IMUNOLOGIA
IMUNOLOGIA
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Elaborado por Nsingi Afonso Bernardo
INTRODUÇÃO A IMUNOLOGIA
A Imunologia é o ramo da biologia que estuda o sistema imunológico, suas funções,
srespostas a agentes invasores (como bactérias, vírus e fungos), e como o corpo humano se defende
contra doenças. Este sistema complexo e altamente organizado é essencial para a manutenção da
saúde e para a proteção contra infecções, câncer e outras condições patológicas.
O sistema imunológico é formado por varias células especificas, tecidos e alguns órgãos
que reagem de varias formas..
As células envolvidas em nossa defesa, originam-se de uma única célula que tem múltiplas
potencialidades. Essas células pluripotentes são chamadas “progenitoras” ou “células tronco
hematopoiéticas” e são produzidas constantemente e em grandes quantidades na medula óssea.
Elas serão responsáveis pela futura formação de todas as células sanguíneas, inclui as hemácias
(células vermelhas do sangue ou eritrócitos), os leucócitos (células brancas ou globos brancos) e
as plaquetas (importantes na coagulação sanguínea e responsáveis pela formação dos trombos
venosos). A primeira diferenciação dessas células-tronco (no caso dos leucócitos) será na formação
de células progenitoras denominadas mieloides e de células progenitoras denominadas linfoides.
Como já vimos anterior mente as células do sistema imunológico terem origem na medula óssea,
mas nem todas elas amadurecem lá. Uns migram ao Timo, gânglio linfáticos e baço.
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Neutrófilos são um tipo de glóbulo branco (ou leucócito) fundamental para o sistema
imunológico, especialmente na defesa contra infecções bacterianas. Eles são uma das primeiras
células a responder a infecções e estão presentes em grande quantidade no sangue periférico.
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de defesa, os macrófagos também estão envolvidos na regulação de processos inflamatórios, na
modulação da resposta imune e na recuperação tecidual após lesões.
Linfócitos são um tipo de célula do sistema imunológico que desempenham papéis cruciais na
imunidade adaptativa. Eles são responsáveis pela defesa do organismo contra infecções por
patógenos (como vírus, bactérias, fungos) e também têm um papel importante para detectar e
eliminar células tumorais ou alteradas.
• Linfócitos T;
• Linfócitos B;
• Células natural killer.
Plasmócitos (ou células plasmáticas) são células especializadas do sistema imunológico
derivadas dos linfócitos B, e desempenham um papel central na resposta imune adaptativa,
especialmente na produção de anticorpos. Eles são a forma diferenciada dos linfócitos B, que, ao
serem ativados por um antígeno específico e com o auxílio de linfócitos T, se transformam em
plasmócitos para combater infecções de maneira eficiente.
HISTóRIA DA IMUNOLOGIA
Embora o estudo sistemático da imunologia comece apenas no século XIX, as primeiras
observações sobre a defesa do corpo contra doenças datam de tempos muito antigos.
• Hipócrates (460-370 a.C.): O pai da medicina reconheceu que algumas doenças podem
ser transmitidas de pessoa para pessoa, embora a ideia de uma "defesa do corpo" não
existisse nesse momento. A sua teoria dos humores influenciou muito a medicina até a
Idade Média.
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o Ele desenvolveu vacinas para a raiva e antraz e demonstrou que a exposição
controlada a formas atenuadas de patógenos podia proteger contra doenças.
BARREIRA IMUNOLÓGICA
As barreiras imunológicas são os primeiros mecanismos de defesa do corpo humano
contra infecções e agentes patogênicos. Elas atuam como a linha inicial de proteção, impedindo a
entrada de microrganismos prejudiciais e, em muitos casos, neutralizando-os antes que eles possam
causar danos. Essas barreiras são fundamentais no funcionamento do sistema imunológico, pois
atuam como um filtro, evitando que patógenos (como vírus, bactérias, fungos e parasitas) invadam
o organismo e iniciem uma infecção.
