0% acharam este documento útil (0 voto)
8 visualizações3 páginas

II.1 Derivada: Te Orica 2

O documento aborda conceitos fundamentais de cálculo, incluindo a definição de derivadas laterais e a continuidade de funções. Ele apresenta regras de derivação, teoremas importantes como o de Rolle e Lagrange, e as regras de l'Hospital para limites indeterminados. Exemplos práticos são fornecidos para ilustrar a aplicação dessas teorias.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
8 visualizações3 páginas

II.1 Derivada: Te Orica 2

O documento aborda conceitos fundamentais de cálculo, incluindo a definição de derivadas laterais e a continuidade de funções. Ele apresenta regras de derivação, teoremas importantes como o de Rolle e Lagrange, e as regras de l'Hospital para limites indeterminados. Exemplos práticos são fornecidos para ilustrar a aplicação dessas teorias.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Universidade de Coimbra, LGCSI: Matematica Geral

Teórica 2

II.1 Derivada
Definição 1 (derivada lateral a esquerda) Seja f uma função de domı́nio D(f ) e x0 tal que o
intervalo ]x0 − δ, x0 ] ⊂ D(f ) com δ > 0.
A função f é derivável (diferenciável) à esquerda no ponto x0 de derivada fe′ (x0 ) ∈ R se

f (x0 + h) − f (x0 ) f (x) − f (x0 ) f (x) − f (x0 )


lim = x→x
lim = lim = fe′ (x0 ).
h→0
h<0
h x<x0
0 x − x 0 x→x0− x − x0

Proposição 1 Se f admite uma derivada lateral à esquerda no ponto x0 , então f é contı́nua à esquerda
no ponto x0 . □

Nota 1. Do mesmo modo, de nimos a derivada lateral a direta fd′ (x0 ) de f no ponto x0 assim que
a propriedade de continuidade a direita. □

Definição 2 (derivada) A função f é derivável (diferenciável) no ponto x0 ∈ Df se admite duas


derivadas laterais tais que f ′ (x0 ) := fe (x0 ) = fd′ (x0 ), ou seja,

f (x0 + h) − f (x0 ) f (x) − f (x0 )


lim = lim = f ′ (x0 ).
h→0 h x→x0 x − x0

Nota 2. A formalizac~
ao matematica da derivada de f no ponto x0 e dada por
f (x) − f (x0 )
∀ε > 0, ∃δ > 0 tal como, se |x − x0 | < δ com x ̸= x0 ⇒ − f ′ (x0 ) < ε.
x − x0


Exemplo 1 Determinar as derivadas laterais das func~
oes seguintes usando a de nic~ao: x2 , x, |x|.

Proposição 2 Se f é derivável no ponto x0 então f é contı́nua no ponto x0 . □

Definição 3 Sejam a, b ∈ R tais que a < b.


• Caso I =]a, b[. f é derivável em I se f é derivável em qualquer ponto x0 ∈ I.
• Caso I = [a, b]. f é derivável em I se f é derivável em ]a, b[, com derivadas laterais à direita de a,
e à esquerda de b.
• Os casos intermédios I =]a, b] e I = [a, b[ são semelhantes ao caso da continuidade.
Notamos por x ∈ I → f ′ (x) a função derivada.

Notação 1 O conjunto C 1 (I)  e o espaco das func~oes derivaveis em I tal que f ′ ∈ C 0 (I), ou seja, a
func~ao f e diferenciavel e a sua derivada f ′ e contnua em I . □
II.2 Regras de derivação
Em geral, as funções que vamos manipular são combinações de funções elementares de referências cujo
domı́nio e a derivada são conhecidos. Existem dois tipos de combinações: as operações aritméticas e a
composição de funções.
Proposição 3 (operações aritméticas) Seja I ⊂ Df ∩ Dg um intervalo tal que f , g são difer-
enciáveis em I.
• Para qualquer λ ∈ R, a função λf é diferenciável em I e temos (λf )′ = λ f ′ .

• A soma f + g é diferenciável em I e temos (f + g)′ (x) = f ′ (x) + g ′ (x).


• O produto f · g é diferenciável em I e temos (f · g)′ (x) = f ′ (x)g(x) + f (x)g ′ (x)
• O quociente f /g é diferenciável em qualquer ponto x ∈ I com g ′ (x) ̸= 0, e temos
 ′
f f ′ (x)g(x) − f (x)g ′ (x)
(x) = .
g g 2 (x)

Proposição 4 (regra da cadeia) Seja f uma função diferenciável em I ⊂ D(f . Seja g uma função
diferenciável em J ⊂ D(g) tal que f (I) ⊂ J (condição de compatibilidade).
Então a função composta g f (x) é diferenciável em I e temos a regra da cadeia
h i′
g f (x) = g ′ f (x) · f ′ (x).


