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Plásticos

O documento aborda o uso de plásticos na construção civil, destacando sua importância, histórico, classificação, fabricação e métodos de moldagem. Além disso, discute as vantagens e desvantagens dos plásticos, apresenta os principais tipos utilizados na construção e explora casos de aplicação prática. O trabalho conclui com a necessidade de pesquisa e aperfeiçoamento contínuos para melhorar as propriedades dos plásticos no setor.

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Kauê Espires
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Plásticos

O documento aborda o uso de plásticos na construção civil, destacando sua importância, histórico, classificação, fabricação e métodos de moldagem. Além disso, discute as vantagens e desvantagens dos plásticos, apresenta os principais tipos utilizados na construção e explora casos de aplicação prática. O trabalho conclui com a necessidade de pesquisa e aperfeiçoamento contínuos para melhorar as propriedades dos plásticos no setor.

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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SÃO PAULO

O Plástico na Construção Civil

Nomes: Danilo Onish 0861588


Felipe Carlos Netto 0865729
Kaue Espires 0866172
Maurício Yabiku 0861499

Professores: José Gasparim


Letícia Araujo

São Paulo
2010
1

Sumário

1. Introdução....................................................................................................................2
2. Histórico.......................................................................................................................3
3. O Uso dos Plásticos......................................................................................................3
4. Conceituação................................................................................................................3
5. Classificação.................................................................................................................4
6. Fabricação....................................................................................................................4
7. Vantagens e Desvantagens..........................................................................................5
8. Métodos de Moldagem................................................................................................5
9. Pesquisa e Aperfeiçoamento.......................................................................................6
10. Principais Plásticos usados na Construção Civil....................................................6
10.1. Cloreto de Polivinila (PVC)..........................................................................7
10.2. Poliuretano....................................................................................................8
10.3. Policarbonato................................................................................................8
10.4. Polietileno.....................................................................................................8
10.5. Poliestireno...................................................................................................9
10.6. Poliestireno Expandido (Isopor)...................................................................9
10.7. Náilon..........................................................................................................10
10.8. Fiberglass....................................................................................................10
10.9. Acrílico.......................................................................................................10
10.10. Resinas Alquídicas, Fenólicas e Vinílicas................................................10
10.11. Resinas Epóxi...........................................................................................11
10.12. Hypalon e Neoprene.................................................................................11
10.13. Silicones....................................................................................................12
11. Descarte, Reciclagem e Reutilização.....................................................................12
11.1 Reciclagem Química....................................................................................13
11.2 Reciclagem Mecânica..................................................................................13
11.3 Reciclagem Energética................................................................................14
12. Estudos de Caso.......................................................................................................15
12.1 Caso 1: Casa feita de Materiais Plásticos....................................................15
12.2. Caso 2: Demolição de um Prédio Comercial..............................................15
12.3. Caso 3: Novo Processo de Fabricação de Plásticos....................................17
12.4. Caso 4: Piso feito de Material Plástico.......................................................17
12.5. Caso 5: Vaso Sanitário feito de Garrafas PET Recicladas.........................20
12.6. Caso 6: Tijolos feitos de Garrafas PET Recicladas....................................20
13. Conclusão.................................................................................................................22
14. Referências Bibliográficas......................................................................................23
2

Introdução

São diversas as possibilidades de se utilizar o plástico, seja no setor da


construção civil, de utilidades domésticas, de brinquedos, de calçados, além daqueles
que empregam tecnologias mais sofisticadas, como o setor de saúde, o de
eletroeletrônicos, aviação e automóveis. A diversidade de segmentos onde o plástico
está presente, mesmo com as dificuldades encontradas como o preconceito e o alto custo
de algumas novas tecnologias, aponta uma tendência de crescimento, principalmente
naqueles que estão em franca expansão, como o de telecomunicações e a construção
civil, sendo esta última a que mais cresce. Neste trabalho serão focados os plásticos
usados na construção civil, mostrando o histórico, a conceituação, a classificação, a
fabricação, os métodos de moldagem, os processos de descarte, reuso e reciclagem, e
serão citados os principais plásticos usados, visando às vantagens e desvantagens.
Também serão mostrados seis estudos de caso referente à aplicação no setor.
3

Histórico

A primeira matéria plástica de que se tem notícia é o celulóide, descoberto em


1869, por ocasião de um concurso cujo objetivo era a descoberta de materiais sintéticos
que substituíssem o marfim das bolas de bilhar. Em 1897 surgiu o galatite, também
como resultado de um concurso para substituição de “quadros negros” por outros de
material branco. Em meados do século XX apareceram novos materiais como o
plexiglass (1928), poliestireno (1930), PVA e PVC (1932), melaninas e poliésteres
(1938), polietileno (1940) e os silicones (1945).

O Uso dos Plásticos

O maior emprego dos plásticos é para grandes indústrias como a aeronáutica, a


mecânica, a automobilística e para os setores da comunicação e da construção civil,
representando um total de 90%.
Nos últimos anos, nos Estados Unidos, a indústria da construção civil tem sido
explosivamente a maior consumidora de plásticos, e o mesmo fenômeno tem-se repetido
em outros países (como por exemplo, o Brasil), aonde o plástico vem tomando lugar de
destaque junto a outros materiais tradicionalmente empregados.
Os outros 10% são representados pelos materiais plásticos mais baratos
utilizados como calçados, objetos (chamados de quinquilharias).

Conceituação

O plástico pode ser definido como materiais artificiais formados pela


combinação do carbono com oxigênio, hidrogênio, nitrogênio e outros elementos
orgânicos e inorgânicos que, embora sólidos no seu estado final, em alguma fase de sua
fabricação apresentam-se sob a condição de líquidos, podendo, então, ser moldados nas
formas desejadas.
Uma característica fundamental é a existência de moléculas longas, que, no caso
de materiais artificiais, se obtêm por junção de moléculas.
Para o melhor entendimento da composição das matérias orgânicas artificiais, é
interessante ter o conhecimento dos hidrocarbonetos, mas este trabalho não irá se
aprofundar em fórmulas químicas, apenas será citado algumas definições.
Os hidrocarbonetos saturados possuem todas as ligações entre os carbonos de
forma simples, de modo que cada átomo de carbono dentro da cadeia está ligado a
quatro átomos vizinhos. Como exemplo, pode ser citado o polietileno, que possui
centenas de carbonos.
Quando as ligações entre os carbonos forem múltiplas, são formados os
hidrocarbonetos não-saturados, podendo estes ser polimerizados (monômeros
condensados ou adicionados que formam uma grande molécula).
As fórmulas químicas dos plásticos são representadas pelo monômero elevado a
um número representando o grau de polimerização.
Como o plástico pode ser um produto orgânico, há importância de salientar duas
características:
1) Os plásticos contêm carbono, que, combinando-se com o oxigênio do ar, dá
CO2, que tende a destruir o plástico. Esta tendência é aumentada em altas temperaturas,
por isso todos os plásticos orgânicos têm temperatura limite de serviço, acima do qual
se decompõe.
4

2) Os plásticos são parcialmente solúveis em compostos semelhantes. Por isso,


os plásticos são atacados por solventes orgânicos.

