No Centro Da Epidemia de FHVM em Angola: Iniciativa Entrevista Ipsc
No Centro Da Epidemia de FHVM em Angola: Iniciativa Entrevista Ipsc
T
odas as vezes que se fala em fe- fluidos corporais dos pacientes ou dos ca- Uganda para a realização de pesquisas no
bre hemorrágica, as imagens que dáveres. Quando o FHVM é introduzido preparo da vacina de poliomielite. Os ani-
vêm à mente são de uma comu- no ambiente hospitalar, o número de ca- mais estavam infectados pelo vírus e mor-
nidade assustada. Foi o que acon- sos se amplifica, especialmente se não há reram quando chegaram aos laboratórios
teceu recentemente em Angola, país viti- adesão dos profissionais de saúde às me- europeus. Na ocasião, ocorreram 31 casos
mado por um surto de FHVM, cuja taxa didas de precaução. de infecções associadas ao vírus nos pro-
de letalidade chegou a 92%. O vírus Marburg é da família dos filovi- fissionais de saúde que tiveram contato com
Até hoje não existem nem vacina nem rus (RNA) e foi identificado pela primeira os macacos e 7 pessoas foram a óbito. En-
tratamento específico para este vírus que vez em 1967 quando ocorreu um surto em tre 1998 e 2000 ocorreu a primeira gran-
é zoonótico e cujo reservatório animal é Belgrado (na antiga Iugoslávia) e Marburg de epidemia de FHVM no Congo, quando
desconhecido. Uma vez que ele se insere (Alemanha). O vírus foi batizado com o 154 pessoas foram infectadas, resultando
na população humana, a disseminação nome da cidade alemã, onde foram leva- em 128 mortes (83% de letalidade).
evolui através do contato com sangue ou dos alguns macacos verdes provenientes de Continua nas páginas 2 e 3
A
epidemia em Angola iniciou-se EPIs, os voluntários verificaram precá- Estratégia
em outubro de 2004 e o últi- rias condições de atendimento. Os fun- Diante de todos estes problemas, só
mo caso foi confirmado em la- cionários estavam em estado de trauma havia uma alternativa: agir. Assim que
boratório e pânico, pois até foi encontrada a solução para a provi-
em 21 de julho pas- aquela data, 28 de são de água, o hospital foi completamen-
sado. Durante o pe- março, havia mor- te lavado. Em menos de uma semana, a
ríodo de dezembro rido 16 profissio- equipe dos Médicos Sem Fronteiras da
de 2004 até o dia nais entre médicos Espanha (MSF-E) conseguiu montar
6 de setembro de e enfermeiros devi- uma unidade de isolamento, adequan-
2005, foram regis- do à doença. Assim, do a estrutura existente e trabalhando
trados 374 casos apenas 15% de um em mutirão com os profissionais rema-
com 329 mortes, hospital de 300 lei- nescentes do hospital.
ou seja, uma taxa tos estava em ativi-
de letalidade de O desespero da comunidade de Uige com dade. Para piorar O GOARN é formado por pessoas que
88%. Em 60% dos a epidemia de febre hemorrágica pelo ainda mais, não ha- já possuem experiências no combate a
casos ocorreu em vírus Marburg. via água devido à outras epidemias de febre hemorrágica
mulheres, a maioria falta de um sistema ao redor do mundo, como no caso do
entre crianças de até 5 anos de idade. de captação e distribuição funcional. Ebola e do próprio Marburg. Para con-
Como trabalhar num hospital sem água? trolar a epidemia em Angola, foi defini-
Quando aconteceram os primeiros ca- do um padrão estratégico fundamenta-
sos suspeitos, foram enviadas 12 amos- Além da ausência de pontos de solu- do em 4 frentes:
tras de sangue e swab oral a um labora- ção de anti-sepsia para higiene das mãos
tório de Johanesburgo. O resultado deu – problema que foi solucionado de for- 1) Vigilância e Análise Epidemiológica
negativo para o vírus Ebola. Decidiu-se ma adaptada com a instalação das bom- dos Dados – um trabalho exaustivo, exe-
então enviar as mesmas amostras ao CDC bonas de água clorada – os voluntários cutado a todo momento e em tempo real
da Atlanta nos EUA que, no dia 21 de das equipes de resposta se depararam
março passado, isolou o vírus Marburg com a falta de um sistema de distribui-
em 9 das 12 amostras. ção de EPI que garantisse o abastecimen-
to regular. Era comum encontrar pesso-
Imediatamente ao anúncio do CDC, a
as nas áreas externas ao hospital para-
OMS acionou a Rede Global de Alerta e
mentadas com 4 ou 5 luvas, 3 máscaras
Respostas a Surtos-GOARN e, no dia 27
e outros exageros comuns em situação
de março, uma “força tarefa” já estava
de descontrole emocional face à epide-
em Uige. Esta rede é integrada por vo-
mia. Assim, houve necessidade de ajus-
luntários da OMS, Médicos Sem Fron-
tes nos protocolos de uso de EPI.
