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02 Matematica

O documento aborda conceitos fundamentais de matemática, incluindo operações com números inteiros, racionais e reais, além de tópicos como álgebra, geometria, trigonometria, probabilidade e estatística. Ele detalha operações matemáticas, propriedades, e apresenta exemplos práticos para facilitar a compreensão. O conteúdo é estruturado para auxiliar na formação de agentes administrativos escolares na Prefeitura Municipal de Sabará - MG.

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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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02 Matematica

O documento aborda conceitos fundamentais de matemática, incluindo operações com números inteiros, racionais e reais, além de tópicos como álgebra, geometria, trigonometria, probabilidade e estatística. Ele detalha operações matemáticas, propriedades, e apresenta exemplos práticos para facilitar a compreensão. O conteúdo é estruturado para auxiliar na formação de agentes administrativos escolares na Prefeitura Municipal de Sabará - MG.

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Prefeitura Municipal de Sabará - MG

Agente Administrativo Escolar

Matemática

Números inteiros: operações e propriedades. Números racionais, representação fra-


cionária e decimal: operações e propriedades. Números reais: operações e proprie-
dades.............................................................................................................................. 1
Razão e proporção. Regra de três simples. .................................................................. 13
Mínimo Múltiplo Comum e Máximo Divisor Comum: propriedades e problemas. Múlti-
plos e divisores de um número...................................................................................... 18

Matemática
Álgebra: expressões algébricas, frações algébricas...................................................... 20
Monômios e polinômios: operações e propriedades. Produtos notáveis e fatoração.... 26
Equação de 1° grau e do 2° grau. Inequações do 1° e 2° graus. Sistemas de equações
do 1° e 2° graus.............................................................................................................. 33
Problemas que envolvem álgebra, equações, inequações e sistemas do 1° ou do 2°
graus ............................................................................................................................. 46
Leitura de gráficos e tabelas.......................................................................................... 48
Média Aritmética e Ponderada....................................................................................... 56
Funções: função afim, quadrática, modular, exponencial e logarítmica. Gráficos, pro-
priedades e problemas envolvendo funções afim, modular, quadrática, exponencial e
logarítmica...................................................................................................................... 58
Sequências e Progressões: Progressão Aritmética e Geométrica. Propriedades e
problemas envolvendo PA e PG. Soma dos termos de uma PA e uma PG................... 67
Sistema métrico: medidas de tempo, comprimento, superfície e capacidade............... 71
Relação entre grandezas: tabelas e gráficos................................................................. 73
Raciocínio lógico............................................................................................................ 77
Resolução de situações problema................................................................................. 81
Geometria Plana: Angulos, retas paralelas, estudo dos polígonos e polígonos regu-
lares. Triângulo: teoremas dos ângulos internos e externos. Estudo do triângulo retân-
gulo; relações métricas no triângulo retângulo; relações trigonométricas (seno, cos-
seno e tangente); Teorema de Pitágoras. Quadriláteros: propriedades dos trapézios e
paralelogramos. Círculo e circunferência: ângulos e propriedades. Áreas e perímetros
de figuras planas e volume de sólidos. Poliedros, prismas e pirâmides: propriedades,
áreas laterais e totais, volume e problemas. Relação de Euler. Corpos redondos: pro-
priedades, áreas e volumes........................................................................................... 87
Ciclo trigonométrico – trigonometria no círculo: funções trigonométricas...................... 111
Sistemas Lineares, Matrizes e Determinantes. Operações, propriedades e problemas
envolvendo sistemas lineares, matrizes e determinantes.............................................. 113
Análise combinatória: princípio multiplicativo, permutações, arranjos e combinações.
Problemas envolvendo análise combinatória................................................................. 125
Probabilidade e Estatística............................................................................................. 128
Números Complexos: operações e propriedades.......................................................... 132
Matemática Financeira: Porcentagem, juros simples e compostos. Problemas envol-
vendo matemática financeira......................................................................................... 134
Raciocínio lógico: diagramas lógicos. Conectivos e Tabelas verdade. Proposições e
Silogismos...................................................................................................................... 138
Correlacionamento de dados e informações.................................................................. 141
Sequências não numéricas............................................................................................ 157
Teoria dos Conjuntos...................................................................................................... 171

Matemática
Números inteiros: operações e propriedades. Números racionais, representação fra-
cionária e decimal: operações e propriedades. Números reais: operações e propriedades

NÚMEROS INTEIROS
Definimos o conjunto dos números inteiros como a reunião do conjunto dos números naturais N = {0, 1, 2, 3,
4,..., n,...}, o conjunto dos opostos dos números naturais e o zero. Este conjunto é denotado pela letra Z (Zahlen
= número em alemão).

O conjunto dos números inteiros possui alguns subconjuntos notáveis:


Atenção: A nomenclatura utilizada abaixo pode interferir diretamente no contexto de uma questão, tome
muito cuidado ao interpreta-los, pois são todos diferentes (Z+ , Z_ , Z*).
- O conjunto dos números inteiros não nulos:
Z* = {..., -4, -3, -2, -1, 1, 2, 3, 4,...}
Z* = Z – {0}
- O conjunto dos números inteiros não negativos:
Z+ = {0, 1, 2, 3, 4,...}
Z+ é o próprio conjunto dos números naturais: Z+ = N
- O conjunto dos números inteiros positivos:
Z*+ = {1, 2, 3, 4,...}
- O conjunto dos números inteiros não positivos:
Z_ = {..., -5, -4, -3, -2, -1, 0}
- O conjunto dos números inteiros negativos:
Z*- = {..., -5, -4, -3, -2, -1}
Módulo: chama-se módulo de um número inteiro a distância ou afastamento desse número até o zero, na
reta numérica inteira. Representa-se o módulo por | |.
O módulo de 0 é 0 e indica-se |0| = 0
O módulo de +7 é 7 e indica-se |+7| = 7
O módulo de –9 é 9 e indica-se |–9| = 9
O módulo de qualquer número inteiro, diferente de zero, é sempre positivo.
Números Opostos: Dois números inteiros são ditos opostos um do outro quando apresentam soma zero;
assim, os pontos que os representam distam igualmente da origem.
Exemplo: O oposto do número 3 é -3, e o oposto de -3 é 3, pois 3 + (-3) = (-3) + 3 = 0

1
No geral, dizemos que o oposto, ou simétrico, de a é – a, e vice-versa; particularmente o oposto de zero é
o próprio zero.

Operações entre Números Inteiros


Adição de Números Inteiros
Para melhor entendimento desta operação, associaremos aos números inteiros positivos a ideia de ganhar
e aos números inteiros negativos a ideia de perder.
Ganhar 5 + ganhar 3 = ganhar 8 (+ 5) + (+ 3) = (+8)
Perder 3 + perder 4 = perder 7 (- 3) + (- 4) = (- 7)
Ganhar 8 + perder 5 = ganhar 3 (+ 8) + (- 5) = (+ 3)
Perder 8 + ganhar 5 = perder 3 (- 8) + (+ 5) = (- 3)
O sinal (+) antes do número positivo pode ser dispensado, mas o sinal (–) antes do número negativo nunca
pode ser dispensado.
Subtração de Números Inteiros
A subtração é empregada quando:
- Precisamos tirar uma quantidade de outra quantidade;
- Temos duas quantidades e queremos saber quanto uma delas tem a mais que a outra;
- Temos duas quantidades e queremos saber quanto falta a uma delas para atingir a outra.
A subtração é a operação inversa da adição.
Observe que em uma subtração o sinal do resultado é sempre do maior número!!!

4+5=9
4 – 5 = -1
Considere as seguintes situações:

1 - Na segunda-feira, a temperatura de Monte Sião passou de +3 graus para +6 graus. Qual foi a variação
da temperatura?
Esse fato pode ser representado pela subtração: (+6) – (+3) = +3

2 - Na terça-feira, a temperatura de Monte Sião, durante o dia, era de +6 graus. À Noite, a temperatura bai-
xou de 3 graus. Qual a temperatura registrada na noite de terça-feira?
Esse fato pode ser representado pela adição: (+6) + (–3) = +3
Se compararmos as duas igualdades, verificamos que (+6) – (+3) é o mesmo que (+6) + (–3).
Temos:
(+6) – (+3) = (+6) + (–3) = +3

2
(+3) – (+6) = (+3) + (–6) = –3
(–6) – (–3) = (–6) + (+3) = –3
Daí podemos afirmar: Subtrair dois números inteiros é o mesmo que adicionar o primeiro com o oposto do
segundo.
Fique Atento: todos parênteses, colchetes, chaves, números, ..., entre outros, precedidos de sinal negativo,
tem o seu sinal invertido, ou seja, é dado o seu oposto.
Ex.:

10 – (10+5) =

10 – (+15) =
10 – 15 =
-5
Multiplicação de Números Inteiros
A multiplicação funciona como uma forma simplificada de uma adição quando os números são repetidos.
Poderíamos analisar tal situação como o fato de estarmos ganhando repetidamente alguma quantidade, como
por exemplo, ganhar 1 objeto por 30 vezes consecutivas, significa ganhar 30 objetos e esta repetição pode ser
indicada por um x, isto é: 1 + 1 + 1 ... + 1 + 1 = 30 x 1 = 30
Se trocarmos o número 1 pelo número 2, obteremos: 2 + 2 + 2 + ... + 2 + 2 = 30 x 2 = 60
Se trocarmos o número 2 pelo número -2, obteremos: (–2) + (–2) + ... + (–2) = 30 x (-2) = –60
Na multiplicação o produto dos números a e b, pode ser indicado por a x b, a . b ou ainda ab sem nenhum
sinal entre as letras.
Divisão de Números Inteiros

- Divisão exata de números inteiros.


Veja o cálculo:
(– 20) : (+ 5) = q →(+ 5) . q = (– 20) → q = (– 4)
Logo (– 20) : (+ 5) = - 4
Considerando os exemplos dados, concluímos que, para efetuar a divisão exata de um número inteiro por
outro número inteiro, diferente de zero, dividimos o módulo do dividendo pelo módulo do divisor.
Exemplo: (+7) : (–2) ou (–19) : (–5) são divisões que não podem ser realizadas em Z, pois o resultado não
é um número inteiro.
- No conjunto Z, a divisão não é comutativa, não é associativa e não tem a propriedade da existência do
elemento neutro.
- Não existe divisão por zero.
- Zero dividido por qualquer número inteiro, diferente de zero, é zero, pois o produto de qualquer número
inteiro por zero é igual a zero.
Exemplo: 0 : (–10) = 0 b) 0 : (+6) = 0 c) 0 : (–1) = 0

3
Regra de Sinais da Multiplicação e Divisão
→ Sinais iguais (+) (+); (-) (-) = resultado sempre positivo.
→ Sinais diferentes (+) (-); (-) (+) = resultado sempre negativo.
Potenciação de Números Inteiros
A potência xn do número inteiro a, é definida como um produto de n fatores iguais. O número x é denominado
a base e o número n é o expoente. xn = x . x . x . x ... x, x é multiplicado por x, n vezes.

Exemplos:

33 = (3) x (3) x (3) = 27


(-5)5 = (-5) x (-5) x (-5) x (-5) x (-5) = -3125
(-7)² = (-7) x (-7) = 49
(+9)² = (+9) x (+9) = 81
- Toda potência de base positiva é um número inteiro positivo.
Exemplo: (+3)2 = (+3) . (+3) = +9
- Toda potência de base negativa e expoente par é um número inteiro positivo.
Exemplo: (–8)2 = (–8) . (–8) = +64
- Toda potência de base negativa e expoente ímpar é um número inteiro negativo.
Exemplo: (–5)3 = (–5) . (–5) . (–5) = –125
- Propriedades da Potenciação:
1) Produtos de Potências com bases iguais: Conserva-se a base e somam-se os expoentes.
(–7)3 . (–7)6 = (–7)3+6 = (–7)9
2) Quocientes de Potências com bases iguais: Conserva-se a base e subtraem-se os expoentes.
(-13)8 : (-13)6 = (-13)8 – 6 = (-13)2
3) Potência de Potência: Conserva-se a base e multiplicam-se os expoentes.
[(-8)5]2 = (-8)5 . 2 = (-8)10
4) Potência de expoente 1: É sempre igual à base.
(-8)1 = -8 e (+70)1 = +70
5) Potência de expoente zero e base diferente de zero: É igual a 1.
(+3)0 = 1 e (–53)0 = 1
Radiciação de Números Inteiros
A raiz n-ésima (de ordem n) de um número inteiro x é a operação que resulta em outro número inteiro não
negativo b que elevado à potência n fornece o número x. O número n é o índice da raiz enquanto que o número
x é o radicando (que fica sob o sinal do radical).
n
√x = b
bn = x

4
A raiz quadrada (de ordem 2) de um número inteiro x é a operação que resulta em outro número inteiro não
negativo que elevado ao quadrado coincide com o número x.
Atenção: Não existe a raiz quadrada de um número inteiro negativo no conjunto dos números inteiros.
Erro comum: Frequentemente lemos em materiais didáticos e até mesmo ocorre em algumas aulas apare-
cimento de:

9 = ± 3, mas isto está errado. O certo é: 9 = +3


Observamos que não existe um número inteiro não negativo que multiplicado por ele mesmo resulte em um
número negativo.
A raiz cúbica (de ordem 3) de um número inteiro x é a operação que resulta em outro número inteiro que
elevado ao cubo seja igual ao número x. Aqui não restringimos os nossos cálculos somente aos números não
negativos.
Exemplos:

(a)
3
8 = 2, pois 2³ = 8

(b)
3
−8 = –2, pois (–2)³ = -8

(c)
3
27 = 3, pois 3³ = 27

(d)
3
− 27 = –3, pois (–3)³ = -27

Observação: Ao obedecer à regra dos sinais para o produto de números inteiros, concluímos que:
(1) Se o índice da raiz for par, não existe raiz de número inteiro negativo.
(2) Se o índice da raiz for ímpar, é possível extrair a raiz de qualquer número inteiro.
Propriedades da Adição e da Multiplicação dos números Inteiros
Para todo a, b e c

1) Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b + c)

2) Comutativa da adição: a + b = b + a

3) Elemento neutro da adição: a + 0 = a

4) Elemento oposto da adição: a + (-a) = 0

5) Associativa da multiplicação: (a.b).c = a.(b.c)

6) Comutativa da multiplicação: a.b = b.a

7) Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a

8) Distributiva da multiplicação relativamente à adição: a.(b + c) = ab + ac

5
9) Distributiva da multiplicação relativamente à subtração: a.(b – c) = ab – ac
Atenção: tanto a adição como a multiplicação de um número natural por outro número natural, continua
como resultado um número natural.
NÚMEROS RACIONAIS
Um número racional é o que pode ser escrito na forma , onde m e n são números inteiros, sendo que n deve
ser diferente de zero. Frequentemente usamos m/n para significar a divisão de m por n.
Como podemos observar, números racionais podem ser obtidos através da razão entre dois números intei-
ros, razão pela qual, o conjunto de todos os números racionais é reconhecido pela letra Q. Assim, é comum
encontrarmos na literatura a notação:

m
Q = { n : m e n em Z, n ≠0}

N C Z C Q – O conjunto dos números Naturais e Inteiros estão contidos no Conjunto do Números Racionais.
Subconjuntos notáveis:
No conjunto Q destacamos os seguintes subconjuntos:
- Q* = conjunto dos racionais não nulos;
- Q+ = conjunto dos racionais não negativos;
- Q*+ = conjunto dos racionais positivos;
- Q _ = conjunto dos racionais não positivos;
- Q*_ = conjunto dos racionais negativos.
Representação Decimal das Frações

Tomemos um número racional , tal que m não seja múltiplo de n. Para escrevê-lo na forma decimal, basta
efetuar a divisão do numerador pelo denominador.
Nessa divisão podem ocorrer dois casos:
1º) O número decimal obtido possui, após a vírgula, um número finito de algarismos (decimais exatos):

2º) O número decimal obtido possui, após a vírgula, infinitos algarismos (nem todos nulos), repetindo-se
periodicamente (Decimais Periódicos ou Dízimas Periódicas):

Existem frações muito simples que são representadas por formas decimais infinitas, com uma característica
especial (existência de um período):

6
Uma forma decimal infinita com período de UM dígito pode ser associada a uma soma
com infinitos termos desse tipo:

Aproveitando, vejamos um exemplo:

Representação Fracionária dos Números Decimais


Estando o número racional escrito na forma decimal, e transformando-o na forma de fração, vejamos os dois
casos:
1º) Transformamos o número em uma fração cujo numerador é o número decimal sem a vírgula e o denomi-
nador é composto pelo numeral 1, seguido de tantos zeros quanto forem as casas decimais após a virgula do
número dado:

2º) Devemos achar a fração geratriz (aquela que dá origem a dízima periódica) da dízima dada; para tanto,
vamos apresentar o procedimento através de alguns exemplos:
a) Seja a dízima 0, 444...
Veja que o período que se repete é apenas 1(formado pelo 4), então vamos colocar um 9 no denominador e
repetir no numerador o período.

Assim, a geratriz de 0,444... é a fração

b) Seja a dízima 3, 1919...


O período que se repete é o 19, logo dois noves no denominador (99). Observe também que o 3 é a parte
inteira, logo ele vem na frente, formando uma fração mista:

Assim, a geratriz de 3,1919... é a fração

7
Neste caso para transformarmos uma dízima periódica simples em fração, basta utilizarmos o dígito
9 no denominador para cada dígito que tiver o período da dízima.
c) Seja a dízima 0,2777...
Agora, para cada algarismo do anteperíodo se coloca um algarismo zero, no denominador, e para cada al-
garismo do período se mantém o algarismo 9 no denominador.
No caso do numerador, faz-se a seguinte conta:
(Parte inteira com anteperíodo e período) - (parte inteira com anteperíodo)

d) Seja a dízima 1, 23434...


O número 234 é a junção do anteperíodo com o período. Neste caso temos uma dízima periódica composta,
pois existe uma parte que não se repete e outra que se repete. Neste caso temos um anteperíodo (2) e o perío-
do (34). Ao subtrairmos deste número o anteperíodo (234-2), obtemos como numerador o 232. O denominador
é formado pelo dígito 9 – que corresponde ao período, neste caso 99(dois noves) – e pelo dígito 0 – que cor-
responde a tantos dígitos que tiverem o anteperíodo, neste caso 0(um zero).

Simplificando por 2, obtemos , a fração geratriz da dízima 1, 23434...

Módulo ou valor absoluto: é a distância do ponto que representa esse número ao ponto de abscissa zero.

Logo, o módulo de:

8
Números Opostos: dizemos que são números racionais opostos ou simétricos e cada um deles é o
oposto do outro. As distâncias dos pontos ao ponto zero da reta são iguais.
Inverso de um Número Racional

Representação geométrica dos Números Racionais

Observa-se que entre dois inteiros consecutivos existem infinitos números racionais.

Operações com Números Racionais


Soma (Adição) de Números Racionais: como todo número racional é uma fração ou pode ser escrito na
forma de uma fração, definimos a adição entre os números racionais a/b e, c/d, da mesma forma que a soma
de frações, através de:

Subtração de Números Racionais: a subtração de dois números racionais p e q é a própria operação de


adição do número p com o oposto de q, isto é: p – q = p + (–q), onde p = a/b e q = c/d.

Multiplicação (Produto) de Números Racionais: como todo número racional é uma fração ou pode ser
escrito na forma de uma fração, definimos o produto de dois números racionais a/b e, c/d, da mesma forma que
o produto de frações, através de:

O produto dos números racionais a/b e c/d também pode ser indicado por a/b × c/d ou a/b . c/d. Para rea-
lizar a multiplicação de números racionais, devemos obedecer à mesma regra de sinais que vale em toda a
Matemática.
Divisão (Quociente) de Números Racionais: a divisão de dois números racionais p e q é a própria ope-
ração de multiplicação do número p pelo inverso de q, isto é: p ÷ q = p × q-1 onde p = a/b, q = c/d e q-1= d/c;

Potenciação de Números Racionais: a potência bn do número racional b é um produto de n fatores iguais.


O número b é denominado a base e o número n é o expoente.
bn = b × b × b × b × ... × b,    (b aparece n vezes)
Exemplos:

9
Propriedades da Potenciação
1) Toda potência com expoente 0 é igual a 1.

2) Toda potência com expoente 1 é igual à própria base.

3) Toda potência com expoente negativo de um número racional, diferente de zero é igual a outra potência
que tem a base igual ao inverso da base anterior e o expoente igual ao oposto do expoente anterior.

4) Toda potência com expoente ímpar tem o mesmo sinal da base.

5) Toda potência com expoente par é um número positivo.

6) Produto de potências de mesma base: reduzir a uma só potência de mesma base, conservamos as bases
e somamos os expoentes.

7) Divisão de potências de mesma base: reduzir a uma só potência de mesma base, conservamos a base e
subtraímos os expoentes.

8) Potência de Potência: reduzir a uma potência (de mesma base) de um só expoente, conservamos a base
e multiplicamos os expoentes.

10
Radiciação de Números Racionais: se um número representa um produto de dois ou mais fatores iguais,
então cada fator é chamado raiz do número.

Exemplos:

1) representa o produto ou
Logo, 1/5 é a raiz quadrada de 1/25.

2) 0,216 representa o produto 0,6. 0,6 . 0,6 ou (0,6)3. Logo, 0,6 é a raiz cúbica de 0,216. Indica-se:

Um número racional, quando elevado ao quadrado, dá o número zero ou um número racional positivo.

Fique Atento!!!
Os números racionais negativos não têm raiz quadrada em Q.

NÚMEROS REAIS
O conjunto dos números reais1 R é uma expansão do conjunto dos números racionais que engloba não só
os inteiros e os fracionários, positivos e negativos, mas também todos os números irracionais.
Assim temos:
R = Q U I , sendo Q ∩ I = Ø ( Se um número real é racional, não será irracional, e vice-versa).

Lembrando que N Ϲ Z Ϲ Q , podemos construir o diagrama abaixo:

O conjunto dos números reais apresenta outros subconjuntos importantes:


- Conjunto dos números reais não nulos: R* = {x ϵ R| x ≠ 0}
- Conjunto dos números reais não negativos: R+ = {x ϵ R| x ≥ 0}
- Conjunto dos números reais positivos: R*+ = {x ϵ R| x > 0}
- Conjunto dos números reais não positivos: R- = {x ϵ R| x ≤ 0}
- Conjunto dos números reais negativos: R*- = {x ϵ R| x < 0}

1 IEZZI, Gelson – Matemática - Volume Único


IEZZI, Gelson - Fundamentos da Matemática Elementar – Vol. 01 – Conjuntos e Funções

11
Representação Geométrica dos números reais

Ordenação dos números reais


A representação dos números reais permite definir uma relação de ordem entre eles. Os números reais po-
sitivos, são maiores que zero e os negativos, menores que zero. Expressamos a relação de ordem da seguinte
maneira:
Dados dois números Reais a e b,
a≤b↔b–a≥0
Exemplo: -15 ≤ 5 ↔ 5 - ( - 15) ≥ 0
5 + 15 ≥ 0
Intervalos reais
O conjunto dos números reais possui também subconjuntos, denominados intervalos, que são determinados
por meio de desiguladades. Sejam os números a e b , com a < b.
Em termos gerais temos:
- A bolinha aberta = a intervalo aberto (estamos excluindo aquele número), utilizamos os símbolos:
> ;< ou ] ; [
- A bolinha fechada = a intervalo fechado (estamos incluindo aquele número), utilizamos os símbolos:
≥ ; ≤ ou [ ; ]
Podemos utilizar ( ) no lugar dos [ ] , para indicar as extremidades abertas dos intervalos.

Às vezes, aparecem situações em que é necessário registrar numericamente variações de valores em


sentidos opostos, ou seja, maiores ou acima de zero (positivos), como as medidas de temperatura ou reais em
débito, em haver e etc. Esses números, que se estendem indefinidamente, tanto para o lado direito (positivos)
como para o lado esquerdo (negativos), são chamados números relativos.
Valor absoluto de um número relativo é o valor do número que faz parte de sua representação, sem o sinal.
Valor simétrico de um número é o mesmo numeral, diferindo apenas o sinal.

12
Operações com números relativos
1) Adição e subtração de números relativos
a) Se os numerais possuem o mesmo sinal, basta adicionar os valores absolutos e conservar o sinal.
b) Se os numerais possuem sinais diferentes, subtrai-se o numeral de menor valor e dá-se o sinal do maior
numeral.
Exemplos:

3+5=8

4-8=-4
- 6 - 4 = - 10
-2+7=5
2) Multiplicação e divisão de números relativos
a) O produto e o quociente de dois números relativos de mesmo sinal são sempre positivos.
b) O produto e o quociente de dois números relativos de sinais diferentes são sempre negativos.
Exemplos:
- 3 x 8 = - 24

- 20 (-4) = + 5
- 6 x (-7) = + 42

28 2 = 14

Razão e proporção. Regra de três simples

RAZÃO
Chama-se de razão entre dois números racionais a e b, com b ≠ 0, ao quociente entre eles. Indica-se a
razão de a para b por a/b ou a : b.
Exemplo:
Na sala do 1º ano de um colégio há 20 rapazes e 25 moças. Encontre a razão entre o número de rapazes e
o número de moças. (lembrando que razão é divisão)

PROPORÇÃO
Proporção é a igualdade entre duas razões. A proporção entre A/B e C/D é a igualdade:

Propriedade fundamental das proporções


Numa proporção:

13
Os números A e D são denominados extremos enquanto os números B e C são os meios e vale a proprieda-
de: o produto dos meios é igual ao produto dos extremos, isto é:
AxD=BxC
Exemplo: A fração 3/4 está em proporção com 6/8, pois:

Exercício: Determinar o valor de X para que a razão X/3 esteja em proporção com 4/6.
Solução: Deve-se montar a proporção da seguinte forma:

Segunda propriedade das proporções


Qualquer que seja a proporção, a soma ou a diferença dos dois primeiros termos está para o primeiro, ou
para o segundo termo, assim como a soma ou a diferença dos dois últimos termos está para o terceiro, ou para
o quarto termo. Então temos:

Ou

Ou

Ou

Terceira propriedade das proporções


Qualquer que seja a proporção, a soma ou a diferença dos antecedentes está para a soma ou a diferença
dos consequentes, assim como cada antecedente está para o seu respectivo consequente. Temos então:

Ou

Ou

Ou

14
Grandezas Diretamente Proporcionais
Duas grandezas variáveis dependentes são diretamente proporcionais quando a razão entre os valores da
1ª grandeza é igual a razão entre os valores correspondentes da 2ª, ou de uma maneira mais informal, se eu
pergunto:
Quanto mais.....mais....
Exemplo
Distância percorrida e combustível gasto

DISTÂNCIA (KM) COMBUSTÍVEL (LITROS)


13 1
26 2
39 3
52 4
Quanto MAIS eu ando, MAIS combustível?
Diretamente proporcionais
Se eu dobro a distância, dobra o combustível
Grandezas Inversamente Proporcionais
Duas grandezas variáveis dependentes são inversamente proporcionais quando a razão entre os valores da
1ª grandeza é igual ao inverso da razão entre os valores correspondentes da 2ª.
Quanto mais....menos...
Exemplo
Velocidade x Tempo a tabela abaixo:

VELOCIDADE (M/S) TEMPO (S)


5 200
8 125
10 100
16 62,5
20 50
Quanto MAIOR a velocidade MENOS tempo??
Inversamente proporcional
Se eu dobro a velocidade, eu faço o tempo pela metade.
Diretamente Proporcionais
Para decompor um número M em partes X1, X2, ..., Xn diretamente proporcionais a p1, p2, ..., pn, deve-se mon-
tar um sistema com n equações e n incógnitas, sendo as somas X1+X2+...+Xn=M e p1+p2+...+pn= P.

A solução segue das propriedades das proporções:

Exemplo
Carlos e João resolveram realizar um bolão da loteria. Carlos entrou com R$ 10,00 e João com R$ 15,00.
Caso ganhem o prêmio de R$ 525.000,00, qual será a parte de cada um, se o combinado entre os dois foi de
dividirem o prêmio de forma diretamente proporcional?

15
Carlos ganhará R$210000,00 e João R$315000,00.
Inversamente Proporcionais
Para decompor um número M em n partes X1, X2, ..., Xn inversamente proporcionais a p1, p2, ..., pn, basta
decompor este número M em n partes X1, X2, ..., Xn diretamente proporcionais a 1/p1, 1/p2, ..., 1/pn. A montagem
do sistema com n equações e n incógnitas, assume que X1+X2+...+ Xn=M e além disso

cuja solução segue das propriedades das proporções:

REGRA DE TRÊS SIMPLES


Regra de três simples é um processo prático para resolver problemas que envolvam quatro valores dos
quais conhecemos três deles. Devemos, portanto, determinar um valor a partir dos três já conhecidos.
Passos utilizados numa regra de três simples:

1º) Construir uma tabela, agrupando as grandezas da mesma espécie em colunas e mantendo na mesma
linha as grandezas de espécies diferentes em correspondência.

2º) Identificar se as grandezas são diretamente ou inversamente proporcionais.

3º) Montar a proporção e resolver a equação.


