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OBJETIVOS
GERAL:
• Levar o aluno a conhecer os aspectos anatômicos e fisiológicos
do corpo humano e as relações com o sistema estomatognático.
ESPECÍFICOS:
• Conhecer as relações de sistemas do corpo que estão mais
relacionados com o sistema estomatognático.
• Conhecer a anatomia e a fisiologia da cavidade bucal.
• Conhecer a anatomia do Periodonto.
• Identificar as partes e os tecidos do dente, as arcadas dentárias
e suas divisões.
• Identificar as faces dos dentes e as suas posições na boca.
• Conhecer as posições dos dentes na boca e suas relações
recíprocas.
• Dominar com minudência a anatomia dental, e qualquer que seja
a sua especialidade.
• Conscientizar que o fundamento imprescindível para um eficaz
exercício profissional é o conhecimento pormenorizado da
configuração externa e interna dos dentes.
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SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA RADIOLOGIA ........................................... 5
1.1 Histórico .............................................................................................. 5
1.2 Radiologia e Odontologia .................................................................... 6
2 ANATOMIA DENTAL E NOTAÇÃO DENTÁRIA ...................................... 12
3 MATERIAIS EM RADIOLOGIA E APARELHOS RADIOGRÁFICOS....... 16
3.1 Revelação das Radiografias ............................................................. 20
4 INTRODUÇÃO ÀS RADIOGRAFIAS DIGITAIS ....................................... 23
4.1 Radiografia Digital na Odontologia: Tecnologia em benefício dos
pacientes ........................................................................................... 24
4.2 Vantagens da radiografia digital para a Radiologia Odontológica......24
4.3 O uso da imagem digital na Odontologia .......................................... 26
4.4 Quando surgiu a radiologia digital?.................................................... 29
4.5 Como funciona a radiologia digital? .................................................. 31
5 Reforçando o Aprendizado ..................................................................... 33
6 REFERÊNCIAS ......................................................................................... 36
3
4
1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA RADIOLOGIA
Ao começar a estudar uma disciplina, faz-se importante conhecer sobre o
conceito da ciência na qual iremos estudar. Então, o que vem a ser a
Radiologia? A Radiologia é a uma especialidade médica, odontológica,
industrial ou forense que utiliza das radiações para realizar diagnóstico, controle
e tratamento de doenças. Podemos dizer também que a Radiologia é uma
ciência que utiliza -se dos raios-x para visualização de uma imagem “interna” de
uma determinada estrutura que não tem possibilidade de ser vista clinicamente.
E vocês podem me perguntar: qual a importância de utilizar a
radiologia na Odontologia? Os exames radiográficos de imagem são
importantíssimos no diagnóstico complementar de múltiplas doenças da
cavidade bucal e também das estruturas ósseas crânio-faciais. Por isso, existem
vários tipos de exames radiográficos de imagem, como: radiografias intraorais
(periapicais, bite-wing, oclusais), radiografias extraorais (panorâmica e
telerradiografia), assim como a Tomografia Computadorizada e a Ressonância
Magnética. Para cada um desses exames existe uma indicação específica e
você, como auxiliar em saúde bucal, deverá conhecer para poder executar ou
auxiliar em suas necessidades.
1.1 Histórico
Vamos falar, agora, um pouco sobre o histórico da Radiologia...
Primeiro, é importante que vocês saibam que os “raios-x”, assim
denominados, foram descobertos por um professor alemão chamado Willem
Conrad Röntgen no ano de 1895. Ou seja, os raios-x foram descobertos e os
exames vindos deles são estudados e aplicados há mais de 100 anos. Com esse
trabalho, o professor alemão ganhou em 1905 o prêmio Nobel de Física.
O que precisamos saber desse estudo? Logo após a sua descoberta, o
professor Röntgen descreveu as propriedades dos raios-x que são:
1. Os raios- X atravessam corpos opacos à luz;
2. Provocam fluorescência em certos materiais;
5
3. A radiopacidade dos corpos é proporcional à sua densidade e àqueles de
mesma densidade à sua espessura;
4. Impressionam filmes fotográficos;
5. Não são refratários, reflectíveis e nem podem ser focalizados por lentes
(invisíveis);
6. Não são defletidos por campos magnéticos;
7. Originam-se do ponto de impacto dos raios catódicos no vidro do tubo de
gás;
8. Propagam-se em linha reta;
9. Não sofrem polarização.
Outro fato histórico importante é que a primeira radiologia odontológica foi
realizada nesse mesmo ano de descoberta pelo Dr. Otto Walkhoff, também
alemão. No Brasil, a primeira radiografia foi realizada no ano de 1896.
Para concluir o nosso raciocínio, além de aprender sobre as propriedades
dos raios-x, é importante pontuar dois conceitos:
• Definição de radiação: emissão de energia através de ondas ou
partículas. As radiações podem ser divididas em: eletromagnéticas
(raios-x; ondas de rádio) ou corpusculares (radiações alfa, beta e raios
catódicos).
• Definição de raios- X: os raios-x são radiações eletromagnéticas de alta
frequência produzidas a partir da colisão de feixes de elétrons com
metais.
