A Criação Das Sociedades de Leasing em Angola e A Contabilização Das Locações Financeiras
A Criação Das Sociedades de Leasing em Angola e A Contabilização Das Locações Financeiras
locações financeiras
O presente artigo trabalho visa estudar as questões relativas ao conhecimento dos Contabilistas
da Província de Benguela no que diz respeito ao processo de criação das Sociedades de Leasing
e respetiva contabilização à luz da natureza dos contratos estabelecidos pelos Decretos n.º
A economia angolana vem registando fortes investimentos nos sectores produtivos e sociais,
facto que tem obrigado os operadores económicos a procurarem fontes de financiamentos mais
expeditas para dar respostas às necessidades de recursos financeiros de que necessitam, com
de recursos financeiros por parte dos investidores, afetando a concretização dos projetos
contabilístico mais correto para as operações de leasing financeiro. Este vazio, permite um
presente artigo.
Assim sendo este artigo tem como principal objetivo enquadrar a temática da locação
Brasil e verificar até que ponto, os Contabilistas da Província de Benguela, aos quais se efetuou
PORTUGAL
Segundo Agustini (1995), o termo leasing é do gerúndio do verbo inglês to leasing que significa
arrendar. As raízes históricas do leasing segundo Sousa e Famá, em artigo publicado na Revista
Cadernos de Pesquisa em Administração, São Paulo, v.1, n.4, pp. 62-76, 1º sem/971, datam do
século XVIII A.C, com Hamurabi – considerado o primeiro legislador do mundo que,
Portugal, publicada em 2007, refere que a história do leasing remonta a 2.000 anos Antes de
Cristo e que os Sumérios utilizavam uma forma de leasing operacional para financiar
ferramentas e alfaias agrícolas e que o leasing financeiro da terra e dos edifícios tornou-se
bastante popular na Europa durante o período medieval por virtude das limitações impostas à
A locação de material rolante para os caminhos de ferro nos anos 40 do século passado
1
Disponível em [Link]
volume 2 – n.º 2 (2008, pp. 2, 3, 4);3 O arrendamento mercantil ou leasing foi introduzido nos
Estados Unidos por volta de 1700, pelos colonos ingleses em Baltimore e Filadélfia. Entretanto,
referem, que sua real expansão ocorreu em Março de 1941 durante a Segunda Guerra Mundial,
com a promulgação da “Lend and Lease Act” em 11-03-1941, pelo então presidente Roosevelt.
O governo americano efetuava empréstimos de equipamentos bélicos aos países aliados, sob a
que nasce o leasing de forma plena nos Estados Unidos. Nesta altura destaca-se o caso do
dispêndio grande de capital, criou em 1952, uma sociedade com o capital de 20 mil dólares, e
o seu sucesso foi tão grande e imediato com o prestígio e crédito bancário que conseguiu. A
São Francisco da Califórnia, da primeira locadora conhecida, que ainda hoje opera sob a sigla
Ainda segundo os autores, a Inglaterra foi o primeiro país europeu a praticar o leasing em 1960.
Na Alemanha o leasing começou a ser praticado desde 1965 sob duas formas principais: o
em 1961 se registarem já operações de leasing só, em 1966 surge a lei que tratou do crédit-
bail.
Segundo Silva et. al. (2006), embora já com raízes históricas nos Estados Unidos da América,
o leasing conhece o seu maior desenvolvimento após a segunda guerra mundial, enquadrado na
empresas especializadas.
A figura do leasing tal como se entende hoje, tem vindo a apresentar em vários países taxas de
crescimento bastante expressivas, tendo já sido adotado por grande parte do tecido empresarial
dos países Europeus e América, tais como Brasil, Portugal, Espanha, entre outros, como meio
De acordo com a Associação Portuguesa de Leasing e Factoring ( 2007) em Portugal nos finais
dos anos 70 e num contexto global de profunda descapitalização das empresas e de fortes
inspirada no credit-bail francês, a locação financeira é definida como sendo a operação através
imóvel, por tempo determinado, contra o pagamento de uma quantia periódica (renda), estando
pagamento de um montante fixado à partida (valor residual). Durante os anos 80 com especial
destaque para o segundo quinquénio, a locação afirmou-se em Portugal como uma das mais
No princípio da década de 90, a locação financeira contribuía já com mais de 10% para o
financiamento do investimento global. Com exceção de 1994 – ano negro para o sector na
Ainda segundo a ALF, com a publicação em 1995 dos Decretos-Lei 72 e 149, de 15 de abril e
Categoria de Instituições de Crédito (antes eram empresas para bancárias), passam a poder
oferecer em locação quaisquer bens móveis ou imóveis e desde então também aos particulares,
tivesse tornado possível aos Bancos exercer a actividade, estes não enveredaram, desde logo,
por esse caminho pelo que, no essencial, a locação financeira continuou a ser disponibilizada
pelas sociedades de locação financeira até finais da década de 90. No final desta década o sector
iniciou um período de profunda reestruturação com várias aquisições, fusões e integração nos
próprios bancos.