Um trem, deslocando-se a uma velocidade média de 400Km/h, faz um determinado percurso em 3 horas.
Em quanto tempo faria esse mesmo percurso, se a velocidade utilizada fosse de 480km/h?
Solução: montando a tabela:

1) Velocidade (Km/h) Tempo (h)

---
400 3
--
---
480 X
--

2) Identificação do tipo de relação:

VELOCIDADE Tempo
---
400 ↓ 3↑
--
---
480 ↓ X↑
--

16
Obs.: como as setas estão invertidas temos que inverter os números mantendo a primeira coluna e inver-
tendo a segunda coluna ou seja o que está em cima vai para baixo e o que está em baixo na segunda coluna
vai para cima

VELOCIDADE Tempo
---
400 ↓ 3↓
--
---
480 ↓ X↓
--

480x=1200
X=25
REGRA DE TRÊS COMPOSTA
Regra de três composta é utilizada em problemas com mais de duas grandezas, direta ou inversamente
proporcionais.
Exemplos:

1) Em 8 horas, 20 caminhões descarregam 160m³ de areia. Em 5 horas, quantos caminhões serão necessá-
rios para descarregar 125m³?
Solução: montando a tabela, colocando em cada coluna as grandezas de mesma espécie e, em cada linha,
as grandezas de espécies diferentes que se correspondem:

HORAS CAMINHÕES VOLUME


--- ---
8↑ 20 ↓ 160 ↑
-- --
--- ---
5↑ X↓ 125 ↑
-- --
A seguir, devemos comparar cada grandeza com aquela onde está o x.
Observe que:
Aumentando o número de horas de trabalho, podemos diminuir o número de caminhões. Portanto a relação
é inversamente proporcional (seta para cima na 1ª coluna).
Aumentando o volume de areia, devemos aumentar o número de caminhões. Portanto a relação é direta-
mente proporcional (seta para baixo na 3ª coluna). Devemos igualar a razão que contém o termo x com o pro-
duto das outras razões de acordo com o sentido das setas.
Montando a proporção e resolvendo a equação temos:

HORAS CAMINHÕES VOLUME


--- ---
8↑ 20 ↓ 160 ↓
-- --
--- ---
5↑ X↓ 125 ↓
-- --

Obs.: Assim devemos inverter a primeira coluna ficando:

HORAS CAMINHÕES VOLUME


--- ---
8 20 160
-- --
--- ---
5 X 125
-- --

17
Logo, serão necessários 25 caminhões

Mínimo Múltiplo Comum e Máximo Divisor Comum: propriedades e problemas. Múlti-


plos e divisores de um número

MÚLTIPLOS
Um número é múltiplo de outro quando ao dividirmos o primeiro pelo segundo, o resto é zero.
Exemplo

O conjunto de múltiplos de um número natural não-nulo é infinito e podemos consegui-lo multiplicando-se o


número dado por todos os números naturais.
M(3)={0,3,6,9,12,...}
DIVISORES
Os números 12 e 15 são múltiplos de 3, portanto 3 é divisor de 12 e 15.
D(12)={1,2,3,4,6,12}
D(15)={1,3,5,15}
Observações:
– Todo número natural é múltiplo de si mesmo.
– Todo número natural é múltiplo de 1.
– Todo número natural, diferente de zero, tem infinitos múltiplos.
- O zero é múltiplo de qualquer número natural.
MÁXIMO DIVISOR COMUM
O máximo divisor comum de dois ou mais números naturais não-nulos é o maior dos divisores comuns des-
ses números.
Para calcular o m.d.c de dois ou mais números, devemos seguir as etapas:
• Decompor o número em fatores primos
• Tomar o fatores comuns com o menor expoente
• Multiplicar os fatores entre si.
Exemplo:

15 3 24 2
5 5 12 2
1 6 2
3 3
1

15 = 3.5 24 = 23.3

18
O fator comum é o 3 e o 1 é o menor expoente.
m.d.c
(15,24) = 3
MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM
O mínimo múltiplo comum (m.m.c) de dois ou mais números é o menor número, diferente de zero.
Para calcular devemos seguir as etapas:
• Decompor os números em fatores primos
• Multiplicar os fatores entre si
Exemplo:

15,24 2
15,12 2
15,6 2
15,3 3
5,1 5
1
Para o mmc, fica mais fácil decompor os dois juntos.
Basta começar sempre pelo menor primo e verificar a divisão com algum dos números, não é necessário que
os dois sejam divisíveis ao mesmo tempo.
Observe que enquanto o 15 não pode ser dividido, continua aparecendo.
Assim, o mmc (15,24) = 23.3.5 = 120
Exemplo
O piso de uma sala retangular, medindo 3,52 m × 4,16 m, será revestido com ladrilhos quadrados, de mesma
dimensão, inteiros, de forma que não fique espaço vazio entre ladrilhos vizinhos. Os ladrilhos serão escolhidos
de modo que tenham a maior dimensão possível.
Na situação apresentada, o lado do ladrilho deverá medir
(A) mais de 30 cm.
(B) menos de 15 cm.
(C) mais de 15 cm e menos de 20 cm.
(D) mais de 20 cm e menos de 25 cm.
(E) mais de 25 cm e menos de 30 cm.
Resposta: A.
352 2 416 2
176 2 208 2
88 2 104 2
44 2 52 2
22 2 26 2
11 11 13 13
1 1
Devemos achar o mdc para achar a maior medida possível
E são os fatores que temos iguais:25=32

19
Exemplo
(MPE/SP – Oficial de Promotora I – VUNESP/2016) No aeroporto de uma pequena cidade chegam aviões
de três companhias aéreas. Os aviões da companhia A chegam a cada 20 minutos, da companhia B a cada 30
minutos e da companhia C a cada 44 minutos. Em um domingo, às 7 horas, chegaram aviões das três compa-
nhias ao mesmo tempo, situação que voltará a se repetir, nesse mesmo dia, às:
(A) 16h 30min.
(B) 17h 30min.
(C) 18h 30min.
(D) 17 horas.
(E) 18 horas.
Resposta: E.
20,30,44 2
10,15,22 2
5,15,11 3
5,5,11 5
1,1,11 11
1,1,1
Mmc(20,30,44)=2².3.5.11=660

1h---60minutos
x-----660
x=660/60=11
Então será depois de 11horas que se encontrarão

7+11=18h

Álgebra: expressões algébricas, frações algébricas

EXPRESSÕES ALGÉBRICAS
Expressões algébricas são expressões matemáticas que apresentam números, letras e operações. As ex-
pressões desse tipo são usadas com frequência em fórmulas e equações.
As letras que aparecem em uma expressão algébrica são chamadas de variáveis e representam um valor
desconhecido.
Os números escritos na frente das letras são chamados de coeficientes e deverão ser multiplicados pelos
valores atribuídos as letras.
Exemplo:
(PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRÃO PRETO/SP – AGENTE DE ADMINISTRAÇÃO – VUNESP) Uma
loja de materiais elétricos testou um lote com 360 lâmpadas e constatou que a razão entre o número de lâmpa-
das queimadas e o número de lâmpadas boas era 2 / 7. Sabendo-se que, acidentalmente, 10 lâmpadas boas
quebraram e que lâmpadas queimadas ou quebradas não podem ser vendidas, então a razão entre o número
de lâmpadas que não podem ser vendidas e o número de lâmpadas boas passou a ser de
(A) 1 / 4.

20
(B) 1 / 3.
(C) 2 / 5.
(D) 1 / 2.
(E) 2 / 3.
Resolução:
Chamemos o número de lâmpadas queimadas de ( Q ) e o número de lâmpadas boas de ( B ). Assim:
B + Q = 360 , ou seja, B = 360 – Q ( I )

Substituindo a equação ( I ) na equação ( II ), temos:

7.Q = 2. (360 – Q)

7.Q = 720 – 2.Q

7.Q + 2.Q = 720

9.Q = 720
Q = 720 / 9
Q = 80 (queimadas)
Como 10 lâmpadas boas quebraram, temos:
Q’ = 80 + 10 = 90 e B’ = 360 – 90 = 270

Resposta: B
Simplificação de expressões algébricas
Podemos escrever as expressões algébricas de forma mais simples somando seus termos semelhantes
(mesma parte literal). Basta somar ou subtrair os coeficientes dos termos semelhantes e repetir a parte literal.
Exemplos:
a) 3xy + 7xy4 - 6x3y + 2xy - 10xy4 = (3xy + 2xy) + (7xy4 - 10xy4) - 6x3y = 5xy - 3xy4 - 6x3y
b) ab - 3cd + 2ab - ab + 3cd + 5ab = (ab + 2ab - ab + 5ab) + (- 3cd + 3cd) = 7ab
Fatoração de expressões algébricas
Fatorar significa escrever uma expressão como produto de termos. Para fatorar uma expressão algébrica
podemos usar os seguintes casos:
• Fator comum em evidência: ax + bx = x . (a + b)
• Agrupamento: ax + bx + ay + by = x . (a + b) + y . (a + b) = (x + y) . (a + b)
• Trinômio Quadrado Perfeito (Adição): a2 + 2ab + b2 = (a + b)2
• Trinômio Quadrado Perfeito (Diferença): a2 – 2ab + b2 = (a – b)2
• Diferença de dois quadrados: (a + b) . (a – b) = a2 – b2
• Cubo Perfeito (Soma): a3 + 3a2b + 3ab2 + b3 = (a + b)3

21
• Cubo Perfeito (Diferença): a3 - 3a2b + 3ab2 - b3 = (a - b)3
Exemplo:
(PREF. MOGEIRO/PB - PROFESSOR – MATEMÁTICA – EXAMES) Simplificando a expressão,

Obtemos:
(A) a + b.
(B) a² + b².
(C) ab.
(D) a² + ab + b².
(E) b – a.
Resolução:

Resposta: D
Monômios
Quando uma expressão algébrica apresenta apenas multiplicações entre o coeficiente e as letras (parte
literal), ela é chamada de monômio. Exemplos: 3ab ; 15xyz3
Propriedades importantes
– Toda equação algébrica de grau n possui exatamente n raízes.
– Se b for raiz de P(x) = 0 , então P(x) é divisível por (x – b) . Esta propriedade é muito importante para abai-
xar o grau de uma equação, o que se consegue dividindo P(x) por x - b, aplicando Briot-Ruffini.
– Se o número complexo (a + bi) for raiz de P(x) = 0 , então o conjugado (a – bi) também será raiz .
– Se a equação P(x) = 0 possuir k raízes iguais a m então dizemos que m é uma raiz de grau de multiplici-
dade k.
– Se a soma dos coeficientes de uma equação algébrica P(x) = 0 for nula, então a unidade é raiz da
– Toda equação de termo independente nulo, admite um número de raízes nulas igual ao menor expoente
da variável.

22
Relações de Girard
São as relações existentes entre os coeficientes e as raízes de uma equação algébrica.
Sendo V= {r1, r2, r3,...,rn-1,rn} o conjunto verdade da equação P(x) = a0xn + a1xn-1 +a2xn-2+ ... + an-1x+an=0, com
a0≠ 0, valem as seguintes relações entre os coeficientes e as raízes:

Atenção

As relações de Girard só são úteis na resolução de equações quando temos alguma informação so-
bre as raízes. Sozinhas, elas não são suficientes para resolver as equações.
Exemplo:
(UFSCAR-SP) Sabendo-se que a soma de duas das raízes da equação x3 – 7x2 + 14x – 8 = 0 é igual a 5,
pode-se afirmar a respeito das raízes que:
(A) são todas iguais e não nulas.
(B) somente uma raiz é nula.
(C) as raízes constituem uma progressão geométrica.
(D) as raízes constituem uma progressão aritmética.
(E) nenhuma raiz é real.
Resolução:
x3 – 7x2 + 14x – 8 = 0
Raízes: x1, x2 e x3
Informação: x1 + x2 = 5
Girard: x1 + x2 + x3 = 7 ➱ 5 + x3 = 7 ➱ x3 = 2
Como 2 é raiz, por Briot-Ruffini, temos

x2 – 5x + 4 = 0
x = 1 ou x = 4
S = {1, 2, 4}
Resposta: C
Teorema das Raízes Racionais
É um recurso para a determinação de raízes de equações algébricas. Segundo o teorema, se o número
racional, com e primos entre si (ou seja, é uma fração irredutível), é uma raiz da equação polinomial com coe-
ficientes inteiros então é divisor de e é divisor de.

23
Exemplo:
Verifique se a equação x3 – x2 + x – 6 = 0 possui raízes racionais.
Resolução:
p deve ser divisor de 6, portanto: ±6, ±3, ±2, ±1; q deve ser divisor de 1, portanto: ±1; Portanto, os possíveis
valores da fração são p/q: ±6, ±3, ±2 e ±1. Substituindo-se esses valores na equação, descobrimos que 2 é uma
de suas raízes. Como esse polinômio é de grau 3 (x3 ) é necessário descobrir apenas uma raiz para determinar
as demais. Se fosse de grau 4 (x4 ) precisaríamos descobrir duas raízes. As demais raízes podem facilmente
ser encontradas utilizando-se o dispositivo prático de Briot-Ruffini e a fórmula de Bhaskara.
FRAÇÕES ALGÉBRICAS
Frações algébricas são expressões algébricas que possuem pelo menos uma incógnita (número desconhecido
representado por letra) no denominador2.
Em Matemática, a palavra “algébrico” é reservada para expressões e operações numéricas que possuem
pelo menos um número desconhecido, chamado de incógnita. As expressões algébricas que possuem uma
incógnita no denominador são chamadas de frações algébricas.
Desse modo, qualquer expressão algébrica que, expressa na forma de fração, possua uma letra no
denominador é uma fração algébrica. Como ela é formada por números (alguns conhecidos, outros não), valem
as propriedades das operações de números reais para elas. Veja:
— Adição e Subtração de Fração Algébrica
De agora em diante utilizaremos apenas a palavra “adição” para representar as operações de soma e
subtração, pois elas são realizadas da mesma maneira, levando em conta as regras de sinais para números
inteiros, que também valem para os números reais.
A adição de frações algébricas é dividida em dois casos e deve ser realizada do mesmo modo que a adição
de frações numéricas.
1º caso: Quando os denominadores são iguais
Se os denominadores forem iguais, realize a operação indicada (soma ou subtração) apenas com os
numeradores e repita o denominador no resultado:

2º caso: Quando os denominadores são diferentes


Nesse caso, é necessário igualá-los antes. Para tanto, o procedimento é igual ao da soma de frações com
denominadores diferentes:

1) Encontre o MMC dos denominadores. No caso das frações algébricas, eles podem ser monômios ou
polinômios. Exemplo3:
mmc entre 10x e 5x² – 15x

10x = 2 * 5 * x

5x² – 15x = 5x * (x – 3)
mmc = 2 * 5 * x * (x – 3) = 10x * (x – 3) ou 10x² – 30x

2) Reescrever o mínimo múltiplo comum encontrado como denominador das frações e encontrar os
respectivos numeradores da seguinte maneira:
2 [Link]
3 [Link]

24
- Dividir o MMC pelo denominador da fração original e multiplicar o resultado por seu numerador;
- Repetir o último procedimento para todas as frações.
Observe o exemplo de adição de frações algébricas com denominadores diferentes a seguir:

O MMC entre 3y e 2y² é 6y², logo:

Para preencher as lacunas, basta dividir 6y² pelo denominador da primeira fração e multiplicar o resultado
pelo seu numerador. Isso dará o numerador para a primeira lacuna. Para a segunda, repita o procedimento com
a segunda fração.

— Multiplicação de Fração Algébrica


A multiplicação de fração algébrica segue o mesmo padrão da multiplicação de frações: multiplique numerador
por numerador e denominador por denominador. De forma prática, multiplique primeiramente os coeficientes,
coloque o resultado numérico e parta para a multiplicação das incógnitas. Elas devem ser multiplicadas por
meio das propriedades de potência.

Observe que incógnitas diferentes, que aparecem apenas uma vez em um fator, não devem ser multiplicadas
entre si, mas apenas repetidas.
Observe também que existe uma multiplicação implícita entre números e incógnitas nas frações acima,
portanto: 4xy = 4·x·y.
— Divisão de Fração Algébrica
Essa operação é exatamente igual à divisão de frações. Portanto, para realizá-la, multiplique a primeira
fração algébrica pelo inverso da segunda. Observe:

— Potenciação de Fração Algébrica


A potenciação de frações é uma extensão da multiplicação de frações. A solução do problema é dada da
mesma maneira, contudo, com fatores iguais sempre. Como a multiplicação é feita de numerador para numerador
e de denominador para denominador, as potências de frações algébricas são calculadas para numerador e
depois para denominador separadamente. Observe:

— Radiciação de Fração Algébrica


A radiciação segue o mesmo padrão da potenciação. Quando houver raiz de uma fração algébrica, calcule
a raiz do numerador e do denominador separadamente. Veja:

25
— Simplificando Frações Algébricas
Simplificar uma fração algébrica segue o mesmo fundamento de simplificar uma fração numérica. É preciso
dividir numerador e denominador por um mesmo número. Observe um exemplo de simplificação de fração:

A fração acima foi simplificada por 2, depois por 3 e depois por 5. Para fundamentar o procedimento de
simplificação de frações algébricas, reescreveremos a primeira fração acima em sua forma fatorada:

Perceba que os números 2, 3 e 5 repetem-se no numerador e no denominador e que eles foram exatamente
os mesmos números pelos quais a fração foi simplificada. No contexto das frações algébricas, o procedimento
é parecido, pois é necessário fatorar os polinômios presentes no numerador e no denominador. Após isso,
devemos avaliar se é possível simplificar alguns deles. Exemplo:
Simplifique a fração algébrica seguinte:

Fatore cada uma das incógnitas e números presentes na fração:

Agora realize as divisões que forem possíveis, conforme feito anteriormente para a fração numérica: Os
números que aparecem tanto no numerador quanto no denominador desaparecem, isto é, são “cortados”.
Também é possível escrever que o resultado de cada uma dessas simplificações é 1. Observe:

Monômios e polinômios: operações e propriedades. Produtos notáveis e fatoração

Denomina-se polinômio a função:

Grau de um polinômio
Se an ≠0, o expoente máximo n é dito grau do polinômio. Indicamos: gr(P)=n
Exemplo
P(x)=7 gr(P)=0
P(x)=7x+1 gr(P)=1

26
Valor Numérico
O valor numérico de um polinômio P(x), para x=a, é o número que se obtém substituindo x por a e efetuando
todas as operações.
Exemplo
P(x)=x³+x²+1 , o valor numérico para P(x), para x=2 é:
P(2)=2³+2²+1=13
O número a é denominado raiz de P(x).
Igualdade de polinômios
Os polinômios p e q em P(x), definidos por:
P(x) = ao + a1x + a2x² + a3x³ +...+ anxn
Q(x) = bo + b1x + b2x² + b3x³ +...+ bnxn
São iguais se, e somente se, para todo k = 0,1,2,3,...,n:
ak = bk
Redução de Termos Semelhantes
Assim como fizemos no caso dos monômios, também podemos fazer a redução de polinômios através da
adição algébrica dos seus termos semelhantes.
No exemplo abaixo realizamos a soma algébrica do primeiro com o terceiro termo, e do segundo com o
quarto termo, reduzindo um polinômio de quatro termos a um outro de apenas dois.

3xy+2a²-xy+3a²=2xy+5a²
Polinômios reduzidos de dois termos também são denominados binômios. Polinômios reduzidos de três
termos, também são denominados trinômios.
Ordenação de um polinômio
A ordem de um polinômio deve ser do maior para o menor expoente.

4x4+2x³-x²+5x-1
Este polinômio não está ordenado:

3x³+4x5-x²
OPERAÇÕES
Adição e Subtração de Polinômios
Para somar dois polinômios, adicionamos os termos com expoentes de mesmo grau. Da mesma forma, para
obter a diferença de dois polinômios, subtraímos os termos com expoentes de mesmo grau.
Exemplo

Multiplicação de Polinômios
Para obter o produto de dois polinômios, multiplicamos cada termo de um deles por todos os termos do
outro, somando os coeficientes.

27
Exemplo

Divisão de Polinômios
Considere P(x) e D(x), não nulos, tais que o grau de P(x) seja maior ou igual ao grau de D(x). Nessas condi-
ções, podemos efetuar a divisão de P(x) por D(x), encontrando o polinômio Q(x) e R(x):
P(x)=D(x)⋅Q(x)+R(x)
P(x)=dividendo
Q(x)=quociente
D(x)=divisor
R(x)=resto
Método da Chave
Passos

1. Ordenamos os polinômios segundo as potências decrescentes de x.

2. Dividimos o primeiro termo de P(x) pelo primeiro de D(x), obtendo o primeiro termo de Q(x).

3. Multiplicamos o termo obtido pelo divisor D(x) e subtraímos de P(x).

4. Continuamos até obter um resto de grau menor que o de D(x), ou resto nulo.
Exemplo
Divida os polinômios P(x)=6x³-13x²+x+3 por D(x)=2x³-3x-1

Método de Descartes
Consiste basicamente na determinação dos coeficientes do quociente e do resto a partir da identidade:

Exemplo
Divida P(x)=x³-4x²+7x-3 por D(x)=x²-3x+2
Solução
Devemos encontrar Q(x) e R(x) tais que:

28
Vamos analisar os graus:

Como Gr( R) < Gr(D), devemos impor Gr(R )=Gr(D)-1=2-1=1

Para que haja igualdade:

Algoritmo de Briot-Ruffini
Consiste em um dispositivo prático para efetuar a divisão de um polinômio P(x) por um binômio D(x)=x-a
Exemplo
Divida P(x)=3x³-5x+x-2 por D(x)=x-2
Solução
Passos
– Dispõem-se todos os coeficientes de P(x) na chave
– Colocar a esquerda a raiz de D(x)=x-a=0.
– Abaixar o primeiro coeficiente. Em seguida multiplica-se pela raiz a e soma-se o resultado ao segundo
coeficiente de P(x), obtendo o segundo coeficiente. E assim sucessivamente.

Portanto, Q(x)=3x²+x+3 e R(x)=4


PRODUTOS NOTÁVEIS
1. O quadrado da soma de dois termos.
Verifiquem a representação e utilização da propriedade da potenciação em seu desenvolvimento.
(a + b)2 = (a + b) . (a + b)
Onde a é o primeiro termo e b é o segundo.
Ao desenvolvermos esse produto, utilizando a propriedade distributiva da multiplicação, teremos:

29
Exemplos

2. O quadrado da diferença de dois termos.


Seguindo o critério do item anterior, temos:
(a - b)2 = (a - b) . (a - b)
Onde a é o primeiro termo e b é o segundo.
Ao desenvolvermos esse produto, utilizando a propriedade distributiva da multiplicação, teremos:

Exemplos:

3. O produto da soma pela diferença de dois termos.


Se tivermos o produto da soma pela diferença de dois termos, poderemos transformá-lo numa diferença de
quadrados.

Exemplos
(4c + 3d).(4c – 3d) = (4c)2 – (3d)2 = 16c2 – 9d2
(x/2 + y).(x/2 – y) = (x/2)2 – y2 = x2/4 – y2
(m + n).(m – n) = m2 – n2
4. O cubo da soma de dois termos.
Consideremos o caso a seguir:
(a + b)3 = (a + b).(a + b)2 → potência de mesma base.
(a + b).(a2 + 2ab + b2) → (a + b)2
Aplicando a propriedade distributiva como nos casos anteriores, teremos:
(a + b)3 = a3 + 3a2b + 3ab2 + b3
Exemplos:
(2x + 2y)3 = (2x)3 + 3.(2x)2.(2y) + 3.(2x).(2y)2 + (2y)3 = 8x3 + 24x2y + 24xy2 + 8y3

30
(w + 3z)3 = w3 + 3.(w2).(3z) + 3.w.(3z)2 + (3z)3 = w3 + 9w2z + 27wz2 + 27z3
(m + n)3 = m3 + 3m2n + 3mn2 + n3
5. O cubo da diferença de dois termos
Acompanhem o caso seguinte:
(a – b)3 = (a - b).(a – b)2 → potência de mesma base.
(a – b).(a2 – 2ab + b2) → (a - b)2
Aplicando a propriedade distributiva como nos casos anteriores, teremos:
(a – b)3 = a3 – 3a2b + 3ab2 – b3
Exemplos
(2 – y)3 = 23 – 3.(22).y + 3.2.y2 – y3 = 8 – 12y + 6y2 – y3 ou y3– 6y2 + 12y – 8
(2w – z)3 = (2w)3 – 3.(2w)2.z + 3.(2w).z2 – z3 = 8w3 – 12w2z + 6wz2 – z3
(c – d)3 = c3 – 3c2d + 3cd2 – d3
FATORAÇÃO
Fatorar uma expressão algébrica significa escrevê-la na forma de um produto de expressões mais simples.
Casos de fatoração
Fator Comum:
Ex.: ax + bx + cx = x (a + b + c)
O fator comum é x.
Ex.: 12x³ - 6x²+ 3x = 3x (4x² - 2x + 1)
O fator comum é 3x
Agrupamento:
Ex.: ax + ay + bx + by
Agrupar os termos de modo que em cada grupo haja um fator comum.
(ax + ay) + (bx + by)
Colocar em evidência o fator comum de cada grupo
a(x + y) + b(x + y)
Colocar o fator comum (x + y) em evidência (x + y) (a + b) Este produto é a forma fatorada da expressão dada
Diferença de Dois Quadrados: a² − b² = (a + b) (a − b)
Trinômio Quadrado Perfeito: a²± 2ab + b² = (a ± b)²
Trinômio do 2º Grau: Supondo x1 e x2 raízes reais do trinômio, temos: ax² + bx + c = a (x - x1) (x - x2), a≠0
MDC e MMC de polinômios
Mínimo Múltiplo Comum entre polinômios, é formado pelo produto dos fatores com os maiores expoentes.
Máximo Divisor Comum é o produto dos fatores primos com o menor expoente.
Exemplo
X²+7x+10 e 3x²+12x+12
Primeiro passo é fatorar as expressões:
X²+7x+10=(x+2)(x+5)

3x²+12x+12=3(x²+4x+4)=3(x+2)²

31
Mmc=3(x+2)²(x+5)
Mdc=x+2

Operação com frações algébricas


Adição e subtração de frações algébricas
Da mesma forma que ocorre com as frações numéricas, as frações algébricas são somadas ou subtraídas
obedecendo dois casos diferentes.
Caso 1: denominadores iguais.
Para adicionar ou subtrair frações algébricas com denominadores iguais, as mesmas regras aplicadas às
frações numéricas aqui são aplicadas também.
(2x2-5)/x2 -(x2+3)/x2 +(9-x2)/x2
(2x2-5-x2-3+9-x2)/x2 =1/x2
Caso 2: denominadores diferentes.
Para adicionar ou subtrair frações algébricas com denominadores diferentes, siga as mesmas orientações
dadas na resolução de frações numéricas de denominadores diferentes.
(3x+1)/(2x-2)-(x+1)/(x-1)
(3x+1)/2(x-1) -2(x+1)/2(x-1)
(3x+1-2x-2)/(2(x-1))=(x-1)/2(x-1) =1/2
Multiplicação de frações algébricas
Para multiplicar ou dividir frações algébricas, usamos o mesmo processo das frações numéricas. Fatorando
os termos da fração e simplificar os fatores comuns.

2x/(x-4)∙3x/(x+5)
Multiplica-se os denominadores e os numeradores.
(6x2)/((x-4)(x+5))=(6x2)/(x2+x-20)
Divisão de frações algébricas
Multiplica-se a primeira pelo inverso da segunda.

7x/(3-4x) ∶x/(x+1)

7x/(3-4x)∙((x+1))/x

7x(x+1)/(3-4x)x=(7x2+7x)/(3x-4x²)

32
Equação de 1° grau e do 2° grau. Inequações do 1° e 2° graus. Sistemas de equações
do 1° e 2° graus

EQUAÇÃO DO 1° GRAU
Na Matemática, a equação é uma igualdade que envolve uma ou mais incógnitas. Quem determina o “grau”
dessa equação é o expoente dessa incógnita, ou seja, se o expoente for 1, temos a equação do 1º grau. Se o
expoente for 2, a equação será do 2º grau; se o expoente for 3, a equação será de 3º grau. Exemplos:

4x + 2 = 16 (equação do 1º grau)
x² + 2x + 4 = 0 (equação do 2º grau)
x³ + 2x² + 5x – 2 = 0 (equação do 3º grau)
A equação do 1º grau é apresentada da seguinte forma:

É importante dizer que a e b representam qualquer número real e a é diferente de zero (a 0). A incógnita x
pode ser representada por qualquer letra, contudo, usualmente, utilizamos x ou y como valor a ser encontrado
para o resultado da equação. O primeiro membro da equação são os números do lado esquerdo da igualdade,
e o segundo membro, o que estão do lado direito da igualdade.
Como resolver uma equação do primeiro grau
Para resolvermos uma equação do primeiro grau, devemos achar o valor da incógnita (que vamos chamar
de x) e, para que isso seja possível, é só isolar o valor do x na igualdade, ou seja, o x deve ficar sozinho em
um dos membros da equação.
O próximo passo é analisar qual operação está sendo feita no mesmo membro em que se encontra x e
“jogar” para o outro lado da igualdade fazendo a operação oposta e isolando x.

1° exemplo:

Nesse caso, o número que aparece do mesmo lado de x é o 4 e ele está somando. Para isolar a incógnita,
ele vai para o outro lado da igualdade fazendo a operação inversa (subtração):

2° exemplo:

O número que está do mesmo lado de x é o 12 e ele está subtraindo. Nesse exemplo, ele vai para o outro
lado da igualdade com a operação inversa, que é a soma:

3° exemplo:

33
Vamos analisar os números que estão no mesmo lado da incógnita, o 4 e o 2. O número 2 está somando
e vai para o outro lado da igualdade subtraindo e o número 4, que está multiplicando, passa para o outro lado
dividindo.

4° exemplo:
Esse exemplo envolve números negativos e, antes de passar o número para o outro lado, devemos sempre
deixar o lado da incógnita positivo, por isso vamos multiplicar toda a equação por -1.

Passando o número 3, que está multiplicando x, para o outro lado, teremos:

— Propriedade Fundamental das Equações


A propriedade fundamental das equações é também chamada de regra da balança. Não é muito utilizada
no Brasil, mas tem a vantagem de ser uma única regra. A ideia é que tudo que for feito no primeiro membro
da equação deve também ser feito no segundo membro com o objetivo de isolar a incógnita para se obter o
resultado. Veja a demonstração nesse exemplo:

Começaremos com a eliminação do número 12. Como ele está somando, vamos subtrair o número 12 nos
dois membros da equação:

Para finalizar, o número 3 que está multiplicando a incógnita será dividido por 3 nos dois membros da
equação:

EQUAÇÃO DO 2° GRAU
Toda equação que puder ser escrita na forma ax2 + bx + c = 0 será chamada equação do segundo grau4. O
único detalhe é que a, b e c devem ser números reais, e a não pode ser igual a zero em hipótese alguma.