1.2 RADIOLOGIA E ODONTOLOGIA
Agora vamos ao que realmente interessa! Vamos estudar sobre
Radiologia em Odontologia.
Como mencionado durante a Introdução, a Radiologia Odontológica é
uma Especialidade da Odontologia. Hoje, os exames radiográficos de imagem
são de fundamental importância na prática clínica, pois são essenciais no
diagnóstico complementar ao exame clínico e, por isso, devem ser realizadas
com excelência para que seu conteúdo seja real e fidedigno. Lembrando que
todo e qualquer exame deve ser indicado pelo cirurgião-dentista e, ao executá-
6
lo, precisamos estar atentos para minimizar a frequência e intensidade da
exposição à radiação pelo paciente.
Basicamente, os principais exames radiográficos de imagem realizados
nas clínicas e consultórios são:
1) Radiografias intraorais: são realizadas dentro da cavidade bucal e
buscam evidenciar aspectos relacionados aos dentes e tecido ósseo
alveolar. São elas as radiografias periapicais, interproximais (bite-wing) e
oclusais.
2) Radiografias extraorais: são realizadas fora da cavidade bucal e
buscam evidenciar aspectos dentários e também de estruturas
anatômicas ósseas do crânio, em especial dos ossos maxilares (maxila e
mandíbula). São elas as radiografias panorâmicas, telerradiografias
(também chamadas de “projeção cefalométrica lateral”) e Tomografia
Computadorizada.
A seguir, fotos exemplificando os tipos de radiografias mais utilizadas nas
clínicas e consultórios odontológicos:
Foto 1 – Radiografia periapical: é um exame que serve para visualizar
radiograficamente a anatomia de um ou mais dentes (desde a coroa até ao
término da raiz), assim como as estruturas anatômicas vizinhas, ou seja, que
estão ao redor dos dentes. Esta radiografia pode ser usada para estudar
qualquer um dos dentes (molares, pré-molares, incisivos e caninos), seja na
arcada dentária superior ou na inferior.
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]
Foto 2 – Radiografia Interproximal: é um exame que serve para visualizar
radiograficamente a coroa clínica dos dentes superiores e inferiores, por isso é
realizada com o paciente em oclusão, ou seja, mordendo um posicionador
dentário. É o exame de imagem solicitado pelo cirurgião-dentista que busca
diagnosticar lesões de cárie, adaptações de restaurações e próteses fixas.
Foto 3 – Radiografia Oclusal: é um exame que serve para visualizar
radiograficamente os dentes da maxila (superior) ou mandíbula (inferior) por
vista oclusal, buscando verificar posições de raízes, dentes inclusos, dentes
supranumerários, lesões císticas e cálculos em glândulas salivares. São muito
solicitadas também no acompanhamento de tratamentos de ortopedia funcional
dos maxilares (desenvolvimento dos ossos maxilares em crianças).
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Foto 4 – Radiografia panorâmica: é um exame indicado para visualizar, em
aspecto panorâmico, os dentes, osso maxilar e mandibular, bem como algumas
estruturas anatômicas craniofaciais. É um exame rotineiramente solicitado pelos
cirurgiões-dentistas, porém ainda são pouco presentes na estrutura física de
clínicas e consultórios devido ao alto custo do investimento em sua aparelhagem.
Assim, comumente, são solicitadas e executadas em clínicas de radiologia
especializada.
Foto 5 – Telerradiografia: é um exame indicado para visualizar, em aspecto
lateral e frontal, os dentes, osso maxilar e mandibular, bem como algumas
estruturas anatômicas craniofaciais. Tem por finalidade avaliar a posição da
mandíbula em relação à base do crânio (análise cefalométrica) e são comumente
solicitadas nas documentações ortodônticas. Em geral, assim como a
panorâmica, são realizadas em clínicas de radiologia especializada.
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Foto 6 – Tomografia Computadorizada (TC): é um exame indicado para
visualizar, em 3D, os dentes, osso maxilar e mandibular, bem como estruturas
anatômicas craniofaciais. A Tomografia tem por finalidade auxiliar o cirurgião-
dentista em vários diagnósticos, especialmente relacionados a dentes inclusos
e retidos, leitos para implantes dentários, processos patológicos (cistos,
tumores) e aspectos relacionados à articulação temporomandibular (ATM). Em
geral, assim como a panorâmica e a telerradiografia, a TC comumente é
realizada em clínicas de radiologia especializada.
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11
2 ANATOMIA DENTAL E NOTAÇÃO DENTÁRIA
1) Anatomia do Dente
Foto 7 – Anatomia Dental: nessa foto, é possível visualizar aspectos básicos
da anatomia dental.
Estudando a morfologia externa do dente, observa-se que é um órgão composto
por três partes: coroa, colo e raiz. A coroa e a(s) raiz(es) estão unidas por uma
parte intermediária, denominada de colo. Ao estudar a morfologia interna do
dente, temos, então, três tecidos importantes: esmalte, dentina e polpa. Quando
realizamos uma radiografia intraoral, em especial, as periapicais e
interproximais, precisaremos estar atentos a essas estruturas, pois apresentam
características radiográficas de radiopacidade e radiolucidez diferentes.