manteve-se como tal até 2005. Neste ano funde-se com a APEF – Associação Portuguesa de
Empresas de Factoring, por incorporação desta última na APELEASE, dando origem a ALF –
Associadas, representando quase 100% do total das entidades que exercem a actividade de
sociedades, que irão ter continuidade no princípio dos anos 90, atingindo em meados da década,
anos 80, com especial destaque para o segundo quinquénio, a locação afirmou-se em Portugal
como uma das mais populares formas de financiamento dos investimentos, com taxas de
crescimento do volume de negócios do sector que chegaram a ultrapassar os 100%.
De acordo com Fortuna (1992), citado por Sandro Hutter Chimisso no seu artigo publicado na
divulgação dos contratos através de redes de agências bancárias. As modalidades mais usuais
no Brasil são o leasing operacional e o financeiro. Refere o autor que o leasing financeiro surgiu
vinculado às necessidades das empresas da existência de uma entidade que tivesse condições
nível dos negócios reflete sobre o capital necessário para investimentos, permitindo à financiada
Adianta ainda o mesmo autor, que as operações de arrendamento mercantil foram reguladas em
1974, através da Lei n.º 6099 e a sua última alteração significativa foi através da Resolução do
Banco Central n.º 2309/96, obedecendo a normas estabelecidas pelo Conselho Monetário
Nacional. A partir desse momento passou a ser praticado oficialmente no mercado financeiro,
arrenda um bem de capital produzido no exterior, sem similar nacional, para empresas
arrendatárias sediadas no Brasil, bem como a modalidade do Leasing de Exportação onde uma
empresa de leasing brasileira arrenda um bem adquirido no mercado interno para empresas
arrendatárias no exterior.
Finalmente afirma que o leasing para pessoas físicas, foi regulamentado a partir da Lei n.º
datada de Abril de 2013, refere que em Cabo Verde o leasing tem como antecedentes o Decreto-
Lei n.º 45/95 de 11 de setembro, onde o Legislador debruça-se sobre o tema, definindo no artigo
n.º 1º, que “Sociedade de locação financeira é uma instituição parabancária que tem como
objeto exclusivo o exercício..., financeira (leasing)” (pp.7-8). Por seu lado, Reis continua,
afirmando que o Decreto n.º 37/2000 define a locação financeira como “... contrato pelo qual
uma das partes se obriga, contra retribuição, a conceder a outra o gozo temporário de uma coisa,
adquirida ou construída por indicação desta e que a mesma pode comprar, total ou parcialmente,
Ainda segundo o mesmo autor, o Decreto n.º 37/2000, de 28 de agosto faz as seguintes
5 Disponível em:
[Link]
%20empresas%20em%20Cabo%20Verde%20-
20An%C3%A1lise%20pr%C3%A1tica%20de%20efeitos%20econ%C3%B3micos,%20financeiros%20e%20con
tabil%C3%[Link]
- Locação financeira mobiliária como sendo aquela que respeita apenas a bens de
equipamento, e;
- Locação financeira imobiliária aquela que tem por objeto exclusivo bens imóveis
habitação.
Em 2003 é publicado o Aviso n.º 1/2003 do Banco de Cabo Verde que clarifica os elementos
essenciais que devem ser tidos em conta nos contratos de locação financeira, entre os quais se
Financeira, e do Decreto Presidencial n.º 65/11, de 18 de abril, que aprova o Regulamento Sobre
a Actividade das Sociedades de Locação Financeira e que consta do Diário da República n.º 72,
economia com forte influência na actividade empresarial. De referir que actualmente estas
operações são praticadas por alguns bancos comerciais tais como o Banco Internacional de
Crédito (BIC), Banco de Fomento Angola (BFA), Banco Angolano de Investimento (BAI),
Banco de Poupança e Crédito (BPC), o Banco Económico (BE), com um forte pendor para o
leasing automóvel.