4 [Link]
C3%A3o%20que%20puder%20ser,a%20zero%20em%20hip%C3%B3tese%20alguma.

34
Uma equação é uma expressão que relaciona números conhecidos (chamados coeficientes) a números
desconhecidos (chamados incógnitas), por meio de uma igualdade. Resolver uma equação é usar as
propriedades dessa igualdade para descobrir o valor numérico desses números desconhecidos. Como eles
são representados pela letra x, podemos dizer que resolver uma equação é encontrar os valores que x pode
assumir, fazendo com que a igualdade seja verdadeira.
— Como resolver equações do 2º grau?
Conhecemos como soluções ou raízes da equação ax² + bx + c = 0 os valores de x que fazem com que essa
equação seja verdadeira5. Uma equação do 2º grau pode ter no máximo dois números reais que sejam raízes
dela. Para resolver equações do 2º grau completas, existem dois métodos mais comuns:
- Fórmula de Bhaskara;
- Soma e produto.
O primeiro método é bastante mecânico, o que faz com que muitos o prefiram. Já para utilizar o segundo, é
necessário o conhecimento de múltiplos e divisores. Além disso, quando as soluções da equação são números
quebrados, soma e produto não é uma alternativa boa.
— Fórmula de Bhaskara
1) Determinar os coeficientes da equação
Os coeficientes de uma equação são todos os números que não são a incógnita dessa equação, sejam
eles conhecidos ou não. Para isso, é mais fácil comparar a equação dada com a forma geral das equações do
segundo grau, que é: ax2 + bx + c = 0. Observe que o coeficiente “a” multiplica x2, o coeficiente “b” multiplica x,
e o coeficiente “c” é constante.
Por exemplo, na seguinte equação:
x² + 3x + 9 = 0
O coeficiente a = 1, o coeficiente b = 3 e o coeficiente c = 9.
Na equação:
– x² + x = 0
O coeficiente a = – 1, o coeficiente b = 1 e o coeficiente c = 0.
2) Encontrar o discriminante
O discriminante de uma equação do segundo grau é representado pela letra grega Δ e pode ser encontrado
pela seguinte fórmula:
Δ = b² – 4·a·c
Nessa fórmula, a, b e c são os coeficientes da equação do segundo grau. Na equação: 4x² – 4x – 24 = 0, por
exemplo, os coeficientes são: a = 4, b = – 4 e c = – 24. Substituindo esses números na fórmula do discriminante,
teremos:
Δ = b² – 4 · a · c
Δ= (– 4)² – 4 · 4 · (– 24)
Δ = 16 – 16 · (– 24)
Δ = 16 + 384
Δ = 400
— Quantidade de soluções de uma equação
As equações do segundo grau podem ter até duas soluções reais6. Por meio do discriminante, é possível
descobrir quantas soluções a equação terá. Muitas vezes, o exercício solicita isso em vez de perguntar quais
as soluções de uma equação. Então, nesse caso, não é necessário resolvê-la, mas apenas fazer o seguinte:

5 [Link]
6 [Link]

35
Se Δ < 0, a equação não possui soluções reais.
Se Δ = 0, a equação possui apenas uma solução real.
Se Δ > 0, a equação possui duas soluções reais.
Isso acontece porque, na fórmula de Bhaskara, calcularemos a raiz de Δ. Se o discriminante é negativo, é
impossível calcular essas raízes.
3) Encontrar as soluções da equação
Para encontrar as soluções de uma equação do segundo grau usando fórmula de Bhaskara, basta substituir
coeficientes e discriminante na seguinte expressão:

Observe a presença de um sinal ± na fórmula de Bhaskara. Esse sinal indica que deveremos fazer um
cálculo para √Δ positivo e outro para √Δ negativo. Ainda no exemplo 4x2 – 4x – 24 = 0, substituiremos seus
coeficientes e seu discriminante na fórmula de Bhaskara:

Então, as soluções dessa equação são 3 e – 2, e seu conjunto de solução é: S = {3, – 2}.
— Soma e Produto
Nesse método é importante conhecer os divisores de um número. Ele se torna interessante quando as
raízes da equação são números inteiros, porém, quando são um número decimal, esse método fica bastante
complicado.
A soma e o produto é uma relação entre as raízes x1 e x2 da equação do segundo grau, logo devemos buscar
quais são os possíveis valores para as raízes que satisfazem a seguinte relação:

Exemplo: Encontre as soluções para a equação x² – 5x + 6 = 0.

1º passo: encontrar a, b e c.
a=1
b = -5
c=6

2º passo: substituir os valores de a, b e c na fórmula.

36
3º passo: encontrar o valor de x1 e x2 analisando a equação.
Nesse caso, estamos procurando dois números cujo produto seja igual a 6 e a soma seja igual a 5.
Os números cuja multiplicação é igual a 6 são:
I. 6 x 1 = 6
II. 3 x 2 =6
III. (-6) x (-1) = 6
IV. (-3) x (-2) = 6
Dos possíveis resultados, vamos buscar aquele em que a soma seja igual a 5. Note que somente a II possui
soma igual a 5, logo as raízes da equação são x1 = 3 e x2 = 2.
— Equação do 2º Grau Incompleta
Equação do 2º grau é incompleta quando ela possui b e/ou c iguais a zero. Existem três tipos dessas
equações, cada um com um método mais adequado para sua resolução.
Uma equação do 2º grau é conhecida como incompleta quando um dos seus coeficientes, b ou c, é igual a
zero. Existem três casos possíveis de equações incompletas, que são:
- Equações que possuem b = 0, ou seja, ax² + c = 0;
- Equações que possuem c = 0, ou seja, ax² + bx = 0;
- Equações em que b = 0 e c = 0, então a equação será ax² = 0.
Em cada caso, é possível utilizar métodos diferentes para encontrar o conjunto de soluções da equação. Por
mais que seja possível resolvê-la utilizando a fórmula de Bhaskara, os métodos específicos de cada equação
incompleta acabam sendo menos trabalhosos. A diferença entre a equação completa e a equação incompleta
é que naquela todos os coeficientes são diferentes de 0, já nesta pelo menos um dos seus coeficientes é zero.
Como Resolver Equações do 2º Grau Incompletas
Para encontrar as soluções de uma equação do 2º grau, é bastante comum a utilização da fórmula de
Bhaskara, porém existem métodos específicos para cada um dos casos de equações incompletas, a seguir
veremos cada um deles.
Quando c = 0
Quando o c = 0, a equação do 2º grau é incompleta e é uma equação do tipo ax² + bx = 0. Para encontrar seu
conjunto de soluções, colocamos a variável x em evidência, reescrevendo essa equação como uma equação
produto. Vejamos um exemplo a seguir.
Exemplo: Encontre as soluções da equação 2x² + 5x = 0.

1º passo: colocar x em evidência.


Reescrevendo a equação colocando x em evidência, temos que:

2x² + 5x = 0

37
x · (2x + 5) = 0

2º passo: separar a equação produto em dois casos.


Para que a multiplicação entre dois números seja igual a zero, um deles tem que ser igual a zero, no caso,
temos que:
x · (2x + 5) = 0
x = 0 ou 2x + 5 = 0

3º passo: encontrar as soluções.


Já encontramos a primeira solução, x = 0, agora falta encontrar o valor de x que faz com que 2x + 5 seja
igual a zero, então, temos que:

2x + 5 = 0

2x = -5
x = -5/2
Então encontramos as duas soluções da equação, x = 0 ou x = -5/2.
Quando b = 0
Quando b = 0, encontramos uma equação incompleta do tipo ax² + c = 0. Nesse caso, vamos isolar a variável
x até encontrar as possíveis soluções da equação. Vejamos um exemplo:
Exemplo: Encontre as soluções da equação 3x² – 12 = 0.
Para encontrar as soluções, vamos isolar a variável.

3x² – 12 = 0

3x² = 12
x² = 12 : 3
x² = 4
Ao extrair a raiz no segundo membro, é importante lembrar que existem sempre dois números e que, ao
elevarmos ao quadrado, encontramos como solução o número 4 e, por isso, colocamos o símbolo de ±.
x = ±√4
x = ±2
Então as soluções possíveis são x = 2 e x = -2.
Quando b = 0 e c = 0
Quando tanto o coeficiente b quanto o coeficiente c são iguais a zero, a equação será do tipo ax² = 0 e terá
sempre como única solução x = 0. Vejamos um exemplo a seguir.
Exemplo:

3x² = 0
x² = 0 : 3
x² = 0

38
x = ±√0
x = ±0
x=0
INEQUAÇÕES DO 1º GRAU
Inequação é uma sentença matemática que apresenta pelo menos um valor desconhecido (incógnita) e
representa uma desigualdade7.
Nas inequações usamos os símbolos:
> maior que
< menor que
≥ maior que ou igual
≤ menor que ou igual
Exemplos:
a) 3x - 5 > 62
b) 10 + 2x ≤ 20
Uma inequação é do 1º grau quando o maior expoente da incógnita é igual a 1. Podem assumir as seguintes
formas:
ax + b >0
ax + b < 0
ax + b ≥ 0
ax + b ≤ 0
Sendo a e b números reais e a ≠ 0.
— Resolução de uma inequação do primeiro grau.
Para resolver uma inequação desse tipo, podemos fazer da mesma forma que fazemos nas equações.
Contudo, devemos ter cuidado quando a incógnita ficar negativa.
Nesse caso, devemos multiplicar por (-1) e inverter o símbolo da desigualdade.
Exemplos:
a) Resolvendo a inequação 3x + 19 < 40.
Para resolver a inequação devemos isolar o x, passando o 19 e o 3 para o outro lado da desigualdade.
Lembrando que ao mudar de lado devemos trocar a operação. Assim, o 19 que estava somando, passará
diminuindo e o 3 que estava multiplicando passará dividindo.

3x < 40 -19
x < 21/3
x<7
b) Como resolver a inequação 15 - 7x ≥ 2x - 30?
Quando há termos algébricos (x) dos dois lados da desigualdade, devemos juntá-los no mesmo lado.
Ao fazer isso, os números que mudam de lado têm o sinal alterado.

15 - 7x ≥ 2x - 30

7 [Link]

39
- 7x - 2 x ≥ - 30 -15
- 9x ≥ - 45
Agora, vamos multiplicar toda a inequação por (-1). Para tanto, trocamos o sinal de todos os termos:

9x ≤ 45 (observe que invertemos o símbolo ≥ para ≤)


x ≤ 45/9
x≤5
Portanto, a solução dessa inequação é x ≤ 5.
— Resolução usando o gráfico da inequação
Outra forma de resolver uma inequação é fazer um gráfico no plano cartesiano.
No gráfico, fazemos o estudo do sinal da inequação identificando que valores de x transformam a desigualdade
em uma sentença verdadeira.
Para resolver uma inequação usando esse método devemos seguir os passos:

1º) Colocar todos os termos da inequação em um mesmo lado.

2º) Substituir o sinal da desigualdade pelo da igualdade.

3º) Resolver a equação, ou seja, encontrar sua raiz.

4º) Fazer o estudo do sinal da equação, identificando os valores de x que representam a solução da inequação.
Exemplo: Resolvendo a inequação 3x + 19 < 40.
Primeiro, vamos escrever a inequação com todos os termos de um lado da desigualdade:

3x + 19 - 40 < 0

3x - 21 < 0
Essa expressão indica que a solução da inequação são os valores de x que tornam a inequação negativa
(< 0).
Encontrar a raiz da equação 3x - 21 = 0
x = 21/3
x = 7 (raiz da equação)
Representar no plano cartesiano os pares de pontos encontrados ao substituir valores no x na equação. O
gráfico deste tipo de equação é uma reta.

40
Identificamos que os valores < 0 (valores negativos) são os valores de x < 7. O valor encontrado coincide
com o valor que encontramos ao resolver diretamente (exemplo a, anterior).
INEQUAÇÕES DO 2º GRAU
Uma inequação é do 2º grau quando o maior expoente da incógnita é igual a 2. Podem assumir as seguintes
formas:
ax² + bx + c > 0
ax² + bx + c < 0
ax² + bx + c ≥ 0
ax² + bx + c ≤ 0
Sendo a, b e c números reais e a ≠ 0.
Podemos resolver esse tipo de inequação usando o gráfico que representa a equação do 2º grau para fazer
o estudo do sinal, da mesma forma que fizemos no da inequação do 1º grau.
Lembrando que, nesse caso, o gráfico será uma parábola.
Exemplo: Resolvendo a inequação x² - x - 6 < 0.
Para resolver uma inequação do segundo grau é preciso encontrar valores cuja expressão do lado esquerdo
do sinal < dê uma solução menor do que 0 (valores negativos).
Primeiro, identifique os coeficientes:
a=1
b=-1
c=-6
Utilizamos a fórmula de Bhaskara (Δ = b² - 4ac) e substituímos pelos valores dos coeficientes:
Δ = (- 1)² - 4 . 1 . (- 6)
Δ = 1 + 24
Δ = 25
Continuando na fórmula de Bhaskara, substituímos novamente pelos valores dos nossos coeficientes:

41
As raízes da equação são -2 e 3. Como o coeficiente a da equação do 2º grau é positivo, seu gráfico terá a
concavidade voltada para cima.

Pelo gráfico, observamos que os valores que satisfazem a inequação são: - 2 < x < 3.
Podemos indicar a solução usando a seguinte notação:

.
Um número x que pertence ao conjunto dos números Reais, tal que, x seja maior que -2 e menor que 3.
SISTEMA DE EQUAÇÕES DO 1º GRAU
Um sistema de equação de 1º grau com duas incógnitas é formado por: duas equações de 1º grau com duas
incógnitas diferentes em cada equação. Veja um exemplo:

• Resolução de sistemas
Existem dois métodos de resolução dos sistemas. Vejamos:
• Método da substituição
Consiste em escolher uma das duas equações, isolar uma das incógnitas e substituir na outra equação, veja
como:

Dado o sis- , enumeramos as


tema equações.

Escolhemos a equação 1 (pelo valor da incógnita de x ser 1) e isolamos x. Teremos: x = 20 – y e substituímos


na equação 2.

3 (20 – y) + 4y = 72, com isso teremos apenas 1 incógnita. Resolvendo:

60 – 3y + 4y = 72 → -3y + 4y = 72 -60 → y = 12

42
Para descobrir o valor de x basta substituir 12 na equação x = 20 – y. Logo:
x = 20 – y → x = 20 – 12 →x = 8
Portanto, a solução do sistema é S = (8, 12)
Método da adição
Esse método consiste em adicionar as duas equações de tal forma que a soma de uma das incógnitas seja
zero. Para que isso aconteça será preciso que multipliquemos algumas vezes as duas equações ou apenas
uma equação por números inteiros para que a soma de uma das incógnitas seja zero.

Dado o siste-
ma
Para adicionarmos as duas equações e a soma de uma das incógnitas de zero, teremos que multiplicar a
primeira equação por – 3.

Teremos:

Adicionando as duas equações:

Para descobrirmos o valor de x basta escolher uma das duas equações e substituir o valor de y encontrado:
x + y = 20 → x + 12 = 20 → x = 20 – 12 → x = 8
Portanto, a solução desse sistema é: S = (8, 12).
Exemplos:
(SABESP – APRENDIZ – FCC) Em uma gincana entre as três equipes de uma escola (amarela, vermelha
e branca), foram arrecadados 1 040 quilogramas de alimentos. A equipe amarela arrecadou 50 quilogramas a
mais que a equipe vermelha e esta arrecadou 30 quilogramas a menos que a equipe branca. A quantidade de
alimentos arrecadada pela equipe vencedora foi, em quilogramas, igual a
(A) 310
(B) 320
(C) 330
(D) 350
(E) 370
Resolução:
Amarela: x
Vermelha: y
Branca: z
x = y + 50
y = z - 30

43
z = y + 30

Substituindo a II e a III equação na I:

Substituindo na equação II
x = 320 + 50 = 370
z=320+30=350
A equipe que mais arrecadou foi a amarela com 370kg
Resposta: E
(SABESP – ANALISTA DE GESTÃO I -CONTABILIDADE – FCC) Em um campeonato de futebol, as equi-
pes recebem, em cada jogo, três pontos por vitória, um ponto em caso de empate e nenhum ponto se forem
derrotadas. Após disputar 30 partidas, uma das equipes desse campeonato havia perdido apenas dois jogos e
acumulado 58 pontos. O número de vitórias que essa equipe conquistou, nessas 30 partidas, é igual a
(A) 12
(B) 14
(C) 16
(D) 13
(E) 15
Resolução:
Vitórias: x
Empate: y
Derrotas: 2
Pelo método da adição temos:

Resposta: E
SISTEMA DE EQUAÇÕES DO 2º GRAU
Utilizamos o mesmo princípio da resolução dos sistemas de 1º grau, por adição, substituições, etc. A diferen-
ça é que teremos como solução um sistema de pares ordenados.
Sequência prática
– Estabelecer o sistema de equações que traduzam o problema para a linguagem matemática;
– Resolver o sistema de equações;
– Interpretar as raízes encontradas, verificando se são compatíveis com os dados do problema.

44
Exemplos:
(CPTM - MÉDICO DO TRABALHO – MAKIYAMA) Sabe-se que o produto da idade de Miguel pela idade de
Lucas é 500. Miguel é 5 anos mais velho que Lucas. Qual a soma das idades de Miguel e Lucas?
(A) 40.
(B) 55.
(C) 65.
(D) 50.
(E) 45.
Resolução:
Sendo Miguel M e Lucas L:
M.L = 500 (I)
M = L + 5 (II)
substituindo II em I, temos:
(L + 5).L = 500
L2 + 5L – 500 = 0, a = 1, b = 5 e c = - 500
∆ = b² - 4.a.c
∆ = 5² - 4.1.(-500)
∆ = 25 + 2000
∆ = 2025
x = (-b ± √∆)/2a
x’ = (-5 + 45) / 2.1 → x’ = 40/2 → x’ = 20
x’’ = (-5 - 45) / 2.1 → x’’ = -50/2 → x’’ = -25 (não serve)
Então L = 20
M.20 = 500
m = 500 : 20 = 25
M + L = 25 + 20 = 45
Resposta: E
(TJ- FAURGS) Se a soma de dois números é igual a 10 e o seu produto é igual a 20, a soma de seus qua-
drados é igual a:
(A) 30
(B) 40
(C) 50
(D) 60
(E) 80
Resolução:

Eu quero saber a soma de seus quadrados x2 + y2


Vamos elevar o x + y ao quadrado:
(x + y)2 = (10)2

45
x2 + 2xy + y2 = 100 , como x . y=20 substituímos o valor :
x2 + 2.20 + y2 = 100
x2 + 40 + y2 = 100
x2 + y2 = 100 – 40
x2 + y2 = 60
Resposta: D

Problemas que envolvem álgebra, equações, inequações e sistemas do 1° ou do 2°


graus

A resolução de problemas matemáticos envolve a aplicação de uma variedade de recursos, sendo que os
princípios algébricos se destacam como uma parte fundamental desse processo. Esses princípios são classifi-
cados de acordo com a complexidade e a abordagem dos conteúdos.
A prática constante na resolução de questões desse tipo é o que proporciona o desenvolvimento de habili-
dades cada vez maiores para enfrentar problemas dessa natureza.
Exemplos:

01. (CONESUL - 2008 - CMR-RO - Agente Administrativo) O produto das raízes da equação de 2º grau
é
Alternativas
(A) 3 / 2.
(B) 2 / 3.
(C) 9.
(D) 6.
(E) 3.
Resolução:
Uma equação de 2º tem a seguinte forma ax² + bx + c = 0.
O produto das raízes é dado por:
x1 . x2 = c/a = 18/3 = 6
Resposta: D.
02. (AGIRH - 2018 - Câmara de Areias - SP ) Qual das respostas a seguir satisfaz a inequação: 4x < 3x +
1 ≤ 3x + 1
Alternativas
(A) 3
(B) 2
(C) 1
(D) 0
Resolução:

4x < 3x + 1 ≤ 3x + 1

46
4.0 < 3.0 + 1 ≤ 3.0 + 1

0<0+1≤0+1

0<1≤1
Resposta: D.
03. (GUALIMP - 2020 - Prefeitura de Areal - RJ) Observe o sistema de equações do 1º grau abaixo

Qual é o conjunto solução desse sistema de equações?


Alternativas
(A) (6, 6).
(B) (- 5, 4).
(C) (5, - 4)
(D) (5, 4)
Resolução:
Temos as equações :
I - 2x - y = 6
II - 4x + 3y = 32
Pelo Método da Adição: ( usando a I equação)
I - 2x - y = 6 . (3)
I - 6x - 3y = 18
II - 4x + 3y = 32
____________

10x = 50
X=5
Substituindo o valor encontrado de X na equação II
II - 2. ( 5 ) - y = 6

10 - y = 6
- y = 6 - 10
-y=-4
-y = - 4 (-1)
Y=4
S: ( 5, 4)
Resposta: D.

47
04. ( Dédalus Concursos - 2019 - SAAE-SP) Considere a seguinte equação: 5x + 3(x – 1) = – 5.
I- Trata-se de uma equação do 1º grau
II- O valor de x que satisfaz a equação é x = - 0,25
III- A equação não possui solução.
Dos itens acima
(A) Apenas o item I está correto.
(B) Apenas o item II está correto.
(C) Apenas o item III está correto.
(D) Apenas itens I e II estão corretos.
(E) Apenas itens I e III estão corretas.
Resolução:
(I) Trata-se de uma equação de primeiro grau, pois ao desenvolvê-la teremos 5x+3x-3= -5, onde o maior
expoente é 1.
(II) Substituindo o x por -0,25 teremos:

5*(-0,25)+3*(-0,25-1) = -5
-1,25 - 0,75 - 3 = -5
-5 = -5
(III) Já sabemos que -0,25 é uma solução da equação
Resposta: D.

Leitura de gráficos e tabelas

O nosso cotidiano é permeado das mais diversas informações, sendo muito delas expressas em formas de
tabelas e gráficos8, as quais constatamos através do noticiários televisivos, jornais, revistas, entre outros. Os
gráficos e tabelas fazem parte da linguagem universal da Matemática, e compreensão desses elementos é
fundamental para a leitura de informações e análise de dados.
A parte da Matemática que organiza e apresenta dados numéricos e a partir deles fornecer conclusões é
chamada de Estatística.
Tabelas: as informações nela são apresentadas em linhas e colunas, possibilitando uma melhor leitura e
interpretação. Exemplo:

8 [Link]
[Link]

48
Fonte: SEBRAE
Observação: nas tabelas e nos gráficos podemos notar que a um título e uma fonte. O título é utilizado para
evidenciar a principal informação apresentada, e a fonte identifica de onde os dados foram obtidos.

Tipos de Gráficos
Gráfico de linhas: são utilizados, em geral, para representar a variação de uma grandeza em certo período
de tempo.
Marcamos os pontos determinados pelos pares ordenados (classe, frequência) e os ligados por segmentos
de reta. Nesse tipo de gráfico, apenas os extremos dos segmentos de reta que compõem a linha oferecem in-
formações sobre o comportamento da amostra. Exemplo:

Gráfico de barras: também conhecido como gráficos de colunas, são utilizados, em geral, quando há uma
grande quantidade de dados. Para facilitar a leitura, em alguns casos, os dados numéricos podem ser coloca-
dos acima das colunas correspondentes. Eles podem ser de dois tipos: barras verticais e horizontais.
Gráfico de barras verticais: as frequências são indicadas em um eixo vertical. Marcamos os pontos de-
terminados pelos pares ordenados (classe, frequência) e os ligamos ao eixo das classes por meio de barras
verticais. Exemplo:

49
Gráfico de barras horizontais: as frequências são indicadas em um eixo horizontal. Marcamos os pontos
determinados pelos pares ordenados (frequência, classe) e os ligamos ao eixo das classes por meio de barras
horizontais. Exemplo:

Observação: em um gráfico de colunas, cada barra deve ser proporcional à informação por ela represen-
tada.
Gráfico de setores: são utilizados, em geral, para visualizar a relação entre as partes e o todo.
Dividimos um círculo em setores, com ângulos de medidas diretamente proporcionais às frequências de
classes. A medida α, em grau, do ângulo central que corresponde a uma classe de frequência F é dada por:

Onde:
Ft = frequência total
Exemplo

Para acharmos a frequência relativa, podemos fazer uma regra de três simples:

400 --- 100%

160 --- x

50
x = 160 .100/ 400 = 40%, e assim sucessivamente.
Aplicando a fórmula teremos:

Como o gráfico é de setores, os dados percentuais serão distribuídos levando-se em conta a proporção da
área a ser representada relacionada aos valores das porcentagens. A área representativa no gráfico será de-
marcada da seguinte maneira:

Com as informações, traçamos os ângulos da circunferência e assim montamos o gráfico:

Pictograma ou gráficos pictóricos: em alguns casos, certos gráficos, encontrados em jornais, revistas e
outros meios de comunicação, apresentam imagens relacionadas ao contexto. Eles são desenhos ilustrativos.
Exemplo:

51
Histograma: o consiste em retângulos contíguos com base nas faixas de valores da variável e com área
igual à frequência relativa da respectiva faixa. Desta forma, a altura de cada retângulo é denominada densida-
de de frequência ou simplesmente densidade definida pelo quociente da área pela amplitude da faixa. Alguns
autores utilizam a frequência absoluta ou a porcentagem na construção do histograma, o que pode ocasionar
distorções (e, consequentemente, más interpretações) quando amplitudes diferentes são utilizadas nas faixas.
Exemplo:

Polígono de Frequência: semelhante ao histograma, mas construído a partir dos pontos médios das clas-
ses. Exemplo:

Gráfico de Ogiva: apresenta uma distribuição de frequências acumuladas, utiliza uma poligonal ascendente
utilizando os pontos extremos.

52
Cartograma: é uma representação sobre uma carta geográfica. Este gráfico é empregado quando o
objetivo é de figurar os dados estatísticos diretamente relacionados com áreas geográficas ou políticas.

Interpretação de tabelas e gráficos


Para uma melhor interpretação de tabelas e gráficos devemos ter em mente algumas considerações:
- Observar primeiramente quais informações/dados estão presentes nos eixos vertical e horizontal, para
então fazer a leitura adequada do gráfico;
- Fazer a leitura isolada dos pontos.
- Leia com atenção o enunciado e esteja atento ao que pede o enunciado.
Exemplos
(Enem) O termo agronegócio não se refere apenas à agricultura e à pecuária, pois as atividades ligadas a
essa produção incluem fornecedores de equipamentos, serviços para a zona rural, industrialização e comercia-
lização dos produtos.
O gráfico seguinte mostra a participação percentual do agronegócio no PIB brasileiro:

53
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA).Almanaque abril 2010. São Paulo:
Abril,ano 36 (adaptado)
Esse gráfico foi usado em uma palestra na qual o orador ressaltou uma queda da participação do agronegó-
cio no PIB brasileiro e a posterior recuperação dessa participação, em termos percentuais.
Segundo o gráfico, o período de queda ocorreu entre os anos de
A) 1998 e 2001.
B) 2001 e 2003.
C) 2003 e 2006.
D) 2003 e 2007.
E) 2003 e 2008.

Resolução
Segundo o gráfico apresentado na questão, o período de queda da participação do agronegócio no PIB
brasileiro se deu no período entre 2003 e 2006. Esta informação é extraída através de leitura direta do gráfico:
em 2003 a participação era de 28,28%, caiu para 27,79% em 2004, 25,83% em 2005, chegando a 23,92% em
2006 – depois deste período, a participação volta a aumentar.
Resposta: C
(Enem) O gráfico mostra a variação da extensão média de gelo marítimo, em milhões de quilômetros qua-
drados, comparando dados dos anos 1995, 1998, 2000, 2005 e 2007. Os dados correspondem aos meses de
junho a setembro. O Ártico começa a recobrar o gelo quando termina o verão, em meados de setembro. O gelo
do mar atua como o sistema de resfriamento da Terra, refletindo quase toda a luz solar de volta ao espaço.
Águas de oceanos escuros, por sua vez, absorvem a luz solar e reforçam o aquecimento do Ártico, ocasionan-
do derretimento crescente do gelo.

Com base no gráfico e nas informações do texto, é possível inferir que houve maior aquecimento global em
(A)1995.
(B)1998.

54
(C) 2000.
(D)2005.
(E)2007.
Resolução
O enunciado nos traz uma informação bastante importante e interessante, sendo chave para a resolução
da questão. Ele associa a camada de gelo marítimo com a reflexão da luz solar e consequentemente ao res-
friamento da Terra. Logo, quanto menor for a extensão de gelo marítimo, menor será o resfriamento e portanto
maior será o aquecimento global.
O ano que, segundo o gráfico, apresenta a menor extensão de gelo marítimo, é 2007.

Resposta: E

Mais alguns exemplos:


01. Todos os objetos estão cheios de água.

Qual deles pode conter exatamente 1 litro de água?


(A) A caneca
(B) A jarra
(C) O garrafão
(D) O tambor
O caminho é identificar grandezas que fazem parte do dia a dia e conhecer unidades de medida, no caso, o
litro. Preste atenção na palavra exatamente, logo a resposta está na alternativa B.
02. No gráfico abaixo, encontra-se representada, em bilhões de reais, a arrecadação de impostos federais
no período de 2003 a 2006. Nesse período, a arrecadação anual de impostos federais:

55
(A) nunca ultrapassou os 400 bilhões de reais.
(B) sempre foi superior a 300 bilhões de reais.
(C) manteve-se constante nos quatro anos.
(D) foi maior em 2006 que nos outros anos.
(E) chegou a ser inferior a 200 bilhões de reais.
Analisando cada alternativa temos que a única resposta correta é a D.

Média Aritmética e Ponderada

MÉDIA ARITMÉTICA
Média aritmética de um conjunto de números é o valor que se obtém dividindo a soma dos elementos pelo
número de elementos do conjunto.

Representemos a média aritmética por .