Como assim? Vamos aos
conceitos!
2) Relacionando conceitos de radiopacidade e translucidez
Radiopaco: objetos ou estruturas radiopacas são aquelas em que os raios-x,
provenientes do cilindro radiográfico, não conseguem atravessá-las. Ou seja:
são as estruturas brancas nas radiografias, como dentes (tecidos
mineralizados), estruturas metálicas, restaurações, entre outras.
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Radiolúcido: objetos ou estruturas radiolúcidas são aquelas em que os raios-x,
provenientes do cilindro radiográfico, conseguem atravessá-las. Ou seja: são as
estruturas escuras/negras nas radiografias, como a polpa dos dentes, o
ligamento periodontal (feixe de fibras que ligam os dentes ao osso alveolar),
lesões de cárie, cistos e granulomas periapicais.
Foto 8 – Radiopacidade x Radiolucidez: tecidos mineralizados são radiopacos;
tecidos não-mineralizados são radiolúcidos.
3) Notação Dental
É o método utilizado para identificar e localizar o elemento dental no
hemiarco. O método empregado é denominado de método de dois dígitos: o
primeiro dígito representa o quadrante, isto é, um dos quatro hemiarcos; e o
segundo dígito representa a ordem do dente no referido quadrante. Os
quadrantes que representam a dentição permanente são enumerados de 1 a 4,
enquanto que os da dentição decídua (dentes “de leite”) são enumerados de 5 a
8. Vale ressaltar que esses quadrantes são enumerados da direita para a
esquerda, ou seja, no sentido horário.
Dentes permanentes: 32 dentes.
• Hemiarco superior direito (1º quadrante): 18, 17, 16 (molares) / 15,
14 (pré-molares) / 13 (canino) / 12 (incisivo lateral) / 11 (incisivo
central).
• Hemiarco superior esquerdo (2º quadrante): 28, 27, 26 (molares) /
25, 24 (pré-molares) / 23 (canino) / 22 (incisivo lateral) / 21 (incisivo
central).
• Hemiarco inferior esquerdo (3º quadrante): 38, 37, 36 (molares) /
35, 34 (pré-molares) / 33 (canino) / 32 (incisivo lateral) / 31 (incisivo
central).
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• Hemiarco inferior direito (4º quadrante): 48, 47, 46 (molares) / 45,
44 (pré-molares) / 43 (canino) / 42 (incisivo lateral) / 41 (incisivo
central).
Dentes decíduos (dentes “de leite”): 20 dentes.
• Hemiarco superior direito (1º quadrante): 55, 54 (molares decíduos)
/ 53 (canino decíduo) / 52 (incisivo lateral decíduo) / 51 (incisivo central
decíduo).
• Hemiarco superior esquerdo (2º quadrante): 65, 64 (molares
decíduos) / 63 (canino decíduo) / 62 (incisivo lateral decíduo) / 61
(incisivo central decíduo).
• Hemiarco inferior esquerdo (3º quadrante): 75, 74 (molares
decíduos) / 73 (canino decíduo) / 72 (incisivo lateral decíduo) / 71
(incisivo central decíduo).
• Hemiarco inferior direito (4º quadrante): 85, 84 (molares decíduos)
/ 83 (canino decíduo) / 82 (incisivo lateral decíduo) / 81 (incisivo central
decíduo).
Foto 9 – Notação Dentária: metodologia utilizada para localizar o elemento
dental no arco, sendo, portanto, uma linguagem universal.
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15
3 MATERIAIS EM RADIOLOGIA e APARELHOS RADIOGRÁFICOS
Foto 10 – Película radiográfica: também chamada de filme radiográfico, a
película serve para captar a imagem após sensibilizada pelos raios-x vindos do
cilindro radiográfico. Possui dupla face plástica: uma lisa e outra com uma
abertura em forma de invólucro. Ao passar o dedo sobre a face lisa da película,
é possível sentir um ponto relevo que chamamos de picote. Esse picote é muito
importante na determinação da posição da película no momento da tomada
radiográfica, pois deve estar sempre voltado para a incisal/oclusal (superfície de
“corte”) dos dentes. A película radiográfica é formada por quatro componentes,
sendo eles: 1) invólucro plástico externo; 2) papel opaco; 3) lâmina de chumbo;
4) filme radiográfico. Existe também a película radiográfica infantil para tomadas
radiográficas de crianças.
Foto 11 – Avental para proteção radiográfica (colete de chumbo): como o
próprio nome já diz, é um colete utilizado para proteção do paciente aos efeitos
dos raios-x. Utiliza-se do chumbo como fator de blindagem, o que o torna um
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excelente material para radioproteção. Seu uso é OBRIGATÓRIO durante a
execução dos exames radiográficos de imagem, sejam eles intraorais ou
extraorais.
Foto 12 – Colgaduras: as colgaduras são uma espécie de prendedores/grampos
que servem para prender filmes de exames de imagem. São utilizadas no
momento da revelação dos filmes radiográficos quando esses são executados
pela técnica da tomada radiográfica convencional/analógica. Seu uso é
indispensável, pois garante que a revelação do filme aconteça de maneira
integral e fidedigna.
