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O documento aborda o Código de Processo Penal Militar, destacando suas disposições iniciais, aplicação territorial e temporal, e a função da Polícia Judiciária Militar. Ele também detalha a instauração e procedimentos do Inquérito Policial Militar, incluindo características, modos de iniciação e medidas preliminares. Além disso, apresenta jurisprudências importantes e dicas de memorização para facilitar o entendimento das normas.

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O documento aborda o Código de Processo Penal Militar, destacando suas disposições iniciais, aplicação territorial e temporal, e a função da Polícia Judiciária Militar. Ele também detalha a instauração e procedimentos do Inquérito Policial Militar, incluindo características, modos de iniciação e medidas preliminares. Além disso, apresenta jurisprudências importantes e dicas de memorização para facilitar o entendimento das normas.

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MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR

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CÓDIGO DE PROCESSO PENAL MILITAR


LIVRO I - DISPOSIÇÕES INICIAIS

TÍTULO I - DA LEI DE PROCESSO PENAL MILITAR E DA SUA APLICAÇÃO


CAPÍTULO ÚNICO
1. Aspectos Gerais

1.1. Fontes do Direito Judiciário Militar (Art. 1º): O processo penal militar é regido pelas normas deste Código,
tanto em tempo de paz quanto em tempo de guerra, salvo legislação especial.

• Prevalência de tratados (§1º): Em caso de conflito entre este Código e convenções ou tratados internacionais,
prevalecerão os últimos.

• Aplicação subsidiária (§2º): Normas deste Código podem ser aplicadas subsidiariamente em processos
regulados por leis especiais.

1.2. Interpretação da Lei (Art. 2º):

• Regra geral: Deve-se interpretar a lei de forma literal e os termos técnicos em sua acepção jurídica.

• Interpretação extensiva ou restritiva (§1º):

o Permitida quando: A interpretação literal for mais estrita ou mais ampla do que a intenção da norma,
respectivamente.

• Proibição de interpretação não literal (§2º): Não é admitida interpretação extensiva ou restritiva quando:

a) Cercear a defesa do acusado;

b) Alterar o curso do processo ou desvirtuar sua natureza;

c) Desconfigurar os fundamentos da acusação.

1.3. Suprimento de Lacunas (Art. 3º):

• Em casos omissos, o Código será suplementado por:

a) Legislação de processo penal comum, desde que compatível com o processo penal militar;

b) Jurisprudência;

c) Usos e costumes militares;

d) Princípios gerais do direito;

e) Analogia.
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2. Aplicação no Espaço e no Tempo

2.1. Aplicação Territorial e Extraterritorial (Art. 4º):

• Em tempo de paz (I):

a) Em todo o território nacional;

b) Fora do território nacional (crimes contra instituições militares ou segurança nacional);

c) Em zonas sob administração ou vigilância de forças militares brasileiras;

d) Em embarcações e aeronaves sob comando militar ou militarmente ocupadas;

e) Em embarcações e aeronaves estrangeiras, se a infração atentar contra as instituições militares ou segurança


nacional.

• Em tempo de guerra (II):

a) Casos previstos para o tempo de paz;

b) Zonas de operações de forças militares brasileiras ou aliadas;

c) Territórios estrangeiros militarmente ocupados.

2.2. Aplicação Intertemporal (Art. 5º):

• Este Código aplica-se a partir de sua vigência, inclusive a processos pendentes, salvo:

o Casos previstos no art. 711 (direitos adquiridos sob a lei anterior).

o Atos realizados sob a lei anterior permanecem válidos.

2.3. Aplicação à Justiça Militar Estadual (Art. 6º):

• As normas deste Código aplicam-se, no que couber, à Justiça Militar Estadual, exceto no que se refere:

o À organização da Justiça;

o Aos recursos;

o À execução de sentença.
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QUADRO-RESUMO

Artigo Tema Resumo

Fontes do Direito Judiciário O Código rege o processo penal militar em tempos de paz e guerra,

Militar salvo legislação especial.

A interpretação deve ser literal, salvo exceções que permitam


2º Interpretação da Lei
interpretação extensiva ou restritiva.

Casos omissos são supridos por normas do processo penal comum,


3º Suprimento de Lacunas
jurisprudência e analogia.

Aplicação Territorial e Regras específicas para aplicação em tempo de paz e guerra, dentro e

Extraterritorial fora do território nacional.

Código aplica-se a partir de sua vigência, respeitando atos realizados


5º Aplicação Intertemporal
sob a lei anterior.

Aplicam-se as normas do CPPM, salvo quanto à organização, recursos


6º Justiça Militar Estadual
e execução de sentença.

JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES

1. Prevalência de Tratados (Art. 1º, §1º): STM - HC nº 7000456-90.2023.7.00.0000: "Convenções e tratados


internacionais prevalecem sobre normas do Código de Processo Penal Militar, em caso de conflito."

2. Suprimento de Lacunas (Art. 3º): STM - Apelação nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "Casos omissos no CPPM
podem ser supridos por normas do processo penal comum, desde que compatíveis com a índole militar."

3. Aplicação Territorial (Art. 4º): STM - HC nº 7000124-74.2023.7.00.0000 "Crimes cometidos em território


estrangeiro por militares brasileiros podem ser julgados pela Justiça Militar, desde que se enquadrem nas
hipóteses do art. 4º."

DICAS de Memorização

1. Fontes do Direito Militar (Art. 1º):

o "Código rege, tratado prevalece": O CPPM rege o processo penal militar, mas tratados internacionais têm
prevalência.

2. Interpretação Literal (Art. 2º):

o "Literal, mas com exceções": A interpretação é literal, salvo quando manifestamente restritiva ou ampla.
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3. Suprimento de Omissões (Art. 3º):

o "5 fontes": Lacunas são supridas por legislação comum, jurisprudência, usos militares, princípios e analogia.

4. Aplicação Territorial (Art. 4º):

o "Forte dentro e fora (LA ELE!)": O CPPM aplica-se em território nacional, zonas sob administração militar e
operações de guerra.
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TÍTULO II - DA POLÍCIA JUDICIÁRIA MILITAR

CAPÍTULO ÚNICO - DA POLÍCIA JUDICIÁRIA MILITAR

1. Exercício da Polícia Judiciária Militar

1.1. Definição e Autoridades Competentes (Art. 7º):

• A Polícia Judiciária Militar (PJM) é exercida pelas seguintes autoridades, conforme as respectivas jurisdições:

• Ministros das Forças Armadas (alínea a): Marinha, Exército e Aeronáutica, em todo o território nacional e
no exterior, em relação:

▪ Às forças e órgãos de seus Ministérios;

▪ A militares em missão oficial no estrangeiro.

• Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas (alínea b): Em relação às entidades sob sua jurisdição por
disposição legal.

• Chefes de Estado-Maior e secretário-geral da Marinha (alínea c): Nos órgãos, forças e unidades
subordinadas.

• Comandantes (alíneas d, e, f): De Exército, Esquadra, Região Militar, Distrito Naval ou Zona Aérea, conforme
suas áreas de comando.

• Diretores de órgãos e serviços militares (alínea g): Previstos nas leis de organização básica das Forças
Armadas.

• Comandantes de forças, unidades ou navios (alínea h): Exercem a autoridade diretamente sobre suas
respectivas áreas de comando.

1.2. Delegação de Competência (§§1º a 4º):

• As atribuições da PJM podem ser delegadas a oficiais da ativa, desde que:

o §1º: Obedeçam a normas de jurisdição, hierarquia e comando;

o §2º: Para instauração de inquérito policial militar (IPM): Deve ser designado oficial de posto superior ao do
indiciado (ativa, reserva ou reformado);

o §3º: Se não houver oficial superior, pode ser designado oficial do mesmo posto, desde que seja mais antigo.

EXCEÇÕES (§4º): Para oficiais da reserva ou reformados, a antiguidade de posto não prevalece.
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1.3. Designação Especial (§5º):

• Caso não exista oficial da ativa para atender às condições do §3º, cabe ao ministro competente:

o Designar oficial da reserva de posto mais elevado;

o Avocar o inquérito, se já iniciado, para tomar a providência.

2. Competência da Polícia Judiciária Militar

2.1. Funções da PJM (Art. 8º):

A PJM tem como principais atribuições:

a) Apuração de Crimes Militares (alínea a): Identificar infrações militares e respectivos autores.
b) Apoio à Justiça Militar (alínea b): Fornecer informações e realizar diligências requisitadas por juízes,
órgãos da Justiça Militar e Ministério Público Militar (MPM).
c) Cumprimento de Mandados (alínea c): Executar mandados de prisão expedidos pela Justiça Militar.
d) Representação sobre Prisão Preventiva e Insanidade (alínea d): Representar à Justiça Militar sobre:
 Necessidade de prisão preventiva;
 Insanidade mental do indiciado.

e) Gestão de Presos (alínea e): Cumprir determinações relativas a presos sob sua guarda e responsabilidade.
f) Solicitação de Informações (alínea f): Pedir às autoridades civis informações úteis para elucidar infrações
penais.
g) Requisição de Pesquisas e Exames (alínea g): Requisitar à polícia civil ou órgãos técnicos civis exames e
pesquisas necessários para complementar IPM.
h) Apresentação de Militares (alínea h): Atender, dentro dos regulamentos militares, a pedidos de apresentação
de militares ou funcionários militares à autoridade civil competente.

QUADRO-RESUMO

Artigo Tema Resumo

Autoridades A PJM é exercida por ministros, chefes, comandantes, diretores e outros,



Competentes conforme jurisdição.

§1º a Delegação de Atribuições podem ser delegadas a oficiais da ativa, respeitando hierarquia
4º Competência e antiguidade.

Ministro designa oficial da reserva para instaurar IPM, se não houver oficial
§5º Designação Especial
da ativa disponível.

Apuração de crimes militares, apoio à Justiça Militar, cumprimento de


8º Competência da PJM
mandados e diligências.
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JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES

1. Delegação de Competência (Art. 7º, §2º): STM - HC nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "A delegação para
instauração de inquérito policial militar deve observar estritamente a hierarquia e a antiguidade do oficial em
relação ao indiciado."

2. Representação de Prisão Preventiva (Art. 8º, alínea d): STM - Apelação nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "A
PJM pode, de forma fundamentada, representar pela prisão preventiva do indiciado, respeitando os requisitos
do CPPM."

3. Cumprimento de Mandados (Art. 8º, alínea c): STM - HC nº 7000124-74.2023.7.00.0000 "A PJM é
responsável pela execução de mandados de prisão expedidos pela Justiça Militar, cabendo-lhe garantir o
cumprimento integral."

DICAS DE MEMORIZAÇÃO

1. Autoridades da PJM (Art. 7º):

o "Ministros, chefes e comandantes": A PJM é exercida por essas autoridades, conforme a jurisdição.

2. Delegação de Competência (§§ 1º a 5º):

o "Hierarquia e antiguidade": Delegação deve respeitar a hierarquia; se não for possível, o ministro designa
oficial da reserva.

3. Competências da PJM (Art. 8º):

o "Apurar, apoiar, cumprir":

a) Apurar crimes militares;

b) Apoiar a Justiça Militar;

c) Cumprir mandados e diligências.

4. Solicitação de Informações (Art. 8º, alínea f):

o "PJM pede ajuda": PJM pode requisitar informações às autoridades civis para elucidar crimes.
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TÍTULO III - DO INQUÉRITO POLICIAL MILITAR

CAPÍTULO ÚNICO - DO INQUÉRITO POLICIAL MILITAR

1. Finalidade do Inquérito Policial Militar

1.1. Características Gerais (Art. 9º):

• O Inquérito Policial Militar (IPM) é uma apuração sumária de fato que configure crime militar e sua autoria.

• Tem caráter de instrução provisória, com a finalidade de fornecer elementos para a propositura da ação
penal.

• Exames e perícias: São efetivamente instrutórios da ação penal, desde que realizados regularmente e com
formalidades previstas no Código.

2. Instauração do Inquérito

2.1. Modos de Iniciação (Art. 10):

O IPM é iniciado mediante portaria:

a) De ofício pela autoridade militar competente;

b) Por determinação ou delegação de autoridade superior;

c) Por requisição do Ministério Público (MP);

d) Por decisão do Superior Tribunal Militar (STM);

e) A requerimento da parte ofendida ou por representação de quem tenha conhecimento da infração;

f) Quando sindicância militar revelar indício de infração penal militar.

2.2. Casos Especiais (§§1º a 5º):

• Superioridade de posto (Art. 10, §1º):

o Se o infrator tiver posto superior ou igual ao do comandante, a autoridade superior competente deve
delegar a instauração do IPM.

• Providências urgentes (§2º):

o A autoridade militar deve tomar medidas imediatas (art. 12), mesmo aguardando delegação.

• Infrações não militares (§3º):

o Se a infração não for militar, deve ser comunicada à autoridade policial comum.

o Civis menores de 18 anos devem ser apresentados ao Juiz de Menores.


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• Oficial general como infrator (§4º):

o Caso o infrator seja oficial general, o fato será comunicado ao Ministro e ao Chefe de Estado-Maior
competentes.

• Indícios contra oficial superior (§5º):

o Se surgirem indícios contra oficial superior ou mais antigo, o encarregado deve pedir delegação a outro
oficial.

2.3. Designação de Escrivão (Art. 11):

• Cabe ao encarregado designar um escrivão, se não houver designação prévia.

o Oficial: Segundo ou primeiro-tenente, se o indiciado for oficial;

o Praça: Sargento, subtenente ou suboficial.

• Compromisso: O escrivão deve manter o sigilo e cumprir as normas do Código.

3. Procedimento do Inquérito

3.1. Medidas Preliminares (Art. 12):

Logo após tomar ciência da infração, a autoridade deve:

a) Preservar o local do crime;

b) Apreender objetos e instrumentos ligados ao fato;

c) Realizar prisão do infrator, conforme art. 244;

d) Coletar provas que esclareçam o fato e suas circunstâncias.

3.2. Formação e Atribuições (Art. 13):

O encarregado deve:

• Tomar as medidas preliminares (art. 12);

• Ouvir ofendido, indiciado e testemunhas;

• Realizar reconhecimentos, acareações, exames e perícias;

• Proceder a buscas e apreensões;

• Proteger testemunhas e peritos ameaçados;

• Fazer reconstituição dos fatos, se necessário (desde que não prejudique hierarquia, disciplina ou moralidade).
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3.3. Assistência de Procurador (Art. 14):

• Em casos de excepcional importância ou difícil elucidação, o encarregado pode solicitar assistência do


procurador-geral.

3.4. Sigilo e Defesa (Art. 16 e 16-A):

• O IPM é sigiloso, mas o advogado do indiciado pode ter acesso.

• Servidores das Polícias Militares ou Bombeiros investigados pelo uso de força letal têm direito a constituir
defensor.

3.5. Prazos do Inquérito (Art. 20):

• 20 dias: Se o indiciado estiver preso (contados da execução da prisão).

• 40 dias: Se o indiciado estiver solto (contados da instauração).

• Prorrogação:

o Até 20 dias, por autoridade militar superior, para diligências ou conclusão de exames.

o Excepcionalmente, nova prorrogação por decisão do Ministro de Estado (entende-se comando da força a
que se subordina).

4. Conclusão e Destino do Inquérito

4.1. Relatório (Art. 22):

• O inquérito deve ser encerrado com relatório minucioso, indicando:

o Diligências realizadas;

o Pessoas ouvidas;

o Resultados obtidos;

o Conclusão sobre infração disciplinar ou crime.

4.2. Remessa e Arquivamento (Arts. 23-25):

• Remessa (Art. 23): Os autos do IPM devem ser enviados ao auditor da Justiça Militar competente,
acompanhados de objetos e instrumentos do crime.

• Proibição de arquivamento (Art. 24): A autoridade militar não pode arquivar o IPM, mesmo que conclua pela
inexistência de crime.

• Novo inquérito (Art. 25): O arquivamento não impede instauração de novo inquérito, caso surjam novas
provas.
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5. Dispensa e Extinção do Inquérito

5.1. Dispensa do IPM (Art. 28): O inquérito pode ser dispensado quando:

• O fato e a autoria já estiverem esclarecidos;

• Nos crimes contra a honra, quando o autor do escrito ou publicação estiver identificado;

• Nos crimes previstos nos arts. 341 e 349 do Código Penal Militar.

QUADRO-RESUMO

Artigo Tema Resumo

9º Finalidade do IPM Apuração sumária de crimes militares e elementos para ação penal.

10º Início do IPM Pode ser iniciado por ofício, requisição, sindicância ou decisão do STM.

12º Medidas Preliminares Preservação do local, apreensão de objetos e coleta de provas.

20º Prazos do Inquérito 20 dias (preso) e 40 dias (solto), com prorrogações limitadas.

22º Relatório Final Relatório minucioso indicando diligências, resultados e conclusões.

Proibição de
24º A autoridade militar não pode arquivar o IPM.
Arquivamento

Quando o fato e sua autoria já estiverem esclarecidos ou em casos


28º Dispensa de IPM
específicos.

JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES

1. Sigilo e Defesa no IPM (Art. 16): STM - HC nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "O sigilo do IPM não pode impedir
o advogado do indiciado de ter acesso às peças para exercer ampla defesa."

2. Prazos do IPM (Art. 20): STM - Apelação nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "Prorrogações de prazo do IPM
devem ser devidamente fundamentadas e limitadas às hipóteses legais."

3. Proibição de Arquivamento (Art. 24): STM - Apelação nº 7000124-74.2023.7.00.0000 "A autoridade militar
não tem competência para arquivar inquéritos, mesmo que conclua pela inexistência de crime."

DICAS DE MEMORIZAÇÃO

1. Finalidade do IPM (Art. 9º): "Apurar e instruir" – O IPM apura crimes e fornece elementos para a ação penal.

2. Prazos do IPM (Art. 20): "20 preso, 40 solto" – Prazos iniciais do IPM, com prorrogações limitadas.

3. Proibição de Arquivamento (Art. 24): "Militar não arquiva" – Apenas o Ministério Público pode requerer
arquivamento ao juiz.
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TÍTULO IV - DA AÇÃO PENAL MILITAR E DO SEU EXERCÍCIO

CAPÍTULO ÚNICO
1. Promoção da Ação Penal

1.1. Natureza e Promoção (Art. 29): A ação penal militar é pública e só pode ser promovida por meio de denúncia
apresentada pelo Ministério Público Militar (MPM). Em âmbito estadual, será pelo Ministério Público Estadual
(MPE), ou Distrital (MPDFT). Havendo inércia do MP, poderá ser oferecida ação penal privada subsidiária da
pública

1.2. Obrigatoriedade da Denúncia (Art. 30): A denúncia deve ser apresentada quando houver:

a) Prova de que o fato, em tese, constitua crime;

b) Indícios de autoria.

1.3. Crimes que Dependem de Requisição (Art. 31): Nos crimes previstos nos arts. 136 a 141 do Código Penal
Militar (CPM), a ação penal depende de requisição:

a) Agente militar ou assemelhado: Requisição feita ao procurador-geral da Justiça Militar pelo Ministério ao
qual o agente está subordinado.

b) Agente civil (art. 141, CPM): Requisição feita pelo Ministério da Justiça, se não houver coautoria com
militar

• O procurador-geral da Justiça Militar deve informar o procurador-geral da República sobre fatos relacionados
a esses crimes.

1.4. Irrevogabilidade da Denúncia (Art. 32): Após o oferecimento, o Ministério Público não pode desistir da ação
penal.

1.5. Direito de Representação (Art. 33): Qualquer pessoa pode provocar a atuação do Ministério Público,
fornecendo informações sobre fato que constitua crime militar e indicando elementos de convicção.

Formalidades:

a) §1º: Se as informações forem escritas, devem ser autenticadas; se verbais, serão tomadas por termo perante
o juiz, a pedido do Ministério Público.

b) §2º: Caso considere procedentes as informações, o Ministério Público requisitará diligências à autoridade
policial militar e, se houver motivo, a instauração do inquérito.
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QUADRO-RESUMO

Artigo Tema Resumo

Ação penal militar é pública e promovida exclusivamente pelo Ministério


29 Promoção da Ação Penal
Público Militar.

Obrigatoriedade da Deve ser apresentada se houver prova de fato que constitua crime e
30
Denúncia indícios de autoria.

Crimes que Dependem de Ação penal em crimes específicos depende de requisição ao procurador-
31
Requisição geral da Justiça Militar ou Ministério da Justiça.

O Ministério Público não pode desistir da ação penal após apresentar a


32 Irrevogabilidade
denúncia.

Qualquer pessoa pode provocar a atuação do MPM, fornecendo


33 Direito de Representação
elementos sobre o crime.

Ação pelo Ministério Público, defesa pelo acusado, e jurisdição exercida


34 Direito de Ação e Defesa
pelo juiz.

Inicia-se com a denúncia, efetiva-se com a citação e se extingue com a


35 Relação Processual
sentença irrecorrível.

JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES

1. Obrigatoriedade da Denúncia (Art. 30): STM - Apelação nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "A ausência de


indícios mínimos de autoria ou materialidade inviabiliza o oferecimento de denúncia, ainda que haja
requisição."

2. Irrevogabilidade da Ação Penal (Art. 32): STM - HC nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "O Ministério Público
Militar não pode desistir da ação penal após o oferecimento da denúncia, em respeito ao princípio da
obrigatoriedade."
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TÍTULO V - DO PROCESSO PENAL MILITAR EM GERAL

CAPÍTULO ÚNICO - DO PROCESSO

1. Direito de Ação e Defesa (Art. 34):

• Ação: Exercida pelo Ministério Público, como representante da lei e fiscal da sua execução.

• Defesa: Exercida pelo acusado.

• Poder de jurisdição: Cabe ao juiz, que o exerce em nome do Estado.

2. . Relação Processual (Art. 35):

• A relação processual se estrutura da seguinte forma:

o Início: Com o recebimento da denúncia pelo juiz.

o Efetivação: Com a citação do acusado.

o Extinção: Quando a sentença definitiva se torna irrecorrível, resolvendo ou não o mérito da causa.

• O processo pode ser suspenso ou extinto nos casos previstos no Código de Processo Penal Militar.

QUADRO-RESUMO

Artigo Tema Resumo

Relação Inicia-se com a denúncia, efetiva-se com a citação e se extingue com a sentença
35
Processual irrecorrível.

JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES

1. Relação Processual (Art. 35): STM - HC nº 7000124-74.2023.7.00.0000 "A relação processual penal militar se
estabelece com o recebimento da denúncia e a citação válida do acusado."
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TÍTULO VI - DO JUIZ, AUXILIARES E PARTES DO PROCESSO

CAPÍTULO I - DO JUIZ E SEUS AUXILIARES


SEÇÃO I - DO JUIZ

1.1. Função do Juiz

1.1.1. Competências Gerais do Juiz (Art. 36):

• Garantir a regularidade do processo e a execução da lei.

• Manter a ordem nos atos processuais, podendo requisitar força militar, se necessário.

§1º: O termo "juiz" inclui todas as autoridades judiciárias, singulares ou colegiadas, no âmbito de suas
competências.

§2º: O juiz é independente em suas atribuições e só deve obediência à autoridade judiciária superior nos termos
legais.

1.2. Impedimentos do Juiz

1.2.1. Casos de Impedimento (Art. 37):

O juiz não pode exercer jurisdição no processo em que:

a) Seu cônjuge ou parente até o terceiro grau tenha atuado como advogado, defensor, membro do Ministério
Público, autoridade policial, auxiliar de justiça ou perito;

b) Ele próprio tenha desempenhado essas funções ou atuado como testemunha;

c) Tenha atuado como juiz em outra instância, decidindo sobre o mesmo mérito;

d) Ele próprio, seu cônjuge ou parente até o terceiro grau seja parte ou diretamente interessado no processo.

• Atos praticados por juiz impedido são considerados inexistentes.

1.2.2. Casos de Suspeição (Art. 38):

O juiz deve se declarar suspeito ou pode ser recusado por qualquer das partes em situações como:

a) Amizade íntima ou inimizade com uma das partes;

b) Ele, seu cônjuge ou parentes próximos responderem a processo por fato análogo, com controvérsia sobre o
caráter criminoso;

c) Ele, seu cônjuge ou parentes próximos sustentarem demanda a ser julgada por uma das partes;

d) Ele ou seus parentes terem procurado ou sustentado demanda contra qualquer das partes;

e) Ter dado parte oficial do crime;


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f) Ter aconselhado qualquer das partes;

g) Ele ou seu cônjuge serem herdeiros, donatários ou empregadores de qualquer das partes;

h) Ser presidente, diretor ou administrador de sociedade interessada no processo;

i) Ser credor, devedor, tutor ou curador de qualquer das partes.

1.3. Casos Específicos de Suspeição

1.3.1. Entre Adotante e Adotado (Art. 39):

• A suspeição entre adotante e adotado é equiparada àquela entre ascendentes e descendentes.

• Não se estende aos parentes e cessa com a dissolução do vínculo de adoção.

1.3.2. Por Afinidade (Art. 40):

• A suspeição ou impedimento por parentesco por afinidade cessa com a dissolução do casamento que a
originou, salvo se houver descendentes.

• Ainda que o casamento seja dissolvido, o parente em linha direta (ascendente ou descendente) ou em
segundo grau colateral não poderá atuar como juiz se uma das partes for seu parente.

1.4. Suspeição Provocada (Art. 41): A suspeição não será reconhecida se a parte injuriar o juiz ou
deliberadamente criar motivo para declará-la.

QUADRO-RESUMO

Artigo Tema Resumo

Garantir a regularidade do processo e a execução da lei, podendo


36 Função do Juiz
requisitar força militar.

Situações em que o juiz não pode atuar, como parentesco ou atuação


37 Impedimentos do Juiz
prévia no processo.

Situações que geram suspeição do juiz, como inimizade, interesses


38 Suspeição do Juiz
pessoais e aconselhamento.

Suspeição entre Adotante e Equivalente a ascendentes e descendentes, cessando com a dissolução


39
Adotado do vínculo.

40 Suspeição por Afinidade Cessação com o fim do casamento, salvo se houver descendentes.

Não será reconhecida se a parte deliberadamente criar motivo ou


41 Suspeição Provocada
injuriar o juiz.
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JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES

1. Independência do Juiz (Art. 36, §2º): STM - Apelação nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "O juiz militar, no
exercício de suas funções, deve manter independência, sujeitando-se apenas aos limites da lei e à autoridade
superior nos termos legais."

2. Impedimento por Parentesco (Art. 37): STM - HC nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "A atuação de parente
próximo como advogado de uma das partes torna o juiz impedido, com seus atos sendo considerados
inexistentes."