A média pode ser calculada apenas se a variável envolvida na pesquisa for quantitativa. Não faz sentido
calcular a média aritmética para variáveis quantitativas.
Na realização de uma mesma pesquisa estatística entre diferentes grupos, se for possível calcular a média,
ficará mais fácil estabelecer uma comparação entre esses grupos e perceber tendências.
Considerando uma equipe de basquete, a soma das alturas dos jogadores é:

1,85 + 1,85 + 1,95 + 1,98 + 1,98 + 1,98 + 2,01 + 2,01+2,07+2,07+2,07+2,07+2,10+2,13+2,18 = 30,0


Se dividirmos esse valor pelo número total de jogadores, obteremos a média aritmética das alturas:

A média aritmética das alturas dos jogadores é 2,02m.


MÉDIA PONDERADA
A média dos elementos do conjunto numérico A relativa à adição e na qual cada elemento tem um “determi-
nado peso” é chamada média aritmética ponderada.

56
Mediana (Md)
Sejam os valores escritos em rol: x1 , x2 , x3 , ... xn
Sendo n ímpar, chama-se mediana o termo xi tal que o número de termos da sequência que precedem xi é
igual ao número de termos que o sucedem, isto é, xi é termo médio da sequência (xn) em rol.
Sendo n par, chama-se mediana o valor obtido pela média aritmética entre os termos xj e xj +1, tais que
o número de termos que precedem xj é igual ao número de termos que sucedem xj +1, isto é, a mediana é a
média aritmética entre os termos centrais da sequência (xn) em rol.
Exemplo 1:
Determinar a mediana do conjunto de dados:
{12, 3, 7, 10, 21, 18, 23}
Solução:
Escrevendo os elementos do conjunto em rol, tem-se: (3, 7, 10, 12, 18, 21, 23). A mediana é o termo médio
desse rol. Logo: Md=12
Resposta: Md=12.
Exemplo 2:
Determinar a mediana do conjunto de dados:
{10, 12, 3, 7, 18, 23, 21, 25}.
Solução:
Escrevendo-se os elementos do conjunto em rol, tem-se:
(3, 7, 10, 12, 18, 21, 23, 25). A mediana é a média aritmética entre os dois termos centrais do rol.

Logo:

Resposta: Md=15
Moda (Mo)
Num conjunto de números: x1 , x2 , x3 , ... xn, chama-se moda aquele valor que ocorre com maior frequência.
Observação:
A moda pode não existir e, se existir, pode não ser única.
Exemplo 1:
O conjunto de dados 3, 3, 8, 8, 8, 6, 9, 31 tem moda igual a 8, isto é, Mo=8.
Exemplo 2:
O conjunto de dados 1, 2, 9, 6, 3, 5 não tem moda.

57
Funções: função afim, quadrática, modular, exponencial e logarítmica. Gráficos, pro-
priedades e problemas envolvendo funções afim, modular, quadrática, exponencial e lo-
garítmica

Diagrama de Flechas

Gráfico Cartesiano

Muitas vezes nos deparamos com situações que envolvem uma relação entre grandezas. Assim, o valor a
ser pago na conta de luz depende do consumo medido no período; o tempo de uma viagem de automóvel de-
pende da velocidade no trajeto.
Como, em geral, trabalhamos com funções numéricas, o domínio e a imagem são conjuntos numéricos, e
podemos definir com mais rigor o que é uma função matemática utilizando a linguagem da teoria dos conjuntos.
Definição: Sejam A e B dois conjuntos não vazios e f uma relação de A em B.
Essa relação f é uma função de A em B quando a cada elemento x do conjunto A está associado um e apenas
um elemento y do conjunto B.
Notação: f: A→B (lê-se função f de A em B)
Domínio, contradomínio, imagem
O domínio é constituído por todos os valores que podem ser atribuídos à variável independente. Já a ima-
gem da função é formada por todos os valores correspondentes da variável dependente.
O conjunto A é denominado domínio da função, indicada por D. O domínio serve para definir em que conjunto
estamos trabalhando, isto é, os valores possíveis para a variável x.
O conjunto B é denominado contradomínio, CD.
Cada elemento x do domínio tem um correspondente y no contradomínio. A esse valor de y damos o nome
de imagem de x pela função f. O conjunto de todos os valores de y que são imagens de valores de x forma o
conjunto imagem da função, que indicaremos por Im.

58
Exemplo
Com os conjuntos A={1, 4, 7} e B={1, 4, 6, 7, 8, 9, 12}criamos a função f: A→B. definida por f(x) = x + 5 que
também pode ser representada por y = x + 5. A representação, utilizando conjuntos, desta função, é:

No nosso exemplo, o domínio é D = {1, 4, 7}, o contradomínio é = {1, 4, 6, 7, 8, 9, 12} e o conjunto imagem
é Im = {6, 9, 12}
Classificação das funções
Injetora: Quando para ela elementos distintos do domínio apresentam imagens também distintas no contra-
domínio.

Sobrejetora: Quando todos os elementos do contradomínio forem imagens de pelo menos um elemento do
domínio.

Bijetora: Quando apresentar as características de função injetora e ao mesmo tempo, de sobrejetora, ou


seja, elementos distintos têm sempre imagens distintas e todos os elementos do contradomínio são imagens
de pelo menos um elemento do domínio.

FUNÇÃO AFIM OU POLINOMIAL DO 1º GRAU


A função do 1° grau relacionará os valores numéricos obtidos de expressões algébricas do tipo (ax + b),
constituindo, assim, a função f(x) = ax + b.

59
Estudo dos Sinais
Definimos função como relação entre duas grandezas representadas por x e y. No caso de uma função do
1º grau, sua lei de formação possui a seguinte característica: y = ax + b ou f(x) = ax + b, onde os coeficientes a
e b pertencem aos reais e diferem de zero. Esse modelo de função possui como representação gráfica a figura
de uma reta, portanto, as relações entre os valores do domínio e da imagem crescem ou decrescem de acordo
com o valor do coeficiente a. Se o coeficiente possui sinal positivo, a função é crescente, e caso ele tenha sinal
negativo, a função é decrescente.
Função Crescente: a > 0
De uma maneira bem simples, podemos olhar no gráfico que os valores de y vão crescendo.

Função Decrescente: a < 0


Nesse caso, os valores de y, caem.

Raiz da função
Calcular o valor da raiz da função é determinar o valor em que a reta cruza o eixo x, para isso consideremos
o valor de y igual a zero, pois no momento em que a reta intersecta o eixo x, y = 0. Observe a representação
gráfica a seguir:

Podemos estabelecer uma formação geral para o cálculo da raiz de uma função do 1º grau, basta criar uma
generalização com base na própria lei de formação da função, considerando y = 0 e isolando o valor de x (raiz
da função).
X=-b/a
Dependendo do caso, teremos que fazer um sistema com duas equações para acharmos o valor de a e b.
Exemplo:
Dado que f(x)=ax+b e f(1)=3 e f(3)=5, ache a função.

60
Resolução:
F(1)=1a+b

3=a+b
F(3)=3a+b

5=3a+b

Isolando a em I
a=3-b
Substituindo em II

3(3-b)+b=5

9-3b+b=5
-2b=-4
b=2
Portanto,
a=3-b
a=3-2=1
Resposta: f(x)=x+2
FUNÇÃO QUADRÁTICA OU POLINOMIAL DO 2º GRAU
Em geral, uma função quadrática ou polinomial do segundo grau tem a seguinte forma:
f(x)=ax²+bx+c, onde a≠0
f(x)=a(x-x1)(x-x2)
É essencial que apareça ax² para ser uma função quadrática e deve ser o maior termo.
Concavidade
A concavidade da parábola é para cima se a>0 e para baixo se a<0

Discriminante(∆)
∆ = b²-4ac
∆>0
A parábola y=ax²+bx+c intercepta o eixo x em dois pontos distintos, (x1,0) e (x2,0), onde x1 e x2 são raízes da
equação ax²+bx+c=0
∆=0

61
Quando ∆=0 , a parábola y=ax²+bx+c é tangente ao eixo x, no ponto

Repare que, quando tivermos o discriminante ∆ = 0, as duas raízes da equação ax²+bx+c=0 são iguais
∆<0
A função não tem raízes reais

Raízes

Exemplo:
Considere a equação de 2º grau 3x² + 5x + 2 = 0. Calculando o discriminante, ou seja, o valor dentro da raiz
na fórmula de Bhaskara, o resultado das raízes dessa equação de 2º grau são x1 = –2/3 e x2 = –1.
Alternativas
( ) CERTO
( ) ERRADO
Resolução:

3x² + 5x + 2 = 0
a= 3
b= 5
c= 2
Δ= 5² -4 . 3 . 2
Δ= 25 - 24
Δ= 1
-5 +/- √1 / 6
X1= -5 + 1 / 6 = -4/6 -> simplificando por 2 = -2/3
X2= -5 - 1 / 6 = -6/6 = -1
Resposta: CERTO
Vértices e Estudo do Sinal
Quando a > 0, a parábola tem concavidade voltada para cima e um ponto de mínimo V; quando a < 0, a
parábola tem concavidade voltada para baixo e um ponto de máximo V.

62
Em qualquer caso, as coordenadas de V são .
Veja os gráficos:

Equação Exponencial
É toda equação cuja incógnita se apresenta no expoente de uma ou mais potências de bases positivas e
diferentes de 1.
Exemplo
Resolva a equação no universo dos números reais.

63
Solução

FUNÇÃO EXPONENCIAL
A expressão matemática que define a função exponencial é uma potência. Nesta potência, a base é um nú-
mero real positivo e diferente de 1 e o expoente é uma variável.
Função crescente
Se a > 1 temos uma função exponencial crescente, qualquer que seja o valor real de x.
No gráfico da função ao lado podemos observar que à medida que x aumenta, também aumenta f(x) ou y.
Graficamente vemos que a curva da função é crescente.

Exemplo:
(FGV - 2014 - SEDUC-AM) Uma população de bactérias cresce exponencialmente, de forma que o número
P de bactérias t horas após o instante inicial de observação do fenômeno pode ser modelado pela função
P(t) = 15 x 2t +2
De acordo com esse modelo, a cada hora, a população de bactérias
Alternativas
(A) cresce 20%.
(B) cresce 50%
(C) dobra.
(D) triplica.
(E) quadruplica.
Resolução:
Na primeira hora (t= 1) teremos P(1) = 15 x 2 1+2 => 15 x 8 = 120
Na segunda hora (t= 2) teremos P(2) = 15 x 2 2+2 => 15 x 16 = 240

64
Se fizermos para t=3, o resultado será de 480, ou seja, o valor dobrou.
Resposta: C.
Função decrescente
Se 0 < a < 1 temos uma função exponencial decrescente em todo o domínio da função.
Neste outro gráfico podemos observar que à medida que x aumenta, y diminui. Graficamente observamos
que a curva da função é decrescente.

A Constante de Euler
É definida por :
e = exp(1)
O número e é um número irracional e positivo e em função da definição da função exponencial, temos que:
Ln(e) = 1
Este número é denotado por e em homenagem ao matemático suíço Leonhard Euler (1707-1783), um dos
primeiros a estudar as propriedades desse número.
O valor deste número expresso com 10 dígitos decimais, é:
e = 2,7182818284
Se x é um número real, a função exponencial exp(.) pode ser escrita como a potência de base e com ex-
poente x, isto é:
ex = exp(x)
Propriedades dos expoentes
Se a, x e y são dois números reais quaisquer e k é um número racional, então:
- ax ay= ax + y
- ax / ay= ax - y
- (ax) y= ax.y
- (a b)x = ax bx
- (a / b)x = ax / bx
- a-x = 1 / ax
Logaritmo
Considerando-se dois números N e a reais e positivos, com a ≠1, existe um número c tal que:

A esse expoente c damos o nome de logaritmo de N na base a

65
Ainda com base na definição podemos estabelecer condições de existência:

Exemplo

Consequências da Definição

Propriedades

Mudança de Base

Exemplo
Dados log 2=0,3010 e log 3=0,4771, calcule:
a) log 6
b) log1,5
c) log 16
Solução
a) Log 6=log 2⋅3=log2+log3=0,3010+0,4771=0,7781

66
FUNÇÃO LOGARÍTMICA

Uma função dada por , em que a constante a é positiva e diferente de 1, denomina-se


função logarítmica.

Sequências e Progressões: Progressão Aritmética e Geométrica. Propriedades e pro-


blemas envolvendo PA e PG. Soma dos termos de uma PA e uma PG

SEQUÊNCIAS
Sempre que estabelecemos uma ordem para os elementos de um conjunto, de tal forma que cada elemento
seja associado a uma posição, temos uma sequência.
O primeiro termo da sequência é indicado por a1,o segundo por a2, e o n-ésimo por an.
Termo Geral de uma Sequência
Algumas sequências podem ser expressas mediante uma lei de formação. Isso significa que podemos obter
um termo qualquer da sequência a partir de uma expressão, que relaciona o valor do termo com sua posição.
Para a posição n(n ϵ N*), podemos escrever an=f(n)
PROGRESSÃO ARITMÉTICA
Denomina-se progressão aritmética(PA) a sequência em que cada termo, a partir do segundo, é obtido adicio-
nando-se uma constante r ao termo anterior. Essa constante r chama-se razão da PA.
an = an-1 + r(n ≥ 2)
Exemplo
A sequência (2,7,12) é uma PA finita de razão 5:

a
1=2

a2
=2+5=7

a
3 = 7 + 5 = 12

67
Classificação
As progressões aritméticas podem ser classificadas de acordo com o valor da razão r.
r < 0, PA decrescente
r > 0, PA crescente
r = 0, PA constante
Propriedades das Progressões Aritméticas
-Qualquer termo de uma PA, a partir do segundo, é a média aritmética entre o anterior e o posterior.

-A soma de dois termos equidistantes dos extremos é igual à soma dos extremos.
a1 + an = a2 + an-1 = a3 + an-2
Termo Geral da PA
Podemos escrever os elementos da PA(a1, a2, a3, ..., an,...) da seguinte forma:

a
2 = a1 + r

a3
= a2 + r = a1 + 2r
a4 = a3 + r = a1 + 3r
Observe que cada termo é obtido adicionando-se ao primeiro número de razões r igual à posição do termo
menos uma unidade.

a
n = a1 + (n - 1)r
Soma dos Termos de uma Progressão Aritmética
Considerando a PA finita (6,10, 14, 18, 22, 26, 30, 34).

6 e 34 são extremos, cuja soma é 40

Numa PA finita, a soma de dois termos equidistantes dos extremos é igual à soma dos extremos.
Soma dos Termos
Usando essa propriedade, obtemos a fórmula que permite calcular a soma dos n primeiros termos de uma
progressão aritmética.

S
n - Soma dos primeiros termos

a1
- primeiro termo

a
n - enésimo termo
n - número de termos

68
Exemplo
Uma progressão aritmética finita possui 39 termos. O último é igual a 176 e o central e igual a 81. Qual é o
primeiro termo?
Solução
Como esta sucessão possui 39 termos, sabemos que o termo central é o a20, que possui 19 termos à sua
esquerda e mais 19 à sua direita. Então temos os seguintes dados para solucionar a questão:

Sabemos também que a soma de dois termos equidistantes dos extremos de uma P.A. finita é igual à soma
dos seus extremos. Como esta P.A. tem um número ímpar de termos, então o termo central tem exatamente o
valor de metade da soma dos extremos.
Em notação matemática temos:

Assim sendo:
O primeiro termo desta sucessão é igual a -14.
PROGRESSÃO GEOMÉTRICA
Denomina-se progressão geométrica(PG) a sequência em que se obtém cada termo, a partir do segundo,
multiplicando o anterior por uma constante q, chamada razão da PG.
Exemplo
Dada a sequência: (4, 8, 16)

a
1=4

a2
=4.2=8

a
3 = 8 . 2 = 16
Classificação
As classificações geométricas são classificadas assim:
- Crescente: Quando cada termo é maior que o anterior. Isto ocorre quando a1 > 0 e q > 1 ou quando a1 < 0
e 0 < q < 1.
- Decrescente: Quando cada termo é menor que o anterior. Isto ocorre quando a1 > 0 e 0 < q < 1 ou quando
a1 < 0 e q > 1.
- Alternante: Quando cada termo apresenta sinal contrário ao do anterior. Isto ocorre quando q < 0.
- Constante: Quando todos os termos são iguais. Isto ocorre quando q = 1. Uma PG constante é também
uma PA de razão r = 0. A PG constante é também chamada de PG estacionaria.
- Singular: Quando zero é um dos seus termos. Isto ocorre quando a1 = 0 ou q = 0.

69
Termo Geral da PG
Pelo exemplo anterior, podemos perceber que cada termo é obtido multiplicando-se o primeiro por uma
potência cuja base é a razão. Note que o expoente da razão é igual à posição do termo menos uma unidade.
a2 = a1 . q2-1
a3 = a1 . q3-1
Portanto, o termo geral é:
an = a1 . qn-1
Soma dos Termos de uma Progressão Geométrica Finita
Seja a PG finita (a1, a1q, a1q2, ...)de razão q e de soma dos termos Sn:

1º Caso: q=1

Sn
= n . a1
2º Caso: q≠1

Exemplo
Dada a progressão geométrica (1, 3, 9, 27,..) calcular:
a) A soma dos 6 primeiros termos
b) O valor de n para que a soma dos n primeiros termos seja 29524
Solução:
a1 = 1; q = 3; n = 6

Soma dos Termos de uma Progressão Geométrica Infinita


1º Caso:-1 < q < 1

Quando a PG infinita possui soma finita, dizemos que a série é convergente.


2º Caso: |q| > 1
A PG infinita não possui soma finita, dizemos que a série é divergente

70
3º Caso: |q| = 1
Também não possui soma finita, portanto divergente
Produto dos termos de uma PG finita

Sistema métrico: medidas de tempo, comprimento, superfície e capacidade

COMPRIMENTO

UNIDADES DE COMPRIMENTO
km hm dam m dm cm mm
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
1000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m
Os múltiplos do metro são utilizados para medir grandes distâncias, enquanto os submúltiplos, para peque-
nas distâncias. Para medidas milimétricas, em que se exige precisão, utilizamos:

mícron (µ) = 10-6 m angströn (Å) = 10-10 m


Para distâncias astronômicas utilizamos o Ano-luz (distância percorrida pela luz em um ano):
Ano-luz = 9,5 · 1012 km
Exemplos de Transformação

1m=10dm=100cm=1000mm=0,1dam=0,01hm=0,001km

1km=10hm=100dam=1000m
Ou seja, para transformar as unidades, quando “ andamos” para direita multiplica por 10 e para a esquerda
divide por 10.
SUPERFÍCIE
A medida de superfície é sua área e a unidade fundamental é o metro quadrado(m²).
Para transformar de uma unidade para outra inferior, devemos observar que cada unidade é cem vezes
maior que a unidade imediatamente inferior. Assim, multiplicamos por cem para cada deslocamento de uma
unidade até a desejada.

UNIDADES DE ÁREA
km 2
hm 2
dam2 m2 dm2 cm2 mm2
Quilômetro Hectôme- Decâme- Metro Decíme- Centíme- Milímetro
Quadrado tro tro Quadra- tro tro Quadrado
Quadrado Quadrado do Quadrado Quadrado
1000000m2 10000m2 100m2 1m2 0,01m2 0,0001m2 0,000001m2
Exemplos de Transformação

1m²=100dm²=10000cm²=1000000mm²

1km²=100hm²=10000dam²=1000000m²

71
Ou seja, para transformar as unidades, quando “ andamos” para direita multiplica por 100 e para a esquerda
divide por 100.
CAPACIDADE

UNIDADES DE CAPACIDADE
kl hl dal l dl cl ml
Quilolitro Hectolitro Decalitro Litro Decilitro Centilitro Mililitro
1000l 100l 10l 1l 0,1l 0,01l 0,001l
TEMPO
A unidade fundamental do tempo é o segundo(s).
É usual a medição do tempo em várias unidades, por exemplo: dias, horas, minutos
Transformação de unidades
Deve-se saber:

1 dia=24horas

1hora=60minutos

1 minuto=60segundos

1hora=3600s
Adição de tempo
Exemplo: Estela chegou ao 15h 35minutos. Lá, bateu seu recorde de nado livre e fez 1 minuto e 25 segun-
dos. Demorou 30 minutos para chegar em casa. Que horas ela chegou?

15h 35 minutos
1 minutos 25 segundos
30 minutos
--------------------------------------------------
15h 66 minutos 25 segundos
Não podemos ter 66 minutos, então temos que transferir para as horas, sempre que passamos de um para
o outro tem que ser na mesma unidade, temos que passar 1 hora=60 minutos
Então fica: 16h6 minutos 25segundos
Vamos utilizar o mesmo exemplo para fazer a operação inversa.
Subtração
Vamos dizer que sabemos que ela chegou em casa as 16h6 minutos 25 segundos e saiu de casa às 15h 35
minutos. Quanto tempo ficou fora?

11h 60 minutos
16h 6 minutos 25 segundos
-15h 35 min
--------------------------------------------------

Não podemos tirar 6 de 35, então emprestamos, da mesma forma que conta de subtração.

72
1hora=60 minutos

15h 66 minutos 25 segundos


15h 35 minutos
--------------------------------------------------
0h 31 minutos 25 segundos
Multiplicação
Pedro pensou em estudar durante 2h 40 minutos, mas demorou o dobro disso. Quanto tempo durou o estu-
do?

2h 40 minutos
x2
----------------------------
4h 80 minutos OU
5h 20 minutos
Divisão

5h 20 minutos : 2

5h 20 minutos 2

1h 20 minutos 2h 40 minutos
80 minutos
0

1h 20 minutos, transformamos para minutos :60+20=80minutos

Relação entre grandezas: tabelas e gráficos

A relação entre grandezas pode ser mais bem compreendida por meio do uso de tabelas e gráficos, que são
ferramentas essenciais na representação e análise de dados. Tabelas e gráficos são amplamente utilizados em
diversas áreas, como ciência, economia, estatística, educação e muitas outras, para apresentar informações de
forma organizada e visualmente acessível.
As tabelas podem mostrar a relação entre duas ou mais grandezas de forma direta. Por exemplo, em uma
tabela de vendas, as colunas podem representar o tempo (mês), a quantidade de produtos vendidos e a receita
gerada. Ao analisar a tabela, é possível identificar como a quantidade de produtos vendidos e a receita estão
relacionadas ao longo do tempo.
Os gráficos são especialmente úteis para representar a relação entre grandezas. Gráficos de dispersão, por
exemplo, mostram como duas grandezas estão relacionadas, geralmente exibindo pontos no plano cartesiano.
Gráficos de barras e de linhas podem mostrar como as grandezas variam em relação a uma terceira variável,
como o tempo.
— Tabelas
As tabelas são uma representação não textual de informações, onde os dados numéricos ocupam um papel
central. Seu propósito é organizar informações de maneira ordenada, clara e concisa, permitindo a fácil inter-
pretação dos dados em um espaço mínimo.

73
Componentes de uma tabela
Uma tabela estatística consiste em elementos essenciais e elementos complementares. Os elementos es-
senciais incluem:
Título: uma descrição que precede a tabela, fornecendo informações sobre o que está sendo observado,
bem como o local e a data da pesquisa.
Corpo: a parte principal da tabela, composta por linhas e colunas que contêm os dados.
Cabeçalho: a seção superior da tabela que identifica o conteúdo das colunas.
Coluna indicadora: a parte da tabela que descreve o conteúdo das linhas.
Os elementos complementares podem incluir:
Fonte: a entidade responsável por fornecer os dados ou criar a tabela.
Notas: informações gerais destinadas a esclarecer o conteúdo da tabela.
Chamadas: informações específicas usadas para explicar ou definir dados em uma parte da tabela. As
chamadas são numeradas com algarismos arábicos, posicionados à esquerda nas células e à direita na coluna
indicadora. Esses elementos complementares geralmente são encontrados no rodapé da tabela, na ordem em
que foram mencionados

Gráficos
Uma maneira alternativa de apresentar informações estatísticas é por meio de gráficos, que são represen-
tações visuais. Os gráficos são altamente eficazes na apresentação de dados, proporcionando uma compreen-
são mais rápida e facilitada do comportamento dos fenômenos em estudo.
Um gráfico é, fundamentalmente, uma representação gráfica de dados que é derivada de uma tabela. Em-
bora as tabelas ofereçam uma representação precisa e permitam uma análise detalhada dos dados, os gráficos
são mais adequados para situações em que se deseja fornecer uma impressão rápida e fácil do fenômeno em
questão.
É importante ressaltar que tanto os gráficos quanto as tabelas têm finalidades distintas, e a escolha entre
eles depende do objetivo da apresentação. Frequentemente, a utilização de um não exclui o uso do outro, e
ambos podem ser empregados complementarmente.
Ao criar um gráfico, é necessário observar algumas diretrizes gerais:

1) Os gráficos geralmente são criados em um sistema de eixos chamado sistema cartesiano ortogonal. A
variável independente é representada no eixo horizontal (abscissas), enquanto a variável dependente é colo-
cada no eixo vertical (ordenadas). O ponto de partida no eixo vertical deve ser sempre zero, que é o ponto de
encontro dos eixos.

74
2) Intervalos iguais de medidas devem corresponder a intervalos iguais nas escalas. Por exemplo, se o
intervalo de 10-15 kg corresponder a 2 cm na escala, o intervalo de 40-45 kg também deverá corresponder a 2
cm, enquanto o intervalo de 40-50 kg corresponderá a 4 cm.

3) O gráfico deve conter um título, indicar a fonte dos dados, apresentar notas e legendas. Todas essas
informações são essenciais para que o gráfico seja compreensível por si só, sem depender de um texto expli-
cativo.

4) O formato do gráfico deve ser aproximadamente quadrado, evitando problemas de escala que possam
interferir na interpretação correta dos dados.

Tipos de Gráficos
Estereogramas: são representações gráficas em que as grandezas são indicadas por meio de volumes.
Normalmente, esses gráficos são elaborados em um sistema de coordenadas bidimensional, embora também
possam ser criados em um sistema tridimensional para destacar a relação entre três variáveis.

Cartogramas: são representações em cartas geográficas (mapas).

Pictogramas ou gráficos pictóricos: são representações visuais compostas principalmente por ilustrações,
projetadas para serem visualmente atrativas e direcionadas a um público amplo e diversificado. No entanto,
eles não são adequados para situações que demandam precisão detalhada.

75
Diagramas
São representações gráficas bidimensionais que são amplamente utilizadas devido à sua simplicidade e
facilidade de criação. Eles podem ser categorizados em vários tipos, incluindo gráficos de colunas, gráficos de
barras, gráficos de linhas ou curvas, e gráficos de setores.
a) Gráfico de colunas: neste tipo de gráfico, as grandezas são comparadas por meio de retângulos de
largura igual, dispostos verticalmente, com alturas proporcionais às grandezas. A distância entre os retângulos
deve ser, no mínimo, igual a 1/2 e, no máximo, 2/3 da largura da base dos retângulos.

b) Gráfico de barras: este tipo de gráfico segue as mesmas orientações do gráfico de colunas, com a única
diferença sendo a disposição horizontal dos retângulos. É preferido quando as etiquetas nos retângulos são
mais extensas que suas bases.

c) Gráfico de linhas ou curvas: neste tipo de gráfico, os pontos são posicionados em um plano de acordo
com suas coordenadas e, em seguida, conectados por segmentos de linha ou curvas. É amplamente empre-
gado em séries temporais e séries mistas quando uma das variáveis em consideração é o tempo, facilitando a
análise comparativa.

76
d) Gráfico em setores: este tipo de gráfico é apropriado para destacar a proporção de cada informação
em relação ao todo. O gráfico é representado por um círculo em que o total (100%) equivale a 360°, dividido
em segmentos proporcionais à representação. Essa divisão é realizada por meio de regra de três simples. Um
transferidor é frequentemente utilizado para marcar os ângulos correspondentes a cada divisão.

Raciocínio lógico

Este é um assunto muito cobrado em concursos e exige que o candidato (a) tenha domínio de habilidades
e conteúdos matemáticos (aritméticos, algébricos e geométricos) para sua resolução e também noções sobre
deduzir informações de relações arbitrárias entre objetos, lugares, pessoas e/ou eventos fictícios dados. Exer-
citar faz com que se ganhe gradativamente essas habilidades e o domínio dos conteúdos. Vejamos algumas
questões que abordam o assunto.
Questões
01. (TJ/PI – Analista Judiciário – Escrivão Judicial – FGV) Em um prédio há três caixas d’água chamadas
de A, B e C e, em certo momento, as quantidades de água, em litros, que cada uma contém aparecem na figura
a seguir.

77
Abrindo as torneiras marcadas com x no desenho, as caixas foram interligadas e os níveis da água se igua-
laram.

Considere as seguintes possibilidades:

1. A caixa A perdeu 300 litros.

2. A caixa B ganhou 350 litros.

3. A caixa C ganhou 50 litros.


É verdadeiro o que se afirma em:
(A) somente 1;
(B) somente 2;
(C) somente 1 e 3;
(D) somente 2 e 3;
(E) 1, 2 e 3.
Resposta: C.
Somando os valores contidos nas 3 caixas temos: 700 + 150 + 350 = 1200, como o valor da caixa será igua-
lado temos: 1200/3 = 400l. Logo cada caixa deve ter 400 l.
Então de A: 700 – 400 = 300 l devem sair
De B: 400 – 150 = 250 l devem ser recebidos
De C: Somente mais 50l devem ser recebidos para ficar com 400 (400 – 350 = 50). Logo As possibilidades
corretas são: 1 e 3
02. (TJ/PI – Analista Judiciário – Escrivão Judicial – FGV) Cada um dos 160 funcionários da prefeitura
de certo município possui nível de escolaridade: fundamental, médio ou superior. O quadro a seguir fornece
algumas informações sobre a quantidade de funcionários em cada nível:

Sabe-se também que, desses funcionários, exatamente 64 têm nível médio. Desses funcionários, o número
de homens com nível superior é:
(A) 30;
(B) 32;
(C) 34;
(D) 36;
(E) 38.
Resposta: B.
São 160 funcionários
No nível médio temos 64, como 30 são homens, logo 64 – 30 = 34 mulheres
Somando todos os valores fornecidos temos: 15 + 13 + 30 + 34 + 36 = 128

78
160 – 128 = 32, que é o valor de homens com nível superior.

