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ESTADO DE PERNAMBUCO
MUNICÍPIO DE OLINDA
GABINETE DO PREFEITO
LEI Nº 6229/2022
Câmara Municipal de Olinda
Patrimônio Natural e Cultural da Humanidade
Cria a Ouvidoria-Geral do Município e reorganiza a
Controladoria-Geral do Município, tornando-as
órgãos permanentes na estrutura da Administração
Pública Municipal.
A CÂMARA MUNICIPAL DE OLINDA decreta,
E eu sanciono a presente lei
Em, 06 de maio de 2022.
LUPÉRCIO CARLOS DO NASCIMENTO
Prefeito
TÍTULO I
DA OUVIDORIA-GERAL DO MUNICÍPIO
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 1º Fica criada a Ouvidoria- Geral do Município de Olinda,
unidade administrativa permanente e diretamente vinculada ao
Gabinete do Secretário de Governo, que tem por finalidade coordenar
a Rede de Ouvidores Públicos do Município através de um sistema
integrado, que possibilitará receber reclamações, solicitações,
informações, denúncias, sugestões e elogios sobre o desempenho de
órgãos entidades do Poder Executivo Municipal, visando contribuir
para o fortalecimento da cidadania e a melhoria da qualidade dos
serviços prestados pelo Município de Olinda.
Art. 2º A Ouvidoria-Geral do Município terá como fundamentos
precípuos:
I – Promover a participação do usuário na Administração Pública, em
cooperação com outras entidades de defesa do usuário;
II – Acompanhar a prestação dos serviços visando a garantir a sua
efetividade;
III – Propor aperfeiçoamento na prestação dos serviços;
IV – Auxiliar na prevenção e correção dos atos e procedimentos
incompatíveis com os princípios da Administração Pública;
V – Propor a adoção de medidas para a defesa dos direitos do usuário,
em observância às determinações desta Lei.
Art. 3º - Compete a Ouvidoria-Geral do Município de Olinda exercer,
em especial, as seguintes atribuições, sem prejuízo de outras a serem
definidas em Decreto:
I – Receber e apurar todas as manifestações referentes às reclamações
solicitações, informações, denúncias, sugestões e elogios que lhes
forem dirigidas a qualquer órgão, agente ou servidor público da
Administração Pública Direta e Indireta, notificando-o para
esclarecimentos necessários ou para simples conhecimento;
II – Promover intercâmbio entre as ouvidorias dos órgãos públicos do
Município de Olinda, através de um sistema integrado de rede;
III – Sistematizar informações sobre a atuação dos órgãos e entidades
municipais, no que se refere às respectivas ouvidorias, através do
monitoramento e avaliação dos seus indicadores de desempenho;
IV – Orientar os órgãos e entidades da Administração Pública
Municipal quanto aos procedimentos necessários para implantação de
novas ouvidorias;
V – Subsidiar tecnicamente as ouvidorias existentes, em relação aos
procedimentos técnicos específicos da área;
VI – Garantir a todos os usuários o sigilo, a discrição e a fidelidade
quanto ao conteúdo e providências de suas manifestações;
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VII – Sugerir ações de melhoria para as ouvidorias, evitando a
reincidência de manifestações pertinentes à ineficiência da máquina
estatal;
VIII - Divulgar anualmente, de forma ampla e transparente, relatório
das ações por ela desenvolvidas;
IX – Divulgar periodicamente os relatórios gerenciais com dados
estatísticas e quantitativos quanto ao desempenho das ouvidorias da
Administração Pública Municipal;
X – Desenvolver outras atividades correlatas.
Art. 4º - O relatório das ações de que trata o inciso VIII do caput do
art. 3º deverá indicar, ao menos:
I – O número de manifestações recebidas no ano anterior;
II – Os motivos das manifestações;
III – A análise dos pontos recorrentes; e
IV – As providências adotadas pela Administração Pública nas
soluções apresentadas.
PARÁGRAFO ÚNICO - O relatório das ações será encaminhado,
anualmente, até o dia 31 de dezembro, ao Chefe do Poder Executivo
Municipal e ao Procurador –Geral do Município, além de
disponibilizá-lo integralmente na internet.
Art. 5 º - Os órgãos e entidades da Administração Pública Municipal,
bem como os servidores e agentes públicos, deverão prestar as
informações solicitadas pela Ouvidoria-Geral do Município no prazo
de dez (10) dias úteis.
PARÁGRAFO ÚNICO. O prazo previsto no caput deste artigo
poderá ser prorrogado, por igual período, a critério do Ouvidor-Geral
do Município.