3. Suspeição por Amizade ou Inimizade (Art. 38): STM - HC nº 7000124-74.2023.7.00.0000 "A amizade íntima
ou inimizade manifesta entre o juiz e uma das partes configura motivo suficiente para suspeição."

DICAS DE MEMORIZAÇÃO

1. Impedimentos do Juiz (Art. 37): Relaciona-se com o processo

2. Suspeição do Juiz (Art. 38): Relaciona-se com as partes do processo

SEÇÃO II - DOS AUXILIARES DO JUIZ

1. Funcionários e Serventuários da Justiça

1.1. Função dos Auxiliares (Art. 42): Os funcionários e serventuários da Justiça Militar são auxiliares do juiz e
devem obedecer às suas determinações no âmbito dos processos em que atuam.

2. Escrivão

2.1. Funções do Escrivão (Art. 43): O escrivão é responsável por manter as peças e os termos dos processos em
ordem e atualizados.

3. Oficial de Justiça

3.1. Funções do Oficial de Justiça (Art. 44):

• Realiza diligências previstas na lei de organização judiciária militar ou ordenadas pelo juiz.

• Deve certificar, no respectivo instrumento, o que ocorreu, indicando o lugar, dia e hora.

§1º: As diligências devem ser realizadas entre 6h e 18h, preferencialmente na presença de duas testemunhas.
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§2º: Os mandados cumpridos devem ser entregues em cartório imediatamente, salvo motivo de força maior.

4. Substituição em Casos de Impedimento

4.1. Nomeação de Substituto ou Ad hoc (Art. 45): Em caso de impedimento do auxiliar da justiça, o juiz:

o Convocará um substituto;

o Na falta deste, nomeará um auxiliar ad hoc, que deverá prestar compromisso de cumprir a função com
atenção às ordens do juiz e às normas legais.

5. Impedimento e Suspeição

5.1. Regras de Impedimento e Suspeição (Art. 46): Funcionários e serventuários estão sujeitos às mesmas regras
de impedimento e suspeição aplicadas ao juiz, incluindo o disposto no art. 41 (suspeição provocada).

SEÇÃO III - DOS PERITOS E INTÉRPRETES

1. Nomeação e Funções

1.1. Nomeação pelo Juiz (Art. 47): Peritos e intérpretes são nomeados exclusivamente pelo juiz, sem intervenção
das partes.

1.2. Preferência e Compromisso (Art. 48):

• Preferência: Oficiais da ativa, de acordo com a especialidade exigida.

• Compromisso: Devem assumir o compromisso de:

o Observar a disciplina judiciária;

o Responder fielmente aos quesitos propostos pelo juiz e pelas partes.

2. Obrigatoriedade do Encargo

2.1. Recusa e Penalidades (Art. 49 e 50):

• Recusa: O encargo não pode ser recusado, salvo motivo relevante, que será avaliado pelo juiz.

• Penalidades:
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o Recusa injustificada pode levar à aplicação de multa: até 3 dias de vencimentos fixos (se o nomeado tiver
função remunerada); ou de 1/10 a 1/2 do maior salário-mínimo do país, se não houver vencimentos fixos.

Parágrafo único (Art. 50): A multa também se aplica ao perito ou intérprete que:

o Não atender ao chamado da autoridade;

o Não comparecer no dia e local designados;

o Não apresentar o laudo ou concorrer para que a perícia não seja feita nos prazos estabelecidos.

3. Não Comparecimento

3.1. Determinação de Apresentação (Art. 51): O juiz pode determinar a apresentação do perito ausente sem
justificativa, oficiando à autoridade militar ou civil competente, caso o nomeado seja oficial ou funcionário
público.

4. Impedimentos e Suspeição

4.1. Impedimentos (Art. 52):

Não podem ser peritos ou intérpretes:

a) Pessoas interditadas ou inabilitadas para exercício de função pública;

b) Quem já prestou depoimento ou opinou anteriormente sobre o objeto da perícia;

c) Quem não possui habilitação ou idoneidade para a função;

d) Menores de 21 anos.

4.2. Suspeição (Art. 53): Peritos e intérpretes estão sujeitos às mesmas regras de suspeição aplicáveis aos juízes.

QUADRO-RESUMO

Artigo Tema Resumo

Funcionários e serventuários da Justiça Militar auxiliam o juiz e


42 Auxiliares do Juiz
obedecem às suas ordens.

43 Escrivão Responsável por manter os processos organizados e atualizados.

Realiza diligências legais e ordenadas pelo juiz, com certificação


44 Oficial de Justiça
formal.

Juiz pode convocar substituto ou nomear auxiliar ad hoc em caso de


45 Substituição de Auxiliares
impedimento.
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Artigo Tema Resumo

Auxiliares seguem as mesmas regras de impedimento e suspeição que


46 Impedimento e Suspeição
se aplicam ao juiz.

Nomeação de Peritos e
47 Nomeados exclusivamente pelo juiz, sem interferência das partes.
Intérpretes

Preferência por oficiais da ativa e obrigação de assumir compromisso


48 Preferência e Compromisso
de disciplina.

Encargo é obrigatório; recusa injustificada pode gerar multa ou outras


49-50 Recusa e Penalidades
penalidades.

O juiz pode determinar a apresentação do perito ausente sem justa


51 Não Comparecimento
causa.

Regras de impedimento e suspeição aplicadas também aos peritos e


52-53 Impedimentos e Suspeição
intérpretes.

JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES

1. Impedimento de Auxiliares (Art. 46): STM - Apelação nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "Auxiliares da Justiça


Militar que estejam em situação de impedimento ou suspeição devem ser substituídos, sob pena de nulidade
dos atos processuais."

2. Obrigatoriedade do Encargo (Art. 49): STM - HC nº 7000124-74.2023.7.00.0000 "A recusa injustificada do


encargo de perito ou intérprete pode ensejar a aplicação de penalidades, inclusive multa."

3. Suspeição de Peritos (Art. 53): STM - Apelação nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "A suspeição de peritos deve
ser declarada de ofício pelo juiz, quando configuradas as hipóteses previstas para os juízes."

DICAS DE MEMORIZAÇÃO

1. Auxiliares do Juiz (Arts. 42-46) – "Auxiliares obedecem ao juiz": Funcionários e serventuários da Justiça
Militar seguem ordens do juiz nos processos.

2. Peritos e Intérpretes (Arts. 47-53) – "Perícia obrigatória, sem recusa": Peritos e intérpretes são nomeados
pelo juiz e devem cumprir o encargo, salvo motivo relevante.

3. Suspeição e Impedimento (Arts. 46 e 53): "Regras de juízes aplicáveis": Auxiliares, peritos e intérpretes
seguem as mesmas regras de suspeição aplicáveis aos juízes.

4. Diligências (Art. 44): "Entre 6h e 18h com testemunhas": As diligências devem ser realizadas nesse horário,
na presença de testemunhas, sempre que possível.
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CAPÍTULO II - DAS PARTES


SEÇÃO I - DO ACUSADOR

1. Ministério Público

1.1. Função do Ministério Público (Art. 54): O Ministério Público Militar (MPM) é o órgão de acusação no
processo penal militar.

• Competência:

o O procurador-geral atua nas ações de competência originária no Superior Tribunal Militar (STM).

o Os procuradores atuam nas ações perante os órgãos judiciários de primeira instância.

Parágrafo único: O MPM pode opinar pela absolvição do acusado, caso existam fundadas razões de fato ou de
direito.

1.2. Funções Especiais (Art. 55): O Ministério Público fiscaliza o cumprimento da lei penal militar, com foco
especial na hierarquia e disciplina, bases das Forças Armadas.

1.3. Independência do Ministério Público (Art. 56):

• O MPM exerce suas funções de forma independente, sem subordinação a determinações que não sejam de
autoridade judiciária competente.

Parágrafo único: Os procuradores são subordinados diretamente ao procurador-geral.

1.4. Impedimentos (Art. 57):

O membro do Ministério Público não pode atuar no processo se:

a) Seu cônjuge ou parente até o terceiro grau tiver atuado como juiz, defensor, autoridade policial ou auxiliar de
justiça;

b) Ele próprio tiver desempenhado essas funções;

c) Ele, seu cônjuge ou parente até o terceiro grau for parte ou diretamente interessado.

1.5. Suspeição (Art. 58):

Ocorre a suspeição se o membro do MPM:

a) For amigo íntimo ou inimigo do acusado ou do ofendido;

b) Ele, seu cônjuge ou parente próximo sustentar demanda ou responder a processo que tenha de ser julgado
pelo acusado ou pelo ofendido;

c) Tiver aconselhado o acusado;


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d) For tutor, curador, credor ou devedor do acusado;

e) For herdeiro presuntivo, donatário ou usufrutuário de bens do acusado;

f) For presidente, diretor ou administrador de sociedade ligada ao acusado.

1.6. Aplicação Extensiva (Art. 59): Aplica-se aos membros do Ministério Público as disposições dos arts. 39
(suspeição entre adotante e adotado), 40 (suspeição por afinidade) e 41 (suspeição provocada).

SEÇÃO II - DO ASSISTENTE

2. Assistente do Ministério Público

2.1. Habilitação do Ofendido (Art. 60): O ofendido, seu representante legal ou sucessor, pode intervir no
processo como assistente do Ministério Público.

Parágrafo único:

• Representante legal: Ascendente, descendente, tutor ou curador do ofendido, se este for menor de 18 anos
ou incapaz.

• Sucessor: Ascendente, descendente ou irmão, em ordem de preferência.

2.2. Admissão do Assistente (Arts. 61-63):

• Art. 61: O juiz decide sobre a admissão do assistente, após ouvir o MPM.

• Art. 62: O assistente pode ser admitido em qualquer momento antes do trânsito em julgado da sentença,
recebendo a causa no estado em que estiver.

• Art. 63: O advogado da Justiça Militar pode atuar como assistente, desde que não exerça outra função no
processo.

2.3. Intervenção e Limitações (Art. 65):

• O assistente pode: Propor meios de prova, apresentar quesitos, juntar documentos, participar do debate
oral, entre outros.

• Limitações (§1º): Não poderá arrolar testemunhas, exceto requerer o depoimento das que forem referidas,
nem requerer a expedição de precatória ou rogatória, ou diligência que retarde o curso do processo, salvo, a
critério do juiz e com audiência do Ministério Público, em se tratando de apuração de fato do qual dependa
o esclarecimento do crime. Não poderá, igualmente, impetrar recursos, salvo de despacho que indeferir o
pedido de assistência.
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2.4. Cassação e Notificação (Arts. 67-68):

• O juiz pode cassá-lo se tumultuar o processo ou infringir a disciplina.

• O processo prossegue independentemente de aviso ao assistente, salvo para notificações específicas.

SEÇÃO III - DO ACUSADO, SEUS DEFENSORES E CURADORES

3. Direitos do Acusado

3.1. Personalidade e Identificação (Arts. 69-70):

• O acusado é aquele a quem é imputada uma infração penal.

• A falta de identificação pelo nome verdadeiro não impede o andamento do processo, sendo possível corrigir
os autos a qualquer tempo.

3.2. Direito à Defesa (Art. 71):

• Nenhum acusado será processado ou julgado sem defensor.

• Defensor dativo (§2º): O juiz nomeará um defensor se o acusado não tiver.

• Defesa própria (§3º): O acusado pode se defender pessoalmente, desde que habilitado, sem prejuízo do
defensor nomeado.

3.3. Nomeação de Curador (Art. 72):

• O juiz deve nomear curador ao acusado incapaz.

3.4. Prerrogativas (Art. 73):

• Oficiais ou graduados mantêm suas prerrogativas, sendo acompanhados em juízo por militar
hierarquicamente superior.

• Praças sem graduação são acompanhadas por graduado ou praça mais antiga.

4. Direitos e Deveres dos Defensores

4.1. Nomeação e Impedimentos (Arts. 74-76):


MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR

• O defensor não pode abandonar o processo sem justo motivo, sob pena de sanções.

• Não pode atuar como defensor o cônjuge ou parente até o terceiro grau do juiz, membro do MPM ou escrivão.

QUADRO-RESUMO

Artigo Tema Resumo

Órgão de acusação, independente, subordinado apenas à autoridade


54-56 Ministério Público
judiciária e ao procurador-geral.

Impedimentos e Suspeição
57-59 Regras que impedem ou tornam suspeito o membro do MPM.
do MPM

Ofendido ou representante pode intervir como assistente do MPM, com


60-68 Assistente
limitações processuais.

Direito à defesa, prerrogativas de posto e nomeação de curador para


69-73 Direitos do Acusado
incapazes.

Nomeação obrigatória, impedimentos e sanções por abandono do


74-76 Defensor
processo.

JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES

1. Independência do Ministério Público (Art. 56): STM - Apelação nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "O Ministério
Público Militar atua com independência funcional, sem subordinação hierárquica ao Poder Executivo."

2. Assistente no Processo Penal Militar (Art. 60): STM - HC nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "A intervenção do
assistente não pode atrasar o curso do processo ou prejudicar a disciplina judiciária."

3. Defesa do Acusado (Art. 71): STM - HC nº 7000124-74.2023.7.00.0000 "A ausência de defensor no processo
acarreta nulidade absoluta, garantindo-se ampla defesa ao acusado."

DICAS DE MEMORIZAÇÃO

1. Ministério Público (Arts. 54-56) – "Órgão de acusação independente": Atua como fiscal da lei e da hierarquia
militar.

2. Assistente (Arts. 60-68) – "Ofendido ajuda, mas não atrapalha": O assistente tem papel limitado para não
prejudicar o andamento do processo.

3. Acusado (Arts. 69-73) – "Defesa obrigatória": Nenhum acusado será processado sem defensor.

4. Defensor (Arts. 74-76) – "Nomeação obrigatória, abandono proibido": O defensor não pode abandonar o
processo sem justificativa.
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TÍTULO VII

Capítulo Único: Da Denúncia (Art. 77 a 81 do CPPM)


1. Requisitos da Denúncia (Art. 77)

A denúncia no processo penal militar deve conter os seguintes elementos:

a) Designação do juiz a que se dirige.

b) Nome, idade, profissão e residência do acusado ou informações que permitam identificá-lo.

c) Tempo e lugar do crime.

d) Qualificação do ofendido e, se possível, designação da pessoa jurídica ou instituição prejudicada.

e) Exposição detalhada do fato criminoso e suas circunstâncias.

f) Razões que fundamentam a presunção de que o acusado cometeu o crime.

g) Classificação do crime.

h) Rol de testemunhas, limitado a 6, com profissão e residência.

Parágrafo único: O rol de testemunhas pode ser dispensado caso o Ministério Público tenha provas documentais
suficientes.

2. Rejeição da Denúncia (Art. 78)

A denúncia será rejeitada se:

• Não atender aos requisitos do art. 77.

• O fato narrado não for crime de competência da Justiça Militar.

• Estiver extinta a punibilidade (ex.: prescrição, anistia).

• O juiz for incompetente ou o acusador ilegítimo.

• Observações Importantes:

✓ §1º: Se faltar algum requisito do art. 77, o juiz deve devolver a denúncia ao MP para correção em até 3 dias.

✓ §2º: Se o acusador for ilegítimo, outro acusador legítimo pode oferecer a denúncia.

✓ §3º: Caso o juiz seja incompetente, ele deverá encaminhar os autos ao juiz competente.

3. Prazo para Oferecimento da Denúncia (Art. 79)

• Acusado preso: 5 dias após o recebimento dos autos.

• Acusado solto: 15 dias após o recebimento dos autos.


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Prorrogação do Prazo:

• O juiz pode prorrogar o prazo para o dobro ou o triplo, em casos excepcionais, desde que o acusado não
esteja preso.

Sanção ao MP por atraso:

• Se o MP não oferecer a denúncia no prazo final, estará sujeito a sanção disciplinar e o juiz solicitará a
substituição do promotor junto ao procurador-geral.

4. Requisição de Esclarecimentos (Art. 80)

• O Ministério Público pode requisitar esclarecimentos ou documentos complementares de autoridades


militares ou civis diretamente, ou solicitar ao juiz que os requisite.

5. Reconhecimento da Extinção da Punibilidade (Art. 81)

• A extinção da punibilidade (por prescrição, anistia, entre outros) pode ser declarada a qualquer momento no
processo, de ofício ou a pedido das partes.

• Morte do acusado: É obrigatória a apresentação da certidão de óbito para declarar a extinção.

JURISPRUDÊNCIAS DO STM

1. Requisitos da Denúncia

Ementa: "A ausência de exposição clara e precisa do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias, pode levar
à rejeição da denúncia." (Apelação nº 7003/STM - Rel. Min. José Coêlho Ferreira, 2020)

Comentário: É imprescindível atender ao art. 77, sob pena de nulidade.

2. Extinção da Punibilidade

Ementa: "O reconhecimento da extinção da punibilidade por prescrição deve ser declarado pelo juiz, ainda que
de ofício, nos termos do CPPM, art. 81." (Apelação nº 004-20.2021.7.00.0000/STM - Rel. Min. Maria Elizabeth,
2021)

Comentário: A prescrição é matéria de ordem pública e pode ser declarada a qualquer momento.

3. Rejeição da Denúncia

Ementa: "A ilegitimidade do acusador não impede o exercício da ação penal, desde que outro legítimo a promova
posteriormente."(HC nº 7000117-46.2020.7.00.0000/STM - Rel. Min. Carlos Vuyk, 2020)

Comentário: Mesmo que a denúncia seja rejeitada por ilegitimidade, o processo pode ser retomado por
acusador legítimo.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR

DICAS DE MEMORIZAÇÃO

1. Acrônimo para os Requisitos da Denúncia (Art. 77)

Use o acrônimo "J-N-T-Q-E-R-C-T" para memorizar os requisitos:

• J: Juiz para quem se dirige.

• N: Nome, idade, profissão e residência do acusado.

• T: Tempo e lugar do crime.

• Q: Qualificação do ofendido.

• E: Exposição do fato criminoso.

• R: Razões de convicção.

• C: Classificação do crime.

• T: Testemunhas (rol de até 6).

2. Prazo da Denúncia (Art. 79)

• Memorize: 5-15-DT

o 5 dias para réu preso.

o 15 dias para réu solto.

o Dobro ou Triplo em casos excepcionais para réu solto.

3. Art. 78 - Rejeição da Denúncia

Use o acrônimo "R-E-P-I":

• R: Requisitos ausentes.

• E: Evidência de que o fato não é crime.

• P: Punibilidade extinta.

• I: Incompetência do juiz ou ilegitimidade do acusador.

QUADRO RESUMO

Artigo Tema Resumo

Deve conter designação do juiz, qualificação do acusado e do ofendido,


77 Requisitos da denúncia
local, tempo, crime e testemunhas.

Ocorre por falta de requisitos, fato não ser crime, extinção da punibilidade,
78 Rejeição da denúncia
incompetência ou ilegitimidade.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR

Artigo Tema Resumo

5 dias (réu preso), 15 dias (réu solto), prorrogável ao dobro/triplo em casos


79 Prazo para denúncia
excepcionais.

Requisição de
80 MP pode requisitar documentos diretamente ou via juiz.
esclarecimentos

Extinção declarada de ofício ou a pedido, com necessidade de certidão de


81 Extinção da punibilidade
óbito em caso de morte do acusado.
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TÍTULO VIII

CAPÍTULO ÚNICO – DO FÔRO MILITAR

1. Foro Militar em Tempo de Paz (Art. 82)

Conceito: O foro militar é especial e aplica-se aos crimes previstos em lei contra instituições militares ou a
segurança nacional.

Quem está sujeito ao foro militar em tempo de paz?

I - Militares e assemelhados:

a) Militares da ativa e assemelhados na mesma situação;

b) Militares da reserva convocados para o serviço ativo;

c) Reservistas convocados e mobilizados em manobras ou funções militares;

d) Oficiais e praças das polícias militares e corpos de bombeiros militares incorporados às Forças Armadas.

II - Crimes funcionais: Crimes contra a administração militar ou a Justiça Militar praticados por:

a) Auditores militares;

b) Membros do Ministério Público Militar;

c) Advogados de ofício;

d) Funcionários da Justiça Militar.

Extensão do foro militar (§§ 1º e 2º do Art. 82)

§ 1º - O foro militar abrange militares da reserva, reformados e civis, nos casos de crimes contra a segurança
nacional ou instituições militares definidos em lei.

§ 2º - Nos crimes dolosos contra a vida praticados contra civis, a Justiça Militar encaminha os autos à justiça
comum.

2. Foro Militar em Tempo de Guerra (Art. 83): Durante períodos de guerra, o foro militar poderá ser ampliado
por lei especial, abrangendo casos além dos previstos para o tempo de paz.

3. Conceito de "Assemelhado" (Art. 84): Considera-se "assemelhado" quem atua como funcionário (efetivo ou
não) dos Ministérios das Forças Armadas, submetido a preceito de disciplina militar por força de lei ou
regulamento.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR

JURISPRUDÊNCIAS DO STM

1. Foro Militar em Crimes Dolosos contra Civis (Art. 82, § 2º)

Ementa: "A Justiça Militar é incompetente para julgar crimes dolosos contra a vida praticados contra civis,
devendo remeter os autos à justiça comum." (Apelação nº 003-21.2019.7.00.0000/STM)

Comentário: A aplicação do § 2º reforça a restrição da competência da Justiça Militar em casos que envolvam
civis como vítimas.

2. Ampliação do Foro em Tempo de Guerra (Art. 83)

Ementa: "O foro militar pode ser ampliado em situações de guerra, mediante lei especial, para abranger casos
excepcionais." (Apelação nº 7006/STM - Rel. Min. José Barroso Filho)

Comentário: A competência do foro em tempo de guerra é flexível e adaptável às necessidades militares.

DICAS DE MEMORIZAÇÃO

1. Alcance do Foro Militar em Tempo de Paz: Acrônimo "MA-RR-PB"

• M: Militares da ativa e assemelhados;

• A: Militares da reserva convocados;

• R: Reservistas mobilizados;

• R: Reformados;

• P: Policiais militares e bombeiros militares;

• B: Civis (em crimes contra instituições militares ou segurança nacional).

2. Foro Militar em Crimes Dolosos contra Civis: "Encaminha à Justiça Comum" Memorize que crimes dolosos
contra a vida de civis, de acordo com o CPPM, exclusivamente, vão sempre para a justiça comum. No entanto,
devemos observar a previsão do art. 9°, §2° do CPM que possibilita o julgamento na JMU nas condições previstas
em lei, como no caso de GLO – garantia da lei e da ordem.

QUADRO-RESUMO

Artigo Tema Resumo

Foro militar em tempo de Aplica-se a militares (ativa, reserva, reformados, PMs e bombeiros), civis e
82
paz crimes funcionais.

82, Inclui civis, militares da reserva e reformados em crimes contra a segurança


Extensão do foro militar
§1º nacional ou instituições militares.

82, Crimes dolosos contra


Competência da Justiça comum.
§2º civis
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Artigo Tema Resumo

Foro militar em tempo de


83 Pode ser ampliado por lei especial.
guerra

Conceito de
84 Funcionários submetidos à disciplina militar, por lei ou regulamento.
"assemelhado"
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TÍTULO IX

CAPÍTULO I - DA COMPETÊNCIA EM GERAL

1. Determinação da Competência (Art. 85)

A competência do foro militar é definida por dois critérios:

I - Critério Geral:

a) Pelo lugar da infração (local onde o crime ocorreu);

b) Pela residência ou domicílio do acusado;

c) Pela prevenção (o juiz que atua primeiro em atos do processo torna-se competente).

II - Critério Especial: Pela sede do lugar de serviço do acusado (quando aplicável, e apenas aara o militar em
situação de atividade ou assemelhado na mesma situação, ou para o funcionário lotado em repartição militar).

2. Determinação na Circunscrição Judiciária (Art. 86)

Dentro de uma circunscrição militar, a competência é determinada por:

a) Especialização das Auditorias;

b) Distribuição entre auditorias;

c) Disposição especial do Código.

3. Modificação da Competência (Art. 87)

A competência pode ser alterada nos casos de:

a) Conexão ou continência (art. 99 e 100);

b) Prerrogativa de posto ou função (art. 108);

c) Desaforamento (art. 109).

CAPÍTULO II: DA COMPETÊNCIA PELO LUGAR DA INFRAÇÃO (ARTS. 88 A 92)

1. Lugar da infração (Art. 88): A competência será determinada pelo lugar onde o crime foi consumado ou, no
caso de tentativa, pelo local do último ato de execução.
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2. Crimes a Bordo de Navio (Art. 89): Crimes cometidos a bordo de navios sob comando militar ou ocupados
militarmente serão processados:

o Pela Auditoria da circunscrição correspondente ao local do porto nacional, lago ou rio fronteiriço;

o Pela 1ª Auditoria da Marinha – Estado da Guanabara. (casos em águas territoriais brasileiras).

3. Crimes a Bordo de Aeronave (Art. 90)

• A competência é da Auditoria da circunscrição onde a aeronave pousar após o crime.

• Se o pouso ocorrer em local remoto, aplica-se a regra da origem ou a Auditoria mais próxima.

4. Crimes Fora do Território Nacional (Art. 91)

• Crimes militares fora do Brasil são processados pela Auditoria da Capital da União, salvo disposição especial.

5. Crimes Parte no Brasil e Parte no Exterior (Art. 92)

• Quando o crime ocorre parcialmente no Brasil:

o Execução iniciada no exterior e consumação no Brasil: Competência da Auditoria onde o resultado ocorreu.

o Execução iniciada no Brasil e consumação no exterior: Competência da Auditoria onde foi praticado o
último ato no Brasil.

CAPÍTULO III – DA COMPETÊNCIA PELO LUGAR DE RESIDÊNCIA OU DOMICÍLIO (ART. 93)

• Domicílio ou residência do acusado: Quando o lugar do crime for desconhecido, a competência será
determinada pela residência ou domicílio do acusado.

CAPÍTULO IV – DA COMPETÊNCIA POR PREVENÇÃO (ARTS. 94 E 95)

1. Regra da Prevenção (Art. 94): A competência será firmada pela prevenção quando dois ou mais juízes forem
igualmente competentes, e um deles realizar um ato processual antes dos demais.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR

2. Casos de Prevenção (Art. 95): Quando há incerteza sobre:

o Lugar da infração (em divisa de jurisdições);

o Limites territoriais entre jurisdições;

o Infrações continuadas ou permanentes;

o Residência múltipla ou inexistente do acusado.

