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Linguística Programas

Este manual oferece um programa de ensino de Linguística para terapeutas que trabalham com crianças autistas ou com atraso no desenvolvimento, abordando 15 marcos de habilidades linguísticas. Ele inclui orientações práticas, programas detalhados e dicas para personalizar o ensino, visando promover o desenvolvimento funcional da linguagem. O conteúdo é baseado na experiência do autor e na ferramenta VB-MAPP, com foco na aplicação prática das habilidades verbais e sociais.

Enviado por

isbeliacaldeira
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
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Linguística Programas

Este manual oferece um programa de ensino de Linguística para terapeutas que trabalham com crianças autistas ou com atraso no desenvolvimento, abordando 15 marcos de habilidades linguísticas. Ele inclui orientações práticas, programas detalhados e dicas para personalizar o ensino, visando promover o desenvolvimento funcional da linguagem. O conteúdo é baseado na experiência do autor e na ferramenta VB-MAPP, com foco na aplicação prática das habilidades verbais e sociais.

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@inovaba.

oficial
1
Sumário
Capítulo 1: Programa de Ensino de Linguística (10 Marcos) ................................. 5
Introdução .................................................................................................. 5
Orientação para o Ensino do Marco Linguística 6M:......................................... 7
Orientação para o Ensino do Marco Linguística 7M.......................................... 9
Orientação para o Ensino do Marco Linguística 8M........................................ 12
Orientação para o Ensino do Marco Linguística 9M........................................ 14
Orientação para o Ensino do Marco Linguística 10M ...................................... 22
Programa do Marco 11 de Linguística ........................................................... 25
Programa do Marco 12 de Linguística ........................................................... 28
Programa do Marco 13 de Linguística ........................................................... 30
Orientação para o Ensino do Marco Linguística 14M ...................................... 32
Orientação para o Ensino do Marco Linguística 15M ...................................... 36

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2
Seja bem-vindo(a) a este manual! Quero agradecer a sua confiança e por permitir

que eu faça parte da sua jornada como terapeuta. Este material foi criado com

dedicação e paixão para apoiar o ensino de habilidades verbais e sociais em

pessoas com autismo ou atraso no desenvolvimento.

Minha trajetória começou na educação infantil, onde tive meu primeiro contato

com o autismo e os desafios do atraso no desenvolvimento. Essa experiência

despertou em mim o desejo de ajudar essas crianças a alcançar seu potencial.

Ao me especializar em Psicologia e atendimento a crianças autistas, percebi

uma lacuna: havia muitos materiais teóricos, mas poucos ensinavam como

aplicar na prática, especialmente em habilidades mais avançadas.

Foi quando conheci o VB-MAPP, uma ferramenta poderosa. Motivada pela falta

de soluções práticas no Brasil, fundei a INOVABA e comecei a desenvolver

programas de ensino adaptados à realidade dos meus pacientes. Foi essa

necessidade que me motivou a desenvolver este manual, que reúne programas

de ensino passo a passo para os 15 marcos de habilidades de Linguística

avaliados pelo VB-MAPP.

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Neste manual, você encontrará:

• Programas detalhados para ensinar cada marco de Linguística.

• Dicas práticas para implementação imediata.

• Orientações para personalizar o ensino, atendendo ao perfil único de

cada aprendiz.

• Sugestões para garantir a generalização e manutenção das habilidades,

promovendo a aplicação funcional do aprendizado no cotidiano

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4
Capítulo 1: Programa de Ensino de Linguística (10 Marcos)

Introdução

A organização dos marcos de Linguística no VB-MAPP foi estruturada de forma a

atender as necessidades específicas de cada habilidade verbal avaliada. Alguns

marcos contam com programas detalhados e passo a passo, enquanto outros

apresentam apenas orientações gerais para o terapeuta. Essa diferenciação foi feita

com base nos seguintes critérios:

1. Complexidade e Estruturação do Ensino

o Alguns marcos exigem ensino sistemático, com procedimentos

instrucionais bem definidos, divisão em etapas progressivas e critérios

de aprendizagem rigorosos. Nesses casos, foi necessário desenvolver

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5
um programa estruturado, incluindo SDs, respostas esperadas,

estratégias de ensino e reforçamento.

o Exemplo: O ensino de frases nominais e de ação requer um

planejamento sequencial para garantir que o aluno aprenda a combinar

palavras corretamente e de forma funcional.

2. Dependência de Habilidades Prévias

o Alguns marcos não podem ser ensinados isoladamente, pois dependem

do domínio de habilidades pré-requisito. Nesses casos, optamos por

fornecer apenas uma orientação ao terapeuta, explicando quais

marcos anteriores devem ser ensinados primeiro para que a habilidade

possa emergir.

o Exemplo: O Marco Linguística 7M (vocabulário receptivo com 100

palavras) depende do ensino prévio de marcos de ouvinte. Assim, foi

fornecida apenas uma orientação ao terapeuta, recomendando o ensino

dos marcos de ouvinte necessários antes de tentar expandir o

vocabulário.

3. Habilidade Naturalmente Emergente

o Algumas habilidades linguísticas emergem de forma mais espontânea

conforme o repertório verbal do aluno se expande. Para esses marcos,

a estratégia principal é a estimulação e generalização do

comportamento verbal em ambiente natural, sem a necessidade de

um programa de ensino altamente estruturado.

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6
o Exemplo: O Marco Linguística 15M (combinação de frases nominais e

de ação) é alcançado à medida que o aprendiz domina marcos

anteriores. Assim, a melhor abordagem é orientar o terapeuta a

estimular o uso dessas frases em situações naturais, ao invés de seguir

um roteiro pré-estabelecido de ensino.

