COLÉGIO LUZ DA INFÂNCIA
DISCIPLINA: BIOLOGIA
ANDRESSA FAGUNDES
ALEXIA ALEIXO
RUAN CARLOS
TIAGO VINICIUS
MICAEL MACEDO
ITALUAN PIEDADE
TRABALHO SOBRE VIROSES
Simões Filho/BA
2019
ANDRESSA FAGUNDES
ALEXIA ALEIXO
RUAN CARLOS
TIAGO VINICIUS
MICAEL MACEDO
ITALUAN PIEDADE
Série 2º ano do Ensino Médio
TRABALHO SOBRE VIROSES
Trabalho apresentado a matéria de
Informática do Colégio Luz da infância,
como requisito para obtenção de nota da 1ª
Unidade.
Ministrada pelo Prof.: Aline Amaral
Simões Filho/BA
2019
Introdução
O vírus é um agente biológico microscópico que se reproduz dentro
de células de hospedeiros viventes. Quando infectada por um vírus, uma célula hospedeira é
obrigada a fabricar milhares de cópias idênticas ao vírus original em um grau extraordinário. Ao
contrário da maioria dos seres vivos, vírus não têm células que se dividem; novos vírus são
montados na célula hospedeira infectada. Mais de 2 000 espécies de vírus já foram descobertas.
Um vírus se compõe de duas ou três partes: Genes, feitos de ou DNA ou RNA,
longas moléculas que carregam a informação genética; uma película de proteína que protege os
genes; e alguns vírus têm um envelope de gordura que os rodeia e protege quando não estão
contidos dentro de uma célula hospedeira. Vírus variam em forma, dos
simples helicoidais e icosaédricos a mais complexas estruturas. Vírus são cerca de 100 vezes
menores que bactérias, levaria de 300 000 a 7500 000 deles, lado a lado, para medirem um
centímetro.
Vírus se espalham de muitas maneiras diferentes. Vírus de plantas são geralmente espalhados de
planta em planta por insetos e outros organismos, conhecidos como vetores. Alguns vírus de
animais são espalhados por insetos sugadores de sangue. Cada espécie de vírus depende de um
método particular. Enquanto que vírus tais como influenza são espalhados através do ar por pessoas
quando tossem ou espirram, outros tais como norovírus, os quais são transmitidos pela rota fecal-
oral, mãos contaminadas, comida e água. Rotavírus é geralmente espalhado por contato direto com
crianças infectadas.
Características gerais
Os vírus podem ser definimos com uma mistura de mistério e terror. Os vírus não possuem estrutura
celular, mas são seres vivos, interagem com o ambiente (organismos de estrutura celular) de
maneira espontânea; quando isso acontece, o organismo em questão reage a ação, podendo conviver
com o mesmo, expurgá-lo ou ser agredido de um modo muito nocivo para sua integridade. Em
suma, as características gerais dos vírus são muito abrangentes.
Acelulados, os vírus se reproduzem a partir das células de outros organismos. A sua estrutura é
composta por ácido nucleico de DNA, RNA ou ambos, envolvido por uma membrana de proteína
chamada de capsídeo. Como qualquer ser vivo o vírus se enquadra em uma taxonomia, mas como
suas características são muito específicas, e alguns detalhes ainda são uma mistura, os vírus ainda
são estudos e organizados separadamente dos outros reinos.
Morfologia Viral
Vírus icosaédrico não-envelopado
Vírus icosaédricos não-envelopados estão entre os mais comuns. Eles possuem genomas
constituídos por dsDNA, ssDNA, dsRNA ou (+)ssRNA. São capazes de infectar organismos de
todos os grupos de seres vivos, com exceção de Archaea. Possuem diâmetro que varia de 18 a 60
ηm, compreendendo os menores vírus conhecidos.
Vírus icosaédrico envelopado
Vírus icosaédricos envelopados possuem material genético formado por dsDNA, dsRNA, ou
(+)ssRNA. As partículas virais destes vírus possuem diâmetro que varia de 42 a 200 ηm. Vírions
icosaédricos envelopados são pouco comuns entre os vírus de animais, sendo observados
principalmente nas famílias Arteriviridae, Flaviviridae, Herpesviridae ou Togaviridae. Nenhum
vírus de plantas conhecido possui esta estrutura de partícula viral.
