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Plantas Medicinais Comercializadas No Mercado Municipal de Campo Grande-MS

O estudo realizou um levantamento etnofarmacológico das principais plantas medicinais comercializadas no Mercado Municipal de Campo Grande-MS, identificando 117 espécies, das quais 34 foram adquiridas e 22 identificadas. A maioria das plantas é utilizada para cicatrização e tratamento de dores reumáticas, mas 65,2% não possuem estudos farmacológicos que confirmem suas indicações populares. As famílias mais citadas foram Asteraceae e Moraceae, e a parte mais utilizada das plantas é a folha, geralmente preparada como infusão.

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Plantas Medicinais Comercializadas No Mercado Municipal de Campo Grande-MS

O estudo realizou um levantamento etnofarmacológico das principais plantas medicinais comercializadas no Mercado Municipal de Campo Grande-MS, identificando 117 espécies, das quais 34 foram adquiridas e 22 identificadas. A maioria das plantas é utilizada para cicatrização e tratamento de dores reumáticas, mas 65,2% não possuem estudos farmacológicos que confirmem suas indicações populares. As famílias mais citadas foram Asteraceae e Moraceae, e a parte mais utilizada das plantas é a folha, geralmente preparada como infusão.

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Revista Brasileira de Farmacognosia

Brazilian Journal of Pharmacognosy


Received 4 June 2008; Accepted 29 November 2008 19(3): 805-813, Jul./Set. 2009

Plantas medicinais comercializadas no Mercado Municipal

Revisão
de Campo Grande-MS

Mirella Ustulin,1 Beatriz de Barros Figueiredo,1 Catarine Tremea,1 Arnildo Pott,2


Vali Joana Pott,2 Norlene Regina Bueno,3 Rachel Oliveira Castilho*,4
1
Curso de Farmácia, Universidade Católica Dom Bosco, Av. Tamandaré, 6000, Caixa Postal 100,
Jardim Seminário, 79117-900 Campo Grande-MS, Brasil
2
Centro Nacional de Pesquisa e Gado de Corte, BR 262, km 4, CaixaPostal 154, 79002-970
Campo Grande-MS, Brasil
3
Instituto de Ciências Exatas e Naturais, Universidade Federal do Mato Grosso, Campus Universitário
de Rondonópolis, Rodovia Rondonópolis-Guiratinga, km 6, 78735-901 Rondonópolis-MT, Brasil
4
Faculdade de Farmácia, Departamento de Produtos Farmacêuticos, Universidade Federal de Minas Gerais, Pam-
pulha, Avenida Presidente Antônio Carlos, 6627, 31270-901 Belo Horizonte-MG, Brasil

RESUMO: O objetivo do presente trabalho foi realizar um levantamento etnofarmacológico das


principais espécies vegetais comercializadas no Mercado Municipal de Campo Grande (MS). O
estudo foi realizado entre agosto de 2002 e agosto de 2003, através de entrevistas com os raizeiros.
Cerca de 117 espécies foram citadas. Foram selecionadas as plantas dos biomas Cerrado e Pantanal
e dessas 34 espécies foram adquiridas. Das plantas adquiridas 22 foram identificadas botanicamente,
pois o material das outras foi deficiente para determinação até espécie. Das plantas identifificadas,
somente dez são típicas do cerrado, podendo-se citar a Curatella americana, Guazuma ulmifolia,
Maclura tinctoria e Stryphnodendron obovatum. A família com o maior número de citação foi
Asteraceae, seguida de Moraceae, Sterculiaceae e Leguminosae. A parte das plantas mais utilizada
é a folha, preparada principalmente como infusão. A indicação terapêutica mais citada foi como
cicatrizante, no tratamento de feridas e dores reumáticas. Grande parte das espécies têm indicação
de utilização popular para várias patologias e a maioria das espécies (65,2%) não teve qualquer
estudo farmacológico que confirmasse a indicação popular. Somente oito espécies (34,8%) tiveram
alguma atividade confirmada na literatura.

Unitermos: Plantas medicinais, etnofarmacologia, Campo Grande-MS.