Foto 13 – Posicionadores radiográficos: são dispositivos de plástico (kit), em
diferentes formatos, nos quais se encaixam as películas radiográficas, que tem
como objetivo posicionar o filme na posição solicitada para a tomada
radiográfica. O uso dos posicionadores reduz, consideravelmente, as chances
de erro, diminuindo repetições desnecessárias, padronizando e simplificando a
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técnica da tomada radiográfica. Atenção: ao solicitar a compra desses
dispositivos, certifique-se que são autoclaváveis.
Foto 14 – Equipamento de RX Odontológico Convencional/Analógico: é um
equipamento que realiza os exames radiográficos intraorais. São de fácil
manuseio e desinfecção. Podem ser fixos na parede ou também móveis (possui
“rodinhas” para o deslocamento). Faz-se importante que estejam devidamente
calibrados, devendo o técnico em equipamentos radiográficos seguir exatamente
o recomendado pela marca fabricante.
Foto 15 – Câmara escura para revelação: é uma espécie de caixa de acrílico
onde se guarda os potes (pote revelador, pote água, pote fixador) contendo as
soluções para revelação dos filmes/películas radiográficas. Possui duas
entradas redondas, na frente, onde são inseridas as mãos do operador. Na parte
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superior, possui uma tampa de acrílico semi-transparente, blindada à luz, onde
o operador poderá acompanhar o processo de revelação.
Foto 16 – Solução Reveladora e Fixadora: são as soluções utilizadas para
revelar os filmes/películas radiográficas. A solução reveladora possui um pH
básico e a solução fixadora um pH ácido. Assim, através de uma reação química
de neutralização, é formada a imagem radiográfica. Essas são inseridas nos
potes da câmara de revelação e devem ser trocadas conforme recomendado
pelo fabricante (ler a bula).
Foto 17 – Ficha Cartão para radiografias: são cartões de papel, com
identificação do nome do paciente e data, utilizados para guardar radiografias,
periapicais e interproximais, realizadas na clínica/consultórios. São muito
importantes para a documentação e organização no prontuário do paciente.
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Foto 18 – Protetores contra a Radiação ( EPI radiológicos)
3.1 Revelação das Radiografias
A etapa de revelação dos filmes radiográficos é chamada “Processamento
Radiográfico”. Por que esse nome? Porque existe uma metodologia de processo
na revelação que inclui vários requisitos, desde as soluções químicas utilizadas,
o tempo necessário nesse processamento, a não-exposição à luz, o tamanho da
câmara escura e até a cor das paredes da sala.
Conceito de Processamento Radiográfico: é o procedimento que visa
transformar a imagem latente em imagem visível através da ação de substâncias
químicas sobre a emulsão do filme.
O processamento radiográfico manual pode ser dividido em cinco (05) etapas,
sendo elas:
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1. Revelação: é a etapa na qual se estabelece a diferença entre as áreas
do filme que foram expostas à luz e as que não foram. Assim, para que
ocorra a revelação, faz-se necessário uma solução reveladora que,
basicamente, é composta por: agentes reveladores (converte os grãos de
haleto de prata em prata metálica); agentes aceleradores (carbonado de
potássio ou carbonato de sódio); agentes preservativos (retarda a
oxidação, evitando manchas no filme); agentes retardadores (protegem
os grãos não-expostos aos agentes reveladores) e solvente (água que
dissolve e ioniza as substâncias químicas do revelador).
2. Lavagem Intermediária (enxague): o enxague do filme na água serve
para lavar o filme da solução reveladora, preparando-o para a próxima
etapa.
3. Fixação: é a etapa na qual os grãos não-revelados do filme são
eliminados, preservando a imagem e evitando que o filme descolora ou
escureça com o tempo. Assim, para que ocorra a fixação, faz-se
necessário uma solução fixadora que, basicamente, é composta por:
agente fixador (clarificante); agente conservador (evita a decomposição
do agente clarificante); agende endurecedor (sal de alumínio que evita a
dilatação da película); agente acidificante (neutraliza o revelador alcalino)
e solvente (água que dissolve e ioniza as substâncias químicas do
fixador).
4. Lavagem final (banho): o banho final do filme na água serve para lavar
o filme da solução fixadora, preparando-o para a etapa de secagem.
Secagem: o filme, após revelado, deve ser secado à temperatura ambiente ou
levemente mais baixa para, assim, ser acondicionado na ficha-cartão.
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22
4 INTRODUÇÃO ÀS RADIOGRAFIAS DIGITAIS
A Radiologia Digital é uma técnica alternativa à tradicional
radiografia odontológica. Nela, em vez de filme, é utilizado uma película especial,
sensível aos raios-x, que é lida pelo computador. As imagens são produzidas em
alta resolução de forma totalmente digital.
A qualidade das imagens e a facilidade para registrá-las trouxeram muitos
ganhos para a prática clínica, proporcionando diagnósticos mais precisos. Áreas
como a Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, a Implantodontia, a
Periodontia e a Ortodontia fazem amplo uso das radiografias digitais.