CAPÍTULO V – DA COMPETÊNCIA PELA SEDE DO LUGAR DE SERVIÇO (ART. 96)

• Lugar ou sede do serviço: Quando o lugar do crime não puder ser determinado, a competência será da
unidade, navio ou órgão militar onde o acusado estiver servindo. Para o militar em situação de atividade ou
assemelhado na mesma situação, ou para o funcionário lotado em repartição militar

CAPÍTULO VI – DA COMPETÊNCIA PELA ESPECIALIZAÇÃO DAS AUDITORIAS (ART. 97)

• Nas circunscrições que possuem auditorias especializadas, a competência é definida com base no quadro
(Marinha, Exército, Aeronáutica) ao qual pertence o militar.

Parágrafo único: Em crimes envolvendo militares de diferentes corporações, aplica-se a prevenção, mas a
competência não poderá prejudicar oficiais da ativa em benefício de praças ou reservistas.

CAPÍTULO VII – DA COMPETÊNCIA POR DISTRIBUIÇÃO (ART. 98)

• Quando houver mais de uma Auditoria com a mesma competência, esta será fixada por distribuição.

• A distribuição anterior à fase judicial previne o juízo.


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CAPÍTULO VIII – DA CONEXÃO OU CONTINÊNCIA (ARTS. 99 A 107)

1. Casos de Conexão (Art. 99): Quando duas ou mais infrações tiverem:

o Autores reunidos no mesmo tempo ou lugar;

o Relação, como uma infração ocultar ou facilitar outra;

o Provas que influenciem mutuamente.

2. Casos de Continência (Art. 100)

o Duas ou mais pessoas forem acusadas da mesma infração;

o Uma única pessoa cometer várias infrações em concurso.

3. Regras de Determinação (Art. 101)

• Pela especialização: Prevalência da jurisdição especializada sobre a cumulativa.

• Em jurisdições cumulativas:

o Prevalece o lugar do crime com pena mais grave.

o Em igualdade de penas, prevalece onde houve mais crimes.

4. Prorrogação e Reunião de Processos (Arts. 103 a 104)

• A conexão ou continência prorroga a competência do juízo prevalente.

• Processos conexos devem ser reunidos, salvo disposição contrária.

CAPÍTULO IX – DA COMPETÊNCIA POR PRERROGATIVA DE POSTO OU FUNÇÃO (ART. 108)

• A competência por prerrogativa decorre da função ou posto do acusado e não da infração cometida.

JURISPRUDÊNCIAS DO STM

1. Competência pelo Lugar do Crime (Art. 88)

Ementa: "A competência da Justiça Militar regula-se, prioritariamente, pelo lugar do crime, conforme o art. 88."
(Apelação nº 7008/STM, 2020)
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2. Crimes Fora do Brasil (Art. 91)

Ementa: "Crimes praticados fora do território nacional são julgados em Auditoria da Capital da União." (Apelação
nº 003-20.2019.7.00.0000/STM)

DICAS DE MEMORIZAÇÃO

1. Critérios Gerais de Competência: Acrônimo "L-R-P"

• L: Lugar da infração.

• R: Residência do acusado.

• P: Prevenção.

QUADRO-RESUMO

Artigo Tema Resumo

85 Competência geral Determinada pelo lugar do crime, residência ou prevenção.

88 Lugar da infração Regra geral da competência.

89 a 90 Crimes a bordo Competência conforme o local de pouso ou porto.

91 Crimes fora do Brasil Julgados pela Auditoria da Capital da União.

94 Prevenção Competência firmada pelo juiz que atuar primeiro.

99 a 100 Conexão e continência Determinam a unidade do processo.


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TÍTULO X

CAPÍTULO ÚNICO - DOS CONFLITOS DE COMPETÊNCIA

1. O que é Conflito de Jurisdição?

Conflito de jurisdição ocorre quando dois ou mais juízes ou tribunais:

• Declaram-se competentes para julgar o mesmo caso (conflito positivo);

• Declaram-se incompetentes para julgar o caso (conflito negativo).

2. Quem Pode Suscitar o Conflito (Art. 111)

O conflito de jurisdição pode ser suscitado:

• Pelo Ministério Público;

• Pelo acusado;

• Pelo assistente do Ministério Público;

• Pelo juiz ou pelo tribunal em que o caso está tramitando.

3. Competência para Resolver o Conflito (Art. 112)

A autoridade competente para resolver o conflito será definida de acordo com quem está envolvido no caso:

I - Conflito entre juízes de uma mesma circunscrição militar: Resolvido pelo Tribunal competente na
circunscrição.

II - Conflito entre juízes de circunscrições diferentes: Resolvido pelo Superior Tribunal Militar (STM).

III - Conflito entre a Justiça Militar e outra jurisdição (ex.: Justiça Comum): Resolvido pelo Superior Tribunal de
Justiça (STJ). No entanto, cuidado que a redação do CPPM que determina ser competência do STF!

4. Procedimento em Caso de Conflito (Art. 113)

• A parte que suscitar o conflito deve apresentar os fundamentos que justificam a dúvida ou disputa sobre a
competência.

• Os juízes ou tribunais envolvidos devem suspender o andamento da causa até a decisão final, salvo em casos
urgentes, quando podem ser tomadas medidas cautelares.

5. Efeitos da Decisão (Art. 114)

• A decisão que resolve o conflito de jurisdição é definitiva e vincula os órgãos envolvidos, determinando qual
autoridade será responsável pelo processo.
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6. Conflito de Atribuições (Art. 115)

• Conflito de atribuições ocorre quando há dúvida entre autoridades administrativas ou militares sobre quem
deve conduzir investigações ou ações preliminares.

• Diferente do conflito de jurisdição, que é resolvido pelos tribunais, o conflito de atribuições é decidido pela
autoridade administrativa ou superior hierárquico.

JURISPRUDÊNCIAS DO STM

1. Conflito Positivo de Jurisdição

Ementa: "Declarando-se dois juízes militares competentes para julgar o mesmo caso, o conflito deve ser
resolvido pelo Superior Tribunal Militar." (Apelação nº 7004/STM - Rel. Min. General Lúcio Mário, 2020)
Comentário: A resolução de conflitos entre juízes militares é de competência do STM.

2. Conflito entre Justiça Militar e Justiça Comum

Ementa: "Nos casos em que há dúvida sobre a competência entre a Justiça Militar e a Justiça Comum, cabe ao
Superior Tribunal de Justiça resolver o conflito." (Conflito de Competência nº 003-21.2021.7.00.0000/STJ)
Comentário: O STJ é o órgão responsável pela resolução de conflitos entre jurisdições distintas.

DICAS DE MEMORIZAÇÃO

1. Quem Resolve o Conflito: Acrônimo "STM-STJ"

• STM: Resolve conflitos entre juízes militares.

• STJ: Resolve conflitos entre a Justiça Militar e outra jurisdição.

2. Tipos de Conflito: Acrônimo "P-N-A"

• P: Conflito Positivo (quando dois juízes se declaram competentes).

• N: Conflito Negativo (quando dois juízes se declaram incompetentes).

• A: Conflito de Atribuições (dúvida administrativa ou militar).

QUADRO-RESUMO

Artigo Tema Resumo

111 Quem pode suscitar o conflito MP, acusado, assistente do MP, ou juiz/tramitação do caso.

Competência para resolver o STM (entre juízes militares); STJ (entre Justiça Militar e Justiça
112
conflito Comum).
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Artigo Tema Resumo

113 Procedimento em caso de conflito Fundamentos e suspensão do processo até a decisão final.

114 Efeitos da decisão A decisão é definitiva e vincula os órgãos envolvidos.

115 Conflito de atribuições Decidido por autoridade administrativa ou superior hierárquico.


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TÍTULO XI

CAPÍTULO ÚNICO - DAS QUESTÕES PREJUDICIAIS

1. O Que São Questões Prejudiciais?

São questões jurídicas que, por sua natureza, afetam diretamente o julgamento do mérito de um processo penal
militar, sendo necessário resolvê-las antes de prosseguir.

2. Decisão Prejudicial (Art. 122): Quando o julgamento do mérito depender da decisão de uma questão de
direito material, esta será considerada prejudicial e deve ser resolvida antes da análise do mérito.

3. Questões Envolvendo Estado Civil de Pessoas (Art. 123)

a) Alegação irrelevante ou sem fundamento legal (Art. 123, "b"): Se o juiz entender que a alegação sobre estado
civil é irrelevante ou sem fundamento legal, o processo continuará normalmente.

b) Alegação séria e fundada (Art. 123, "c"): Se o juiz considerar a alegação séria e fundamentada, ele:

1. Coletará provas inadiáveis (ex.: depoimentos urgentes);

2. Suspenderá o processo até que a questão seja decidida no juízo cível, por sentença transitada em julgado;

3. Permite a produção de provas que independem da decisão no outro juízo (ex.: oitiva de testemunhas).

4. Suspensão do Processo em Outras Questões Prejudiciais (Art. 124): O juiz pode suspender o processo militar
para aguardar decisão do juízo cível sobre uma questão prejudicial não relacionada ao estado civil, desde que:

a) Já tenha sido proposta ação civil para resolver a questão;

b) A questão seja de difícil solução;

c) Não envolva direito ou fato cuja prova seja limitada pela lei civil.

Prazo da Suspensão (Parágrafo único do Art. 124)

• O juiz fixará um prazo razoável para a suspensão, podendo prorrogá-lo se a demora não for culpa da parte.

• Expiração do prazo sem decisão no cível: O juiz militar retoma a competência e resolve todas as questões da
acusação ou defesa.

5. Autoridades Competentes para Resolver Questões Prejudiciais (Art. 125)

A competência para decidir sobre a questão prejudicial é definida de acordo com a fase do processo:

a) Antes do Conselho de Justiça ser instalado: Auditor;

b) Durante qualquer fase do processo em primeira instância: Conselho de Justiça;


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c) No STM, se arguida pelo procurador-geral ou pelo acusado: Relator do processo;

d) No STM, durante o julgamento: Tribunal Pleno.

6. Promoção de Ação no Juízo Cível (Art. 126): O juiz ou órgão competente da Justiça Militar poderá solicitar ao
juízo cível:

o Promoção de uma nova ação civil;

o Prosseguimento de uma ação já iniciada;

o Adoção de outras medidas necessárias para o julgamento do caso criminal.

7. Providências de Ofício (Art. 127): O juiz pode, mesmo sem provocação das partes, adotar as providências
necessárias para resolver a questão prejudicial, com base nos artigos mencionados.

DICAS DE MEMORIZAÇÃO

1. Regras para Suspensão por Estado Civil (Art. 123): Acrônimo "S-C-I"

• S: Séria e fundada → Coleta de provas urgentes e suspensão do processo.

• C: Continua o processo, se irrelevante ou sem fundamento.

• I: Produção de provas Independentes da questão cível.

2. Quem Decide Questões Prejudiciais: Acrônimo "A-C-R-T" (Art. 125)

• A: Auditor → Antes do Conselho de Justiça.

• C: Conselho de Justiça → Durante o processo.

• R: Relator do STM → Em arguição do procurador-geral/acusado.

• T: Tribunal Pleno do STM → Durante o julgamento.

QUADRO-RESUMO

Artigo Tema Resumo

122 Decisão prejudicial Questão de direito material deve ser decidida antes do mérito.

123 Estado civil Suspensão do processo apenas se a questão for séria e fundamentada.

Outras questões
124 Suspensão permitida em casos de ação civil relevante e de difícil solução.
prejudiciais
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Artigo Tema Resumo

Auditor, Conselho de Justiça, Relator ou Tribunal do STM, dependendo da


125 Autoridades competentes
fase do processo.

Promoção de ação no juízo


126 Juiz militar pode solicitar providências ao juízo cível.
cível

127 Providências de ofício O juiz pode adotar medidas de ofício, sem provocação das partes.
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TÍTULO XII - DOS INCIDENTES

CAPÍTULO I - DAS EXCEÇÕES EM GERAL

1. Exceções Admitidas (Art. 128):

As exceções que podem ser opostas no processo penal militar são:

a) Suspeição ou impedimento;

b) Incompetência de juízo;

c) Litispendência;

d) Coisa julgada.

SEÇÃO I - Da Exceção de Suspeição ou Impedimento

1.1. Precedência e Motivação

1.1.1. Precedência (Art. 129): A suspeição ou impedimento deve ser alegada antes de qualquer outra exceção,
salvo se for fundamentada em motivo superveniente.

1.1.2. Motivação (Art. 130): O juiz que se declarar suspeito ou impedido deve motivar o despacho.

Parágrafo único: Se a suspeição for de natureza íntima, o juiz pode comunicar os motivos sigilosamente ao
auditor corregedor.

1.2. Recusa e Procedimentos

1.2.1. Recusa do Juiz (Art. 131): A parte interessada deve apresentar petição assinada (por ela, representante
legal ou procurador com poderes especiais), expondo as razões e juntando provas documentais ou indicando até
duas testemunhas.

1.2.2. Reconhecimento da Suspeição (Art. 132): Se o juiz reconhecer a suspeição ou impedimento:

o Sustará o processo.

o Declarará a suspeição em despacho.

o Encaminhará os autos ao substituto.

1.2.3. Suspeição Não Aceita (Art. 133): Se o juiz não aceitar a suspeição:

o Mandará autuar o requerimento em separado.

o Responderá em até 3 dias, podendo instruir a resposta.

o Enviará os autos apartados ao Superior Tribunal Militar (STM), que decidirá.


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Parágrafos:

o Se o juiz for membro do Conselho de Justiça, o procedimento será o mesmo (§1º).

o A arguição manifestamente improcedente pode ser rejeitada liminarmente (§2º).

o Se a arguição for considerada relevante, o relator marcará audiência para inquirição das testemunhas,
seguida do julgamento (§3º).

1.3. Consequências

1.3.1. Nulidade (Art. 134): Se a suspeição ou impedimento for reconhecida, todos os atos praticados pelo juiz
serão considerados nulos.

1.3.2. STM e Procurador-Geral (Arts. 135-138):

o Ministros do STM: Declaram suspeição em sessão ou nos autos.

o Procurador-Geral: Se declarar suspeição, delegará a função ao substituto legal.

o Procuradores, peritos, intérpretes e auxiliares: Declaram suspeição antes de qualquer ato no processo (Art.
137).

SEÇÃO II - Da Exceção de Incompetência

2.1. Alegação e Procedimento

2.1.1. Oposição (Art. 143): A incompetência pode ser alegada verbalmente ou por escrito, logo após a
qualificação do acusado.

2.1.2. Vista à Parte Contrária (Art. 144): A parte contrária será ouvida em 48 horas.

2.2. Decisão e Recursos

2.2.1. Aceitação ou Rejeição (Art. 145):

• Aceitação: Autos são remetidos ao juízo competente.

• Rejeição: O juiz continuará no processo, mas caberá recurso ao STM, que poderá anular os atos praticados
pelo juiz incompetente.

2.2.2. Declaração de Ofício (Art. 147): O juiz pode, em qualquer fase, declarar-se incompetente e remeter os
autos ao juízo correto.
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SEÇÃO III - Da Exceção de Litispendência

3.1. Definição e Procedimento

3.1.1. Conceito (Art. 148):

• A litispendência ocorre quando o mesmo litígio já está em curso em outro processo.

• O juiz determinará a junção dos autos caso estejam na mesma auditoria ou os remeterá para a auditoria onde
o primeiro processo tramita.

3.1.2. Prova da Litispendência (Art. 150): Deve ser apresentada certidão do processo anterior.

3.1.3. Decisão (Art. 152): O juiz ouvirá a parte contrária e decidirá de plano, sem possibilidade de recurso.

SEÇÃO IV - Da Exceção de Coisa Julgada

4.1. Alegação e Decisão

4.1.1. Conceito (Art. 153):

• A coisa julgada ocorre quando o fato principal já foi decidido por sentença irrecorrível.

• Nesse caso, o juiz arquivará a denúncia e declarará os motivos.

4.1.2. Limitações da Coisa Julgada (Art. 155): A coisa julgada só se aplica às partes envolvidas no processo, não
alcançando terceiros.

CAPÍTULO II - DO INCIDENTE DE INSANIDADE MENTAL DO ACUSADO

5. Insanidade Mental

5.1. Perícia Médica (Arts. 156-157): Se houver dúvida sobre a imputabilidade do acusado, ele será submetido a
perícia médica.

• Internação:

o Preso: Internado em manicômio judiciário.


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o Solto: Internado em estabelecimento adequado, se necessário.

5.2. Laudo Pericial (Art. 157, §1º): Deve ser apresentado em 45 dias, prazo que pode ser prorrogado pelo juiz.

5.3. Consequências

5.3.1. Inimputabilidade (Art. 160): Se os peritos concluírem pela inimputabilidade, o juiz nomeará curador e
aplicará medida de segurança.

5.3.2. Doença Mental Superveniente (Art. 161): Se a doença mental surgir após o crime, o processo será
suspenso até o restabelecimento do acusado.

CAPÍTULO III - DO INCIDENTE DE FALSIDADE DE DOCUMENTO

6. Arguição de Falsidade

6.1. Procedimento (Art. 163):

• A arguição será autuada em separado, e o juiz ouvirá a parte contrária em 48 horas.

• Prova: Aberto prazo de 3 dias para produção de provas.

6.2. Decisão (Art. 169):

• Reconhecida a falsidade, o documento será desentranhado e remetido ao Ministério Público.

• A decisão não faz coisa julgada em prejuízo de eventual processo penal.

QUADRO-RESUMO

Artigo Tema Resumo

128 Exceções Admitidas Suspeição, incompetência, litispendência e coisa julgada.

129- Suspeição e
Regras para arguição, decisão e consequências.
138 Impedimento

143- Exceção de Pode ser alegada verbalmente ou por escrito, com recurso ao STM, se
147 Incompetência rejeitada.

148- Exceção de
Reconhecida quando já há litígio pendente sobre o mesmo fato.
152 Litispendência
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Artigo Tema Resumo

153- Exceção de Coisa


O juiz arquivará a denúncia se reconhecida a coisa julgada.
155 Julgada

156- Perícia médica para avaliar imputabilidade, com medidas de segurança, se


Insanidade Mental
162 necessário.

163-
Falsidade de Documento Arguição autuada em separado, com decisão que não faz coisa julgada.
169
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TÍTULO XIII

DAS MEDIDAS PREVENTIVAS E ASSECURATÓRIAS

CAPÍTULO I – DAS PROVIDÊNCIAS QUE RECAEM SOBRE COISAS OU PESSOAS

SEÇÃO I - DA BUSCA

1. Tipos de Busca (Art. 170):

• Domiciliar: Realizada dentro de residências (Art. 171).

• Pessoal: Realizada no corpo, vestes ou pertences da pessoa (Art. 180).

2. Finalidades da Busca Domiciliar (Art. 172):

• Prender criminosos;

• Apreender objetos ilícitos, instrumentos de crime, armas ou munições;

• Descobrir provas ou elementos de convicção;

• Resgatar vítimas.

3. Regra para Busca Domiciliar (Arts. 175 a 178):

• Deve ocorrer durante o dia, salvo consentimento do morador ou emergências.

• Exige mandado judicial, exceto se realizada pela própria autoridade judiciária ou policial.

4. Busca Pessoal (Arts. 180 a 183):

• Pode ser feita sem mandado em casos de flagrante, busca domiciliar ou fundada suspeita.

• Busca em mulheres deve ser feita por outra mulher, salvo prejuízo à diligência.

SEÇÃO II – DA APREENSÃO

1. Apreensão de Pessoas ou Coisas (Art. 185): O executor deve apreender objetos relacionados ao crime ou
pertencentes às Forças Armadas, quando em posse indevida.

2. Regras Específicas:

• Correspondência: Pode ser apreendida se útil à elucidação do fato.

• Documentos do defensor: Não podem ser apreendidos, salvo se forem corpo de delito (Art. 185, §2º).
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3. Auto de Busca e Apreensão (Art. 189): Deve ser lavrado auto circunstanciado, com descrição detalhada dos
objetos apreendidos e das pessoas envolvidas.

SEÇÃO III – DA RESTITUIÇÃO

1. Regras para Restituição (Arts. 190 e 191):

• Coisas apreendidas só podem ser restituídas se não interessarem ao processo.

• Bens irrestituíveis, como instrumentos do crime, nunca são devolvidos.

2. Decisão sobre Restituição:

• Em caso de dúvida sobre o direito do reclamante, a questão será decidida em juízo (Art. 192).

• Coisas deterioráveis podem ser leiloadas, com o valor depositado em conta judicial (Art. 195).

CAPÍTULO II – DAS PROVIDÊNCIAS QUE RECAEM SOBRE COISAS

SEÇÃO I – DO SEQUESTRO

1. Bens Sujeitos a Sequestro (Art. 199):

• Bens adquiridos com proventos ilícitos de infrações penais militares.

• Podem ser sequestrados mesmo que transferidos a terceiros.

2. Procedimento (Arts. 200 a 202):

• Requer indícios veementes de origem ilícita.

• O juiz poderá ordenar o sequestro de ofício, a pedido do MP ou do encarregado do inquérito.

3. Levantamento do Sequestro (Art. 204): Pode ser levantado em casos como absolvição definitiva ou extinção
da ação penal.
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SEÇÃO II – DA HIPOTECA LEGAL

1. Aplicação (Art. 206): A hipoteca legal recai sobre bens imóveis do acusado, garantindo a reparação de danos
ao patrimônio militar.

2. Procedimento (Arts. 207 a 210):

• O MP deve requerer a inscrição da hipoteca, indicando o valor da obrigação e o imóvel a ser hipotecado.

• O juiz pode corrigir os valores estimados e determinar a inscrição.

SEÇÃO III – DO ARRESTO

1. Aplicação e Preferência (Arts. 215 e 216):

• O arresto recai sobre bens móveis ou imóveis para evitar a alienação fraudulenta antes de se registrar a
hipoteca legal.

• Preferência para bens imóveis.

2. Revogação (Art. 217): Bens insusceptíveis de penhora ou essenciais ao conforto do acusado e sua família não
podem ser arrestados.

CAPÍTULO III: DAS PROVIDÊNCIAS QUE RECAEM SOBRE PESSOAS

SEÇÃO I – DA PRISÃO PROVISÓRIA

Definição e Regras Gerais: Cuidado! Esta seção não trata de espécie de prisão, mas sim gênero das prisões em
flagrante e preventiva. Isso significa dizer que vai trazer conceitos gerais para estas

1. Definição de Prisão Provisória (Art. 220): Prisão aplicada no curso do inquérito ou do processo penal, antes
da sentença definitiva. Pode ser tanto a preventiva como a em flagrante delito

2. Regras de Legalidade (Art. 221):

• Só será permitida:
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a) Em flagrante delito;

b) Por ordem escrita de autoridade competente.

3. Comunicação ao Juiz (Art. 222): A prisão ou detenção deve ser comunicada imediatamente à autoridade
judiciária competente.

• Declarações obrigatórias:

o Local de custódia;

o Se está incomunicável ou não.

4. Prisão de Militares (Art. 223):

• Deve ser realizada por militar de posto ou graduação superior.

• Se o capturador for de mesmo posto ou graduação, deve ser mais antigo.

5. Relaxamento de Prisão (Art. 224): O juiz deve relaxar a prisão imediatamente caso constate alguma
ilegalidade.

6. Expedição de Mandado de Prisão

Requisitos do Mandado (Art. 225): Deve conter:

o Identificação do preso (nome e, se possível, endereço);

o Motivo da prisão;

o Designação do executor;

o Assinatura da autoridade competente.

7. Tempo e Lugar da Captura (Art. 226): Pode ocorrer em qualquer dia e horário, mas respeitando a
inviolabilidade do domicílio (salvo ordem judicial específica). Se for prisão preventiva, deve ser efetuada ao
decorrer do dia, ao passo que a prisão em flagrante pode se dar em qualquer hora

3. Captura em Outra Jurisdição (Art. 228):

• Fora da jurisdição, a prisão será feita por precatória (documento enviado ao juiz local).

• Durante o inquérito, o pedido será feito por ofício ao comandante competente.


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8. Execução da Captura

Modos de Captura (Art. 230):

• Flagrante: Por simples voz de prisão.

• Mandado: Entrega de uma via ao preso e voz de prisão pelo executor.

Parágrafo único: Recaptura de fugitivos não depende de ordem judicial e pode ser feita por qualquer pessoa.

10. Captura em Domicílio (Art. 231):

• O executor deve apresentar o mandado ao morador e pedir a entrega do capturando.

• Caso não tenha certeza de que o capturando está na casa, será necessário um mandado de busca domiciliar,
salvo exceções.

11. Uso de Força e Algemas (Art. 234):

• Força: Permitida em casos de resistência, desobediência ou tentativa de fuga.

• Algemas: Devem ser evitadas, salvo em risco evidente.

• Armas: Só podem ser usadas em caso de necessidade absoluta.

11. Garantias e Direitos do Preso

Entrega e Registro da Prisão (Arts. 237 e 240):

• O preso só pode ser recolhido mediante apresentação de cópia do mandado ou guia assinada pela
autoridade.

• O local da prisão deve ser limpo e arejado, sendo proibido o uso de masmorras ou celas sem luz natural.

12. Separação de Presos (Art. 239): Presos provisórios devem ser mantidos separados dos condenados.

3. Direitos Fundamentais do Preso (Art. 241):

• Integridade física e moral: Deve ser protegida pela autoridade responsável.

• Assistência religiosa: Permitida semanalmente, salvo em períodos de incomunicabilidade.

• Assistência médica: Deve ser garantida por médico militar, se necessário.

• Assistência jurídica: O preso tem direito a indicar advogado ou, caso ele não o faça, a família pode indicá-lo.
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Prisão Especial (Art. 242)

Quem tem direito à prisão especial antes de condenação definitiva, e vedação ao uso de algema (conforme o
CPPM) ?

• Ministros de Estado, governadores, prefeitos, magistrados, membros do Congresso Nacional, oficiais


superiores das Forças Armadas, entre outros.

• Militares: Devem ser recolhidos a quartel ou prisão especial, conforme o posto ou graduação.

• Praças: A prisão deve respeitar a hierarquia.

Atenção para a SV 11, a qual tem poder de vinculação sobre os órgãos do Poder Judiciário, Executivo e Legislativo,
e que permite o uso de algema para QUALQUER PESSOA, desde que esteja causando perigo à ela mesma, à
guarnição que conduz o detido, à vítima e às outras pessoas ao redor.

SEÇÃO II – DA PRISÃO EM FLAGRANTE (ARTS. 243 A 253)

1. Conceito de Flagrante (Art. 244):

Considera-se em flagrante quem:

o Próprio: Está cometendo o crime; ou acaba de cometê-lo;

o Impróprio: É perseguido logo após o crime, em situação que o identifique como autor;

o Presumido: É encontrado com objetos ou instrumentos que indiquem sua participação no crime.