03. (CODEMIG – Advogado Societário – FGV) Abel, Bruno, Caio, Diogo e Elias ocupam, respectivamente,
os bancos 1, 2, 3, 4 e 5, em volta da mesa redonda representada abaixo.

São feitas então três trocas de lugares: Abel e Bruno trocam de lugar entre si, em seguida Caio e Elias tro-
cam de lugar entre si e, finalmente, Diogo e Abel trocam de lugar entre si.
Considere as afirmativas ao final dessas trocas:
- Diogo é o vizinho à direita de Bruno.
- Abel e Bruno permaneceram vizinhos.
- Caio é o vizinho à esquerda de Abel.
- Elias e Abel não são vizinhos.
É/são verdadeira(s):
(A) nenhuma afirmativa;
(B) apenas uma;
(C) apenas duas;
(D) apenas três;
(E) todas as afirmativas.
Resposta: B.
Imaginem que isso é o círculo antes e depois:

Dessa forma podemos dizer que:


- Diogo é o vizinho à direita de Bruno. ERRADO: Diogo é o vizinho à direita de Elias
- Abel e Bruno permaneceram vizinhos. ERRADO: Abel e Bruno não são vizinhos
- Caio é o vizinho à esquerda de Abel. CERTO:
- Elias e Abel não são vizinhos. ERRADO: Elias e Abel são vizinhos
04. (TJ/PI – Analista Judiciário – Escrivão Judicial – FGV) Francisca tem um saco com moedas de 1 real.
Ela percebeu que, fazendo grupos de 4 moedas, sobrava uma moeda, e, fazendo grupos de 3 moedas, ela
conseguia 4 grupos a mais e sobravam 2 moedas.
O número de moedas no saco de Francisca é:
(A) 49;
(B) 53;
(C) 57;
(D) 61;

79
(E) 65.

Resposta: B.
Fazendo m = número de moedas e g = número de grupos temos:
Primeiramente temos: m = 4g + 1
Logo após ele informa: m = 3(g +4) + 2
Igualando m, temos: 4g + 1 = 3(g + 4) + 2 → 4g + 1 = 3g + 12 + 2 → 4g – 3g = 14 -1 → g = 13
Para sabermos a quantidade de moedas temos: m = 4.13 + 1 = 52 + 1 = 53.
05. (DPU – Agente Administrativo – CESPE/2016) Em uma festa com 15 convidados, foram servidos 30
bombons: 10 de morango, 10 de cereja e 10 de pistache. Ao final da festa, não sobrou nenhum bombom e
- quem comeu bombom de morango comeu também bombom de pistache;
- quem comeu dois ou mais bombons de pistache comeu também bombom de cereja;
- quem comeu bombom de cereja não comeu de morango.
Com base nessa situação hipotética, julgue o item a seguir.
É possível que um mesmo convidado tenha comido todos os 10 bombons de pistache.
( ) CERTO
( ) ERRADO
Resposta: Errado.
Vamos partir da 2ª informação, utilizando a afirmação do enunciado que ele comeu 10 bombons de pistache:
- quem comeu dois ou mais bombons (10 bombons) de pistache comeu também bombom de cereja; - CER-
TA.
Sabemos que quem come pistache come morango, logo:
- quem comeu bombom de morango comeu também bombom de pistache; - CERTA
Analisando a última temos:
- quem comeu bombom de cereja não comeu de morango. – ERRADA, pois esta contradizendo a informação
anterior.
06. (DPU – Agente Administrativo – CESPE/2016) Em uma festa com 15 convidados, foram servidos 30
bombons: 10 de morango, 10 de cereja e 10 de pistache. Ao final da festa, não sobrou nenhum bombom e
- quem comeu bombom de morango comeu também bombom de pistache;
- quem comeu dois ou mais bombons de pistache comeu também bombom de cereja;
- quem comeu bombom de cereja não comeu de morango.
Com base nessa situação hipotética, julgue o item a seguir.
Quem comeu bombom de morango comeu somente um bombom de pistache.
( ) CERTO
( ) ERRADO
Resposta: Certo.
Se a pessoa comer mais de um bombom de pistache ela obrigatoriamente comerá bombom de cereja, e
como quem come bombom de cereja NÃO come morango.

80
Resolução de situações problema

A resolução de problemas na matemática é um processo que envolve a aplicação de conceitos matemáticos


para solucionar questões ou situações que requerem raciocínio lógico e análise quantitativa. É um processo
criativo que requer habilidades de pensamento crítico e estratégias específicas para chegar a uma solução.
Aqui estão algumas etapas comuns que podem ajudar a resolver problemas matemáticos:
– Compreensão do problema: Leia cuidadosamente o enunciado do problema e certifique-se de entendê-
lo completamente. Identifique os dados fornecidos, as incógnitas a serem encontradas e as restrições dadas.
– Planejamento: Desenvolva um plano ou estratégia para resolver o problema. Isso pode envolver a
identificação de fórmulas ou conceitos matemáticos relevantes, a criação de diagramas ou representações
visuais, a divisão do problema em etapas menores ou a consideração de casos específicos.
– Execução: Implemente o plano que você desenvolveu, realizando os cálculos e aplicando as estratégias
escolhidas. Organize suas informações e seja cuidadoso com os cálculos para evitar erros.
– Verificação: Após chegar a uma solução, verifique se ela faz sentido e está de acordo com as restrições
do problema. Faça uma revisão dos cálculos e verifique se a resposta obtida é razoável.
– Comunicação: Expresse sua solução de forma clara e coerente, utilizando termos matemáticos apropriados
e explicando o raciocínio utilizado. Se necessário, apresente sua solução em um formato compreensível para
outras pessoas.
Dentro deste prisma vamos elencar a técnica abaixo:

Técnica para interpretar problemas de Matemática


A linguagem matemática para algebrizar problemas:

Linguagem da questão Linguagem Matemática


Preposição da, de, do Multiplicação
Preposição por divisão
Verbos Equivale, será, tem, e, etc. igualdade
Pronomes interrogativos qual, quanto x?
Um número x
O dobro de um número 2x
O triplo de um número 3x
A metade de um número x/2
A terça parte de um número x/3
Dois números consecutivos x, x + 1
Três números consecutivos x, x + 1, x + 2
Um número Par 2x
Um número Ímpar 2x - 1
Dois números pares consecutivos 2x, 2x + 2
Dois números ímpares consecutivos 2x -1, 2x -1 + 2 (2x + 1)
O oposto de X ( na adição ) -x
O inverso de X ( na multiplicação) 1/x
Soma Aumentar, maior que, mais, ganhar, adicionar
Subtração menos, menor que, diferença, diminuir, perder, tirar

81
Divisão Razão
Exemplos de aplicação da técnica para a resolução de problemas:

1 – O dobro de um número somado ao triplo do mesmo número é igual a 7. Qual é esse número?
Vamos verificar a tabela para algebrizar este problema:
Solução:

2x + 3x = 7

5x =7

x=
x = 1,4
Resposta: x = 1,4

2 – Um relatório contém as seguintes informações sobre as turmas A, B e C:


– As três turmas possuem, juntas, 96 alunos;
– A turma A e a turma B possuem a mesma quantidade de alunos;
– A turma C possui o dobro de alunos da turma A.
Estas informações permitem concluir que a turma C possui a seguinte quantidade de alunos:
A) 48
B) 42
C) 28
D) 24
Solução:
A + B + C = 96
A=x
B=x
C = 2x
C=?
Continuando...
A + B + C = 96
x + x + 2x = 96

4x = 96

x=
x = 24

82
Continuando
C = 2x
C= 2 . 24
C=48
Resposta: Alternativa A

3 – Uma urna contém bolas azuis, vermelhas e brancas. Ao todo são 108 bolas. O número de bolas azuis
é o dobro do de vermelhas, e o número de bolas brancas é o triplo do de azuis. Então, o número de bolas
vermelhas é:
(A)10
(B) 12
(C) 20
(D) 24
(E) 36
Solução:
A + V + B = 108
A = 2x
V=x
B = 3 . 2x = 6x
V=?
Continuando...
A + V + B = 108

2x + x + 6x = 108

9x = 108

x=
x = 12
V = x = 12
Resposta: Alternativa B

4 – Um fazendeiro dividirá seu terreno de modo a plantar soja, trigo e hortaliças. A parte correspondente à
soja terá o dobro da área da parte em que será plantado trigo que, por sua vez, terá o dobro da área da parte
correspondente às hortaliças. Sabe-se que a área total desse terreno é de 42 ha, assim a área em que se irá
plantar trigo é de:
(A) 6 ha
(B) 12 ha
(C) 14 ha
(D) 18 ha
(E) 24 ha

83
Solução:
S+T+H=42
S = 2 . 2x = 4x
T = 2x
H=x
T=?
Continuando...
S + T + H = 42

4x + 2x + x = 42

7x = 42

x=
x=6
Continuando…
T = 2x
T = 2,6
T = 12
Resposta: Alternativa B

5 – Maria e Ana se encontram de três em três dias, Maria e Joana se encontram de cinco em cinco dias e
Maria e Carla se encontram de dez em dez dias. Hoje as quatro amigas se encontraram. A próxima vez que
todas irão se encontrar novamente será daqui a:
(A) 15 dias
(B) 18 dias
(C) 28 dias
(D) 30 dias
(E) 50 dias
Conforme mencionado a resolução de problemas é a aplicação de vários conceitos de matemática. Aqui uma
questão onde envolve o MMC.
Solução:
Calculando o MMC de 3 – 5 - 10 :

3 – 5 – 10 | 2

3–5–5 |3

1–5–5 |5

84
1 – 1 – 1 | 30 dias.
Resposta: Alternativa D

6 – Uma doceria vendeu 153 doces dos tipos casadinho e brigadeiro. Se a razão entre brigadeiros e
casadinhos foi de 217, determine o número de casadinhos vendidos.
(A) 139
(B) 119
(C) 94
(D) 34
Solução:
Razão é a mesma coisa que divisão
Total = 153

=
C=?
Continuando...
Colocando o K (constante de proporcionalidade) para descobrir seu valor.

2K + 7K = 153

9K = 153

K=
K = 17
Continuando...
C= 7K
C= 7 . 17 = 119
Resposta: Alternativa B

7 – Na venda de um automóvel, a comissão referente a essa venda foi dividida entre dois corretores, A e B,
em partes diretamente proporcionais a 3 e 5, respectivamente. Se B recebeu R$ 500,00 a mais que A, então
o valor total recebido por A foi:
(A) R$ 550,00.
(B) R$ 650,00.
(C) R$ 750,00.
(D) R$ 850,00.

85
Solução:
Colocando a proporcionalidade
A= 3K
B = 5K
B – A = 500
A=?
Continuando
B - A = 500

5K – 3K = 500

2K = 500

K=
K = 250
Continuando...
A = 3K
A = 3 . 250
A = 750
Resposta: Alternativa C

8 – Uma pessoa possui o triplo da idade de uma outra. Daqui a 11 anos terá o dobro. Qual é a soma das
idades atuais dessas pessoas?
(A) 22
(B) 33
(C) 44
(D) 55
(E) 66
Solução:
Presente:
A=x
B = 3x
Futuro: ( + 11 anos)
B = 2A

3x + 11 = 2 (x + 11)
Continuando...

3x + 11 = 2 (x + 11)

86
3 x + 11 = 2x + 22

3x – 2x = 22 -11
x = 11
Continuando...
Soando as idades.
A+B=?
A = x = 11
B = 3x = 3 . 11Geometria
= 33 Plana: Angulos, retas paralelas, estudo dos polígonos e polígonos regula-
res. Triângulo: teoremas dos ângulos internos e externos. Estudo do triângulo retângu-
A + B = 11+lo;
33relações
= 44 métricas no triângulo retângulo; relações trigonométricas (seno, cosseno e
tangente); Teorema de Pitágoras. Quadriláteros: propriedades dos trapézios e paralelo-
Resposta: Alternativa C
gramos. Círculo e circunferência: ângulos e propriedades. Áreas e perímetros de figuras
planas e volume de sólidos. Poliedros, prismas e pirâmides: propriedades, áreas laterais
e totais, volume e problemas. Relação de Euler. Corpos redondos: propriedades, áreas e
volumes

ÂNGULOS
Denominamos ângulo a região do plano limitada por duas semirretas de mesma origem. As semirretas rece-
bem o nome de lados do ângulo e a origem delas, de vértice do ângulo.

Ângulo Agudo: É o ângulo, cuja medida é menor do que 90º.

Ângulo Obtuso: É o ângulo cuja medida é maior do que 90º.

Ângulo Raso:
- É o ângulo cuja medida é 180º;
- É aquele, cujos lados são semi-retas opostas.

87
Ângulo Reto:
- É o ângulo cuja medida é 90º;
- É aquele cujos lados se apoiam em retas perpendiculares.

TRIÂNGULOS
Elementos
Mediana
Mediana de um triângulo é um segmento de reta que liga um vértice ao ponto médio do lado oposto.

Na figura, é uma mediana do ABC.


Um triângulo tem três medianas.

A bissetriz de um ângulo interno de um triângulo intercepta o lado oposto


Bissetriz interna de um triângulo é o segmento da bissetriz de um ângulo do triângulo que liga um vértice
a um ponto do lado oposto.

Na figura, é uma bissetriz interna do .


Um triângulo tem três bissetrizes internas.

Altura de um triângulo é o segmento que liga um vértice a um ponto da reta suporte do lado oposto e é
perpendicular a esse lado.

Na figura, é uma altura do .

88
Um triângulo tem três alturas.

Mediatriz de um segmento de reta é a reta perpendicular a esse segmento pelo seu ponto médio.

Na figura, a reta m é a mediatriz de .

Mediatriz de um triângulo é uma reta do plano do triângulo que é mediatriz de um dos lados desse triângulo.

Na figura, a reta m é a mediatriz do lado do .


Um triângulo tem três mediatrizes.

Classificação
Quanto aos lados
Triângulo escaleno: três lados desiguais.

Triângulo isósceles: Pelo menos dois lados iguais.

89
Triângulo equilátero: três lados iguais.

Quanto aos ângulos


Triângulo acutângulo: tem os três ângulos agudos

Triângulo retângulo: tem um ângulo reto

Triângulo obtusângulo: tem um ângulo obtuso

Desigualdade entre Lados e ângulos dos triângulos


Num triângulo o comprimento de qualquer lado é menor que a soma dos outros dois. Em qualquer triângulo,
ao maior ângulo opõe-se o maior lado, e vice-versa.
SEMELHANÇA DE TRIÂNGULOS
Dois triângulos são semelhantes se, e somente se, os seus ângulos internos tiverem, respectivamente, as
mesmas medidas, e os lados correspondentes forem proporcionais.
Casos de Semelhança

1º Caso: AA(ângulo - ângulo)


Se dois triângulos têm dois ângulos congruentes de vértices correspondentes, então esses triângulos são
congruentes.

90
2º Caso: LAL(lado-ângulo-lado)
Se dois triângulos têm dois lados correspondentes proporcionais e os ângulos compreendidos entre eles
congruentes, então esses dois triângulos são semelhantes.

3º Caso: LLL (lado - lado - lado)


Se dois triângulos têm os três lado correspondentes proporcionais, então esses dois triângulos são seme-
lhantes.

RAZÕES TRIGONOMÉTRICAS NO TRIÂNGULO RETÂNGULO


Considerando o triângulo retângulo ABC.

91
Temos:

FÓRMULAS TRIGONOMÉTRICAs
Relação Fundamental
Existe uma outra importante relação entre seno e cosseno de um ângulo. Considere o triângulo retângulo
ABC.

Neste triângulo, temos que: c²=a²+b²


Dividindo os membros por c²

Como

Todo triângulo que tem um ângulo reto é denominado triangulo retângulo.


O triângulo ABC é retângulo em A e seus elementos são:

92
a: hipotenusa
b e c: catetos
h: altura relativa à hipotenusa
m e n: projeções ortogonais dos catetos sobre a hipotenusa
RELAÇÕES MÉTRICAS NO TRIÂNGULO RETÂNGULO
Chamamos relações métricas as relações existentes entre os diversos segmentos desse triângulo. Assim:

1. O quadrado de um cateto é igual ao produto da hipotenusa pela projeção desse cateto sobre a hipotenusa.

2. O produto dos catetos é igual ao produto da hipotenusa pela altura relativa à hipotenusa.

3. O quadrado da altura é igual ao produto das projeções dos catetos sobre a hipotenusa.

4. O quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos (Teorema de Pitágoras).

TEOREMA DE PITÁGORAS
Em todo triângulo retângulo, o maior lado é chamado de hipotenusa e os outros dois lados são os catetos.
Deste triângulo tiramos a seguinte relação:

“Em todo triângulo retângulo o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos”.

a
2 = b2 + c2
Exemplo:
Um barco partiu de um ponto A e navegou 10 milhas para o oeste chegando a um ponto B, depois 5 milhas
para o sul chegando a um ponto C, depois 13 milhas para o leste chagando a um ponto D e finalmente 9 milhas
para o norte chegando a um ponto E. Onde o barco parou relativamente ao ponto de partida?
(A) 3 milhas a sudoeste.
(B) 3 milhas a sudeste.
(C) 4 milhas ao sul.

93
(D) 5 milhas ao norte.
(E) 5 milhas a nordeste.
Resolução:

x2 = 32 + 42
x2 = 9 + 16
x2 = 25
Resposta: E
POSIÇÕES RELATIVAS DE DUAS RETAS
Duas retas no espaço podem pertencer a um mesmo plano. Nesse caso são chamadas retas coplanares.
Podem também não estar no mesmo plano. Nesse caso, são denominadas retas reversas.
Retas Coplanares
a) Concorrentes: r e s têm um único ponto comum

-Duas retas concorrentes podem ser:

1. Perpendiculares: r e s formam ângulo reto.

2. Oblíquas: r e s não são perpendiculares.

b) Paralelas: r e s não têm ponto comum ou r e s são coincidentes.

94
QUADRILÁTEROS
Quadrilátero é todo polígono com as seguintes propriedades:
- Tem 4 lados.
- Tem 2 diagonais.
- A soma dos ângulos internos Si = 360º
- A soma dos ângulos externos Se = 360º
Trapézio: É todo quadrilátero tem dois paralelos.

- é paralelo a
- Losango: 4 lados congruentes
- Retângulo: 4 ângulos retos (90 graus)
- Quadrado: 4 lados congruentes e 4 ângulos retos.

Observações:
- No retângulo e no quadrado as diagonais são congruentes (iguais)
- No losango e no quadrado as diagonais são perpendiculares entre si (formam ângulo de 90°) e são bisse-
trizes dos ângulos internos (dividem os ângulos ao meio).
Áreas

1- Trapézio: , onde B é a medida da base maior, b é a medida da base menor e h é medida da


altura.
2 - Paralelogramo: A = b.h, onde b é a medida da base e h é a medida da altura.

3 - Retângulo: A = b.h

4 - Losango: , onde D é a medida da diagonal maior e d é a medida da diagonal menor.


5 - Quadrado: A = l2, onde l é a medida do lado.
POLÍGONOS
Chama-se polígono a união de segmentos que são chamados lados do polígono, enquanto os pontos são
chamados vértices do polígono.

95
Diagonal de um polígono é um segmento cujas extremidades são vértices não-consecutivos desse polígono.

Número de Diagonais

Ângulos Internos
A soma das medidas dos ângulos internos de um polígono convexo de n lados é (n-2).180
Unindo um dos vértices aos outros n-3, convenientemente escolhidos, obteremos n-2 triângulos. A soma das
medidas dos ângulos internos do polígono é igual à soma das medidas dos ângulos internos dos n-2 triângulos.

96
Ângulos Externos

A soma dos ângulos externos=360°


Teorema de Tales
Se um feixe de retas paralelas tem duas transversais, então a razão de dois segmentos quaisquer de uma
transversal é igual à razão dos segmentos correspondentes da outra.
Dada a figura anterior, O Teorema de Tales afirma que são válidas as seguintes proporções:

Exemplo

CIRCUNFERÊNCIA E CÍRCULO
Circunferência: A circunferência é o lugar geométrico de todos os pontos de um plano que estão localizados
a uma mesma distância r de um ponto fixo denominado o centro da circunferência. Esta talvez seja a curva mais
importante no contexto das aplicações.

Círculo: (ou disco) é o conjunto de todos os pontos de um plano cuja distância a um ponto fixo O é menor ou
igual que uma distância r dada. Quando a distância é nula, o círculo se reduz a um ponto. O círculo é a reunião
da circunferência com o conjunto de pontos localizados dentro da mesma. No gráfico acima, a circunferência
é a linha de cor verde escuro que envolve a região verde claro, enquanto o círculo é toda a região pintada de
verde reunida com a circunferência.

97
Pontos interiores de um círculo e exteriores a um círculo
Pontos interiores: Os pontos interiores de um círculo são os pontos do círculo que não estão na circunfe-
rência.

Pontos exteriores: Os pontos exteriores a um círculo são os pontos localizados fora do círculo.
Raio, Corda e Diâmetro

Raio: Raio de uma circunferência (ou de um círculo) é um segmento de reta com uma extremidade no centro
da circunferência (ou do círculo) e a outra extremidade num ponto qualquer da circunferência. Na figura abai-
xo, os segmentos de reta , e são raios.
Corda: Corda de uma circunferência é um segmento de reta cujas extremidades pertencem à circunferência
(ou seja, um segmento que une dois pontos de uma circunferência). Na figura abaixo, os segmentos de reta
e são cordas.
Diâmetro: Diâmetro de uma circunferência (ou de um círculo) é uma corda que passa pelo centro da circunfe-
rência. Observamos que o diâmetro é a maior corda da circunferência. Na figura abaixo, o segmento de reta
é um diâmetro.

Posições relativas de uma reta e uma circunferência


Reta secante: Uma reta é secante a uma circunferência se essa reta intercepta a circunferência em dois
pontos quaisquer, podemos dizer também que é a reta que contém uma corda.
Reta tangente: Uma reta tangente a uma circunferência é uma reta que intercepta a circunferência em um
único ponto P. Este ponto é conhecido como ponto de tangência ou ponto de contato. Na figura ao lado, o ponto
P é o ponto de tangência e a reta que passa pelos pontos E e F é uma reta tangente à circunferência.

Reta externa (ou exterior): é uma reta que não tem ponto em comum com a circunferência. Na figura abaixo
a reta t é externa.

98
Propriedades das secantes e tangentes
Se uma reta s, secante a uma circunferência de centro O, intercepta a circunferência em dois pontos distin-
tos A e B e se M é o ponto médio da corda AB, então o segmento de reta OM é perpendicular à reta secante s.

Se uma reta s, secante a uma circunferência de centro O, intercepta a circunferência em dois pontos dis-
tintos A e B, a perpendicular às retas que passam pelo centro O da circunferência, passa também pelo ponto
médio da corda AB.

Seja OP um raio de uma circunferência, onde O é o centro e P um ponto da circunferência. Toda reta per-
pendicular ao raio OP é tangente à circunferência no ponto de tangência P.

Toda reta tangente a uma circunferência é perpendicular ao raio no ponto de tangência.

ÂNGULOS NA CIRCURFERÊNCIA
Ângulo central: é um ângulo cujo vértice coincide com o centro da circunferência. Este ângulo determina
um arco na circunferência, e a medida do ângulo central e do arco são iguais.

O ângulo central determina na circunferência um arco e sua medida é igual a esse arco.

Ângulo Inscrito: é um ângulo cujo vértice está sobre a circunferência.

99
O ângulo inscrito determina na circunferência um arco e sua medida é igual à metade do arco.

Ângulo Excêntrico Interno: é formado por duas cordas da circunferência.

O ângulo excêntrico interno determina na circunferência dois arcos AB e CD e sua medida é igual à metade
da soma dos dois arcos.

Ângulo Excêntrico Externo: é formado por duas retas secantes à circunferência.

O ângulo excêntrico externo determina na circunferência dois arcos e e sua medida é igual à metade
da diferença dos dois arcos.

PERÍMETROS E ÁREAs
Perímetro: é a soma de todos os lados de uma figura plana.
Exemplo:

Perímetro = 10 + 10 + 9 + 9 = 38 cm
Perímetros de algumas das figuras planas:

100
Área: é a medida da superfície de uma figura plana.
A unidade básica de área é o m2 (metro quadrado), isto é, uma superfície correspondente a um quadrado
que tem 1 m de lado.

Fórmulas de área das principais figuras planas:


1) Retângulo
- sendo b a base e h a altura:

2. Paralelogramo
- sendo b a base e h a altura:

3. Trapézio
- sendo B a base maior, b a base menor e h a altura:

4. Losango
- sendo D a diagonal maior e d a diagonal menor:

101
5. Quadrado
- sendo l o lado:

6. Triângulo: essa figura tem 6 fórmulas de área, dependendo dos dados do problema a ser resolvido.
I) sendo dados a base b e a altura h:

II) sendo dados as medidas dos três lados a, b e c:

III) sendo dados as medidas de dois lados e o ângulo formado entre eles:

IV) triângulo equilátero (tem os três lados iguais):

V) circunferência inscrita:

VI) circunferência circunscrita:

102
Área do círculo e suas partes
I- Círculo:
Quem primeiro descreveu a área de um círculo foi o matemático grego Arquimedes (287/212 a.C.), de Sira-
cusa, mais ou menos por volta do século II antes de Cristo. Ele concluiu que quanto mais lados tem um polígo-
no regular mais ele se aproxima de uma circunferência e o apótema (a) deste polígono tende ao raio r. Assim,
como a fórmula da área de um polígono regular é dada por A = p.a (onde p é semiperímetro e a é o apótema),
temos para a área do círculo , então temos:

II- Coroa circular:


É uma região compreendida entre dois círculos concêntricos (tem o mesmo centro). A área da coroa circular
é igual a diferença entre as áreas do círculo maior e do círculo menor. A = R2 – r2, como temos o como fator
comum, podemos colocá-lo em evidência, então temos:

III- Setor circular:


É uma região compreendida entre dois raios distintos de um círculo. O setor circular tem como elementos
principais o raio r, um ângulo central e o comprimento do arco l, então temos duas fórmulas:

IV- Segmento circular:


É uma região compreendida entre um círculo e uma corda (segmento que une dois pontos de uma circunfe-
rência) deste círculo. Para calcular a área de um segmento circular temos que subtrair a área de um triângulo
da área de um setor circular, então temos:

POLIEDROS
São sólidos geométricos ou figuras geométricas espaciais formadas por três elementos básicos: faces,
arestas e vértices. Chamamos de poliedro o sólido limitado por quatro ou mais polígonos planos, pertencentes
a planos diferentes e que têm dois a dois somente uma aresta em comum. Veja alguns exemplos:

103
Os polígonos são as faces do poliedro; os lados e os vértices dos polígonos são as arestas e os vértices do
poliedro.
Um poliedro é convexo se qualquer reta (não paralela a nenhuma de suas faces) o corta em, no máximo,
dois pontos. Ele não possuí “reentrâncias”. E caso contrário é dito não convexo.
RELAÇÃO DE EULER
Em todo poliedro convexo sendo V o número de vértices, A o número de arestas e F o número de faces,
valem as seguintes relações de Euler:

Poliedro Fechado: V – A + F = 2
Poliedro Aberto: V – A + F = 1
Para calcular o número de arestas de um poliedro temos que multiplicar o número de faces F pelo número
de lados de cada face n e dividir por dois. Quando temos mais de um tipo de face, basta somar os resultados.

A = n.F/2
Poliedros de Platão
Eles satisfazem as seguintes condições:
- todas as faces têm o mesmo número n de arestas;
- todos os ângulos poliédricos têm o mesmo número m de arestas;
- for válida a relação de Euler (V – A + F = 2).

Poliedros Regulares
Um poliedro e dito regular quando:
- suas faces são polígonos regulares congruentes;

104
- seus ângulos poliédricos são congruentes;
Por essas condições e observações podemos afirmar que todos os poliedros de Platão são ditos Poliedros
Regulares.
Exemplo:
(PUC/RS) Um poliedro convexo tem cinco faces triangulares e três pentagonais. O número de arestas e o
número de vértices deste poliedro são, respectivamente:
(A) 30 e 40
(B) 30 e 24
(C) 30 e 8
(D) 15 e 25
(E) 15 e 9
Resolução:
O poliedro tem 5 faces triangulares e 3 faces pentagonais, logo, tem um total de 8 faces (F = 8). Como cada
triângulo tem 3 lados e o pentágono 5 lados. Temos:

Resposta: E
Não Poliedros

Os sólidos acima são. São considerados não planos pois possuem suas superfícies curvas.
Cilindro: tem duas bases geometricamente iguais definidas por curvas fechadas em superfície lateral curva.
Cone: tem uma só base definida por uma linha curva fechada e uma superfície lateral curva.
Esfera: é formada por uma única superfície curva.
Planificações de alguns Sólidos Geométricos

105
Fonte: [Link]
39DU-9Zw24lgCLcBGAs/s1600/revis%25C3%25A3o%2Bfiguras%2Bgeom%25C3%[Link]
Sólidos geométricos
O cálculo do volume de figuras geométricas, podemos pedir que visualizem a seguinte figura:

a) A figura representa a planificação de um prisma reto;


b) O volume de um prisma reto é igual ao produto da área da base pela altura do sólido, isto é:
V = Ab. a
Onde a é igual a h (altura do sólido)
c) O cubo e o paralelepípedo retângulo são prismas;
d) O volume do cilindro também se pode calcular da mesma forma que o volume de um prisma reto.

106
Área e Volume dos sólidos geométricos
PRISMA: é um sólido geométrico que possui duas bases iguais e paralelas.

Exemplo:
(PREF. JUCÁS/CE – PROFESSOR DE MATEMÁTICA – INSTITUTO NEO EXITUS) O número de faces de
um prisma, em que a base é um polígono de n lados é:
(A) n + 1.
(B) n + 2.
(C) n.
(D) n – 1.
(E) 2n + 1.
Resolução:
Se a base tem n lados, significa que de cada lado sairá uma face.
Assim, teremos n faces, mais a base inferior, e mais a base superior.
Portanto, n + 2
Resposta: B
PIRÂMIDE: é um sólido geométrico que tem uma base e um vértice superior.