Art. 6 º - Em trinta (30) dias úteis, prorrogável de forma justificada
uma única vez, por igual período, a Ouvidoria-Geral do Município
cientificará ao usuário a decisão administrativa final adotadas à
demanda por ele trazida.
CAPÍTULO II
DO OUVIDOR-GERAL DO MUNICÍPIO
Art. 7 º - O Cargo de Ouvidor-Geral do Município será de livre
nomeação e exoneração do Chefe do Poder Executivo dentre as
pessoas com mais de trinta (30) anos de idade, que tenham reputação
ilibada e idoneidade moral a quem caberá a gestão máxima da
Ouvidoria-Geral do Município de Olinda.
PARÁGRAFO ÚNICO. O cargo comissionado e a respectiva
remuneração do Ouvidor-Geral do Município serão criados por lei
específica.
Art. 8 º - O Ouvidor-Geral do Município será auxiliado por servidor
público efetivo a ser lotado na Ouvidoria-Geral do Município.
Art. 9 º - Os integrantes lotados na Ouvidoria-Geral do Município são
obrigados a guardar sigilo sobre dados e informações obtidas em razão
do exercício de suas funções, utilizando-as, exclusivamente, para a
elaboração de relatórios destinados à chefia imediata.
Art. 10. A inobservância das determinações previstas nesta Lei por
parte do Ouvidor-Geral do Município, ensejará à penalidade de
exoneração do respectivo cargo comissionado.
CAPÍTULO III
DA AMPLA DIVULGAÇÃO DA OUVIDORIA-GERAL DO
MUNICÍPIO
Art. 11. Todos os órgãos públicos da Administração Pública
Municipal que prestem serviços de atendimento à população ficam
obrigados a disponibilizar, em local visível e de fácil acesso, e com
linguagem de fácil compreensão, informações sobre os meios de
contato e as funções da Ouvidoria-Geral do Município de Olinda.
Art. 12. A disponibilização de que trata o artigo anterior deve
abranger todos os dados necessários à solicitação de informações, bem
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como à realização de denúncias, reclamações e sugestões.
PARÁGRAFO ÚNICO - Entre os dados de que trata o caput,
incluem-se o:
I – Número telefônico;
II – Endereço do sítio eletrônico;
III – Endereço de correio eletrônico; e
IV – Endereço Físico.
Art. 13. As informações de que trata o art. 11 deverão ser amplamente
disponibilizadas através da utilização de banners, placas ou cartazes.
PARÁGRAFO ÚNICO. Os banners, placas e cartazes deverão ser
confeccionados no tamanho mínimo de 50 x 50 cm (cinquenta
centímetros por cinquenta centímetros) e seu texto deverá possuir
formato que facilite a visualização de informação por parte da
população.
TÍTULO II
DO CONTROLE INTERNO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
MUNICIPAL
CAPÍTULO I
DO SISTEMA DE CONTROLE INTERNO MUNICIPAL (SCIM)
Art. 14. Para os efeitos desta Lei, considera-se:
I – Sistema de Controle Interno Municipal (SCIM) – o conjunto de
normas, princípios, métodos e procedimentos, coordenados entre si,
que busca realizar a avaliação da gestão pública e dos programas de
governo, bem como comprovar a legalidade, eficácia, eficiência e
economicidade da gestão orçamentária, financeira, patrimonial e
operacional dos órgãos e entidades da Administração Pública
Municipal;
II – Órgão Central do Sistema de Controle Interno Municipal – a
unidade organizacional responsável pela coordenação, Orientação e
acompanhamento do sistema de controle interno;
III – Unidades Executoras – as diversas unidades da estrutura
organizacional, no exercício das atividades de controle interno
inerentes às suas funções finalísticas ou de caráter administrativo;
IV – Pontos de Controle – os aspectos relevantes em um sistema
administrativo; integrantes das rotinas de trabalho, sobre os quais, em
função de sua importância; grau de risco ou efeitos posteriores, deva
haver alguns procedimentos de controle.
Art. 15. O Sistema de Controle Interno Municipal (SCIM), com
atuação prévia, concomitante e posterior aos atos administrativos, visa
à avaliação da ação governamental e da gestão fiscal dos gestores
municipais, por intermédio da fiscalização contábil, financeira,
orçamentária, operacional e patrimonial quanto à legalidade,
legitimidade, economicidade, eficiência, aplicação de subvenções e
renúncias de receitas.
Art. 16. Fica definidas a Controladoria-Geral do Município de Olinda
como Órgão Central do Sistema de Controle Interno Municipal, de
caráter permanente e diretamente vinculado ao Gabinete do Prefeito,
que tem por finalidade implementar, efetivar e promover o Sistema de
Controle Interno Municipal (SCIM).
