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Modulo de HST

O documento aborda a importância da higiene e segurança no trabalho de eletricistas, destacando a utilização de equipamentos de proteção individual e a necessidade de manter um ambiente de trabalho limpo e organizado. Também define acidentes de trabalho e suas classificações, além de discutir os riscos ambientais e a documentação necessária em caso de acidentes. Por fim, enfatiza a sinalização de segurança como essencial para prevenir riscos e garantir a proteção dos trabalhadores.

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O documento aborda a importância da higiene e segurança no trabalho de eletricistas, destacando a utilização de equipamentos de proteção individual e a necessidade de manter um ambiente de trabalho limpo e organizado. Também define acidentes de trabalho e suas classificações, além de discutir os riscos ambientais e a documentação necessária em caso de acidentes. Por fim, enfatiza a sinalização de segurança como essencial para prevenir riscos e garantir a proteção dos trabalhadores.

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Elton Professional Traing Center

Curso de Eletricidade Industrial / Instaladora

Modulo 1.1

Executar com Segurança Todos os Trabalhos de Instalações Eléctricas

Higiene e Seguarança no Trabalho

Formador: Augusto Cossa

1. HIGIENE, SEGURANÇA E PROTEÇÃO AMBIENTAL NO TRABALHO DE INSTALAÇÃO


ELÉCTRICA

1.1 Higiene no Trabalho

A higiene no trabalho do operador eletricista deve ser dirigida no sentido de activar a


força física do trabalhador, procurando conciliar as possibilidades fisiológicas do indivíduo e as
necessidades da técnica.

O electricista instalador deve compreender muito bem o espírito da prevenção e adquirir


hábitos de segurança no trabalho, usando sempre os aparelhos de protecção pessoal ou
individual, como por exemplo luvas, óculos, aventais, calçado apropriado, máscaras, fatos
próprios, etc.

O asseio pessoal é imprescindível na prevenção de acidentes de trabalho. Para que você


se não corra o risco de se acidentar:
• As mãos e o tronco devem ser lavados após cada período de trabalho;
• O fato de trabalho (macaco ou bata) deve manter-se limpo;
• O calçado deve ser cuidado por forma a evitar o incómodo e os escorregamentos;
• O local de trabalho deve manter-se limpo e sobretudo arrumado;

Dentre os factores mais importantes na prevenção de acidentes de trabalho salientam-se os


seguintes:
a) Atenção – a maioria dos acidentes de trabalho é devida à distracção dos trabalhadores ou
operários. Para a perfeita segurança, o operário electricista deve em primeiro lugar
prestar a qualquer trabalho que efectua, toda a sua atenção, independentemente da sua
importância, pois é muitas vezes nos trabalhos mais simples e de menor responsabilidade
que surgem os acidentes imprevistos;
b) Utilização das ferramentas – os acidentes referentes à má utilização das ferramentas de
trabalho são normalmente devidos a:
• Utilização da ferramenta inadequada para a operação em vista;
• Más condição da ferramenta, como desgaste, isolamento, limpeza;
a) Iluminação do local de trabalho – a boa iluminação do local de trabalho é factor de grande
importância, pois evita os acidentes devido a má ou falta de visibilidade. Mesmo a
iluminação deficiente provoca a fadiga, o que pode também dar origem a acidente. Quando
se trabalha em locais onde a luz tem acesso difícil é melhor utilizar lâmpadas portáteis
como lanternas, gambiarras, etc.
b) Vestuário – este deve preservar o asseio do corpo, permitindo à fácil movimentação do
operário electricista. É importante evitar a utilização de peças de vestuário separadas,
dando-se especial preferência aos “fatos macaco”. Não se deve utilizar peças de adorno no
corpo durante a execução do trabalho.
1.2 Acidente de Trabalho

1.2.1 Conceitos Básicos

Acidente de Trabalho
É o que ocorre pelo exercício do trabalho, a serviço da empresa, provocando lesões
corporais ou perturbação funcional que cause a morte, a perda ou a redução, permanente ou
temporária, da capacidade do trabalho, de acordo com o Regulamento dos benefícios da Segurança
Social.

Acidente de Trajeto
É o acidente ocorrido com o empregado no percurso da residência para o trabalho ou vice-versa.

Cadastro de Acidentes
É um conjunto de registros com informações e dados relativos aos acidentes ocorridos de
modo a facilitar os trabalhos de estatísticas e análises.

Doença Profissional ou do Trabalho


É aquela adquirida no exercício do trabalho a serviço da empresa, equivale-se ao acidente
do trabalho.

Classificação dos Acidentes


Acidentes com afastamento – é aquele que impossibilita o retorno do acidentado ao
trabalho na jornada normal do dia seguinte.

Acidente sem afastamento – é aquele em que o retorno do acidentado ao trabalho ocorre no


dia do acidente ou no dia seguinte.