107
Exemplo:
Uma pirâmide triangular regular tem aresta da base igual a 8 cm e altura 15 cm. O volume dessa pirâmide,
em cm3, é igual a:
(A) 60
(B) 60
(C) 80
(D) 80
(E) 90
Resolução:
Do enunciado a base é um triângulo equilátero. E a fórmula da área do triângulo equilátero é . A aresta da
base é a = 8 cm e h = 15 cm.
Cálculo da área da base:

Cálculo do volume:

Resposta: D
CILINDRO: é um sólido geométrico que tem duas bases iguais, paralelas e circulares.

108
CONE: é um sólido geométrico que tem uma base circular e vértice superior.

Exemplo:
Um cone equilátero tem raio igual a 8 cm. A altura desse cone, em cm, é:

(A)
(B)
(C)
(D)
(E) 8
Resolução:
Em um cone equilátero temos que g = 2r. Do enunciado o raio é 8 cm, então a geratriz é g = 2.8 = 16 cm.
g2 = h2 + r2

162 = h2 + 82

256 = h2 + 64

256 – 64 = h2
h2 = 192

109
Resposta: D
ESFERA: superfície curva, possui formato de uma bola.

TRONCOS: são cortes feitos nas superfícies de alguns dos sólidos geométricos. São eles:

Exemplo:
(ESCOLA DE SARGENTO DAS ARMAS – COMBATENTE/LOGÍSTICA – TÉCNICA/AVIAÇÃO – EXÉRCI-
TO BRASILEIRO) O volume de um tronco de pirâmide de 4 dm de altura e cujas áreas das bases são iguais a
36 dm² e 144 dm² vale:
(A) 330 cm³
(B) 720 dm³
(C) 330 m³
(D) 360 dm³
(E) 336 dm³
Resolução:

AB=144 dm²
Ab=36 dm²

110
Resposta: E

Ciclo trigonométrico – trigonometria no círculo: funções trigonométricas

Considere um arco , contido numa circunferência de raio r, tal que o comprimento do arco seja igual a
r.

Dizemos que a medida do arco é 1 radiano(1rad)

Transformação de arcos e ângulos


Determinar em radianos a medida de 120°

!"#$ = 180°!
π ---- 180
X ---- 120
120! 2!
!= = !"#
180 3
!
CIRCUNFERÊNCIA TRIGONOMÉTRICA

Redução ao Primeiro quadrante


Sen (π - x) = senx
Cos (π - x) = -cos x
Tg (π - x) = -tg x
Sen (π + x) = -sen x
Cos (π + x) = -cos x
Tg (π + x) = tg x
Sen (2π - x) = -sen x
Cos (2π - x) = cos x
Tg (2π - x) = -tg x

111
FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAs
Função seno

A função seno é uma função !: ! → ! ! que a todo arco de medida x ϵ R associa a ordenada y’ do ponto
M.
! ! = !"#!! !

D=R e Im=[-1,1]

Exemplo
Sem construir o gráfico, determine o conjunto imagem da função f(x)=2sen x.
Solução
-1 ≤ sen x ≤ 1
-2 ≤ 2 sen x ≤ 2
-2 ≤ f (x) ≤ 2
Im = [-2,2]
Função Cosseno

A função cosseno é uma função !: ! → ! ! que a todo arco de medida x ϵ R associa a abscissa x do ponto M.

D=R
Im = [-1,1]
Exemplo
Determine o conjunto imagem da função f (x) = 2 + cos x.
Solução
-1 ≤ cos x ≤ 1
-1 + 2 ≤ 2 + cos x ≤ 1 + 2

1 ≤ f (x) ≤ 3
Logo, Im = [1,3]

112
Função Tangente

A todo arco de medida x associa a ordenada yT do pontoT. O ponto T é a interseção da reta com o
eixo das tangentes.
! ! = !"!! !

!
!= !∈!!≠ + !", ! ∈ ! !
2
Im = R
Considerados dois arcos quaisquer de medidas a e b, as operações da soma e da diferença entre esses
arcos será dada pelas seguintes identidades:

!"# ! + ! = !"#!! ∙ cos ! + cos ! ∙ !"#!!

cos ! + ! = cos ! ∙ cos ! − !"#!! ∙ !"#!!

!"!! + !"!!
!" ! + ! =
1 − !"!! ∙ !"!!
!
Duplicação de arcos

!"#2! = 2!"#$! ∙ !"#$

!"#2! = !"! ! ! − !"!! !

2!"#
!"2! =
1 − !!! !
!

Sistemas Lineares, Matrizes e Determinantes. Operações, propriedades e problemas


envolvendo sistemas lineares, matrizes e determinantes

MATRIZES
Uma matriz é uma tabela de números reais dispostos segundo linhas horizontais e colunas verticais.
O conjunto ordenado dos números que formam a tabela, é denominado matriz, e cada número pertencente
a ela é chamado de elemento da matriz.
Tipo ou ordem de uma matriz
As matrizes são classificadas de acordo com o seu número de linhas e de colunas. Assim, a matriz represen-
tada a seguir é denominada matriz do tipo, ou ordem, 3 x 4 (lê-se três por quatro), pois tem três linhas e quatro
colunas. Exemplo:

113
Representação genérica de uma matriz
Costumamos representar uma matriz por uma letra maiúscula (A, B, C...), indicando sua ordem no lado infe-
rior direito da letra. Quando desejamos indicar a ordem de modo genérico, fazemos uso de letras minúsculas.
Exemplo: Am x n.
Da mesma maneira, indicamos os elementos de uma matriz pela mesma letra que a denomina, mas em
minúscula. A linha e a coluna em que se encontra tal elemento é indicada também no lado inferior direito do
elemento. Exemplo: a11.

Exemplo
(PM/SE – Soldado 3ª Classe – FUNCAB) A matriz abaixo registra as ocorrências policiais em uma das re-
giões da cidade durante uma semana.

Sendo M=(aij)3x7 com cada elemento aij representando o número de ocorrência no turno i do dia j da semana.
O número total de ocorrências no 2º turno do 2º dia, somando como 3º turno do 6º dia e com o 1º turno do
7º dia será:
(A) 61
(B) 59
(C) 58
(D) 60
(E) 62
Resolução:
Turno i –linha da matriz
Turno j- coluna da matriz

2º turno do 2º dia – a22=18

3º turno do 6º dia-a36=25

114
1º turno do 7º dia-a17=19
Somando:18+25+19=62
Resposta: E.
Igualdade de matrizes
Duas matrizes A e B são iguais quando apresentam a mesma ordem e seus elementos correspondentes
forem iguais.

Operações com matrizes


Adição: somamos os elementos correspondentes das matrizes, por isso, é necessário que as matrizes se-
jam de mesma ordem. A=[aij]m x n; B = [bij]m x n, portanto C = A + B ⇔ cij = aij + bij.

Exemplo
(PM/SP – SARGENTO CFS – CETRO) Considere a seguinte sentença envolvendo matrizes:

Diante do exposto, assinale a alternativa que apresenta o valor de y que torna a sentença verdadeira.
(A) 4.
(B) 6.
(C) 8.
(D) 10.
Resolução:

y=10
Resposta: D.
Multiplicação por um número real: sendo k ∈ R e A uma matriz de ordem m x n, a matriz k . A é obtida
multiplicando-se todos os elementos de A por k.

Subtração: a diferença entre duas matrizes A e B (de mesma ordem) é obtida por meio da soma da matriz
A com a oposta de B.

115
Multiplicação entre matrizes: consideremos o produto A . B = C. Para efetuarmos a multiplicação entre A e
B, é necessário, antes de mais nada, determinar se a multiplicação é possível, isto é, se o número de colunas
de A é igual ao número de linhas de B, determinando a ordem de C: Am x n x Bn x p = Cm x p, como o número de
colunas de A coincide com o de linhas de B(n) então torna-se possível o produto, e a matriz C terá o número de
linhas de A(m) e o número de colunas de B(p)

De modo geral, temos:

Exemplo:
(CPTM – ALMOXARIFE – MAKIYAMA) Assinale a alternativa que apresente o resultado da multiplicação
das matrizes A e B abaixo:

(A)

(B)

(C)

(D)

(E)

Resolução:

Resposta: B.

Casos particulares
Matriz identidade ou unidade: é a matriz quadrada que possui os elementos de sua diagonal principal
iguais a 1 e os demais elementos iguais a 0. Indicamos a matriz identidade de Ιn, onde n é a ordem da matriz.

116
Matriz transposta: é a matriz obtida pela troca ordenada de linhas por colunas de uma matriz. Dada uma
matriz A de ordem m x n, obtém-se uma outra matriz de ordem n x m, chamada de transposta de A. Indica-se
por At.

Exemplo:
(CPTM – ANALISTA DE COMUNICAÇÃO JÚNIOR – MAKIYAMA) Para que a soma de uma matriz e sua
respectiva matriz transposta At em uma matriz identidade, são condições a serem cumpridas:
(A) a=0 e d=0
(B) c=1 e b=1
(C) a=1/c e b=1/d
(D) a²-b²=1 e c²-d²=1
(E) b=-c e a=d=1/2
Resolução:

2a=1
a=1/2
b+c=0
b=-c

2d=1
D=1/2
Resposta: E.
Matriz inversa: dizemos que uma matriz quadrada A, de ordem n, admite inversa se existe uma matriz A-1,
tal que:

DETERMINANTES
Determinante é um número real associado a uma matriz quadrada. Para indicar o determinante, usamos
barras. Seja A uma matriz quadrada de ordem n, indicamos o determinante de A por:

117
Determinante de uma matriz de 1ª- ordem
A matriz de ordem 1 só possui um elemento. Por isso, o determinante de uma matriz de 1ª ordem é o próprio
elemento.
Determinante de uma matriz de 2ª- ordem
Em uma matriz de 2ª ordem, obtém-se o determinante por meio da diferença do produto dos elementos da
diagonal principal pelo produto dos elementos da diagonal secundária.

Exemplo:
(PM/SP – SARGENTO CFS – CETRO) É correto afirmar que o determinante é igual a zero para x igual a
(A) 1.
(B) 2.
(C) -2.
(D) -1.
Resolução:
D = 4 - (-2x)

0 = 4 + 2x
x=-2
Resposta: C.
Regra de Sarrus
Esta técnica é utilizada para obtermos o determinante de matrizes de 3ª ordem. Utilizaremos um exemplo
para mostrar como aplicar a regra de Sarrus. A regra de Sarrus consiste em:
a) Repetir as duas primeiras colunas à direita do determinante.
b) Multiplicar os elementos da diagonal principal e os elementos que estiverem nas duas paralelas a essa
diagonal, conservando os sinais desses produtos.
c) Efetuar o produto dos elementos da diagonal secundária e dos elementos que estiverem nas duas para-
lelas à diagonal e multiplicá-los por -1.
d) Somar os resultados dos itens b e c. E assim encontraremos o resultado do determinante.
Simplificando temos:

Exemplo:

118
(PREF. ARARAQUARA/SP – AGENTE DA ADMINISTRAÇÃO DOS SERVIÇOS DE SANEAMENTO – CE-
TRO)

Dada a matriz , onde , assinale a alternativa que apresenta o valor do determi-


nante de A é
(A) -9.
(B) -8.
(C) 0.
(D) 4.
Resolução:

detA = - 1 – 4 + 2 - (2 + 2 + 2) = - 9

Resposta: A.
Teorema de Laplace
Para matrizes quadradas de ordem n ≥ 2, o teorema de Laplace oferece uma solução prática no cálculo dos
determinantes. Pelo teorema, o determinante de uma matriz quadrada A de ordem n (n ≥ 2) é igual à soma dos
produtos dos elementos de uma linha ou de uma coluna qualquer, pelos respectivos co-fatores.
Exemplo:

Dada a matriz quadrada de ordem 3, , vamos calcular det A usando o teorema de Laplace.
Podemos calcular o determinante da matriz A, escolhendo qualquer linha ou coluna. Por exemplo, escolhen-
do a 1ª linha, teremos:
det A = a11. A11 + a12. A12 + a13. A13

Portanto, temos que:


det A = 3. (-21) + 2. 6 + 1. (-12) ⇒ det A = -63 + 12 – 12 ⇒ det A = -63
Exemplo:
(TRANSPETRO – ENGENHEIRO JÚNIOR – AUTOMAÇÃO – CESGRANRIO) Um sistema dinâmico, utili-
zado para controle de uma rede automatizada, forneceu dados processados ao longo do tempo e que permiti-
ram a construção do quadro abaixo.

119
1 3 2 0
3 1 0 2
2 3 0 1
0 2 1 3
A partir dos dados assinalados, mantendo-se a mesma disposição, construiu-se uma matriz M. O valor do
determinante associado à matriz M é
(A) 42
(B) 44
(C) 46
(D) 48
(E) 50
Resolução:

Como é uma matriz 4x4 vamos achar o determinante através do teorema de Laplace. Para isso precisamos,
calcular os cofatores. Dica: pela fileira que possua mais zero. O cofator é dado pela fórmula:
Para o determinante é usado os números que sobraram tirando a linha e a coluna.

A13=2.23=46

A43=1.2=2
D = 46 + 2 = 48

Resposta: D.
Determinante de uma matriz de ordem n > 3
Para obtermos o determinante de matrizes de ordem n > 3, utilizamos o teorema de Laplace e a regra de
Sarrus. Exemplo:

Escolhendo a 1ª linha para o desenvolvimento do teorema de Laplace. Temos então:


det A = a11. A11 + a12. A12 + a13. A13 + a14. A14

120
Como os determinantes são, agora, de 3ª ordem, podemos aplicar a regra de Sarrus em cada um deles.
Assim:
det A= 3. (188) - 1. (121) + 2. (61) ⇒ det A = 564 - 121 + 122 ⇒ det A = 565
Propriedades dos determinantes
a) Se todos os elementos de uma linha ou de uma coluna são nulos, o determinante é nulo.

b) Se uma matriz A possui duas linhas ou duas colunas iguais, então o determinante é nulo.

c) Em uma matriz cuja linha ou coluna foi multiplicada por um número k real, o determinante também fica
multiplicado pelo mesmo número k.

d) Para duas matrizes quadradas de mesma ordem, vale a seguinte propriedade:


det (A. B) = det A + det B.
e) Uma matriz quadrada A será inversível se, e somente se, seu determinante for diferente de zero.
SISTEMA DE EQUAÇÕES LINEARES
Um sistema de equações lineares mxn é um conjunto de m equações lineares, cada uma delas com n in-
cógnitas.

121
Em que:

Sistema Linear 2 x 2
Chamamos de sistema linear 2 x 2 o con­junto de equações lineares a duas incógnitas, consideradas simul-
taneamente.
Todo sistema linear 2 x 2 admite a forma geral abaixo:

a1 x + b1 y = c1

a2 + b2 y = c2
Sistema Linear 3x3

Sistemas Lineares equivalentes


Dois sistemas lineares que admitem o mesmo conjunto solução são ditos equivalentes. Por exemplo:

São equivalentes, pois ambos têm o mesmo conjunto solução S={(1,2)}


Denominamos solução do sistema linear toda sequência ordenada de números reais que verifica, simulta-
neamente, todas as equações do sistema.
Dessa forma, resolver um sistema significa encontrar todas as sequências ordenadas de números reais que
satisfaçam as equações do sistema.
Matriz Associada a um Sistema Linear
Dado o seguinte sistema:

Matriz incompleta

Classificação

1. Sistema Possível e Determinado

122
O par ordenado (2, 1) é solução da equação, pois

Como não existe outro par que satisfaça simultaneamente as duas equações, dizemos que esse sistema é
SPD(Sistema Possível e Determinado), pois possui uma única solução.

2. Sistema Possível e Indeterminado

Esse tipo de sistema possui infinitas soluções, os valores de x e y assumem inúmeros valores. Observe o
sistema a seguir, x e y podem assumir mais de um valor, (0,4), (1,3), (2,2), (3,1) e etc.

3. Sistema Impossível

Não existe um par real que satisfaça simultaneamente as duas equações. Logo o sistema não tem solução,
portanto é impossível.
Sistema Escalonado
Sistema Linear Escalonado é todo sistema no qual as incógnitas das equações lineares estão escritas em
uma mesma ordem e o 1º coeficiente não-nulo de cada equação está à direita do 1º coeficiente não-nulo da
equação anterior.
Exemplo
Sistema 2x2 escalonado.

Sistema 3x3
A primeira equação tem três coeficientes não-nulos, a segunda tem dois e a terceira, apenas um.

Sistema 2x3

Resolução de um Sistema Linear por Escalonamento


Podemos transformar qualquer sistema linear em um outro equivalente pelas seguintes transformações ele-
mentares, realizadas com suas equações:
– Trocas as posições de duas equações
– Multiplicar uma das equações por um número real diferente de 0.
– Multiplicar uma equação por um número real e adicionar o resultado a outra equação.

123
Exemplo

Inicialmente, trocamos a posição das equações, pois é conveniente ter o coeficiente igual a 1 na primeira
equação.

Depois eliminamos a incógnita x da segunda equação


Multiplicando a equação por -2:

Somando as duas equações:

Sistemas com Número de Equações Igual ao Número de Incógnitas


Quando o sistema linear apresenta nº de equações igual ao nº de incógnitas, para discutirmos o sistema,
inicialmente calculamos o determinante D da matriz dos coeficientes (incompleta), e:
– Se D ≠ 0, o sistema é possível e determinado.
– Se D = 0, o sistema é possível e indeterminado ou impossível.
Para identificarmos se o sistema é possível, indeterminado ou impossível, devemos conseguir um sistema
escalonado equivalente pelo método de eliminação de Gauss.
Exemplos
- Discutir, em função de a, o sistema:

Resolução

1 3
D= = a−6
2 a

D = 0⇒ a−6 = 0⇒ a = 6
Assim, para a ≠ 6, o sistema é possível e determinado.
Para a ≠ 6, temos:

x + 3 y = 5
 x + 3 y = 5
2 x + 6 y = 1 ~
 ← −2 0 x + 0 y = −9

Que é um sistema impossível.
Assim, temos:
a ≠ 6 → SPD (Sistema possível e determinado)
a = 6 → SI (Sistema impossível)

124
Regra de Cramer

Consideramos os sistema .

Suponhamos que a ≠ 0. Observamos que a matriz incompleta desse sistema é , cujo determinante é
indicado por D = ad – bc.

Se substituirmos em M a 2ª coluna (dos coeficientes de y) pela coluna dos coeficientes independentes, obte-
remos ,cujo determinante é indicado por Dy = af – ce.
Assim, .

Substituindo esse valor de y na 1ª equação de (*) e considerando a matriz , cujo determinante é indica
do por Dx = ed – bf, obtemos , D ≠ 0.

Análise combinatória: princípio multiplicativo, permutações, arranjos e combinações.


Problemas envolvendo análise combinatória

ANÁLISE COMBINATÓRIA
A Análise Combinatória é a área da Matemática que trata dos problemas de contagem.
PRINCÍPIO MULTIPLICATIVO OU FUNDAMENTAL DA CONTAGEM
Estabelece o número de maneiras distintas de ocorrência de um evento composto de duas ou mais etapas.
Se uma decisão E1 pode ser tomada de n1 modos e, a decisão E2 pode ser tomada de n2 modos, então o
número de maneiras de se tomarem as decisões E1 e E2 é n1.n2.
Exemplo

O número de maneiras diferentes de se vestir é:2(calças). 3(blusas)=6 maneiras


Fatorial
É comum nos problemas de contagem, calcularmos o produto de uma multiplicação cujos fatores são núme-
ros naturais consecutivos. Para facilitar adotamos o fatorial.
n! = n(n - 1)(n - 2)... 3 . 2 . 1, (n ϵ N)
ARRANJO SIMPLES
Denomina-se arranjo simples dos n elementos de E, p a p, toda sequência de p elementos distintos de E.
Exemplo
Usando somente algarismos 5, 6 e 7. Quantos números de 2 algarismos distintos podemos formar?

125
Observe que os números obtidos diferem entre si:
Pela ordem dos elementos: 56 e 65
Pelos elementos componentes: 56 e 67
Cada número assim obtido é denominado arranjo simples dos 3 elementos tomados 2 a 2.
Indica-se A3,2

PERMUTAÇÃO SIMPLES
Chama-se permutação simples dos n elementos, qualquer agrupamento(sequência) de n elementos distin-
tos de E.
O número de permutações simples de n elementos é indicado por Pn.
Pn = n!
Exemplo
Quantos anagramas tem a palavra CHUVEIRO?
Solução
A palavra tem 8 letras, portanto:
P8 = 8! = 8 . 7 . 6 . 5 . 4 . 3 . 2 . 1 = 40320
Permutação com elementos repetidos
De modo geral, o número de permutações de n objetos, dos quais n1 são iguais a A, n2 são iguais a B, n3 são
iguais a C etc.

Exemplo
Quantos anagramas tem a palavra PARALELEPÍPEDO?
Solução
Se todos as letras fossem distintas, teríamos 14! Permutações. Como temos uma letra repetida, esse núme-
ro será menor.
Temos 3P, 2A, 2L e 3 E

126
COMBINAÇÃO SIMPLES
Dado o conjunto {a1, a2, ..., an} com n objetos distintos, podemos formar subconjuntos com p elementos.
Cada subconjunto com i elementos é chamado combinação simples.

Exemplo
Calcule o número de comissões compostas de 3 alunos que podemos formar a partir de um grupo de 5 alu-
nos.
Solução

Números Binomiais

O número de combinações de n elementos, tomados p a p, também é representado pelo número binomial


.

Binomiais Complementares
Dois binomiais de mesmo numerador em que a soma dos denominadores é igual ao numerador são iguais:

Relação de Stifel

Triângulo de Pascal

LINHA 0 1
LINHA 1 1 1
LINHA 2 1 2 1
LINHA 3 1 3 3 1
LINHA 4 1 4 6 4 1
LINHA 5 1 5 10 10 5 1

127
LINHA 6 1 6 15 20 6 1
Binômio de Newton
Denomina-se binômio de Newton todo binômio da forma (a + b)n, com n ϵ N. Vamos desenvolver alguns
binômios:
n = 0 → (a + b)0 = 1
n = 1 → (a + b)1 = 1a + 1b
n = 2 → (a + b)2 = 1a2 + 2ab +1b2
n = 3 → (a + b)3 = 1a3 + 3a2b +3ab2 + b3
Observe que os coeficientes dos termos formam o triângulo de Pascal.

Probabilidade e Estatística

PROBABILIDADE
Experimento Aleatório
Qualquer experiência ou ensaio cujo resultado é imprevisível, por depender exclusivamente do acaso, por
exemplo, o lançamento de um dado.
Espaço Amostral
Num experimento aleatório, o conjunto de todos os resultados possíveis é chamado espaço amostral, que
se indica por E.
No lançamento de um dado, observando a face voltada para cima, tem-se:
E={1,2,3,4,5,6}
No lançamento de uma moeda, observando a face voltada para cima:
E={Ca,Co}
Evento
É qualquer subconjunto de um espaço amostral.
No lançamento de um dado, vimos que
E={1,2,3,4,5,6}
Esperando ocorrer o número 5, tem-se o evento {5}: Ocorrer um número par, tem-se {2,4,6}.
Exemplo
Considere o seguinte experimento: registrar as faces voltadas para cima em três lançamentos de uma moe-
da.
a) Quantos elementos tem o espaço amostral?
b) Descreva o espaço amostral.

128
Solução
a) O espaço amostral tem 8 elementos, pois cada lançamento, há duas possibilidades.

2x2x2=8
b)
E={(C,C,C), (C,C,R),(C,R,C),(R,C,C),(R,R,C),(R,C,R),(C,R,R),(R,R,R)}
Considere um experimento aleatório de espaço amostral E com n(E) amostras equiprováveis. Seja A um
evento com n(A) amostras.

Eventos complementares

Seja E um espaço amostral finito e não vazio, e seja A um evento de E. Chama-se complementar de A, e indi-
ca-se por , o evento formado por todos os elementos de E que não pertencem a A.

Note que

Exemplo

Uma bola é retirada de uma urna que contém bolas coloridas. Sabe-se que a probabilidade de ter sido retira-

da uma bola vermelha é .Calcular a probabilidade de ter sido retirada uma bola que não seja vermelha.

Solução

São complementares.

Adição de probabilidades
Sejam A e B dois eventos de um espaço amostral E, finito e não vazio. Tem-se:

Exemplo
No lançamento de um dado, qual é a probabilidade de se obter um número par ou menor que 5, na face
superior?
Solução
E={1,2,3,4,5,6} n(E)=6
Sejam os eventos

129
A={2,4,6} n(A)=3
B={1,2,3,4} n(B)=4

Probabilidade Condicional
É a probabilidade de ocorrer o evento A dado que ocorreu o evento B, definido por:

E={1,2,3,4,5,6}, n(E)=6
B={2,4,6} n(B)=3
A={2}

Eventos Simultâneos
Considerando dois eventos, A e B, de um mesmo espaço amostral, a probabilidade de ocorrer A e B é dada
por:

ESTATÍSTICA DESCRITIVA
O objetivo da Estatística Descritiva é resumir as principais características de um conjunto de dados por meio
de tabelas, gráficos e resumos numéricos.
Noções de estatística
A estatística torna-se a cada dia uma importante ferramenta de apoio à decisão. Resumindo: é um conjunto
de métodos e técnicas que auxiliam a tomada de decisão sob a presença de incerteza.
Estatística descritiva (Dedutiva)
O objetivo da Estatística Descritiva é resumir as principais características de um conjunto de dados por meio
de tabelas, gráficos e resumos numéricos. Fazemos uso de:
Tabelas de frequência
Ao dispor de uma lista volumosa de dados, as tabelas de frequência servem para agrupar informações de
modo que estas possam ser analisadas. As tabelas podem ser de frequência simples ou de frequência em faixa
de valores.
Gráficos
O objetivo da representação gráfica é dirigir a atenção do analista para alguns aspectos de um conjunto de
dados. Alguns exemplos de gráficos são: diagrama de barras, diagrama em setores, histograma, boxplot, ramo-
-e-folhas, diagrama de dispersão, gráfico sequencial.

130
Resumos numéricos
Por meio de medidas ou resumos numéricos podemos levantar importantes informações sobre o conjunto
de dados tais como: a tendência central, variabilidade, simetria, valores extremos, valores discrepantes, etc.
Estatística inferencial (Indutiva)
Utiliza informações incompletas para tomar decisões e tirar conclusões satisfatórias. O alicerce das técnicas
de estatística inferencial está no cálculo de probabilidades. Fazemos uso de:
Estimação
A técnica de estimação consiste em utilizar um conjunto de dados incompletos, ao qual iremos chamar de
amostra, e nele calcular estimativas de quantidades de interesse. Estas estimativas podem ser pontuais (repre-
sentadas por um único valor) ou intervalares.
Teste de Hipóteses
O fundamento do teste estatístico de hipóteses é levantar suposições acerca de uma quantidade não conhe-
cida e utilizar, também, dados incompletos para criar uma regra de escolha.
População e amostra

É o conjunto de todas as unidades sobre as quais há o interesse de investigar uma ou mais características.

Variáveis e suas classificações


Qualitativas – quando seus valores são expressos por atributos: sexo (masculino ou feminino), cor da pele,
entre outros. Dizemos que estamos qualificando.
Quantitativas – quando seus valores são expressos em números (salários dos operários, idade dos alunos,
etc). Uma variável quantitativa que pode assumir qualquer valor entre dois limites recebe o nome de variável
contínua; e uma variável que só pode assumir valores pertencentes a um conjunto enumerável recebe o nome
de variável discreta.
Fases do método estatístico
— Coleta de dados: após cuidadoso planejamento e a devida determinação das características mensurá-
veis do fenômeno que se quer pesquisar, damos início à coleta de dados numéricos necessários à sua descri-
ção. A coleta pode ser direta e indireta.
— Crítica dos dados: depois de obtidos os dados, os mesmos devem ser cuidadosamente criticados, à
procura de possível falhas e imperfeições, a fim de não incorrermos em erros grosseiros ou de certo vulto, que
possam influir sensivelmente nos resultados. A crítica pode ser externa e interna.
— Apuração dos dados: soma e processamento dos dados obtidos e a disposição mediante critérios de
classificação, que pode ser manual, eletromecânica ou eletrônica.
— Exposição ou apresentação de dados: os dados devem ser apresentados sob forma adequada (tabelas
ou gráficos), tornando mais fácil o exame daquilo que está sendo objeto de tratamento estatístico.
— Análise dos resultados: realizadas anteriores (Estatística Descritiva), fazemos uma análise dos resulta-
dos obtidos, através dos métodos da Estatística Indutiva ou Inferencial, que tem por base a indução ou inferên-
cia, e tiramos desses resultados conclusões e previsões.

131
Censo
É uma avaliação direta de um parâmetro, utilizando-se todos os componentes da população.
Principais propriedades:
- Admite erros processual zero e tem 100% de confiabilidade;
- É caro;
- É lento;
- É quase sempre desatualizado (visto que se realizam em períodos de anos 10 em 10 anos);
- Nem sempre é viável.
Dados brutos: é uma sequência de valores numéricos não organizados, obtidos diretamente da observação
de um fenômeno coletivo.
Rol: é uma sequência ordenada dos dados brutos.