• Pele: A pele é a primeira barreira física que protege o corpo contra infecções. Ela forma
uma camada externa impermeável, composta por várias camadas de células epiteliais que
criam uma barreira mecânica física contra patógenos. Além disso, as glândulas sebáceas
secretam sebo, que contém ácidos graxos com propriedades antimicrobianas.
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• Mucosas: As mucosas revestem as cavidades internas do corpo, como as do trato
respiratório, gastrointestinal e geniturinário. Essas superfícies são protegidas por uma
camada de muco, que captura e remove patógenos. O muco contém também substâncias
antimicrobianas, como lisozima e defensinas, que ajudam a destruir microrganismos.
• Cílios e Pêlos: Nas vias respiratórias, por exemplo, os cílios nas células epiteliais movem-
se para expelir muco e partículas que possam conter patógenos. Nos pulmões, o muco e os
cílios trabalham em conjunto para eliminar agentes infecciosos que foram inalados.
• Ácido gástrico (suco digestivo): O suco gástrico, presente no estômago, é altamente ácido
(pH em torno de 1,5 a 3), o que ajuda a matar a maioria dos patógenos ingeridos, como
bactérias e vírus.
• Enzimas antimicrobianas: Lisozima, defensinas e outras enzimas presentes no muco, na
saliva e em outras secreções corporais possuem atividade antimicrobiana. A lisozima, por
exemplo, quebra as paredes celulares das bactérias, destruindo-as.
Barreira microbiológicas: (ou microbiota normal) são compostas por uma vasta
comunidade de microrganismos — principalmente bactérias, mas também fungos, vírus e
protozoários — que habitam diversas partes do corpo humano, como a pele, trato
gastrointestinal, respiratório, geniturinário, entre outros. Esses microrganismos têm um
papel fundamental na defesa do corpo contra patógenos (agentes infecciosos causadores
de doenças), formando uma linha de defesa adicional às barreiras imunológicas e físicas.
RESPOSTA IMUNOLOGICA
Resposta imunológica é o processo pela qual o sistema imunológico reconhece e combate
substância invasoras como: bactérias, vírus, fungos, toxinas e células anómalas (células
cancerígena).
Essa resposta é essencial para conter patógenos logo após sua entrada mo organismo,
ganhando tempo até a resposta imune adaptativa, mais especifica seja ativada.
Ela tem as seguintes características:
• Resposta rápida;
• Não especifica;
• Sem memoria.
Essa resposta desempenha funções importantes para a vida:
• Reconhecimento do patógeno;
• Resposta inflamatória;
• Eliminação do patógeno.
Ela é crucial para a proteção inicial contras infecções e também prepara o terreno para
ativação da resposta imune adaptativa. Sem a imunidade inata o organismo estaria vulnerável a
infecções e não conseguiria responder rapidamente a ameaças.
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A resposta imune inata é a primeira linha de defesa do organismo contra patógenos e outros
agentes nocivos. Ela envolve componentes celulares e moleculares que reconhecem padrões de
perigo de forma rápida, mas não específica. Os principais componentes da resposta imune inata
incluem:
1. Barreiras Físicas e Químicas
• Pele: Impede a entrada de patógenos, funcionando como uma barreira física.
• Mucosas: Linhas de defesa nas vias respiratórias, digestivas e urinárias, com
secreções como muco, que capturam e removem patógenos.
• Flora bacteriana: Microorganismos comensais competem com patógenos,
prevenindo infecções.
• Ácidos gástricos: No estômago, ajudam a matar patógenos ingeridos.
2. Células da Imunidade Inata
• Macrófagos: Fagocitam (englobam e destroem) patógenos e partículas estranhas.
Também produzem citocinas, que são moléculas sinalizadoras.
• Neutrófilos: Primeiras células a chegar no local da infecção, realizando fagocitose
de patógenos.
• Células dendríticas: Além de fagocitar, apresentam antígenos para células T,
iniciando a resposta imune adaptativa.