ABSTRACT: “Commercialized medicinal plants in the Mercado Municipal of Campo


Grande-MS”. The aim of this paper was the survey of the medicinal plants most used from
Campo Grande population and commercialized in the Mercado Municipal of Campo Grande, Mato
Grosso do Sul, Brazil. The survey was performed in 2002 and 2003 by interviewing and revealed
117 species. Thirty four species were acquired, and of those 22 were identified. Of those ten are
only typical of the Cerrado, like as: Curatella americana, Guazuma ulmifolia, Maclura tinctoria,
Stryphnodendron obovatum etc. The most mentioned families were Asteraceae, Moraceae,
Sterculiaceae and Leguminosae. The most used part of the plant is the leaf, mainly prepared as
infusion. These folk-medicine plants have been mostly used for wound healing and the treatment of
rheumatism. The species are used for treating diverse pathologies. Data obtained showed that most
of the species (65.2%) did not have any pharmacological study to confirm the popular indication.
Only eight species (34.8%) had some activity confirmed in the literature.

Keywords: Medicinal plants, ethnopharmacology, Campo Grande-MS.

INTRODUÇÃO essencialmente de plantas medicinais para os cuidados


básicos de saúde (Akerele, 1992). Ainda hoje nas regiões
A utilização de plantas medicinais para mais pobres do Brasil e até mesmo nas grandes cidades,
tratamento, cura e prevenção de doenças é uma das mais plantas medicinais são comercializadas em feiras livres,
antigas formas de prática medicinal da humanidade. A mercados populares e encontradas em quintais residenciais
Organização Mundial de Saúde (OMS), na década de 90, (Almeida, 1993; Agra et al., 2007 and 2008; Marliére et
estimou que a maioria da população mundial dependia al., 2008; Veiga-Junior, 2008; Jesus et al., 2009; Leitão et

* E-mail: roc2006@[Link], Tel. +55-31-3409-6936, Fax +55-31-3409-6935 805


ISSN 0102-695X
Mirella Ustulin, Beatriz de Barros Figueiredo, Catarine Tremea, Arnildo Pott, Vali Joana Pott, Norlene Regina Bueno et al.