teira, CDC, UNICEF, Cruz Vermelha e
outras organizações. Do Brasil, partici- Outras disparidades observadas: uso
pam o Instituto múltiplo de um
Evandro Chagas e mesmo frasco de
o Centro Nacional so r o /m ed icação para acompanhar a evolução dos casos.
de Epidemiologia- para diferentes pa-
FUNASA. 2) Manejo dos Casos – aqui entrou o tra-
cientes; frascos de
balho de Controle de Infecção, fazendo
Os pacientes aco- solução intraveno-
o acompanhamento de cada caso dentro
metidos pela FH sa abertos por lon-
do hospital, nas moradias, organizando
VM foram levados gos períodos com-
os funerais dos pacientes que morriam,
ao Hospital Pro- prometendo a es- junto com seus parentes.
vincial de Uige. terilidade; inexis-
Logo que os pri- tência ou inade- 3) Laboratório de Campo – a participação
meiros integrantes quação da anti- do Laboratório Nacional de Microbio-
da GOARN chega- Procedimento de desinfecção dos EPIs. sepsia de pele pré- logia da Agência de Saúde Pública do
ram ao hospital, via à punção veno- Canadá com a metodologia de diagnós-
encontraram pes- sa ou intramus- tico PCR foi fundamental.
soas infectadas pelo vírus Marburg em cular; descarte de perfurocortantes no 4) Mobilização Social – um trabalho em
todas as unidades. Além da ausência de lixo comum e daí para o meio ambiente. equipe sem o qual nada seria possível.
2
Reportagem
3
Entrevista
4
Entrevista NR-32
acordo com a NBR 13.853 da ABNT. Após to, a meu ver, a conscientização e o en-
alcançar a linha pontilhada (limite), deve- volvimento de todos é o maior desafio, SEGURANÇA NO
rá ser fechado e acondicionado em saco pois é um problema cultural e não técni-
branco com simbologia infectante, fecha- co. A mudança de comportamento nem TRABALHO
do em nó único. Se no recipiente houver sempre é inicialmente bem vinda, porém,
produto químico (por exemplo, quimiote- amenizada e incorporada com o tempo. Está pronto o texto da
rápico), após seu fechamento o mesmo de- Qual conduta deve ser assumida por
verá ser descartado em saco com símbolo
NR-32. Agora só falta a
profissionais de cidades situadas longe
de “Resíduo Químico”, “Tóxico” ou “Qui- dos grandes centros, onde não existem publicação pelo MTE.
mioterápico”, podendo de acordo com as locais para tratamento dos resíduos?
condições da instituição, ser escolhida uma – Carmen Lígia: O problema é bastante
E
cor diferenciada para que qualquer cola- complexo, pois os municípios não estão m reunião ocorrida no dia
borador possa identificar o tipo de resíduo. preparados para receber o resíduo co-
6 de setembro último na
O que mudou em relação ao local de mum, quanto mais os infectantes e os quí-
Fundacentro em São Pau-
descarte de quimioterápicos, bolsa de micos. Com certeza os municípios têm em
sangue cheia e vazia, curativos, equi- mãos um grave problema e os geradores lo, o Grupo Técnico Tri-
pos, papel higiênico e demais resíduos não têm onde e a quem recorrer. De acor- partite-GTT finalizou o texto da
infectantes? do com a Pesquisa Nacional de Saneamen- Norma Regulamentadora 32 que
– Carmen Lígia: Uma importante mudan- to Básico – PNSB 2000 do IBGE, 47,8% estabelece as diretrizes básicas para
ça determinada pelas novas Resoluções é dos municípios brasileiros não possuem implementação de medidas de
que as bolsas de sangue deverão ser acon- sistema de coleta e tratamento e 53% dis- proteção e prevenção de aciden-
dicionadas em sacos plásticos vermelhos põem seus resíduos inadequadamente em tes em profissionais de saúde. Esta
com símbolo de infectante. Curativos, solo a céu aberto (lixão). Os municípios norma regulamenta as condições
equipos, resíduos de banheiro de pacien- precisam se unir e chegar a um denomi- de segurança em hospitais, clíni-
tes, restos alimentares de pacientes deve- nador comum para tratar seus resíduos.