• Células NK (Natural Killer): Atacam e destroem células infectadas por vírus ou
células tumorais sem a necessidade de um reconhecimento prévio específico.
• Eosinófilos e basófilos: Envolvem-se em respostas a parasitas e reações alérgicas.
3. Proteínas e moléculas sinalizadoras
• Citocinas: Moléculas sinalizadoras que modulam a resposta inflamatória, como
interleucinas, TNF (fator de necrose tumoral), interferons.
• Proteínas do sistema complemento: Um conjunto de proteínas plasmáticas que
ajudam a destruir patógenos por lise celular ou opsonização (marcação para
fagocitose).
• Acúmulo de proteínas da fase aguda: Como a proteína C-reativa (PCR), que se
eleva em resposta a infecção ou inflamação.
4. Inflamação
• Quando há uma infecção ou lesão, a resposta inflamatória é desencadeada para
conter o patógeno e iniciar o processo de reparo. Isso envolve dilatação dos vasos
sanguíneos, aumento da permeabilidade vascular e recrutamento de células
imunológicas.
5. Resposta Antiviral
• Interferons: São citocinas importantes para a resposta antiviral, ativando células
como células NK e induzindo a resistência antiviral em células vizinhas.
• Mecanismos de interferência com a replicação viral: Como a ativação de enzimas
que destroem RNA viral e limitam a replicação viral.
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6. Fagocitose
• É o processo no qual células como macrófagos e neutrófilos englobam e digerem
patógenos, mortos ou danificados, para eliminá-los.
7. Mediadores Químicos
• Histamina: Liberada durante a inflamação, provoca vasodilatação e aumento da
permeabilidade capilar.
• Prostaglandinas Potencializam a resposta inflamatória e a dor.
8. Sistema de Completo
• É uma série de proteínas que circulam no plasma sanguíneo, sendo ativadas para
promover a destruição de patógenos por vários mecanismos: opsonização,
inflamação e lise celular (através da formação do complexo de ataque à membrana).
• Esses componentes atuam de forma coordenada e rápida para fornecer uma defesa
inicial eficaz contra agentes patogênicos, antes que a resposta imune adaptativa,
mais específica, seja ativada.
A resposta imune adaptativa (ou adquirida) é a segunda linha de defesa do organismo, que
é mais específica e eficiente na eliminação de patógenos, mas que só é ativada após a resposta
imune inata. Ela é caracterizada pela capacidade de **memória imunológica**, ou seja, o sistema
imunológico "lembra" de patógenos enfrentados anteriormente e reage de forma mais rápida e
eficaz em uma infecção subsequente.
A resposta imune adaptativa é mediada principalmente por linfócitos, que são células do
sistema imunológico altamente especializadas em reconhecer e combater agentes infecciosos de
maneira específica.
1. Linfócitos T
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A ativação dos linfócitos T CD8+ geralmente ocorre após a apresentação de antígenos por
células apresentadoras de antígenos (APCs), como células dendríticas.
Usam moléculas como perforinas e granzimas para induzir a morte celular (apoptose) das
células-alvo.
2. Linfócitos B
3. Anticorpos (Imunoglobulinas)
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Após a resolução da infecção, alguns linfócitos T e B se diferenciam em células de
memória.
Células T de memória: Permitem uma resposta mais rápida e eficiente caso o organismo
encontre o mesmo patógeno no futuro.
• Primária;
• Secundária.
Resposta Primária
A primeira vez que o sistema imunológico encontra um patógeno, ele passa por um
processo de reconhecimento, ativação e diferenciação dos linfócitos. A produção de anticorpos e a
ativação das células T pode levar vários dias (geralmente entre 5 a 10 dias).
Resposta Secundária
Exemplos de citocinas:
• Interleucinas (IL): Como a IL-1, IL-6, IL-10 e IL-12, que têm papéis na ativação e
regulação das células imunológicas.
