Aula 01
Direito Processual Penal p/ Polícia Civil - PR (Escrivão) - Com videoaulas
Professor: Renan Araujo
00965818918 - Bruna Castanhel Martinez
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AULA 01: AÇÃO PENAL !
SUMÁRIO
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1. AÇÃO PENAL ................................................................................................ 2
1.1. Condições da ação penal .................................................................... 2
1.1.1. Possibilidade Jurídica do pedido ............................................................ 2
1.1.2. Interesse de Agir ................................................................................ 2
1.1.3. Legitimidade ad causam ativa e passiva ................................................ 4
1.2. Espécies de Ação Penal ...................................................................... 6
1.2.1. Ação penal pública incondicionada ........................................................... 6
1.2.2. Ação penal pública condicionada (à representação do ofendido e à requisição
do Ministro da Justiça) .......................................................................................... 9
1.2.3. Ação penal privada exclusiva ................................................................ 12
1.2.4. Ação penal privada subsidiária da pública ............................................... 14
1.2.5. Ação penal personalíssima .................................................................... 15
1.3. Denúncia e queixa: elementos............................................................. 16
1.3.1. Exposição do fato criminoso .................................................................. 16
1.3.2. Qualificação do acusado ....................................................................... 16
1.3.3. Classificação do delito (tipificação do delito) ............................................ 16
1.3.4. Rol de testemunhas ............................................................................. 16
1.3.5. Endereçamento ................................................................................... 17
1.3.6. Redação em vernáculo ......................................................................... 17
1.3.7. Subscrição.......................................................................................... 17
2. RESUMO .................................................................................................... 17
3. LISTA DE EXERCÍCIOS ............................................................................... 20
4. EXERCÍCIOS COMENTADOS ....................................................................... 37
5. GABARITO ................................................................................................. 70
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Olá, pessoal!
Hoje vamos estudar a ação penal, analisando suas características,
espécies, etc. Muita atenção à aula de hoje, pois possui alguns pontos
bem relevantes para fins de prova!
Bons estudos!
Prof. Renan Araujo
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1.! AÇÃO PENAL !
Quando alguém pratica um fato criminoso, surge para o Estado o
poder-dever de punir o infrator. Esse poder-dever, esse direito, é
chamado de ius puniendi.
Entretanto, o Estado, para que exerça validamente e legitimamente o
seu ius puniendi, deve fazê-lo mediante a utilização de um mecanismo
que possibilite a busca pela verdade material (não meramente a verdade
formal), mas que ao mesmo tempo respeite os direitos e garantias
fundamentais do indivíduo. Esse mecanismo é chamado de Processo
Penal.
Mas, professor, onde entra a Ação Penal nisso? A ação penal é,
nada mais nada menos que, o ato inicial desse mecanismo todo chamado
processo penal.
1.1.! Condições da ação penal
!
Tal qual ocorre no processo civil, no processo penal a ação também
deve obedecer a algumas condições. Sem elas a ação penal ajuizada deve
ser rejeitada de imediato pelo Juiz. Nesse sentido temos o art. 395, II do
CPP:
Art. 395. A denúncia ou queixa será rejeitada quando: (Redação dada pela
Lei nº 11.719, de 2008).
(...)
II - faltar pressuposto processual ou condição para o exercício da ação penal;
ou (Incluído pela Lei nº 11.719, de 2008).
São condições da ação penal:
1.1.1.! Possibilidade Jurídica do pedido
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Para que esteja configurada essa condição da ação, basta que a
ação penal tenha sido ajuizada com base em conduta que se
amolde em fato típico. Assim, não se exige que a conduta tenha sido
típica, ilícita e o agente culpável. Mesmo se o titular da ação penal (MP ou
ofendido) verificar que o crime foi praticado em legítima defesa, por
exemplo, (exclui a ilicitude) a conduta é típica, estando cumprido o
requisito da possibilidade jurídica do pedido.
1.1.2.! Interesse de Agir
Se no processo civil o interesse de agir é caracterizado como a
necessidade da prestação da tutela jurisdicional, devendo a parte autora
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comprovar que não há outro meio para a resolução do litígio que não seja !
a via judicial, no processo penal é um pouco diferente.
No processo penal a via judicial é obrigatória, não podendo o
Estado exercer o seu ius puniendi fora do processo penal. O
processo civil é facultativo, podendo as partes resolver a lide sem a
intervenção do Judiciário. O processo penal, por sua vez, é obrigatório,
devendo o titular da ação penal provocar o Judiciário para que a lide seja
resolvida.
Há quem defenda, inclusive, que não necessariamente há lide
no processo penal (a lide é o fenômeno que ocorre quando uma parte
possui uma pretensão que é resistida pela outra parte), pois ainda que o
acusado reconheça que deve ser punido, a punição só pode ocorrer após
o processo penal, dado o interesse público envolvido.
No processo penal o interesse de agir está mais ligado a questões
como a utilização da via adequada. Assim, não pode o membro do MP
oferecer queixa em face de alguém que praticou homicídio, pois se trata
de crime de ação penal pública. Nesse caso, o MP é parte legítima,
pois é o titular da ação penal. No entanto, a via escolhida está
errada (deveria ter sido ajuizada ação penal pública, denúncia).
Alguns autores entendem que o interesse de agir no processo
penal está relacionado à existência de lastro probatório mínimo
(existência de indícios de autoria e prova da materialidade). Esses
elementos, no entanto, formam o que outra parte da Doutrina entende
como justa causa.
Obviamente que os autores que entendem serem estes elementos
integrantes do conceito de “interesse de agir”, entendem também que
não existe a justa causa como uma condição autônoma da ação penal.
O CPP, no entanto, em algumas passagens, prevê a existência
da justa causa:
Art. 395. A denúncia ou queixa será rejeitada quando:
(...)
III - faltar justa causa para o exercício da ação penal.
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[...]
Art. 648. A coação considerar-se-á ilegal:
I - quando não houver justa causa;
Percebam, no entanto, que em nenhum momento o CPP trata
a justa causa como uma condição da ação. Mais que isso: no
momento em que o art. 395, II do CPP diz que a denúncia ou queixa será
rejeitada quando faltar alguma das condições da ação penal, e, logo após,
em inciso diverso, diz que também será rejeitada a denúncia ou queixa
quando faltar justa causa, está, implicitamente, considerando que a justa
causa não é uma condição da ação penal.
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O tema é bem polêmico, e vocês devem saber que há divergência. !
Em provas discursivas, vale a pena se alongar sobre isso. Em provas
objetivas, vocês devem ter em mente que, pela literalidade do CPP, a
justa causa não é condição da ação, sendo assim considerada
apenas por parte da Doutrina.
O STJ, por sua vez, quando da análise de diversos HCs que
pretendiam o trancamento da ação penal por ausência de justa causa,
deixou claro que justa causa é a existência de lastro probatório mínimo,
apto a justificar o ajuizamento da demanda penal em face daqueles
sujeitos pela prática daqueles fatos1.
1.1.3.! Legitimidade ad causam ativa e passiva
A legitimidade (e aqui nos aproximamos do processo civil) é o
que se pode chamar de pertinência subjetiva para a demanda.
Assim, a presença do MP no polo ativo de uma denúncia pelo crime de
homicídio é pertinente, pois a Constituição o coloca como titular exclusivo
da Ação Penal, o que é corroborado pelo CPP. Também deve haver
legitimidade passiva, ou seja, quem deve figurar no polo passivo (ser o
réu da ação) é quem efetivamente praticou o crime2, ou seja, o sujeito
ativo do crime.
CUIDADO! O sujeito ativo do crime (infrator) será, no processo penal,
o sujeito passivo na relação processual!
Parte da Doutrina entende que os inimputáveis são partes ilegítimas
para figurar no polo passivo da ação penal. Entretanto, essa posição
merece algumas considerações.
A inimputabilidade por critério meramente biológico é
somente uma, e refere-se à menoridade penal. Ou seja, somente o
menor de 18 anos será sempre inimputável, sem que se exija qualquer
análise do mérito da demanda. De plano se pode considerar sua
ilegitimidade, conforme prevê o art. 27 do CP: 00965818918
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Ver, por todos: “(...)1. A alegada ausência de justa causa para o prosseguimento da ação penal -
em razão da inexistência de elementos de prova que demonstrem ter o paciente participado dos
fatos narrados na denúncia e da ausência de vínculo entre ele e os supostos mandantes do crime -
demanda a análise de fatos e provas, providência incabível na via estreita do habeas corpus,
carente de dilação probatória.
2. O trancamento da ação penal pela via do habeas corpus é cabível apenas quando demonstrada
a atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou a manifesta ausência de provas da
existência do crime e de indícios de autoria.
(...)”
(HC 197.886/RS, Rel. Ministro SEBASTIÃO REIS JÚNIOR, SEXTA TURMA, julgado em 10/04/2012,
DJe 25/04/2012)
2
Ninguém pode responder por crime alheio, já que se adota o princípio da
INTRANSCENDÊNCIA da pena.
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Art. 27 - Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente inimputáveis, !
ficando sujeitos às normas estabelecidas na legislação especial. ∗+)(∋,−.! (∋(∋!
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Assim, se o titular da ação penal ajuíza a ação em face de um menor
de 18 anos, falta uma das condições da ação, que é a imputabilidade
penal, pois de maneira nenhuma pode o menor de 18 anos responder
criminalmente, estando sujeito às normas do ECA.
Entretanto, se estivermos diante dos demais casos de
inimputabilidade, a hipótese não é de ilegitimidade passiva, pois a
análise da imputabilidade do agente dependerá da avaliação dos
fatores, das circunstâncias do delito, podendo se concluir pela sua
inimputabilidade. É o que ocorre com os doentes mentais que ao tempo
do crime eram inteiramente incapazes de compreender o caráter ilícito da
conduta e se comportar conforme o direito.
A prova mais cabal de que nesse caso não há ilegitimidade é que,
considerando o Juiz que o agente era inimputável à época do fato, não
rejeitará a denúncia ou queixa (o que deveria ser feito, em razão do art.
395, II do CPP), mas absolverá o acusado e aplicará medida de segurança
(absolvição imprópria). Assim, o Juiz adentrará ao mérito da causa. Ora,
se a ausência de condição da ação obsta a apreciação do mérito,
fica claro que nessa hipótese não há ilegitimidade.
Quanto à pessoa jurídica, é pacífico o entendimento doutrinário e
jurisprudencial no sentido de que a Pessoa Jurídica pode figurar no polo
ativo (podem ser autoras) do processo penal, até porque há previsão
expressa nesse sentido:
Art. 37. As fundações, associações ou sociedades legalmente constituídas
poderão exercer a ação penal, devendo ser representadas por quem os
respectivos contratos ou estatutos designarem ou, no silêncio destes, pelos
seus diretores ou sócios-gerentes.
Quanto à possibilidade de a pessoa jurídica ser sujeito passivo no
processo penal, ou seja, quanto à sua legitimidade passiva, a Doutrina 00965818918
se divide, uns entendendo não ser possível, outros pugnando pela
possibilidade.
O STF e o STJ entendem que a Pessoa Jurídica pode figurar no
polo passivo de ação penal por crime ambiental, conforme previsto
no art. 225, § 3° da CF/88, regulamentado pela Lei 9.605/98. Quanto aos
crimes contra a ordem econômica, por não haver regulamentação legal, a
jurisprudência não vem admitindo que a pessoa jurídica responda por tais
crimes3.
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3
A jurisprudência CLÁSSICA adota a teoria da DUPLA IMPUTAÇÃO para que a pessoa jurídica
possa ser sujeito PASSIVO NO PROCESSO (sujeito ativo do crime), exigindo a indicação, também,
da pessoa física que agiu em seu nome. Contudo, há decisões recentes no STF e no STJ
admitindo a punição da pessoa jurídica sem que haja necessidade de se imputar o fato,
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1.2.! Espécies de Ação Penal
A ação penal pode ser pública incondicionada, pública
condicionada, ou privada. Nos termos do quadro esquemático, para
facilitar a compreensão de vocês:
AÇÃO PENAL
PÚBLICA
INCONDICIONADA CONDICIONADA
REPRESENTAÇÃO DO
OFENDIDO
REQUISIÇÃO DO MINISTRO
DA JUSTIÇA
PRIVADA
EXCLUSIVA PERSONALÍSSIMA SUBSIDIÁRIA DA
PÚBLICA
Assim pode se resumir, graficamente, as espécies de ação penal
previstas no CPP. A Doutrina cita, ainda, a ação penal popular, prevista
na Lei 1.079/50, mas essa espécie é polêmica e não possui previsão no
CPP, motivo pelo qual, não será objeto do nosso estudo.
Vamos estudar, agora, cada uma das seis espécies de ação penal:
1.2.1.! Ação penal pública incondicionada
É a regra no ordenamento processual penal brasileiro. Sua
titularidade pertence ao Ministério Público, de forma privativa, nos termos 00965818918
do art. 129, I da Constituição da República.
Apesar de ser a regra, existem exceções, é claro. Não precisamos,
contudo, saber quais são as exceções. Precisamos saber que,
independentemente de qual seja o crime, quando praticado em
detrimento do patrimônio ou interesse da União, Estado e
Município, a ação penal será pública. É o que prevê o art. 24, §2º do
CPP:
Art. 24 (...) § 2o Seja qual for o crime, quando praticado em detrimento do
patrimônio ou interesse da União, Estado e Município, a ação penal será
pública. (Incluído pela Lei nº 8.699, de 27.8.1993)
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também, a uma pessoa física, dispensando, portanto, a dupla imputação. Contudo, não
sabemos se irá se confirmar como “jurisprudência”.
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Por se tratar de uma ação penal em que há forte interesse público na
punição do autor do fato, qualquer pessoa do povo poderá provocar
a atuação do MP:
Art. 27. Qualquer pessoa do povo poderá provocar a iniciativa do Ministério
Público, nos casos em que caiba a ação pública, fornecendo-lhe, por escrito,
informações sobre o fato e a autoria e indicando o tempo, o lugar e os
elementos de convicção.
Importante ressaltar que este artigo se aplica, inclusive, às ações
penais públicas condicionadas.
Alguns princípios regem a ação penal pública incondicionada:
•! Obrigatoriedade – Havendo indícios de autoria e prova da
materialidade do delito, o membro do MP deve oferecer a
denúncia, não podendo deixar de fazê-lo, pois não pode
dispor da ação penal. Atualmente esta regra está
excepcionada pela previsão de transação penal nos Juizados
especiais (Lei 9.099/95), que é hipótese na qual o titular da
ação penal e o infrator transacionam, de forma a evitar o
ajuizamento da demanda. A previsão não é inconstitucional,
pois a própria Constituição a prevê, em seu art. 98, I. A
Doutrina admite que, estando presentes causas excludentes da
ilicitude, de maneira inequívoca, poderá o membro do MP
deixar de oferecer denúncia.
•! Indisponibilidade – Uma vez ajuizada a ação penal pública,
não pode seu titular dela desistir ou transigir, nos termos do
art. 42 do CPP: Art. 42. O Ministério Público não poderá
desistir da ação penal. Esta regra também está
excepcionada pela previsão de transação penal e suspensão
condicional do processo, que são institutos previstos na Lei dos
Juizados Especiais (Lei 9.099/95).
•! Oficialidade – A ação penal pública será ajuizada por um
órgão oficial, no caso, o MP. Entretanto, pode ocorrer de,
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transcorrido o prazo legal para que o MP ofereça a denúncia,
este não o faça nem promova o arquivamento do IP, ou seja,
fique inerte. Nesse caso, a lei prevê que o ofendido poderá
promover ação penal privada subsidiária da pública (que
estudaremos melhor daqui a pouco). Assim, podemos
concluir que a ação penal pública é exclusiva do MP,
durante o prazo legal. Findo este prazo, a lei estabelece um
prazo de seis meses no qual tanto o MP quanto o ofendido
pode ajuizar a ação penal, numa verdadeira hipótese de
legitimação concorrente: Art. 29. Será admitida ação privada nos
crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal, cabendo
ao Ministério Público aditar a queixa, repudiá-la e oferecer denúncia
substitutiva, intervir em todos os termos do processo, fornecer elementos
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de prova, interpor recurso e, a todo tempo, no caso de negligência do !
Findo este prazo de
querelante, retomar a ação como parte principal.
seis meses no qual o ofendido pode ajuizar a ação penal
privada subsidiária da pública, a legitimidade volta a ser do MP,
exclusivamente, desde que ainda não esteja extinta a
punibilidade.
•! Divisibilidade – Havendo mais de um infrator (autor do
crime), pode o MP ajuizar a demanda somente em face
um ou alguns deles, reservando para os outros, o
ajuizamento em momento posterior, de forma a conseguir
mais tempo para reunir elementos de prova. Não nenhum
óbice quanto a isso, e esta prática não configura preclusão para
o MP, podendo aditar a denúncia posteriormente, a fim de
incluir os demais autores do crime ou, ainda, promover outra
ação penal em face dos outros autores do crime.
Com relação à divisibilidade, é importante notar que este é um
princípio que, por si só, pulveriza a tese de arquivamento implícito.
Inclusive essa é a orientação firmada pelo próprio STJ:
(...) 3 - Não vigora o princípio da indivisibilidade na ação penal pública. O
Parquet é livre para formar sua convicção incluindo na increpação as pessoas
que entenda terem praticados ilícitos penais, ou seja, mediante a constatação
de indícios de autoria e materialidade, não se podendo falar em arquivamento
implícito em relação a quem não foi denunciado.
4 - Recurso não conhecido.
(RHC 34.233/SP, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA,
julgado em 06/05/2014, DJe 14/05/2014) 00965818918
Importante ressaltar que o membro do MP não está obrigado a
ajuizar a denúncia sempre que for instaurado um inquérito policial. Ele só
ajuizará a denúncia se estiverem presentes dois requisitos:
•! Prova da materialidade
•! Indícios de autoria
Caso não estejam presentes estes requisitos, o membro do MP
deverá requerer o arquivamento do INQUÉRITO POLICIAL, ou seja, não
irá ajuizar a denúncia.
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Mas e se o Juiz não concordar com o requerimento de !
arquivamento formulado pelo MP? Neste caso, o Juiz deverá remeter
o caso para apreciação pelo Chefe do MP (PGJ), que é quem decidirá o
caso:
Art. 28. Se o órgão do Ministério Público, ao invés de apresentar a denúncia,
requerer o arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer peças de
informação, o juiz, no caso de considerar improcedentes as razões invocadas,
fará remessa do inquérito ou peças de informação ao procurador-geral, e este
oferecerá a denúncia, designará outro órgão do Ministério Público para
oferecê-la, ou insistirá no pedido de arquivamento, ao qual só então estará o
juiz obrigado a atender.