al., 2009; Santos et al., 2009). de utilização (chá, infusão etc.), atividade biológica e sua
A cura de doenças por meio de substâncias distribuição.
biologicamente ativas foi, em sua maior parte, originada
de conhecimentos etnofarmacológicos (Elisabetsky, 1991; Identificação botânica do material vegetal
Albuquerque & Hanazaki, 2006; Gette et al., 2009). As
observações populares sobre o uso de plantas medicinais As plantas medicinais indicadas pelos raizeiros
contribuem de forma relevante para a sugestão de efeitos foram adquiridas e encaminhadas para o Herbário de Mato
medicinais e a utilização desses conceitos para estudos Grosso do Sul (HMS) e para o Centro Nacional de Pesquisa
farmacológicos e químicos (Maciel et al., 2002; Sousa et de Gado de Corte (CNPGC-EMBRAPA) e identificadas
al., 2008). pelos botânicos Dr. Anildo Pott e Vali Joana Pott.
O interesse acadêmico a respeito do conhecimento
de plantas medicinais tem crescido, após a constatação de Levantamento bibliográfico e sistematização de
que a base empírica desenvolvida ao longo dos séculos informações populares e científicas
pode em muitos casos ter uma comprovação científica
que possibilitaria atender ao binômio segurança e eficácia Posteriormente, realizou-se um levantamento em
exigida pelos órgãos de controle de medicamentos literatura científica (Portal Capes) das plantas indicadas
(Montanari, 2001; Silveira et al., 2008). pelos raizeiros, segundo a identificação botânica, com a
O estudo das plantas medicinais e seus extratos finalidade de confirmar e obter informações, tais como:
vegetais são de grande relevância, tendo em vista a nome científico, família, parte utilizada, origem, área
utilização das substâncias ativas como protótipos para de distribuição, propriedades terapêuticas, constituição
o desenvolvimento de novos fármacos sintéticos e química entre outros. Com estas informações foi possível
como fonte de matérias primas farmacêuticas, tanto construir uma tabela sobre os dados farmacológicos e
para a obtenção de fármacos modificados quimicamente etnofarmacológicos de plantas indicadas pelos raizeiros e
(menos tóxicos e mais eficazes), quanto de adjuvantes e identificadas pelos botânicos.
fitofármacos (Schulz, 2002; Barbosa-Filho et al., 2007;
Saúde-Guimarães & Faria, 2007; Barbosa-Filho et al., RESULTADOS E DISCUSSÃO
2008; Corrêa et al., 2008; Quintans-Júnior et al., 2008;
Mariath et al., 2009). Alguns vendedores coletam as espécies no campo
Diversas pesquisas sobre a utilização de plantas e posteriormente vendem no Mercado Municipal, mas
em tratamentos terapêuticos têm sido realizadas. Entretanto, normalmente eles são intermediários que compram as
ainda há muito a se conhecer sobre o uso terapêutico, plantas de outras pessoas que realizam a coleta no campo e/
eficácia e segurança comprovada dos produtos derivados ou que cultivam as plantas e/ou importam. De modo geral,
de plantas. as plantas estavam acondicionadas em sacos plásticos ou
Os objetivos do presente trabalho foram realizar amarradas com barbante ou cordas, muitas delas estavam
um levantamento etnofarmacológico das principais úmidas e contaminadas com insetos e fungos, o que
espécies vegetais indicadas pelos raizeiros que trabalham impossibilitou muitas vezes a sua identificação. O preço
no Mercado Municipal de Campo Grande-MS e investigar médio de cada planta medicinal variou entre R$ 1,00
as informações científicas disponíveis sobre essas espécies e 3,00. Mais de 90% das plantas medicinais indicadas
e compará-las com as informações populares. estavam presentes em todas as bancas.
Foram realizadas entrevistas com todos os
MATERIAL E MÉTODOS raizeiros do Mercado Municipal de Campo Grande (dez
raizeiros) e as plantas consideradas nesse trabalho tiveram
Informações etnobotânicas mais de 50% de indicações, perfazendo um total de 117
espécies.
A etapa inicial desse trabalho foi caracterizada Muitas das plantas comercializadas já são
pelo levantamento de dados etnofarmacológicos em várias muito conhecidas e usadas tradicionalmente e não foram
ocasiões entre agosto de 2002 a agosto de 2003, através de adquiridas para identificação, tais como: sene, maracujá,
entrevistas com todos os raizeiros do Mercado Municipal melissa, hortelã, gengibre, erva-doce, calêndula, boldo-
de Campo Grande-MS, escolhido por ser uma área de do-chile, babosa, alho, alcachofra etc. O uso dessas
grande atividade comercial de raizeiros e de consumidores plantas é consagrado pela população, e muitas delas já
de seus produtos. As entrevistas foram realizadas com dez foram estudadas cientificamente e constam em literatura
raizeiros, segundo um questionário previamente elaborado especializada (Blumenthal, 1998; Blumenthal et al., 2000;
de acordo com Schardong (1999) e de modo imparcial WHO, 2001; Brandão et al., 2006; 2008; 2009) e na RE
com o objetivo de dar maior liberdade ao entrevistado. O no 89 de 16 de março de 2004 da Agência Nacional de
questionário continha informações como: nome popular vigilância Sanitária, na Lista de Registro Simplificado de
da planta, parte utilizada (raiz, caule, folha, casca), forma Fitoterápicos. Priorizou-se, nesse trabalho, a aquisição

