OSEMBAP 2025
Orquestra Sinfônica EMBAP/UNESPAR apresenta:
ENCERRAMENTO
TEMPORADA 2025
Wolfgang Amadeus Mozart
10 de Dezembro, 20h
Auditório Mario Schoemberger
Rua Barão do Rio Branco, 370
Programa:
Wolfgang Amadeus Mozart (1756 - 1791)
Sinfonia Concertante em Mi Bemol Maior, K. 364
I. Allegro Majestoso
II. Andante
III. Presto
Sinfonia n° 29 em Lá Maior, K. 201/186a
I. Allegro Moderato
II. Andante
III. Minueto
IV. Alegretto
A OSEMBAP apresenta seu último concerto do ano, e nada mais especial para
celebrar o fim da nossa temporada: um concerto com obras de Wolfgang Amadeus
Mozart. O compositor austríaco é considerado um dos mais geniais compositores que
já existiram, e para demonstrar essa genialidade, a OSEMBAP irá executar duas obras:
a Sinfonia Concertante para Violino e Viola, com os solistas Ricardo Molter, spalla da
Orquestra Sinfônica do Paraná, e Denis Castilho, professor da EMBAP/UNESPAR.
Em sequência, a OSEMBAP executará a Sinfonia n° 29, uma de suas composições
mais conhecidas. Esperamos vocês no próximo ano.
A Sinfonia Concertante para Violino e Viola em Mi bemol maior, K. 364, composta em
1779, é uma obra que mistura a profundidade de uma sinfonia com o brilho
expressivo de um concerto solista. A instrumentação combina orquestra (cordas,
oboés e trompas) com dois solistas, violino e viola, e destaca-se pelo equilíbrio de
timbres e pela riqueza harmônica.
No primeiro movimento, Allegro maestoso, a orquestra introduz temas majestosos
que logo são partilhados e desenvolvidos em diálogo pelos solistas; no segundo
movimento, Andante, o clima torna-se íntimo e lírico, com o violino e a viola
trocando frases com delicadeza e emoção; e o final, Presto, retoma a vivacidade com
alegria e virtuosismo, entregando um desfecho radiante e contagiante. A sinfonia
concertante revela o talento de Mozart em criar contrastes subtis e um diálogo fluido
entre os instrumentos, ao mesmo tempo em que mantém coesão formal e
profundidade expressiva tornando-se um dos seus trabalhos mais admiráveis e
duradouros.
A Sinfonia nº 29 em Lá maior, K. 201 foi composta em 1774 quando ele tinha 18 anos,
revela desde o início uma maturidade surpreendente. Escrita para orquestra reduzida
— cordas, dois oboés e dois cornos — ela apresenta textura clara e refinada, quase de
câmara, mas com energia e vigor típicos do espírito clássico.
A obra desenvolve-se ao longo de quatro movimentos que equilibram elegância,
lirismo e vivacidade: o Allegro moderato abre com graça e impulso; o Andante oferece
uma melodia serena e contemplativa; o Menuetto traz ritmo aristocrático e
articulação precisa; e o Allegro final retoma com brilho e exuberância, encerrando
com vitalidade juvenil. Essa sinfonia figura como um marco na produção inicial de
Mozart, mesclando leveza e profundidade, e anunciando o domínio que o compositor
exerceria sobre a forma sinfônica.
WOLFGANG AMADEUS MOZART
Wolfgang Amadeus Mozart nasceu em 27 de janeiro de 1756, em Salzburgo, então
parte de um principado eclesiástico do Sacro Império Romano. Filho de Leopold
Mozart — violinista, professor e compositor — e de Anna Maria Pertl, Mozart teve
uma infância marcada por intensos estímulos musicais: desde muito pequeno
aprendeu teclado, violino e órgão, e aos cinco anos já compunha suas primeiras peças.
Ainda adolescente, compôs suas primeiras sinfonias e sonatas, absorvendo influências
variadas e já demonstrando domínio de formas clássicas que mais tarde se tornariam
padrão.