O PGJ poderá:
•! Concordar com o membro do MP – Neste caso o Juiz deve
proceder ao arquivamento.
•! Discordar do membro do MP – Neste caso, ele mesmo (PGJ)
deverá ajuizar a denúncia ou deve indicar outro membro do MP
para oferece-la.
Aliás, se o membro do MP já dispuser destes elementos, poderá
dispensar a instauração do IP.
Mas qual é o prazo para que o membro do MP ofereça a
denúncia? Em regra, 05 dias no caso de réu preso e 15 dias no caso de
réu solto.
Art. 46. O prazo para oferecimento da denúncia, estando o réu preso, será
de 5 dias, contado da data em que o órgão do Ministério Público receber os
autos do inquérito policial, e de 15 dias, se o réu estiver solto ou afiançado.
No último caso, se houver devolução do inquérito à autoridade policial (art.
16), contar-se-á o prazo da data em que o órgão do Ministério Público
receber novamente os autos.
§ 1o Quando o Ministério Público dispensar o inquérito policial, o prazo para
o oferecimento da denúncia contar-se-á da data em que tiver recebido as
peças de informações ou a representação
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O oferecimento em momento posterior não implica nulidade da
denúncia, que pode ser oferecida enquanto não estiver extinta a
punibilidade do delito.
1.2.2.! Ação penal pública condicionada (à representação do ofendido
e à requisição do Ministro da Justiça)
Temos, aqui, duas hipóteses pertencentes à mesma categoria de
ação penal, a ação penal pública condicionada.
Aplica-se a esta espécie de ação penal tudo o que foi dito a respeito
da ação penal pública, havendo, no entanto, alguns pontos especiais.
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Aqui, para que o MP (titular da ação penal) possa exercer !
legitimamente o seu direito de ajuizar a ação penal pública, deverá estar
presente uma condição de procedibilidade4, que é a representação do
ofendido ou a requisição do Ministro da Justiça, a depender do caso.
Frise-se que, em regra, a ação penal é pública e incondicionada.
Somente será condicionada se a lei expressamente dispuser neste
sentido.
Para facilitar o estudo de vocês, elaborei os seguintes quadros com
as peculiaridades da ação penal pública condicionada, tanto no caso de
condicionamento à representação do ofendido quanto no caso de
requisição do Ministro da Justiça.
AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA À REPRESENTAÇÃO DO OFENDIDO
!! Trata-se de condição imprescindível, nos termos do art. 24 do CPP.
!! A representação admite retratação, mas somente até o
oferecimento da denúncia (cuidado! Costumam colocar em
provas de concurso que a retratação pode ocorrer até o
recebimento da denúncia. Isto está errado! É uma pegadinha!)
!! Caso ajuizada a ação penal sem a representação, esta nulidade
processual pode ser sanada posteriormente, caso a vítima a
apresente em Juízo (desde que realizada dentro do prazo de seis
meses que a vítima possui para representar, nos termos do art. 38
do CP).
!! Não se exige forma específica para a representação, bastando que
descreva claramente a intenção de ver o infrator ser processado.
Pode ser escrita ou oral5 (neste último caso, deverá ser reduzida a
termo, ou seja, ser “passada para o papel”). A jurisprudência
admite que o simples registro de ocorrência em sede policial,
desde que conste informação de que a vítima pretende ver o
infrator punido, PODE ser considerado como representação.
!! A representação não pode ser dividida quanto aos autores
do fato. Ou se representa em face de todos eles, ou não há
representação, pois esta não se refere propriamente aos agentes
00965818918
que praticaram o delito, mas ao fato. Quando a vítima representa,
está manifestando seu desejo em ver o fato ser objeto de ação
penal para que sejam punidos os responsáveis. Entretanto,
embora não possa haver fracionamento da representação,
isso não impede que o MP denuncie apenas um ou alguns
dos infratores, pois um dos princípios da ação penal pública
é a divisibilidade.
!! A legitimidade para oferecer a representação é do ofendido, se
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
4
NUCCI, Guilherme de Souza. Manual de processo penal e execução penal. 12.º edição. Ed.
Forense. Rio de Janeiro, 2015, p. 152/153
5
NUCCI, Guilherme de Souza. Manual de processo penal e execução penal. 12.º edição. Ed.
Forense. Rio de Janeiro, 2015, p. 154/155
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maior de 18 anos e capaz (art. 34 do CP). Embora o dispositivo!
legal estabeleça que se o ofendido tiver mais de 18 e menos de 21
anos tanto ele quanto seu representante legal possam apresentar a
representação, este artigo perdeu o sentido com o advento do
Novo Código Civil em 2002, que estabeleceu a maioridade
civil em 18 anos.
!! Se o ofendido for menor ou incapaz, terá legitimidade o seu
representante legal. Porém, se o ofendido não possuir
representante legal ou os seus interesses colidirem com o do
representante, o Juiz deve nomear curador, por força do art. 33 do
CPP (por analogia). Este curador não está obrigado a oferecer
a representação, devendo apenas analisar se é salutar ou
não para o ofendido (maioria da Doutrina entende isso, mas
é controvertido).
!! Se ofendido falecer, aplica-se a ordem de legitimação
prevista no art. 24, § 1° do CPP6. É importante observar que
essa ordem deve ser observada7. A Doutrina equipara o
companheiro ao cônjuge.
!! O prazo para representação é de SEIS MESES, contados da
data em que veio a saber quem é o autor do delito (art. 38 do
CPP).8
!! Se o ofendido for menor de idade, o prazo, para ele, só começa a
fluir quando este completar 18 anos.
!! Se a vítima vier a falecer, o prazo começa a correr para os
legitimados (cônjuge, ascendente, etc.) quando tomarem
conhecimento do fato ou de sua autoria (art. 38, § único do CPP)
ou, no caso de já ser conhecido, da data do óbito da vítima.
!! A representação pode ser oferecida perante o MP, a autoridade
policial ou mesmo perante o Juiz.
Já quanto à ação penal pública condicionada à requisição do Ministro
da Justiça: 00965818918
AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA À REQUISIÇÃO DO MINISTRO DA
JUSTIÇA
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6
Art. 24 (...) § 1o No caso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por decisão
judicial, o direito de representação passará ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão.
(Parágrafo único renumerado pela Lei nº 8.699, de 27.8.1993).
7
PACELLI, Eugênio. Op. cit., p. 156
8
Art. 38. Salvo disposição em contrário, o ofendido, ou seu representante legal, decairá no
direito de queixa ou de representação, se não o exercer dentro do prazo de seis meses,
contado do dia em que vier a saber quem é o autor do crime, ou, no caso do art. 29, do dia em
que se esgotar o prazo para o oferecimento da denúncia;
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!! Prevista apenas para determinados crimes, nos quais existe um
juízo político acerca da conveniência em vê-los apurados ou não.
São poucas as hipóteses, citando, como exemplo, o crime cometido
contra a honra do Presidente da República (art. 141, I, c/c art.
145, § único, do CP).
!! Diferentemente do que ocorre com a representação, não há prazo
decadencial para o oferecimento da requisição, podendo esta
ocorrer enquanto não estiver extinta a punibilidade do crime.
!! A maioria da Doutrina entende que não cabe retratação
dessa requisição9, ao contrário do que ocorre com a
representação do ofendido, por não haver previsão legal e por se
tratar a requisição, de um ato administrativo.
!! O MP não está vinculado à requisição, podendo deixar de ajuizar a
ação penal.
1.2.3.! Ação penal privada exclusiva
É a modalidade de ação penal privada clássica. É aquela na qual a Lei
entende que a vontade do ofendido em ver ou não o crime apurado e o
infrator processado são superiores ao interesse público em apurar o fato.
Alguns princípios regem a ação penal privada:
•! Oportunidade – Diferentemente do que ocorre com relação à
ação penal pública, que é obrigatória para o MP, na ação penal
privada compete ao ofendido ou aos demais legitimados
proceder à análise da conveniência do ajuizamento da
ação.
•! Disponibilidade – Também de maneira diversa do que ocorre
na ação penal pública, aqui o titular da ação penal
(ofendido) pode desistir da ação penal proposta (art. 51
do CPP).
•! Indivisibilidade – Outra característica diversa é a
impossibilidade de se fracionar o exercício da ação penal
00965818918
em relação aos infratores. O ofendido não é obrigado a
ajuizar a queixa, mas se o fizer, deve ajuizar a queixa em face
de todos os agentes que cometeram o crime, sob pena de se
caracterizar a RENÚNCIA em relação àqueles que não
foram incluídos no polo passivo da ação. Assim,
considerando que houve a renúncia ao direito de queixa em
relação a alguns dos criminosos, o benefício se estende
também aos agentes que foram acionados judicialmente, por
força do art. 48 do CP: Art. 48. A queixa contra qualquer dos
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
9
Nesse sentido, TOURINHO FILHO, FREDERICO MARQUES e MIRABETE. Em sentido contrário,
NUCCI. NUCCI, Guilherme de Souza. Op. Cit., p. 157/158
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autores do crime obrigará ao processo de todos, e o Ministério !
Público velará pela sua indivisibilidade.
∀
O prazo para ajuizamento da ação penal privada (queixa) é
decadencial de seis meses, e começa a fluir da data em que o ofendido
tomou ciência de quem foi o autor do delito. O STF e o STJ entendem
que se a queixa foi ajuizada dentro do prazo legal, mas perante
juízo incompetente, mesmo assim terá sido interrompido o prazo
decadencial, pois o ofendido não ficou inerte.10
O ofendido pode ainda, renunciar ao direito de ajuizar a ação
(queixa), e se o fizer somente a um dos infratores, a todos se estenderá,
por força do art. 49 do CPP:
Art. 49. A renúncia ao exercício do direito de queixa, em relação a um dos
autores do crime, a todos se estenderá.
A renúncia só pode ocorrer antes do ajuizamento da demanda
e pode ser expressa ou tácita. Com relação à renúncia tácita
(decorrente da não inclusão de algum dos infratores na ação penal), o
STJ firmou entendimento no sentido de que a omissão do querelante
(ausência de inclusão de algum dos infratores) deve ter sido
VOLUNTÁRIA, ou seja, ele deve ter, de fato, querido não processar o
infrator. Em se tratando de omissão INVOLUNTÁRIA (mero esquecimento,
por exemplo), não se pode considerar ter ocorrido renúncia tácita,
devendo o MP requerer a intimação do querelante para que se manifeste
quanto aos demais infratores.11
Após o ajuizamento da demanda o que poderá ocorrer é o
perdão do ofendido. Nos termos do art. 51 do CPP:
Art. 51. O perdão concedido a um dos querelados aproveitará a todos, sem
que produza, todavia, efeito em relação ao que o recusar.
A utilização do termo querelado denota que só pode ocorrer o
perdão depois de ajuizada a queixa, pois só após este momento há
querelante (ofendido) e querelado (autor do crime).
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10
Mesmo que a queixa-crime tenha sido apresentada perante Juízo incompetente, o
certo é que o seu simples ajuizamento é suficiente para obstar a decadência,
interrompendo o seu Doutrina. Precedentes do STJ e do STF.
3. Recurso desprovido.
(RHC 25.611/RJ, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, julgado em 09/08/2011, DJe
25/08/2011)
11
(...) "O reconhecimento da renúncia tácita ao direito de queixa exige a demonstração de
que a não inclusão de determinados autores ou partícipes na queixa-crime se deu de
forma deliberada pelo querelante" (v.g.: HC 186.405/RJ, Quinta Turma, Rel. Min. Jorge Mussi,
DJe de 11/12/2014).
Recurso ordinário desprovido.
(RHC 55.142/MG, Rel. Ministro FELIX FISCHER, QUINTA TURMA, julgado em 12/05/2015, DJe
21/05/2015)
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O perdão, à semelhança do que ocorre com a renúncia ao direito de !
queixa, também pode ser expresso ou tácito. No primeiro caso, é simples,
decorre de manifestação expressa do querelante no sentido de que
perdoa o infrator. No segundo caso, decorre da prática de algum ato
incompatível com a intenção de processar o infrator (ex.: Casar-se com o
infrator).
O perdão pode ser:
•! Judicial – quando oferecido pelo querelante dentro do
processo
•! Extrajudicial – quando o querelante oferece o perdão FORA
do processo (não o faz em manifestação processual)
Na ação penal privada pode ocorrer, ainda, a perempção da ação
penal, que é a perda do direito de prosseguir na ação como punição ao
querelante que foi inerte ou negligente no processo. As hipóteses estão
previstas no art. 60 do CPP:
Art. 60. Nos casos em que somente se procede mediante queixa, considerar-
se-á perempta a ação penal:
I - quando, iniciada esta, o querelante deixar de promover o andamento do
processo durante 30 dias seguidos;
II - quando, falecendo o querelante, ou sobrevindo sua incapacidade, não
comparecer em juízo, para prosseguir no processo, dentro do prazo de 60
(sessenta) dias, qualquer das pessoas a quem couber fazê-lo, ressalvado o
disposto no art. 36;
III - quando o querelante deixar de comparecer, sem motivo justificado, a
qualquer ato do processo a que deva estar presente, ou deixar de formular o
pedido de condenação nas alegações finais;
IV - quando, sendo o querelante pessoa jurídica, esta se extinguir sem deixar
sucessor.
Com relação ao inciso I (deixar de dar andamento ao processo por 30
dias seguidos), a Doutrina12 é pacífica no sentido de que não é possível
falar em perempção quando o querelante deixa de dar seguimento ao 00965818918
processo por várias vezes, mas todas elas em período inferior a 30 dias
(25 dias em uma vez, 15 em outra, etc.).
Por fim, a queixa pode ser oferecida por procurador, desde que se
trate de procuração com poderes especiais, nos termos do art. 44 do
CPP.
1.2.4.! Ação penal privada subsidiária da pública
Trata-se de hipótese na qual a ação penal é, na verdade, pública, ou
seja, o seu titular é o MP. No entanto, em razão da inércia do MP em
oferecer a denúncia no prazo legal (em regra, 15 dias se réu solto, ou 05
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
12
NUCCI, Guilherme de Souza. Op. Cit., p. 166
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dias se réu preso), a lei confere ao ofendido o direito de ajuizar uma ação !
penal privada (queixa) que substitui a ação penal pública. Esta previsão
está contida no art. 29 do CPP:
Art. 29. Será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não
for intentada no prazo legal, cabendo ao Ministério Público aditar a queixa,
repudiá-la e oferecer denúncia substitutiva, intervir em todos os termos do
processo, fornecer elementos de prova, interpor recurso e, a todo tempo, no
caso de negligência do querelante, retomar a ação como parte principal.
Entretanto, o ofendido tem um prazo de seis meses para
oferecer a ação penal privada, que começa a correr no dia em que
se esgota o prazo do MP para oferecer a denúncia, conforme art. 38
do CPP:
Art. 38. Salvo disposição em contrário, o ofendido, ou seu representante
legal, decairá no direito de queixa ou de representação, se não o
exercer dentro do prazo de seis meses, contado do dia em que vier a
saber quem é o autor do crime, ou, no caso do art. 29, do dia em que se
esgotar o prazo para o oferecimento da denúncia.
Se o MP requer ao Juiz dilação de prazo para realização de diligências
ou promove o arquivamento do IP, não se pode admitir a ação penal
privada, pois esta somente existe para os casos nos quais o MP
permaneceu inerte, sem nada fazer. Se o MP pratica uma destas
condutas, não há inércia, mas apenas a prática de atos que lhe são
permitidos.13
Por fim, não é admissível o perdão do ofendido na ação penal
privada subsidiária da pública, pois se trata de ação originariamente
pública, na qual só se admitiu o manejo da ação privada em razão de
uma circunstância temporal. Tanto é assim que o art. 105 do CP
estabelece que:
Art. 105 - O perdão do ofendido, nos crimes em que somente se procede
mediante queixa, obsta ao prosseguimento da ação.
Ora, se o artigo fala em “crimes em que somente se procede 00965818918
mediante queixa”, exclui desta lista a ação penal privada subsidiária da
pública, pois esta é cabível nos crimes que são, originariamente, de ação
penal PÚBLICA.
1.2.5.! Ação penal personalíssima
Trata-se de modalidade de ação penal privada exclusiva, cuja única
diferença é que, nesta hipótese, somente o ofendido14 (mais ninguém,
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
13
Na Jurisprudência, por todos: (AgRg no RMS 27.518/SP, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO
BELLIZZE, QUINTA TURMA, julgado em 20/02/2014, DJe 27/02/2014)
Na Doutrina, por todos: PACELLI, Eugênio. Op. cit., p. 159
14
A única hipótese ainda existente no nosso ordenamento é o crime previsto no art. 236
do CP:
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em hipótese nenhuma!) poderá ajuizar a ação15. Assim, se o !
ofendido falecer, nada mais haverá a ser feito, estando extinta a
punibilidade, pois a legitimidade não se estende aos sucessores,
como acontece nos demais crimes de ação privada.
Além disso, se o ofendido é menor, o seu representante não pode
ajuizar a demanda. Assim, deve o ofendido aguardar a maioridade para
ajuizar a ação penal privada.
1.3.! Denúncia e queixa: elementos
A denúncia ou queixa deve conter alguns elementos:
1.3.1.! Exposição do fato criminoso
Deve a inicial acusatória (denúncia ou queixa) expor de forma
detalhada o fato criminoso, com todas as suas circunstâncias, até para
permitir o exercício do direito de defesa.
1.3.2.! Qualificação do acusado
Deve a inicial, ainda, conter a qualificação do acusado. Se o acusador
não dispuser da qualificação completa do acusado, por faltarem
informações, deverá ao menos indicar os elementos pelos quais seja
possível identifica-lo (marcas no corpo, características físicas diversas,
etc.).
1.3.3.! Classificação do delito (tipificação do delito)
É a simples indicação do dispositivo legal violado pelo acusado (art.
155, no crime de furto, por exemplo). Entende-se que este requisito não
é indispensável, pois o acusado se defende dos fatos, e não dos
dispositivos imputados. Assim, se a inicial narrar um roubo mas indicar o
dispositivo do furto (indicar o art. 155, erroneamente), o Juiz poderá, 00965818918
mais à frente, corrigir o equívoco.
1.3.4.! Rol de testemunhas
A inicial acusatória deve vir acompanhada do rol de testemunhas,
quando houver.
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Art. 236 - Contrair casamento, induzindo em erro essencial o outro contraente, ou ocultando-lhe
impedimento que não seja casamento anterior:
Pena - detenção, de seis meses a dois anos.