4. Adaptação às Características Individuais do Aprendiz

o O desenvolvimento da linguagem varia entre indivíduos. Em alguns

casos, o terapeuta precisará adaptar a abordagem conforme o repertório

e as necessidades do aluno. Para esses marcos, fornecemos

orientações flexíveis, permitindo que o ensino seja ajustado de acordo

com a resposta do aprendiz.

Essa organização permite um ensino mais eficiente e adaptado, garantindo que o

terapeuta tenha diretrizes claras sobre quando aplicar um programa de ensino

estruturado e quando apenas direcionar a intervenção de maneira mais flexível.

O objetivo final é promover o desenvolvimento linguístico funcional do aprendiz,

garantindo que as habilidades ensinadas sejam generalizadas para contextos do dia

a dia

Orientação para o Ensino do Marco Linguística 6M:

Meta: A criança deve articular 10 tatos (nomes de itens) de forma que adultos

familiares, que não podem ver o item nomeado, consigam entendê-la claramente.

Considerações Importantes

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• A inteligibilidade da fala pode variar conforme o desenvolvimento motor oral da

criança.

• Alguns alunos podem necessitar de suporte fonoaudiológico para aprimorar a

articulação.

• Se houver dificuldades significativas na pronúncia, o foco inicial pode ser no

refinamento da articulação antes do treino do tato em si.

Passos para Refinamento da Articulação:

1. Consultar a Fonoaudióloga do Aluno:

o Verifique se há diagnósticos ou intervenções em andamento que

possam impactar a articulação da fala.

o Solicite orientações sobre exercícios específicos para melhorar a

produção dos sons necessários.

2. Treino de Ecoico Antes do Tato (Se Necessário):

o Se a criança tem dificuldades na repetição de sílabas ou palavras, utilize

um programa de ensino de ecoico antes de iniciar o ensino do tato.

o Use um modelo de reforçamento diferencial, reforçando mais

fortemente as tentativas que se aproximam da pronúncia correta.

3. Treino de Tatos com Ênfase na Clareza da Articulação:

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o Selecione 10 palavras funcionais que já fazem parte do repertório da

criança.

o Apresente o item e peça para a criança nomeá-lo.

o Caso a articulação esteja imprecisa, forneça um modelo ecoico da

palavra e reforce tentativas mais precisas.

o Generalize a nomeação pedindo que diferentes adultos familiares

ouçam e confirmem a inteligibilidade.

4. Acompanhamento e Generalização:

o Certifique-se de que a criança consegue emitir os tatos corretamente

em diferentes contextos, com diferentes interlocutores e em diferentes

ambientes.

o Ajuste a intervenção conforme necessário, priorizando a funcionalidade

da fala na comunicação do dia a dia.

Orientação para o Ensino do Marco Linguística 7M

Meta: O aluno deve demonstrar vocabulário receptivo de pelo menos 100 palavras,

respondendo corretamente a instruções como “Toque no nariz”, “Pule” e “Encontre

as chaves”.

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Considerações Importantes

• Esse marco está diretamente relacionado às habilidades de ouvinte, ou seja,

a capacidade da criança de compreender e responder a comandos verbais.

• Se o aluno não pontuar nesse marco, isso indica que é necessário

desenvolver habilidades prévias de ouvinte antes de focar na ampliação do

vocabulário receptivo.

• O terapeuta deve rastrear quais palavras já fazem parte do repertório do aluno

e continuar expandindo esse repertório sistematicamente.

Passos para o Desenvolvimento do Vocabulário Receptivo

1. Avaliação Inicial

• Verifique quantas palavras o aluno já compreende como ouvinte.

• Selecione instruções funcionais e relevantes, priorizando palavras usadas

no dia a dia da criança.

• Aplique os programas de ensino das habilidades de ouvinte antes de trabalhar

esse marco.

2. Programas de Ensino de Ouvinte Necessários

Caso o aluno não tenha pontuado no Linguística 7M, ele deve primeiro passar pelos

seguintes programas de habilidades de ouvinte:

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Ouvinte 6M: Selecione o item correto em uma matriz desalinhada de 6

estímulos para 40 objetos ou figuras diferentes.

Ouvinte 7M: Realize ações motoras específicas sob instrução (exemplo:

"Pule", "Bata palmas", "Vire").

Ouvinte 10M: Selecione o item correto em um livro, cena ilustrada ou no

ambiente natural quando nomeado.

Esses marcos devem ser ensinados antes de tentar expandir o vocabulário receptivo

para 100 palavras, ao conclui-los seu aprendiz era pontuar nesse marco.

3. Registro e Acompanhamento do Vocabulário Receptivo

• Registrar todos os itens que o aprendiz aprende a selecionar como ouvinte.

• Criar uma lista cumulativa para garantir que a criança está atingindo a meta

de 100 palavras.

• À medida que o repertório cresce, testar a generalização dessas palavras em

diferentes contextos e com diferentes interlocutores.

4. Estratégias Adicionais para Acelerar o Aprendizado

Uso de pistas visuais e gestuais no início, reduzindo gradualmente até que o aluno

responda apenas ao comando verbal.

Treinos variados em diferentes contextos, incluindo situações naturais para

garantir que a criança compreende os comandos fora do ambiente estruturado.

Reforçamento diferencial, reforçando mais as respostas corretas espontâneas e

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aproximadas, enquanto ajusta a dificuldade conforme o progresso.