Art. 17. São consideradas as principais unidades executoras do
Sistema de Controle Interno Municipal (SCIM), a Procuradoria-Geral
do Município, a Diretoria-Geral de Recursos Humanos e a Comissão
Permanente para Assuntos de Licitação da Secretaria de Gestão de
Pessoas e Administração, a Diretoria-Geral de Administração
Financeira e a Diretoria de Administração Tributária da Secretaria da
Fazenda.
CAPÍTULO II
DA CONTROLADORIA GERAL DO MUNICÍPIO
Seção I
Da Competência
Art. 18. Compete à Controladoria-Geral do Município de Olinda
exercer, em especial, as seguintes atribuições, sem prejuízo de outras a
serem definidas em Decreto:
I – Fiscalizar e avaliar a execução dos programas de governo;
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II – Apoiar as unidades executoras, vinculadas às secretarias e aos
demais órgãos municipais, na normatização, sistematização e
padronização dos seus procedimentos e rotinas operacionais, em
especial no que tange à Identificação e avaliação dos pontos de
controle;
III – Exercer o controle das operações de crédito, garantias, direitos e
haveres do município;
IV – Verificar e avaliar a adoção de medidas para o retorno da despesa
total com pessoal ao limite de que tratam os artigos 22 e 23 da Lei de
Responsabilidade Fiscal – LRF;
V – Verificar a observância dos limites e das condições para
realização de operações de crédito e inscrição em Restos a Pagar;
VI – Verificar a destinação de recursos obtidos com a alienação de
ativos, tendo em vista as restrições constitucionais e legais, em
especial as contidas na LRF;
VII – Definir o processamento e acompanhar a realização das
Tomadas de Contas Especiais, conforme determinado pelo Tribunal de
Contas;
VIII – Avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual
e a execução dos programas de governo e dos orçamentos da
Administração Pública Direta e Indireta;
IX – Verificar a legalidade e avaliar os resultados quanto à eficácia e
eficiência gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e
entidades da Administração Municipal e da aplicação de recursos por
entidades de direito público e direito privado.
X - Exercer o controle de operações de crédito, avais e garantias, bem
como dos direitos e haveres do Município;
XI – Apoiar o controle externo no exercício de sua missão
institucional;
XII – Examinar as demonstrações contábeis, orçamentárias e
financeiras dos fundos municipais e dos órgãos e entidades da
Administração Direta e Indireta do Município;
XIII – Examinar as prestações de contas dos agentes da
Administração Direta e Indireta do Município, responsáveis por bens e
valores pertencentes ou confiados à Fazenda Pública Municipal;
XIV – Acompanhar e examinar os processos licitatórios;
XV – Avaliar a execução dos serviços de qualquer natureza, mantidos
pela Administração Direta e Indireta;
XVI – Zelar pelo fiel cumprimento das leis e de outros atos
normativos, inclusive os oriundos do próprio Governo Municipal,
pelos órgãos e entidades da Administração Direta e Indireta;
XVII – Controlar a utilização e a segurança dos bens de propriedade
do Município;
XVIII – Fiscalizar o cumprimento dos contratos, convênios, acordos e
ajustes de qualquer natureza;
XIX – Realizar controle prévio da atuação dos órgãos municipais,
inclusive, por meio de ações preventivas planejadas;
XX – Zelar pela moralidade, impessoalidade, eficiência,
economicidade e legalidade dos atos administrativos, inclusive dos
processos licitatórios, contratos, pagamentos, execução orçamentária e
despesas com pessoal;
XXI – Executar outras atribuições correlatas e/ou determinadas pelo
Prefeito e aquelas inerentes ao Sistema de Controle Interno Municipal,
inclusive aquelas decorrentes das recomendações expedidas pelo
Tribunal de Contas do Estado e da União.
Seção II
Da Composição da Controladoria-Geral do Município
Art. 19. São agentes de controle interno, compondo a Controladoria-
Geral do Município:
I. O Controlador-Geral do Município;
II. O Controlador-Geral Adjunto;
III. Os Analistas de Controle Interno.
PARÁGRAFO ÚNICO - As unidades administrativas internas da
Controladoria-Geral do Município serão definidas em regulamento.
Art. 20. São garantias dos agentes de controle interno do município:
I. Independência funcional para o desempenho das atividades na
Administração Pública Municipal;
II. O livre acesso a documentos e bancos de dados indispensáveis ao
exercício das funções de controle interno;
III. Não ser constrangido, por qualquer modo ou forma, a agir em
desconformidade com a sua consciência ético-profissional.