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de plantas indicadas originárias dos biomas Pantanal confirmação de suas indicações etnofarmacológicas
e Cerrado. Um total de 34 plantas medicinais foram na literatura. Quando se comparou os dados
adquiridas, e dessas somente 22 foram identificadas etnofarmacológicos com os farmacológicos, verificou-
botanicamente. se que a maioria das espécies (65,2%) não teve qualquer
Das 22 plantas identificadas, dez são típicas do estudo que confirmasse a indicação popular. Somente oito
cerrado, pode-se citar: Cochlospermum regium, Curatella espécies (34,8%) tiveram alguma atividade farmacológica
americana, Dioclea sp., Guazuma ulmifolia, Guazuma confirmada na literatura, pode-se citar: Baccharis trimera
tomentosa, Maclura tinctoria, Mikania glomerata, (carqueja), com atividade bacteriostática e bactericida,
Myracrodruon urundeuva, Phyllanthus corcovandensis, atividade antiinflamatória e analgésica; Cochlospermum
Stryphnodendron oobovatum e Waltheria indica. regium (algodão): atividade depurativa e efetiva no
Algumas plantas citadas têm nomes populares tratamento de gastrite e úlcera; Curatella americana
iguais a de espécies de outras regiões do Brasil, mas (lixeira): atividade anti-hipertensiva e vasodilatadora;
foram identificadas como espécies e famílias diferentes. Equisetum giganteum (cavalinha): atividade diurética;
Pode-se citar como exemplo a vassourinha, cujos nomes Heliotropium indicum (crista-de-galo): atividade
encontrados na literatura foram Borreria quadrifaria antinflamatória; Matricaria chamomila (camomila):
e Borreria verticillata e a espécie vegetal adquirida no efeito sedativo; Mikania cf. glomerata (guaco): atividade
Mercado Municipal e identificada foi Lepidium virginicum broncodilatadora; Myracrodruon urundeuva (aroeira):
L. Um outro exemplo é a amora brava, conhecida como atividade cicatrizante, anti-inflamatório e analgésica.
Trema micrantha (Rizzini & Mors, 1995) em outras Os resultados obtidos demonstram que as
regiões e identificada como Maclura tinctoria. informações dos raizeiros, quanto ao uso terapêutico das
Após a identificação e pesquisa bibliográfica, plantas citadas como medicinais, coincidem em quase
as plantas medicinais foram organizadas em uma tabela 50% com as indicações etnofarmacológicas encontradas
(Tabela 1) com os nomes populares citados pelos raizeiros. na literatura, no entanto, somente 34,8% têm alguma
A maioria das espécies foi citada com os mesmos nomes atividade farmacológica comprovada.
comuns por todos os raizeiros, indicando que as espécies são As informações etnofarmacológicas oferecem
geralmente bem conhecidas como remédios tradicionais. subsídios para estudos fitoquímicos, farmacológicos
A família com o maior número de citação foi e de controle de qualidade de plantas medicinais
Asteraceae (25% - Mikania e Baccharis) seguida de comercializadas e são necessários para avaliação dos
Moraceae (Maclura e Morus), Sterculiaceae (Guazuma) seus efeitos farmacológicos e toxicológicos, buscando
e Leguminosae (10% - Dioclea, Stryphnodendron). estratégias seguras para o uso dessas plantas e para a
Estas famílias representam 47,8% do total de espécies produção de fitoterápicos. Somente assim, as plantas
identificadas. As demais famílias, tais como Anacardiaceae, medicinais chegariam aos usuários com comprovação da
Dilleniaceae, Cruciferae, Rubiaceae, entre outras, têm sua eficácia e ausência de toxidade.
apenas uma espécie citada. A parte das plantas mais Um outro fator a ser considerado é que a
usada é a folha, sendo preparada principalmente como má qualidade das plantas medicinais comercializadas
infusão. Observou-se que treze plantas foram indicadas representa um risco em potencial para a população. Essas
como cicatrizante, sete plantas são usadas para diarréia plantas deveriam ter um controle mais rigoroso, no que
e disenteria, seis plantas como diurético, cinco espécies diz respeito ao conhecimento de origem das plantas, época
para doenças dos rins e vias urinárias e duas plantas da coleta, forma de coleta, armazenamento, secagem,
foram indicadas como purgativo e doenças da pele. Para acondicionamento e contaminação por fungos e outros
problemas do sistema respiratório três espécies foram microrganismos.
indicadas para o tratamento de bronquite, quatro espécies
para tosse e duas espécie como anticatarral e para resfriado.
A indicação terapêutica mais citada foi como cicatrizante,
no tratamento de feridas e dores reumáticas, e as espécies
são usadas externamente.
A maioria das espécies (87%) tem indicação de
utilização para várias patologias, como por exemplo, a
Curatella americana, utilizada para artrite, diabetes, pressão
alta, tosse, bronquite e resfriado e Matricaria chamomila,
utilizada para cólicas, como calmante, cicatrizante, etc.
Entre as espécies indicadas para diversas enfermidades
destacam-se a Matricaria camomila, Baccharis trimera,
Guazuma ulmifolia e Heliotropium indicum.
Após a pesquisa bibliográfica e elaboração da
Tabela 1, observou-se que onze espécies (47,8%) tiveram

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Mirella Ustulin, Beatriz de Barros Figueiredo, Catarine Tremea, Arnildo Pott, Vali Joana Pott, Norlene Regina Bueno et al.

