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1.1. Fontes do Direito Judiciário Militar (Art. 1º): O processo penal militar é regido pelas normas deste Código,
tanto em tempo de paz quanto em tempo de guerra, salvo legislação especial.
• Prevalência de tratados (§1º): Em caso de conflito entre este Código e convenções ou tratados internacionais,
prevalecerão os últimos.
• Aplicação subsidiária (§2º): Normas deste Código podem ser aplicadas subsidiariamente em processos
regulados por leis especiais.
• Regra geral: Deve-se interpretar a lei de forma literal e os termos técnicos em sua acepção jurídica.
o Permitida quando: A interpretação literal for mais estrita ou mais ampla do que a intenção da norma,
respectivamente.
• Proibição de interpretação não literal (§2º): Não é admitida interpretação extensiva ou restritiva quando:
a) Legislação de processo penal comum, desde que compatível com o processo penal militar;
b) Jurisprudência;
e) Analogia.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
• Este Código aplica-se a partir de sua vigência, inclusive a processos pendentes, salvo:
• As normas deste Código aplicam-se, no que couber, à Justiça Militar Estadual, exceto no que se refere:
o À organização da Justiça;
o Aos recursos;
o À execução de sentença.
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QUADRO-RESUMO
Fontes do Direito Judiciário O Código rege o processo penal militar em tempos de paz e guerra,
1º
Militar salvo legislação especial.
Aplicação Territorial e Regras específicas para aplicação em tempo de paz e guerra, dentro e
4º
Extraterritorial fora do território nacional.
JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES
2. Suprimento de Lacunas (Art. 3º): STM - Apelação nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "Casos omissos no CPPM
podem ser supridos por normas do processo penal comum, desde que compatíveis com a índole militar."
DICAS de Memorização
o "Código rege, tratado prevalece": O CPPM rege o processo penal militar, mas tratados internacionais têm
prevalência.
o "Literal, mas com exceções": A interpretação é literal, salvo quando manifestamente restritiva ou ampla.
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o "5 fontes": Lacunas são supridas por legislação comum, jurisprudência, usos militares, princípios e analogia.
o "Forte dentro e fora (LA ELE!)": O CPPM aplica-se em território nacional, zonas sob administração militar e
operações de guerra.
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• A Polícia Judiciária Militar (PJM) é exercida pelas seguintes autoridades, conforme as respectivas jurisdições:
• Ministros das Forças Armadas (alínea a): Marinha, Exército e Aeronáutica, em todo o território nacional e
no exterior, em relação:
• Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas (alínea b): Em relação às entidades sob sua jurisdição por
disposição legal.
• Chefes de Estado-Maior e secretário-geral da Marinha (alínea c): Nos órgãos, forças e unidades
subordinadas.
• Comandantes (alíneas d, e, f): De Exército, Esquadra, Região Militar, Distrito Naval ou Zona Aérea, conforme
suas áreas de comando.
• Diretores de órgãos e serviços militares (alínea g): Previstos nas leis de organização básica das Forças
Armadas.
• Comandantes de forças, unidades ou navios (alínea h): Exercem a autoridade diretamente sobre suas
respectivas áreas de comando.
o §2º: Para instauração de inquérito policial militar (IPM): Deve ser designado oficial de posto superior ao do
indiciado (ativa, reserva ou reformado);
o §3º: Se não houver oficial superior, pode ser designado oficial do mesmo posto, desde que seja mais antigo.
EXCEÇÕES (§4º): Para oficiais da reserva ou reformados, a antiguidade de posto não prevalece.
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• Caso não exista oficial da ativa para atender às condições do §3º, cabe ao ministro competente:
a) Apuração de Crimes Militares (alínea a): Identificar infrações militares e respectivos autores.
b) Apoio à Justiça Militar (alínea b): Fornecer informações e realizar diligências requisitadas por juízes,
órgãos da Justiça Militar e Ministério Público Militar (MPM).
c) Cumprimento de Mandados (alínea c): Executar mandados de prisão expedidos pela Justiça Militar.
d) Representação sobre Prisão Preventiva e Insanidade (alínea d): Representar à Justiça Militar sobre:
Necessidade de prisão preventiva;
Insanidade mental do indiciado.
e) Gestão de Presos (alínea e): Cumprir determinações relativas a presos sob sua guarda e responsabilidade.
f) Solicitação de Informações (alínea f): Pedir às autoridades civis informações úteis para elucidar infrações
penais.
g) Requisição de Pesquisas e Exames (alínea g): Requisitar à polícia civil ou órgãos técnicos civis exames e
pesquisas necessários para complementar IPM.
h) Apresentação de Militares (alínea h): Atender, dentro dos regulamentos militares, a pedidos de apresentação
de militares ou funcionários militares à autoridade civil competente.
QUADRO-RESUMO
§1º a Delegação de Atribuições podem ser delegadas a oficiais da ativa, respeitando hierarquia
4º Competência e antiguidade.
Ministro designa oficial da reserva para instaurar IPM, se não houver oficial
§5º Designação Especial
da ativa disponível.
JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES
1. Delegação de Competência (Art. 7º, §2º): STM - HC nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "A delegação para
instauração de inquérito policial militar deve observar estritamente a hierarquia e a antiguidade do oficial em
relação ao indiciado."
2. Representação de Prisão Preventiva (Art. 8º, alínea d): STM - Apelação nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "A
PJM pode, de forma fundamentada, representar pela prisão preventiva do indiciado, respeitando os requisitos
do CPPM."
3. Cumprimento de Mandados (Art. 8º, alínea c): STM - HC nº 7000124-74.2023.7.00.0000 "A PJM é
responsável pela execução de mandados de prisão expedidos pela Justiça Militar, cabendo-lhe garantir o
cumprimento integral."
DICAS DE MEMORIZAÇÃO
o "Ministros, chefes e comandantes": A PJM é exercida por essas autoridades, conforme a jurisdição.
o "Hierarquia e antiguidade": Delegação deve respeitar a hierarquia; se não for possível, o ministro designa
oficial da reserva.
o "PJM pede ajuda": PJM pode requisitar informações às autoridades civis para elucidar crimes.
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• O Inquérito Policial Militar (IPM) é uma apuração sumária de fato que configure crime militar e sua autoria.
• Tem caráter de instrução provisória, com a finalidade de fornecer elementos para a propositura da ação
penal.
• Exames e perícias: São efetivamente instrutórios da ação penal, desde que realizados regularmente e com
formalidades previstas no Código.
2. Instauração do Inquérito
o Se o infrator tiver posto superior ou igual ao do comandante, a autoridade superior competente deve
delegar a instauração do IPM.
o A autoridade militar deve tomar medidas imediatas (art. 12), mesmo aguardando delegação.
o Se a infração não for militar, deve ser comunicada à autoridade policial comum.
o Caso o infrator seja oficial general, o fato será comunicado ao Ministro e ao Chefe de Estado-Maior
competentes.
o Se surgirem indícios contra oficial superior ou mais antigo, o encarregado deve pedir delegação a outro
oficial.
3. Procedimento do Inquérito
O encarregado deve:
• Fazer reconstituição dos fatos, se necessário (desde que não prejudique hierarquia, disciplina ou moralidade).
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• Servidores das Polícias Militares ou Bombeiros investigados pelo uso de força letal têm direito a constituir
defensor.
• Prorrogação:
o Até 20 dias, por autoridade militar superior, para diligências ou conclusão de exames.
o Excepcionalmente, nova prorrogação por decisão do Ministro de Estado (entende-se comando da força a
que se subordina).
o Diligências realizadas;
o Pessoas ouvidas;
o Resultados obtidos;
• Remessa (Art. 23): Os autos do IPM devem ser enviados ao auditor da Justiça Militar competente,
acompanhados de objetos e instrumentos do crime.
• Proibição de arquivamento (Art. 24): A autoridade militar não pode arquivar o IPM, mesmo que conclua pela
inexistência de crime.
• Novo inquérito (Art. 25): O arquivamento não impede instauração de novo inquérito, caso surjam novas
provas.
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5.1. Dispensa do IPM (Art. 28): O inquérito pode ser dispensado quando:
• Nos crimes contra a honra, quando o autor do escrito ou publicação estiver identificado;
• Nos crimes previstos nos arts. 341 e 349 do Código Penal Militar.
QUADRO-RESUMO
9º Finalidade do IPM Apuração sumária de crimes militares e elementos para ação penal.
10º Início do IPM Pode ser iniciado por ofício, requisição, sindicância ou decisão do STM.
20º Prazos do Inquérito 20 dias (preso) e 40 dias (solto), com prorrogações limitadas.
Proibição de
24º A autoridade militar não pode arquivar o IPM.
Arquivamento
JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES
1. Sigilo e Defesa no IPM (Art. 16): STM - HC nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "O sigilo do IPM não pode impedir
o advogado do indiciado de ter acesso às peças para exercer ampla defesa."
2. Prazos do IPM (Art. 20): STM - Apelação nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "Prorrogações de prazo do IPM
devem ser devidamente fundamentadas e limitadas às hipóteses legais."
3. Proibição de Arquivamento (Art. 24): STM - Apelação nº 7000124-74.2023.7.00.0000 "A autoridade militar
não tem competência para arquivar inquéritos, mesmo que conclua pela inexistência de crime."
DICAS DE MEMORIZAÇÃO
1. Finalidade do IPM (Art. 9º): "Apurar e instruir" – O IPM apura crimes e fornece elementos para a ação penal.
2. Prazos do IPM (Art. 20): "20 preso, 40 solto" – Prazos iniciais do IPM, com prorrogações limitadas.
3. Proibição de Arquivamento (Art. 24): "Militar não arquiva" – Apenas o Ministério Público pode requerer
arquivamento ao juiz.
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CAPÍTULO ÚNICO
1. Promoção da Ação Penal
1.1. Natureza e Promoção (Art. 29): A ação penal militar é pública e só pode ser promovida por meio de denúncia
apresentada pelo Ministério Público Militar (MPM). Em âmbito estadual, será pelo Ministério Público Estadual
(MPE), ou Distrital (MPDFT). Havendo inércia do MP, poderá ser oferecida ação penal privada subsidiária da
pública
1.2. Obrigatoriedade da Denúncia (Art. 30): A denúncia deve ser apresentada quando houver:
b) Indícios de autoria.
1.3. Crimes que Dependem de Requisição (Art. 31): Nos crimes previstos nos arts. 136 a 141 do Código Penal
Militar (CPM), a ação penal depende de requisição:
a) Agente militar ou assemelhado: Requisição feita ao procurador-geral da Justiça Militar pelo Ministério ao
qual o agente está subordinado.
b) Agente civil (art. 141, CPM): Requisição feita pelo Ministério da Justiça, se não houver coautoria com
militar
• O procurador-geral da Justiça Militar deve informar o procurador-geral da República sobre fatos relacionados
a esses crimes.
1.4. Irrevogabilidade da Denúncia (Art. 32): Após o oferecimento, o Ministério Público não pode desistir da ação
penal.
1.5. Direito de Representação (Art. 33): Qualquer pessoa pode provocar a atuação do Ministério Público,
fornecendo informações sobre fato que constitua crime militar e indicando elementos de convicção.
Formalidades:
a) §1º: Se as informações forem escritas, devem ser autenticadas; se verbais, serão tomadas por termo perante
o juiz, a pedido do Ministério Público.
b) §2º: Caso considere procedentes as informações, o Ministério Público requisitará diligências à autoridade
policial militar e, se houver motivo, a instauração do inquérito.
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QUADRO-RESUMO
Obrigatoriedade da Deve ser apresentada se houver prova de fato que constitua crime e
30
Denúncia indícios de autoria.
Crimes que Dependem de Ação penal em crimes específicos depende de requisição ao procurador-
31
Requisição geral da Justiça Militar ou Ministério da Justiça.
JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES
2. Irrevogabilidade da Ação Penal (Art. 32): STM - HC nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "O Ministério Público
Militar não pode desistir da ação penal após o oferecimento da denúncia, em respeito ao princípio da
obrigatoriedade."
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• Ação: Exercida pelo Ministério Público, como representante da lei e fiscal da sua execução.
o Extinção: Quando a sentença definitiva se torna irrecorrível, resolvendo ou não o mérito da causa.
• O processo pode ser suspenso ou extinto nos casos previstos no Código de Processo Penal Militar.
QUADRO-RESUMO
Relação Inicia-se com a denúncia, efetiva-se com a citação e se extingue com a sentença
35
Processual irrecorrível.
JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES
1. Relação Processual (Art. 35): STM - HC nº 7000124-74.2023.7.00.0000 "A relação processual penal militar se
estabelece com o recebimento da denúncia e a citação válida do acusado."
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• Manter a ordem nos atos processuais, podendo requisitar força militar, se necessário.
§1º: O termo "juiz" inclui todas as autoridades judiciárias, singulares ou colegiadas, no âmbito de suas
competências.
§2º: O juiz é independente em suas atribuições e só deve obediência à autoridade judiciária superior nos termos
legais.
a) Seu cônjuge ou parente até o terceiro grau tenha atuado como advogado, defensor, membro do Ministério
Público, autoridade policial, auxiliar de justiça ou perito;
c) Tenha atuado como juiz em outra instância, decidindo sobre o mesmo mérito;
d) Ele próprio, seu cônjuge ou parente até o terceiro grau seja parte ou diretamente interessado no processo.
O juiz deve se declarar suspeito ou pode ser recusado por qualquer das partes em situações como:
b) Ele, seu cônjuge ou parentes próximos responderem a processo por fato análogo, com controvérsia sobre o
caráter criminoso;
c) Ele, seu cônjuge ou parentes próximos sustentarem demanda a ser julgada por uma das partes;
d) Ele ou seus parentes terem procurado ou sustentado demanda contra qualquer das partes;
g) Ele ou seu cônjuge serem herdeiros, donatários ou empregadores de qualquer das partes;
• A suspeição ou impedimento por parentesco por afinidade cessa com a dissolução do casamento que a
originou, salvo se houver descendentes.
• Ainda que o casamento seja dissolvido, o parente em linha direta (ascendente ou descendente) ou em
segundo grau colateral não poderá atuar como juiz se uma das partes for seu parente.
1.4. Suspeição Provocada (Art. 41): A suspeição não será reconhecida se a parte injuriar o juiz ou
deliberadamente criar motivo para declará-la.
QUADRO-RESUMO
40 Suspeição por Afinidade Cessação com o fim do casamento, salvo se houver descendentes.
JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES
1. Independência do Juiz (Art. 36, §2º): STM - Apelação nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "O juiz militar, no
exercício de suas funções, deve manter independência, sujeitando-se apenas aos limites da lei e à autoridade
superior nos termos legais."
2. Impedimento por Parentesco (Art. 37): STM - HC nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "A atuação de parente
próximo como advogado de uma das partes torna o juiz impedido, com seus atos sendo considerados
inexistentes."
3. Suspeição por Amizade ou Inimizade (Art. 38): STM - HC nº 7000124-74.2023.7.00.0000 "A amizade íntima
ou inimizade manifesta entre o juiz e uma das partes configura motivo suficiente para suspeição."
DICAS DE MEMORIZAÇÃO
1.1. Função dos Auxiliares (Art. 42): Os funcionários e serventuários da Justiça Militar são auxiliares do juiz e
devem obedecer às suas determinações no âmbito dos processos em que atuam.
