TERMO DE REFERÊNCIA AMAJU
O presente termo de referência apresenta a estrutura mínima necessária que o documento técnico deve
apresentar, podendo ser incrementado em função das particularidades inerentes a cada caso. Salienta-se, entretanto,
que o acréscimo deve ser pertinente, de modo a evitar texto supérfluo. A linguagem apresentada deve ser técnica,
clara, simples e objetiva.
A apresentação do PRAD não dispensa e não impede a apresentação de outros estudos ambientais que
poderão ser solicitados pela AMAJU para subsidiar a análise técnica de viabilidade ambiental do empreendimento ou à
atividade, nas diversas etapas do licenciamento.
Condições de apresentação: O PRAD deverá ser apresentado com linguagem clara e objetiva, em 03 (três)
vias, sendo duas impressas (formato A4) (uma via retorna ao empreendimento após avaliação da AMAJU) e uma em
meio digital. Sua elaboração caberá a profissional (is) habilitado (s), regularmente inscrito (s) no Cadastro Técnico
Municipal, e deverá ser subscrito, no mínimo, por um responsável técnico. A AMAJU, á seu critério, poderá convocar o
empreendedor ou a consultoria, caso haja necessidade de detalhamento e ou retificação do Relatório Técnico.
Conteúdo: O PRAD deverá ser elaborado tendo como referência as análises ambientais da área de influência
direta e indiretamente do local objeto da degradação, com as inter-relações existentes e deverá conter, no mínimo, as
seguintes informações.
TERMO DE REFERÊNCIA PARA
PLANO DE RECUPERAÇÃO DE ÁREA DEGRADADA – PRAD
1. DADOS GERAIS
1.1 IDENTIFICAÇÃO E LOCALIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO/ATIVIDADE
Razão Social:
Nome Fantasia: CNPJ:
Endereço do empreendimento/Endereço da execução da atividade: Município: UF:
Bairro: CEP: Telefones:
E-mail: Processo na AMAJU nº:
Tipo de Atividade:
Procedimento do Processo:
1.2 IDENTIFICAÇÃO E LOCALIZAÇÃO DO (S) ELABORADOR (ES) DO DOCUMENTO TÉCNICO
Nome:
Formação Profissional: Registro Profissional:
Endereço para correspondência: Município: UF:
Bairro: CEP: Telefone:
E-mail:
OBS: Quando se tratar de equipe multidisciplinar, listar todos e detalhar a responsabilidade de cada um em relação a
elaboração do documento técnico.
1.3 EXECUTOR (ES)
Nome:
Formação Profissional: Número do Registro Profissional no conselho de classe:
Endereço para correspondência: Município: UF:
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Bairro: CEP: Telefone:
E-mail:
OBS: Quando se tratar de equipe multidisciplinar, listar todos e detalhar a responsabilidade de cada um em relação a
elaboração do documento técnico.
1.4 DADOS GERAIS DA PROPRIEDADE
Denominação da propriedade;
Endereço da execução da atividade;
Ponto de referência;
Município;
Área total da propriedade (ha);
Área total Degradada (m²/ha);
Área antrópica (pastagem, culturas, exploração imobiliária) (ha);
Área com cobertura vegetal nativa ou não (ha);
Número da matrícula, Cartório, livros, folhas;
Confrontações da propriedade (nome da propriedade e do proprietário);
Atividades econômicas desenvolvidas na área (especificar e quantificar);
2. CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL DO IMÓVEL (baseada, principalmente, em levantamentos de campo)
a) Meio Físico
Relevo: caracterizar o relevo da propriedade, incluindo cota máxima e mínima nos diferentes tipos de áreas existentes
(Reserva Legal, Preservação Permanente, antrópica, remanescentes, etc);
Solos: unidade pedogenética, erodibilidade, textura e estrutura dominantes na propriedade. Comentar sobre as práticas
de manejo e conservação do solo e águas utilizadas;
Hidrografia: informar a sub-bacia e bacia nas quais está inserida a propriedade. Citar os cursos d’água, nascentes e
áreas úmidas existentes, que também deverão estar plotadas em mapa. Detalhar as informações sobre medidas de
preservação existentes e o estado de conservação dos corpos hídricos;
Clima: precipitação média anual, período chuvoso e período seco, déficit hídrico, temperatura média anual, temperatura
máxima e mínima, dentre outras características especas da região.
b) Meio Biológico
Fauna: informar as espécies (nome vulgar e científico) que ocorrem na propriedade e no entorno, caso seja importante
para avaliação do processo, caso contrário fazer uma breve justificativa;
Flora: informar as regiões fitoecológicas dominantes na região e as fitofisionomias e espécies (nome comum e
científico) que ocorrem na propriedade, destacando as áreas do projeto, de Preservação Permanente, de Reserva
Legal e de vegetação nativa remanescente, demonstrar preferencialmente em formato de tabela.
3. OBJETIVOS E JUSTIFICATIVAS DO PROJETO
Descrever o projeto e apresentar seus objetivos ambientais e sociais, bem como sua justificativa técnica,
identificando a área e a população atingidas em todas as fases.
4. CARACTERIZAÇÃO DA (S) ÁREA (S) A SER (EM) RECUPERADA (S)
Para cada tipo de área degradada envolvida no projeto, especificar e quantificar as áreas a serem recuperadas.