Tabela 1. Perfil farmacológico e etnofarmacológico das espécies vegetais comercializadas no Mercado Municipal de Campo Grande
(MS).
Órgão e/ou extrato
Indicações Parte
Nome científico Nome popular Família utilizado e/ou Ação farmacológica
etnofarmacológicas utilizada
substância utilizada
Extrato em Antifúngico (Portillo
diclorometano e et al., 2001)
metanólico
Acanthospermum
Carrapicho, Extrato Antitumoral Bronquite e Folhas e
australe (Loefl.) Asteraceae
Carrapicho-praga. hidroalcoólico (Mirandola et al., disenteria raízes
Kuntze
2002)
Extrato orgânico Atividade antimalária
(Carvalho et al., 1991)
Antifúngico e
Alecrim- Exsudato das
Baccharis antibacteriano
do-campo, folhas Anti-reumática
dracunculifolia Asteraceae (Bankova et al., 1999)
Erva-cidreira-de- anticatarral
D.C. Inibe S. mutans (Leitão
arbusto Extrato das folhas
et al., 2004)
Anti-inflamatório e Utilizada para
Extrato butanólico analgésico inflamação das
(Gené et al., 1996) vias urinárias,
Decocto da planta Bacteriostático e diabetes, vermes
bactericida intestinais, diurético
Baccharis trimera
Carqueja Asteraceae (Avancini et al., 2000) e depurativo. Folhas
(Less.) D.C.
Também dá bons
Extrato Efeito vasodilatador resultados em
diclorometano e (Hnatyszyn et al., inflamações da
metanólico 2003) garganta, caso de
gargarejos
3-O-glicosil- Antinociceptivo
dihidrocanferol (Castro, 2000). Purgativo,
Cochlospermum Extrato Tóxico (Toledo et al., depurativo, usado
Algodão Cochlospermaceae
regium Pilq. hidroalcoólico 2000) para gastrites e
das partes úlceras
subterrâneas
Extrato etanólico Antihipertensivo e
vasodilatador
(Guerrero et al., 2002)
Utilizada para
Extrato Ant-inflamatório
Lixeira, caimbé, artrite, diabetes e
hidroalcoólico e analgésico
Curatella cajueiro-bravo, pressão alta. A flor
Dilleniaceae da casca (Alexandre-Moreira et
americana L. sambaíba, é utilizada para
al., 1999)
marajoara tosse, bronquite e
Extrato Hipoglicemiante e resfriado
clorofórmico da captador de radicais
casca livres (Ospina et al.,
1995)
Extrato Antinociceptivo
hidroalcoólico (Almeida et al., 2003). Utilizada para tratar:
de Dioclea febre, doenças da
Dioclea sp. grandiflora
Olho-de-boi Leguminosae pele, reumatismo, Planta toda
Spreng
Diocleina, um Relaxante da disenteria e para
flavonóide de D. musculatura lisa higiene bucal
grandiflora (Lemos et al., 1999)
Equisetum Extrato Diurético (Perez-
Cavalinha Equisetaceae Infecções renais
giganteum L. clorofórmico Gutierrez, 1985)
Extrato aquoso e Antibacteriana
metanólico (Camporese et al.,
2003)
Guazuma Polímeros de Anti-secretora (Hör et
Chico-magro Sterculiaceae
ulmifolia Lam. Proantocianidina al., 1996)
Extrato metanol: Inibição angiotensina
diclorometano da II (Caballero-George
casca et al., 2002)

