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NP 2

O documento discute a psicologia sob a perspectiva do estruturalismo de Wundt e do associacionismo, enfatizando a análise da consciência em partes menores e a importância da organização perceptiva. A teoria da Gestalt é apresentada como uma abordagem que valoriza a percepção como um todo organizado, onde a interação entre as partes é fundamental para a compreensão da experiência. Além disso, aborda a Gestalt-terapia, que enfatiza a relação entre o indivíduo e o ambiente, destacando a importância do contato e da consciência plena para o crescimento pessoal.
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NP 2

O documento discute a psicologia sob a perspectiva do estruturalismo de Wundt e do associacionismo, enfatizando a análise da consciência em partes menores e a importância da organização perceptiva. A teoria da Gestalt é apresentada como uma abordagem que valoriza a percepção como um todo organizado, onde a interação entre as partes é fundamental para a compreensão da experiência. Além disso, aborda a Gestalt-terapia, que enfatiza a relação entre o indivíduo e o ambiente, destacando a importância do contato e da consciência plena para o crescimento pessoal.
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Delimitando o objeto, Wundt evita a discussão sobre a alma e o corpo, a relação

entre a imortalidade e a mortalidade de um e de outro. Para longe de uma filosofia


mental: um estudo do que há de físico na nossa percepção do mundo. Um objeto
que pode ser controlado, estudado, delimitado, enquanto uma filosofia não poderia
contar com parâmetros de estudo, cada tratado partiria de seus próprios
pressupostos.

Esses estudiosos acreditavam que a consciência podia ser dividida em partes


menores, como se fosse um quebra-cabeça. Cada pedacinho representava uma
sensação, emoção ou pensamento básico. O objetivo era entender cada parte
separadamente e depois ver como elas se juntam para formar experiências mais
complexas como quando sentimos alegria, tomamos uma decisão ou lembramos de
algo.

O que é o associacionismo: Eles achavam que essas partes se ligavam umas às


outras por associações, quase como uma corrente: uma ideia leva a outra, um
sentimento puxa uma lembrança, e assim por diante.

Titchener: Ele foi um dos principais nomes dessa visão. Para ele, a principal tarefa
da psicologia era descobrir os elementos básicos da consciência e entender sua
estrutura. Estruturalismo Estuda a estrutura da mente: divide a consciência em
partes menores (sensações e sentimentos). Sensações: respostas aos estímulos
(ver, ouvir, tocar). Sentimentos: experiências subjetivas dessas sensações. O
objetivo era analisar a consciência em seus elementos básicos e descobrir como se
combinam.

Analisar os processos conscientes até chegar aos seus elementos mais básicos; 2.
Descobrir como esses elementos são organizados, e; 3. Determinar leis de conexão
que regem essa organização. As sensações e os sentimentos seriam as duas
formas elementares da experiência. As sensações são suscitadas sempre que um
órgão sensorial é estimulado e os impulsos resultantes chegam ao cérebro.

Os sentimentos seriam o conteúdo subjetivo das sensações. Então, o que temos é


uma busca por descobrir as sensações primárias, o contato mais imediato com o
mundo, para, a partir daí, entender como se dão as emoções e as sensações mais
complexas.

De acordo com Wundt, a psicologia deveria estudar a experiência consciente


dividindo-a em partes menores, chamadas de elementos sensoriais, como cores,
sons e formas. A ideia era que, ao entender cada um desses elementos
isoladamente, seria possível compreender toda a experiência mental. No entanto,
com o fenômeno phi, percebeu-se que nem toda percepção pode ser explicada
apenas por estímulos simples. O movimento phi mostra que, quando duas luzes
piscam rapidamente uma após a outra, temos a sensação de que existe um
movimento contínuo, embora ele não exista de fato. Isso significa que o fenômeno
é percebido como algo real pela mente, mesmo sem um estímulo correspondente.
Assim, a percepção não pode ser reduzida apenas a elementos sensoriais, pois ela
é resultado da forma como o cérebro organiza e interpreta as informações que
recebe.

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A Gestalt entende a mente e a percepção como um processo total e contínuo, no
qual o todo tem um papel mais importante do que as partes isoladas. Ela parte da
ideia de que os fenômenos psicológicos devem ser compreendidos em sua forma
global, e não pela análise separada de seus elementos. Segundo essa perspectiva,
existem totalidades cujo comportamento não depende das partes individuais, mas,
ao contrário, são as partes que ganham sentido a partir do todo. Assim, o que define
e dá significado a algo não são seus detalhes isolados, e sim a maneira como todos
esses elementos se organizam em conjunto. A Gestalt, portanto, valoriza a
organização e a estrutura das experiências, mostrando que a percepção e o
comportamento humanos são determinados pela forma como o cérebro organiza os
fatos, as sensações e os fenômenos em um todo coerente.

