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Origem Da Filosofia

A filosofia surge como uma reflexão sobre questões existenciais e é um modo de pensar que busca entender a realidade. Os pré-socráticos, primeiros filósofos da Grécia antiga, exploraram a cosmologia e o princípio de todas as coisas, propondo diversas explicações sobre a unidade e a multiplicidade do universo. A filosofia se divide em várias áreas, incluindo epistemologia, ética, estética, lógica e metafísica, e é definida de diferentes maneiras por pensadores ao longo da história.

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Origem Da Filosofia

A filosofia surge como uma reflexão sobre questões existenciais e é um modo de pensar que busca entender a realidade. Os pré-socráticos, primeiros filósofos da Grécia antiga, exploraram a cosmologia e o princípio de todas as coisas, propondo diversas explicações sobre a unidade e a multiplicidade do universo. A filosofia se divide em várias áreas, incluindo epistemologia, ética, estética, lógica e metafísica, e é definida de diferentes maneiras por pensadores ao longo da história.

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FILOSOFIA

O NASCIMENTO DA FILOSOFIA
Há um momento de nossa vida em que surgem as perguntas:
Quem sou? De onde vim? O que desejo do futuro? Como realizar os
meus sonhos? É nessa fase da vida a que se dá a reflexão filosófica.
A filosofia é um modo de pensar, é uma postura diante do
mundo. Ela não é um conjunto de conhecimentos prontos. Ela é, antes
de mais nada, um modo de se colocar diante da realidade, procurando
refletir sobre os acontecimentos a partir de certas posições teóricas.
A reflexão filosófica nasceu na Grécia antiga no século VI antes
de Cristo, com os filósofos que antecederam a Sócrates, os chamados
pré-socráticos.

O princípio de todas as coisas

Os primeiros pensadores centraram a atenção na natureza e elaboraram diversas concepções de


cosmologia. Note que dizemos cosmologia, conceito que se contrapõe à cosmogonia de Hesíodo. Enquanto
no período mítico a cosmogonia relata o princípio como origem no tempo (o nascimento dos deuses), as
cosmologias dos pré-socráticos procuram a racionalidade constitutiva do Universo.
Todos eles procuram explicar como, diante da mudança (do devir), podemos encontrar a
estabilidade; como, diante do múltiplo, descobrimos o uno. Ao perguntarem como seria possível emergir o
cosmo do caos - ou seja, como da confusão inicial surge o mundo ordenado -, os pré-socráticos buscam o
princípio (em grego, a arkhé) de todas as coisas, entendido não como aquilo que antecede no tempo, mas
como fundamento do ser. Buscar a arkhé é explicar qual é o elemento constitutivo de todas as coisas.
Costuma-se dizer que os primeiros filósofos foram gregos e surgiram no período arcaico, nas
colônias gregas. Embora reconheçamos a importância de sábios que viveram na mesma época em outros
lugares, suas doutrinas ainda estavam mais vinculadas à religião do que propriamente à reflexão filosófica.
As respostas dos filósofos à questão do fundamento das coisas, da unidade que pode explicar a
multiplicidade, são as mais variadas. Vejamos algumas delas:
• Para Tales de Mileto (640-c.548 a.C.), astrônomo, matemático e primeiro filósofo, a arkhé é a água;
• De acordo com Pitágoras (séc. VI a.C.), filósofo e matemático, o número é a essência de tudo; todo o
cosmo é harmonia, porque é ordenado pelos números.
• Para Anaximandro (610-547 a.C.), o fundamento dos seres é uma matéria indeterminada, ilimitada
(ápeiron, em grego), que daria origem a todos os seres materiais.
• Para Anaxímenes (588-524 a.C.), é o ar, que pela rarefação e condensação faz nascer e transformar todas
as coisas.
• Parmênides de Eléia (c.544-450 a.C.) e Heráclito de Éfeso (sécs. VI-V a.C.) desenvolveram teorias que
entraram em conflito e instigaram os filósofos do período clássico. Enquanto para Parmênides o ser real é
imóvel, imutável e o movimento é uma ilusão, para Heráclito tudo flui e tudo o que é fixo é ilusão: "não
nos banhamos duas vezes no mesmo rio".
• Anaxágoras (499-428 a.C.), nascido em Clazômena, mudou-se para Atenas, onde foi mestre de Péricles.
Sustentava que as "sementes" de todas as coisas foram ordenadas por um princípio inteligente, uma
Inteligência cósmica (Nous, em grego).
• Os quatro elementos, terra, água, ar e fogo, constituem a teoria de Empédocles (483-430 a.C.).
• Os filósofos Leucipo (séc. V a.C.) e Demócrito (c.460-c.370 a.C.) são atomistas, por considerarem o
elemento primordial constituído por átomos, partículas indivisíveis. Como para eles também a alma era
formada por átomos, estamos diante de uma concepção materialista e determinista.

Didaticamente, a Filosofia divide-se em:

 Epistemologia ou teoria do conhecimento: trata da crença, da justificação e do conhecimento.


 Ética: trata do certo e do errado, do bem e do mal.
 Filosofia da Arte ou Estética: trata do belo.
 Lógica: trata da preservação da verdade e dos modos de se evitar a inferência e raciocínio inválidos.
 Metafísica ou ontologia: trata da realidade, do ser e do nada.

Definições dos Filósofos sobre a Filosofia

 Em "Eutidemo" de Platão, é o uso do saber em proveito do homem, o que implica em, 1º, posse de um
conhecimento que seja o mais amplo e mais válido possível, e , 2º , o uso desse conhecimento em benefício
do homem.
 Para René Descartes, significa o estudo da sabedoria.
 Para Thomas Hobbes, é o conhecimento causal e a utilização desse em benefício do homem.
 Para Immanuel Kant, é ciência da relação do conhecimento à finalidade essencial da razão humana, que
é a felicidade universal; portanto, a Filosofia relaciona tudo com a sabedoria, mas através da ciência.
 Para John Dewey, é a crítica dos valores, das crenças, das instituições, dos costumes, das políticas, no
que se refere seu alcance sobre os bens ("Experience and Nature", p. 407).
 Para Johann Gottlieb Fichte, é a ciência da ciência em geral.
 Para Auguste Comte, é a ciência universal que deve unificar num sistema coerente os conhecimentos
universais fornecidos pelas ciências particulares.

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