Acidente sem vítima (incidente) – é toda a ocorrência não programada que interrompe a
atividade normal de trabalho resultando somente em danos materiais ou ao meio ambiente.

Documentação de Acidente de Trabalho


Para todo acidente de trabalho ocorrido, deve ser providenciada uma comunicação interna
(Ficha de levantamento de dados e análise) e externa – CAT (Comunicação de Acidentes do
Trabalho).

Comunicação interna – é o registro feito pelo setor de Segurança que tem por finalidade
informar internamente a ocorrência para que sejam tomadas as medidas corretivas. Sempre que
ocorrer acidente que resulte em vulto, perda de membro ou função orgânica e ainda, cause
prejuízo de grande monta, a comissão se reunirá em caráter extraordinário em prazo máximo de 48
horas, após a ocorrência do acidente podendo ser exigida a presença do responsável pelo setor
onde ocorreu o mesmo.

Comunicação externa – é a obrigação legal que a empresa tem de comunicar o acidente ao


Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) no período preferencialmente de 24 horas podendo
ser até no máximo de 15 dias. Em caso de morte, deve se avisar imediatamente as autoridades
policiais. O não cumprimento do estabelecido pela legislação poderá implicar em multas, além do
não pagamento dos benefícios pelo INSS e envolvimento civil.

Custos dos Acidentes


Os prejuízos ocasionados pelos acidentes de trabalho afetam em geral a família, a
empresa e até mesmo a nação. Veja exemplos:
Família - lesão incapacitante e até a morte, da principal fonte de recursos econômico
financeiro da família.
• Afastamento do trabalho e diminuição das rendas; Dificuldades na manutenção
da família; Fator psicológico.
Empresa – custos do acidente;
• Tempo perdido com o empregado e seus colegas;
• Aumento dos custos pela danificação de máquina, material ou equipamento;
• Atraso nas entregas dos produtos a clientes;
• Aumento do custo produtivo resultante de redução de produtividade;
• Custo indireto com treinamento e adaptação do novo funcionário para a função.
Nação – aumento de impostos e taxa de seguros.

1.2.2 Causas de Acidente de Trabalho

Acto Inseguro
É a maneira como a pessoa se expõe, consciente ou inconscientemente, ao risco de sofrer
acidentes.
Exemplo:
• Efetuar trabalhos sem autorização;
• Limpar máquinas em movimento;
• Correr ou brincar em serviço, etc.

Condição Insegura
É a condição característica do local de trabalho (irregularidades em máquinas,
equipamentos etc) ou da forma com que o trabalho é administrado (falta de treinamento, horas
extras excessivas, etc) que pode levar a ocorrência de acidentes. São as condições que, presentes
no ambiente de trabalho, comprometem a segurança do trabalhador e a própria segurança das
instalações e dos equipamentos.

Fator Pessoal
São os fatores que dão origem às condições ou os atos inseguros.
Exemplo:
• Excesso de confiança;
• Defeito físico;
• Alcoolismo;
• Agressividade; Nível de inteligência;
• Grau de atenção, etc.
Divide-se em dois grupos:
• Erro inconsciente do acidentado, ou seja, quando ele não sabe ou não percebe
que está errado. Distração, esquecimento, falta de conhecimento.
• Falhas orgânicas do acidentado, desmaios, ataque epilético

1.3 Riscos Ambientais

Consideram-se riscos ambientais os agentes físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e


de acidentes existentes nos ambientes de trabalho que, em função de sua natureza,
concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde do
trabalhador.

Riscos Físicos
Consideram-se agentes físicos, diversas formas de energia a que passam estar expostos
os trabalhadores, tais como ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas,
radiações ionizantes, radiações não ionizantes, bem como o infra-som e ultra-som.

Riscos Químicos
Consideram-se agentes químicos as substâncias, compostos ou produtos que possam
penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas,
gases ou vapores, ou que, pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou ser
absorvidos pelo organismo através da pele ou por ingestão. Os agentes químicos podem ser
encontrados na forma gasosa, líquida, sólida e/ou pastosa. Quando absorvidos pelo organismo,
produzem, na grande maioria dos casos, reações diversas, dependendo da natureza, da
quantidade e da forma da exposição a substâncias.

Riscos Biológicos
Consideram-se agentes biológicos as bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários,
vírus, entre outros.
São os micro-organismos presentes no ambiente de trabalho, na maioria das vezes são
invisíveis a olho nu e são capazes de produzir doenças, mau cheiro, deterioração de alimentos
etc.

Riscos Ergonômicos
São contrárias as técnicas de ergonomia, que propõem que os ambientes de trabalho
devem se adaptar ao homem, contribuindo assim para a melhoria das condições laborais
proporcionando bem estar físico e psicológico, estando ligados também a fatores externos (do
ambiente) e internos (do plano emocional). Em síntese, quando há “disfunção” entre o posto de
trabalho e o indivíduo.
São medidas preventivas contra riscos ergonômicos, o estudo e análise do ambiente, para
proporcionar o máximo de conforto e segurança observando a legislação específica.