Utilização de interesses da criança (exemplo: se a criança gosta de dinossauros,

usar comandos como "Toque no dinossauro azul").

Orientação para o Ensino do Marco Linguística 8M

Meta: O aluno deve emitir 10 declarações diferentes de 2 palavras por dia,

considerando qualquer tipo de enunciado verbal espontâneo, exceto ecoico

(exemplo: mandos e tatos).

Considerações Importantes

• Esse marco envolve produção verbal espontânea, então a criança precisa ter

um repertório mínimo de mandos e tatos para conseguir formar enunciados

de 2 palavras.

• O foco deve estar na emissão espontânea dessas declarações, sem depender

de modelos ou repetições induzidas.

• O terapeuta precisa registrar a frequência das declarações e analisar se elas

estão aumentando ao longo do tempo.

1. Marcos Pré-Requisitos Necessários

Para atingir esse marco, o aluno precisa dominar pelo menos:

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Mando 8M: Emite mandos com duas palavras em 10 ocasiões diferentes por

dia (exemplo: "Quero bola", "Ajuda abrir").

Tato 9M: Emite tatos com duas palavras para nomear objetos ou eventos

observáveis (exemplo: "Cachorro grande", "Carro azul").

Se o aluno ainda não atingiu esses marcos, é necessário ensiná-los primeiro antes

de esperar a emissão de 10 declarações espontâneas diárias.

2. Estratégias para Estimular Declarações Espontâneas

Aumentar oportunidades naturais para mandos e tatos:

• Criar situações onde a criança precise usar frases de duas palavras para pedir

algo desejado (mando) ou descrever algo que vê (tato).

Modelagem e reforço diferencial:

• Se o aluno disser apenas uma palavra, expandir e reforçar modelos corretos

com duas palavras (exemplo: se disser "suco", modelar "quero suco").

• Dar reforço mais forte para frases espontâneas que incluem duas palavras

corretamente estruturadas.

Uso de pistas mínimas e esvanecimento gradual:

• Evitar que a criança fique dependente de pistas verbais para falar frases de

duas palavras.

• Reduzir gradualmente as ajudas para que a emissão ocorra de forma natural.

Treino variado em diferentes contextos:

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• Estimular a emissão de frases em diferentes atividades e ambientes

(brincadeiras, refeições, passeios, interações sociais).

• Trabalhar com diferentes interlocutores para garantir generalização.

3. Registro e Monitoramento do Progresso

Registrar apenas declarações espontâneas que o aluno fizer ao longo do dia.

Contabilizar somente enunciados distintos (não contar repetições da mesma

frase).

Monitorar a frequência dessas declarações e analisar se a quantidade de

enunciados está aumentando gradativamente.

Orientação para o Ensino do Marco Linguística 9M

Meta: O aluno deve emitir prosódia funcional em pelo menos 5 situações

diferentes no mesmo dia, demonstrando variação natural no ritmo, ênfase e

entonação ao falar (exemplo: "Isso é MEU!", enfatizando a palavra "MEU").

Considerações Importantes

• A prosódia envolve a modulação da voz para expressar emoções, intenções

e dar significado ao discurso.

• Algumas crianças podem apresentar dificuldades com a entonação devido a

desafios motores, sensoriais ou pragmáticos da linguagem.

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• O ensino da prosódia deve ser realizado de forma natural e inserido em

contextos sociais e interativos.

1. Pré-requisitos para o Desenvolvimento da Prosódia

Para atingir esse marco, a criança precisa ter um repertório mínimo de:

Ecoico funcional – Capacidade de repetir palavras ou frases com precisão

auditiva.

Mandos e tatos com frases espontâneas – Para que a prosódia ocorra dentro

de um contexto comunicativo real.

Compreensão contextual – Capacidade de entender quando certas ênfases

fazem sentido no diálogo.

Se a criança ainda não tiver um ecoico funcional, primeiro é necessário ensinar

esse repertório antes de esperar a emissão natural da prosódia funcional.

2. Estratégias para Estimular a Prosódia Funcional

Uso do Programa de Ecoico para Modelagem

• Ensinar o aluno a imitar variações naturais de prosódia usando frases simples.

• Apresentar um modelo verbal com mudança na entonação e pedir para a

criança repetir (exemplo: dizer "Que legal!" com entusiasmo e esperar que o

aluno imite).

• Reforçar imitações mais próximas do modelo correto e ir ajustando aos poucos.

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Treino em Contextos Naturais

• Criar situações onde a variação da prosódia ocorra de forma funcional:

o Expressão de posse → “Isso é MEU!” (ênfase na palavra “MEU”)

quando outra criança tenta pegar um brinquedo.

o Surpresa → “Olha isso!” com tom de empolgação ao mostrar algo novo.

o Desapontamento → “Ah não...” com entonação triste ao perder um

jogo.

o Entusiasmo → “Uau, que legal!” ao ver algo interessante.

o Comando firme → “Pare AGORA” com tom de autoridade ao

estabelecer um limite.

Reforçamento Diferencial da Prosódia Adequada

• Reforçar verbalmente quando a criança usar prosódia de forma funcional:

"Muito bem! Você falou com entusiasmo!".

• Evitar reforçar frases mecânicas e sem variação de entonação.

Modelagem e Jogos Sociais

• Criar atividades lúdicas como:

o Jogos de interpretação de emoções → Exemplo: Cartões com

diferentes situações onde a criança deve responder usando a entonação

correta.

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o Imitação de personagens → Pedir para a criança imitar vozes de

personagens com variações de entonação.

o Brincadeiras com ecoico exagerado → Dizer frases com diferentes

emoções e pedir para a criança copiar.