Classificação

O componente básico dos plásticos orgânicos é a resina e os mesmos podem ser


classificados em:
a) Termoplásticos: são aqueles que amolecem quando aquecidos, sendo então
moldados e posteriormente resfriados. No entanto, não perdem suas propriedades neste
processo, podendo ser novamente amolecidos e moldados;
b) Termofixos: possuem o processo de moldagem que resulta da reação química
irreversível entre as moléculas do material, tornando-o duro e quebradiço, não podendo
ser moldado outra vez.
c) Elastômeros: é um grupo à parte, assim chamados por apresentarem grande
elasticidade, sendo, também, denominados borracha sintética.
Podem ser obtidas diferenças essenciais entre os termoplásticos, através de
grupos químicos especiais ligados à cadeia atômica de carbonos, sendo possível obter
resinas para fins específicos, de acordo com a variação destes grupos químicos.
As moléculas dos plásticos termofixos são semelhantes às termoplásticas antes
da moldagem. O processo de endurecimento é acompanhado por ligações entre si das
cadeias de moléculas adjacentes. As moléculas endurecidas tornam-se complexas.
Alguns plásticos podem ser do tipo termoplástico para certo número de ciclos de
aquecimento e resfriamento, onde passados os limites, tornam-se do tipo termofixo.

Fabricação

As matérias-primas usadas na fabricação podem ser de origem mineral, vegetal


ou animal, como: nitrogênio, areia, calcário, cloreto de sódio, carvão, petróleo, matéria
vegetal, madeira, leite, entre outros. Essas matérias não são utilizadas de forma natural,
mas através de seus derivados que são as matérias primas intermediárias. A partir dos
derivados que são obtidos os monômeros que por condensação ou adição que formam
os polímeros (formados por monômeros iguais) ou copolímeros (formados por
monômeros desiguais). No caso dos copolímeros são adicionados radicais químicos nas
moléculas longas.
Na figura abaixo há um esquema da fabricação dos plásticos.

Vantagens e Desvantagens
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São as vantagens dos produtos plásticos:


1) Facilidade de adaptação à produção em massa e processos industrializados;
2) Pequeno peso específico;
3) Imunes a corrosão;
4) Possibilidade de coloração como parte integrante do material;
5) Isolantes elétricos;
6) Isolantes térmicos;
7) Baixo custo.

Em geral, as desvantagens são:


1) Fraca resistência a esforços de tração;
2) Fraca resistência a impacto;
3) Fraca resistência a dilatação;
4) Fraca resistência a deformação sob carga;
5) Termicamente instáveis;
6) Sujeitos à deterioração ao ar e ao sol;
7) Dificuldades de reparação quando danificados.

Métodos de Moldagem

Existem diversos tipos de moldagem de produtos plásticos. O mais antigo é a


moldagem por compressão, que consiste na aplicação de calor e pressão na resina junto
com fíller e outros componentes. Com esse processo a resina amolece e o material flui
adaptando-se à forma. O equipamento de moldagem é simples: uma prensa provida de
aquecimento. O ciclo de operações de encher a forma, prensar e retirar a peça leva de 2
a 5 minutos.
O processo de moldagem por compressão pode ser modificado pelo chamado
método de transferência, que consiste em amolecer o material em um cilindro, passando
depois para o molde, onde a única pressão aplicada é a hidrostática. Nesse processo são
formadas pequenas excrescências, que devem ser logo removidas.
Outra adaptação do processo de moldagem por compressão é a laminação, que
consiste em aplicações de pressões de até 70 kgf/cm².
O método mais importante de moldagem de resinas termoplásticas é o da
injeção, que se assemelha ao de fundição de metais, pois o material amolecido é
colocado em um molde frio. Nesse processo, grãos grossos de resina termoplástica são
forçados para a zona de aquecimento. Um bocal permite a saída de uma camada fina de
material, que vai enchendo todas as cavidades da forma. A peça endurece sob pressão
assim que o molde está completamente cheio. A pressão necessária é alta, da ordem de
1700 kgf/cm² na zona de saída.
Outro processo de moldagem para resinas termoplásticas é a extrusão. O
processo de Extrusão de um termoplástico consiste em forçar a passagem contínua do
material através da extrusora. Esta passagem segue até o final do conjunto, onde
encontra a matriz que dá o formato final do produto desejado. É um processo contínuo
onde o funcionamento é semelhante ao fato de espremer um tubo de pasta de dentes. As
máquinas de extrusão possuem vários tipos de bocais, que permitem a adequação a
diversas formas de peças.

Pesquisa e Aperfeiçoamento
6

As pesquisas efetuadas pela indústria plástica destinam-se principalmente à


melhora das qualidades físico-mecânicas, a fim de que o material possa tornar-se
realmente competitivo, tanto em preço como em qualidade, com os demais materiais de
construção.
Existem quatro características fundamentais para buscar o aperfeiçoamento, são
elas:
1) Ponto de fusão: os plásticos comuns fundem-se entre 100 e 300°C. Para
poderem competir com cerâmicas e metais, os novos plásticos deverão ter ponto de
fusão acima de 800°C.
2) Módulo de rigidez: para ampliar seu campo de aplicação, os novos polímeros
deverão ter módulo de rigidez pelo menos igual a do cobre. Os índices atuais são
aproximadamente iguais à metade do módulo deste material.
3) Alongamento de ruptura: esta característica também não é, ainda, satisfatória,
onde a meta é conseguir um plástico com alongamento máximo de 10%.
4) Resistência á dissolução: a maioria dos plásticos ainda não possui a desejada
resistência à dissolução provocada por substâncias químicas, precisando, por isso, ser
muito melhoradas sob esse aspecto.
Para satisfazer uma ou duas dessas características em um mesmo produto não é
difícil, mas a indústria plástica trabalha arduamente em busca de uma solução que
satisfaça essas quatro características com um desempenho eficaz.
A pesquisa consciente desses produtos para o setor da construção civil é vital,
tanto do aspecto da fabricação quanto a do desenho industrial. Como exemplo pode-se
citar o estudo de que modo deverão ser executados elementos já consagrados da
construção, como o caso das esquadrias, onde deve ser estudado o porquê da forma, do
funcionamento, das ferragens, entre outros elementos. Dessa forma, tudo isso tem
determinada forma e funcionamento em relação à utilização que se tem em vista e às
propriedades e limitações do material que a constitui. Caso o material mudar, será
necessário refazer todas essas prospecções visando à solução mais funcional e
econômica.

Principais Plásticos usados na Construção Civil

Atualmente, diversos tipos de plásticos podem ser utilizados na construção para


substituir com eficiência materiais tradicionais, como o alumínio das esquadrias, o
gesso das molduras e a madeira dos revestimentos externos. Umas das maiores
vantagens é que os plásticos não enferrujam, além de requerer manutenção simples. De
acordo com as classificações dos plásticos (Termoplásticos, Termofixos e Elastômeros),
logo abaixo, há alguns nomes mais utilizados. São eles:

a) Termoplásticos:

- Polietileno;
- Poliestireno;
- Acrilonitrila (Orlon);
- Náilon;
- Polibuteno;
- Cloreto de Polivinila (PVC);
- Cloreto de Vinila;
- Poliuretano;
7

- Policarbonato;
- Acetato de Vinila;
- Propileno Isotático;
- Acrílicos.

b) Termofixos:

- Fenol Formaldeído (Baquelite);


- Uréia Formaldeído;
- Poliéster (Dracon);
- Resina Alquídica;
- Resina Epóxi;
- Melaminas.

c) Elastômeros:

- Policloropreno (Neoprene);
- Isobutileno-Isopreno (Butyl);
- Politetrafluoretileno (Tefion, Viton);
- Polissulfeto (Tiokol);
- Estireno-Butadieno (SBR);
- Poliuretana (Adiprene);
- Polisiloxano (Silicones);
- Polietileno Clorossulfonado (Hypalon).