Riscos de Acidentes
Os riscos de acidentes do trabalho são oriundos de fontes e agentes ambientais (físico,
químico, biológico, ergonômico e de acidentes do trabalho): do processo produtivo de trabalho,
de tecnologias inapropriadas e de comportamentos de desmotivação e insatisfação capaz de
provocar lesões corporais ou perturbações funcionais ao trabalhador até consequências graves e
permanentes ou da própria morte.

Mapa de Riscos Ambientais


É a representação gráfica dos riscos existentes nos locais de trabalho, por meio de
círculos de diferentes tamanhos e cores com o objetivo de informar e conscientizar os
trabalhadores quanto ao risco e definir um plano de trabalho para implementação das medidas
corretivas.
Quando num mesmo local há incidência de mais um risco de igual gravidade, utiliza-se o
mesmo círculo, dividindo-o em partes iguais.

Mapa de Riscos Ambientais


É a representação gráfica dos riscos existentes nos locais de trabalho, por meio de
círculos de diferentes tamanhos e cores com o objetivo de informar e conscientizar os
trabalhadores quanto ao risco e definir um plano de trabalho para implementação das medidas
corretivas.
Quando num mesmo local há incidência de mais um risco de igual gravidade, utiliza-se o
mesmo círculo, dividindo-o em partes iguais.

Exemplo de Mapa de Riscos

Para evidenciar o grau de risco, utilizam-se três tamanhos de circunferências conforme


abaixo. Recomenda-se que a circunferência tenha redução de tamanho de 50% de uma para
outra
Classificação dos principais riscos ocupacionais em grupos, de acordo com a sua natureza e a
padronização das cores correspondentes.
1.4 Equipamento de Protecção Individual

São considerados materiais ou equipamentos de protecção individual todos os


dispositivos de uso pessoal destinados a proteger a integridade física e a saúde do trabalhador.
Abaixo apresentamos parte desse material para aplicação na electricidade:

Material Designação e Características Protecção Aplicações


Capacete anti-choque isolante Cabeça Para trabalhos de
em Polietileno com 4 pontos engenheiros, médicos,
de fixação e banda de suor enfermeiros e pessoal de
Cores: branca, castanha, segurança, chefia superior e
vermelha, amarela intermédia e restante
pessoal
Fonte da figura [Link]

Capacete tipo estaleiro rígido Cabeça Para trabalhos em galerias,


com banda de suor e com 6 trincheiras e com riscos de
pontos de fixação Rigidez desmoronamento.
lateral e longitudinal
reforçada
Fonte da figura [Link]
Material Designação e Características Protecção Aplicações
Máscara de protecção com Face Execução de manobras
adaptador de cabeça (recomendada em BT)
regulável. Viseira em Protecção contra projecções
policarbonato, transparente e em trabalhos de oficinas
anti-impacto Fonte da figura [Link]

Máscara de protecção com Face Vista Oficinas de soldadura


adaptador de cabeça, electrogénica
termoplástica,
autoextinguível, com
inclinação regulável:

Fonte da figura [Link]

Máscara de protecção com Respiração Protecção para pinturas à


filtro removível pistola, gases e vapores
orgânicos
Fonte da figura [Link]

Óculos de protecção com Vista Protecção contra projecção


lente em plástico e com de partículas em oficinas
válvulas de arejamento. Fonte da figura [Link]

Óculos de protecção com Vista Protecção contra a projecção


astes regulável e protecção de partículas nas oficinas.
lateral, lentes amovíveis Utilizado em soldadura
temperadas e de cor verde oxiacetilénica ou eléctrica
Fonte da figura [Link]

Luvas de protecção em PVC Mãos Para trabalhos em cabos


forrada em tecido jersey subterrâneos e manobras
em altas e baixas tensões

Fonte da figura [Link]


Luvas de protecção em Mãos Para manipulação de
cabedal objectos com arestas
cortantes ou pontas
perigosas e soldadura

Fonte da figura [Link]

Luva de protecção em Mãos Para manipulação de peças


amianto, forrada e com muito quentes ou frias.
excelente isolamento do calor Também usada para
soldadura

Fonte da figura [Link]

Material Designação e Características Protecção Aplicações


Bota de protecção em Pé Utilização geral
cabedal com sola de
borracha, palmilha de aço e
amortecedor de choque no
calcanhar

Fonte da figura [Link]

Bota de protecção em Pé Uso industrial


cabedal com biqueira em
resina termoplástica e
palmilha de aço

Fonte da figura [Link]

Bota alta de protecção em Pé Para locais molhados


policloreto de venilo

Fonte da figura [Link]


Protector auricular anti-ruído Ouvido Execução de trabalhos em
locais com ruído

Fonte da figura [Link]


Tampões protectores Ouvido Execução de trabalhos em
auditivos descartáveis com ou locais com ruído
sem cordão

Fonte da figura [Link]


Cinto de segurança com corda Quedas Para trabalhos em postes
de serviço

Fontes da figura:
[Link]

1.5 Sinalização de Segurança

Os sinais e símbolos de segurança não eliminam por si só os perigos que assinalam e não
podem por isso, em caso algum substituir as providências de protecção adequadas.