cas, laboratórios, ou seja, toda e
rão ser descartados em sacos pretos como Enquanto isso, os geradores precisam se
qualquer unidade de atendimento
resíduo do Grupo D, isto é, comum. socorrer de empresas tratadoras que, em
sua maioria, são distantes e cobram caro. à saude existente tanto no comér-
Quais resíduos devem ser tratados an-
tes de serem descartados? Onde? Qual Só que é necessário tomar muito cuidado cio, indústrias, empresas e até mes-
processo? ao contratar uma empresa que promete mo universidades.
– Carmen Lígia: Os resíduos de laborató- recolher e tratar o resíduo. Deve-se exigir No dia 29 de setembro a Comis-
rio (placas de meios de culturas), devem sempre documentações que comprovem
são Tripartite Paritária Permanen-
ser autoclavados no próprio setor antes de idoneidade, Certificado de Aprovação de
Destinação de Resíduos Industriais te-CTPP encaminhou o texto fi-
serem descartados. Os resíduos da Radio-
(CADRI) para os recicláveis, registros ofi- nal da NR-32 ao Ministério do
logia (revelador e fixador de RX), não po-
dem ser desprezados diretamente no esgo- ciais de sua existência e o que fazem com Trabalho e Emprego-MTE para
to sem antes retirarem a prata que pode os resíduos, além de informações sobre homologação. A partir desse ato,
ser reaproveitada, considerada resíduo seu destino final. A responsabilidade do o prazo legal para a publicação da
reciclável. Resíduos da medicina nuclear gerador não pára quando o caminhão norma pelo Ministério é de até, no
também necessitam de tratamento prévio coletor leva os resíduos. máximo, 60 dias. Os prazos dis-
de acordo com as normas do CNEN, que Qual o percentual (média) de insti- postos na norma variam de 6 a 12
é o decaimento do radionuclídeo. tuições de saúde que conseguiram im- meses para implementação após
Quais as principais dificuldades en- plementar as novas regras? sua publicação.
contradas pelos implementadores do Pla- – Carmen Lígia: É difícil responder, pois
no de Gerenciamento de Resíduos com não há como medir. Os órgãos de vigi-
estas novas resoluções? lância estão sendo treinados e posterior-
– Carmen Lígia: Após estudar bem as re- mente farão as inspeções e solicitarão das
gulamentações, eu diria que a maior difi- instituições os Planos de Gerenciamento
culdade será envolver todos os profissio- (PGRSS). Neste primeiro instante, não
nais da Instituição para posterior implan- há necessidade de enviar uma cópia para
tação e manutenção do Plano de Geren- a Vigilância Sanitária, apenas manter có-
ciamento de Resíduos (PGRSS). Portan- pias para consulta.
5
Iniciativa
F
oi realizado no início de setem- ções, atualização e inovações na área. senvolvimento da Enfermagem em Emer-
bro o 1º Congresso Brasileiro de “Por um lado há uma grande carência gência como atividade técnica em saúde,
Enfermagem em Emergência, de desenvolvimento de pesquisa e ao principalmente por ter definido o papel
evento que além de apresentar e mesmo tempo os profissionais da Emer- do profissional que a exerce, excluindo
debater as atividades e inovações na área, gência estão interessados em fontes de as figuras do “socorrista” e do técnico em
serviu para iniciar um amplo processo estudo, pois querem se desenvolver. emergências médicas. “Além disso, foi
pelo desenvolvimento e consolidação Estamos trabalhando para tentar unir es- estabelecida a Resolução Cofen 300/2005
desta especialidade no Brasil. Promovi- sas duas pontas”, diz Martuchi. Ele ava- que endossa e define o trabalho do en-
do pelo Colégio Brasileiro de Enferma- lia também que a excelente repercussão fermeiro e sua equipe na atuação pré-hos-
gem em Emergência-COBEEM, o con- e a expressiva participação de profissi- pitalar”, ressalta.
gresso reuniu mais de 400 profissionais onais de todo o Brasil no congresso em Outro aspecto que Oliveira chama
de todas as regiões do país que atuam São Paulo conferem ao COBEEM auto- atenção é para a preocupação que os pro-
em assistência pré-hospitalar (APH) e nomia, autoridade e representatividade fissionais têm hoje com a biossegurança
emergência há vários anos além de no- em relação aos profissionais da Enfer- no atendimento de emergência. Em sua
vos interessados pela modalidade. magem de Emergência. avaliação, cresce a conscientização na es-
Este Congresso ocorrido em São Pau- Um dos destaques do 1º Congresso pecialidade para a importância do uso de
lo faz parte do programa de eventos que Brasileiro de Enfermagem de Emergên- produtos de segurança.