Art. 21. São prerrogativas dos agentes de controle interno:
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I. Requisitar auxílio e colaboração das autoridades públicas para o
exercício de suas atribuições;
II. Requisitar, dos órgãos e entidades municipais, bem ainda das
autoridades competentes, certidões, documentos, informações e
diligências necessárias ao desempenho de suas atribuições no âmbito
do Sistema de Controle Interno.
Art. 22. No âmbito do Poder Executivo Municipal, nenhum órgão,
servidor ou agente público poderá negar acesso ao exame de processos
e documentos aos agentes de controle interno, desde que formalmente
requisitado por estes, no exercício das atribuições inerentes às
atividades de auditoria, fiscalização e avaliação de gestão.
Art. 23. Os órgãos e entidades da Administração Pública Municipal,
bem como os servidores e agentes públicos, deverão prestar as
informações solicitadas pelos agentes de controle interno no prazo de
dez (10) dias úteis.
PARÁGRAFO ÚNICO - O prazo previsto no caput deste artigo
poderá ser prorrogado, por igual período, a critério do Controlador-
Geral do Município.
Art. 24. É terminantemente vedada a delegação ou a terceirização da
atividade própria de controle interno, por ser típica da Administração
Pública.
Art. 25. Além dos agentes de controle interno, a Controladoria-Geral
do Município poderá ser auxiliada por servidores públicos efetivos de
nível médio ou superior, que atuarão apenas do exercício da atividade-
meio do respectivo órgão.
Art. 26. Todos os integrantes da Controladoria-Geral do Município
são obrigados a guardar sigilo sobre dados e informações obtidas em
razão do exercício de suas funções, utilizando-as, exclusivamente,
para a elaboração de relatórios destinados à chefia imediata.
Seção III
Do Controlador-Geral do Município
Art. 27. O cargo de Controlador-Geral do Município será de livre
nomeação e exoneração do Chefe do Poder Executivo dentre as
pessoas com mais de trinta anos (30) de idade, que tenham reputação
ilibada, idoneidade moral e possuam graduação em Ciências
Contábeis, Ciências Econômicas, Direito ou em Administração, a
quem caberá a gestão máxima da Controladoria-Geral do Município
de Olinda.
§ 1º Para nomeação no cargo, o Controlador-Geral do Município não
poderá ter, na qualidade de gestor ou responsável por bens ou
dinheiros públicos, prestação de contas rejeitada pelo Tribunal de
Contas do Estado ou da União em decisão irrecorrível.
§ 2º O Controlador-Geral do Município não poderá ser parente
consanguíneo ou afim, até terceiro grau, inclusive, de qualquer gestor
do primeiro ou do segundo escalão da Administração Pública Direta
ou Indireta do município.
§ 3º O cargo comissionado e a respectiva remuneração do
Controlador-Geral do Município serão criados por lei específica.
Art. 28. A inobservância das determinações previstas nesta Lei por
parte do Controlador-Geral do Município, ensejará a penalidade de
exoneração do respectivo cargo comissionado.
Seção IV
Do Controlador-Geral Adjunto
Art. 29. O Controlador-Geral do Município, em suas ausências
temporárias e impedimentos, será substituído pelo Controlador-Geral
Adjunto, designado pelo Chefe do Poder Executivo dentre os
Analistas de Controle Interno para o exercício da respectiva função
gratificada.
§ 1º - A substituição de que trata parágrafo anterior confere ao
substituto as mesmas prerrogativas do cargo do substituído.
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§ 2º - Quando a substituição corresponder a 15 (quinze) dias ou mais,
ao substituto será conferida a mesma remuneração do substituído, na
proporção dos dias trabalhados.
§ 3º - O Controlador-Geral Adjunto não poderá ser parente
consanguíneo ou afim, até terceiro grau, inclusive, de qualquer gestor
do primeiro ou do segundo escalão da Administração Pública Direta
ou Indireta do município.
§ 4º - A função gratificada e a respectiva remuneração do
Controlador-Geral Adjunto serão criadas por lei específica.
Art. 30. A inobservância das determinações previstas nesta Lei por
parte do Controlador-Geral Adjunto, ensejará a penalidade de
destituição da função gratificada.
Seção V
Dos Analistas de Controle Interno
Art. 31. O Controlador-Geral do Município será auxiliado por
Analistas de Controle Interno, selecionados mediante concurso
público de provas ou provas e títulos.
PARÁGRAFO ÚNICO - Aos Analistas de Controle Interno são
aplicáveis as normas do Regime Jurídico dos Servidores Públicos
Municipais de Olinda.
