Aula de Introdução à Clínica
Da anamnese ao exame físico no Serviço de
Urgência
Anabela Oliveira
9 de dezembro de 2022
Cadeira Optativa de Medicina de
Urgência e Emergência
“Primum non nocere”
Como tudo começa no circuito da Urgência
Triagem
A importância da queixa apresentada pelo doente
Protocolo de Triagem de Manchester
Serviço de Urgência
Fundamental:
Avaliar ➔ Classificar ➔ Decidir ➔ Agir
A diversidade de patologias é elevada no SU desde o trauma, médica,
emergente, urgente...
O Raciocinio clínico no Serviço de Urgência
• Doente- está doente ou não está doente?
• Carece de intervenção imediata ou não?
• Zonas no SU:
-baixa gravidade: dor de garganta; dor osteomuscular-fast track;
-zona de moderada gravidade:dor abdominal, dor torácica;
-de alta gravidade: IC, urosépsis, paragem cardio-circulatória
Avaliação do doente em Urgência-ambiente de elevada “pressão”:
-aspetos demográficos;
-queixa principal;
-dados pertinentes relacionados com a queixa principal:
-duração;
-modo de início e padrão;
-carácter;
-localização e irradiação;
-intensidade;
-fatores de alívio ou agravamento;
-sintomas associados
-história médica/cirúrgica/familiar/ social-se pertinente face à queixa principal
Avaliação do doente em Urgência-ambiente de elevada “pressão”:
-
Exame físico
-dados positivos e dados negativos apenas;
-sinais vitais-sempre
Diagnósticos diferenciais
Fundamental: excluir diagnósticos que põem em risco a vida e as funções vitais
Importância da queixa: dor no Serviço de Urgência
Fluxogramas da Triagem de Manchester com a
queixa principal de dor
➢ Dor torácica
➢ Dor abdominal
➢ Dor testicular
➢ Cefaleia
➢ Dor cervical
➢ Dor de garganta
➢ Dor lombar
➢ Problema dos membros
• Doente emergente-sinais de alerta
Doente por vezes incapaz de fornecer história clínica;
Importante dados fornecidos por: família; equipa de emergência pré-
hospitalar; informação clínica do doente prévia-PDS
Muito importante o exame objetivo-ABCDE:
➢Vias aérea;
➢Frequência respiratória e padrões anormais de respiração;
➢Pulso, pressão arterial e tempo de reperfusão capilar;
➢Estado de consciência;
➢Cor da pele
➢Importância da “cadeia de sobrevivência”-SAV
➢Avaliação secundária: história; alergias; medicação ; exame físico completo
Exemplos práticos no Serviço de Urgência
Triagem: prioridade Vermelha
“Airway and breathing”
-taquipneica;
-Inspeção torácica: assimetria na expansibilidade pulmonar;
AP-mv diminuido à esquerda e timpanismo à percussão associado ao desvio da
traqueia para a direita
Mulher de 65 anos admitida por edema dos lábios e rouquidão
Triagem: prioridade Laranja
Homem de 70 anos admitido com dor abdominal intensa
Triagem: prioridade Laranja
Dor: súbita;
Tipo: cólica;
Localização: região epigástrica
Sintomas associados:
Vómitos fecalóides; paragem de emissão de gases e fezes;
Anorexia e perda ponderal em 2 meses
Distensão abdominal; timpanizado; presença de ruidos de “luta”
RX simples do abdómen em pé
Abordagem fundamental no SUC: ABCDE
Dor precordial
-Localização;
-irradiação;
-carácter;
-Intensidade;
-frequência;
-fatores precipitantes ou
agravantes;
-fatores de alívio;
-sintomas concomitantes
Dor precordial
Homem de 84 anos admitido no SU por dor retroesternal , início
súbito, em repouso com 1 hora de evolução.
Caracteristicas: opressiva, com progressão de intensidade de 3
para 9 em 10 e posterior irradiação para o MSE;
Sintomas acompanhantes: diaforese, náuseas e vómitos;
Fatores de risco ateroscleróticos: HTA, DM tipo2, hábitos
tabágicos (70UMA)
Dor precordial
Excluir etiologias que
poderão pôr em risco a vida
Dor precordial
Dispneia
Dispneia
Dispneia
Dispneia
Dispneia
Dispneia
Dispneia
Dispneia
Dispneia
Dispneia
Cefaleia
Cefaleia
Cefaleia
Cefaleia
Cefaleia
Cefaleia
Cefaleia
Sinais neurológicos focais
Sinais neurológicos focais
Sinais neurológicos focais
Dor osteomuscular-muito frequente no
SU
Dor osteomuscular-muito frequente no SU
Dor osteomuscular-muito frequente no SU
Dor osteomuscular-muito frequente no SU
Dor osteomuscular-muito frequente no SU
Surpresa!
Importância dos
diagnósticos diferenciais
Dor osteomuscular-muito frequente no SU
Dor osteomuscular-muito frequente no SU
Dor osteomuscular-muito frequente no SU
Dor osteomuscular-muito frequente no SU
Dor osteomuscular-muito frequente no SU
Dor osteomuscular-muito frequente no SU
Dor osteomuscular-muito frequente no SU
Dor osteomuscular-muito frequente no SU
“Skills“no exame clínico do doente no SU
➢ Estabelecer relação médico-doente( mesmo que o SU esteja sobre elevada pressão);
➢ Fazer as perguntas com uma sequência lógica tendo em conta a queixa apresentada;
➢ Observar a linguagem corporal do doente;
➢ Interpretar de forma adequada os dados da anamnese
➢ Objetivo:
➢ Estabelecer o tipo de distúrbio fisiológico/fisiopatológico e a localização anatómica;
➢ Impacto vital e funcional no doente