2. Escrivão
2.1. Funções do Escrivão (Art. 43): O escrivão é responsável por manter as peças e os termos dos processos em
ordem e atualizados.
3. Oficial de Justiça
• Realiza diligências previstas na lei de organização judiciária militar ou ordenadas pelo juiz.
• Deve certificar, no respectivo instrumento, o que ocorreu, indicando o lugar, dia e hora.
§1º: As diligências devem ser realizadas entre 6h e 18h, preferencialmente na presença de duas testemunhas.
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§2º: Os mandados cumpridos devem ser entregues em cartório imediatamente, salvo motivo de força maior.
4.1. Nomeação de Substituto ou Ad hoc (Art. 45): Em caso de impedimento do auxiliar da justiça, o juiz:
o Convocará um substituto;
o Na falta deste, nomeará um auxiliar ad hoc, que deverá prestar compromisso de cumprir a função com
atenção às ordens do juiz e às normas legais.
5. Impedimento e Suspeição
5.1. Regras de Impedimento e Suspeição (Art. 46): Funcionários e serventuários estão sujeitos às mesmas regras
de impedimento e suspeição aplicadas ao juiz, incluindo o disposto no art. 41 (suspeição provocada).
1. Nomeação e Funções
1.1. Nomeação pelo Juiz (Art. 47): Peritos e intérpretes são nomeados exclusivamente pelo juiz, sem intervenção
das partes.
2. Obrigatoriedade do Encargo
• Recusa: O encargo não pode ser recusado, salvo motivo relevante, que será avaliado pelo juiz.
• Penalidades:
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o Recusa injustificada pode levar à aplicação de multa: até 3 dias de vencimentos fixos (se o nomeado tiver
função remunerada); ou de 1/10 a 1/2 do maior salário-mínimo do país, se não houver vencimentos fixos.
Parágrafo único (Art. 50): A multa também se aplica ao perito ou intérprete que:
o Não apresentar o laudo ou concorrer para que a perícia não seja feita nos prazos estabelecidos.
3. Não Comparecimento
3.1. Determinação de Apresentação (Art. 51): O juiz pode determinar a apresentação do perito ausente sem
justificativa, oficiando à autoridade militar ou civil competente, caso o nomeado seja oficial ou funcionário
público.
4. Impedimentos e Suspeição
d) Menores de 21 anos.
4.2. Suspeição (Art. 53): Peritos e intérpretes estão sujeitos às mesmas regras de suspeição aplicáveis aos juízes.
QUADRO-RESUMO
Nomeação de Peritos e
47 Nomeados exclusivamente pelo juiz, sem interferência das partes.
Intérpretes
JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES
3. Suspeição de Peritos (Art. 53): STM - Apelação nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "A suspeição de peritos deve
ser declarada de ofício pelo juiz, quando configuradas as hipóteses previstas para os juízes."
DICAS DE MEMORIZAÇÃO
1. Auxiliares do Juiz (Arts. 42-46) – "Auxiliares obedecem ao juiz": Funcionários e serventuários da Justiça
Militar seguem ordens do juiz nos processos.
2. Peritos e Intérpretes (Arts. 47-53) – "Perícia obrigatória, sem recusa": Peritos e intérpretes são nomeados
pelo juiz e devem cumprir o encargo, salvo motivo relevante.
3. Suspeição e Impedimento (Arts. 46 e 53): "Regras de juízes aplicáveis": Auxiliares, peritos e intérpretes
seguem as mesmas regras de suspeição aplicáveis aos juízes.
4. Diligências (Art. 44): "Entre 6h e 18h com testemunhas": As diligências devem ser realizadas nesse horário,
na presença de testemunhas, sempre que possível.
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1. Ministério Público
1.1. Função do Ministério Público (Art. 54): O Ministério Público Militar (MPM) é o órgão de acusação no
processo penal militar.
• Competência:
o O procurador-geral atua nas ações de competência originária no Superior Tribunal Militar (STM).
Parágrafo único: O MPM pode opinar pela absolvição do acusado, caso existam fundadas razões de fato ou de
direito.
1.2. Funções Especiais (Art. 55): O Ministério Público fiscaliza o cumprimento da lei penal militar, com foco
especial na hierarquia e disciplina, bases das Forças Armadas.
• O MPM exerce suas funções de forma independente, sem subordinação a determinações que não sejam de
autoridade judiciária competente.
a) Seu cônjuge ou parente até o terceiro grau tiver atuado como juiz, defensor, autoridade policial ou auxiliar de
justiça;
c) Ele, seu cônjuge ou parente até o terceiro grau for parte ou diretamente interessado.
b) Ele, seu cônjuge ou parente próximo sustentar demanda ou responder a processo que tenha de ser julgado
pelo acusado ou pelo ofendido;
1.6. Aplicação Extensiva (Art. 59): Aplica-se aos membros do Ministério Público as disposições dos arts. 39
(suspeição entre adotante e adotado), 40 (suspeição por afinidade) e 41 (suspeição provocada).
SEÇÃO II - DO ASSISTENTE
2.1. Habilitação do Ofendido (Art. 60): O ofendido, seu representante legal ou sucessor, pode intervir no
processo como assistente do Ministério Público.
Parágrafo único:
• Representante legal: Ascendente, descendente, tutor ou curador do ofendido, se este for menor de 18 anos
ou incapaz.
• Art. 61: O juiz decide sobre a admissão do assistente, após ouvir o MPM.
• Art. 62: O assistente pode ser admitido em qualquer momento antes do trânsito em julgado da sentença,
recebendo a causa no estado em que estiver.
• Art. 63: O advogado da Justiça Militar pode atuar como assistente, desde que não exerça outra função no
processo.
• O assistente pode: Propor meios de prova, apresentar quesitos, juntar documentos, participar do debate
oral, entre outros.
• Limitações (§1º): Não poderá arrolar testemunhas, exceto requerer o depoimento das que forem referidas,
nem requerer a expedição de precatória ou rogatória, ou diligência que retarde o curso do processo, salvo, a
critério do juiz e com audiência do Ministério Público, em se tratando de apuração de fato do qual dependa
o esclarecimento do crime. Não poderá, igualmente, impetrar recursos, salvo de despacho que indeferir o
pedido de assistência.
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3. Direitos do Acusado
• A falta de identificação pelo nome verdadeiro não impede o andamento do processo, sendo possível corrigir
os autos a qualquer tempo.
• Defesa própria (§3º): O acusado pode se defender pessoalmente, desde que habilitado, sem prejuízo do
defensor nomeado.
• Oficiais ou graduados mantêm suas prerrogativas, sendo acompanhados em juízo por militar
hierarquicamente superior.
• Praças sem graduação são acompanhadas por graduado ou praça mais antiga.
• O defensor não pode abandonar o processo sem justo motivo, sob pena de sanções.
• Não pode atuar como defensor o cônjuge ou parente até o terceiro grau do juiz, membro do MPM ou escrivão.
QUADRO-RESUMO
Impedimentos e Suspeição
57-59 Regras que impedem ou tornam suspeito o membro do MPM.
do MPM
JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES
1. Independência do Ministério Público (Art. 56): STM - Apelação nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "O Ministério
Público Militar atua com independência funcional, sem subordinação hierárquica ao Poder Executivo."
2. Assistente no Processo Penal Militar (Art. 60): STM - HC nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "A intervenção do
assistente não pode atrasar o curso do processo ou prejudicar a disciplina judiciária."
3. Defesa do Acusado (Art. 71): STM - HC nº 7000124-74.2023.7.00.0000 "A ausência de defensor no processo
acarreta nulidade absoluta, garantindo-se ampla defesa ao acusado."
DICAS DE MEMORIZAÇÃO
1. Ministério Público (Arts. 54-56) – "Órgão de acusação independente": Atua como fiscal da lei e da hierarquia
militar.
2. Assistente (Arts. 60-68) – "Ofendido ajuda, mas não atrapalha": O assistente tem papel limitado para não
prejudicar o andamento do processo.
3. Acusado (Arts. 69-73) – "Defesa obrigatória": Nenhum acusado será processado sem defensor.
4. Defensor (Arts. 74-76) – "Nomeação obrigatória, abandono proibido": O defensor não pode abandonar o
processo sem justificativa.
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TÍTULO VII
g) Classificação do crime.
Parágrafo único: O rol de testemunhas pode ser dispensado caso o Ministério Público tenha provas documentais
suficientes.
• Observações Importantes:
✓ §1º: Se faltar algum requisito do art. 77, o juiz deve devolver a denúncia ao MP para correção em até 3 dias.
✓ §2º: Se o acusador for ilegítimo, outro acusador legítimo pode oferecer a denúncia.
✓ §3º: Caso o juiz seja incompetente, ele deverá encaminhar os autos ao juiz competente.
Prorrogação do Prazo:
• O juiz pode prorrogar o prazo para o dobro ou o triplo, em casos excepcionais, desde que o acusado não
esteja preso.
• Se o MP não oferecer a denúncia no prazo final, estará sujeito a sanção disciplinar e o juiz solicitará a
substituição do promotor junto ao procurador-geral.
• A extinção da punibilidade (por prescrição, anistia, entre outros) pode ser declarada a qualquer momento no
processo, de ofício ou a pedido das partes.
JURISPRUDÊNCIAS DO STM
1. Requisitos da Denúncia
Ementa: "A ausência de exposição clara e precisa do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias, pode levar
à rejeição da denúncia." (Apelação nº 7003/STM - Rel. Min. José Coêlho Ferreira, 2020)
2. Extinção da Punibilidade
Ementa: "O reconhecimento da extinção da punibilidade por prescrição deve ser declarado pelo juiz, ainda que
de ofício, nos termos do CPPM, art. 81." (Apelação nº 004-20.2021.7.00.0000/STM - Rel. Min. Maria Elizabeth,
2021)
Comentário: A prescrição é matéria de ordem pública e pode ser declarada a qualquer momento.
3. Rejeição da Denúncia
Ementa: "A ilegitimidade do acusador não impede o exercício da ação penal, desde que outro legítimo a promova
posteriormente."(HC nº 7000117-46.2020.7.00.0000/STM - Rel. Min. Carlos Vuyk, 2020)
Comentário: Mesmo que a denúncia seja rejeitada por ilegitimidade, o processo pode ser retomado por
acusador legítimo.
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DICAS DE MEMORIZAÇÃO
• Q: Qualificação do ofendido.
• R: Razões de convicção.
• C: Classificação do crime.
• Memorize: 5-15-DT
• R: Requisitos ausentes.
• P: Punibilidade extinta.
QUADRO RESUMO
Ocorre por falta de requisitos, fato não ser crime, extinção da punibilidade,
78 Rejeição da denúncia
incompetência ou ilegitimidade.
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Requisição de
80 MP pode requisitar documentos diretamente ou via juiz.
esclarecimentos
TÍTULO VIII
Conceito: O foro militar é especial e aplica-se aos crimes previstos em lei contra instituições militares ou a
segurança nacional.
I - Militares e assemelhados:
d) Oficiais e praças das polícias militares e corpos de bombeiros militares incorporados às Forças Armadas.
II - Crimes funcionais: Crimes contra a administração militar ou a Justiça Militar praticados por:
a) Auditores militares;
c) Advogados de ofício;
§ 1º - O foro militar abrange militares da reserva, reformados e civis, nos casos de crimes contra a segurança
nacional ou instituições militares definidos em lei.
§ 2º - Nos crimes dolosos contra a vida praticados contra civis, a Justiça Militar encaminha os autos à justiça
comum.
2. Foro Militar em Tempo de Guerra (Art. 83): Durante períodos de guerra, o foro militar poderá ser ampliado
por lei especial, abrangendo casos além dos previstos para o tempo de paz.
3. Conceito de "Assemelhado" (Art. 84): Considera-se "assemelhado" quem atua como funcionário (efetivo ou
não) dos Ministérios das Forças Armadas, submetido a preceito de disciplina militar por força de lei ou
regulamento.
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JURISPRUDÊNCIAS DO STM
Ementa: "A Justiça Militar é incompetente para julgar crimes dolosos contra a vida praticados contra civis,
devendo remeter os autos à justiça comum." (Apelação nº 003-21.2019.7.00.0000/STM)
Comentário: A aplicação do § 2º reforça a restrição da competência da Justiça Militar em casos que envolvam
civis como vítimas.
Ementa: "O foro militar pode ser ampliado em situações de guerra, mediante lei especial, para abranger casos
excepcionais." (Apelação nº 7006/STM - Rel. Min. José Barroso Filho)
DICAS DE MEMORIZAÇÃO
• R: Reservistas mobilizados;
• R: Reformados;
2. Foro Militar em Crimes Dolosos contra Civis: "Encaminha à Justiça Comum" Memorize que crimes dolosos
contra a vida de civis, de acordo com o CPPM, exclusivamente, vão sempre para a justiça comum. No entanto,
devemos observar a previsão do art. 9°, §2° do CPM que possibilita o julgamento na JMU nas condições previstas
em lei, como no caso de GLO – garantia da lei e da ordem.
QUADRO-RESUMO
Foro militar em tempo de Aplica-se a militares (ativa, reserva, reformados, PMs e bombeiros), civis e
82
paz crimes funcionais.
Conceito de
84 Funcionários submetidos à disciplina militar, por lei ou regulamento.
"assemelhado"
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
TÍTULO IX
I - Critério Geral:
c) Pela prevenção (o juiz que atua primeiro em atos do processo torna-se competente).
II - Critério Especial: Pela sede do lugar de serviço do acusado (quando aplicável, e apenas aara o militar em
situação de atividade ou assemelhado na mesma situação, ou para o funcionário lotado em repartição militar).
1. Lugar da infração (Art. 88): A competência será determinada pelo lugar onde o crime foi consumado ou, no
caso de tentativa, pelo local do último ato de execução.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
2. Crimes a Bordo de Navio (Art. 89): Crimes cometidos a bordo de navios sob comando militar ou ocupados
militarmente serão processados:
o Pela Auditoria da circunscrição correspondente ao local do porto nacional, lago ou rio fronteiriço;
• Se o pouso ocorrer em local remoto, aplica-se a regra da origem ou a Auditoria mais próxima.
• Crimes militares fora do Brasil são processados pela Auditoria da Capital da União, salvo disposição especial.
o Execução iniciada no exterior e consumação no Brasil: Competência da Auditoria onde o resultado ocorreu.
o Execução iniciada no Brasil e consumação no exterior: Competência da Auditoria onde foi praticado o
último ato no Brasil.
• Domicílio ou residência do acusado: Quando o lugar do crime for desconhecido, a competência será
determinada pela residência ou domicílio do acusado.
1. Regra da Prevenção (Art. 94): A competência será firmada pela prevenção quando dois ou mais juízes forem
igualmente competentes, e um deles realizar um ato processual antes dos demais.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
• Lugar ou sede do serviço: Quando o lugar do crime não puder ser determinado, a competência será da
unidade, navio ou órgão militar onde o acusado estiver servindo. Para o militar em situação de atividade ou
assemelhado na mesma situação, ou para o funcionário lotado em repartição militar
• Nas circunscrições que possuem auditorias especializadas, a competência é definida com base no quadro
(Marinha, Exército, Aeronáutica) ao qual pertence o militar.
Parágrafo único: Em crimes envolvendo militares de diferentes corporações, aplica-se a prevenção, mas a
competência não poderá prejudicar oficiais da ativa em benefício de praças ou reservistas.