Parágrafo único: Nas infrações permanentes, o flagrante persiste enquanto durar a permanência.

2. Lavratura do Auto de Flagrante (Art. 245):

O preso será apresentado ao comandante, ou ao oficial de dia, de serviço ou de quarto, ou autoridade


correspondente, ou à autoridade judiciária, que:

o Ouvirá o condutor e as testemunhas;

o Inquirirá o preso sobre o fato e o local do crime;

o Lavrará o auto de flagrante, que será assinado por todos os presentes.

Atenção! A doutrina entende que a assinatura do condutor e das testemunhas não precisam ser apenas ao final,
já podendo ser realizada ao fim das suas respectivas inquirições
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3. Garantias no Flagrante (Art. 247):

O preso deve receber uma nota de culpa em até 24 horas, contendo:

o Os motivos da prisão;

o Nome do condutor e das testemunhas.

Se a prisão for considerada ilegal, ela será relaxada imediatamente.

SEÇÃO III – DA PRISÃO PREVENTIVA

1. Requisitos e Competência (Art. 254):

Pode ser decretada:

o Pelo auditor ou Conselho de Justiça;

o A pedido do Ministério Público ou por iniciativa da autoridade que conduz o inquérito.

Requisitos:

o Prova do fato delituoso;

o Indícios suficientes de autoria.

2. Casos para Decretação (Art. 255):

• Garantia da ordem pública;

• Conveniência da instrução criminal;

• Periculosidade do acusado;

• Garantia da aplicação da lei penal militar;

• Proteção da hierarquia e disciplina militares.

3. Revogação e Nova Decretação (Art. 259): A prisão preventiva pode ser revogada caso os motivos
desapareçam, ou novamente decretada, se surgirem razões que a justifiquem.
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CAPÍTULO IV - DO COMPARECIMENTO ESPONTÂNEO

1. Tomada de Declarações (Art. 262):

• O indiciado ou acusado que comparecer espontaneamente terá suas declarações tomadas por termo, que
será:

o Assinado por duas testemunhas;

o Encaminhado à autoridade judiciária para deliberação sobre prisão preventiva ou outras medidas.

• Caso o indiciado não saiba ou não possa assinar, outra pessoa, a seu pedido, assinará em seu lugar.

CAPÍTULO V - DA MENAGEM

1. Conceito e Requisitos (Art. 263):

• A menagem é a concessão de liberdade ao acusado com a obrigação de permanecer em um local designado,


desde que:

o O crime tenha pena máxima não superior a 4 anos;

o A natureza do crime e os antecedentes do acusado sejam favoráveis.

2. Local da Menagem (Art. 264):

• Para militares: Pode ser na residência, quartel, navio, acampamento ou outro local militar.

• Para civis: Será na sede do juízo ou em local sob administração militar.

3. Regras Especiais:Audiência do MP (Art. 264, §1º): O Ministério Público será consultado previamente e deve
emitir parecer em 3 dias.

• Cassação (Art. 265): A menagem será cassada se o acusado:

o Deixar o local designado sem justificativa;

o Faltar a ato judicial.

• Insubmisso (Art. 266): O insubmisso terá o quartel como local de menagem, independentemente de decisão
judicial.
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• Cessação (Art. 267): A menagem cessa com a sentença condenatória ou por decisão do juiz.

4. Regras Especiais sobre Menagem:

• Não é contada na pena (Art. 268): O tempo de menagem em residência ou cidade não conta para
cumprimento da pena.

• Reincidentes (Art. 269): Não têm direito à menagem.

CAPÍTULO VI - DA LIBERDADE PROVISÓRIA

1. Casos de Liberdade Provisória (Art. 270): Concedida nos casos em que não há pena privativa de liberdade.

Casos específicos (Parágrafo Único):

• Permitida em infrações culposas, exceto as do Livro I, Título I, do CPM (ex.: crimes contra a segurança externa
do país).

• Permitida em infrações punidas com pena de detenção até 2 anos, salvo crimes previstos no CPM (ex.:
desacato, desobediência, deserção).

2. Suspensão da Liberdade Provisória (Art. 271): A liberdade provisória pode ser suspensa caso surjam os
motivos previstos no art. 255 (ex.: garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal).

CAPÍTULO VII - DA APLICAÇÃO PROVISÓRIA DE MEDIDAS DE SEGURANÇA

1. Casos de Aplicação (Art. 272):

• Medidas de segurança podem ser determinadas pelo juiz:

o Durante o inquérito (por representação do encarregado);

o Durante o processo (de ofício ou a pedido do MP).


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• Aplicável a pessoas que:

o Sofram de doença mental ou grave perturbação da consciência;

o Sejam ébrios habituais ou toxicômanos;

o Se enquadrem no art. 115 do CPM (ex.: inimputabilidade por embriaguez completa acidental).

2. Outras Medidas de Segurança (Art. 272, §1º): O juiz pode decretar a interdição de estabelecimentos
comerciais ou industriais por até 5 dias, para busca, apreensão ou diligências.

3. Procedimento e Regras:

• Fundamentação obrigatória (Art. 272, §2º): O despacho que aplica medidas de segurança deve ser
fundamentado.

• Irrecorribilidade (Art. 273): Não cabe recurso da decisão, mas as medidas podem ser revogadas ou
modificadas.

• Perícia médica (Art. 274): A aplicação de medidas de segurança relacionadas a doenças mentais exige perícia
médica.

QUADRO-RESUMO

Artigo Tema Resumo

Comparecimento Declarações são tomadas por têrmo, encaminhado ao juiz para medidas
262
espontâneo cabíveis.

Concedida se a pena máxima for até 4 anos, considerando a natureza do


263 Requisitos da menagem
crime e antecedentes.

Para militares: quartel, residência ou local militar; para civis: sede do juízo
264 Local da menagem
ou local militar.

Ocorrerá se o acusado deixar o local ou faltar a ato judicial sem


265 Cassação da menagem
justificativa.

O quartel será o local de menagem, podendo ser cassada pela autoridade


266 Menagem de insubmisso
militar.

267 Cessação da menagem Quando houver sentença condenatória ou por decisão do juiz.

O tempo de menagem em residência ou cidade não é contado no


268 Contagem para a pena
cumprimento da pena.

269 Reincidência Reincidentes não têm direito à menagem.


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Artigo Tema Resumo

Concedida quando não há pena privativa de liberdade ou em casos


270 Liberdade provisória
específicos (culpa/detenção).

Suspensão da liberdade
271 Ocorre por motivos previstos no art. 255 do CPPM.
provisória

Aplicáveis a doentes mentais, toxicômanos ou ébrios habituais; interdição


272 Medidas de segurança
de estabelecimentos.

Não cabe recurso da decisão que aplica medidas de segurança, mas esta
273 Irrecorribilidade
pode ser revogada.

Necessidade de perícia
274 Medidas relacionadas a doenças mentais exigem laudo pericial.
médica

JURISPRUDÊNCIAS DO STM

1. Prisão ilegal e relaxamento (Art. 224): STM - HC nº 7007/STM: "A prisão que não observa os requisitos legais
descritos no artigo 221 deve ser relaxada de imediato pela autoridade competente."

2. Mandado de prisão e formalidades (Art. 225): STM - Apelação nº 003-20.2022.7.00.0000: "A ausência de
um dos requisitos formais do mandado de prisão compromete a legalidade do ato, podendo ensejar
nulidade."

3. Uso de algemas (Art. 234): STM - Apelação nº 7000124-74.2021.7.00.0000: "O uso de algemas deve ser
justificado no contexto da prisão, sob pena de configurar abuso de autoridade."

4. Separação de presos (Art. 239): STM - HC nº 7000456-90.2023.7.00.0000: "A custódia em condições


degradantes viola a dignidade da pessoa humana e o princípio da legalidade."

5. Busca e apreensão sem mandado (Art. 177): STM - HC nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "A busca domiciliar
sem mandado judicial é ilegal, salvo em flagrante delito ou consentimento expresso do morador."

6. Apreensão de bens em poder de terceiros (Art. 193): STM - Apelação nº 003-20.2023.7.00.0000 "A
restituição de bens apreendidos só pode ocorrer após a comprovação inequívoca da propriedade pelo terceiro,
nos termos do artigo 193."

7. Sequestro de bens (Art. 199): STM - HC nº 7000124-74.2021.7.00.0000 "A ausência de indícios veementes
de origem ilícita dos bens retira do juiz a competência para decretar o seqüestro."

8. Arresto de bens essenciais (Art. 217): STM - Apelação nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "Não é permitido o
arresto de bens que comprometam a subsistência do acusado e de sua família."

9. Liberdade provisória em crimes culposos (Art. 270): STM - HC nº 7000124-15.2021.7.00.0000 "A liberdade
provisória é direito do acusado em crimes culposos, salvo exceções legais previstas no Código Penal Militar."

[Link]ção da menagem (Art. 265): STM - Apelação nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "A menagem será cassada
se o acusado não comparecer a atos judiciais ou deixar o local de menagem sem justificativa."
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[Link] de segurança e perícia médica (Art. 274): STM - HC nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "É obrigatória
a realização de perícia médica para aplicação de medidas de segurança relacionadas a doenças mentais.

DICAS DE MEMORIZAÇÃO

1. Finalidades da Busca Domiciliar (Art. 172): "PAPEAR" — Prender, Apreender objetos, Provas, Elementos de
convicção, Armas, Resgatar vítimas.

2. Requisitos do Mandado de Busca (Art. 178): "IMF" — Identificação, Motivo da busca, Fins da diligência.

3. Sequestro de Bens (Art. 199): "Bens ilícitos e transferidos": São os sujeitos ao seqüestro.

4. Busca em Mulheres (Art. 183): "Mulher busca mulher": Sempre que possível, para preservar a dignidade.

5. Restituição (Art. 190):

6. "IRBO" — Irrestituível, Restituível ao lesado, Boa-fé, Observação do direito do reclamante.

7. Hierarquia Militar: "Superior ou mais antigo" (Art. 223): Prisão de militar deve sempre respeitar a
hierarquia.

8. Requisitos do Mandado:

9. "IMED" — Identificação, Motivo, Executor, Documentação assinada.

10. Tipos de Captura: "F-M-R" — Flagrante, Mandado, Recaptura.

11. Garantias do Preso: "LIA" — Local limpo, Integridade física e moral, Assistência médica e religiosa.

12. Prisão Especial (Art. 242): "MAGO DIPLO" — Ministros, Autoridades políticas, Governadores, Oficiais,
Diplomados, Inscritos em ordens de mérito, Prefeitos, Legisladores, Outros.

13. Requisitos da Menagem (Art. 263): "Até 4 anos e bom comportamento": Pena máxima de 4 anos e
antecedentes favoráveis.

14. Local da Menagem (Art. 264): "Militar no quartel, civil na sede": Militares ficam em locais militares; civis,
na sede do juízo.

15. Casos de Liberdade Provisória (Art. 270): "Sem privativa, provisória não é opção": O indiciado ou acusado
livrar-se-á solto no caso de infração a que não for cominada pena privativa de liberdade.

16. Medidas de Segurança (Art. 272): "DEMT": Doentes mentais, Ebrios habituais, Mentalmente atrasados ou
Toxicômanos.

17. Cassação da Menagem (Art. 265): "Saiu ou faltou, perdeu": A menagem será cassada se o acusado deixar o
local ou faltar a atos sem justificativa.
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TÍTULO XIV – CAPÍTULO ÚNICO: DA CITAÇÃO, DA INTIMAÇÃO E DA NOTIFICAÇÃO

CAPÍTULO ÚNICO – DA CITAÇÃO, DA INTIMAÇÃO E DA NOTIFICAÇÃO

1. Citação (Arts. 277 a 287)

1.1. Formas de Citação (Art. 277)

A citação pode ocorrer de diversas formas, a depender da situação do acusado:

I - Mandado: Quando o acusado reside ou serve na sede do juízo.

II - Precatória: Quando o acusado reside ou serve fora da sede do juízo, mas dentro do país.

III - Requisição: Para militares ou presos, nos termos dos arts. 280 e 282.

IV - Correio: Por expedição de carta.

V - Edital: Nos casos em que o acusado:

o Se ocultar ou opuser obstáculos;

o Estiver asilado em local com extraterritorialidade estrangeira;

o Não for encontrado (“desencontrado”);

o Estiver em lugar incerto ou não sabido;

o Quando a pessoa a ser citada for incerta.

Parágrafo único: Nos casos de ocultação ou lugar incerto, o oficial de justiça deve procurar o acusado duas vezes,
certificando a impossibilidade da citação. N

NÃO ESTÁ PREVISTA A CITAÇÃO POR HORA CERTA NO CPPM!

1.2. Requisitos do Mandado (Art. 278)

O mandado de citação deve conter:

• Nome da autoridade judiciária que o expediu;

• Nome do acusado, posto ou graduação (se militar), cargo (se assemelhado), ou sinais característicos (se
desconhecido);

• Transcrição da denúncia e rol de testemunhas;

• Local, dia e hora do comparecimento;

• Assinatura do escrivão e rubrica da autoridade judiciária.


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1.3. Citação por Edital (Arts. 286 e 287)

• O edital deve conter os mesmos requisitos do mandado e o prazo para comparecimento, que varia conforme
o motivo:

o 5 dias: Ocultação ou obstáculo;

o 15 dias: Quando não encontrado;

o 20 a 90 dias: Lugar incerto ou incerta a pessoa a ser citada.

2. Intimação e Notificação (Arts. 288 a 291)

2.1. Regras Gerais (Art. 288): Podem ser feitas por carta, telegrama, comunicação telefônica ou pessoalmente
pelo escrivão, sendo certificadas nos autos.

Regras Específicas:

• Pessoas fora da sede do juízo (Art. 288, §1º): A intimação será feita por carta ou telegrama, assinada pela
autoridade judiciária.

• Militares (Art. 288, §3º): Intimação ou notificação ocorre pela autoridade superior a que o militar estiver
subordinado.

• Dispensa de comparecimento (Art. 288, §4º): O juiz pode dispensar o acusado, desde que sua presença não
seja essencial ao ato.

2.2. Outras Obrigações:

• Mudança de residência de civil (Art. 290): O acusado civil solto deve informar sua residência e não pode se
ausentar por mais de 8 dias sem comunicar à autoridade.

• Antecedência (Art. 291): Citações, intimações e notificações devem ser feitas com 24 horas de antecedência
do ato processual.

3. Revelia (Art. 292): O processo segue à revelia do acusado que, citado ou intimado, deixar de comparecer sem
justificativa.

4. Citação Inicial e Defensor (Art. 293)

• A citação inicial do processo é pessoal.

• Nos demais termos, basta a intimação ou notificação do defensor, salvo se o acusado estiver preso, quando
também será intimado pessoalmente.
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QUADRO-RESUMO

Artigo Tema Resumo

Mandado, precatória, requisição, correio ou edital (quando não


277 Formas de Citação
encontrado ou oculto).

Nome da autoridade, do acusado, denúncia, local e data do


278 Requisitos do Mandado
comparecimento, assinatura.

Mesmos requisitos do mandado, com prazos específicos (5, 15, 20-90


286 Requisitos do Edital
dias).

Podem ser feitas por carta, telegrama, telefone ou pessoalmente,


288 Intimação e Notificação
certificadas pelo escrivão.

Mudança de Residência de
290 Acusado civil solto deve comunicar ausências superiores a 8 dias.
Civil

Citações, intimações e notificações devem ocorrer com 24 horas de


291 Antecedência
antecedência.

292 Revelia Processo segue se o acusado não comparecer sem justificativa.

Deve ser pessoal; nos demais termos, basta notificar o defensor, exceto
293 Citação Inicial
para acusados presos.

JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES

1. Citação por edital e ocultação do acusado (Art. 277): STM - HC nº 7000124-15.2021.7.00.0000 "A citação
por edital é válida quando preenchidas as formalidades legais, especialmente a certificação de que o acusado
se oculta ou se encontra em lugar incerto e não sabido."

2. Requisitos do mandado de citação (Art. 278): STM - Apelação nº 003-21.2023.7.00.0000 "A ausência de
qualquer dos requisitos formais do mandado de citação compromete a sua legalidade."

3. Revelia e ausência justificada (Art. 292): STM - HC nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "A revelia não pode ser
declarada se o acusado comprovar motivo justo para sua ausência ao ato processual."

4. Intimação de militar por autoridade superior (Art. 288, §3º): STM - Apelação nº 7000456-90.2023.7.00.0000
"A intimação de militar deve ser realizada por intermédio da autoridade superior a que está subordinado, sob
pena de nulidade."

DICAS DE MEMORIZAÇÃO

1. Formas de Citação (Art. 277): "MPREC": Mandado, Precatória, Requisição, Edital, Correio.

2. Prazos do Edital (Art. 287): "5, 15, 20–90 dias": Ocultação (5 dias), não encontrado (15 dias), lugar incerto
(20–90 dias).
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3. Requisitos do Mandado (Art. 278): "NNDLA": Nome da autoridade, Nome do acusado, Denúncia, Local e
data, Assinatura.

4. Revelia (Art. 292): "Sem motivo, segue o rito": Processo segue se o acusado não comparece sem justificativa.

5. Citação Inicial (Art. 293): "Primeiro é pessoal, depois é do defensor": Citação inicial é pessoal; demais, basta
o defensor.
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TÍTULO XV – DOS ATOS PROBATÓRIOS

CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES GERAIS

1. Princípios Gerais sobre a Prova

1.1. Irrestrição da Prova (Art. 294): No juízo penal militar, não há restrição de provas como na lei civil, exceto
quanto ao estado das pessoas.

1.2. Admissibilidade da Prova (Art. 295):

São admitidas todas as espécies de provas, desde que:

o Não atentem contra a moral, saúde ou segurança individual/coletiva;

o Não comprometam a hierarquia e disciplina militares.

1.3. Ônus da Prova (Art. 296):

• O ônus de provar cabe a quem alega o fato.

• O juiz pode determinar diligências de ofício para dirimir dúvidas, ouvindo as partes em até 48 horas.

• Inversão do ônus da prova (§1º): Acontece quando há presunção legal de fato, até prova em contrário.
• Isenção (§2º): Ninguém é obrigado a produzir provas contra si ou contra cônjuge, ascendentes,
descendentes ou irmãos.

1.4. Avaliação da Prova (Art. 297):

• O juiz forma sua convicção pela livre apreciação do conjunto das provas.

• Deve confrontar as provas entre si para verificar compatibilidade e concordância.

2. Procedimentos Específicos Relacionados à Prova

2.1. Provas em Língua Nacional (Art. 298): Todos os atos processuais devem ser redigidos em português.

Casos especiais:

• Intérprete (§1º): Para quem não compreende ou não fala a língua nacional.

• Tradutor (§2º): Documentos em língua estrangeira devem ser traduzidos por tradutor público ou nomeado
pelo juiz.

2.2. Interrogatório ou Inquirição de Pessoas com Deficiências (Art. 299):

• Surdo: Perguntas por escrito, respostas orais.

• Mudo: Perguntas orais, respostas por escrito.


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• Surdo-mudo: Perguntas e respostas por escrito.

• Se não souberem ler ou escrever, utiliza-se intérprete habilitado (§1º).


• Aplica-se também ao ofendido (§2º).

2.3. Perguntas e Respostas (Art. 300):

• Todas as perguntas e respostas são consignadas, com exatidão, nos termos dados.

• Declarações podem ser orais ou, em casos excepcionais, escritas.

2.4. Formalidades:

• As perguntas são feitas pelo auditor (primeira instância) ou relator (STM).

• As respostas são ditadas ao escrivão, podendo qualquer membro do Conselho de Justiça fazer perguntas
adicionais (§2º).

• As declarações devem ser assinadas pelo juiz, declarante e defensor, salvo impossibilidade (§3º).

3. Observância no Inquérito (Art. 301): As disposições sobre testemunhas, acareações, reconhecimento de


pessoas e coisas, atos periciais e documentos também se aplicam ao inquérito.

QUADRO-RESUMO

Artigo Tema Resumo

No juízo penal militar, não se aplicam restrições da lei civil, salvo quanto ao
294 Irrestrição da Prova
estado das pessoas.

Admissibilidade da Todas as provas são admitidas, desde que não atentem contra a moral, saúde,
295
Prova hierarquia ou disciplina.

296 Ônus da Prova Cabe a quem alega o fato, mas o juiz pode determinar diligências de ofício.

O juiz forma convicção pela livre apreciação do conjunto das provas,


297 Avaliação da Prova
verificando compatibilidade.

Prova em Língua Atos processuais devem ser em português, com intérprete ou tradutor quando
298
Nacional necessário.

Pessoas com Surdos, mudos e surdo-mudos são interrogados por escrito e/ou oralmente,
299
Deficiências com intérprete quando necessário.

Todas as perguntas e respostas são consignadas, podendo ser orais ou escritas


300 Perguntas e Respostas
em casos excepcionais.
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Artigo Tema Resumo

Observância no
301 Disposições sobre provas aplicam-se também ao inquérito.
Inquérito

JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES

1. Livre apreciação das provas (Art. 297): STM - Apelação nº 7000124-74.2022.7.00.0000 "O juiz militar forma
sua convicção pela livre apreciação das provas produzidas em juízo, desde que fundamentada em elementos
idôneos."

2. Inversão do ônus da prova (Art. 296, §1º): STM - HC nº 7000179-15.2021.7.00.0000 "A presunção legal de
fato inverte o ônus da prova, cabendo ao réu a demonstração em contrário."

3. Provas que atentam contra a disciplina (Art. 295): STM - Apelação nº 003-21.2022.7.00.0000 "São
inadmissíveis provas que comprometam a hierarquia ou a disciplina militar, mesmo que relevantes para o
processo."

4. Interrogatório de surdo-mudo (Art. 299): STM - Apelação nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "O interrogatório


de surdo-mudo deve respeitar as formalidades previstas no art. 299, utilizando intérprete habilitado quando
necessário."

DICAS DE MEMORIZAÇÃO

1. Admissibilidade da Prova (Art. 295): "MHS-HD": Não pode atentar contra a Moral, Hierarquia, Saúde,
Hierarquia ou Disciplina.

2. Ônus da Prova (Art. 296): "Quem alega prova, juiz pode oficiar": A prova cabe a quem alega, mas o juiz pode
determinar diligências.

3. Interrogatório de Pessoas com Deficiência (Art. 299): "S-M-SM": Surdo (escreve pergunta, responde
oralmente), Mudo (oral pergunta, responde escrito), Surdo-Mudo (escreve ambos).

4. Prova na Língua Nacional (Art. 298): "Português é regra, tradutor é exceção": A língua nacional é obrigatória;
tradutores e intérpretes só para casos especiais.

5. Avaliação das Provas (Art. 297): "Livre, mas lógica": O juiz tem liberdade na avaliação, mas deve confrontar
provas para verificar compatibilidade.

CAPÍTULO II - DA QUALIFICAÇÃO E DO INTERROGATÓRIO DO ACUSADO (ARTS. 302 A 306)

1. Regras Gerais sobre o Interrogatório

1.1. Tempo e Lugar (Art. 302):

• O acusado será qualificado e interrogado em um só ato, após o recebimento da denúncia.


MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR

ATENÇÃO! A redação do CPPM que coloca o interrogatório do réu como primeiro ato ou penúltimo ato está
em desacordo com o STF por ferir os princípios do contraditório e da ampla defesa, conforme HC N °
126.000/MT

• Se o acusado comparecer ou for preso durante o curso do processo, será interrogado imediatamente.

1.2. Realização Exclusiva pelo Juiz (Art. 303):

• Apenas o juiz pode realizar o interrogatório.

• Após o interrogatório, as partes podem levantar questões de ordem, que serão resolvidas na hora e
consignadas em ata.

1.3. Separação entre Acusados (Art. 304):

• Se houver mais de um acusado, cada um será interrogado separadamente.

1.4. Direito ao Silêncio (Art. 305):

• O juiz deve informar ao acusado que ele não é obrigado a responder às perguntas.

• Contudo, o silêncio poderá ser interpretado em prejuízo da defesa.

• As perguntas não respondidas e as razões invocadas serão consignadas.

2. Forma e Requisitos do Interrogatório (Art. 306)

• O juiz fará as perguntas iniciais para qualificação do acusado: Nome, naturalidade, estado civil, idade,
filiação, residência, profissão, escolaridade e defensor.

• Após a leitura da denúncia, o acusado será interrogado sobre:

o Sua localização no momento do crime;

o Relação com a vítima, testemunhas e provas;

o Conhecimento e relação com objetos do crime;

o Veracidade das acusações;

o Antecedentes criminais;

o Outras declarações que julgar necessárias.

Casos Especiais:

• Sem defensor: O juiz nomeará um defensor e, se menor de 21 anos, também um curador (§1º).

• Confissão: Será interrogado sobre os motivos, circunstâncias e participação de terceiros (§2º).


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• Negativa de autoria: O acusado será convidado a indicar provas da veracidade de suas alegações (§3º).

CAPÍTULO III - DA CONFISSÃO (ARTS. 307 A 310)

1. Requisitos de Validade (Art. 307):

Para que a confissão tenha valor de prova, ela deve:

• Ser feita perante autoridade competente;

• Ser livre, espontânea e expressa;

• Versar sobre o fato principal;

• Ser verossímil;

• Ter compatibilidade com as provas do processo.

2. Silêncio do Acusado (Art. 308): O silêncio não é considerado confissão, mas pode ser utilizado como elemento
de convencimento pelo juiz.

3. Retratabilidade e Divisibilidade da Confissão (Art. 309):

• A confissão pode ser:

o Retratável: O acusado pode voltar atrás.

o Divisível: O juiz pode aceitar apenas partes da confissão, conforme sua análise das provas.

4. Confissão Fora do Interrogatório (Art. 310): Confissões feitas fora do interrogatório devem ser registradas por
termo nos autos, com observância das mesmas formalidades do interrogatório.

QUADRO-RESUMO

Artigo Tema Resumo

Tempo e Lugar do Realizado após o recebimento da denúncia; se preso ou presente, será


302
Interrogatório feito imediatamente.

Apenas o juiz pode realizar o interrogatório; partes podem levantar


303 Exclusividade do Juiz
questões de ordem.

304 Interrogatório em Separado Cada acusado será interrogado separadamente.


MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR

Artigo Tema Resumo

O acusado não é obrigado a responder, mas o silêncio pode prejudicar


305 Direito ao Silêncio
sua defesa.

Forma e Requisitos do Identificação, leitura da denúncia e perguntas sobre o crime, provas,


306
Interrogatório antecedentes e defesa.

307 Requisitos da Confissão Deve ser livre, espontânea, verossímil e compatível com as provas.

O silêncio não é confissão, mas pode ser considerado para formar a


308 Silêncio do Acusado
convicção do juiz.

Retratabilidade e A confissão pode ser retratada ou considerada parcialmente válida


309
Divisibilidade pelo juiz.

Confissão Fora do Deve ser registrada por termo nos autos, com formalidades
310
Interrogatório semelhantes ao interrogatório.

JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES

1. Interrogatório exclusivo pelo juiz (Art. 303): STM - HC nº 7000456-90.2022.7.00.0000 "É nulo o
interrogatório realizado com interferência indevida de terceiros, uma vez que a condução é ato exclusivo do
juiz."

2. Silêncio e direito à defesa (Art. 305): STM - HC nº 7000124-15.2023.7.00.0000 "Embora o silêncio não
constitua confissão, o juiz pode utilizá-lo como elemento indiciário para formar sua convicção."

3. Validade da confissão (Art. 307): STM - Apelação nº 003-21.2023.7.00.0000 "Confissões obtidas sob coação
ou sem observar as formalidades legais são nulas e desconsideradas como prova."

4. Retratabilidade da confissão (Art. 309): STM - HC nº 7000179-15.2021.7.00.0000 "A confissão pode ser
retratada a qualquer momento, cabendo ao juiz avaliar sua credibilidade junto ao conjunto probatório."

DICAS DE MEMORIZAÇÃO

1. Requisitos da Confissão (Art. 307): "ALEC-V": Autoridade competente, Livre, Espontânea, Compatível com
provas, Verossímil.

2. Silêncio do Acusado (Art. 305/308): "Silêncio não é confissão, mas é indício": O silêncio pode ser usado
como elemento de convencimento.

3. Interrogatório (Art. 306): "Nome, denúncia e crime": Identificação, leitura da denúncia e perguntas sobre o
crime e provas.

4. Retratabilidade e Divisibilidade (Art. 309): "Confessa, mas volta atrás (ou parte)": A confissão pode ser
retratada ou considerada parcialmente válida.

5. Interrogatório em Separado (Art. 304):"Um por vez": Quando há mais de um acusado, cada um é interrogado
separadamente.
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CAPÍTULO IV - DAS PERGUNTAS AO OFENDIDO

1. Regras sobre o Ofendido

1.1. Qualificação e Declarações (Art. 311):

• O ofendido será qualificado e perguntado sobre:

o As circunstâncias da infração;

o Quem é ou presume ser o autor;

o As provas que possa indicar.

• Suas declarações serão registradas por têrmo.

Falta de Comparecimento (Parágrafo Único): Se deixar de comparecer sem motivo justo, poderá ser conduzido
coercitivamente, mas não estará sujeito a sanções.

1.2. Presença do Acusado (Art. 312):

• As declarações do ofendido serão feitas na presença do acusado, que poderá:

o Contraditá-las;

o Requerer que o juiz peça esclarecimentos ao ofendido.

• Reperguntas pelo acusado não são permitidas.

1.3. Isenção de Resposta (Art. 313):

• O ofendido não é obrigado a responder perguntas que:

o Possam incriminá-lo;

o Sejam estranhas ao processo.


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CAPÍTULO V - DAS PERÍCIAS E EXAMES (ARTS. 314 A 346)

1. Regras Gerais sobre Perícias

1.1. Objeto e Determinação da Perícia (Arts. 314 e 315):

• A perícia pode ter como objeto:

o Vestígios materiais do crime;

o Pessoas ou coisas relacionadas ao fato delituoso.

• Pode ser determinada por:

o Autoridade policial militar ou judiciária;

o Requerimento das partes.

Negação da Perícia (Parágrafo Único do Art. 315): O juiz pode negar a perícia, exceto no caso do exame de corpo
de delito, se ela for desnecessária ao esclarecimento da verdade.

1.2. Formulação e Requisitos dos Quesitos (Arts. 316 e 317):

• Os quesitos devem ser:

o Simples, claros e específicos;

o Não devem conter resposta implícita ou ser sugestivos.

Esclarecimentos (Art. 317, §1º): O juiz pode exigir que as partes tornem os quesitos genéricos mais precisos ou
esclareçam os duvidosos.

1.3. Realização da Perícia (Arts. 318 a 326):

• Número de Peritos (Art. 318): Sempre que possível, serão dois peritos com especialização no assunto.

ATENÇÃO! Atualmente, prevalece o entendimento do STF, em que apenas serão utilizados 2 peritos na falta de
um que seja oficial, conforme entendimento do STF e aplicação analógica do CPP

• Os peritos devem:

o Descrever os vestígios minuciosamente;

o Responder aos quesitos formulados no laudo.


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• Prazo para Laudo (Art. 325): Determinado pela autoridade, com possibilidade de prorrogação.

• Vista do Laudo (Parágrafo Único do Art. 325): As partes têm 3 dias para requerer esclarecimentos ou
apresentar quesitos suplementares.

2. Exames Específicos

2.1. Exame de Corpo de Delito (Arts. 328 e 329):

• O exame é indispensável quando houver vestígios do crime e não pode ser suprido pela confissão do acusado.

• O exame pode ser direto ou, se os vestígios desaparecerem, indireto, com prova testemunhal.

2.2. Exames em Crimes contra a Pessoa (Arts. 330 e 331):

• Incluem:

o Lesões corporais, sanidade física e mental, exames cadavéricos, identidade da pessoa, entre outros.

• Exame Complementar (Art. 331):

o Necessário em caso de laudo incompleto, podendo ser suprido por prova testemunhal.

2.3. Autópsia (Arts. 333 e 334):

• Realizada pelo menos 6 horas após o óbito, salvo evidência clara de morte anterior.

• Não pode ser feita por médico que tratou o falecido em sua última doença.

2.4. Conservação do Local do Crime (Art. 339):

• A autoridade deve garantir que o estado das coisas não seja alterado antes da chegada dos peritos.

3. Avaliação e Casos Específicos

3.1. Avaliação de Coisas (Arts. 342 e 343):

• Há avaliação direta (objetos disponíveis) e indireta (quando não for possível a avaliação direta).

• Em casos de incêndio, os peritos devem verificar:

o Causa, origem, extensão do dano e valor do patrimônio afetado.

3.2. Exame de Escritos e Instrumentos (Arts. 344 e 345):

• Escritos: Comparação de letra com documentos reconhecidos ou escritos ditados durante a diligência.
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• Instrumentos do Crime: Verificação de natureza, eficiência, origem e propriedade.

QUADRO-RESUMO

Artigo Tema Resumo

311 Qualificação do Ofendido Ofendido será qualificado e perguntado sobre o crime e suas provas.

Declarações na Presença do Acusado pode contraditar e requerer esclarecimentos ao ofendido,


312
Acusado mas não reperguntar.

Isenção de Resposta do Ofendido não responde perguntas que possam incriminá-lo ou sejam
313
Ofendido irrelevantes ao processo.

A perícia examina vestígios materiais, pessoas ou coisas relacionadas


314 Objeto da Perícia
ao crime.

Determinação e Negação da Pode ser requerida pelas partes; juiz pode negar, salvo no caso de
315
Perícia corpo de delito.

318 Peritos Sempre que possível, serão dois peritos especializados.

328 Corpo de Delito Indispensável para crimes com vestígios; pode ser direto ou indireto.

Necessário para suprir laudos incompletos; pode ser feito pelos


331 Exame Complementar
mesmos peritos.

Realizada pelo menos 6 horas após o óbito; proibida por médico que
333 Autópsia
tratou o falecido.

Conservação do Local do
339 A autoridade deve preservar o local até a chegada dos peritos.
Crime

JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES

1. Indispensabilidade do exame de corpo de delito (Art. 328): STM - HC nº 7000124-74.2022.7.00.0000 "A


confissão do acusado não supre a ausência do exame de corpo de delito quando o crime deixa vestígios."

2. Prazo para esclarecimentos do laudo (Art. 325): STM - Apelação nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "A vista do
laudo às partes é direito que não pode ser suprimido, garantindo o contraditório e a ampla defesa."

3. Preservação do local do crime (Art. 339): STM - Apelação nº 003-21.2023.7.00.0000 "A alteração do local
do crime antes da perícia compromete a validade das provas e pode gerar nulidade processual."

DICAS DE MEMORIZAÇÃO
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1. Requisitos do Laudo Pericial (Art. 319): "Descrever, responder, fundamentar": Laudo deve descrever
vestígios, responder aos quesitos e fundamentar as respostas.

2. Exame de Corpo de Delito (Art. 328): "Vestígio pede exame, confissão é insuficiente": O exame é
indispensável para crimes com vestígios.

3. Autópsia (Art. 333): "6 horas ou antes, se evidente": A autópsia deve esperar 6 horas, salvo evidente morte
anterior.

4. Conservação do Local do Crime (Art. 339): "Preservar para periciar": O local deve ser preservado até a
chegada dos peritos.

5. Vista do Laudo (Art. 325): "3 dias para contestar": As partes têm 3 dias para apresentar quesitos ou pedir
esclarecimentos.

CAPÍTULO VI - DAS TESTEMUNHAS

1. Notificação e Comparecimento de Testemunhas

1.1. Notificação e Obrigatoriedade (Art. 347):

• Notificação: Determinada por despacho do auditor ou deliberação do Conselho de Justiça, indicando lugar,
dia e hora do comparecimento.

• Obrigatoriedade (§1º): O comparecimento é obrigatório, salvo justificativa de força maior.

• Falta de Comparecimento (§2º):

o Testemunha será conduzida por oficial de justiça e poderá ser multada entre 1/20 e 1/10 do salário-
mínimo.

o Em caso de recusa ou resistência, pode ser presa por até 15 dias, além de responder por crime de
desobediência.

1.2. Oferecimento e Requisição (Arts. 348 e 349):

• Indicação pela Defesa (Art. 348): A defesa pode apresentar testemunhas independentemente de intimação.

• Requisição de Militar ou Funcionário Público (Art. 349):

o A autoridade notificante requisitará o comparecimento ao chefe imediato do militar ou funcionário.

o Militar de patente superior: Será compelido a comparecer por intermédio da autoridade militar superior.

1.3. Dispensa de Comparecimento (Art. 350):


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• Não precisam comparecer pessoalmente:

o Altas autoridades (alínea a): Presidente, vice-presidente, governadores, ministros, parlamentares,


magistrados, membros do MP, entre outros. Serão ouvidos em local, dia e hora ajustados com o juiz.

o Enfermos ou idosos (alínea b): Serão inquiridos onde estiverem.

2. Capacidade e Procedimento de Inquirição

2.1. Capacidade para Depor (Art. 351): Qualquer pessoa pode ser testemunha.

2.2. Declarações e Identificação (Art. 352):

• Testemunha deve declarar:

o Nome, idade, estado civil, residência, profissão, grau de parentesco ou relação com acusado e ofendido.

o Relatar o que sabe sobre o fato delituoso.

• Compromisso de verdade: Exigido de testemunhas numerárias ou referidas, exceto (§2º):

o Menores de 14 anos;

o Doentes ou deficientes mentais;

o Pessoas proibidas de depor (Art. 355).

• Contradita (§3º): Antes do depoimento, as partes podem questionar a imparcialidade ou idoneidade da


testemunha.

• Contestação (§4º): Após o depoimento, as partes podem contestá-lo no todo ou em parte.

2.3. Inquirição Separada (Art. 353): As testemunhas serão inquiridas separadamente, sem que uma ouça o
depoimento da outra.

2.4. Obrigação e Proibição de Depor (Arts. 354 e 355):

• Obrigação: Testemunhas devem depor, salvo:

o Ascendentes, descendentes, irmãos, cônjuges ou afins do acusado (Art. 354), exceto se indispensáveis à
prova.

• Proibição: Não podem depor pessoas que tenham sigilo profissional, salvo se desobrigadas pela parte
interessada (Art. 355).
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3. Poderes do Juiz e Outras Regras

3.1. Testemunhas Suplementares e Referidas (Art. 356): O juiz pode ouvir outras testemunhas, mesmo que não
indicadas pelas partes, ou pessoas citadas no depoimento de outras testemunhas.

3.2. Constrangimento e Influência (Art. 358): Se o acusado influenciar a testemunha, o juiz pode retirá-lo da
sessão, registrando o ocorrido. O defensor continuará presente.

3.3. Depoimento Antecipado (Art. 363): O juiz pode colher depoimento antecipado em casos de:

o Testemunha ausente ou gravemente enferma;

o Idade avançada, que inspire receio de impossibilidade futura de depor.

3.4. Afirmação Falsa (Art. 364): Caso se constate que uma testemunha mentiu, omitiu ou negou a verdade, o
juiz remeterá cópia do depoimento para instauração de inquérito policial.

QUADRO-RESUMO

Artigo Tema Resumo

Notificação de
347 Determinada pelo juiz; comparecimento obrigatório, salvo força maior.
Testemunhas

348 Indicação pela Defesa Testemunhas podem ser apresentadas pela defesa sem intimação.

Dispensa de Altas autoridades e pessoas impossibilitadas serão ouvidas em local


350
Comparecimento ajustado ou no domicílio.

351 Capacidade para Depor Qualquer pessoa pode ser testemunha.

Declarações e Testemunhas devem se identificar e prestar compromisso, salvo exceções


352
Compromisso legais.

353 Inquirição Separada Testemunhas serão ouvidas individualmente.

Parentes próximos do acusado são dispensados, salvo se indispensáveis


354 Dispensa de Depoimento
à prova.

Testemunhas Juiz pode ouvir outras testemunhas ou pessoas referidas nos


356
Suplementares depoimentos.

Constrangimento pelo Acusado pode ser retirado da sessão para evitar influência sobre a
358
Acusado testemunha.
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Artigo Tema Resumo

Permitido em caso de ausência, enfermidade ou idade avançada da


363 Depoimento Antecipado
testemunha.

Testemunhas que mentirem terão o depoimento encaminhado para


364 Afirmação Falsa
abertura de inquérito.

JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES

1. Obrigação de Depor (Art. 354): STM - Apelação nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "A dispensa de parentes
próximos do acusado para depor é regra, mas pode ser afastada se a prova for indispensável à elucidação do
fato."

2. Influência do Acusado sobre Testemunhas (Art. 358): STM - HC nº 7000179-15.2021.7.00.0000 "A retirada
do acusado da sessão por influenciar a testemunha não fere a ampla defesa, desde que o defensor permaneça
presente."

3. Depoimento Antecipado (Art. 363): STM - HC nº 7000124-74.2022.7.00.0000 "O depoimento antecipado é


medida excepcional, mas necessária para assegurar a preservação da prova em situações justificadas."

DICAS DE MEMORIZAÇÃO

1. Multa por Não Comparecimento (Art. 347): Multa de 1/20 a 1/10 do salário-mínimo para testemunhas que
faltarem sem justificativa.

2. Dispensa de Depoimento (Art. 354): "Parentes próximos dispensados, salvo necessidade": Só depõem
ascendentes, descendentes, irmãos ou cônjuges se indispensáveis à prova.

3. Inquirição Separada (Art. 353): "Cada um por vez": Testemunhas são ouvidas individualmente.

4. Depoimento Antecipado (Art. 363): "Idoso ou enfermo pode depor antes": Depoimento antecipado é
permitido em casos de impossibilidade futura.

5. Afirmação Falsa (Art. 364): "Mentiu, responde": Testemunha que mentir terá o depoimento encaminhado
para inquérito.

CAPÍTULO VII - DA ACAREAÇÃO

1. Admissão e Procedimento da Acareação

1.1. Admissibilidade (Art. 365):

A acareação é permitida tanto na instrução criminal quanto no inquérito, quando houver divergências em
declarações sobre fatos ou circunstâncias relevantes, podendo ocorrer entre:
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a) Acusados;

b) Testemunhas;

c) Acusado e testemunha;

d) Acusado ou testemunha e ofendido;

e) Pessoas ofendidas.

1.2. Procedimento (Art. 366):

• A autoridade deve explicar os pontos de divergência e reinquirir cada pessoa separadamente na presença da
outra.

• Será lavrado termo com as perguntas e respostas, seguindo formalidades previstas no art. 300, §3º.

• As partes podem reperguntar por intermédio do juiz (§2º).

1.3. Testemunha Ausente (Art. 367):

• Se uma testemunha divergente estiver ausente, os pontos de divergência serão apresentados à testemunha
presente.

• O que ela explicar será registrado no têrmo.

CAPÍTULO VIII - DO RECONHECIMENTO DE PESSOA E DE COISA

2. Procedimento de Reconhecimento

2.1. Reconhecimento de Pessoa (Art. 368):

• A pessoa que fará o reconhecimento será:

o Convidada a descrever quem será reconhecido (alínea a);

o A pessoa a ser reconhecida será colocada ao lado de outras semelhantes (alínea b);

o Nos casos de intimidação, será providenciado que a pessoa a ser reconhecida não seja vista pela outra
(alínea c).

Formalidades:

• A alínea c aplica-se apenas ao inquérito (§1º).


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• Um termo pormenorizado será lavrado e assinado pela autoridade, pela pessoa que fez o reconhecimento e
por duas testemunhas (§2º).

2.2. Reconhecimento de Coisa (Art. 369): Segue as mesmas cautelas do reconhecimento de pessoa, no que for
aplicável.

2.3. Variedade de Pessoas ou Coisas (Art. 370):

• Se várias pessoas forem chamadas para o reconhecimento, cada uma o fará separadamente.

• Da mesma forma, se houver várias pessoas ou coisas a serem reconhecidas, cada uma será apresentada por
vez.

CAPÍTULO IX - DOS DOCUMENTOS

3. Natureza e Validade dos Documentos

3.1. Definição de Documentos (Art. 371): Consideram-se documentos quaisquer escritos, instrumentos ou
papéis, sejam públicos ou particulares.

3.2. Presunções e Provas (Arts. 372 a 374):

• Documentos Públicos (Art. 372): Têm presunção de veracidade quanto à sua formação e aos fatos declarados
pelo serventuário com fé pública.

• Documentos Particulares (Art. 374): Suas declarações presumem-se verdadeiras em relação ao signatário,
mas não provam o fato declarado, cujo ônus cabe a quem o alegar.

3.3. Correspondência (Arts. 375 e 376):

• Obtida por meios criminosos (Art. 375): Não será admitida em juízo e deve ser devolvida ao dono.

• Exibida pelo destinatário (Art. 376): Pode ser apresentada pelo destinatário, mesmo sem consentimento do
remetente.

3.4. Apresentação e Controle (Arts. 378 a 380):

• Documentos podem ser apresentados em qualquer fase do processo, salvo quando os autos estiverem
conclusos para julgamento.
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• O juiz pode providenciar a juntada de documentos relevantes, requisitar certidões e realizar diligências para
verificar a autenticidade.

CAPÍTULO X - DOS INDÍCIOS (ARTS. 382 E 383)

4. Definição e Requisitos

4.1. Definição de indício (Art. 382): Fato ou circunstância conhecido e provado, que leva à conclusão de outro
fato ou circunstância desconhecido.

4.2. Requisitos para Ser Prova (Art. 383):

• O fato indicante deve:

o Ter relação de causalidade com o fato indicado;

o Coincidir com provas diretas ou outros indícios colhidos no processo.

QUADRO-RESUMO

Artigo Tema Resumo

Admitida na instrução ou inquérito para resolver divergências entre


365 Admissibilidade da Acareação
acusados, testemunhas, ofendidos, etc.

Pontos divergentes explicados; perguntas e respostas registradas em


366 Procedimento da Acareação
têrmo.

Pessoa será descrita, colocada com outras semelhantes, e ato


368 Reconhecimento de Pessoa
registrado em têrmo.

Procedimento segue as mesmas cautelas do reconhecimento de


369 Reconhecimento de Coisa
pessoa.

371 Definição de Documentos Escritos, instrumentos ou papéis, públicos ou particulares.

Declarações em Documentos Presumem-se verdadeiras em relação ao signatário, mas não provam


374
Particulares o fato declarado.

Correspondência Obtida
375 Não pode ser usada como prova e deve ser devolvida ao dono.
Ilegalmente
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Artigo Tema Resumo

382 Conceito de Indício Fato conhecido que leva à conclusão de outro fato desconhecido.

Deve haver relação de causalidade e coincidência com outras provas


383 Requisitos do Indício
ou indícios.

JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES

1. Acareação entre Acusado e Testemunha (Art. 365): STM - Apelação nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "A
acareação é medida essencial para resolver divergências que possam comprometer a busca da verdade real."

2. Reconhecimento de Pessoa (Art. 368): STM - HC nº 7000179-15.2021.7.00.0000 "O reconhecimento de


pessoa deve seguir o procedimento formal previsto no art. 368, sob pena de nulidade do ato."

3. Correspondência Obtida Criminalmente (Art. 375): STM - Apelação nº 003-21.2022.7.00.0000 "A


correspondência obtida por meios criminosos não pode ser admitida como prova, preservando-se o direito à
inviolabilidade."

4. Indícios como Prova (Art. 383): STM - HC nº 7000124-74.2022.7.00.0000 "Os indícios podem constituir prova
válida, desde que atendam aos critérios de causalidade e coincidência com outros elementos probatórios."

DICAS DE MEMORIZAÇÃO

1. Admissibilidade da Acareação (Art. 365): "Acusado, Testemunha, Ofendido": Pode ocorrer entre essas
categorias sempre que houver divergências relevantes.

2. Reconhecimento de Pessoa (Art. 368): "Descrição, Comparação e Intimidação": Descreve-se a pessoa,


compara-se com outras e evita-se intimidação.

3. Documentos Particulares (Art. 374): "Assinou, presume-se": Declarações em documentos particulares


presumem-se verdadeiras para o signatário.

4. Indícios (Art. 383): "Causa e Coincidência": Indícios devem ter relação causal e coincidir com outras provas.
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LIVRO II - DOS PROCESSOS EM ESPÉCIE


TÍTULO I - DO PROCESSO ORDINÁRIO

CAPÍTULO ÚNICO - DA INSTRUÇÃO CRIMINAL

SEÇÃO I - DA PRIORIDADE DE INSTRUÇÃO, POLÍCIA E ORDEM DAS SESSÕES, E DISPOSIÇÕES GERAIS

1. Prioridade e Organização das Sessões

1.1. Preferência na Instrução Criminal (Art. 384):

A instrução criminal terá a seguinte ordem de prioridade:

a) Processos com acusados presos;

b) Entre presos, os de prisão mais antiga;

c) Entre acusados soltos e revels, os de prioridade de processo.

Alteração da ordem (§ único): Pode ser feita por conveniência da Justiça ou da ordem militar.

1.2. Polícia e Disciplina das Sessões (Art. 385): Exercidas pelo presidente do Conselho de Justiça ou, nos demais
casos, pelo auditor, conforme o art. 36, §§1º e 2º.

1.3. Conduta dos Participantes (Art. 386): Partes, escrivães e espectadores podem permanecer sentados, mas
devem se levantar ao dirigir-se aos juízes ou quando estes se levantarem.

• Prerrogativas (§ único):

o O Ministério Público e advogados podem falar sentados.

o Advogados têm as prerrogativas previstas no art. 89 da Lei nº 4.215/1963.

1.4. Publicidade e Local das Sessões (Arts. 387 e 388):

• Publicidade (Art. 387): A instrução criminal será pública, mas pode ser secreta em casos de:

o Interesse da ordem ou disciplina militar;

o Segurança nacional.

• Sessões fora da sede (Art. 388): Podem ocorrer fora da Auditoria, em local designado pelo auditor, com
intimação das partes.
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1.5. Conduta do Acusado e Desacato (Art. 389):

• Conduta inconveniente:

o O acusado será advertido pelo presidente.

o Persistindo, poderá ser retirado da sessão, que continuará com a presença do defensor.

o O defensor ausente será substituído ad hoc.

• Desacato (§ único): Lavra-se auto de flagrante delito, encaminhado à autoridade competente.

2. Prazos e Procedimentos na Instrução Criminal

2.1. Prazos para Conclusão (Art. 390):

a) 50 dias: Acusado preso.

b) 90 dias: Acusado solto.

• Não são computados nos prazos acima (§1º):

o Demora por doença do acusado ou defensor;

o Questão prejudicial;

o Força maior (ex.: precatórias, diligências, exames periciais).

2.2. Doença do Acusado ou Defensor (Art. 390, §§2º e 3º):

• Doença do acusado: O Conselho de Justiça ou o auditor pode realizar o ato no local onde o acusado estiver.

• Doença do defensor:

o Adiado o ato por até 10 dias.

o Após esse prazo, será nomeado substituto, salvo se outro defensor for constituído pelo acusado.

2.3. Precárias e Outros Atos (Art. 390, §§4º a 6º):

• Prazo para devolução de precatória (§4º): Auditor marca prazo razoável, mas a instrução prossegue mesmo
sem a devolução.

• Atos perante o auditor (§5º): Salvo interrogatório, acareação e inquirição de testemunhas, os demais atos
podem ocorrer perante o auditor.

• Presença mínima do Conselho (§6º): Para atos probatórios, basta a maioria do Conselho de Justiça. Se o
presidente estiver ausente, será substituído pelo oficial imediato em antiguidade.
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3. Juntada de Documentos e Proibições

3.1. Fé de Ofício e Antecedentes (Art. 391):

• Militares: Juntar extrato da fé de ofício ou assentamentos militares.

• Civis: Juntar folha de antecedentes penais e, se servidor público militar, folha de assentamentos.

3.2. Proibições (Arts. 392 e 393):

• Transferência ou remoção do acusado (Art. 392): Proibida até a sentença final, salvo motivo relevante.

• Transferência para a reserva (Art. 393): Oficial processado ou em inquérito não pode ser transferido para a
reserva, salvo por idade-limite.

4. Lavratura de Ata (Art. 395): De cada sessão será lavrada ata, contendo os requerimentos, decisões e
incidentes.

• Retificação (§ único): Pode ser feita na sessão seguinte, a requerimento das partes ou determinação do
Conselho.

SEÇÃO II - DO INÍCIO DO PROCESSO ORDINÁRIO

5. Início e Arquivamento

5.1. Início do Processo Ordinário (Art. 396): O processo começa com o recebimento da denúncia.

5.2. Falta de Elementos para a Denúncia (Art. 397):

• Arquivamento:

o O procurador pode requerer o arquivamento se os autos não contiverem elementos suficientes para
oferecer a denúncia.

o Se o auditor concordar, determina o arquivamento. Caso contrário, remete os autos ao procurador-geral.