Parágrafo único - A ação penal depende de queixa do contraente enganado e não pode ser
intentada senão depois de transitar em julgado a sentença que, por motivo de erro ou
impedimento, anule o casamento.
15
PACELLI, Eugênio. Op. cit., p. 157/158
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1.3.5.! Endereçamento
Deve a inicial ser endereçada ao Juiz competente para apreciar o
caso. O endereçamento errôneo, porém, não invalida a peça acusatória.
1.3.6.! Redação em vernáculo
Deve a inicial acusatória ser escrita em português (todos os atos
processuais devem ser praticados em língua portuguesa ou traduzidos
para o português).
1.3.7.! Subscrição
Deve a inicial acusatória ser assinada pelo membro do MP (denúncia)
ou pelo advogado do querelante (no caso da queixa-crime).
2.! RESUMO
AÇÃO PENAL - CONCEITO E ESPÉCIES
•! A ação penal é o instrumento que dá início ao processo penal,
através do qual o Estado poderá exercer seu ius puniendi. Pode ser
de duas grandes espécies:
"! Pública – (1) incondicionada (2) condicionada
"! Privada – (1) exclusiva (2) personalíssima (3) subsidiária da
pública
Assim:
AÇÃO PENAL
00965818918
PÚBLICA INCONDICIONADA Não depende de qualquer condição
(titularidade CONDICIONADA Requisição do Ministro da Justiça
do MP)
!! Não tem prazo (pode ser
oferecida enquanto não extinta a
punibilidade)
!! Não cabe retratação.
!! MP não está vinculado à
requisição (oferecida a requisição,
pode o MP deixar de denunciar)
Representação do ofendido:
!! Deve ser oferecida dentro de 06
meses, sob pena de decadência
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!! É retratável, até o oferecimento!
da denúncia pelo MP
!! Não exige forma específica
!! Não é divisível quanto aos
autores do fato criminoso
PRIVADA EXCLUSIVA O direito de queixa passa aos
(titularidade sucessores
do PERSONALÍSSIMA O direito de queixa não passa aos
ofendido) sucessores (nem pode ser exercido
pelo representante legal).
SUBSIDIÁRIA DA Quando há INÉRCIA do MP, o ofendido
PÚBLICA passa a ter legitimidade para ajuizar a
queixa-crime subsidiária. Essa
legitimidade dura por seis meses, e
neste período, tanto o MP quando o
ofendido podem ajudar ação penal
(legitimidade concorrente).
CARACTERÍSTICAS
•! A ação penal pública (tanto a incondicionada quanto à
condicionada) é de titularidade exclusiva do MP e goza das
seguintes características:
"! Obrigatoriedade
"! Oficialidade
"! Indisponibilidade
"! Divisibilidade
•! A ação penal privada é de titularidade do ofendido e goza das
seguintes características:
"! Indivisibilidade 00965818918
"! Oportunidade
"! Disponibilidade
"! Deve ser ajuizada dentro de seis meses (contados da data
em que foi conhecida a autoria do delito), sob pena de
decadência do direito de queixa.
INSTITUTOS PRIVATIVOS DA AÇÃO PENAL EXCLUSIVAMENTE
PRIVADA – Não cabem na ação penal privada subsidiária da
pública
1. RENÚNCIA
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•! Antes do ajuizamento da ação !
•! Expressa ou tácita (Com relação à renúncia tácita, decorrente da
não inclusão de algum dos infratores na ação penal, o STJ
firmou entendimento no sentido de que a omissão do querelante
deve ter sido VOLUNTÁRIA, ou seja, ele deve ter, de fato,
querido não processar o infrator).
•! Oferecida a um dos infratores a todos se estende
•! Não depende de aceitação pelos infratores (ato unilateral)
2. PERDÃO
•! Depois do ajuizamento da ação
•! Expresso ou tácito
•! Processual ou extraprocessual
•! Oferecido a um dos infratores a todos se estende
•! Depende de aceitação pelos infratores (ato BILATERAL)
•! Se um dos infratores não aceitar, isso não prejudica o direito
dos demais
RENÚNCIA X PERDÃO DO OFENDIDO
INSTITUTO RENÚNCIA PERDÃO
MOMENTO Antes de iniciado o Depois de iniciado o processo
processo
ACEITAÇÃO Não depende (ato Depende de aceitação pelo infrator
unilateral) (ato bilateral)
FORMA Expressa ou tácita Expresso ou tácito (pode ser, ainda,
processual ou extraprocessual)
EXTENSÃO Oferecida a um, a Oferecido a um, a todos se estende
todos se estende 00965818918
3. PEREMPÇÃO
•! Penalidade ao querelante pela negligência na condução do
processo
•! Cabível quando:
!!O querelante deixar de promover o andamento do
processo durante 30 dias seguidos
!!Falecendo o querelante, ou sobrevindo sua
incapacidade, não comparecer em juízo, para
prosseguir no processo, dentro do prazo de 60 dias,
qualquer das pessoas a quem couber fazê-lo
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!!O querelante deixar de comparecer, sem motivo !
justificado, a qualquer ato do processo a que deva
estar presente
!!O querelante deixar de formular o pedido de
condenação nas alegações finais
!!Sendo o querelante pessoa jurídica, esta se extinguir
sem deixar sucessor.
DISPOSIÇÕES IMPORTANTES
•! Quando se tratar de crime de ação penal pública, e o MP nada
fizer no prazo legal de oferecimento da denúncia (inércia do MP),
o ofendido, ou quem lhe represente, poderá ajuizar ação penal
privada subsidiária da pública, tendo essa legitimidade um prazo
de validade de seis meses, a contar do dia seguinte em que termina
o prazo para manifestação do MP (consolidando sua inércia). OBS.:
Não é cabível a ação penal privada subsidiária se o MP requer o
arquivamento ou requer a realização de novas diligências (neste
caso não há inércia).
•! A justa causa é a existência de elementos de prova mínimos,
aptos a justificar a demanda penal (STJ).
_________
Bons estudos!
Prof. Renan Araujo
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3.! LISTA DE EXERCÍCIOS
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01.! (UEG – 2013 – PC/GO – ESCRIVÃO DE POLÍCIA)
Sobre a ação penal, segundo o Código de Processo Penal, verifica-se que
a) qualquer pessoa do povo poderá provocar a iniciativa do Ministério
Público, nos casos em que caiba a ação pública, fornecendo-lhe, por
escrito, informações sobre o fato e a autoria e indicando o tempo, o lugar
e os elementos de convicção.
b) a representação do ofendido, nos casos de ação penal pública
condicionada à representação e de ação penal privada, vincula o promotor
de justiça ao oferecimento da denúncia.
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c) o prazo para oferecimento de queixa pelo ofendido prescreverá se não !
exercido dentro do prazo de 6 meses, contados do dia em que se tomar
conhecimento do autor do crime.
d) a inobservância do prazo para oferecimento da denúncia, pelo
Ministério Público, na ação penal pública incondicionada, acarretará a
perempção e seu não recebimento pelo judiciário.
02.! (UEG – 2008 – PC/GO – AGENTE DE POLÍCIA)
Sobre a ação penal, é CORRETO afirmar:
a) na ação penal pública condicionada à representação, o Ministério
Público não pode dar ao fato criminoso definição diversa da conferida pelo
representante.
b) o Ministério Público não poderá desistir da ação penal proposta, mas
isso não impede, porém, que no final do processo peça absolvição do
acusado.
c) pode ser iniciada, nas contravenções penais, por portaria expedida pela
autoridade policial ou judicial ou com o auto de prisão em flagrante.
d) no caso de ação penal pública incondicionada, a denúncia deve ser
rejeitada quando intempestiva.
03.! (UEG – 2008 – PC/GO – AGENTE DE POLÍCIA)
Sobre a queixa, é CORRETO afirmar:
a) o titular da ação penal privada exclusiva poderá decidir livremente
quem deseja processar.
b) o Ministério Público é o titular da ação penal privada exclusiva.
c) o prazo para o exercício do direito de queixa é decadencial.
d) para seu oferecimento, é indispensável o inquérito policial.
04.! (UEG – 2008 – PC/GO – AGENTE DE POLÍCIA)
00965818918
Sobre a ação penal privada, é CORRETO afirmar:
a) a renúncia ao direito de queixa consiste em manifestação de vontade
do ofendido por meio do qual ele desiste de exercer seu direito de ação.
b) o perdão do ofendido consiste na desistência da demanda manifestada
pelo querelante unilateralmente e independe da aceitação do querelado.
c) a perempção, por sua própria natureza, somente pode ocorrer antes de
proposta a ação penal.
d) o perdão concedido a um dos querelados somente a ele aproveitará.
05.! (UEG – 2008 – PC/GO – DELEGADO DE POLÍCIA –
ADAPTADA)
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segundo o Código de Processo Penal, seja qual for o crime, quando !
praticado em detrimento do patrimônio ou interesse da União, Estado e
Município, a ação penal será pública.
06.! (PM-MG – 2014 – PM-MG – OFICIAL DA PM)
Sobre a ac=ão penal privada subsidiária da pública, é CORRETO afirmar
que:
a) Uma vez impetrada, cabe ao Ministério Público manter-se silente
durante a instruc=ão processual, sendo-lhe vedado expressamente retomar
a a,ão como parte principal.
b) Não é admitida por ser o Ministério Público o titular exclusivo da ac=ão
penal pública.
c) Por se tratar de um direito fundamental, a ac=ão penal privada
subsidiária da pública não está sujeita a prazo decadencial.
d) Arquivado o inquérito policial, por decisão judicial, a pedido do
Ministério Público, não cabe a ac=ão penal privada subsidiária da pública.
07.! (PM-MG – 2014 – PM-MG – OFICIAL DA PM)
Sobre a ac=ão penal privada, marque a alternativa CORRETA:
a) O querelado poderá recusar o perdão do querelante.
b) Ocorrerá prescric=ão quando o querelante deixar de promover o
andamento do processo durante 30 dias seguidos.
c) A queixa-crime, assim como a ac=ão penal pública, é indisponível.
d) Cabe ao Ministério Público promover, privativamente, a ac=ão penal
pública, não se admitindo a,ão penal privada nos crimes de a,ão pública.
08.! (FCC – 2014 – TRF4 – OFICIAL DE JUSTIÇA)
Antonio, empresário do ramo de construção civil, foi difamado e injuriado
por José, seu vizinho. Antonio faleceu quinze dias depois do ocorrido. Para
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que José seja processado criminalmente pelas ofensas,
(A) a esposa de Antonio, ou seu filho, poderá oferecer queixa contra José.
(B) o Ministério Público deverá oferecer denúncia contra José.
(C) a esposa de Antonio deverá oferecer representação para que o
Ministério Público possa oferecer denúncia contra José.
(D) o filho de Antonio deverá oferecer representação para que o Ministério
Público possa oferecer denúncia contra José.
(E) extingue-se a punibilidade de José em razão do falecimento de
Antonio.
09.! (FCC – 2014 – TRF4 – TÉCNICO JUDICIÁRIO)
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No tocante à ação penal, de acordo com o Código de Processo Penal, !
(A) no caso de ação penal de iniciativa pública dependente de
representação, esta será irretratável depois de oferecida a denúncia.
(B) apenas a vítima poderá provocar a iniciativa do Ministério Público nos
casos em que caiba ação penal pública incondicionada.
(C) se o órgão do Ministério Público, ao invés de apresentar a denúncia,
requerer o arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer peças de
informação, o ofendido poderá promover ação penal de iniciativa privada
subsidiária da pública.
(D) salvo disposição em contrário, o ofendido, ou seu representante legal,
decairá do direito de queixa ou de representação, se não o exercer dentro
do prazo de 30 dias, contado da data do crime.
(E) o direito de representação somente poderá ser exercido
pessoalmente, mediante declaração escrita.
10.! (FCC – 2014 – TJ-AP – JUIZ)
Em relação à ação penal, o Código de Processo Penal estabelece que
a) o Ministério Público não pode retomar, como parte principal, a ação
penal de iniciativa privada subsidiária da pública em caso de negligência
do querelante
b) a representação será irretratável depois de oferecida a denúncia.
c) apenas a vítima, nos crimes de ação pública incondicionada, poderá
provocar a iniciativa do Ministério Público.
d) a ação penal de iniciativa privada subsidiária da pública não se
submete a prazo decadencial.
e) o Ministério Público não pode oferecer elementos de prova na ação
penal de iniciativa privada subsidiária da pública.
11.! (FCC – 2014 – TRF3 – ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE
JUSTIÇA) 00965818918
Ante o pedido de arquivamento de inquérito policial formulado
tempestivamente pelo Procurador da República, Paulo, vítima do delito
previsto no artigo 171, § 3o, do Código Penal, ingressa com queixa
subsidiária, a qual deverá ser
a) rejeitada.
b) processada, dando-se oportunidade de o Ministério Público aditá-la.
c) processada como ação penal de iniciativa privada.
d) rejeitada e o magistrado deve aplicar a regra do artigo 28 do Código de
Processo Penal.
e) processada e o Ministério Público deve reassumi-la como ação penal de
iniciativa pública.
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12.! (FCC – 2013 – TRT15 – TÉCNICO JUDICIÁRIO)
A ação penal pública incondicionada é a que pode ser proposta
a) pelo ofendido, ou por quem tiver qualidade para representá-lo, quando
houver inércia do Ministério Público.
b) por qualquer do povo, visando a condenação do autor de uma infração
penal.
c) pelo Ministério Público de ofício, sem representação ou requisição de
quem quer que seja.
d) somente pelo ofendido, em razão da gravidade e especialidade do bem
jurídico lesado.
e) pelo Ministro da Justiça nos casos em que razões de ordem política
prevista em lei tornem obrigatória a sua iniciativa.
13.! (FCC – 2013 – TJ-PE – TITULAR NOTARIAL)
NÃO ocorre perempção da ação penal de iniciativa privada
a) quando o querelado aceitar o perdão.
b) quando, falecendo o querelante, ou sobrevindo sua incapacidade, não
comparecer em juízo, para prosseguir no processo, dentro do prazo de 60
(sessenta) dias, qualquer das pessoas a quem couber fazê-lo.
c) quando, iniciada esta, o querelante deixar de promover o andamento
do processo durante 30 (trinta) dias seguidos.
d) quando o querelante deixar de comparecer, sem motivo justificado, a
qualquer ato do processo a que deva estar presente.
e) quando, sendo o querelante pessoa jurídica, esta se extinguir sem
deixar sucessor.
14.! (FCC – 2013 – TJ-PE – JUIZ)
Nos crimes de ação penal de iniciativa privada, 00965818918
a) o perdão do ofendido somente é cabível antes do exercício do direito
de ação.
b) o perdão concedido a um dos querelados aproveitará a todos, sem que
produza, todavia, efeito em relação ao que o recusar.
c) a renúncia ao exercício do direito de queixa se estenderá a todos os
querelantes.
d) a renúncia é ato unilateral, voluntário e necessariamente expresso.
e) a perempção pode ocorrer no curso do inquérito policial.
15.! (FCC – 2015 – CNMP – ANALISTA: DIREITO)
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Seja qual for o crime, quando praticado em detrimento do patrimônio ou !
interesse da União, Estado e Município, a ação penal será
a) pública condicionada à requisição do Ministro da Justiça.
b) privada subsidiária da pública.
c) pública condicionada à representação da pessoa jurídica de direito
público.
d) privada.
e) pública.
16.! (FCC – 2011 – TCE-SP – PROCURADOR)
O prazo para o Ministério Público aditar a queixa na ação privada
subsidiária ou exclusiva, contado da data do recebimento dos autos, será
de
A) 02 dias.
B) 03 dias.
C) 05 dias.
D) 08 dias.
E) 10 dias.
17.! (FCC – 2008 – TCE/AL – PROCURADOR)
Sobre ação penal, é correto afirmar:
A) A renúncia da ação penal privada ocorre após o oferecimento da
queixa e o perdão antes.
B) No caso de morte do ofendido, o direito de oferecer queixa ou
prosseguir na ação penal passará ao cônjuge, ascendente, descendente
ou colateral até terceiro grau.
C) Se comparecer mais de uma pessoa com direito de queixa, será
privilegiada aquela que primeiro comparecer.
D) As fundações, associações ou sociedades legalmente constituídas
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poderão exercer a ação penal privada.
E) No caso de ação penal privada exclusiva, o Ministério Público pode
recorrer se o acusado for absolvido.
18.! (FCC – 2008 – TCE/AL – PROCURADOR)
Em relação às ações penais públicas condicionadas, o Código de Processo
Penal prevê a possibilidade de retratação da
A) representação do ofendido até o oferecimento da denúncia.
B) representação do ofendido até o recebimento da denúncia.
C) requisição do Ministro da Justiça até o oferecimento da denúncia.
D) requisição do Ministro da Justiça até o recebimento da denúncia.
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E) representação do ofendido e da requisição do Ministro da Justiça até o !
recebimento da denúncia.
19.! (FCC – 2010 – MPE-SE – ANALISTA – DIREITO)
Dispõe o Código de Processo Penal que será admitida ação privada nos
crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal. Essa
regra constitui exceção ao princípio da
A) indisponibilidade
B) legalidade
C) intranscendência
D) obrigatoriedade
E) oficialidade
20.! (FCC – 2011 – TRT 1RG – TÉCNICO JUDICIÁRIO –
SEGURANÇA)
A ação penal que só pode ser proposta pelo ofendido, não se estendendo
esse direito ao cônjuge ou aos sucessores em caso de morte ou ausência,
denomina-se ação penal
A) privada subsidiária da ação pública.
B) pública incondicionada.
C) privada exclusiva.
D) privada personalíssima.
E) pública condicionada.
21.! (FCC – 2011 – TRF 1°RG – ANALISTA JUDICIÁRIO –
EXECUÇÃO DE MANDADOS)
A ação penal ajuizada pelo ofendido ou por quem tenha condições de
representá-lo, nos crime de ação pública, quando não for intentada pelo
Ministério Público no prazo legal, denomina-se ação penal
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A) privada exclusiva.
B) pública incondicionada.
C) privada subsidiária da pública.
D) pública condicionada.
E) privada personalíssima.
22.! (FCC – 2010 – TCE/AP – PROCURADOR)
No tocante à ação penal, é correto afirmar que
A) não se admite renúncia tácita, no caso de ação penal de iniciativa
privada.
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B) considerar-se-á perempta a ação penal quando, após iniciada, o !
Ministério Público deixar de promover o andamento do processo ou dele
desistir.