Vírus helicoidal não-envelopado
Partículas virais helicoidais não-envelopadas são mais comuns entre vírus que infectam plantas, os
quais possuem genoma de ssRNA. Esta é a morfologia do vírus do mosaico do tabaco (TMV), um
dos objetos de estudo mais clássicos da virologia, sendo o primeiro vírus a ser descoberto. Além dos
vírus de plantas, as famílias Inoviridae (ssDNA) e Rudiviridae (dsDNA), que infectam bactérias e
archaea, respectivamente, também possuem esta morfologia. Vírus helicoidais não-envelopados tem
estrutura em forma de bastão rígido (ver esquema à esquerda), ou de filamento sinuoso
(semelhantes ao nucleocapsídeo do esquema).
Vírus do mosaico do tabaco (TMV) (família: Virgaviridae)
A morfologia helicoidal envelopada é encontrada principalmente entre vírus (-)ssRNA, entre os
quais se encontram muitos agentes etiológicos de doenças humanas conhecidas, como: sarampo
(Paramyxoviridae), gripe (Orthomyxoviridae), raiva (Rhabdoviridae), ebola (Filoviridae),
hantavirose (Bunyaviridae), febre de Lassa (Arenaviridae). Porém, existem exemplos de vírus com
esta conformação que contém material genético composto por dsDNA e (+)ssRNA. Vírus
helicoidais envelopados possuem comprimento variando de 60 a 1950 ηm. Estes vírus podem
apresentar formato esférico, filamentoso ou de "bala de revólver"
Vírus bacteriófago
O exemplo mais conhecido de vírus de morfologia complexa são os bacteriófagos (ou
simplesmente, fagos). O fagos possuem partícula viral composta por uma "cabeça" (capsídeo), de
simetria icosaédrica, e uma cauda helicoidal. A cabeça é isométrica ou alongada (50 - 110 ηm de
diâmetro), e a cauda pode ser longa e contrátil (Myoviridae: 80 - 455 ηm), longa não-contrátil
(Siphoviridae: 65 - 570 ηm), ou curta não-contrátil (Podoviridae: 17 ηm). Na extremidade da cauda
frequentemente são encontradas fibras protéicas que medeiam o contato vírus-célula. Fagos
infectam exclusivamente bactérias ou archaea e todos possuem Genoma constituído por dsDNA.
Organização do material genético
Procariontes
A partir da observação da imagem, podemos verificar que, tal como dissemos anteriormente a
informação genética se encontra dispersa pelo citoplasma isto porque, estas células não apresentam
um núcleo bem definido, sendo que este se designa por nucleoide.
Eucariontes
Este grupo de células destaca-se pela sua complexidade e organização a nível da sua constituição,
pelo que a grande diferença entre estas e as anteriores é o facto de apresentar um núcleo bem
diferenciado onde se encontra codificada a informação genética.
Por um lado, se visualizássemos microscopicamente uma célula do bebé ou do cão iríamos observar
algo bastante semelhante com o que a primeira imagem representa.
Por outro lado, seria algo do género da segunda imagem que encontraríamos caso visualizássemos
microscopicamente uma célula de ervilheira.
O núcleo
Rodeado pelo citoplasma e delimitado pelo invólucro nuclear. Este possui poros que permitem a
comunicação entre o núcleo e o citoplasma. No interior do núcleo, há um líquido, o nucleoplasma,
com cromatina, ou seja, material genético, com informação essencial ao funcionamento celular. Por
vezes, no interior do núcleo observa-se o nucleolo, constituído por proteínas e ácidos nucleicos.
Para além disso, é o maior organelo celular, controlando, assim, a actividade da célula.
DNA
O DNA, Ácido DesoxirriboNucleico, é uma molécula biológica universal presente em todas as
células vivas. É no DNA que está contida toda a nossa informação genética, sob a forma de genes.
O DNA é constituído por quatro tipos de nucleótidos, unidade básica do DNA (que por sua vez é
constituído por uma pentose, um grupo fosfato e uma base azotada), que se associam de uma forma
específica, formando uma cadeia dupla: adenina (A) com timina (T) e guanina (G) com citosina (C).
Gene
Ao nível molecular, deve considerar-se o DNA constituído por milhares de nucleótidos. Cada
segmento de DNA que contém informação para sintetizar uma determinada proteína designa-se
gene.
Genoma
A totalidade do material genético de um organismo denomina-se genoma. Este contém os genes.
Cada uma das células de um organismo é detentora de uma cópia do genoma.
Genoma nos procariontes
O genoma dos seres procariontes é constituído por uma molécula circular de DNA associada a
proteínas não histónicas, que forma o seu único cromossoma e se concentra na região do nucleoide.