É importante que em todos os locais de trabalho thaja sinais de segurança para dar
informação e avisos sobre possíveis riscos e perigos a que estamos sujeitos, o tipo de material de
segurança que devemos obrigatoriamente usar para efeitos de prevenção e orientação.

Portanto, os sinais de segurança compreendem sinais de aviso (advertindo um perigo), de proibição,


de obrigação (impondo um comportamento), de indicação, de salvamento ou socorro (indicando
saídas de emergência e meios de socorro ou de emergência). Estes sinais têm uma forma
geométrica e cor, que são dois elementos destinados a facilitar a interpretação do significado do
mesmo sinal, tendo em conta as possíveis anomalias de visão ou enganos devido a eventuais más
condições de iluminação.

As formas geométricas mais usuais e usuais dos sinais de segurança são o circulo, triângulo,
rectângulo, cruz e seta, veja a tabela abaixo

Forma Designação Significado Cor

Vermelha que cobre 35% da superfície da


placa, imagem negra sobre fundo branco,
Círculo Proibição margem e faixa vermelha

Azul que cobrir 35% da superfície da placa,


Círculo Obrigação imagem branca
Amarelo que cobre 50% da superfície da
placa, imagem negra sobre fundo amarelo e
Triângulo Aviso margem negra

Verde; Amarela; Vermelha; Azul;


Rectângulo Informação

Primeiros
Cruz socorros Verde

Vermelha
Seta Orientação
Verde

Cada uma destas formas dos sinais de segurança está associada a uma ou várias
cores cujo significado convencional de cada uma das cores de segurança e os exemplos de
aplicação apresentamos na tabela abaixo

Cor Significado
Vermelha Paragem Sinais de paragem e de proibição, dispositivos de alarme
Proibição e para paragem de emergência
Amarela Atenção Sinais de atenção e de aviso contra perigos fixos ou
Perigo móveis. Interior dos elementos de protecção
Ausência de Perigo Saída de socorro e acesso a refúgio, sinais de passagem
Verde Refúgio livre, postos de socorro, material de socorro e de
Socorro sinalização, sua localização
Organização Obrigação Usada como cor auxiliar, sobretudo em tabuletas de
Azul Informação informação
Branca Cor de contraste Usada em associação com cores de segurança e
auxiliares (vermelho, verde e azul)
Preta Cor de contraste Usada em associação com cor de segurança amarela
As formas e as cores associadas a um símbolo convencional recomendado
compõem o sinal de segurança. Vamos ver alguns dos símbolos usados nos sinais de
segurança.

Tipo Sinal Significado


Alerta para existência de substâncias inflamáveis

Fonte da imagem: [Link]

Alerta para a existência de substâncias explosivas.

Fonte da imagem: [Link]

Adverte para a existência de substâncias perigosas


Perigo

Fonte da imagem: [Link]

Adverte para a presença de substâncias corrosivas, tais como


ácido e bases

Fonte da imagem: [Link]

Adverte para a presença de zona com fontes de radiação


ionizantes

Fonte da imagem: [Link]

Adverte a existência de cargas ou objectos suspensas

Fonte da imagem: [Link]


Adverte para o perigo de electrocussão

Fonte da imagem: [Link]


Adverte para o perigo em locais de trabalho onde existe
exposição a fortes campos electromagnéticos, tais como
centrais eléctricas, subestações e postos de transformação de
elevada potência
Fonte da imagem: [Link]

Adverte para o perigo em locais onde se exerçam funções a


altas temperaturas

Fonte da imagem: [Link]

Tipo Sinal Significado


Adverte para o perigo em locais onde se exerçam funções a
Perigo baixas temperaturas

Fonte da imagem: [Link]

Adverte para o perigo de tropeçamento em locais com piso


saliente.

Fonte da imagem: [Link]

Não fumar

Proibição Fonte da imagem: [Link]


Passagem Proibida

Fonte da imagem: [Link]


Protecção dos olhos

Fonte da imagem: [Link]

Utilização de capacetes de protecção

Fonte da imagem: [Link]


Utilização de protectores auriculares

Fonte da imagem: [Link]

Tipo Sinal Significado


Utilização de calçado ou botas de protecção

Fonte da imagem: [Link]

Utilização de protectores individuais de mão

Fonte da imagem: [Link]

Utilização de protectores de corpo

Fonte da imagem: [Link]


Utilização de cintos de segurança em suspensões

Fonte da imagem: [Link]

Indicação de desligado

Informação
Indicação de avariado

Indicação de estado de reparação

Local onde se encontram as pessoas ou equipamentos para


prestação de primeiros socorros
Emergência

Fonte da imagem: [Link]

Indicação da direcção de uma saída de Emergência

Fonte da imagem: [Link]


Tipo Sinal Significado
Indicação de zona livre de trabalho

Indicação da saída de emergência


Refugio

Para além destes sinais, na electricidade também se usam placas de sinalização.