o COBEEM realiza desde o ano passa- cia foi o pôster Prevalência de acidentes “Além de estressante, o ambiente e as
do. A entidade vem promovendo a sé- de trabalho com situações de tra-
rie Encontros Científicos de Enferma- materiais perfu- balho na emer-
gem em Emergência, já ocorridos em São rocortantes em gência geralmen-
Paulo, Campinas e em Salvador. Em no- profissionais de te predispõem o
vembro próximo um novo encontro Atendimento profissional a
ocorrerá em Florianópolis (veja no site Pré-Hospitalar acidentes com
[Link]). Até o final do de uma Rodovia material biológi-
próximo ano, a entidade pretende reali- Federal (SP), tra- co. Portanto, na
zar 12 encontros científicos. Já o próxi- balho elaborado emergência é im-
mo congresso deverá ocorrer entre se- por um grupo de prescindível o
tembro e outubro de 2007, provavelmen- profissionais da uso de produtos
te em uma cidade do Nordeste. PUCC, do qual de segurança”,
também partici- conclui.
Representatividade pou Andréa C.
Para o presidente do 1º Congresso Oliveira, enfermeira especializanda em
Brasileiro de Enfermagem de Emergên- Atendimento Pré-Hospitalar e consulto- Site:
cia, Sérgio Martuchi, a realização des- ra educacional BD. [Link]
tes eventos está preenchendo uma lacu- E-mail para contato:
Paixão pela Emergência contato@[Link]
na na especialidade, pois existe uma
grande demanda de troca de informa- Fundado há apenas três anos, o
6
IPSC
N
os EUA, após a implantação de com álcool isopropílico, clorhexidina e
legislações para prevenção de iodo povidona, verificou-se a presença de
acidentes ocupacionais, o uso microorganismos que poderiam contami-
de dispositivos de segurança, nar o fluido infundido e aumentar as in-
como seringas e agulhas, cresceu ampla- fecções primárias da corrente sangüínea.
mente. No entanto, a introdução de siste-
mas valvulados sem agulhas (needleless Avaliação de causas de IPCS
mechanical valves) tem causado um au- Para obter uma compreensão melhor da
mento de infecção primária da corrente freqüência deste problema e os fatores
sangüínea (IPCS) relacionada ao uso de potenciais associados com as taxas aumen-
cateteres em hospitais norte-americanos. tadas IPCS nos EUA, diversos profissio-
Em 2004, no encontro anual da Society nais do controle da infecção que docu-
for Health Care Epidemiology (SHEA), na mentaram aumento nas taxas após a im-
Filadélfia, diversas instituições relataram plementação de dispositivos valvulados,
problemas com aumento de IPCS após a foram convidados para participar de reu-
implantação de sistemas valvulados. Em niões em Phoenix (junho 2004) e em Wa-
um dos primeiros estudos apresentados, shington (outubro 2004) a fim de com-
a Universidade de Virgínia investigou o partilhar seus dados e discutir as razões
aumento de infecção após a implantação que levaram tais profissionais à mudança
de sistemas fechados sem agulhas para sis- Referências bibliográficas:
de um sistema valvulado, em Charlottes-
temas com mecanismos valvulados. • JARVIS W, SHERETZ R, BRADLEY K et
ville. Os conectores foram implantados em al. Increased central venous catheter- as-
maio de 2002 e, após um mês da implan- A publicação destes estudos e de vári- sociated bloodstream infections rates tem-
tação, houve um aumento de 61% de in- os outros apresentados pelo SHEA, de porally associated with changing from a
fecções primárias, sendo que as infecções 2004 e 2005, chama a atenção para um split-septum to a Leur-access mechanical
aumentaram de 2,2 de janeiro a maio de problema relativamente novo, pois os valve needleless device: A nationwide out-
break? American Journal of Infection Con-
2002, para 3,5 por sistemas valvulados trol, v 33(5) p. 14-15, june, 2005.
1.000 CVC/dia de maio sem agulha são consi-
• HALL KK, GEFFERS C; GIANNETTA E,
a dezembro do mesmo derados artigos de úl- et al. Outbreak of bloodstream infections
ano, o que foi estatisti- tima geração no Brasil, temporally associated with a new
camente significante apesar de serem utili- needlesless IV infusion system. Abstract
para a instituição. zados nos EUA desde a 285. 14th Annual Scientific Meeting of the
década de 90. Além Society for Health Care Epidemiology of
Outro estudo realiza- America annual conference, Philadelphia,
do em 2004 no Johns disso, por serem dispo- April, 2004.