A seguir, descrevemos algumas vantagens das radiografias digitais:
• Melhor qualidade das imagens radiográficas;
• Menos dose de radiação a qual o paciente é exposto;
• Precisão de detalhes, pois utilizam-se de softwares de auxílio ao
diagnóstico;
• Diagnóstico imediato, pois a imagem aparece em poucos segundos;
• Eliminação no uso de substâncias químicas nocivas ao meio ambiente
(filmes, soluções reveladoras e fixadoras);
• Diminuição na repetição de exames, graças a calibragem mais precisa do
equipamento;
• Possibilidade de envio das imagens em formado digital para pastas,
nuvens, aplicativos;
• Eliminação dos arquivos e estoques de documentação radiográfica.
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Foto 17 – Sensor para radiografia intraoral: o sensor é uma placa de circuitos
sensíveis aos raios-x que saem do tubo radiográfico. Esse sensor, após capturar
o registro, envia-nos para a placa do computador que lê a imagem digital através
de um softawe.
4.1 Radiografia Digital na Odontologia: Tecnologia em benefício dos
pacientes
A Radiologia Odontológica é um dos melhores exemplos dos avanços
significativos que a tecnologia trouxe para a área da saúde, especificamente se
considerarmos a radiografia digital.
A qualidade das imagens e a facilidade para registrá-las trouxeram
muitos ganhos para a prática clínica, proporcionando diagnósticos mais
precisos. A radiografia é essencial no dia a dia do consultório odontológico. Nas
áreas de Cirurgia buco maxilo facial, Ortodontia, Implantodontia e Periodontia, é
impossível imaginar qualquer tratamento sem a visualização prévia de imagens.
Diferentemente da radiografia convencional, que tem um custo inicial mais
baixo, a radiografia digital necessita de um maior investimento inicial, porém
apresenta vantagens de curto e longo prazo.
A radiologia digital é uma técnica alternativa à tradicional
radiografia odontológica e dispensa películas radiográficas, pois a captação da
imagem acontece pelo sensor de raios - x e é enviada diretamente para um
computador.
Vantagens da radiografia digital para a Radiologia Odontológica
➔ Menor exposição à radiação: receber radiação não é saudável,
portanto, os radiologistas regulam os equipamentos para emitir o mínimo
possível de raios-x, sem comprometer a qualidade das imagens;
➔ Os receptores da radiografia digital são mais sensíveis à radiação:
com isso, o paciente é submetido a uma quantidade ainda menor de raios-
x, sem prejudicar a qualidade das imagens ― que, a propósito, é maior
24
que a convencional. Esse procedimento traz benefícios tanto para o
paciente quanto para o profissional executor.
➔ Precisão do exame: um ajuste incorreto de intensidade de raios-x na
hora do exame (tanto maior, quanto menor) pode prejudicar a qualidade
das imagens, o que acarreta na falta de precisão do diagnóstico. Além
disso, até mesmo a revelação das imagens pode influenciar
negativamente o resultado. Com a radiografia digital, a precisão dos
diagnósticos aumentou consideravelmente. Isso ocorre porque softwares
podem editar a imagem capturada, melhorando a nitidez, o contraste, a
densidade e a coloração do exame. É possível também aumentar, cortar
e adicionar anotações à imagem.
➔ Armazenamento dos arquivos: as imagens da radiografia digital não
precisam ser impressas, ou seja, ficam armazenadas no computador. Isso
facilita bastante a organização dos arquivos de todos os pacientes do
consultório. É possível manter todo o histórico do seu público à mão,
quando necessário. As imagens digitais odontológicas seguem um padrão
chamado Digital Imaging and Comunications in Medicine (DICOM). O
DICOM permite que as imagens sejam armazenadas e compartilhadas
entre computadores e sistemas sem que haja perda de dados.
➔ Menor impacto ambiental: a radiografia digital não trabalha com
imagens físicas, apenas digitais. Além da facilidade de armazenamento,
a radiografia digital ainda oferece a vantagem de não produzir lixo, já que
os arquivos não necessitam de filme e impressão. Outro aspecto a ser
considerado é que o filme e os líquidos reveladores utilizados na
radiografia tradicional contam com chumbo em sua composição, elemento
altamente tóxico e muito prejudicial ao meio ambiente. Já com a
radiografia digital, se você preferir imprimir as imagens, pode usar papel
comum, facilmente reciclável. Caso a impressão da imagem não
apresente a qualidade desejada, é só editá-la no software. Isso significa
mais sustentabilidade no consultório e mais qualidade no atendimento.
25
Sem dúvida, a tecnologia tem colaborado cada vez mais para a melhoria do
atendimento odontológico. Nesse contexto, a radiografia digital constitui uma
importante vantagem competitiva, considerando agilidade e precisão no serviço
prestado, colaborando para percepção de qualidade do paciente.
A tendência é que a radiografia convencional fique completamente
obsoleta em pouco tempo.
4.3 O uso da imagem digital na odontologia
A odontologia nos últimos anos tem passado por severas transformações
na área de diagnóstico por imagem.
Câmeras fotográficas digitais, softwares de manipulação de imagem e
aparelhos radiográficos digitais, são tecnologias cada vez mais utilizadas,
contribuindo assim, para melhoria da qualidade, bem como para precisão do
diagnóstico.