• Procurador-geral (§1º): Pode determinar o arquivamento ou designar outro procurador para promover a ação
penal.

5.3. Avocamento do Processo (§2º): O procurador-geral pode avocar o processo caso tome conhecimento de
que há elementos para a ação penal e esta não foi promovida.
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5.4. Incompetência do Juízo (Art. 398): O procurador pode alegar incompetência do juízo antes de oferecer a
denúncia, conforme o art. 146.

QUADRO-RESUMO

Artigo Tema Resumo

Prioridade da Instrução Preferência para presos; ordem pode ser alterada por conveniência da
384
Criminal Justiça ou ordem militar.

387 Publicidade A instrução é pública, salvo interesse militar ou segurança nacional.

50 dias para presos e 90 dias para soltos; exceções incluem doença e força
390 Prazos para Instrução
maior.

Fé de Ofício e Militares: fé de ofício; civis: antecedentes penais e assentamentos, se


391
Antecedentes servidor público.

Acusado não pode ser transferido ou removido até a sentença final, salvo
392 Proibição de Transferência
motivo relevante.

Início do Processo
396 Processo começa com o recebimento da denúncia.
Ordinário

Procurador pode requerer arquivamento por falta de elementos; decisão


397 Arquivamento de Inquérito
cabe ao auditor.

398 Incompetência do Juízo Procurador pode alegar incompetência antes de oferecer denúncia.

JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES

1. Prazos da Instrução Criminal (Art. 390): STM - HC nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "A inobservância


injustificada dos prazos previstos no art. 390 constitui constrangimento ilegal."

2. Transferência de Acusado (Art. 392): STM - HC nº 7000179-15.2021.7.00.0000 "A transferência de acusado


sem motivo relevante viola o direito de defesa e os princípios do devido processo legal."

3. Arquivamento de Inquérito (Art. 397): STM - Apelação nº 003-21.2023.7.00.0000 "O arquivamento de


inquérito militar depende de decisão fundamentada do auditor, cabendo recurso em caso de discordância."

DICAS DE MEMORIZAÇÃO

1. Ordem de Prioridade (Art. 384): "Presos primeiro, mais antigos depois": Presos têm prioridade, seguidos
dos de prisão mais antiga.

2. Prazos (Art. 390): "50 presos, 90 soltos": Prazos para instrução de acusados presos e soltos.

3. Início do Processo (Art. 396): "Denúncia recebida, processo iniciado": O processo ordinário começa com o
recebimento da denúncia.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR

4. Fé de Ofício (Art. 391): "Militar: fé; Civil: antecedentes": Fé de ofício para militares; antecedentes penais
para civis.

SEÇÃO III - DA INSTALAÇÃO DO CONSELHO DE JUSTIÇA

1. Providências do Auditor na Instalação do Conselho (Art. 399):

Após o recebimento da denúncia, o auditor deve:

a) Providenciar o sorteio do Conselho Especial ou convocar o Conselho Permanente de Justiça;

b) Designar dia, lugar e hora para a instalação do Conselho de Justiça;

c) Determinar a citação do acusado para participar de todos os atos processuais, sob pena de revelia;

d) Intimar as testemunhas arroladas na denúncia e, se necessário, notificar o ofendido (arts. 311 e 312).

2. Compromisso Legal do Conselho (Art. 400):

• O presidente do Conselho, na primeira reunião, fará o compromisso de apreciação imparcial dos fatos,
seguido pelo compromisso dos demais juízes.

• O escrivão lavrará certidão nos autos.

3. Designação para Qualificação e Interrogatório (Art. 402): Após o compromisso, o auditor pode designar data,
local e hora para qualificação e interrogatório do acusado, que ocorrerá no mínimo 7 dias após a designação.

4. Presença do Acusado Preso (Art. 403): O acusado preso assistirá a todos os atos processuais, inclusive ao
sorteio do Conselho de Justiça.

SEÇÃO IV - DA QUALIFICAÇÃO, INTERROGATÓRIO, EXCEÇÕES E COMPARECIMENTO DO OFENDIDO

1. Normas para Qualificação e Interrogatório (Art. 404):

• Realizados conforme os arts. 302 a 306.


MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR

• O escrivão lê a denúncia e os nomes das testemunhas arroladas.

• O acusado pode solicitar a leitura de depoimentos ou trechos do inquérito (§1º).

• Perguntas irrelevantes ao crime são dispensadas (§2º).

2. Interrogatório em Separado (Art. 405):

• Quando houver mais de um acusado, os interrogatórios serão realizados separadamente, seguindo a ordem
de autuação.

3. Postura do Acusado (Art. 406):

• Durante o interrogatório, o acusado deve permanecer de pé, salvo problemas de saúde que impeçam.

4. Exceções Opostas pelo Acusado (Art. 407):

• Após o interrogatório, o acusado tem 48 horas para apresentar:

o Suspeição do juiz, procurador ou escrivão;

o Incompetência do juízo;

o Litispendência;

o Coisa julgada.

• Outras alegações serão apreciadas como matéria de defesa no julgamento (§ único).

5. Exceções Opostas pelo MP (Art. 408):

• O procurador também pode opor, no mesmo prazo, as exceções previstas no art. 407.

6. Presunção de Menoridade (Art. 409):

• A menoridade declarada do acusado prevalece até prova em contrário.

• Se provada a maioridade durante o processo, o curador deixa de atuar, podendo ser designado advogado de
defesa.

7. Comparecimento do Ofendido (Art. 410): Procede-se conforme os arts. 311, 312 e 313 para o
comparecimento do ofendido.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR

SEÇÃO V - DA REVELIA

1. Revelia do Acusado Preso (Art. 411):

• Se o acusado preso recusar-se a comparecer sem justificativa:

o Será designado defensor para representá-lo.

o O processo seguirá à revelia.

• Caso compareça posteriormente, será qualificado e interrogado, mas sem direito de opor exceções (parágrafo
único).

2. Revelia do Acusado Solto (Art. 412):

• O acusado solto será considerado revel se:

o Não atender à citação para o início da instrução criminal;

o Faltar, sem justa causa, a atos processuais indispensáveis.

3. Acompanhamento Posterior (Art. 413):

• O revel que comparecer após o início do processo acompanhará o processo sem direito à repetição de atos
já realizados.

4. Defesa do Revel (Art. 414):

• O curador do revel será responsável por sua defesa até o julgamento.

• O curador poderá interpor recursos, exceto apelação de sentença condenatória.

QUADRO-RESUMO

Artigo Tema Resumo

Sorteio/convocação do Conselho, designação de data e local, citação do


399 Providências do Auditor
acusado e intimações.

Presidente e juízes juram julgar com imparcialidade; lavra-se certidão nos


400 Compromisso Legal
autos.

Designação de Auditor marca data para qualificação e interrogatório do acusado, com


402
Interrogatório prazo mínimo de 7 dias.

Normas de Lida a denúncia e testemunhas arroladas; perguntas irrelevantes podem ser


404
Interrogatório dispensadas.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR

Artigo Tema Resumo

Acusado tem 48 horas para opor suspeição, incompetência, litispendência


407 Exceções do Acusado
ou coisa julgada.

Revelia do Acusado Processo segue à revelia; se comparecer depois, será interrogado, mas sem
411
Preso direito a exceções.

Revelia do Acusado Considerado revel se não atender à citação ou faltar sem justificativa a atos
412
Solto indispensáveis.

Curador defenderá o revel, mas não poderá apelar de sentença


414 Defesa do Revel
condenatória.

JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES

1. Revelia do Acusado Preso (Art. 411): STM - HC nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "A recusa do acusado preso
em participar da instrução criminal não suspende o processo, que seguirá regularmente sob a defesa de
defensor designado."

2. Exceções do Acusado (Art. 407): STM - Apelação nº 003-21.2023.7.00.0000 "As exceções previstas no art.
407 devem ser opostas dentro do prazo legal, sob pena de preclusão."

3. Defesa do Revel (Art. 414): STM - HC nº 7000124-74.2023.7.00.0000 "A ausência do acusado revel não
compromete sua defesa técnica, desde que o curador atue de forma diligente no processo."

Dicas de Memorização

1. Providências do Auditor (Art. 399): "Sorteio, local, citação e testemunhas": Esses são os passos iniciais do
auditor.

2. Prazos de Exceções (Art. 407): "48 horas para exceções": Após o interrogatório, o acusado tem esse prazo
para opor exceções.

3. Revelia Preso e Solto (Arts. 411 e 412): "Preso recusa, segue; Solto falta, revel": Presos e soltos podem ser
declarados revels em situações específicas.

4. Curador do Revel (Art. 414): "Curador defende, mas não apela": O curador pode interpor recursos, exceto
apelação de condenação.
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SEÇÃO VI – DA INQUIRIÇÃO DE TESTEMUNHAS, DO RECONHECIMENTO DE PESSOA OU COISA E DAS


DILIGÊNCIAS EM GERAL

1. Normas Gerais sobre Inquirição de Testemunhas

1.1. Regras Gerais (Art. 415): A inquirição das testemunhas seguirá as normas dos arts. 347 a 364 e os
dispositivos desta seção.

1.2. Leitura da Denúncia (Art. 416):

• Antes do depoimento, a denúncia será lida às testemunhas.

• Se houver várias testemunhas presentes, todas ouvirão a leitura ao mesmo tempo, mas serão retiradas do
recinto após a leitura, para que uma não ouça o depoimento da outra.

• Parágrafo único: Partes podem requerer, ou o auditor pode determinar, a leitura de depoimentos do inquérito
que sejam esclarecedores para o depoimento em curso.

1.3. Ordem de Inquirição (Art. 417):

• Primeiramente, são ouvidas as testemunhas da acusação (arroladas na denúncia, referidas ou incluídas


posteriormente).

• Em seguida, são ouvidas as testemunhas da defesa.

Regras específicas:

• Mais de três acusados (§1º): O Ministério Público pode requerer até três testemunhas numerárias adicionais.

• Testemunhas de defesa (§2º): Podem ser indicadas até 5 dias após a última testemunha da acusação. Cada
acusado pode indicar até três testemunhas, além de testemunhas referidas ou informantes (§3º).

• Substituição (§4º): Ministério Público e defesa podem substituir ou desistir de testemunhas até o limite
permitido.

1.4. Perguntas e Formalidades (Arts. 418 e 419):

• Perguntas (Art. 418): Testemunhas são inquiridas pelo auditor, e as partes fazem perguntas por intermédio
dele.

o Ordem: Perguntas do advogado são feitas por último às testemunhas da acusação, e o procurador interroga
por último as da defesa.

• Recusa de perguntas (Art. 419):

o Perguntas ofensivas, impertinentes ou repetitivas podem ser recusadas.

o Perguntas recusadas podem ser consignadas na ata, salvo se ofensivas.


MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR

1.5. Testemunhas em Lugar Incerto (Art. 420):

• Se a testemunha estiver em lugar incerto, o auditor pode autorizar a substituição.

• Caso a testemunha esteja se escondendo, pode ser determinada sua prisão para depor.

1.6. Formalidades do Depoimento (Arts. 421 a 423):

• Notificação prévia (Art. 421): O Ministério Público, o advogado e o acusado devem ser notificados com 3 dias
de antecedência.

• Redução a termo (Art. 422): O depoimento será escrito pelo escrivão, lido à testemunha e assinado por ela,
pelo auditor e pelas partes.

o Se a testemunha não souber ler ou escrever, o escrivão certificará.

o A testemunha pode pedir retificação de trechos após a leitura.

o Em caso de recusa de assinatura, o escrivão registrará o motivo.

• Termo de assentada (Art. 423): O escrivão lavrará um termo com o local, dia e hora da inquirição.

1.7. Horário da Inquirição (Art. 424): Testemunhas devem ser ouvidas entre 7h e 18h, salvo prorrogação
autorizada por motivo relevante.

2. Reconhecimento de Pessoa ou Coisa

2.1. Reconhecimento e Acareação (Arts. 425 e 426):

• Acareação (Art. 425): Pode ser determinada pelo Conselho de Justiça, pelo auditor ou requerida pelas partes,
seguindo os arts. 365 a 367.

• Reconhecimento de Pessoa e Coisa (Art. 426): Pode ser determinado pelo Conselho, pelo auditor ou a
requerimento, conforme os arts. 368 a 370.

3. Conclusão dos Autos e Alegações Finais

3.1. Encaminhamento e Vista às Partes (Art. 427): Após a última testemunha da defesa, os autos são conclusos
ao auditor, que concede vista às partes por 5 dias para requererem o que for de direito.

3.2. Alegações Escritas (Art. 428):

• Após o prazo para requerimentos, as partes apresentam alegações escritas:

o MP e defesa: Sucessivamente por 8 dias.

o Assistente: Se houver, terá 5 dias após as alegações do MP.

o Mais de 5 acusados (§1º): Prazo de 12 dias em comum, tanto para o MP quanto para os advogados.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR

• Alegações apresentadas fora do prazo serão desentranhadas (§2º).

3.3. Observância de Linguagem Decente (Art. 429):

• Alegações devem manter decoro e disciplina judiciária: Expressões ofensivas serão riscadas por
determinação do presidente do Conselho ou do auditor.

3.4. Saneamento de Nulidades e Designação de Julgamento (Art. 430):

• O auditor pode determinar diligências para sanar nulidades ou complementar provas antes do julgamento.

• Se o processo estiver pronto, será marcada data para o julgamento, com intimação das partes e requisição do
acusado preso.

QUADRO-RESUMO

Artigo Tema Resumo

415 Normas Gerais Segue as disposições dos arts. 347 a 364 e desta seção.

Denúncia será lida às testemunhas antes do depoimento; peças do


416 Leitura da Denúncia
inquérito podem ser lidas.

417 Ordem de Inquirição Primeiro, testemunhas da acusação; depois, as da defesa.

Testemunha em Lugar Testemunha escondida pode ser presa; testemunha em lugar incerto pode
420
Incerto ser substituída.

Depoimento será reduzido a têrmo, lido e assinado pelas partes; recusas


422 Têrmo do Depoimento
serão certificadas.

424 Horário da Inquirição Depoimentos ocorrerão entre 7h e 18h, salvo prorrogação autorizada.

427 Conclusão dos Autos Após a última testemunha, as partes têm 5 dias para requerimentos.

Sucessivamente: 8 dias para MP e defesa; 5 dias para assistente da


428 Alegações Finais
acusação.

Saneamento e
430 Auditor pode sanear nulidades antes de marcar o julgamento.
Julgamento

JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES

1. Substituição de Testemunha (Art. 420): STM - HC nº 7000124-15.2023.7.00.0000 "A substituição de


testemunha deve ser devidamente fundamentada, especialmente se a ausência for justificada pela parte
contrária."
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR

2. Alegações Finais (Art. 428): STM - Apelação nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "O prazo para alegações finais é
essencial para o contraditório e a ampla defesa, sendo vedada a restrição do prazo legal."

3. Saneamento de Nulidades (Art. 430): STM - HC nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "É dever do auditor sanar
nulidades processuais antes de remeter o caso a julgamento, sob pena de comprometimento do devido
processo legal."

DICAS DE MEMORIZAÇÃO

1. Ordem de Inquirição (Art. 417): "Acusação primeiro, defesa depois": Testemunhas da acusação têm
prioridade na inquirição.

2. Prazo de Vista (Art. 427): "5 dias para requerer": Após a última testemunha, as partes têm 5 dias para
apresentar requerimentos.

3. Alegações Finais (Art. 428): "8-8-5": MP e defesa têm 8 dias; assistente tem 5 dias para alegações finais.

4. Horário da Inquirição (Art. 424): "Das 7 às 18": Depoimentos ocorrem durante o dia, salvo prorrogação.

SEÇÃO VII - DA SESSÃO DO JULGAMENTO E DA SENTENÇA

1. Sessão de Julgamento

1.1. Abertura da Sessão (Art. 431): O Conselho de Justiça reúne-se no dia e hora designados, com todos os juízes
e o procurador presentes, e o presidente declara aberta a sessão.

• O acusado é apresentado, salvo:

o Revel comparecendo na sessão (§1º): Será qualificado e interrogado conforme os arts. 404, 405 e 406.

OBSERVAÇÃO! Caso não tenha advogado, será nomeado um.

o Revel menor (§2º): Se a menoridade for comprovada durante o julgamento, será nomeado um curador.

o Acusado preso não apresentado (§3º): O auditor designará nova data para o julgamento.

o Acusado solto não comparecendo (§4º): O julgamento será adiado uma vez. Na segunda ausência, será
realizado à revelia.

o Ausência do advogado (§5º): O julgamento será adiado uma vez. Na segunda ausência, será nomeado um
substituto.

o Ausência do assistente ou curador (§6º): O julgamento não será adiado, e o presidente nomeará substituto.

o Saída do acusado por doença (§7º): O julgamento prossegue com a presença do defensor. Caso o defensor
saia, será nomeado outro advogado.
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1.2. Leitura de Peças do Processo (Art. 432):

• O escrivão faz a leitura de:

o Denúncia e aditamento;

o Exame de corpo de delito e conclusões de perícias;

o Interrogatório do acusado;

o Outras peças, se requeridas e deferidas.

2. Debates e Sustentação Oral

2.1. Sustentação Oral (Art. 433):

• Ordem das falas:

1. Procurador;

2. Assistente ou procurador;

3. Defensor ou defensores, pela ordem de representação dos acusados.

• Prazos:

o 3 horas para acusação e defesa (§1º).

o 1 hora para réplica e tréplica (§2º).

o Assistente (§3º): Metade do prazo concedido ao procurador.

o Advogado com vários acusados (§4º):

 Se fizer defesa conjunta, terá 1 hora adicional.


 Se defesa individual, terá 1 hora por acusado, limitado a 6 horas totais (§5º).

• Outras Regras:

o Discursos são feitos na tribuna (§6º).

o Apartes podem ser permitidos, desde que não tumultuem a sessão (§8º).

3. Deliberação e Sentença

3.1. Deliberação e Votação (Art. 434 e 435):

• Após os debates, o Conselho delibera em sessão secreta.

• O auditor pode esclarecer questões de direito.

• Ordem de votação:

1. Auditor;

2. Juízes militares (ordem inversa de hierarquia);


MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR

3. Presidente do Conselho.

• Diversidade de Votos (§ único do Art. 435): Se não houver maioria para a pena, considera-se que quem votou
por pena maior ou mais grave, votou pela imediatamente menor ou menos grave.

3.2. Permanência da Sessão (Art. 436):

• A sessão é permanente, mas pode ser interrompida na fase pública por descanso ou alimentação.

• Na fase secreta, só será interrompida por doença de algum juiz.

3.3. Decisões do Conselho (Art. 437):

• O Conselho pode:

a) Dar definição jurídica diversa da denúncia, aplicando pena mais grave desde que o MP tenha formulado tal
definição nas alegações.

b) Condenar mesmo que o MP tenha opinado pela absolvição.

c) Reconhecer agravantes, mesmo que não arguidas.

4. Conteúdo e Tipos de Sentença

4.1. Requisitos da Sentença (Art. 438):

a) Nome do acusado e sua condição (militar ou civil);

b) Exposição da acusação e defesa;

c) Motivos de fato e de direito;

d) Indicação dos artigos de lei aplicáveis;

e) Data e assinaturas dos juízes, começando pelo presidente.

4.2. Sentença Absolutória (Art. 439):

• O Conselho absolverá o acusado se:

a) O fato não existir ou não houver prova de sua existência;

b) O fato não constituir infração penal;

c) Não houver prova de que o acusado tenha concorrido para o crime;

d) Existir causa de exclusão da ilicitude, culpabilidade ou imputabilidade;

e) Não houver prova suficiente para condenação;

f) Estiver extinta a punibilidade.


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• Providências (§2º): Libertação do acusado, cessação de penas acessórias e aplicação de medidas de


segurança, se cabíveis.

4.3. Sentença Condenatória (Art. 440):

• Deve mencionar:

o Circunstâncias apuradas;

o Circunstâncias agravantes ou atenuantes;

o Fixação da pena principal e acessórias;

o Aplicação de medidas de segurança.

4.4. Proclamação do Resultado (Art. 441):

• O presidente proclama o resultado em sessão pública.

o Condenação: Mandado de prisão ou voz de prisão imediata.

o Absolvição: Alvará de soltura.

5. Disposições Finais

5.1. Intimação da Sentença (Arts. 443 a 447):

• A sentença será lida em audiência pública e as partes serão intimadas.

• Réu solto ou revel será intimado após a prisão.

• O escrivão lavrará certidões de intimação e ata da sessão.

5.2. Efeitos da Sentença Condenatória (Art. 449):

• Réu será preso ou mantido preso.

• Nome será inscrito no rol dos culpados.

QUADRO-RESUMO

Artigo Tema Resumo

Reunião do Conselho, abertura pelo presidente e apresentação do


431 Abertura da Sessão
acusado.

432 Peças Lidas na Sessão Denúncia, perícias, interrogatório e outras peças requeridas.

433 Debates e Sustentação Oral Ordem: procurador, assistente e defensor; prazo de 3h para cada.
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Artigo Tema Resumo

435 Votação Ordem: auditor, juízes militares (inversa de hierarquia) e presidente.

Absolvição por falta de prova, inexistência do fato, extinção da


439 Sentença Absolutória
punibilidade, etc.

Fixação de pena principal e acessórias, com menção às circunstâncias


440 Sentença Condenatória
do caso.

441 Proclamação do Resultado Condenação resulta em prisão; absolvição, em soltura.

Efeitos da Sentença
449 Réu preso e nome inscrito no rol dos culpados.
Condenatória

JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES

1. Definição Jurídica Diversa (Art. 437): STM - HC nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "O Conselho de Justiça pode
alterar a definição jurídica do fato, desde que o acusado tenha oportunidade de defesa sobre a nova
imputação."

2. Absolvição por Falta de Prova (Art. 439): STM - Apelação nº 003-21.2023.7.00.0000 "A insuficiência de
provas para a condenação impõe a absolvição do acusado, conforme os requisitos do art. 439."

3. Proclamação do Resultado (Art. 441): STM - HC nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "A prisão imediata do réu
condenado em julgamento é medida legalmente prevista, salvo nos casos de pena não privativa de liberdade."

DICAS DE MEMORIZAÇÃO

1. Abertura da Sessão (Art. 431): "Reunião, abertura, acusado apresentado": O presidente declara a sessão
aberta com o Conselho reunido.

2. Sustentação Oral (Art. 433): "Procurador, assistente, defensor": Ordem das falas na sustentação oral.

3. Sentença Absolutória (Art. 439): "Fato, prova, punibilidade": Ausência de fato, prova ou extinção da
punibilidade resulta em absolvição.

4. Sentença Condenatória (Art. 440): "Pena principal e acessória": A sentença condenatória fixa ambas.

5. Efeitos da Condenação (Art. 449): "Prisão e rol dos culpados": São os efeitos imediatos da sentença
condenatória.
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TÍTULO II - DOS PROCESSOS ESPECIAIS

CAPÍTULO I - DA DESERÇÃO EM GERAL

1. Procedimentos na Deserção

1.1. Lavratura do Termo de Deserção (Art. 451):

• Responsável: Comandante da unidade, autoridade correspondente ou superior.

• Formalidades:

o Deve ser lavrado imediatamente e assinado pelo responsável, por duas testemunhas idôneas e pelo militar
que lavrar o termo.

o Pode ser impresso ou datilografado.

a) Contagem de ausência (§1º): Inicia-se à zero hora do dia seguinte à falta injustificada.

b) Deserção especial (§2º): Lavratura imediata no caso do art. 190 do Código Penal Militar (CPM).

1.2. Efeitos do Termo de Deserção (Art. 452): O termo tem caráter de instrução provisória e fornece elementos
para a ação penal, sujeitando o desertor à prisão.

1.3. Prazo para Julgamento (Art. 453): Deve ser julgado em até 60 dias. O desertor deve ser julgado dentro deste
prazo, contado da apresentação voluntária ou captura, salvo se der causa ao retardamento do processo. Não
sendo julgado no prazo, será posto em liberdade.

CAPÍTULO II - DO PROCESSO DE DESERÇÃO DE OFICIAL

2. Procedimentos Específicos

2.1. Lavratura e Publicação do Termo de Deserção (Art. 454):

• Responsável: Comandante da unidade ou autoridade equivalente.

• Formalidades:

o Deve ser lavrado o termo com qualificação do desertor, assinado por duas testemunhas idôneas.

o Publicado em boletim ou documento equivalente.

o Feitos os assentamentos nos livros respectivos.


MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR

Remessa à Auditoria (§§1º e 2º):

• O termo será enviado à Auditoria competente, junto com:

o Parte de ausência;

o Cópia do boletim ou documento equivalente;

o Assentamentos do desertor.

Autuação (§3º):

• O juiz-auditor autua o termo e dá vista ao Ministério Público por 5 dias, que pode:

o Requerer diligências;

o Oferecer denúncia;

o Pedir arquivamento.

Aguardando o desertor (§4º):

• Após a denúncia, o processo aguardará a captura ou apresentação voluntária do desertor.

2.2. Comunicação à Auditoria e Sorteio do Conselho (Art. 455):

• Quando o desertor se apresentar ou for capturado, a autoridade militar comunica ao juiz-auditor a data, local
e circunstâncias.

• O juiz-auditor procede ao sorteio e convocação do Conselho Especial de Justiça.

• O mandado de citação inclui a denúncia.

3. Rito Processual

3.1. Início do Processo (§1º do Art. 455):

• O Conselho Especial de Justiça reúne-se com o procurador, defensor e acusado presentes.

• Procedimentos:

o Leitura da denúncia;

o Interrogatório do acusado;

o Oitiva das testemunhas do Ministério Público;

o Defesa pode apresentar documentos e requerer até 3 testemunhas, que devem ser arroladas em 3 dias e
ouvidas em até 5 dias, prorrogáveis para até 10 dias.

3.2. Julgamento (§2º do Art. 455):

• Após o interrogatório e a realização de diligências, o presidente do Conselho concede a palavra às partes para
sustentação oral:
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR

o 30 minutos para cada parte.

o Réplica e tréplica: 15 minutos para cada lado.

• O Conselho delibera e julga, seguindo o rito do Código de Processo Penal Militar (CPPM).

QUADRO-RESUMO

Artigo Tema Resumo

Lavrado pela autoridade competente, com contagem da ausência


451 Termo de Deserção
iniciada no dia seguinte.

452 Efeitos do Termo Serve como instrução provisória e permite a prisão do desertor.

453 Prazo para Julgamento Desertor deve ser julgado em 60 dias, salvo se der causa ao atraso.

Termo deve ser lavrado, publicado e enviado à Auditoria com os


454 Processo de Oficial Desertor
documentos exigidos.

Apresentação ou Captura do Autoridade comunica ao juiz-auditor, que sorteia e convoca o


455
Desertor Conselho para julgamento.

Jurisprudências Importantes

1. Prazo de 60 dias para julgamento (Art. 453): STM - HC nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "A manutenção da
prisão do desertor além do prazo de 60 dias, sem justificativa válida, configura constrangimento ilegal."

2. Remessa de documentos à Auditoria (Art. 454): STM - Apelação nº 003-21.2023.7.00.0000 "A ausência de
peças essenciais, como o boletim ou a parte de ausência, pode gerar nulidade processual."

3. Rito do Conselho Especial de Justiça (Art. 455): STM - HC nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "O rito simplificado
do Conselho Especial de Justiça para deserção respeita o contraditório e a ampla defesa."

Dicas de Memorização

1. Termo de Deserção (Art. 451): "Imediato, assinado, testemunhas": Deve ser lavrado imediatamente,
assinado pela autoridade, duas testemunhas e o responsável pela lavratura.

2. Prazo para Julgamento (Art. 453): 60 dias ou liberdade": Desertor deve ser julgado em 60 dias, sob pena de
ser solto. Documentos Enviados à Auditoria (Art. 454): "Termo, boletim, assentamentos": O termo de
deserção deve ser acompanhado desses documentos.

3. Rito do Conselho Especial (Art. 455): "Denúncia, interrogatório, testemunhas, julgamento": São as etapas
principais do rito.
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CAPÍTULO III - DO PROCESSO DE DESERÇÃO DE PRAÇA COM OU SEM GRADUAÇÃO E DE PRAÇA ESPECIAL

1. Procedimentos Iniciais para Verificação da Deserção

1.1. Comunicação da Ausência e Inventário (Art. 456):

• 24 horas após a ausência:

o O comandante da subunidade ou autoridade correspondente apresenta parte circunstanciada ao


comandante ou chefe da organização.

o O comandante determina o inventário dos bens deixados ou extraviados pelo ausente, com a presença de
duas testemunhas idôneas, sendo uma, obrigatoriamente, oficial.

• Subunidades isoladas (§1º): O comandante, oficial ou não, providencia o inventário e assina com duas
testemunhas.

1.2. Diligências para Localização (§2º):

• Antes da consumação da deserção, o comandante da subunidade adota diligências para localizar e fazer o
ausente retornar à unidade, mesmo sob prisão, se necessário.

1.3. Decorrido o Prazo Legal para Deserção (§3º e §4º):

• Parte de deserção: Após o prazo legal, o comandante da subunidade envia ao comandante ou chefe
competente uma parte acompanhada do inventário.

• Lavratura do termo de deserção:

o O comandante ou autoridade correspondente lavra o termo de deserção, mencionando todas as


circunstâncias do fato.

o O termo é assinado pelo comandante e por duas testemunhas idôneas, de preferência oficiais.

1.4. Exclusão do Serviço Ativo (§5º):

• Praça sem estabilidade ou praça especial: Excluída imediatamente do serviço ativo.

• Praça estável: É agregada.

Em ambos os casos, o termo de deserção é publicado em boletim ou documento equivalente, e os autos são
remetidos à Auditoria competente.

2. Arquivamento e Inspeção de Saúde do Inapto (apenas para militar sem estabilidade)

2.1. Arquivamento do Termo de Deserção (Art. 457):

• O comandante ou autoridade competente arquiva o termo de deserção com:


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o Cópia do boletim;

o Extrato dos assentamentos do desertor, contendo informações relevantes (ex.: data de nascimento, praça,
engajamento, promoções).

2.2. Inspeção de Saúde (§§1º e 2º):

• O desertor que se apresentar ou for capturado é submetido à inspeção de saúde:

o Sem estabilidade:

a) Se considerado apto, será reincluído;

b) Se considerado incapaz, fica isento do processo e da reinclusão.

A ata de inspeção de saúde é enviada à Auditoria, que arquivará o processo em caso de incapacidade definitiva.

3. Reinclusão (§3º):

• Praça reincluída ou revertida:

o O comandante da unidade envia à Auditoria o ato de reinclusão ou reversão.

o O juiz-auditor dá vista ao Ministério Público por 5 dias, que pode:

a) Requerer arquivamento;

b) Oferecer denúncia;

c) Solicitar diligências.

4. Procedimento no Conselho de Justiça

4.1. Impedimentos e Substituições (§4º):

• Oficiais que assinaram a parte acusatória, o termo de deserção ou o inventário estão impedidos de atuar
como juízes no processo e devem ser substituídos.

4.2. Interrogatório e Defesa (§§5º a 7º):

• Nomeação de curador (menores de 21 anos - §5º): Um oficial da mesma unidade é nomeado como curador,
que assume a defesa do acusado.

• Advogado (§6º): Se o acusado for maior de 21 anos e não tiver advogado, o presidente do Conselho nomeará
um oficial para defendê-lo, desde que não seja parte no processo.

• Testemunhas de defesa (§7º):

o O presidente designa dia para ouvir as testemunhas de defesa.


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o Caso não compareçam por justa causa, o Conselho pode marcar nova sessão ou prosseguir com o
julgamento.

4.3. Sustentação Oral e Julgamento (§§8º a 12º):

• Defesa oral (§11º):

o Após o interrogatório, o advogado ou curador tem 30 minutos para apresentar a defesa oral.

o Réplica e tréplica: 15 minutos para cada parte.

• Comunicação da sentença (§12º):

o Condenação: Comunicação imediata à autoridade competente.

o Absolvição ou cumprimento da pena: Expedição de alvará de soltura, se não houver outro motivo para
prisão.

5. Encerramento e Recursos

5.1. Remessa à Auditoria (Art. 458): Após a sentença, os autos são enviados à Auditoria.

5.2. Recurso (Art. 459): O recurso dá vista, sucessivamente, por 5 dias às partes para alegações.

QUADRO-RESUMO

Artigo Tema Resumo

Parte é apresentada após 24 horas; diligências são realizadas antes da


456 Ausência da Praça
consumação da deserção.

Arquivamento e Termo de deserção é arquivado; desertores são submetidos à inspeção de


457
Saúde saúde.

§3º Reinclusão A reinclusão ou reversão de praças deve ser comunicada à Auditoria.

Oficiais que atuaram na acusação ou assinaram documentos do caso são


§4º Substituição de Juiz
impedidos como juízes.

§11º Defesa Oral Defesa oral tem prazo de 30 minutos, com réplica e tréplica de 15 minutos.

Absolvição ou cumprimento da pena resulta em alvará de soltura; condenação


§12º Comunicações
é comunicada.

JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES
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1. Diligências para Retorno do Ausente (Art. 456, §2º): STM - HC nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "A ausência
de diligências para localização do militar antes da consumação da deserção pode configurar nulidade
processual."

2. Reinclusão e Inspeção de Saúde (Art. 457, §§1º e 3º): STM - Apelação nº 003-21.2023.7.00.0000 "A
reinclusão de praça desertora deve ser precedida de inspeção de saúde e formalizada com urgência, sob pena
de responsabilidade."

3. Substituição de Oficial Impedido (Art. 457, §4º): STM - HC nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "A atuação de
oficial impedido como juiz no Conselho de Justiça invalida o julgamento."

Dicas de Memorização

1. Inventário e Parte (Art. 456): "24 horas, parte, inventário": Após 24 horas da ausência, deve-se realizar
inventário e apresentar a parte.

2. Inspeção de Saúde (Art. 457, §§1º e 2º): "Apto: reinclui; incapaz: arquiva": A inspeção determina reinclusão
ou arquivamento.

3. Defesa Oral (Art. 456, §11º): "30 minutos, réplica 15": Tempo para defesa oral e réplicas no julgamento.

4. Exclusão ou Agregação (§4º): "Sem estabilidade: exclui; estável: agrega": A depender da estabilidade, ocorre
exclusão ou agregação.

CAPÍTULO V - DO PROCESSO DE CRIME DE INSUBMISSÃO

1. Procedimentos Iniciais

1.1. Lavratura do Termo de Insubmissão (Art. 463):

• Responsável: Comandante ou autoridade correspondente da unidade para a qual o insubmisso foi designado.

• Formalidades:

o Termo lavrado circunstanciadamente, com:

a) Nome, filiação, naturalidade e classe do insubmisso.

b) Data em que deveria ter se apresentado.

o Assinado pelo comandante e por duas testemunhas idôneas.

o Pode ser impresso ou datilografado.

• Efeito:

o O termo equivale à instrução criminal e autoriza a captura do insubmisso para fins de incorporação.
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1.2. Arquivamento e Remessa do Termo (§§1º e 2º):

• Arquivamento (§1º):

o O termo, acompanhado dos documentos relativos à insubmissão, tem caráter de instrução provisória e é o
instrumento que autoriza a captura.

• Remessa à Auditoria (§2º):

o O termo é enviado à Auditoria, junto com:

a) Cópia do documento que comprove o conhecimento do insubmisso sobre a data e local de apresentação.

b) Outros documentos pertinentes.

1.3. Procedimento na Auditoria (§3º):

• O juiz-auditor:

o Autua os documentos.

o Dá vista ao Ministério Público por 5 dias, que pode:

a) Requerer diligências

b) Oferecer denúncia

c) Pedir arquivamento

o O processo aguarda captura ou apresentação voluntária do insubmisso.

2. Inspeção de Saúde e Liberdade

2.1. Inspeção de Saúde (Art. 464, §1º):

• O insubmisso que se apresentar ou for capturado:

o Direito ao quartel por menagem: Pode permanecer no quartel enquanto aguarda julgamento.

o Submissão à inspeção de saúde: Se considerado incapaz para o serviço militar, ficará isento do processo e
da inclusão.

ATENÇÃO! A ata da inspeção é enviada à Auditoria para decisão sobre arquivamento, após manifestação do
Ministério Público.

2.2. Liberdade e Prazo para Julgamento (§§2º e 3º):

• 60 Dias (§3º): O insubmisso deve ser julgado em até 60 dias após apresentação ou captura. Caso contrário,
será posto em liberdade, salvo se tiver dado causa ao atraso.

• Após a inclusão, o ato será comunicado à Auditoria, que dará vista ao Ministério Público.
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3. Equiparação ao Processo de Deserção

3.1. Aplicação do Rito de Deserção (Art. 465):

• O processo de insubmissão seguirá, na instrução e julgamento, as regras previstas para o crime de deserção.

• Na Marinha e Aeronáutica:

o O processo será enviado à Auditoria competente.

o O Conselho de Justiça pode julgar mais de um processo na mesma sessão.

QUADRO-RESUMO

Artigo Tema Resumo

Lavrado pelo comandante, com os dados do insubmisso e assinado por


463 Termo de Insubmissão
duas testemunhas.

O termo tem caráter de instrução provisória e autoriza a captura do


§1º Arquivamento
insubmisso.

§2º Remessa à Auditoria Termo e documentos são enviados à Auditoria para autuação.

Insubmisso capturado ou apresentado deve ser submetido à inspeção


464 Inspeção de Saúde
de saúde; incapazes são isentos.

§3º Prazo de 60 Dias Insubmisso deve ser julgado em 60 dias, salvo se der causa ao atraso.

Equiparação ao Processo de Aplica-se ao processo de insubmissão as regras do processo de


465
Deserção deserção.

JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES

1. Lavratura do Termo de Insubmissão (Art. 463): STM - Apelação nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "O termo de
insubmissão equivale à instrução criminal e é condição essencial para autorizar a captura do insubmisso."

2. Inspeção de Saúde (Art. 464): STM - HC nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "A incapacidade definitiva


constatada na inspeção de saúde isenta o insubmisso da inclusão e do processo, arquivando-se os autos."

3. Prazo de 60 Dias para Julgamento (Art. 464, §3º): STM - HC nº 7000124-74.2023.7.00.0000 "A prisão do
insubmisso além do prazo de 60 dias, sem justificativa válida, configura constrangimento ilegal."

Dicas de Memorização

1. Termo de Insubmissão (Art. 463): "Nome, data, assinatura": O termo deve conter os dados do insubmisso e
ser assinado por duas testemunhas.
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2. Inspeção de Saúde (Art. 464): "Apto: incluído; incapaz: arquiva": A inspeção de saúde determina a
continuidade ou arquivamento do processo.

3. Prazo de 60 Dias (Art. 464, §3º):"60 dias e liberado": Julgamento deve ocorrer nesse prazo, salvo atraso
causado pelo insubmisso.

4. Equiparação ao Processo de Deserção (Art. 465): "Segue regras de deserção": O rito é o mesmo, adaptado
ao crime de insubmissão.

CAPÍTULO VI - DO "HABEAS CORPUS"

1. Disposições Gerais

1.1. Cabimento do Habeas Corpus (Art. 466):

• Será concedido sempre que alguém:

o Sofrer ou estiver ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção;

o Por ilegalidade ou abuso de poder.

Exceções (Parágrafo Único):

• Não cabe habeas corpus quando a ameaça ou coação resultar de:

a) Punições aplicadas conforme os Regulamentos Disciplinares das Forças Armadas;

b) Punições de policiais e bombeiros militares conforme seus regulamentos;

c) Prisão administrativa de funcionário civil responsável perante a Fazenda Nacional;

d) Medidas autorizadas pela Constituição durante o estado de sítio;

e) Casos especiais previstos em normas constitucionais.

1.2. Casos de Ilegalidade ou Abuso de Poder (Art. 467):

• Há ilegalidade ou abuso de poder quando:

a) A prisão for ordenada por autoridade incompetente;

b) A prisão não observar as formalidades legais;

c) Não houver justa causa para a coação;

d) A liberdade for cerceada fora dos casos previstos em lei;

e) O motivo da prisão tiver cessado;

f) A prisão exceder o tempo determinado pela lei;

g) A pessoa estiver sendo processada por fato que não constitui crime;
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h) Estiver extinta a punibilidade;

i) O processo for manifestamente nulo.

1.3. Concessão após Sentença Condenatória (Art. 468):

• O habeas corpus pode ser concedido mesmo após condenação, quando:

a) O fato narrado na denúncia não constituir infração penal;

b) Houver prescrição da ação ou da pena;

c) O processo for manifestamente nulo;

d) O juiz da condenação for incompetente.

2. Procedimento do Habeas Corpus

2.1. Competência (Art. 469): Compete ao Superior Tribunal Militar (STM) julgar pedidos de habeas corpus.

2.2. Impetração e Concessão de Ofício (Art. 470):

• O habeas corpus pode ser impetrado:

o Por qualquer pessoa, em favor próprio ou de outrem;

o Pelo Ministério Público.

• O STM pode conceder habeas corpus de ofício, se identificar ilegalidade ou abuso de poder.

2.3. Petição e Requisitos (Art. 471):

• A petição deve conter:

o Nome do paciente (quem sofre ou está ameaçado);

o Nome de quem exerce a violência, coação ou ameaça;

o Declaração do constrangimento ou razão do temor;

o Assinatura do impetrante (ou de terceiro, se ele não puder assinar).

Forma alternativa: O pedido pode ser feito por telegrama, com os mesmos requisitos e firma reconhecida.

2.4. Pedido de Informações (Art. 472):

• Requisitos:
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o O relator requisita informações à autoridade detentora do paciente, que deve respondê-las em 5 dias.

o Se a autoridade não for mais responsável pelo paciente, deve informar:

a) Data e hora da soltura ou remoção;

b) Local da nova prisão.

2.5. Julgamento e Diligências (Arts. 473-474):

• Após as informações, o relator:

o Dá vista ao procurador-geral por 48 horas;

o Submete o caso ao julgamento, conforme o Regimento Interno do STM.

• O relator ou o Tribunal pode:

o Determinar diligências;

o Requisitar o processo;

o Solicitar a apresentação do paciente.

2.6. Apresentação Obrigatória do Preso (Art. 475):

• O preso deve ser apresentado, salvo:

o Motivo de enfermidade que impeça sua locomoção;

o Se não estiver sob a guarda da autoridade requisitada.

Diligência no local (Parágrafo Único):

• O relator pode:

o Ir ao local onde o paciente está;

o Designar auditor ou secretário do Tribunal para verificar a situação.

3. Efeitos do Habeas Corpus

3.1. Prosseguimento do Processo (Art. 476): A concessão do habeas corpus não impede o prosseguimento do
processo, exceto se os fundamentos do habeas corpus forem incompatíveis com a continuidade.

3.2. Nulidade do Processo (Art. 477): Se o habeas corpus for concedido por nulidade do processo, este será
renovado, salvo se ficar evidente a inexistência de crime.
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3.3. Decisão e Cumprimento (Art. 478):

• As decisões do STM são registradas em forma de sentença.

• O cumprimento da ordem é expedido pelo secretário do Tribunal.

3.4. Salvo-Conduto (Art. 479): Quando o habeas corpus é concedido para evitar ameaça de coação, o paciente
recebe um salvo-conduto, assinado pelo presidente do Tribunal.

3.5. Crime de Desobediência (Art. 480):

• Quem descumprir ordem de habeas corpus ou salvo-conduto estará sujeito a processo por crime de
desobediência.

• O presidente do STM oficiará ao procurador-geral para promover a ação penal.

QUADRO-RESUMO

Artigo Tema Resumo

Habeas corpus protege contra coação ou ameaça ilegal à liberdade de


466 Cabimento
locomoção.

Ilegalidade ou Abuso de Exemplos de ilegalidade: prisão por autoridade incompetente, sem justa
467
Poder causa ou punibilidade extinta.

Concessão Pós- Cabe habeas corpus após sentença por nulidade, incompetência do juiz ou
468
Condenação prescrição.

Pode ser feito por qualquer pessoa ou pelo MP; STM pode concedê-lo de
470 Impetração
ofício.

Deve conter nome do paciente, motivo da coação e assinatura do


471 Petição
impetrante.

Preso deve ser apresentado, salvo em casos de enfermidade ou ausência


475 Apresentação do Preso
de detenção.

479 Salvo-Conduto Concedido para evitar ameaça ou coação ilegal.

480 Crime de Desobediência Descumprir ordem de habeas corpus ou salvo-conduto é crime.

JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES

1. Exceções ao Habeas Corpus (Art. 466, Parágrafo Único): STM - HC nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "Não cabe
habeas corpus para questionar punições disciplinares aplicadas conforme regulamentos das Forças
Armadas."
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2. Ilegalidade por Competência (Art. 467, a): STM - HC nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "A prisão ordenada por
autoridade incompetente configura abuso de poder, cabendo a concessão do habeas corpus."

3. Prazo de Resposta (Art. 472): STM - HC nº 7000124-74.2023.7.00.0000 "O descumprimento do prazo de 5


dias para prestar informações pode ensejar sanções à autoridade responsável."

DICAS DE MEMORIZAÇÃO

1. Cabimento (Art. 466):"Coação ou ameaça ilegal": Sempre que a liberdade for violada por abuso de poder ou
ilegalidade.

2. Ilegalidade (Art. 467): "9 hipóteses": Excesso de prazo, incompetência, falta de justa causa, entre outros.

3. Salvo-Conduto (Art. 479): "Proteção contra a ameaça": Evita que o paciente sofra coação futura.

4. Crime de Desobediência (Art. 480): "Descumpriu, puniu": Quem desobedecer a ordem será processado por
desobediência.
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LIVRO III - DAS NULIDADES E RECURSOS EM GERAL


TÍTULO I - DAS NULIDADES

1. Princípios Gerais sobre Nulidades

1.1. Regra do Prejuízo (Art. 499): Nenhum ato judicial será declarado nulo se a nulidade não causar prejuízo para
a acusação ou para a defesa.

1.2. Casos de Nulidade (Art. 500):

A nulidade ocorre nos seguintes casos:

I - Por vícios relacionados ao juiz:

o Incompetência;

o Impedimento;

o Suspeição;

o Suborno.

II - Por ilegitimidade de parte.

III - Por preterição de fórmulas ou termos essenciais:

a) Denúncia;

b) Exame de corpo de delito nos crimes com vestígios (exceto na hipótese do art. 328);

c) Citação do acusado e seu interrogatório (quando presente);

d) Prazos concedidos à acusação e à defesa;

e) Intervenção do Ministério Público em todos os termos da ação penal;

f) Nomeação de defensor ao réu presente sem advogado, ou de curador ao ausente ou menor de 18 anos;

g) Intimação das testemunhas arroladas na denúncia;

h) Sorteio e compromisso dos juízes militares;

i) Acusação e defesa feitas conforme o Código de Processo Penal Militar;

j) Notificação do réu ou defensor para a sessão de julgamento;

j) Intimação das partes para ciência da sentença ou decisão que caiba recurso.

IV - Por omissão de formalidade essencial ao processo.


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1.3. Limitação da Arguição de Nulidade (Art. 501):

• Nenhuma parte poderá arguir nulidade:

o Que tenha causado ou para que tenha concorrido;

o Ou referente a formalidade cujo interesse seja exclusivo da parte contrária.

1.4. Nulidade Não Declarada (Art. 502):

• Não será declarada a nulidade de ato processual que:

o Não influir na apuração da verdade substancial;

o Não influir na decisão da causa.

2. Regras Específicas sobre Nulidade

2.1. Falta ou Nulidade da Citação, Intimação ou Notificação (Art. 503):

• Sanada pelo comparecimento: O comparecimento do interessado antes da consumação do ato sana a falta
ou nulidade, ainda que declare que comparece apenas para argui-la.

• Suspensão ou adiamento: O juiz pode suspender ou adiantar o ato, se reconhecer que a irregularidade pode
prejudicar o direito da parte.

2.2. Oportunidade para Arguição (Art. 504):

• As nulidades devem ser arguidas:

a) Na instrução do processo: No prazo para apresentação das alegações escritas;

b) Após as alegações escritas: Na fase de julgamento ou em razões de recurso.

Parágrafo único: A nulidade por incompetência do juízo pode ser declarada a requerimento da parte ou de ofício,
em qualquer fase do processo.

2.3. Silêncio das Partes (Art. 505): O silêncio das partes sana atos nulos quando se tratar de formalidade de
interesse exclusivo da parte.

2.4. Renovação ou Retificação de Atos (Art. 506):

• Atos cuja nulidade não foi sanada devem ser:

o Renovados;

o Ou retificados.
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3. Nulidade de Atos e Suas Consequências

3.1. Nulidade de Um Ato e Seus Efeitos (Art. 506, §§1º e 2º):

• Efeitos subsequentes: A nulidade de um ato envolve os atos subsequentes dele dependentes.

• Especificação (§2º): A decisão que declara a nulidade deve indicar quais atos são afetados.

3.2. Revalidação de Atos (Art. 507): Atos da instrução criminal realizados perante juízo incompetente podem ser
revalidados, por termo, no juízo competente.

3.3. Anulação de Atos Decisórios (Art. 508):

• A incompetência do juízo anula apenas os atos decisórios.

• O processo é remetido ao juízo competente para continuidade.

3.4. Juiz Impedido, Suspeito ou Subornado (Art. 509): A sentença proferida pelo Conselho de Justiça com juiz
impedido, suspeito ou irregularmente investido não anula o processo, salvo se a maioria do Conselho for
formada com o voto do juiz impedido.

QUADRO-RESUMO

Artigo Tema Resumo

Sem Prejuízo, Sem


499 Não há nulidade sem prejuízo para a acusação ou defesa.
Nulidade

Listagem de hipóteses de nulidade, como incompetência, ilegitimidade


500 Casos de Nulidade
ou preterição de formalidades essenciais.

Impedimento para
501 Quem deu causa à nulidade ou concorreu para ela não pode alegá-la.
Arguição

Não será declarada se o ato não influir na verdade ou na decisão do


502 Nulidade Não Declarada
processo.

Citação, Intimação e
503 Comparecimento antes do ato sana a nulidade, salvo prejuízo.
Notificação

504 Prazo para Arguição Deve ser feita nas alegações escritas ou razões de recurso.

506 Renovação e Retificação Atos nulos não sanados serão renovados ou corrigidos.
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Artigo Tema Resumo

Atos realizados em juízo incompetente podem ser revalidados no juízo


507 Revalidação de Atos
correto.

Anulação de Atos
508 Incompetência do juízo anula apenas atos decisórios.
Decisórios

Juiz Impedido, Suspeito ou Processo só será anulado se a maioria do Conselho depender do voto do
509
Subornado juiz irregular.

JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES

1. Princípio do Prejuízo (Art. 499): STM - Apelação nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "A nulidade processual só
será reconhecida se demonstrado prejuízo à parte interessada."

2. Incompetência do Juízo (Art. 508): STM - HC nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "A incompetência anula apenas
os atos decisórios, preservando os demais atos processuais."

3. Juiz Impedido (Art. 509): STM - HC nº 7000124-74.2023.7.00.0000 "A sentença proferida com juiz impedido
não anula o processo, salvo se sua participação for decisiva para a maioria."

DICAS DE MEMORIZAÇÃO

1. Princípio do Prejuízo (Art. 499): "Sem prejuízo, sem nulidade": Não há nulidade sem dano comprovado.

2. Casos de Nulidade Essencial (Art. 500): "Juiz, partes, formalidades": Nulidade ocorre por vício do juiz,
ilegitimidade de parte ou preterição de termos essenciais.

3. Renovação e Retificação (Art. 506): "Conserta ou refaz": Atos nulos devem ser corrigidos ou refeitos.

4. Juiz Suspeito (Art. 509): "Voto irregular, processo normal": Só anula se o voto do juiz impedido for decisivo
para a maioria.
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TÍTULO II - DOS RECURSOS

CAPÍTULO I - REGRAS GERAIS

1. Disposições Gerais sobre Recursos

1.1. Cabimento (Art. 510): Das decisões do Conselho de Justiça ou do auditor, podem ser interpostos:

a) Recurso em sentido estrito;

b) Apelação.

1.2. Quem Pode Recorrer (Art. 511):

• Partes legitimadas:

o Ministério Público (MP);

o Réu;

o Procurador ou defensor do réu.

• Parágrafo único: Não se admitirá recurso da parte que não tiver interesse na reforma ou modificação da
decisão.

1.3. Proibição de Desistência pelo MP (Art. 512): O Ministério Público não pode desistir do recurso que interpôs.

1.4. Forma de Interposição e Prazos (Art. 513):

• Forma: O recurso é interposto por petição, que será entregue ao escrivão até o dia seguinte ao último do
prazo.

• Certificação e sanção: O escrivão certificará a data da entrega e fará os autos conclusos ao auditor no mesmo
dia, sob pena de sanção disciplinar.

1.5. Erro na Interposição (Art. 514):

• Regra geral: Salvo má-fé, o erro na interposição de um recurso por outro não prejudica a parte.

• Parágrafo único: O auditor ou Tribunal, ao reconhecer a impropriedade do recurso, mandará processá-lo


conforme o rito do recurso cabível.

1.6. Efeito Extensivo (Art. 515):

• Concurso de agentes: A decisão do recurso interposto por um réu, se fundada em motivos não exclusivos,
aproveita aos outros.
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CAPÍTULO II - DOS RECURSOS EM SENTIDO ESTRITO

2. Regras Específicas sobre Recursos em Sentido Estrito

2.1. Cabimento (Art. 516):

O recurso em sentido estrito é cabível contra decisões ou sentenças que:

a) Reconheçam a inexistência de crime militar;

b) Indeferirem pedido de arquivamento ou devolução de inquérito à autoridade administrativa;

c) Absolvam o réu nos casos do art. 48 do Código Penal Militar (incapacidade mental sem medida de segurança);

d) Não recebam a denúncia ou seu aditamento;

e) Concluam pela incompetência da Justiça Militar, do auditor ou do Conselho de Justiça;

f) Julguem procedente uma exceção (exceto suspeição);

g) Julguem improcedente o exame de corpo de delito ou outros exames periciais;

h) Decretem ou não a prisão preventiva, ou a revoguem;

i) Concedam ou neguem a menagem;

j) Decretem a prescrição ou julguem extinta a punibilidade;

l) Indeferirem pedido de reconhecimento de prescrição ou outra causa extintiva da punibilidade;

m) Concedam, neguem ou revoguem o livramento condicional ou suspensão condicional da pena;

n) Anulem, total ou parcialmente, o processo da instrução criminal;

o) Decidam sobre unificação de penas;

p) Decretem ou não medida de segurança;

q) Não recebam apelação ou outro recurso.

Parágrafo único:

• Regra geral: Recursos em sentido estrito não têm efeito suspensivo.

• Exceções:

o Decisões sobre competência;

o Extinção da ação penal;

o Concessão do livramento condicional.


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2.2. Tramitação e Prazos

• Tramitação do recurso nos próprios autos (Art. 517): Sempre nos próprios autos para os casos das letras a,
b, d, e, i, j, m, n, p do art. 516.

• Prazo de interposição (Art. 518):

o 3 dias: Contados da intimação, publicação ou leitura em audiência pública.

ATENÇÃO! O requerimento deve especificar as peças dos autos para traslado, se necessário.

• Prazo para traslado (Parágrafo único do Art. 518):

o 10 dias: O traslado será extraído, conferido e concertado, contendo:

▪ Decisão recorrida;

▪ Certidão de intimação.

• Prazo para razões (Art. 519): 5 dias a contar da vista dos autos ou do traslado.

ATENÇÃO! A vista ao recorrido será após as razões, o recorrido terá igual prazo para responder.

• Prazo para sustentação (Art. 522): O recurso será remetido ao Tribunal dentro de 5 dias, contados da
sustentação da decisão.

2.3. Julgamento e Decisão

• Prorrogação de prazo (Art. 521): O auditor pode prorrogar até o dobro o prazo para extração do traslado, se
necessário.

• Distribuição e julgamento (Art. 523):

o O recurso é distribuído e vai ao procurador-geral pelo prazo de 8 dias.

o Conclusos ao relator, que coloca em pauta no intervalo de duas sessões.

• Decisão final (Art. 524):

o Relatório e discussão: Após o anúncio do julgamento, as partes têm 10 minutos para sustentação oral.

o Decisão: Tribunal profere a decisão final.

• Cumprimento do acórdão (Art. 525): Após a publicação da decisão, os autos retornam à instância inferior
para cumprimento do acórdão.
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QUADRO-RESUMO

Artigo Tema Resumo

510 Recursos Cabíveis Recurso em sentido estrito e apelação.

511 Quem Pode Recorrer Ministério Público, réu, seu procurador ou defensor.

512 Proibição de Desistência do MP O Ministério Público não pode desistir do recurso interposto.

514 Erro na Interposição Erro no recurso não prejudica a parte, salvo má-fé.

Decisão de recurso de um réu pode beneficiar os outros, se os


515 Efeito Extensivo
motivos forem comuns.

Cabimento do Recurso em
516 Listagem de situações nas quais cabe o recurso.
Sentido Estrito

518 Prazo para Interposição 3 dias, contados da intimação, publicação ou leitura da decisão.

519 Prazo para Razões 5 dias para o recorrente e o recorrido.

524 Decisão Final Após sustentação oral de 10 minutos, Tribunal profere a decisão.

525 Cumprimento do Acórdão Autos retornam à instância inferior para cumprimento.

JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES

1. Cabimento do Recurso em Sentido Estrito (Art. 516): STM - Apelação nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "É
cabível o recurso em sentido estrito para decisões de extinção da punibilidade ou que indeferem o pedido de
arquivamento do inquérito."

2. Erro na Interposição (Art. 514): STM - HC nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "A troca de recurso por outro não
prejudica a parte, desde que não haja má-fé."

3. Prazo para Interposição (Art. 518): STM - HC nº 7000124-74.2023.7.00.0000 "O prazo de 3 dias para
interposição do recurso deve ser rigorosamente observado."

DICAS DE MEMORIZAÇÃO

1. Cabimento do Recurso (Art. 510): "Dois recursos principais": Recurso em sentido estrito e apelação.

2. Prazo para Interposição (Art. 518): "3-5-5":

a) 3 dias para interpor o recurso;

b) 5 dias para razões do recorrente;

c) 5 dias para resposta do recorrido.


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3. Proibição de Desistência pelo MP (Art. 512): "MP não desiste": O Ministério Público não pode desistir do
recurso.

4. Efeito Extensivo (Art. 515): "Decisão coletiva": O recurso de um réu pode beneficiar os demais.
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TÍTULO II – DOS INCIDENTES DA EXECUÇÃO

CAPÍTULO I - DA SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA

1. Regras Gerais sobre a Suspensão Condicional da Pena

1.1. Competência e Condições (Art. 606):

• Competência: Conselho de Justiça, auditor ou Tribunal.

• Pena: Pena privativa de liberdade de até 2 anos.

• Prazo da suspensão: Mínimo de 2 anos e máximo de 6 anos.

• Requisitos:

a) Réu sem condenação anterior a pena privativa de liberdade (salvo exceção do art. 71, CPM);

b) Antecedentes, personalidade e conduta indicarem que não voltará a delinquir.

Parágrafo único: A suspensão não se aplica a penas acessórias (ex.: reforma, suspensão do posto) nem exclui
medidas de segurança não detentivas.

1.2. Pronunciamento Obrigatório (Art. 607): Na sentença condenatória, o Conselho de Justiça, auditor ou
Tribunal deve se manifestar expressamente sobre a suspensão condicional, concedendo-a ou negando-a, com
justificativa.

2. Regras e Condições da Suspensão

2.1. Condições e Normas de Conduta (Art. 608):

• A decisão que concede o benefício deve fixar as condições a serem cumpridas durante o prazo da suspensão.

• Possíveis condições adicionais (§2º):

o Frequentar cursos de habilitação profissional;

o Prestar serviços à comunidade;

o Atender encargos familiares;

o Submeter-se a tratamento médico.

• Prazo: Começa a contar da audiência em que o réu toma ciência da sentença.

Fiscalização (§§5º e 6º): Entidades assistenciais penais fiscalizam o cumprimento das condições e comunicam
irregularidades ao auditor ou ao Ministério Público.
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2.2. Outras Regras (Arts. 609-613):

• Coautoria (Art. 609): A suspensão pode ser concedida a alguns réus e negada a outros.

• Leitura da sentença (Art. 610): O auditor deve ler a sentença ao réu, explicando as consequências de
descumprimento.

• Suspensão sem efeito (Art. 612): Se o réu não comparecer à audiência após intimação, a suspensão será
revogada e a pena executada.

3. Revogação e Extinção

3.1. Revogação da Suspensão (Art. 614):

• Obrigatória:

o Se o beneficiário:

▪ For condenado por crime a pena privativa de liberdade;

▪ Não reparar o dano sem justificativa;

▪ For militar e punido por crime próprio ou transgressão disciplinar grave.

• Facultativa:

o Se:

▪ Descumprir obrigações da sentença;

▪ Descumprir obrigações da pena acessória;

▪ For condenado por contravenção penal.

• Alternativas à revogação (§2º):

a) Advertência;

b) Exacerbação das condições;

c) Prorrogação do período de suspensão.

3.2. Extinção da Pena (Art. 615): A pena será declarada extinta se o prazo da suspensão ou prorrogação expirar
sem motivo de revogação.

3.3. Registro (Art. 616):

• Condenação será inscrita com nota de suspensão em registro especial, que será secreto, salvo para efeito
judicial.

• Em caso de revogação, a inscrição será definitiva.


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3.4. Crimes que Impedem a Suspensão (Art. 617):

• Em tempo de guerra: Não se aplica.

• Em tempo de paz: Crimes contra a segurança nacional, insubordinação, insubmissão, deserção, entre outros
crimes previstos no CPM.

CAPÍTULO II - DO LIVRAMENTO CONDICIONAL

4. Condições para o Livramento Condicional

4.1. Requisitos (Art. 618):

• Condenação: Pena de reclusão ou detenção de 2 anos ou mais.

• Cumprimento mínimo:

o Metade da pena: Se primário.

o Dois terços: Se reincidente.

• Outros requisitos:

o Reparação do dano (salvo impossibilidade);

o Boa conduta e adaptação ao trabalho na prisão;

o Indícios de que não voltará a delinquir.

§2º: Para condenados primários menores de 21 anos ou maiores de 70, o tempo de cumprimento pode ser
reduzido para um terço.

4.2. Procedimento (Arts. 619-625):

• Quem pode requerer (Art. 619): Sentenciado, cônjuge, parente em linha reta, diretor do presídio ou Conselho
Penitenciário.

• Relatório do diretor do presídio (Art. 621): Inclui informações sobre caráter, conduta, trabalho, situação
financeira e perspectivas do condenado.

• Decisão (Art. 625): A decisão que concede o livramento especificará as condições a serem cumpridas.
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5. Normas e Revogação

5.1. Normas Obrigatórias (Art. 626):

• Tomar ocupação em prazo razoável;

• Não mudar de residência sem prévia autorização;

• Não portar armas ou frequentar locais inapropriados;

• Não sair da jurisdição sem autorização.

5.2. Revogação (Arts. 631-633):

• Revogação obrigatória (Art. 631): Condenação a pena privativa de liberdade durante o livramento.

• Revogação facultativa (Art. 632): Descumprimento de condições da sentença ou condenação por


contravenção.

• Tempo de liberdade: Não computado na pena se a revogação ocorrer por descumprimento.

6. Extinção da Pena (Art. 638): O juiz declara extinta a pena se o prazo do livramento expirar sem revogação.

QUADRO-RESUMO

Artigo Tema Resumo

Suspensão Condicional da
606 Aplicável a penas de até 2 anos, por período de 2 a 6 anos.
Pena

608 Condições do Benefício Condições adequadas ao crime, meio social e personalidade do réu.

Obrigatória por condenação ou descumprimento grave; facultativa em


614 Revogação
outros casos.

Suspensão não se aplica em crimes graves, como insubmissão ou


617 Crimes Impeditivos
deserção.

618 Livramento Condicional Aplicável a penas acima de 2 anos, com tempo mínimo de cumprimento.

626 Normas Obrigatórias Ex.: Não portar armas, não mudar de residência sem autorização.

631 Revogação do Livramento Obrigatória por condenação a pena privativa de liberdade.

JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES

1. Requisitos para Livramento Condicional (Art. 618): STM - Apelação nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "O
livramento condicional exige o cumprimento mínimo da pena e avaliação criteriosa quanto ao
comportamento do condenado."
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2. Revogação da Suspensão (Art. 614): STM - HC nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "Descumprimento das


condições impostas pode levar à revogação, mas a decisão deve ser devidamente fundamentada."

3. Extinção da Pena (Art. 638): STM - HC nº 7000124-74.2023.7.00.0000 "Expirado o prazo do livramento


condicional sem revogação, a pena deve ser declarada extinta."

DICAS DE MEMORIZAÇÃO

1. Suspensão Condicional (Art. 606): "2 anos, 2 a 6 anos": Pena de até 2 anos com suspensão de 2 a 6 anos.

2. Crimes Impeditivos (Art. 617): "Guerra e crimes graves": Suspensão não se aplica em guerra ou crimes graves
como deserção.

3. Revogação do Livramento (Art. 631): "Nova pena, revoga": Condenação durante o livramento revoga o
benefício.
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TÍTULO III - DO INDULTO, DA COMUTAÇÃO DA PENA, DA ANISTIA E DA REABILITAÇÃO

CAPÍTULO I - DO INDULTO, DA COMUTAÇÃO DA PENA E DA ANISTIA

1. Indulto e Comutação da Pena

1.1. Requerimento (Art. 643):

• Indulto e comutação da pena:

o Concedidos pelo Presidente da República.

o Podem ser requeridos pelo condenado, por procurador ou por pessoa a seu pedido (se ele não souber
escrever).

1.2. Procedimento (Arts. 644-647):

• Condenados em penitenciária civil (Art. 644): A petição é enviada ao Ministro da Justiça pelo Conselho
Penitenciário.

• Conselho Penitenciário (Art. 645): Analisa o caso e elabora relatório, incluindo:

a) Narração do fato criminoso;

b) Procedimento do condenado durante a prisão;

c) Opinião sobre o mérito do pedido.

• Condenados militares (Art. 646):

o A petição é encaminhada ao Ministério ao qual o réu pertence, por meio do comandante ou autoridade
equivalente.

o A autoridade militar elabora relatório semelhante ao do Conselho Penitenciário.

• Concessão espontânea pelo Presidente (Art. 647):

o O Presidente da República pode conceder indulto ou comutação de ofício, após ouvir o Conselho
Penitenciário ou a autoridade militar.

1.3. Modificação da Pena ou Extinção da Punibilidade (Art. 648):

• Após concessão do indulto ou comutação:

o O juiz ajusta a execução da pena ou declara extinta a punibilidade.

o A cópia do decreto é juntada aos autos.

1.4. Recusa pelo Condenado (Art. 649): O condenado pode recusar o indulto ou a comutação.
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2. Anistia

2.1. Extinção da Punibilidade (Art. 650):

• Concedida a anistia, após trânsito em julgado da sentença condenatória: O auditor declara extinta a
punibilidade, de ofício, ou a pedido do interessado ou do Ministério Público.

CAPÍTULO II - DA REABILITAÇÃO

3. Reabilitação

3.1. Requerimento e Prazos (Art. 651): Pode ser requerida ao auditor da auditoria onde tramitou o processo,
após 5 anos da extinção da pena principal ou de sua execução ou do término do prazo de suspensão condicional
ou livramento condicional.

o Condição: O condenado deve ter tido, no período, domicílio no Brasil.

Parágrafo único: Prazo em dobro para criminosos habituais ou por tendência.

3.2. Documentos Necessários (Art. 652):

• Certidões de que o requerente não responde a processo;

• Atestados de residência e bom comportamento;

• Prova de ressarcimento do dano ou justificativa da impossibilidade de fazê-lo, ou renúncia/novação da vítima.

3.3. Procedimento (Arts. 653-658):

• Diligências (Art. 653): O auditor pode determinar diligências e ouvir o Ministério Público antes de decidir.

• Recurso de ofício (Art. 654): A decisão que concede a reabilitação é submetida a recurso de ofício.

• Comunicação (Art. 655): A reabilitação é comunicada ao Instituto de Identificação e Estatística.

• Menção proibida (Art. 656): Após a reabilitação, as condenações anteriores não constarão da folha de
antecedentes, salvo para autoridades judiciais criminais.

• Renovação do pedido (Art. 657): Pedido negado só pode ser renovado após 2 anos, salvo falta de
documentos.

• Revogação (Art. 658): A reabilitação é revogada se o reabilitado for condenado a pena privativa de liberdade
por sentença definitiva.
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TÍTULO IV - DA EXECUÇÃO DAS MEDIDAS DE SEGURANÇA

CAPÍTULO ÚNICO

4. Aplicação das Medidas de Segurança

4.1. Durante a Execução da Pena (Art. 659): Medida de segurança pode ser aplicada durante a execução da pena
ou se o condenado se furtar à sua execução, com base em:

a) Fatos anteriores não apreciados no julgamento;

b) Fatos posteriores que demonstrem periculosidade.

4.2. Agente Isento de Pena ou Perigoso (Art. 660): A medida pode ser imposta mesmo após absolvição (ex.: art.
48 do Código Penal Militar), enquanto não transcorrer o tempo mínimo de sua duração.

4.3. Procedimento (Arts. 661-663):

• Aplicação (Art. 661): Incumbe ao juiz da execução, de ofício ou a pedido do Ministério Público.

• Diligências (Art. 662): O juiz pode determinar diligências, ouvir o Ministério Público e o condenado,
concedendo 3 dias para alegações.

• Internação (Art. 663): Internação é por tempo indeterminado, enquanto não for comprovada a cessação da
periculosidade por perícia médica.

5. Outras Medidas de Segurança

5.1. Exílio Local (Art. 667): Proibição de residir no local onde o crime foi praticado, por no mínimo 1 ano.

5.2. Transgressão das Medidas (Art. 670): Quem descumpre medidas de segurança responde por crime de
desobediência.

QUADRO-RESUMO

Artigo Tema Resumo

Concedidos pelo Presidente da República; podem ser requeridos pelo


643 Indulto e Comutação
condenado.

645 Conselho Penitenciário Elabora relatório sobre o mérito do pedido.

649 Recusa do Indulto O condenado pode recusá-lo.

650 Anistia Auditor declara extinta a punibilidade após concessão.


MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR

Artigo Tema Resumo

Pode ser requerida após 5 anos da extinção da pena, desde que o


651 Reabilitação
condenado tenha bom comportamento.

656 Menção Proibida Reabilitação impede que constem antecedentes em certidões públicas.

Medida de Segurança
659 Pode ser aplicada se houver fatos que demonstrem periculosidade.
durante a pena

É por tempo indeterminado, enquanto não for comprovada a cessação


663 Internação
da periculosidade.

667 Exílio Local Proibição de residir no local do crime por pelo menos 1 ano.

JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES

1. Concessão de Indulto (Art. 643): STM - HC nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "O indulto é ato discricionário do
Presidente da República, regulado por decreto específico."

2. Reabilitação e Menção Proibida (Art. 656): STM - Apelação nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "Após a


reabilitação, é vedada a menção de condenações anteriores, salvo para fins judiciais."

3. Medidas de Segurança e Periculosidade (Art. 663): STM - HC nº 7000124-74.2023.7.00.0000 "A internação


por medida de segurança depende de perícia médica que ateste a periculosidade."

DICAS DE MEMORIZAÇÃO

1. Indulto e Comutação (Art. 643): "Presidente decide, Conselho relata": Presidente concede, mas há relatório
prévio (civil ou militar).

2. Reabilitação (Art. 651): "5 anos de bom comportamento": Prazo mínimo para requerer reabilitação.

3. Exílio Local (Art. 667): "1 ano fora do local do crime": Medida de segurança mínima.
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QUESTÕES INÉDITAS (FUNPASSA) – MODELO CEBRASPE

1. O Código de Processo Penal Militar (CPPM) rege o processo penal militar tanto em tempo de paz
quanto em tempo de guerra, salvo legislação especial.
2.A interpretação extensiva ou restritiva no CPPM é permitida somente quando a interpretação literal
for mais estrita ou mais ampla do que a intenção da norma.

3.A omissão legislativa no CPPM será suprida exclusivamente pela legislação penal comum,
descartando o uso de jurisprudência, usos e costumes militares, e analogia.
4.O CPPM aplica-se extraterritorialmente em tempos de paz nos crimes cometidos em embarcações e
aeronaves estrangeiras, independentemente de sua relação com a segurança nacional ou instituições
militares brasileiras.
[Link] atos realizados sob a vigência da legislação anterior ao CPPM permanecem válidos, mesmo que
sejam incompatíveis com as disposições do novo Código.
6.A Polícia Judiciária Militar (PJM) pode ser exercida por comandantes de forças, unidades ou navios,
dentro de suas respectivas áreas de comando.

7.A designação de um oficial da reserva para instaurar um Inquérito Policial Militar (IPM) só é permitida
caso não exista um oficial da ativa disponível que atenda às condições legais.
8.A PJM tem como atribuições principais a apuração de crimes militares, o apoio à Justiça Militar e a
execução de mandados de prisão expedidos por esta.

9.O Inquérito Policial Militar (IPM) é uma apuração sumária que tem como finalidade única a aplicação
de sanções administrativas.
10.O IPM pode ser iniciado por portaria da autoridade militar competente ou por determinação de
autoridade superior, mas não por requisição do Ministério Público.

[Link] crimes permanentes, como o de deserção, o flagrante persiste enquanto durar a permanência
do crime.
12.A prisão preventiva no CPPM é cabível em casos de garantia da ordem pública, conveniência da
instrução criminal ou proteção da hierarquia e disciplina militares.
13.A menagem é o benefício concedido ao acusado, permitindo-lhe permanecer em um local
designado, e é aplicável a todos os crimes previstos no Código Penal Militar.
14.A prisão especial é um direito exclusivo de oficiais superiores das Forças Armadas e não se aplica a
outros militares ou civis.
15.A citação inicial no CPPM é sempre pessoal, mas nas demais etapas do processo, basta a intimação
ou notificação do defensor, salvo se o acusado estiver preso.
[Link] CPPM, as provas que atentem contra a hierarquia e disciplina militares são admitidas desde que
sejam relevantes ao esclarecimento da verdade.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR

17.O exame de corpo de delito é indispensável em crimes que deixam vestígios, sendo possível suprir
sua ausência por meio de confissão do acusado.
18.A acareação pode ocorrer entre acusados, testemunhas ou entre acusados e testemunhas, quando
houver divergências sobre fatos ou circunstâncias relevantes.
19.O reconhecimento de pessoa deve ser realizado com a colocação do suspeito ao lado de outras
pessoas semelhantes, salvo em casos de intimidação, em que é permitido que a pessoa a ser
reconhecida não seja vista por quem fará o reconhecimento.
20.A correspondência obtida por meios criminosos é admissível como prova, desde que contribua para
o esclarecimento do fato.
21.O termo de deserção deve ser lavrado imediatamente pela autoridade competente e assinado por
duas testemunhas idôneas.
22.A pena de deserção deve ser julgada em até 60 dias após a apresentação voluntária ou captura do
desertor, salvo se este der causa ao atraso no processo.
[Link] processo de deserção, oficiais que assinaram a parte acusatória ou o termo de deserção estão
impedidos de atuar como juízes no Conselho de Justiça.
24.O prazo para julgamento de insubmissos capturados ou apresentados é de 60 dias; caso contrário,
o insubmisso deve ser colocado em liberdade, salvo se tiver dado causa ao atraso.
25.O habeas corpus pode ser concedido em situações de coação à liberdade de locomoção, mesmo
que decorram de punições disciplinares aplicadas conforme os regulamentos das Forças Armadas.
26.O CPPM admite que a nulidade de um ato processual seja declarada apenas quando houver prejuízo
para a acusação ou defesa.
27.A nulidade de um processo pode ser declarada a qualquer momento, mesmo que a parte
interessada tenha dado causa ou contribuído para o vício.
[Link] nulidades no CPPM devem ser arguidas na fase de alegações escritas ou, posteriormente, na fase
de julgamento ou em razões de recurso.
[Link] atos processuais realizados por juízo incompetente podem ser revalidados no juízo competente,
salvo os atos decisórios.
30.O Ministério Público pode desistir de um recurso interposto, desde que a parte contrária concorde
expressamente com a desistência.
31.O recurso em sentido estrito no CPPM não possui efeito suspensivo, salvo em decisões sobre
competência, extinção da ação penal ou concessão de livramento condicional.

32.A suspensão condicional da pena é aplicável a penas privativas de liberdade de até 3 anos, e o prazo
de suspensão varia entre 2 e 6 anos.
33.A suspensão condicional da pena pode ser revogada obrigatoriamente se o beneficiário for
condenado por crime a pena privativa de liberdade.
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34.O livramento condicional é aplicável a condenados a penas privativas de liberdade de 2 anos ou


mais, desde que preenchidos os requisitos legais.
[Link] o livramento condicional, o condenado pode mudar de residência ou sair da jurisdição sem
autorização judicial, desde que comunique posteriormente.
36.O indulto e a comutação de pena são concedidos exclusivamente pelo Presidente da República,
podendo ser recusados pelo condenado.
37.A reabilitação pode ser requerida após 5 anos da extinção da pena principal, desde que o condenado
tenha tido bom comportamento e ressarcido o dano causado, salvo impossibilidade justificada.
38.A medida de segurança de internação tem prazo indeterminado e só pode ser cessada mediante
comprovação de ausência de periculosidade por perícia médica.
[Link] CPPM, a aplicação da medida de segurança não depende da comprovação de periculosidade do
agente.
40.O CPPM estabelece que as decisões sobre concessão de indulto ou comutação da pena devem ser
submetidas a recurso de ofício.

41.O CPPM admite a proibição de residir no local onde o crime foi praticado como medida de segurança,
com prazo mínimo de um ano.
42.O desertor está sujeito à exclusão do serviço ativo imediatamente após a lavratura do termo de
deserção, independentemente de sua estabilidade.

43.A citação por edital no CPPM é válida para acusados em lugar incerto e não sabido, com prazo de
comparecimento que varia de 20 a 90 dias.
44.A revelia do acusado impede que o processo continue até que ele seja localizado e interrogado.
[Link] atos processuais devem ser realizados em português, e documentos em língua estrangeira só
podem ser utilizados se traduzidos por tradutor público ou nomeado pelo juiz.
46.A prisão preventiva pode ser decretada durante o inquérito policial militar por determinação da
autoridade policial militar, sem necessidade de manifestação do Ministério Público.
47.A acareação entre testemunhas só pode ocorrer durante a fase de instrução criminal, sendo vedada
sua realização no inquérito.

48.A confissão no CPPM é divisível e pode ser retratada, ficando sujeita à análise do juiz em confronto
com as demais provas do processo.
49.O exame de corpo de delito pode ser suprido por laudo indireto quando os vestígios do crime
tiverem desaparecido.

50.A sentença condenatória no CPPM deve mencionar as circunstâncias agravantes ou atenuantes e


determinar a pena principal e as penas acessórias aplicáveis.
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Gabarito

1. C
2. C
3. E
4. E

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MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR

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