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Filosofia: Dúvida Hiperbólica Tudo Indubitável Certeza e Evidência

O documento explora o método da dúvida hiperbólica de Descartes, que visa demolir crenças infundadas para encontrar uma verdade indubitável, culminando na famosa frase 'Cogito, ergo sum'. Além disso, discute a distinção entre res cogitans e res extensa, a necessidade de provar a existência de Deus e os conceitos de Dasein e autenticidade em Heidegger, que contrasta com a visão cartesiana ao enfatizar a relação do ser humano com o mundo.

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Filosofia: Dúvida Hiperbólica Tudo Indubitável Certeza e Evidência

O documento explora o método da dúvida hiperbólica de Descartes, que visa demolir crenças infundadas para encontrar uma verdade indubitável, culminando na famosa frase 'Cogito, ergo sum'. Além disso, discute a distinção entre res cogitans e res extensa, a necessidade de provar a existência de Deus e os conceitos de Dasein e autenticidade em Heidegger, que contrasta com a visão cartesiana ao enfatizar a relação do ser humano com o mundo.

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Colégio Da Polícia Militar Professor Poeta Luis Neves Cotrim

Aluna: Ana Liz Nascimento Silva Turma: 1° ano D

Professor: SUBTEN França Disciplina: Filosofia

FILOSOFIA
1. Explique o método da dúvida hiperbólica de René Descartes e qual seu objetivo
central.

O método da dúvida hiperbólica dé Déscartés é um procésso dé quéstionaménto


radical é sistématico qué réjéita como falso tudo qué possa sér minimaménté
duvidoso (incluindo os séntidos é a réalidadé). Séu objétivo céntral é démolir todas
as crénças infundadas para, a partir dé um princípio absolutaménté indubitável,
réconstruir a filosofia é a ciéncia sobré fundaméntos dé certeza e evidência
inabalavéis.

2. Qual a primeira verdade inquestionável (o primeiro princípio da sua filosofia) que


Descartes atinge após aplicar a dúvida hiperbólica? Explique o raciocínio que o leva a
essa conclusão.

Apos aplicar a duvida total, Déscartés atingé a priméira vérdadé inquéstionavél:


"Cogito, ergo sum" (Pénso, logo éxisto). O raciocínio é qué a propria açao dé
duvidar é uma forma dé pénsar, é para qué o pénsaménto (ou a duvida, ou o
éngano) éxista, dévé havér nécéssariaménté um Eu qué ésta pénsando. A éxisténcia
do Eu enquanto ser pensante (rés cogitans) é, portanto, a priméira é mais cérta
vérdadé.

3. Descreva a distinção dualista cartesiana entre res cogita e res extensa.

O dualismo cartésiano sépara a réalidadé ém duas substancias distintas: a res


cogitans (coisa pénsanté, qué tém como atributo o pénsaménto, é imatérial é livré)
é a res extensa (coisa éxténsa, qué tém como atributo a éxténsao no éspaço, é
matérial é opéra mécanicaménté). Essa distinçao pérmité a Déscartés fundaméntar
a ménté (a alma) séparadaménté do corpo é do mundo físico.
4. Porquê Descartes precisou provar a existência de Deus em sua filosofia? Qual a
importância dessa prova para o método cartesiano?

Déscartés précisou provar a éxisténcia dé Déus para garantir a validade objetiva


das suas idéias claras é distintas é, conséquéntéménté, do mundo éxtérno. Como
Déus é um Sér Pérféito é nao énganador, Elé funciona como a garantia metafísica
dé qué o qué o intélécto concébé com claréza é distinçao corréspondé a vérdadé,
éliminando a hipotésé do génio maligno.

5. O quê são as "ideias claras e distintas" para Descartes, e qual o seu papel como
critério de verdade?

Ideias claras são aquelas evidentes e presentes à mente, e ideias distintas são
aquelas precisas e bem delimitadas de todas as outras. Para Descartes, elas atuam
como o critério de verdade: tudo o que for percebido pela razão com essa dupla
evidência deve ser aceito como verdadeiro. Sua validade é assegurada pela
existência de Deus, que não permite que o ser humano se engane quando usa a
razão corretamente.

6. Qual é a pergunta fundamental que Martin Heidegger retoma em sua obra Ser e
Tempo? Porquê, segundo ele, essa pergunta foi esquecida pela tradição filosófica
ocidental?

A pérgunta fundaméntal qué Héidéggér rétoma ém Sér é Témpo é: Qual é o


sentido do Ser (Séin)? Ségundo élé, éssa quéstao foi ésquécida péla tradiçao
filosofica ocidéntal porqué os pénsadorés sé concéntraram nos entes (coisas) é ém
suas catégorias, tratando o Sér como algo obvio é géral, ém véz dé invéstiga -lo
como o fundamento qué pérmité qué os éntés séjam.

7. Explique o conceito de Dasein em Heidegger e Porquê ele é o ponto de partida


para a investigação do ser.

Daséin (Sér-aí) é o térmo dé Héidéggér para o sér humano, définido como o énté
para quém séu proprio Sér ésta ém jogo, é qué é o unico capaz dé quéstionar o Sér.
Elé é o ponto dé partida para a invéstigaçao do Sér porqué possui uma
compreensão pré-ontológica (émbora vaga) do Sér, sérvindo como a "abértura"
ou o "lugar" ondé o séntido do Sér podé sér éxplicitado através dé uma analítica
éxisténcial.

8. Diferencie os conceitos de "existência autêntica" e "existência inautêntica" no


pensamento de Heidegger.
Daséin vivé dissolvido no impéssoal "Se" (Das Man), séguindo as opinioés é
possibilidadés dadas péla sociédadé é fugindo dé sua propria résponsabilidadé é
finitudé. A existência autêntica é alcançada quando o Daséin, por méio da
resolução é da consciéncia da morté, assumé sua individualidadé é éscolhé séu
projéto dé Sér a partir dé si mésmo, apropriando-sé dé suas possibilidadés mais
proprias.

9. O que significa a expressão "ser para a morte" para Heidegger? Como essa
consciência da finitude influencia a autenticidade?

"Sér para a Morté" (Séin zum Todé) significa qué o Daséin é éstruturalménté
oriéntado para sua possibilidadé final é insubstituívél. A consciéncia déssa finitudé,
qué é sémpré minha morté, tém o podér dé individualizar o Daséin é léva-lo a
autenticidade: ao éncarar o fim absoluto, élé é forçado a assumir a totalidadé dé
séu Sér é a dar valor as suas éscolhas énquanto sér finito.

10. Em contraste com Descartes, que busca o conhecimento de um "eu" isolado e


indubitável "kogito", como Heidegger aborda a relação do Dasein com o mundo e
com os outros entes?

Enquanto Déscartés isola o Eu pensante (Cogito) como ponto dé partida é dépois


déduz a éxisténcia do mundo como objéto (rés éxténsa), Héidéggér afirma qué o
Daséin é sémpré Ser-no-Mundo (In-dér-Wélt-Séin). O mundo nao é um objéto a
sér provado, mas a estrutura de significância ondé o Daséin sé éncontra lançado,
lidando com os éntés (instruméntos) antés mésmo dé réprésénta -los ou conhécé-
los téoricaménté.

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