo = Lindo =
Maravilhoso).2. Apresente ao aprendiz a pista textual e/ou
Procedimento imagem correspondente.3. Faça perguntas de acordo com as
Instrucional: etapas abaixo, primeiro com pista textual e depois sem. 4.
Torne a atividade o mais divertida possível, minimizando
ocorrências de erro.5. Se alguma etapa for muito difícil para o
aprendizl, pule para a etapa D.
A) Pergunte: “Qual seria outro nome para [Bonito]?”B)
Pergunte: “O que é [Bonito]?”C) Nomeie três coisas que são
[Bonitas].D) Ensine o aprendiz a fazer frases com adjetivos
Etapas de incentivando respostas com pronomes (ex: “Ela é bonita”, “Eu
Ensino: acho que a…”).E) Acrescente preposições mostrando imagens
e situações ensinadas no Tato 12M (ex: em cima, embaixo,
dentro, fora).Pergunte: “Onde está o seu ___?” e ensine
respostas completas (ex: “O meu ___ está dentro da caixa”).
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Exemplos de - “Ele é meu boneco.”- “Eu quero sorvete de chocolate.”- “O
Frases cachorro está embaixo da mesa.”- “Minha mochila está dentro
Esperadas: do armário.”
1. Modelo verbal total + apoio visual (se necessário).2. Modelo
Ajudas:
verbal parcial.3. Independente.
Se o aprendiz errar, fornecer um modelo verbal correto e repetir
Correção de
a [Link] continuar errando, reduzir a complexidade da
Erros:
frase e progredir gradualmente.
Reforçar o uso espontâneo de frases completas em diferentes
Manutenção e
contextos e com diferentes [Link] oportunidades
Generalização:
naturais para o uso dos modificadores.
Reforço diferencial para respostas corretas espontâ[Link]
Sistema de
necessário, reforço tangível ou social (elogios) para incentivar a
Reforçamento:
participação.
Orientação para o Ensino do Marco Linguística 14M
Meta: O aprendiz deve emitir 10 diferentes frases de ação contendo pelo menos 3
palavras, incluindo 2 modificadores (como advérbios, preposições e pronomes).
Considerações Importantes
• Esse marco está relacionado ao uso funcional da linguagem para descrever
ações com detalhes.
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• A criança deve ser capaz de estruturar frases com sujeito, verbo e
complemento, além de incorporar modificadores para expressar
intensidade, direção e outros atributos.
• O aprendizado deve ocorrer de maneira gradual e contextualizada,
garantindo que o aluno generalize as frases aprendidas para diferentes
situações do dia a dia.
1. Marcos Pré-Requisitos Necessários
Para atingir esse marco, a criança deve já ter um repertório mínimo em:
Compreensão e uso de verbos de ação (ex: correr, empurrar, subir).
Conhecimento básico de advérbios e preposições (ex: rápido, devagar, em
cima, embaixo).
Uso funcional de pronomes (ex: eu, você, ele, ela, meu, seu).
Se o aprendiz não atingir esses pré-requisitos, é necessário ensiná-los primeiro
antes de esperar a emissão espontânea das frases de ação com modificadores.
2. Estratégias para Ensinar Frases de Ação com Modificadores
Uso de Modelagem e Reforço Diferencial
• Forneça modelos verbais enfatizando a ação e os modificadores:
o Exemplo: “Empurre mais forte!” (ênfase no advérbio “mais forte”).
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• Reforçar respostas espontâneas e completas, enquanto modela respostas
mais estruturadas para enunciados incompletos.
Treino com Estímulos Visuais e Situações Naturais
• Apresente imagens ou vídeos de diferentes ações e peça que o aluno
descreva a cena com frases completas.
• Crie situações interativas onde o aprendiz precise dar comandos ou
responder a perguntas sobre ações.
• Exemplo: Durante uma atividade de empilhar blocos, pergunte: “Como
podemos colocar o bloco?” e incentive respostas como “Coloque o bloco
bem devagar”.
Uso de Jogos e Atividades Lúdicas
• Jogos de imitação de ações onde o aluno precisa descrever o que está
acontecendo (ex: “Corra mais rápido!”).
• Brincadeiras com instruções progressivas, onde o aluno precisa dar ordens
detalhadas para que outra pessoa siga (ex: “Pule bem alto para pegar a bola”).
Treino Variado para Aumentar a Generalização
• Praticar o uso de frases de ação com modificadores em diferentes contextos
(ex: na escola, em casa, no parque).
• Trabalhar com diferentes interlocutores para garantir que a habilidade seja
generalizada.
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3. Estrutura das Frases Esperadas
Sujeito + Verbo + Modificadores
Exemplos de Frases Completas:
• “Empurre mais forte.” (Verbo + Advérbio)
• “Suba as escadas rápido.” (Verbo + Objeto + Advérbio)
• “Coloque o brinquedo dentro da caixa.” (Verbo + Objeto + Preposição)
• “Segure firme na minha mão.” (Verbo + Advérbio + Preposição)
• “Fale comigo devagar.” (Verbo + Advérbio + Preposição)
4. Registro e Monitoramento do Progresso
Registrar todas as frases de ação emitidas pelo aluno ao longo das atividades.
Monitorar a frequência e verificar se o repertório de frases está aumentando
gradualmente.
Registrar somente frases espontâneas e distintas, excluindo repetições.
5. Correção de Erros e Ajustes no Ensino
• Se o aluno não usar modificadores, forneça um modelo verbal:
o Exemplo: Aluno diz: “Empurre.”
o Terapeuta modela: “Empurre mais forte.”
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• Se a criança usar frases incompletas, incentive a expansão gradual da
resposta.