O objectivo da placa de sinalização é de prevenir os técnicos, operadores
electricistas e outras pessoas, o risco de electrocussão. Essas placas de sinalização dão
informação sobre os cuidados que devemos ter ou o perigo que estamos expostos quando
nos aproximamos da zona onde a placa se encontra montada. Abaixo apresentamos
algumas dessas placas possíveis de encontrar no local de trabalho ou em outro local:

Tipo Sinal Significado


Placas de Cuidado Cuidado – Alta tensão

Fonte da imagem: [Link]

Cuidado – Desligue a corrente eléctrica antes de


iniciar o serviço
Fonte da imagem: [Link]

Perigo – 380/420 v

Fonte da imagem: [Link]

Tipo Sinal Significado


Placas de Perigo Perigo – alta tensão

Fonte da imagem: [Link]

Perigo – Alta Tensão Mantenha-se Afastado

Fonte da imagem: [Link]

1.6 Riscos de Eletrocussão.

1.6.1 Choque eléctrico

O choque elétrico é o efeito pato fisiológico que resulta da passagem de uma


corrente elétrica através do corpo humano.
Quando o resultado deste efeito é a morte é habitual designar-se por eletrocussão.
A possibilidade da passagem da corrente elétrica pelo corpo humano depende muito
das características da instalação elétrica e respetivos circuitos, de algumas características
(normais e/ou anormais) de funcionamento dos mesmos, dos dispositivos de proteção neles
existentes ou não, e do tipo de aparelhos a eles ligados.

Efeitos do choque eléctrico


Estes efeitos dependem fundamentalmente dos seguintes fatores:
• Tipo de corrente
• Intensidade da corrente
• Tempo do contacto
• Percurso da corrente
• Resistência do corpo (humidade da pele)
Tipo de corrente - Existem dois tipos de corrente: alternada e contínua. Para intensidades
iguais o risco representado pela corrente alternada é maior. Para a corrente alternada o
risco diminui com o aumento da frequência (em Moçambique, a frequência de distribuição
é de 50 Hz).

Intensidade da corrente - é o fator mais importante no fenómeno do choque elétrico. A


norma europeia CEI 479 - 1, define 5 zonas de efeitos para correntes alternadas de 15 a 100
HZ, considerando pessoas de 50 Kg e um trajeto de corrente entre mão-mão ou mão-pé.
Efeitos patológicos da corrente
• De 0,1 a 0,5 mA - leve percepção superficial, normalmente sem nenhum
efeito patológico (zona 1);
• De 0,5 a 10 mA - pode provocar uma paralisia ligeira nos músculos dos
braços com princípio de tetanização (zona 2);
• De 10 a 30 mA - não se verifica nenhum efeito fisiológico perigoso se a
corrente for interrompida no prazo de 5 segundos (zona 2 e 3);
• De 30 a 500 mA - provoca a paralisia dos músculos do tórax com
sensação de sufocamento; existe ainda a possibilidade de fibrilação cardíaca
(zona 4); Superior a 500 mA - provoca lesões cardíacas irreversíveis ou
mortais.

Atente-se que, em determinadas circunstâncias, correntes entre 25 -


30 mA já são perigosas.

1.6.2 Resistência do corpo humano


O corpo humano é constituído por um conjunto de líquidos e tecidos orgânicos de
resistividade variável. Na perspectiva da eletricidade, pode-se considerar o corpo
constituído por um conjunto de resistências e condensadores.
O valor da resistência da pele depende de fatores tais como:
• Tipo de contacto: a resistência do corpo humano depende do trajeto da
corrente. Na prática, quando se fala da resistência do corpo humano, podem
considerar-se os seguintes valores médios, em função do trajeto da corrente:
i. mão-pé 1000 a 1500;
ii. mão-mão 1000 a 1500;
iii. mão-tórax 450 a 700;
• A humidade da pele: a humidade diminui a resistência da pele; a pele
seca e calosa oferece maior resistência.
• Superfície de contacto: o aumento da área de contacto diminui a
resistência do corpo.
• Tempo de contacto: a resistência diminui com o tempo de contacto.
• Pressão de contacto: a maior pressão de contacto corresponde uma
menor resistência.
• Tensão de contacto: a resistência do corpo diminui com o aumento da
tensão aplicada. Na realidade, as medidas de proteção são tomadas tendo
em conta a diferença de potencial a que estão submetidos dois pontos
diferentes do corpo humano.
• Tensão de segurança: é o valor da tensão de contacto que pode ser
indefinidamente suportada pelo organismo sem acarretar efeitos
fisiopatológicos perigosos. O RSIUEE, refere os seguintes valores:
i. 50 V, quando não há massas suscetíveis de serem empunhadas;
ii. 25 V, se houver massas suscetíveis de serem empunhadas ou
aparelhos portáteis com massas acessíveis.