Etapas de Ensino da Prosódia Funcional

1. Nível inicial: Treino com frases curtas (3 palavras)

a) Imitação guiada → Diga uma frase modelando a entonação correta e peça para o

aprendiz repetir com o mesmo ritmo e ênfase.

• Exemplo: “Isso é MEU!” (com ênfase no “MEU”).

• Use recurso visual (gráficos de intensidade de voz ou emojis representando

emoções).

b) Expressão verbal orientada → Peça para o aluno ler ou repetir a frase com a

entonação correta.

• Exemplo: “Diga isso com surpresa: ‘Olha isso!’” (com tom animado).

• Recurso visual presente para reforçar a variação da voz.

c) Expressão verbal independente → Mesma atividade, mas sem recurso visual

para garantir que o aluno generalizou a habilidade.

2. Nível intermediário: Frases mais longas (5 palavras)

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• Repetir as etapas a-c acima com frases mais complexas.

• Exemplo: “Eu quero esse brinquedo!” (ênfase em "quero").

• O terapeuta pode modelar diferentes emoções e contextos para estimular

variações naturais da prosódia.

3. Nível avançado: Frases longas e contextualizadas

• Aplicar as etapas anteriores a frases completas e mais naturais.

• Exemplo: “Isso não é justo!” (com tom de frustração).

• Garantir que a variação prosódica ocorra espontaneamente, sem precisar de

modelo constante.

4. Associação da Prosódia com Diferentes Contextos Sociais

a) Identificação do nível de entonação apropriado

• O aluno lê diferentes cenários e identifica qual tipo de prosódia deve ser

usada.

• Exemplo: “Falando com um amigo – tom de voz amigável.”

• Recurso visual presente (ícones representando emoções ou intensidade da

voz).

b) Identificação sem suporte visual

• O aluno agora precisa identificar o tom de voz correto sem apoio visual.

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c) Uso da prosódia em frases situacionais

• O aluno fala frases espontaneamente no tom adequado para o cenário

apresentado.

• Exemplo: “Pedir algo educadamente em um restaurante” → ‘Eu quero um

cheeseburger, por favor.’”

Recurso Visual

O recurso visual para ensinar prosódia funcional pode incluir diferentes tipos de

suporte para ajudar a criança a entender e diferenciar variações na intensidade,

ritmo e entonação da fala. Aqui estão algumas ideias de como isso pode ser feito:

1. Escala de Intensidade de Voz (Gráfico Visual)

Criar um gráfico de níveis de volume, representando diferentes intensidades de fala.

Exemplo de Escala Numérica:

1 - Sussurro (falar bem baixo, como contar um segredo)

2 - Voz suave (falar em uma conversa tranquila)

3 - Voz normal (conversa com amigos)

4 - Voz alta (chamando alguém de longe)

5 - Grito (avisando sobre perigo)

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Esse gráfico pode ser mostrado à criança para ajudá-la a escolher o tom adequado

para cada situação.

Uso na Prática:

• Apresente diferentes cenários sociais e peça para o aluno apontar no gráfico

qual nível de voz seria apropriado.

• Exemplo: "Se você está na biblioteca, qual nível de voz deve usar?" → (Aluno

aponta para 1 ou 2).

2. Emojis Representando Emoções e Entonação

Para ajudar a criança a associar emoções à prosódia, podemos usar emojis ou

imagens que representam diferentes modos de falar.

Entusiasmo → “Uau, que incrível!” (tom animado)

Frustração → “Isso não é justo!” (tom de descontentamento)

Tristeza → “Ah não, perdi meu brinquedo.” (tom triste)

Tom neutro → “Estou indo para a escola.” (fala sem emoção)

Surpresa → “Olha isso!” (tom surpreso)

Uso na Prática:

• Apresente uma frase e peça para a criança escolher um emoji que combine

com o tom de voz esperado.

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• Peça para a criança repetir a frase usando a entonação correspondente ao

emoji escolhido.

3. Termômetro de Voz (Desenho Simples ou Cartão Visual)

Outra forma de representar a intensidade da voz é por meio de um termômetro

visual, onde a parte de baixo indica uma voz mais baixa e a parte de cima representa

uma voz mais alta.

Exemplo:

• Azul = Voz baixa (sussurro, tom calmo)

• Verde = Voz normal (tom de conversa)

• Vermelho = Voz forte (grito, comando firme)

Uso na Prática:

• O terapeuta pode apontar no termômetro para indicar como o aluno deve

ajustar o volume da voz em diferentes contextos.

• Exemplo: "Se você está falando com um amigo no recreio, qual nível de voz

deve usar?" → Aponta para a cor verde.

4. Representação com Barras de Intensidade (Tipo Controle de Volume)

Criar uma imagem semelhante a um controle de volume de som, onde diferentes

barras representam níveis de intensidade vocal.

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Exemplo:

Baixo → Falar calmamente em sala de aula.

Médio → Conversar em tom normal.

Alto → Gritar em uma brincadeira ao ar livre.

Uso na Prática:

• O terapeuta pode pedir para a criança ajustar o “volume” da voz apontando

para as barras.

• Fazer atividades práticas, como jogos de imitação de diferentes volumes de

voz.

Esses recursos ajudam a criança a visualizar e praticar as mudanças na prosódia

de forma mais concreta e acessível. Eles podem ser impressos, usados em aplicativos

ou simplesmente desenhados no momento da terapia para ajudar na compreensão e

generalização da habilidade.