Números Complexos: operações e propriedades

Quantas vezes, ao calcularmos o valor de Delta (b2- 4ac) na resolução da equação do 2º grau, nos depa-
ramos com um valor negativo (Delta < 0). Nesse caso, sempre dizemos ser impossível a raiz no universo con-
siderado (normalmente no conjunto dos reais- R). A partir daí, vários matemáticos estudaram este problema,
sendo Gauss e Argand os que realmente conseguiram expor uma interpretação geométrica num outro conjunto
de números, chamado de números complexos, que representamos por C.
Números Complexos
Chama-se conjunto dos números complexos, e representa-se por C, o conjunto de pares ordenados, ou seja:
z = (x,y)
onde x pertence a R e y pertence a R.
Então, por definição, se z = (x,y) = (x,0) + (y,0)(0,1) onde i=(0,1), podemos escrever que:
z=(x,y)=x+yi
Exemplos:
(5,3)=5+3i
(2,1)=2+i
(-1,3)=-1+3i
Dessa forma, todo o números complexo z=(x,y) pode ser escrito na forma z=x+yi, conhecido como forma
algébrica, onde temos:
x=Re(z, parte real de z
y=Im(z), parte imaginária de z
Igualdade entre números complexos
Dois números complexos são iguais se, e somente se, apresentam simultaneamente iguais a parte real e a
parte imaginária. Assim, se z1=a+bi e z2=c+di, temos que:
z1=z2<==> a=c e b=d
Adição de números complexos
Para somarmos dois números complexos basta somarmos, separadamente, as partes reais e imaginárias
desses números. Assim, se z=a+bi e z2=c+di, temos que:

132
z1+z2=(a+c) + (b+d)
Subtração de números complexos
Para subtrairmos dois números complexos basta subtrairmos, separadamente, as partes reais e imaginárias
desses números. Assim, se z=a+bi e z2=c+di, temos que:
z1-z2=(a-c) + (b-d)
Potências de i
Se, por definição, temos que i = - (-1)1/2, então:
i0 = 1
i1 = i
i2 = -1
i3 = i2.i = -1.i = -i
i4 = i2.i2=-1.-1=1
i5 = i4. 1=1.i= i
i6 = i5. i =i.i=i2=-1
i7 = i6. i =(-1).i=-i ......
Observamos que no desenvolvimento de in (n pertencente a N, com n variando, os valores repetem-se de
4 em 4 unidades. Desta forma, para calcularmos in basta calcularmos ir onde r é o resto da divisão de n por 4.
Exemplo: i63 => 63 / 4 dá resto 3, logo i63=i3=-i
Multiplicação de números complexos
Para multiplicarmos dois números complexos basta efetuarmos a multiplicação de dois binômios, observan-
do os valores das potência de i. Assim, se z1=a+bi e z2=c+di, temos que:
z1.z2 = a.c + adi + bci + bdi2
z1.z2= a.c + bdi2 = adi + bci
z1.z2= (ac - bd) + (ad + bc)i
Observar que : i2= -1
Conjugado de um número complexo
Dado z=a+bi, define-se como conjugado de z (representa-se por z-) ==> z-= a-bi
Exemplo:
z=3 - 5i ==> z- = 3 + 5i
z = 7i ==> z- = - 7i
z = 3 ==> z- = 3
Divisão de números complexos
Para dividirmos dois números complexos basta multiplicarmos o numerador e o denominador pelo conjuga-
do do denominador. Assim, se z1= a + bi e z2= c + di, temos que:
z1 / z2 = [z1.z2-] / [z2z2-] = [ (a+bi)(c-di) ] / [ (c+di)(c-di) ]
Módulo de um número complexo
Dado z = a+bi, chama-se módulo de z ==> | z | = (a2+b2)1/2, conhecido como ro
Interpretação geométrica
Como dissemos, no início, a interpretação geométrica dos números complexos é que deu o impulso para o
seu estudo. Assim, representamos o complexo z = a+bi da seguinte maneira

133
Forma polar dos números complexos
Da interpretação geométrica, temos que:

que é conhecida como forma polar ou trigonométrica de um número complexo.


Operações na forma polar
Sejam z1=ro1(cos t11) e z2=ro1(cos t1+i sent1). Então, temos que:
a)Multiplicação

b) Divisão

c) Potenciação

d) Radiciação

para n = 0, 1, 2, 3, ..., n-1

Matemática Financeira: Porcentagem, juros simples e compostos. Problemas envol-


vendo matemática financeira

PORCENTAGEM
Porcentagem é uma fração cujo denominador é 100, seu símbolo é (%). Sua utilização está tão disseminada
que a encontramos nos meios de comunicação, nas estatísticas, em máquinas de calcular, etc.
Os acréscimos e os descontos é importante saber porque ajuda muito na resolução do exercício.
Acréscimo
Se, por exemplo, há um acréscimo de 10% a um determinado valor, podemos calcular o novo valor apenas
multiplicando esse valor por 1,10, que é o fator de multiplicação. Se o acréscimo for de 20%, multiplicamos por
1,20, e assim por diante. Veja a tabela abaixo:

134
ACRÉSCIMO OU LUCRO FATOR DE MULTIPLICAÇÃO
10% 1,10
15% 1,15
20% 1,20
47% 1,47
67% 1,67
Exemplo: Aumentando 10% no valor de R$10,00 temos:

10 x 1,10 = R$ 11,00
Desconto
No caso de haver um decréscimo, o fator de multiplicação será:
Fator de Multiplicação =1 - taxa de desconto (na forma decimal)
Veja a tabela abaixo:

DESCONTO FATOR DE MULTIPLICAÇÃO


10% 0,90
25% 0,75
34% 0,66
60% 0,40
90% 0,10
Exemplo: Descontando 10% no valor de R$10,00 temos:

10 X 0,90 = R$ 9,00
Chamamos de lucro em uma transação comercial de compra e venda a diferença entre o preço de venda e
o preço de custo.
Lucro=preço de venda -preço de custo
Podemos expressar o lucro na forma de porcentagem de duas formas:

Exemplo
(DPE/RR – Analista de Sistemas – FCC/2015) Em sala de aula com 25 alunos e 20 alunas, 60% desse
total está com gripe. Se x% das meninas dessa sala estão com gripe, o menor valor possível para x é igual a
(A) 8.
(B) 15.
(C) 10.
(D) 6.
(E) 12.

135
Resolução

45------100%
X-------60%
X=27
O menor número de meninas possíveis para ter gripe é se todos os meninos estiverem gripados, assim
apenas 2 meninas estão.

Resposta: C.
MATEMÁTICA FINANCEIRA
A Matemática Financeira possui diversas aplicações no atual sistema econômico. Algumas situações es-
tão presentes no cotidiano das pessoas, como financiamentos de casa e carros, realizações de empréstimos,
compras a crediário ou com cartão de crédito, aplicações financeiras, investimentos em bolsas de valores,
entre outras situações. Todas as movimentações financeiras são baseadas na estipulação prévia de taxas de
juros. Ao realizarmos um empréstimo a forma de pagamento é feita através de prestações mensais acrescidas
de juros, isto é, o valor de quitação do empréstimo é superior ao valor inicial do empréstimo. A essa diferença
damos o nome de juros.
Capital
O Capital é o valor aplicado através de alguma operação financeira. Também conhecido como: Principal,
Valor Atual, Valor Presente ou Valor Aplicado. Em inglês usa-se Present Value (indicado pela tecla PV nas cal-
culadoras financeiras).
Taxa de juros e Tempo
A taxa de juros indica qual remuneração será paga ao dinheiro emprestado, para um determinado período.
Ela vem normalmente expressa da forma percentual, em seguida da especificação do período de tempo a que
se refere:

8 % a.a. - (a.a. significa ao ano).

10 % a.t. - (a.t. significa ao trimestre).


Outra forma de apresentação da taxa de juros é a unitária, que é igual a taxa percentual dividida por 100,
sem o símbolo %:

0,15 a.m. - (a.m. significa ao mês).

0,10 a.q. - (a.q. significa ao quadrimestre)


Montante
Também conhecido como valor acumulado é a soma do Capital Inicial com o juro produzido em determina-
do tempo.
Essa fórmula também será amplamente utilizada para resolver questões.
M=C+J
M = montante
C = capital inicial

136
J = juros
M=C+C.i.n
M=C(1+i.n)
JUROS SIMPLES
Chama-se juros simples a compensação em dinheiro pelo empréstimo de um capital financeiro, a uma taxa
combinada, por um prazo determinado, produzida exclusivamente pelo capital inicial.
Em Juros Simples a remuneração pelo capital inicial aplicado é diretamente proporcional ao seu valor e ao
tempo de aplicação.
A expressão matemática utilizada para o cálculo das situações envolvendo juros simples é a seguinte:
J = C i n, onde:
J = juros
C = capital inicial
i = taxa de juros
n = tempo de aplicação (mês, bimestre, trimestre, semestre, ano...)
Observação importante: a taxa de juros e o tempo de aplicação devem ser referentes a um mesmo período.
Ou seja, os dois devem estar em meses, bimestres, trimestres, semestres, anos... O que não pode ocorrer é
um estar em meses e outro em anos, ou qualquer outra combinação de períodos.
Dica: Essa fórmula J = C i n, lembra as letras das palavras “JUROS SIMPLES” e facilita a sua memorização.
Outro ponto importante é saber que essa fórmula pode ser trabalhada de várias maneiras para se obter cada
um de seus valores, ou seja, se você souber três valores, poderá conseguir o quarto, ou seja, como exemplo
se você souber o Juros (J), o Capital Inicial (C) e a Taxa (i), poderá obter o Tempo de aplicação (n). E isso vale
para qualquer combinação.
Exemplo
Maria quer comprar uma bolsa que custa R$ 85,00 à vista. Como não tinha essa quantia no momento e não
queria perder a oportunidade, aceitou a oferta da loja de pagar duas prestações de R$ 45,00, uma no ato da
compra e outra um mês depois. A taxa de juros mensal que a loja estava cobrando nessa operação era de:
(A) 5,0%
(B) 5,9%
(C) 7,5%
(D) 10,0%
(E) 12,5%
Resposta Letra “e”.
O juros incidiu somente sobre a segunda parcela, pois a primeira foi à vista. Sendo assim, o valor devido
seria R$40 (85-45) e a parcela a ser paga de R$45.
Aplicando a fórmula M = C + J:

45 = 40 + J
J=5
Aplicando a outra fórmula J = C i n:

5 = 40 X i X 1
i = 0,125 = 12,5%

137
JUROS COMPOSTOS
o juro de cada intervalo de tempo é calculado a partir do saldo no início de correspondente intervalo. Ou seja:
o juro de cada intervalo de tempo é incorporado ao capital inicial e passa a render juros também.
Quando usamos juros simples e juros compostos?
A maioria das operações envolvendo dinheiro utilizajuros compostos. Estão incluídas: compras a médio e
longo prazo, compras com cartão de crédito, empréstimos bancários, as aplicações financeiras usuais como
Caderneta de Poupança e aplicações em fundos de renda fixa, etc. Raramente encontramos uso para o regime
de juros simples: é o caso das operações de curtíssimo prazo, e do processo de desconto simples de duplica-
tas.
O cálculo do montante é dado por:
M = C (1 + i)t
Exemplo
Calcule o juro composto que será obtido na aplicação de R$25000,00 a 25% ao ano, durante 72 meses
C = 25000
i = 25%aa = 0,25
i = 72 meses = 6 anos
M = C (1 + i)t
M = 25000 (1 + 0,25)6
M = 25000 (1,25)6
M = 95367,50
M=C+J
J = 95367,50 - 25000 = 70367,50

Raciocínio lógico: diagramas lógicos. Conectivos e Tabelas verdade. Proposições e


Silogismos

PROPOSIÇÃO
Conjunto de palavras ou símbolos que expressam um pensamento ou uma ideia de sentido completo. Elas
transmitem pensamentos, isto é, afirmam fatos ou exprimem juízos que formamos a respeito de determinados
conceitos ou entes.
Valores lógicos
São os valores atribuídos as proposições, podendo ser uma verdade, se a proposição é verdadeira (V), e
uma falsidade, se a proposição é falsa (F). Designamos as letras V e F para abreviarmos os valores lógicos
verdade e falsidade respectivamente.
Com isso temos alguns aximos da lógica:
– PRINCÍPIO DA NÃO CONTRADIÇÃO: uma proposição não pode ser verdadeira E falsa ao mesmo tempo.
– PRINCÍPIO DO TERCEIRO EXCLUÍDO: toda proposição OU é verdadeira OU é falsa, verificamos sempre
um desses casos, NUNCA existindo um terceiro caso.

“Toda proposição tem um, e somente um,


dos valores, que são: V ou F.”

138
Classificação de uma proposição
Elas podem ser:
• Sentença aberta: quando não se pode atribuir um valor lógico verdadeiro ou falso para ela (ou valorar a
proposição!), portanto, não é considerada frase lógica. São consideradas sentenças abertas:
- Frases interrogativas: Quando será prova? - Estudou ontem? – Fez Sol ontem?
- Frases exclamativas: Gol! – Que maravilhoso!
- Frase imperativas: Estude e leia com atenção. – Desligue a televisão.
- Frases sem sentido lógico (expressões vagas, paradoxais, ambíguas, ...): “esta frase é falsa” (expressão
paradoxal) – O cachorro do meu vizinho morreu (expressão ambígua) – 2 + 5+ 1
• Sentença fechada: quando a proposição admitir um ÚNICO valor lógico, seja ele verdadeiro ou falso, nes-
se caso, será considerada uma frase, proposição ou sentença lógica.
Proposições simples e compostas
• Proposições simples (ou atômicas): aquela que NÃO contém nenhuma outra proposição como parte
integrante de si mesma. As proposições simples são designadas pelas letras latinas minúsculas p,q,r, s..., cha-
madas letras proposicionais.
Exemplos
r: Thiago é careca.
s: Pedro é professor.
• Proposições compostas (ou moleculares ou estruturas lógicas): aquela formada pela combinação de
duas ou mais proposições simples. As proposições compostas são designadas pelas letras latinas maiúsculas
P,Q,R, R..., também chamadas letras proposicionais.
Exemplo
P: Thiago é careca e Pedro é professor.
ATENÇÃO: TODAS as proposições compostas são formadas por duas proposições simples.
Exemplos:
1. (CESPE/UNB) Na lista de frases apresentadas a seguir:
– “A frase dentro destas aspas é uma mentira.”
– A expressão x + y é positiva.
– O valor de √4 + 3 = 7.
– Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira.
– O que é isto?
Há exatamente:
(A) uma proposição;
(B) duas proposições;
(C) três proposições;
(D) quatro proposições;
(E) todas são proposições.
Resolução:
Analisemos cada alternativa:
(A) “A frase dentro destas aspas é uma mentira”, não podemos atribuir valores lógicos a ela, logo não é uma
sentença lógica.

139
(B) A expressão x + y é positiva, não temos como atribuir valores lógicos, logo não é sentença lógica.
(C) O valor de √4 + 3 = 7; é uma sentença lógica pois podemos atribuir valores lógicos, independente do
resultado que tenhamos
(D) Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira, também podemos atribuir valores lógicos (não estamos
considerando a quantidade certa de gols, apenas se podemos atribuir um valor de V ou F a sentença).
(E) O que é isto? - como vemos não podemos atribuir valores lógicos por se tratar de uma frase interrogativa.
Resposta: B.
CONECTIVOS (CONECTORES LÓGICOS)
Para compôr novas proposições, definidas como composta, a partir de outras proposições simples, usam-se
os conectivos. São eles:

Operação Conectivo Estrutura Lógica Tabela verdade

Negação ~ Não p

Conjunção ^ peq

Disjunção In- v p ou q
clusiva

Disjunção Ex- v Ou p ou q
clusiva

Condicional → Se p então q

140
p se e somente
Bicondicional ↔
se q

Exemplo:
2. (PC/SP - Delegado de Polícia - VUNESP) Os conectivos ou operadores lógicos são palavras (da lingua-
gem comum) ou símbolos (da linguagem formal) utilizados para conectar proposições de acordo com regras
formais preestabelecidas. Assinale a alternativa que apresenta exemplos de conjunção, negação e implicação,
respectivamente.
(A) ¬ p, p v q, p ∧ q
(B) p ∧ q, ¬ p, p -> q
(C) p -> q, p v q, ¬ p
(D) p v p, p -> q, ¬ q
(E) p v q, ¬ q, p v q
Resolução:
A conjunção é um tipo de proposição composta e apresenta o conectivo “e”, e é representada pelo símbolo ∧.
A negação é representada pelo símbolo ~ou cantoneira (¬) e pode negar uma proposição simples (por exemplo:
¬ p ) ou composta. Já a implicação é uma proposição composta do tipo condicional (Se, então) é representada
pelo símbolo (→).
Resposta: B.
TABELA VERDADE
Quando trabalhamos com as proposições compostas, determinamos o seu valor lógico partindo das propo-
sições simples que a compõe. O valor lógico de qualquer proposição composta depende UNICAMENTE dos
valores lógicos das proposições simples componentes, ficando por eles UNIVOCAMENTE determinados.
• Número de linhas de uma Tabela Verdade: depende do número de proposições simples que a integram,
sendo dado pelo seguinte teorema:
“A tabela verdade de uma proposição composta com n* proposições simples componentes contém
2 linhas.”
n

Exemplo:
3. (CESPE/UNB) Se “A”, “B”, “C” e “D” forem proposições simples e distintas, então o número de linhas da
tabela-verdade da proposição (A → B) ↔ (C → D) será igual a:
(A) 2;
(B) 4;
(C) 8;
(D) 16;
(E) 32.
Resolução:
Veja que podemos aplicar a mesma linha do raciocínio acima, então teremos:
Número de linhas = 2n = 24 = 16 linhas.

141
Resposta D.
SILOGISMO
Silogismo é uma palavra cujo significado é o de cálculo. Etimologicamente, silogismo significa “reunir com
o pensamento” e foi empregado pela primeira vez por Platão (429-348 a. C.). Aqui o sentido adotado é o de
um raciocínio no qual, a partir de proposições iniciais, conclui-se uma proposição final. Aristóteles (384-346 a.
C.) utilizou tal palavra para designar um argumento composto por duas premissas e uma conclusão. Exemplo:
Jogamos futebol no sábado ou no domingo. Não jogamos futebol no sábado.
╞ Jogamos futebol no domingo.
Observação: o símbolo “╞” é chamado de traço de asserção; É usado entre as premissas e a conclusão.
Esse silogismo também pode ser representado como:
Jogamos futebol no sábado ou no domingo.
Não jogamos futebol no sábado.
Logo, jogamos futebol no domingo.
Chamado de P a proposição: “Jogamos futebol no sábado”, escreve-se: P: Jogamos futebol no sábado.
Chamado de C a proposição: “Jogamos futebol no domingo”, escreve-se: C: Jogamos futebol no domingo.
Das proposições P e C resulta a proposição “Jogamos futebol no sábado ou no domingo”. Denotamos: P +
C: Jogamos futebol no sábado ou no domingo.
Com a negativa da proposição P, tem-se a premissa “Não jogamos futebol no sábado”. Escreve-se: ~P: Não
jogamos futebol no sábado. Reescrevendo o argumento, obteremos:
P + C, ~P ╞ C
ou
P+C
~P
Logo, C
Silogismo Categórico de Forma Típica
Chamaremos de silogismo categórico de forma típica ao argumento formado por duas premissas e uma
conclusão, de modo que todas as premissas envolvidas são categóricas de forma típica (A, E, I, O). Teremos
também três termos:
- Termo menor: sujeito da conclusão.
- Termo maior: predicado da conclusão.
- Termo médio: é o termo que aparece uma vez em cada premissa e não aparece na conclusão.
Exemplos:
Todos os artistas são vaidosos
Alguns artistas são pobres
Logo, todos os pobres são vaidosos.
Todos os gregos são humanos
Todos os atenienses são gregos
Logo, todos os atenienses são humanos.
Todos os coelhos são velozes
Alguns cavalos não são velozes
Logo, alguns cavalos não são coelhos.

142
Alguns políticos são honestos
Nenhum estudante é político
Logo, nenhum estudante é honesto.
Regras do Silogismo
Para que um silogismo seja válido, sua estrutura deve respeitar regras. Tais regras, em número de oito, per-
mitem verificar a correção ou incorreção do silogismo. As quatro primeiras regras são relativas aos termos e as
quatro últimas são relativas às premissas. São elas:
- Todo silogismo contém somente 3 termos: maior, médio e menor;
- Os termos da conclusão não podem ter extensão maior que os termos das premissas;
- O termo médio não pode entrar na conclusão;
- O termo médio deve ser universal ao menos uma vez;
- De duas premissas negativas, nada se conclui;
- De duas premissas afirmativas não pode haver conclusão negativa;
- A conclusão segue sempre a premissa mais fraca;
- De duas premissas particulares, nada se conclui.
Estas regras reduzem-se às três regras que Aristóteles definiu. O que se entende por “parte mais fraca” são
as seguintes situações: entre uma premissa universal e uma particular, a “parte mais fraca” é a particular; entre
uma premissa afirmativa e outra negativa, a “parte mais fraca” é a negativa. Atenção: Para determinar se um
argumento é uma falácia ou silogismo, deve-se analisar o resultado, ou argumento final: quando se chega a
um argumento falso, tem-se uma falácia; quando se chega a um argumento verdadeiro, tem-se um silogismo.
Silogismos Derivados
Silogismos derivados são estruturas argumentativas que não seguem a forma rigorosa do silogismo típico,
mas que mesmo assim são formas válidas.

Entimema: trata-se de um argumento em que uma ou mais proposições estão subentendidas. Por exemplo:
todo metal é corpo, logo o chumbo é corpo. Neste caso, fica subentendida a premissa “todo chumbo é metal”.
Passando para a forma silogística:
Todo metal é corpo.
Todo chumbo é metal.
___________________
Todo chumbo é corpo.
Mais um exemplo: Todo quadrúpede tem 4 patas. Logo, um cavalo é um quadrúpede. No dia a dia, usamos
muitas formas como essa, pois as premissas faltantes são óbvias ou implícitas e repeti-las pode cansar os ou-
vintes. Contudo, é comum haver confusão justamente por causa de premissas faltantes.
Epiquerema: o epiquerema é um argumento onde uma ou ambas as premissas apresentam a prova ou ra-
zão de ser do sujeito. Geralmente é acompanhada do termo porque ou algum equivalente. Por exemplo:
O demente é irresponsável, porque não é livre.
Ora, Pedro é demente, porque o exame médico revelou ser portador de paralisia geral progressiva.
Logo, Pedro é irresponsável.
No epiquerema sempre existe, pelo menos, uma proposição composta, sendo que uma das proposições
simples é razão ou explicação da outra.
Polissilogismo: O polissilogismo é uma espécie de argumento que contempla vários silogismos, onde a
conclusão de um serve de premissa menor para o próximo. Por exemplo:

143
Quem age de acordo com sua vontade é livre.
Ora, o racional age de acordo com sua vontade.
Logo, o racional é livre.
Ora, quem é livre é responsável.
Logo, o racional é responsável.
Ora, quem é responsável é capaz de direitos.
Logo, o racional é capaz de direitos.
Silogismo Expositório: o silogismo expositório não é propriamente um silogismo, mas um esclarecimento
ou exposição da ligação entre dois termos, caracteriza-se por apresentar, como termo médio, um termo singu-
lar. Por exemplo:
Aristóteles é discípulo de Platão.
Ora, Aristóteles é filósofo.
Logo, algum filósofo é discípulo de Platão.
Silogismo Informe: o silogismo informe caracteriza-se pela possibilidade de sua estrutura expositiva poder
ser transformada na forma silogística típica. Por exemplo: “a defesa pretende provar que o réu não é respon-
sável do crime por ele cometido. Esta alegação é gratuita. Acabamos de provar, por testemunhos irrecusáveis,
que, ao perpetrar o crime, o réu tinha o uso perfeito da razão e nem podia fugir às graves responsabilidades
deste ato”. Este argumento pode ser formalizado assim:
Todo aquele que perpetra um crime quando no uso da razão é responsável por seus atos.
Ora, o réu perpetrou um crime no uso da razão.
Logo, o réu é responsável por seus atos.
Sorites: é semelhante ao polissilogismo, mas neste caso ocorre que o predicado da primeira proposição
se torna sujeito na proposição seguinte, seguindo assim até que na conclusão se unem o sujeito da primeira
proposição com o predicado da última. Por exemplo:
A Grécia é governada por Atenas.
Atenas é governada por mim.
Eu sou governado por minha mulher.
Minha mulher é governada por meu filho, criança de 10 anos.
Logo, a Grécia é governada por esta criança de 10 anos.

Silogismo Hipotético: um silogismo hipotético contém proposições hipotéticas ou compostas, isto é, apre-
sentam duas ou mais proposições simples unidas entre si por uma cópula não verbal, isto é, por partículas. As
proposições compostas podem ser divididas em:
Claramente Compostas: são aquelas proposições em que a composição entre duas ou mais proposições
simples são indicadas pelas partículas: e, ou, se ... então.
Copulativa ou Conjuntiva: “a lua se move e a terra não se move”. Nesse exemplo, duas proposições simples
são unidas pela partícula e ou qualquer elemento equivalente a essa conjunção. Dentro do cálculo proposi-
cional será considerada verdadeira a proposição que tiver as duas proposições simples verdadeiras e será
simbolizada como: p ∧ q.

Disjuntivas: “a sociedade tem um chefe ou tem desordem”. Caracteriza-se por duas proposições simples
unidas pela partícula “ou” ou equivalente. Dentro do cálculo proposicional, a proposição composta será consi-
derada verdadeira se uma ou as duas proposições simples forem verdadeiras e será simbolizada como: p ∨ q.

144
Condicional: “se vinte é número ímpar, então vinte não é divisível por dois”. Aqui, duas proposições simples
são unidas pela partícula se... então. Dentro do cálculo proposicional, essa proposição, será considerada ver-
dadeira se sua consequência for boa ou verdadeira, simbolicamente: p → q.
Ocultamente Compostas: são duas ou mais proposições simples que formam uma proposição composta
com as partículas de ligação: salvo, enquanto, só.

Exceptiva: “todos corpos, salvo o éter, são ponderáveis”. A proposição composta é formada por três propo-
sições simples, sendo que a partícula salvo oculta as suas composições. As três proposições simples compo-
nentes são: “todos os corpos são ponderáveis”, “o éter é um corpo” e “o éter não é ponderável”. Também são
exceptivos termos como fora, exceto, etc. Essa proposição composta será verdadeira se todas as proposições
simples forem verdadeiras.
Reduplicativa: “a arte, enquanto arte, é infalível”. Nessa proposição temos duas proposições simples ocul-
tas pela partícula enquanto. As duas proposições simples componentes da composta são: “a arte possui uma
indeterminação X” e “tudo aquilo que cai sobre essa indeterminação X é infalível”. O termo realmente também
é considerado reduplicativo. A proposição composta será considerada verdadeira se as duas proposições sim-
ples forem verdadeiras.

Exclusiva: “só a espécie humana é racional”. A partícula “só” oculta as duas proposições simples que com-
põem a composta, são elas: “a espécie humana é racional” e “nenhuma outra espécie é racional”. O termo
apenas também é considerado exclusivo. A proposição será considerada verdadeira se as duas proposições
simples forem verdadeiras.

O silogismo hipotético apresenta três variações, conforme o conetivo utilizado na premissa maior:

Condicional: a partícula de ligação das proposições simples é se... então.

Se a água tiver a temperatura de 100°C, a água ferve.


A temperatura da água é de 100°C.
Logo, a água ferve.
Esse silogismo apresenta duas figuras legítimas:

- Ponendo Ponens (do latim afirmando o afirmado): ao afirmar a condição (antecedente), prova-se o condi-
cionado (consequência).
Se a água tiver a temperatura de 100°C, a água ferve.
A temperatura da água é de 100°C.
Logo, a água ferve.

- Tollendo Tollens (do latim negando o negado): ao destruir o condicionado (consequência), destrói-se a
condição (antecedente).
Se a água tiver a temperatura de 100°C, a água ferve.
Ora, a água não ferve.
Logo, a água não atingiu a temperatura de 100°C.
Disjuntivo: a premissa maior, do silogismo hipotético, possui a partícula de ligação “ou”.
Ou a sociedade tem um chefe ou tem desordem.

145
Ora, a sociedade não tem chefe.
Logo, a sociedade tem desordem.
Esse silogismo também apresenta duas figuras legítimas:

- Ponendo Tollens: afirmando uma das proposições simples da premissa maior na premissa menor, nega-se
a conclusão.
Ou a sociedade tem um chefe ou tem desordem.
Ora, a sociedade tem um chefe.
Logo, a sociedade não tem desordem.
- Tollendo Ponens: negando uma das proposições simples da premissa maior na premissa menor, afirma a
conclusão.
Ou a sociedade tem um chefe ou tem desordem.
Ora, a sociedade não tem um chefe.
Logo, a sociedade tem desordem.
Conjuntivo: a partícula de ligação das proposições simples, na proposição composta, é “e”. Nesse silogis-
mo, a premissa maior deve ser composta por duas proposições simples que possuem o mesmo sujeito e não
podem ser verdadeiras ao mesmo tempo, ou seja, os predicados devem ser contraditórios. Possui somente
uma figura legítima, o Ponendo Tollens, afirmando uma das proposições simples da premissa maior na premis-
sa menor, nega-se a outra proposição na conclusão.
Ninguém pode ser, simultaneamente, mestre e discípulo.
Ora, Pedro é mestre.
Logo, Pedro não é discípulo.
Dilema: o dilema é um conjunto de proposições onde, a primeira, é uma disjunção tal que, afirmando qual-
quer uma das proposições simples na premissa menor, resulta sempre a mesma conclusão. Por exemplo:
Se dizes o que é justo, os homens te odiarão.
Se dizes o que é injusto, os deuses te odiarão.
Portanto, de qualquer modo, serás odiado.
DIAGRAMAS LÓGICOS
Os diagramas lógicos são usados na resolução de vários problemas. É uma ferramenta para resolvermos
problemas que envolvam argumentos dedutivos, as quais as premissas deste argumento podem ser formadas
por proposições categóricas.
ATENÇÃO: É bom ter um conhecimento sobre conjuntos para conseguir resolver questões que en-
volvam os diagramas lógicos.
Vejamos a tabela abaixo as proposições categóricas:

TIPO PREPOSIÇÃO DIAGRAMAS

TODO
A
AéB
Se um elemento pertence ao
conjunto A, então pertence tam-
bém a B.