C) a representação será retratável, depois de recebida a denúncia.
D) o prazo para oferecimento da denúncia será de 8 (oito) dias, estando o
réu preso, e de 15 (quinze) dias, se o réu estiver solto ou afiançado.
E) as fundações, associações ou sociedades legalmente constituídas
poderão exercer ação penal.
23.! (FCC – 2010 – TRE/RS – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA
JUDICIÁRIA)
A penalidade imposta ao querelante, ou aos seus sucessores, em virtude
do desinteresse em prosseguir na ação penal privada, denomina-se
A) decadência.
B) prescrição da pretensão punitiva.
C) prescrição da pretensão executória.
D) perempção.
E) preclusão.
24.! (FCC – 2005 – PGE/SE – PROCURADOR DE ESTADO)
A perda do direito de representar ou de oferecer queixa, em razão do
decurso do prazo fixado para o seu exercício, e o de continuar a
movimentar a ação penal privada, causada pela inércia processual do
querelante, configuram, respectivamente,
A) prescrição e perempção.
B) perempção e decadência.
C) prescrição e decadência.
D) decadência e perempção.
E) decadência e prescrição. 00965818918
25.! (FCC – 2006 – TRF 1° RG – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA
JUDICIÁRIA)
A ação penal privada subsidiária da pública pode ser ajuizada pelo
ofendido ou por quem tenha qualidade para representá-lo se
A) não concordar com os termos da denúncia apresentada pelo Ministério
Público.
B) o Ministério Público tiver requerido o arquivamento do inquérito
policial.
C) a denúncia apresentada pelo Ministério Público for rejeitada pelo Juiz.
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D) o Ministério Público tiver devolvido o inquérito à polícia para novas !
diligências.
E) a ação penal pública não for intentada no prazo legal.
26.! (FCC – 2006 – BCB – ANALISTA)
Nos crimes de ação penal pública condicionada, a representação do
ofendido é
a) retratável até o trânsito em julgado da sentença condenatória.
b) irretratável.
c) irretratável após o oferecimento da denúncia.
d) retratável desde que haja concordância do réu.
e) irretratável após o recebimento da denúncia.
27.! (FCC – 2012 – TJ-GO – JUIZ)
No tocante à ação penal,
a) a representação é retratável até o recebimento da denúncia.
b) o acusador não poderá desistir da ação penal.
c) em regra, o ofendido ou seu representante tem prazo de 30 (trinta)
dias para oferecimento de queixa.
d) no caso de morte do ofendido, extingue-se imediatamente a
punibilidade do autor do fato.
e) as fundações, associações e sociedades legalmente constituídas
poderão exercer ação penal.
28.! (FCC – 2012 – TRF 2 – ANALISTA JUDICIÁRIO)
A respeito da denúncia e da queixa, é correto afirmar:
a) A renúncia ao exercício do direito de queixa a um dos autores do crime
não impedirá a propositura da ação penal privada contra os demais.
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b) Na ação penal privada, oferecida a queixa, o querelado pode
apresentar reconvenção.
c) A queixa em ação penal privativa do ofendido não poderá ser aditada
pelo Ministério Público.
d) A exposição do fato criminoso com todas as suas circunstâncias é um
dos elementos tanto da denúncia, como da queixa.
e) A queixa é ato personalíssimo do ofendido, não podendo ser dada por
procurador com poderes gerais, nem especiais.
29.! (FCC – 2012 – TRF 2 – ANALISTA JUDICIÁRIO)
A representação
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a) deve ser oferecida no prazo máximo de três meses contados da data !
em que o ofendido vier a saber quem é o autor do crime, sob pena de
decadência.
b) é formalmente rigorosa, exigindo termo específico em que a vítima
declare expressamente que deseja representar contra o autor da infração.
c) admite retratação em qualquer fase do processo, inclusive na execução
de sentença.
d) não pode, em caso de morte do ofendido, ser oferecida por nenhum
dos seus sucessores.
e) não pode ser ampliada pelo Ministério Público para alcançar fatos
novos nela não mencionados.
30.! (FCC – 2013 – MPE-SE – ANALISTA)
Nos casos de crimes processados mediante ação penal de iniciativa
exclusivamente privada, o prazo máximo, em regra, para o oferecimento
da queixa-crime é de
a) um mês, contado da data do fato.
b) um mês, contado do dia em que o ofendido ou seu representante legal
vier a saber quem é o autor do crime.
c) seis meses, contados do dia em que o ofendido ou seu representante
legal vier a saber quem é o autor do crime.
d) três meses, contados do dia em que o ofendido ou seu representante
legal vier a saber quem é o autor do crime.
e) seis meses, contados da data do fato.
31.! (FCC – 2012 – TRF5 – ANALISTA JUDICIÁRIO)
Caberá ação penal privada subsidiária nos crimes de ação penal pública
quando
a) o Ministério Público requerer o arquivamento do inquérito policial e o
juiz o denegar. 00965818918
b) o Procurador-Geral insistir no pedido de arquivamento de inquérito
policial.
c) houver legitimidade ativa concorrente entre o Ministério Público e o
ofendido em crime de ação penal pública condicionada à representação.
d) o ofendido for pessoa jurídica de direito privado.
e) a ação penal não for intentada no prazo legal.
32.! (FCC – 2012 – TRF5 – ANALISTA JUDICIÁRIO)
Da aplicação do princípio da indisponibilidade da ação penal decorre que
a) o Ministério Público não pode pedir absolvição em alegações finais ou
debates em audiência.
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b) o pedido de arquivamento de inquérito policial pelo Ministério Público !
estará limitado às hipóteses em que se verifique causa de exclusão da
ilicitude.
c) o Ministério Público não poderá desistir de recurso que haja interposto.
d) o Ministério Público de segundo grau vincula seu parecer às razões de
recurso apresentadas pelo Ministério Público de primeiro grau.
e) haverá sempre o dever legal de recorrer pelo Ministério Público de
decisão absolutória.
33.! (FCC – 2012 – MPE-AP – ANALISTA)
Renato ajuizou ação penal privada contra Renê, imputando-lhe crimes de
difamação e injúria. Recebida a queixa e designada audiência de
instrução, Renato vem a óbito após um acidente de trânsito fatal em
rodovia.
Com o óbito do querelante,
a) caberá ao Ministério Público prosseguir na ação penal, assumindo a
posição do querelante.
b) o direito de prosseguir na ação penal passará ao descendente,
cônjuge, ascendente, irmão, nessa ordem.
c) o direito de prosseguir na ação penal passará ao cônjuge, ascendente,
descendente ou irmão, nesta ordem.
d) a ação penal privada será arquivada diante do caráter personalíssimo
desta, com a extinção da punibilidade do agente.
e) o direito de prosseguir na ação penal passará, exclusivamente, aos
descendentes ou ascendentes do ofendido.
34.! (FCC – 2012 – MPE-SE – TÉCNICO MINISTERIAL)
Considera-se, dentre outras, condição de procedibilidade da ação penal
pública:
a) o interrogatório e as informações sobre a vida pregressa do autor do
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fato delituoso.
b) a existência de inquérito policial concluído e relatado.
c) o prévio indiciamento do autor do fato delituoso.
d) a existência de pelo menos duas testemunhas presenciais.
e) a representação do ofendido, quando necessária.
35.! (FCC – 2012 – TRF2 – ANALISTA JUDICIÁRIO)
Quando a lei penal incriminadora silencia a respeito da ação penal cabível
para determinada infração penal, entende-se que a ação penal é
a) pública condicionada à representação do ofendido.
b) privada exclusiva.
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c) pública incondicionada. !
d) privada personalíssima.
e) pública condicionada à requisição do Ministro da Justiça.
36.! (FCC – 2012 – TRF 2 – TÉCNICO JUDICIÁRIO)
Nos crimes de ação pública, a ação penal será promovida através de
a) denúncia do Ministério Público.
b) queixa-crime formulada pelo ofendido ou por quem tenha qualidade
para representá-lo.
c) portaria da autoridade policial.
d) requisição do Ministro da Justiça.
e) requerimento de qualquer pessoa maior e capaz.
37.! (FCC – 2012 – TRF 2 – TÉCNICO JUDICIÁRIO)
Na ação penal privada exclusiva, o perdão do ofendido
a) depende da aceitação do Ministério Público.
b) só pode ocorrer após o recebimento da queixa.
c) não pode ser tácito, exigindo-se que seja sempre formulado de forma
expressa.
d) implica redução da pena, mas não acarreta a extinção da punibilidade.
e) concedido a um dos querelados aproveitará a todos, mesmo em
relação aquele que o recusar.
38.! (FCC – 2012 – TJ-PE – OFICIAL DE JUSTIÇA)
Se a ação penal pública não tiver sido proposta pelo Ministério Público no
prazo legal, poderá, subsidiariamente, ajuizá-la
a) qualquer do povo, interessado ou não na punição do acusado.
b) o juiz, de ofício. 00965818918
c) o ofendido ou quem tenha qualidade para representá-lo.
d) o juiz, mediante representação do ofendido.
e) qualquer do povo, desde que tenha interesse na punição do acusado.
39.! (FCC – 2012 – TJ-PE – TÉCNICO JUDICIÁRIO)
A ação penal proposta pelo ofendido nos crimes de ação pública quando o
Ministério Público deixar de oferecer denúncia no prazo legal denomina-se
ação penal
a) popular.
b) pública condicionada.
c) privada.
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d) privada subsidiária da pública. !
e) pública incondicionada.
40.! (FCC – 2012 – TJ-PE – TÉCNICO JUDICIÁRIO)
A representação do ofendido ou de quem tenha qualidade para
representá-lo, nos casos previstos em lei, é
a) causa de extinção da punibilidade.
b) pressuposto processual de toda ação penal.
c) condição de procedibilidade da ação penal privada.
d) pressuposto processual da ação penal privada.
e) condição de procedibilidade da ação penal pública.
41.! (VUNESP – 2016 – MPE-SP – OFICIAL DE PROMOTORIA)
Nos crimes de ação _________ , esta será promovida por denúncia do
Ministério Público, mas dependerá, quando a lei o exigir, de __________
do Ministro da Justiça, ou de __________ do ofendido ou de quem tiver
qualidade para representá-lo.
Assinale a alternativa que, respectivamente, preenche, de modo
tecnicamente correto, as lacunas.
a) privada … autorização … requisição
b) pública … representação … requisição
c) privada … requisição … autorização
d) pública … requisição … representação
e) privada … autorização … representação
42.! (VUNESP – 2015 – TJ-MS – JUIZ SUBSTITUTO)
XISTO, querelante em ação penal privada, ao término da instrução e
representado por advogado constituído, requereu a absolvição de
CRISTÓVÃO, querelado. Deve o juiz
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a) determinar a extração de peças processuais e o encaminhamento à
autoridade policial, para apuração da prática, pelo querelante, de
denunciação caluniosa.
b) designar audiência para tentativa de conciliação das partes, em
homenagem ao princípio da intervenção mínima.
c) considerar perempta a ação penal, porque o querelante deixou de
formular pedido de condenação nas alegações finais.
d) encaminhar os autos em vista ao Ministério Público, titular da ação
penal, para manifestação de interesse na produção de outras provas.
e) absolver CRISTÓVÃO, com fundamento no artigo 386, inciso VII, do
Código de Processo Penal.
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43.! (VUNESP – 2015 – PC-CE – DELEGADO DE POLÍCIA)
No caso de morte do ofendido
a) o direito de oferecer queixa passará ao cônjuge, ascendente,
descendente ou irmão; nos crimes de ação privada, o juiz, a
requerimento da parte que comprovar a sua pobreza, instaurará de ofício
a ação penal.
b) o direito de oferecer queixa se extinguirá; nos crimes de ação privada,
o juiz, a requerimento da parte que comprovar a sua pobreza, instaurará
de ofício a ação penal.
c) o direito de oferecer queixa passará ao cônjuge, ascendente,
descendente ou irmão; nos crimes de ação privada, o juiz, a
requerimento da parte que comprovar a sua pobreza, nomeará advogado
para promover a ação penal.
d) no curso da ação privada, declarar-se-á a extinção da punibilidade do
ofensor; nos crimes de ação pública condicionada, o juiz, a requerimento
da parte que comprovar a sua pobreza, nomeará advogado para
promover a ação penal.
e) no curso da ação pública condicionada, declarar-se-á a extinção da
punibilidade do ofensor; nos crimes de ação pública condicionada, o juiz,
a requerimento da parte que comprovar a sua pobreza, nomeará
advogado para promover a ação penal.
44.! (VUNESP – 2014 – TJ-PA – JUIZ)
José, João e Luís são sócios de uma empresa. José e João redigem,
assinam e divulgam entre os clientes e fornecedores da empresa uma
carta aberta com afirmações desonrosas em desfavor de Luís. Após
regular inquérito policial em que José e João são ouvidos, Luís promove
queixa-crime unicamente contra José, uma vez que, por motivos
pessoais, não quis processar João. Considerando que o acúmulo de
acusações faça com que a demanda não seja julgada pelo rito
sumaríssimo, que foi infrutífera a fase de reconciliação – o que remete o
00965818918
processo ao rito comum – e que não é caso de rejeição, deve o
magistrado.
a) considerar que houve perdão com relação a João e extinguir sua
punibilidade; determinar a citação e intimação de José para apresentação
de resposta escrita.
b) intimar Luís para que se manifeste expressamente acerca da ausência
de João no polo passivo; determinar a citação e intimação de José para
apresentação de resposta escrita.
c) considerar que houve renúncia com relação a João, estender tal
entendimento a José e extinguir a punibilidade de ambos.
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d) considerar que houve renúncia com relação a João e extinguir sua !
punibilidade; determinar a citação e intimação de José para apresentação
de resposta escrita.
e) considerar que houve perdão com relação a João, estender tal
entendimento a José e intimá-los para que se manifestem no sentido de
aceitar ou recusar a benesse oferecida por Luís.
45.! (VUNESP – 2013 – TJ-SP – JUIZ)
A ação penal somente pode ser proposta contra quem se imputa a prática
da infração penal. Outra pessoa, ainda que tenha obrigações de caráter
civil decorrentes do delito, não pode ser incluída na ação, isto em função
do princípio da
a) obrigatoriedade.
b) indisponibilidade.
c) intranscendência.
d) oficialidade.
46.! (VUNESP – 2012 – DPE-MS – DEFENSOR PÚBLICO)
Segundo as disposições do Código de Processo Penal relativas à ação
penal, é correto afirmar que
a) o perdão concedido a um dos querelados aproveitará a todos,
independentemente da aceitação ou recusa dos demais querelados.
b) salvo disposição em contrário, o ofendido, ou seu representante legal,
decairá no direito de queixa ou de representação, se não o exercer dentro
do prazo de seis meses, contado do dia em que o crime foi praticado.
c) a renúncia ao exercício do direito de queixa, em relação a um dos
autores do crime, a todos se estenderá.
d) nos casos em que somente se procede mediante queixa, considerar-
se-á perempta a ação penal quando, iniciada esta, o querelante deixar de
promover o andamento do processo durante 15 (quinze) dias seguidos.
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47.! (VUNESP – 2010 – FUNDAÇÃO CASA – ANALISTA)
A ação penal de iniciativa pública é promovida
a) pelo Ministério Público ou ofendido, mediante denúncia.
b) pela vítima ou seu representante legal.
c) pelo Ministério Público, mediante queixa-crime.
d) exclusivamente pelo Ministério Público, mediante denúncia.
e) pelo ofendido, representado por advogado com poderes especiais.
48.! (VUNESP – 2010 – FUNDAÇÃO CASA – ANALISTA)
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Quando o querelante deixa de comparecer, sem motivo justificado, a !
qualquer ato do processo a que deva estar presente, dá-se a
a) absolvição.
b) perempção.
c) remissão.
d) remição.
e) revelia.
49.! (VUNESP – 2009 – TJ-MT – JUIZ)
Nos crimes de ação privada, se comparecer mais de uma pessoa com
direito de queixa, terá preferência, numa ordem legal estabelecida pelo
artigo 31 do Código de Processo Penal,
a) o parente mais próximo na ordem de vocação sucessória.
b) o cônjuge, que poderá prosseguir na ação penal.
c) a figura do ascendente, em face dos vínculos fraternos.
d) a figura do descendente, com o direito de apenas prosseguir.
e) o representante legalmente constituído para o fim.
50.! (VUNESP – 2009 – TJ-SP – JUIZ)
Assinale a alternativa correta, considerando a hipótese de ter havido o
falecimento do querelante durante o andamento de ação penal privada,
antes da sentença.
a) A companheira, embora vivesse em união estável com o falecido, não
tem legitimidade ativa para prosseguir na ação.
b) A companheira, que vivia em união estável com o falecido, tem
legitimidade ativa para prosseguir na ação.
c) O falecimento do querelante acarreta, necessariamente, o trancamento
da ação penal privada.
d) O falecimento do querelante só acarreta o trancamento da ação penal
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privada se o querelado assim o requerer.
51.! (VUNESP – 2008 – DPE-MS – DEFENSOR PÚBLICO)
Assinale a alternativa que justifica corretamente qual o prazo para o
ofendido ou o seu representante legal requerer a instauração de inquérito
policial, quando o crime for de alçada privada.
a) O Código de Processo Penal não disciplina expressamente a respeito e,
assim, entende-se que o direito de requerimento de instauração de
inquérito policial deve ser exercido no mesmo prazo do direito de queixa,
ou seja, 3 meses, contados da data dos fatos.
b) O Código de Processo Penal não disciplina expressamente a respeito e,
assim, entende-se que o direito de requerimento de instauração de
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inquérito policial deve ser exercido no mesmo prazo do direito de queixa, !
ou seja, 6 meses, contados da data em que se souber quem foi o autor do
crime.
c) O Código de Processo Penal dispõe expressamente que o direito de
requerimento de instauração de inquérito policial deve ser exercido no
prazo de 3 meses, contados da data dos fatos.
d) O Código de Processo Penal dispõe expressamente que o direito de
requerimento de instauração de inquérito policial deve ser exercido no
prazo de 6 meses, contados da data em que o crime ocorreu.
52.! (FUNCAB – 2013 – PC-ES – ESCRIVÃO DE POLÍCIA)
O prazo para o oferecimento da representação, no caso de crime de ação
penal pública condicionada à representação, é de 6 (seis) meses,
contados:
a) do dia em que se consumou o crime ou cessou a atividade criminosa,
no caso de tentativa, bem como no dia que cessou a permanência nos
crimes permanentes.
b) do conhecimento da autoria do crime pela vítima ou por seu
representante legal.
c) da inércia do Ministério Público.
d) do dia em que a autoridade policial tomou conhecimento do crime.
e) do dia em que o Ministério Público recebeu os autos do inquérito
policial ou as peças de informação.