A câmera digital revolucionou o processo de captura de imagens, e foi
fator preponderante na popularização da fotografia.
Dentre os equipamentos de radiografia digital à disposição do mercado,
alguns realizam exames cefalométricos, panorâmicos e tomográficos onde as
imagens são obtidas instantaneamente, todas com excepcional nitidez e de fácil
26
manipulação, via recursos de softwares que compõem toda esta tecnologia.
Assim os filmes radiográficos vão dando lugar a era digital.
A utilização desta tecnologia também trouxe benefícios na proteção
radiológica, tanto para o paciente, como para os profissionais que operam os
aparelhos, pela sensível diminuição das doses de radiação. Porém o que mais
encanta os profissionais do diagnóstico é sem dúvida o manuseio das imagens,
sejam elas fotográficas, radiográficas e/ou tomográficas. Recursos como
contraste, brilho, ampliação e realização de medidas fazem parte da gama de
ferramentas que garantem diagnósticos mais precisos e, consequentemente,
maior eficácia nos tratamentos odontológicos. As imagens digitais facilitam,
também, o intercâmbio de informações entre profissionais, fator importante
especialmente em casos mais graves que requerem uma segunda opinião,
contribuindo assim, com o avanço científico dos profissionais que a utilizam.
O armazenamento destas imagens também traz várias vantagens. O
tempo não é mais inimigo, pois, podem ser arquivadas por tempo indeterminado,
dando maior segurança ao profissional e para o paciente. Pode também ser
transmitida de um centro de radiologia via e-mail para uma clínica dentária e/ou
ser disponibilizada na web e acessada via login e senha pelo dentista solicitante.
Esse sistema reduz o tempo de entrega dos exames diminuindo o período de
espera do paciente, para o início do tratamento que foi indicado. Para este envio
de informações pela web, recomenda-se que os exames tenham certificação
digital, tecnologia que provê mecanismos de segurança capazes de garantir
autenticidade, confidencialidade e integridade às informações eletrônicas.
Enfim, além da competência, também se faz necessário à adequação dos
profissionais de odontologia a esta tecnologia do mundo moderno.
COMO FUNCIONA O RX DIGITAL ODONTOLÓGICO?
Quando os raios-x incidem sobre o paciente, a placa recebe as imagens.
Depois, a imagem é colocada em um leitor para ser transferida para o
computador. Já a DR (radiografia digital ou direta) não necessita de chassis; ela
processa as imagens usando uma placa de circuitos sensíveis à radiação.
27
COMO FUNCIONA A RADIOLOGIA DIGITAL?
É muito interessante entender como funciona a radiologia digital, por tudo
aquilo que ela representa na atenção à saúde. Estamos falando de
uma tecnologia avançada para o diagnóstico e monitoramento de uma série
de doenças e outras condições, incluindo lesões e tumores.
O que uma radiografia revela, portanto, pode tanto prevenir quanto salvar
vidas.
O que é a radiologia digital?
A radiologia digital é uma área da medicina responsável pelo diagnóstico
por imagens. Tal qual o aparelho convencional de raio-x, ela é utilizada
na investigação e monitoramento da saúde de órgãos, músculos e
tecidos.
Para tanto, faz uso de uma tecnologia avançada.
Diferentemente da radiologia convencional, que obtém os registros a partir de
um filme radiográfico, a versão digital utiliza sensores que enviam as imagens
diretamente para o computador, onde são processados e direcionados para
análise e interpretação do médico radiologista.
Essa é a diferença básica entre radiologia digital e convencional, que vem
sendo utilizada desde a virada do século 19 para o século 20, após a descoberta
do raio - x pelo físico alemão Wilhelm Conrad Röntgen.
28
Embora seja indiscutível a sua contribuição, a radiologia convencional
impõe limitações ao diagnóstico, sobretudo de tempo. Após a realização do
exame, o filme utilizado precisa ser revelado para só então chegar às mãos do
especialista que emitirá o laudo.
Em alguns casos, como você deve saber, alguns minutos fazem toda a
diferença, especialmente em situações de urgência.
Já na radiologia digital, entram em cena equipamentos mais sofisticados,
que fazem a captura das imagens de forma direta ou indireta.
Quando surgiu a radiologia digital?
Atualmente, o termo digital está em evidência. E, na área da saúde, não
é diferente. Mas a radiologia digital não é exatamente nova.
No final da década de 70 (há 40 anos, portanto), foi descrita a primeira
angiografia de subtração digital experimental. Já em 1980, ocorreu a introdução
do primeiro sistema de imagem digital em radiologia para uso clínico.
Obviamente, a tecnologia evoluiu bastante de lá para cá, promovendo avanços
relevantes e consistentes.
Boa parte deles se deve justamente à introdução do computador nesse
processo, já que ele depende de imagens digitalizadas para oferecer resultados
cada vez mais nítidos e acurados.
Mais recentemente, outro avanço significativo se deu com a computação
em nuvem, que eliminou a necessidade antes existente de compactar as
29
imagens para poupar espaço físico na máquina. Hoje, portanto, não só as
imagens podem ser preservadas em alta resolução, como podem ser acessadas
remotamente de qualquer dispositivo conectado à internet.