146
NENHUM
E
AéB
Existe pelo menos um elemento
que pertence a A, então não per-
tence a B, e vice-versa.

Existe pelo menos um elemento


comum aos conjuntos A e B.
Podemos ainda representar das
ALGUM seguintes formas:
I
AéB

ALGUM
O A NÃO é B

Perceba-se que, nesta senten-


ça, a atenção está sobre o(s)
elemento (s) de A que não são
B (enquanto que, no “Algum A
é B”, a atenção estava sobre
os que eram B, ou seja, na
intercessão).
Temos também no segundo
caso, a diferença entre conjun-
tos, que forma o conjunto A - B
Exemplo:
(GDF–ANALISTA DE ATIVIDADES CULTURAIS ADMINISTRAÇÃO – IADES) Considere as proposições:
“todo cinema é uma casa de cultura”, “existem teatros que não são cinemas” e “algum teatro é casa de cultura”.
Logo, é correto afirmar que
(A) existem cinemas que não são teatros.
(B) existe teatro que não é casa de cultura.
(C) alguma casa de cultura que não é cinema é teatro.

147
(D) existe casa de cultura que não é cinema.
(E) todo teatro que não é casa de cultura não é cinema.
Resolução:
Vamos chamar de:
Cinema = C
Casa de Cultura = CC
Teatro = T
Analisando as proposições temos:
- Todo cinema é uma casa de cultura

- Existem teatros que não são cinemas

- Algum teatro é casa de cultura

Visto que na primeira chegamos à conclusão que C = CC


Segundo as afirmativas temos:
(A) existem cinemas que não são teatros- Observando o último diagrama vimos que não é uma verdade, pois
temos que existe pelo menos um dos cinemas é considerado teatro.

148
(B) existe teatro que não é casa de cultura. – Errado, pelo mesmo princípio acima.
(C) alguma casa de cultura que não é cinema é teatro. – Errado, a primeira proposição já nos afirma o con-
trário. O diagrama nos afirma isso

(D) existe casa de cultura que não é cinema. – Errado, a justificativa é observada no diagrama da alternativa
anterior.
(E) todo teatro que não é casa de cultura não é cinema. – Correta, que podemos observar no diagrama
abaixo, uma vez que todo cinema é casa de cultura. Se o teatro não é casa de cultura também não é cinema.

Resposta: E

Correlacionamento de dados e informações

A Associação Lógica trata de problemas aos quais prestam informações de diferentes tipos, relacionado a
pessoas, coisas, objetos entre outros e nosso objetivo ao resolver um problema desse é descobrir o correlacio-
namento entre os dados.
Os problemas serão sobre descobrir quem usou o quê, quando, com quem, aonde, entre outros.
Abaixo veremos um exemplo sobre resolução de problemas utilizando o correlacionamento entre os dados
que será de grande ajuda na resolução desse tipo de problema.
01. Célia e outros três parceiros fazem parte de um quarteto musical. Cada componente do grupo tem uma
função diferente. Com base nas dicas a seguir, tente descobrir o nome de cada componente do quarteto, sua
idade e função e o item que estava usando na última apresentação.

149
1) Décio usou óculos escuros na apresentação.

2) Célia é a vocalista.

3) O que usou gravata tem 25 anos.

4) O guitarrista» que não é Benício, tem 26 anos.

5) O tecladista usou gola de pele.

6) Roberto tem 28 anos e não toca bateria.

7) Benício e mais velho que Célia.

8) Um deles tem 23 anos.

9) Um deles usou botas altas.


1º passo – identificar os grupos.
Nome: Benício, Célia, Décio, Roberto;
Função: baterista, guitarrista, vocalista e tecladista;
Idade: 23,25,26 e 28;
Item: óculos, botas, golas e gravata.
2º passo – Montarmos a tabela principal e a tabela gabarito.

150
3º passo – vamos ao preenchimento da tabela principal e da tabela gabarito, com as informações mais ób-
vias, que não deixam margem a nenhuma dúvida, aquelas que constam no enunciado da questão.

Observe que como Benício é mais velho que Célia, logo ele não pode ter 23 anos (idade do mais novo).
Benício não é guitarrista; Guitarrista tem 26 anos; Benício não tem 26 anos (porque não é guitarrista e quem
tem 26 anos é o guitarrista).
4º passo - feitas as anotações das informações do problema, analise a tabela principal, procurando informa-
ções que levem a novas conclusões.
Vamos analisar linha a linha (ou coluna a coluna) para não tirar nenhuma conclusão errada.
Vejamos, linha da Célia:
Célia (vocalista) → não tem 28 anos; não usa óculos, logo a vocalista não tem 28 anos.

151
- Linha do Décio: (óculos) → não é vocalista e não tem 28 anos, logo quem usa óculos não tem 28 anos
(informação já marcada).
- Linha do Roberto: (28 anos) → não é baterista, não é vocalista e não usa óculos, logo quem tem 28 anos
não é baterista.

Observe que Na idade 28 anos sobrou apenas um espaço, sendo correspondente ao do Tecladista. Então o
Tecladista tem 28 anos e Roberto tem 28 anos logo, Roberto é o Tecladista.

152
Veja que agora temos que Décio é o Guitarrista, o que implica Benício ser o Baterista (a única função que
estava faltando)

153
Sabemos ainda pela tabela que o Guitarrista tem 26 anos, logo Décio tem 26 anos. Teremos ainda Célia com
23 anos e Benício com 25 anos.

Na dica 3, o que usou gravata tem 25 anos, e olhando na tabela gabarito acima, podemos concluir que Be-
nício usou gravata.
Na dica 5, o tecladista usou gola de pele, descobrimos que Roberto usou gola de pele.
Como já sabemos também que Décio usou óculos, podemos concluir que só ficou
“Botas” para Célia.

1º) Não se preocupe em terminar a tabela principal, uma vez que você tenha preenchido toda
tabela gabarito. Ganhe tempo e parta para a próxima questão.

2º) Nunca se esqueça de que essa técnica é composta por duas tabelas que devem ser
utilizadas em paralelo, ou seja, quando uma conclusão for tirada pelo uso de alguma delas,
as outras devem ser atualizadas. A prática de resolução de questões de variados níveis de
complexidade vai ajudá-lo a ficar mais seguro.

154
Sequências não numéricas

A lógica sequencial envolve a percepção e interpretação de objetos que induzem a uma sequência, buscan-
do reconhecer essa sequência e estabelecer sucessores a este objeto.
Muitas vezes essas questões vêm atreladas com aspectos aritméticos (sequências numéricas) ou geometria
(construção de certas figuras).
Não há como sistematizar este assunto, então iremos ver alguns exemplos para nos inspirar para que bus-
quemos resolver demais questões.
Exemplos:

1 – A sequência de números a seguir foi construída com um padrão lógico e é uma sequência ilimitada:
0, 1, 2, 3, 4, 5, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 40, …
A partir dessas informações, identifique o termo da posição 74 e o termo da posição 95. Qual a soma destes
dois termos?
Vamos analisar esta sequência dada:

1º) Vemos que a sequência vai de 6 em 6 termos e pula para a dezena seguinte
Os primeiros 6 termos vão de 0 a 5
Do 7º termo ao 12º termo: 10 a 15

13º termo ao 18º termo: 20 a 25

2º) Vemos que o padrão segue a tabuada do 6

6 x 1 = 6 (0 até 5)

6 x 2 = 12 (10 até 15)

6 x 3 = 18 (20 até 25)

3º) O número que está multiplicando o 6 menos uma unidade representa a dezena que estamos começando
a contar:

6 x 1 1 - 1 = 0 (0 até 5)
6 x 2 2 - 1 = 1 (10 até 15)
6 x 3 3 - 1 = 2 (20 até 25)

4º) Se dividirmos 74 por 6 e 95 por 6 descobriremos seus valores

74 : 6 = 12 (sobra 2)

155
95 : 6 = 15 (sobra 5)

5º) O termo 74 então está dois termos após 6 x 12

6 x 12 12 - 1 = 11 (110 até 115)


Então o termo 74 está no intervalo entre 120 até 125
O 74º termo é o número 121

6º) Da mesma forma, 95 está 5 após 6 x 15

6 x 15 15 - 1 = 14 (140 até 145)


O termo 95 está no intervalo entre 150 até 155
O 95º termo é o número 154

7º) Somando 121 + 154 = 275

2. Analise a sequência a seguir:


4; 7; 13; 25; 49
Admitindo-se que a regularidade dessa sequência permaneça a mesma para os números seguintes, é
correto afirmar que o sétimo termo será igual a?

1º) Do primeiro termo para o segundo, estamos somando 3.

2º) Do segundo termo para o terceiro, estamos somando 6.

3º) Do terceiro termo para o quarto, estamos somando 12.

4º) Do quarto termo para o quinto, estamos somando 24.

5º) Podemos estabelecer o padrão que estamos multiplicando a soma anterior por 2.

6º) Assim, do quinto termo para o sexto, estaríamos somando 48. E do sexto para o sétimo estaríamos
somando 96

7º) Dessa forma, basta somarmos 49 com 48 e 96: 49 + 48 + 96 = 193

3 – Observe a sequência:

156
O padrão de formação dessa sequência permanece para as figuras seguintes. Desse modo, a figura que
deve ocupar a 131ª posição na sequência é idêntica à qual figura?

1º) Vemos que o padrão retorna para a origem a cada 7 termos.

2º) Os termos 14, 21, 28, 35, …, irão ser os mesmos que o padrão da 7ª figura.

3º) Os termos 8, 15, 22, 29, 36, …, irão ser os mesmos que o padrão da 1ª figura.

4º) Vamos então dividir 131 por 7 para descobrir essa equivalência.

131 : 7 = 18 (sobra 5)

5º) Justamente essa sobra, 5, será a posição equivalente.


Assim, a figura da 131ª posição é idêntica a figura da 5ª posição.

Teoria dos Conjuntos

Um conteúdo matemático comum de ser associado com a temática da lógica é a Teoria de Conjuntos. Vere-
mos que podemos estabelecer diversas relações entre os temas, enriquecendo ainda mais nosso repertório de
abordagem para as questões. Mas primeiro devemos entender do que se trata um conjunto.
Um conjunto é uma coleção de objetos quaisquer. Podem ou não seguir alguma lógica para se formarem.
Podemos elencar um conjunto através de enumerar seus objetos (um conjunto formado por parafuso, prego
e uma chave de fenda), ou a partir de uma “lei” (conjunto de ferramentas que tenho em casa: chave de fenda,
furadeira, chave inglesa, entre outras). Além disso, cada um desses objetos pertencentes a um conjunto iremos
chamar de elemento. Assim, um conjunto é formado por uma coleção de elementos.
Iremos chamar os conjuntos através de letras maiúsculas (A, B, C, X, Y, Z, …), enquanto que seus elementos
por letras minúsculas (a, b, c, …).

Fonte: autor

157
Podemos listar que Pedra, Rubi, Esmeralda, Pérola e Diamante pertencem a esse conjunto A, enquanto
Pente, Jeans e Acerola não pertencem.
Simbolicamente, podemos definir o conjunto A enumerando seus elementos da seguinte forma:
A = {Pedra; Rubi; Esmeralda; Diamante; Pérola}.
Podemos ter também subconjuntos, ou seja, um conjunto dentro de outro. Se criássemos um conjunto onde
seus elementos são alimentos amarelos, poderíamos agrupar seus elementos e obter um subconjunto com
frutas amarelas.

Fonte: Autor
Neste caso, dizemos que o conjunto E é um subconjunto do conjunto D.
Dessa forma, dizemos que um conjunto X está contido em outro Y quando todos seus elementos de Y tam-
bém são elementos de X, mas o contrário não vale (no nosso exemplo, abacaxi e maracujá fazem parte de D,
mas milho e quindim não fazem parte de E).
Para tudo isso que vimos, há uma simbologia apropriada. Para indicar que um elemento está no conjunto
(que pertence ao conjunto) utilizamos o signo ∈, quando ele não está no conjunto (quando não pertence), utili-
zamos o mesmo sinal, mas cortado, ∉.
Pedra ∈ A (o elemento Pedra pertence ao conjunto A)
Jeans ∉ A (o elemento Jeans não pertence ao conjunto A)
Quindim ∉ D
Quindim ∉ E
E além de elementos, podemos fazer o mesmo para conjuntos, através dos símbolos ⊂ (contido), ⊄ (não
contido), ⊃ (contém) e ⊅ (não contém).
D ⊃ E (o conjunto D contém o subconjunto E)
E ⊂ D (o conjunto E está contido em D)
A ⊅ D (o conjunto A não contém o conjunto D)
D ⊄ E (o conjunto D não está contido no conjunto E)
Repare que os símbolos são muito próximos, sempre voltados ao “conjunto principal” que se referem. Mais
uma vez, tanto os símbolos de pertencimento quanto os de contenção fazem alusão a linguagem oral.
Além destes símbolos, temos também outros que, tais quais os conectivos lógicos, se assemelham a certas
estruturas, são eles: união, intersecção e diferença.
União (∪)
É a “soma” entre dois ou mais conjuntos, unindo-os.

158
G = conjunto dos números pares
F= conjunto dos números menores que 10
G ∪ F = {1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9; 10; 12; 14; 16; 18; …}

Fonte: Autor
Representação da união entre conjuntos
Intersecção (∩)
São os elementos comuns entre os conjuntos (há nos dois ao mesmo tempo)
G = conjunto dos números pares
F= conjunto dos números menores que 10
G ∩ F = {2; 4; 6; 8}

Fonte: autor
Representação da intersecção entre conjuntos
Diferença ( — )
São os elementos que um conjunto não tem em comum com outro. Nos nossos exemplos, G — F seria pen-
sar o que há em G que não há em F?, assim como F — G seria o que há em F que não há em G?
G = conjunto dos números pares
F= conjunto dos números menores que 10
G — F = {10; 12; 14; 16; 18; …}
F — G = {1; 3; 5; 7; 9}
Ou seja, em G — F, tirei os elementos de F de G (tirei os números menores que 10 do conjunto de todos os
números pares, tirando assim os números 2; 4; 6 e 8.

159
Fonte: autor
À esquerda temos a representação de G-F, enquanto que à direita temos F-G.
Um tipo específico de conjuntos são os conjuntos numéricos, conjuntos os quais seus elementos são nú-
meros (conjunto dos números pares, conjunto dos números inteiros).
Os principais conjuntos numéricos são:
Conjunto dos números naturais - números positivos
ℕ = {0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; …)
Conjunto dos números inteiros - números positivos e negativos
ℤ = {...; -3; -2; -1; 0; 1; 2; 3; …}
Conjunto dos números racionais - números que podem ser escritos como uma fração (razão), ou seja,
números com vírgulas, dízimas periódicas, números inteiros.
ℚ = {...; -½; …; -0,25; …; 0; 3; 0,222222222222…; …}
Conjunto dos números irracionais - números que não podem ser escritos como uma fração, ou seja, números
que resultam em dízimas não periódicas.
𝕀 = {...; √ 2; π; 7,135794613…; …}
Conjunto dos números reais - união entre o conjunto dos números racionais e dos números irracionais.
ℝ=𝕀∪ℚ
Interessante notar que estamos aumentando o escopo dos conjuntos numéricos, podendo assim fazer a
seguinte representação por diagrama destes conjuntos todos:

Fonte: Autor
Vimos então o quão prático é a representação de conjuntos através de diagramas, fazendo ficar muito mais
intuitivo as operações e estabelecer relações entre os elementos e os subconjuntos devido ao apelo visual.
Por fim, iremos ver uma equação que nos será muito útil para contar elementos de um conjunto quando
ocorre uma união:
A∪B=A+B-A∩B
Lemos esta expressão como o número de elementos da união entre A e B (A ∪ B) é igual a soma do número
de elemento de A com o número de elementos de B - a intersecção entre A e B (A ∩ B).
Pode parecer complicada esta equação, mas pense assim. Quando somo os elementos de A com os de B,

160
pode ser que existam elementos repetidos entre estes conjuntos, estes elementos repetidos são justamente a
intersecção. Quando a tiramos, tiramos esta repetição e obtemos então o número exato de elementos da união
entre A e B.

Exercícios

1. (SAP/SP – Oficial Administrativo – MS CONCURSOS/2018) Um menino ganhou sua mesada de R$120,00,


guardou 1/6 na poupança, do restante usou 2/5 para comprar figurinhas e gastou o que sobrou numa excursão
da escola. Quanto gastou nessa excursão?
(A) 32
(B) 40
(C) 52
(D) 60
(E) 68

2. (CÂMARA DE SUMARÉ – ESCRITURÁRIO – VUNESP/2017 ) Um carregamento de areia foi totalmente


embalado em 240 sacos, com 40 kg em cada saco. Se fossem colocados apenas 30 kg em cada saco, o núme-
ro de sacos necessários para embalar todo o carregamento seria igual a
(A) 420.
(B) 375.
(C) 370.
(D) 345.
(E) 320.

3. (EMBASA – AGENTE ADMINISTRATIVO – IBFC/2017) Considerando A o MDC (maior divisor comum)


entre os números 24 e 60 e B o MMC (menor múltiplo comum) entre os números 12 e 20, então o valor de 2A
+ 3B é igual a:
(A) 72
(B) 156
(C) 144
(D) 204

4. A fração é equivalente a:

(A)

(B)

(C)

161
(D)

5. (ESCOLA DE APRENDIZES - MARINHEIROS/2012) Os valores numéricos do quociente e do resto da


divisão de p(x) = 5x4 – 3x2 + 6x – 1 por d(x) = x2 + x + 1, para x = -1 são, respectivamente,
(A) -7 e -12
(B) -7 e 14
(C) 7 e -14
(D) 7 e -12
(E) -7 e 12

6. (CRBIO – AUXILIAR ADMINISTRATIVO – VUNESP/2017) Uma empresa tem 120 funcionários no


total: 70 possuem curso superior e 50 não possuem curso superior. Sabe-se que a média salarial de toda a
empresa é de R$ 5.000,00, e que a média salarial somente dos funcionários que possuem curso superior é
de R$ 6.000,00. Desse modo, é correto afirmar que a média salarial dos funcionários dessa empresa que não
possuem curso superior é de
(A) R$ 4.000,00.
(B) R$ 3.900,00.
(C) R$ 3.800,00.
(D) R$ 3.700,00.
(E) R$ 3.600,00.

7. (TJ/RS - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FAURGS/2017) No sistema de coordenadas cartesianas da figura


abaixo, encontram-se representados o gráfico da função de segundo grau f, definida por f(x), e o gráfico da
função de primeiro grau g, definida por g(x).

162
Os valores de x, soluções da equação f(x)=g(x), são
(A)-0,5 e 2,5.
(B) -0,5 e 3.
(C) -1 e 2.
(D) -1 e 2,5.
(E) -1 e 3.

8. (POLICIA CIENTIFICA/PR – AUXILIAR DE NECROPSIA – IBFC/2017) Considere a seguinte progres-


são aritmética: (23, 29, 35, 41, 47, 53, ...)
Desse modo, o 83.º termo dessa sequência é:
(A) 137
(B) 455
(C) 500
(D) 515
(E) 680

9. (IBGE – AGENTE CENSITÁRIO ADMINISTRATIVO- FGV/2017) Lucas foi de carro para o trabalho em
um horário de trânsito intenso e gastou 1h20min. Em um dia sem trânsito intenso, Lucas foi de carro para o
trabalho a uma velocidade média 20km/h maior do que no dia de trânsito intenso e gastou 48min.
A distância, em km, da casa de Lucas até o trabalho é:
(A) 36;
(B) 40;
(C) 48;
(D) 50;
(E) 60.

10. (FCC - 2012 - SEE-MG - Professor de Educação Básica) No ciclo trigonometrico abaixo estao localiza-
dos os angulos α e β.

Nessas condições, está correto afirmar que


Alternativas
(A) sen α > cos α
(B) sen α > cos β
(C) sen β > cos β

163
(D) sen β > cos α

11. (FEPESE - 2010 - UDESC - Técnico de Informática) O determinante da matriz

é igual a:
Alternativas
(A) -48
(B) -24
(C) 0
(D) 24
(E) 48

12. (IF/ES – Administrador – IFES/2017) Seis livros diferentes estão distribuídos em uma estante de vidro,
conforme a figura abaixo:

Considerando-se essa mesma forma de distribuição, de quantas maneiras distintas esses livros podem ser
organizados na estante?
(A) 30 maneiras
(B) 60 maneiras
(C) 120 maneiras
(D) 360 maneiras
(E) 720 maneiras

13. (UPE – TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO – UPENET/2017) Uma pesquisa feita com 200 frequenta-
dores de um parque, em que 50 não praticavam corrida nem caminhada, 30 faziam caminhada e corrida, e 80
exercitavam corrida, qual a probabilidade de encontrar no parque um entrevistado que pratique apenas cami-
nhada?
(A) 7/20
(B) 1/2
(C)1/4
(D) 3/20
(E) 1/5

164
14. (VUNESP - 2019 - Prefeitura de Cerquilho - SP) No conjunto dos números complexos, o resultado de

é
Alternativas
(A) 1 + i
(B) 1 – i
(C) –1 + i
(D) 2i
(E) 2

15. (UFES – ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO – UFES/2017) No regime de juros simples, os juros em


cada período de tempo são calculados sobre o capital inicial. Um capital inicial C0 foi aplicado a juros simples
de 3% ao mês. Se Cn é o montante quando decorridos n meses, o menor valor inteiro para n, tal que Cn seja
maior que o dobro de C0, é
(A) 30
(B) 32
(C) 34
(D) 36
(E) 38

16. (DEPEN – Agente Penitenciário Federal – CESPE)

Ministério da Justiça — Departamento Penitenciário Nacional— Sistema Integrado de Informações Peni-


tenciárias – InfoPen, Relatório Estatístico Sintético do Sistema Prisional Brasileiro, dez./2013 Internet:<www.
[Link]> (com adaptações)
A tabela mostrada apresenta a quantidade de detentos no sistema penitenciário brasileiro por região em
2013. Nesse ano, o déficit relativo de vagas — que se define pela razão entre o déficit de vagas no sistema
penitenciário e a quantidade de detentos no sistema penitenciário — registrado em todo o Brasil foi superior a
38,7%, e, na média nacional, havia 277,5 detentos por 100 mil habitantes.
Com base nessas informações e na tabela apresentada, julgue o item a seguir.
Em 2013, mais de 55% da população carcerária no Brasil se encontrava na região Sudeste.

165
( ) CERTO
( ) ERRADO

17. (OBJETIVA - 2023) O gráfico abaixo ilustra a quantidade de barras de chocolate produzidas por quatro
fábricas no primeiro semestre de 2023:

Qual das fábricas teve a menor produção?


(A) A
(B) B
(C) C
(D) D

18. (IPRESB/SP - ANALISTA DE PROCESSOS PREVIDENCIÁRIOS- VUNESP/2017) Um terreno re-


tangular ABCD, com 40 m de largura por 60 m de comprimento, foi dividido em três lotes, conforme mostra a
figura.

Sabendo-se que EF = 36 m e que a área do lote 1 é 864 m², o perímetro do lote 2 é


(A) 100 m.
(B) 108 m.
(C) 112 m.
(D) 116 m.
(E) 120 m.

166
19. (TJ/RS - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FAURGS/2017) Considere um triângulo retângulo de catetos me-
dindo 3m e 5m. Um segundo triângulo retângulo, semelhante ao primeiro, cuja área é o dobro da área do pri-
meiro, terá como medidas dos catetos, em metros:
(A) 3 e 10.
(B) 3√2 e 5√2 .
(C) 3√2 e 10√2 .
(D)5 e 6.
(E) 6 e 10.

20. (CÂMARA DE SUMARÉ – ESCRITURÁRIO -VUNESP/2017) A figura mostra cubinhos de madeira,


todos de mesmo volume, posicionados em uma caixa com a forma de paralelepípedo reto retângulo.

Se cada cubinho tem aresta igual a 5 cm, então o volume interno dessa caixa é, em cm³ , igual a
(A) 3000.
(B) 4500.
(C) 6000.
(D) 7500.
(E) 9000.

21. (CESGRANRIO - CAPES - Analista de Sistemas) Parte superior do formulário


O silogismo é uma forma de raciocínio dedutivo. Na sua forma padronizada, é constituído por três pro-
posições: as duas primeiras denominam-se premissas e a terceira, conclusão. As premissas são juízos que
precedem a conclusão. Em um silogismo, a conclusão é consequência necessária das premissas. Assinale a
alternativa que corresponde a um silogismo.
(A)
Premissa 1: Marcelo é matemático.
Premissa 2: Alguns matemáticos gostam de física.
Conclusão: Marcelo gosta de física.
(B)
Premissa 1: Marcelo é matemático.
Premissa 2: Alguns matemáticos gostam de física.
Conclusão: Marcelo não gosta de física.
(C)
Premissa 1: Mário gosta de física.
Premissa 2: Alguns matemáticos gostam de física.
Conclusão: Mário é matemático.

167
(D)
Premissa 1: Mário gosta de física.
Premissa 2: Todos os matemáticos gostam de física.
Conclusão: Mário é matemático.
(E)
Premissa 1: Mário gosta de física.
Premissa 2: Nenhum matemático gosta de física.
Conclusão: Mário não é matemático.

22. Na lógica proposicional, as proposições compostas são constituídas de conectivos e proposições sim-
ples. Na sentença “Doze é número par, mas é múltiplo de três”, temos uma sentença composta com o conectivo
da ______________ e respectivo valor lógico ______________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Alternativas
(A) negação – falsa
(B) disjunção – verdadeira
(C) disjunção – falsa
(D) conjunção – verdadeira
(E) conjunção – falsa

23. O diagrama abaixo representa no universo dos adolescentes os indivíduos que possuem carteira nacio-
nal de habilitação, ensino médio completo e passaporte.

A alternativa que representa os indivíduos correspondentes às regiões sombreadas é:


Alternativas
(A) Os adolescentes que possuem carteira nacional de habilitação, ensino médio completo e passaporte.
(B) Os adolescentes que possuem carteira nacional de habilitação, ensino médio completo ou passaporte.
(C) Os adolescentes que possuem carteira nacional de habilitação e ensino médio completo, mas não pos-
suem passaporte.
(D) Os adolescentes que possuem somente carteira nacional de habilitação ou somente ensino médio com-
pleto ou somente passaporte.
(E) Os adolescentes que possuem somente carteira nacional de habilitação ou somente ensino médio com-
pleto, mas não possuem passaporte.

168
24. (TRT-9ª REGIÃO/PR – Técnico Judiciário – FCC) Luiz, Arnaldo, Mariana e Paulo viajaram em janeiro,
todos para diferentes cidades, que foram Fortaleza, Goiânia, Curitiba e Salvador. Com relação às cidades para
onde eles viajaram, sabe-se que:
− Luiz e Arnaldo não viajaram para Salvador;
− Mariana viajou para Curitiba;
− Paulo não viajou para Goiânia;
− Luiz não viajou para Fortaleza.
É correto concluir que, em janeiro,
(A) Paulo viajou para Fortaleza.
(B) Luiz viajou para Goiânia.
(C) Arnaldo viajou para Goiânia.
(D) Mariana viajou para Salvador.
(E) Luiz viajou para Curitiba.

25. Observe esta sequência de figuras formadas por triângulos brancos e pretos:

Seguindo-se esse mesmo padrão, a 4ª figura terá:


(A) 12 triângulos pretos
(B) 12 triângulos brancos
(C) 18 triângulos pretos
(D) 18 triângulos brancos
(E) 27 triângulos pretos

26. (TRT – AM 2017) Uma construtora convoca interessados em vagas de pedreiros e de carpinteiros. No
dia de apresentação, das 191 pessoas que se interessaram, 113 disseram serem aptas para a função pedreiro
e 144 disseram serem aptas para a função carpinteiro. A construtora contratou apenas as pessoas que se de-
clararam aptas em apenas uma dessas funções.
Agindo dessa maneira, o número de carpinteiros que a construtora contratou a mais do que o número de
pedreiros foi igual a:
(A) 65
(B) 47
(C) 31
(D) 19
(E) 12

169
27. (TJ – SP 2018) Em um grupo de 100 esportistas que praticam apenas os esportes A, B ou C, sabe-se
que apenas 12 deles praticam os três esportes. Em se tratando dos esportistas que praticam somente dois
desses esportes, sabe-se que o número dos que praticam os esportes A e B é 2 unidades menor que o número
dos que praticam os esportes A e C, e o número dos esportistas que praticam B e C excede em 2 unidades o
número de esportistas que praticam os esportes A e C. Sabe-se, ainda, que exatamente 26, 14 e 12 esportistas
praticam, respectivamente, apenas os esportes A, B e C.
Dessa forma, o número total de esportistas que praticam o esporte A é:
(A) 54
(B) 60
(C) 58
(D) 56
(E) 62

28. (COMUR DE NOVO HAMBURGO/RS - AGENTE DE ATENDIMENTO E VENDAS - FUNDATEC/2021)


Qual o resultado da equação de primeiro grau 2x - 7 = 28 - 5x?
(A) 3.
(B) 5.
(C) 7.
(D) -4,6.
(E) Não é possível resolver essa equação.

29. (PREFEITURA DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON/PR - ARQUITETO - INSTITUTO UNIFIL/2021)


Considerando a equação do segundo grau {2x2 – 9x + 7 = 0}, assinale a alternativa que representa o resultado
do produto das raízes desta equação.
(A) 5,0
(B) 4,6
(C) 4,4
(D) 3,5
30. Uma concessionária de automóveis decidiu mudar a política de pagamentos de seus vendedores. Estes
recebiam um salário fixo por mês, e agora a empresa propõe duas formas de pagamentos. A opção 1 oferece
um pagamento fixo de R$ 1 000,00 mais uma comissão de R$ 185,00 por carro vendido. A opção 2 oferece um
salário de R$ 2 045,00 mais uma comissão de R$ 90,00 por carro vendido. A partir de quantos carros vendidos
a opção 1 passa a ser mais lucrativa que a opção 2?
(A) 25
(B) 7
(C) 9
(D) 13
(E) 11

170
Gabarito

1 D
2 E
3 E
4 A
5 D
6 E
7 E
8 D
9 B
10 B
11 A
12 E
13 A
14 A
15 C
16 CERTO
17 A
18 D
19 B
20 E
21 E
22 D
23 D
24 B
25 E
26 C
27 B
28 B
29 D
30 E

171

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