• Interferons (IFNs): Como o IFN-γ, que tem um papel importante na defesa contra
infecções virais e na ativação de macrófagos.
• Fatores de necrose tumoral (TNF): Como o TNF-α, que está envolvido na
inflamação e na morte celular programada (apoptose).
Quimiocina são um tipo específico de citocina, com a principal função de regular a
quimiotaxia, o processo de migração celular em direção a um sinal químico. Elas são responsáveis
por guiar células do sistema imunológico para locais de infecção, inflamação ou lesão.
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Exemplos de quimiocinas:
Função: As citocinas têm um espectro de funções mais amplo, regulando a resposta imune
de maneira geral, incluindo a ativação e a diferenciação de células. As quimiocinas, por sua vez,
têm um papel mais especializado na migração celular.
REAÇÕES DE HEMAGLUTINAÇÃO
As reações de hemaglutinação são um conjunto de testes laboratoriais utilizados para
detectar a presença de anticorpos ou antígenos específicos em uma amostra, com base na
capacidade de aglutinar (agrupar) células vermelhas do sangue, chamadas hemácias. Essas reações
são comumente empregadas em testes imunológicos, especialmente em estudos relacionados a
vírus, como o vírus da gripe, e em investigações de infecções bacterianas ou parasitárias.
O que é hemaglutinação?
Desse modo, foi verificado que existiam alguns tipos sanguíneos, os quais foram
denominados de A, B, AB e O. Daí surgiu o sistema ABO.
Com base nos antígenos presentes nas hemácias e nos anticorpos no plasma, o sistema
ABO resulta em quatro tipos sanguíneos principais:
1. Tipo A:
4. Tipo O:
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Além da descoberta do sistema ABO, "O fator Rh foi descoberto em 1940 por dois
pesquisadores: Landsteiner e Wiener. A descoberta veio a partir de observações feitas após
colocarem sangue do macaco do gênero Rhesus em coelhos. Depois dessas observações, os
pesquisadores misturaram o soro dos coelhos com o sangue humano. Percebeu-se aí que cerca de
85% das amostras de sangue humano aglutinava e apenas 15% não. Chamaram de Rh positivos
(Rh+) aqueles que aglutinavam e, consequentemente, possuíam antígenos em suas hemácias. Já os
que não aglutinaram receberam o nome de Rh negativos (Rh-), pois não possuíam fator Rh em
suas hemácias.
O fator Rh é uma proteína adicional que pode estar presente nas hemácias (resultando em
um tipo Rh positivo) ou ausente (resultando em um tipo Rh negativo), e essa distinção também
tem grande importância em transfusões de sangue e na prevenção de doenças, como a doença
hemolítica do recém-nascido.
Técnica de hemoclassificação
A técnica de hemoclassificação refere-se aos métodos laboratoriais usados para determinar
o tipo sanguíneo de um indivíduo com base na presença ou ausência de antígenos nas hemácias e
anticorpos no plasma. O objetivo é classificar o sangue conforme sistemas como o ABO e o Rh,
de modo a garantir compatibilidade em transfusões ou transplantes, evitando reações adversas.
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Materiais Necessários:
Com base nesse procedimento, você pode determinar o grupo sanguíneo do paciente no
sistema ABO e Rh
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Teste de Coombs (ou Prova de Coombs)
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Passo a Passo da Técnica da Prova de Coombs Indireta:
Materiais Necessários:
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Se houver aglutinação (os glóbulos vermelhos se agrupam e formam uma massa
visível), o resultado é positivo. Isso indica que o soro do paciente contém anticorpos
anti-eritrocitários que podem reagir com os glóbulos vermelhos de teste.
Se não houver aglutinação, o resultado é negativo, ou seja, o soro do paciente não
contém anticorpos contra os glóbulos vermelhos testados.