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Órgão e/ou extrato


Indicações Parte
Nome científico Nome popular Família utilizado e/ou Ação farmacológica
etnofarmacológicas utilizada
substância utilizada
Guazuma Elefantíase e
tomentosa H. B. Chico-magro Sterculiaceae doenças da pele e Casca
& K. emagrecimento
Crista-de-galo, Anti-inflamatório
fedegoso-do-mato (Srinivas et al., 2000) Laxante, diurético,
Boraginaceae tosse, hemorróidas,
Heliotropium Crista-de-galo, feridas e úlceras, Raiz, flor e
Boraginaceae Alcalóide Câncer (Ogawa et al.,
indicum L. fedegoso-do-mato queimaduras, folha
pirrolizidínico 1993)
aftas, doenças
Extrato etanólico Cicatrizante (Reddy et respiratórias.
al., 2002)
Glucosinolato Inibe Entamoeba
histolytica (Calzada et
al., 2003) Ação emética e para
Lepidium Toda a
Vassourinha Brassicaceae o tratamento de
virginicum L. Extratos aquoso, Citostático (Lopez planta
feridas
alcoólico e Abraham et al., 1979)
cetônico
Extrato etanólico Atividade antifúngica
das folhas (ElSohly et al., 2001)
Maclura tinctoria Chalcona Antioxidante (Cioffi
D. Don ex steud. et al., 2003) Adstringente,
Amora-brava Moraceae para ferida, sífilis,
Extrato orgânico Inibe HIV (Groweiss reumatismo
et al., 2000)
Extrato etanólico Hipoglicemiante
(Petlevski et al., 2001)
Flores secas Sedativo (Avallone, Calmante,
Apigenina e crisina 2000) antiespasmódica,
febrífuga,
anti-reumática,
antinevrálgica.
Matricaria É indicada para:
Camomila Asteraceae
recutita L. Hipoglicemiante perturbações
Extrato etanólico gástricas,
(Petlevski et al., 2001)
diarréia, náuseas,
inflamações das
vias urinárias e
dismenorréia
Melinis Talos verde da Carrapaticida Diurético,
minutiflora P. Capim-gordura Gramineae grama (Fernandez- antidisentérico e
Beauv. Ruvalcaba, 2004) antidiarréico
Extratos aquoso e Broncodilatador Antiasmática,
hidroalcoólico (Soares de Moura et antigripal, anti-
al., 2002) inflamatória,
anti-reumática,
Mikania cf. anti-séptica das
Guaco Asteraceae
glomerata Spreng. vias respiratórias,
Anti-inflamatório antitussígena,
Extrato etanólico
(Fierro et al., 1999) broncodilatadora,
calmante e
cicatrizante
Extrato Antioxidante (Naderi Anti-inflamatória,
hidroalcoólico et al., 2004) antioxidante, anti-
e polifenólico séptica, calmante,
Morus nigra L. Amora Moraceae cicatrizante,
depurativa,
diurética, emoliente
e expectorante

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Mirella Ustulin, Beatriz de Barros Figueiredo, Catarine Tremea, Arnildo Pott, Vali Joana Pott, Norlene Regina Bueno et al.

Órgão e/ou extrato


Indicações Parte
Nome científico Nome popular Família utilizado e/ou Ação farmacológica
etnofarmacológicas utilizada
substância utilizada
Chalconas Anti-inflamatório e Tônica, para
analgésico (Viana et hemorragia,
al., 2003) vias respiratória
Myracrodruon Aroeira, aroeira- Casca do caule Úlcera gastroduodenal e urinária,
Anacardiaceae diarréia, feridas,
urundeuva Allem. do-sertão e colite (Rodrigues et
al., 2002) antiinflamatório e
cicatrizante, contra
Extrato aquoso Cicatrizante (Goes, úlceras e alergias
2005)
Extrato aquoso das Antidiarréico (Offiah,
folhas 1999)
Hipoglicemiante
Extrato de folhas
(Aguiyi et al., 2000) Estimulante
Antinociceptivo carminativo,
Óleo essencial sudoríferos,
(Rabelo et al., 2003)
diuréticos, para
Óleo essencial Relaxante (Madeira et
tosse, moléstias
al., 2002).
Manjericão- nervosas e
Ocimum Óleo essencial Antibacteriano paralisias. Essência
cheiroso, Labiatae
gratissimum L. (Orafidiya et al., de folhas e flores
alfavaca-cravo
2001) é febrífuga e as
Extratos da planta Inibe HIV-1 e HIV-II sementes são
(Aysi, 2002) antiblenorrágicas

Óleo essencial Antifúngica (Dubey et


al., 2000)
Extrato metanólico Ação contra
papilomas (Singh,
1999)
Pedra nos rins,
Palicourea afecções urinárias,
coriacea K. Douradinha Rubiaceae- reumatismos,
Schum. distúrbios do ritmo
cardíaco e diurético
Diurético e
Phyllanthus vermífugo. Contra
Extrato Antinociceptivo
corcovadensis Quebra-pedra Euphorbiaceae cálculo renal e ácido
hidroalcoólico (Santos et al., 2000)
Müll Arg. úrico. Abortiva e
purgativa
Extrato aquoso da Diurético e anti- Cicatrizante,
semente e do caule diarréico (Silva-Netto, hemorragia,
1988) diarréia, frieira,
Stryphnodendron Leguminosae- Casca do
Barbatimão ferida “braba” de
obovatum Benth. Mimosoideae caule
Úlcera gástrica cavalo, adstringente,
(Favaretto, 1985) para gengivas e é
abortivo
Disenteria,
sudorífera, ação
Waltheria indica Malva-branca Antimalárico
Sterculiaceae Extratos emética, diurética,
L. malva, marva (Clarkson, 2004)
estimulante e
cicatrizante

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