Dentre os plásticos da relação acima, alguns são de maior importância e serão


citados. São eles:

Cloreto de Polivinila (PVC)

Plástico obtido a partir do acetileno e cloreto de hidrogênio. É o plástico mais


utilizado na construção civil por vários motivos, sendo um deles o baixo custo.
Seu maior uso é na fabricação de tubulações de água, esgoto e eletricidade,
possuindo inúmeras vantagens em relações a canalizações metálicas, como: baixo preço,
facilidade de manutenção, imunidade à ferrugem e economia de mão-de-obra. Os tubos
de PVC para água, por terem que trabalhar sob pressão, são os que devem apresentar
melhor qualidade em relação aos demais e podem ser fabricados em três tipos: os de
pressão (para redes adutoras), os pesados (para instalações prediais e que podem ser
rosqueados) e os leves (de menores espessuras, para pequenas pressões e que devem ser
colados).
As peças usadas para arremate, como chuveiros, sifões, válvulas, junções, entre
outros, são muito utilizadas desse material.
O PVC também é muito utilizado em esquadrias (portas e janelas), telhas,
revestimentos de fachadas, forros e divisórias, pisos, calhas e mantas de
impermeabilização.
No caso das esquadrias feitas com esse material, essas são mais resistentes que
as metálicas e são imunes a maresia.
Na parte dos revestimentos, o processo para colocar os mesmos é de fácil
serviço e rapidez, principalmente quando as casas são planejadas com tal processo, pois
8

a fixação é feita diretamente sobre o bloco ou tijolo, não precisando de massa fina ou
corrida. Uma vantagem é a limpeza, que pode ser feita com água e sabão.
No setor de coberturas, as telhas de plástico surgiram inicialmente como
substitutas das telhas de vidro, visando-se à solução do problema de iluminação natural
em grandes áreas de telhado. De início, a pouca resistência do material aos raios solares
provocava seu rápido descoloramento, apresentando as chapas, em poucos meses,
rachaduras e quebras provocadas pelo ressecamento. Dessa forma, pesquisas
desenvolvidas pelos laboratórios levaram à descoberta de produtos químicos que,
adicionados à matéria-prima, superavam essa dificuldade, como o CYASORB 24, da
American Cyanamid Co.
No Brasil, as telhas em PVC estão sendo fabricadas com a marca ELVIC. Essas
telhas podem ser fabricadas em comprimentos de até 20 metros, podem ser translúcidas
ou opacas, possuindo diversas cores, que fazem variar bastante o coeficiente de
transmissão luminosa. Essas telhas possuem três tipos de ondas: a do alumínio, a do
cimento-amianto e a “greca”.
No setor da eletrotécnica o PVC é utilizado como isolante elétrico, substituindo
a borracha isolante, além disso, o mesmo é usado em isolamentos devido a sua
característica de absorver pouca umidade.

Poliuretano

Material derivado do petróleo pela transformação do gás metano é usado em


molduras e perfis de acabamento, caixas d água e drenagem do solo.
É um material resistente e de fácil montagem. Outra característica é que o
material permite vários desenhos elaborados em altos e baixos relevos, razão pela qual é
possível confeccionar uma infinidade de modelos de molduras, sancas, rosetas e até
“boiseries”.
O preço é compatível com o gesso, mas são mais fáceis de instalar: basta uma
cola acrílica solúvel em água.
Outro elemento encontrado nesse material são as colunas, com base e capitel de
poliuretano, mais leves e baratas que os similares feitos de mármore.
Dependendo do modelo utilizado do material poliuretano, alguns podem
suportar até 9 toneladas.

Policarbonato

Material derivado do petróleo pela associação de moléculas de carbono é um


termoplástico usado em coberturas e fachadas em que se deseje o efeito de
transparência.
Disponível em chapas ou telhas há modelos com transparência que chega a 89%,
além das cores brancas, bronze, verde, azul ou cinza.
A maior vantagem em relação ao vidro é que ele pode ser moldado sem
emendas, em formas curvas.
É também mais resistente a impactos, porém são menos rígidos, por isso podem
riscar com facilidade. O ideal é pedir a aplicação de uma película anti-abrasiva.

Polietileno

Material plástico dúctil, termoplástico, da série parafínica (hidrocarboneto


saturado), e um dos mais simples em ponto de vista químico.
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Foi descoberto em 1933, tendo sido bastante incrementada sua produção, sendo
hoje usado na fabricação de inúmeros artigos, apresentando facilidade de moldagem,
alta resistência e dureza, além do baixo custo.
O polietileno é resistente à água, apresenta boa flexibilidade à baixa temperatura,
tem boa resistência química e pode ser queimado. O material é permeável a muitos
óleos e solventes orgânicos, tais como benzeno e éter.
Uma interessante aplicação é sob a forma de folhas azuladas e transparentes
vendidas em rolos de 5 metros, que proporcionam, entre outras utilidades: proteção de
paredes e lajes contra a chuva, cobertura de materiais depositados ao ar livre, cobertura
protetora para equipamentos e proteção contra poeiras em reformas, demolições, etc.
Recentemente foi desenvolvido o polietileno expandido ou celular que é usado
como isolante.

Poliestireno

Material de largo emprego na construção civil, que é constituída de superfícies


brilhantes e polida. É pouco resistente ao calor e é quebradiço devido à sua pouca
flexibilidade.
O poliestireno é muito utilizado em aparelhos de iluminação mais econômicos.
Existem os de alto impacto, com o qual são feitas algumas conexões de material
sanitário e também são utilizados na fabricação de assentos para vasos sanitários, como
os da marca Ideal Standard, maciços, inquebráveis e inalteráveis à ação de ácidos ou
corrosivos.

Poliestireno Expandido (Isopor)

Material de largo emprego na construção civil, em que seu polímero se apresenta


sob a forma de esferas que são comprimidas dentro de um molde fechado, por
intermédio de um gás que se dilata quando aquecido.
Logo após serem fabricados, os blocos são cortados em placas nas espessuras
desejadas por um fio aquecido a 150°C, por ser o método que oferece uma superfície de
corte mais bem acabada.
Sendo extremamente leve, é um material fácil de trabalhar. Proporciona ótimos
resultados quando aplicado em pisos flutuantes, sanduíches em painéis para paredes
divisórias, decoração, forros, isolamento acústico e isolamento térmico (inclusive por
câmeras frigoríficas, pois pode ser aplicado numa gama de temperatura de -200° C a
+75°C).
Deve-se ter o cuidado de usar chapas de espessura maior que 20mm, a fim de
garantir suas propriedades isolantes, pois em chapas de menor espessura podem ocorrer
defeitos de fabricação que alterem suas características.