53.! (FUNCAB – 2013 – PC-ES – PERITO)
Sobre a ação penal, é correto afirmar:
a) ação penal pública é promovida pelo Ministério Público, dependendo,
quando a lei exige, de representação do ofendido.
b) A ação de iniciativa privada não poderá ser intentada nos crimes de
ação pública, mesmo que o Ministério Público deixe de oferecer denúncia
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no prazo legal.
c) A morte do ofendido não transfere aos herdeiros o direito de oferecer
queixa.
d) É possível a retratação da representação após oferecida a denúncia.
e) O perdão do ofendido é admissível, mesmo após o trânsito em julgado
da sentença condenatória.
54.! (FUNCAB – 2013 – PC-ES – PERITO)
Nas ações penais privadas, a perda do direito de ação, pelo decurso de
um determinado lapso temporal estabelecido em lei, provocando a
extinção da punibilidade do agente, denomina-se:
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a) prescrição. !
b) decadência.
c) perempção.
d) desaforamento.
e) libelo.
55.! (FUNCAB – 2013 – PC-ES – MÉDICO LEGISTA)
A respeito da ação penal, é correto afirmar:
a) Na ação penal pública condicionada à representação, o ofendido poderá
retratá-la a qualquer tempo, desde que antes da sentença.
b) Na ação penal privada, o ofendido apresentará queixa-crime ao
Ministério Público, a quem caberá apresentar a denúncia em Juízo.
c) O direito de representação, titularizado pelo ofendido nas ações penai s
públicas condicionadas, é personalíssimo, portanto impassível de
transmissão causa mortis.
d) A queixa, ainda quando a ação penal for privativa do ofendido, poderá
ser aditada pelo Ministério Público, a quem caberá intervir em todos os
termos subsequentes do processo.
e) A renúncia ao exercício do direito de queixa, em relação a um dos
autores do crime, deve ser interpretada restritivamente, não se
estendendo, portanto, aos demais.
56.! (FUNCAB – 2009 – PC-RO – DELEGADO)
No que se refere aos aspectos processuais da ação penal, marque a
assertiva INCORRETA.
a) A renúncia tácita e o perdão tácito admitirão todos os meios de prova.
b) A renúncia ao exercício do direito de queixa em relação a um dos
autores do crime, a todos se estenderá.
c) Nos casos em que somente se procede mediante queixa, considerar-se-
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á perempta a ação penal, dentre outras hipóteses, quando, sendo
querelante pessoa jurídica, esta se extinguir sem deixar sucessor.
d) Em qualquer fase do processo, o juiz, se reconhecer extinta a
punibilidade, deverá declará-lo de ofício.
e) O direito de representação somente poderá ser exercido pessoalmente
pelo ofendido, sendo vedado o seu exercício por procurador compoderes
especiais.
4.! EXERCÍCIOS COMENTADOS
01.! (UEG – 2013 – PC/GO – ESCRIVÃO DE POLÍCIA)
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Sobre a ação penal, segundo o Código de Processo Penal, verifica- !
se que
a) qualquer pessoa do povo poderá provocar a iniciativa do
Ministério Público, nos casos em que caiba a ação pública,
fornecendo-lhe, por escrito, informações sobre o fato e a autoria e
indicando o tempo, o lugar e os elementos de convicção.
b) a representação do ofendido, nos casos de ação penal pública
condicionada à representação e de ação penal privada, vincula o
promotor de justiça ao oferecimento da denúncia.
c) o prazo para oferecimento de queixa pelo ofendido prescreverá
se não exercido dentro do prazo de 6 meses, contados do dia em
que se tomar conhecimento do autor do crime.
d) a inobservância do prazo para oferecimento da denúncia, pelo
Ministério Público, na ação penal pública incondicionada,
acarretará a perempção e seu não recebimento pelo judiciário.
COMENTÁRIOS:
a) CORRETA: Item correto, pois esta é a exata previsão do art. 27 do
CPP.
b) ERRADA: Item errado, pois o MP não está vinculado ao oferecimento
da denúncia. A representação apenas autoriza o MP a oferecer a ação
penal pública condicionada. A questão erra, ainda, ao falar de ação penal
privada, eis que para estas não cabe representação, pois o próprio
ofendido é quem deve ajuizar a ação penal.
c) ERRADA: Item errado, pois o prazo não é prescricional, mas
decadencial, ou seja, o ofendido DECAI do direito de queixa, caso não o
exerça no prazo legal.
d) ERRADA: Item errado, pois a perda do prazo não implica
impossibilidade de oferecimento em momento posterior, desde que antes
da extinção da punibilidade. Tal inobservância do prazo, contudo, abre
margem para que o ofendido ajuíze ação penal privada subsidiária da
pública, nos termos do art. 29 do CPP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.
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02.! (UEG – 2008 – PC/GO – AGENTE DE POLÍCIA)
Sobre a ação penal, é CORRETO afirmar:
a) na ação penal pública condicionada à representação, o
Ministério Público não pode dar ao fato criminoso definição
diversa da conferida pelo representante.
b) o Ministério Público não poderá desistir da ação penal proposta,
mas isso não impede, porém, que no final do processo peça
absolvição do acusado.
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c) pode ser iniciada, nas contravenções penais, por portaria !
expedida pela autoridade policial ou judicial ou com o auto de
prisão em flagrante.
d) no caso de ação penal pública incondicionada, a denúncia deve
ser rejeitada quando intempestiva.
COMENTÁRIOS:
a) ERRADA: A definição jurídica do fato, pelo representante, é irrelevante.
Importante é, apenas, a autorização para que o MP atue, podendo e
devendo tipificar o fato da forma que entender correto.
b) CORRETA: Item correto, pois o MP não pode desistir da ação penal
(art. 42 do CPP), mas poderá pedir a absolvição do acusado (caso, ao
final, entenda que a absolvição é a medida correta).
c) ERRADA: Item errado, pois a ação penal somente pode ser ajuizada
pelo titular (ofendido ou Ministério Público), não tendo sido recepcionado
pela CF/88 o art. 26 do CPP.
d) ERRADA: O oferecimento da denúncia após o prazo legal não implica
perda do direito de ajuiza-la. Tal inobservância do prazo, contudo, abre
margem para que o ofendido ajuíze ação penal privada subsidiária da
pública, nos termos do art. 29 do CPP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.
03.! (UEG – 2008 – PC/GO – AGENTE DE POLÍCIA)
Sobre a queixa, é CORRETO afirmar:
a) o titular da ação penal privada exclusiva poderá decidir
livremente quem deseja processar.
b) o Ministério Público é o titular da ação penal privada exclusiva.
c) o prazo para o exercício do direito de queixa é decadencial.
d) para seu oferecimento, é indispensável o inquérito policial.
COMENTÁRIOS:
a) ERRADA: O titular da ação penal privada não pode optar por processar
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apenas um ou alguns dos infratores, pelo princípio da INDIVISIBILIDADE
da ação penal privada.
b) ERRADA: O titular da ação penal privada é o ofendido.
c) CORRETA: O prazo para o exercício do direito de queixa é decadencial
de seis meses, contados da data em que o ofendido passa a ter
conhecimento de quem foi o autor do fato, nos termos do art. 38 do CPP.
d) ERRADA: Item errado, pois a ação penal não depende do IP para ser
ajuizada. O IP é um procedimento DISPENSÁVEL.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.
04.! (UEG – 2008 – PC/GO – AGENTE DE POLÍCIA)
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Sobre a ação penal privada, é CORRETO afirmar: !
a) a renúncia ao direito de queixa consiste em manifestação de
vontade do ofendido por meio do qual ele desiste de exercer seu
direito de ação.
b) o perdão do ofendido consiste na desistência da demanda
manifestada pelo querelante unilateralmente e independe da
aceitação do querelado.
c) a perempção, por sua própria natureza, somente pode ocorrer
antes de proposta a ação penal.
d) o perdão concedido a um dos querelados somente a ele
aproveitará.
COMENTÁRIOS:
a) CORRETA: Item correto, pois a renúncia ao direito de queixa nada mais
é que a manifestação de vontade do ofendido, no sentido de que abre
mão de exercer seu direito de ação.
b) ERRADA: Item errado, pois o perdão é ato bilateral, dependendo de
aceitação do querelado para que produza seus regulares efeitos, nos
termos do art. 51 e art. 58 do CPP.
c) ERRADA: Item errado, pois a perempção só pode ocorrer durante a
ação penal (e não antes).
d) ERRADA: Item errado, pois o perdão oferecido a um dos querelados se
estende aos demais, nos termos do art. 51 do CPP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.
05.! (UEG – 2008 – PC/GO – DELEGADO DE POLÍCIA –
ADAPTADA)
Segundo o Código de Processo Penal, seja qual for o crime,
quando praticado em detrimento do patrimônio ou interesse da
União, Estado e Município, a ação penal será pública.
COMENTÁRIOS: Item correto, pois esta é a exata previsão do art. 24,
§2º do CPP:
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Art. 24 (...) § 2o Seja qual for o crime, quando praticado em detrimento do
patrimônio ou interesse da União, Estado e Município, a ação penal será
pública. (Incluído pela Lei nº 8.699, de 27.8.1993)
Portanto, a AFIRMATIVA ESTÁ CORRETA.
06.! (PM-MG – 2014 – PM-MG – OFICIAL DA PM)
Sobre a ac;ão penal privada subsidiária da pública, é CORRETO
afirmar que:
a) Uma vez impetrada, cabe ao Ministério Público manter-se
silente durante a instruc;ão processual, sendo-lhe vedado
expressamente retomar a a<ão como parte principal.
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b) Não é admitida por ser o Ministério Público o titular exclusivo !
da ac;ão penal pública.
c) Por se tratar de um direito fundamental, a ac;ão penal privada
subsidiária da pública não está sujeita a prazo decadencial.
d) Arquivado o inquérito policial, por decisão judicial, a pedido do
Ministério Público, não cabe a ac;ão penal privada subsidiária da
pública.
COMENTÁRIOS:
a) ERRADA: Cabe ao MP intervir em todos os atos do processo, fornecer
elementos de prova, interpor recursos em geral e, a todo tempo, caso
haja negligência por parte querelante, retomar a ação como parte
principal. (art. 29 do CPP).
b) ERRADA: Trata-se de modalidade admitida no processo penal
brasileiro, nos termos do art. 29 do CPP.
c) ERRADA: Item errado, pois o prazo decadencial é de seis meses, neste
caso, nos termos do art. 38 do CPP.
d) CORRETA: Item correto, pois neste caso não terá havido inércia por
parte do MP, não sendo cabível a ação penal privada subsidiária, nos
termos do art. 29 do CPP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.
07.! (PM-MG – 2014 – PM-MG – OFICIAL DA PM)
Sobre a ac;ão penal privada, marque a alternativa CORRETA:
a) O querelado poderá recusar o perdão do querelante.
b) Ocorrerá prescric;ão quando o querelante deixar de promover o
andamento do processo durante 30 dias seguidos.
c) A queixa-crime, assim como a ac;ão penal pública, é
indisponível.
d) Cabe ao Ministério Público promover, privativamente, a ac;ão
penal pública, não se admitindo a<ão penal privada nos crimes de
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a<ão pública.
COMENTÁRIOS:
a) CORRETA: Item correto, pois o perdão do ofendido é ato bilateral, e
depende de aceitação do querelado (art. 51 e 58 do CPP).
b) ERRADA: Item errado, pois neste caso, ocorrerá perempção, nos
termos do art. 60, I do CPP.
c) ERRADA: Item errado, pois a queixa-crime é DISPONÍVEL, já que o
querelante pode dela desistir.
d) ERRADA: Item errado, pois a ação penal privada subsidiária da pública
é modalidade admitida no processo penal brasileiro, nos termos do art. 29
do CPP.
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Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A. !
08.! (FCC – 2014 – TRF4 – OFICIAL DE JUSTIÇA)
Antonio, empresário do ramo de construção civil, foi difamado e
injuriado por José, seu vizinho. Antonio faleceu quinze dias depois
do ocorrido. Para que José seja processado criminalmente pelas
ofensas,
(A) a esposa de Antonio, ou seu filho, poderá oferecer queixa
contra José.
(B) o Ministério Público deverá oferecer denúncia contra José.
(C) a esposa de Antonio deverá oferecer representação para que o
Ministério Público possa oferecer denúncia contra José.
(D) o filho de Antonio deverá oferecer representação para que o
Ministério Público possa oferecer denúncia contra José.
(E) extingue-se a punibilidade de José em razão do falecimento de
Antonio.
COMENTÁRIOS: Neste caso, temos dois crimes de ação penal privada
(art. 145 do CP). A legitimidade, neste caso, pertence a ofendido ou, em
caso de já falecido, aos seus sucessores.
Neste caso, portanto, a esposa ou o filho poderão ajuizar a queixa-crime
em face do infrator.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.
09.! (FCC – 2014 – TRF4 – TÉCNICO JUDICIÁRIO)
No tocante à ação penal, de acordo com o Código de Processo
Penal,
(A) no caso de ação penal de iniciativa pública dependente de
representação, esta será irretratável depois de oferecida a
denúncia.
(B) apenas a vítima poderá provocar a iniciativa do Ministério
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Público nos casos em que caiba ação penal pública
incondicionada.
(C) se o órgão do Ministério Público, ao invés de apresentar a
denúncia, requerer o arquivamento do inquérito policial ou de
quaisquer peças de informação, o ofendido poderá promover ação
penal de iniciativa privada subsidiária da pública.
(D) salvo disposição em contrário, o ofendido, ou seu
representante legal, decairá do direito de queixa ou de
representação, se não o exercer dentro do prazo de 30 dias,
contado da data do crime.
(E) o direito de representação somente poderá ser exercido
pessoalmente, mediante declaração escrita.
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COMENTÁRIOS: !
A) CORRETA: Item correto, pois a representação somente pode ser
retratada antes do oferecimento da denúncia, nos termos do art. 25 do
CPP.
B) ERRADA: Qualquer pessoa poderá provocar o MP, nestes casos, nos
termos do art. 27 do CPP.
C) ERRADA: Item errado, pois neste caso não houve inércia do MP, de
forma que não caberá ação penal privada subsidiária da pública, nos
termos do art. 29 do CPP.
D) ERRADA: O prazo decadencial é de seis meses, e contados da data em
que a vítima toma conhecimento de quem é o autor da infração penal,
nos termos do art. 38 do CPP.
E) ERRADA: Item errado, pois o direito de representação poderá ser
exercido por procurador com poderes especiais, bem como poderá ser
feito oralmente, nos termos do art. 39 do CPP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.
10.! (FCC – 2014 – TJ-AP – JUIZ)
Em relação à ação penal, o Código de Processo Penal estabelece
que
a) o Ministério Público não pode retomar, como parte principal, a
ação penal de iniciativa privada subsidiária da pública em caso de
negligência do querelante
b) a representação será irretratável depois de oferecida a
denúncia.
c) apenas a vítima, nos crimes de ação pública incondicionada,
poderá provocar a iniciativa do Ministério Público.
d) a ação penal de iniciativa privada subsidiária da pública não se
submete a prazo decadencial.
e) o Ministério Público não pode oferecer elementos de prova na
ação penal de iniciativa privada subsidiária da pública.
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COMENTÁRIOS:
A) ERRADA: Item errado, nos termos do art. 29 do CPP (parte final).
B) CORRETA: Esta é a previsão contida no art. 25 do CPP:
Art. 25. A representação será irretratável, depois de oferecida a
denúncia.
C) ERRADA: Item errado, pois nestes crimes qualquer pessoa poderá
provocar a iniciativa do MP, nos termos do art. 27 do CPP.
D) ERRADA: Item errado, pois o prazo decadencial para tal modalidade de
ação é de seis meses, contados do dia em que se esgotar o prazo para o
oferecimento da denúncia pelo MP, nos termos do art. 38 do CPP.
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E) ERRADA: Item errado, pois é facultado ao MP oferecer meios de prova !
nesse tipo de ação penal, conforme previsto expressamente no art. 29 do
CPP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.
11.! (FCC – 2014 – TRF3 – ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE
JUSTIÇA)
Ante o pedido de arquivamento de inquérito policial formulado
tempestivamente pelo Procurador da República, Paulo, vítima do
delito previsto no artigo 171, § 3o, do Código Penal, ingressa com
queixa subsidiária, a qual deverá ser
a) rejeitada.
b) processada, dando-se oportunidade de o Ministério Público
aditá-la.
c) processada como ação penal de iniciativa privada.
d) rejeitada e o magistrado deve aplicar a regra do artigo 28 do
Código de Processo Penal.
e) processada e o Ministério Público deve reassumi-la como ação
penal de iniciativa pública.
COMENTÁRIOS: A ação penal (queixa subsidiária, especificamente neste
caso) deverá ser rejeitada, eis que não se configura hipótese de
cabimento da queixa subsidiária da ação penal pública, pois não houve
inércia do MP. O requerimento de arquivamento, pelo MP, não se
confunde com INÉRCIA (que significa “não fazer nada”). Este, inclusive, é
o entendimento consolidado do STF e do STJ.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.
12.! (FCC – 2013 – TRT15 – TÉCNICO JUDICIÁRIO)
A ação penal pública incondicionada é a que pode ser proposta
a) pelo ofendido, ou por quem tiver qualidade para representá-lo,
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quando houver inércia do Ministério Público.
b) por qualquer do povo, visando a condenação do autor de uma
infração penal.
c) pelo Ministério Público de ofício, sem representação ou
requisição de quem quer que seja.
d) somente pelo ofendido, em razão da gravidade e especialidade
do bem jurídico lesado.
e) pelo Ministro da Justiça nos casos em que razões de ordem
política prevista em lei tornem obrigatória a sua iniciativa.
COMENTÁRIOS: A ação penal pública incondicionada é a que pode ser
ajuizada pelo Ministério Público de ofício, sem representação ou requisição
de quem quer que seja.
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Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C. !
13.! (FCC – 2013 – TJ-PE – TITULAR NOTARIAL)
NÃO ocorre perempção da ação penal de iniciativa privada
a) quando o querelado aceitar o perdão.
b) quando, falecendo o querelante, ou sobrevindo sua
incapacidade, não comparecer em juízo, para prosseguir no
processo, dentro do prazo de 60 (sessenta) dias, qualquer das
pessoas a quem couber fazê-lo.
c) quando, iniciada esta, o querelante deixar de promover o
andamento do processo durante 30 (trinta) dias seguidos.
d) quando o querelante deixar de comparecer, sem motivo
justificado, a qualquer ato do processo a que deva estar presente.
e) quando, sendo o querelante pessoa jurídica, esta se extinguir
sem deixar sucessor.