• Quando houver mais de uma Auditoria com a mesma competência, esta será fixada por distribuição.
• Em jurisdições cumulativas:
• A competência por prerrogativa decorre da função ou posto do acusado e não da infração cometida.
JURISPRUDÊNCIAS DO STM
Ementa: "A competência da Justiça Militar regula-se, prioritariamente, pelo lugar do crime, conforme o art. 88."
(Apelação nº 7008/STM, 2020)
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
Ementa: "Crimes praticados fora do território nacional são julgados em Auditoria da Capital da União." (Apelação
nº 003-20.2019.7.00.0000/STM)
DICAS DE MEMORIZAÇÃO
• L: Lugar da infração.
• R: Residência do acusado.
• P: Prevenção.
QUADRO-RESUMO
TÍTULO X
• Pelo acusado;
A autoridade competente para resolver o conflito será definida de acordo com quem está envolvido no caso:
I - Conflito entre juízes de uma mesma circunscrição militar: Resolvido pelo Tribunal competente na
circunscrição.
II - Conflito entre juízes de circunscrições diferentes: Resolvido pelo Superior Tribunal Militar (STM).
III - Conflito entre a Justiça Militar e outra jurisdição (ex.: Justiça Comum): Resolvido pelo Superior Tribunal de
Justiça (STJ). No entanto, cuidado que a redação do CPPM que determina ser competência do STF!
• A parte que suscitar o conflito deve apresentar os fundamentos que justificam a dúvida ou disputa sobre a
competência.
• Os juízes ou tribunais envolvidos devem suspender o andamento da causa até a decisão final, salvo em casos
urgentes, quando podem ser tomadas medidas cautelares.
• A decisão que resolve o conflito de jurisdição é definitiva e vincula os órgãos envolvidos, determinando qual
autoridade será responsável pelo processo.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
• Conflito de atribuições ocorre quando há dúvida entre autoridades administrativas ou militares sobre quem
deve conduzir investigações ou ações preliminares.
• Diferente do conflito de jurisdição, que é resolvido pelos tribunais, o conflito de atribuições é decidido pela
autoridade administrativa ou superior hierárquico.
JURISPRUDÊNCIAS DO STM
Ementa: "Declarando-se dois juízes militares competentes para julgar o mesmo caso, o conflito deve ser
resolvido pelo Superior Tribunal Militar." (Apelação nº 7004/STM - Rel. Min. General Lúcio Mário, 2020)
Comentário: A resolução de conflitos entre juízes militares é de competência do STM.
Ementa: "Nos casos em que há dúvida sobre a competência entre a Justiça Militar e a Justiça Comum, cabe ao
Superior Tribunal de Justiça resolver o conflito." (Conflito de Competência nº 003-21.2021.7.00.0000/STJ)
Comentário: O STJ é o órgão responsável pela resolução de conflitos entre jurisdições distintas.
DICAS DE MEMORIZAÇÃO
QUADRO-RESUMO
111 Quem pode suscitar o conflito MP, acusado, assistente do MP, ou juiz/tramitação do caso.
Competência para resolver o STM (entre juízes militares); STJ (entre Justiça Militar e Justiça
112
conflito Comum).
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
113 Procedimento em caso de conflito Fundamentos e suspensão do processo até a decisão final.
TÍTULO XI
São questões jurídicas que, por sua natureza, afetam diretamente o julgamento do mérito de um processo penal
militar, sendo necessário resolvê-las antes de prosseguir.
2. Decisão Prejudicial (Art. 122): Quando o julgamento do mérito depender da decisão de uma questão de
direito material, esta será considerada prejudicial e deve ser resolvida antes da análise do mérito.
a) Alegação irrelevante ou sem fundamento legal (Art. 123, "b"): Se o juiz entender que a alegação sobre estado
civil é irrelevante ou sem fundamento legal, o processo continuará normalmente.
b) Alegação séria e fundada (Art. 123, "c"): Se o juiz considerar a alegação séria e fundamentada, ele:
2. Suspenderá o processo até que a questão seja decidida no juízo cível, por sentença transitada em julgado;
3. Permite a produção de provas que independem da decisão no outro juízo (ex.: oitiva de testemunhas).
4. Suspensão do Processo em Outras Questões Prejudiciais (Art. 124): O juiz pode suspender o processo militar
para aguardar decisão do juízo cível sobre uma questão prejudicial não relacionada ao estado civil, desde que:
c) Não envolva direito ou fato cuja prova seja limitada pela lei civil.
• O juiz fixará um prazo razoável para a suspensão, podendo prorrogá-lo se a demora não for culpa da parte.
• Expiração do prazo sem decisão no cível: O juiz militar retoma a competência e resolve todas as questões da
acusação ou defesa.
A competência para decidir sobre a questão prejudicial é definida de acordo com a fase do processo:
6. Promoção de Ação no Juízo Cível (Art. 126): O juiz ou órgão competente da Justiça Militar poderá solicitar ao
juízo cível:
7. Providências de Ofício (Art. 127): O juiz pode, mesmo sem provocação das partes, adotar as providências
necessárias para resolver a questão prejudicial, com base nos artigos mencionados.
DICAS DE MEMORIZAÇÃO
1. Regras para Suspensão por Estado Civil (Art. 123): Acrônimo "S-C-I"
QUADRO-RESUMO
122 Decisão prejudicial Questão de direito material deve ser decidida antes do mérito.
123 Estado civil Suspensão do processo apenas se a questão for séria e fundamentada.
Outras questões
124 Suspensão permitida em casos de ação civil relevante e de difícil solução.
prejudiciais
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
127 Providências de ofício O juiz pode adotar medidas de ofício, sem provocação das partes.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
a) Suspeição ou impedimento;
b) Incompetência de juízo;
c) Litispendência;
d) Coisa julgada.
1.1.1. Precedência (Art. 129): A suspeição ou impedimento deve ser alegada antes de qualquer outra exceção,
salvo se for fundamentada em motivo superveniente.
1.1.2. Motivação (Art. 130): O juiz que se declarar suspeito ou impedido deve motivar o despacho.
Parágrafo único: Se a suspeição for de natureza íntima, o juiz pode comunicar os motivos sigilosamente ao
auditor corregedor.
1.2.1. Recusa do Juiz (Art. 131): A parte interessada deve apresentar petição assinada (por ela, representante
legal ou procurador com poderes especiais), expondo as razões e juntando provas documentais ou indicando até
duas testemunhas.
o Sustará o processo.
1.2.3. Suspeição Não Aceita (Art. 133): Se o juiz não aceitar a suspeição:
Parágrafos:
o Se a arguição for considerada relevante, o relator marcará audiência para inquirição das testemunhas,
seguida do julgamento (§3º).
1.3. Consequências
1.3.1. Nulidade (Art. 134): Se a suspeição ou impedimento for reconhecida, todos os atos praticados pelo juiz
serão considerados nulos.
o Procuradores, peritos, intérpretes e auxiliares: Declaram suspeição antes de qualquer ato no processo (Art.
137).
2.1.1. Oposição (Art. 143): A incompetência pode ser alegada verbalmente ou por escrito, logo após a
qualificação do acusado.
2.1.2. Vista à Parte Contrária (Art. 144): A parte contrária será ouvida em 48 horas.
• Rejeição: O juiz continuará no processo, mas caberá recurso ao STM, que poderá anular os atos praticados
pelo juiz incompetente.
2.2.2. Declaração de Ofício (Art. 147): O juiz pode, em qualquer fase, declarar-se incompetente e remeter os
autos ao juízo correto.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
• O juiz determinará a junção dos autos caso estejam na mesma auditoria ou os remeterá para a auditoria onde
o primeiro processo tramita.
3.1.2. Prova da Litispendência (Art. 150): Deve ser apresentada certidão do processo anterior.
3.1.3. Decisão (Art. 152): O juiz ouvirá a parte contrária e decidirá de plano, sem possibilidade de recurso.
• A coisa julgada ocorre quando o fato principal já foi decidido por sentença irrecorrível.
4.1.2. Limitações da Coisa Julgada (Art. 155): A coisa julgada só se aplica às partes envolvidas no processo, não
alcançando terceiros.
5. Insanidade Mental
5.1. Perícia Médica (Arts. 156-157): Se houver dúvida sobre a imputabilidade do acusado, ele será submetido a
perícia médica.
• Internação:
5.2. Laudo Pericial (Art. 157, §1º): Deve ser apresentado em 45 dias, prazo que pode ser prorrogado pelo juiz.
5.3. Consequências
5.3.1. Inimputabilidade (Art. 160): Se os peritos concluírem pela inimputabilidade, o juiz nomeará curador e
aplicará medida de segurança.
5.3.2. Doença Mental Superveniente (Art. 161): Se a doença mental surgir após o crime, o processo será
suspenso até o restabelecimento do acusado.
6. Arguição de Falsidade
QUADRO-RESUMO
129- Suspeição e
Regras para arguição, decisão e consequências.
138 Impedimento
143- Exceção de Pode ser alegada verbalmente ou por escrito, com recurso ao STM, se
147 Incompetência rejeitada.
148- Exceção de
Reconhecida quando já há litígio pendente sobre o mesmo fato.
152 Litispendência
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
163-
Falsidade de Documento Arguição autuada em separado, com decisão que não faz coisa julgada.
169
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
TÍTULO XIII
SEÇÃO I - DA BUSCA
• Prender criminosos;
• Resgatar vítimas.
• Exige mandado judicial, exceto se realizada pela própria autoridade judiciária ou policial.
• Pode ser feita sem mandado em casos de flagrante, busca domiciliar ou fundada suspeita.
• Busca em mulheres deve ser feita por outra mulher, salvo prejuízo à diligência.
SEÇÃO II – DA APREENSÃO
1. Apreensão de Pessoas ou Coisas (Art. 185): O executor deve apreender objetos relacionados ao crime ou
pertencentes às Forças Armadas, quando em posse indevida.
2. Regras Específicas:
• Documentos do defensor: Não podem ser apreendidos, salvo se forem corpo de delito (Art. 185, §2º).
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
3. Auto de Busca e Apreensão (Art. 189): Deve ser lavrado auto circunstanciado, com descrição detalhada dos
objetos apreendidos e das pessoas envolvidas.
• Em caso de dúvida sobre o direito do reclamante, a questão será decidida em juízo (Art. 192).
• Coisas deterioráveis podem ser leiloadas, com o valor depositado em conta judicial (Art. 195).
SEÇÃO I – DO SEQUESTRO
3. Levantamento do Sequestro (Art. 204): Pode ser levantado em casos como absolvição definitiva ou extinção
da ação penal.
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1. Aplicação (Art. 206): A hipoteca legal recai sobre bens imóveis do acusado, garantindo a reparação de danos
ao patrimônio militar.
• O MP deve requerer a inscrição da hipoteca, indicando o valor da obrigação e o imóvel a ser hipotecado.
• O arresto recai sobre bens móveis ou imóveis para evitar a alienação fraudulenta antes de se registrar a
hipoteca legal.
2. Revogação (Art. 217): Bens insusceptíveis de penhora ou essenciais ao conforto do acusado e sua família não
podem ser arrestados.
Definição e Regras Gerais: Cuidado! Esta seção não trata de espécie de prisão, mas sim gênero das prisões em
flagrante e preventiva. Isso significa dizer que vai trazer conceitos gerais para estas
1. Definição de Prisão Provisória (Art. 220): Prisão aplicada no curso do inquérito ou do processo penal, antes
da sentença definitiva. Pode ser tanto a preventiva como a em flagrante delito
• Só será permitida:
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
a) Em flagrante delito;
3. Comunicação ao Juiz (Art. 222): A prisão ou detenção deve ser comunicada imediatamente à autoridade
judiciária competente.
• Declarações obrigatórias:
o Local de custódia;
5. Relaxamento de Prisão (Art. 224): O juiz deve relaxar a prisão imediatamente caso constate alguma
ilegalidade.
o Motivo da prisão;
o Designação do executor;
7. Tempo e Lugar da Captura (Art. 226): Pode ocorrer em qualquer dia e horário, mas respeitando a
inviolabilidade do domicílio (salvo ordem judicial específica). Se for prisão preventiva, deve ser efetuada ao
decorrer do dia, ao passo que a prisão em flagrante pode se dar em qualquer hora
• Fora da jurisdição, a prisão será feita por precatória (documento enviado ao juiz local).
8. Execução da Captura
Parágrafo único: Recaptura de fugitivos não depende de ordem judicial e pode ser feita por qualquer pessoa.
• Caso não tenha certeza de que o capturando está na casa, será necessário um mandado de busca domiciliar,
salvo exceções.
• O preso só pode ser recolhido mediante apresentação de cópia do mandado ou guia assinada pela
autoridade.
• O local da prisão deve ser limpo e arejado, sendo proibido o uso de masmorras ou celas sem luz natural.
12. Separação de Presos (Art. 239): Presos provisórios devem ser mantidos separados dos condenados.
• Assistência jurídica: O preso tem direito a indicar advogado ou, caso ele não o faça, a família pode indicá-lo.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
Quem tem direito à prisão especial antes de condenação definitiva, e vedação ao uso de algema (conforme o
CPPM) ?
• Militares: Devem ser recolhidos a quartel ou prisão especial, conforme o posto ou graduação.
Atenção para a SV 11, a qual tem poder de vinculação sobre os órgãos do Poder Judiciário, Executivo e Legislativo,
e que permite o uso de algema para QUALQUER PESSOA, desde que esteja causando perigo à ela mesma, à
guarnição que conduz o detido, à vítima e às outras pessoas ao redor.
o Impróprio: É perseguido logo após o crime, em situação que o identifique como autor;
o Presumido: É encontrado com objetos ou instrumentos que indiquem sua participação no crime.
Parágrafo único: Nas infrações permanentes, o flagrante persiste enquanto durar a permanência.
Atenção! A doutrina entende que a assinatura do condutor e das testemunhas não precisam ser apenas ao final,
já podendo ser realizada ao fim das suas respectivas inquirições
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
o Os motivos da prisão;
Requisitos:
• Periculosidade do acusado;
3. Revogação e Nova Decretação (Art. 259): A prisão preventiva pode ser revogada caso os motivos
desapareçam, ou novamente decretada, se surgirem razões que a justifiquem.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
• O indiciado ou acusado que comparecer espontaneamente terá suas declarações tomadas por termo, que
será:
o Encaminhado à autoridade judiciária para deliberação sobre prisão preventiva ou outras medidas.
• Caso o indiciado não saiba ou não possa assinar, outra pessoa, a seu pedido, assinará em seu lugar.
CAPÍTULO V - DA MENAGEM
• Para militares: Pode ser na residência, quartel, navio, acampamento ou outro local militar.
3. Regras Especiais:Audiência do MP (Art. 264, §1º): O Ministério Público será consultado previamente e deve
emitir parecer em 3 dias.
• Insubmisso (Art. 266): O insubmisso terá o quartel como local de menagem, independentemente de decisão
judicial.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
• Cessação (Art. 267): A menagem cessa com a sentença condenatória ou por decisão do juiz.
• Não é contada na pena (Art. 268): O tempo de menagem em residência ou cidade não conta para
cumprimento da pena.