Genoma nos eucariontes
Nos seres eucariontes o genoma é constituído por várias moléculas lineares de DNA nuclear
associadas a uma grande quantidade de proteínas, especialmente histonas. Assim, cada porção do
DNA associado às histonas constitui um filamento de cromatina, filamentos estes que, na maior
parte do tempo, se encontram dispersos no núcleo da célula.
Cromossoma
Cada molécula de DNA associada a proteínas, ou seja, cada filamento de cromatina é designado
cromossoma, pelo facto de apresentar afinidade para os corantes.
O cromossoma é constituído por:
Dois cromatídeos, ou seja, moléculas iguais de DNA produzidas por replicação durante a fase S do
ciclo celular.
Um centrómero, que é a principal construção do cromossoma e local onde este se liga às fibras do
fuso acromático. Aqui localiza-se uma sequência de DNA repetitiva. Os cromossomas são
classificados de acordo com a posição do centrómero.
Braços que tem origem no centrómero. Quando o tamanho deste é diferente, o mais longo é
designado por q e o mais curto por p. Os genes encontram-se em loci ao longo dos braços do
cromossoma. Nem todos os cromossomas têm a mesma densidade de genes.
Telómeros: Extremidades dos cromossomas. Conferem estabilidade estrutural ao cromossoma. São
formados por sequencias de DNA repetitivas e inertes, o que permite que as extremidades de
diferentes cromossomas não estabeleçam interações entre si.
Cariótipo
O cariótipo varia de espécie para espécie, sendo, no entanto, característico e constante em cada
espécie. Quando uma célula se divide, cada célula-filha recebe uma cópia de cada um dos seus
cromossomas, assegurando-se, desta forma, que recebem toda a informação genética que a célula-
mãe possuía. Este, na espécie humana, é constituído por 46 cromossomas organizados em 23 pares.
44 são autossomas e são idênticos nos dois sexos, ou seja, possuem os mesmos genes na mesma
sequência, e 2 são heterossomas ou cromossomas sexuais: XX no sexo feminino e XY no sexo
masculino.
Organismo multicelular
Cada organismo multicelular é constituído, geralmente, por um elevado número de células, que
contêm cópias do genoma no seu núcleo, e que se associam formando tecidos. Normalmente,
diferentes grupos de tecidos associam-se para formar grandes estruturas designadas órgãos, os quais
podem formar sistemas de órgãos que cooperam entre si, formando um organismo.
Hereditariedade
A expressão do genoma em cada uma das células de um organismo multicelular produz um efeito
global que constitui o fenótipo do individuo.
Os indivíduos, ao reproduzirem-se sexuadamente, estabelecem relações familiares, nas quais se
verifica a partilha, alteração e transmissão de genomas entre indivíduos. A genética familiar
debruça-se sobre a forma como essas características hereditárias são transmitidas de geração em
geração, revestindo-se de especial interesse o acompanhamento de anomalias genéticas.
Bacteriófago
Bacteriófago, ou fago, é o nome que se dá ao vírus capaz de infectar bactérias, e também destruí-
las. Fagos T, por exemplo, parasitam a Escherichia coli, causadora de enterites, infecções urinárias,
dentre outras doenças.
Formado por cabeça contendo ácido nucleico, cauda, e fibras caudais – todas de origem proteica - o
fago adere-se à parede celular destes procariontes, com auxílio de proteínas presentes em sua cauda.
Ele perfura esta região e, em seguida, injeta seu DNA, deixando sua cápsula, agora vazia, do lado
de fora.
O fago inativo pode também assumir o controle metabólico da bactéria, ao se desvencilhar do
cromossomo bacteriano, iniciando o ciclo lítico.
Os bacteriófagos podem ser vírus de DNA ou de RNA que infectam somente organismos
procariotos.
Existem basicamente dois tipos de ciclos reprodutivos: o ciclo lítico e o ciclo lisogênico. Esses dois
ciclos iniciam com o fago T aderindo à superfície da célula bacteriana através das fibras protéicas
da cauda. Esta contrai-se, impelindo a parte central, tubular, para dentro da célula, à semelhança, de
uma microsseringa. O DNA do vírus é, então, injetado fora da célula a cápsula protéica vazia. A
partir desse momento, começa a diferenciação entre ciclo lítico e ciclo lisogênico.
No ciclo lítico, o vírus invade a bactéria, onde as funções normais desta são interrompidas na
presença de ácido nucléico do vírus (DNA ou RNA). Esse, ao mesmo tempo em que é replicado,
comanda a síntese das proteínas que comporão o capsídeo. Os capsídeos organizam-se e envolvem
as moléculas de ácido nucléico. São produzidos, então novos vírus. Ocorre a lise, ou seja, a célula
infectada rompe-se e os novos bacteriófagos são liberados. Sintomas causados por um vírus que se
reproduz através desta maneira, em um organismo multicelular aparecem imediatamente. Nesse
ciclo, os vírus utilizam o equipamento bioquímico(Ribossomo)da célula para fabricar sua proteína
(Capsídeo).