No caso de Angola, o Decreto Presidencial n.º 65/11, de 18 abril de 2011, define que sociedades
de locação financeira são instituições financeiras não bancárias, que têm por objecto exclusivo
exploração, locar ou efectuar outros actos de administração sobre bens que lhe sejam restituídos
do direito de compra pelo locatário, assim como locar bens móveis fora dos casos em que os
bens lhes hajam sido restituídos no termo do contrato de locação financeira. Estas sociedades,
devem constituir-se como sociedades comerciais sob a forma de sociedades anónimas. Para
além destas sociedades, os bancos podem igualmente celebrar contratos de locação financeira.
No caso particular de Angola os mesmos são regulamentados pelo Decreto n.º 82/2001, que
cria o Plano Geral de Contabilidades e demais anexos publicados no Diário da República n.º
52, I Série, em vigor até a data. Na República de Angola, desde a independência até à data
- Plano de Contas Nacional, aprovado pelo Decreto n.º 250/79 de 19 de outubro de 1979,
publicado no Diário da República n.º 280, I Série, de 27 de novembro de 1979, baseado num
com maior incidência às Unidades Económicas Estatais (U.E.E). O Plano de Contas Nacional
aprovado por esse Decreto era extensivo as Empresas Mistas e Privadas com as devidas
adequações;
vista a garantir uma maior autonomia e consequente responsabilização na gestão das empresas
estatais com o objectivo de atingirem elevado grau de eficiência e rentabilização, criando assim
condições de mudança quanto a dependência das U.E.E ao Orçamento Geral do Estado (O.G.E)
amplo recurso ao crédito bancário, uma vez que a estreita dependência ao O.G.E, não
permitindo assim que as empresas formassem os seus próprios fundos é aprovado o Plano de
Decreto n.º 70/89, de 23 de dezembro de 1989 e publicado no Diário da Republica n.º 65, I
Série. Com o decorrer da evolução do mercado este plano foi-se tornando inadequado e em
Empresarial;
- Assim, nesse ano, foi aprovado o Plano Geral de Contabilidade através do Decreto n.º
82/2001 de 16 de novembro, publicado no Diário da República n.º 52, I Série, em vigor até à
data. A aprovação deste instrumento teve como base a crescente globalização da economia
Da análise efectuada aos planos de contabilidade atrás referidos, nenhum deles faz menção à
Definida a natureza do contrato como leasing operacional, pode-se dizer que não existem
Por exemplo, Silva et. al. (2006, p. 279) aventa que “(...) a inscrição do valor dos bens locados
no activo e do valor das rendas a pagar no passivo do balanço da empresa locatária apareceu
justificada no Offiicial Summary of Financial Accouting Standards Board n.º 13, pelo
riscos da propriedade para o locatário deve ser contabilizado por este como uma aquisição de
um activo e a assunção de uma responsabilidade (...) e como uma venda pelo locador (...). As
outras modalidades de leasing devem ser contabilizadas como “operating leases”, isto é como
arrendamento de propriedade”.
Porém, e segundo Alves (2011, p. 24), a Associacion Española de Contabilidad (AECA) é mais
cuidadosa quanto à integração patrimonial dos bens em regime de locação, entendendo que o
bem só deve integrar no património do locatário desde que haja da parte deste a intenção final
outros organismos e autores defendem o contrário, ou seja, que o bem deve figurar no
património do locador e que o locatário deve contabilizar apenas o pagamento das rendas, sem
imobilizado do locador e sendo, por isso, objecto das respectivas reintegrações anuais. As
deveriam figurar no património do locatário apenas depois de exercida a opção de compra pelo
Por sua vez a Corrente Anglo-saxónica, defende que o objecto do contrato de locação financeira
deve ser contabilizado em primeira instância como investimentos na escrita do locador e após
a entrega do bem, deve registar como vendas, e consequente, o valor em dívida, reconhecido
a locação deve ser escriturada pelo valor do activo e como conta a pagar no passivo.
forma. O Comité de Padrões Contábeis do Brasil (CPC, art.35), destaca “para que a informação
represente com propriedade as transações e outros eventos que ela se propõe a representar, é
necessário que essas transações e eventos sejam contabilizados e representados de acordo com
a sua essência ou substancia e sua realidade económica, e não meramente sob sua forma legal”,
com reflexo na recomendação artigo n.º 1º e n.º 2º, do Conselho Federal de Contabilidade do
Brasil (CFC) citado por Rech, J.S.; Cunga. M.F.; Pereira,I.V. e Oliveira, R.O. (s.d.)6,que
concretas, a essência das transações deve prevalecer sobre seus aspectos formais”.