Hopkins University sitivos fáceis de mani-
• BRADLEY K, McKEE C, MILLER M et
Hospital em Baltimore, pular, a adesão dos al. An increase in catheter related blood-
evidenciou um aumen- profissionais de enfer- stream infections (CR-BSI) in pediatric
to de 4,1 para 17,31 in- magem é muito maior intensive care units temporally associated
fecções primárias da quando comparada with a chance in the needleless intrave-
aos sistemas sem agu- nous port. Abstract 26. 15th Annual Sci-
corrente sangüínea para entific Meeting of the Society for Health
cada 1.000 CVC/dia, lhas convencionais Care Epidemiology of America annual
após a troca do sistema que trabalham com di- conference, Los Angeles, April, 2005.
convencional sem agu- versos componentes,
• KARCHMER TB, COOK EM, PALAVE-
lhas para um sistema como agulhas para ad- CINO E et al. Needleless valve ports may
valvulado e a maior ministração de medi- be associeted with a high rate of catheter-
parte das infecções es- camentos e injetores related bloodstream infection. Abstract
de borracha. 307. [Link]@[Link]
th
Annual Scientific Meeting of the
tava relacionadas à in- Society for Health Care Epidemiology of
fecção por Candida. As infecções volta- É válido salientar que é necessário im- America annual conference, Los Angeles,
ram às taxas normais quando o sistema plantar protocolos para o acompanhar o April, 2005.
anterior voltou a ser utilizado. uso de produtos novos e avaliar a inci-
Outros estudos mostraram que, mesmo dência de IPCS antes de depois da implan- E-mails para contato:
ctis@[Link] e ctav@[Link]
após a desinfecção externa dos conectores, tação destes artigos.
7
Publicações
○
○
AQUISIÇÃO DE MATERIAIS E CONTROLE DE INFECÇÃO CRUZADA
○
○
EQUIPAMENTOS MÉDICO-HOSPITALARES NA PRÁTICA ODONTOLÓGICA
○
○
○
Maria Marilene Rogante – Enfermeira Profa dra. Elza Thomazini
○
assessora de Recursos Técnicos e Materi- Bióloga da Comissão de Bi-
○
ais da Superintendência do HC/Unicamp. ossegurança da Faculdade de
○
Odontologia de Piracicaba –
○
Maria Clara Padoveze – Enfermeira as-
○
(FOP/UNICAMP).
sessora de Recursos Técnicos e Materiais
○
da Superintendência do HC/Unicamp e
○
U m manual de Biossegu-
○
diretora técnica da Divisão de Infecção
○
Hospitalar do Centro de Vigilância Epi- rança em Odontologia
○
demiológica “Prof. Alexandre Vranjac” da on-line com atualiza-
○
Secretaria de Estado da Saúde.
○
ção anual. O objetivo deste
○
trabalho é identificar os ris-
○
E.P.U. – Editora Pedagógica e Universitária
cos existentes para o cirur-
○
(136 páginas - R$35,00). (11) 3168-6077
○
Fax: (11) 3078-5803 • vendas@[Link]
gião-dentista, alunos e de-
○
mais pessoas envolvidas nas
○
Site: [Link]
○
atividades odontológicas.
○
A obra propõe medidas
E
○
ste manual serve como material de consulta e apoio para en- eficazes para impedir contágios. Para a bióloga Elza
○
fermeiros que atuam na área de avaliação e seleção de artigos,
○
Thomazini, uma das criadoras do manual eletrônico, é ne-
○
materiais e equipamentos médico-hospitalares, com ênfase na cessário que toda a classe odontológica se conscientize ur-
○
instituição pública. Oferece, também, aos profissionais das áreas de ○
○ gentemente que “o consultório e as clínicas odontológicas
administração geral, suprimentos e enfermagem uma visão global são ambientes de risco e tanto o paciente como o profissio-
○
qualidade, tendo em vista as relações de custo-benefício e em con- Luis Alexandre Maffei Sartini Paulillo, chefe do Departa-
○
DA REVISTA EMERGÊNCIA
○
A
○
FAÇA SUA
RA
ASSINATU
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trimestral da Becton Dickinson Indústrias
Cirúrgicas Ltda. Rua Alexandre Dumas, 1976
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