No ciclo lisogênico, o vírus invade a bactéria ou a célula hospedeira, onde o DNA viral incorpora-se
ao DNA da célula infectada. Isto é, o DNA viral torna-se parte do DNA da célula infectada. Uma
vez infectada, a célula continua suas operações normais, como reprodução e ciclo celular. Durante o
processo de divisão celular, o material genético da célula, juntamente com o material genético do
vírus que foi incorporado, sofrem duplicação e em seguida são divididos equitativamente entre as
células-filhas. Assim, uma vez infectada, uma célula começará a transmitir o vírus sempre que
passar por mitose e todas as células estarão infectadas também. Sintomas causados por um vírus que
se reproduz através desta maneira, em um organismo multicelular podem demorar a aparecer.
Doenças causadas por vírus lisogênico tendem a ser incuráveis. Alguns exemplos incluem a AIDS e
herpes.
Sob determinadas condições, naturais e artificiais (tais como radiações ultravioleta, raios X ou
certos agentes químicas), uma bactéria lisogênica pode transformar-se em não-lisogênica e iniciar o
ciclo lítico.
Infecções virais
As infecções virais são produzidas por micro-organismos de estrutura simples, denominados vírus,
com tamanho menor que um fungo ou uma bactéria e que necessitam de uma célula viva para se
reproduzirem.
A maioria das infecções virais são subclínicas, ou seja, com pouca sintomatologia. Essa
manifestação clínica depende de vários fatores, dentre eles a virulência do vírus e a suscetibilidade
do paciente.
O termo “virose”, muito utilizado atualmente, é um nome genérico dado a qualquer infecção por
vírus. Por haver inúmeros tipos de vírus, é difícil identificar qual é o responsável pela infecção.
Nas infecções bacterianas existe a facilidade de se colher a cultura e posteriormente saber qual
bactéria está causando a infecção. Nas infecções virais, essa identificação não faz parte da rotina,
sendo necessário um laboratório especializado para a análise. E como a maioria das infecções virais
é benigna, desaparecem em poucos dias. Assim, o investimento para a identificação do vírus não é
tão priorizado.
A maior parte das infecções virais benignas tem origem em duas “famílias” de vírus: a dos
adenovírus (que causam resfriados, conjuntivites e infecções respiratórias em geral) e a dos
enterovírus (responsáveis por infecções intestinais, lesões na pele e até meningites).
Muitas pessoas confundem gripe com resfriado comum. No resfriado comum, o quadro clínico é
local (nariz e garganta), o início dos sintomas é gradual, a febre usualmente está ausente, os
sintomas geralmente são coriza e congestão nasal, sendo a recuperação mais rápida.
semana. Se dentro desse período o quadro não melhorar ou piorar, um médico deve ser consultado.
Reprodução dos vírus de DNA
A reprodução dos vírus (vírions) ocorre necessariamente no interior de uma célula (hospedeiro), por
isso são considerados parasitas intracelulares obrigatórios, requerendo a utilização da estrutura
celular: material genético e organelas, para sua multiplicação e propagação.
Para o estudo e compreensão da reprodução dos vírus de DNA, é comum ter como referência o
mecanismo de infestação causado pelos bacteriófagos, vírus que atacam bactérias (procariotos).
O processo de infestação viral tem seu início a partir do reconhecimento químico das fibras
presentes na cauda do vírus, aderindo-se à membrana plasmática da célula hospedeira. Em seguida
as fibras se contraem permitindo a introdução do DNA virótico no interior da célula, sendo o
capsídio (“cabeça” do vírus) e a cauda destacadas da superfície exterior.
Após a penetração, o material genético do vírus, conjugado ao DNA circular bacteriano, passa a
comandar as atividades metabólicas em consequência da inativação do comando gênico da célula
infectada, fracionando o cromossomo bacteriano. Para tal incapacidade de reconhecimento, o vírus
utiliza de enzimas da própria célula, assumindo o controle das reações funcionais. Isso os torna, por
comparação, verdadeiros piratas celulares.
Desse ponto em diante, toda a síntese de transcrição passa a ser direcionada para a produção de
novos vírus. Esse é o período de biossíntese, onde o DNA viral determinará a síntese dos
componentes virais: o capsídio e as demais estruturas da cauda.