Náilon

É um dos plásticos mais nobres e de melhores qualidades, onde é muito usado


como reforço nas telhas plásticas de fibra de vidro (marca FILON), em buchas para
fixação (marca FISHER), que substituem com vantagens os chumbadores comuns.
Em eletrotécnica é usado por sua grande resistência à dissolução e um novo
campo tem-se aberto recentemente com a fabricação de dobradiças e outras ferragens de
nylon.
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Fiberglass

Material constituído por uma combinação de fibras de vidro com resina poliéster
ou, mais raramente, com epóxis ou melaminas.
No setor da construção civil, seu emprego estende-se largamente, seja para usos
estruturais, painéis de vedação, paredes divisórias ou equipamento.
Quando é convenientemente projetado, forma uma estrutura semelhante ao
concreto armado, em que a resina é o cimento e as fibras de vidro, as barras de ferro.
É considerado um material tão nobre quanto o aço inoxidável. Pode ter sua
resistência superior à chapa de aço, quando tiver sua forma bem calculada, as
porcentagens e disposição das fibras de vidro a serem combinadas com as resinas bem
definidas.
Sua principal vantagem é a facilidade com que se adapta aos processos de
industrialização, sendo, portanto, de grande valor para o ramo da pré-fabricação. A
facilidade é grande que algumas empresas estudam possibilidades de fabricar paredes
inteiras para cozinhas com armários e pias, além de banheiros fabricados em peças
inteiriças com o Box, banheira, lavatórios e armários moldados.
Outro setor em que o material tem encontrado larga aplicação entre nós é o de
coberturas em domos ou chapas onduladas (as chapas FILON, fabricadas pela
VIDROPLAS, são em fibra de vidro reforçadas com náilon). Vãos superiores a 50
metros podem ser vencidos por domos monoblocos esféricos, com espessura inferior a 5
milímetros.
Pode ser empregadas também como fôrmas para concreto, principalmente nos
casos em que há repetição de um elemento, pela possibilidade de reaproveitamento e de
obtenção de superfícies de ótimo acabamento.

Acrílico

Até a pouco tempo conhecidos sob a denominação de plexiglass, os acrílicos ou


poliacrílicos têm o nome científico de polimetacrilato de metila, pois são obtidos a partir
do ácido mearílico e do álcool metílico.
São plásticos nobres, de qualidades óticas e aparência semelhantes ao mais fino
vidro. Os acrílicos de contextura leitosa são usados principalmente em aparelhos de
iluminação, pela perfeita difusão luminosa que proporcionam. São usadas em decoração
como paredes divisórias, tapa-vistas e em substituição ao vidro, principalmente em
portas para Box.
Começam, agora, a ter uma aplicação interessante em domos plásticos para
iluminação zenital. São executados em material opaco ou transparente (o transparente é
mais conhecido como plexiglass), possuindo grande resistência ao impacto e bom
característico de isolante térmico. No Brasil são fabricados sob as marcas DOMOPLAS
e BRASIPLEX. O formato dos domos pode variar, existindo tipos padronizados
redondos, retangulares ou quadrados, onde são aplicados diretamente sobre as lajes, nas
quais são feitas apenas as aberturas adequadas.

Resinas Alquídicas, Fenólicas e Vinílicas

Resinas que são largamente utilizadas pela indústria de tintas e vernizes. Ao


pigmento deve ser adicionada uma liga que proporcione uma formação uniforme da
película colorida. Essa liga é obtida das mais diversas fontes, porém as resinas sintéticas
11

estão sobrepujando as naturais pelas suas qualidades superiores e facilidade de


obtenção.
Uma grande variedade de produtos é apresentada com base em resinas sintéticas:
tintas de emulsão (em que o diluente é a água), vernizes, tinta tipo óleo e tintas
combinadas com vernizes, dando superfícies acabadas de grande durabilidade. A resina
sintética mais empregada nesses produtos é o acetato de polivinila (PVA).
Resinas vinílicas, associadas com outros elementos, são usadas na fabricação de
revestimentos plásticos para pisos, de pequena espessura e grande resistência, como o
VULCAPISO, PAVIFLEX, e ETERFLEX, sendo que estes dois últimos são uma
associação vinílica com o cimento-amianto. A resina empregada é o cloreto de
polivilina.
As resinas fenólicas são bastante empregadas nos laminados plásticos como
FÓRMICA, FORMIPLAC e no revestimento de chapas como DURAPLAC.
Há um plástico importante a ser citado que é constituída a base de fenol
formaldeído, que é a baquelite. Esta tem pouca resistência e flexibilidade, sendo
quebradiço. É empregado em eletrotécnica para placas e elementos de tomadas,
interruptores, entre outros.

Resinas Epóxi

São dos mais novos e versáteis plásticos, onde seu emprego nas bases comerciais
é muito recente. São compostas por epicloridrina e bisfenol, matérias obtidas do gás
natural, em que são combinados em sistemas com outros materiais.
Os epóxis estão sendo aplicados, principalmente, como revestimentos, por sua
dureza e resistência à abrasão e como adesivos de alta resistência para concreto. No
Brasil, o campo de aplicação ainda é limitado, devido principalmente ao alto custo.
As resinas epóxi são empregadas com as seguintes finalidades:
a) Adesivos: fazer com que o material atinja sua resistência própria para uso em
uma hora, apresentando excelente resistência química, alta capacidade de liga e
resistência final muito elevada;
b) Selante: para uso com todos os materiais de construção, possuindo
durabilidade e elasticidade muito maiores do que os materiais usuais, como betume e
outros termoplásticos;
c) Revestimentos: oferecer excelente resistência à abrasão; são recomendadas
especialmente para preservação de paredes de reservatórios em contato com agentes
químicos agressivos;
d) Pavimentação: empregadas como antiderrapantes em locais onde não se
deseja um acréscimo substancial de peso na estrutura, como em pontes, por exemplo.

Hypalon e Neoprene

São elastômeros ou borrachas sintéticas usadas para impermeabilizações,


apresentando qualidades excepcionais de resistência à ação do ozônio, das intempéries,
as luz solar e do calor, não alterando suas condições de elasticidade e aderência sob
condições diversas.
O neoprene apresenta-se somente nas cores vermelho e cinza. Já o hypalon pode
ser composto em uma variedade de cores, onde o revestimento é aplicado por meio de
rolo, pincel ou pulverização sobre vários tipos de superfícies, vulcanizando ao ar livre e
transformando-se em uma película impermeável e elástica.
12

Há diversas outras aplicações que o neoprene possui como gaxetas, para vedação
de paredes de vidro e esquadrias. Usado em estruturas como aparelho de apoio, em
juntas de expansão e como base antivibratória.
Nos Estados Unidos estão sendo fabricadas placas para revestimentos de pisos
internos e externos à base de hypalon.

Silicones

Pertencem à família das resinas sintéticas e são obtidos a partir do silício,


possuindo um campo de aplicação limitado na construção, sendo especificamente
indicados para a proteção de superfícies sujeitas às intempéries.
Os silicones não realizam uma vedação mecânica das superfícies onde são
aplicados. O que ocorre, realmente, é que a aplicação do silicone confere ao material de
construção uma tensão superficial sensivelmente menor que a da água. Esta, sem ter sua
tensão superficial rompida, escorre sobre a superfície sem encharcá-la. Essa aplicação
protetora é denominada tecnicamente “hidrofugação”.
Recentemente surgiu uma nova utilização dos silicones como mástiques para a
vedação de juntas.