1.6.3 Proteção contra choques elétricos

A proteção contra choques elétricos está dependente de uma série de variáveis,


entre as quais se destacam o tipo de contactos.
As situações suscetíveis de ocasionar o choque elétrico devem-se
fundamentalmente a dois tipos de contactos:
• Contactos diretos - Quando se toca diretamente num condutor ativo ou
neutro de uma instalação (partes sob tensão). Os meios de proteção contra
contactos diretos são:
i. Afastamento das partes ativas;
ii. Por isolamento das partes da instalação normalmente sob tensão;
iii. Por interposição de obstáculos que impeçam qualquer contacto
acidental com as partes ativas;
iv. Utilizando tensões baixas, não excedendo os 50 V.
• Contactos indiretos - Ocorrem quando se toca numa parte da instalação
que é condutora temporariamente, normalmente por avaria, mas que está
isolada das partes condutoras da instalação (é o caso típico da carcaça de um
aparelho elétrico).
Os meios de proteção contra contactos indiretos devem assegurar que em
qualquer massa ou elemento condutor estranho à instalação elétrica, não
exista uma tensão superior à de segurança.
Podem incluir-se em dois grupos:
i. Grupo I Medidas ou disposições destinadas a suprimir o próprio
risco, fazendo com que os contactos não sejam perigosos ou
impedindo contactos simultâneos de massas com elementos
condutores, entre os quais possa surgir uma diferença de potencial
perigosa;
ii. Grupo II Medidas ou disposições com o objetivo de ligar as massas à
terra, diretamente ou por intermédio do neutro da instalação,
associando-se a um dispositivo de corte automático que desligue a
instalação ou parte da instalação defeituosa.

Medidas de proteção do grupo I


a) Separação de circuitos de utilização das fontes de energia, por via de
transformadores (CA) ou de conversores (CC);
b) Utilização de tensões reduzidas de segurança, abaixo dos 50 V;
i. 24 V, de valor eficaz para locais húmidos;
ii. 50 V, para locais secos.
c) Separação entre as partes ativas e as massas acessíveis, através de
isolamento de proteção (classe II);
d) Inacessibilidade simultânea de massas e elementos condutores;
e) Isolamento de proteção;
f) Estabelecimento de ligações equipotenciais.

Medidas de proteção do grupo II


A proteção por ligação à terra consiste na união, por meio de condutores, de
todas as partes metálicas de uma instalação com uma derivação final à terra,
através de um elétrodo. Esta medida, obriga:
i. A ligação das massas à terra;
ii. Um dispositivo de corte automático que garanta o corte da corrente
em tempo oportuno.
2 PRIMEIRO SOCORRO PARA ELETRICISTAS TRABALHANDO COM BAIXA TENSÃO

2.1 Introdução para Primeiro Socorro

Durante a realização de trabalhos em instalações eléctricas podem acontecer acidentes


de trabalho, apesar de todas as medidas e normas de segurança existentes no local.
Em casos de acidente é imprescindível uma ajuda rápida à vítima ou à pessoa que sofre
o acidente pois os efeitos da corrente eléctrica de duração prolongada podem ser desastrosos e
fatais. Se dispormos de algumas regras de segurança, estaremos em condições de prestar
alguma ajuda a uma pessoa acidentada.
Na presença de um acidente eléctrico, um comportamento incorreto da nossa parte
pode por em perigo a própria vítima e a pessoa que vai ajudar a vítima.

2.2 Eletrocussão ou Choque Eléctrico

A qualquer pessoa que tenha tocado em um condutor ou peça sob tensão, mesmo que
ela aparente todas as aparência de uma pessoa morta, você deve proceder da seguinte
maneira.
I. Se uma vítima estiver em contato com um condutor ou uma fonte de
energia, a primeira coisa que se deve fazer é desligar o quadro geral da
instalação para garantir primeiro a sua própria segurança.
II. Se não tiver como desligar a fonte, coloque debaixo dos seus pés
material isolante (uma camada grossa de jornais, um tapete bem grosso de
borracha, uma tabua de madeira) - e tente afastar da fonte de energia os
membros da vítima em contato, empurrando com um cabo de vassoura ou
uma cadeira de madeira ou outro tipo de material isolante;

III. Retire a vítima da zona de perigo para outro local mais seguro;
IV. Com a máxima urgência, determinar os tipos de lesões que a vítima pode
ter (paragem cardíaca e/ou respiratória) e aplicar as medidas de
reanimação;
V. Após a reanimação, transportar a vítima ao centro hospitalar, sempre em
condições de se poder retomar as medidas de reanimação se necessário;
VI. Dar de beber à vítima enquanto consciente cerca de 20cm3 de água
misturada com uma colher de sopa de bicarbonato de sódio;
2.3 Medidas de Reanimação de Vítimas de Choque Eléctrico

2.3.1 A vítima não respira

Em muitos acidentes de trabalho, acontece que a vítima não respira. Para confirmar que
a vítima não respira:
I. Coloque-se em frente da boca e do nariz da vítima, coloca um espelho. Se
o espelho não se embaciar, então existe uma paragem respiratória.
II. Outra possibilidade é aproximar um pequeno pedaço de papel sobre a
boca e o nariz da vítima e observar se este papel se move. III. Verifique
também se o tórax está móvel ou não.