contas especificas, os arrendamentos mercantis financeiros como activos e passivos nos seus
balanços por quantias iguais ao valor justo da propriedade arrendada ou, se inferior, ao valor
de acordo com a sua substancia e realidade financeira e não meramente com a forma legal,
apesar de que a forma legal de um acordo de arrendamento mercantil seja a de que o arrendatário
possa não adquirir a propriedade legal do activo arrendado, prevalecendo assim a substancia e
Esta posição contraria ao postulado na Lei n.º 6099, de 12 de setembro de 19748, revista e
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Disponível em: [Link]
7 Disponível em [Link]
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- Art. 3º - Serão escriturados em conta especial do activo imobilizado da arrendadora os
- Art. 11º - Serão consideradas como custo ou despesa operacional da pessoa jurídica
mercantil.
Art. 12º. Serão admitidas como custos das pessoas jurídicas arrendadoras as cotas de
depreciação do preço de aquisição de bem arrendado, calculadas de acordo com a vida útil.
Em Angola para além dos Decretos n.º 64/11 e n.º 65/11 ambos de 18 de abril e os Avisos n.º
16 e n.º 17 do Banco Nacional de Angola, nenhum outro normativo foi publicado que definisse
o procedimento contabilístico a seguir. Todavia alguns autores como Lousã (2012), refere que
princípio da substancia sob a forma devendo para o efeito no acto de aquisição contabilizar-se
como Outros Valores a Pagar – compra de imobilizado por contrapartida de imobilizados. Essa
opinião é corroborada por Magro e Magro (2008), procedimento este que também era aplicado
em Portugal (na vigência do Plano Oficial de Contabilidade, POC), conforme Silva (2004).
contabilização:
Ótica do locatário:
Pela celebração do contrato e recepção de imobilizado regista-se conforme abaixo descrito:
Débito Crédito
e Demonstração dos Resultados, bem como a distorção das análises que dali se extrai, tais como
Nesta perspectiva foi feita uma pesquisa bibliográfica dos procedimentos contabilísticos do
leasing financeiro praticados em Portugal, Brasil, Cabo Verde e Angola tendo-se chegado ao
Tipo de endividamento
Contas a movimentar
País
Natureza do facto Fornecedor
Empréstimo
de Débito Crédito
financeiro
imobilizado
Pela celebração do
Considera Imobilizações Empréstimos
contrato e entrega do
empréstimo corpóreas sobre locações
Portugal imobilizado
Pagamento do
Empréstimo Dep. Ordem
principal
Custos Financeiros
Pagamento dos juros Dep. Ordem
juros
Pela celebração do
Fornecedor de
contrato e entrega do Sem tratamento Sem tratamento
Serviços –
imobilizado/Lei contabilístico contabilístico
aluguer
6099//74 12 Set
Brasil Fornecedores
Pagamento
Custo operacional Serviços ou
do principal
Dep. Ordem
Fornecedores de
Custo operacional Serviços ou
Pagamento dos Juros
Dep. Ordem
Empréstimo Imobilizações Empréstimo sobre
Pela celebração do
financeiro corpóreas locações
Cabo contrato
Verde e entrega do
imobilizado
Pelo pagamento do
Empréstimo Dep. Ordem
principal
Pelo pagamento dos
Custos financeiros Dep. Ordem
juros
Outros valores a
Pela celebração do
Fornecedor de pagar –
contrato por Lousã e Imobilizados
Imobilizado fornecedor de
Magro
imobilizados
Pela celebração do Empréstimos -
contrato por Rui Empréstimos Imobilizados Outros
Almeida e Sabino Empréstimos
Angola Pagamento do Outros valores a
Fornecedor de Depósitos a
principal 1ª variante pagar –fornecedores
imobilizado Ordem
por Lousã e Magro de imobilizados
Pagamento do
Principal 2ª variante
Empréstimos – Depósitos a
por Rui M.P. de Empréstimo
Outros Empréstimos Ordem
Almeida, Sabino José
de Miranda
Fonte: Adaptada a partir dos autores consultados.