Descarte, Reciclagem e Reutilização

A indústria da construção civil é responsável por uma grande parte do lixo


produzido nas grandes cidades. As empreiteiras produzem milhares de quilos de
entulho. Estes, por lei, não podem ser depositados em aterros sanitários e terrenos
baldios, se tornando um grande problema para as metrópoles.
De acordo com estudos realizados, a construção civil representa 40% da
formação bruta de capital internacional e consome entre 14% e 50% dos recursos
naturais extraídos no planeta (Schenini, Bagnati e Cardoso). No Brasil, por exemplo,
esse setor gera de 41% a 70% da massa de resíduos urbanos, o que equivale a valores
entre 230 e 760 kg/hab/ano (dados de 2006).
Dentre esses resíduos gerados pela construção civil uma pequena parcela é
composta pelos materiais plásticos, vindo de tubulações, painéis, fôrmas, entre outros,
onde não são reaproveitados. Uma solução seria a reutilização, ou até mesmo, a
reciclagem destes componentes.
Em geral, o lixo produzido no Brasil, contém de 5 a 10% de plásticos, que como
os vidros, são materiais que ocupam um considerável espaço no meio ambiente.
Como já foi citado, os plásticos são derivados do petróleo, que é um produto, em
sua maior parte, importado (60% do total no Brasil). A reciclagem do plástico exige
cerca de 10% da energia utilizada no processo primário.
Do total de plásticos produzidos no Brasil, só reciclamos 15%. Um dos
empecilhos é a grande variedade de tipos de plásticos. Uma das alternativas seria definir
um tipo específico de plástico para ser coletado.
Os plásticos recicláveis são: potes de todos os tipos, sacos de supermercados,
embalagens para alimentos, vasilhas, recipientes e artigos domésticos, tubulações e
garrafas de PET, que convertida em grânulos é usada para a fabricação de cordas, fios
de costura, cerdas de vassouras e escovas e também é reaproveitada na construção
como, por exemplo, para a construção de painéis, fôrmas, tijolos construídos de material
PET, entre outros.
Os plásticos que não podem ser reciclados são: cabos de panela, botões de rádio,
pratos, canetas, bijuterias, espuma, embalagens a vácuo, fraldas descartáveis.
13

A fabricação de plástico reciclado economiza 70% de energia, considerando


todo o processo desde a exploração da matéria-prima primária até a formação do
produto final. Além disso, se o produto descartado permanecesse no meio ambiente,
poderia estar causando maior poluição. Isso pode ser entendido como uma alternativa
para as oscilações do mercado abastecedor e também como preservação dos recursos
naturais, o que podendo reduzir, inclusive, os custos das matérias primas. O plástico
reciclado tem infinitas aplicações, tanto nos mercados tradicionais das resinas virgens,
quanto em novos mercados.
A seguir serão citadas três formas de reciclagem dos plásticos. Estes processos
são:

Reciclagem Química

A reciclagem química re-processa plásticos, transformando-os em petroquímicos


básicos que servem como matéria-prima em refinarias ou centrais petroquímicas. Seu
objetivo é a recuperação dos componentes químicos individuais para reutilizá-los como
produtos químicos ou para a produção de novos plásticos.
Os novos processos desenvolvidos de reciclagem química permitem a
reciclagem de misturas de plásticos diferentes, com aceitação de determinado grau de
contaminantes como, por exemplo, tintas, papéis, entre outros materiais.
Entre os processos de reciclagem química existentes, destacam-se:
a) Hidrogenação: As cadeias são quebradas mediante o tratamento com
hidrogênio e calor, gerando produtos capazes de serem processados em refinarias.
b) Gaseificação: Os plásticos são aquecidos com ar ou oxigênio, gerando-se gás
de síntese contendo monóxido de carbono e hidrogênio.
c) Quimólise: Consiste na quebra parcial ou total dos plásticos em monômeros
na presença de Glicol/Metanol e água.
d) Pirólise: É a quebra das moléculas pela ação do calor na ausência de
oxigênio. Este processo gera frações de hidrocarbonetos capazes de serem processados
em refinaria.

Reciclagem Mecânica

A reciclagem mecânica consiste na conversão dos descartes plásticos pós-


industriais ou pós-consumo em grânulos que podem ser reutilizados na produção de
outros produtos, como sacos de lixo, solados, pisos, conduítes, mangueiras,
componentes de automóveis, fibras, embalagens não-alimentícias e outros.
Este tipo de processo passa pelas seguintes etapas:
a) Separação: separação em uma esteira dos diferentes tipos de plásticos, de
acordo com a identificação ou com o aspecto visual. Nesta etapa são separados também
rótulos de diferentes materiais, tampas de garrafas e produtos compostos por mais de
um tipo de plástico, embalagens metalizadas, grampos, etc.
Por ser uma etapa geralmente manual, a eficiência depende diretamente da prática das
pessoas que executam essa tarefa. Outro fator determinante da qualidade é a fonte do
material a ser separado, sendo que aquele oriundo da coleta seletiva e mais limpo em
relação ao material proveniente dos lixões ou aterros.
b) Moagem: Depois de separados os diferentes tipos de plásticos, estes são
moídos e fragmentados em pequenas partes.
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c) Lavagem: Depois de triturado, o plástico passa por uma etapa de lavagem


com água para a retirada dos contaminantes. É necessário que a água de lavagem receba
um tratamento para a sua reutilização ou emissão como efluente.
d) Aglutinação: Além de completar a secagem, o material é compactado,
reduzindo-se assim o volume que será enviado à extrusora. O atrito dos fragmentos
contra a parede do equipamento rotativo provoca elevação da temperatura, levando à
formação de uma massa plástica. O aglutinador também é utilizado para incorporação
de aditivos, como cargas, pigmentos e lubrificantes.
e) Extrusão: A extrusora funde e torna a massa plástica homogênea. Na saída da
extrusora, encontra-se o cabeçote, do qual sai um "espaguete" contínuo, que é resfriado
com água. Em seguida, o "espaguete" é picotado em um granulador e transformando em
pellet (grãos plásticos).
A figura abaixo representa o processo de reciclagem mecânica:

Reciclagem Energética

A reciclagem energética consiste na recuperação da energia contida nos plásticos


através de processos térmicos, distinguindo da incineração, por utilizar os resíduos
plásticos como combustíveis na geração de energia elétrica.
A energia contida em 1 kg de plástico é equivalente à contida em 1 kg de óleo
combustível. Além da economia e da recuperação de energia, com a reciclagem ocorre
ainda uma redução de 70 a 90% da massa do material, restando apenas um resíduo
inerte esterilizado.
Os principais benefícios trazidos pela reciclagem energética são:
1) O calor pode ser recuperado em caldeira, utilizando o vapor para geração de
energia elétrica e/ou aquecimento.
2) Testes em escala real na Europa comprovaram os bons resultados da co-
combustão dos resíduos de plásticos com carvão, turfa e madeira, tanto técnica,
econômica, como ambientalmente.
3) A queima de plásticos em processos de reciclagem energética reduz o uso de
combustíveis (economia de recursos naturais).
4) A reciclagem energética é realizada em diversos países da Europa, nos EUA e
no Japão, utilizando equipamentos da mais alta tecnologia, cujos controles de emissão
são rigidamente seguros, anulando riscos à saúde ou ao meio ambiente.