Diferença da radiologia convencional vs digital
Mas vale pontuar de forma mais clara o que muda entre elas, até porque
isso nos ajuda a compreender melhor como funciona a radiologia digital.
Observe, então, a tabela abaixo.
Processo Convencional Digital
Meio de detecção Filme radiológico Detectores digitais
Meio de Filme radiológico Arquivo digital
armazenamento
Etapas Captação e Geração, processamento,
revelação do filme arquivamento e apresentação da
imagem
Portanto, na radiologia convencional, tudo se relaciona ao filme, que é o
instrumento de detecção e também de armazenamento das imagens.
Já na radiologia digital, há elementos próprios para cada uma das etapas.
Ou seja, os detectores são utilizados tão somente para isso, já que o
armazenamento ocorre no computador a partir de uma imagem digitalizada.
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Como funciona a radiologia digital?
Como vimos até aqui, a radiografia digital faz uso de detectores que
transmitem as imagens obtidas para um computador, onde são processadas.
Mas, na prática, como isso acontece?
O que acontece é que o detector digital é exposto à radiação, gerada a
partir de um tubo padrão. Então, a energia que ele absorve se transforma em
carga elétrica, que passa pelo registro, digitalização e quantificação em escala
de cinza.
O próximo passo compete ao computador, já que é o software nele
instalado que processa os dados brutos obtidos para transformá-los em uma
imagem que possa ser utilizada para fins clínicos.
Na sequência, essa imagem é armazenada digitalmente junto aos dados do
[Link] pode ser impressa como na radiografia tradicional, mas seu
principal uso é mesmo na tela do computador.
Ali, o especialista não só visualiza como pode manipular as imagens, o
que inclui ajustes de zoom, medições e até inversão da escala de cinza.
É a partir dessa análise detalhada que o laudo radiológico é emitido, trazendo as
conclusões do médico quanto aos resultados do exame.
A radiologia digital oferece diferentes formatos:
Radiologia computadorizada (CR)
A radiologia computadorizada marca a primeira versão do que se conhece como
digital, sendo também a antecessora da tecnologia que passa a ser
predominante.
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Importante destacar ainda que a radiologia computadorizada (CR) é também
chamada de radiologia indireta.
Radiologia digital (DR)
Mais ao final da década de 90, entrou em cena a radiologia digital, que passou
a utilizar detectores em substituição aos chassis eletrônicos.
Com eles, as informações não mais passavam por um scanner, sendo
transmitidas para um computador, onde o sistema dá origem a uma imagem para
diagnóstico.
Em razão de suas características, a radiologia digital (DR) é também conhecida
como radiologia direta.
Principais vantagens da radiologia digital
Conforme você entende como funciona a radiologia digital, as vantagens
dela se tornam evidentes, sendo a principal delas, que é a agilidade para a
disponibilização de uma imagem com potencial diagnóstico.
Ainda que a revelação do filme radiológico, no processo tradicional, seja
realizada de forma rápida, em até uma hora, é incomparável com o resultado da
imagem digitalizada, que é obtida em breves segundos.
Isso sem falar na eliminação do risco de perda de imagens, que infelizmente
existe no processo convencional. Ou seja, não é necessário que ele se submete
ao exame mais de uma vez.
Sobre esse aspecto, cabe lembrar que, na radiologia tradicional, o nível
de radiação empregado no exame é específico dele. Ou seja, os técnicos tentam
submeter o paciente ao menor nível possível. Contudo, se for abaixo do
recomendado, o exame precisa ser repetido. É por isso que a redução da
exposição do paciente ao raio-x aparece entre os possíveis ganhos da
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radiografia digital, que se destaca ainda pela qualidade, nitidez e diferenciação
de densidade das imagens geradas.
5 REFORÇANDO O APRENDIZADO:
1) Quais são as vantagens para o paciente ao se realizar radiografias
com o uso dos receptores digitais ao invés dos filmes?
Os receptores digitais permitem a obtenção de radiografias genuinamente
digitais. Entre as vantagens desse sistema estão:
- Rapidez na aquisição da imagem, agilizando o atendimento dos
pacientes.
- Redução da exposição do paciente à radiação X1-3, desde que as
radiografias não precisem ser repetidas várias vezes por erro da técnica
- Menor contaminação do meio ambiente devido à eliminação das
soluções químicas utilizadas para o processamento do filme radiográfico
(procedimento para obtenção da imagem radiográfica com filme
convencional)
- Redução da necessidade de repetição do exame por erros no
processamento
- Armazenamento da imagem sem deterioração da qualidade
- Maior facilidade para o paciente em entender o diagnóstico radiográfico
pela visualização da imagem diretamente no monitor do computador
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-Agilidade no compartilhamento das imagens entre Cirurgiões-Dentistas,
favorecendo o diagnóstico/tratamento dos pacientes.
2) Quais são as formas de se obter a radiografia digital nos consultórios
odontológicos?