Os princípios da Gestalt sobre organização e percepção explicam como nosso


cérebro tende a organizar automaticamente os estímulos que recebemos do
ambiente para formar um todo coerente e com sentido. Para a Gestalt, a percepção
não é passiva ou seja, não recebemos apenas informações dos sentidos, mas é um
processo ativo de organização.

Isso significa que, ao perceber o mundo, nosso cérebro busca padrões, formas e
relações entre os elementos, em vez de enxergar cada parte isoladamente. Essa
tendência natural à organização é o que nos permite reconhecer rostos, objetos,
figuras e sons de forma rápida e significativa.

Princípios da Gestalt -“O todo é diferente da soma de suas partes.” O


comportamento e a percepção são organizados pelo todo, não pelas partes.
Percebemos os objetos da mesma maneira como percebemos o movimento
aparente, isto é, como totalidades unificadas e não como aglomerados de
sensações individuais.

Na percepção, a organização ocorre instantaneamente sempre que vemos ou


ouvimos diferentes formas ou padrões. Partes do campo perceptivo se combinam,
unindo-se para formar estruturas que são distintas do fundo. A organização da
percepção é espontânea e inevitável, sempre que olhamos ao nosso redor.

O que propõe a teoria da Gestalt? Propõe que o ser humano percebe os objetos
e situações como um todo organizado e não apenas como a soma de partes
isoladas. O cérebro cria padrões e busca formas organizadas para compreender o
que vê. A Gestalt estuda como percebemos e damos sentido ao mundo, mostrando
que a organização perceptiva é um processo criativo da mente.

Leis da Percepção - Lei da Pregnância (Boa Forma): preferimos formas simples


e equilibradas. também chamado de boa forma, é um dos fundamentos da Teoria da
Gestalt. Ele afirma que nosso cérebro tende a organizar as percepções da maneira
mais simples, estável e equilibrada possível. Isso significa que, diante de vários
estímulos, percebemos primeiro a forma mais clara, regular e harmoniosa. A mente
busca sempre a configuração mais “boa” ou “perfeita”, reduzindo a complexidade e
tornando a percepção mais compreensível. Em outras palavras, o princípio da
pregnância mostra que temos uma tendência natural a dar ordem e simplicidade ao
que vemos, organizando os elementos de forma coerente e fácil de interpretar.

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Proximidade: elementos que estão próximos são percebidos como parte de um
mesmo grupo;

Semelhança: elementos parecidos tendem a ser agrupados;

Continuidade: o cérebro prefere perceber linhas e formas contínuas, e não


quebradas;

Fechamento: mesmo quando uma figura está incompleta, tendemos a completá-la


mentalmente;

Figura e fundo: percebemos uma parte da imagem como principal (figura) e o


restante como plano de fundo. Ao perceber uma imagem, nossa mente separa
automaticamente o que é principal (figura) do que serve de cenário (fundo). A figura
é o que se destaca e chama a atenção, enquanto o fundo fica em segundo plano.
Essa organização ajuda o cérebro a dar sentido ao que vemos e pode mudar
conforme o foco da nossa percepção.

A Teoria da Gestalt propõe que percebemos o mundo como um todo organizado, e


não como a soma de partes isoladas. Ela afirma que a mente organiza ativamente
os estímulos que recebe, formando padrões e significados. Assim, o todo é diferente
da soma das partes, pois é a organização dos elementos que dá sentido à percepção
e à experiência.