Em relação à reutilização, alguns plásticos na construção civil, como painéis,


fômas, conduítes e tubulações podem ser reaproveitados mantendo suas devidas
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funções, no entanto, os mesmo devem apresentar as devidas adequadas condições de


limpeza e não podem estar danificados.
A seguir, no estudo de caso n° 2, será apresentada uma situação em que as
tubulações de uma antiga edificação são reutilizadas para a revenda, assim como outros
materiais e equipamentos.

Estudos de Caso

Os seis casos apresentados abaixo, são estudos referente a implantação dos


plásticos e suas evoluções na aplicação da construção civil, visando a política da
reciclagem e a reutilização

Caso 1: Casa feita de materiais plásticos

A Construtora Romeu Chap Chap está vendendo no País uma casa de plástico
reforçado, que fica pronta em cerca de dez dias e custa R$ 20 mil. A residência poderá
ser considerada uma alternativa para as famílias com baixo poder aquisitivo.
A Casa Prática é fruto de uma parceria da construtora com a MVC, empresa do
Grupo Marcopolo, possuindo cerca de 36 metros quadrados com um valor de R$ 17,4
mil. Há a opção de 42 metros quadrados com o valor de R$ 20 mil. O imóvel pode ser
financiado pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) em 10, 15 ou 20 anos.
A construtora informa que, apesar de ser de plástico, a estrutura da casa é
resistente por ser feita de aço. Segundo a empresa, o imóvel - produzido em uma fábrica
de São José dos Pinhais, perto de Curitiba (PR) - resiste a terremotos e furacões.
Segundo a construtora, já existem 30 casas de plástico montadas em um
condomínio popular no estado do Rio Grande do Sul, além de existirem unidades que
foram exportadas para Angola, Venezuela e Ilhas do Caribe.

Caso 2: Demolição de um Prédio Comercial

Com a escassez de terrenos, especialmente nos locais mais nobres da capital


paulista, a demolição de edifícios, mesmo que em bom estado de conservação, pode ser
uma solução para a construção de outros empreendimentos mais lucrativos. Assim foi
com a demolição do Centro Administrativo Bandeirantes, um complexo constituído de
um prédio de escritórios de 14 pavimentos, um anexo de três andares e um prédio de
garagem, que totalizava 25 mil m2 de área construída.
A demolição foi contratada pela construtora Cyrela e executada pela Arcoenge
Engenharia num terreno de 35 mil m2. Localizado na Avenida Luís Carlos Berrini, um
dos principais eixos de verticalização de edifícios comerciais de alto padrão da cidade, o
terreno vai ser ocupado por um novo empreendimento não divulgado pela construtora.
A Arcoenge negociou o serviço de demolição considerando o potencial de
16

valorização dos materiais reutilizáveis. Dessa forma, concedeu desconto de 40% do


valor total do serviço em troca de todos os componentes encontrados no complexo. A
demolidora ficou com os elevadores, caixilhos, vidros, tubulações, materiais elétricos e
hidráulicos, luminárias e forros, entre outros, para ser comercializado posteriormente.
O prédio principal do CAB foi implodido com 175 kg de explosivos e os anexos
demolidos mecanicamente. Após a implosão, foram utilizadas tesouras hidráulicas e
pulverizadoras, acopladas em escavadeiras. A tesoura hidráulica, que atinge uma
abertura de 80 cm, realizou a demolição do concreto armado e estruturas metálicas.
Com esse equipamento, a ferragem foi separada e reaproveitada em 87%.
Após essa operação, os materiais demolidos foram fragmentados e pulverizados
com garras trituradoras. Esse processo permitiu a redução na granulometria do concreto,
facilitando o processo de carga, transporte e destinação dos resíduos. O material foi
transportado para estações de reciclagem determinadas pela Cyrela.
Embora a demolidora fosse à encarregada do transporte, a responsabilidade
técnica foi da construtora, que desenvolveu um projeto de gerenciamento de resíduos
por meio de consultoria da empresa Obra Limpo para o controle e destinação do
entulho.
Segundo a Cyrela, foram realizadas cerca de mil viagens de caminhão para a
limpeza total do canteiro. O entulho resultante da demolição foi estimado em 20 mil m3,
mas ainda restam 4 mil m³ correspondentes ao piso, que serão aproveitados para o
lançamento da obra e montagem do estande de vendas do novo empreendimento que
será erguido no local, onde o mesmo será removido posteriormente ao período de
vendas.

Antes de ir ao chão, todos os


componentes do prédio foram
retirados e reaproveitados. Os 20
mil m3 de entulho foram levados a
duas usinas de reciclagem

Materiais retirados
Caixilhos de fachada: cerca de
6 mil m2
Forro de teto: 4.800 m2
Telhas de fibrocimento: 600 m2
Telha tipo calhetão: 1.100 m2
Tubulação de elétrica e hidráulica: aproximadamente 6 mil m
Elevadores: seis
Outros: escada metálica, forro, luminárias, quadros.
17

Caso 3: Novo Processo de Fabricação de Plásticos

Um novo processo, chamado de "mistura


inteligente", desenvolvido na Universidade Clemson
(Estados Unidos), poderá mudar a forma como os
plásticos são fabricados, além de melhorar seu
desempenho. Os primeiros resultados, publicados no
exemplar de Agosto da revista Polymer Engineering
and Science chamaram a atenção dos fabricantes de
plásticos do mundo todo.
Com a nova máquina de mistura inteligente,
entretanto, os engenheiros poderão otimizar o material
para máximo rendimento apenas apertando algumas teclas em um computador.
Muitos plásticos são misturas de dois ou mais plásticos e aditivos. A mistura
inteligente dispõe esses plásticos em formatos internos funcionais de alguns nanômetros
de tamanho.
Isto é importante porque são suas minúsculas estruturas que determinam as
propriedades do plástico ou compósito. Como resultado final, os plásticos poderão ser
rígidos, conduzir eletricidade, serem porosos, enfim, ter a propriedade que atenda às
necessidades do produto final, mas sem a necessidade de um caro e demorado processo
de tentativa e erro.
As aplicações mais imediatas do novo processo são a melhoria de filmes para
embalagem de alimentos e produtos para higiene pessoal, além de plásticos que
interagem com a luz e plásticos reforçados para utilização na indústria automobilística.
A pesquisa, financiada pela empresa Dow, é baseada no trabalho de Hassan
Aref, que desenvolveu o que é conhecido como teoria da advecção caótica. Em um
artigo de 1.980, Aref demonstrou que partículas em um fluido podem mover-se
caoticamente em resposta a agitações simples. As movimentações caóticas fazem com
que as regiões fluídicas formem camadas. Foi nessas camadas que Zumbrunnen baseou
seu trabalho.