1. Casos de Liberdade Provisória (Art. 270): Concedida nos casos em que não há pena privativa de liberdade.
• Permitida em infrações culposas, exceto as do Livro I, Título I, do CPM (ex.: crimes contra a segurança externa
do país).
• Permitida em infrações punidas com pena de detenção até 2 anos, salvo crimes previstos no CPM (ex.:
desacato, desobediência, deserção).
2. Suspensão da Liberdade Provisória (Art. 271): A liberdade provisória pode ser suspensa caso surjam os
motivos previstos no art. 255 (ex.: garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal).
o Se enquadrem no art. 115 do CPM (ex.: inimputabilidade por embriaguez completa acidental).
2. Outras Medidas de Segurança (Art. 272, §1º): O juiz pode decretar a interdição de estabelecimentos
comerciais ou industriais por até 5 dias, para busca, apreensão ou diligências.
3. Procedimento e Regras:
• Fundamentação obrigatória (Art. 272, §2º): O despacho que aplica medidas de segurança deve ser
fundamentado.
• Irrecorribilidade (Art. 273): Não cabe recurso da decisão, mas as medidas podem ser revogadas ou
modificadas.
• Perícia médica (Art. 274): A aplicação de medidas de segurança relacionadas a doenças mentais exige perícia
médica.
QUADRO-RESUMO
Comparecimento Declarações são tomadas por têrmo, encaminhado ao juiz para medidas
262
espontâneo cabíveis.
Para militares: quartel, residência ou local militar; para civis: sede do juízo
264 Local da menagem
ou local militar.
267 Cessação da menagem Quando houver sentença condenatória ou por decisão do juiz.
Suspensão da liberdade
271 Ocorre por motivos previstos no art. 255 do CPPM.
provisória
Não cabe recurso da decisão que aplica medidas de segurança, mas esta
273 Irrecorribilidade
pode ser revogada.
Necessidade de perícia
274 Medidas relacionadas a doenças mentais exigem laudo pericial.
médica
JURISPRUDÊNCIAS DO STM
1. Prisão ilegal e relaxamento (Art. 224): STM - HC nº 7007/STM: "A prisão que não observa os requisitos legais
descritos no artigo 221 deve ser relaxada de imediato pela autoridade competente."
2. Mandado de prisão e formalidades (Art. 225): STM - Apelação nº 003-20.2022.7.00.0000: "A ausência de
um dos requisitos formais do mandado de prisão compromete a legalidade do ato, podendo ensejar
nulidade."
3. Uso de algemas (Art. 234): STM - Apelação nº 7000124-74.2021.7.00.0000: "O uso de algemas deve ser
justificado no contexto da prisão, sob pena de configurar abuso de autoridade."
5. Busca e apreensão sem mandado (Art. 177): STM - HC nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "A busca domiciliar
sem mandado judicial é ilegal, salvo em flagrante delito ou consentimento expresso do morador."
6. Apreensão de bens em poder de terceiros (Art. 193): STM - Apelação nº 003-20.2023.7.00.0000 "A
restituição de bens apreendidos só pode ocorrer após a comprovação inequívoca da propriedade pelo terceiro,
nos termos do artigo 193."
7. Sequestro de bens (Art. 199): STM - HC nº 7000124-74.2021.7.00.0000 "A ausência de indícios veementes
de origem ilícita dos bens retira do juiz a competência para decretar o seqüestro."
8. Arresto de bens essenciais (Art. 217): STM - Apelação nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "Não é permitido o
arresto de bens que comprometam a subsistência do acusado e de sua família."
9. Liberdade provisória em crimes culposos (Art. 270): STM - HC nº 7000124-15.2021.7.00.0000 "A liberdade
provisória é direito do acusado em crimes culposos, salvo exceções legais previstas no Código Penal Militar."
[Link]ção da menagem (Art. 265): STM - Apelação nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "A menagem será cassada
se o acusado não comparecer a atos judiciais ou deixar o local de menagem sem justificativa."
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
[Link] de segurança e perícia médica (Art. 274): STM - HC nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "É obrigatória
a realização de perícia médica para aplicação de medidas de segurança relacionadas a doenças mentais.
DICAS DE MEMORIZAÇÃO
1. Finalidades da Busca Domiciliar (Art. 172): "PAPEAR" — Prender, Apreender objetos, Provas, Elementos de
convicção, Armas, Resgatar vítimas.
2. Requisitos do Mandado de Busca (Art. 178): "IMF" — Identificação, Motivo da busca, Fins da diligência.
3. Sequestro de Bens (Art. 199): "Bens ilícitos e transferidos": São os sujeitos ao seqüestro.
4. Busca em Mulheres (Art. 183): "Mulher busca mulher": Sempre que possível, para preservar a dignidade.
7. Hierarquia Militar: "Superior ou mais antigo" (Art. 223): Prisão de militar deve sempre respeitar a
hierarquia.
8. Requisitos do Mandado:
11. Garantias do Preso: "LIA" — Local limpo, Integridade física e moral, Assistência médica e religiosa.
12. Prisão Especial (Art. 242): "MAGO DIPLO" — Ministros, Autoridades políticas, Governadores, Oficiais,
Diplomados, Inscritos em ordens de mérito, Prefeitos, Legisladores, Outros.
13. Requisitos da Menagem (Art. 263): "Até 4 anos e bom comportamento": Pena máxima de 4 anos e
antecedentes favoráveis.
14. Local da Menagem (Art. 264): "Militar no quartel, civil na sede": Militares ficam em locais militares; civis,
na sede do juízo.
15. Casos de Liberdade Provisória (Art. 270): "Sem privativa, provisória não é opção": O indiciado ou acusado
livrar-se-á solto no caso de infração a que não for cominada pena privativa de liberdade.
16. Medidas de Segurança (Art. 272): "DEMT": Doentes mentais, Ebrios habituais, Mentalmente atrasados ou
Toxicômanos.
17. Cassação da Menagem (Art. 265): "Saiu ou faltou, perdeu": A menagem será cassada se o acusado deixar o
local ou faltar a atos sem justificativa.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
II - Precatória: Quando o acusado reside ou serve fora da sede do juízo, mas dentro do país.
III - Requisição: Para militares ou presos, nos termos dos arts. 280 e 282.
Parágrafo único: Nos casos de ocultação ou lugar incerto, o oficial de justiça deve procurar o acusado duas vezes,
certificando a impossibilidade da citação. N
• Nome do acusado, posto ou graduação (se militar), cargo (se assemelhado), ou sinais característicos (se
desconhecido);
• O edital deve conter os mesmos requisitos do mandado e o prazo para comparecimento, que varia conforme
o motivo:
2.1. Regras Gerais (Art. 288): Podem ser feitas por carta, telegrama, comunicação telefônica ou pessoalmente
pelo escrivão, sendo certificadas nos autos.
Regras Específicas:
• Pessoas fora da sede do juízo (Art. 288, §1º): A intimação será feita por carta ou telegrama, assinada pela
autoridade judiciária.
• Militares (Art. 288, §3º): Intimação ou notificação ocorre pela autoridade superior a que o militar estiver
subordinado.
• Dispensa de comparecimento (Art. 288, §4º): O juiz pode dispensar o acusado, desde que sua presença não
seja essencial ao ato.
• Mudança de residência de civil (Art. 290): O acusado civil solto deve informar sua residência e não pode se
ausentar por mais de 8 dias sem comunicar à autoridade.
• Antecedência (Art. 291): Citações, intimações e notificações devem ser feitas com 24 horas de antecedência
do ato processual.
3. Revelia (Art. 292): O processo segue à revelia do acusado que, citado ou intimado, deixar de comparecer sem
justificativa.
• Nos demais termos, basta a intimação ou notificação do defensor, salvo se o acusado estiver preso, quando
também será intimado pessoalmente.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
QUADRO-RESUMO
Mudança de Residência de
290 Acusado civil solto deve comunicar ausências superiores a 8 dias.
Civil
Deve ser pessoal; nos demais termos, basta notificar o defensor, exceto
293 Citação Inicial
para acusados presos.
JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES
1. Citação por edital e ocultação do acusado (Art. 277): STM - HC nº 7000124-15.2021.7.00.0000 "A citação
por edital é válida quando preenchidas as formalidades legais, especialmente a certificação de que o acusado
se oculta ou se encontra em lugar incerto e não sabido."
2. Requisitos do mandado de citação (Art. 278): STM - Apelação nº 003-21.2023.7.00.0000 "A ausência de
qualquer dos requisitos formais do mandado de citação compromete a sua legalidade."
3. Revelia e ausência justificada (Art. 292): STM - HC nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "A revelia não pode ser
declarada se o acusado comprovar motivo justo para sua ausência ao ato processual."
4. Intimação de militar por autoridade superior (Art. 288, §3º): STM - Apelação nº 7000456-90.2023.7.00.0000
"A intimação de militar deve ser realizada por intermédio da autoridade superior a que está subordinado, sob
pena de nulidade."
DICAS DE MEMORIZAÇÃO
1. Formas de Citação (Art. 277): "MPREC": Mandado, Precatória, Requisição, Edital, Correio.
2. Prazos do Edital (Art. 287): "5, 15, 20–90 dias": Ocultação (5 dias), não encontrado (15 dias), lugar incerto
(20–90 dias).
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
3. Requisitos do Mandado (Art. 278): "NNDLA": Nome da autoridade, Nome do acusado, Denúncia, Local e
data, Assinatura.
4. Revelia (Art. 292): "Sem motivo, segue o rito": Processo segue se o acusado não comparece sem justificativa.
5. Citação Inicial (Art. 293): "Primeiro é pessoal, depois é do defensor": Citação inicial é pessoal; demais, basta
o defensor.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
1.1. Irrestrição da Prova (Art. 294): No juízo penal militar, não há restrição de provas como na lei civil, exceto
quanto ao estado das pessoas.
• O juiz pode determinar diligências de ofício para dirimir dúvidas, ouvindo as partes em até 48 horas.
• Inversão do ônus da prova (§1º): Acontece quando há presunção legal de fato, até prova em contrário.
• Isenção (§2º): Ninguém é obrigado a produzir provas contra si ou contra cônjuge, ascendentes,
descendentes ou irmãos.
• O juiz forma sua convicção pela livre apreciação do conjunto das provas.
2.1. Provas em Língua Nacional (Art. 298): Todos os atos processuais devem ser redigidos em português.
Casos especiais:
• Intérprete (§1º): Para quem não compreende ou não fala a língua nacional.
• Tradutor (§2º): Documentos em língua estrangeira devem ser traduzidos por tradutor público ou nomeado
pelo juiz.
• Todas as perguntas e respostas são consignadas, com exatidão, nos termos dados.
2.4. Formalidades:
• As respostas são ditadas ao escrivão, podendo qualquer membro do Conselho de Justiça fazer perguntas
adicionais (§2º).
• As declarações devem ser assinadas pelo juiz, declarante e defensor, salvo impossibilidade (§3º).
QUADRO-RESUMO
No juízo penal militar, não se aplicam restrições da lei civil, salvo quanto ao
294 Irrestrição da Prova
estado das pessoas.
Admissibilidade da Todas as provas são admitidas, desde que não atentem contra a moral, saúde,
295
Prova hierarquia ou disciplina.
296 Ônus da Prova Cabe a quem alega o fato, mas o juiz pode determinar diligências de ofício.
Prova em Língua Atos processuais devem ser em português, com intérprete ou tradutor quando
298
Nacional necessário.
Pessoas com Surdos, mudos e surdo-mudos são interrogados por escrito e/ou oralmente,
299
Deficiências com intérprete quando necessário.
Observância no
301 Disposições sobre provas aplicam-se também ao inquérito.
Inquérito
JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES
1. Livre apreciação das provas (Art. 297): STM - Apelação nº 7000124-74.2022.7.00.0000 "O juiz militar forma
sua convicção pela livre apreciação das provas produzidas em juízo, desde que fundamentada em elementos
idôneos."
2. Inversão do ônus da prova (Art. 296, §1º): STM - HC nº 7000179-15.2021.7.00.0000 "A presunção legal de
fato inverte o ônus da prova, cabendo ao réu a demonstração em contrário."
3. Provas que atentam contra a disciplina (Art. 295): STM - Apelação nº 003-21.2022.7.00.0000 "São
inadmissíveis provas que comprometam a hierarquia ou a disciplina militar, mesmo que relevantes para o
processo."
DICAS DE MEMORIZAÇÃO
1. Admissibilidade da Prova (Art. 295): "MHS-HD": Não pode atentar contra a Moral, Hierarquia, Saúde,
Hierarquia ou Disciplina.
2. Ônus da Prova (Art. 296): "Quem alega prova, juiz pode oficiar": A prova cabe a quem alega, mas o juiz pode
determinar diligências.
3. Interrogatório de Pessoas com Deficiência (Art. 299): "S-M-SM": Surdo (escreve pergunta, responde
oralmente), Mudo (oral pergunta, responde escrito), Surdo-Mudo (escreve ambos).
4. Prova na Língua Nacional (Art. 298): "Português é regra, tradutor é exceção": A língua nacional é obrigatória;
tradutores e intérpretes só para casos especiais.
5. Avaliação das Provas (Art. 297): "Livre, mas lógica": O juiz tem liberdade na avaliação, mas deve confrontar
provas para verificar compatibilidade.
ATENÇÃO! A redação do CPPM que coloca o interrogatório do réu como primeiro ato ou penúltimo ato está
em desacordo com o STF por ferir os princípios do contraditório e da ampla defesa, conforme HC N °
126.000/MT
• Se o acusado comparecer ou for preso durante o curso do processo, será interrogado imediatamente.
• Após o interrogatório, as partes podem levantar questões de ordem, que serão resolvidas na hora e
consignadas em ata.
• O juiz deve informar ao acusado que ele não é obrigado a responder às perguntas.
• O juiz fará as perguntas iniciais para qualificação do acusado: Nome, naturalidade, estado civil, idade,
filiação, residência, profissão, escolaridade e defensor.
o Antecedentes criminais;
Casos Especiais:
• Sem defensor: O juiz nomeará um defensor e, se menor de 21 anos, também um curador (§1º).
• Negativa de autoria: O acusado será convidado a indicar provas da veracidade de suas alegações (§3º).
• Ser verossímil;
2. Silêncio do Acusado (Art. 308): O silêncio não é considerado confissão, mas pode ser utilizado como elemento
de convencimento pelo juiz.
o Divisível: O juiz pode aceitar apenas partes da confissão, conforme sua análise das provas.
4. Confissão Fora do Interrogatório (Art. 310): Confissões feitas fora do interrogatório devem ser registradas por
termo nos autos, com observância das mesmas formalidades do interrogatório.
QUADRO-RESUMO
307 Requisitos da Confissão Deve ser livre, espontânea, verossímil e compatível com as provas.
Confissão Fora do Deve ser registrada por termo nos autos, com formalidades
310
Interrogatório semelhantes ao interrogatório.
JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES
1. Interrogatório exclusivo pelo juiz (Art. 303): STM - HC nº 7000456-90.2022.7.00.0000 "É nulo o
interrogatório realizado com interferência indevida de terceiros, uma vez que a condução é ato exclusivo do
juiz."
2. Silêncio e direito à defesa (Art. 305): STM - HC nº 7000124-15.2023.7.00.0000 "Embora o silêncio não
constitua confissão, o juiz pode utilizá-lo como elemento indiciário para formar sua convicção."