2.3.2 Massagem respiratória

Para fazer respiração artificial deve-se usar o método boca a boca ou um insuflador.
Para isso:
I. Deitar a vítima de barriga voltada para cima e limpar a boca, as narinas e
a garganta de mucosidade, vómitos ou qualquer outro corpo estranho;
II. Colocar uma mão sobre o queixo e a outra sobre a testa e inclinar ou
puxar fortemente a cabeça para trás, de modo a que a garganta fique
direita. Assim, as vias respiratórias manter-se-ão desimpedidas;
III. Tape o nariz da vítima, para que o ar que você assoprará na boca
não saia pelo nariz dela. Aspire profundamente e insufle o ar na boca da
vítima.

IV. Enquanto insufla e aspira de novo, verifique se houve elevação e


abaixamento da caixa toráxica da vítima, para melhor controlar a eficácia
do método. Repita a insuflação 12 a 14 vezes por minuto;

V. Se você tiver um “bocal”, aplique este e faça como anteriormente, mas


insuflando através do bocal;
VI. Ou se você tiver um insuflador mecânico, use-o, aplicando
corretamente a máscara ou o bocal com a cabeça da vítima na posição
adequada;

VII. Continuar a respiração artificial até que a vítima respire de novo


ou até chegar ao médico;

VIII. Não dar de beber à vítima enquanto inconsciente;

IX. Evitar o arrefecimento da vítima, tapando-a com uma manta;

2.3.3 Massagem cardíaca

O coração da vítima não bate:

Em muitos acidentes de trabalho, acontece que o coração da vítima está parado, a


circulação sanguínea foi interrompida. Pode-se verificar isso se se colocar o ouvido na zona do
tórax da vítima para ouvir os batimentos do coração, ou pegar o pulso da mesma para sentir se
há pulsação do coração. Outro sinal é o das pupilas que ficam dilatadas.
Na maioria das vezes, as paragens cardíacas são acompanhadas de paragens
respiratórias. Para fazer massagem cardíaca, deve-se:

I. Deitar a vítima de barriga para cima, libertando as vias respiratórias


superiores;
II. Aplicar as palmas das mãos sobrepostas sobre a metade inferior do osso
externo e exercer enérgicas compressões com a ajuda do peso do seu
próprio corpo a um ritmo de 60 a 80 compressões por minuto;

2.4 Queimaduras Eléctricas

Na manobra de seccionadores em carga, fusíveis e até em casos de curto-circuitos, é


comum, o surgimento de arco eléctrico que pode provocar queimaduras nos operadores ou
pessoas circunvizinhas. Estas pessoas podem sofrer queimaduras eléctricas.
Dependendo da gravidade, as queimaduras eléctricas podem ser:
• 1º grau – são pouco extensas, a pele torna-se vermelha, aparece um
inchaço e a dor é discreta:
• 2º grau – são extensas, aparecem bolhas sobre pele vermelha, as dores
são mais intensas:
• 3º grau – são muito extensas, a pele torna-se branca ou carbonizada,
com pouca ou nenhuma dor na área de 3º grau:

3 COMBATE DE INCÊNDIOS EM INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS

3.1 Fogo e Transmissão de Calor

O fogo é uma reação química que fornece calor, luz e chama. Só existe fogo na presença
de três elementos básicos (combustível oxigênio e calor).

O fogo pode ser definido como produto da combustão de material sólido, líquido, gasoso,
com liberação de luz e calor.

Oxigênio é o comburente e o material que queima, é o combustível (pode ser sólido,


líquido, em forma de vapor ou ainda na forma gasosa).

Calor é a quantidade de energia, unidade de medida [J], [cal].

Temperatura é o nível de energia, unidade de medida dada em graus [C], [F], [K].

Transmissão do calor:
Condução - propagação através de um meio físico (continuidade molecular) ex: barra de
aço.

Convecção – propagação através de um meio circulante gasoso ou líquido (correntes


"térmicas" de vapores) ex: evaporação de solventes, vazamento de GLP.

Irradiação – propagação por ondas caloríficas que um corpo aquecido transmite em todas
as direções semelhantes à luz. Ex: calor do sol, chapa de metal aquecida (solda).

Combustão – é uma reação química em cadeia (contínua), de oxidação rápida entre um


combustível, um comburente, com adição de energia de ativação, liberando luz e calor.