Caso 4: Piso feito de Material Plástico

O lixo urbano é, hoje, um problema ambiental e social. Diariamente, milhares de


toneladas de resíduos são despejados nos aterros sanitários, boa parte constituída de
matéria-prima reciclável como plástico, papel e vidro. As cidades de grande porte são as
que mais sofrem com esse problema. Somente em Belo Horizonte, 4.500 toneladas de
resíduos sólidos são despejadas por dia nos aterros municipais, de acordo com a
Superintendência de Limpeza Urbana (SLU). Desse total, 11% são plásticos, em suas
diversas apresentações.
Na natureza, esse material leva cerca de 450 anos para se decompor. Na tentativa
de diminuir esse impacto ambiental, uma equipe de pesquisadores da Escola de
Engenharia da UFMG procurou desenvolver alternativas de uso do plástico reciclado. O
resultado é um material inovador, de baixo custo e alta resistência, com potencial para
aplicação no ramo da construção civil. A tecnologia, desenvolvida com o apoio da
FAPEMIG, entre outros, já foi patenteada e recebeu, em 2001, o Prêmio Sebrae de
Inovação Tecnológica.
Em 1992, o professor Antonio Ferreira Ávila, do Departamento de Engenharia
Mecânica da UFMG, embarcou para os Estados Unidos, onde faria o doutorado em
Mecânica de Compósitos. O compósito é um material obtido a partir da aglutinação de
18

dois ou mais elementos e que, depois de pronto, resulta em um produto mais resistente
que as próprias matrizes. A Mecânica de Compósitos estuda a estrutura, a ação entre
esses elementos e suas respectivas propriedades mecânicas resultantes.
Foi entre os americanos que o professor teve seu primeiro contato efetivo com a
cultura da reciclagem. Pensando no problema brasileiro, ele resolveu buscar, dentro de
sua área de conhecimento, alternativas que pudessem transformar materiais plásticos
descartados em elementos úteis para a confecção de peças e engrenagens mecânicas. Ao
realizar os levantamentos preliminares, Ávila descobriu que cerca de 20% do material
plástico jogado no lixo era formado por polietileno teraftalato, o PET, utilizado na
confecção de garrafas de refrigerantes. Essa se tornou, assim, a matéria-prima básica de
seu estudo.
Praticamente sozinho, o professor iniciou, então, um estudo sobre as
propriedades do PET e suas formas de aplicação. Uma dificuldade enfrentada foi o
preconceito dos brasileiros em relação às qualidades do material reciclado. Segundo
Ávila, existe uma tendência de se pensar que tudo o que é composto por material
reciclável é de menor qualidade e menos resistente, o que não procede. Para o
pesquisador, vencido esse preconceito, a indústria só tem a ganhar. “Uma grande
vantagem do material é o preço. A indústria de reciclagem paga, hoje, cerca de R$ 0,60
por quilo de plástico. É mais barato que o quilo de areia.”
O primeiro desafio foi encontrar um material que casasse com o PET já que,
sozinho, ele não reúne propriedade mecânicas suficientes para ser transformado em um
material mais resistente. A resposta não estava longe. Para compor o novo produto, foi
escolhido o polietileno de alta densidade (PEAD), utilizado na fabricação das tampas
das garrafas de refrigerante. A principal vantagem do PEAD é possuir um ponto de
fusão mais baixo que o do PET, demandando menor gasto de energia. Além disso, ele
permite uma melhora significativa nas propriedades mecânicas do compósito.
Com a adição do PEAD, o PET passa a ter maior resistência ao impacto e maior
acomodação das partículas, aumentando significativamente a rigidez e a resistência
mecânica do produto final. Os dois materiais, uma vez triturados, misturados e
prensados em proporções específicas, permitiriam a criação do inédito “compósito-
verde”, como foi enfim patenteada a invenção.
Para se chegar às proporções ideais de cada material, o pesquisador realizou
diversas simulações em computador. “Antes de iniciar o trabalho experimental, simulei
no computador as diversas possibilidades, com uso de cálculos específicos. Isso
possibilitou a redução do número de testes, pois, de acordo com os resultados,
descartava as possibilidades que, certamente, não dariam em nada”, conta. Nos ensaios,
as proporções variaram de 20% PEAD e 80% PET a 40% PEAD e 60% PET. É
importante ressaltar que a mistura dos materiais é feita através de um processo
exclusivamente termomecânico, sem qualquer adição de produto químico. Segundo
Ávila, a adição de química, além de encarecer o processo, representa alto risco de
contaminação do solo e dos mananciais de água, prejudicando o meio ambiente.
Inicialmente, os plásticos são lavados, depois separados manualmente e enfim
triturados. Para isso, é utilizado um moinho especial, que transforma as garrafas e
tampas em pedaços com menos de 7,5 milímetros. Feita a moagem, os plásticos são
misturados em proporções que variam de acordo com o interesse no resultado final.
“Dependendo de como for composta a microestrutura, podemos conseguir variações de
aparência e cor. O produto pode ser direcionado, orientado de acordo com o interesse.
Variações no processo de composição possibilitam, inclusive, a mudança de
propriedades mecânicas”, explica o pesquisador.
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O próximo passo é a “extrusão”. Para esta etapa, foi utilizada uma máquina
especial, que se assemelha a um moedor de carne. Uma rosca mecânica transporta o
plástico através de três zonas de aquecimento, o que vai resultar em um composto
matriz. Essa matriz será prensada a altas temperaturas, que podem chegar a 210º C,
garantindo a propriedade final esperada.
Segundo o professor Ávila, a experiência é única no mundo porque utiliza uma
matriz onde os dois componentes são materiais reciclados. A extrusão, seguida de
prensagem, faz com que se forme uma nova combinação dos polímeros do plástico,
otimizando a qualidade do produto final. Para testar a resistência mecânica dos
compósitos-verdes, foram feitos testes de tração e compressão, em placas, barras e
cilindros do material. O compósito foi exposto a cargas entre 1,5 e 1,96 toneladas-força,
ampliando o leque de possibilidades para sua utilização.
“A tecnologia usada na elaboração desse compósito é a mesma utilizada em
algumas peças de mecânica e fuselagem de aviões a jato”, explica. A diferença é que o
material é mais leve que composições metálicas igualmente resistentes. A princípio,
foram moldadas engrenagens para utilização em vários tipos de aparelhos. De acordo
com o pesquisador, a utilização do compósito em determinado tipo de máquina pode
reduzir o impacto e, conseqüentemente, o desgaste das peças, tornando-se uma opção
bastante econômica.
Testadas as potencialidades do compósito-verde, Ávila voltou suas atenções para
graves problemas ambientais e sociais do povo brasileiro: os desmatamentos e o déficit
habitacional. Os altos custos de uma construção, principalmente no que diz respeito aos
materiais usados, torna difícil a designação de moradias que atendam à demanda de toda
a população. Além disso, na construção de um imóvel convencional, é utilizada grande
quantidade de madeira em telhados, escoramento, fôrmas para concreto, estrutura,
andaimes e acabamentos, o que contribui de forma direta para o desmatamento
predatório.
A resistência física dos compósitos-verdes permite sua utilização não apenas em
substituição à madeira nos telhados e estruturas, mas também como azulejos, pisos,
tubos e mangueiras de PVC. O custo para a confecção de placas de piso, por exemplo,
chega a ser cinco vezes menor que o dos pisos convencionais. O compósito-verde
resultante da extrusão de 115 garrafas PET de 28,5 gramas, aglutinado a quantidade
proporcional de PEAD, fabrica um metro quadrado de piso com 2,5 milímetros de
espessura. Essa economia se reflete no custo final da obra.
Com o objetivo de determinar a resistência e a aplicabilidade do compósito para
esta finalidade, foi feito um teste de desgaste utilizando o fluxo de pessoas da própria
UFMG. Placas de compósito-verde foram aplicadas no piso da entrada de um dos
pavilhões da Universidade, onde há um fluxo médio de 600 pessoas por dia. Segundo
Antonio Ávila, o desgaste que o compósito sofreu em três meses de teste é o equivalente
ao sofrido pelo piso de uma casa com seis moradores, durante 25 anos. Nenhuma
propriedade mecânica do plástico, como por exemplo a impermeabilidade, foi perdida
no processo de composição. Os resultados foram tão satisfatórios que a própria
Universidade Federal de Minas Gerais resolveu patentear a técnica.
O professor acredita que essa nova tecnologia tem boas possibilidades de obter
sucesso se adotada em escala industrial. Parte por causa do baixo custo do maquinário
utilizado, parte pelo caráter inovador e ecologicamente correto. Ávila se mostra
otimista, principalmente, com o ganho social resultante de todo esse processo. O
aumento da demanda por descartáveis PET e PEAD representa potencialmente a criação
de empregos nas associações e cooperativas criadas para suprir as indústrias de material
reciclável, desde os catadores até as pessoas envolvidas na triagem do material.
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Ávila ressalta, finalmente, que seu produto não pretende ser a solução para todos
os males da sociedade. Mas acredita que reduzir o acúmulo de lixo, aumentar as
possibilidades de emprego, reduzir o custo final de casas populares e ainda diminuir a
extração da madeira usada para suprir matéria-prima na construção civil sejam
contribuições significativas da ciência para o dia-a-dia da população.