A proliferação prossegue com o estágio de maturação e liberação dos novos vírus, ou seja, a
montagem propriamente dita dos vírions no interior do hospedeiro, com a ruptura da parede
bacteriana, por ação de enzimas digestivas, liberando-os para reiniciar o ciclo de infestação.
O ciclo possui duração média de 30 minutos, marcados desde o instante da adesão e introdução do
DNA viral, até o instante que se rompe a parede da membrana bacteriana propagando dezenas de
novos vírions.
A reprodução dos vírus de DNA, basicamente ocorre através de dois tipos de ciclos: o ciclo lítico e
o ciclo lisogênico. Contudo, no ciclo lítico a célula hospedeira é destruída, enquanto no ciclo
lisogênico o hospedeiro é preservado.
Virose
É um quadro clínico que resulta da infecção provocada por algum tipo de vírus. Em teoria, doenças
como gripe, dengue e até mesmo a infecção por HIV poderiam ser consideradas viroses já que são
provocadas por um vírus.
Porém, na prática, os médicos costumam se referir a viroses quando lidam com infecções do trato
respiratório ou gastrointestinal e que duram um tempo determinado, em geral com sinais e sintomas
brandos e provável evolução para a cura, sem complicações. Normalmente essa denominação é
usada até que se consiga descobrir o agente causador da doença.
Sintomas comuns das viroses
Com essa classificação tão abrangente, existem diversos tipos de sintomas que caracterizam viroses,
que normalmente variam conforme o tipo de vírus e as regiões do corpo que eles costumam afetar.
Podemos dividir as viroses em dois grupos: as viroses gastrointestinais e as respiratórias:
Sintomas de viroses gastrointestinais
As viroses gastrointestinais são muitos comuns no verão e costumam atacar o sistema digestivo e
tem como principal sintoma a diarreia, que pode durar de três a sete dias. Essas diarreias podem ser
acompanhadas de:
Vômito
Febre
Dor abdominal
Inchaço dos glânglios.
Sintomas de viroses respiratórias
As viroses respiratórias normalmente são causadas pelos vírus da gripe (influenza) e também os
vírus que causam resfriados comuns. Elas normalmente causam sintomas clássicos do sistema
respiratório, como:
Febre baixa
Congestão nasal
Corrimento nasal claro como água
Garganta irritada e com dor
Espirros
Dores no corpo
Dor de cabeça
Inchaço dos gânglios.
Sintomas específicos de algumas viroses
Doenças como a dengue, febre chikungunya, Zika vírus, malária e febre amarelatambém são viroses
e costumam ter sintomas específicos que ajudam a diferenciá-las de outras doenças causadas por
vírus, como:
Manchas na pele, caso da dengue e Zika vírus
Dores fortes nas articulações, como na febre chikungunya e febre Mayaro
Calafrios e ligeira rigidez na nuca, comuns na malária
Pele amarelada (icterícia) e hemorragias, característicos da febre amarela.
Quanto tempo duram os sintomas?
As viroses costumam ser autolimitadas, ou seja, têm sintomas que duram um período curto de
tempo e se curam espontaneamente, entre cinco e 10 dias. Muitas vezes os sintomas de viroses
podem ser simples e não levam a pessoa ao médico. O ideal é buscar ajuda se os sintomas estão
atrapalhando seu dia a dia, se intensificam e não melhoram mesmo com medicações.
Como saber se é uma virose?
O diagnóstico de uma virose é feito com base no exame clínico dos sintomas e histórico do paciente
e pedidos de exames conforme as suspeitas do médico. Algumas viroses podem ter seu agente
causador identificado pela sorologia específica, mas nem todas elas possuem esse tipo de exame.
Normalmente, quando o paciente é diagnosticado com uma virose, o hemograma mostra um
aumento nos linfócitos.
Saiba mais: Por que será que todos os médicos dizem que é virose?
Conclusão
Virose designa qualquer doença causada por um vírus. Os médicos costumam se referir a viroses
como doenças benignas como resfriados ou verrugas, mas o termo obviamente se aplica também a
doenças graves como AIDS e etc. Outras formas comuns são Catapora, Caxumba, Rubéola e
Sarampo, dengue, Febre Amarela, Gripe e Resfriado Comum, Poliomielite e raiva.
A maioria dessas doenças podem também ser causadas por bactérias e outros agentes, quando
tendem a ser mais agressivas, com febre mais alta. O tratamento de uma virose é um desafio para a
Medicina, pois os antivirais disponíveis ainda são medicamentos pouco eficazes. De outra parte,
muitas viroses são autolimitadas, isto é, desaparecem espontaneamente.
Referencias
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