Comentar sobre o histórico de uso e causas da degradação de cada área e caracterizá-las quanto ao estágio de
degradação, resiliência e impactos decorrentes da degradação.
5. AÇÕES PROPOSTAS E METODOLOGIAS A SEREM UTILIZADAS
Descrever detalhadamente, para a área ou cada tipo de área a ser recuperada, as ações propostas para
recuperação do solo e da vegetação, assim como a metodologia a ser utilizada, justificando-as quanto à viabilidade
técnica em relação aos objetivos a serem alcançados. E também deverão ser relacionada às espécies indicadas,
origem das mudas (forma de aquisição e/ou produção), sistema de plantio e replantio, manutenção da área.
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5.1. Seleção dos métodos de contenção e estabilização dos processos erosivos avançados e voçorocas na
área.
a) Implantação;
b) Intercepção da enxurrada acima da área de voçorocas;
c) Retenção de enxurrada na área de drenagem;
d) Construção de estruturas para deter a velocidade das águas ou até mesmo armazená-las;
e) Eliminação das grotas e voçorocas;
f) Revegetação da área;
g) Controle de sedimentação das grotas e voçorocas ativas;
h) Etc.
5.2. Seleção do(s) Sistema(s) de Plantio de Espécies Nativas
a) Implantação;
b) Enriquecimento.
5.3. Atividades para Recomposição (descritivo)
a) Isolamento da Área;
b) Retirada dos Fatores de Degradação;
c) Eliminação Seletiva ou Desbaste de Competidores;
d) Listagem de Espécies a Serem Plantadas por Categorias Regenerativas (pioneiras, secundárias e tardias);
e) Adensamento de Espécies (com mudas ou sementes);
f) Enriquecimento (com mudas ou sementes);
g) Distribuição das Espécies no Campo;
h) Plantio de Mudas de Espécies Pioneiras para Atração de Dispersores.
5.4. Plantio, Manutenção e Avaliação (descritivo)
a) Conservação do solo;
b) Abertura de covas;
c) Espaçamento;
d) Correção do solo e adubação das mudas, com base na análise físico-química do solo;
e) Manutenção;
f) Controle de pragas, doenças e ervas daninha;
g) Índice de mortalidade;
h) Replantio.
5.5. Usos futuros da área a ser recuperada
Descrever possíveis usos futuros.
6. MONITORAMENTO
Descrever o sistema de acompanhamento técnico da área e a periodicidade de elaboração de relatórios para envio
a AMAJU, devendo ser elaborado pelo menos 01 (um) relatório decorrido um ano do protocolo do PRAD. No (s)
relatório (s) deverá (ão) ser descritas as práticas executadas, os resultados alcançados, o estágio de recuperação da
área, acompanhados de fotografias datadas e com legendas.
7. CRONOGRAMA FÍSICO E FINANCEIRO DE EXECUÇÃO E DE MONITORAMENTO DO PRAD
Apresentar o cronograma referente à execução e ao monitoramento do plano. O documento deverá estar assinado
pelo empreendedor ou pelo responsável técnico.
Exemplo de cronograma físico-financeiro.
ANO (Informar)
AÇÕES/ ETAPAS CUSTOS (R$) JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
cercamento 00,00
Construção de curvas de nível 00,00
Correção das propriedades do solo 00,00
Coveamento 00,00
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ANO (Informar)
AÇÕES/ ETAPAS CUSTOS (R$) JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
Plantio 00,00
...
...
Custo total (R$) 00,00
8. LEGISLAÇÃO AMBIENTAL
Legislação Ambiental pertinente (Leis, Decretos, Resoluções, Portarias, Instruções normativos federais, estaduais e
municipais que fundamentem o PRAD, bem como, citar as Normas Técnicas Brasileiras - ABNT).
9. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
10. BIBLIOGRAFIA
11. RESPONSABILIDADE TÉCNICA
O documento em evidência deverá conter o nome legível, o número do registro no respectivo conselho de classe e a
assinatura de toda a equipe técnica responsável por sua elaboração, bem como a indicação de qual parte do relatório
esteve sob a responsabilidade direta de cada técnico.
Como medida de segurança, sugere-se ao elaborador e ou coordenador da equipe rubricar todas as páginas do
estudo apresentado.
11.1. Declaração de Responsabilidade
Declaro, para os devidos fins, que todas as informações prestadas são verdadeiras, que o desenvolvimento das
atividades será realizado de acordo com os dados aqui transcritos, e ainda que os mesmos foram apresentados à
AMAJU:
Juazeiro do Norte/CE, dia de mês de ano.
______________________________________________________________________
Assinatura e/ou carimbo do responsável pelo cumprimento do Plano
______________________________________________________________________
Assinatura do representante do empreendimento.
12. APROVAÇÃO
Aprovado em: ____/____/____
Órgão: ____________________
Matrícula: __________________
Assinatura: _________________
Observações:____________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
13. ANEXOS
Deverão acompanhar os estudos ambientais as seguintes documentações:
• Planta de situação georreferenciada da área degradada;
• ARTs - Anotação de Responsabilidade Técnica;
• Cópia do termo de referência emitido pela AMAJU;
• Cadastro Técnico municipal do técnico responsável pela elaboração do estudo;
• Documentação fotográfica da área a ser recuperada;
• Cópia do comprovante de pagamento referente à taxa de análise dos estudos ambientais;
• Apresentar o estudo em duas vias, uma impressa e outra em meio digital.
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