Na Gestalt-terapia, Criada por Frederick (Fritz) Perls e Laura Perls, na década de


1940. A Gestalt-terapia é uma abordagem terapêutica que enfatiza a
responsabilidade e a liberdade essenciais do ser humano perante a sua existência.
Seu desenvolvimento deve-se principalmente ao trabalho de Frederik Perls, cujo
nome ficou associado a esse modelo de atendimento psicoterápico. Na Psicologia
da Gestalt Perls descobre que o “homem não percebe as coisas isoladas e sem
relação, mas as organiza no processo perceptivo como um todo significativo”

Mistura influências da Gestalt (Alemanha), fenomenologia (Husserl) e


existencialismo. Enfatiza a experiência presente e a totalidade do ser humano.

o conceito de Holismo (do grego holos, que significa “todo”) parte da ideia de que
tudo no universo tende naturalmente a se organizar em totalidades. Isso quer dizer
que cada ser vivo, desde os organismos mais simples até o ser humano, é um todo
integrado, com um padrão próprio de organização interna. Nesse sentido, o ser
humano não pode ser compreendido por partes isoladas, como corpo, mente ou
emoções separadamente. Cada parte está interligada e influencia o funcionamento
do todo, assim como o todo também afeta cada uma de suas partes.

Foco do holismo: Defesa contra uma fragmentação, feita comumente por outros
métodos. Essa fragmentação perde o objeto inicial. Ou seja, se fragmentamos algo
para análise, já estamos falando de algo que não o objeto inicial.

A Gestalt-terapia entende, portanto, que o indivíduo é uma unidade viva, dinâmica


e criativa, que está sempre se transformando e se reorganizando em resposta ao
ambiente. Esse “todo” não é apenas a soma de partes, mas uma estrutura nova e
única, resultado da interação constante entre suas dimensões físicas, emocionais,
cognitivas e sociais. Assim, a Gestalt-Terapia considera o indivíduo em toda a sua

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inteireza. O terapeuta deve observar igualmente seu paciente e suas relações
interpessoais.

O aboutism expressa a forma como a ciência busca compreender os fenômenos a


partir de um distanciamento conceitual, ou seja, explicando e descrevendo “sobre”
algo em vez de vivenciá-lo diretamente. Representa uma postura de observador
externo, que prioriza a explicação racional e objetiva em vez da experiência
imediata.

Na Gestalt, o ser humano é visto como um organismo único, em que corpo e mente
formam uma só unidade. Isso significa que pensar e agir não são coisas separadas,
mas partes de um mesmo processo. As relações com o ambiente são
compreendidas de forma inteira e espontânea, e não divididas em partes. Assim, na
terapia, não se deve tratar o paciente como corpo de um lado e mente de outro, pois
tudo está interligado. Quando pensamos, estamos apenas recriando a realidade em
uma forma simbólica, mas ainda fazendo parte do mesmo processo de ação e
percepção.

O ser humano e o ambiente formam uma unidade inseparável. Não existimos fora
do mundo ou da cultura nós fazemos parte deles e eles fazem parte de nós. Assim,
nossa forma de agir, pensar e sentir surge da relação viva que temos com o meio, e
não apenas de algo interno ao indivíduo.

Por isso, na Gestalt, o comportamento não é visto como uma característica isolada
da pessoa, mas como o resultado da situação pessoa-ambiente. Isso significa que
não se pode compreender alguém sem considerar o contexto em que ela está
inserida, suas relações, sua história e sua cultura. Da mesma forma, as dificuldades
e os sintomas não são vistos como “falhas individuais”, mas como expressões dessa
interação entre o sujeito e o mundo que o cerca.

Na Gestalt-terapia, a homeostase é o processo natural de busca de equilíbrio do


organismo. O ser humano está em constante movimento entre necessidade e
satisfação: quando surge uma necessidade (como fome, sono ou afeto), o
organismo tende a agir para restabelecer o equilíbrio. Assim, a homeostase
representa o ajuste contínuo entre a pessoa e o ambiente, garantindo que o
indivíduo se mantenha saudável e em harmonia consigo mesmo e com o meio.

O que é uma Gestalt? A Gestalt é o todo ou a forma completa com que percebemos
o mundo. O organismo está sempre buscando equilíbrio (homeostase), e esse
equilíbrio acontece quando uma Gestalt se fecha, ou seja, quando uma necessidade
é satisfeita. Algumas Gestalten se fecham rapidamente, como a fome após uma
refeição, enquanto outras podem durar muito tempo, como a busca por uma carreira
significativa. Quando uma necessidade é atendida, a Gestalt se completa, e o
indivíduo pode então voltar sua energia para outras demandas.

Gestalten – o termo é usado para expressar a ideia do que o ser humano percebe
o mundo em estruturas organizadas e não em parte separadas. Ato de dar forma,
organizar ou configurar. São as necessidades/ situações abertas – quando
resolvidas a Gestalt se fecha.