Caso 5: Vaso Sanitário feito de Garrafas PET Recicladas

No último ano do curso de Engenharia Mecânica, oito colegas da FEI (Fundação


Educacional Inaciana) escolheram trabalhar com um material ainda pouco utilizado para
criar um objeto de grande uso no dia-a-dia das pessoas. Um vaso sanitário feitos com
garrafas PET.
O vaso sanitário é feito de peças desmontáveis, o que permite a troca de partes
específicas em caso de problema. A parte interna da cuba foi tratada para se tornar
impermeável com uma camada de prime e outra de tinta epóxi.
Cada vaso sanitário utilizaria cerca de 380 garrafas plásticas moídas para gerar o
flake, os grãos de PET que seriam moldados nas formas desejadas.
Outra preocupação ambiental foi o desperdício de água e, para combatê-lo, os
alunos projetaram o vaso com um sistema de descarga de dupla vazão (escolha por 3 ou
6 litros em cada descarga).
Uma das principais dificuldades do grupo foi encontrar informações a respeito
do uso do PET, já que não existe uma vasta literatura sobre o material. Outro problema
para os alunos foi conseguir financiamento para montar o vaso sanitário: assim como
todo produto, seus custos inicias são caros e incluem, por exemplo, a fabricação de
moldes específicos.

Caso 6: Tijolos feitos de Garrafas PET Recicladas

Alunos do curso de engenharia civil de Manaus desenvolveram um tijolo


composto de argamassa e garrafa PET de 2 litros descartada. Toneladas de garrafas
plásticas produzidas de politereftalato de etileno, ou PET, foram retiradas nos últimos
cinco anos dos igarapés que cortam a cidade de Manaus e deságuam no rio Negro.
Incomodados com essa situação, alunos do curso de graduação de engenharia
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civil da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) de Manaus, sob a coordenação do


professor Newton Lima, desenvolveram um tijolo composto de argamassa e garrafa
PET de 2 litros descartada.

Cimento e areia de quartzo são a base da argamassa que envolve inteiramente a


garrafa. O tijolo é moldado em fôrma de madeira com dobradiças laterais. Em cerca de
sete dias já pode ser usado na construção civil. Ensaios realizados mostraram que o
tijolo com PET promove o isolamento térmico em casas populares. O próximo passo do
projeto é repassar o conhecimento para os interessados. Para que isso ocorra, está em
fase final de produção uma cartilha, que ensina de forma como fabricar os tijolos.
Também está sendo construído um módulo na universidade para orientar as
pessoas como colocar a fiação elétrica e a parte hidráulica nas casas sem
comprometimento da estrutura, sendo necessários cerca de 1.500 tijolos para construir
25 metros quadrados.
22

Conclusão

Os plásticos são materiais indispensáveis para qualquer área, até mesmo para a
construção civil, pois suas propriedades, em geral, garantem um bom isolamento, uma
boa resistência mecânica, não corroem e possuem facilidade de adaptação à produção
em massa, além da resistência a intempéries e impermeabilidade. O problema maior
nisso tudo é o preconceito que o material sofre, pois o mesmo (em geral) não possui
grande resistência a tração e a compressão como o aço e a madeira, não apresenta
resistência mecânica como a madeira e a alvenaria, são solúveis a substâncias químicas
e não suportam temperaturas altas como a cerâmica. Para a adaptação do plástico em
todas as áreas, estudos cada vez mais aperfeiçoados vêm adquirindo materiais mais
resistentes a dissolução provocadas por substâncias químicas, materiais que possuem
módulo de elasticidade próxima ao do cobre, além de outros que possuem alongamento
de ruptura máximo de 10%, e que apresentam ponto de fusão a temperaturas acima de
800°C. Com todas essas características em um só tipo de plástico, se obtém um material
ideal na construção civil, seja para tubulações, revestimentos em geral como o piso,
entre outros, porém todas essas características em um mesmo material ainda não foram
adquiridas. Há muito preconceito quando o assunto é reutilização e reciclagem de
plásticos, pois se assemelham a baixa qualidade dos produtos, o que não é verdade se
fizer de forma correta. O lixo urbano é, hoje, um problema ambiental e social, em que
todos os dias milhares de toneladas de resíduos são despejados nos aterros sanitários e
pouca parcela desses resíduos é reaproveitada ou reciclada. Pesquisas apresentadas nos
seis estudos de caso comprovam que há a possibilidade de trabalhar com esses materiais
apresentando propriedades idênticas ou próximas dos materiais plásticos recém criados,
resultando em economia, geração de empregos e melhoria da qualidade de vida da
população. O que deve ser feito a partir de agora é vencer o preconceito, incentivando
ao aperfeiçoamento dos métodos de reciclagem, assim como o desenvolvimento de
novos plásticos com características que satisfaçam o mercado, visando o que é viável
em termo de custos.
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Referências Bibliográficas

FALCÃO BAUER, L. A. Materiais de Construção. Volume 2, 5ª Edição. Rio de


Janeiro, LTC Editora, 1994;

PETRUCCI, Eládio G. R. Materiais de Construção. Único Volume, 4ª Edição. Porto


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[Link] Acessado dia 02/05/2010 as 22:10;

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