COMENTÁRIOS: A perempção é um fenômeno que só ocorre na ação
penal exclusivamente privada, e constitui-se numa espécie de penalidade
aplicada ao querelante em razão de sua negligência na condução da
causa. As hipóteses estão previstas no art. 60 do CPP:
Art. 60. Nos casos em que somente se procede mediante queixa, considerar-
se-á perempta a ação penal:
I - quando, iniciada esta, o querelante deixar de promover o andamento
do processo durante 30 dias seguidos;
II - quando, falecendo o querelante, ou sobrevindo sua incapacidade,
não comparecer em juízo, para prosseguir no processo, dentro do prazo de
60 (sessenta) dias, qualquer das pessoas a quem couber fazê-lo, ressalvado
o disposto no art. 36;
III - quando o querelante deixar de comparecer, sem motivo justificado,
a qualquer ato do processo a que deva estar presente, ou deixar de formular
o pedido de condenação nas alegações finais;
IV - quando, sendo o querelante pessoa jurídica, esta se extinguir sem
deixar sucessor.
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Vemos, portanto, que a aceitação do perdão pelo querelado não importa
em perempção. Nesse caso, ocorrerá a extinção do processo em razão da
extinção da punibilidade (pela aceitação do perdão).
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.
14.! (FCC – 2013 – TJ-PE – JUIZ)
Nos crimes de ação penal de iniciativa privada,
a) o perdão do ofendido somente é cabível antes do exercício do
direito de ação.
b) o perdão concedido a um dos querelados aproveitará a todos,
sem que produza, todavia, efeito em relação ao que o recusar.
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c) a renúncia ao exercício do direito de queixa se estenderá a !
todos os querelantes.
d) a renúncia é ato unilateral, voluntário e necessariamente
expresso.
e) a perempção pode ocorrer no curso do inquérito policial.
COMENTÁRIOS:
A) ERRADA: O perdão somente é admitido durante o processo, ou seja,
não é cabível antes do exercício do direito de ação.
B) CORRETA: Esta é a previsão do art. 51 do CPP:
Art. 51. O perdão concedido a um dos querelados aproveitará a todos,
sem que produza, todavia, efeito em relação ao que o recusar.
C) ERRADA: Item errado, pois a renúncia ao direito de queixa em relação
a um dos infratores se estenderá a todos os demais autores do delito, e
não a todos os querelantes (querelante é o ofendido, a vítima). Além
disso, também seria errado falar em todos os “querelados” (infratores),
pois ainda não há processo (o termo “querelado” só se aplicada quando já
há processo em curso).
D) ERRADA: Item errado, pois a renúncia pode ser tácita, nos termos do
art. 57 do CPP.
E) ERRADA: Item errado, pois a perempção é um fenômeno
exclusivamente processual, e só aplicável às ações penais exclusivamente
privadas (não se aplica às ações subsidiárias da pública, portanto).
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.
15.! (FCC – 2015 – CNMP – ANALISTA: DIREITO)
Seja qual for o crime, quando praticado em detrimento do
patrimônio ou interesse da União, Estado e Município, a ação
penal será
a) pública condicionada à requisição do Ministro da Justiça.
b) privada subsidiária da pública.
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c) pública condicionada à representação da pessoa jurídica de
direito público.
d) privada.
e) pública.
COMENTÁRIOS: Em se tratando de crime desta natureza, segundo prevê
o art. 24, §2º do CPP, a ação penal será sempre pública:
Art. 24. (...)
§ 2o Seja qual for o crime, quando praticado em detrimento do patrimônio
ou interesse da União, Estado e Município, a ação penal será pública.
(Incluído pela Lei nº 8.699, de 27.8.1993)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.
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16.! (FCC – 2011 – TCE-SP – PROCURADOR) !
O prazo para o Ministério Público aditar a queixa na ação privada
subsidiária ou exclusiva, contado da data do recebimento dos
autos, será de
A) 02 dias.
B) 03 dias.
C) 05 dias.
D) 08 dias.
E) 10 dias.
COMENTÁRIOS: Nos termos do art. 46, § 2° do CP, o prazo para que o
MP adite a denúncia ou queixa é de 03 dias. O MP pode aditar a ação
penal privada exclusiva, por exemplo, para velar por sua indivisibilidade,
quando o querelante oferece queixa apenas em face de um ou alguns dos
autores do fato. Na ação penal privada subsidiária o MP pode aditar a
queixa para velar pelo interesse público, já que, como vimos, a ação
originalmente é pública.
A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.
17.! (FCC – 2008 – TCE/AL – PROCURADOR)
Sobre ação penal, é correto afirmar:
A) A renúncia da ação penal privada ocorre após o oferecimento
da queixa e o perdão antes.
B) No caso de morte do ofendido, o direito de oferecer queixa ou
prosseguir na ação penal passará ao cônjuge, ascendente,
descendente ou colateral até terceiro grau.
C) Se comparecer mais de uma pessoa com direito de queixa, será
privilegiada aquela que primeiro comparecer.
D) As fundações, associações ou sociedades legalmente
constituídas poderão exercer a ação penal privada.
E) No caso de ação penal privada exclusiva, o Ministério Público
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pode recorrer se o acusado for absolvido.
COMENTÁRIOS:
A) ERRADA: A renúncia só pode ocorrer antes de oferecida a queixa, e o
perdão após o oferecimento da queixa, nos termos dos arts. 49 e 51 do
CPP:
B) ERRADA: O direito de oferecer a queixa se estende ao cônjuge, ao
ascendente, descendente ou irmão, e não até o colateral de terceiro grau,
nos termos do art. 24, § 1° do CPP;
C) ERRADA: Será privilegiada aquela que figurar primeiro na ordem de
preferência estabelecida pelo art. 24, § 1° do CPP;
D) CORRETA: Esta é a previsão contida no art. 37 do CPP: Art. 37. As
fundações, associações ou sociedades legalmente constituídas poderão
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exercer a ação penal, devendo ser representadas por quem os respectivos !
contratos ou estatutos designarem ou, no silêncio destes, pelos seus
diretores ou sócios-gerentes;
E) ERRADA: No caso de ação penal privada exclusiva, dado o interesse
meramente privado, não cabe ao MP recorrer se o acusado for absolvido,
pois essa função é de atribuição do querelante, que é o titular da ação
penal.
A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.
18.! (FCC – 2008 – TCE/AL – PROCURADOR)
Em relação às ações penais públicas condicionadas, o Código de
Processo Penal prevê a possibilidade de retratação da
A) representação do ofendido até o oferecimento da denúncia.
B) representação do ofendido até o recebimento da denúncia.
C) requisição do Ministro da Justiça até o oferecimento da
denúncia.
D) requisição do Ministro da Justiça até o recebimento da
denúncia.
E) representação do ofendido e da requisição do Ministro da
Justiça até o recebimento da denúncia.
COMENTÁRIOS: A retratação é o fenômeno pelo qual a parte ofendida
se arrepende da representação feita anteriormente, e manifesta seu
desejo de revogá-la. A Doutrina só a admite no caso de retratação da
representação do ofendido, e não no caso de requisição do Ministro da
Justiça. Nos termos do CPP (art. 25 do CPP), a retratação só pode ocorrer
até o oferecimento da denúncia.
ASSIM, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.
19.! (FCC – 2010 – MPE-SE – ANALISTA – DIREITO)
Dispõe o Código de Processo Penal que será admitida ação privada
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nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo
legal. Essa regra constitui exceção ao princípio da
A) indisponibilidade
B) legalidade
C) intranscendência
D) obrigatoriedade
E) oficialidade
COMENTÁRIOS: A ação penal privada subsidiária da pública é
modalidade de ação penal na qual, embora originariamente pública,
submetida ao oferecimento pelo órgão oficial do Estado (MP), a ação
penal passa a poder ser ajuizada pelo ofendido, em razão da inércia do
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órgão oficial do Estado. Desta forma, constitui-se em exceção ao princípio !
da oficialidade.
ASSIM, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.
20.! (FCC – 2011 – TRT 1RG – TÉCNICO JUDICIÁRIO –
SEGURANÇA)
A ação penal que só pode ser proposta pelo ofendido, não se
estendendo esse direito ao cônjuge ou aos sucessores em caso de
morte ou ausência, denomina-se ação penal
A) privada subsidiária da ação pública.
B) pública incondicionada.
C) privada exclusiva.
D) privada personalíssima.
E) pública condicionada.
COMENTÁRIOS: Esta é a definição de ação penal personalíssima. Trata-
se de modalidade de ação penal privada exclusiva, cuja única diferença é
que, nesta hipótese, somente o ofendido (mais ninguém, em hipótese
nenhuma!) poderá ajuizar ação. Assim, se o ofendido falecer, nada mais
haverá a ser feito, estando extinta a punibilidade, pois a legitimidade não
se estende aos sucessores, como acontece nos demais crimes de ação
privada.
ASSIM, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.
21.! (FCC – 2011 – TRF 1°RG – ANALISTA JUDICIÁRIO –
EXECUÇÃO DE MANDADOS)
A ação penal ajuizada pelo ofendido ou por quem tenha condições
de representá-lo, nos crimes de ação pública, quando não for
intentada pelo Ministério Público no prazo legal, denomina-se
ação penal
A) privada exclusiva. 00965818918
B) pública incondicionada.
C) privada subsidiária da pública.
D) pública condicionada.
E) privada personalíssima.
COMENTÁRIOS: Conforme estudamos, a ação penal privada promovida
pelo ofendido nos casos em que originariamente se trata de ação penal
pública, é a ação penal privada subsidiária da pública, que só é admitida
no caso de inércia do órgão oficial do Estado (MP) em oferecer a
denúncia, quando este não o faz no prazo legal. Está prevista no art. 29
do CPP.
ASSIM, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.
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22.! (FCC – 2010 – TCE/AP – PROCURADOR)
No tocante à ação penal, é correto afirmar que
A) não se admite renúncia tácita, no caso de ação penal de
iniciativa privada.
B) considerar-se-á perempta a ação penal quando, após iniciada, o
Ministério Público deixar de promover o andamento do processo
ou dele desistir.
C) a representação será retratável, depois de recebida a denúncia.
D) o prazo para oferecimento da denúncia será de 8 (oito) dias,
estando o réu preso, e de 15 (quinze) dias, se o réu estiver solto
ou afiançado.
E) as fundações, associações ou sociedades legalmente
constituídas poderão exercer ação penal.
COMENTÁRIOS:
A) ERRADA: É plenamente admissível a renúncia tácita, que ocorre
quando a vítima, mesmo não declarando expressamente que renuncia ao
direito de queixa, pratica ato incompatível com o exercício do direito de
queixa, como, por exemplo, se casa com o infrator;
B) ERRADA: Em virtude do princípio da indisponibilidade da ação penal
pública (cujo titular é o MP), não ocorre perempção nos processos de
ação penal pública, nos termos do art. 60 do CPP;
C) ERRADA: A representação só é retratável até o oferecimento da
denúncia, nos termos do art. 25 do CPP;
D) ERRADA: O prazo para oferecimento da denúncia é, em regra, de 05
dias para o caso de o indiciado estar preso e de 15 dias no caso de
indiciado solto, nos termos do art. 46 do CPP. Cuidado para não
confundirem com o prazo do IP! O prazo para conclusão do IP é de 10
dias para o caso de réu preso e de 30 dias para o caso de réu solto. É só
lembrarem que os prazos para oferecimento da denúncia pelo MP são a
metade dos prazos para conclusão do IP; 00965818918
E) CORRETA: Esta é a previsão contida no art. 37 do CPP: Art. 37. As
fundações, associações ou sociedades legalmente constituídas poderão
exercer a ação penal, devendo ser representadas por quem os respectivos
contratos ou estatutos designarem ou, no silêncio destes, pelos seus
diretores ou sócios-gerentes.
ASSIM, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.
23.! (FCC – 2010 – TRE/RS – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA
JUDICIÁRIA)
A penalidade imposta ao querelante, ou aos seus sucessores, em
virtude do desinteresse em prosseguir na ação penal privada,
denomina-se
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A) decadência. !
B) prescrição da pretensão punitiva.
C) prescrição da pretensão executória.
D) perempção.
E) preclusão.
COMENTÁRIOS: Nos termos do art. 60 do CPP, quando, nos crimes em
que somente se procede mediante queixa (exclui a ação penal privada
subsidiária da pública), o querelante deixar de praticar certos atos ou
promover a regularização processual em determinados prazos,
demonstrando desinteresse no processo, ocorre a perempção.
ASSIM, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.
24.! (FCC – 2005 – PGE/SE – PROCURADOR DE ESTADO)
A perda do direito de representar ou de oferecer queixa, em razão
do decurso do prazo fixado para o seu exercício, e o de continuar
a movimentar a ação penal privada, causada pela inércia
processual do querelante, configuram, respectivamente,
A) prescrição e perempção.
B) perempção e decadência.
C) prescrição e decadência.
D) decadência e perempção.
E) decadência e prescrição.
COMENTÁRIOS: A perda do direito de representar ou oferecer a queixa
ocorre pelo fenômeno da decadência, que ocorre quando o ofendido não
pratica o ato no prazo de seis meses a contar do dia em que teve ciência
da autoria do delito, nos termos do art. 38 do CPP. Por sua vez, a perda
do direito de prosseguir na ação penal em razão da inércia do querelante
traduz o fenômeno da perempção, nos termos do art. 60 do CPP.
ASSIM, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.
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25.! (FCC – 2006 – TRF 1° RG – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA
JUDICIÁRIA)
A ação penal privada subsidiária da pública pode ser ajuizada pelo
ofendido ou por quem tenha qualidade para representá-lo se
A) não concordar com os termos da denúncia apresentada pelo
Ministério Público.
B) o Ministério Público tiver requerido o arquivamento do
inquérito policial.
C) a denúncia apresentada pelo Ministério Público for rejeitada
pelo Juiz.
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D) o Ministério Público tiver devolvido o inquérito à polícia para !
novas diligências.
E) a ação penal pública não for intentada no prazo legal.
COMENTÁRIOS: A ação penal privada subsidiária da pública é hipótese
excepcional em nosso sistema jurídico, eis que, em regra, somente o MP
pode ajuizar a ação penal nos crimes de ação penal pública. No entanto, a
ação penal privada subsidiária é admitida na hipótese de inércia do MP em
oferecer a denúncia, que se caracteriza quando esta não é intentada no
prazo legal previsto no art. 46 do CPP, conforme previsão do art. 29 do
CPP.
ASSIM, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.
26.! (FCC – 2006 – BCB – ANALISTA)
Nos crimes de ação penal pública condicionada, a representação
do ofendido é
a) retratável até o trânsito em julgado da sentença condenatória.
b) irretratável.
c) irretratável após o oferecimento da denúncia.
d) retratável desde que haja concordância do réu.
e) irretratável após o recebimento da denúncia.
COMENTÁRIOS: A representação do ofendido é a manifestação da vítima
no sentido de que deseja ver o infrator ser processado e punido. É
indispensável nos crimes de ação penal pública condicionada, sendo
considerada CONDIÇÃO DE PROCEDIBILIDADE DA AÇÃO PENAL. É
retratável até o oferecimento da denúncia, ou seja, após esse momento,
impossível será a retratação. Vejamos o art. 25 do CP:
Art. 25. A representação será irretratável, depois de oferecida a denúncia.
Assim, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.
27.! (FCC – 2012 – TJ-GO – JUIZ) 00965818918
No tocante à ação penal,
a) a representação é retratável até o recebimento da denúncia.
b) o acusador não poderá desistir da ação penal.
c) em regra, o ofendido ou seu representante tem prazo de 30
(trinta) dias para oferecimento de queixa.
d) no caso de morte do ofendido, extingue-se imediatamente a
punibilidade do autor do fato.
e) as fundações, associações e sociedades legalmente
constituídas poderão exercer ação penal.
COMENTÁRIOS:
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A) ERRADA: A representação só é retratável até o oferecimento da !
denúncia, nos termos do art. 25 do CPP.
B) ERRADA: O acusador é um termo que engloba o MP, acusador nas
ações penais, e o querelante, acusador nas ações privadas. Somente o MP
não poderá desistir da ação penal, conforme art. 42 do CPP. O querelante
pode desistir da ação penal.
C) ERRADA: O prazo é de até seis meses, contados da data em que se
toma conhecimento da autoria do delito ou, no caso da ação privada
subsidiária da pública, do dia em que se esgota o prazo para o MP ajuizar
a ação penal, conforme art. 38 do CPP.
D) ERRADA: No caso de morte, se ação privada, o direito de queixa
transmite-se às pessoas elencadas no art. 31 do CPP. No caso de ação
penal pública condicionada, o direito de representação se transmite às
mesmas pessoas. No caso de ação pública incondicionada, a morte do
ofendido é irrelevante para fins de extinção da punibilidade.
E) CORRETA: Esta é a exata previsão contida no art. 37 do CPP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.
28.! (FCC – 2012 – TRF 2 – ANALISTA JUDICIÁRIO)
A respeito da denúncia e da queixa, é correto afirmar:
a) A renúncia ao exercício do direito de queixa a um dos autores
do crime não impedirá a propositura da ação penal privada contra
os demais.
b) Na ação penal privada, oferecida a queixa, o querelado pode
apresentar reconvenção.
c) A queixa em ação penal privativa do ofendido não poderá ser
aditada pelo Ministério Público.
d) A exposição do fato criminoso com todas as suas circunstâncias
é um dos elementos tanto da denúncia, como da queixa.
e) A queixa é ato personalíssimo do ofendido, não podendo ser
dada por procurador com poderes gerais, nem especiais.
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COMENTÁRIOS:
A) ERRADA: O item está errado, pois a renúncia em relação a um dos
autores a todos se estenderá, nos termos do art. 49 do CPP:
Art. 49. A renúncia ao exercício do direito de queixa, em relação a um dos
autores do crime, a todos se estenderá.
B) ERRADA: O item está errado. Não há que se falar em reconvenção em
ação penal.
C) ERRADA: O item está errado. Mesmo nas ações penais privadas
exclusivas, ou seja, aquelas que somente podem ser ajuizadas pelo
ofendido (não se incluindo a ação penal privada subsidiária), o MP pode
aditar a denúncia, notadamente para fazer valer sua indivisibilidade.