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Na Gestalt-terapia, o ser humano é compreendido como um organismo em
constante relação com o ambiente, e essa relação acontece no limite de contato o
ponto onde o “eu” e o “mundo” se encontram. É nesse limite que o indivíduo percebe,
sente, age e se transforma, formando o que chamamos de self, que não é algo fixo,
mas um processo vivo, que se cria e se recria no encontro com o outro e com o
meio.

O contato é essencial para o crescimento. Ele permite que o indivíduo reconheça


suas necessidades, aja sobre o mundo e feche suas Gestalten (ou situações
inacabadas). Quando uma necessidade é satisfeita, o organismo recu pera o
equilíbrio o que chamamos de homeostase. Mas quando o contato é interrompido
ou confuso, surgem dificuldades emocionais e comportamentais.

A saúde psicológica, portanto, está ligada à capacidade de fazer ajustamentos


criativos ou seja, adaptar-se ao ambiente de modo flexível, integrando novas
experiências e superando padrões antigos que já não servem. Quando esse
processo é bloqueado, ocorre o que chamamos de neurose.

Neurose na Gestalt: Surge quando o indivíduo perde a capacidade de organizar


suas necessidades vive confuso, preso a situações inacabadas (Gestalten abertas).
Quando as gestalten ficam abertas e a pessoa perde a capacidade de se ajustar ao
ambiente.

O limite de contato pode ser físico (como a pele ou os sentidos), mas também
emocional, social ou simbólico. É nesse espaço que “tocamos e somos tocados”
pelo mundo.

Self: é um processo que surge no contato com o ambiente.

O trabalho terapêutico na Gestalt consiste em restabelecer o contato vivo com o


aqui e agora, ajudando o paciente a perceber suas sensações, emoções e
necessidades reais no presente. O terapeuta e o paciente caminham juntos em
direção ao novo, explorando a experiência presente e ampliando o campo de
possibilidades do indivíduo.

A awareness (ou consciência plena): Significa “estar consciente do que se é e do


que se sente, aqui e agora. Estar em awareness significa estar presente, consciente
do que se sente, pensa e faz no momento atual. Através desse processo, o indivíduo
pode reconhecer o que o impede de viver plenamente como a ansiedade, o medo
ou os padrões repetitivos e encontrar novas formas de contato mais autênticas e
satisfatórias. O terapeuta ajuda o paciente a perceber como ele evita o contato com
o presente, desviando-se para o passado ou futuro.

Relação Terapêutica - É dialógica, ou seja, baseada no encontro autêntico entre


terapeuta e cliente. O terapeuta está presente, escuta sem julgar e facilita o
crescimento do paciente. A mudança vem da consciência e da experiência, não da
explicação teórica.

O funcionalismo entende que a mente e o comportamento existem para ajudar o


indivíduo a se adaptar ao meio. Ou seja, pensar, sentir e agir são vistos como
funções úteis para a sobrevivência e o ajustamento ao ambiente.

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Influência: Foi fortemente influenciado pela Biologia e pela teoria da evolução de
Darwin.

Foco: O estudo dos processos mentais e comportamentais em funcionamento,


buscando compreender como o indivíduo se ajusta ao ambiente.

Contexto histórico: Teoria Traço e Fator (Frank Parsons) - A teoria Traço e Fator
parte do pressuposto de que o aconselhamento deve focar o processo de ensino do
aconselhando, pois tem como meta a solução de problemas específicos de adaptação
do indivíduo nas áreas educacional e profissional através do desenvolvimento de
atitudes e comportamentos (os “traços”) condizentes com o esperado para a realização
da atividade proposta (os “fatores”).

De forma simples, essa teoria diz que, para escolher uma profissão de forma adequada,
basta combinar os traços da pessoa com os fatores da profissão. O papel do psicólogo
ou orientador profissional, nesse modelo, é avaliar as características da pessoa e
identificar as profissões que combinam com elas, ajudando-a a tomar uma decisão mais
consciente.

Origem: Surgiu dentro da orientação vocacional, influenciada pela psicometria (testes


psicológicos). Ideia central: Ajudar a pessoa a se ajustar social e profissionalmente,
analisando:

Traços pessoais (aptidões, habilidades, interesses). Fatores externos (exigências do


mercado de trabalho). Relação pessoa-profissão (ajuste entre ambos).

Como funciona o processo: Análise do indivíduo → Identificação de características


pessoais. Análise das profissões → Entendimento das exigências e oportunidades.
Ajuste pessoa–profissão → Escolha da ocupação ideal.