3. Validade da confissão (Art. 307): STM - Apelação nº 003-21.2023.7.00.0000 "Confissões obtidas sob coação
ou sem observar as formalidades legais são nulas e desconsideradas como prova."
4. Retratabilidade da confissão (Art. 309): STM - HC nº 7000179-15.2021.7.00.0000 "A confissão pode ser
retratada a qualquer momento, cabendo ao juiz avaliar sua credibilidade junto ao conjunto probatório."
DICAS DE MEMORIZAÇÃO
1. Requisitos da Confissão (Art. 307): "ALEC-V": Autoridade competente, Livre, Espontânea, Compatível com
provas, Verossímil.
2. Silêncio do Acusado (Art. 305/308): "Silêncio não é confissão, mas é indício": O silêncio pode ser usado
como elemento de convencimento.
3. Interrogatório (Art. 306): "Nome, denúncia e crime": Identificação, leitura da denúncia e perguntas sobre o
crime e provas.
4. Retratabilidade e Divisibilidade (Art. 309): "Confessa, mas volta atrás (ou parte)": A confissão pode ser
retratada ou considerada parcialmente válida.
5. Interrogatório em Separado (Art. 304):"Um por vez": Quando há mais de um acusado, cada um é interrogado
separadamente.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
o As circunstâncias da infração;
Falta de Comparecimento (Parágrafo Único): Se deixar de comparecer sem motivo justo, poderá ser conduzido
coercitivamente, mas não estará sujeito a sanções.
o Contraditá-las;
o Possam incriminá-lo;
Negação da Perícia (Parágrafo Único do Art. 315): O juiz pode negar a perícia, exceto no caso do exame de corpo
de delito, se ela for desnecessária ao esclarecimento da verdade.
Esclarecimentos (Art. 317, §1º): O juiz pode exigir que as partes tornem os quesitos genéricos mais precisos ou
esclareçam os duvidosos.
• Número de Peritos (Art. 318): Sempre que possível, serão dois peritos com especialização no assunto.
ATENÇÃO! Atualmente, prevalece o entendimento do STF, em que apenas serão utilizados 2 peritos na falta de
um que seja oficial, conforme entendimento do STF e aplicação analógica do CPP
• Os peritos devem:
• Prazo para Laudo (Art. 325): Determinado pela autoridade, com possibilidade de prorrogação.
• Vista do Laudo (Parágrafo Único do Art. 325): As partes têm 3 dias para requerer esclarecimentos ou
apresentar quesitos suplementares.
2. Exames Específicos
• O exame é indispensável quando houver vestígios do crime e não pode ser suprido pela confissão do acusado.
• O exame pode ser direto ou, se os vestígios desaparecerem, indireto, com prova testemunhal.
• Incluem:
o Lesões corporais, sanidade física e mental, exames cadavéricos, identidade da pessoa, entre outros.
o Necessário em caso de laudo incompleto, podendo ser suprido por prova testemunhal.
• Realizada pelo menos 6 horas após o óbito, salvo evidência clara de morte anterior.
• Não pode ser feita por médico que tratou o falecido em sua última doença.
• A autoridade deve garantir que o estado das coisas não seja alterado antes da chegada dos peritos.
• Há avaliação direta (objetos disponíveis) e indireta (quando não for possível a avaliação direta).
• Escritos: Comparação de letra com documentos reconhecidos ou escritos ditados durante a diligência.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
QUADRO-RESUMO
311 Qualificação do Ofendido Ofendido será qualificado e perguntado sobre o crime e suas provas.
Isenção de Resposta do Ofendido não responde perguntas que possam incriminá-lo ou sejam
313
Ofendido irrelevantes ao processo.
Determinação e Negação da Pode ser requerida pelas partes; juiz pode negar, salvo no caso de
315
Perícia corpo de delito.
328 Corpo de Delito Indispensável para crimes com vestígios; pode ser direto ou indireto.
Realizada pelo menos 6 horas após o óbito; proibida por médico que
333 Autópsia
tratou o falecido.
Conservação do Local do
339 A autoridade deve preservar o local até a chegada dos peritos.
Crime
JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES
2. Prazo para esclarecimentos do laudo (Art. 325): STM - Apelação nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "A vista do
laudo às partes é direito que não pode ser suprimido, garantindo o contraditório e a ampla defesa."
3. Preservação do local do crime (Art. 339): STM - Apelação nº 003-21.2023.7.00.0000 "A alteração do local
do crime antes da perícia compromete a validade das provas e pode gerar nulidade processual."
DICAS DE MEMORIZAÇÃO
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
1. Requisitos do Laudo Pericial (Art. 319): "Descrever, responder, fundamentar": Laudo deve descrever
vestígios, responder aos quesitos e fundamentar as respostas.
2. Exame de Corpo de Delito (Art. 328): "Vestígio pede exame, confissão é insuficiente": O exame é
indispensável para crimes com vestígios.
3. Autópsia (Art. 333): "6 horas ou antes, se evidente": A autópsia deve esperar 6 horas, salvo evidente morte
anterior.
4. Conservação do Local do Crime (Art. 339): "Preservar para periciar": O local deve ser preservado até a
chegada dos peritos.
5. Vista do Laudo (Art. 325): "3 dias para contestar": As partes têm 3 dias para apresentar quesitos ou pedir
esclarecimentos.
• Notificação: Determinada por despacho do auditor ou deliberação do Conselho de Justiça, indicando lugar,
dia e hora do comparecimento.
o Testemunha será conduzida por oficial de justiça e poderá ser multada entre 1/20 e 1/10 do salário-
mínimo.
o Em caso de recusa ou resistência, pode ser presa por até 15 dias, além de responder por crime de
desobediência.
• Indicação pela Defesa (Art. 348): A defesa pode apresentar testemunhas independentemente de intimação.
o Militar de patente superior: Será compelido a comparecer por intermédio da autoridade militar superior.
2.1. Capacidade para Depor (Art. 351): Qualquer pessoa pode ser testemunha.
o Nome, idade, estado civil, residência, profissão, grau de parentesco ou relação com acusado e ofendido.
o Menores de 14 anos;
2.3. Inquirição Separada (Art. 353): As testemunhas serão inquiridas separadamente, sem que uma ouça o
depoimento da outra.
o Ascendentes, descendentes, irmãos, cônjuges ou afins do acusado (Art. 354), exceto se indispensáveis à
prova.
• Proibição: Não podem depor pessoas que tenham sigilo profissional, salvo se desobrigadas pela parte
interessada (Art. 355).
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
3.1. Testemunhas Suplementares e Referidas (Art. 356): O juiz pode ouvir outras testemunhas, mesmo que não
indicadas pelas partes, ou pessoas citadas no depoimento de outras testemunhas.
3.2. Constrangimento e Influência (Art. 358): Se o acusado influenciar a testemunha, o juiz pode retirá-lo da
sessão, registrando o ocorrido. O defensor continuará presente.
3.3. Depoimento Antecipado (Art. 363): O juiz pode colher depoimento antecipado em casos de:
3.4. Afirmação Falsa (Art. 364): Caso se constate que uma testemunha mentiu, omitiu ou negou a verdade, o
juiz remeterá cópia do depoimento para instauração de inquérito policial.
QUADRO-RESUMO
Notificação de
347 Determinada pelo juiz; comparecimento obrigatório, salvo força maior.
Testemunhas
348 Indicação pela Defesa Testemunhas podem ser apresentadas pela defesa sem intimação.
Constrangimento pelo Acusado pode ser retirado da sessão para evitar influência sobre a
358
Acusado testemunha.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES
1. Obrigação de Depor (Art. 354): STM - Apelação nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "A dispensa de parentes
próximos do acusado para depor é regra, mas pode ser afastada se a prova for indispensável à elucidação do
fato."
2. Influência do Acusado sobre Testemunhas (Art. 358): STM - HC nº 7000179-15.2021.7.00.0000 "A retirada
do acusado da sessão por influenciar a testemunha não fere a ampla defesa, desde que o defensor permaneça
presente."
DICAS DE MEMORIZAÇÃO
1. Multa por Não Comparecimento (Art. 347): Multa de 1/20 a 1/10 do salário-mínimo para testemunhas que
faltarem sem justificativa.
2. Dispensa de Depoimento (Art. 354): "Parentes próximos dispensados, salvo necessidade": Só depõem
ascendentes, descendentes, irmãos ou cônjuges se indispensáveis à prova.
3. Inquirição Separada (Art. 353): "Cada um por vez": Testemunhas são ouvidas individualmente.
4. Depoimento Antecipado (Art. 363): "Idoso ou enfermo pode depor antes": Depoimento antecipado é
permitido em casos de impossibilidade futura.
5. Afirmação Falsa (Art. 364): "Mentiu, responde": Testemunha que mentir terá o depoimento encaminhado
para inquérito.
A acareação é permitida tanto na instrução criminal quanto no inquérito, quando houver divergências em
declarações sobre fatos ou circunstâncias relevantes, podendo ocorrer entre:
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
a) Acusados;
b) Testemunhas;
c) Acusado e testemunha;
e) Pessoas ofendidas.
• A autoridade deve explicar os pontos de divergência e reinquirir cada pessoa separadamente na presença da
outra.
• Será lavrado termo com as perguntas e respostas, seguindo formalidades previstas no art. 300, §3º.
• Se uma testemunha divergente estiver ausente, os pontos de divergência serão apresentados à testemunha
presente.
2. Procedimento de Reconhecimento
o A pessoa a ser reconhecida será colocada ao lado de outras semelhantes (alínea b);
o Nos casos de intimidação, será providenciado que a pessoa a ser reconhecida não seja vista pela outra
(alínea c).
Formalidades:
• Um termo pormenorizado será lavrado e assinado pela autoridade, pela pessoa que fez o reconhecimento e
por duas testemunhas (§2º).
2.2. Reconhecimento de Coisa (Art. 369): Segue as mesmas cautelas do reconhecimento de pessoa, no que for
aplicável.
• Se várias pessoas forem chamadas para o reconhecimento, cada uma o fará separadamente.
• Da mesma forma, se houver várias pessoas ou coisas a serem reconhecidas, cada uma será apresentada por
vez.
3.1. Definição de Documentos (Art. 371): Consideram-se documentos quaisquer escritos, instrumentos ou
papéis, sejam públicos ou particulares.
• Documentos Públicos (Art. 372): Têm presunção de veracidade quanto à sua formação e aos fatos declarados
pelo serventuário com fé pública.
• Documentos Particulares (Art. 374): Suas declarações presumem-se verdadeiras em relação ao signatário,
mas não provam o fato declarado, cujo ônus cabe a quem o alegar.
• Obtida por meios criminosos (Art. 375): Não será admitida em juízo e deve ser devolvida ao dono.
• Exibida pelo destinatário (Art. 376): Pode ser apresentada pelo destinatário, mesmo sem consentimento do
remetente.
• Documentos podem ser apresentados em qualquer fase do processo, salvo quando os autos estiverem
conclusos para julgamento.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
• O juiz pode providenciar a juntada de documentos relevantes, requisitar certidões e realizar diligências para
verificar a autenticidade.
4. Definição e Requisitos
4.1. Definição de indício (Art. 382): Fato ou circunstância conhecido e provado, que leva à conclusão de outro
fato ou circunstância desconhecido.
QUADRO-RESUMO
Correspondência Obtida
375 Não pode ser usada como prova e deve ser devolvida ao dono.
Ilegalmente
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
382 Conceito de Indício Fato conhecido que leva à conclusão de outro fato desconhecido.
JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES
1. Acareação entre Acusado e Testemunha (Art. 365): STM - Apelação nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "A
acareação é medida essencial para resolver divergências que possam comprometer a busca da verdade real."
4. Indícios como Prova (Art. 383): STM - HC nº 7000124-74.2022.7.00.0000 "Os indícios podem constituir prova
válida, desde que atendam aos critérios de causalidade e coincidência com outros elementos probatórios."
DICAS DE MEMORIZAÇÃO
1. Admissibilidade da Acareação (Art. 365): "Acusado, Testemunha, Ofendido": Pode ocorrer entre essas
categorias sempre que houver divergências relevantes.
4. Indícios (Art. 383): "Causa e Coincidência": Indícios devem ter relação causal e coincidir com outras provas.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
Alteração da ordem (§ único): Pode ser feita por conveniência da Justiça ou da ordem militar.
1.2. Polícia e Disciplina das Sessões (Art. 385): Exercidas pelo presidente do Conselho de Justiça ou, nos demais
casos, pelo auditor, conforme o art. 36, §§1º e 2º.
1.3. Conduta dos Participantes (Art. 386): Partes, escrivães e espectadores podem permanecer sentados, mas
devem se levantar ao dirigir-se aos juízes ou quando estes se levantarem.
• Prerrogativas (§ único):
• Publicidade (Art. 387): A instrução criminal será pública, mas pode ser secreta em casos de:
o Segurança nacional.
• Sessões fora da sede (Art. 388): Podem ocorrer fora da Auditoria, em local designado pelo auditor, com
intimação das partes.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
• Conduta inconveniente:
o Persistindo, poderá ser retirado da sessão, que continuará com a presença do defensor.
o Questão prejudicial;
• Doença do acusado: O Conselho de Justiça ou o auditor pode realizar o ato no local onde o acusado estiver.
• Doença do defensor:
o Após esse prazo, será nomeado substituto, salvo se outro defensor for constituído pelo acusado.
• Prazo para devolução de precatória (§4º): Auditor marca prazo razoável, mas a instrução prossegue mesmo
sem a devolução.
• Atos perante o auditor (§5º): Salvo interrogatório, acareação e inquirição de testemunhas, os demais atos
podem ocorrer perante o auditor.
• Presença mínima do Conselho (§6º): Para atos probatórios, basta a maioria do Conselho de Justiça. Se o
presidente estiver ausente, será substituído pelo oficial imediato em antiguidade.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
• Civis: Juntar folha de antecedentes penais e, se servidor público militar, folha de assentamentos.
• Transferência ou remoção do acusado (Art. 392): Proibida até a sentença final, salvo motivo relevante.
• Transferência para a reserva (Art. 393): Oficial processado ou em inquérito não pode ser transferido para a
reserva, salvo por idade-limite.
4. Lavratura de Ata (Art. 395): De cada sessão será lavrada ata, contendo os requerimentos, decisões e
incidentes.
• Retificação (§ único): Pode ser feita na sessão seguinte, a requerimento das partes ou determinação do
Conselho.
5. Início e Arquivamento
5.1. Início do Processo Ordinário (Art. 396): O processo começa com o recebimento da denúncia.
• Arquivamento:
o O procurador pode requerer o arquivamento se os autos não contiverem elementos suficientes para
oferecer a denúncia.
• Procurador-geral (§1º): Pode determinar o arquivamento ou designar outro procurador para promover a ação
penal.
5.3. Avocamento do Processo (§2º): O procurador-geral pode avocar o processo caso tome conhecimento de
que há elementos para a ação penal e esta não foi promovida.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
5.4. Incompetência do Juízo (Art. 398): O procurador pode alegar incompetência do juízo antes de oferecer a
denúncia, conforme o art. 146.
QUADRO-RESUMO
Prioridade da Instrução Preferência para presos; ordem pode ser alterada por conveniência da
384
Criminal Justiça ou ordem militar.
50 dias para presos e 90 dias para soltos; exceções incluem doença e força
390 Prazos para Instrução
maior.
Acusado não pode ser transferido ou removido até a sentença final, salvo
392 Proibição de Transferência
motivo relevante.
Início do Processo
396 Processo começa com o recebimento da denúncia.
Ordinário
398 Incompetência do Juízo Procurador pode alegar incompetência antes de oferecer denúncia.
JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES
DICAS DE MEMORIZAÇÃO
1. Ordem de Prioridade (Art. 384): "Presos primeiro, mais antigos depois": Presos têm prioridade, seguidos
dos de prisão mais antiga.
2. Prazos (Art. 390): "50 presos, 90 soltos": Prazos para instrução de acusados presos e soltos.
3. Início do Processo (Art. 396): "Denúncia recebida, processo iniciado": O processo ordinário começa com o
recebimento da denúncia.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
4. Fé de Ofício (Art. 391): "Militar: fé; Civil: antecedentes": Fé de ofício para militares; antecedentes penais
para civis.
c) Determinar a citação do acusado para participar de todos os atos processuais, sob pena de revelia;
d) Intimar as testemunhas arroladas na denúncia e, se necessário, notificar o ofendido (arts. 311 e 312).
• O presidente do Conselho, na primeira reunião, fará o compromisso de apreciação imparcial dos fatos,
seguido pelo compromisso dos demais juízes.
3. Designação para Qualificação e Interrogatório (Art. 402): Após o compromisso, o auditor pode designar data,
local e hora para qualificação e interrogatório do acusado, que ocorrerá no mínimo 7 dias após a designação.
4. Presença do Acusado Preso (Art. 403): O acusado preso assistirá a todos os atos processuais, inclusive ao
sorteio do Conselho de Justiça.
• Quando houver mais de um acusado, os interrogatórios serão realizados separadamente, seguindo a ordem
de autuação.
• Durante o interrogatório, o acusado deve permanecer de pé, salvo problemas de saúde que impeçam.
o Incompetência do juízo;
o Litispendência;
o Coisa julgada.
• O procurador também pode opor, no mesmo prazo, as exceções previstas no art. 407.
• Se provada a maioridade durante o processo, o curador deixa de atuar, podendo ser designado advogado de
defesa.
7. Comparecimento do Ofendido (Art. 410): Procede-se conforme os arts. 311, 312 e 313 para o
comparecimento do ofendido.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
SEÇÃO V - DA REVELIA
• Caso compareça posteriormente, será qualificado e interrogado, mas sem direito de opor exceções (parágrafo
único).
• O revel que comparecer após o início do processo acompanhará o processo sem direito à repetição de atos
já realizados.
QUADRO-RESUMO
Revelia do Acusado Processo segue à revelia; se comparecer depois, será interrogado, mas sem
411
Preso direito a exceções.
Revelia do Acusado Considerado revel se não atender à citação ou faltar sem justificativa a atos
412
Solto indispensáveis.
JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES
1. Revelia do Acusado Preso (Art. 411): STM - HC nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "A recusa do acusado preso
em participar da instrução criminal não suspende o processo, que seguirá regularmente sob a defesa de
defensor designado."
2. Exceções do Acusado (Art. 407): STM - Apelação nº 003-21.2023.7.00.0000 "As exceções previstas no art.
407 devem ser opostas dentro do prazo legal, sob pena de preclusão."
3. Defesa do Revel (Art. 414): STM - HC nº 7000124-74.2023.7.00.0000 "A ausência do acusado revel não
compromete sua defesa técnica, desde que o curador atue de forma diligente no processo."
Dicas de Memorização
1. Providências do Auditor (Art. 399): "Sorteio, local, citação e testemunhas": Esses são os passos iniciais do
auditor.
2. Prazos de Exceções (Art. 407): "48 horas para exceções": Após o interrogatório, o acusado tem esse prazo
para opor exceções.
3. Revelia Preso e Solto (Arts. 411 e 412): "Preso recusa, segue; Solto falta, revel": Presos e soltos podem ser
declarados revels em situações específicas.
4. Curador do Revel (Art. 414): "Curador defende, mas não apela": O curador pode interpor recursos, exceto
apelação de condenação.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
1.1. Regras Gerais (Art. 415): A inquirição das testemunhas seguirá as normas dos arts. 347 a 364 e os
dispositivos desta seção.
• Se houver várias testemunhas presentes, todas ouvirão a leitura ao mesmo tempo, mas serão retiradas do
recinto após a leitura, para que uma não ouça o depoimento da outra.
• Parágrafo único: Partes podem requerer, ou o auditor pode determinar, a leitura de depoimentos do inquérito
que sejam esclarecedores para o depoimento em curso.
Regras específicas:
• Mais de três acusados (§1º): O Ministério Público pode requerer até três testemunhas numerárias adicionais.
• Testemunhas de defesa (§2º): Podem ser indicadas até 5 dias após a última testemunha da acusação. Cada
acusado pode indicar até três testemunhas, além de testemunhas referidas ou informantes (§3º).
• Substituição (§4º): Ministério Público e defesa podem substituir ou desistir de testemunhas até o limite
permitido.
• Perguntas (Art. 418): Testemunhas são inquiridas pelo auditor, e as partes fazem perguntas por intermédio
dele.
o Ordem: Perguntas do advogado são feitas por último às testemunhas da acusação, e o procurador interroga
por último as da defesa.
• Caso a testemunha esteja se escondendo, pode ser determinada sua prisão para depor.
• Notificação prévia (Art. 421): O Ministério Público, o advogado e o acusado devem ser notificados com 3 dias
de antecedência.
• Redução a termo (Art. 422): O depoimento será escrito pelo escrivão, lido à testemunha e assinado por ela,
pelo auditor e pelas partes.
• Termo de assentada (Art. 423): O escrivão lavrará um termo com o local, dia e hora da inquirição.
1.7. Horário da Inquirição (Art. 424): Testemunhas devem ser ouvidas entre 7h e 18h, salvo prorrogação
autorizada por motivo relevante.
• Acareação (Art. 425): Pode ser determinada pelo Conselho de Justiça, pelo auditor ou requerida pelas partes,
seguindo os arts. 365 a 367.
• Reconhecimento de Pessoa e Coisa (Art. 426): Pode ser determinado pelo Conselho, pelo auditor ou a
requerimento, conforme os arts. 368 a 370.
3.1. Encaminhamento e Vista às Partes (Art. 427): Após a última testemunha da defesa, os autos são conclusos
ao auditor, que concede vista às partes por 5 dias para requererem o que for de direito.
o Mais de 5 acusados (§1º): Prazo de 12 dias em comum, tanto para o MP quanto para os advogados.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
• Alegações devem manter decoro e disciplina judiciária: Expressões ofensivas serão riscadas por
determinação do presidente do Conselho ou do auditor.
• O auditor pode determinar diligências para sanar nulidades ou complementar provas antes do julgamento.
• Se o processo estiver pronto, será marcada data para o julgamento, com intimação das partes e requisição do
acusado preso.
QUADRO-RESUMO
415 Normas Gerais Segue as disposições dos arts. 347 a 364 e desta seção.
Testemunha em Lugar Testemunha escondida pode ser presa; testemunha em lugar incerto pode
420
Incerto ser substituída.
424 Horário da Inquirição Depoimentos ocorrerão entre 7h e 18h, salvo prorrogação autorizada.
427 Conclusão dos Autos Após a última testemunha, as partes têm 5 dias para requerimentos.
Saneamento e
430 Auditor pode sanear nulidades antes de marcar o julgamento.
Julgamento
JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES
2. Alegações Finais (Art. 428): STM - Apelação nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "O prazo para alegações finais é
essencial para o contraditório e a ampla defesa, sendo vedada a restrição do prazo legal."
3. Saneamento de Nulidades (Art. 430): STM - HC nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "É dever do auditor sanar
nulidades processuais antes de remeter o caso a julgamento, sob pena de comprometimento do devido
processo legal."
DICAS DE MEMORIZAÇÃO
1. Ordem de Inquirição (Art. 417): "Acusação primeiro, defesa depois": Testemunhas da acusação têm
prioridade na inquirição.
2. Prazo de Vista (Art. 427): "5 dias para requerer": Após a última testemunha, as partes têm 5 dias para
apresentar requerimentos.
3. Alegações Finais (Art. 428): "8-8-5": MP e defesa têm 8 dias; assistente tem 5 dias para alegações finais.
4. Horário da Inquirição (Art. 424): "Das 7 às 18": Depoimentos ocorrem durante o dia, salvo prorrogação.
1. Sessão de Julgamento
1.1. Abertura da Sessão (Art. 431): O Conselho de Justiça reúne-se no dia e hora designados, com todos os juízes
e o procurador presentes, e o presidente declara aberta a sessão.
o Revel comparecendo na sessão (§1º): Será qualificado e interrogado conforme os arts. 404, 405 e 406.
o Revel menor (§2º): Se a menoridade for comprovada durante o julgamento, será nomeado um curador.
o Acusado preso não apresentado (§3º): O auditor designará nova data para o julgamento.
o Acusado solto não comparecendo (§4º): O julgamento será adiado uma vez. Na segunda ausência, será
realizado à revelia.
o Ausência do advogado (§5º): O julgamento será adiado uma vez. Na segunda ausência, será nomeado um
substituto.
o Ausência do assistente ou curador (§6º): O julgamento não será adiado, e o presidente nomeará substituto.
o Saída do acusado por doença (§7º): O julgamento prossegue com a presença do defensor. Caso o defensor
saia, será nomeado outro advogado.
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o Denúncia e aditamento;
o Interrogatório do acusado;
1. Procurador;
2. Assistente ou procurador;
• Prazos:
• Outras Regras:
o Apartes podem ser permitidos, desde que não tumultuem a sessão (§8º).
3. Deliberação e Sentença
• Ordem de votação:
1. Auditor;
3. Presidente do Conselho.
• Diversidade de Votos (§ único do Art. 435): Se não houver maioria para a pena, considera-se que quem votou
por pena maior ou mais grave, votou pela imediatamente menor ou menos grave.
• A sessão é permanente, mas pode ser interrompida na fase pública por descanso ou alimentação.
• O Conselho pode:
a) Dar definição jurídica diversa da denúncia, aplicando pena mais grave desde que o MP tenha formulado tal
definição nas alegações.
• Deve mencionar:
o Circunstâncias apuradas;
5. Disposições Finais
QUADRO-RESUMO
432 Peças Lidas na Sessão Denúncia, perícias, interrogatório e outras peças requeridas.
433 Debates e Sustentação Oral Ordem: procurador, assistente e defensor; prazo de 3h para cada.
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Efeitos da Sentença
449 Réu preso e nome inscrito no rol dos culpados.
Condenatória
JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES
1. Definição Jurídica Diversa (Art. 437): STM - HC nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "O Conselho de Justiça pode
alterar a definição jurídica do fato, desde que o acusado tenha oportunidade de defesa sobre a nova
imputação."
2. Absolvição por Falta de Prova (Art. 439): STM - Apelação nº 003-21.2023.7.00.0000 "A insuficiência de
provas para a condenação impõe a absolvição do acusado, conforme os requisitos do art. 439."
3. Proclamação do Resultado (Art. 441): STM - HC nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "A prisão imediata do réu
condenado em julgamento é medida legalmente prevista, salvo nos casos de pena não privativa de liberdade."
DICAS DE MEMORIZAÇÃO
1. Abertura da Sessão (Art. 431): "Reunião, abertura, acusado apresentado": O presidente declara a sessão
aberta com o Conselho reunido.
2. Sustentação Oral (Art. 433): "Procurador, assistente, defensor": Ordem das falas na sustentação oral.
3. Sentença Absolutória (Art. 439): "Fato, prova, punibilidade": Ausência de fato, prova ou extinção da
punibilidade resulta em absolvição.
4. Sentença Condenatória (Art. 440): "Pena principal e acessória": A sentença condenatória fixa ambas.
5. Efeitos da Condenação (Art. 449): "Prisão e rol dos culpados": São os efeitos imediatos da sentença
condenatória.
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1. Procedimentos na Deserção
• Formalidades:
o Deve ser lavrado imediatamente e assinado pelo responsável, por duas testemunhas idôneas e pelo militar
que lavrar o termo.
a) Contagem de ausência (§1º): Inicia-se à zero hora do dia seguinte à falta injustificada.
b) Deserção especial (§2º): Lavratura imediata no caso do art. 190 do Código Penal Militar (CPM).
1.2. Efeitos do Termo de Deserção (Art. 452): O termo tem caráter de instrução provisória e fornece elementos
para a ação penal, sujeitando o desertor à prisão.
1.3. Prazo para Julgamento (Art. 453): Deve ser julgado em até 60 dias. O desertor deve ser julgado dentro deste
prazo, contado da apresentação voluntária ou captura, salvo se der causa ao retardamento do processo. Não
sendo julgado no prazo, será posto em liberdade.
2. Procedimentos Específicos
• Formalidades:
o Deve ser lavrado o termo com qualificação do desertor, assinado por duas testemunhas idôneas.
o Parte de ausência;
o Assentamentos do desertor.
Autuação (§3º):
• O juiz-auditor autua o termo e dá vista ao Ministério Público por 5 dias, que pode:
o Requerer diligências;
o Oferecer denúncia;
o Pedir arquivamento.
• Quando o desertor se apresentar ou for capturado, a autoridade militar comunica ao juiz-auditor a data, local
e circunstâncias.
3. Rito Processual
• Procedimentos:
o Leitura da denúncia;
o Interrogatório do acusado;
o Defesa pode apresentar documentos e requerer até 3 testemunhas, que devem ser arroladas em 3 dias e
ouvidas em até 5 dias, prorrogáveis para até 10 dias.
• Após o interrogatório e a realização de diligências, o presidente do Conselho concede a palavra às partes para
sustentação oral:
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• O Conselho delibera e julga, seguindo o rito do Código de Processo Penal Militar (CPPM).
QUADRO-RESUMO
452 Efeitos do Termo Serve como instrução provisória e permite a prisão do desertor.
453 Prazo para Julgamento Desertor deve ser julgado em 60 dias, salvo se der causa ao atraso.
Jurisprudências Importantes
1. Prazo de 60 dias para julgamento (Art. 453): STM - HC nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "A manutenção da
prisão do desertor além do prazo de 60 dias, sem justificativa válida, configura constrangimento ilegal."
2. Remessa de documentos à Auditoria (Art. 454): STM - Apelação nº 003-21.2023.7.00.0000 "A ausência de
peças essenciais, como o boletim ou a parte de ausência, pode gerar nulidade processual."
3. Rito do Conselho Especial de Justiça (Art. 455): STM - HC nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "O rito simplificado
do Conselho Especial de Justiça para deserção respeita o contraditório e a ampla defesa."
Dicas de Memorização
1. Termo de Deserção (Art. 451): "Imediato, assinado, testemunhas": Deve ser lavrado imediatamente,
assinado pela autoridade, duas testemunhas e o responsável pela lavratura.
2. Prazo para Julgamento (Art. 453): 60 dias ou liberdade": Desertor deve ser julgado em 60 dias, sob pena de
ser solto. Documentos Enviados à Auditoria (Art. 454): "Termo, boletim, assentamentos": O termo de
deserção deve ser acompanhado desses documentos.
3. Rito do Conselho Especial (Art. 455): "Denúncia, interrogatório, testemunhas, julgamento": São as etapas
principais do rito.