3. METODOLOGIA E RESULTADOS
Com base no referencial teórico divulgado na parte precendente, foram definidas as seguintes
H1: A maioria dos contabilistas em Angola revela conhecimento sobre o tema da locação
financeira?
empréstimos obtidos?
H3: Os contabilistas com maior conhecimento da atividade de locação financeira tenderão a ser
contabilização?
O inquérito foi direcionado aos cerca de 60 contabilistas inscritos na Ordem dos Contabilistas
Dos 49 inquiridos, a maioria encontra-se dentro da faixa etária que vai dos 20 aos 39 anos de
idade, representando 75,5% da amostra, sendo 75,5% do sexo masculino e 24,5% do sexo
feminino. De referir ainda que 20,4% possuem o ensino médio, 77,6% são licenciados e 2%
são mestres.
dos Contabilistas e Peritos Contabilistas de Angola, dos 49 inquiridos, 32,7% possuem menos
de cinco anos de experiência, 46,9% têm entre seis a dez anos de experiência, 14,3% entre onze
a vinte anos e 6,1% possuem mais de vinte anos de experiência. Dos 100% dos inquiridos,
93,9% são contabilistas, 6,1% outros (técnicos de contabilidade). Quanto a sua relação com a
Relativamente à hipótese 1:
H1: A maioria dos contabilistas em Angola revela conhecimento sobre o tema da locação
financeira?
Percentagem Percentagem
Frequência Percentagem válida cumulativa
Entidades Fornecedoras de
20 40,8 40,8 71,4
Imobilizados
Os resultados mostram que apenas 30,6% dos inquiridos identificam as sociedades de locação
financeira como entidades do setor financeiro. Dos restantes inquiridos, 28,6% não sabem o
que são as sociedades de locação financeira e 40,8% identificam-nas erradamente como
fornedecores de imobilizado.
Relativamente à hipótese 2:
empréstimos obtidos?
Percentagem Percentagem
Frequência Percentagem válida cumulativa
Reconhecer a Dívida em
24 49,0 49,0 75,5
Outros Valores a Pagar
locações financeiras como empréstimos obtidos (conta 33.9 - outros empréstimos), revelando
pelo setor financeiro conform dispõe o Decreto Presidente n.º 65/11, de 18 de abril de 2011.
Os dados mostram-nos através do teste “t” que podemos rejeitar a hipótese 2 com 99% de
confiança.
Relativamente à hipótese 3:
H3: Os contabilistas com maior conhecimento da atividade de locação financeira tenderão a ser
contabilização?
Tabela n.º 7 – Correlação entre o nível de conhecimento do que é a locação financeira através dos Decretos
Presidenciais nº. 64º e n.º 65 de 2011 e a correta contabilização ao abrigo desse enquadramento
caraterizacaoso opcoescontabiliz
clocfinanceira acaolocatario
N 49 49
N 49 49
pequenas, evidencia uma correlação significativa ao nível de 99% de confiança, mostrando uma
clara associação entre o nível de conhecimento do que é a locação financeira através dos
Decretos Presidenciais n.º 64 e n.º 65, de 2011 e a correta contabilização ao abrigo desse
4. CONCLUSÕES
O leasing financeiro, afigura-se como uma alternativa viável pelo facto de ser de acesso mais
oportunidade que deve ser aproveitada pelo tecido empresarial, face às dificuldades financeiras
que as empresas apresentam, associadas às poucas alternativas que o mercado oferece quanto à
Os primeiros passos foram registados em 2011 com a promulgação dos Decretos Presidenciais
n.º 64/11 e n.º 65/11, ambos de 18 abril de 2011, que regulamentam os contratos de locação
financeira e a actividade e legalização das sociedades vocacionadas para este tipo de negócio.
Dada a recente introdução no mercado, poucos são aqueles que dominam este instrumento e
quase não se faz recurso do mesmo para a aquisição de diversos equipamentos para a actividade
produtiva por parte dos operadores económicos. De igual modo, uma parte considerada dos
Presidenciais n.º 64/11 e n.º 65/11, ambos de 18 abril de 2011, são aqueles que melhor dominam
existir até aqui uma Comissão de Normalização Contabilística, órgão que deve zelar pelo estudo
dos conflitos das normas já existentes, aproximando-as às normas vigentes em outros países
por forma a permitir a harmonização contabilística ao nível dos vários organismos regionais em
Para que este objetivo seja alcançado, é recomendável que a Ordem dos Contabilistas e Peritos
existentes não só no tocante a contabilização das locações financeiras, nem como de outras que
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