Art. 32. São requisitos básicos para a posse no cargo de Analista de
Controle Interno:
I. Ser brasileiro nato ou naturalizado;
II. Ser Bacharel em Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Direito
ou em Administração, com comprovação através de diploma expedido
por instituição de ensino superior oficialmente reconhecida;
III. Não possuir antecedentes criminais na justiça federal, estadual ou
eleitoral;
IV. Não possuir, na qualidade de gestor ou responsável por bens ou
dinheiros públicos, prestação de contas rejeitada pelo Tribunal de
Contas do Estado ou da União em decisão irrecorrível;
V. Ter pelo menos dezoito (18) anos de idade.
PARÁGRAFO ÚNICO. O quantitativo de cargos e os vencimentos
dos Analistas de Controle Interno serão instituídos por lei específica.
Seção VI
Das Responsabilidades dos Agentes de Controle Interno
Art. 33. Os agentes de controle interno, ao tomarem conhecimento de
qualquer irregularidade ou ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal
de Contas do Estado, sob pena de responsabilidade solidária, nos
termos do §1º, do art. 74, da Constituição Federal.
PARÁGRAFO ÚNICO - Quando da ocorrência da situação prevista
no caput deste artigo, o Controlador-Geral do Município informará as
providências adotadas para:
I. Corrigir a ilegalidade ou irregularidade detectada;
II. Determinar o ressarcimento de eventual dano causado ao erário;
III. Evitar ocorrências semelhantes.
Seção VII
Dos Procedimentos da Controladoria-Geral do Município
Art. [Link] análises decorrentes das atividades de auditoria,
fiscalização e avaliação, realizadas pela Controladoria-Geral do
Município, serão formalizadas em relatórios e pareceres emitidos pelo
referido órgão de controle.
Art. [Link] responsáveis pelo controle interno, ao tomarem
conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade, dela darão
ciência, motivadamente, ao Controlador-Geral do Município, que
oficiará ao gestor responsável, para:
I. Apresentar a documentação pertinente para elaboração, pela
Controladoria Geral, de relatório prévio, se este ainda não houver sido
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formalizado;
II. Após o recebimento do relatório prévio, se entender pertinente,
justificar os motivos do ato tido por ilegal ou irregular, explicitando as
razões de sua legalidade e regularidade;
III. Corrigir a ilegalidade ou irregularidade detectada, caso não seja
acatada a justificativa de que trata o inciso anterior;
IV. Determinar o ressarcimento de eventual dano causado ao erário, se
for o caso;
V. Evitar ocorrências semelhantes.
§ 1º Na situação prevista no caput deste artigo, quando da ocorrência
de dano ao erário, devem-se observar as normas para tomada de
contas especial, determinadas em regulamento próprio.
§ 2º Nas hipóteses de constatação de prática de ato que configure
improbidade administrativa, o Controlador-Geral do Município dará
ciência imediata ao Chefe do Poder Executivo e ao Procurador-Geral
do Município, bem como ao Tribunal de Contas da União ou do
Estado, conforme o caso.
§ 3º Após a justificativa a que se refere o inciso II do caput deste
artigo, a Controladoria-Geral do Município emitirá relatório
conclusivo acerca do ato ou procedimento sob avaliação, o qual será
submetido ao Controlador-Geral do Município, e encaminhado ao
órgão ou entidade responsável, para as providências cabíveis.
Art. [Link] os relatórios da Controladoria-Geral do Município, bem
como as justificativas dos gestores notificados pelo órgão em razão de
constatação de irregularidade ou ilegalidade, ficarão à pronta e
absoluta disposição do Tribunal de Contas da União e do Estado,
conforme o caso, ainda que acatadas as referidas justificativas a que se
refere o inciso II do caput do artigo anterior.
TÍTULO III
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 37. A Ouvidoria-Geral do Município será instalada no prazo de
três (03) meses, contados da publicação desta Lei.
Art. 38. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 39. Fica revogada a Lei Municipal nº 5.654/2009 e demais
legislações em contrário.
Casa Bernardo Vieira de Melo, Olinda-PE, 12 de abril de 2022.
SAULO HOLANDA RABELO DE OLIVEIRA
Presidente
VLADEMIR LABANCA BARATA DE MORAES
1º Vice-Presidente
JOSIAS CORREIA GUERRA
2º Vice-Presidente
RICARDO JOSÉ DE SOUSA LIMA
1º Secretário
DENISE ALMEIDA DO NASCIMENTO
2ª Secretária
Publicado por:
Myrna Machado Borges
Código Identificador:6B31181E
Matéria publicada no Diário Oficial dos Municípios do Estado
de Pernambuco no dia 09/05/2022. Edição 3083
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