Orientação para o Ensino do Marco Linguística 10M

Meta: O aluno deve demonstrar um vocabulário expressivo total de 300 palavras,

considerando todos os operantes verbais (tato, mando, intraverbal), exceto ecoico.

Considerações Importantes

• Esse marco avalia a quantidade de palavras no repertório expressivo da

criança, mas focando na produção espontânea e funcional da linguagem.

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• Para atingir essa meta, é essencial trabalhar os três principais operantes

verbais em conjunto:

o Tato → Nomeação espontânea de objetos, ações, características, etc.

o Mando → Uso da linguagem para pedir algo ou expressar

necessidades.

o Intraverbal → Responder a perguntas e manter conversações.

• Apenas palavras espontâneas e distintas devem ser registradas

(repetições e respostas ecoicas não contam).

1. Marcos Pré-Requisitos Necessários

Para atingir esse marco, o aluno deve apresentar um repertório mínimo nos seguintes

operantes verbais:

Tato (nomeação espontânea de itens, ações e descrições) – O aluno deve já

ter um repertório básico de tatos antes de expandir para 300 palavras.

Mando (solicitações espontâneas) – O aluno precisa demonstrar a capacidade

de pedir diversos itens e ações antes de atingir esse marco.

Intraverbal (respostas verbais sem suporte visual) – O aluno deve ter um

repertório básico de respostas a perguntas e conversação.

Se a criança ainda não apresentar um repertório mínimo nesses operantes, é

necessário ensinar cada um deles antes de esperar um vocabulário expressivo amplo.

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23
2. Estratégias para Expandir o Vocabulário Expressivo

Ensinar Tatos, Mandos e Intraverbais em Conjunto

• Criar oportunidades naturais para que a criança expanda o vocabulário nos três

operantes verbais simultaneamente.

• Exemplo: Se a criança aprende o tato "cachorro", incentive o uso dessa palavra

também como mando ("Quero o cachorro!") e como intraverbal ("O que late?

Cachorro!").

Estimular a Generalização das Palavras em Diferentes Contextos

• Incentivar o uso de palavras conhecidas em diferentes ambientes e com

diferentes interlocutores.

• Exemplo: Se a criança já diz "carro" para nomear um brinquedo, reforçar o uso

da mesma palavra para pedir um carrinho ou responder perguntas sobre

carros.

Utilizar Modelagem e Reforçamento Diferencial

• Reforçar diferencialmente palavras novas e espontâneas que o aluno usar

corretamente.

• Dar menos reforço para palavras já conhecidas e mais reforço para palavras

novas no repertório expressivo.

Criar um Ambiente Rico em Linguagem

• Utilizar histórias, jogos interativos, músicas e brincadeiras que incentivem a

produção de novas palavras.

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• Criar situações naturais que demandem respostas verbais espontâneas,

como perguntas abertas e conversações guiadas.

Minimizar Dependência de Ecoico

• Se a criança tende a apenas repetir frases (ecoico), incentivar respostas

autônomas, modelando novas palavras e esperando uma resposta

independente antes de reforçar.

3. Registro e Monitoramento do Progresso

Registrar todas as palavras novas e espontâneas que o aluno disser ao longo

do dia.

Monitorar a frequência das palavras expressivas e verificar se o repertório está

aumentando gradativamente.

Registrar somente palavras espontâneas e distintas – repetições não devem

ser contadas.

Verificar a presença dos três operantes verbais no repertório do aluno e

ajustar o ensino conforme necessário.

Programa do Marco 11 de Linguística - Nome do Programa: Flexão


de Substantivos - Plurais e Posse
Emite flexões de substantivos combinando 10 substantivos
Marco: originais com sufixos para plurais (Ex: cachorro – cachorros) e
10 substantivos originais com sufixos para posse (Ex: coleira
de cachorro – coleira de gato).

@[Link]
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O aprendiz usará plurais corretamente em frases e responderá
Objetivo:
adequadamente sobre posse de objetos.

O aprendiz deve compreender e utilizar corretamente palavras

no singular. Ter um repertório verbal funcional para estruturar


Pré-requisitos:
frases simples e capacidade de discriminar e nomear objetos

comuns.

Para plurais: "Qual é o plural de ___?" ou "Como chamamos


SD (Estímulo
mais de um ___?" Para posse: "De quem é este objeto?" ou "A
Discriminativo):
quem pertence isso?"

Nomear corretamente o plural de um substantivo. Responder


Resposta
adequadamente sobre a posse de objetos, utilizando estruturas
Esperada:
gramaticais apropriadas.

1. Ensinar em conjuntos de 3 palavras por vez.2. Apresentar

imagens com singular e plural.3. Nomear os itens corretamente

no plural.4. Descrever imagens usando a forma plural (Ex:

"Vejo três cachorros").5. Randomizar os alvos dominados.6.


Procedimento
Para posse, apresentar imagens com objetos pertencentes a
Instrucional:
diferentes pessoas.7. Perguntar "De quem é ___?" e modelar a

resposta corretamente.8. Variar as perguntas para diferentes

objetos e pronomes (dele, dela, meu, seu).9. Generalizar para

diferentes contextos e interlocutores.

@[Link]
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Cachorro → Cachorros Gato → Gatos Bola → Bolas Mesa →
Alvos de Ensino -
Mesas Carro → Carros Pássaro → Pássaros Livro → Livros
Plurais:
Sapato → Sapatos Boneca → Bonecas Amigo → Amigos

A bola é do menino / A bola é dele. A mochila é da menina / A

mochila é dela. O carrinho é do Pedro / O carrinho é dele .A

boneca é da Ana / A boneca é dela. O livro é do professor / O


Alvos de Ensino -
livro é dele. A cadeira é da professora / A cadeira é dela. O
Posse:
brinquedo é do bebê / O brinquedo é dele. O caderno é do

aluno / O caderno é dele. O gato é do vizinho / O gato é dele. A

casa é da família / A casa é deles.

