PROFESSOR
AQUI
MODELOS EXPERIMENTAIS DE
EXERCÍCIO FÍSICO EM ANIMAIS
Profa. Ma. Suênia Lima
O EXERCÍCIO FÍSICO
É apontado como uma das formas não
farmacológicas de prevenir, reduzir ou
até mesmo estagnar processos
indesejáveis decorrentes de ajustes
orgânicos, naturais e/ ou patológicos,
relacionados principalmente aos
espectros: funcional, físico, motor,
fisiológico, psicológico e social.
POR QUE USAR ANIMAIS PARA
ESTUDAR O EXERCÍCIO?
Pela limitação que os humanos oferecem:
- Estudar o efeito do exercício ao longo da vida (ciclo de vida
longo);
- Procedimentos invasivos (anti-ético).
Estudos sobre as questões da saúde humana,
requerem uma compreensão das respostas fisiológicas humanas
às doenças e, as informações sobre como o exercício crônico ou
agudo podem influenciar tais respostas podem ser refletidas no
modelo animal.
VANTAGENS DO USO DE ROEDORES PARA O
ESTUDO DO EXERCÍCIO
• Similaridade fisiológica apresentada por esses animais, quando
comparadas a humanos,
• Ambiente laboratorial possibilita um maior controle. Fatores
exógenos controlados, nos remetem ao estudo direto dos efeitos
fisiológicos promovidos quase que exclusivamente pelo exercício,
• Ciclo de vida curto - em seis meses é possível estudar os efeitos
agudos ou crônicos do exercício em todas as fases da vida do
animal, permitindo uma análise longitudinal extremamente veloz,
algo impossível de ser acompanhado, com essa velocidade, em
seres humanos.
PESQUISA EXPERIMENTAL
a) Embasada em desenho experimental que
leve em conta as diferenças individuais
frente aos estímulos (condições de saúde
e doença).
b) Aplicação, preocupada em estabelecer
critérios de qualidade que possam
garantir a eficácia para atingir as metas
de melhor saúde humana.
CONCEITOS
Movimento Sequência sistemática Aperfeiçoamento
muscular do Movimento muscular do desempenho.
• Alático
• Lático
PROTOCOLOS DE EXERCÍCIO USANDO
RATOS E CAMUNDONGOS
(GOBATOO C.A et al., 2008; PANVELOSKI-COSTA A.C et al., 2012)
Determinação da intensidade de exercício em
Roedores e prescrição de treinamento
PROTOCOLOS CLÁSSICAS PARA DETERMINAÇÃO DA
INTENSIDADE DO EXERCÍCIO SÃO:
• Determinação do limiar anaeróbico por lactacidemia (KINDERMAN et al.,
1979);
• Máxima fase estável de lactato (MFEL) (HECK et al., 1985)
(GOBATOO C.A et al., 2008; PANVELOSKI-COSTA A.C et al., 2012)
Treinamento em esteira - aeróbico
(GOBATOO C.A et al., 2008; PANVELOSKI-COSTA A.C et al., 2012)
❖ Exercício Físico
⚫ Protocolos de treinamento físico moderado durante três
semanas.
⚫ Pode haver inclinação ou não da esteira.
1) semana; 5 metros por minuto.
2) semana; 10 metros por minuto.
3) semana; 15 metros por minuto.
4) semana; 25 metros por minuto.
Treinamento Físico Resistido em Escada - Anaeróbico
(Santos, J. A. et al., 2012)
(GOBATOO C.A et al., 2008; PANVELOSKI-COSTA A.C et al., 2012)
PROTOCOLO - Treinamento Físico Resistido em Escada
(Santos, J. A. et al., 2012)
NATAÇÃO
METODOLOGIA
Atividade Física Voluntária
Gaiola da atividade
física voluntária
Cicloergômetro
Gaiola padrão
(SANTANA MUNIZ et al., 2014)
CONCLUSÃO
• As pesquisas experimentais são fundamentais nas ciências do
esporte;
• Tais pesquisas devem estar comprometidas em promover
estímulos de exercício aos animais levando em consideração a
individualidade biológica;
• A relativização é importante para fazer os ajustes necessários;
• O desenho experimental utilizado deve propiciar a aproximação
das aplicações viáveis nas políticas públicas, levando em
consideração a redução das diferenças características do
modelo quanto a realidade para os humanos.
Referências
MUNIZ, G. D. S.; BESERRA, R.; SILVA, G. P. et al. Active maternal phenotype is
established before breeding and leads offspring to align growth trajectory
outcomes and reflex ontogeny. Physiology & Behavior, p. 1-10, 2014.
LEANDRO, C.G.; AMORIM M.F.; et al. "Pode a atividade física materna modular
a programação fetal induzida pela nutrição?" Revista de Nutrição, v. 22 p.
559-569, 2009.
LIMA, C.B. et al. Spreading depression features and Iba1 immunoreactivity in the
cerebral cortex of developing rats submitted to treadmill exercise after treatment
with monosodium glutamate. Int. J. Devl Neuroscience, v.33, p.98-105, 2014.
GOBATTO, C.A. e MANCHADO-GOBATTO, F.B. Aplicações de Modelos
Experimentais Envolvendo Exercício Físico no Âmbito das Políticas Públicas:
Ações Bilaterais entre Pesquisa e Prática.