Combustível – é todo material que libera vapores inflamáveis chegando a ponto de


combustão

a) Sólido – madeira, papel, tecido...


b) Líquido – gasolina, álcool, éter, tinta, solvente...
c) Gás – hidrogênio, GLP, acetileno, metano...
Comburente – é o oxigênio do ar
Ar atmosférico – é a mistura de oxigênio 21%, nitrogênio 78% e 1% de outros gases.
Reação química – reação de oxidação do combustível pelo oxigênio do ar.

3.2 Triângulo do Incêndio ou de Fogo

Para haver fogo, é necessária a existência de calor, combustível e oxigênio,


concorrendo simultaneamente, em proporções definidas. Para facilitar a compreensão dos
elementos essenciais do fogo, dispusemos tais elementos como se fossem os três lados de um
triângulo, que chamamos triângulo do fogo. Quando os três lados estiverem juntos, formando
o triângulo, haverá fogo; quando faltar um ou mais lados, não haverá fogo.

Três são os processos de extinção de incêndio que têm por objetivo quebrar o
triângulo do fogo:
• Resfriamento – É a redução gradual do calor contido nos corpos que ardem, até a
diminuição suficiente da temperatura. Para esse fim, é comumente empregada a água.
• Abafamento - Ocorre com a redução do percentual de oxigênio (comburente) que
alimenta o fogo, em torno de até 13% de O2 para apagar chamas e inferior a 8% para
extinção de brasas. Pode ser realizado, entre outras maneiras:
i. Pela cobertura ou envolvimento do corpo em chamas;
ii. Pelo fechamento hermético da área de fogo;
iii. Pela obstrução ou calafetagem de passagens e portas; e iv. Pelo emprego
de substâncias incombustíveis.
• Isolamento - Consiste em evitar a propagação do incêndio, através da retirada do
combustível que ainda não queimou de perto do foco de incêndio.

Normas para Prevenção e Combate a Incêndios

• Instalar, sempre que possível, aparelhos de detecção e alarme, para avisarem


quando o fogo estiver ainda em formação, proporcionando um combate mais eficaz.
Há uma razoável quantidade de tipos de detectores e alarmes no mercado;
• Não jogar ou colocar fósforos ou cigarros em cestos de lixo. Alguns grandes
incêndios começaram assim;
• Não usar extintores de espuma, água-gás e/ou água pressurizada em circuitos
elétricos energizados;
• Manter o extintor sempre em seu local, limpo, bem conservado e em perfeitas
condições de uso (carga, pressão etc.);
• Informar a todos os funcionários/estudantes e pessoal de trabalho a localização
dos extintores, para que classe de incêndio eles servem e como usá-los;
• Proibir a obstrução da área destinada ao equipamento de combate a incêndio;
Risco de Incêndio Devido à Corrente Eléctrica

Nas instalações onde existe grande número de substâncias inflamáveis. A corrente


elétrica pode estar na origem dos incêndios, normalmente causado pelo:

• Sobreaquecimento devido à deterioração do material isolante dos condutores


elétricos, por efeito de Joule,
• Arco elétrico produzido por equipamentos ou por eletricidade estática;
• Defeitos dos equipamentos que podem provocar faíscas suscetíveis de provocarem
explosões quando a trabalhar em atmosferas explosivas.
Sobreaquecimento
As principais causas de sobreaquecimento são as sobreintensidades, ou seja
correntes elétricas de intensidade excessiva, em relação ao valor calculado para o respetivo
condutor.
Estas sobreintensidades, por sua vez, podem ter origens diversas:
i. Sobrecargas: quando a corrente que percorre o condutor é superior à
intensidade para a qual ele foi projetado (intensidade nominal). Esta
situação ocorre habitualmente quando se ligam cargas em excesso;
ii. Curto-circuito: quando se tocam dois condutores entre os quais existe
uma determinada diferença de potencial e entre os quais a resistência é
muito pequena ou nula. Esta situação que provoca a passagem instantânea
de correntes de valor elevado e provoca quase sempre a fusão dos
condutores, acompanhada de pequenas explosões;
iii. Defeitos de isolamento: devidos à má execução da instalação ou de
equipamentos elétricos, ao envelhecimento do material, ou ao tratamento
negligente dos cabos de ligação, permitindo que os veículos passem por
cima provocando danos sobre o isolamentos;
iv. Resistência de contacto: resultante de ligações elétricas através de
contactos imperfeitos, como ligações mal apertadas ou terminais algo
soltos, provocando uma resistência elevada à passagem da corrente.
Arco elétrico
O arco elétrico que pode estar na origem de muitos incêndios numa oficina, resulta
normalmente de:
i. Trabalhos de soldadura;
ii. Faíscas produzidas pelo funcionamento anormal de equipamento
elétrico;
iii. Faíscas produzidas pela eletricidade estática e por descargas
atmosféricas.

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