1. Modelo verbal total + apoio visual-textual (se necessário).2.


Ajudas:
Modelo verbal parcial.3. Independente.

Se o aprendiz errar, fornecer um modelo correto e repetir a


Correção de
pergunta. Se continuar errando, reduzir o conjunto de palavras
Erros:
ensinadas e progredir gradualmente.

Reforçar o uso espontâneo do plural e posse em diferentes


Manutenção e
contextos e com diferentes interlocutores. Criar situações
Generalização:
variadas para aplicar os conceitos em ambiente natural.

Reforço diferencial para respostas corretas espontâ[Link]


Sistema de
necessário, reforço tangível ou social (elogios) para incentivar a
Reforçamento:
participação.

@[Link]
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Programa do Marco 12 de Linguística - Programa de Ensino:
Flexão de Verbos - Passado e Futuro
Emite flexões de verbos combinando 10 verbos no infinitivo

com sufixos para passado simples (Ex: brincar – brincou) e 10


Marco:
verbos no infinitivo com sufixos ou afixos para futuro simples

(Ex: brincar – brincará ou vai brincar).

Quando perguntado aleatoriamente, o aprendiz identificará o

Objetivo: passado e o futuro dos verbos irregulares (ex: ir/fui) dentro de

2 segundos.

O aprendiz deve ter um repertório verbal funcional e ser


Pré-requisitos:
capaz de estruturar frases simples.

O terapeuta apresenta uma instrução com o verbo-alvo (ex:


SD (Estímulo
"vá") e faz perguntas como:- “O que você vai fazer?”- “O que
Discriminativo):
você está fazendo?”- “O que você acabou de fazer?”

Resposta O aprendiz deve responder corretamente no tempo verbal

Esperada: apropriado, utilizando a conjugação correta do verbo.

1. Sente-se em frente ao aprendiz e ganhe sua atenção.2. Dê


Procedimento uma instrução usando um verbo-alvo no infinitivo (ex:
Instrucional: "vá...").3. Faça perguntas aleatórias sobre passado e futuro.4.

Randomize os verbos para evitar previsibilidade.5. Quando o

@[Link]
28
aprendiz responder corretamente em até 3 segundos, elogie e

reforce diferencialmente.6. Se errar, forneça um modelo

verbal correto e repita a tentativa.7. Esvaneça as dicas

progressivamente nas oportunidades subsequentes.

1. Introduzir os verbos no infinitivo.2. Ensinar a conjugação no

passado simples e futuro.3. Randomizar os verbos dominados


Etapas de Ensino:
nos conjuntos de ensino (RR - Resposta Randômica).4.

Praticar a flexão dos verbos em diferentes contextos.

Alvos de Ensino -

Verbos no Comer, Dizer, Saber, Brincar, Dar.

Infinitivo:

Alvos de Ensino -
Comeu, Disse, Soube, Brincou, Deu.
Passado Simples:

Alvos de Ensino -
Comerá, Dirá, Saberá, Brincará, Dará.
Futuro Simples:

1. Modelo verbal total + apoio visual (se necessário).2.


Ajudas:
Modelo verbal parcial.3. Independente.

Se o aprendiz errar, fornecer um modelo verbal correto e

Correção de Erros: repetir a pergunta. Se continuar errando, reduzir o conjunto de

verbos ensinados e progredir gradualmente.

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29
Reforçar o uso espontâneo da conjugação verbal em

Manutenção e diferentes contextos e com diferentes interlocutores. Criar

Generalização: situações variadas para aplicar os tempos verbais em

ambiente natural.

Reforço diferencial para respostas corretas espontâneas. Se


Sistema de
necessário, reforço tangível ou social (elogios) para incentivar
Reforçamento:
a participação.

Programa do Marco 13 de Linguística - Programa de Ensino:


Frases Nominais com Modificadores
Emite 10 diferentes frases nominais contendo pelo menos 3

palavras, com 2 modificadores (Ex: adjetivos, preposições,


Marco:
pronomes) (Ex: “Ele é meu boneco”, “Eu quero sorvete de

chocolate”).

O aprendiz usará pelo menos adjetivos, preposições e

Objetivo: pronomes enquanto fala, descrevendo algo ou conversando.

(Ex: “Eu não gosto de ___ porque tem gosto de…”)

O aprendiz deve conhecer e utilizar adjetivos, preposições e


Pré-requisitos:
pronomes ensinados nos níveis 12M e 13M de Tato.

SD (Estímulo O terapeuta apresenta perguntas e pistas visuais/textuais para


Discriminativo): incentivar a construção de frases com

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[Link]:- “Quem é bonita?”- “Onde está o seu

___?”

O aprendiz deve produzir frases com pelo menos três palavras


Resposta
contendo dois modificadores (Ex: adjetivos, preposições,
Esperada:
pronomes).

1. Escreva alguns adjetivos com o mesmo significado já

ensinados no Tato 13M (ex: Bonito = Belo = Lindo =

Maravilhoso).2. Apresente ao aprendiz a pista textual e/ou

Procedimento imagem correspondente.3. Faça perguntas de acordo com as

Instrucional: etapas abaixo, primeiro com pista textual e depois sem. 4.

Torne a atividade o mais divertida possível, minimizando

ocorrências de erro.5. Se alguma etapa for muito difícil para o

aprendizl, pule para a etapa D.