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CAPÍTULO III - DO PROCESSO DE DESERÇÃO DE PRAÇA COM OU SEM GRADUAÇÃO E DE PRAÇA ESPECIAL
o O comandante determina o inventário dos bens deixados ou extraviados pelo ausente, com a presença de
duas testemunhas idôneas, sendo uma, obrigatoriamente, oficial.
• Subunidades isoladas (§1º): O comandante, oficial ou não, providencia o inventário e assina com duas
testemunhas.
• Antes da consumação da deserção, o comandante da subunidade adota diligências para localizar e fazer o
ausente retornar à unidade, mesmo sob prisão, se necessário.
• Parte de deserção: Após o prazo legal, o comandante da subunidade envia ao comandante ou chefe
competente uma parte acompanhada do inventário.
o O termo é assinado pelo comandante e por duas testemunhas idôneas, de preferência oficiais.
Em ambos os casos, o termo de deserção é publicado em boletim ou documento equivalente, e os autos são
remetidos à Auditoria competente.
o Cópia do boletim;
o Extrato dos assentamentos do desertor, contendo informações relevantes (ex.: data de nascimento, praça,
engajamento, promoções).
o Sem estabilidade:
A ata de inspeção de saúde é enviada à Auditoria, que arquivará o processo em caso de incapacidade definitiva.
3. Reinclusão (§3º):
a) Requerer arquivamento;
b) Oferecer denúncia;
c) Solicitar diligências.
• Oficiais que assinaram a parte acusatória, o termo de deserção ou o inventário estão impedidos de atuar
como juízes no processo e devem ser substituídos.
• Nomeação de curador (menores de 21 anos - §5º): Um oficial da mesma unidade é nomeado como curador,
que assume a defesa do acusado.
• Advogado (§6º): Se o acusado for maior de 21 anos e não tiver advogado, o presidente do Conselho nomeará
um oficial para defendê-lo, desde que não seja parte no processo.
o Caso não compareçam por justa causa, o Conselho pode marcar nova sessão ou prosseguir com o
julgamento.
o Após o interrogatório, o advogado ou curador tem 30 minutos para apresentar a defesa oral.
o Absolvição ou cumprimento da pena: Expedição de alvará de soltura, se não houver outro motivo para
prisão.
5. Encerramento e Recursos
5.1. Remessa à Auditoria (Art. 458): Após a sentença, os autos são enviados à Auditoria.
5.2. Recurso (Art. 459): O recurso dá vista, sucessivamente, por 5 dias às partes para alegações.
QUADRO-RESUMO
§11º Defesa Oral Defesa oral tem prazo de 30 minutos, com réplica e tréplica de 15 minutos.
JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
1. Diligências para Retorno do Ausente (Art. 456, §2º): STM - HC nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "A ausência
de diligências para localização do militar antes da consumação da deserção pode configurar nulidade
processual."
2. Reinclusão e Inspeção de Saúde (Art. 457, §§1º e 3º): STM - Apelação nº 003-21.2023.7.00.0000 "A
reinclusão de praça desertora deve ser precedida de inspeção de saúde e formalizada com urgência, sob pena
de responsabilidade."
3. Substituição de Oficial Impedido (Art. 457, §4º): STM - HC nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "A atuação de
oficial impedido como juiz no Conselho de Justiça invalida o julgamento."
Dicas de Memorização
1. Inventário e Parte (Art. 456): "24 horas, parte, inventário": Após 24 horas da ausência, deve-se realizar
inventário e apresentar a parte.
2. Inspeção de Saúde (Art. 457, §§1º e 2º): "Apto: reinclui; incapaz: arquiva": A inspeção determina reinclusão
ou arquivamento.
3. Defesa Oral (Art. 456, §11º): "30 minutos, réplica 15": Tempo para defesa oral e réplicas no julgamento.
4. Exclusão ou Agregação (§4º): "Sem estabilidade: exclui; estável: agrega": A depender da estabilidade, ocorre
exclusão ou agregação.
1. Procedimentos Iniciais
• Responsável: Comandante ou autoridade correspondente da unidade para a qual o insubmisso foi designado.
• Formalidades:
• Efeito:
o O termo equivale à instrução criminal e autoriza a captura do insubmisso para fins de incorporação.
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• Arquivamento (§1º):
o O termo, acompanhado dos documentos relativos à insubmissão, tem caráter de instrução provisória e é o
instrumento que autoriza a captura.
a) Cópia do documento que comprove o conhecimento do insubmisso sobre a data e local de apresentação.
• O juiz-auditor:
o Autua os documentos.
a) Requerer diligências
b) Oferecer denúncia
c) Pedir arquivamento
o Direito ao quartel por menagem: Pode permanecer no quartel enquanto aguarda julgamento.
o Submissão à inspeção de saúde: Se considerado incapaz para o serviço militar, ficará isento do processo e
da inclusão.
ATENÇÃO! A ata da inspeção é enviada à Auditoria para decisão sobre arquivamento, após manifestação do
Ministério Público.
• 60 Dias (§3º): O insubmisso deve ser julgado em até 60 dias após apresentação ou captura. Caso contrário,
será posto em liberdade, salvo se tiver dado causa ao atraso.
• Após a inclusão, o ato será comunicado à Auditoria, que dará vista ao Ministério Público.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
• O processo de insubmissão seguirá, na instrução e julgamento, as regras previstas para o crime de deserção.
• Na Marinha e Aeronáutica:
QUADRO-RESUMO
§2º Remessa à Auditoria Termo e documentos são enviados à Auditoria para autuação.
§3º Prazo de 60 Dias Insubmisso deve ser julgado em 60 dias, salvo se der causa ao atraso.
JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES
1. Lavratura do Termo de Insubmissão (Art. 463): STM - Apelação nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "O termo de
insubmissão equivale à instrução criminal e é condição essencial para autorizar a captura do insubmisso."
3. Prazo de 60 Dias para Julgamento (Art. 464, §3º): STM - HC nº 7000124-74.2023.7.00.0000 "A prisão do
insubmisso além do prazo de 60 dias, sem justificativa válida, configura constrangimento ilegal."
Dicas de Memorização
1. Termo de Insubmissão (Art. 463): "Nome, data, assinatura": O termo deve conter os dados do insubmisso e
ser assinado por duas testemunhas.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
2. Inspeção de Saúde (Art. 464): "Apto: incluído; incapaz: arquiva": A inspeção de saúde determina a
continuidade ou arquivamento do processo.
3. Prazo de 60 Dias (Art. 464, §3º):"60 dias e liberado": Julgamento deve ocorrer nesse prazo, salvo atraso
causado pelo insubmisso.
4. Equiparação ao Processo de Deserção (Art. 465): "Segue regras de deserção": O rito é o mesmo, adaptado
ao crime de insubmissão.
1. Disposições Gerais
g) A pessoa estiver sendo processada por fato que não constitui crime;
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
2.1. Competência (Art. 469): Compete ao Superior Tribunal Militar (STM) julgar pedidos de habeas corpus.
• O STM pode conceder habeas corpus de ofício, se identificar ilegalidade ou abuso de poder.
Forma alternativa: O pedido pode ser feito por telegrama, com os mesmos requisitos e firma reconhecida.
• Requisitos:
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
o O relator requisita informações à autoridade detentora do paciente, que deve respondê-las em 5 dias.
o Determinar diligências;
o Requisitar o processo;
• O relator pode:
3.1. Prosseguimento do Processo (Art. 476): A concessão do habeas corpus não impede o prosseguimento do
processo, exceto se os fundamentos do habeas corpus forem incompatíveis com a continuidade.
3.2. Nulidade do Processo (Art. 477): Se o habeas corpus for concedido por nulidade do processo, este será
renovado, salvo se ficar evidente a inexistência de crime.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
3.4. Salvo-Conduto (Art. 479): Quando o habeas corpus é concedido para evitar ameaça de coação, o paciente
recebe um salvo-conduto, assinado pelo presidente do Tribunal.
• Quem descumprir ordem de habeas corpus ou salvo-conduto estará sujeito a processo por crime de
desobediência.
QUADRO-RESUMO
Ilegalidade ou Abuso de Exemplos de ilegalidade: prisão por autoridade incompetente, sem justa
467
Poder causa ou punibilidade extinta.
Concessão Pós- Cabe habeas corpus após sentença por nulidade, incompetência do juiz ou
468
Condenação prescrição.
Pode ser feito por qualquer pessoa ou pelo MP; STM pode concedê-lo de
470 Impetração
ofício.
JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES
1. Exceções ao Habeas Corpus (Art. 466, Parágrafo Único): STM - HC nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "Não cabe
habeas corpus para questionar punições disciplinares aplicadas conforme regulamentos das Forças
Armadas."
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
2. Ilegalidade por Competência (Art. 467, a): STM - HC nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "A prisão ordenada por
autoridade incompetente configura abuso de poder, cabendo a concessão do habeas corpus."
DICAS DE MEMORIZAÇÃO
1. Cabimento (Art. 466):"Coação ou ameaça ilegal": Sempre que a liberdade for violada por abuso de poder ou
ilegalidade.
2. Ilegalidade (Art. 467): "9 hipóteses": Excesso de prazo, incompetência, falta de justa causa, entre outros.
3. Salvo-Conduto (Art. 479): "Proteção contra a ameaça": Evita que o paciente sofra coação futura.
4. Crime de Desobediência (Art. 480): "Descumpriu, puniu": Quem desobedecer a ordem será processado por
desobediência.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
1.1. Regra do Prejuízo (Art. 499): Nenhum ato judicial será declarado nulo se a nulidade não causar prejuízo para
a acusação ou para a defesa.
o Incompetência;
o Impedimento;
o Suspeição;
o Suborno.
a) Denúncia;
b) Exame de corpo de delito nos crimes com vestígios (exceto na hipótese do art. 328);
f) Nomeação de defensor ao réu presente sem advogado, ou de curador ao ausente ou menor de 18 anos;
j) Intimação das partes para ciência da sentença ou decisão que caiba recurso.
• Sanada pelo comparecimento: O comparecimento do interessado antes da consumação do ato sana a falta
ou nulidade, ainda que declare que comparece apenas para argui-la.
• Suspensão ou adiamento: O juiz pode suspender ou adiantar o ato, se reconhecer que a irregularidade pode
prejudicar o direito da parte.
Parágrafo único: A nulidade por incompetência do juízo pode ser declarada a requerimento da parte ou de ofício,
em qualquer fase do processo.
2.3. Silêncio das Partes (Art. 505): O silêncio das partes sana atos nulos quando se tratar de formalidade de
interesse exclusivo da parte.
o Renovados;
o Ou retificados.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
• Especificação (§2º): A decisão que declara a nulidade deve indicar quais atos são afetados.
3.2. Revalidação de Atos (Art. 507): Atos da instrução criminal realizados perante juízo incompetente podem ser
revalidados, por termo, no juízo competente.
3.4. Juiz Impedido, Suspeito ou Subornado (Art. 509): A sentença proferida pelo Conselho de Justiça com juiz
impedido, suspeito ou irregularmente investido não anula o processo, salvo se a maioria do Conselho for
formada com o voto do juiz impedido.
QUADRO-RESUMO
Impedimento para
501 Quem deu causa à nulidade ou concorreu para ela não pode alegá-la.
Arguição
Citação, Intimação e
503 Comparecimento antes do ato sana a nulidade, salvo prejuízo.
Notificação
504 Prazo para Arguição Deve ser feita nas alegações escritas ou razões de recurso.
506 Renovação e Retificação Atos nulos não sanados serão renovados ou corrigidos.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
Anulação de Atos
508 Incompetência do juízo anula apenas atos decisórios.
Decisórios
Juiz Impedido, Suspeito ou Processo só será anulado se a maioria do Conselho depender do voto do
509
Subornado juiz irregular.
JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES
1. Princípio do Prejuízo (Art. 499): STM - Apelação nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "A nulidade processual só
será reconhecida se demonstrado prejuízo à parte interessada."
2. Incompetência do Juízo (Art. 508): STM - HC nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "A incompetência anula apenas
os atos decisórios, preservando os demais atos processuais."
3. Juiz Impedido (Art. 509): STM - HC nº 7000124-74.2023.7.00.0000 "A sentença proferida com juiz impedido
não anula o processo, salvo se sua participação for decisiva para a maioria."
DICAS DE MEMORIZAÇÃO
1. Princípio do Prejuízo (Art. 499): "Sem prejuízo, sem nulidade": Não há nulidade sem dano comprovado.
2. Casos de Nulidade Essencial (Art. 500): "Juiz, partes, formalidades": Nulidade ocorre por vício do juiz,
ilegitimidade de parte ou preterição de termos essenciais.
3. Renovação e Retificação (Art. 506): "Conserta ou refaz": Atos nulos devem ser corrigidos ou refeitos.
4. Juiz Suspeito (Art. 509): "Voto irregular, processo normal": Só anula se o voto do juiz impedido for decisivo
para a maioria.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
1.1. Cabimento (Art. 510): Das decisões do Conselho de Justiça ou do auditor, podem ser interpostos:
b) Apelação.
• Partes legitimadas:
o Réu;
• Parágrafo único: Não se admitirá recurso da parte que não tiver interesse na reforma ou modificação da
decisão.
1.3. Proibição de Desistência pelo MP (Art. 512): O Ministério Público não pode desistir do recurso que interpôs.
• Forma: O recurso é interposto por petição, que será entregue ao escrivão até o dia seguinte ao último do
prazo.
• Certificação e sanção: O escrivão certificará a data da entrega e fará os autos conclusos ao auditor no mesmo
dia, sob pena de sanção disciplinar.
• Regra geral: Salvo má-fé, o erro na interposição de um recurso por outro não prejudica a parte.
• Concurso de agentes: A decisão do recurso interposto por um réu, se fundada em motivos não exclusivos,
aproveita aos outros.
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
c) Absolvam o réu nos casos do art. 48 do Código Penal Militar (incapacidade mental sem medida de segurança);
Parágrafo único:
• Exceções:
• Tramitação do recurso nos próprios autos (Art. 517): Sempre nos próprios autos para os casos das letras a,
b, d, e, i, j, m, n, p do art. 516.
ATENÇÃO! O requerimento deve especificar as peças dos autos para traslado, se necessário.
▪ Decisão recorrida;
▪ Certidão de intimação.
• Prazo para razões (Art. 519): 5 dias a contar da vista dos autos ou do traslado.
ATENÇÃO! A vista ao recorrido será após as razões, o recorrido terá igual prazo para responder.
• Prazo para sustentação (Art. 522): O recurso será remetido ao Tribunal dentro de 5 dias, contados da
sustentação da decisão.
• Prorrogação de prazo (Art. 521): O auditor pode prorrogar até o dobro o prazo para extração do traslado, se
necessário.
o Relatório e discussão: Após o anúncio do julgamento, as partes têm 10 minutos para sustentação oral.
• Cumprimento do acórdão (Art. 525): Após a publicação da decisão, os autos retornam à instância inferior
para cumprimento do acórdão.