Vejamos:
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Art. 45. A queixa, ainda quando a ação penal for privativa do ofendido, !
poderá ser aditada pelo Ministério Público, a quem caberá intervir em todos
os termos subseqüentes do processo.
D) CORRETA: O item está correto, pois esta é a previsão do art. 41 do
CPP:
Art. 41. A denúncia ou queixa conterá a exposição do fato criminoso, com
todas as suas circunstâncias, a qualificação do acusado ou esclarecimentos
pelos quais se possa identificá-lo, a classificação do crime e, quando
necessário, o rol das testemunhas.
E) ERRADA: O item está errado, pois além de poder ser ajuizada por
procurador com poderes especiais, pode ser ajuizada pelos sucessores do
ofendido. Vejamos:
Art. 44. A queixa poderá ser dada por procurador com poderes especiais,
devendo constar do instrumento do mandato o nome do querelante e a
menção do fato criminoso, salvo quando tais esclarecimentos dependerem de
diligências que devem ser previamente requeridas no juízo criminal.
(...)
Art. 31. No caso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por
decisão judicial, o direito de oferecer queixa ou prosseguir na ação passará
ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.
29.! (FCC – 2012 – TRF 2 – ANALISTA JUDICIÁRIO)
A representação
a) deve ser oferecida no prazo máximo de três meses contados da
data em que o ofendido vier a saber quem é o autor do crime, sob
pena de decadência.
b) é formalmente rigorosa, exigindo termo específico em que a
vítima declare expressamente que deseja representar contra o
autor da infração.
c) admite retratação em qualquer fase do processo, inclusive na
execução de sentença.
d) não pode, em caso de morte do ofendido, ser oferecida por
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nenhum dos seus sucessores.
e) não pode ser ampliada pelo Ministério Público para alcançar
fatos novos nela não mencionados.
COMENTÁRIOS:
A) ERRADA: O prazo para o oferecimento da representação de é de 06
meses, contados da data em que o ofendido vier a saber quem é o autor
do crime, sob pena de decadência, nos termos do art. 38 do CPP:
Art. 38. Salvo disposição em contrário, o ofendido, ou seu representante
legal, decairá no direito de queixa ou de representação, se não o exercer
dentro do prazo de seis meses, contado do dia em que vier a saber quem é o
autor do crime, ou, no caso do art. 29, do dia em que se esgotar o prazo para
o oferecimento da denúncia.
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B) ERRADA: Doutrinariamente se entende que a representação não exige !
qualquer rigor formal, bastando que expressa o legítimo desejo da vítima
em ver o infrator ser processado.
C) ERRADA: Só se admite a retratação da representação até o
oferecimento da denúncia, nos termos do art. 25 do CPP:
Art. 25. A representação será irretratável, depois de oferecida a denúncia.
D) ERRADA: O direito de representação se transmite aos sucessores do
ofendido (somente aqueles previstos no CPP). Vejamos:
Art. 24 (...)
§ 1o No caso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por decisão
judicial, o direito de representação passará ao cônjuge, ascendente,
descendente ou irmão. (Parágrafo único renumerado pela Lei nº 8.699, de
27.8.1993)
E) CORRETA: O item está correto, pois não se admite o aditamento
objetivo da representação pelo MP, de forma a abranger fatos não
previstos na representação do ofendido e que, portanto, não representam
sua vontade.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.
30.! (FCC – 2013 – MPE-SE – ANALISTA)
Nos casos de crimes processados mediante ação penal de
iniciativa exclusivamente privada, o prazo máximo, em regra, para
o oferecimento da queixa-crime é de
a) um mês, contado da data do fato.
b) um mês, contado do dia em que o ofendido ou seu
representante legal vier a saber quem é o autor do crime.
c) seis meses, contados do dia em que o ofendido ou seu
representante legal vier a saber quem é o autor do crime.
d) três meses, contados do dia em que o ofendido ou seu
representante legal vier a saber quem é o autor do crime.
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e) seis meses, contados da data do fato.
COMENTÁRIOS: O prazo para o oferecimento da queixa-crime é de seis
meses, contados da data em que a vítima tomou conhecimento da autoria
do fato, nos termos do art. 38 do CPP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.
31.! (FCC – 2012 – TRF5 – ANALISTA JUDICIÁRIO)
Caberá ação penal privada subsidiária nos crimes de ação penal
pública quando
a) o Ministério Público requerer o arquivamento do inquérito
policial e o juiz o denegar.
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b) o Procurador-Geral insistir no pedido de arquivamento de !
inquérito policial.
c) houver legitimidade ativa concorrente entre o Ministério
Público e o ofendido em crime de ação penal pública condicionada
à representação.
d) o ofendido for pessoa jurídica de direito privado.
e) a ação penal não for intentada no prazo legal.
COMENTÁRIOS: A ação penal privada subsidiária é cabível quando, nos
crimes de ação penal pública, o MP quedar-se inerte, ou seja, não
oferecer a denúncia nem requerer o arquivamento, no prazo legal.
Vejamos:
Art. 29. Será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta
não for intentada no prazo legal, cabendo ao Ministério Público aditar a
queixa, repudiá-la e oferecer denúncia substitutiva, intervir em todos os
termos do processo, fornecer elementos de prova, interpor recurso e, a todo
tempo, no caso de negligência do querelante, retomar a ação como parte
principal.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.
32.! (FCC – 2012 – TRF5 – ANALISTA JUDICIÁRIO)
Da aplicação do princípio da indisponibilidade da ação penal
decorre que
a) o Ministério Público não pode pedir absolvição em alegações
finais ou debates em audiência.
b) o pedido de arquivamento de inquérito policial pelo Ministério
Público estará limitado às hipóteses em que se verifique causa de
exclusão da ilicitude.
c) o Ministério Público não poderá desistir de recurso que haja
interposto.
d) o Ministério Público de segundo grau vincula seu parecer às
razões de recurso apresentadas pelo Ministério Público de
primeiro grau. 00965818918
e) haverá sempre o dever legal de recorrer pelo Ministério Público
de decisão absolutória.
COMENTÁRIOS: O princípio da indisponibilidade de ação penal pública
prega que o MP não pode dispor da ação penal, ou seja, deixar de ajuizá-
la (quando presentes os elementos necessários), em razão do fato de que
está a tutelar direito alheio (de toda a sociedade).
Dele decorre a regra segundo a qual o MP também não pode desistir dos
recursos que tenha interposto, conforme art. 576 do CPP:
Art. 576. O Ministério Público não poderá desistir de recurso que haja
interposto.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.
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33.! (FCC – 2012 – MPE-AP – ANALISTA)
Renato ajuizou ação penal privada contra Renê, imputando-lhe
crimes de difamação e injúria. Recebida a queixa e designada
audiência de instrução, Renato vem a óbito após um acidente de
trânsito fatal em rodovia.
Com o óbito do querelante,
a) caberá ao Ministério Público prosseguir na ação penal,
assumindo a posição do querelante.
b) o direito de prosseguir na ação penal passará ao descendente,
cônjuge, ascendente, irmão, nessa ordem.
c) o direito de prosseguir na ação penal passará ao cônjuge,
ascendente, descendente ou irmão, nesta ordem.
d) a ação penal privada será arquivada diante do caráter
personalíssimo desta, com a extinção da punibilidade do agente.
e) o direito de prosseguir na ação penal passará, exclusivamente,
aos descendentes ou ascendentes do ofendido.
COMENTÁRIOS: Neste caso, o direito de prosseguir na ação penal
passará ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão, nesta ordem,
conforme art. 31 e art. 36 do CPP:
!! Art. 31. No caso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por
decisão judicial, o direito de oferecer queixa ou prosseguir na ação passará
ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão.
(...)
Art. 36. Se comparecer mais de uma pessoa com direito de queixa,
terá preferência o cônjuge, e, em seguida, o parente mais próximo na ordem
de enumeração constante do art. 31, podendo, entretanto, qualquer delas
prosseguir na ação, caso o querelante desista da instância ou a abandone.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.
34.! (FCC – 2012 – MPE-SE – TÉCNICO MINISTERIAL)
00965818918
Considera-se, dentre outras, condição de procedibilidade da ação
penal pública:
a) o interrogatório e as informações sobre a vida pregressa do
autor do fato delituoso.
b) a existência de inquérito policial concluído e relatado.
c) o prévio indiciamento do autor do fato delituoso.
d) a existência de pelo menos duas testemunhas presenciais.
e) a representação do ofendido, quando necessária.
COMENTÁRIOS: A ação penal pública poderá ter, como condição de
procedibilidade, a representação do ofendido. Diz-se que “poderá” porque
a representação somente é exigida na ação penal pública condicionada à
representação, nos termos do art. 24 do CPP:
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Art. 24. Nos crimes de ação pública, esta será promovida por denúncia !
do Ministério Público, mas dependerá, quando a lei o exigir, de requisição do
Ministro da Justiça, ou de representação do ofendido ou de quem tiver
qualidade para representá-lo.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.
35.! (FCC – 2012 – TRF2 – ANALISTA JUDICIÁRIO)
Quando a lei penal incriminadora silencia a respeito da ação penal
cabível para determinada infração penal, entende-se que a ação
penal é
a) pública condicionada à representação do ofendido.
b) privada exclusiva.
c) pública incondicionada.
d) privada personalíssima.
e) pública condicionada à requisição do Ministro da Justiça.
COMENTÁRIOS: Quando a Lei nada diz a respeito da ação penal cabível
para determinado delito, aplica-se a regra geral, ou seja, será cabível a
ação penal pública incondicionada.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.
36.! (FCC – 2012 – TRF 2 – TÉCNICO JUDICIÁRIO)
Nos crimes de ação pública, a ação penal será promovida através
de
a) denúncia do Ministério Público.
b) queixa-crime formulada pelo ofendido ou por quem tenha
qualidade para representá-lo.
c) portaria da autoridade policial.
d) requisição do Ministro da Justiça.
e) requerimento de qualquer pessoa maior e capaz.
COMENTÁRIOS: Nos crimes de ação penal pública esta será promovida
00965818918
pelo MP, mediante denúncia. Vejamos:
Art. 24. Nos crimes de ação pública, esta será promovida por denúncia do
Ministério Público, mas dependerá, quando a lei o exigir, de requisição do
Ministro da Justiça, ou de representação do ofendido ou de quem tiver
qualidade para representá-lo.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.
37.! (FCC – 2012 – TRF 2 – TÉCNICO JUDICIÁRIO)
Na ação penal privada exclusiva, o perdão do ofendido
a) depende da aceitação do Ministério Público.
b) só pode ocorrer após o recebimento da queixa.
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c) não pode ser tácito, exigindo-se que seja sempre formulado de !
forma expressa.
d) implica redução da pena, mas não acarreta a extinção da
punibilidade.
e) concedido a um dos querelados aproveitará a todos, mesmo em
relação aquele que o recusar.
COMENTÁRIOS: O perdão é causa de extinção da punibilidade, admitido
apenas nos crimes de ação penal privada, e pode ser tácito ou expresso.
Depende da aceitação do querelado (infrator) e se for mais de um
querelado, uma vez oferecido a um deles, se estende a todos, mas não
produz efeitos em face daquele que o recusar.
Como a lei fala em “querelado”, somente se pode falar em perdão quando
já ajuizada a queixa. Vejamos:
Art. 51. O perdão concedido a um dos querelados aproveitará a todos, sem
que produza, todavia, efeito em relação ao que o recusar.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.
38.! (FCC – 2012 – TJ-PE – OFICIAL DE JUSTIÇA)
Se a ação penal pública não tiver sido proposta pelo Ministério
Público no prazo legal, poderá, subsidiariamente, ajuizá-la
a) qualquer do povo, interessado ou não na punição do acusado.
b) o juiz, de ofício.
c) o ofendido ou quem tenha qualidade para representá-lo.
d) o juiz, mediante representação do ofendido.
e) qualquer do povo, desde que tenha interesse na punição do
acusado.
COMENTÁRIOS: Neste caso, poderá ajuizar a ação penal privada
subsidiária da pública o ofendido ou quem tenha qualidade para
representá-lo, nos termos do art. 29 do CPP:
!! Art. 29. Será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta
não for intentada no prazo legal, cabendo ao Ministério Público aditar a
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queixa, repudiá-la e oferecer denúncia substitutiva, intervir em todos os
termos do processo, fornecer elementos de prova, interpor recurso e, a todo
tempo, no caso de negligência do querelante, retomar a ação como parte
principal.
Art. 30. Ao ofendido ou a quem tenha qualidade para representá-lo
caberá intentar a ação privada.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.
39.! (FCC – 2012 – TJ-PE – TÉCNICO JUDICIÁRIO)
A ação penal proposta pelo ofendido nos crimes de ação pública
quando o Ministério Público deixar de oferecer denúncia no prazo
legal denomina-se ação penal
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a) popular. !
b) pública condicionada.
c) privada.
d) privada subsidiária da pública.
e) pública incondicionada.
COMENTÁRIOS: Neste caso temos a chamada ação penal privada
subsidiária da pública, que pode ser oferecida pelo ofendido ou seu
representante. Vejamos:
!! Art. 29. Será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta
não for intentada no prazo legal, cabendo ao Ministério Público aditar a
queixa, repudiá-la e oferecer denúncia substitutiva, intervir em todos os
termos do processo, fornecer elementos de prova, interpor recurso e, a todo
tempo, no caso de negligência do querelante, retomar a ação como parte
principal.
Art. 30. Ao ofendido ou a quem tenha qualidade para representá-lo
caberá intentar a ação privada.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.
40.! (FCC – 2012 – TJ-PE – TÉCNICO JUDICIÁRIO)
A representação do ofendido ou de quem tenha qualidade para
representá-lo, nos casos previstos em lei, é
a) causa de extinção da punibilidade.
b) pressuposto processual de toda ação penal.
c) condição de procedibilidade da ação penal privada.
d) pressuposto processual da ação penal privada.
e) condição de procedibilidade da ação penal pública.
COMENTÁRIOS: A representação do ofendido, ou de seu representante,
é condição de procedibilidade da ação penal pública, nos casos previstos
em lei, por força do art. 24 do CPP:
Art. 24. Nos crimes de ação pública, esta será promovida por denúncia
do Ministério Público, mas dependerá, quando a lei o exigir, de requisição do
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Ministro da Justiça, ou de representação do ofendido ou de quem tiver
qualidade para representá-lo.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.
41.! (VUNESP – 2016 – MPE-SP – OFICIAL DE PROMOTORIA)
Nos crimes de ação _________ , esta será promovida por
denúncia do Ministério Público, mas dependerá, quando a lei o
exigir, de __________ do Ministro da Justiça, ou de __________
do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo.
Assinale a alternativa que, respectivamente, preenche, de modo
tecnicamente correto, as lacunas.
a) privada … autorização … requisição
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b) pública … representação … requisição !
c) privada … requisição … autorização
d) pública … requisição … representação
e) privada … autorização … representação
COMENTÁRIOS: Para responder corretamente a questão, precisamos
saber o que dispõe o art. 24 do CPP:
Art. 24. Nos crimes de ação pública, esta será promovida por denúncia do
Ministério Público, mas dependerá, quando a lei o exigir, de requisição do
Ministro da Justiça, ou de representação do ofendido ou de quem tiver
qualidade para representá-lo.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.
42.! (VUNESP – 2015 – TJ-MS – JUIZ SUBSTITUTO)
XISTO, querelante em ação penal privada, ao término da instrução
e representado por advogado constituído, requereu a absolvição
de CRISTÓVÃO, querelado. Deve o juiz
a) determinar a extração de peças processuais e o
encaminhamento à autoridade policial, para apuração da prática,
pelo querelante, de denunciação caluniosa.
b) designar audiência para tentativa de conciliação das partes, em
homenagem ao princípio da intervenção mínima.
c) considerar perempta a ação penal, porque o querelante deixou
de formular pedido de condenação nas alegações finais.
d) encaminhar os autos em vista ao Ministério Público, titular da
ação penal, para manifestação de interesse na produção de outras
provas.
e) absolver CRISTÓVÃO, com fundamento no artigo 386, inciso
VII, do Código de Processo Penal.
COMENTÁRIOS: Neste caso, a ação penal deve ser considerada
perempta, pois nos crimes de ação exclusivamente privada, o querelante
deve, nas alegações finais, formular pedido de CONDENAÇÃO, sob pena
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de perempção, nos termos do art. 60, III, parte final, do CPP.
Assim, o Juiz deverá reconhecer a ocorrência de perempção e declarar a
extinção da punibilidade do réu.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.
43.! (VUNESP – 2015 – PC-CE – DELEGADO DE POLÍCIA)
No caso de morte do ofendido
a) o direito de oferecer queixa passará ao cônjuge, ascendente,
descendente ou irmão; nos crimes de ação privada, o juiz, a
requerimento da parte que comprovar a sua pobreza, instaurará
de ofício a ação penal.
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b) o direito de oferecer queixa se extinguirá; nos crimes de ação !
privada, o juiz, a requerimento da parte que comprovar a sua
pobreza, instaurará de ofício a ação penal.
c) o direito de oferecer queixa passará ao cônjuge, ascendente,
descendente ou irmão; nos crimes de ação privada, o juiz, a
requerimento da parte que comprovar a sua pobreza, nomeará
advogado para promover a ação penal.
d) no curso da ação privada, declarar-se-á a extinção da
punibilidade do ofensor; nos crimes de ação pública condicionada,
o juiz, a requerimento da parte que comprovar a sua pobreza,
nomeará advogado para promover a ação penal.
e) no curso da ação pública condicionada, declarar-se-á a extinção
da punibilidade do ofensor; nos crimes de ação pública
condicionada, o juiz, a requerimento da parte que comprovar a
sua pobreza, nomeará advogado para promover a ação penal.
COMENTÁRIOS: Em caso de óbito da vítima, o direito de oferecer queixa
passa ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão, nos termos do art.
31 do CPP. Nos crimes de ação penal privada, a requerimento da parte
que comprovar a sua pobreza, nomeará advogado para promover a ação
penal (atualmente, em havendo sede da Defensoria Pública no local, o
Juiz remete o caso à Defensoria Pública), conforme art. 32 do CPP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.
44.! (VUNESP – 2014 – TJ-PA – JUIZ)
José, João e Luís são sócios de uma empresa. José e João
redigem, assinam e divulgam entre os clientes e fornecedores da
empresa uma carta aberta com afirmações desonrosas em
desfavor de Luís. Após regular inquérito policial em que José e
João são ouvidos, Luís promove queixa-crime unicamente contra
José, uma vez que, por motivos pessoais, não quis processar João.