A) Pergunte: “Qual seria outro nome para [Bonito]?”B)

Pergunte: “O que é [Bonito]?”C) Nomeie três coisas que são

[Bonitas].D) Ensine o aprendiz a fazer frases com adjetivos

Etapas de incentivando respostas com pronomes (ex: “Ela é bonita”, “Eu

Ensino: acho que a…”).E) Acrescente preposições mostrando imagens

e situações ensinadas no Tato 12M (ex: em cima, embaixo,

dentro, fora).Pergunte: “Onde está o seu ___?” e ensine

respostas completas (ex: “O meu ___ está dentro da caixa”).

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Exemplos de - “Ele é meu boneco.”- “Eu quero sorvete de chocolate.”- “O

Frases cachorro está embaixo da mesa.”- “Minha mochila está dentro

Esperadas: do armário.”

1. Modelo verbal total + apoio visual (se necessário).2. Modelo


Ajudas:
verbal parcial.3. Independente.

Se o aprendiz errar, fornecer um modelo verbal correto e repetir


Correção de
a [Link] continuar errando, reduzir a complexidade da
Erros:
frase e progredir gradualmente.

Reforçar o uso espontâneo de frases completas em diferentes


Manutenção e
contextos e com diferentes [Link] oportunidades
Generalização:
naturais para o uso dos modificadores.

Reforço diferencial para respostas corretas espontâ[Link]


Sistema de
necessário, reforço tangível ou social (elogios) para incentivar a
Reforçamento:
participação.

Orientação para o Ensino do Marco Linguística 14M

Meta: O aprendiz deve emitir 10 diferentes frases de ação contendo pelo menos 3

palavras, incluindo 2 modificadores (como advérbios, preposições e pronomes).

Considerações Importantes

• Esse marco está relacionado ao uso funcional da linguagem para descrever

ações com detalhes.

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• A criança deve ser capaz de estruturar frases com sujeito, verbo e

complemento, além de incorporar modificadores para expressar

intensidade, direção e outros atributos.

• O aprendizado deve ocorrer de maneira gradual e contextualizada,

garantindo que o aluno generalize as frases aprendidas para diferentes

situações do dia a dia.

1. Marcos Pré-Requisitos Necessários

Para atingir esse marco, a criança deve já ter um repertório mínimo em:

Compreensão e uso de verbos de ação (ex: correr, empurrar, subir).

Conhecimento básico de advérbios e preposições (ex: rápido, devagar, em

cima, embaixo).

Uso funcional de pronomes (ex: eu, você, ele, ela, meu, seu).

Se o aprendiz não atingir esses pré-requisitos, é necessário ensiná-los primeiro

antes de esperar a emissão espontânea das frases de ação com modificadores.

2. Estratégias para Ensinar Frases de Ação com Modificadores

Uso de Modelagem e Reforço Diferencial

• Forneça modelos verbais enfatizando a ação e os modificadores:

o Exemplo: “Empurre mais forte!” (ênfase no advérbio “mais forte”).

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• Reforçar respostas espontâneas e completas, enquanto modela respostas

mais estruturadas para enunciados incompletos.

Treino com Estímulos Visuais e Situações Naturais

• Apresente imagens ou vídeos de diferentes ações e peça que o aluno

descreva a cena com frases completas.

• Crie situações interativas onde o aprendiz precise dar comandos ou

responder a perguntas sobre ações.

• Exemplo: Durante uma atividade de empilhar blocos, pergunte: “Como

podemos colocar o bloco?” e incentive respostas como “Coloque o bloco

bem devagar”.

Uso de Jogos e Atividades Lúdicas

• Jogos de imitação de ações onde o aluno precisa descrever o que está

acontecendo (ex: “Corra mais rápido!”).

• Brincadeiras com instruções progressivas, onde o aluno precisa dar ordens

detalhadas para que outra pessoa siga (ex: “Pule bem alto para pegar a bola”).

Treino Variado para Aumentar a Generalização

• Praticar o uso de frases de ação com modificadores em diferentes contextos

(ex: na escola, em casa, no parque).

• Trabalhar com diferentes interlocutores para garantir que a habilidade seja

generalizada.

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3. Estrutura das Frases Esperadas

Sujeito + Verbo + Modificadores

Exemplos de Frases Completas:

• “Empurre mais forte.” (Verbo + Advérbio)

• “Suba as escadas rápido.” (Verbo + Objeto + Advérbio)

• “Coloque o brinquedo dentro da caixa.” (Verbo + Objeto + Preposição)

• “Segure firme na minha mão.” (Verbo + Advérbio + Preposição)

• “Fale comigo devagar.” (Verbo + Advérbio + Preposição)

4. Registro e Monitoramento do Progresso

Registrar todas as frases de ação emitidas pelo aluno ao longo das atividades.

Monitorar a frequência e verificar se o repertório de frases está aumentando

gradualmente.

Registrar somente frases espontâneas e distintas, excluindo repetições.

5. Correção de Erros e Ajustes no Ensino

• Se o aluno não usar modificadores, forneça um modelo verbal:

o Exemplo: Aluno diz: “Empurre.”

o Terapeuta modela: “Empurre mais forte.”

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• Se a criança usar frases incompletas, incentive a expansão gradual da

resposta.

• Utilize esvanecimento de dicas, reduzindo gradativamente o suporte verbal e

visual até que o aluno consiga produzir as frases independentemente.

6. Manutenção e Generalização

Reforçar o uso espontâneo de frases de ação em diferentes contextos (ex:

brincadeiras, conversas, instruções do dia a dia).