Existem três formas de aquisição da imagem radiográfica digital: indireta, que é
aquela em que o Cirurgião-Dentista digitaliza o filme radiográfico por meio de um
escâner ou câmera fotográfica, e as outras duas formas, chamadas de semi-
direta e a direta, são aquelas obtidas quando o Cirurgião-Dentista utiliza
receptores digitais.
3) Quais são os receptores digitais disponíveis no mercado e de uso nos
consultórios odontológicos atualmente? Qual a diferença entre eles?
Existem dois tipos de receptores digitais: a placa de fósforo, que é considerada
um sistema de aquisição de imagem semi-direto, pois necessita de um escâner
para sua leitura, após a exposição radiográfica; e o sensor sólido, que é
considerado um sistema de aquisição direta da imagem, o qual é diretamente
conectado a um computador (cabo ou wireless). A placa de fósforo apresenta
espessura e flexibilidade próximas a de um filme convencional, gerando maior
conforto ao paciente durante o exame radiográfico. Como elas são mais
sensíveis a riscos e arranhões, em algumas marcas comerciais existe um
papelão protetor que envolve as placas, o qual também serve para proteção
contra a luz direta evitando que a imagem se deteriore antes da leitura pelo
escâner. A imagem radiográfica obtida por meio dos sensores é visualizada
quase que instantaneamente no monitor do computador. Entretanto, como eles
são mais rígidos, apresentam maior espessura e por possuírem um cabo que faz
a conexão com o computador, causam maior desconforto ao paciente.
4) O risco de contaminação cruzada para o paciente é maior com o filme ou
com o receptor digital?
Para prevenir a contaminação cruzada, ou seja, o risco de transmissão de
doenças entre o paciente e a equipe odontológica e vice-versa, um rigoroso
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controle de infecção deve ser realizado nos procedimentos odontológicos
diários. Ao contrário dos filmes convencionais que são usados uma única vez e
por um único paciente, os receptores digitais permitem múltiplos usos, e como
não podem ser esterilizados por autoclave1, aumentam os riscos de
contaminação por saliva/sangue ao serem colocados na cavidade bucal dos
pacientes. Assim, deve-se observar se os receptores estão protegidos com
barreiras plásticas impermeáveis1, as quais devem ser trocadas a cada paciente
para prevenir/reduzir a chance de contaminação. Como os sensores sólidos são
mais espessos, para evitar que a barreira plástica se rasgue durante o exame
radiográfico, recomenda-se como proteção adicional à barreira plástica, a
utilização de dedeiras de látex.
5) Quais superfícies também devem ser protegidas com barreiras plásticas
durante o exame radiográfico para evitar a contaminação para o paciente e
para a equipe odontológica?
Além do equipamento radiográfico (cabeçote, cilindro localizador, painel de
controle, botão de exposição e encosto da cadeira do paciente), também devem
estar protegidas com barreiras plásticas as superfícies dos equipamentos
relacionados ao sistema digital, como teclado e mouse. Todas essas barreiras
devem ser trocadas a cada paciente. Alternativamente a utilização das barreiras,
o Cirurgião-Dentista pode usar sobre-luvas. O avental de chumbo e o colar de
tireoide que são utilizados para a proteção do paciente contra a exposição à
radiação durante o exame radiográfico, devem ser limpos/desinfetados com
solução desinfetante, como o álcool 70%. Da mesma maneira, caso o
equipamento de raios X não seja coberto com barreira plástica, ele pode ser
desinfetado com solução desinfetante.
6) Com relação aos custos, qual é mais caro para o paciente: a radiografia
obtida com filmes ou com os receptores digitais?
Para realização das radiografias com receptores digitais o profissional deve
adquirir todo o equipamento do sistema digital (receptores digitais, computador,
mouse, impressora para imprimir as radiografias e escâner no caso dos
receptores do tipo placa), enquanto que no método convencional o profissional
deve comprar periodicamente os filmes e as soluções químicas para o seu
processamento. Com relação a custos de cada radiografia, cabe a cada
profissional estipular os valores a serem repassados ao paciente,
independentemente do sistema utilizado.
Créditos desta apostila: CD/Professora elizabeth Sandra Souza Xavier
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REFERÊNCIAS:
Freitas, L. Radiologia Bucal - Técnicas e Interpretações. Pancast Editorial,
São Paulo: 1992.
Freitas, L. Rosa, J. E. Souza, I. T. Radiologia Odontológica. Artes Médicas,
4°ed., 1998
Tavano, O.; Alvares, L. C. Curso de radiologia em odontologia. Santos
Livraria editora, 4 °ed. São Paulo: 1998.
Whaites, E. Princípios de Radiologia Odontológica. Artmed Editora, 3° ed.
Porto Alegre: 2003.
Oliveira-Santos C, Rubira-Bullen IRF, Capelozza ALA. Controle de infecção
nas técnicas radiográficas intraorais digitais. Rev Fac Odontol Univ Fed
Bahia. 2009; 39: 63-67.
Haiter Neto F, Melo DP. Radiografia digital. Rev ABRO. 2010; 11(1): 5-17.
João Batista Vieira – Técnico em Radiologia; Cirurgião Dentista; Especialista
em Radiologia e Imaginologia; Mestre em Diagnóstico bucal.
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