Exemplo 2 Calcular a derivada das√funco ~es seguintes e determinar o seu domnio: (i) f (x) = sin(x2 ),
√ x+1
(ii) f (x) = ln( x + 1), (iii) f (x) = √
3
.
x−2

II.3 Teoremas sobre a derivada


Teorema 1 (Rolle) Seja f uma função continua em [a, b], diferenciável em ]a, b[ com f (a) = f (b) = 0.
Então, existe um ponto c ∈]a, b[ tal que f ′ (c) = 0. □

Teorema 2 (Lagrange (ou valor media)) Seja f uma função continua em [a, b], diferenciável em
]a, b[. Então, existe um ponto c ∈]a, b[ tal que

f (b) − f (a)
= f ′ (c).
b−a

Proposição 5 Seja f uma função continua em [a, b], diferenciável em ]a, b[. Para qualquer x0 ∈ [a, b] e
qualquer h tal que x0 + h ∈ [a, b], existe θ ∈]0, 1[ tal que

f (x0 + h) = f (x0 ) + hf ′ (x0 + θh).

Proposição 6 Seja f uma função continua em [a, b], diferenciável em ]a, b[. Se f ′ (x) = 0 para qualquer
x ∈]a, b[ então f é a função nula. □

Teorema 3 (Cauchy) Sejam duas funções contı́nuas em [a, b], diferenciáveis em ]a, b[. Supomos que
g ′ (x) ̸= 0 para todo x ∈]a, b[. Então existe c ∈]a, b[ tal que,

f (b) − f (a) f ′ (c)


= ′
g(b) − g(a) g (c)

Nota 3. Se fazemos g(x) = x, encontramos de novo o teorema de Lagrange. □


II.4 Regras de l’Hospital
As Regras do l’Hospital que permitem calcular limites em situações ”patológicas” tal como 0/0 ou ∞/∞.

Regras de l’Hospital 1
Supomos que exista um intervalo I =]x0 −δ, x0 +δ[, δ > 0, onde f e g são ambos contı́nuas e diferenciáveis.
Além disso, assumimos que:
1. limx0 f (x) = limx0 g(x) = 0;
2. g ′ (x0 ) ̸= 0.
Então
f (x) f ′ (x) f ′ (x0 )
lim = lim ′ = ′ .
x0 g(x) x0 g (x) g (x0 )
sin(x) sin(x) √
Exemplo 3 lim , lim √ usando y = 3 x.
x→0 x x→0 3
x

A regra tem uma extensão se consideramos apenas os limites pela esquerda ou pela direita.
Regras de l’Hospital 2
Supomos que exista um intervalo ]x0 , x0 + δ[, δ > 0, onde f e g são ambos contı́nuas e diferenciáveis.
Além disso, assumimos que:
1. lim
+
f (x) = lim
+
g(x) = 0;
x0 x0

2. g ′ (x) ̸= 0, para qualquer x ∈ I.


f ′ (x)
3. admite um limite lateral real ou ±∞ à direita no ponto x0 ;
g ′ (x)
Então
f (x) f ′ (x)
lim = lim .
x0+ g(x) x+
0
g ′ (x)

Nota 4. Temos um resultado semelhante se I =]x0 − δ, x0 [ e o limite lateral 


a esquerda. □

Nota 5. As funco
~es f ′ (x) e g ′ (x) n~ao precisam de ser de nidas no ponto x0 . □

Nota 6. O teorema estende se no caso onde +∞ ou −∞. □


ln(x)
Exemplo 4 lim x ln(x), lim .
x→0+ x→+∞ x

Regras de l’Hospital com derivadas de ordem superiora


As regras de l’Hospital são ainda validas recursivamente usando as derivadas de ordem superiora. Por
exemplo, se
lim f (x) = 0, lim g(x) = 0, lim f ′ (x) = 0, lim g ′ (x) = 0
x0 x0 x0 x0
′′ ′′
mais que f (x)/g (x) tem um limite lateral à direita (resp. a esquerda) em x0 então
f (x) f ′ (x) f ′′ (x)
lim = lim = lim
+
x0 g(x) x+
0
g ′ (x) x+
0
g ′′ (x)

e respetivamente
f (x) f ′ (x) f ′′ (x)
lim = lim = lim

x0 g(x) x−
0
g ′ (x) x−
0
g ′′ (x)

cos(x) − 1 exp(x)
Exemplo 5 lim , lim
x→0 x2 x→+∞ x2

Você também pode gostar