Estrutura do aconselhamento traço-fator: Identificar o problema e a tensão.


Entrevistas e avaliações → coleta de informações sobre a personalidade.
Psicodiagnóstico → análise e devolutiva. Prognóstico → prever resultados ou caminhos
possíveis. Aconselhamento → definição de metas.

Direcionamento e estratégias → promover o ajustamento.

Aconselhamento Psicológico: É uma relação de ajuda em que o cliente busca alívio


para tensões, esclarecimento de dúvidas ou apoio emocional.
O objetivo é facilitar o crescimento pessoal, ajudar na tomada de decisões e fortalecer
a autoconfiança. Atua em três campos principais: educacional, profissional e emocional.
Com o tempo, o aconselhamento deixou de ser apenas diretivo e passou a considerar
o ser humano em seu contexto social e histórico.

O aconselhamento psicológico é um processo breve e focado no presente. Ele busca


compreender e lidar com o problema atual trazido pela pessoa, oferecendo apoio
prático, orientação e acolhimento para ajudar na tomada de decisões e na resolução de
dificuldades imediatas. Geralmente envolve poucas sessões, sem a necessidade de
explorar profundamente a história de vida ou questões emocionais mais complexas.

Já a psicoterapia é um processo mais longo e aprofundado, que investiga não apenas


o que a pessoa vive no momento, mas também sua história, padrões de comportamento,
vínculos, traumas e estruturas emocionais. Seu objetivo é promover uma transformação

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emocional profunda, ajudando o indivíduo a compreender a origem de seus conflitos,
modificar padrões que se repetem e desenvolver novas formas de sentir, pensar e agir.

Abordagem Centrada na Pessoa (Carl Rogers) - Origem:


Rogers desenvolveu sua abordagem a partir de sua experiência clínica. Em um
atendimento, percebeu que, sem seguir manuais, conseguiu ajudar a cliente apenas
ouvindo e compreendendo genuinamente. Essa experiência foi o ponto de partida para
sua teoria.

Ideia central: A relação terapêutica deve se basear em uma postura autêntica e


respeitosa, na qual o terapeuta facilita o processo do cliente, sem dirigir ou impor
caminhos.

Princípios básicos (axiomas da não-diretividade): - Autenticidade: o terapeuta se


apresenta como pessoa real, não como um papel profissional distante. Aceitação
positiva incondicional: valorização e respeito ao cliente como pessoa. Compreensão
empática: capacidade de se colocar no lugar do outro, entendendo seus sentimentos e
significados.

Objetivo: Proporcionar um ambiente seguro e acolhedor, permitindo que o cliente entre


em contato com suas vivências e potencialidades para encontrar suas próprias
respostas.

Características: Método não-diretivo. Enfatiza a escuta, o respeito e a liberdade do


cliente em conduzir o processo. Afasta-se da visão médica ou diagnóstica da psicologia.
O cliente é participante ativo na compreensão de si mesmo.

Diferenças entre Aconselhamento Psicológico e Psicoterapia - O aconselhamento


não aprofunda o histórico de vida, mas busca compreender como a pessoa lida com a
situação problema [Link] nas potencialidades do sujeito e na sua capacidade de
resposta. Envolve menos sessões, com objetivo mais pontual e breve. A psicoterapia,
por outro lado, é um processo mais longo, profundo e sem duração pré-determinada.

O que é o Plantão Psicológico? O Plantão Psicológico é um tipo de atendimento em


que o psicólogo está disponível para acolher a pessoa no momento em que ela procura
ajuda. Diferente de uma terapia tradicional, não é o psicólogo que define o tema da
conversa, mas sim o cliente, que traz o que está vivendo e precisa compartilhar naquele
momento. O objetivo principal é ajudar a pessoa a compreender melhor sua situação
atual, encontrando caminhos para lidar com o que está sentindo e resgatando seu senso
de liberdade e autonomia, ou seja, sua capacidade de tomar decisões e agir por conta
própria. O Plantão Psicológico pode acontecer em diferentes instituições, como escolas,
hospitais e empresas, sem precisar seguir o formato tradicional de um consultório. Ele
ocorre em dias e horários fixos, com psicólogos disponíveis para atender quem procurar
ajuda. Geralmente, acontece em um único encontro, que busca ajudar a pessoa a
compreender e lidar com sua situação atual. Esse modelo é importante porque oferece
atendimento rápido e acessível, sem necessidade de agendamento, sendo um apoio
em momentos de necessidade imediata.

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