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CIDADÃO

O documento é uma letra de música que retrata a vida de um trabalhador que se sente desiludido com a cidade que ajudou a construir, refletindo sobre suas memórias e a luta por dignidade. O eu lírico expressa a dor da saudade e a busca por reconhecimento em meio a um sistema que marginaliza suas contribuições. A letra também aborda temas como amor, perda e a passagem do tempo, evocando uma profunda conexão com suas raízes e experiências.

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CIDADÃO

O documento é uma letra de música que retrata a vida de um trabalhador que se sente desiludido com a cidade que ajudou a construir, refletindo sobre suas memórias e a luta por dignidade. O eu lírico expressa a dor da saudade e a busca por reconhecimento em meio a um sistema que marginaliza suas contribuições. A letra também aborda temas como amor, perda e a passagem do tempo, evocando uma profunda conexão com suas raízes e experiências.

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CIDADÃO

C Por que que eu deixei o norte


Tá vendo aquele edifício moço? D7 D7(4) D7 G
G C C7 Eu me pus a me dizer
Ajudei a levantar D A7
Foi um tempo de aflição Lá a seca castigava mas o pouco que eu
Eram quatro condução D E A
F plantava Tinha direito a comer
Duas pra ir, duas pra voltar
Fm D
Hoje depois dele pronto Tá vendo aquela igreja moço?
Olho pra cima e fico tonto A7 D D7
C C/B Am Onde o padre diz amém
Mas me chega um cidadão Am7 D7
D D7 Pus o sino e o badalo Enchi minha mão
E me diz desconfiado, tu tá aí admirado G
G F de calo Lá eu trabalhei também
Ou tá querendo roubar? Gm
C Lá sim valeu a pena Tem quermesse, tem
Meu domingo tá perdido D D A7 Bm
G novena E o padre me deixa entrar
Vou pra casa entristecido E
C C7 Foi lá que Cristo me disse
Dá vontade de beber E7
F C Rapaz deixe de tolice
E pra aumentar o meu tédio A7 Em/A G
G Não se deixe amedrontar
Eu nem posso olhar pro prédio D
C A7 Fui eu quem criou a terra
Que eu ajudei a fazer A7
D Enchi o rio fiz a serra
Tá vendo aquele colégio moço? D7 D7(4) D7 G
A7 D Não deixei nada faltar
Eu também trabalhei lá
Lá eu quase me arrebento D
D7 Hoje o homem criou asas
Pus a massa fiz cimento A7
G E na maioria das casas
Ajudei a rebocar D D7
Gm Eu também não posso entrar
Minha filha inocente D
Vem pra mim toda contente Fui eu quem criou a terra
D A7 Bm A7
Pai vou me matricular
E Enchi o rio fiz a serra
Mas me diz um cidadão D7 D7(4) D7 G
E7 Não deixei nada faltar
Criança de pé no chão D
A7 Em/A Hoje o homem criou asas
Aqui não pode estudar A7
G D E na maioria das casas
Esta dor doeu mais forte D
A7 Eu também não posso entrar
C Em F C C
Há um brilho de faca Onde o amor vier E levo esse sorriso Porque já chorei
Em F G demais
E ninguém tem o mapa Da alma da mulher G F9
Hoje me sinto mais forte Mais feliz
F G quem sabe Eu só levo a certeza
Ninguém sai com o coração C
C Em F De que muito pouco eu sei
Sem sangrar ao tentar re__velar G
C G Ou nada sei
Um ser maravilhoso
F G F9 Dm F9
Entre a serpente e a estrela Conhecer as manhas e as manhãs
( C Em F G ) Dm C
C Em O sabor das massas e das maçãs
Um grande amor no passado F9 Dm F9
F C É preciso o amor pra poder pulsar
Se transforma em aversão Dm F9
C Em F G É preciso paz pra poder sorrir
E os dois lado a lado Corroem o coração C
É preciso a chuva para florir
F G
Não existe saudade mais cortante G F9
C Em F Penso que cumprir a vida Seja
Que a de um grande amor ausente simplesmente Compreender a marcha
C G C
Dura feito diamante E ir tocando em frente
F G G F9
Corta a ilusão da gente Como um velho boiadeiro Levando a
( C Em F Em A ) boiadaE u vou tocando os dias
D F#m C
Toco a vida pra frente Pela longa estrada eu vou
G D G
Fingindo não sofrer De estrada eu sou
D F#m
Mas o peito dormente [Refrão]
G A F9 Dm F9
Espera um bem querer Conhecer as manhas e as manhãs
G A
E sei que não será surpresa G F9
D F#m G Todo mundo ama um dia Todo mundo chora
Se o futuro me trouxer Um dia a gente chega
D A C
O passado de volta No outro vai embora
G A D ( G A ) G F9
Num semblante de mulher Cada um de nós compõe a sua
D A história E cada ser em si
O passado de volta C
G A Carrega o dom de ser capaz
Num semblante de mulher G
—---- De ser feliz
G F9 -------------
Ando devagar porque já tive pressa D A7 D
Dorme o sol à flor do Chico, meio-dia
D7 G D7 G
Tudo esbarra embriagado de seu lume
A7 B7
Dorme ponte, Pernambuco, Rio, Bahia
E E7 A7
Só vigia um ponto negro: o meu ciúme
D A7 D D7
O ciúme lançou sua flecha preta
G D7 G
E se viu ferido justo na garganta
A7 B7(b9)
Quem nem alegre nem triste nem poeta
E7 G A7 D
Entre Petrolina e Juazeiro canta
Bm7 E7 Bm7 E7
Velho Chico vens de Minas
Bm7 E7 F#
De onde o oculto do mistério se escondeu
G7+ C7+ Bm7
Sei que o levas todo em ti, não me ensinas
G A7 D
E eu sou só, eu só, eu só, eu
D A7 D D7
Juazeiro, nem te lembras dessa tarde
G D7 G
Petrolina, nem chegaste a perceber
A7 B7
Mas, na voz que canta tudo ainda arde
E E7 A7
Tudo é perda, tudo quer buscar, cadê
D A7 D D7
Tanta gente canta, tanta gente cala
G D7 G
Tantas almas esticadas no curtume
A7 B7
Sobre toda estrada, sobre toda sala
E7 G A7 D
Paira, monstruosa, a sombra do ciúme

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