Criar oportunidades naturais para que o aprendiz utilize as frases de ação com

modificadores sem a necessidade de instrução direta.

Orientação para o Ensino do Marco Linguística 15M

Meta: O aprendiz deve combinar frases nominais e de ação para produzir 10

diferentes orações sintaticamente corretas contendo pelo menos 5 palavras (Ex:

“O cachorro lambeu meu rosto”).

Considerações Importantes

• Esse marco está relacionado à expansão da estrutura gramatical e ao uso

funcional da linguagem em frases mais complexas.

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• A criança deve ser capaz de combinar sujeito, verbo, objeto e modificadores,

criando enunciados que descrevem ações e características de forma mais

elaborada.

• O aprendizado deve ocorrer de forma progressiva e contextualizada,

garantindo que o aluno consiga generalizar o uso das frases.

1. Marcos Pré-Requisitos Necessários

Para atingir esse marco, a criança deve já ter um repertório mínimo em:

Linguística 14M – Emitir frases de ação com advérbios, preposições e

pronomes.

Tato – Nomear objetos, pessoas e ações com mais detalhes.

Capacidade de unir frases nominais e de ação (ex: “O menino está correndo

rápido”).

Se o aluno ainda não atingiu esses marcos, é necessário ensiná-los primeiro antes

de esperar a combinação espontânea das frases.

2. Estratégias para Ensinar a Construção de Frases Maiores

Uso de Modelagem e Reforço Diferencial

• Ensinar como expandir frases curtas para frases completas, fornecendo

exemplos e reforçando tentativas espontâneas.

• Exemplo de modelagem:

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o Aluno: “O cachorro correu.”

o Terapeuta expande: “O cachorro correu atrás do gato.”

Uso de Perguntas para Estimular a Combinação de Frases

• “Quem fez isso?” (para incentivar a adição de um sujeito).

• “O que ele fez?” (para adicionar uma ação).

• “Onde ele fez isso?” (para incluir um modificador).

Uso de Jogos e Situações Reais

• Criar brincadeiras onde o aluno precisa descrever o que aconteceu utilizando

frases completas.

• Exemplo: Durante um jogo de faz de conta, perguntar “O que aconteceu

aqui?” e incentivar respostas mais extensas.

Treino Variado para Aumentar a Generalização

• Apresentar diferentes cenários e pedir ao aluno para criar frases completas.

• Trabalhar com diferentes interlocutores para garantir que a habilidade seja

generalizada.

• Fazer perguntas em ambientes naturais (ex: “O que aconteceu na escola

hoje?”).

3. Estrutura das Frases Esperadas

Sujeito + Verbo + Objeto + Modificadores

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Exemplos de Frases Completas:

• “O cachorro lambeu meu rosto.”

• “A menina correu pelo parque.”

• “Meu irmão jogou bola na quadra.”

• “A professora leu um livro para nós.”

• “Eu peguei minha mochila na sala.”

4. Registro e Monitoramento do Progresso

Registrar todas as frases espontâneas e distintas que o aluno produzir ao longo das

atividades.

Monitorar a frequência das frases longas e verificar se o repertório está aumentando

gradativamente.

Verificar se o aluno consegue combinar frases nominais e de ação sem depender de

pistas.

5. Correção de Erros e Ajustes no Ensino

• Se o aluno usar frases curtas ou incompletas, modelar uma resposta mais

elaborada.

• Se houver dificuldade em incluir modificadores, incentivar o uso gradual de

advérbios, preposições e pronomes.

• Utilizar pistas discretas e esvanecê-las progressivamente.

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6. Manutenção e Generalização

Reforçar o uso espontâneo de frases completas em conversas naturais.

Criar oportunidades para que o aprendiz descreva eventos e ações usando frases

mais extensas.

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40
Agradeço por ter chegado até aqui e por confiar no meu trabalho. Sei que sua

dedicação como terapeuta faz toda a diferença, e é um privilégio fazer parte

dessa jornada.

Se este manual contribuiu para facilitar sua prática e ajudar seus alunos, eu me

sinto realizada. Meu desejo é que você continue impactando vidas com seu

trabalho e que este material seja apenas o começo de muitos avanços

Vamos continuar essa conversa?

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e materiais exclusivos. Juntos, podemos trocar experiências e construir ainda

mais estratégias para transformar vidas.

Obrigada por fazer parte dessa jornada!

Vamos juntos transformar o aprendizado em um processo mais acessível, eficaz

e humano.

Referências:

@[Link]
41
• Cooper, J. O., Heron, T. E., & Heward, W. L. (2020). Applied Behavior Analysis
(3rd ed.). Pearson.

• Sundberg, M. L. (2008). VB-MAPP: Verbal Behavior Milestones Assessment and


Placement Program. AVB Press.

• Schreibman, L. (2005). The Science and Fiction of Autism. Harvard University


Press.

• Leaf, R., & McEachin, J. (1999). A Work in Progress: Behavior Management


Strategies and a Curriculum for Intensive Behavioral Treatment of Autism. DRL
Books.

• Greer, R. D., & Ross, D. E. (2008). Verbal Behavior Analysis: Inducing and
Expanding New Verbal Capabilities in Children with Language Delays. Pearson.

• Lovaas, O. I. (2003). Teaching Individuals with Developmental Delays: Basic


Intervention Techniques. Pro-Ed.

• Partington, J. W. (2006). The ABLLS-R: Assessment of Basic Language and


Learning Skills - Revised. Behavior Analysts, Inc.

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