Em 1781, Mozart mudou-se para Viena, onde buscou firmar-se como compositor
independente. Nessa fase compôs muitos de seus grandes concertos para piano,
sonatas, música de câmara, música sacra, além de óperas. Os anos finais da década de
1780 marcaram o auge de sua maturidade artística: ele escreveu as óperas
consideradas marcos do repertório mundial: As Bodas de Fígaro, Don Giovanni, Così
fan tutte, além de sinfonias, quartetos de cordas e concertos que influenciaram
profundamente a música erudita. Em 1791, pouco antes de sua morte, compôs ainda A
Flauta Mágica e iniciou o Réquiem em Ré menor, sua obra póstuma, deixada
incompleta e envolta em mistério.
Apesar de seu brilhantismo e reconhecimento artístico, Mozart enfrentava
dificuldades financeiras. Com estilo de vida elegante, obrigações sociais e gastos
elevados — típicos de alguém de sua reputação — frequentemente vivia endividado e
dependia de empréstimos ou ajuda de amigos.
Em 1791, Mozart adoeceu gravemente. Ficou acamado, debilitado por inchaço, febre,
dores e fraqueza. Faleceu em Viena, na madrugada de 5 de dezembro de 1791, aos 35
anos. A causa registrada na época foi uma “febre miliar severa”, embora estudiosos
modernos apontem que ele provavelmente sofria de complicações renais ou febre
reumática.
PAULO BARRETO
Iniciou seus estudos em Recife, onde logo passou a integrar a Orquestra Sinfônica de Recife,
sob a regência de Eleazar de Carvalho. Desde 1987, é integrante da Orquestra Sinfônica do
Paraná, ocupando o cargo de primeiro oboé solista desde 1989. Concluiu seus estudos
superiores na Escola de Música e Belas Artes do Paraná e especializou-se em Berlim,
Alemanha, como bolsista do governo alemão de 1995 a 1999, sob orientação dos professores
Ricardo Rodrigues (Hochschule für Musik “Hanns Eisler”) e Dominik Wollenweber
(Orquestra Filarmônica de Berlim). No Brasil, foi ganhador de vários prêmios como solista,
onde atuou sob a regência de maestros como Eleazar de Carvalho, Isaac Karabtchevsky, Alceo
Bocchino, entre outros. Desde 1993 é professor no curso superior da EMBAP, e a partir de 2011
regente e diretor artístico da Orquestra Sinfônica da EMBAP, com a qual tem realizado vários
concertos sinfônicos e vocais, destacando-se as Sinfonias de Beethoven, Mozart, Haydn,
Schubert, Dvorak e Tchaikovsky. Dentre vocais, destacam-se Cantatas de J. S. Bach, a “Missa da
Coroação” de Mozart e óperas, como Cavalleria Rusticana, Flauta Mágica e Carmen no III
Festival de Ópera do Paraná, em 2017.
RICARDO MOLTER
Violinista spalla da Orquestra Sinfônica do Paraná, Ricardo Molter é natural de Toledo-PR,
onde iniciou seus estudos musicais aos dez anos. Bacharel em violino pela EMBAP/UNESPAR
(2014) e mestre em música pela UEM (2023), foi aluno de Paulo Lückmann, Marco Damm,
Paulo Bosísio e Winston Ramalho. Participou de masterclasses com os violinistas Roberto
Hübner, Simone Savytzky, Eugueni Ratchev, Luiz Filipe Coelho, Emmanuele Baldini e Yuuki
Wong. Foi spalla da Orquestra Sinfônica Cidade de Ponta Grossa de 2010 a 2013, também foi
spalla da Orquestra Sinfonica EMBAP/UNESPAR. Em 2013, foi premiado no 15º Concurso
Nacional de Cordas Paulo Bosísio e ingressou na Camerata Antiqua de Curitiba, onde atuou
por cinco anos como concertino, spalla, solista e camerista. Foi professor do Conservatório de
Música Maestro Paulino em Ponta Grossa de 2021 a 2023. Tocou sob a batuta de diversos
maestros de renome internacional como Antoni Wit, John Neschling, Stefan Geiger, Roberto
Tibiriçá, Roberto Minczuk, Raphael Haeger, Christian Vásquez e Stefan Asbury.