Considerando que o acúmulo de acusações faça com que a
demanda não seja julgada pelo rito sumaríssimo, que foi
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infrutífera a fase de reconciliação – o que remete o processo ao
rito comum – e que não é caso de rejeição, deve o magistrado.
a) considerar que houve perdão com relação a João e extinguir
sua punibilidade; determinar a citação e intimação de José para
apresentação de resposta escrita.
b) intimar Luís para que se manifeste expressamente acerca da
ausência de João no polo passivo; determinar a citação e
intimação de José para apresentação de resposta escrita.
c) considerar que houve renúncia com relação a João, estender tal
entendimento a José e extinguir a punibilidade de ambos.
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d) considerar que houve renúncia com relação a João e extinguir !
sua punibilidade; determinar a citação e intimação de José para
apresentação de resposta escrita.
e) considerar que houve perdão com relação a João, estender tal
entendimento a José e intimá-los para que se manifestem no
sentido de aceitar ou recusar a benesse oferecida por Luís.
COMENTÁRIOS: Neste caso, o Juiz deve considerar que houve renúncia
com relação a João, estender tal entendimento a José e extinguir a
punibilidade de ambos, nos termos do art. 49 do CPP.
Importante lembrar que o STJ firmou entendimento no sentido de que a
renúncia só ocorre quando há omissão voluntária, ou seja, o querelante,
propositalmente, deixa de incluir algum dos infratores na ação penal. Se o
querelante apenas se esqueceu de incluir algum dos infratores, não há
renúncia em favor deles, de forma que não há nada a estender em favor
dos demais. No caso, de fato, a omissão foi VOLUNTÁRIA, de forma que
houve renúncia tácita.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.
45.! (VUNESP – 2013 – TJ-SP – JUIZ)
A ação penal somente pode ser proposta contra quem se imputa a
prática da infração penal. Outra pessoa, ainda que tenha
obrigações de caráter civil decorrentes do delito, não pode ser
incluída na ação, isto em função do princípio da
a) obrigatoriedade.
b) indisponibilidade.
c) intranscendência.
d) oficialidade.
COMENTÁRIOS: Quem não praticou a infração penal não pode ser
incluído como réu na ação penal, por absoluta ausência de legitimidade
PASSIVA. Isso decorre da adoção do princípio da intranscendência da
pena, segundo o qual a pena não poderá passar da pessoa do condenado,
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de maneira que ninguém pode responder por crime alheio.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.
46.! (VUNESP – 2012 – DPE-MS – DEFENSOR PÚBLICO)
Segundo as disposições do Código de Processo Penal relativas à
ação penal, é correto afirmar que
a) o perdão concedido a um dos querelados aproveitará a todos,
independentemente da aceitação ou recusa dos demais
querelados.
b) salvo disposição em contrário, o ofendido, ou seu
representante legal, decairá no direito de queixa ou de
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representação, se não o exercer dentro do prazo de seis meses, !
contado do dia em que o crime foi praticado.
c) a renúncia ao exercício do direito de queixa, em relação a um
dos autores do crime, a todos se estenderá.
d) nos casos em que somente se procede mediante queixa,
considerar-se-á perempta a ação penal quando, iniciada esta, o
querelante deixar de promover o andamento do processo durante
15 (quinze) dias seguidos.
COMENTÁRIOS:
A) ERRADA: O item está errado, pois o perdão deve ser aceito pelo
perdoado, já que possui a característica da bilateralidade, nos termos do
art. 51 do CPP:
Art. 51. O perdão concedido a um dos querelados aproveitará a todos, sem
que produza, todavia, efeito em relação ao que o recusar.
B) ERRADA: O item está errado, pois o início do prazo decadencial de seis
meses se dá no momento em que o ofendido passa a ter conhecimento de
quem foi o autor do fato, nos termos do art. 38 do CPP.
C) CORRETA: Item correto, pois esta é a exata previsão do art. 49 do
CPP:
Art. 49. A renúncia ao exercício do direito de queixa, em relação a um dos
autores do crime, a todos se estenderá.
D) ERRADA: Item errado, pois nos casos em que somente se procede
mediante queixa, considerar-se-á perempta a ação penal quando, iniciada
esta, o querelante deixar de promover o andamento do processo durante
30 DIAS SEGUIDOS, nos termos do art. 60, I do CPP:
Art. 60. Nos casos em que somente se procede mediante queixa, considerar-
se-á perempta a ação penal:
I - quando, iniciada esta, o querelante deixar de promover o andamento do
processo durante 30 dias seguidos;
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.
47.! (VUNESP – 2010 – FUNDAÇÃO CASA – ANALISTA)
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A ação penal de iniciativa pública é promovida
a) pelo Ministério Público ou ofendido, mediante denúncia.
b) pela vítima ou seu representante legal.
c) pelo Ministério Público, mediante queixa-crime.
d) exclusivamente pelo Ministério Público, mediante denúncia.
e) pelo ofendido, representado por advogado com poderes
especiais.
COMENTÁRIOS: A ação penal pública é promovida pelo MP, por expressa
previsão constitucional e por força do art. 257, I do CPP:
!! Art. 257. Ao Ministério Público cabe: (Redação dada pela Lei nº 11.719, de
2008).
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I - promover, privativamente, a ação penal pública, na forma !
estabelecida neste Código; e (Incluído pela Lei nº 11.719, de 2008).
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.
48.! (VUNESP – 2010 – FUNDAÇÃO CASA – ANALISTA)
Quando o querelante deixa de comparecer, sem motivo
justificado, a qualquer ato do processo a que deva estar presente,
dá-se a
a) absolvição.
b) perempção.
c) remissão.
d) remição.
e) revelia.
COMENTÁRIOS: Neste caso ocorrerá o fenômeno da perempção, por
força do art. 60, III do CPP:
Art. 60. Nos casos em que somente se procede mediante queixa, considerar-
se-á perempta a ação penal:
(...)
III - quando o querelante deixar de comparecer, sem motivo justificado,
a qualquer ato do processo a que deva estar presente, ou deixar de formular
o pedido de condenação nas alegações finais;
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.
49.! (VUNESP – 2009 – TJ-MT – JUIZ)
Nos crimes de ação privada, se comparecer mais de uma pessoa
com direito de queixa, terá preferência, numa ordem legal
estabelecida pelo artigo 31 do Código de Processo Penal,
a) o parente mais próximo na ordem de vocação sucessória.
b) o cônjuge, que poderá prosseguir na ação penal.
c) a figura do ascendente, em face dos vínculos fraternos.
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d) a figura do descendente, com o direito de apenas prosseguir.
e) o representante legalmente constituído para o fim.
COMENTÁRIOS: Para resolver a questão precisamos conhecer os arts.
31 e 36 do CPP:
Art. 31. No caso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por
decisão judicial, o direito de oferecer queixa ou prosseguir na ação passará
ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão.
(...)
Art. 36. Se comparecer mais de uma pessoa com direito de queixa, terá
preferência o cônjuge, e, em seguida, o parente mais próximo na ordem de
enumeração constante do art. 31, podendo, entretanto, qualquer delas
prosseguir na ação, caso o querelante desista da instância ou a abandone.
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Vejam, assim, que em havendo interesse de mais de um dos sucessores, !
prevalecerá o cônjuge.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.
50.! (VUNESP – 2009 – TJ-SP – JUIZ)
Assinale a alternativa correta, considerando a hipótese de ter
havido o falecimento do querelante durante o andamento de ação
penal privada, antes da sentença.
a) A companheira, embora vivesse em união estável com o
falecido, não tem legitimidade ativa para prosseguir na ação.
b) A companheira, que vivia em união estável com o falecido, tem
legitimidade ativa para prosseguir na ação.
c) O falecimento do querelante acarreta, necessariamente, o
trancamento da ação penal privada.
d) O falecimento do querelante só acarreta o trancamento da ação
penal privada se o querelado assim o requerer.
COMENTÁRIOS: A doutrina e a jurisprudência não possuem
entendimento uniforme sobre o tema. Pela redação do art. 31 do CPP,
somente o cônjuge (não a companheira) poderia seguir na ação penal.
Contudo, há doutrinadores que entendem que é possível estender a
norma para abarcar também a companheira, em razão de a Constituição
equiparar a União estável ao casamento.
Há doutrinadores para ambos os lados, por isso a questão deveria ter sido
anulada. A Banca, porém, adotou o entendimento de que o companheiro
tem legitimidade neste caso.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.
51.! (VUNESP – 2008 – DPE-MS – DEFENSOR PÚBLICO)
Assinale a alternativa que justifica corretamente qual o prazo para
o ofendido ou o seu representante legal requerer a instauração de
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inquérito policial, quando o crime for de alçada privada.
a) O Código de Processo Penal não disciplina expressamente a
respeito e, assim, entende-se que o direito de requerimento de
instauração de inquérito policial deve ser exercido no mesmo
prazo do direito de queixa, ou seja, 3 meses, contados da data dos
fatos.
b) O Código de Processo Penal não disciplina expressamente a
respeito e, assim, entende-se que o direito de requerimento de
instauração de inquérito policial deve ser exercido no mesmo
prazo do direito de queixa, ou seja, 6 meses, contados da data em
que se souber quem foi o autor do crime.
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c) O Código de Processo Penal dispõe expressamente que o direito !
de requerimento de instauração de inquérito policial deve ser
exercido no prazo de 3 meses, contados da data dos fatos.
d) O Código de Processo Penal dispõe expressamente que o direito
de requerimento de instauração de inquérito policial deve ser
exercido no prazo de 6 meses, contados da data em que o crime
ocorreu.
COMENTÁRIOS: O CPP não trata expressamente disto, mas por uma
interpretação sistemática se chega à conclusão de que o prazo deve ser o
mesmo previsto para o exercício do direito de queixa, ou seja, seis meses
a contar da data em que a vítima tomou conhecimento de quem foi o
autor do fato, já que, após este prazo, estará extinta a punibilidade e,
portanto, seria impossível instaurar IP, já que o infrator não mais poderia
ser punido.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.
52.! (FUNCAB – 2013 – PC-ES – ESCRIVÃO DE POLÍCIA)
O prazo para o oferecimento da representação, no caso de crime
de ação penal pública condicionada à representação, é de 6 (seis)
meses, contados:
a) do dia em que se consumou o crime ou cessou a atividade
criminosa, no caso de tentativa, bem como no dia que cessou a
permanência nos crimes permanentes.
b) do conhecimento da autoria do crime pela vítima ou por seu
representante legal.
c) da inércia do Ministério Público.
d) do dia em que a autoridade policial tomou conhecimento do
crime.
e) do dia em que o Ministério Público recebeu os autos do
inquérito policial ou as peças de informação.
COMENTÁRIOS: O prazo decadencial de seis meses para o oferecimento
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da representação é contado a partir do dia em que a vítima (ou seu
representante legal) tem conhecimento de quem é o autor da infração
penal, nos termos do art. 38 do CPP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.
53.! (FUNCAB – 2013 – PC-ES – PERITO)
Sobre a ação penal, é correto afirmar:
a) ação penal pública é promovida pelo Ministério Público,
dependendo, quando a lei exige, de representação do ofendido.
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b) A ação de iniciativa privada não poderá ser intentada nos !
crimes de ação pública, mesmo que o Ministério Público deixe de
oferecer denúncia no prazo legal.
c) A morte do ofendido não transfere aos herdeiros o direito de
oferecer queixa.
d) É possível a retratação da representação após oferecida a
denúncia.
e) O perdão do ofendido é admissível, mesmo após o trânsito em
julgado da sentença condenatória.
COMENTÁRIOS:
A) CORRETA: Esta é a exata previsão do art. 24 do CPP, que confere ao
MP a titularidade da ação penal pública.
B) ERRADA: Item errado, pois nos termos do art. 29 do CP isso será
possível, e esta ação penal privada oferecida recebe o nome de ação
penal privada subsidiária da pública.
C) ERRADA: Os herdeiros recebem, com a morte da vítima, o direito de
promover a ação penal privada, nos termos do art. 31 do CPP.
D) ERRADA: Uma vez oferecida a denúncia não é mais possível ocorrer a
retratação da representação ofertada, nos termos do art. 25 do CPP.
E) ERRADA: O perdão do ofendido só é admissível durante o processo, ou
seja, uma vez ocorrido o trânsito em julgado, não é mais possível o
perdão, eis que não há mais processo.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.
54.! (FUNCAB – 2013 – PC-ES – PERITO)
Nas ações penais privadas, a perda do direito de ação, pelo
decurso de um determinado lapso temporal estabelecido em lei,
provocando a extinção da punibilidade do agente, denomina-se:
a) prescrição.
b) decadência. 00965818918
c) perempção.
d) desaforamento.
e) libelo.
COMENTÁRIOS: Tal fenômeno recebe o nome de decadência, previsto
no art. 38 do CPP:
Art. 38. Salvo disposição em contrário, o ofendido, ou seu representante
legal, decairá no direito de queixa ou de representação, se não o exercer
dentro do prazo de seis meses, contado do dia em que vier a saber quem é o
autor do crime, ou, no caso do art. 29, do dia em que se esgotar o prazo para
o oferecimento da denúncia.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.
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00965818918 - Bruna Castanhel Martinez
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55.! (FUNCAB – 2013 – PC-ES – MÉDICO LEGISTA) !
A respeito da ação penal, é correto afirmar:
a) Na ação penal pública condicionada à representação, o
ofendido poderá retratá-la a qualquer tempo, desde que antes da
sentença.
b) Na ação penal privada, o ofendido apresentará queixa-crime ao
Ministério Público, a quem caberá apresentar a denúncia em Juízo.
c) O direito de representação, titularizado pelo ofendido nas ações
penais públicas condicionadas, é personalíssimo, portanto
impassível de transmissão causa mortis.
d) A queixa, ainda quando a ação penal for privativa do ofendido,
poderá ser aditada pelo Ministério Público, a quem caberá intervir
em todos os termos subsequentes do processo.
e) A renúncia ao exercício do direito de queixa, em relação a um
dos autores do crime, deve ser interpretada restritivamente, não
se estendendo, portanto, aos demais.
COMENTÁRIOS:
A) ERRADA: A representação é irretratável após o oferecimento da
denúncia, nos termos do art. 25 do CPP.
B) ERRADA: A queixa-crime (ação penal privada) é ajuizada diretamente
perante o Juiz, sem a participação do MP no seu oferecimento.
C) ERRADA: O direito de representação, assim como o de queixa, se
transmite aos herdeiros estabelecidos no CPP, conforme consta em seu
art. 24, §1º.
D) CORRETA: O MP, nas ações penais privadas, age como custos legis
(fiscal da lei), de forma que pode aditar a denúncia e intervir nos atos do
processo, conforme prevê o art. 45 do CPP.
E) ERRADA: Item errado, pois a renúncia ao direito de queixa realizada
em relação a um dos infratores se estende aos demais, nos termos do art.
49 do CPP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D. 00965818918
56.! (FUNCAB – 2009 – PC-RO – DELEGADO)
No que se refere aos aspectos processuais da ação penal, marque
a assertiva INCORRETA.
a) A renúncia tácita e o perdão tácito admitirão todos os meios de
prova.
b) A renúncia ao exercício do direito de queixa em relação a um
dos autores do crime, a todos se estenderá.
c) Nos casos em que somente se procede mediante queixa,
considerar-se-á perempta a ação penal, dentre outras hipóteses,
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00965818918 - Bruna Castanhel Martinez
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quando, sendo querelante pessoa jurídica, esta se extinguir sem !
deixar sucessor.
d) Em qualquer fase do processo, o juiz, se reconhecer extinta a
punibilidade, deverá declará-lo de ofício.
e) O direito de representação somente poderá ser exercido
pessoalmente pelo ofendido, sendo vedado o seu exercício por
procurador com poderes especiais.
COMENTÁRIOS:
A) CORRETA: Esta é a exata previsão do art. 57 do CPP.
B) CORRETA: De fato, a renúncia ao direito de queixa realizada em
relação a um dos infratores se estende aos demais, nos termos do art. 49
do CPP.
C) CORRETA: A perempção pode ocorrer, quando o querelante for pessoa
jurídica, no caso de esta se extinguir sem deixar sucessor, conforme
dispõe o art. 60, IV do CPP.
D) CORRETA: Esta é a previsão do art. 61 do CPP.
E) ERRADA: Item errado, pois o direito de representação pode ser
exercido por procurador com poderes especiais, nos termos do art. 39 do
CPP.
Portanto, a ALTERNATIVA INCORRETA É A LETRA E.
5.! GABARITO
1.! ALTERNATIVA A
2.! ALTERNATIVA B
00965818918
3.! ALTERNATIVA C
4.! ALTERNATIVA A
5.! CORRETA
6.! ALTERNATIVA D
7.! ALTERNATIVA A
8.! ALTERNATIVA A
9.! ALTERNATIVA A
10.!ALTERNATIVA B
11.!ALTERNATIVA A
12.!ALTERNATIVA C
13.!ALTERNATIVA A
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00965818918 - Bruna Castanhel Martinez
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14.!ALTERNATIVA B !
15.!ALTERNATIVA E
16.!ALTERNATIVA B
17.!ALTERNATIVA D
18.!ALTERNATIVA A
19.!ALTERNATIVA E
20.!ALTERNATIVA D
21.!ALTERNATIVA C
22.!ALTERNATIVA E
23.!ALTERNATIVA D
24.!ALTERNATIVA D
25.!ALTERNATIVA E
26.!ALTERNATIVA C
27.!ALTERNATIVA E
28.!ALTERNATIVA D
29.!ALTERNATIVA E
30.!ALTERNATIVA C
31.!ALTERNATIVA E
32.!ALTERNATIVA C
33.!ALTERNATIVA C
34.!ALTERNATIVA E
35.!ALTERNATIVA C
36.!ALTERNATIVA A
37.!ALTERNATIVA B
38.!ALTERNATIVA C
39.!ALTERNATIVA D
40.!ALTERNATIVA E
41.!ALTERNATIVA D
42.!ALTERNATIVA C 00965818918
43.!ALTERNATIVA C
44.!ALTERNATIVA C
45.!ALTERNATIVA C
46.!ALTERNATIVA C
47.!ALTERNATIVA D
48.!ALTERNATIVA B
49.!ALTERNATIVA B
50.!ALTERNATIVA B
51.!ALTERNATIVA B
52.!ALTERNATIVA B
53.!ALTERNATIVA A
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(<;ΓΗ∋#:∆>∆∋,<>Ιϑ;∋/∋,ΙΚ>∋34!
54.!ALTERNATIVA B !
55.!ALTERNATIVA D
56.!ALTERNATIVA E
00965818918
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00965818918 - Bruna Castanhel Martinez