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QUADRO-RESUMO
511 Quem Pode Recorrer Ministério Público, réu, seu procurador ou defensor.
512 Proibição de Desistência do MP O Ministério Público não pode desistir do recurso interposto.
514 Erro na Interposição Erro no recurso não prejudica a parte, salvo má-fé.
Cabimento do Recurso em
516 Listagem de situações nas quais cabe o recurso.
Sentido Estrito
518 Prazo para Interposição 3 dias, contados da intimação, publicação ou leitura da decisão.
524 Decisão Final Após sustentação oral de 10 minutos, Tribunal profere a decisão.
JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES
1. Cabimento do Recurso em Sentido Estrito (Art. 516): STM - Apelação nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "É
cabível o recurso em sentido estrito para decisões de extinção da punibilidade ou que indeferem o pedido de
arquivamento do inquérito."
2. Erro na Interposição (Art. 514): STM - HC nº 7000179-15.2022.7.00.0000 "A troca de recurso por outro não
prejudica a parte, desde que não haja má-fé."
3. Prazo para Interposição (Art. 518): STM - HC nº 7000124-74.2023.7.00.0000 "O prazo de 3 dias para
interposição do recurso deve ser rigorosamente observado."
DICAS DE MEMORIZAÇÃO
1. Cabimento do Recurso (Art. 510): "Dois recursos principais": Recurso em sentido estrito e apelação.
3. Proibição de Desistência pelo MP (Art. 512): "MP não desiste": O Ministério Público não pode desistir do
recurso.
4. Efeito Extensivo (Art. 515): "Decisão coletiva": O recurso de um réu pode beneficiar os demais.
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• Requisitos:
a) Réu sem condenação anterior a pena privativa de liberdade (salvo exceção do art. 71, CPM);
Parágrafo único: A suspensão não se aplica a penas acessórias (ex.: reforma, suspensão do posto) nem exclui
medidas de segurança não detentivas.
1.2. Pronunciamento Obrigatório (Art. 607): Na sentença condenatória, o Conselho de Justiça, auditor ou
Tribunal deve se manifestar expressamente sobre a suspensão condicional, concedendo-a ou negando-a, com
justificativa.
• A decisão que concede o benefício deve fixar as condições a serem cumpridas durante o prazo da suspensão.
Fiscalização (§§5º e 6º): Entidades assistenciais penais fiscalizam o cumprimento das condições e comunicam
irregularidades ao auditor ou ao Ministério Público.
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• Coautoria (Art. 609): A suspensão pode ser concedida a alguns réus e negada a outros.
• Leitura da sentença (Art. 610): O auditor deve ler a sentença ao réu, explicando as consequências de
descumprimento.
• Suspensão sem efeito (Art. 612): Se o réu não comparecer à audiência após intimação, a suspensão será
revogada e a pena executada.
3. Revogação e Extinção
• Obrigatória:
o Se o beneficiário:
• Facultativa:
o Se:
a) Advertência;
3.2. Extinção da Pena (Art. 615): A pena será declarada extinta se o prazo da suspensão ou prorrogação expirar
sem motivo de revogação.
• Condenação será inscrita com nota de suspensão em registro especial, que será secreto, salvo para efeito
judicial.
• Em tempo de paz: Crimes contra a segurança nacional, insubordinação, insubmissão, deserção, entre outros
crimes previstos no CPM.
• Cumprimento mínimo:
• Outros requisitos:
§2º: Para condenados primários menores de 21 anos ou maiores de 70, o tempo de cumprimento pode ser
reduzido para um terço.
• Quem pode requerer (Art. 619): Sentenciado, cônjuge, parente em linha reta, diretor do presídio ou Conselho
Penitenciário.
• Relatório do diretor do presídio (Art. 621): Inclui informações sobre caráter, conduta, trabalho, situação
financeira e perspectivas do condenado.
• Decisão (Art. 625): A decisão que concede o livramento especificará as condições a serem cumpridas.
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5. Normas e Revogação
• Revogação obrigatória (Art. 631): Condenação a pena privativa de liberdade durante o livramento.
6. Extinção da Pena (Art. 638): O juiz declara extinta a pena se o prazo do livramento expirar sem revogação.
QUADRO-RESUMO
Suspensão Condicional da
606 Aplicável a penas de até 2 anos, por período de 2 a 6 anos.
Pena
608 Condições do Benefício Condições adequadas ao crime, meio social e personalidade do réu.
618 Livramento Condicional Aplicável a penas acima de 2 anos, com tempo mínimo de cumprimento.
626 Normas Obrigatórias Ex.: Não portar armas, não mudar de residência sem autorização.
JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES
1. Requisitos para Livramento Condicional (Art. 618): STM - Apelação nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "O
livramento condicional exige o cumprimento mínimo da pena e avaliação criteriosa quanto ao
comportamento do condenado."
MATERIAL ESTRATÉGICO DE DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR
DICAS DE MEMORIZAÇÃO
1. Suspensão Condicional (Art. 606): "2 anos, 2 a 6 anos": Pena de até 2 anos com suspensão de 2 a 6 anos.
2. Crimes Impeditivos (Art. 617): "Guerra e crimes graves": Suspensão não se aplica em guerra ou crimes graves
como deserção.
3. Revogação do Livramento (Art. 631): "Nova pena, revoga": Condenação durante o livramento revoga o
benefício.
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o Podem ser requeridos pelo condenado, por procurador ou por pessoa a seu pedido (se ele não souber
escrever).
• Condenados em penitenciária civil (Art. 644): A petição é enviada ao Ministro da Justiça pelo Conselho
Penitenciário.
o A petição é encaminhada ao Ministério ao qual o réu pertence, por meio do comandante ou autoridade
equivalente.
o O Presidente da República pode conceder indulto ou comutação de ofício, após ouvir o Conselho
Penitenciário ou a autoridade militar.
1.4. Recusa pelo Condenado (Art. 649): O condenado pode recusar o indulto ou a comutação.
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2. Anistia
• Concedida a anistia, após trânsito em julgado da sentença condenatória: O auditor declara extinta a
punibilidade, de ofício, ou a pedido do interessado ou do Ministério Público.
CAPÍTULO II - DA REABILITAÇÃO
3. Reabilitação
3.1. Requerimento e Prazos (Art. 651): Pode ser requerida ao auditor da auditoria onde tramitou o processo,
após 5 anos da extinção da pena principal ou de sua execução ou do término do prazo de suspensão condicional
ou livramento condicional.
• Diligências (Art. 653): O auditor pode determinar diligências e ouvir o Ministério Público antes de decidir.
• Recurso de ofício (Art. 654): A decisão que concede a reabilitação é submetida a recurso de ofício.
• Menção proibida (Art. 656): Após a reabilitação, as condenações anteriores não constarão da folha de
antecedentes, salvo para autoridades judiciais criminais.
• Renovação do pedido (Art. 657): Pedido negado só pode ser renovado após 2 anos, salvo falta de
documentos.
• Revogação (Art. 658): A reabilitação é revogada se o reabilitado for condenado a pena privativa de liberdade
por sentença definitiva.
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CAPÍTULO ÚNICO
4.1. Durante a Execução da Pena (Art. 659): Medida de segurança pode ser aplicada durante a execução da pena
ou se o condenado se furtar à sua execução, com base em:
4.2. Agente Isento de Pena ou Perigoso (Art. 660): A medida pode ser imposta mesmo após absolvição (ex.: art.
48 do Código Penal Militar), enquanto não transcorrer o tempo mínimo de sua duração.
• Aplicação (Art. 661): Incumbe ao juiz da execução, de ofício ou a pedido do Ministério Público.
• Diligências (Art. 662): O juiz pode determinar diligências, ouvir o Ministério Público e o condenado,
concedendo 3 dias para alegações.
• Internação (Art. 663): Internação é por tempo indeterminado, enquanto não for comprovada a cessação da
periculosidade por perícia médica.
5.1. Exílio Local (Art. 667): Proibição de residir no local onde o crime foi praticado, por no mínimo 1 ano.
5.2. Transgressão das Medidas (Art. 670): Quem descumpre medidas de segurança responde por crime de
desobediência.
QUADRO-RESUMO
656 Menção Proibida Reabilitação impede que constem antecedentes em certidões públicas.
Medida de Segurança
659 Pode ser aplicada se houver fatos que demonstrem periculosidade.
durante a pena
667 Exílio Local Proibição de residir no local do crime por pelo menos 1 ano.
JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES
1. Concessão de Indulto (Art. 643): STM - HC nº 7000456-90.2023.7.00.0000 "O indulto é ato discricionário do
Presidente da República, regulado por decreto específico."
DICAS DE MEMORIZAÇÃO
1. Indulto e Comutação (Art. 643): "Presidente decide, Conselho relata": Presidente concede, mas há relatório
prévio (civil ou militar).
2. Reabilitação (Art. 651): "5 anos de bom comportamento": Prazo mínimo para requerer reabilitação.
3. Exílio Local (Art. 667): "1 ano fora do local do crime": Medida de segurança mínima.
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1. O Código de Processo Penal Militar (CPPM) rege o processo penal militar tanto em tempo de paz
quanto em tempo de guerra, salvo legislação especial.
2.A interpretação extensiva ou restritiva no CPPM é permitida somente quando a interpretação literal
for mais estrita ou mais ampla do que a intenção da norma.
3.A omissão legislativa no CPPM será suprida exclusivamente pela legislação penal comum,
descartando o uso de jurisprudência, usos e costumes militares, e analogia.
4.O CPPM aplica-se extraterritorialmente em tempos de paz nos crimes cometidos em embarcações e
aeronaves estrangeiras, independentemente de sua relação com a segurança nacional ou instituições
militares brasileiras.
[Link] atos realizados sob a vigência da legislação anterior ao CPPM permanecem válidos, mesmo que
sejam incompatíveis com as disposições do novo Código.
6.A Polícia Judiciária Militar (PJM) pode ser exercida por comandantes de forças, unidades ou navios,
dentro de suas respectivas áreas de comando.
7.A designação de um oficial da reserva para instaurar um Inquérito Policial Militar (IPM) só é permitida
caso não exista um oficial da ativa disponível que atenda às condições legais.
8.A PJM tem como atribuições principais a apuração de crimes militares, o apoio à Justiça Militar e a
execução de mandados de prisão expedidos por esta.
9.O Inquérito Policial Militar (IPM) é uma apuração sumária que tem como finalidade única a aplicação
de sanções administrativas.
10.O IPM pode ser iniciado por portaria da autoridade militar competente ou por determinação de
autoridade superior, mas não por requisição do Ministério Público.
[Link] crimes permanentes, como o de deserção, o flagrante persiste enquanto durar a permanência
do crime.
12.A prisão preventiva no CPPM é cabível em casos de garantia da ordem pública, conveniência da
instrução criminal ou proteção da hierarquia e disciplina militares.
13.A menagem é o benefício concedido ao acusado, permitindo-lhe permanecer em um local
designado, e é aplicável a todos os crimes previstos no Código Penal Militar.
14.A prisão especial é um direito exclusivo de oficiais superiores das Forças Armadas e não se aplica a
outros militares ou civis.
15.A citação inicial no CPPM é sempre pessoal, mas nas demais etapas do processo, basta a intimação
ou notificação do defensor, salvo se o acusado estiver preso.
[Link] CPPM, as provas que atentem contra a hierarquia e disciplina militares são admitidas desde que
sejam relevantes ao esclarecimento da verdade.
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17.O exame de corpo de delito é indispensável em crimes que deixam vestígios, sendo possível suprir
sua ausência por meio de confissão do acusado.
18.A acareação pode ocorrer entre acusados, testemunhas ou entre acusados e testemunhas, quando
houver divergências sobre fatos ou circunstâncias relevantes.
19.O reconhecimento de pessoa deve ser realizado com a colocação do suspeito ao lado de outras
pessoas semelhantes, salvo em casos de intimidação, em que é permitido que a pessoa a ser
reconhecida não seja vista por quem fará o reconhecimento.
20.A correspondência obtida por meios criminosos é admissível como prova, desde que contribua para
o esclarecimento do fato.
21.O termo de deserção deve ser lavrado imediatamente pela autoridade competente e assinado por
duas testemunhas idôneas.
22.A pena de deserção deve ser julgada em até 60 dias após a apresentação voluntária ou captura do
desertor, salvo se este der causa ao atraso no processo.
[Link] processo de deserção, oficiais que assinaram a parte acusatória ou o termo de deserção estão
impedidos de atuar como juízes no Conselho de Justiça.
24.O prazo para julgamento de insubmissos capturados ou apresentados é de 60 dias; caso contrário,
o insubmisso deve ser colocado em liberdade, salvo se tiver dado causa ao atraso.
25.O habeas corpus pode ser concedido em situações de coação à liberdade de locomoção, mesmo
que decorram de punições disciplinares aplicadas conforme os regulamentos das Forças Armadas.
26.O CPPM admite que a nulidade de um ato processual seja declarada apenas quando houver prejuízo
para a acusação ou defesa.
27.A nulidade de um processo pode ser declarada a qualquer momento, mesmo que a parte
interessada tenha dado causa ou contribuído para o vício.
[Link] nulidades no CPPM devem ser arguidas na fase de alegações escritas ou, posteriormente, na fase
de julgamento ou em razões de recurso.
[Link] atos processuais realizados por juízo incompetente podem ser revalidados no juízo competente,
salvo os atos decisórios.
30.O Ministério Público pode desistir de um recurso interposto, desde que a parte contrária concorde
expressamente com a desistência.
31.O recurso em sentido estrito no CPPM não possui efeito suspensivo, salvo em decisões sobre
competência, extinção da ação penal ou concessão de livramento condicional.
32.A suspensão condicional da pena é aplicável a penas privativas de liberdade de até 3 anos, e o prazo
de suspensão varia entre 2 e 6 anos.
33.A suspensão condicional da pena pode ser revogada obrigatoriamente se o beneficiário for
condenado por crime a pena privativa de liberdade.
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41.O CPPM admite a proibição de residir no local onde o crime foi praticado como medida de segurança,
com prazo mínimo de um ano.
42.O desertor está sujeito à exclusão do serviço ativo imediatamente após a lavratura do termo de
deserção, independentemente de sua estabilidade.
43.A citação por edital no CPPM é válida para acusados em lugar incerto e não sabido, com prazo de
comparecimento que varia de 20 a 90 dias.
44.A revelia do acusado impede que o processo continue até que ele seja localizado e interrogado.
[Link] atos processuais devem ser realizados em português, e documentos em língua estrangeira só
podem ser utilizados se traduzidos por tradutor público ou nomeado pelo juiz.
46.A prisão preventiva pode ser decretada durante o inquérito policial militar por determinação da
autoridade policial militar, sem necessidade de manifestação do Ministério Público.
47.A acareação entre testemunhas só pode ocorrer durante a fase de instrução criminal, sendo vedada
sua realização no inquérito.
48.A confissão no CPPM é divisível e pode ser retratada, ficando sujeita à análise do juiz em confronto
com as demais provas do processo.
49.O exame de corpo de delito pode ser suprido por laudo indireto quando os vestígios do crime
tiverem desaparecido.
Gabarito
1. C
2. C
3. E
4. E
5. C
6. C
7. C
8. C
9. E
10. E
11. C
12. C
13. E
14. E
15. C
16. E
17. E
18. C
19. C
20. E
21. C
22. C
23. C
24. C
25. E
26. C
27. E
28. C
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29. C
30. E
31. C
32. E
33. C
34. C
35. E
36. C
37. C
38. C
39. E
40. E
41. C
42. E
43. C
44. E
45. C
46. E
47. E
48. C
49. C
50. C