DENIS CASTILHO
Violista Curitibano, nascido em 1984. Iniciou seus estudos musicais aos 13 anos com Gê
Ribeiro, no violino, e posteriormente estudou com Paulo Egídio Luckmann. Bacharel em
Viola pela EMBAP/UNESPAR, onde foi aluno dos professores Marco Damm e Paulo Bosísio.
Posteriormente aperfeiçoou-se com os renomados músicos Alexandre Razera e Winston
Ramalho. Também participou de masterclasses com Gabriel Marin, Brunno Giuranna, Anna
Serova e Rafael Altino. Atualmente, integra a Camerata Antiqua de Curitiba como violista e
atua como professor de Viola na Escola de Música e Belas Artes do Paraná
(EMBAP/UNESPAR), além de participar do Projeto Cordas do Iguaçu. Ao longo de sua
carreira, realizou turnês nacionais e internacionais com apresentações no Brasil e no Exterior.
Orquestra Sinfônica EMBAP/UNESPAR
A Orquestra Sinfônica EMBAP/UNESPAR foi assumida pelo Professor Paulo Barreto
em 2011, e regularmente tem se apresentado em Curitiba. Desde então, realizou grandes
concertos na cidade no Auditório Mario Schoemberger, e também no Canal da Música,
Capela Santa Maria e Teatro Guaíra. Apresentou ao longo desses 14 anos, obras de
Beethoven, Dvořák, Tchaikovsky, Mozart, Haydn, Ravel, Schubert, Bizet, entre outros.
Realizou óperas no Festival de Ópera do Paraná, nas edições de 2017 e 2018, destacando
títulos como Carmen, Cavalleria Rusticana, A Flauta Mágica e Rita. Em 2022, foi criada a
Camerata OSEMBAP, realizando concertos dedicados ao repertório Barroco,
principalmente cantatas e concertos de J. S. Bach. Em 2024, o Professor Paulo Barreto
também assumiu a liderança da Orquestra de Cordas da EMBAP, ORCEMBAP, que
apresenta um repertório destinado a orquestra de cordas.
VIOLINOS 1 VIOLAS TROMPAS
Gabriel Marcondes, spalla Carlos Filipe Maia Jonatas Costa
Lucas Santiago Tadeu Faccin Weber Gomes
Agatha Mendonça Marcela Obenaus
Maria Eduarda Bergel OBOÉS
Denilson de Souza Junior VIOLONCELLOS Vinícius Klos
Jean Machado André Silva Neto
VIOLINOS 2 Romulo Castilho
Helena Passos Helena Stein
Matheus Mello Magaly Bentes
Juan Henrique Silva Iara Bello
Otto Roschildt Ary Junior
Keila Kovaleski
Taynara Beguetto CONTRABAIXO
Dayse Kuzminski Gustavo Souza
GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ
Carlos Roberto Massa Junior
VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ
Darci Piana
Universidade Estadual do Paraná - UNESPAR
REITORA
Profª . Dra. Salete Machado Sirino
VICE-REITOR
Prof. Dr. Carlos Alexandre Molena
PRO-REITORIA DE EXTENSÃO E
CULTURA
Profª . Dra. Sandra Mara de Souza
Escola de Música e Belas Artes do Paraná
DIRETOR
Agente Universitário Elói Vieira Magalhães
VICE-DIRETORA
Profª. Deborah alice Bruel Gemin
CHEFE DE GABINETE / COORDENADORA DE CAMPUS
Luciane Jost
Orquestra Sinfônica EMBAP/UNESPAR
DIRETOR MUSICAL E REGENTE TITULAR
Prof. Paulo Barreto
ARQUIVO
Carlos Filipe Maia
COMUNICAÇÃO
Lucas Santiago
REALIZAÇÃO: