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Storch Z

O documento aborda infecções intrauterinas comuns, como sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes, destacando suas causas, riscos e tratamentos durante a gestação. A sífilis, por exemplo, teve um aumento significativo de casos em gestantes no Brasil, enquanto a toxoplasmose e a rubéola apresentam riscos elevados de complicações fetais. O diagnóstico e o acompanhamento laboratorial são essenciais para evitar desfechos adversos na gestação.

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O documento aborda infecções intrauterinas comuns, como sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes, destacando suas causas, riscos e tratamentos durante a gestação. A sífilis, por exemplo, teve um aumento significativo de casos em gestantes no Brasil, enquanto a toxoplasmose e a rubéola apresentam riscos elevados de complicações fetais. O diagnóstico e o acompanhamento laboratorial são essenciais para evitar desfechos adversos na gestação.

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STORCH+Z/ TORCH

PROFESSOR (A): ISADORA MELO FRANCO


INTRODUÇÃO
• Os patógenos mais frequentemente relacionados às infecções intra uterinas são:

• A bactéria Treponema pallidum que causa a sífilis (S);


• O protozoário Toxoplasma gondii que causa a toxoplasmose (TO);
• Os vírus da rubéola (R);
• Citomegalovírus (C);
• Vírus herpes simplex (H);
• Vírus Zika (Z).
SÍFILIS NA GESTAÇÃO
INTRODUÇÃO
• A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria (espiroqueta)
Treponema pallidum;

• A sífilis na gestante (SG) e a sífilis congênita (SC) recrudescerem na última década no


Brasil.

• De 2010 a 2019, a taxa de SC passou de 1,4 para 8,2 casos por 1.000 nascidos vivos (NVs)
em consequência do aumento de sífilis em gestantes (de 3,5 para 20,8 casos por 1.000
NVs.

• Importância do diagnóstico laboratorial, pois o clínico é mais raro – Evitar desfechos na


gestação.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

4 a 6 semanas após
contagio – autolimitada

45 a 60 dias após
desaparecimento do
cancro
40 anos de
latência
INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS
TRATAMENTO

ALERGIA À PENICILINA X REAÇÃO DE JARISCH-


HERXHEIMER- morte das espiroquetas
PÓS TRATAMENTO
• O seguimento pós-tratamento é feito com teste não treponêmico (VDRL) mensal.

• O objetivo não é confirmar a cura, mas detectar reativação ou reinfecção para


retratamento oportuno.

• Espera-se uma queda de duas diluições em três meses e quatro diluições em seis
meses, mas fatores como estágio da sífilis, idade e coinfecção por HIV podem
influenciar nesta queda.

• Uma redução de duas diluições em seis meses na sífilis recente ou em 12 meses


na sífilis tardia indica sucesso do tratamento.
SEGUIMENTO
TOXOPLASMOSE
NA GESTAÇÃO
INTRODUÇÃO
• Trata-se de uma zoonose causada pelo Toxoplasma gondii, que na gestante traz
risco elevado de acometimento fetal.

• Os resultados para o feto durante a infecção na gestação podem ser: restrição de


crescimento intrauterino, morte fetal, prematuridade e/ou manifestações clínicas e
sequelas, como microftalmia, lesões oculares, microcefalia, hidrocefalia,
calcificações cerebrais, pneumonite, hepatoesplenomegalia, erupção cutânea e
retardo mental.
INTERPRETANDO AS
SOROLOGIAS
RUBÉOLA NA GESTAÇÃO: RISCOS,
PREVENÇÃO E CUIDADOS
INTRODUÇÃO
• O vírus da rubéola é um membro da família dos
togavírus, gênero Rubivirus, e os humanos são o único
reservatório da infecção.

• Esse agente é transmitido pelo contato direto de


gotículas das secreções nasofaríngeas, replica-se no
tecido linfático do trato respiratório superior e se espalha
de forma hematogênica.

• A infecção congênita ocorre quando a viremia materna


permite a disseminação hematogênica do vírus pela
placenta.
• Atualmente, a pesquisa de anticorpos contra a rubéola é
realizada rotineiramente, na grande maioria dos
protocolos de pré-natal, e agrega segurança nos
cuidados ao binômio materno-fetal
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
• A rubéola adquirida é geralmente uma doença leve e
autolimitada, associada a um exantema. (25 a 50 % dos casos
assintomáticos)

• Os sintomas surgem em torno de 14 a 21 dias após a


inoculação do vírus

• Os indivíduos afetados podem apresentar sintomas


prodrômicos leves, consistindo em febre baixa, conjuntivite,
coriza, dor de garganta, tosse e, eventualmente, cefaleia e mal-
estar. (5 dias)

• A linfadenopatia generalizada pode estar presente e torna-se


notória durante a erupção cutânea.

• Antes do início da erupção, cerca de 20% dos infectados


desenvolverão manchas rosas discretas no palato mole
(manchas de Forchheimer)
DIAGNÓSTICO E TRANSMISSÃO
VERTICAL
Sorologias IgM/ IgG

A taxa de infecção no primeiro trimestre está em torno de 81%, seguida de 25% no


segundo trimestre, podendo chegar a 100% em fetos expostos após a 36a semana.

A avaliação ultrassonográfica da morfologia fetal pode evidenciar hidrocefalia,


microcrania, anomalia cardíaca, hepatoesplenomegalia, catarata, hidropisia, entre outros
achados.
Amniocentese/ biopsia de vilosidades
TRATAMENTO
• Não há tratamento específico

• Sorologia pré concepcional e vacinação

• Aguardar 28 dias da vacina para nova


gestação
CITOMEGALOVÍRUS
INTRODUÇÃO
• O citomegalovírus é um herpesvírus tipo 5 que apresenta grande relevância no período
gravídico-puerperal em virtude da sua capacidade de gerar disrupções fetais.

• O período de incubação varia de 28 a 60 dias (média de 40 dias), e a transmissibilidade


permanece possível por 2 anos após a priminfecção.

• São quatro subtipos principais: gB1, gB2, gB3 e gB4.

• Após a infecção, o vírus permanece latente em células mononucleares e pode ser reativado
em situações de imunodepressão.

• O ser humano é o único reservatório do citomegalovírus.


A transmissão vertical pode ocorrer por via
transplacentária, por secreções durante o parto e na
amamentação.

A infecção por citomegalovírus na gestação pode


TRANSMISSÃO gerar abortamento e malformações, havendo
tropismo pelo sistema nervoso central.
VERTICAL

A soroconversão no primeiro trimestre pode gerar


sequelas neurológicas em 8% a 13% dos neonatos,
enquanto infecções no segundo e no terceiro,
possuem apresentação mais amena.
DIAGNÓSTICO
CONDUTA
• O tratamento medicamentoso nas pacientes com
soroconversão comprovada ainda envolve aspectos
polêmicos.

• O tratamento com valaciclovir (2g 6/6h) tem se mostrado


promissor, embora de custo elevado e ainda não disponível
rede do Sistema Único de Saúde (SUS) - se antes de 21
sem.

• Controle a cada 4 semanas de hemograma, creatinina, ureia


e enzimas hepáticas.
TRATAMENTO
• Quanto às gestantes com soroconversão no segundo ou no
terceiro trimestre, o tratamento não é recomendado.

• Se disponível no serviço, recomenda-se realizar


amniocentese para PCR de líquido amniótico pelo menos
após 7 semanas da estimativa da infecção e apenas após
21 semanas.

• Recomenda-se seguimento ultrassonográfico, Doppler e


ecocardiografia fetal.
AMAMENTAÇÃO
HERPES NA
GESTAÇÃO
Os herpes simples vírus (HSV) tipos I e II são DNA vírus
pertencentes à família Herpesviridae humano.

Podem acometer as regiões orofaciais e genitais, tornando-se


uma infecção crônica, caracterizada por períodos de remissão e
recorrência das lesões.

Estima-se que 21% das mulheres sexualmente ativas sejam


portadoras do HSV II. Classificam-se os episódios de infecções
genitais por HSV como:

INTRODUÇÃO Primário: pessoa não possui anticorpos contra nenhum tipo de


HSV e desenvolve lesões genitais – o quadro clínico é
exuberante.

Primeiro episódio não primário: pessoa já possui anticorpos


específicos contra um determinado tipo de HSV e adquire
infecção genital pelo outro tipo de HSV.

Recorrente: o episódio é causado pelo vírus já previamente


adquirido.
Se primo-infecção genital
necessário tratamento por 7
dias com aciclovir 400 mg 8/8h;

Se infecção recorrente Aciclovir


400 mg 8/8h por 5 dias;
RECOMENDAÇÕES

Lesões genitais necessitam


tratamento oral autorizado na
gestação.
Se infecção antes de 28
semanas realizar tratamento
com aciclovir VO pelo tempo
adequado;

Terapia de supressão com


RECOMENDAÇÕES aciclovir 400 mg 8/8 h a partir
de 36 semanas, até o início do
trabalho de parto;

A via de parto neste caso é


obstétrica (exceto se lesões
herpéticas ativas).
Se a infecção ocorrer após 28 semanas
de gestação, necessário tratamento
enquanto lesões ativas; (400 mg 8/8h)

Iniciar terapia de supressão 36 semanas


RECOMENDAÇÕES até o início do trabalho de parto;

A interrupção será obrigatoriamente por


via alta – CESARIANA (Risco de
encefalite).
E-mail: isamfab@[Link]

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