• Resultado:
Um resultado positivo indica que o paciente tem anticorpos no soro que podem
reagir com os glóbulos vermelhos. Isso pode ser um indicativo de várias condições,
como uma possível incompatibilidade de transfusão, doença hemolítica do recém-
nascido, ou anemia hemolítica autoimune.
resultado negativo sugere que o paciente não tem anticorpos no soro contra os
glóbulos vermelhos do grupo O usados para o teste.
Exemplo Prático:Uma mulher Rh-negativa está grávida de um bebê Rh-positivo. Durante
a gestação, ela pode produzir anticorpos contra os glóbulos vermelhos do feto. Para monitorar isso,
o soro da mãe é testado usando a Prova de Coombs Indireta. Se o teste for positivo, ela pode
precisar de cuidados adicionais, como a administração de imunoglobulina anti-D para evitar a
doença hemolítica do recém-nascido.
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Outras Técnicas
Além das técnicas tradicionais de tipagem sanguínea (como os testes de aglutinação no
sistema ABO e Rh) e da prova de Coombs, existem outras metodologias que podem ser usadas na
hemoclassificação de sangue, especialmente em contextos clínicos mais avançados ou em casos
raros. Algumas dessas técnicas são:
Este teste é utilizado para detectar anticorpos que podem ter sido formados em resposta a
transfusões anteriores ou gestação. Eles são chamados de "anticorpos irregulares" porque podem
não ser detectados na tipagem sanguínea convencional.
Detecção de anticorpos irregulares: Quando o sangue é exposto a diferentes células de
controle (geralmente células do tipo O), é possível observar se o paciente desenvolveu anticorpos
contra antígenos sanguíneos que não são parte do seu tipo ABO normal. Isso pode ocorrer após
transfusões ou gravidez (quando a mãe é Rh negativa e o feto é Rh positivo).
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• Testes de compatibilidade direita: Mistura-se o soro do receptor com as hemácias
do doador. Se houver aglutinação, significa que há incompatibilidade entre os
antígenos do doador e os anticorpos do receptor.
• Testes de compatibilidade indireita: Verifica-se se o soro do receptor contém
anticorpos que possam reagir com as hemácias do doador.
Este teste é essencial para prevenir reações adversas durante a transfusão, pois a
aglutinação indica que os anticorpos do receptor atacariam as hemácias do doador.
Este é um teste especializado que usa células híbridas para identificar a presença de
antígenos sanguíneos raros. A técnica é baseada na fusão de células de um doador que expressa
um antígeno raro com células que expressam outro tipo de antígeno. Esse método é mais utilizado
em pesquisa de antígenos raros.
Microscopias e Testes Serológicos Avançados
Imunofluorescência: Uma técnica que utiliza anticorpos marcados com fluorescência para
detectar a presença de antígenos na superfície das hemácias.
Além do sistema ABO e Rh, existem muitos outros sistemas de grupos sanguíneos, como
o sistema Kell, Duffy, Kidd, MNS e Lewis, que podem ser testados de maneira molecular ou com
anticorpos específicos em situações mais complexas, como na transfusão de sangue para pacientes
com tipos sanguíneos raros.
Esses testes são importantes quando se suspeita de incompatibilidades sanguíneas que não
se enquadram no sistema ABO ou Rh, e sua realização é mais comum em bancos de sangue ou
hospitais especializados.
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CURIOSIDADES
Vacinas
Soros
Os soros já são os anticorpos prontos para combater um
determinado antígeno. Esses anticorpos reconhecem o antígeno
e ativam o sistema imunológico. Como o indivíduo já recebe os
anticorpos prontos, este tipo de imunidade é conhecido como
imunidade passiva adquirida artificialmente e tem como
objetivo a cura imediata. Como exemplo deste tipo de
imunidade, podemos citar a utilização do soro antiofídico, que
é aplicado ao paciente que foi picado por uma cobra. Como o
corpo deste paciente recebeu uma quantidade considerável de
antígeno (veneno), e este antígeno tem que ser logo combatido,
é aplicado então o soro, que já possui os anticorpos prontos para
combater este antígeno.
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