• Utilize esvanecimento de dicas, reduzindo gradativamente o suporte verbal e
visual até que o aluno consiga produzir as frases independentemente.
6. Manutenção e Generalização
Reforçar o uso espontâneo de frases de ação em diferentes contextos (ex:
brincadeiras, conversas, instruções do dia a dia).
Criar oportunidades naturais para que o aprendiz utilize as frases de ação com
modificadores sem a necessidade de instrução direta.
Orientação para o Ensino do Marco Linguística 15M
Meta: O aprendiz deve combinar frases nominais e de ação para produzir 10
diferentes orações sintaticamente corretas contendo pelo menos 5 palavras (Ex:
“O cachorro lambeu meu rosto”).
Considerações Importantes
• Esse marco está relacionado à expansão da estrutura gramatical e ao uso
funcional da linguagem em frases mais complexas.
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• A criança deve ser capaz de combinar sujeito, verbo, objeto e modificadores,
criando enunciados que descrevem ações e características de forma mais
elaborada.
• O aprendizado deve ocorrer de forma progressiva e contextualizada,
garantindo que o aluno consiga generalizar o uso das frases.
1. Marcos Pré-Requisitos Necessários
Para atingir esse marco, a criança deve já ter um repertório mínimo em:
Linguística 14M – Emitir frases de ação com advérbios, preposições e
pronomes.
Tato – Nomear objetos, pessoas e ações com mais detalhes.
Capacidade de unir frases nominais e de ação (ex: “O menino está correndo
rápido”).
Se o aluno ainda não atingiu esses marcos, é necessário ensiná-los primeiro antes
de esperar a combinação espontânea das frases.
2. Estratégias para Ensinar a Construção de Frases Maiores
Uso de Modelagem e Reforço Diferencial
• Ensinar como expandir frases curtas para frases completas, fornecendo
exemplos e reforçando tentativas espontâneas.
• Exemplo de modelagem:
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o Aluno: “O cachorro correu.”
o Terapeuta expande: “O cachorro correu atrás do gato.”
Uso de Perguntas para Estimular a Combinação de Frases
• “Quem fez isso?” (para incentivar a adição de um sujeito).
• “O que ele fez?” (para adicionar uma ação).
• “Onde ele fez isso?” (para incluir um modificador).
Uso de Jogos e Situações Reais
• Criar brincadeiras onde o aluno precisa descrever o que aconteceu utilizando
frases completas.
• Exemplo: Durante um jogo de faz de conta, perguntar “O que aconteceu
aqui?” e incentivar respostas mais extensas.
Treino Variado para Aumentar a Generalização
• Apresentar diferentes cenários e pedir ao aluno para criar frases completas.
• Trabalhar com diferentes interlocutores para garantir que a habilidade seja
generalizada.
• Fazer perguntas em ambientes naturais (ex: “O que aconteceu na escola
hoje?”).
3. Estrutura das Frases Esperadas
Sujeito + Verbo + Objeto + Modificadores
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Exemplos de Frases Completas:
• “O cachorro lambeu meu rosto.”
• “A menina correu pelo parque.”
• “Meu irmão jogou bola na quadra.”
• “A professora leu um livro para nós.”
• “Eu peguei minha mochila na sala.”
4. Registro e Monitoramento do Progresso
Registrar todas as frases espontâneas e distintas que o aluno produzir ao longo das
atividades.
Monitorar a frequência das frases longas e verificar se o repertório está aumentando
gradativamente.
Verificar se o aluno consegue combinar frases nominais e de ação sem depender de
pistas.
5. Correção de Erros e Ajustes no Ensino
• Se o aluno usar frases curtas ou incompletas, modelar uma resposta mais
elaborada.
• Se houver dificuldade em incluir modificadores, incentivar o uso gradual de
advérbios, preposições e pronomes.
• Utilizar pistas discretas e esvanecê-las progressivamente.
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6. Manutenção e Generalização
Reforçar o uso espontâneo de frases completas em conversas naturais.
Criar oportunidades para que o aprendiz descreva eventos e ações usando frases
mais extensas.
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Agradeço por ter chegado até aqui e por confiar no meu trabalho. Sei que sua
dedicação como terapeuta faz toda a diferença, e é um privilégio fazer parte
dessa jornada.
Se este manual contribuiu para facilitar sua prática e ajudar seus alunos, eu me
sinto realizada. Meu desejo é que você continue impactando vidas com seu
trabalho e que este material seja apenas o começo de muitos avanços
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mais estratégias para transformar vidas.
Obrigada por fazer parte dessa jornada!
Vamos juntos transformar o aprendizado em um processo mais acessível, eficaz
e humano.
Referências:
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• Cooper, J. O., Heron, T. E., & Heward, W. L. (2020). Applied Behavior Analysis
(3rd ed.). Pearson.
• Sundberg, M. L. (2008). VB-MAPP: Verbal Behavior Milestones Assessment and
Placement Program. AVB Press.
• Schreibman, L. (2005). The Science and Fiction of Autism. Harvard University
Press.
• Leaf, R., & McEachin, J. (1999). A Work in Progress: Behavior Management
Strategies and a Curriculum for Intensive Behavioral Treatment of Autism. DRL
Books.
• Greer, R. D., & Ross, D. E. (2008). Verbal Behavior Analysis: Inducing and
Expanding New Verbal Capabilities in Children with Language Delays. Pearson.
• Lovaas, O. I. (2003). Teaching Individuals with Developmental Delays: Basic
Intervention Techniques. Pro-Ed.
• Partington, J. W. (2006). The ABLLS-R: Assessment of Basic Language and
Learning Skills - Revised. Behavior Analysts, Inc.
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